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Ronaldopxo

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Reputação

4 Neutra
  1. Parceiro, será que poderia me tirar umas dúvidas. Estou planejando ir pra chapada agora em maio de 2018. Pretendo chegar em Palmeiras, pegar transfer até caeté e no primeiro dia ir até a cachoeira da fumaça por cima. Os outros 4 dias seguintes pretendo fazer um trekking no Pati, partindo do Bomba e visitando os pontos mais conhecidos, tipo Cachoeirão, Castelo, Cahoeira dos Funis, Cachoeira do Calixto. No último dos 4 dias, quero terminar em Lençóis, onde no dia seguinte pretendo ir no Morro do pai Inácio. A minha dúvida é se faço um circuito circular terminando no Bomba, ou se termino em Andaraí. O que você acha que seria mais fácil, para se chegar em Lençóis. Voltar pela mata do Calixto até o Bomba e de lá pegar transfer para Lençóis? É fácil esse transfer? Ou terminar em Andaraí e de lá ir para Lençóis? Ouvi dizer que de lá para Lençóis é demorado e caro. Grato. Ronaldo.
  2. Ronaldopxo

    Torres del Paine

    Há limite de horário sim Nenhum guarda parque vai deixar você sair para trilha se estiver escuro, ou escurecendo Agora, se você já estiver na trilha e ficar enrolando até escurecer, já é outra estória.
  3. Ronaldopxo

    Torres del Paine

    Estive lá em março de 2016. Os 3 campamentos gratuitos eram o Paso, o Italiano e o "Base Torres" (não o Las Torres). O Las Torres já era administrado pela Fantástico Sur e ao que parece está sendo chamado de campamento Central. Segundo o site da Conaf, o campamento Base Torres está fechado para essa temporada. Portanto, gratuitos somente o Paso e o Italiano. No primeiro dia lá, depois de ter pernoitado no Las Torres (Central), pela manhã subi até as Torres, voltando pelas 3 horas e seguindo até o Seron. No segundo dia eu fui até o Dickson. No terceiro dia até o Los Perros, No quarto dia passei direto pelo Paso e fui até o Grey. No quinto dia a idéia era ir até o Italiano, que estava com lotado e com problemas nos "banheiros", daí fui até o Francês. No último dia retornei até o Las Torres, que foi o local do último pernoite. Não fiquei nenhum dia em campamento gratuito. A idéia original era ter ficado no Base Torres e no Italiano, mas não tinha reserva. Naquela época não era necessário reserva nos campamentos pagos. Campamentos que mais gostei, pela ordem: - Los Perros ( não tem água quente, mas a convivência na área de cozinha fez eu achar esse o melhor) - Francês (campamento novo, com estrutura de hotel, em termos de banheiros. Barracas montadas sobre plataformas) - Dickson (Vale a pena a paisagem. Perde um pouco pelos pernilongos) - Grey (Área de convivência na cozinha muito agradável. Porém é muito lotado e o banheiro fica meio inundado, apesar de ter água quente) - Las Torres. (boa estrutura de banheiros. Paisagem muito bonita. Mas é o mais gelado de todos. O frio literalmente brota do chão) - Serón (foi apenas um local de pernoite, sem nada demais, embora tivesse água quente) Abraços e bom trekking
  4. Ronaldopxo

    Torres del Paine

    Olá, Se você for alugar em Puerto Natales, encontrará excelentes barracas, geralmente da Doite (pelo menos quando estive por lá). Só que são barracas mais pesadas. Se você for comprar as Nature Hike, que a loja Alta Montanha e outras no Brasil também já estão vendendo, existem vários modelos que te atenderiam bem. A Silent Wing é um deles. Note que no site da Nature Hike, esse modelo é chamado de Wind-Wing. O modelo vendido pela Alta Montanha é na cor azul, é um pouco mais pesado e o material de confecção não é o mesmo. Eles possuem dois modelos dessa barraca, a cinza claro é mais leve e tem mais resistência a chuvas. Eles possuem outros modelos, que talvez tenham até um custo benefício melhor, como por exemplo: - P Series Aluminum 2 men tent (2,15 Kg) - mais barata. - Cycling silicon ultralight one man tent - (1,65 Kg com foot print) - super leve, porém menor. - Cloud Up 2 Ultralight Two men tent - (1,7 Kg com foot print, na cor cinza claro) - bem leve e compacta quando fechada. - Cirus Ultralight Two men tent - (2,1 Kg com foot print) - barraca que parece ser excelente. - Taga 2 Ultralight (1,4 Kg) super leve. Não é auto-portante. Vamos lá. Se fosse eu quem fosse comprar, ficaria entre 3, a Silent Wing não seria uma delas. Ficaria entre a Taga 2, se estivesse preocupado mais com o peso. A Cirus 2, que parece a melhor. E a Cloud Up 2 que parece muito boa. Ainda não vi o preço das 3. Eu gosto de levar tudo dentro da mochila, inclusive a barraca, por isso, o tamanho da barraca fechada também é importante. Acho que com qualquer uma delas você estaria bem. Eu daria muita importância para o fator peso (Taga2), mas se você levar em consideração o conforto, a Cirus parece melhor e mais "resistente". Vê os preços e decide. Todas me parecem boas barracas. No youtube tem bastante reviews, inclusive com montagem. Se fosse comprar aqui, não pegaria a Everest, pegaria a Nepal Azteq. Abraços.
  5. Hostel 148. Bom, bem localizado e barato. Além de limpo. Se quiser um almoço legal, tem o "restaurante" do Tourinho, bem perto da portaria do parque. Não se engane pelo aspecto "sujo" ou rústico do lugar. A comida é caseira e deliciosa, além de barata.
  6. Boa Val. Mais uma prá conta. O importante é se divertir, conhecer lugares, pessoas. Parabéns pela viagem e pelo relato.
  7. Ronaldopxo

    NÃO VISITEM A BOLÍVIA

    Um amigo foi em lua de mel para Paris, Roma e uma outra cidade da Alemanha que não me lembro. Assim que desceu em Paris disse que já veio um monte de malaco oferendo passeio, etc. Na conversa roubaram um anel da mulher dele. Bateram a carteira de um cara que estava com o grupo deles também em Paris. Disse que empurraram um monte de passeios caros nele. Que se tivesse ido por conta e pesquisado tinha gastado 30% a menos. A mulher dele comeu alguma coisa que não bateu bem em Roma e ficaram dois dias "de molho". Só da Alemanha que ele disse que foi tudo perfeito. Então parceiro, problemas todo lugar tem. Coisas boas também. O Rio de Janeiro do Trota tem muito problema, tem sim. Mas é um lugar lindo. Se bem que prefiro Petrópolis. Gosto mais de morro que de praia. Entre América do Sul e Europa, eu prefiro América do Sul. Bolívia e Peru estão nos planos.
  8. Ronaldopxo

    Torres del Paine

    Essa Naturehike parece muito boa. Além de ser mais leve, é autoportante. Outra vantagem é o pequeno volume que ocupa. Parece que pode ter problemas de condensação. Não é muito ventilada. Se quiser dá para levar aquelas "bexigas tipo tubo e colocar entre teto e sobreteto. Fui com uma barraca européia, que não é autoportante. Bem mais leve que a Nepal. Não tive problemas de condensação. Se fosse para comprar nova eu iria de Nature hike, apesar de não conhecer. A Loja Alta Montanha vai receber o modelo Cirus Ultralight, que é mais leve, mais ventilada e tem mais resistencia a ventos. Provavelmente deve ser mais cara, mas parece ser uma barraca perfeita para Torres del paine. Contacte a loja e veja os preços das 3 barracas
  9. Quer um guia. Vou te indicar dois. Os melhores. Geovane Rento e Diego Mariano. Procura os dois no facebook e combina preço. Também tem o Mariano, que não lembro o sobrenome e também é bom, só que é mais fechadão. Acho que ele ainda trabalha no Parnaso.
  10. Cara, tem duas opções se você for de carro. Pode ir até Teresópolis e deixar o carro. Se não me engano pode deixar o carro no próprio estacionamento do parque. Pega um táxi (caro pacarai) e vai para Petrpolis. Ou vai até a rodoviaria e pega o buzão até Petrópolis. Vai ser uma função, por que em Teresópolis os ônibus urbanos não funcionam tão bem quanto em Petrópolis. Demoram para passar na frente do parque. Dificilmente você chega em Teresópolis e consegue ir até Petro para iniciar a travessia no mesmo dia. Se for de ônibus acho meio impossível fazer isso. A outra opção seria deixar o carro em Petrópolis. Fazer a travessia e depois voltar de busão para pegar o carro. Você vai terminar a travessia (se fizer em 3 dias) na hora do almoço. Dá para voltar de boa até Petrópolis antes de escurecer, com tempo para tomar uma na cervejaria Bohemia. Eu faria isso. Tem um camping/pousada bem na porta do parque, em Petropolis. Dá para conversar com a mulher que mora lá e cuida da pousada e deixar o carro lá. Se quiser dá para pernoitar lá na volta.
  11. Concordo em tudo sobre Arraial do Cabo. Estive aí em fevereiro de 2007. Tenho muita vontade de voltar. A praia do forno foi a preferida da família, mas eu gostei de todas. Também tem o Pontal do Atalaia que oferece uma paisagem especial. Sem falar que a cidade é muito acolhedora e tranquila, pelo menos quando estive aí. Andava por tudo a pé, a qualquer hora do dia ou da noite, sozinho ou com a família. Também não achei caro comer e passear por aí. Já Búzios não gostei muito. É bem mais caro e muito mais "CVC" pro meu gosto. Exceção feita às praias mais afastadas. Abraços.
  12. Ronaldopxo

    Torres del Paine

    Cabe tranquilo.
  13. Ronaldopxo

    Torres del Paine

    A permanência no Campamento Torres e Italiano já requeria reserva prévia quando estive lá em março deste ano. Tanto que eu não pude ficar nesses campamentos. No Paso não exigia, mas tinha vaga sobrando para barracas. Quanto aos campamentos pagos, está escrito que a falta de reserva deixará o trekkeiro sujeito à disponibilidade. Em janeiro, fevereiro pode ser complicado. Em Março, quando estive lá, com clima excelente, sobrava muito espaço em todos os campings pagos. Que houve um aumento muito grande de gente indo prá lá isso houve. Estive conversando com um guarda-parques no Dickson e ele me disse que teve dias em que haviam mais de 500 pessoas ali. Isso significa 500 pessoas por dia fazendo o circuito completo. é muita gente. Eles estão tentando diminuir o número de pessoas na trilha, ao mesmo tempo beneficiando as empresas que controlam os campamentos pagos.
  14. Ronaldopxo

    Devo me preocupar?

    Vai viajar. Quando voltar mostra as fotos prá esse pessoal e deixa eles mortos de inveja.
  15. Ronaldopxo

    Torres del Paine - Março de 2016.

    Quinto dia em Torres del Paine. 16-03-2016. Quarta-feira. A intenção inicial era seguir até o campamento Italiano, pernoitar lá e no dia seguinte subir o Vale Francês. Só que ao chegar ao Italiano veio a surpresa. Estavam com problemas nos "banheiros" e não seria possível acampar por lá. Teríamos que seguir até o campamento Francês. Quando você já andou por mais de 7 ou 8 horas, com uma mochila nada leve nas costas e se vê forçado a caminhar por mais 30 minutos, você fica meio desapontado, mesmo que essa caminhada tenha sido por paisagens lindas. Muita coisa boa tinha acontecido. Tinha rompido a marca de 100 Km de trekking. Tinha passado pelo campamento Paine Grande, com aquele lago azul lindo em frente. O visual lindo e imponente de montanhas como o maciço Paine Grande e os Cuernos del Paine. Os lagos Grey, Laguna Los Patos, Lago Pehoe, Lago Skottsberg e Lago Nordenskjold. Um dia tão bom assim não podia terminar de maneira ruim e não terminou. O campamneto Francês apresentou-me uma novidade. Teria que montar minha barraca, que não é auto-portante, sobre um tablado. Achei que seria difícil, mas não foi. Com a ajuda de um punhado de cordinhas a bichinha ficou bem esticadinha e a noite foi uma beleza. A grande surpresa desse fim de dia foi o banheiro desse camping. Parecia coisa de hotel. Várias pias, vários sanitários e várias duchas. Tudo novo e muito limpo. E a água quente foi perfeita para tirar o cansaço do percurso. Nessa noite tive a oportunidade de conversar um pouco com dois chineses. Muito educados e com um pouco de medo dos outros estrangeiros. Mais um miojão com atum e sopa Vono para esquentar o corpo antes de pegar no sono. Sexto dia em Torres del paine. 17-03-2016. Qunita-feira. Esse foi um dia inesquecível, também. Mais uma vez resolvi fazer dois dias em um. Mais 33 Km de caminhada. Tinha chovido a noite e o dia tinha amanhecido com garoa, frio e encoberto. Comecei o dia com um caldinho de feijão para esquentar e parti de volta, só de mochila de ataque, rumo ao Vale Francês. Pouco tempo depois de começar a caminhada, o tempo começou a abrir, fez sol, calor, frio de novo e para completar nevou por uns 15 minutos, já próximo ao mirante britânico. Uma neve fina, com flocos pequenos, mas era minha primeira neve e estava valendo. Prá mim era tipo uma 'nevasca", fiquei feliz prá caramba. A chegada ao mirante foi qualquer coisa. O caminho até aqui já tinha sido muito bacana, mas a sensação de estar naquele lugar, cercado por aquela cadeia de montanhas majestosas, é única. Durante a pausa para lanche e fotos no mirante, mais uma oportunidade de conhecer gente do mundo todo. Austrália, Inglaterra, Holanda, Suiça. Daí a pouco chega o Hanz. Nos todos tremendo de frio e ele lá, de camisa de manga curta e bermuda de ciclista. Tinha subido carregando sua mochila enorme, de sei lá quantos litros. Todos os seus equipamentos fotográficos estavam ali e ele tinha um certo receio de deixar aquilo tudo longe dele. Conversamos mais um pouco, ele tirou umas fotos para mim e desceu de novo. Eu ainda fiquei mais um tempo lá e tive a oportunidade de conhecer um britânico, que falava português muito bem e que morava na Alemanha. Ele tinha morado dois anos em São Paulo. Essa foi uma manhã onde tudo que podia dar certo deu certo. Depois de retornar ao campamento francês, desmontei a barraca e parti rumo ao campamento Las Torres, que tinha sido onde eu começara minha jornada e isso significava que a aventura estava acabando. Um misto de satisfação, de alegria por ter dado tudo certo e de tristeza por saber que tudo estava para terminar. Cheguei no campamento las Torres por volta de 19 horas. Barraca montada, banho quente, comida, cervejinha. Mas pegar no sono não foi fácil. Pensar que no dia seguinte aquilo tudo seria passado trouxe um sentimento esquisito. Uma nostalgia antecipada, que deixava o sono longe. Sem falar que o frio do primiro dia também se fez presente. Aqui ele parece brotar do chão. Sétimo dia em Torres del paine. 18-03-2016. Sexta-feira. Acordei mais tarde, meio que não querendo que aquilo tudo terminasse. Café da manhã reforçado por uma caixa de leite com banana que alguém tinha deixado sobre a mesa. Tudo desmontado e arrumado dentro da mochila. Era só juntar coragem para ir embora. Antes um breve papo com uma americano, que acabara de chegar de bike. Estava fazendo um "tour" pela América latina, com sua bike. Já havia mais uma família, casal e um filho, de americanos, que também estavam ali fazendo sua viagem de cicloturismo pela patagônia. O ônibus só sairia à tarde e eu tinha tempo para voltar a pé até a Laguna Amarga. Fiz isso e foi muito legal. Os últimos olhares para toda aquela beleza. A companhia de uma raposinha que ficou por perto por uns minutos. Os guanacos que pastavam por perto. A estrada longa e solitária. Os pensamentos... Tudo acaba. Seja bom ou ruim, tudo acaba. E esses dias maravilhosos tinham chegado ao fim. Subi no ônibus que me levaria de volta a Natales. A vida continua e quem sabe um dia a gente volta. Depois disso fiquei uns dias em Natales e Punta Arenas, incluindo uma ida à Ilha dos Pinguins. As lembranças de Torres del Paine ainda estão muito presentes. Mesmo depois de 6 meses. Fica uma lição de que não é preciso se preocupar demais, planejar demais. É claro que é necessário um planejamento, mas se alguma coisa sair do planejado não precisa esquentar demais. No fim das contas as forças boas do universo conspiram para que tudo dê certo. É só não querer demais da vida, olhar o lado bom das coisas e acreditar. No final tudo dá certo.
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