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amandaplima

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Tudo que amandaplima postou

  1. haha sim, a cotação da libra ta matando a pau... não tem bolso que aguente! Fui pra Oban de trem, comprei a passagem saindo de Edimburgo, daí tinha parada com troca de trem em Glasgow e de lá direto até Oban. Foram cerca de 4h no total eu acho, mas adorei viajar de trem e ainda mais esse caminho em particular, que passa por tudo de lindo que a Escócia tem a oferecer... lagos, montanhas, chuva, nevoeiro, e um castelo no meio do caminho. Não tem o que dizer, pra onde quer que você decida ir na Escócia... vai ser lindo!
  2. DIA 9 - 12/06/2017 – SEGUNDA FEIRA Não lembro a hora que acordei, nem a hora que sai do hostel, só sei que foi meio tarde e que eu tomei um copo de leite com café e parti rumo a National Gallery. Como já disse, visitei ela meio por cima no meu segundo dia em Londres, mas como minha câmera ficou sem bateria, eu decidi que voltaria novamente. Fui direto pra lá, e dessa vez fiz a visita certinho. Passei no balcão de informações, peguei o mapa (£ 1) e iniciei minha visita. A entrada é gratuita. Que lugar incrível! Esse foi meu museu preferido... não entendo quase nada de arte, mas não deixo de apreciar por esse motivo. Fico perdida no meio daquelas pinturas lindas, tanto dos “quase-anônimos” quanto dos grandes mestres. As pinturas são maravilhosas. O prédio em si é lindo de viver. Vale muito muito muito a pena visitar. Eu quase me dou ao luxo de dizer que passei por todas as salas (exceto as de exibições temporárias), e não devo ter ficado mais de 2h30 lá dentro, então mesmo se estiver com pouco tempo, ou não seja tãaao interessado em arte, dá pra perder uma meia hora por lá pra ver, pelo menos, os clássicos Quando sai de lá estava com fome, então procurei qual Shake Shack ficava mais próximo, porque né, quando você acha algo que gosta no meio de um mar de coisas que não gosta... O mais fácil de chegar era o que ficava no Soho, então peguei o metrô ali em Charing Cross (na frente do museu) e desci na estação de Piccadilly Circus, terminei de chegar a pé. Lá eles têm um segundo andar, onde só tem mesas, então fiz meu pedido, peguei meu lanche e sentei numa mesinha na janela. Quando olhei pro lado nem acreditei no que vi... M&M’s World! Já sabia meu destino depois que terminasse de comer haha Geeeente, que loja mais incrível! Você nem precisa gostar de M&M pra ir naquela loja... Se não me engano tinha um andar pra cima, num mezanino, o térreo, na altura da rua, e dois andares pra baixo. A loja é imensa, tem de tudo o que você imaginar relacionado a M&M e todas as cores do doce que você quiser, seja de chocolate ou de amendoim. Não ia comprar nada, porque tudo é bem caro e eu tinha comprado um pacote grande de M&M no mercado no outro dia por tipo £ 1.50. Maaaas, é claro que eu vi a caneca mais linda da face da Terra e ela necessitava ser minha, dai ferrou. Custou um pedaço do fígado, mas valeu cada centavo ❤️ £ 12.95 essa belezura (e, depois que fiz as contas, não achei tão cara, primeiro porque ela é enorme, segundo, vai tentar comprar uma dessas aqui pra ver se paga menos de 50, 60 reais... então achei que foi um gasto ok!). Também tinha que levar um pouco de M&M da própria loja né, então peguei um copo, que tinha preço fixo de £ 6.95 e você enchia com o quanto quisesse – se a tampa dele fechasse, tava valendo! Tinham também saquinhos, que daí eram cobrados por peso, não lembro quanto era, mas não era pouca coisa, e a maioria das pessoas tavam pegando com ele. Eu acho que elas pensaram que era £ 6.95 só o copo, e mais o peso dos doces depois – mas era £ 6.95 o copo cheio! Tinham umas mantas muuuuuuuuuuuuuuuuito fofas. As mantas mais macias que já senti na minha vida. Mas eram mais de £ 30 cada uma Quando passei no caixa me ofereceram uma mantinha mais sem vergonha por £ 3.00 hahaha Peguei né, por £ 3! Hoje ela fica no canto do sofá em casa... é nossa manta do cochilo haha Sai de lá que nem uma doida, porque meu horário no Sky Garden era 16h15 e nisso já eram 15h50. A estação de metrô mais próxima de onde eu estava era Covent Garden, e segui pra lá na correria. Queria ter parado na Lego Store – fica em frente ao M&M’s World – mas não deu tempo Mas acredito que Deus sabe o que faz hahaha não teria dado certo minha pessoa numa loja de lego, ia querer trazer um jogo para cada um dos meus priminhos, e eu tenho MUITOS priminhos! Haha (MENTIRA, ia querer trazer pra mim mesmo!!!) Me confundi no metrô, e, ao invés de pegar o metrô que ia para a estação Monument – que é do lado do Sky Garden – desci em Bank, que também é próxima, mas não tanto. Eu cheguei na estação de Bank já eram 16h15. Tive que parar até meu celular voltar a ter sinal pra olhar no mapa e não seguir na direção errada novamente. Quando ele voltou, consegui chegar com facilidade no prédio. O esquema de segurança pra visitar o Sky Garden foi o mais cheio dos paranauê que eu vi na viagem toda. Quase tão rígida quanto as dos aeroportos. Detector de metais, máquinas de scanner e raio-x – pra você e seus pertences. Cheguei um pouco atrasada mas ninguém nem falou nada, porque como, em tese, você tem uma hora lá dentro com o seu ingresso, chegando dentro desse espaço não vejo porque não te deixariam entrar. Lá em cima ninguém fica conferindo ingresso também não. Talvez no pico do verão se lotar demais aconteça, mas nesse dia fiquei até a hora que quis e ninguém falou nada. O Sky Garden é reservado pela internet, no site próprio deles, e as datas abrem geralmente com um mês de antecedência. É gratuito, e, posso falar? Achei que valeu muito mais a pena do que se eu tivesse pagado as absurdas quase £40 que custa pra subir no Shard, porque esse prédio do Sky Garden fica EM FRENTE ao Shard, então além de tudo, você tem ele na vista! Tem um bar, ou talvez sejam dois, lá em cima. Fiquei com a dúvida: se você fizer uma reserva pro bar, você consegue subir mesmo sem ingresso? Ou o bar só está lá pra quem está fazendo o passeio? Enfim. Também tem um restaurante, mas esse fica meio que pairando em cima do jardim, achei estranho haha Estava me sentindo cosmopolita, então pedi um drinque. Mentira, era limonada - £ 3.50 haha Me sentei em uma das mesinhas que ficam bem de frente com o mirante. Que vista, que lugar, que beleza! Fiquei lá um tempãaao mesmo... por um momento pensei até em esperar o pôr do sol, mas estávamos numa época do ano em que isso acontecia muito tarde, então acabei indo embora umas 19h. Sai de lá e fui andando até a estação de metrô Monument, que foi nomeada em referência ao Monumento ao Grande Incêndio de Londres, de 1666. O construíram no marco zero, onde na época ficava a padaria que iniciou o fogo. Pra quem gosta, a BBC fez uma série contando a história, se chama The Great Fire. Durante o dia o monumento funciona como um mirante, não sei quanto custa, mas parece que tem um elevador que vai até o topo. Quando sai de lá fiz a pior burrada de toda a viagem. Mas assim, A PIOR BURRADA. Metade da família tinha pedido coisas, e eu ia deixar pra comprar no último dia em Londres por motivo de: não ter que carregar mala e não acabar usando meu dinheiro de emergência antes do fim da viagem. Acabou que eu tive uma margem maior pra gastos supérfluos, então decidi passar na Primark comprar algumas coisas antes de ir pra Escócia (até porque eu realmente precisava de um casaco a prova de vento, minha parka era quentinha, mas como lá ventava muito e ela era de lã, não tava resolvendo muita coisa pra ventania). Então lá fui eu. Não vou dar detalhes das minhas compras (pra quem quiser saber mais sobre preços e variedades manda uma mensagem privada que eu respondo, mas aqui não acho que seja necessário), o que importa é que: comprei bastante coisa e também comprei uma mala G daquelas duras, de quatro rodinhas, pra carregar as compras. Meu gasto total na Primark nesse dia foi £ 211.00. Sim, comprei coisa pra caraleo. Só no caminho da loja até o hostel, passando por duas estações de metrô e algumas escadarias... ó, o arrependimento chegou tão rápido! Mas a caca já estava feita, não ia voltar na loja e devolver tudo agora (até porque sai da loja quase na hora de fechar, as 22h). Enfim. Cheguei no hostel as 22h20 mais ou menos, e as luzes do meu quarto já estavam apagadas, sendo que eu ainda precisava rearrumar minhas malas pra ir embora no dia seguinte pra Edimburgo. Ah é, não comentei ainda das minhas colegas de quarto: 90% eram orientais. Não sei se é uma coisa cultural, mas elas iam dormir super cedo e já iam apagando as luzes do quarto Em todos os outros dias eu fazia minhas coisas no escuro mesmo, mas nesse dia me recusei. Pelamor né, nem era tão tarde assim, e todas as outras garotas não japonesas/coreanas/chinesas estavam andando pelo quarto fazendo coisas ainda. Acendi a luz mesmo. Falei “sorry, but I have to pack, I’m leaving in the morning” e acendi mesmo. Tentei não fazer muito barulho e fazer o mais rápido que deu. Em meia hora arrumei tudo dentro das duas malas – só deixei minha roupa que ia usar na manhã seguinte pra fora. Meu trem para York sairia no outro dia as 09:30. Eu iria passar o dia por lá e seguir para Edimburgo no fim da tarde. Ó... se apenas eu soubesse o que me aguardava! hahaha GASTOS Alimentação £ 12.95 (Shake Shack) Souvenirs!
  3. DIA 8 – 11/06/2017 – DOMINGO Nesse dia meu plano era visitar a cidade de Cambridge. Meu trem sairia as 09:00, então pra não correr o risco de perder, acordei as 07h, só me arrumei e já segui para a estação de trem. Esse trem sairia da estação de Liverpool Street, que é um pouquinho mais longe, então o metrô até lá levaria mais tempo. Uma coisa que ninguém quase nunca fala nesses relatos é: como viajar cansa! Gente, sério, pelo menos em Londres que é uma cidade plana e que passa a impressão de que tudo fica perto, você acaba andando muito mais do que sequer imagina ser capaz! E como anda olhando pros lados e tirando fotos e observando a arquitetura e a paisagem, você nem percebe o quanto tá andando... até a hora que para e senta e suas pernas quase desmontam! Eu estava sem preparamento físico nenhum pra essa viagem, saí de uma vida totalmente sedentária para caminhar quilômetros e quilômetros por dia. Meu corpo aguentou, mas gente, a canseira era grande de vez em quando viu... por mais lindo que tudo é, tem horas que dá vontade de chamar um táxi e ficar bem aconchegado no banquinho enquanto ele te leva pra algum lugar haha Mas enfim, cheguei na estação, a passagem dessa viagem já tinha vindo no meu e-mail, então não precisava trocar nas máquinas. Cheguei um pouco mais cedo, então aguardei aparecer no telão de qual plataforma meu trem sairia e segui pra lá assim que foi anunciado. Nesse trem para Cambridge não haviam reservas de assentos, então só procurei por um que fosse virado para a direção da viagem e me ajeitei (os trens tem bancos virados pra ambos os lados porque eles viajam pra ambos os lados – coisa que eu não sabia porque hey, nunca andei de trem na vida, mas sim, eles não precisam “dar a volta”, e como me dá náusea andar de costas pra direção da viagem, tive a preocupação de sempre quando possível reservar assentos virados pra direção que o trem estivesse indo - que não necessariamente era pra “frente”). Não sei o que estava acontecendo naquele dia, mas era um domingo no final do semestre e o trem estava basicamente ocupado por pessoas orientais com roupas sociais (tipo aqueles uniformes de escolas particulares onde os adolescentes usam terno e gravata pra aula?). Não sei se era alguma visita de alguma escola chinesa, japonesa ou coreana para a universidade, mas eles estavam conversando em uma dessas línguas entre si. Achei tão primeiro mundo isso haha Fiquei ouvindo música no meu lugar até chegar lá, de Londres a Cambridge o trem levou cerca de uma hora. Havia dado uma olhada no mapa da cidade antes da viagem e sabia que a estação de trem ficava um pouco afastado do centro de Cambridge, onde ficam as universidades e as capelas. Como eu não havia tomado café da manhã e estava com um pouco de fome (eram umas 10h), parei em um Café Nero logo em frente da estação e pedi uma limonada suíça, um croissant de manteiga e um de chocolate, deu £ 6.50+-. Tava maravilhoso! Esses croissant do Nero são divinos e eu comi várias outras vezes. Sentei em um dos banquinhos do lado de fora pra comer e depois segui em direção ao centro. Esse foi um dos momentos em que eu queria pedir um táxi e só ficar sentadinha enquanto ele me levava até lá. O caminho até lá não tem nada de especial, é só uma rua/avenida normal, e, junta o cansaço das pernas, a vontade de ter ficado dormindo mais um pouco, a falta de coisas lindas nesse trecho em particular... nossa, deu um desânimo haha Por isso que falo, viajar sozinho é maravilhoso, mas nesse momento em particular, se tivesse tido alguém junto pra ir conversando, parece que teria chegado mais rápido. Mas enfim, pequeno momento depressivo superado haha fui chegando mais perto do centro e começaram as construções mais antigas e bonitonas. Chegando na Market Square, percebi que havia uma feira acontecendo, como era domingo de manhã imagino que seja a feira recorrente da cidade e não algo que estava acontecendo por uma ocasião especial, ou algo do tipo. Haviam barracas de comidas, souvenirs, roupas, bordados, bijuteria, prata celta (ou é o que eles dizem haha), livros, discos, enfim, de tudo! Passei também por algumas das lojas que estavam abertas na rua da praça, e entrei pela primeira vez numa papelaria inglesa. Gente, só quem me conhece pra entender minha obsessão com artigos de papelaria hahahaha Quando entrei naquela WHSmith meu coração bateu mais rápido ❤️ Que lindo lá dentro! Só quem tem esse amor por papel me entende nessas horas hahaha Comprei um caderno de tamanho médio com três divisórias por £ 3.90 e um estojo com 20 canetas da Stabilo por £ 7.99 numa promoção *--* Sai de lá e fui em direção a King’s College. Por orientação da Adriana, daqui do Mochileiros mesmo, pesquisei antes quais College’s estariam abertas a visitação, porque em época de provas elas fecham para os turistas. Acabou que todas que me interessavam estavam fechadas haha Assim que você entra na King’s Parade já existem dezenas de estudantes oferecendo o passeio de Punting, então caso não tenha pesquisado ou reservado anteriormente, pode comprar lá na hora. Eu já havia reservado o meu pelo site do Visit Cambridge porque saia a £ 15, enquanto os passeios lá na hora geralmente saem a £ 20 ou £ 25, dependendo da temporada e da disponibilidade naquele dia. Eu tinha anotado alguns lugares para visitar, lugares que pelas minhas pesquisas estariam abertos, a Great St. Mary’s Church, King’s College Chapel, The Round Church e o Museu Fitzwillian. Li que o que vale muito a pena na Great St. Mary’s é a vista, mas que a igreja em si não é imperdível, então como não estava a fim de subir muitos degraus, acabei não visitando, só passei na frente. Para visitar a capela da King’s College é necessário comprar o ingresso, £ 9, ele é vendido tanto na loja da universidade, na King’s Parade, quanto na entrada da capela em si, que é por trás, meio escondida. Por eu ser a louca da pesquisa, me surpreendeu como eu havia ignorado a Capela de King’s College durante todo o planejamento dessa viagem... eu realmente não sabia nada dela! Aliás, mentira, eu sabia que a King’s College havia sido fundada pelo Rei Henry VI. Mas só. E, gente, como ela é linda! Eu não fazia ideia. Nessa hora a bateria da minha câmera estava acabando, o que me deixou muito puta porque ela parecia estar escolhendo os dias mais legais pra me deixar na mão. A capela é tão enorme e comprida que você fica até meio perdido de pra onde olhar. Tirar fotos lá dentro então é um pesadelo, porque você quer pegar o chão, as paredes, os vitrais e o teto tudo na mesma foto hahahaha Ela é linda, e dentro dela também existem aquelas pequenas capelas individuais, todas muito bonitas! Existe um pequeno passeio dentro da capela também, você entra por uma porta lateral e tem uns painéis e alguns objetos em exposição, tudo relacionado a fundação e construção da Capela. Fiquei um tempo sentada lá, só olhando tudo e tirando fotos. A bateria da câmera acabou aí. Quando sai de lá eram perto das 14h, decidi já ir a caminho do passeio de Punting – não sabia quanto tempo levava o passeio, imaginei que cerca de 30 minutos (foram 40~45 minutos) – então abri o aplicativo de mapas do meu celular e joguei o nome da empresa pra ver onde ficava exatamente. Assim como a maioria das empresas que fazem Punting, as barracas ficam na beira do Rio Cam. A que eu havia reservado, naturalmente, era a mais afastada no mapa haha Segui pra lá olhando sempre no mapa, não podia me dar ao luxo de me perder em Cambridge, afinal, não tinha tanto tempo assim na cidade. No meio do caminho, ao virar uma esquina, dei de cara com a igreja redonda! Nem acreditei na minha sorte, porque achei que não ia dar tempo de visitar ela. Achei ela pequena e charmosa de fora, e, assim que entrei, um senhor sentado numa mesinha já me recepcionou muito bem. Não lembro com exatidão quanto custou o ingresso, mas foi algo na faixa de £ 3.50~£ 4.50, e ele ainda me perguntou se eu era estudante no Brasil, porque se fosse o caso, eu teria direito a desconto no valor da entrada. Pensei comigo mesma pela milésima vez “que diferença!”, por aqui ninguém não só não oferece, como nem sequer se importa em te lembrar que você pode ter direito a um desconto ou meia-entrada. A igreja por dentro também é bem pequena e pra muita gente talvez não chegue a interessar, mas eu achei muito fofa, e adorei como eles se esforçaram pra tornar aquele ambiente um pouco mais do que ele é, dar um apelo a mais. Ela é uma das únicas igrejas redondas que remanescem na Inglaterra, sobreviventes do tempo, e anteriores as construções das igrejas em formato de cruz. Existem vários painéis que fazem o círculo da construção original contando sobre a fundação e construção da cidade de Cambridge desde os celtas. Também há exibição de um documentário, que agora não lembro o tema exato, mas era relacionado a cidade, em um lado da igreja. Em um dos painéis informava que existia tour guiado em certos horários, pelo que vi tinha um terminando no momento que cheguei, mas não é extremamente necessário para a construção - deve ser interessante para saber mais sobre a cidade. Como eu tentei realmente ler todos os painéis, devo ter levado uns 30~40 minutos por lá, mas a visita em si dá pra fazer em 10 minutos. Quando sai de lá já eram mais de 15h. Finalmente fui em direção ao Rio Cam e a Margareth’s Punting Company. Quando encontrei o point deles perto do rio, só entreguei meu e-mail com a confirmação da compra e ela já me encaixou no próximo passeio, que sairia as 16h. Aqui foi uma das maiores raivas da minha câmera na viagem! Ela me largou em momentos de necessidade duas vezes importantes, aqui foi uma delas. Só consegui tirar fotos e filmar o passeio com meu celular, que então começou a anunciar que estava de saco cheio, digo, armazenamento cheio! O passeio é lindo. Incrível. Foi uma das melhores experiências de toda a viagem. Meus companheiros de viagem foram um grupo de amigos da Colômbia e uma família chinesa que mora na Inglaterra. A filha do casal chinês era uma graça, ela que manteve o nosso guia/motorista sempre falando e ocupado. Que passeio mais gostoso! Ele vai realmente contando histórias sobre a arquitetura dos prédios, a vida universitária, a própria história das universidades... é demais Passeio que eu mais recomendo da viagem toda! Na ida a Cambridge poderia não ter acontecido mais nada, que só de fazer esse passeio já teria valido a pena! Por ser domingo, achei que a cidade não estaria tão cheia... como estava enganada! Ela estava lotada de turistas! E mais de uma vez ouvi o “brasileiro” sendo falado nas ruas. Quando terminou o passeio de Punting eram quase 17h, meu trem sairia as 17h29, então comecei a caminhar de volta pra Market’s Square e de lá para a estação de trem. No meu ritmo – e nessa hora eu já estava bem cansada – eu levaria uns 20 minutos da praça central até a estação, e da estação de Punting até a praça central mais uns 10 minutos, então decidi que não ia tentar correr pra pegar o trem não... se perdesse, perdeu, em seguida teria outro de qualquer forma. Realmente não corri, fui andando tranquila, parei pra comprar um sorvete (que por sinal era vendido em barraquinhas em cada esquina da cidade), duas bolas saíram £ 4.00+-. Quando cheguei na estação era 17:36. Comprei uma nova passagem de volta pra Londres, +-£ 17, e segui meu caminho feliz da vida. Além do café da manhã e do sorvete, não havia comido mais nada durante o dia, e estava com uma ânsia por comida de verdade... que vou te contar! Estava com vontade de experimentar comida indiana já fazia algum tempo, então decidi que hoje seria o dia. Meu gasto com alimentação estava bem abaixo do esperado então ia me dar ao luxo de comer num restaurante de verdade. Assim que cheguei no hostel troquei meu tênis por uma sapatilha, troquei minha parka gigante por um casaco preto menos esportivo e joguei no google “best indian restaurants in London”. Várias opções apareceram, dentre essas eu vi quais eram mais acessíveis no TripAdvisor e acabei me decidindo pelo Massala Zone. Vi que o restaurante fechava aos domingos as 22h, como ainda eram 20h imaginei que daria tempo, e lá me fui. Depois descobri que havia mais de um Massala Zone em Londres – eu fui no que fica próximo a Carnaby Street. Decidi que iria de ônibus, porque uma das linhas que passava na Finchley Road (rua debaixo do hostel) ia direto para Oxford Circus, e de lá seria fácil terminar de chegar a pé até o restaurante. Foi o que fiz. Fora do horário de pico os ônibus são rapidinhos pra chegar onde precisam. Aaah, detalhe! A bateria do meu celular havia acabado em Cambridge, por causa das fotos e vídeos do passeio de Punting, então eu sai do hostel só com a minha câmera (cuja bateria eu carreguei durante a viagem de trem – vários trens tem entradas de usb e energia então dá pra aproveitar pra carregar os eletrônicos enquanto viaja!). Cheguei no ponto onde ia descer e peguei o mapa, onde já tinha marcado a localização do restaurante e só segui reto, certa do que eu estava fazendo. Pensei que tinha alguma coisa estranha porque tudo parecia muito residencial, mas ok, era uma região da cidade que eu não havia explorado ainda então vamos lá. Ok. Depois de andar por uns 15 minutos e chegar exatamente onde meu mapa estava riscado, percebi que alguma coisa estava definitivamente errada. Parei numa esquina, olhei pra todos os lados, e fui na direção da rua que parecia ter mais movimento de carros. Quando cheguei lá tentei reconhecer os prédios, as placas com os nomes das ruas, qualquer coisa! Nada. Finalmente, quando passei na frente de um prédio bem bonito, cheio de carros na frente (acho que era uma casa do governo ou algum baile muito chique, pela pompa do lugar), vi uma fileira de carros pretos parados. Táxis! Terminei de caminhar só até a próxima esquina, continuei sem reconhecer nada. Desisti. Voltei até a fileira de táxis e andei pela primeira vez num black cab. Ele me levou até a porta do restaurante, não lembro quando custou a corrida, mas foi cerca de £ 7. Descobri então o meu erro. Eu havia feito o caminho certinho, na direção errada hahaha Quando cheguei no restaurante nem sei que horas eram, mas já devia passar das 21h. O restaurante não estava lotado, então assim que dei meu nome, já me sentaram numa mesa para duas pessoas, ao lado das janelas. Nunca tinha comido comida indiana na vida, então estava ansiosa para provar. Quando recebi o menu tive minha primeira decepção: eles não tinham Chicken Tikka Massala. Enquanto pesquisava sobre restaurantes e assistia vídeos de viagem no youtube, encontrei várias referências a esse prato indiano, que era dito ser um pouco mais suave, e uma boa escolha pra quem está experimentando pela primeira vez e quer pegar leve na pimenta. O segundo prato que tinha ouvido falar era o Butter Chicken. Como não quis ser muito aventureira – até porque sou alérgica a bastante coisa – decidi ir por ele mesmo. Existia a opção de pegar o prato com um acompanhamento “puro”, ou ele num combo com vários outros acompanhamentos. Escolhi a segunda opção. Para beber pedi um suco de laranja (não bebo álcool). Assim que experimentei já senti a pimenta... gente, o negócio é forte mesmo! Haha Enquanto comia, pedi um copo de água da torneira pro garçom, pra ajudar a amainar a pimenta. Ele me trouxe logo uma jarra haha Também acabei pedindo outro suco. Ao fim, a conta, com gorjeta, deu £ 25.03 . Não dei conta de comer tudo, e o pior é que nem foi pela pimenta, porque era só tomar água que ajudava. Meu problema foi o curry. Tudo que veio no prato parecia ter curry e o sabor começou a me deixar de estômago embrulhado. O frango era saboroso, e tudo era bem temperado. Mas em tudo tinha curry. Valeu a pena por ser uma experiência gastronômica nova, e o restaurante é super bem avaliado e todo mundo que estava lá parecia estar adorando tudo! Então, pra quem gosta, eu recomendo o restaurante sim, porque a comida estava boa (dentro do que eu consegui comer haha), o serviço foi ótimo e o ambiente também era bem gostoso, mais familiar, não tão baladeiro ou exclusivo. Gostei muito e me senti super a vontade, mesmo estando sozinha! Finalmente quando sai do restaurante já era quase 23h. Fiquei com dó dos funcionários, porque nas mesas ao meu redor as pessoas ainda estavam comendo e conversando animadas, sem a menor cara de que iriam embora tão cedo. Quando cheguei no hostel estava realmente acabada. Tomei um belo de um banho, me enfiei debaixo das cobertas na cama e fiquei assistindo Gilmore Girls na Netflix até quase uma da manhã hahaha Não tinha nada planejado pro dia seguinte, exceto a visita ao Sky Garden no fim da tarde e planejava acordar na hora que Deus quisesse, sem despertador nem nada disturbando meu soninho. GASTOS: Alimentação £ 35.53 (Café Nero + Sorvete + Massala Zone) Atrações £ 28.50 (Kings College Chapel + passeio de Punting + Round Church) Transporte £ 37.00 (passagem de trem + passagem do trem que eu perdi + taxi) Souvenirs!
  4. DIA 7 – 10/06/2017 – SÁBADO Bom, nesse ponto vocês devem estar pensando “a viagem dela foi tranquila o suficiente, nenhum grande perrengue ou grande aventura aconteceu, que bom que deu tudo certo”. Oh dear, oh dear, oh dear. Hoje começam uma série de eventos dos quais eu chamo carinhosamente de “o trem me perdeu” HAHAHAHAHAHA Meu dia começou ok o suficiente. Meu trem saindo de Paddington para Bath estava marcado para as 08:30, então acordei as 07h, me arrumei, arrumei minha mochila com as coisas que ia precisar no dia (câmera, meu GorillaPod, um pacote de Pringles, garrafa de água e chocolate) e parti rumo à estação lá pelas 07:50. Comprei a passagem pelo site da Trainline, e paguei £ 29.00 pela ida e volta. Não havia recolhido meus tickets nas máquinas ainda, por motivos de: esqueci (e também não havia passado por nenhuma estação de trem, exceto o dia do Harry Potter, que foi daquele jeito). Meu caminho no metrô seria Swiss Cottage-Baker Street e Baker Street-Paddington. Não me perguntem o que deu errado, porque eu não sei. A estação de Baker Street é enorme, então dentro dela eu realmente andei bastante, mas mesmo assim não explica o que aconteceu haha Cheguei na estação de metrô de Paddington, subi até a estação de trem, e, novamente, me assustei com o tamanho do lugar, mas, como já estava em cima da hora e eu já havia meio que aprendido como funcionavam as estações, fui direto nas máquinas para retirar meu ticket. Tive que aguardar na fila até liberar uma máquina, mas daí foi rapidinho, é só digitar o código que vem no e-mail e inserir seu cartão de crédito que ele já libera as passagens. Peguei elas, eram 08:26. Eu nem pensei que perderia o trem, porque dá pra correr pra qualquer lugar lá dentro nesse tempo. Então voltei pra frente dos telões, encontrei o trem que ia pra Bath – que por sinal já era o próximo a partir – e então, onde deveria estar escrito “Bath – 08:30 – Plataform X (número da plataforma)” estava escrito “Bath – 08:30 – Plataform – (sem número nenhum)”. Quando ainda não foi anunciada em qual plataforma algum trem vai embarcar, ela fica desse jeito, só aparecendo o destino final e o horário que vai partir, mas a partir do momento em que a plataforma é anunciada, geralmente uns 15~20 minutos antes do horário de partida, o número da plataforma aparece. No meu caso, é claro, não apareceu. Eu fiquei tão “WTF?” que demorei a perguntar pra algum guarda, ele também foi olhar na plataforma – como se eu não tivesse acabado de fazer isso - e quando viu que estava daquele jeito, e foi perguntar pelo rádio, já tinha dado 08:30 e não dava mais tempo de pegar. Engraçado que em todas as estações que eu passei, se eu perguntasse de onde o trem de tal horário para tal lugar estivesse partindo, o funcionário sempre tinha na ponta da língua, exceto o bendito para quem eu perguntei nesse dia. Mas decidi que isso não arruinaria meu dia, voltei, como o cão arrependido, pras máquinas de tickets de novo e fui ver quanto sairia uma passagem só de ida pra Bath naquele momento. Estava £ 32.90, então comprei. É aquela coisa, se eu estivesse no Brasil ou se isso tivesse acontecido mais pro fim da viagem, quando eu estivesse me sentindo mais confiante com esse negócio de andar de trem, eu provavelmente teria ido até a administração brigar e pedir pelo ticket de graça, porque a falha foi deles, mas eu fiquei tão surpresa com o que aconteceu que nem pensei nisso na hora. Estava mais preocupada em pegar o próximo trem pra não acabar perdendo meu dia em Bath. Minha nova passagem era pro trem que sairia as 09h, então aguardei pouco tempo até ser anunciada a plataforma, e já segui pra lá. ESSE EU NÃO PERDERIA! A viagem foi super tranquila, esse trem não era direto, mas só tinha duas paradas logo saindo de Londres, depois era direto até Bath. O caminho é bem bonito, embora o trem passe bem rápido na maior parte do tempo. Mesmo assim deu pra conhecer um pouco da paisagem dos condados de Berkshire e Wiltshire. Já fui entrando no clima Austen ❤️ O trem chegou as 10h30, e, saindo da estação, a direção é basicamente em frente haha Já havia olhado diversas vezes no google maps, então já conhecia o caminho. Como tinha saído sem tomar café e estava com um pouco de fome, parei em um PRET A MANGER (restaurante/lanchonete) no caminho da estação até o centro histórico. Tinha uma rua muito bonitinha, cheia de lojas, parecia um outlet ao ar livre! Nada a ver com a ideia que eu tinha da cidade, mas mesmo assim era lindo ❤️ Comprei um sanduíche e um suco de laranja, deu £ 4.50, e tava uma delícia! Quando se olha a cidade no mapa, tudo já parece perto, mas, lá... é mais perto ainda! Senti que não tinha andado nada e PUF! Olhei pro lado e lá estavam as Termas Romanas, virei uma esquina e pronto, Abadia de Bath! A parte histórica e turística da cidade é toda juntinha, uma graça! A Pultney Bridge também fica bem próximo, é só ir na direção do rio por trás da Abadia, e pronto, olhou pra esquerda e lá está a ponte. Lindeza demais gente ❤️ Quando cheguei na praça onde fica a entrada das Termas Romanas e da Abadia de Bath, vi que as Termas tinham fila e a Abadia não, então, obviamente, pensei “vou na Abadia primeiro”. Mas quando cheguei na entrada, tinham dois senhores muito simpáticos informando que a Abadia só abriria para visitas naquele dia das 16:15 as 17:30. Tava explicado. Aqui percebo que menti haha, a maior fila que enfrentei não foi no Museu Britânico, foi aqui! Entrei na fila das Termas Romanas cerca de 11h e estava bem grande. Demorou uns bons 20 minutos até entrar, e quando entrei percebi que lá dentro a fila continuava até a bilheteria, onde fiquei mais uns 10 minutos. O ingresso custou £ 15.00, com áudio guia incluído. Quando você sai da bilheteria, já entra naquela parte de cima das termas. Eu sempre achei esse passeio interessante, mas, ao mesmo tempo, meio sem graça, porque na minha cabeça era só aquela parte das piscinas e é isso aí, e, gente... é tão mais que isso! O lugar é enorme, tem muita coisa pra dentro do prédio e até subterrâneo que você fica de boca aberta em pensar que tudo aquilo foi construído a 2 mil anos! O lugar é muito interessante e vale demais a visita. Liguei pra casa uma vez depois do passeio e disse “nossa, você conseguia cheirar a antigueza do lugar”, minha mãe tirava sarro “você quer dizer séculos de mofo?” hahahaha E é tipo isso, o lugar é muito antigo, e em alguns lugares específicos onde é bem úmido o cheiro de mofo é realmente bem forte. Eu tenho rinite e sou bem alérgica, mas graças a Deus não tive nenhuma reação feia. Tinham me dito que a Europa na primavera é o terror dos alérgicos, mas eu realmente não tive nenhuma reação. Espirrei um total de 2 vezes a viagem toda. Sim, foi tão pouco que cheguei a contar hahaha Não, mas é que quando eu espirrava eu ficava esperando pra ver se ia começar uma crise de espirros eternos ou era só uma coisa de momento mesmo! Dentro do museu – porque é praticamente um museu sobre a vida romana na Inglaterra – existem várias esculturas, maquetes, vídeos exemplificativos, painéis de informações... É um passeio bem completo e você sai de lá sendo capaz de entender como funcionava toda aquela estrutura e sua importância pra vida romana naquele tempo. Demorei bastante lá dentro, e dessa vez não intencionalmente, é que tem muita coisa pra ver! Quando achei que tinha acabado, a gente saiu na parte debaixo, bem onde fica aquela piscina principal. Lá é onde o passeio termina, depois só tem uma gift shop no caminho pra saída. O negócio é tão antigo que você tem que caminhar com cuidado perto da borda da “piscina” porque as pedras ali são as originais e algumas chegam a estar meio soltas... tem que prestar atenção pra não tropeçar por ali. Como havia chegado um pouco mais tarde na cidade, fiquei com medo de não dar tempo de fazer tudo o que eu queria – embora a cidade seja realmente pequena e eu não precisava ter me preocupado – assim que sai dos Banhos já comecei a subir em direção ao Circus e ao Royal Crescent. Assim que virei na primeira esquina passei na frente de uma Boots e uma Superdrug (ambas farmácias, e, aparentemente, uma não vive sem a outra porque pqp, em todos lugares elas estavam lá, lado a lado!), também tinha uma Primark em frente a Boots e, logo em seguida, a loja onde eu descobri como a vida pode ser boa: Poundland! Gente, pirei ein. Duas garrafas de 600ml de refrigerante por £ 1, barra de Toblerone grande por £ 1, três Kinder Bueno por £ 1, dois sorvetes estilo Magnum £ 1, sério, mil coisas. Nem lembro o que comprei, mas sei que foi um monte de coisa desnecessária haha Paguei o equivalente a £ 11 de produtos e ainda tive £ 1 de desconto por ter comprado menos de 15 unidades hahaha Também na rua a caminho do Royal Crescent, passei em frente ao Jane Austen Centre ❤️ É muito fofinho! Eu sabia que ele existia mas eu achei que fosse só uma loja temática de Jane Austen, mas na verdade é um museu que usa ela como tema para retratar a vida de uma casa na época da Regência. Tem um ingresso que custa algumas libras (não sei quantas porque não entrei), e a loja que é aberta para qualquer pessoa. Só fui nela. Tem camisetas, moletons, canecas, livros, chaveiros, cartões e mais várias coisas relacionadas aos livros. Comprei um cartão postal de Persuasão, que vem com ilustrações de algumas cenas do livro e é lindo ❤️ Tinham de todos os livros e eles são em tamanho maior do que um cartão normal, custa £ 1 cada. Por algum motivo que não sei explicar decidi que não compraria um de cada Hoje me arrependo MUITO. Comprei também uma plaquinha de madeira com uma cordinha de pendurar (£10). Ela é pequena e vai ficar uma graça assim que eu conseguir arrumar um espaço no meu quarto haha Nela vem escrita a frase mais reconhecível de Austen, eu creio, que é a primeira frase de Orgulho e Preconceito, “É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, em posse de uma boa fortuna, deve estar à procura de esposa”, em inglês, obviamente. Em 1800 era “aaaaaaaaaw”, hoje em dia a gente lê isso e é “ah tá” hahahahaha Mas não deixa de ser um clássico! ❤️ Terminei de subir a Gay Street, até chegar no The Circus, a construção é bem bonita, pena que nas fotos não pega o círculo completo. Você segue pela rua a esquerda e já está no Royal Crescent, que é mais lindo ainda! A cidade toda é encantadora, tanto a parte mais velha, na qual a maioria das construções são de 1700’s, quanto a parte mais nova, perto da estação de trem, que também é muito gracinha! Em Royal Crescent tem uma área verde estilo parque que fica bem em frente das casas, haviam várias pessoas por lá curtindo a tarde de sábado. Nesse momento já eram quase 16h e eu decidi ir ver a Pultney Bridge antes de visitar a Abadia, porque quando saísse dela já deveria ir para a estação de trem, porque aquela minha passagem já comprada de volta (e que eu perdi a ida) era 17:40. Passei em frente ao Jane Austen Centre novamente e perguntei para o senhor que fica vestido a caráter lá na frente o caminho mais rápido para a Pultney Bridge. Ele mais ou menos me indicou e eu também já tinha uma ideia, então rapidinho cheguei lá. Se tivesse mais tempo, teria dado a volta pra ver ela de ambos os lados, mas só por ali a vista já é linda! A ponte é muito bonita e é uma das únicas quatro pontes no mundo a ter lojas em cima dos dois lados (assim como a Ponte Vecchio, em Florença). Existe algum tipo de passeio que passa pelo rio Avon, que corta Bath, mas não cheguei a pesquisar, só vi alguns botes no trecho mais próximo das escadas d’água, bem próximos da ponte mesmo. Depois fui para a Abadia, entrei quando eram 16:10, eles haviam aberto um pouco antes e não tinha quase nenhuma fila. É uma daquelas coisas... quem pega aqueles tours que visitam várias cidades no mesmo dia, acabam perdendo a oportunidade de visitar alguns lugares caso isso aconteça (de abrir só no fim da tarde ou no começo da manhã), porque pode acontecer de o horário de funcionamento variar em lugares que não são apenas pontos turísticos, mas prédios em funcionamento com uma comunidade que se utiliza dos serviços. Haveria um passeio guiado até as torres da Abadia umas 17h, mas eu não quis fazer, só visitei a Abadia mesmo, que era gratuita. Eles sugerem uma doação no valor de £ 4, mas na entrada ninguém ficou mendigando a doação não. Entrei, disse que queria visitar só a Abadia, ela me deu o ingresso e foi isso aí. O valor do passeio até as torres é de £ 6, e é obrigatório a compra do ingresso na bilheteria no dia do passeio. Ela é linda por dentro, muito alta e grande, os arcos no teto são lindos e os vitrais mais ainda. Existem algumas capelinhas anexas a grande nave, as quais você acessa por portas nas paredes laterais, elas são mais simples mas ainda sim bem charmosas. Entrei, sentei um pouco e fiquei observei o teto, depois comecei a fazer o círculo dentro da igreja em si. Devo ter ficado uma meia hora lá dentro passeando. Dá pra ficar mais se for muito ligado em arquitetura, mas para leigos, quem só olha e acha bonito, uns 30~40 minutos é suficiente para explorar a Abadia toda. Quando estava indo para a saída, vi uma daquelas estruturas de ferro onde queimam as velas acesas pelos visitantes. Fiz uma doação de £ 2 e acendi uma também. Sai da Abadia, tirei mais umas fotos da praça e da igreja e fui caminhando sem pressa, observando a cidade no caminho para a estação de trem. Chegando lá ainda faltavam uns 15 minutos pro trem, então utilizei o banheiro e depois fui na Starbucks que tinha na estação, comprei um Frapuccino de chocolate tamanho médio, £ 3.25 (nada na Starbucks é barato). Vale ressaltar uma coisa, que era uma dúvida cruel que eu tinha antes de viajar... todos os banheiros que precisei usar na rua – fossem restaurantes, estações de trem, aeroportos etc – tinham limpeza impecável! E todos tinham papel também haha Só em um lugar que eu tive que usar, antes de embarcar no ônibus noturno que me levou de Glasgow a Londres, tive que pagar pelo benefício. Não lembro exatamente, mas não era barato! Foi tipo £ 1.50 para usar o banheiro da rodoviária de Glasgow, e chegando na estação de ônibus de Victoria também precisava pagar, então segurei e só utilizei no hostel, quando entrei. Achei sacanagem isso, porque em todos os outros lugares era gratuito... não entendi, mas enfim. Quando o trem chegou, só procurei meu assento e fui embora de volta pra Londres, tomando meu Frapuccino e comendo algumas das porcarias que tinha comprado na Poundland (um salgado tipo Cebolitos e Pop Tarts!). Já cansei de falar, minha alimentação nessa viagem foi longe de exemplar, mas juntou a comida de gosto (tempero) estranho e minha falta de apetite mesmo... deu nisso haha Foi cerca de 1h40m no trem de volta, e ao descer na estação de Paddington vi o primeiro quiosque do Burguer King que vi na viagem toda. Detesto McDonald’s, mas adoro um BK! Então pedi um Whoper (só o lanche) pra viagem (£ 4.90), e fui direto pro hostel, o combo sairia £6.90. Tomei banho, jantei e liguei pra casa. Fui dormir um pouco mais cedo também, acho que eram umas 22h30. No outro dia iria para Cambridge e decidi acordar ainda mais cedo, pra não correr o risco de perder mais um trem haha Não sei se cheguei a comentar, mas o sinal do meu 4G da Vodafone não pegava muito bem no meu quarto, porque ele ficava num nível abaixo da rua, mas o sinal do wifi do hostel funcionava super bem. E foi o único lugar onde eu consegui assistir Netflix antes de dormir haha Em nenhum dos outros hostels o wifi aguentava carregar os vídeos! GASTOS DO DIA Atrações £ 17.00 (Termas Romanas + doação na Abadia de Bath) Transporte £ 61.00 (£ 29.00 das passagens pré adquiridas + £ 32.00 da passagem comprada na hora) Alimentação £ 22.90 (Pret + Poundland + Starbucks + Burguer King) Souvenirs! Comprei cartões postais, as coisinhas na loja da Jane Austen e marca páginas da Abadia. Tudo deve ter dado umas £ 20.00.
  5. DIA 6 – 09/06/2017 – SEXTA-FEIRA Nesse dia meu plano era visitar o British Museum. Já tinha me conhecido como turista o suficiente nesse momento pra fazer qualquer plano além desse hahaha meu único outro objetivo era conhecer Covent Garden no fim do dia, mas esse não tinha hora pra fechar, então de boa. Acordei cedo com o corpo meio dolorido – provavelmente porque andei muito mais do que tinha planejado no parque no dia anterior – então voltei a dormir mais um pouco. Também não podia esquecer que eu tava de férias né. Quando saí do hostel já eram 11h. Eu tinha planos de comprar uma segunda mala, no fim da viagem, porque a minha tinha vindo no limite de espaço, então não caberia nada que eu comprasse. Tinha pesquisado e vi que na Primark vendia malas com bons preços, então fui pra lá antes de começar meu dia turístico. Desci na estação Tottenham Court Road e fui na Primark Oxford Street East. Gente do céu. O que é aquele lugar. Primeiro que aquela nem é a maior loja deles ali, mas já era mega enorme, com quatro andares e tinha de tudo para todos os gostos! E, realmente, muita coisa muito barato! Foi difícil passar incólume, ainda mais porque demorei eras pra achar onde ficavam as malas, e andei por todos os setores haha Mas venci! Saí de lá sabendo que iria precisar comprar uma mala maior do que a minha, e não uma igual, como era meu plano, porque né haha Quando voltei pra rua decidi que faria pelo menos uma refeição no horário certo nessa viagem haha e várias pessoas já tinham me falado a respeito do bendito Shake Shack, então, quando sai da Primark e comecei a andar em direção ao Museu, acabei passando na frente de um e pensei “É HOJE!”. Nossa gente, que alimento maravilhoso que era aquele! HAHAHA Tava comendo tão mal até então, e minha única experiência com hambúrguer tinha sido o McDonalds-blergh e o hambúrguer do pub que também não tava aquelas coisas, então fiquei tão feliz por encontrar alguma coisa que eu gostei ❤️ Não era muito barato, um hambúrguer, uma porção da famosa batata frita com queijo e uma limonada saíram por £ 12.25. Era o valor de um almoço num pub, basicamente. Agora a melhor parte dessa experiência foi a atendente... gente, melhor pessoa da vida me atendeu lá! Hahahaha Na minha segunda visita a esse estabelecimento descobri que o nome dela é Amanda, daí ficou explicado o porquê dela ser tão incrível obviamente Mas ela é um doce, eu tava meio perdida porque, obviamente, nunca tinha ido lá, e quando você passa pelo caixa eles te dão aquele controle que vibra e apita quando seu pedido está pronto, mas eu não sabia onde retirar o pedido e nem onde sentar, porque o lugar tava cheio. Ela me viu parada olhando pros lados que nem barata tonta, então fui perguntar onde eu retirava o pedido e ela, muito desinibida, pegou o controle da minha mão e disse “não se preocupa com isso querida, onde vai sentar?”, como a única mesa vazia era uma enorme, ela limpou uma mesa de dois lugares que um rapaz tinha acabado de sair e me acomodou lá. Então me perguntou se eu queria ketchup e maionese, e, quando meu controle apitou, ela pegou meu pedido pra mim, passou pela mesinha onde ficam todos os “acessórios” do lanche e já trouxe direto na minha mesa ❤️ Ela conversou um pouco comigo, enquanto zanzeava pelo lugar limpando as mesas, atendendo outras pessoas e tal. Muuuito gente boa! Quando sai dali estava estufada depois de fazer uma refeição completa pela primeira vez em 7 dias. Segui meu mapa caminhando e então cheguei no Museu Britânico. Aqui foi onde enfrentei a maior fila de toda a viagem. Mesmo sendo gratuito e não tendo bilheteria nem nada. A segurança aqui foi a mais minuciosa, o que fazia a fila andar um pouco mais devagar. Deve ter demorado uns 15 minutos no total. Uma vez dentro do museu decidi que ia fazer o negócio do jeito certo. Fui até aquela parte central, do teto bonito, e lá aluguei um áudio guia por £ 6. Também peguei um mapa do museu por ali. A entrada é gratuita. Como o museu é bem enorme, decidi primeiro ver as coisas que mais me interessavam e depois, de acordo com o tempo, visitar o resto. As sextas-feiras o museu fica aberto até as 20h, então já tinha planejado visitar nesse dia pra poder ficar ad eternum lá dentro, sem nenhuma preocupação de horário Comecei pelas alas do Egito e Grécia e Roma Antigas. Depois fui para a área da Europa, Oriente Médio, Ásia, Américas e por último visitei a ala Africana. O museu é separado por alas tanto de épocas quando de locais, então fica mais fácil ir direto no que quer ver ou simplesmente seguir o roteiro andando por tudo. Ninguém me tira da cabeça que esses dois são Voldemort e o Michael Sheen! Acho que andei pelo museu todo. Se vi tudo... não. Até porque tem certas coisas que são bem específicas, e deve interessar mais a quem já tiver algum conhecimento a respeito, então você acaba olhando de longe e é isso aí. Outras coisas são bem interessantes pra qualquer pessoa, eu acho. Como a Ala Egípcia e as partes do Parthenon. Algumas coisas que me interessaram bastante foi a sala com o que restou do Mausoléu de Halicarnasso (uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo), as peças de xadrez de Lewis, as múmias, a sala com os relógios, e, incrivelmente, porque eu não achei que gostaria tanto disso, a sala com as cerâmicas chinesas... achei uma graça! J Dentro do museu só comprei um suco de laranja, que foi bem caro, £ 3. Quando saí do museu já eram mais de 19h, então, apesar de cansada, decidi seguir com meu planejamento e fui até o Covent Garden. Achei o lugar muito lindo! Eu acho que teria sido mais legal visitar acompanhado de alguém, porque daí você poderia sentar em uma das mesinhas, pedir alguma coisa pra lambiscar em um dos restaurantes e só ficar ouvindo os artistas cantando ao vivo por lá. Sozinha não deu graça de fazer isso haha Comprei dois macarons na Ladureé (£ 3.70) e sentei numa calçada, do lado da St. Paul’s Church, e comi enquanto via o movimento. Tem alguns restaurantes com espaço no terraço do prédio, então pra quem quiser ir lá para jantar deve compensar reservar antes e pegar uma dessas mesas, com a vista exclusiva lá de cima. Não fiquei tanto tempo lá, devo ter andando cerca de 1h. De lá fui pro hostel e me recolhi mais cedo, nos dois dias seguintes iria fazer daytrips e queria dormir bem, pra não correr o risco de perder a hora e o trem por falta de sono! GASTOS Alimentação £ 18.95 (Shake Shack + Suco de Laranja + Macarons). Áudio guia £ 6.00.
  6. gente divina do céu!!! não recebi as notificações de comentários do post e realmente desandei da vida porque tava estudando pra concurso, mas agora tô de volta!!! prometo que agora no feriadão vou tentar postar o restante! o pior é que tá tudo escrito só não tive tempo de postar mesmo... essa semana SEM FALTA eu posto!!! muito obrigada pelo carinho e pelos comentários!!! 😘😘
  7. Oi Lincoln! Não sei se já terminou de planejar tudo, mas não recebi notificação por e-mail que tinham comentários novos! Mas agora que vi posso dar minha opinião :) Quantidade de dias em Londres está bem ok, mesmo com tantos bate e voltas. Se puder dar uma dica, junte os bate e voltas em duplas. Tipo, fica 2 dias em Londres, bate e voltas 2 dias seguidos, depois mais 2 dias em Londres, mais 2 bate e voltas seguidos, e finalmente um último dia inteiro em Londres. Separei assim os passeios que faria pra fora da cidade e deu super certo, então tô recomendando pros outros 😂 O tempo de Liverpool tá bem ok se você for fã dos Beatles, sei que existem vários passeios e quem é fã costuma amar, mesmo a cidade não sendo super famosona por suas atrações. No pior dos casos você sai de lá sabendo que não precisa voltar porque viu literalmente tudo que a cidade tinha pra oferecer! Agora esse trecho: "DIA 20 - Ir para INVERNESS DIA 21 - Excursão ILHA DE SKYE - LAGO NESS - CASTELO DE URQUHART e EILEAN DONAN DIA 22 - Ir para FORT WILLIAM - Pegar o JACOBITA EXPRESS (ir e voltar) DIA 23 - Ir para YORK - pit stop 4 horas em GLASGOW DIA 24 - YORK DIA 25 - Ir para LONDRES" Achei bem bem corrido mesmo. Eu queria ir pra Inverness, Skye e Oban na mesma viagem, mas sabia que meu tempo não permitiria, então pra não ficar só um dia em cada lugar eu escolhi um deles e fiquei tempo o suficiente pra visitar tudo ao redor e conhecer bem a região, assim não "preciso voltar" numa próxima viagem, posso ir direto pra uma cidade e região nova (embora eu queira voltar por simplesmente ter amado demais haha). Pessoalmente, eu iria pra Inverness, faria o tour até a ilha de Skye (mas você vai passar o dia todo dentro do ônibus, já te aviso rs), e voltaria pra Inverness e ficaria por ali mesmo. Explore a região. Tem castelos e lugares históricos super legais ali por perto. Não vale desviar seu caminho só pra passar por Glasgow, acredite, a não ser que tenha algo específico pra conhecer, não vale a pena. A cidade é bem bonita mas não tem 1/5 do charme de Edimburgo e nem suas atrações. Eu desceria de Inverness por Edimburgo até York e ficaria por ali um dia, e no dia seguinte seguiria pra Londres mesmo. Enfim, é só minha opinião, mas contém um tico de experiência própria também haha Qualquer coisa só perguntar! Já que não tô recebendo os avisos vou passar aqui de vez em quando pra ver se tem comentários agora kkk Boa viagem!
  8. Desculpe a demora! DIA 5 – 08/06/2017 – QUINTA FEIRA Hoje o único compromisso marcado que eu tinha era a visita aos estúdios do Harry Potter, em Leavesden. Enquanto estava reservando as atrações, vi que as visitas ao estúdio esgotavam rápido, mas na primeira vez que entrei ainda não haviam aberto pras datas que eu queria. Quando entrei de novo, já tava quase tudo esgotado! O único dia e horários que eu conseguiria comprar eram na segunda ou na quinta ás 18:00. Entrei nas informações e vi que na quinta o estúdio ficava aberto até as 22h, então comprei para esse dia. A parte boa foi que consegui ter praticamente o dia todo para fazer outras coisas, porque só precisaria chegar lá com cerca de 20 minutos de antecedência. Então, quando sai do hostel naquele dia, decidi que iria conhecer um parque. Como o Hyde Park e o Kensigton Gardens meio que se encontram e eu conheceria os dois em um dia (ou pelo menos um pedaço), decidi ir pra lá. Vale dizer: nesses dias que eu não informo sobre café da manhã é porque eu tomava só um copo de leite com café no hostel e comia alguma fruta, então não custava nada (eram coisas que eu tinha comprado no mercado do outro dia ainda). Fui de metrô até a estação Hyde Park Corner e de lá já entrei no parque. Como fui no fim da primavera, a maioria das flores estavam no pico ou já começando a murchar, mas já deu uma cor no parque, que é bem verde. As áreas para caminhada, pra andar de bicicleta, pra simplesmente sentar e fazer um pique-nique ou tirar um cochilo são ótimas! E o parque é cheio de animaizinhos de asas gente! Tem patos, cisnes, gansos, corvos, pombos... e eles caminham entre as pessoas de boa. Só não tenha ideias de comer qualquer alimento perto deles se não tiver intenção de compartilhar, se não vai acabar perdendo uma mão hahaha O parque é todo bonitinho, e realmente vale a pena se perder por lá, pra deixar a correria da cidade de lado um pouco. Eu fiz uma rota mais curta, porque o parque é gigantesco, então só fui margeando o Serpentine até a ponte, atravessei, e dali fui até o Albert Memorial. De lá eu segui por trás dele e fui procurar a estátua do Peter Pan, que meu companheiro de voo italiano havia me indicado. Procurei durante um tempão – junto com o memorial da princesa Diana –, quando encontrei já estava quase desistindo... ô trenzinho escondido. Sentei num banco por ali e comi minhas frutinhas, tinha levado meu potinho com morangos e ameixas, e tinha uma Pringles na mochila também, então esse foi meu almoço. Nessa hora já tinha desistido do memorial a princesa Diana... de verdade, parecia que em cada placa que aparecia eles indicavam uma direção diferente... desisti! Hahaha Segui então para o Kensington Gardens, e fui andando até o palácio. Logo em frente tem um lago redondo, que se chama Round Pond, e tinha vários patinhos e cisnes por lá também, então sentei por ali um tempo e fiquei comendo uns M&M’s (a sobremesa). Sério, fui a Sra. Saudável nessa viagem, como podem ver! Quando olhei no relógio, vi que já eram mais de 13h, e eu ainda queria ir até o Museu de História Natural, então terminei a volta no lago, passei em frente ao palácio e segui para a saída do parque. Calculei mal a distância do Palácio ao Museu, e, além de ser mais longe do que eu tinha imaginado, já estava cansada de andar a manhã inteira no parque, então caminhei o que pareceu um bom tempinho até chegar lá - mas provavelmente não foi tanto assim, já eram quase 14h quando cheguei. Ao entrar no museu sua bolsa passa por uma revista e depois você já pode curtir o passeio. Como ia fazer uma visita bem superficial, acabei não me informando sobre aqueles mapinhas, só fui acompanhando as placas. Como meu ingresso pro tour era só para as 18h e eu planejava chegar lá uns 15 minutos antes, precisava pegar um trem que saísse de Londres no máximo 17:10, porque de Euston a Watford Junction (estação de trem mais próxima dos estúdios) leva 20 minutos e o ônibus que te leva da estação até os estúdios leva uns 10, então, pelos meus cálculos, teria cerca de duas horas para explorar o museu e depois já deveria ir me mexendo para chegar em Euston. Sim, se mais alguém acha que meu cálculo exato até o último minuto não ia dar certo... só continue acompanhando. Assim como a maioria dos seres viventes, na minha falta de tempo, segui direto para a sessão dos dinossauros No caminho fui vendo outras exposições, a que mais gostei foi uma muito interessante sobre animais extintos. Também passei pela parte de animais marinhos (tão grandes que nem cabem direito na foto). Enfim, o museu é muito grande, eu não vi nem 15% do que tinha em exposição, tanto pela minha lerdeza quanto pela minha falta de tempo. Acredito que deve ser um museu especialmente legal de visitar em família, ainda mais se tiver crianças junto, mas mesmo sozinho dá pra aproveitar sim. Quando deu 16:10, decidi já começar a me mexer pra ir embora, mas acabou que saí por um lugar diferente de onde entrei e não tinha a menor ideia de como chegar na estação de metro dali. Pedi informação pra um guarda na porta do museu, pelas direções dele eu teria que andar bastante pra chegar lá e nessa hora já estava muito cansada. Mas enfim, fui na direção que ele indicou. Já tinha andado dois quarteirões enormes quando vi um ponto de ônibus. Parei pra olhar o painel informativo e vi que aquela linha passaria pela estação de Hyde Park Corner. Olhei pra quadra da frente, onde, de acordo com o guarda, deveria estar a estação de metrô e não vi nenhuma placa indicativa. Eu estava cansada. Então todos esses fatores influenciaram minha escolha de esperar por aquele ônibus. Ó, como eu estava errada! Aquela não havia sido uma boa escolha... Em primeiro lugar, no painel dizia que havia um ônibus a cada 12~15 minutos, ou seja, mesmo que tivesse acabado de passar um, ainda sim o próximo não demoraria muito pra passar. Demorou. 17 minutos. Ok, tuuuudo certo. Peguei o ônibus, e eram só 5 pontos até Hyde Park Corner. Nessa hora já passava das 16:30, então as pessoas que saem do trabalho, bom, já estavam saindo do trabalho. O trânsito estava infernal e o ônibus andava poucos metros a cada abertura de semáforo. Aquilo foi me dando um negócio ruim. Sei que, ao fim e ao cabo, o ônibus FINALMENTE chegou na estação de Hyde Park Corner ás 17:10. SIM, AS 17:10. Nessa hora eu queria morrer. Não existem registros fotográficos desse momento de desespero, porque... né. Desci a escada pra estação do metrô igual uma doida, fui londrina pela primeira vez e ao chegar nas escadas rolantes, eu era uma das pessoas descendo pelo lado esquerdo. Como já passava das 17h, o metrô estava bufando de gente. Mesmo correndo que nem uma doida, não consegui subir no primeiro metrô que passou. No segundo eu consegui entrar, e dai, ao descer na estação de Euston, fui desesperadamente procurando pelas placas que indicavam onde ficava a estação de trem. Gente, quando cheguei lá pensei “fudeu”. Era muito grande, com dezenas de telões! Eu já estava atrasada, não sabia onde ver a informação, ainda nem tinha comprado os tickets e já eram 17:23! Sim, gravei até os minutos, porque quando se trata de pegar um trem, todos os minutos contam! Corri pras máquinas, comprei o ticket (ida e volta £ 17.90), pedi ajuda para um funcionário sobre onde ficava a plataforma de onde aquele trem partiria, porque não consegui me localizar nos telões – provavelmente por nervoso. Tinha um trem partindo naquele minuto, não ia dar tempo, e o próximo partiria as 17:34. Foi nesse que eu subi, nesse momento tudo na minha mente se embaralhava e eu já pensava nas mil desculpas trágicas que inventaria pra moça da bilheteria me deixar entrar. Chegando na estação de Watford Junction, que é bem pequena, foi fácil encontrar o ponto onde o ônibus que vai para o estúdio parava - é bem em frente e tem um painel enorme, não dá pra errar nem tentando. Tinha me esquecido que faltava essa perna da viagem. Eram 18h00 no momento que cheguei no ponto, o ônibus chegou as 18:06 e saiu dali as 18:12. Você tem que comprar uma passagem de ida e volta aqui também, custa £ 2.50 e você paga direto para o motorista. Sabe quando chega aquele momento em que você está tão nervosa que varia entre momentos de “MEU DEUS DO CÉU, COMO ISSO FOI ACONTECER?” e “ah, quer saber? Foda-se”... Então, foi assim que eu fiquei durante todo o tempo que levou pro ônibus chegar lá, inclusive enquanto eles passavam um filmezinho com o Jason Isaacs falando sobre o tour – que eu nem consegui prestar atenção. Durante esse vídeo a única parte que chamou minha atenção foi quando falaram que quem quisesse podia trocar o e-mail pelo ticket nas máquinas automáticas, não precisava ser na bilheteria. Eu achei ótimo, porque pensei “AHÁ! A máquina vai me dar o ticket mesmo eu estando atrasada!” – o que na verdade não fazia sentido, porque não dá pra convencer uma máquina se ela decidir que você perdeu seu horário. Quando o ônibus parou eu fui a primeira a descer, sai andando muito rapidamente em direção as máquinas, já estava com o e-mail da compra na mão. Cliquei nos botõezinhos e passei o código de barras que vinha no e-mail e... ELE ACEITOU! A máquina então liberou meu ingresso e lá, amigos e amigas, constava os seguintes dizeres: “Entrada entre 18:00 e 18:30”. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH MULEQUE! Olhei no relógio e eram... 18:28!!! Ainda faltava um obstáculo! Então, voei pra porta de entrada, entreguei meu ticket, o rapaz passou no leitor e “Seja bem vinda!”. Ah meu Deus, nessa hora eu queria chorar. Nem acreditei. Estava tão aliviada que senti minhas costas perdendo 20 kg de tensão. Nunca. senti. tanto. alívio. na. minha. vida. Finalmente respirei fundo, e fui usar o banheiro hahahahaha Não tinha conseguido usar o banheiro desde que saí do hostel de manhã! Estava muuuuuuuuuuuuuito apertada. No parque os banheiros ficam em lugares específicos, e eu ia ter que andar demais pra chegar em um. No museu eu cheguei a ir ver, mas nos dois banheiros que encontrei tinham filas enormes de criancinhas em passeios da escola. E, depois, bom, depois usar o banheiro era o último pensamento na minha cabeça. Assim que você chega no salão de entrada do estúdio tem uma Starbucks do lado esquerdo, banheiros a frente e a gift shop fica do lado direito. A entrada do tour também fica logo em frente. Quando saí do banheiro ouvi eles anunciando o último tour do dia, que começava as 18:30. Eles avisam no próprio site que o tempo médio de duração é de três horas. Eu queria ter conseguido chegar as 18h porque me conheço, e se outras pessoas fazem em 3h, eu faria em 4h com facilidade, mas enfim, não deu! Primeiro você entra em uma sala onde são passadas algumas informações, antes do início do tour propriamente dito, e foi onde eu fiquei sabendo que o último ônibus de volta pra estação de Watford Junction partia dali ás 21:40, ou seja, ia ter que sair do estúdio umas 21:30 Não curti. Depois disso já começa o passeio, eles passam um filmezinho de introdução e depois você já fica livre para explorar por conta própria. Não vou entrar em detalhes, é uma coisa mais específica então, de modo beeem geral: existem os cenários montados, da forma como ficaram depois dos últimos filmes, atividades interativas, exposições com maquetes e desenhos e toda a parte artística e criativa dos filmes também. A parte mais legal foi o Expresso de Hogwarts <3 Sim, ele é de verdade e você entra nele!!! Depois tem um lugar onde você pode comprar uma cerveja amanteigada com a caneca de souvenir (£ 6.95) e dar uma descansada. Minha opinião: a cerveja é ruim pra caramba, mas você precisa tomar pra comprovar por si próprio A parte mais mágica, pra mim, que encheu os olhos de lágrimas, foi o Beco Diagonal. Com trilha sonora e tudo. A última parte do passeio é na sala onde fica a maquete de Hogwarts que era usada para as filmagens áereas, e é muito linda e perfeita! *_* Também tem trilha sonora, é de encher uns baldes viu... só quem cresceu com Harry Potter pra entender a emoção de estar nesse lugar <3 É como se sua carta de Hogwarts tivesse, finalmente, chegado. No fim do passeio você sai dentro da loja do estúdio, e mano, dá pra fazer um estrago lá viu. Tem de tudo! As varinhas de todos os personagens, roupas, acessórios, canecas, jogos de cama, toalha de banho etc etc etc. Muita coisa mesmo! Como eu já sabia que tudo era muito caro, decidi que não compraria nada lá, ia procurar em alguma loja estilo Primark ou em Camden Town por camisetas mais baratas. A única coisa que não deu pra não comprar foi uma caixinha de Feijõezinhos de Todos os Sabores e dois Sapos de Chocolate, um pra mim e um pro meu irmão. Custou um rim e uma córnea, mas não tinha como não comprar haha Fiquei meio puta por causa da situação do ônibus sair as 21:40, porque isso me fez correr no final do tour e mal tive tempo de ver muita coisa da loja. Não faz o mínimo sentido o último ônibus sair as 21:40 se o estúdio só fecha as 22h, mas enfim, decidi que não ia me atrasar pra mais nada nesse dia, então fui pro ponto as 21:30 rs Voltando pra Watford Junction, tinha um trem saindo em dois minutos, então só deu um monte de gente – vários fantasiados de bruxos, por sinal – cheios de sacolas correndo que nem doidos pela estação de trem hahaha A volta foi de boa, tudo que podia ter dado errado naquele dia já tinha dado hahaha Em Euston, peguei o metrô pro hostel e cheguei lá quase 22h30. Depois disso ainda fui tomar banho e comer. Não lembro bem o que comi, mas acho que deve ter sido Pringles de novo. Sim, minha alimentação nessa viagem foi exemplar (y). Ainda liguei pra casa pelo Skype. Fui dormir tarde, já era quase 1h. GASTOS Ingressos £ 39.00 (Harry Potter Tour) Transporte £ 20.40 (passagem de trem + ônibus) Souvenirs £ 40.75 (2 canecas de cerveja amanteigada + 2 sapos de chocolate + 1 feijãozinho)
  9. Oie! Desculpa a demora... enviei sim, deve tá no e-mail! Muita sorte, espero que sua viagem dê super certo... o Reino Unido é lindo demaaaais!
  10. Oi Jaqueline! Desculpa a demora, andei na correria com o trabalho, cobrindo as férias dos outros haha e não tava conseguindo entrar! Então, eu conversei com a minha chefe na minha unidade mesmo, a coordenadora do pronto atendimento onde eu trabalho, e ela mesmo que assinou. Eu mesma elaborei a carta e ela só conferiu e assinou depois. Foi em papel timbrado da prefeitura mesmo, com a assinatura e carimbo dela embaixo. Procurei na internet modelos dessa carta e terminei juntando em uma bem simples, só dizendo que eu era funcionária, minha data de admissão, minha lotação, meu período de férias e que eu não estava sendo demitida nem nada. Bem simples mesmo, umas 5 linhas. O rapaz da imigração leu e só confirmou o que estava escrita, perguntou se era minha "carta de férias". Eu disse que sim e ele foi olhando as outras coisas na pasta. Bem tranquilo
  11. oiee!!! é bom estar de volta... na verdade comecei a escrever o relato na semana seguinte, mas pensa que até agora ainda falta a última cidade? tô postando dia sim, dia não pra ver se até o final eu consigo ter terminado de escrever tudo! fui pra Escócia siiiim! passei 5 dias em Edimburgo e 4 em Oban, e sério, se a viagem tivesse sido só aquilo já teria sido perfeita! que país liiindo, que paisagens maravilhosas! e as pessoas são as mais legais!!! consegui fazer TUDO o que eu tinha agendado pra fazer na Escócia mesmo... incluindo uma trilha no último dia em Oban que, vou te contar, foi uma aventura hahaha fui pra Cambridge também! achei a cidade um encantooo... fui num domingo e realmente, por ser época de provas não pude visitar as College's, mas fui na capela da King's College e fiquei besta lá dentro! é lindo demaaaaais! e aquele jardim do lado de fora pro Rio Cam? minha vontade era ter estudado ali só pra poder deitar naquela grama quando eu quisesse! <3 visitei a Round Church, a feira que fica naquela praça principal e fiz o passeio de Punting! só o passeio já teria valido a visita á cidade, porque eu AMEI demais aquilo... foi meio mágico, e tenho certeza que apaixonei pela cidade naquele momento enfim, tudo da viagem foi maravilhoso, até as coisas que deram errado haha porque tudo vira história pra contar! agradeço novamente por todas as dicas maravilhosas que me deu! quero voltar e levar minha mãe agora... ela já amou tudo por fotos, fico imaginando ela pessoalmente nesses lugares, ia pirar! haha espero que goste do relato, logo vou atualizar mais coisas... beeijos!
  12. DIA 4 – 07/06/2017 – QUARTA FEIRA Nesse dia uma das coisas mais esperadas da viagem aconteceria. Não cheguei a comentar por aqui, mas consegui ingressos para ver a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada! A peça é dividida em duas partes de 2h30m mais ou menos, e as apresentações são tanto em dias subsequentes (Parte I na sexta a noite e Parte II no sábado a noite, por exemplo), quanto no mesmo dia (nas quartas e nos domingos), onde a primeira parte é a tarde e a segunda parte a noite. Sou mega fã de Harry Potter, então quando resolvi que ia pra Londres comecei a ver a respeito do tour nos estúdios e pra comprar ingressos pra peça. Nas primeiras vezes que visitei o site, só encontrei ingressos para 2018! Quando ia voltando o calendário até junho/2017, todas as sessões estavam em vermelho, ou seja, esgotadas. Mas não desisti! Continuei com uma pontinha de esperança de que talvez conseguiria, e comecei a ver datas mais próximas de quando estava pesquisando, por exemplo, em janeiro/2017 comecei a ver que haviam alguns ingressos disponíveis para fevereiro (por uma fortuna, mas mesmo assim), então já me animei um pouco! Depois descobri que todas as sextas-feiras eles liberam um lote promocional. São apenas alguns ingressos por sessão, e, além desses, também existem as devoluções, e esses podem entrar a qualquer dia e horário. Conforme foi chegando no meio de maio já comecei a olhar diariamente, mas os únicos ingressos disponíveis pro dia que eu poderia ver a peça (em virtude de já ter reservado algumas coisas e estar fora da cidade em outros dias) estavam custando £ 199.00 as duas partes. Se eu estivesse nadando em dinheiro, ou a libra estivesse a R$ 3,50, talvez eu até teria encarado, mas com a libra beirando os R$ 5,00 e meu orçamento relativamente curto, decidi continuar esperando para ver no que dava. Já tinha praticamente desistido de ir quando, na quinta feira, 25 de maio (eu viajava 03 de junho) entrei e haviam ingressos promocionais para o ‘Balcony’, que é o lugar mais alto do teatro, por £ 40.00 para as duas partes! Pirei muito nessa hora! Sério, dei uns gritos de alegria aqui que até meus cachorros correram pra ver do que se tratava o escândalo! Comprei imediatamente! Constava um aviso de que a visão era restrita, mas acabou que a restrição do meu lugar era só de um pedaço do palco - no canto inferior esquerdo e não interferiu em nada no andar da peça pra mim, porque houve apenas uma cena na qual os atores ficaram naquele canto. Fiquei com um medo do site não aceitar pagamento com cartão de fora do Reino Unido, mas se fosse assim eles não venderiam nada, então me tranquilizei. A compra deu certo e meu e-mail de confirmação já chegou logo em seguida Então, nessa quarta-feira, meus planos iam ser Harry Potter e só, porque a primeira parte começava as 14h e a segunda parte começariam as 19h30. É recomendado ir trocar o e-mail pelo ingresso na bilheteria mais cedo, para evitar as filas perto do horário de entrar, então saí do hostel e fui direto para Piccadilly Circus. O teatro onde a peça está sendo apresentada é o Palace Theatre, na Shaftesbury Avenue. Andei um pouco por Piccadilly, vendo as lojas, e em uma das ruas que desciam vi aquele portal chinês, e percebi então que ali já era parte de Chinatown! Terminei de chegar até o teatro, troquei meu bilhete (nessa hora não tinha fila nenhuma) e voltei um pouco, até chegar em Chinatown. Como não tinha outros planos marcados, decidi conhecer o bairro naquela manhã. Andei por ali me sentindo num episódio de Sherlock Todas aquelas fachadas, aqueles restaurantes, os arcos... muito diferente e muito bonito! Fiquei zanzeando por ali um bom tempo. (Adendo: havia recebido um e-mail na semana anterior dizendo que as portas do teatro abriam 1 hora antes do início da peça, que não era permitida a entrada com câmeras e filmadoras semi ou profissionais – então minha câmera ficou trancadinha no meu armário no hostel, motivo pelo qual tenho pouquíssimas fotos desse dia, e as que eu tenho não são na melhor resolução pois foram tiradas com o celular – e que não era permitida a entrada de alimentos comprados fora do teatro). Quando deu 12h decidi almoçar por ali mesmo, mas, porque é claro que isso ia acontecer, não entendia os menus nas portas dos restaurantes hahaha Por ser comida, e chinesa, não era um vocabulário que eu conhecesse tão bem, então foi um desafio! Mas achei uma vitrine que me pareceu promissora... era um buffet self service e tinham pessoas dentro do restaurante! Custava £ 12 se quisesse comer lá dentro, ou £ 7 se quisesse fazer uma marmita e levar embora. Minha opção foi a de comer na rua, obviamente Você pagava, a mulher te dava uma embalagem retangular de marmitex com tampa e um par de talheres de plástico, e você ia passando e colocando o que quisesse - se fechasse tava valendo! Como sou alérgica a frutos do mar, evitei o que parecia ser camarão, mas no restante tudo tinha uma cara e um cheiro bem bons. Fechei minha marmita, saí pra rua, abri ela de novo e já comecei a comer andando mesmo haha Comidinha bem gostosa - finalmente comida onde eles sabiam como e onde utilizar o sal, sério, #lifeishard No pedaço de rua onde eu estava não haviam bancos pra sentar, então só fui andando e comendo. Como descer a seco é triste, parei em um comércio que tinha por ali, onde só parecia vender refrigerante e chiclete (agora que eu to parando pra pensar, com a minha sorte aquilo devia ser uma frente da máfia chinesa sabe, que nem no Brasil essas banquinhas de chiclete são, na verdade, pontos de jogo do bicho? ), e comprei uma latinha de fanta uva por £ 1.25 (a propósito, eu achei os refrigerantes deles menos doce, não sei se era meu paladar ou se realmente vai menos açúcar na composição dos que são vendidos por lá). Quando terminei de comer já era 12:40, e decidi ir pro teatro ficar na fila. A primeira parte começava as 14h, então a entrada seria a partir das 13h. Inocente de mim de achar que indo essa hora eu tava sendo adiantada haha a fila pra entrar já tinha praticamente dado a volta no quarteirão (e a fila da bilheteria pra trocar os ingressos também estava gigantesca nessa hora!). Hora que se chega na entrada do teatro, você passa por uma revista daquelas bem feitas, eles passam todas as pessoas por um detector de metais e olham todas as bolsas. Já dentro tive que subir uns bons lances de escada pra chegar lá em cima e o negócio é íngreme pra caramba haha me vi caindo pra minha morte dali de cima, se tropeçasse hahaha As fotos de dentro do teatro são ridículas, porque né, não havia iluminação e meu celular não faz milagre, mas dá pra ter uma ideia de onde eu tava sentada. Não vou dizer muito sobre a peça, porque é bem específico. Mas pra quem é fã, as vezes leu o livro e teve sentimentos ambíguos, assim como eu, a peça é tão mágica e incrível que faz todos esses sentimentos saírem pela janela. É muito bem feito, os efeitos são impossíveis de acreditar serem de teatro, e é tudo lindo <3 Conheci um grupo de americanas lá, a garota sentada do meu lado não era muito fã de Harry Potter, mas estava acompanhando as amigas que eram, e ela comprou o ingresso na mesma bolada que eu, pagou só £ 40.00 pelas duas partes. As amigas dela haviam comprado antes, pagado £ 80.00 e os lugares delas eram bem mais altos que os nossos (os nossos eram na terceira fileira), e elas disseram que a visão de lá era muito ruim, então dei sorte! Enquanto eu pesquisava coisas baratas para fazer em Londres, procurei sobre chás da tarde que fossem de valores acessíveis, e encontrei em uma matéria de um jornal inglês um lugar chamado Soho’s Secret Tea Room. Fiquei intrigada, lá dizia que não tinha nenhuma sinalização indicando onde o lugar ficava, e que você tinha que entrar em um pub, dizer que queria ir para o salão de chá e eles deixavam você passar atrás do balcão e subir um lance de escadas até lá. Adorei o mistério, obviamente. Entrei no site deles, e nem no site eles passam os dados completos! É bem misterioso mesmo haha Mas dai, numa review do lugar no TripAdvisor, descobri que ficava na rua detrás do teatro! Então, como reservas são beeem recomendadas, agendei pelo site uma mesa pro dia da peça, para as 17h. Quando a primeira parte da peça acabou eram pouco mais de 16h30, então já fui me encaminhando para lá. Realmente, você chega a duvidar de que o lugar existe haha tinham umas pessoas do lado de fora do pub, e quando eu entrei achei o lugar muito legal! O próprio pub é muito o que eu imaginava que um pub não-turístico seria. As pessoas dentro pareciam ser frequentadores de lá mesmo, o que eu achei demais! O funcionário veio me atender no balcão e eu disse que tinha uma reserva pra casa de chá e dei meu nome. Ele pediu pra eu aguardar, deu um toque lá pra cima e me deixou passar. Você entra atrás do balcão do pub, passa por uma porta e sobe uma escada redonda meio estreita, e então, no topo da escada, já tem a porta pro salão de chá e uma funcionária te aguardando com um sorriso no rosto. Muito bonitiiiiinho! Lá dentro o espaço não é tão grande, se não me engano eram 9 mesas. Algumas com capacidade para até 6 pessoas, outras 4 e duas mesas para 2 pessoas. Foi numa dessas que eu fiquei. Assim que sentei ela já me trouxe o menu, mas eu já tinha visto ele online e iria querer o chá da tarde tradicional mesmo, então assim que ela voltou eu já pedi e não demorou nada pra chegar. Achei tudo bem gostoso, embora os sanduíches de ovo cozido não tenham me convencido hahaha Tinham várias opções de bolos para escolher, eu nunca tinha comido red velvet então decidi experimentar, mas achei doce demais pro meu gosto, dei conta de comer só 1/3 da fatia, que era beeem grande! Na minha opinião aquilo era comida pra duas pessoas, eu mal comi metade de tudo o que veio, e o bule deu pra 3 xícaras de chá bem servidas. Se por acaso você quiser algo a mais, você pode pedir separadamente, por exemplo, não pedir os sanduíches de ovos cozidos e mais um ou dois scones, se for da sua preferência. Você monta seu próprio chá da tarde! A propósito, esses scones são os trenzinhos que parecem um pãozinho. Você corta ele ao meio e passa esses dois cremes que acompanham (um é creme e o outro é geleia)... pensa num trem bão! Tô salivando até hoje de vontade de comer mais disso! Delíiiicia! O lugar era fofíssimo, o atendimento foi ótimo e eu adorei a experiência! Tudo saiu por £ 19.69 , com gorjeta. Quando sai de lá não eram 18h ainda e as portas só abririam as 18h30, então decidi ir em um lugar que meu irmão tinha me dito. Ainda no tema Harry Potter, algumas cenas do Harry com o Hagrid no primeiro filme - em que eles estão indo para o Beco Diagonal - haviam sido filmadas ali por perto, então fui procurar o lugar. Acho que encontrei, mas não era tão legal, porque obviamente era só uma rua, e as gravações foram a mais de 15 anos, então qualquer resquício mágico que poderia haver por ali já era haha Valeu pela caminhada pelo bairro, que nessa hora estava fervilhando de gente no happy hour! Sério, MUITA GENTE e muitos pubs naquela região... acredito que se eu morasse em Londres, o distrito dos teatros iria ser meu lugar favorito pra sair com amigos... a iluminação das ruas é diferente, e a própria fachada dos teatros é incrível de ver, super chamativos! Pra gente que não tem isso aqui, foi lindo, me senti na Broadway Na hora certa voltei pro teatro, peguei a filinha de novo e entrei pra ver o final do espetáculo. E, olha, que espetáculo! Amei muito mesmo, se gostar de Harry Potter e estiver por lá, tente assistir a peça, vale muito a pena e os atores são incríveis! <3 Comprei uma garrafa d'água quando voltei pro teatro porque o bolo tinha me deixado com sede, paguei £ 2.50 numa garrafinha de água! A "bomboniere" deles vende chocolates, salgadinhos, água e bebidas, tudo a preço de filé mignon. Quando a peça terminou já era mais de 22h, então fui até a estação de Leicester Square – que era a mais próxima – e fui pro hostel. Ainda não estava completamente escuro, a noite só costumava chegar depois das 22h30, e tinha bastante movimento na rua de gente saindo dos teatros (mas os pubs já pareciam estar mais vazios). Chegando lá, banho e cama. O dia não havia sido muito turístico no sentido estrito da palavra, mas serviu como uma boa pausa, porque eu havia andado demaaaaais nos dois primeiros dias, então já estava bem cansada. Ter passado quase todo o dia sentada foi ótimo! Deu pra dar um break e lembrar que eu não tava numa maratona! GASTOS: Atrações £ 40.00 (Peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada) Alimentação £ 30.00 (Almoço + Chá da Tarde + água no teatro)
  13. sim Talyta! o prédio onde fica o hostel é uma antiga mansão, então ele é lindo por dentro, todo em madeira! no booking e no hostelworld tem várias fotos dele, e eu posso dizer que elas fazem justiça porque é tudo daquele jeitinho mesmo!
  14. DIA 3 – 06/06/2017 – TERÇA FEIRA Meus planos para o meu segundo dia cheio em Londres era conhecer a City: Torre de Londres, Tower Bridge, lado sul da margem do Tâmisa até a Millenium Bridge, St. Paul’s Cathedral para assistir a Evensong e depois encerrar o dia no Sky Garden. (Meus planos já caíram por terra quando eu perdi o dia que abriram as reservas do Sky Garden pro dia 6, e quando eu lembrei de ir reservar todos os dias dessa semana já estavam lotados. Minha única esperança era a minha última segunda em Londres, dia 12/06, que ainda não havia sido disponibilizado no site. Coloquei como página inicial do meu computador pra não esquecer mais, e entrava umas 3 vezes por dia durante uns 3 dias, até que abriram, daí consegui reservar). Nesse dia, me arrumei, saí toda feliz da vida pro meu passeio e... tava chovendo bicas. Tá, não era uma das nossas tempestades, mas era um chuvisco mais forte e acompanhado de vento, então não dava pra enfrentar sem guarda chuva. Assim que sai do hostel, já bateu aquele pequeno desânimo por causa do clima. Eu tinha decidido que ia comer alguma coisa nessa manhã, porque como tinha ido dormir sem comer nada na noite anterior, estava com um pouco de fome. Parei num café na rua do hostel mesmo, antes de chegar na estação do metrô. Pedi um chocolate quente e um muffin de chocolate (£ 4.00+-), perguntei se podia me sentar em uma das mesinhas do lado de dentro, e fiquei assistindo o movimento dos carros e a chuva. Pequeno adendo: fiquei desapontadíssima com o chocolate quente do estrangeiro. Pra quem tá acostumada com o nosso chocolate grosso, encorpado, doce, quase um mingau... aquele leite com achocolatado foi bem broxante! Não é tão doce quanto um leite com Nescau, por exemplo, mas a liquidez é a mesma hahaha Beleza, levei uma era pra esfriar o leite e deixar ele numa temperatura bebível – tudo que você pede por lá em cafeterias é INSANAMENTE quente -, e comi metade do muffin, não aguentei comer ele inteiro (não que fosse enorme, era de um tamanho normal, eu que não consegui comer mesmo). Sai de lá, peguei o metrô e fui até a estação London Bridge. A estação tem várias saídas, e tenho certeza de que escolhi pela pior possível, porque não consegui encontrar um jeito fácil de sair dali... várias ruas estavam fechadas (eram 3 dias após o ataque), estava chovendo e ventando de forma que nos primeiros passos minha sombrinha já virou e eu não tinha ideia de como ia chegar até a Torre de Londres e a Tower Bridge dali. Sem contar que enquanto eu estive no metrô, havia esfriado bastante. Parei um pouco, pensei no que eu ia enfrentar o dia todo e minha decisão foi: preciso me preparar melhor. Voltei pra dentro da estação, peguei todos os metrôs de volta e lá estava eu no hostel novamente hahaha Deixei minha sombrinha lá – porque com o vento ela não era de uso algum –, troquei de casaco, troquei minha sapatilha por um tênis e então, me sentindo preparada para enfrentar o dia, coloquei minha cara de volta na rua Como tinha visto a confusão que estava a estação de London Bridge, decidi que iria chegar por Tower Hill dessa vez, e foi muito mais simples. Dentro da própria estação existem placas indicando qual saída usar para chegar nas atrações, e, assim que saí da estação, já consegui ver a Torre Esse era outro ingresso que eu havia comprado online, porque havia um desconto para compra antecipada de £ 3.30. A compra foi pelo próprio site da Tower of London e era com data marcada, paguei £ 21.50. Você precisa ir na bilheteria trocar seu e-mail da compra por um ingresso de verdade, então fiz isso – super rápido na bilheteria, não tinha fila nenhuma – e já entrei, novamente, sem filas. Eu poderia falar horas a respeito de tudo o que tem na torre, mas primeiro: vocês ficariam entediados, e, segundo: eu estragaria a magia pra quem for visitar, porque você já chegaria sabendo demais hahaha Então, vou colocar algumas fotos, e deixar que tirem suas próprias conclusões haha O lugar é realmente lindo, a Torre Branca, que é o prédio central, foi a primeira construção daquele complexo todo, encomendado por William, o Conquistador em pessoa em 1067. Uma curiosidade que eu não fazia ideia, é que a Torre foi um zoológico por mais de 600 anos! Até que em 1835, o Duque de Wellington – que depois de vencer Napoleão e ganhar títulos e terras – foi posto na posição de administrador da Torre de Londres pela Rainha Vitória, e decidiu que aquilo era um absurdo e transferiu todos os animais (que incluíam leões, elefantes e girafas) para o recém-inaugurado zoológico no Regent’s Park, que está em funcionamento até hoje. Para representar a incongruência que deveriam ser esses animais no meio do forte medieval, uma artista foi contratada para fazer esculturas os simbolizando. O resultado foi esse... A Torre em fotos não parece tão grande, mas são muralhas que ligam torres, que ligam com outras muralhas, com outras torres, e hora que você acha “ei, já vi tudo”, você chega no pátio central e percebe que ainda faltam todos os prédios internos rs O lugar é muito enorme! Uma atração famosa lá dentro é a exibição das Joias da Coroa. Dentro desse prédio não é permitido o uso de câmera fotográfica nem celular. No restante da Torre a fotografia é permitida livremente. Quando você entra no prédio das joias existe toda uma introdução, é contada a história de onde as peças foram adquiridas, tem a exposição de coroas antigas que não estão mais em uso e algumas joias que também não são mais usadas, até que você chega ao ápice, que é a apresentação das joias atuais. A sala tem duas pistas rolantes nas quais você sobe e desliza do lado da vitrine que contém as joias. Não dá pra parar e ficar observando a vontade, se quiser ver de novo, tem que dar a volta e entrar outra vez na pista. Quando se sai dessa sala, você entra em outra sala onde a coroa da Rainha Mãe está em exposição, adornada com o maior diamante possuído pela realeza britânica, o Kohinoor. Tinha um engraçadinho que tentou tirar uma foto da coroa, eu vi ele tirando, e na hora que virei pra sair da sala, a guarda já estava indo em direção a ele “Sir, I’m gonna need to see your phone”. Vai dar uma de espertinho... Por último visitei a Torre Branca. Ela é realmente velha e bem grande, dentro tem um andar com umas atividades interativas, é bem bobinho mas deve ser legal pra criançada (diga-se de passagem que todos os adultos brincaram, inclusive eu ). Quando saí da Torre branca, senti que já tinha visitado "tudo" dentro da Torre de Londres (o que, obviamente, é uma ilusão haha), e havia ficado tanto tempo, mas, TANTO TEMPO lá dentro... que qualquer outro plano que tivesse feito pra aquele dia já estava arruinado Deixei o Castelo pelo portão que dá para a margem do Tâmisa e segui por ele até o outro lado da Tower Bridge, onde tentei chegar - e falhei - em St. Katharine's Docks, onde fica "estacionado" o iate da rainha. Nesse momento deu uma ventania que jogou meu cabelo quase pra fora da cabeça - detalhe que eu tava tentando fazer uma selfie com a ponte! Sentei num banquinho ali em frente a ponte e terminei meu muffin daquela manhã, queria atravessar logo e já seguir pela margem sul do Tâmisa até onde aguentasse ir. Meu plano era ter visto o Shakespeare's Globe na chegada - pela estação London Bridge - mas não rolou, então ia tentar passar na frente agora. Já tinham me dito, e, realmente, o melhor ângulo pra tirar fotos da Tower Bridge e da própria Torre de Londres é do outro lado do rio! Teria sido mais legal se não tivesse um barco-lixeiro parado bem no meio do rio, entrando em todas as minhas fotos, mas nada é perfeito haha Então, comecei minha caminhada, nessa hora já deviam ser umas 16h30, eu havia entrado na Torre, com toda a minha andação da manhã, umas 11h30. Passei pelo HMS Belfast... ...e cheguei na London Bridge. Fiquei até meio assustada... era uma terça feira, cerca de 17h00, então todo o distrito financeiro estava saindo do trabalho, praticamente. O movimento naquela ponte era, de verdade, TÃO GRANDE que eu demorei um tempão só pra conseguir atravessar a rua e ir até o outro lado dela, e não por causa dos carros, mas sim pela quantidade de pessoas! Naquele momento me deu até um arrepio, porque, por mais horrível que tenha sido o ataque, poderia ter sido mil vezes pior se tivesse ocorrido num dia de semana num horário de pico. Quando cheguei na ponte, queria continuar por aquele caminho, margeando o Tâmisa, mas a rua estava fechada e não tinha como passar, teria que dar uma volta enorme pra sair novamente na margem do rio, então acabei atravessando a ponte ali, e segui pelo lado norte, até chegar na St. Paul’s Cathedral. O tráfego de pessoas estava intensíssimo, tava bem difícil até andar na calçada, porque todo mundo andava super rápido, bem estilo londrino, em direção as estações de metrô. Tava foda ser turista nesse momento, porque você acompanhava o ritmo ou era arrastado e atropelado pelas pessoas. Quando cheguei na esquina da Catedral acabei me perdendo um pouco da multidão, porque eles viraram à direita pra estação de metrô St. Paul’s e eu continuei até a praça que fica atrás da igreja. Como eu disse, meu objetivo era participar da Evensong, mas quando cheguei já eram quase 18h e já tinha até acabado. Mas tudo bem, era só pra ver a igreja por dentro pessoalmente, já que não pretendia comprar o ingresso para a visita. Fica pra próxima! No meu primeiro dia acabei vendo ela só de um lado, dessa vez dei um giro de 180º. Ela é linda de todos os ângulos, e reforço a minha primeira impressão: é ENORME! Deve ser linda por dentro, e embora não seja tão incrivelmente relevante historicamente quando a Abadia de Westminster – com isso quero dizer que não tem metade da realeza inglesa enterrada nela, não é palco de coroações e etc – ainda sim deve valer a visita pela sua opulência (é possível ver o interior da catedral através do Street View do Google Maps). A construção medieval da Catedral de São Paulo veio abaixo com o Grande Incêndio de 1666, a construção que existe hoje foi desenhada pelo arquiteto Christopher Wren, que está enterrado nela, junto com o poeta William Blake, o pintor William Turner e outras personalidades da história inglesa, incluindo um rei saxão, Etherald II, pai de Edward, o Confessor (pra quem gosta de livros de ficção histórica, A Rainha Normanda conta a história, com certa liberdade criativa, de Emma da Normandia, segunda esposa de Etherald e mãe de Edward, o Confessor). Fiquei por ali um tempo e depois segui em direção a Millenium Bridge. Ela fica bem em frente mesmo, é literalmente olhar pra frente, e lá está ela! Segui pra lá, percebi que os ângulos pra tirar fotos dali não eram muito bons e é difícil tirar uma foto que faça justiça a sua estrutura... então desisti e só atravessei mesmo. Logo em frente tem o museu de arte moderna Tate Modern, como não sou fã de arte moderna, só tirei foto. Hoje, depois de olhar no mapa, vejo que o Shakespeare’s Globe é literalmente do lado do museu. Se eu tivesse me dado ao trabalho de olhar pra esquerda, ao chegar em frente ao Tate, teria visto o teatro, mas... não o fiz! E, por isso, vim embora sem ter passado na frente ou visto o Shakespeare’s Globe com meus próprios olhos... vai ficar pra próxima. Já tinha andado bastante nesse dia e estava cansada, mas ainda tinha que achar um mercado pra comprar comida e já passavam das 19h. Então desci da Millenium Bridge e continuei meu caminho pela margem sul do Tâmisa, porque eu sabia que a estação de metrô de Blackfriars ficava logo a frente – o que eu não sabia é que a entrada que fica ali é da estação de trem haha Resumindo, tive que andar mais um pouco, subir até a ponte Blackfriars, atravessar ela, descer a rua, e entrar na estação do metrô (que fica do lado norte do Tâmisa). Assim que cheguei no hostel fui procurar onde ficava o mercado mais próximo, e descobri que tinha um Sainsbury’s na Finchley Road, umas quadras a frente. O mercado ficava dentro de um shopping, num andar de baixo do nível da rua, e era enorme. Comprei refrigerantes, sucos, mais chocolates (porque era muito barato! Tipo, Kinder Bueno a £ 0.59), frutas (também, muito barato! Embalagens com uma quantidade razoável de morangos, uvas sem sementes, kiwis, ameixas, tudo por £ 0.59, £ 0.69, £ 0.99!), Pringles (£ 1.49), Doritos (£ 0.99), molho pra Doritos (£ 2), e comprei uma macarronada com frango pronta, era só esquentar no micro-ondas, cerca de £ 4.90. Comprei um galãozinho de leite, acho que 300ml, £ 1.50. Comprei um monte de porcaria mas comprei umas coisas saudáveis também haha Comprei também um pote estilo tupperware redondo alto, porque queria levar frutinhas na mochila para comer durante o dia nos passeios. Todas as minhas compras deram £ 21.17. No hostel, separei o que precisava ficar na geladeira em uma sacola, nomeei e guardei, e as outras coisas coloquei em outra sacola e guardei no meu armário embaixo da cama. Fiz meu jantar – aqueci meu macarrão no micro-ondas – e peguei um dos sucos que tinha comprado. Comi na cozinha mesmo. A gente até podia levar pra comer no “refeitório”/pub, mas eu não me sentia muito confortável indo com meu prato comer lá haha (essa foi uma coisa que eu senti aqui e não nos outros hostels... tanto em Edimburgo quanto em Oban, eu esquentava minha comida de mercado e ia comer nas áreas comuns sem neura, aqui não me senti confortável pra fazer isso dia nenhum... sempre acabava comendo em pé na cozinha mesmo, não sei se é porque eles serviam comida própria no refeitório... sei lá). O macarrão tava bem mais ou menos. Cheguei a conclusão de que eles não entendem muito o conceito de sal. O prato era meio adocicado e ao mesmo tempo azedo do molho de tomate. Sei lá, não curti não, mas enfim, comi, era o que tinha rs. E foi minha primeira refeição decente desde que havia chegado, pra paz de espírito da minha mãe haha Depois disso foi só descansar e ir dormir. Não sei se vale comentar, mas meu quarto tinha uma quantidade incrível de garotas asiáticas. Eram coreanas, chinesas, japonesas... elas não eram muito de ficar batendo papo não. E o engraçado era que a cada uma que fazia check out, parecia que chegavam duas no lugar haha Sei que além de uma australiana e duas argentinas, nas minhas 9 noites lá, todas as minhas companheiras tinham olhos puxados haha GASTOS: Alimentação: £ 25.17 (Café da manhã + mercado) Tickets: £ 21.50 (Torre de Londres)
  15. (As fotos tão ficando meio estranhas quando eu carrego elas pro site... não sei se é porque são muito pesadas, estão ficando meio borradas ) DIA 2 – 05/06/2017 – SEGUNDA FEIRA Meu plano para esse dia era visitar o bairro de Westminster: ver a parte externa do Parlamento, a Abadia de Westminster, andar até a National Gallery e o Buckingham Palace. Sairia do hostel e iria até o bairro de metrô e por lá faria tudo andando. E foi o que eu fiz. Como era meu primeiro dia, não tinha planejado tanta coisa para ele e queria dormir todo o necessário pra não ficar de jet lag depois, então nem coloquei o celular para despertar. Acordei naturalmente, vulgo por causa do barulho das minhas companheiras de quarto, as 10:00. Só me arrumei e já sai. Não tomei café no hostel, primeiro porque não estava com fome, segundo que não tenho hábito de comer de manhã e terceiro que estava com o estomago meio nauseado ainda. Peguei a linha Jubilee direto até Westminster. Já na saída do metrô, você sobe a escadinha e já dá de cara com a linda, a única, a fofa... Elizabeth Tower! <3 Ou, mais – erroneamente – conhecida, como Big Ben! O tempo estava meio estranho, com um chuvisco que começava e parava, bem fininho, então não chegava a incomodar, mas, ao mesmo tempo, molhava os meus óculos e a lente da câmera, o que atrapalhava um pouco. Ali eu andei sem rumo, ia e voltava, tentava achar um ângulo legal pra tirar as fotos, atravessei a ponte, cheguei até a London Eye e voltei – pretendia ir naquele dia, mas como o tempo tava feio acabei deixando quieto. Devo ter ficado uma hora por ali, observando a cidade, o rio, tirando fotos, enfim. Por ali é tudo lindo... muita gente se decepciona com o tamanho da Torre, mas gente, é proporcional ao tamanho do parlamento. Acho que essas pessoas devem ir esperando uma Torre Eiffel da vida, porque de verdade, ela é linda e é do tamanho certo <3 Perto do meio dia, segui pra a Abadia de Westminster, eu já tinha comprado o ingresso online, pelo site da Visit Britain e tinha custado £ 20.00. Esse ingresso era válido por um ano da data da compra. Hora que eu cheguei na praça que tem em frente a Abadia, o Big Ben tocou para anunciar as 12 horas. Aaaah, nem querditei! Que lindeza ouvir esse sino histórico bater doze vezes! Quando cheguei na área externa da Abadia – onde fica o lugar de comprar ingressos e a entrada – a fila estava bem grande, mas, assim como ouvi várias pessoas dizendo, fiquei “positivamente surpresa” com o tamanho da fila, porque achei que estaria maior por já ser junho. Perguntei para uma funcionária onde eu ia para trocar meu e-mail da compra pelo ticket, e ela disse que era na entrada da própria Abadia, então já fui para fila de acesso ao passeio mesmo. Demorou menos de 5 minutos para eu entrar, a fila andava super rapidinho. Assim que você entra já tem uma mesa onde ficam os funcionários fazendo a troca dos bilhetes eletrônicos pelo ingresso. Troquei o meu, peguei o áudio guia, que é incluído no valor, e comecei o passeio. Dentro da Abadia de Westminster não é permitido tirar fotos, então todas as maravilhas que eu vi lá dentro – do que eu chamo agora de Cemitério Mais Foda do Mundo – ficaram só na memória. Logo na entrada já tem umas estátuas enormes, gigantescas, maciças... que te fazem perceber como a gente é pequeno haha O teto dela é muito alto e lindo. Aliás, toda a arquitetura dela é linda! Lembro de ter ficado de boca aberta a cada esquina que eu virava dentro da igreja – porque sim, ela é tão enorme que tem esquinas! Conforme você vai avançando, o áudio guia vai te contando toda a história da Igreja, desde a sua fundação por Edward, o Confessor lá em 1050, a consagração daquele solo em 1065, a reconstrução da Abadia em maiores proporções por Henry III e seu filho Edward I (que inclusive foi nomeado em homenagem ao rei fundador da abadia, que foi canonizado em 1161), a história de todos os que lá estão enterrados (Henry VII, vencedor da Guerra das Rosas, Elizabeth de York, sua esposa e filha do rei Edward IV e mãe de Henry VIII, Elizabeth I, Mary, Rainha dos Escoceses e seu filho James VI da Escócia e I da Inglaterra, os próprios Edward, o Confessor, Henrique III e Edward I, entre vários outros). Pra quem é historimaníaco igual eu, e se perguntar porque Edward I foi o primeiro, sendo que Edward, o Confessor veio antes dele, a resposta é que Edward, o Confessor foi um rei saxão, enquanto Edward I foi um rei inglês, e todos os nomes que vieram antes da conquista de William I (Guilherme I, em português), em 1066, foram desconsiderados para efeito de nomenclatura futura. #NERDEEI Tem tantos túmulos lá dentro que é mais um cemitério que uma igreja, é um mausoléu real. O último rei a ser enterrado lá foi em 1760, desde então a maioria dos monarcas foi enterrado na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor. Pra quem lembra do casamento de William e Kate, que foi em Westminster, o tapete vermelho estendido para a entrada da noiva só chegou até o altar, que fica bem embaixo do centro da “cruz” (considerando o formato da Igreja, que foi construída em formato de cruz). Dali pra trás é onde fica a parte história mais antiga, e mais importante, na minha opinião. Pra trás do altar é onde se localizam todos os túmulos reais, as capelas construídas pelos reis e vários memoriais erguidos em homenagem as famílias nobres mais importantes da história inglesa. Nesse altar também é onde são realizadas as coroações. Todos os reis ingleses desde a conquista em 1066 foram coroados na Abadia de Westminster, e, desde 1308, se usa a cadeira/trono construído por Edward I, para abrigar a Pedra do Destino (Stone of Destiny) – roubada dos escoceses – que ficou em posse dos ingleses de 1308 até 1996, quando a Rainha Elizabeth II autorizou o retorno da Pedra para a Escócia (mas a pedra será trazida para seu lugar na cadeira em futuras coroações). Hoje a pedra está em exposição, junto com as joias da coroa escocesa, no Castelo de Edimburgo. A cadeira da coroação também está em exposição, na própria Abadia de Westminster, atrás de um vidro a prova de balas de muitos centímetros de largura, a uma distância de uns 5 metros haha Enfim, a Abadia é enorme, tem muita coisa pra ver dentro dela, mas, por incrível que pareça, não leva tanto tempo pra se ver tudo. Como eu disse, pelo horário que entrei, devia ser mais ou menos 12:30, e quando sai, depois de ter andado pra caramba e achar que tinha gasto a tarde toda, eram 15:00. E, acreditem, eu sou bem devagar nesses passeios, andava com calma, ia observando tudo, ouvia todos os áudios pelos quais eu passava – alguns duas vezes, porque percebia que tinha ouvido no lugar errado... É um passeio que super vale a pena, mesmo pra quem não é doido por história. A própria arquitetura e ambience do lugar é incrível, e pra qualquer turista que não seja tão devagar quanto eu, o passeio não deve levar mais de duas horas xD. Quando sai da Abadia, fiquei um tempo sentada na praça que fica em frente, pra tirar umas fotos, aproveitar o sol que apareceu e dar uma descansada nas pernas... a gente fica distraído com tudo ao redor e não percebe a quanto tempo está em pé. Depois segui a avenida Whitehall até a Trafalgar Square, fui tirando fotos pelo caminho, vendo várias estátuas e monumentos que ficam na avenida, percebendo como as pessoas estavam todas andando do lado de dentro de umas divisões de segurança que existem no meio da calçada. Em nenhum momento me senti insegura em Londres, mas não deixava de ser cuidadosa, assim como os próprios londrinos. Quando comecei a ver a Trafalgar Square, percebi que provavelmente ia demorar por lá, porque pretendia entrar na National Gallery, então deveria comer primeiro embora não tivesse com fome... Fiz o que todo mundo diz pra não fazer hahaha Passei na frente de um pub da rede Wetherspoon, bem ali na Parliament Street mesmo, The Lord Moon of the Mall, e como achei o preço do menu que estava na porta ‘aceitável’ pra localização, foi ali mesmo que eu parei. Um hambúrguer duplo com fritas e duas limonadas saíram £ 11.00. Estava bom? Beeem mais ou menos. Sustentou? Só dei conta de comer metade, o restante ficou no prato. Só comi todas as batatas. Caiu como uma pedra, e decidi que não ia mais comer por comer, se não estivesse com fome. Quando cheguei na frente da National Gallery... a bateria da minha câmera acabou Fiquei tão puta, porque a bateria tava cheia, de repente caiu para dois e para um, e então ficou vermelha piscando e desligou! Então me restou meu celular, que tem uma câmera decente mas não é nenhum iPhone 6s Plus ou Samsung Galaxy S200 haha A National Gallery fechava ás 18h, então aproveitei para entrar e mergulhar em um pouco de cultura. No momento que eu entrei naquele prédio lindo sem minha câmera funcionando, eu já sabia que retornaria, então acabei fazendo um passeio mais superficial... Só entrei e fui andando, sem saber muito onde ficava o quê. Ao acaso, acabei achando a peça que, eu acho, é uma das mais famosa da coleção deles, Madonna nas Rochas, de Da Vinci. É realmente linda, e, o que eu mais gostei nesse museu é que a iluminação ajuda muito a valorizar a obra... Achei o museu inteiro encantador e se tornou meu museu preferido de Londres! Vou entrar em mais detalhes sobre ele quando chegar na minha segunda visita, que tenho mais fotos para ilustrar e fiz o passeio mais direitinho rs Sai da Galeria quando anunciaram nos altos falantes que eles fechariam em 10 minutos, então fui mais uma da boiada indo em direção a saída. A visão assim que você sai, de cima da Trafalgar Square é linda <3 (se as fotos da câmera tão saindo embaçadas, as do celular então tão parecendo que foram tiradas debaixo d'água) Achei um canto nas escadarias que não estava muito cheio e fiquei por ali, observando e absorvendo aquele lugar. Depois decidi seguir com meu planejamento, apesar de já estar cansada, e ir andando até o Buckingham Palace pela avenida The Mall. Ela é bem bonita, uma avenida larga com árvores do começo até o fim em ambos os lados – do lado de baixo temos o St. James Park, e do lado de cima alguns prédios oficiais e a Clarence House, morada do Príncipe Charles – e, ao fim, o famosíssimo Buckingham Palace, morada da rainha da coisa toda! Cheguei no palácio, estava bem vazio ao redor, tinha começado a chuviscar e tava um vento geladíssimo (eu, desacostumada e esquecida, não passei protetor labial, no dia seguinte meus lábios tavam sangrando de tão rachados!), tirei umas fotos, andei em volta do monumento a Rainha Vitória, cheguei até os portões do palácio, observei toda aquela opulência. Então a chuva apertou, daí decidi que era suficiente por um dia... já deviam ser umas 19h30. Segui por uma rua lateral do palácio, no mapa ela está identificada só como A3214, queria encontrar uma estação de metrô ou ponto de ônibus. Andei mais um pouco e finalmente encontrei um ponto, li as linhas que passavam ali e não lembro exatamente pra onde elas iam, mas se não me engano tinha uma linha que ia até Westminster, e de lá eu podia pegar o metrô direto pra minha estação. Parei uns 3 ônibus e todos eles estavam “recolhendo” e indo para a Victoria Coach Station, que eu imagino ser o equivalente ao Terminal Central deles. Finalmente desisti de ficar parando ônibus ali e terminei de andar até a esquina, no que eu olhei pro lado esquerdo na Victoria Street... ali estava a Victoria Station Quem não conhece o lugar onde está passa por essas! Haha Nessa hora a bateria do meu celular já tinha acabado, então não consegui usar o GPS pra me localizar. Como essa estação é enorme! E muito linda também... fui até as plataformas de metrô, peguei uma linha que baldeasse na Jubilee e fui pro hostel. Quando cheguei, ainda estava estufada do lanche, então só tomei água e comi o chocolate que havia comprado no dia anterior. Depois disso, banho e cama. GASTOS: Tickets £ 20.00 (Abadia de Westsminter) Alimentação £ 11.00 (Pub ‘The Lord Moon of the Mall’)
  16. DIA 1 e 2 – 03/06/2017 e 04/06/2017 – SÁBADO e DOMINGO Meu voo saía do aeroporto de Londrina às 05:50, operado pela Gol, e o horário previsto para chegar em Guarulhos era 07:20. Segui todas as recomendações que me foram dadas e que li pela internet: fiz minha mala na quinta, porque assim teria um dia inteiro para lembrar caso tivesse esquecido alguma coisa; coloquei todos os líquidos que iam na bagagem de mão em uma zip lock e deixei separado; escolhi uma roupa bem confortável pro voo e um casaco bem quente, porque me disseram que o avião era super gelado; enchi meu tablet de filmes e séries pra assistir, porque sabia que não tinha entretenimento individual no avião da Air Europa que eu ia pegar; comprei uma almofada de pescoço com tic tac pra ele ficar paradinho no lugar; levei meu próprio fone de ouvido (a Air Europa não fornece, eu teria que alugar um durante o voo). Enfim, mil coisas hahahaha Fiz tudo isso, e, o mais importante, obviamente, era “chegue no aeroporto com 3h de antecedência para voos internacionais”. Então, dormi da meia noite até umas duas e meia da madrugada, acordei, e lá vamos minha mãe e eu para o aeroporto. Chegamos lá, tudo fechado, outros gatos pingados que nem eu, mas tipo, nenhum funcionário e TUDO fechado. Fica a lição: se você estiver saindo de Londrina, o aeroporto só abre as 05h00! Então não adianta chegar com 3h de antecedência se o seu for o primeiro voo do dia, porque você vai ficar que nem tonto durante 2h no aeroporto, enquanto podia estar dormindo... E ainda dei a sorte de aquela ter sido a madrugada mais fria do ano até então hahahaha Maaaas tudo certo, faz parte haha As 5h o aeroporto abriu e com ele, o check in da Gol. Ah, vale dizer que eu tentei fazer o check in no dia anterior pela internet, mas no site da Air Europa dizia que eu devia fazer no site da “companhia parceira”, e no site da Gol o código de check in que veio no bilhete eletrônico “não era encontrado”. Então, como disse no resumão ali em cima, liguei na Gol e tentei fazer o check in pelo telefone, foi quando o atendente me informou que eu só conseguiria fazer o check in 3h antes do voo. Enfim, deixei para fazer no aeroporto mesmo. Fiz o check in, despachei minha mala, olhei pra ela carinhosamente e esperei que nos encontrássemos novamente no dia seguinte, e parti para a sala de embarque – sim, porque na minha mega cidade nós temos o total de UMA sala de embarque, com 2 portões inteiros só nossos... invejem :* Despedi da mãe, quase comecei a chorar, pensei o que todos os meus parentes andavam pensando desde que descobriram que ia eu viajar sozinha pra Europa “meu Deus eu sou muito doida, o que que eu to fazendo?”, mas, com uma encarada bem dada da minha mãe, o trem voltou pros trilhos e eu embarquei rs Nunca tinha andado de avião, então estava ansiosa sobre como ia ser a experiência. Também nunca tinha tido crise de labirintite, e não estava ansiosa pra saber como era. Assim que o avião decolou minha cabeça parece que descolou do corpo, não era só a pressurização normal que o ouvido entope, a cabeça dói um pouco e é isso. Não, parecia que eu não tava presa no chão, minha cabeça parecia estar dançando e a náusea que seguiu nunca tinha sentido na vida. Gente, que coisa horrível! Teve um momento que os comissários passaram servindo água e um biscoitinho e eu, lembrando que tinham me dito que mastigar ajudava, mastiguei aquelas bolachas até o maxilar doer, e não ajudou em nada. Fiquei tentando segurar a cabeça no lugar, respirar fundo e manter o estômago quietinho. Hora que eu achei que não dava mais, o piloto anunciou que a gente ia começar a se preparar para o pouso. Aleluia! Conforme o avião chegou no chão e foi parando, ficou tudo certo, era como se não tivesse acontecido nada. Mas daí ficou aquele medo medonho: um voo de mais de 10 horas me aguardava... se eu passasse mal assim a viagem toda, não sabia o que ia fazer! Desci do avião e arrumei uma cadeira pra sentar. Depois de passado o enjoo do avião, percebi que estava com fome, então passei em um 365 Deli – que estava cheirando maravilhosamente a pão de queijo – e tomei meu café da manhã. Logo que deu uma hora decente, liguei pra casa, minha mãe é técnica de enfermagem, fui ver o que dava pra fazer... meu pai e minha avó tem crises de labirintite e pelo sintomas que eu tinha tido, parecia o diagnóstico mais provável. Já estava levando Dramin na mala de mão, e passei na farmácia do Terminal 2 de Guarulhos e comprei mais uma caixinha. Não era a medicação ideal, e nem recomendo ninguém a fazer isso, mas era o que eu tinha em mãos, e foi o que me serviu. Tomei um comprimido a cada 6 horas durante o voo e comprei chiclete no aeroporto e masquei durante a maior parte do voo também – só jogava o chiclete fora na hora de comer e depois pegava outro – nos poucos momentos que fiquei sem mastigar, o ouvido entupia muuuuito. E rezei. Ah, foi uma beleza... não tive sintoma nenhum, só um pouquinho de falta de equilíbrio nos momentos que precisei levantar, mais nada. O avião saiu pontualmente de Guarulhos e chegamos em Madri uma hora antes do horário previsto. Foi um voo tranquilo, com um serviço de bordo muito bom e comida bem gostosinha até, e, pasmei comigo mesma: consegui cochilar, quase dormir mesmo, em vários momentos quando eles apagavam as luzes (sim, o Dramin teve sua cota de culpa, tava praticamente dopada dele haha). E não senti todo esse frio que dizem não... teve vários momentos que cheguei a tirar a blusa e ficar só de camiseta, por estar com calor. Aah, uma coisa que vale falar... já ouvi dizer, e tive a experiência no avião da Gol, que o espaço pra pernas só diminui, mas achei até grande o espaço entre as fileiras nos dois voos da Air Europa. Não cheguei a tirar foto da comida, porque como estava com medo de me mexer muito bruscamente e zicar o meu “bem estar”, não peguei a câmera nem o celular durante o voo, mas era massa ou frango - eu peguei o frango e foi uma boa escolha, era tipo filé, com purê de batatas, cenoura cozida e ervilhas. Acompanhava um pãozinho com manteiga e a sobremesa foi um bolo/pavê de abacaxi que tava uma delícia. De bebidas eu vi no carrinho coca, fanta, suco de laranja, suco de abacaxi e água. Não vi nenhuma bebida alcóolica. Em Madri minha conexão era de 2 horas, que acabou virando três já que chegamos antes da hora. Fiquei zanzando pelo aeroporto, só comi um pacotinho de Clube Social – porque não queria abusar da sorte, e quando anunciaram o portão de embarque, já fui para lá esperar mais um pouco. Como era de madrugada, o aeroporto estava as moscas. Aaah, quando descemos em Madri, o avião taxiou um tempão, parou em um lugar aberto e nós, ao descer, pegamos um ônibus que nos levou até uma área de conexão internacional. Ali só passei pela segurança (raio x e scanners), não houve imigração. Meu voo ia sair as 07:20, quando eram umas 06:30 começaram o embarque. Hora que passaram meu cartão de embarque na máquina ela apitou e ficou vermelha... já assustei haha Daí a funcionária disse alguma coisa em espanhol, riscou o número do meu assento e escreveu outro. Beleza. Segui o corredorzinho até o avião, a comissária pegou meu cartão, deu um olhar estranho, e me indicou a entrada a sua direita... E amigos e amigas, eu estava na primeira classe! Ganhei um upgrade por overbooking no meu primeiro voo da vida gente! Ô meu Brasil varonil, que coisa mais linda! Hahaha E nunca acho que um upgrade foi tão agradecido! Eu tava tão exausta, e com tanto Dramin no corpo, que assim que apagou a luz do cinto de segurança, eu estiquei meu banco-reclinável-total e dormi, mas dormi... Que só acordei com o piloto anunciando que estávamos chegando em Londres! A propósito, na primeira classe foram servidos água e sucos, mas fiquei sabendo que na classe econômica não foi servido NADA durante esse voo. Tudo que você quisesse, tinha que comprar. A primeira classe desse avião parecia bem velhinha, mas, de verdade, só do banco inclinar e eu não ter ninguém do meu lado foi ótimo! A propósito, tinham mais uns dois deslumbrados junto comigo lá na primeira classe, então imagino que eles também tenham saído na sorte grande na hora do check in Em Londres, ao descer do avião, caminhei pelo que senti que foi meia hora até chegar na área de imigração. Que aeroporto enorme! Isso porque era o Gatwick... Fiquei imaginando as dimensões do Heathrow. Quando cheguei na área da imigração, tinham umas filas sinistras e vi várias pessoas com um papelzinho na mão, foi aí que lembrei do Landing Card. Não distribuíram ele no voo, então tive que pegar um lá mesmo – tinha um lugar bem no meio do saguão com várias cópias – e achar um canto para preencher. Apoiei meu passaporte e o Landing Card numa mureta, e ali se materializaram quatro brasileiros viajantes pela CVC que não falavam nem o nome em inglês e não tinham a mínima ideia de como preencher o cartãozinho haha Ajudei eles a preencherem o deles e depois de todos terminarem, consegui terminar de preencher o meu... nisso já tinha ido quase uma hora parada ali. Nosso voo chegou às 08:50, hora que consegui sair do aeroporto já era mais de meio-dia. Minha passagem pela imigração foi peculiar – tive certas experiências em Londres, que saí de lá com a impressão de que eu devo parecer ser muito legal e aproximável ou os londrinos são muito mais amigáveis do que me disseram, e a primeira dessas experiências ocorreu no momento de mais nervosismo de um turista haha – fui chamada, um senhor de cara normal me atendeu, não parecia nem mega bonzinho nem mal-encarado. Entreguei meu passaporte e meu Landing Card, ele olhou, digitou alguma coisa no computador e me perguntou “De onde é o endereço que você colocou aqui?” (no Landing Card, você precisa colocar um endereço em Londres, sempre coloque o endereço de onde vai ficar, seja hotel ou casa de amigos/parentes, nunca minta porque eles podem ligar atrás se duvidarem de você), respondi que era do hostel onde eu ia ficar e falei o nome dele. Daí ele perguntou se eu tinha reserva, disse que sim, pedi para ele esperar um segundo e peguei minha pasta na mochila (já deveria estar com ela na mão, mas como me distrai com meus colegas CVCianos, acabei esquecendo). Tirei o papel da reserva e entreguei pra ele, ele olhou bem, viu até que dia eu ia ficar, e perguntou o que eu ia fazer em Londres, essa era a pergunta que eu mais temia, porque de verdade, eu não sabia como responder hahahaa “ahn... tourism?” falei o nome de alguns lugares que iria visitar e vi que ele ficou me encarando, dai perguntou se eu já iria embora de lá ou iria para algum outro lugar. Respondi que iria para a Escócia e ficaria até o dia 23 no Reino Unido. Ele perguntou se eu tinha uma passagem de volta. Disse que sim, e dessa vez perguntei se ele queria olhar na pasta, só para eu não ter que ficar tirando todos os papéis (é uma daquelas pastas com plástico que você enfia os papéis dentro rs). Ele pegou a pasta e olhou minha data de partida. Assim que abria a pasta, eu tinha colocado preso atrás da “capa” a minha carta do trabalho, declarando meu vínculo com a Prefeitura e dando a data das minhas férias. Ele perguntou se aquilo era minha carta de “dispensa” pras férias. Disse que sim. Ele daí comentou tipo “ah, você trabalha na prefeitura na sua cidade?”, eu respondi que sim, que trabalhava na Autarquia da Saúde, numa Unidade de Pronto Atendimento. Ele começou a folhear a pasta, eu tava super de boa e tranquila, não achei que ficaria tão tranquila, mas acho que só o fato de ter ficado uma hora ajudando outras pessoas que nem falavam inglês ajudou a me deixar calma. Hora que ele viu todas as passagens de trens que já estavam compradas e os ingressos das atrações, ele comentou “nossa, você tem bastante coisa planejada pra essa viagem ein?”. Daí ele viu meu ingresso para Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, e o tom mudou completamente hahahaha Ele ficou chocado “como você conseguiu ingressos para peça? Eu estou tentando faz meses e não consigo comprar!” hahaha Eu ri e disse que tinha acompanhado o site todos os dias, até que saíram ingressos promocionais pras datas que eu estaria lá. Ele comentou mais alguma coisa e eu lembro de ter respondido que tinha trocado um passeio a Windsor pela peça, então era melhor que fosse boa. Nisso chegou um outro agente, que deve ter pensado que eu ia pra salinha do terror, pelo tanto que tava demorando, mas ele deu uma olhada na minha pasta, e falou pro outro agente meio brincando “Essa daí você vai ter que deixar entrar! Olha tudo isso!” hahahaha O agente-que-antes-era-normal-e-agora-era-legal disse então a coisa da qual eu mais orgulho nessa viagem “Temos que deixar ela entrar, essa daí tem um inglês perfeito!”. HAHA pensa se me achei pouco depois disso?! Meu primeiro contato NA VIDA com falante nativo de inglês, e o cara me diz que eu não tenho sotaque e que meu inglês era “perfeito”? Gente, se ele pedisse, eu acho que casava com ele ali mesmo! HAHAAHA Ele me devolveu minha pasta, meu passaporte, me deu belo sorriso e desejou que eu tivesse uma ótima estadia. Agradeci, desejei um bom dia pra ele, e lá me fui, feliz da vida Ao sair da área de imigração, você vai para um salão gigantesco onde as bagagens são entregues... como demorei pra sair, minha mala já estava encostada em um montinho de malas do lado de uma das esteiras. Fiquei tão feliz de ver ela lá! Finalmente, depois de tudo isso, saí da zona de desembarque e entrei na parte pública do aeroporto. Você sai e já tem uma fila imensa de motoristas com plaquinhas esperando seus contratantes. No que eu ia passando, ouvi uma gritaria “Amanda! Amanda! ”. Pensei “como isso é possível? Não conheço ninguém aqui!!!”, mas olhei, e eram minhas amigas brasileiras da CVC novamente hahaha Dessa vez, o motorista do transfer que elas contrataram pela CVC já tinha ido embora e deixado elas na mão. Fiquei com elas até essa crise ser resolvida também e depois fui encontrar o ponto de venda do Oyster e a estação de trem. O guichê da TFL (Transport for London) fica quase em frente ao desembarque, então nem precisei procurar haha Ali mesmo já comprei um Oyster com um Travelcard de 7 dias para as zonas 1 e 2, começando a valer no dia seguinte. Paguei o total de £ 38.00. As plaquinhas são super fáceis de seguir, então achei rapidinho a entrada da estação de trem. Lá dentro precisava encontrar as máquinas para retirar os tickets que já havia comprado. Paguei £ 20.25 por uma passagem de ida e volta Gatwick até London Blackfriars. A ida podia ser usada em até 3 dias da data selecionada na compra (04/06, então podia usar até 07/06) e a volta podia ser usada em até 30 dias do uso da ida. Se você comprar antecipadamente para um dia e horários específicos sai mais barato, mas eu não quis correr o risco, levando em conta atrasos de voo, eu me perder, ser parada na imigração e coisas do tipo. Não paguei tão barato, mas pelo menos tive a tranquilidade de poder pegar qualquer trem, tanto na ida quanto na volta. Pra comprar na hora, o preço varia de acordo com a demanda, então pode ser que você pague baratinho ou bem mais caro que isso. Não consegui retirar nas máquinas, então entrei na fila onde tem atendentes, e lá foi só apresentar o número de referência recebido no e-mail e o cartão de crédito usado para a compra e ela já me entregou minhas passagens, ida e volta. Nesse momento eu estava morrendo de sede e começando a ter fome, minha última refeição (um pacote de clube social) e minha última água haviam sido no aeroporto de Madri, lá pelas cinco da manhã. Desci para a estação de trem, meio confusa com os painéis e tentando descobrir onde ia passar o que eu ia pegar. Descobri depois de muito olhar e ler, que a estação onde eu ia descer era só uma parada e o trem seguiria até não sei onde. Foi bom já saber daquilo para ficar esperta e prestar atenção nas chamadas, porque quando sua estação é o “ponto final” você tende a se desligar daquilo e nem prestar atenção no que a mulherzinha fica falando nos auto falantes. Nessa hora comecei a ter uma dor no rim hahahaha A boca mais seca que não sei o que, sem comer nada... Já estava vendo, depois de viajar tão longe e conseguir passar pela imigração, ia desmaiar e passar mal antes sequer de ver Londres! Ó o drama hahahahaha O trem finalmente chegou, subi nele com a minha malinha, meio confusa de onde eu deveria ficar, se tinha onde colocar minha mala e eteceteras. Sentei num banco perto da porta mesmo e fiquei segurando minha mala, por via das dúvidas. Não senti dificuldade ao andar no trem, porque sempre tem um letreirozinho que fica correndo qual é a próxima estação e qual é o ponto final, e sempre que está se aproximando de uma parada, uma voz avisa “a próxima estação é tal”. Então é realmente só prestar atenção que não tem erro. De Gatwick até London Blackfriars deve ter demorado uns 30~40 minutos. Quando percebi que os prédios estavam aumentando e estávamos chegando, nem acreditei, finalmente me bateu “mano, tô em Londres!”. Daí o trem avança e de trás de um prédio, me aparece a ponta do Shard! Fiquei queria gritar igual uma garotinha de 8 anos vendo um unicórnio hahahaha Olhei pro outro lado e de repente vejo a parte de cima da London Eye... ai meu coração! <3 Então a voz anuncia “Next station: London Blackfriars”. Já fico a postos com a minha malinha, a gente vai entrando na estação, assim que o trem para eu já pulo para fora. Não tinha nem ideia de quanto tempo as portas ficavam abertas... A estação estava as moscas... não tinha quase ninguém! Mas vi um oásis no meio do deserto... um quiosque com um freezer cheio de água! *___* Reidratada e sem riscos de desmaios (£ 2.20 uma garrafa de água, Highlands Spring, MELHOR ÁGUA QUE EU TOMEI LÁ), segui meu caminho para a estação de metrô de Blackfriars, que fica junto da estação de trem, descendo umas escadas rolantes. Qual a minha surpresa quando ao chegar na escada que levaria até lá, vejo um aviso que a estação estava fechada. Pequeno adendo: quando chegamos em Madri ás 04:30 da madrugada, 23:30 no Brasil, entrei no Facebook enquanto esperava e tava cheio de mensagens de amigos e familiares me perguntando se eu estava bem, onde eu estava e coisas do tipo. Foi então que fiquei sabendo do ataque da London Bridge. A ponte onde fica a estação de trem de Blackfriars é bem próxima da London Bridge, então assumo que por motivos de segurança, e para a própria investigação policial, a estação de metrô de Blackfriars estava fechada. Tinha um funcionário por lá dando informações aos perdidos e ouvi ele dizendo para outro homem que a estação mais próxima funcionando era a St. Paul’s, que ficava a umas 5 quadras dali, uns 10 minutos de caminhada. Naquele momento deu vontade de sentar por ali mesmo e descansar um pouco... estava sem comer, cansada, sem dormir direito, carregando uma mala que, a princípio não estava pesada, mas depois de algumas horas parecia pesar uma tonelada! Mas, respirei fundo e lá fui eu, desbravando Londres com a minha malinha – que depois eu percebi que estava com a alça quebrada, porque ficava soltando toda hora - até a estação da Catedral de São Paulo. Quando cheguei numa esquina, olhei pra esquerda e vi aquele prédio imenso! Eu fiquei Gente, nunca tinha imaginado que era tão grande! Ela era maciça e gigantesca e ninguém tinha me dito como ela era bonita! Tinham uns banquinhos numa praça logo em frente e eu sentei por ali, finalmente tirei a câmera da mochila e minha primeira foto “profissa” de Londres, foi da linda Catedral de St. Paul’s Matei um tempo ali, dando uma respirada, descansando de carregar a mala, e depois fui pra estação. Lá em Blackfriars eu tinha percebido que esqueci de carregar o Oyster pra usar naquele dia, então coloquei £ 5 libras de crédito no pay-as-you-go, ou, como eles chamam “top up”. Já tinha olhado qual seria minha linha e qual baldeação que faria, então só subi e fui FINALMENTE pro hostel. Quando cheguei na estação de metrô Swiss Cottage, perguntei pra um funcionário qual saída utilizar (porque haviam várias) pra chegar no meu hostel. Eu mal terminei de perguntar e ele disse “é o Palmer’s Lodge?”, eu ri e disse que sim, então ele me explicou certinho como chegar lá mais rápido. Nisso já eram umas 15h, cheguei e fiz o check in, paguei o restante da estadia, e já recebi a chave para o meu quarto. Quando cheguei nele, me joguei na cama e por lá fiquei por uns 30 minutos Se vocês pensam que nessa altura eu já tinha desistido do resto do dia... nã-na-ni-na-não. Se em Londres estou, para Londres eu vou! Meu “planejamento” pro primeiro dia consistia em caminhar até Primrose Hill, de lá pra Camden Town e se não fosse muito tarde, ir de metrô até Piccadilly Circus ou o Parlamento, pra já ter aquele momento “estou em Londres!”. Mas primeiro fui até a rua debaixo do hostel, que era uma rua comercial e cheia de lojas e restaurantes, Finchley Road, procurar alguma coisa pra comer. Eu estava meio enjoada e sem fome, mas senti que se não comesse ia acabar passando mal de fraqueza. Entrei na primeira coisa que reconheci: McDonald’s. Um Big Mac, com batata média e refrigerante saíram £ 4.90 +-. Só serviu pra me confirmar o que eu já sabia: detesto McDonald’s! Depois disso, sai caminhando na segurança de que eu sabia o caminho, tinha nas minhas mãos um mapa fornecido pelo hostel e o mapa que tinha vindo no meu guia da Lonely Planet. Fiz o caminho certinho pra chegar em Primrose Hill... pro lado contrário. Até perceber que já tinha andado demais e que alguma coisa estava errada, eu já tinha dado uma volta tão grande que tava quase perto de onde eu queria chegar hahahaha Depois de uma meia hora de caminhada, olhei no mapa, achei o nome da rua onde eu estava e descobri que era a rua do parque, só precisava andar mais duas quadras haha Quando finalmente cheguei lá, foi só correr pro abraço? Não, não! Aparentemente, um lugar não se chama “hill” por motivo nenhum. Tem uma colina enorme que você precisa praticamente escalar pra chegar no mirante do parque. Cheguei lá em cima com um metro e meio de língua pra fora e já pensando que Londres realmente tava tentando me matar no primeiro dia de viagem, não tinha outra explicação! Era um domingo à tarde, e parecia que muita gente teve a mesma ideia que eu... O parque estava cheio de rodas de amigos bebendo e fumando, casais correndo juntos, famílias com filhos andando de bicicleta, cachorros correndo atrás de bolinhas e pessoas haha um clima muuuuito gostoso! E o melhor, a vista do skyline de Londres... do jeitinho que eu tinha sonhado em ver pela primeira vez essa cidade incrível! Fiquei um tempo por lá, daí decidi que estava cansada demais pra ir andando até Camden, então decidi ir pra estação de metrô mais próxima. Assim que sai do parque, dei de cara com a entrada do London Zoo, que fica no Regent’s Park, logo abaixo de Primrose Hill. Eu queria muito visitar o zoo, mas não entrou nos meus planos nessa viagem, então só passei por ali e continuei andando. Tinha um ponto de ônibus logo em seguida, e pensei “porque não?” , era uma linha que ia até Marble Arch, na esquina do Hyde Park com a Oxford Street. Pensei que era central o suficiente, e assim que passou um, eu subi nele, e andei pela primeira vez num ônibus vermelho de dois andares de Londres! Eu precisava comprar um chip pro meu celular e vi uma loja da Vodafone, então apertei o botãozinho amarelo de parada e desci assim que o ônibus parou, já na Oxford Street. Era domingo perto das 17h da tarde, então tava tudo fechado ou fechando, mas eu não tive essa consciência no momento. Entrei na loja da Vodafone, comprei meu chip (£ 20 para 30 dias de internet 4G com 4 giga, mais ligações e SMS ilimitados dentro do Reino Unido – o que era inútil pra mim, mas valeu pela internet). O vendedor quase me empurrou até a porta e já fechou ela logo que eu saí, pra eu não ter ideia de voltar perguntar mais alguma coisa hahahaha Zanzeei pela Oxford Street, passei na frente da Primark – não ia entrar mesmo, mas se eu quisesse, já tinham seguranças na porta impedindo a entrada, porque a loja ia fechar assim que os clientes que estivessem lá dentro saíssem -, fui andando... andando... andando... Hora que vi, estava em Piccadilly Circus! Faltou o impacto dos telões, mas mesmo assim foi lindo! <3 As pessoas, o trânsito, os outdoors, as lojas, as luzes... Aquilo era Londres! Finalmente... eu estava lá! Fiquei um tempão por ali, só observando o vai e vem de gente, escutando mais línguas do que eu sabia que existiam, ficando preocupada cada vez que ouvia uma sirene... Depois, quando comecei a ficar cansada, voltei um pouco a Regent Street, tinha visto que passava um ônibus que ia até a Finchley Road (rua debaixo do hostel). Lembrava de cabeça ter lido alguma coisa ‘-itch’ no nome e que o número era 11, 12 ou 13, então, quando tava chegando no ponto, vi o ônibus “13 Aldwych” parado e corri pra subir nele, afinal de contas, vai que demora pra passar outro? Hora que eu passei meu Oyster no trenzinho amarelo, ele apitou e soltou um papelzinho: meu saldo já estava negativo, e ele tinha liberado uma “passagem de emergência”, mas eu precisaria carregar ele para usar de novo. Pensei “ok”, a partir de amanhã meu Travelcard entra em uso, então no meu último dia aqui (quando meu Travelcard já vai ter acabado) eu carrego com umas £ 10 e fica tudo certo. Dentro do busão, começo a reparar que a gente parece estar indo muito pra oeste, e de repente a gente passa na frente da National Gallery! Pensei “ferrou, peguei o ônibus errado!”. Levantei e fui perguntar pro motorista se aquele ônibus passava perto de Swiss Cottage e ele disse que não, e que aquela era a última corrida e que o ônibus ia “fechar” depois do último ponto em Aldwych – no meio de Covent Garden, no distrito dos teatros. Eu respirei profundamente, disse muito obrigado e desci no próximo ponto, que já era o último. Comecei a fazer o caminho de volta, e pensei “posso pegar um ’13 Aldwych’ voltando, descer no mesmo ponto onde eu peguei, e pegar o ônibus certo!”. Maaaaas, lembrei na hora que meu Oyster estava zerado e negativo, então eu teria que encontrar uma estação de metrô de qualquer jeito para carregar ele, pra poder usar. Passei na frente de um Tesco Express, aproveitei pra já comprar alguma coisa pra comer hora que chegasse no hostel e alguma coisa pra carregar na bolsa no dia seguinte. Comprei um sanduíche, um suco de laranja e chocolates Esse mercado não tem funcionários nos caixas, você faz tudo sozinho, então paguei minhas compras (£ 6.39), e voltei pra rua. Abri meu mapa e percebi que a estação mais próxima era Charing Cross (na verdade não era, Covent Garden era mais perto, mas eu não me atentei a isso haha), então fui andando e andando até chegar na estação. Carreguei meu Oyster com £ 10, peguei o metrô e voltei pro hostel. Comi, guardei meus chocolates na mochila, tomei banho, coloquei as coisas que mais iria usar no dia a dia dentro do armário, pra não ter que ficar abrindo a mala toda hora, e, finalmente, fui dormir. Tava exausta! E esse foi só o dia número um! Lá pelo terceiro eu sentia que já estava em Londres a uma semana Como eu já disse, não sei ser concisa, então se minha falação sem fim incomodar, sinto muito, I was born this way haha Encerro por aqui a crônica do meu primeiro dia em Londres haha GASTOS: Hospedagem - £ 201.00 (no total) Transporte - £ 73.25 (Gatwick-Londres, Oyster com Travelcard e créditos ‘top up’) Alimentação - £ 13.79 (água, McDonald’s e mercado)
  17. Olá gente! Vim finalmente contar como foi a minha aventura, cheguei de viagem no dia 25/06/17, depois de 21 dias na Grã-Bretanha. Segue o link do roteiro dessa viagem, http://www.mochileiros.com/inglaterra-e-escocia-abril-ou-maio-2017-t127092.html Ali tem bastante informação do planejamento e também recebi várias dicas, pra quem quiser ver! Comecei a escrever esse relato na semana que cheguei, e ainda não terminei, olha que papelão! Mas já to quase terminando, e vou ir postando o que já está pronto! Vou começar dando uma noção geral do orçamento da viagem, e depois, durante o relato, vão ir vendo o que deu e o que não rolou. Eu viajei sozinha, parti no dia 03/06/17 e cheguei de volta no dia 25/06/17, foi uma viagem bem mochileira de rodinha mesmo... sem luxos no dia a dia nem nada, mas vim com uma lista de compra da família, então tinha uma reserva pra esse tipo de gasto. Meu roteiro era só Reino Unido mesmo, Inglaterra e Escócia, e foi a viagem dos sonhos! <3 Espero poder ajudar um pouquinho quem está precisando, porque nunca teria conseguido realizar essa viagem sem os cinco anos que passei atormentando o povo nesse fórum com perguntas! PASSAGEM AÉREA Comprei pelo Decolar, foi a única opção que me ofereceu a combinação de companhias que eu precisava (a Gol, com escala direto em Guarulhos, sem ter que trocar de aeroporto) e um parcelamento em mais vezes do que a maioria dos sites oferece (até 4x). Vinha pesquisando durante vários e vários meses, até que chegou a hora da compra! Minha passagem foi pela Gol + Air Europa saindo de Londrina, com escalas em São Paulo e Madri, chegando em Londres pelo aeroporto de Gatwick (na volta foi o mesmo esquema). A passagem saiu por R$ 3.200,00, com 2 malas de 32kg incluídas, porque comprei algumas semanas antes da mudança na lei, em março desse ano. Sobre a compra: foi tudo ok! O pagamento foi aprovado sem nenhuma encheção de saco da operadora do cartão (eu havia ligado 2 dias antes avisando que iria fazer essa compra), o ticket eletrônico chegou logo em seguida no meu e-mail com todas as informações do voo, nº do bilhete, código para check in tanto da Gol quanto da Air Europa e código para "rastreio" da passagem. Tentei fazer o check in online na sexta a noite (meu voo saía no sábado) com o código fornecido e não consegui, nem no site da Gol e nem no da Air Europa, embora com o código de rastreio eu conseguia encontrar minha passagem e, podia, inclusive, fazer a reserva de assento, se quisesse. Como sou gato escaldado, liguei na Gol na sexta pra perguntar se podia fazer meu check in pelo telefone, e a atendente me informou que para o trecho nacional com a Gol o check in só abre 3 horas antes do voo. Achei estranho, mas ok. Pedi pra ela confirmar se minha passagem estava lá, e ela confirmou, estava tudo ok e minha passagem estava certinha! Deu até aquele alívio, porque comprando por intermediadores a gente sempre fica com aquele receio né Sobre a companhia e o voo: Ouvi horrores da Air Europa enquanto pesquisava, mas quando fui comprar, o melhor preço com as melhores condições eram deles, então pensei "quer saber? São só 30 horas das minhas férias que vou passar voando, mesmo se for ruim, me levando até lá tá ótimo!" e encarei! Comprei com eles e não me arrependi nem um pouco! Na ida os aviões saíram pontualmente, a equipe foi super educada e prestativa, a comida tava até gostosinha (frango ou massa) e não, realmente não tinha entretenimento de bordo individual (nem nenhum, na verdade, já que os monitores só ficaram acompanhando o voo 70% do tempo, e nos outros 30% ficaram passando uns vídeos de pegadinha estilo Silvio Santos ). Mas como eu já sabia disso, carreguei um pen drive com filmes e séries, e levei meu tablet com bateria cheia, então meu plano era assistir isso durante o voo. Na volta, o voo Londres-Madri e Madri-São Paulo atrasaram. O de Londres atrasou 30 minutos, e o de Madri atrasou 2 horas (era pra ter saído as 23:20, saímos a 01:20), sem nenhuma explicação por parte da companhia do porquê dos atrasos, simplesmente ficamos no portão de embarque esperando até que decidiram abrir pra embarque. Já o voo da Gol vindo pra Londrina saiu até adiantado. Como minhas escalas eram relativamente longas (3h de espera em Madri e 7h de espera em Sampa) não chegou a interferir nada pra mim, mas quando descemos em Guarulhos, um funcionário do aeroporto estava na porta anunciando as "conexões perdidas" e chamando as pessoas pra um canto, então imagino que pelo menos já haviam tomado providências e não ficaram esperando as pessoas chegarem e irem reclamar pra se mexerem. O serviço de bordo na volta também foi bom, funcionários educados e prestativos - só um comissário que fez o voo Londres-Madri tava meio estressado, mas eu até entendi a irritação dele... naquele momento onde eles estão passando as informações de segurança e eles mostram as saídas de emergência e tal, tinha um grupo de garotas bem do lado dele falando e rindo alto, o que eu particularmente achei falta de respeito, não é porque poucas pessoas realmente prestam atenção naquilo que você tem direito a atrapalhar também né! Enfim, ele não chegou a dizer nada, mas vi na cara dele o mal humor chegando. O que ferrou na volta foi a comida, o jantar tava meio ruinzinho - era frango ou massa, eu peguei o frango, que foi minha opção na ida e deu certo rs - o frango em si não tava ruim, era com um molho de cogumelos, até saboroso, mas o acompanhamento era arroz, e parecia aquele arroz requentado no terceiro dia seguido? Meio desmanchando, empapado e parecendo meio oleoso? Sei lá, tava com uma cara horrível. E a sobremesa era um "mousse" de limão, que na verdade era um chantilly com sabor de limão, porque não tem outra explicação pra consistência daquilo... Aaaah, é importante dizer que as bagagens chegaram comigo em todos os pontos! Quando fui embarcar aqui em Londrina, o rapaz da Gol me disse que eu ia retirar elas direto em Londres, e não me deu mais nenhuma instrução. Chegando em São Paulo, fiquei sabendo que eu tinha que ir até o balcão da Air Europa pra "reencaminhar" a bagagem e pegar o Cartão de Embarque deles. Isso feito tava tudo certo. Na volta, o senhor que fez meu check in em Gatwick já avisou que eu ia ter que retirar minha bagagem em São Paulo e despachar ela pra Londrina direto no balcão da Gol, e foi o que eu fiz, daí no balcão da Gol eles substituíram meu Cartão de Embarque da Air Europa por um deles (aquele papelzim reba amarelinho que parece nota fiscal de mercado). Enfim, no geral, eles entregaram um serviço melhor do que estava esperando e o voo foi super tranquilo. Nunca tinha voado então não sei o que as pessoas consideram "turbulência", mas na minha percepção só tivemos um pouquinho na volta, já chegando em São Paulo, e, teve uma hora que eu acho que o piloto deixou o volante escapar, já em Sampa também, porque a gente tinha começado a perder altitude, e de repente foi de uma vez, se não fosse o cinto todo mundo teria caído, cheguei a sentir minhas pernas e minhas costas saírem da cadeira, e a mulher do meu lado começou a agarrar o marido e falar "Ai meu Deus do céu!". Agora já consigo rir disso, mas na hora, fí do céu... Não me passou pela cabeça "o avião vai cair" em nenhum momento, mas eu fiquei com medo de toda a descida ser na pancada daquele jeito. Mas no fim deu tudo cedo, cheguei vivinha da Silva e é isso que importa HOSPEDAGEM Já tinha reservado todos os hostels antes, porque meu roteiro já estava decidido. Londres - Palmer's Lodge Swiss Cottage, reservado pelo site do próprio hostel, £ 201.00 para 9 noites, quarto feminino com 14 camas. Pago na reserva £ 37.18, a pagar na chegada £ 164.82 - aceitam cartão. Eles possuíam um café da manhã estilo "buffet self service" que você podia comer a vontade e repetir, por £ 4.90, não tomei café lá nenhum dia, então não posso dizer se é bom. Café e chá estavam disponíveis gratuitamente durante todo o dia. O Hostel também possui um pub no andar “ -1 “ que funciona das 17h ás 00h, e lá eles também servem comida até as 22h. Tem um ambiente interno, que parece um refeitório hipster e um espaço externo bem legal. Eu gostava bastante desse espaço externo pra ficar sentada a noite, quando precisava ligar pra casa ou simplesmente pra sentar e conversar com alguém. Ele possui lockers de tamanho grande nos quartos, embaixo das camas, e você leva seu próprio cadeado. O acesso a área dos hóspedes e aos quartos é feita através de um cartão magnético que você recebe no check in. Os banheiros são por andar, portanto, mistos, mas era bem tranquilo de usar, não peguei fila nenhuma vez pra usar o chuveiro. A ducha era muito boa, com bastante água e você ajustava a temperatura ao seu gosto. A lavanderia era lave-você-mesmo, e ouvi alguém comentar que uma maquinada saía a 6 libras, mas como não usei, não sei detalhes. Um adendo, a localização dele havia motivo de dúvida pra mim... porque olhando no mapa, parece longe do centro de Londres, mas, de verdade, não fez diferença nenhuma! Como fica a uns 2 minutos da estação de metrô Swiss Cottage, e ela é da linha Jubille (que vai até Westminster, além de baldear com quase todas as outras linhas), eu pegava o metrô todo dia pra ir até a região que visitaria no dia, fazia tudo a pé, e a noite pegava o metrô de volta. Nunca foi um problema, uma dor de cabeça, muito pelo contrário, o bairro era delicioso! E por não ser no fervo do centro de Londres, e sim uma área mais residencial, deu pra ter um leve gostinho de como seria morar por ali... amei muito mesmo! Acessibilidade: o hostel possui uma escada com 3 degraus logo na entrada, e na saída para a área externa do pub tem 2 degraus também. Dentro os corredores são todos planos e eles possuem um elevador que alcança todos os andares. Minha impressão: Gostei muito do hostel. O pessoal que trabalhava lá não me pareceu dos mais simpatiquinhos, mas sempre foram educados e o serviço era entregue de acordo, então tudo certo. Esse foi o quarto que dividi com mais pessoas, pois eram 14 camas, mas ainda sim foi o que senti que tive mais privacidade, em virtude de todas as camas terem cortinas em volta. Eu recomendaria todos os hostels na Terra a terem isso, porque é divino você poder fechar aquelas cortininhas e ter seu próprio espaço! A localização também é muito boa, porque embora não fique no centrão de Londres, fica muito perto de uma estação de metrô da zona 2, então é fácil ir pra qualquer lugar dali. A limpeza também é muito boa! O quarto não cheirava a nada, tudo era bem limpo e eu vi camareiras limpando os quartos duas vezes, quando voltei pro hostel no meio do dia. Os banheiros então... eram limpíssimos. Havia um aviso na porta falando que de tal a tal horário o banheiro ficava fechado pra uso para limpeza, geralmente uns 20 minutos, 4 vezes por dia! Enfim, de modo geral, eu daria 4 estrelas pro Palmer’s Lodge Swiss Cottage! Edimburgo - Castle Rock Hostel, reservado pelo próprio site também, £ 81.00 para 5 noites, quarto misto com 8 camas. Pago na reserva £ 15.00, a pagar na chegada £ 66.00 - aceitam cartão. O café da manhã deles custa £ 1.50 e consiste em uma tigela de cereal (haviam 4 tipos), um pão, uma fruta e um copo de suco. Parece um buffet, você vai lá e faz sua própria tigela com seu cereal de preferência, adoça com mel ou açúcar, coloca leite se quiser, pega seu pão (do tamanho de um pão francês) e recheia, pega sua fruta (de 3 opções) e coloca seu suco (de 3 opções). Eles tem café, chá e chocolate quente gratuitos disponíveis durante todo o dia. Os lockers nos quartos são de tamanho médio, e são abertos por chave, então não precisa de cadeados aqui. O acesso a área interna do hostel é feito através de um cartão laranja que eles te dão no check in, você tem que mostrar toda vez que for entrar, e o quarto é aberto com uma chave normal, no mesmo chaveiro vem a chave do seu armário. Eles pedem como depósito pela chave o valor de £ 10 ou um documento com foto, quando fizer o check out, eles te devolvem o valor. Os banheiros também eram mistos e por andar, bem grandes, peguei fila uma vez pra tomar banho. As duchas também eram ótimas, com muita água e você regulava a temperatura ao seu gosto. Eles possuem um serviço de lavanderia por £ 4.00! Você pode encher um saco, tipo saco de lixo de 50 litros, que eles lavam, secam, passam e dobram e te devolvem no mesmo dia até as 22h (se entregar pra eles até as 17h). Acessibilidade: o hostel possui 1 degrau na entrada, e, dentro, a área comum fica toda no andar da rua, sem degraus. Já para acessar os dormitórios que ficam nos andares acima e abaixo do nível da rua, só através das escadas, eles não possuem elevador. Minhas impressões: Amei o hostel! Desde o momento que cheguei – tinha passado um nervoso nesse dia, que verão mais pra frente – fui super bem tratada e recebida com muita gentileza e educação! O pessoal da recepção é demais, te ajudam no que precisar, são suuuuper prestativos e alguém que tava lá um dia no turno da noite tem o melhor gosto musical da vida hahahahahaa Achei o café da manhã deles incrível! Porque por £ 1.50 você não compra nem um copo de café, quem dera uma refeição inteira... achei muito bom mesmo! Aqui foi o único hostel onde fiquei num quarto misto, porque quando fui reservar o quarto só feminino já estava esgotado. Lembro de ter aberto a porta do quarto e ser recebida por um cheio incrivelmente forte de meia suja misturado com cueca suja e mais alguma coisa azeda. Pensei “fantástico, que agradável serão meus próximos 5 dias nessa delícia!” hahaha Mas acabou que quando você fica dentro do quarto por um tempo, você meio que se acostuma com o cheiro. Enfim. Não era isso que iria estragar meu dia. A localização do hostel é muito boa, fica do lado do Castelo de Edimburgo e, como mais central do que aquilo é impossível, dá pra andar pra qualquer lado da cidade com tranquilidade dali! Minha nota pro Castle Rock é 4 estrelas - só por causa do cheiro do quarto, que eu ainda acho que é um pouco de falta de limpeza haha Oban - Backpackers Plus, reservado pelo próprio site, £ 80.00 para 4 noites, quarto feminino com 6 camas. Pago na reserva £ 80.00. O café da manhã é incluído, bem simples, mas dá pro gasto. Cereal, leite e afins, pão, manteiga e geleia. Eles também tem café, chá e chocolate quente gratuitos durante todo o dia. Os lockers são bem grandes e ficam embaixo das camas também, precisa de cadeado próprio. O acesso a área dos quartos e ao lounge do hostel é aberto, com a porta principal do hostel só fechando as 22h. O acesso ao quarto é feito por chave, que você recebe no check in, a mesma chave pode ser usada para abrir a porta principal do hostel, caso você chegue depois das 22h. Eles pedem um depósito de £ 5 pela chave, que é devolvido no check out. A recepção aqui não é 24h, caso esteja chegando muito cedo ou muito tarde, entre em contato com eles para deixarem alguém te esperando. Os banheiros eram espaçosos, mas nem tanto. Aqui haviam 2 banheiros mistos e 1 estritamente feminino, não peguei ele ocupado nenhuma vez! Parecia que só tinha eu naquele andar, na verdade haha O único problema aqui eram as duchas... ela era com timer, igual as torneiras de shopping? Então você tinha que ficar apertando ela pra sair água, e mal você tinha tempo de fazer qualquer coisa, ela já parava de novo Sem contar que o espaço da ducha é pequeno, então, quando você dá os primeiros 3 pump's, a água sai super fria e não tem onde se esconder! Esse ia ser meu hostel favorito, não fosse o drama na hora de tomar banho Eles também oferecem um serviço de lavanderia igual o anterior, lavam, secam, passam e te entregam as roupas dobradas, mas aqui custava £ 6, se não me engano, e eles te entregavam de volta no dia seguinte. Acessibilidade: O hostel não é nem um pouco acessível, a própria recepção fica no segundo andar do prédio, junto com a área comum, e para chegar até lá somente subindo dois lances de escadas. Eles não possuem elevador. Minhas impressões: Aaaah, esse hostel <3 Quando cheguei eu quis odiar, mas depois ele acabou me conquistando, fazer o que >.< Ao chegar, exausta e carregando duas malas super pesadas, me deparei com uma escada enorme... já não acreditei “alguém tá tirando comigo, não é possível!”, mas quando eu ia começar a subir as malas, apareceu uma pessoa bendita e me ajudou com a mala mais pesada. Logo em seguida, descobri que o check in era só a partir das 15h e que até lá não teria ninguém na recepção, e que eu teria que ficar aguardando por praticamente 1h30m. Nesse ponto eu já estava preparada pra odiar aquele lugar... Mas, quando a moça da recepção chegou, me encaminhou pro quarto e eu vi aquele lugar todo fofo e aquelas pessoas todas legais... tive que amar, fazer o que! Hahaha O hostel tava meio vazio, porque a cidade enche mesmo durante os meses de julho e agosto, então eu dei sorte de ter um banheiro quase que só pra mim e o quarto pra 6 pessoas nunca ter mais de 3! O café da manhã aqui é incluído e é bem simples mesmo, tipo cozinha de casa, onde você pega sua tigela, pega seu cereal, esquenta o leite se quiser, pega o pão direto do saco... enfim, bem informal, mas suficiente (y) A única coisa que me estressou nesse hostel foi o chuveiro, não fosse isso, seria nota 5, mas como tem esse inconveniente... 4 estrelas para o Backpackers Plus! Londres (2ª estadia) - YHA London Oxford Street, reservado pelo Hostelworld, £ 36.05 para 1 noite, quarto feminino com 4 camas. Pago na reserva £ 5.33, a pagar na chegada £ 31.72 - aceitam cartões. O café da manhã é pago, £ 4.50 e consiste num buffet de café da manhã normal. Eles não possuem nada gratuito ou de cortesia. Os lockers são muito grandes, de tipo, caber uma mala G com tranquilidade, mas nem todos são verticais, alguns são embaixo das camas - também grandes, mas fica difícil enfiar a mala dentro haha, precisa de cadeado próprio. O acesso ao hostel e aos quartos é através de um cartão magnético que você recebe no check in. Os banheiros aqui são meio estranhos, porque são várias portinhas no corredor mesmo e algumas são com privadas e outras com duchas, daí você tem que entrar em várias até achar o que quer , mas tirando isso, os banheiros são ótimos e os chuveiros são incríveis... sai muita água, na temperatura que você ajustar, e o espaço dentro da ducha foi o maior de todos! Adorei de paixão Acessibilidade: O hostel tem um elevador que te leva do nível da rua até o 3º andar que é onde fica a entrada/recepção. Nesse nível fica a área comum. Para chegar nos dormitórios somente através de alguns lances de escada, pois eles não possuem elevador até eles. Minhas impressões: Esse hostel foi o mais ambíguo para mim haha Por um lado a localização foi incrível pro meu propósito – que no último dia eram compras – então estar do lado da Oxford Street foi a melhor pedida DA VIDA. Eu ia nas lojas, voltava pro hostel guardar, ia em outras, fazia isso de novo... Enfim, era super prático! Mas no restante... achei o Palmer’s Lodge melhor em quase tudo, menos os chuveiros haha O quarto era pequeno pra 4 pessoas, mal dava pras quatro ficarem em pé ao mesmo tempo. Os armários eram bem grandes, o que é ótimo, mas as camas rangiam bastante e nosso quarto estava QUENTE, QUENTE, QUENTE... O ventilador de “teto” do quarto estava quebrado, então trouxeram um pequeno portátil que não fazia vento nenhum! A só janela abria uns 2 centímetros, então mesmo sendo no 5º andar, não entrava ar! Na única noite que dormi lá, dormi mal pra caramba, porque acordei várias vezes soando bicas, com o lençol úmido e, simplesmente desconfortável por causa da situação! Não foi uma noite bem dormida nem agradável. E isso porque minha colega de quarto americana disse que aquela noite ainda tinha sido melhor, que as noites anteriores tinham sido bem piores! Outra coisa que me incomodou foi que, no momento do check out, a recepcionista ficou toda “ah, mas você viu como o nosso custo benefício é bom? Porque nossa localização é a melhor! E não sei mais o que...” Sabe, tentando vender o peixe pra gente deixar uma boa review no Hostelworld, Tripadvisor ou o que seja? Não me pareceu genuíno e eu não gostei disso. Especialmente depois da noite que tinha tido no quarto direto do inferno que a gente dormiu. Por esse motivo, dou 3 estrelas pro YHA London Oxford Street. TRANSPORTE Os trechos longos têm preços melhores quando comprados com certa antecedência, então foi isso que eu fiz. Londres – York, York – Edimburgo, Edimburgo – Oban, Oban – Glasgow e Glasgow – Londres foram todos comprados com antecedência de 3 meses. Todos os trechos foram feitos de trem, exceto Glasgow – Londres que foi num ônibus noturno. Já nas daytrips, algumas passagens foram compradas com antecedência (Bath e Cambridgde) e outras eu deixei para comprar na hora porque o preço era o mesmo (Stirling e Dunfermline). Sobre os meios de transportes: andei de metro e viajei de trem, ônibus e ferry, e o que dizem é a mais pura verdade – “pontualidade britânica” não ganhou sua fama sem merecimento. Se seu trem parte ás 11:00, ele vai partir as 11:00. Se seu ferry está marcado para as 09:00, ele vai sair as 09:00. É incrível de ver... e mais incrível de sentir na pele quando você perde por segundos haha O site que eu usei para pesquisa de trens foi o da National Rail, e pretendia comprar por lá também, mas não dava certo na hora de fazer o pagamento, então, utilizei o site The Trainline. Todas minhas passagens foram compradas por ele, as compras foram super tranquilas e fáceis de fazer, e o ticket ou código para coleta já chegava logo em seguida no meu e-mail. Recomendo! A única passagem de ônibus que comprei, foi pelo site da National Express. A compra também foi bem fácil de fazer e o ticket já chegou logo em seguida no e-mail. Todos os trens que utilizei tinham espaço para bagagem em algum ponto do vagão, fosse próximo da divisão com os vagões da frente ou de trás, ou no meio do vagão, perto das portas centrais. No ônibus, o espaço para bagagem também era bem grande, o ônibus foi quase cheio e todos pareciam ter pelo menos uma mala grande, e mesmo assim vi que sobrou bastante espaço. No ferry, aparentemente, não havia restrição de bagagem, acredito que seja “tudo o que conseguir carregar” haha Havia uma área que parecia propícia para se colocar malas, mas havia um aviso logo em cima que dizia algo do tipo “deixe por sua conta e risco” o que achei meio desencorajador, mas como não utilizei o ferry com malas, não precisei enfrentar o dilema haha Agora, uma aventura é utilizar o metrô com malas... sim, porque fiz a besteira de comprar outra mala no meio da viagem. Gente, chegou uma hora que eu tava a ponto de largar as duas em qualquer lugar e continuar a viagem livre leve e solta, de tanta raiva que tava me dando! Isso porque os londrinos ainda são muito educados e sempre me ajudaram quando eu tinha que subir ou descer escadas nas estações. Então, ficou uma grande lição para o futuro, pois embora você já saiba, existem coisas que só passando pela experiência te fazem realmente valorizar, então: UMA MALA SÓ PRA TODA ETERNIDADE! E se possível menor do que a mala que eu fui ainda, que era uma mala de média pra pequena... se der pra viajar só com a mala de mão ainda... perfeito! Pratiquemos o desapego! Rs No total, meu orçamento de transporte/viagens internas era £ 238.60. ATRAÇÕES Os lugares que já sabia que ia querer visitar, pesquisei para ver se haveria desconto caso comprasse o ingresso online com antecedência, alguns tinham, outros não, outros eu acabei esquecendo de comprar mesmo haha Acabou que as únicas coisas que comprei/agendei com antecedência foram os ingressos para a Abadia de Westminster, a Torre de Londres, o tour nos estúdios do Harry Potter (que, por sinal, precisa OBRIGATORIAMENTE ser agendado com antecedência), a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (também, é necessário a compra antecipada), a visita ao Sky Garden e o passeio de Punting em Cambridge. Todas as outras atrações, passeios e tours comprei por lá mesmo. Todas as atrações vendem os ingressos na “porta”, então não tem erro. O único que comprei com alguns dias de folga foi o tour até a Ilha de Mull e Iona, que em alta temporada pode esgotar alguns dias antes, então se for tentar comprar na hora ou pro dia seguinte, pode acontecer de não ter mais vagas. Comprei no domingo para fazer o passeio na terça, custou £ 35 só a parte de transporte, sem nenhuma entrada incluída. O passeio que chegava até a ilha de Staffa saía a £ 55. No total, gastei com entradas £ 237.00. ALIMENTAÇÃO Lendo vários relatos e pesquisando bastante restaurantes bons e baratos no TripAdvisor, fiz uma média de £ 30/dia para alimentação. Que, para 21 dias, dava um total de £ 630.00. Não contei o dia da saída nem o da chegada no Brasil, então dependendo de onde vai sair e qual o tempo das suas escalas (se tiver que almoçar e jantar no aeroporto, por exemplo) tem que ter uma margem para isso também, porque se um cappuccino com um pão de queijo já sai R$ 20,00, imagina uma refeição completa... Nessa minha média de £ 30, eu coloquei o valor referente a uma refeição com comida mesmo e um lanche (torta, sanduíche etc), como não tenho costume de comer de manhã, não separei uma quantia específica para café da manhã, só para um cappuccino ou chocolate quente mesmo. Se deu? Saberão nos próximos capítulos hahahaha Mas posso afirmar, com alguma certeza, que esse valor por pessoa numa viagem econômica é suficiente pra comer sem ter que sacrificar tanto a qualidade, fazendo uma refeição, um lanche e um café por dia (também é uma boa opção fazer uma compra no mercado e deixar frutas, leite, bolachas no jeito, tanto pra tomar café e fazer aquele lanche esperto da noite, como para cozinhar mesmo, se tiver tempo/vontade/necessidade). Vou falar tudo durante o relato, mas só pra que tenham uma ideia, vou colocar aqui os valores de algumas refeições que fiz durante a viagem, para dar uma noção do custo: - Combo Whopper do Burguer King: £ 5.90. - Big Mac, batata frita e refrigerante: £ 4.90. - Hamburguer, fritas com queijo e limonada (Shake Shack): £ 11.20 - Restaurante italiano em Oban, macarronada com almondegas e suco de laranja: £ 10.90 - Restaurante indiano Massala Zone em Londres, prato de butter chicken com vários acompanhamentos (na minha opinião, serve duas pessoas tranquilamente) e 2 sucos de laranja + gorjeta, £ 25.00. - Chocolate quente + muffin num café perto do hostel, £ 4.20. - Pizza de pepperoni + suco de laranja 1 litro, comprados num mercado: £ 1.90 (e tava uma delíiiiiicia!) - Pizza de frango com bacon na Pizza Hut + gorjeta, em Edimburgo: £ 14.70 (a pizza do mercado tava mais gostosa! xD). - Sorvete de massa estilo italiana na Royal Mile, em Edimburgo: £ 2.50. - Chocolate quente, 1 croissant de manteiga e 1 croissant de chocolate no Café Nero (delícioooso) : £ 6.20. Enfim, dá pra ter uma ideia! Acho que o geralzão é isso... se eu lembrar de mais alguma coisa, adiciono aqui embaixo em vermelho gritante Maiores detalhes a respeito de cada tópico eu vou dando conforme for andando no relato. E já deixo avisado que sou detalhista e gosto de escrever, então, brace yourselfs, o maior relato já visto está chegando hahahaha Era pra ter postado antes do Natal, mas não rolou. Feliz Natal atrasado pra quem estiver por aqui e um ano novo cheio de viagens maravilhosas pra todos nós!!! Até logo! ADENDO EM VERMELHO GRITANTE: Esqueci de um detalhe básico desse relato... o roteiro! Como quando comecei a escrever esse relato o planejamento ainda estava fresco na minha cabeça e o link com o roteiro da viagem seria colocado aqui, nem me passou pela cabeça de colocar ele diretamente aqui! Mas, sem mais enrolação, lá vai! 03/jun - Saída Londrina 04/jun - Chegada Londres 05/jun - Londres 06/jun - Londres 07/jun - Londres 08/jun - Londres 09/jun - Londres 10/jun - Londres 11/jun - Londres 12/jun - Londres 13/jun - Londres - York - Edimburgo 14/jun - Edimburgo 15/jun - Edimburgo 16/jun - Edimburgo 17/jun - Edimburgo 18/jun - Edimburgo - Oban 19/jun - Oban 20/jun - Oban 21/jun - Oban 22/jun - Oban - Londres 23/jun - Londres 24/jun - Saída Londres 25/jun - Chegada Londrina Prontinho! Agora sim!
  18. Lucas, talvez compense comprar alguma coisa adiantado pra Londres pelo site da Visit Britain, se for importante pra você já estar com esses ingressos a mão. Comprei o meu ingresso da Abadia de Westminster por lá e não tinha dia ou horário marcado, ele simplesmente era válido por um ano a partir da data da compra. Os valores no site aparecem em dólares. Foi super válido pra mim, me salvou de enfrentar a fila da bilheteria e não tive problema nenhum pra trocar dentro da abadia.
  19. Paguei £ 20 em um da Vodafone em Londres. Ele tinha um plano de 4 gigas de internet 4G por 30 dias. A lei de roaming mudou enquanto eu estava lá, então pude utilizar o mesmo chip na Inglaterra e na Escócia, e também em Madri, onde foi minha conexão, sem nenhum custo adicional. Gostei bastante, mesmo nos confins do mundo na Escócia, o sinal nunca me deixou na mão
  20. aaaah que lugar maravilhoso! queria ja ir postando conforme vou vivendo, mas infelizmente as fotos que prestam tao todas na camera e nao vou conseguir descarregar elas ate chegar em casa... mas vou ir anotando pra nao esquecer de nada!
  21. Acabei fazendo isso mesmo... coloquei soro nasal, dramin, paracetamol e um colírio que uso pra alergia na mala de mão. O resto da farmacinha (dorflex, eno, buscopan etc etc etc) vão numa necessaire na mala despachada. Embarco daqui umas horas e quero agradecer de coração todos os que me ajudaram nesse planejamento e acompanharam minha saga durante os anos anteriores... finalmente o dia chegou! Muito obrigaadaaa!
  22. Perguntinha: remedinhos na mala de mão ou na mala despachada? ãã2::'>
  23. Na minha família minha avó sempre se preocupou com esse tipo de coisa, e acabou passando isso pra gente haha Inclusive, se ela estivesse por aqui ainda, provavelmente diria pra eu carregar um rolo de papel higiênico na bolsa, só por precaução
  24. Pergunta de utilidade pública Onde usar o banheiro em Londres? Se você está num museu ou dentro de uma loja, ok, provavelmente tem um por lá. Mas se você tá no meio do Hyde Park, ou simplesmente andando pela cidade... existem banheiros públicos químicos usáveis pela cidade ou o ideal é encontrar uma loja ou um McDonald's e usar lá? Obrigada!
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