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lufema

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Reputação

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Sobre lufema

  • Data de Nascimento 05-07-1970

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Argentina, Uruguai, Peru, Bolívia, Chile e Colômbia, além de várias cidades pelo Brasilsão.
  • Próximo Destino
    Equador e depois sul da Argentina e do Chile.
  • Ocupação
    Engenheiro Civil

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  1. Olá, resolvi colocar os valores justamente pela dificuldade de encontrar essa informação. É um trekking que pode ser acessível, com custo razoavelmente em conta. A travessia dos alpes vou postar em breve. Finalizando o relato.
  2. Incluí informações sobre os gastos para realização do TMB no modo super econômico, com transporte, hospedagem e alimentação. Meu gasto médio total foi de 29 euros durante os oito dias do TMB.
  3. Trekking realizado em junho de 2019, em 08 dias, percorrendo aproximadamente 170 km de distância e desnível de 8.000 m. O Tour du Mont Blanc ou TMB é uma das caminhadas de longa distância mais populares da Europa. Ele circunda o maciço do Mont Blanc e passa por Suíça, Itália e França. Devido ao período, final da primavera, ainda havia muita neve nos trechos de alta montanha. Roteiro: Dia 1: Les Houches até Les Contamines Dia 2: Les Contamines até Les Chapieux Dia 3: Les Chapieux até Courmayeur Dia 4: Courmayeur até Refúgio Elena Dia 5: Refúgio Elena até La Fouly Dia 6: La Fouly até Trient Dia 7: Trient até Argentiére Dia 8: Argentiére até Chamonix Album com as Fotos: https://photos.app.goo.gl/1pWUjkrqeEefXvit6 Vídeo Resumo: https://photos.app.goo.gl/a6sU7QruScaged5W9 Custo do TMB: Chamonix - Chamonix (8 dias) Hospedagem: 112 euros Alimentação: 80 euros Diversos: 40 euros (chocolates, bebidas, algum item de higiene, etc.) Total: 232 euros Média: 29 euros/dia (detalhamento no texto do relato) Entrada na Europa por Portugal, Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A partir de Lisboa, vôo direto para Milão, na Itália. De Milão, ônibus para Chamonix-Mont Blanc, charmosa cidadezinha de 10 mil habitantes, localizada nos Alpes Franceses, perto da tríplice fronteira com a Itália e a Suíça, e ponto de partida e chegada do TMB. As refeições durante o trekking consistiram, basicamente, de comida de acampamento, práticas e com cardápio enxuto, como massas, arroz pré-cozido, salsichas e linguiças curadas, sopas, queijo regionais, entre outras. Não poderia faltar a torta de mirtilo selvagem, típica da região. No trajeto, há algumas feiras e propriedades que vendem produtos típicos, como queijos, embutidos e doces. As cidades de reabastecimento são Chamonix, Courmayeur e Argéntère, que possuem comércio mais estruturado, dispondo de supermecados com variedade de produtos. Nos dias de trekking, o pernoite foi em barraca, quando havia camping disponível, refúgio de montanha ou alojamento em vilas e aldeias, priorizando as instalações públicas, que eram bem estruturadas. O primeiro dia do TMB iniciou-se em Les Houches, pequena vila localizada próxima a Chamonix, e teve como destino Les Contamines-Montjoie, outra charmosa vila, com 1.100 habitantes, cuja origem remonta à época medieval. Com aproximadamente 3.500 habitantes, Les Houches é conhecida por ser uma importante estância alpina, centro de esqui e base de montanhismo no Maciço do Mont Blanc, pois dispõe de um teleférico que transporta os alpinistas até próximo do acampamento base, para escalada do Mont Blanc e outro picos próximos. Neste dia o trajeto segue por pequenas vilas e aldeias, como Le Ouy (foto ao lado) e Les Maisons (foto página anterior), até a cidade de Les Contamines (foto acima). O destaque são as várias perspectivas das montanhas e o bucolismo dos pequenos povoados. No segundo dia, o caminho teve como destino a pacata aldeia de Les Chapieux, seguindo por uma subida até o Col de La Croix du Bonhomme (2.500m) que, no final da primavera, ainda estava tomado pela neve. No Col há um abrigo de emergência para alpinistas. Les Chapieux é uma pequena aldeia rodeada por colinas íngremes e habitada por criadores de cabras, ovelhas e vacas. No inverno, é cortado pela neve, mas na primavera torna-se um destino para os turistas de esqui. No verão é uma parada essencial no Tour du Mont Blanc, pois está localizada na parte mais remota do trajeto. Obs: Col é um passo de montanha, ou seja, local de transposição entre duas montanhas. A partir do campingo estágio seis do TMB, que segue do Refúgio Elena até a Vila de La Fouly. Um percurso relativamente pequeno de 15km, mas as condições do clima e a travessia de campos de neve tornaram o trecho difícil. A etapa marca a passagem para os dois dias na Suíça. O Col da fronteira é o Grand Col Ferret (2.537m). Depois de cruzar o Col, o caminho segue pelo vale percorrendo aldeias e vilas, até finalizar no pequena aldeia de La Fouly, localizada no vale de Ferret suíço, com paisagens alpinas e cercada por picos. O sexto dia também foi uma etapa dupla, abrangendo os estágios 7 e 8 do TMB. A trilha inicia em La Fouly, passa por Champex-Lac, finalizando em Trient, vila suíça próxima à fronteira com a França. A distância percorrida é de 33 km e ganho de altitude de 1.200m. A aldeia de Champex, destino de férias, está à beira de um lago de montanha e é ponto de partida para muitas caminhadas alpinas. Trient é uma pequena vila suíça com uma população inferior a 500 pessoas, localizada no extremo norte do maciço do Mont Blanc. Cercado por locais de escalada, é um ponto de iniciação até os níveis mais altos de dificuldade. O Estágio 9 do TMB, correspondente ao sétimo dia de trekking, retorna à França. Começa no camping público de Le Peuty, aldeia localizada próxima a Trient, ainda na Suíça, e segue até a vila de Argentière, já na França. O percurso percorre 15 km, com 1.100m de ganho de altitude, cruzando o Col de Balme que divide dos dois países. Argentière é uma vila a 8 km ao norte de Chamonix, a uma altitude de cerca de 1.250 metros. Possui arquitectura tradicional, igreja barroca e capela do século 19, e uma incrível no sopé da impressionante Geleira Argentière e picos importantes, como o Aiguille Verte. O trajeto segue por paisagens alpinas, e passa por aldeias e refúgios de montanha, e foi marcado por muita neve nas encostas. O dia contemplo o estágio 10 do TMB, que se inicia em Argentière e leva à encosta acima do vale de Chamonix, através da reserva natural de Arquilles Rouges. Há uma seção de escadas (via ferrata) em terreno rochoso e bem íngreme. A trilha passa pelo Lac Blanc (2.352m), lago encravado no meio das montanhas que, ao final da primavera, ainda estava parcialmente congelado. Próximo ao lago, localiza-se o Refúgio La Blanc, alternativa para pernoite. Depois de Lac Blanc, o caminho desce serpenteando a encosta da montanha até a estação de ski La Flégère, e depois seguindo pela floresta até a cidade de Chamonix. Esse estágio apresenta trechos íngremes na encosta da montanha, ao mesmo tempo que permite vistas sensacionais do maciço do Mont Blanc, especialmente do Glaciar Mar de Glace. Complemento 1 Complemento do relato com algumas informações práticas sobre transporte, hospedagem e alimentação, com dicas e valores da viagem que fiz pela europa entre 31/05/2019 e 23/06/2019. Obs: Foram 22 dias na europa, fora os dias de chegada e partida. Na região de Vêneto, na Itália, foram 7 dias. Em Chamonix, foram 15 dias, onde tive oportunidade de realizar dois trekkings: O Tour do Mont Blanc (8 dias), tratado neste relato, e a Travessia dos Alpes (4 dias), que, ainda pretendo relatar, pois foi um trekking sensacional (Para se ter uma ideia, no TMB, o trekking é realizado em volta do maciço do Mont Blanc. Já na Travessia dos Alpes, o trekking é sobre o Maciço, em altitudes de 2.000 a 4.000 metros. Uma viagem à europa pode ser cara ou de baixo custo, econômica ou super econômica. Geralmente opto pela última. Durante o TMB, o custo médio diário incluindo tudo, até extras, ficou em 29 euros. Então, pode ser uma viagem acessível a muitos. O essencial é conseguir uma boa emissão dos bilhetes internacionais e administrar bem os gastos durante a viagem. Seguem algumas informações. Transporte: Vôo internacional: há algumas promoções de passagens para europa, mas geralmente custam entre 450 a 600 euros. Minhas emissões para europas foram sempre com milhas/pontos, então já tenho de partida uma economia boa. A Alitalia tem boas emissões pelo Smiles e costuma ter uma tarifa paga também com preços bons. A dica é não se restringir ao site das empresas, procurar em agências e em vários aplicativos, especialmente aqueles internacionais. Muitas vezes, as companhias têm campanhas específicas para uma agência ou aplicativo específicos. Já tive experiência de comprar por aplicativo em valor muito menor que no site da empresa. Transporte na Europa Entrei por Lisboa e consegui uma ótima tarifa pela Ryanair para Milão (na verdade foi para Bergamo, onde fica um dos aeroporto que atende Milão), em torno de 40 euros. De Bergamo, ônibus para Mestre, cidade próxima a Veneza, onde estabeleci base em um dos vários hostels, e conheci bem a região durante uma semana (Veneza, Trento, Pádova, etc.). A parte terrestre foi de ônibus e trem. Na Itália, os trens funcionam muito bem é é bem fácil comprar passagem, seja pela internet, APP ou diretamente nas estações (máquina de auto-atendimento ou guichê). O preço que costuma não ser muito em conta. A conclusão que cheguei é que para deslocamentos curtos, de até uma hora, o preço do trem é praticamente o mesmo do ônibus. Pára descolamento superiores a duas horas, o ônibus costuma ser mais em conta, principalmente se a compra for com antecedência. Para deslocamento em ônibus, usei exclusivamente a FlixBus, pois tem preços muito bons para compras com antecedência, permite cancelar a passagem a qualquer momento, retornando o crédito, e possui um APP muito prático. Bérgamo - Veneza (Mestre), 5 euros (percurso de 3 horas) e Veneza (Mestre) - Chamonix, 11 euros com percurso de 6,5h. Em Chamonix o transporte público funciona bem. Há mapa disponível e horários dos ônibus em todas as paradas. O transporte no centro é gratuito, que dizer, já está incluído na taxa de turismo que é paga junto com a hospedagem. O transporte que abrange o vale de Chamonix custa 3 euros e vale para o dia todos, ou seja, pode pegar o ônibus quantas vezes precisar. O pagamento é feito ao próprio motorista, que fornece um cartãozinho verde. Pronto vale para o dia todo, basta apresentar no próximo ônibus. Hospedagem: Em Veneza/Mestre, fiquei no Hostel AO Hotel Venezia Mestre 2, uma rede alemã, com preços bem competitivos. Paguei aproximadamente 10 euros a noite em quarto quádruplo com banheiro dentro do quarto. Um dos melhores que já fiquei, limpeza excelente, perto de tudo em Mestre, instalações novas e modernas, tomadas e iluminação na cama, suportes, etc. Os únicos pontos negativos e que é sempre lotado e não possui cozinha para preparar refeições, mas tem um ampla área com mesas e sofás, interna e externa. Sempre há espaço para sentar, comer ou ficar. Em Chamonix não há muitos hostels e os preços dos hotéis não são baratos. Fiquei em dois hostels (não sei se há outros): Chamonix Lodge: Hostel muito bom, área externa com mesas, rede e almofadas. Possui cozinha bem equipada para preparação de refeições e fornece café da manhã básico, ficando os itens disponíveis durante o dia (pão, manteiga, geléia, leite, café e chá). Quarto quádruplo. Os banheiros não muito bons (pequenos e com pouca ventilação). São de uso coletivo fora do quarto. O ponto forte é a equipe, sempre atenciosa e a vista das montanhas próximas. Muito concorrido! Paguei 22 euros a diária, mas é difícil achar disponibilidade com esse valor. Geralmente, está entre 30 e 40 euros. Fleur des Neiges: Hostel com pegada mais de hotel. São somente 2 quartos mistos coletivos com dez camas cada. Os quartos são grandes e arejados, e as camas ficam sempre dispostas na parede, o que facilita muito a circulação. Tem um também um quarto feminino com 6 camas, mas bem apertado. O café da manhã é cobrado a parte e não compensa os 10 euros pelo que oferece. A limpeza é boa, o proprietário é atencioso, as vistas também são ótimas. Possui sala de refeição com mesas e cadeiras. Área externa e banheiros deixam a desejar. Não possui cozinha para uso coletivo. Preparei as refeições em algumas mesas que há na área externa. O valor da diária foi de 20 euros. Hospedagem durante o TMB: Dia 1: Les Contamines - Camping le Pontet, localizado no Leisure Park Patrice Dominguez, 30 min de caminhada na direção da rota. Estrutura muito boa, com banheiros, lavanderia, restaurante e lanchonete, mas sem internet. Valor: 12 euros. Dia 2: Les Chapeaux - Aire Naturelle de camping, espaço público de camping dispondo somente de sanitários e lavatório, bastante conservados e limpos. As vistas das montanhas são excelentes. Valor: Gratuito. Dia 3: Courmayeur - Pousada Venezia, que dispõe de quartos individuais ou duplos e banheiro externo (muito conservado e limpo). Instalações antigas mas conservadas e limpas. Embora seja reconhecidamente o alojamento mais econômico de Courmayeur, foi o mais caro da viagem toda. Inclui café da manhã bem simples. Valor: 40 euros (Chorados, era 44). Dia 4: Refúgio Elena: O pernoite foi na sala invernal do refúgio, que dispõe somente de colchões, algumas cobertas e uma mesa com cadeiras. Não há banheiros ou lavatório. Como fui na pré-temporada, o refúgio ainda estava fechado. Funcionava somente a sala invernal, que é de uso público enquanto o refúgio não abre (inverno e primavera). Valor: Gratuito. Dica de trekking: Na frança e Itália existem muitos refúgios de montanha e a maioria conta com sala invernal, que é geralmente gratuita e funciona fora da temporada de verão. Portanto, fazer trekking na primavera pode ser bem econômico. No site da Fédération Française des Clubs Alpins et de Montagne tem informações sobre todos os refúgios e se conta com sala invernal. Dia 5: La Fouly: Camping Glaciers, localizado bem próximo à vila. Estrutura muito boa e conservada, com banheiros, lavanderia, pias de cozinha, etc. Água quente em todas as torneiras e internet disponível em todo o camping. As vistas do glaciar são simplesmente espetaculares. Valor: 18 euros. Dia 6: Trient: Camping público localizado na aldeia Le Peuty, próxima da Trient, na direção da rota. Área de camping muito boa, com espaço coberto para cozinhar e comer e banheiros conservados e limpos. As vistas também são ótimas. Valor: Gratuito. Dia 7: Argentière: Chamonix Lodge (já descrito acima), localizado em Chamonix, que fica 8 km de Argentière. Há transporte público fácil. Valor: 22 euros. Dia 8: Chamonix: Fleur des Neiges (já descrito acima). Valor 20 euros. Alimentação: Fiquei 22 dias na europa. Fui em restaurante somente uma única vez, pois havia um menu com preço muito bom (9 euros, uma deliciosa massa em Pádova, acompanhada de salada e sobremesa). Outra vez fui ao Mcdonald's, quando cheguei em Chamonix. Foi de noite e não havia supermercado aberto. Fui no combo mais barato - 6 euros. Como havia levado equipamento de camping (incluindo kit cozinha), praticamente cozinhei em todos os dias, com exceção do período que passei em Mestre, onde pegava comida em um ótimo supermercado localizado próximo ao hostel - Super Interspar. Geralmente ficava em 5 a 7 euros, por refeição + bebida. A rotina em Chamonix era ir aos supermercado, escolher os mantimentos, geralmente uma massa, molho, uma carne na forma de hamburguer, linguiça ou outra proteína. Gostei muito do arroz pré-cozido que tem por lá.. Era só aquecer com três colheres de água (no microondas ou panela), que ficava muito bom. Geralmente gastava 8 a 10 euros por dia com as compras (comida + bebida) Alimentação durante o TMB: Cozinhei em todos os dias. Como há cidades e vilas no caminho, não há dificuldade para o abastecimento. Na suíça os preços são maiores que na Itália e França. Agora, se quiser chocolate suíço, os melhores preços são mesmo na suíça. Por exemplo, o mesmo chocolate em Chamonix custava quase o dobro que na Suíça (Durante o TMB, supermercado em La Fouly). Em Les Contamines, Courmayeur, La Fouly, Argentière e Chamonix há supermercados disponíveis. Obviamente, que em Chamonix e Courmayeur são vários. Nos demais lugares, somente um ou dois. Atenção para o horário de funcionamento. Por exemplo, em La Fouly fecha às 18h. Em Les Chapeaux, existe somente um comércio com poucos produtos, mas com vários tipos de queijos e embutidos da região. Os preços são bons e compensa experimentar. Comprei 3 euros de queijo e foi um pedaço bem grande, que deu para dois dias. Tem também dois restaurantes na vila. No refúgio Elena e Le Peut, não há comércio estruturado. Portanto, deve-se levar os mantimentos. Em Le Peut há um restaurante. Custo do TMB: Chamonix - Chamonix (8 dias) Hospedagem: 112 euros Alimentação: 80 euros Diversos: 40 euros (chocolates, bebidas, algum item de higiene, etc.) Total: 232 euros Média: 29 euros
  4. No dia 01/07/2017 conseguir realizar um dos meus objetivos como montanhista: A escalada do Elbrus. Foram sete horas de ataque ao cume partindo às 2h30 de um refúgio a 4.100m e atingindo o cume, a 5.642m, às 9h30 sem o uso de qualquer ajuda. A Descida foi realizada em mais ou menos 3 horas, totalizando 10 horas entre ataque e retorno. A escalada foi realizada de forma totalmente independente e econômica. Começou em Moscou no dia 27/06/2017, de onde parti em um voo da Aeroflot em direção ao aeroporto de Mineralnye Vody, que é o mais acessível à região do Elbrus. Os dias 27, 28 e 29 foram de aclimatação; o dia 30/06 de descanso, e na madrugada do dia 01/07 realizei o ataque ao cume. A programação foi a seguinte: 27/06 – Voo de Moscou para Mineralnye Vody, transfer até a vila de Terskol (2.100m), check in no hotel e subida a 3.000m para iniciar aclimatação. 28/06 – Subida de teleférico a 3.780m e trekking na neve até 4.000 m, para aclimatação. 29/06 – Subida de teleférico a 3.780m e trekking na neve até 4.800 m, para aclimatação. 30/06 – Descanso no hotel pela manhã e subida de teleférico a 3.780m na parte da tarde, trekking na neve até o refúgio localizado a 4.100 m levando todo o equipamento de escalada, mais ou menos uns 15 kg. 01/07- Ataque ao cume a partir das 2h30, alcançado o pico em torno de 9h30 e chegando ao refúgio às 12h30. 02/07 – Saída do refúgio às 9h30 para descida de teleférico até Azau e retorno ao hotel, para descanso e organização da bagagem para volta ao Brasil. 03/07 – Transfer para o aeroporto de Mineralnye Vody e voo para o Moscou. 04/07 – Voo ao Brasil, via Madri. Excluindo o voo internacional, cuja emissão foi feita com milhas, o gasto total foi de aproximadamente 500 USD: Passagem aérea interna desde Moscou, ida e volta (Aeroflot): 100 USD Transfer aeroporto x hotel, ida e volta (3 horas de taxi particular cada trecho): 100 USD Hotel em Terskol (4 noites): 70 USD Refúgio a 4.100 m (2 noites): 34 USD Teleférico até 3.780m (3 subidas e 3 descidas): 73 USD Aluguel de botas duplas por 2 dias (restante do equipamento próprio): 30 USD Alimentação e diversos: 90 USD As únicas reservas prévias que tinha eram as passagens de avião ida e volta, desde Moscou, e a primeira noite em hotel, na vila de Terskol. Link com o trajeto da escalda, gravado no Wikiloc: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=18537751 Vídeo resumo do ataque ao cume: https://goo.gl/photos/ubnrdk4LEvBq4dBf8 Compartilho algumas informações práticas com o objetivo de ajudar os colegas montanhistas que quiserem escalar o Elbrus de forma independente e econômica: •Passagens internas a partir de Moscou: A melhor opção é a Aeroflot, principalmente para quem vai levar equipamento, pois permite despacho de bagagem sem cobrança de taxa extra, além de possuir voos diretos em vários horários. A dificuldade da reserva no site está relacionada ao pagamento, cujo processo é muito complicado, pelo menos para mim foi. Para contornar a dificuldade, realizei a reserva pela Travelgenio (http://br.travelgenio.com/), cujo valor dos bilhetes ficou até mais barato que diretamente no site da Aeroflot. •Transfer a partir do aeroporto de Mineralnye Vody: Não existe transporte público direto a partir do aeroporto até a região do Elbrus. Para usar o transporte público, há necessidade de fazer baldeação em várias cidades, o que consome praticamente um dia de deslocamento e encarece bastante. A forma de transporte mais rápida é o taxi privado, cuja contratação se realiza no próprio aeroporto, o deslocamento dura aproximadamente 3 horas, por trecho. Na sala de desembarque, a esquerda de quem sai, há dois guichês de taxi. O valor é tabelado em mais ou menos 50 USD cada trecho, para até 03 pessoas. Em menos de 10 minutos já estava dentro do taxi a caminho de Terskol. Na internet há agências oferecendo a reserva prévia do transfer por um valor muito mais alto, entre 80 e 100 USD. Portanto, bem mais econômico deixar para contratar na chegada. •Hotel: Os dois teleféricos que dão acesso à montanha ficam localizados na Vila de Azau. Optei em ficar na vila de Terskol, pois os hotéis são mais baratos. Assim, tinha que caminhar mais ou menos 2,5 km até Azau ou pegar taxi, cujo valor é tabelado e custa em torno de 4USD a ida ou volta. O hotel era familiar e muito bom, limpeza impecável, quartos confortáveis e restaurante com comida bem caseira, preparada na hora pela proprietária e sua filha. Foi reservado pelo Booking. As outras noites negociei direto com o hotel, por um valor um pouco menor. •Teleférico: Na vila de Azau existem dois teleféricos, um mais antigo e outro mais novo. No mais antigo, o último trecho é realizado em cadeirinhas. No mais novo, todo o percurso é realizado em carrinhos fechados, mas o preço é um pouco mais caro que o mais antigo. A minha opção pelo mais novo é que o percurso final dele leva a uma cota maior que o mais antigo. •Refúgio de Montanha: Existem vários refúgios que podem ser utilizados para aclimatação e/ou ataque ao cume, localizados a partir dos 3.600 m até 4.100m. O mais famoso e procurado talvez seja os Barrrel Huts, que fica mais ou menos a 3.800m. Como não iria utilizar o snowcat, preferi ficar em um refúgio em uma cota maior. O refúgio que fiquei é esse da foto aí. Para escolher, nas subidas de aclimatação visitei alguns e fechei duas diárias nesse aí (um dia curinga), simplesmente porque era o localizado na cota mais alta que encontrei, aos 4.100m. Pelo que entendi, até a primeira quinzena de julho não há dificuldade em conseguir vaga em refúgios. Depois fica um pouco mais complicado, pois aumenta muito o número de visitantes. •Aclimatação: Obviamente que uma aclimatação perfeita requer uma quantidade de dias maior. No meu caso, tenho utilizado o Diamox para auxiliar na aclimatação. Optei por ficar hospedado em hotel em vez do refúgio de montanha, pois seria mais confortável e poderia descansar e dormir melhor. Dormia em torno de 8 e 9 horas por noite, levantava, tomava café e partia para o teleférico que começava a funcionar às 9h30. Subia até a cota planejada, permanecia algum tempo e descia para pegar o teleférico, cujo funcionamento encerra-se em torno de 15h30. Outra alternativa de aclimatação seria permanecer hospedado no refúgio, o que seria mais eficiente e econômico, pois não gastaria com as subidas e descidas do teleférico. Entretanto, tem o inconveniente do desconforto e barulho dos refúgios, o que pode prejudicar o descanso. •Equipamento: Existe em Azau uma loja que aluga praticamente todo o equipamento para a escalada, localizada junto ao teleférico. No meu caso, como já possuo o equipamento, com exceção das botas duplas, aluguei nessa loja somente para o ataque. Na aclimatação, utilizei as minhas botas semirrígidas com grampos, que funcionam bem até os 5.000m. •Ataque ao cume: Pode ser realizado com ou sem o auxílio mecânico. Pelo que vi, há dois tipos de auxílio: os snowcats para os grupos maiores e snowmobile para os escaladores em dupla ou individual, que deixam o escalador entre 4.700m e 5.000m. Não tenho ideia dos valores, mas me pareceu fácil fazer a contratação dos serviços, pois ficam estacionados bem próximos à saída do teleférico. No meu caso, iniciei o ataque às 2h30, sem nenhum tipo de auxílio, saindo do refúgio em direção à trilha que leva à parte mais alta da montanha, que é bem demarcada pelo trajeto dos snowcat e por bandeirinhas vermelhas. Nesse horário, vários grupos estão subindo, não havendo dificuldade de encontrar o caminho. O percurso, embora não exija uma técnica apurada de escalada, é importante que o escalador tenha um conhecimento básico de deslocamento em gelo com grampons, uso dos bastões e piqueta, uso de arnês e cordas de apoio, etc. Além disso, exige um preparo físico muito bom, no caso da opção de não utilizar o auxílio de transporte. Conclusão: Para quem possui experiência com montanhismo no gelo, é uma escalada que dá para fazer de forma independente sem problema, ficando o custo muito acessível. Para quem não tem experiência, a melhor alternativa (mais econômica) é contratar uma agência diretamente na Rússia. Existem várias na internet, devendo pesquisar aquela que tem os melhores comentários. Pelo que vi, contratar a agência na Rússia sai em torno de 800 a 1.000 euros. A aclimatação e a escalada são fantásticas. A visão da cadeia de montanhas do Cáucaso é algo impressionante. Vale a pena conhecer a região, mesmo que não seja para fazer a escalada. As pessoas são solicitas e tentam ajudar de alguma forma, embora é muito difícil encontrar alguma que consiga se comunicar em inglês ou outro idioma além do russo.
  5. Show! Como passou na região de Darién, na selva entre Colômbia e Panamá? Meu sonho de consumo fazer essa trecho por trilha!!!
  6. Parabéns. Relato bem detalhado e com muitas informações. E a volta, foi pela trilha ou barco?
  7. lufema

    Torres del Paine

    Marcelo, Estou com dificuldade também para finalizar a compra com cartão visa na Vertice. Como você fez?
  8. Há aproximadamente cinco ou seis anos que o Trekking EBC não sai da minha mente. Neste período conheci mais de 20 países, subi algumas montanhas na América do Sul e México, além de ter feito diversos trekking e travessias aqui no Brasil e pelo mundo, mas o EBC continuava ali, como um objetivo a ser alcançado, um projeto a ser concluído... Tudo começou quando li um relato bem antigo aqui no Mochileiros, com uma riqueza de detalhes e experiências, que me impressionou muito, e que durante esses anos todos não deixou que esquecesse esse objetivo. Na verdade, a cada ano que passava lembrava do relato o que aumentava o meu desejo de realizar o trekking. Um dos motivos de ter adiando a empreitada é que, diferentemente do autor do relato, queria realizá-lo solo e de forma totalmente independente. Entretanto, havia um grande limitador: Sempre tive muita dificuldade com inglês (espanhol quase fluente, um italiano muito bom e um francês básico), que sempre foi meu grande calo, desde a época do colegial, o que me deixava com certa insegurança de fazê-lo sozinho e independente. No final de 2015 decidi que não passaria o ano de 2016 sem realizar meu grande objetivo, independentemente de qualquer outra coisa ou limitação. Assim, consegui reservar as passagens aéreas, ainda naquele ano e, a partir daí, intensifiquei as pesquisas e preparativos. Tentei melhorar meu inglês, mas sem grande sucesso. Como existem diversos relatos aqui no Mochileiros e na internet, meu principal objetivo aqui não será realizar uma descrição detalhada do dia-a-dia do trekking, mas tentar fornecer um conjunto de informações e dicas para ajudar aqueles que pretendem fazer o trekking nas mesmas condições que fiz. Primeiro, vou apresentar um relato resumido do roteiro que realizei, fazer algumas considerações e depois ir postando as informações e dicas para tentar ajudar aqueles que pretendem fazer trekking independente. Vou procurar fazer de forma estruturada e conforme meu tempo disponível. Relato resumido: 12 a 14/10/2016: Realização dos voos com stopover em Londres e Delhi VIX – GRU – LRH - DEL: Bilhetes emitidos diretamente no site da TAM com 50.000 mil pontos Multiplus. Stopover de 12 horas em Londres e de 10 horas em Delhi. Minha idéia inicial era emitir com destino final KTM, mas não consegui pelo Multiplus, somente para DEL. Cansativo? Claro que sim! Valeu a pena? Muito! Em Londres consegui renovar meus equipamentos de montanha, além de comprar os de minha filha com preços, em média, bem menos da metade do que gastaria aqui no Brasil. Vou apresentar algumas dicas para comprar equipamentos em Londres, informar o que comprei e o valor. Em Delhi pude ter o gostinho do que é uma viagem para Índia, que pretendo fazer em breve, onde quero ficar pelo menos trinta dias e percorrer as principais cidades do país, de leste a oeste. DEL – KTM: Como não consegui emitir o bilhete com destino final para Kathmandu pelo Multiplus, comprei esse trecho de forma separada. Não é considerando um trecho caro ou de difícil emissão, pois as companhias aérea indianas o fazem em várias frequências diárias, com emissão online. Entretanto, não sei bem o porquê, não encontrei por menos de 200 USD na data que precisava (acho que deixei para reservar esse trecho meio em cima da hora, na alta temporada). Depois de pesquisar bastante, consegui emitir pela Nepal Airlines por aproximadamente 80 USD. Nas dicas vou dizer como, pois é uma companhia que geralmente não aparece nas pesquisas dos sites agregadores tradicionais, nem possui compra online. Pretendo dar dicas também de como agilizar, ainda no Brasil, o visto de entrada no Nepal, algo que não vi em nenhum site ou guia que consultei, somente no site do governo do Nepal. 15/10/2016: Preparativos do trekking em Kathmandu Usei esse dia para providenciar a autorização do governo do Nepal para o trekking (TIMS), comprar o que faltava, preparar o equipamento e organizar a mochila. Pretendo postar dicas aqui no Mochileiros de como emitir a TIMS e do que compensa comprar em Kathmandu, visto que lá é o paraíso das falsificações, além dos preços que paguei e da negociação com os vendedores, o que é muito importante para se conseguir bons negócios. 16/10/2016: Dia 1 - Voo de Kathmandu para Lukla (2.850 m) e primeiro dia de trekking, de Lukla para Namche Bazar (3.450 m), com duração de 8 horas Não preciso fornecer detalhes do voo pois uma das primeiras coisas que quem pretende fazer essa viagem faz é pesquisar vídeos no Youtube, onde existem vários que dão uma ideia clara do que esperar do “aeroporto mais perigoso do mundo”. O que posso dizer é que o que acontece é exatamente como nos relatos e vídeos. Pretendo postar nas dicas algumas informações sobre preço, como comprar o bilhete sem agências, ainda no Brasil, horários de voos, como proceder no check-in e no embarque, entre outras. O caminho a partir de Lukla segue por pontes suspensas e aldeias, margeando o rio Dudh Khola, ora cruzando com grupos de trekkers que retornam, com caravanas de yaks indo e vindo, com carregadores e suas enormes cargas. A ponte suspensa de Larja marca o acesso à escadaria para Namche Bazar. A subida é muito forte e dura aproximadamente de duas a três horas, com várias paradas para recuperar o fôlego. Geralmente o trecho de Lukla para Namche é realizado em dois dias. Não achei na internet relato sobre fazer em um dia. Acho que a dificuldade de fazê-lo em um dia tem haver com a aclimatação. Nas dicas pretendo trazer informações do que fiz para potencializar a aclimatação, o que é interessante para aqueles que dispõem de um período curto para realizar o trekking. 17/10/2016: Dia 2 - Aclimatação com trekking de ida e volta entre Namche (3.450 m) e Thame (3.800 m), com duração de 8 horas Importante reservar um dia em Namche para aclimatação, independentemente do tempo que dispõe, além de poder conhecer a cidade, as atrações e a região, que são muito interessantes. Essa aclimatação é importantíssima, e foi a única que realmente fiz. Os roteiros tradicionais geralmente trazem mais dois ou três dias de aclimatação em outros locais. No meu caso, por causa do tempo, não reservei mais nenhum outro dia específico para aclimatação. 18/10/2016: Dia 3 - Namche (3.450 m) para Dhole (4.020 m), com duração de 9 horas Resolvi fazer um dia mais puxado, para poder ter uma folga maior no dia seguinte, pois estava me sentindo muito bem, com ótima aclimatação. Esse dia foi realmente muito cansativo e somente recomendo para aqueles que tenham um bom potencial de aclimatação e suficiente preparo físico, pois são duas subidas fortes. Caso contrário, é melhor fazer o pernoite em Phortse Thenga, pequena vila depois do passe de Mong, localizada logo após o acesso à Phortse. 19/10/2016: Dia 4 - Dhole (4.020 m) para Macherma (4.400 m), com duração de 3 horas Foi um dia bem fácil, mais de descanso e aclimatação. Iniciei o trekking mais tarde, em torno das 10h. O caminho segue pelo chamado vale de Gokyo, cujas paisagens são realmente muito belas, com as vistas de montanhas, o verde da vegetação, que aos poucos vai dando lugar ao marron, conforme subimos, além das pequenas vilas e fazendas “penduradas” na montanha. 20/10/2016: Dia 5 - Macherma (4.400 m) para Gokyo (4.800 m), com duração de 4 horas Dia de trekking relativamente fácil. O que marca esse caminho é a chegada aos lagos de Gokyo. O primeiro é bem pequeno, quase imperceptível. O segundo, para mim, o mais bonito por causa dos diversos totens que existem em suas margens, além das grande pedras onde é possível fazer uma escalaminhada até certa altura, com uma vista completa da paisagem. Depois de chegar em Gokyo, que fica no terceiro lago (também muito bonito), deixei a mochila no lodge, continuei até o Lago de Thonak, quarto lago, em mais ou menos 2,5 horas ida e volta. Pretendo dar dica de como potencializar uma vaga em Gokyo, pois não é fácil no mês de outubro. A vila fica lotada, pois é um ponto de confluência de vários percursos de trilhas e de grupos de trekkers. Vi gente ficando em barracas por falta de acomodação. Gokyo é sem dúvida um dos destinos mais espetaculares do Sagarmatha National Park. Como meu tempo para fazer o trekking era muito curto, até próximo à viagem ainda estava na dúvida se seria possível incluí-la no roteiro, o que, no meu caso, só foi possível depois que inverti o sentido do trekking, ou seja, fazendo Gokyo antes do EBC. Inicialmente programei em fazer o sentido mais tradicional, mas não conseguia encaixar Gokyo no prazo que dispunha. Depois que mudei o sentido, ficou bem mais fácil. Recomendo fortemente incluir Gokyo no roteiro de trekking, pois as paisagens são de fato espetaculares. 21/10/2016: Dia 6 - Gokyo (4.800 m) para Gokyo Ri (5.400 m), com duração de 4,5 horas (subida/descida) e Gokyo (4.800 m) para Dragnag (4.700 m), com travessia do Glaciar Ngozumpa e duração de 3 horas Um dos momentos mais esperados para mim, o cume de Gokyo Ri, pois permite uma visão ímpar da cadeia de montanhas do Himalaya. Talvez as melhores fotos que fiz no trekking. Depois de retornar e almoçar em Gokyo, iniciei a travessia para Dragnag. O trajeto não é longo, mas exige muita atenção e cuidado, por se tratar de uma travessia em zona de geleira, com pedras soltas e onde a trilha não é bem definida. Importante observar os totens de pedra que marcam o melhor trajeto. Deixei para fazer bem mais tarde e praticamente fiz sozinho, e com o tempo já bastante fechado. 22/10/2016: Dia 7 - Dragnag (4.700 m) – Cho La Pass (5.420 m) – Dzonglha (4.850 m), com duração de 8h Certamente o dia mais difícil do trekking. Para quem está só, importante não perder a partida dos grupos às 6h (agendei o café da manhã para 5:30h). Esse dia tem caminhada em terra, subida e descida em pedra e gelo, com uma pequena escalaminhada, momentos de calor e frio intenso. A trilha nas paredes de pedra não é bem marcada, por isso importante subir e descer com bastante atenção e cuidado, sempre escolhendo o melhor caminho, evitando-se as pedras soltas e utilizando com firmeza os bastões de caminhada como apoio. Importante também, pelo menos para mim foi muito, a utilização de crampons na caminhada sobre a geleira, que de certa forma é curta mas muito escorregadia. Os crampons que usei foram bem simples e comprados em Kathmandu por 5 USD, mas que forneceram um grande apoio. 23/10/2016: Dia 8 - Dzonglha (4.850m) para Lobuche (4.900 m), sendo que meu objetivo era chegar em Gorak Shep Seria uma simples caminhada de aproximadamente 5h, mas que no meu caso ficou bastante complicado pois peguei uma trilha errada e quando me dei conta estava descendo em direcção a Periche. Tive que voltar subindo mais ou menos umas três horas. Meu objetivo inicial era chegar direto a Gorak Shep, pernoitando lá. Entretanto, com o erro da trilha, cheguei em Lobuche já a tarde e com o tempo muito fechado e temperatura em queda livre. Achei melhor, pelo cansaço, pernoitar em Lobuche. Posso dizer, por experiência própria, que errar a trilha abala muito o trekker, principalmente em relação à sua concentração. No meu caso foi uma falha amadora, pois bastava ter olhado melhor o mapa ou ter ligado o GPS. 24/10/2016: Dia 9 - Lobuche (4.900 m) – Gorak Shep (5.150 m) – EBC (5.350 m) – Periche (4.300 m), em 9 horas Por conta do erro na trilha, esse dia foi bastante puxado. O trecho entre Lobuche e EBC não é fácil, muita subida e descida, que ficam acentuadas pela altitude acima dos 5.000 m. Vi um grupo inteiro desistindo antes de chegar ao EBC, pois integrantes passavam mal e outros, muito cansados. Minha principal missão no trekking era chegar o mais próximo da temida “Cascata de Gelo” da face sul, no EBC, local onde os “Doutores do Gelo” instalam aquelas escadas de alumínio e cordas de segurança que servem de apoio para as expedições atravessarem as grandes fendas. Antes da zona da morte (acima dos 8.000m), o trecho mais traiçoeiro da escalada ao cume do Everest pelo lado do Nepal. Vendo aquela imensidão fiquei pensando nos primeiros escaladores, sem tecnologia, sem “doutores do gelo”, com equipamentos rudimentares, de fato o desafio era imenso…. Cumpri minha missão, consegui filmes e boas fotos, além de ter alcançado o marco simbólico do EBC, que é um grande totem de pedras rodeado por bandeiras de oração. Embora longo, o trecho até Periche foi relativamente simples, pois é praticamente todo em descida depois de Lobuche. 25/10/2016: Dia 10 - Periche – Namche Bazar, em 8h Trecho é relativamente longo, mas com baixa dificuldade. Algumas descidas e subidas, mas nada acentuado. Para mim, o destaque do percurso é a vila de Tengboche, onde existe um mosteiro que merece a visita, além de permitir uma bela vista da cadeia de montanhas do Himalaya, inclusive do Everest, o que permite belas fotos. 26/10/2016: Dia 11 - Namche Bazar – Lukla, em 8h Trecho relativamente simples, porém com descidas e subidas mais acentuadas, principalmente a subida de acesso ao Portal de Lukla, que marca a chegada à cidade. Importante tentar chegar antes das 16h para confirmar, na oficina da companhia aérea, o voo para Kathmandu, e para poder conseguir um lodge mais próximo do aeroporto, principalmente se o voo está marcado para as primeiras horas da manhã. 27/10/2016: Dia 12 - Lukla – Kathmandu Peguei o voo para Kathmandu às 7h da manhã, um dos primeiros voos disponíveis no dia. Não houve atraso. Chegada em Kathmandu tranquila, com táxi tabelado para Thamel, o bairro dos turistas. Então, em relação ao roteiro foi isso que eu fiz. Agora vou organizar as dicas e informações para continuar postando conforme disse aí no texto. Vou postar também algumas fotos. Se alguém tiver dúvida, pode perguntar que vou tentar responder junto com as dicas.
  9. Parabéns, trekking fantástico! Está na lista. Valeu pelo relato. Se puder, coloca alguma informação sobre o custo da pernada.
  10. Acabei de comprar o Etrex 30x. Acompanhando e assim que tiver dicas posto aqui.
  11. Informações excelentes! Está na lista para ano que vem.
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