Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

MauroBrandãoo

Colaboradores
  • Total de itens

    358
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

2 Neutra

Sobre MauroBrandãoo

  • Data de Nascimento 04-04-1989

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    [b]Brasil[/b]

    Rio Grande do Sul
    Santa Catarina
    Paraná
    São Paulo
    Rio de Janeiro
    Espirito Santo
    Mato Grosso do Sul
    Mato Grosso

    [b]Bolívia[/b]
    Sta. Cruz de la Sierra
    Sucre
    Potosí
    Uyuni
    Salar de Uyuni
    Copacabana
    La Paz

    [b]Chile[/b]

    San Pedro do Atacama
    Calama
    Antofagasta
    Iquique
    Arica

    [b]Peru[/b]
    Tacna
    Arequipa
    Ica ( Huacachina )
    Paracas
    Lima
    Huaraz
    Cusco
    Puno
  • Próximo Destino
    4 Meses em 2017
    Europa (Leste Europeu)
    Ásia ( Tailandia, India, Vietnan e pesquisando)
    Oriente Médio ( Não necessáriamente nessa ordem)
  • Ocupação
    Funcionário Publico e Empreendedor

Últimos Visitantes

O bloco dos últimos visitantes está desativado e não está sendo visualizado por outros usuários.

  1. Ledo engano daquele que pensa que vai acordar tarde, quando esta em um mochilão. E nesse dia, com certeza não foi diferente. O sol ainda estava longe, já no caminho ao trabalho quando acordei. Tudo estava arrumado, mochila, lanche, desayuno. Era em torno de 6 da manhã. Tranquilamente, tomei meu café da manha, e fui aguardar o SCheler pra me buscar. Em torno das 7, ele apareceu. Seguimos para a van, mas no caminho, passamos na farmácia. Eu estava me recuperando de um começo de pneumonia que tive depois do Salar de Uyuni, e fui comprar uns analgésicos. Quando cheguei na van, tudo estava sendo arrumado, e fui apresentado ao grupo. Era uma galera de lima, todos, de um grupo de montanhismo. Em torno de umas 12 pessoas. Falei aquele Hola Tímido e entrei na van. Scheler me passou a manta térmica e o saco de dormir, e deixamos as bagagens em cima da van. Seguimos então para a entrada do parque, o mesmo que o da Laguna 69. No caminho, paramos pra tomar um café em uma casa, tipo um restaurante. Estava bem frio, algo em tornod e uns 10 graus, mais ou menos, ou menos. Pedi um ovo mexido e um capuccino (café com leite né ? haha) e comemos. Nesse momento, fiz amizade com o Erinson, um peruano que morava mais ao norte do Peru. Cara super parceiro. E também conheci o restante da galera. Era o único brasileiro do grupo, hahahaha . É legal isso, sabia ? Poxa, em todos os lugares que fui, sempre tinha um Brasileiro junto, e dessa vez, não. Nenhumzinho !! Era o único. Ai o papo começou a rolar, e a galera a se conhecer. Depois de tomar chá de Coca, seguimos por mais 1 hora e meia subindo, subindo e subindo. O caminho é bem bonito, e como estava bem cedo, deu pra ver, nos vale e montanhas ao redor, o sol, vagarosamente, iluminando as casas, plantações e vegetação. Legal notar no caminho a rotina da população. Via gente andando pelas plantações, crianças, velhos carpindo e tal. E uma das coisas que lembro bem foi o tipo de construção de muros dos Peruanos. Sempre aquelas pedras empilhadas. Imgaina só o trampo que aquilo devia dar pra fazer? Juntar as pedras, ir montando uma a uma. Não é dificil de imaginar que asqueles muros tem décadas ou até mesmo centenas de anos de existência. Antes de chegar no parque, passando por vários vilarejos, paramos em um ultimo, onde haviam muleiros nos esperando. Lá colocamos todas as mochilas que levamos, as cargueiras, e lá também conhecemos nosso cozinheiro e o muleiro da nossa viagem. Agora não vou lembrar o nome, mas deu pra conversar um pouco. Então, partimos pra entrada do parque só com as mochilas de mão, água e os snacks que havíamos comprado. Bom, chegamos finalmente na entrada do parque, o pessoal que não tinha comprado o ticket, foi comprar, e como eu já havia comprado quando fui pra laguna 69, nem precisei. Entramos no parque, descemos em um ponto e caminhamos até o posto de controle. Lá apresentamos os tickets, colocamos o nosso nome e informações em um livro. Esse processo demorou um pouco, e no posto, haviam umas crianças ranhentas ali em volta!! Sem preconceitos, eu larguei a mochila e dei uma zuada com elas, e ja vieram pedir grana, obviamente. Saquei umas bolachas pra eles, e ja foram logo comendo. Ai, uma mola, chamada Kelly, veio me dizer pra não dar comida nem grana pra eles, pois isso incetiva cada vez mais eles tomarem esse tipo de atitude. Faz sentido. Bom, começamos então a caminhada, de acordo com a Cristina, iríamos andar cerca de umas 5 ou 6 horas. Começando a caminhada. O primeiro trecho tem umas 2 ou 3 horas (eu acho, é que já fazem 2 anos né?), com muitas subidas e descidas, e nesse momento é que a aclimatação faz a diferença. É meus amigos, eu já estava em Huaraz a uns 3 dias, 4 com o da trilha, e mesmo estando gripado e ter feito a laguna 69 com febre, consegui me aclimatar bem. Já, havia uma moça, a tal de Kelly, que não havia se aclimatado, e ela sofreu demais. Ela começou a ficar pra tras, tendo muita dificuldade de caminhar, com o coração batendo forte e se sentindo com ânsia. Estávamos a 3.800 metros acima do nível do mar, e como ela era de Lima, que fica no nível do mar, sofreu bastante. Então, conselho meu, façama aclimatação de uns 3 dias, vão aproveitar bem mais, eu garanto. Sobre a trilha, o lugar é incrível. Tu entra em uma especie de canion, onde tem montanhas de um lado e do outro. A vegetação é bem diferente, digna da Europa (nunca fui, mas vejo filmes ). A trilha que andamos é batida, e acredito eu que qualquer consegue fazer a trilha sem guia, pois muitas pessoas cruzaram com a gente no caminho esse dia e nos outros também. Vou publicar algumas fotos de lá, pra vocês verem. Bom, depois das 3 horas de subidas e descidas, o terreno ficou meio plano e a caminhada mais fácil. Antes de anoitecer, chegamos no primeiro acampamento, onde já estava tudo montando. E não éramos os unicos, pois existem várias empresas que fazer o trajeto, e o santa cruz também faz parte do circuito HuayHuash, por isso, devia haver umas 100 pessoas lá, umas 50 barracas no mínimo, espalhadas no vale. A frente, uma cordilheira de montanhas, onde lá no fundo dava pra ver um pico nevado, e nas lateiras também, picos nevados. Eu digo que lá na frente dava pra ver, pq lá longe vi a montanha, e me lembrou muito "The Lord of The Rings", a montanha de Mordor. hahahahaha Bobagem minha. O Cozinheiro fez o rango, não lembro qual foi esse dia, mas antes da ceña sair, tomamos chá. Tinha de todos os sabores, incluse o de coca. E ai sim, começamos a conversar. Eu como sou muito da zoeira, já comecei a contar as histórias e aa ouvir também, sempre falando pra galera falar mais devagar e eu tentando aprender o máximo possível novas palavras em espanhol. A gente ia se comunicando, capengando, e eles estavam super dispostos a me ensinar. Hahah!! O Clima estava ótimo, a noite fantástica, e perto das 22, dormimos. E lá se foi o Primeiro dia do trekking Sta. Cruz ! (LOGO LOGO COLOCO AS FOTOS)
  2. Bicho, chega de manha na Receita Federal na fronteira de Corumbá, que lá tu vai conhecer bastante gente que esta indo fazer mochilão. Das duas vezes que fui, foi assim que comecei !
  3. Fala Janina, tudo bom ? Olha, garanto que não vai se arrepender. Olha, se tu puder, faça a Laguna 69 e Laguna Churup. São as duas que podem ser feitas em 1 dia só e tu vai gostar. Mas detalhe, tu tem que gostar de caminhar, fazer trilha, e se prepare que tu vai sofrer com a altitude. Nada impossível, faça no seu ritimo e vai que vai !! Hehe !
  4. Fala Demetri. Cara, é uma pirambeira boa, mas da pra ir sim. Lá na tronqueira o pessoal vai de carro, normal !! Pode ir de boa !
  5. DIA 3 - Caminhando e cantando e procurando o Mirante Acordei cedo com sempre, fui na geladeira ver a viabilidade de comer algo que tinha sobrado, e por sorte, tudo estava lá. E olha, uma coisa que muita gente tem medo é ficar em hostel, robarem suas coisas e bla bla. Pra mim, nunca aconteceu nada. Nunca sumiu uma meia sequer ! Bom, nesse dia tinha prometido pra mim mesmo ficar de boa, sem fazer nada, e me recuperar bem para o trekking santa cruz, pois eu tinha sofrido, e muito, subindo a laguna 69. Estava eu sentado na parte de cima do hostel, no solar, ou como se diz aqui no Brasil, tomando sol na lage, então conheci um francês. O cara era simples, roupas gastas e veio me pedir um cigarro(na época fumava), então começamos a conversar com aquelas velhas perguntas: Nome, Da onde é, quanto tempo viaja, blá e blá blá. O cara estava viajando a 11 meses, só!! SSÓÓÓÓÓÓ !!! Ai começou a contar umas coisas aqui e ali. Ai perguntei, quanto que ele tinha separado pra viajar todo esse tempo? Ele responde que mais ou menos uns 10.000 Euros, ou seja, uns 30 mil, na época. Caramba, que loco meu. Bom, os caras( O americano e o irlandes que não lembro o nome agora) chegaram falando pra gente ir pro mirante, que ficava ali perto (SEMPRE É ALI PERTO, SEMPRE ). Bom, eu não tava com planos mesmo, partiu. Saímos na rua, estava havendo umas comemorações pois era época de feriado pátrio, acho, e havia uma parada com banda, desfila e tudo mais que tu só encontra no Peru, Bolivia e/ou Similares. Seguimos em frente, subindo em direção a parte mais alta da cidade. Andamos, andamos e andamos. E cada vez que nos afastávamos mais do centro, o preço do almuerzo abaixava. Encontrei uns lugares com menu do dia ( sopa de entrada, comida e tal) de 3 a 4 soles. (Foto menu do dia) Ai tu vai andando e percebendo como é a vida local né ? É uma das coisas que mais gosto, quando viajo. Andar, conhecer, ver, sentir o cheiro das coisas. Em uma parte já alta, havia um muro pintado com orientações de evacuação em caso de inundação ou aumento do volume do rio, que passava naquela parte. FOTO MURO Mais a frente estavamos passando quando escuto um: - Look !! A Monkey!! Hahah!! Exatamente, um pequeno macaquinho perto de um monte de palha, pelo que parecia, dentro de uma casa, loja, sei lá. Quando chegamos perto, uma mulher chegou e o macaco subiu em cima dela. Tipo, era o animal de estimação dela cara. !!!! E ficava grudado no pescoço dela, e ela trabalhando não lembro fazendo o que. Hahahh!! E é claro que saquei umas fotos. FOTO MACACO E continuamos nossa subida. Ah, não cheguei a comentar, mas subir, naquela altura, já era desgantante pra kct, mas nesse dia estava BEMMM melhor. Acredito até que me ajudou. E fomos perguntando e subindo, subindo. Entramos em umas vielas, cortamos uns caminhos, passamos por um campo de futebil, umas ruas ingrimes e começaram a falar que estavámos perto. "Cerquita" eles diziam. Cerquita... Ta bom. E subimos, até que chegamos em um lugar bem afastado e alto. Não era um mirante, era só a beira de uma rua mesmo. Pelo lugar, achamos que não era lá e seguimos em frente até que paramos em um condomínio fechado, lá nos cafundé !!! hahahah!! Eu sabia que não era lá hahah ! Perguntamos aos guardas da guarita, e o "mirante era onde haviámos parado, lá atrás, tipo a uns 2 km atrás !!! hahaha ! E o que fizemos ? Voltamos, claro. Chegamos no mirante, e sentamos. INteressante olhar a cidade de cima. Ela é meio que em um vale, rodeado pelas montanhas. As construções são concetradas na área plana, mas existem também construções nas montanhas. Ficamos lá um bom tempo só observando, calados, toda aquela paisagem. Tah, não era grande coisa, eu sei disso. Mas levamos quase 2 horas pra chegar lá, e foi algo gostoso de ver. Teve um significado particular para cada um. Interessante notar isso. Pra cada um, tem um valor diferente. Pra mim, fiquei viajando em pensamentos, e boa parte do tempo fiquei simplesmente vendo a sombra das nuvens e as coisas. Fiquei pensando coisas do tipo: - Imagina morar ali em cima ? Que trabalho que deve ser sair ou trabalhar! Vish!(Falo em relação a dificuldade de sair de casa, subir ou descer um morro e voltar, haha) E não pensava em nada mesmo. Bom, se tu ja fez isso, sabe do que estou falando. Por isso que digo, não fale para alguém que aquele lugar é péssimo, ou é ruim, só porque você, eu digo VOCÊ não gostou. Explique, mas saiba que pra cada um, os lugares tem sifnificados diferentes. Bom, seguindo, iámos pegar um colectivo pra voltar, mas decidimos voltar a pé mesmo. Na volta, passei no mercado, comprei uns doces, umas bolachas pra levar e fui arrumar minhas coisas, e no caminho de volta fiquei vendo um pouco do desfile. Lá também, no centro, existe muitos locais bacanas, mercados e padarias, e comércio. Comprei umas cuecas lá também. E várias casas de câmbio. Voltei pro hostel, depois de noite saímos para comer um frango assado e fomos dormir. Claro que não fui só isso, conheci um pessoal no hostel, conversei com um italiano que estava viajando a uns 3 anos, e falava umas 6 línguas, inclusivo pt, e a noite chegou, quando foi mais de noite, o Scheler passou lá, eu acertei o restante do que devia com ele, e ele ficou de me pegar cedo no outro dia para pegar a van rumo ao trekking Sta. Cruz
  6. Oi Josi, tudo bem ? Olha, pra fazer trilha naquela região, a temporada começa em abril, mais por causa das chuvas. É que também em janeiro, lá é inverno ainda, se não me engano. Mas o seguinte, envia um e-mail ao Scheler que ele vai te responder. Envia em espanhol ou ingles, pode usar o tradutor, caso tenha dificuldade. O Scheler mais responder suas dúvidas nesse quesito. Eu só fui lá em Julho, não consigo saber como é antes. [email protected] Fala que fui eu, Mauro Brandão, que te indiquei !!
  7. Fala Nathy, A alimentação estava sim, porém a barraca, saco de dormir e manta térmica não. Isso ai tu tem que alugar lá. São valores baixos, mas tem que alugar. Ou levar daqui !!! Da pra levar a manta térmica, mas barraca e saco é bom alugar lá, porque também são coisas caras, e se tu não costuma enfrentar esse tipo de clima sempre, melhor alugar !!
  8. Olha aqui Site - http://www.schelerhuayhuashtrek.com/ Facebook - https://www.facebook.com/schelertrek?fref=ts E-mail: [email protected] Fala que foi o Mauro Brandão que indicou!!!
  9. Nunca, JAMAIS, esqueça de levar suasua toalha. Vide fim das dicas. Nem tudo é tão bom ou ruim quanto dizem. Você precisa ir ver com os próprios olhos e sentir como realmente é. NA DÚVIDA, VÁ! Nao se desespere se algo der errado, repire fundo, se acalme e faça o que tem quem fazer. 99% das pessoas querem e vão te ajudar. Comida de rua não é assim tao perigoso. Sempre tenha um relógio e veja o horarios dos passeios, transportes e voos. a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido ao seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kabrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você - estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa. Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha "acidentalmente perdido". O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está a sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito. Daí a expressão que entrou na gíria dos mochileiros, exemplificada na seguinte frase: "vem cá, você sancha essa cara dupal, o Ford perfect? Tai um mingo que sabe onde guarda a toalha." (Sancha: conhecer, estar ciente de, encontrar, ter relações sexuais com; dupal: cara muito incrível; mingo: cara realmente muito incrível)".
  10. Fala Jaque, Beleza? Olha, eu gastei: Hostel: 15 Soles Lavanderia: 6 Soles Média Refeição: 6 - 12 Soles Transporte na Cidade: Fiz quase tudo a Pé Trekking Sta. Cruz: U$ 150 ( Ficou barato pois levei sorte de ter um grupo grande vindo de lima pra fazer, e o Scheler me colocou no Meio, mas o valor que ele me passou foi U$ 240. Laguna 69: 40 Soles sem a entrada no parque. Para entrar no parque existem 2 bilhetes. O do dia é 10 Soles, e o que vale 22 Dias são 60 soles. Esse de 22 dias é pra quem vai fazer trekkings grande como o Sta. Cruz, Circuito Huayhuash e afins, não daytrips. Mais ou menos isso ! A temporada começa mem Julho, e a melhor época é agosto. Eu cheguei lá no final de Julho, dia 27 ou 26 , não lembro direito. Mas é bom sim, fazer em julho.
  11. 2º Dia - Laguna 69 O dia começa bem cedo, bem cedo mesmo, mas não lembro que horas que acordei. Ainda estava escuro. Como havia deixado tudo arrumado, sai do meu quarto em direção a cozinha que ficava subindo as escadas perto da recepção. Quando passo por lá já havia uma galerinha esperando, eles também iriam pra laguna 69 . Pego minhas coisas, como o que já havia preparado e vou pra recepção. Logo em seguida já descemos para o micro-ônibus. Mais um tempinho e partimos. Quando o dia começou a amanhecer consegui ver como era Huaraz. É uma cidade típica Peruana, porém, ela é cercada por picos nevados, aqueles com pontas brancas. É fantástico a sensação. Descemos e pegamos a estrada e eu embasbacado com as paisagens da estrada. Lembro de ter visto alguns campings e hostels no caminho, descendo. Passamos por umas cidades pequenas e entramos em outra bem pequena, após isso pegamos uma estrada bem estreita e sinuosa e começamos a subir. Sério, vou repetir, que estrada é aquela. A paisagens é fantástica. Subimos, subimos e subimos mais. Depois de mais de uma hora paramos na entrada do parque. Lá tem que ser pago uma taxa para entrada no parque. O bilhete do dia custa 10 Soles, já o bilhete que tem duração de 22 dias custa 65 Soles. Esse último é usado para quem vai fazer algum trekking lá, como o Circuito HuayHuash ou outros trekkings. Eu iria começar o Trekking Santa Cruz no sábado(era quinta), por isso comprei o de 65 soles. O pessoal que só iria visitar a laguna no dia pagou 10. Quando fui pagar o meu, vi um condor enorme empalhado. Pensa numa ave grande !!! Seguimos mais a frente, quando, de repente, se abre aquele lago, enorme, com aquela água azul que nunca tinha visto da minha vida. Coisa de loco ! O motorista parou um pouco pra galera tirar fotos, e e claro que eu aproveitei. Voltamos ao micro e seguimos em frente, mais uns minutos e o micro para novamente. O guia nos explica que ali começava a trilha, que cada um deveria ir de acordo com seu ritmo e que estávamos a quase 4.000 metros acima do nível do mar, e a laguna ficava a 4.200 metros, se não me engano. Então começamos... Como estava sozinho, fui indo na boa, e sem querer querendo comecei a conversar com um irlandês, um americano e uma inglesa. E fomos seguindo. A Trilha A trilha começa tranquila, mole mole fácil fácil com uma leve inclinação. Como havia acabado de chegar em Huaraz, fiquei meio tenso por causa da altura e também por estar me recuperando de uma quase pneumonia que peguei nos -25º C do Salar de Uyuni. Mas vamos que vamos, trilheiro que é trilheiro não se da por vencido. Passamos por um acampamento, mais a frente por umas cabanas abandonas, naquele estilo maroto INCA. Depois, entramos em um planalto rodeado por montanhas onde não havia opção, lá começaria a subida. Comecei a sentir uma leve dor no corpo e vi que estava com uma febre bem fraca. Merda. Mas vamos. E a subida começa naquele esquema Zigue-Zague. Os primeiros passos são fáceis, mas depois de 2 minutos comecei a sentir uma falta de ar insana. Sério. Não conseguia respirar. Mas fui indo. E fomos naquele esquema, eu atrás e os 3 na frente. Quando parecia que eles sumiam, logo apareciam em uma curva. E fui subindo. Esse foi o primeiro "Lance" de subida. Quando acabei, me senti o hércules. Mal sabia..... Depois da subida existe um lago muito bonito, uma espécie de recompensa. Seguimos um pouco mais em frente e vejo que aquela subida que tinha acabado de subir era tipo um bebê anão perto da que a gente tinha acabado de subir. Olhei pra subida, olhei pro pessoal, olhei pra subida, pessoal, subida, pessoal. Por dentro eu estava assim , mas mesmo sim insisti. Essa subida quase tirou minha alma. Foi fodaaa !!! Principalmente pelo fato da febre ter aumentado um pouco. Tomei um analgésico e parava a cada 10 passos. E fui aos poucos. O pessoal foi bem parceiro nessa parte. A subida estava quase acabando, o terreno totalmente acidentado, íngreme e eu quase morrendo. De repente, o terreno fica plano . - Será? Pensei comigo. Ando mais um pouco, estava sozinho, o pessoal havia ido na frente. Ando mais um pouco e vejo a pontinha azul brilhante. Parece que injetaram nitroglicerina em mim. Vinha um casal no sentindo contrário, voltando, e perguntei se era lá a laguna, eles disseram: - 5 minutes man !!!!! Caraleeeeooo !!! Ai animei. É meus amigos, finalmente cheguei na Laguna FUCKING 69 !!!!! Essa foi uma daquelas vezes que você sente orgulho de você mesmo, sabe ? Foi demais ! Incrível. O Lugar é lindo, o sol forte e a água congelante. Devia estar uns 15 a 20 graus por causa do sol. Ficamos lá umas 2 horas. Volte e meia o pessoal ia chegando e indo embora. Muitas pessoas e mesmo assim um silêncio notável. Dormi. Acordei, o sol estava forte e era mais ou menos umas 15 ou 16 horas. Levamos umas 3 a 4 horas para subir. O guia do nosso grupo nos convocou para voltarmos, ai começamos a descida. Graças a Deus a altitude não interfere na descida. Andamos, andamos e andamos, bem tranquilamente. Chegamos, esperamos a nossa van e voltamos a Huaraz. Eu estava quase morto, sério. Chegamos ao hostel, fui direto tomar um banho quente e deitar. No banho fiquei pensando que a laguna 69 foi difícil de fazer por dois fatores: 1º A Altitude de 4.200 mts( eu fiz para me aclimatar, pois faria o trekking sta. cruz.) 2º Por estar em recuperação de uma pseudo pneumonia. Avaliando a situação, decidi cancelar com o Scheler a Laguna Churup que havia combinado de fazer no outro dia. Eu ainda estava fraco e precisava descansar, pois enfrentaria 4 dias de trekking. Falei com ele pelo FaceBook e ele entendeu bem. Eu fiquei meio chateado com isso, mas preferi me recuperar bem do que ficar daquele jeito no trekking Sta. Cruz, que chega a 4725 mts acima do nível do mar. Fui na geladeira do hostel e comi Miojo e Atum com pão e queijo, dei uma relaxada, tomei meu antibiótico( receitado por um médico Brasileiro subindo o Cânyon del Colca e viu minha deplorável situação) e fui dormir. No outro dia iria ficar absolutamente de boa, me preparando pro tão esperado Trekking Santa Cruz na famosa Cordilheira Blanca, Huaraz, Peru !
  12. Salve Salve amigos e amigas do seu, do meu, do nosso BRASIL VARONIL E MUNDO. Pra quem não me conhece, sou mochileiro de berço e criador, editor e barman do blog De Mochila e Bota e um mundo para desbravar. Bom, fiz um mochilão pela Bolívia, Chile e Peru de novo esse ano, só que em Julho. Falo de novo porque fiz quase o mesmo roteiro em janeiro de 2013, e dessa vez repeti a dose com muita coisa a mais. Dessa vez passei 37 dias viajando de ônibus e avião e fui para a tão esperada cidade de Huaraz, localizada a uns 400 km de Lima no Peru. Eu fiquei sabendo da existência desse lugar por um amigo meu chamado Adriano Elisei e suas fotos. Só de olhar as fotos você fica maluco de ir. Então, como bom trilheiro que sou, não poderia deixar Huaraz para fora dessa viagem. 1º Dia - De Lima a Huaraz, encontrando o Scheler e me preparando para a Laguna 69 Resumindo a história, dia 22 cheguei em lima as 22hrs sem hostel, sem dinheiro trocado e sem saber para onde ir. Desci no terminal de bus da Cruz del Sur(acho) ou outra empresa que não me lembro agora, fiquei meio perdidão. E é claro, aquela clara de perdido , acaba de descer do busão com mochila, é alvo certeiro para os taxistas do terminal. Claro que eu não caio na lábia desses caras, pois sei que são mais caros e tal, mas sei também que são confiáveis, por isso, na situação que estava, decidi pegar um, e ele me levou para o hostel mais barato que encontrou em Miraflores, ou seja, as 23 hrs da noite consegui o hostel por 25 soles. Tá bom né? Fui para o hostel por precisar de um banho urgentemente(não vou contar o porque, pois faz parte do relato que estou escrevendo que vocês podem encontrar no BLOG). Tomei aquele banho e fui dormir, para tentar no outro dia pegar o bûs cedo para Huaraz, pois não havia no horário que cheguei. Acordo cedo, barari bararu consigo trocar dinheiro e parto para o terminal da Cruz del Sur, pois era a única que sabia que fazia o trajeto Lima > Huaraz. Peguei um taxi por 10 soles. e lá chegando, para minha surpresa, não havia mais passagens para o bus das 07:00. . Só alegria. Logo perguntei para a moça se havia mais alguma empresa que fazia, ai ela me disse que na MovilTours podia ter, então, #partiuMovilTours. Só para vocês entenderem, lá no Peru e Chile, em algumas cidades não existe uma rodoviária propriamente dita, e sim o ônibus saem das próprias empresas. Em lima era desse jeito, por isso, se tu vai pegar um bus de tal companhia, tem que ir até loja dela, e lá fica a rodoviária só de ônibus dela. Entendeu ? Beleza, seguindo em frente, paguei mais 10 soles e fui para a MovilTours. Quando chego lá, para minha felicidade, havia um bus saindo de lá as 11hrs direto a Huaraz, sendo umas 9 horas de viagem e por incríveis 35 soles. Sim, 35 soles ou 30 reais mais ou menos. MANO, amo o PERU !!! Hahahah Sinceramente eu fiquei com medo do busão, mas graças a Deus estava enganado. Bom, eram 08:00 da "madrugada" de uma Quarta Feira e eu estava no centro, em frente ao estádio de futebol de lima, sem nada para fazer. Despachei minha mochila, o tempo estava chuvoso(como sempre em lima) e fui andar um pouco. Tentei saber sobre algum shopping ou coisa do tipo perto, mas não havia muita coisa, só uma feirinha que abria as 10 hrs mais ou menos. Comecei a andar pela rua, sem absolutamente nada para fazer. Vi o movimento, muito grande, muitas businas e tal. Aquela caos de cidade grande. O tempo passou devagar, pois a ansiedade pesou e o tempo se arrastou. As 11:00 da manha embarquei no busão panorâmico(sempre curto ir na frente) com meu banco sendo o primeiro da fila, a direita, com visão privilegiada da estrada, pois eu li por aqui que a estrada de Lima até Huaraz é fantástica, e foi até mesmo por isso que decidi pegar o bus de manha, pois sempre prefiro viajar de noite para economizar tempo e hospedagem. Bom, a estrada é FODAAAAAAA. Sério, fantástica. FANTÁSTICA. Vá de dia, se puder. Não vai se arrepender. Olha um pouco do que tirei fotos. Bom, cheguei lá de noite e encontrei o Scheler. Ele tem uma empresa de turismo lá e é um ótimo guia de alta montanha. Achei ele através de indicações aqui no fórum da Carla, que fez o circuito Huayhuash e indicou muito bem ele, além de vários outros relatos aqui no fórum falando bem dele(só digitar Scheler que tu vai ver). O Scheler é baixinho como todos os peruanos(A título de informação, tenho 1,90m de altura) e um dos peruanos mais bacanas e que passou confiança da viagem. O cara é super simples, sincero e parceiro, vocês não tem idéia. Tinha adicionado ele no e-mail e ele me encontrou na rodoviária de Huaraz. Ele ficou de me levar a um hostel lá em huaraz bem barato, e foi isso que aconteceu. O nome era Alkipo e paguei somente 15 soles na estadia. Não tinha café da manha mas era um preço junto por um quarto compartilhado bacaninha. Quando estava tudo certo, combinei com o Scheler que iria fazer a laguna 69 no outro dia. Ele combinou com o dono do hostel e para a minha sorte um grupo do hostel iria ir pra lá no outro dia. Foi cobrado 45 soles que paguei só depois. Feito o Check in, o Scheler disse que iria voltar no outro dia de noite para ver como eu iria estar e ver as coisas do trekking sta. Cruz também. Ah, esqueci de dizer que o SCHELER fez a coisa mais fantástica que um guia fez pra mim em todas as minhas viagens. E por isso, ganhou minha confiança e minha simpatia no ato. Vou explicar. Comecei a conversar com ele uns 2 meses antes, através do facebook, sobre o trekking, qual fazer, o que iria precisar e tal. Ele me passou o orçamento e me disse, de começo, que iria ser entre U$ 220 a U$ 250 dólares o trekking Sta. Cruz. Ok, até ai tava mais ou menos o valor que pesquisei. Bom, no dia que cheguei, ele me disse que por sorte, o próximo final de semana e segunda e terça seriam comemoradas as festas pátrias e um grupo de peruanos iria vir pra fazer o trekking sta. cruz, começando no sábado, e por ter um grupo maior, o preço cairia de U$ 240 para U$ 150 dólares. Tu não tem noção como é lindo economizar 90 dólares, tu não tem ideia mesmo. Por isso ele me conquistou(do modo não homoafetivo). hahaha !!! Nisso, já paguei pra ele os U$ 150 dolares, naquela mesma coisa, sem nenhuma garantia, só a boa e velha confiança. Ele foi embora, eu me ajeitei no hostel e sai direto pro mercado pra comprar comida para o trekking no outro dia. Esse Alkipo Hostel fica muito bem localizado, tanto que chegamos com 15 minutos de caminhada tranquila da rodoviária até o hostel, e até o mercado era mais 2 quadras. Muito prático. Comprei suco, pão, queijo branco, bolachas, miojo e atum, claro, e a alimentação do outro dia. Voltei ao hostel, estava bem cansado. Tomei aquele banho maroto, como sempre brigando com o chuveiro(em todos os países eu brigo com o chuveiro e suas válvulas quente e frio), dei um tempo e fui dormir. Estava sozinho, sem amigos(por enquanto) e cansadão. É Jovens, no próximo relato tem mais.
×
×
  • Criar Novo...