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Koslinsky

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Tudo que Koslinsky postou

  1. Olá pessoal, Vocês fizeram a trilha para a Laguna Glacial?
  2. Obrigada edfine! Pena que não consegui terminar a tempo, mas, mesmo assim, que bom pela sua viagem. Agora falta um relato seu
  3. Olá Lrbgaucho, obrigada pelo comentário! Em Bajo Caracoles tem um posto de combustível. Porém, existe limite para abastecimento. Pelo que li, geralmente tem combustível lá. Mas, é um risco. Espero que vocês façam uma boa viagem!
  4. Koslinsky

    Caral

    Caral apareceu no Globo Reporter da semana passada: "Andes são o berço da batata cultivada pelo homem pré-histórico Arqueólogos descobriram quatro múmias nas cavernas. E, junto com elas, restos de um vegetal, provavelmente, batata, de dez mil anos." http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2016/01/andes-sao-o-berco-da-batata-cultivada-pelo-homem-pre-historico.html
  5. Oi Roberta! Não encontramos informações muito completas sobre este assunto. Muitos viajam sem seguro para o Chile e não têm problemas. Como não tínhamos certeza do que fazer, fizemos o seguro contra terceiros abrangendo o Chile, além do Uruguai e Argentina. Mas, em nenhum momento nos foi pedido documentação assim. Sobre a gasolina, eu não sei te responder Já li relatos que falam dos prejuízos, mas não constatamos nenhum no nosso carro (uma Zafira). O que é garantido é que o combustível vai render bem mais.
  6. Michael sjc, obrigada! Levamos tudo em espécie. Um pouco já trocado para as moedas locais. Fizemos isto por causa das taxas que encareceriam a viagem. Mas, acho bastante arriscado e hoje eu não faria dessa forma.
  7. Olá arnaldo danciuc, Para o Chile não é necessário ter Carta Verde. Nós incluímos o país na nossa na nossa Carta apenas por segurança, pois passaríamos alguns dias pelo Chile. :'>
  8. Olá hlirajunior, Muito obrigada! Acredito que tenha feito uns 11 por litro. Na cidade normalmente ele fazia 7 ou 8 km na gasolina. A próxima vai ser um pouco maior. Até a Colômbia ou Venezuela. Depois fazer o Atacama e se der certo, Patagônia de novo
  9. [t1]Para terminar![/t1] • No fim da viagem, levamos um dia a mais do que o planejado: 33 dias no total. Já tínhamos pensado que poderíamos precisar de mais tempo, por isso, tínhamos disponíveis dois dias para alguma eventualidade. É importante ter uma folga e não usar todos os dias no roteiro. • O gasto diário foi de R$ 342,87. Como o deslocamento foi grande, o gasto com combustível influenciou bastante. Em várias viagens de longa duração vi há algum tempo que a média de gasto era de 80 a 150 dólares por dia (hoje a palavra dólar já não é muito bem vinda ). Normalmente, quanto mais tempo se passa em um lugar menos se gasta na média diária. Numa viagem como essa o valor costuma ser maior porque os dias são mais intensos. Muito combustível, muitos passeios... • O câmbio não oficial pode baratear a viagem, como foi o nosso caso. Além disso não usar utilizar cartões de crédito ou pré-pagos (VTM), ajuda a não ter que pagar o IOF. Mas, sempre é preciso cuidado e atenção. É importante ter noção do risco corrido. • Foram 385 quilômetros em média por dia. E a maior quilometragem feita num dia foi de 1.189. Estes valores são altos. A sugestão é que uma viagem assim seja feita com mais calma, menos deslocamento, para que o cansaço seja menor e os lugares mais bem aproveitados. Em viagens mais longas já vi recomendações de se fazer uma média de apenas 100km por dia. Mas, se não tiver outra forma de ser, tá valendo também. • Nosso carro, uma Zafira 2008 automática, não era 4x4 (e não muito econômico), mas foi suficiente para fazer o percurso. Em algumas estradas, como partes em obra da Ruta 40 ou a Carretera Austral, carros mais baixos podem sofrer para passar, mas a Zafira foi muito bem. Além disso, o piloto automático foi útil nas inúmeras retas da Ruta 3. Já vi que carros baixos fazem todo esse percurso, mas é importante ter ciência que o carro vai voltar com vários barulhos novos. • Uma das maiores preocupações foi em relação ao combustível. A quantidade de postos nas rodovias é bem menor do que estamos acostumados. Por isso, é importante levar um galão para combustível extra e tomar como premissa que metade do tanque do carro é reserva. Sempre que tiver oportunidade, encha o tanque. • O combustível no Uruguai, Argentina e Chile é diferente do brasileiro. Ele é mais forte, com poder de octanagem muito maior (rico em chumbo). Não é próprio para carros brasileiros. Por isso, é importante estar ciente disso também. • Todos os lugares em que passamos, nos sentimos muito seguros. Isto é comum em relatos de outras pessoas que visitam a região. É claro que, mesmo com o sentimento de segurança, é imprescindível ficar atento. • Dormir em hotel ou camping é uma decisão particular ($ ). Na Argentina, principalmente, os campings são muito bons e os campistas conscientes e educados. Vale a pena experimentar. • Os documentos necessários são: RG com menos de 10 anos, CNH e documentos do carro (no nome do condutor). O único documento diferente do que estamos acostumados é o seguro Carta Verde para Argentina e Uruguai. Este seguro é facilmente contratado em seguradoras e é proporcional ao período da viagem. Se tiver passaporte (que não é obrigatório) o processo aduaneiro é mais fácil. Vale a pena. Falam da necessidade de possuir o PID – Permissão Internacional para Dirigir no Chile. Mas, para nós não foi requisitado. • Também é necessário possuir, além da documentação, triângulo extra e cambão. Não nos foi requisitado também. Mas, por garantia é melhor ter. • Algumas regras podem ser diferentes fora do Brasil. Um exemplo, é a obrigação de dirigir sempre com farol baixo ligado. É necessário pesquisar as diferenças e se atentar a elas. • Não falamos espanhol, mas não foi difícil nos comunicar. Em cidades mais turísticas como Ushuaia, El Calafate, Bariloche... muitos falam portunhol. Em outras, era só ir com calma, um pouquinho de mímica e usando sinônimos que entendíamos bem. Além disso, existe um breve Guia de conversação espanhol no Wikitravel que pode ajudar. • Não utilizamos nenhum guia de viagem (livro ou agência). Todas as informações são encontradas facilmente aqui no Mochileiros.com e em blogs de viagem. • Pode parecer muito trabalho (e é!) planejar uma viagem um pouco maior do que pequenas férias e feriados. Mas, basta pensar com antecedência e ter paciência para ler bastante, que o planejamento é feito. A etapa do planejamento é muita gostosa e também é uma forma de viajar. Um passo após o outro . Boas aventuras!
  10. [t1]Dia 33 – 05/03/2014 – De Rivera no Uruguai a Joinville no Brasil[/t1] • Quilometragem do dia: 1.100 • Quilometragem acumulada da viagem: 12.715 • Gasto aproximado do dia: R$ 295,10 Neste último dia de viagem, ainda tínhamos 1.100 km até em casa. Por isso, saímos cedo mais uma vez. Às 4h40 já estávamos na estrada. Em Rosário do Sul – RS, abastecemos (R$ 3,05 o litro) e tomamos um café. Depois disso alguns pedágios e uma nova abastecida (R$ 2,89 o litro). Por ser uma quilometragem grande, já conhecermos boa parte da paisagem e estarmos chegando próximos de casa, foi um dia bastante comprido e difícil. Os últimos quilômetros foram os piores, além da chuva forte e trânsito intenso comum na região de Itajaí. Chegamos em Joinville às 17 horas com 12.715 km, muitas fotos e já com planos para uma próxima viagem! [t3]Mais informações[/t3] Gastos do dia
  11. [t1]Dia 32 – 04/03/2014 – De Rosário na Argentina a Santana do Livramento no Brasil, divisa com Rivera no Uruguai[/t1] • Quilometragem do dia: 686 • Quilometragem acumulada da viagem: 11.615 • Gasto aproximado do dia: R$ 681,27 Saímos cedo mais uma vez, queríamos estar em Rivera, cidade fronteiriça de Brasil e Uruguai, para que tivéssemos tempo para fazer algumas compras. Logo na saída de Rosário vimos a paisagem mais bonita do dia: o nascer do sol sobre o rio Paraná e a região alagada cortada pela Ruta 174 Rosário - Victoria. Próximo das 10h30 estávamos na Ponte General José G Artigas. Antes de atravessarmos da Argentina (cidade de Colon) para o Uruguai (cidade de Paysandú), passamos por um pedágio de 70 pesos argentinos (~ 17,50 reais). O maior pedágio da viagem. O processo aduaneiro foi rápido e simples. Já no Uruguai, trocamos os últimos pesos argentinos por pesos uruguaios. Mesmo que não ficássemos no país, precisávamos de moeda local para os próximos pedágios. Foram dois: um saindo de Paysandú de 55 pesos uruguaios, e outro na RN5 de 45 pesos. O caminho que fizemos de Paysandú a Rivera passou pelo interior do Uruguai. As estradas são estreitas, com um pavimento não muito bom, mas com paisagens bastante bonitas. Muito campo, propriedades rurais e bois. Chegamos em Rivera às 14h30. A fronteira de Rivera com Santana do Livramento é seca, delimitada apenas por uma rua. Nesta rua, e outras próximas do lado uruguaio, existem diversas lojas de produtos eletrônicos, bebidas, perfumes e cosméticos. Mas antes de irmos às compras, ou menos almoçar, fomos legalizar nossa entrada no Brasil. A Aduana fica algumas quadras antes da fronteira, do lago uruguaio. O processo também foi rápido e simples. As lojas e as ruas estavam lotadas de pessoas fazendo compras e vendedores fazendo ofertas. Mas, numa intensidade menor do que a fronteira Ciudad Del Este, Paraguai com Foz do Iguaçu. Apesar de tudo lotado, os preços compensavam. Amanhã, volta pra casa e fim da viagem. Felicidade e tristeza. [t3]Mais informações[/t3] Atrações e pontos interessantes • Ruta 174 Rosário – Victoria: que corta a região alagada do Rio Paraná. As paisagens são muito bonitas. Muitos pássaros e campos. Hospedagem Hotel Estrela Palace – Bom :'> :: Endereço: Rua Vasco Alves - Centro, Santana do Livramento - RS Página: http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g775225-d2626113-Reviews-Hotel_Estrela_Palace-Santana_do_Livramento_State_of_Rio_Grande_do_Sul.html Preço: 95 reais para diária de casal + 15 reais de estacionamento, uma quadra do hotel. Gastos do dia
  12. [t1]Dia 31 – 03/03/2014 – De Neuquén a Rosário[/t1] • Quilometragem do dia: 1.189 • Quilometragem acumulada da viagem: 10.929 • Gasto aproximado do dia: R$ 411,25 Saímos antes das 7 da manhã e iniciamos o dia de estrada. Abastecemos em General Acha, em Santa Rosa e em General Villegas. Todos os postos com o preço de $10,79 o litro. Pegamos também 2 pedágios de 5 pesos cada, um em Venado Tuerto e outro em Casilda. Chegamos às 20h15 em Rosário. O dia foi todo na estrada, quase 1.200 quilômetros. [t3]Mais informações[/t3] Hospedagem Hotel Cristal – Muito Bom :'> :: Endereço: San Juan 4065 Preço: 480 pesos a diária. Um hotel muito bom. Gastos do dia
  13. Olá Augusto, adorei seu post. Uma dúvida, no topo da Pedra do Baú é possível montar barraca que não seja autoportante? É possível especar a barraca? Obrigada!
  14. [t1]Dia 30 – 02/03/2014 – De Villa La Angostura a Neuquén, passando por Villa El Chocón[/t1] • Quilometragem do dia: 550 • Quilometragem acumulada da viagem: 9.740 • Gasto aproximado do dia: R$ 455,50 Seguindo nosso retorno para casa, saímos pela manhã de Villa La Angostura com destino a Neuquén passando pela Rota dos Sete Lagos. Com pouco mais de 100 km entre Villa la Angostura e San Martín de los Andes, a estrada passa por uma paisagem montanhosa com vários lagos (sete lagos: Lácar, Machónico, Villarino, Falkner, Escondido, Espejo Grande e Correntoso). Levamos 2 horas aproximadamente para concluir este percurso, com várias paradas para fotos. Em San Martin tomamos um bom café, abastecemos (10,30 pesos por litro) e seguimos viagem. Antes de Neuquén, existe uma vila chamada El Chocón, muito famosa pelo seu museu Ernesto Bachmann. Este museu foi construído ao redor do fóssil descoberto em 1995 do dinossauro carnívoro Giganotossauro (Carolinii Giganotosaurus), o maior do mundo. Além do famoso fóssil do dinossauro, o museu conta com inúmeros outros objetos e fósseis encontrados na região, como pontas de flechas utilizadas pelos nativos, ovos de dinossauro, animais marinhos pré-históricos, dentre outros objetos muito interessantes. De Villa El Chocón seguimos para Neuquén, mais 1h20. Em Neuquén, abastecemos (9,59 o litro), caminhamos pela cidade e ficamos hospedados no hotel Bardas. Nos próximos dias a quilometragem vai ser grande. [t3]Mais informações[/t3] Atrações e pontos interessantes • Rota dos Sete Lagos: estrada que liga Villa La Angostura com San Martin de Los Andes e que passa por belíssimas montanhas e lagos. • Museu Paleontológico Ernesto Bachmann: museu que tem como atração principal o maior o fóssil do maior dinossauro carnívoro do mundo, o Giganotossauro. Entrada: 20 pesos por pessoa. Hospedagem Bardas Hotel – Muito Bom :'> :: :'> Endereço: Roca, 109. Página: http://www.bardashotel.com.ar/ Preço: 620 pesos argentinos a diária de suíte com café da manhã. Gastos do dia
  15. [t1]Dia 29 – 01/03/2014 – De San Carlos de Bariloche a Villa La Angostura[/t1] • Quilometragem do dia: 105 • Quilometragem acumulada da viagem: 9.190 • Gasto aproximado do dia: R$ 310,25 Pela manhã, andamos pela cidade de Bariloche e aproveitamos para tomar um café reforçado em uma das padarias do centro. Em Bariloche eu senti o mesmo atendimento frio de Buenos Aires, muito diferente das outras regiões da Argentina que passamos. Bariloche tem 130 mil habitantes e parece, apesar da evoluída estrutura turística, uma cidade pequena. Mesmo assim em cada canto tem uma loja de suvenir e cachorros São Bernardo a disposição para tirar fotos (cobradas, é claro). Paramos no Centro Cívico que é a praça principal da cidade. Estava bem movimentado, assim como a Rua Mitre, onde está a maioria das lojas de artesanatos e suvenires. Ali também se encontra o centro de informações turísticas. As informações são dadas em português também. Para encerrar nossa pequena caminhada por Bariloche, visitamos a Catedral Nossa Senhora do Nahuel Huapi. Uma igreja no estilo neogótico muito bonita. Mas, o que mais me chamou atenção foi a Via Crucis, criada em peças de argila. São bastante impactantes. Seguimos viagem para Villa La Angostura, cerca de 80 km de Bariloche. Nosso destino: conhecer o Parque Nacional Los Arrayanes através de um passeio de barco pelo Lago Nahuel Huapi. O parque tem esse nome por causa dos arrayanes, árvores com mais ou menos 300 anos com troncos mesclados de cor de canela e cor branca. O bosque é muito bonito. E conta-se que Walt Disney se inspirou no bosque de arrayanes para criar o seu filme Bambi. A concentração de arrayanes está na extremidade sul da península de Quetrihué, onde o parque se encontra. Quetrihué em mapuche significa “onde há arrayanes”. Para entrar no parque paga-se uma taxa de 65 pesos por pessoa e pode-se fazer a visita através de uma trilha de 12 km (a pé ou bicicleta) que leva à extremidade sul, onde estão os arrayanes, ou então fazer um passeio de barco que contorna a península pelo Oeste até o bosque de arrayanes. Para o passeio de barco são pagos 250 pesos por pessoa. Fizemos o passeio de barco que saía às 14 horas que sai da Bahia Brava próximo da entrada do parque. O passeio é muito gostoso. O Lago Nahuel Huapi é bastante límpido e calmo. Era possível ver o fundo do lado próximo à margem. O trajeto de barco durou cerca de 50 minutos e tivemos em torno de 1 hora desembarcados para conhecer o bosque. Onde se encontram os arrayanes, a trilha é toda demarcada com passarelas de madeira e tem 800 metros de extensão. O lugar, à beira do lago, também conta com uma lanchonete. O lago e o bosque são imperdíveis. Uma paisagem muito bonita. Trajeto de barco até o Parque Nacional Los Arrayanes Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=10489259 Pequena trilha Bosque de Arrayanes no Parque Nacional Los Arrayanes Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=10489276 No fim do passeio, às 17 horas, fomos em busca de um camping. Ficamos nesta noite no Camping Cullumche, à beira do lago em Villa La Angostura. Montamos acampamento e sobrou tempo para pegarmos um sol à beira do lago. Muitas pessoas também estavam fazendo isso e algumas crianças se arriscavam a nadar. Nós só colocamos os pés naquela água congelante. [t3]Mais informações[/t3] Atrações e pontos interessantes • Centro Cívico de Bariloche: praça principal da cidade onde se encontra o centro de informações turísticas e venda de produtos artesanais. Próximo estão as lojas de suvenir. • Catedral Nossa Senhora do Nahuel Huapi: igreja em estilo gótico muito bonita. • Parque Nacional Los Arrayanes: parque com bosque de arrayanes, árvores bonitas. Hospedagem Camping Cullumche – Muito Bom :'> :: :'> Endereço: Boulevard Quetrihué y Nahuel Huapi. Coordenadas: -40.771568, -71.666960 Página: http://www.solocampings.com.ar/camping/Cullunche-%28U.N.-de-Cuyo%29/Villa-La-Angostura/Neuquen/1646.html Preço: 70 pesos argentinos por pessoa. Camping com uma lanchonete com poucas opções de comida, mas com cerveja gelada. Banheiros tem uma estrutura boa, mas no dia em que estávamos estava sem luz. A localização do camping faz toda a diferença. Gastos do dia
  16. [t1]Dia 28 – 28/02/2014 – De El Bolsón a San Carlos de Bariloche[/t1] • Quilometragem do dia: 173 • Quilometragem acumulada da viagem: 9.085 • Gasto aproximado do dia: R$ 284,39 Nós tínhamos em mente sair cedo de El Bolsón e seguir para San Carlos de Bariloche, e no caminho queríamos conhecer o Cerro Tronador e Vetisquero Negro, principais atrações do Parque Nacional Nahuel Huapi. Mas, estava tão bom ficar acampado ao lado do Rio Azul no Camping Los Alerces que resolvemos passar a manhã por lá, tomando café e sol. Mais tarde seguimos viagem, uma viagem bem tranquila. De El Bolsón a Bariloche são aproximadamente 130 km e a estrada (ruta 40) é pavimentada. Quando chegamos na entrada para o Cerro Tronador, já se passava das 16 horas, então não pudemos entrar do parque. Lá, para subir e descer, existem horários pré-definidos, pois a estrada é muito estreita para dois carros. Seguimos então para Bariloche. Lá visitamos o Cerro Otto, que em seu cume está a Confitería Giratória. Um café com janelas panorâmicas que gira 360 graus. Assim é possível admirar a vista de todos os ângulos de cima do Cerro Otto. Preços da confeitaria não são altos e dependendo do horário possuem pratos para almoço e café. Subimos de carro até lá, mas pode-se (e acho mais aconselhável) subir através de teleférico. Tínhamos poucas informações, por isso fomos até lá pela estrada. O trajeto é bastante íngreme e estreito. A situação fica bem difícil quando se vê um veículo vindo na direção contrária. Tomamos um café e fizemos (descida e subida) de teleférico, admirando a cidade e o Lago Nahuel Huapi. Para descida de teleférico mais entrada na confeitaria foram 90 pesos por pessoa. E para subida (retorno, no nosso caso) foram 80 pesos por pessoa. Somando duas pessoas foram ~85 reais. O sentimento de estar lá é um pouco antagônico, já que é muito confortável tomar um café numa cadeira fofa admirando a paisagem e ao mesmo tempo pensar que um pico tão bonito foi desmatado e concretado para servir de base para turistas tomarem um cafezinho confortavelmente. Depois do café no Cerro Otto, já fim do dia, fomos ao Camping Petúnia, onde acamparíamos. Este camping fica à beira do lago Nahuel Huapi. Uma linda paisagem! [t3]Mais informações[/t3] Atrações e pontos interessantes • Cerro Otto e Confitería Giratória: Um café com janelas panorâmicas e que gira 360 graus. Também é a parada de um teleférico. • Lago Nahuel Huapi: Um enorme e lindo lago azul, margeado pelo parque de mesmo nome. Hospedagem Camping Petunia – Muito Bom :'> :: :'> Endereço: Av. Exequiel Bustillo Km 13.5, 8400 Página: www.campingpetunia.com Preço: 70 pesos argentinos por pessoa + 10 pesos por automóvel. O camping fica à margem do Lago Nahuel Huapi. Possui ótima estrutura para barracas e motor-home. Bons banheiros. Sala de jogos. Mesmo sendo bastante grande e receber muitos hospedes, o camping tem regras de silêncio bem respeitadas. Gastos do dia
  17. Peter tofte, Obrigada por compartilhar o seu relato! Muito legal! Seguem alguns mapas de El Bolsón que peguei no centro de informação turística:
  18. [t1]Dia 27 - 27/02/2014 – El Bolsón: Cajón del Azul[/t1] • Quilometragem do dia: 45 • Quilometragem acumulada da viagem: 8.912 • Gasto aproximado do dia: R$ 172,50 El Bolsón é uma cidade encantadora com inúmeras atrações. A princípio, nós dormiríamos em El Bolsón e seguiríamos viagem no dia seguinte. Eu não tinha ouvido falar em atrações da cidade até que vi este relato aqui no Mochileiros. Praticamente todos os lugares por onde passamos nos encantaram e temos vontade de retornar. Mas, El Bolsón, além da vontade de retornar, quase nos levou à depressão no dia em que nos despedimos. O clima leve e simples, talvez por influência hippie dos anos 70, deixa a cidade irresistível. Além disso, a natureza que circunda a cidade é bastante generosa. Existem inúmeros atrativos (Bosque Talhado, Cerro Piltriquitron, Rio Azul, um circuito completo que passa pelo Glaciar Hielo Azul...), além das cervejas artesanais e doces (a região é uma grande produtora de lúpulo e frutas como: amora silvestre, ciruela, cerejas, framboesa...) Tínhamos apenas um dia completo para ficarmos na cidade e decidimos por fazer uma caminha até o Cajón del Azul. Cajón del Azul é um cânion formado pelo Rio Azul que em uma determinada altura “encaixota” (cajón = caixa em espanhol) entre pedras as águas azuis do rio. Ele fica na Área Natural Protegida Río Azul – Lago Escondido. Para se chegar ao cajón é necessário percorrer uma trilha de ~9,6 km (apenas ida), com subida acumulada de 748 metros e que dura em média 4 horas. A trilha pode ser feita a pé ou a cavalo, que pode ser alugado no rancho Wharton (Mallin Ahogado, costa de rio Azul, El Bolsón). É neste mesmo rancho onde se inicia a trilha. Lá existe um estacionamento (coordenadas -41.855849, -71.549062). Demoramos cerca de 5 horas para concluir a trilha. Logo no início precisamos atravessar duas vezes o Rio Azul através de pontes de madeira. Estas pontes estavam em péssimo estado e segundo a placa aguentavam somente uma pessoa por vez. Felizmente, para os próximos visitantes, ao lado das pontes de madeira estavam quase concluídas duas pontes novas, mais modernas. A trilha é bastante larga e atravessa uma floresta muito bonita, além de passar por refúgios e campings na margem do rio Azul. E bem próximo ao cajón del Azul a trilha fica mais estreita. Quando começamos a trilha, vi várias pessoas com trajes de banho e a cada passo me batia uma tristeza por também não usar. O rio era extremamente convidativo. Mas, apesar do calor que o sol proporcionava (sensação de quase 30 graus) a água do rio era congelante. Impossível deixar o pé dentro d’água por mais de 10 segundos. Passamos até a criar uma escala de temperatura de acordo com os segundos que conseguíamos deixar o pé dentro d’água. As pessoas estavam com trajes de banho apenas para por tomar banho de sol nas pedras da margem do rio, mas um ou dois corajosos estavam nadando no cajón. O Cajón del Azul é espetacular: de um azul límpido. Dava para ver as rochas e os peixinhos nadando! Trilha ao Cajón del Azul Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=10481055 Começamos a trilha por volta das 10 horas da manhã e terminamos por volta das 18. Apesar de existir alguns refúgios pelo caminho, não há onde comprar comida. Por isso, é importante ir preparado. Depois da caminhada seguimos para o Camping Los Alerces, um camping à beira do Rio Azul. Na estrada vimos muitos arbustos cheios de frutinhas. Eram amoras silvestres (murra ou zarzamora, em espanhol). Colhemos muitas delas e nos espetamos bastante também. No camping, além de murras, também havia pés de uma espécie de ameixa (ciruelas), bem ao lado da barraca. Que paraíso! Nesta noite fomos ao centro da cidade e jantamos em uma pizzaria com direito a jarra de cerveja artesanal! Apesar de El Bolsón ser um importante produtor de doces, não encontramos muitas opções à venda na cidade. Em El Calafate, por exemplo, vimos à venda doce de calafate produzidos em El Bolsón. Então, deixamos para fazer compras diretamente na cidade produtora, mas infelizmente não encontramos os produtos. [t3]Mais informações[/t3] Atrações e pontos interessantes • Cajón del Azul: Cajón del Azul é um cânion formado pelo Rio Azul que em uma determinada altura “encaixota” (cajón = caixa em espanhol) entre pedras as águas azuis do rio. Ele fica na Área Natural Protegida Río Azul – Lago Escondido. Hospedagem Camping Los Alerces – Muito Bom :'> :: :'> Endereço: Río Azul, 8430 El Bolsón Página: https://www.facebook.com/pages/Camping-Los-Alerces/314754041872732 Preço: 50 pesos argentinos por pessoa. O camping fica à margem do Rio Azul. Um lugar muito bonito. Banheiros sem aquecimento, mas com ducha quente. Gastos do dia
  19. [t1]Dia 26 - 26/02/2014 – De Futaleufú a El Bolsón[/t1] • Quilometragem do dia: 286 • Quilometragem acumulada da viagem: 8.867 • Gasto aproximado do dia: R$ 227,38 Passamos a manhã em Futaleufú. Futaleufú é conhecida por causa do rio de mesmo nome que corta a região com uma cor impressionante. Mas, além das atividades relacionadas ao rio (rafting, canoagem e pesca), existem trilhas que podem ser percorridas. Pode-se subir até montes, fazer trilhas e refazer através da Ruta del Colono a rota dos antigos moradores... Não fizemos nenhum dos trekkings indicados no centro de informações turísticas da cidade. Fomos apenas até o Setor Rio Chico da Reserva Nacional Futaleufú. Lá encontramos uma curta trilha (600 metros) até um cânion formado pelo rio. Vimos esta trilha por acaso e com certeza tivemos uma surpresa maravilhosa com a vista. Pequena trilha para um cânion do Rio Futaleufú Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=10488981 Seguimos um pouco mais até o Mirador Canãdon del Diablo, onde se tem a vista de uma outra parte do cânion que é acompanhado paralelamente pela estrada. Mirador Canãdon del Diablo, formado pelo Rio Futaleufú Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=10480517 Próximo ao meio dia, estávamos de volta no restaurante Sur Andes para um bom almoço gastando nossos últimos pesos chilenos. À tarde cruzaríamos para a Argentina com destino a El Bolsón. Depois de atravessar a fronteira (foi uma travessia rápida sem revista no carro, a aduada estava bem vazia), paramos em Trevellin e em Esquel procurando uma casa de câmbio. Procuramos bastante, mas nenhum lugar trocava reais. Então abastecemos o carro usando nosso cartão de crédito. Até então, só tínhamos usado dinheiro em espécie. Abastecemos em Esquel nos frequentes postos YPF (7,60 pesos argentinos por litro). Quanto mais perto de El Bolsón, mais bonita ficava a paisagem. De Esquel a El Bolsón seguimos totalmente pela Ruta 40, num trecho totalmente asfaltado. Em El Bolsón, por coincidência, paramos em uma pequena loja de brasileiros, que moram lá há alguns anos. Eles nos indicaram um ótimo lugar para trocar dinheiro (Pulmari Turismo, Perito Moreno 2871). Trocamos 1 real por 4 pesos argentinos. Ótima cotação! Neste dia ficamos acampados no camping da Cervejaria Artesanal El Bolsón. O camping e a cerveja são ótimos! [t3]Mais informações[/t3] Atrações e pontos interessantes • Cânion do Diabo do Rio Futaleufú: um lindo cânion formado pela erosão do rio Futaleufú. A floresta contrasta com o azul turquesa do rio. Hospedagem Camping da Cervejaria Artesanal El Bolsón – Muito Bom :'> :: :'> Endereço: RN 40 (ex 258) Km 1917,6 Página: http://www.cervezaselbolson.com e https://www.facebook.com/cerveelbolson Preço: 65 pesos argentinos com copo de chopp ou 55 sem chopp (para maiores). Para crianças 30 pesos. O camping é bastante espaçoso. Cada área possui poste individual e mesa. Banheiros amplos com ducha quente. O lugar também é bastante organizado. Gastos do dia
  20. Olá edumc, Obrigada! Nós não fizemos toda a Carretera Austral. Entramos pelo Paso de las Llaves que liga Chile Chico a carretera (próximo a Puerto Rio Tranquilo) e subimos até a bifurcação com a Ruta 235 que segue para Futaleufú, de onde saímos do Chile. Rodamos 600 dos 1240 km da carretera. Muitos trechos estão sendo asfaltados e a maioria do trajeto em que passamos estava em boas condições. Um trecho mais difícil é dentro do Parque Queulat. A serra é estreita, íngreme e com buracos. Você só não poderá ter muita pena do carro. Para mim, a chatice do rípio e das costelas de vaca era compensada (e muito) pela paisagem.
  21. Olá erico.bastos, Não fizemos e nem foi pedido o PID para gente. Não existem informações concretas na internet sobre a obrigação de ter ou não o PID. Resolvemos não fazer porque em inúmeros relatos falaram que não era necessário. Mas, isto também não é garantia...
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