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lufema

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Tudo que lufema postou

  1. Olá, resolvi colocar os valores justamente pela dificuldade de encontrar essa informação. É um trekking que pode ser acessível, com custo razoavelmente em conta. A travessia dos alpes vou postar em breve. Finalizando o relato.
  2. Incluí informações sobre os gastos para realização do TMB no modo super econômico, com transporte, hospedagem e alimentação. Meu gasto médio total foi de 29 euros durante os oito dias do TMB.
  3. Trekking realizado em junho de 2019, em 08 dias, percorrendo aproximadamente 170 km de distância e desnível de 8.000 m. O Tour du Mont Blanc ou TMB é uma das caminhadas de longa distância mais populares da Europa. Ele circunda o maciço do Mont Blanc e passa por Suíça, Itália e França. Devido ao período, final da primavera, ainda havia muita neve nos trechos de alta montanha. Roteiro: Dia 1: Les Houches até Les Contamines Dia 2: Les Contamines até Les Chapieux Dia 3: Les Chapieux até Courmayeur Dia 4: Courmayeur até Refúgio Elena Dia 5: Refúgio Elena até La Fouly Dia 6: La Fouly até Trient Dia 7: Trient até Argentiére Dia 8: Argentiére até Chamonix Album com as Fotos: https://photos.app.goo.gl/1pWUjkrqeEefXvit6 Vídeo Resumo: https://photos.app.goo.gl/a6sU7QruScaged5W9 Custo do TMB: Chamonix - Chamonix (8 dias) Hospedagem: 112 euros Alimentação: 80 euros Diversos: 40 euros (chocolates, bebidas, algum item de higiene, etc.) Total: 232 euros Média: 29 euros/dia (detalhamento no texto do relato) Entrada na Europa por Portugal, Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A partir de Lisboa, vôo direto para Milão, na Itália. De Milão, ônibus para Chamonix-Mont Blanc, charmosa cidadezinha de 10 mil habitantes, localizada nos Alpes Franceses, perto da tríplice fronteira com a Itália e a Suíça, e ponto de partida e chegada do TMB. As refeições durante o trekking consistiram, basicamente, de comida de acampamento, práticas e com cardápio enxuto, como massas, arroz pré-cozido, salsichas e linguiças curadas, sopas, queijo regionais, entre outras. Não poderia faltar a torta de mirtilo selvagem, típica da região. No trajeto, há algumas feiras e propriedades que vendem produtos típicos, como queijos, embutidos e doces. As cidades de reabastecimento são Chamonix, Courmayeur e Argéntère, que possuem comércio mais estruturado, dispondo de supermecados com variedade de produtos. Nos dias de trekking, o pernoite foi em barraca, quando havia camping disponível, refúgio de montanha ou alojamento em vilas e aldeias, priorizando as instalações públicas, que eram bem estruturadas. O primeiro dia do TMB iniciou-se em Les Houches, pequena vila localizada próxima a Chamonix, e teve como destino Les Contamines-Montjoie, outra charmosa vila, com 1.100 habitantes, cuja origem remonta à época medieval. Com aproximadamente 3.500 habitantes, Les Houches é conhecida por ser uma importante estância alpina, centro de esqui e base de montanhismo no Maciço do Mont Blanc, pois dispõe de um teleférico que transporta os alpinistas até próximo do acampamento base, para escalada do Mont Blanc e outro picos próximos. Neste dia o trajeto segue por pequenas vilas e aldeias, como Le Ouy (foto ao lado) e Les Maisons (foto página anterior), até a cidade de Les Contamines (foto acima). O destaque são as várias perspectivas das montanhas e o bucolismo dos pequenos povoados. No segundo dia, o caminho teve como destino a pacata aldeia de Les Chapieux, seguindo por uma subida até o Col de La Croix du Bonhomme (2.500m) que, no final da primavera, ainda estava tomado pela neve. No Col há um abrigo de emergência para alpinistas. Les Chapieux é uma pequena aldeia rodeada por colinas íngremes e habitada por criadores de cabras, ovelhas e vacas. No inverno, é cortado pela neve, mas na primavera torna-se um destino para os turistas de esqui. No verão é uma parada essencial no Tour du Mont Blanc, pois está localizada na parte mais remota do trajeto. Obs: Col é um passo de montanha, ou seja, local de transposição entre duas montanhas. A partir do campingo estágio seis do TMB, que segue do Refúgio Elena até a Vila de La Fouly. Um percurso relativamente pequeno de 15km, mas as condições do clima e a travessia de campos de neve tornaram o trecho difícil. A etapa marca a passagem para os dois dias na Suíça. O Col da fronteira é o Grand Col Ferret (2.537m). Depois de cruzar o Col, o caminho segue pelo vale percorrendo aldeias e vilas, até finalizar no pequena aldeia de La Fouly, localizada no vale de Ferret suíço, com paisagens alpinas e cercada por picos. O sexto dia também foi uma etapa dupla, abrangendo os estágios 7 e 8 do TMB. A trilha inicia em La Fouly, passa por Champex-Lac, finalizando em Trient, vila suíça próxima à fronteira com a França. A distância percorrida é de 33 km e ganho de altitude de 1.200m. A aldeia de Champex, destino de férias, está à beira de um lago de montanha e é ponto de partida para muitas caminhadas alpinas. Trient é uma pequena vila suíça com uma população inferior a 500 pessoas, localizada no extremo norte do maciço do Mont Blanc. Cercado por locais de escalada, é um ponto de iniciação até os níveis mais altos de dificuldade. O Estágio 9 do TMB, correspondente ao sétimo dia de trekking, retorna à França. Começa no camping público de Le Peuty, aldeia localizada próxima a Trient, ainda na Suíça, e segue até a vila de Argentière, já na França. O percurso percorre 15 km, com 1.100m de ganho de altitude, cruzando o Col de Balme que divide dos dois países. Argentière é uma vila a 8 km ao norte de Chamonix, a uma altitude de cerca de 1.250 metros. Possui arquitectura tradicional, igreja barroca e capela do século 19, e uma incrível no sopé da impressionante Geleira Argentière e picos importantes, como o Aiguille Verte. O trajeto segue por paisagens alpinas, e passa por aldeias e refúgios de montanha, e foi marcado por muita neve nas encostas. O dia contemplo o estágio 10 do TMB, que se inicia em Argentière e leva à encosta acima do vale de Chamonix, através da reserva natural de Arquilles Rouges. Há uma seção de escadas (via ferrata) em terreno rochoso e bem íngreme. A trilha passa pelo Lac Blanc (2.352m), lago encravado no meio das montanhas que, ao final da primavera, ainda estava parcialmente congelado. Próximo ao lago, localiza-se o Refúgio La Blanc, alternativa para pernoite. Depois de Lac Blanc, o caminho desce serpenteando a encosta da montanha até a estação de ski La Flégère, e depois seguindo pela floresta até a cidade de Chamonix. Esse estágio apresenta trechos íngremes na encosta da montanha, ao mesmo tempo que permite vistas sensacionais do maciço do Mont Blanc, especialmente do Glaciar Mar de Glace. Complemento 1 Complemento do relato com algumas informações práticas sobre transporte, hospedagem e alimentação, com dicas e valores da viagem que fiz pela europa entre 31/05/2019 e 23/06/2019. Obs: Foram 22 dias na europa, fora os dias de chegada e partida. Na região de Vêneto, na Itália, foram 7 dias. Em Chamonix, foram 15 dias, onde tive oportunidade de realizar dois trekkings: O Tour do Mont Blanc (8 dias), tratado neste relato, e a Travessia dos Alpes (4 dias), que, ainda pretendo relatar, pois foi um trekking sensacional (Para se ter uma ideia, no TMB, o trekking é realizado em volta do maciço do Mont Blanc. Já na Travessia dos Alpes, o trekking é sobre o Maciço, em altitudes de 2.000 a 4.000 metros. Uma viagem à europa pode ser cara ou de baixo custo, econômica ou super econômica. Geralmente opto pela última. Durante o TMB, o custo médio diário incluindo tudo, até extras, ficou em 29 euros. Então, pode ser uma viagem acessível a muitos. O essencial é conseguir uma boa emissão dos bilhetes internacionais e administrar bem os gastos durante a viagem. Seguem algumas informações. Transporte: Vôo internacional: há algumas promoções de passagens para europa, mas geralmente custam entre 450 a 600 euros. Minhas emissões para europas foram sempre com milhas/pontos, então já tenho de partida uma economia boa. A Alitalia tem boas emissões pelo Smiles e costuma ter uma tarifa paga também com preços bons. A dica é não se restringir ao site das empresas, procurar em agências e em vários aplicativos, especialmente aqueles internacionais. Muitas vezes, as companhias têm campanhas específicas para uma agência ou aplicativo específicos. Já tive experiência de comprar por aplicativo em valor muito menor que no site da empresa. Transporte na Europa Entrei por Lisboa e consegui uma ótima tarifa pela Ryanair para Milão (na verdade foi para Bergamo, onde fica um dos aeroporto que atende Milão), em torno de 40 euros. De Bergamo, ônibus para Mestre, cidade próxima a Veneza, onde estabeleci base em um dos vários hostels, e conheci bem a região durante uma semana (Veneza, Trento, Pádova, etc.). A parte terrestre foi de ônibus e trem. Na Itália, os trens funcionam muito bem é é bem fácil comprar passagem, seja pela internet, APP ou diretamente nas estações (máquina de auto-atendimento ou guichê). O preço que costuma não ser muito em conta. A conclusão que cheguei é que para deslocamentos curtos, de até uma hora, o preço do trem é praticamente o mesmo do ônibus. Pára descolamento superiores a duas horas, o ônibus costuma ser mais em conta, principalmente se a compra for com antecedência. Para deslocamento em ônibus, usei exclusivamente a FlixBus, pois tem preços muito bons para compras com antecedência, permite cancelar a passagem a qualquer momento, retornando o crédito, e possui um APP muito prático. Bérgamo - Veneza (Mestre), 5 euros (percurso de 3 horas) e Veneza (Mestre) - Chamonix, 11 euros com percurso de 6,5h. Em Chamonix o transporte público funciona bem. Há mapa disponível e horários dos ônibus em todas as paradas. O transporte no centro é gratuito, que dizer, já está incluído na taxa de turismo que é paga junto com a hospedagem. O transporte que abrange o vale de Chamonix custa 3 euros e vale para o dia todos, ou seja, pode pegar o ônibus quantas vezes precisar. O pagamento é feito ao próprio motorista, que fornece um cartãozinho verde. Pronto vale para o dia todo, basta apresentar no próximo ônibus. Hospedagem: Em Veneza/Mestre, fiquei no Hostel AO Hotel Venezia Mestre 2, uma rede alemã, com preços bem competitivos. Paguei aproximadamente 10 euros a noite em quarto quádruplo com banheiro dentro do quarto. Um dos melhores que já fiquei, limpeza excelente, perto de tudo em Mestre, instalações novas e modernas, tomadas e iluminação na cama, suportes, etc. Os únicos pontos negativos e que é sempre lotado e não possui cozinha para preparar refeições, mas tem um ampla área com mesas e sofás, interna e externa. Sempre há espaço para sentar, comer ou ficar. Em Chamonix não há muitos hostels e os preços dos hotéis não são baratos. Fiquei em dois hostels (não sei se há outros): Chamonix Lodge: Hostel muito bom, área externa com mesas, rede e almofadas. Possui cozinha bem equipada para preparação de refeições e fornece café da manhã básico, ficando os itens disponíveis durante o dia (pão, manteiga, geléia, leite, café e chá). Quarto quádruplo. Os banheiros não muito bons (pequenos e com pouca ventilação). São de uso coletivo fora do quarto. O ponto forte é a equipe, sempre atenciosa e a vista das montanhas próximas. Muito concorrido! Paguei 22 euros a diária, mas é difícil achar disponibilidade com esse valor. Geralmente, está entre 30 e 40 euros. Fleur des Neiges: Hostel com pegada mais de hotel. São somente 2 quartos mistos coletivos com dez camas cada. Os quartos são grandes e arejados, e as camas ficam sempre dispostas na parede, o que facilita muito a circulação. Tem um também um quarto feminino com 6 camas, mas bem apertado. O café da manhã é cobrado a parte e não compensa os 10 euros pelo que oferece. A limpeza é boa, o proprietário é atencioso, as vistas também são ótimas. Possui sala de refeição com mesas e cadeiras. Área externa e banheiros deixam a desejar. Não possui cozinha para uso coletivo. Preparei as refeições em algumas mesas que há na área externa. O valor da diária foi de 20 euros. Hospedagem durante o TMB: Dia 1: Les Contamines - Camping le Pontet, localizado no Leisure Park Patrice Dominguez, 30 min de caminhada na direção da rota. Estrutura muito boa, com banheiros, lavanderia, restaurante e lanchonete, mas sem internet. Valor: 12 euros. Dia 2: Les Chapeaux - Aire Naturelle de camping, espaço público de camping dispondo somente de sanitários e lavatório, bastante conservados e limpos. As vistas das montanhas são excelentes. Valor: Gratuito. Dia 3: Courmayeur - Pousada Venezia, que dispõe de quartos individuais ou duplos e banheiro externo (muito conservado e limpo). Instalações antigas mas conservadas e limpas. Embora seja reconhecidamente o alojamento mais econômico de Courmayeur, foi o mais caro da viagem toda. Inclui café da manhã bem simples. Valor: 40 euros (Chorados, era 44). Dia 4: Refúgio Elena: O pernoite foi na sala invernal do refúgio, que dispõe somente de colchões, algumas cobertas e uma mesa com cadeiras. Não há banheiros ou lavatório. Como fui na pré-temporada, o refúgio ainda estava fechado. Funcionava somente a sala invernal, que é de uso público enquanto o refúgio não abre (inverno e primavera). Valor: Gratuito. Dica de trekking: Na frança e Itália existem muitos refúgios de montanha e a maioria conta com sala invernal, que é geralmente gratuita e funciona fora da temporada de verão. Portanto, fazer trekking na primavera pode ser bem econômico. No site da Fédération Française des Clubs Alpins et de Montagne tem informações sobre todos os refúgios e se conta com sala invernal. Dia 5: La Fouly: Camping Glaciers, localizado bem próximo à vila. Estrutura muito boa e conservada, com banheiros, lavanderia, pias de cozinha, etc. Água quente em todas as torneiras e internet disponível em todo o camping. As vistas do glaciar são simplesmente espetaculares. Valor: 18 euros. Dia 6: Trient: Camping público localizado na aldeia Le Peuty, próxima da Trient, na direção da rota. Área de camping muito boa, com espaço coberto para cozinhar e comer e banheiros conservados e limpos. As vistas também são ótimas. Valor: Gratuito. Dia 7: Argentière: Chamonix Lodge (já descrito acima), localizado em Chamonix, que fica 8 km de Argentière. Há transporte público fácil. Valor: 22 euros. Dia 8: Chamonix: Fleur des Neiges (já descrito acima). Valor 20 euros. Alimentação: Fiquei 22 dias na europa. Fui em restaurante somente uma única vez, pois havia um menu com preço muito bom (9 euros, uma deliciosa massa em Pádova, acompanhada de salada e sobremesa). Outra vez fui ao Mcdonald's, quando cheguei em Chamonix. Foi de noite e não havia supermercado aberto. Fui no combo mais barato - 6 euros. Como havia levado equipamento de camping (incluindo kit cozinha), praticamente cozinhei em todos os dias, com exceção do período que passei em Mestre, onde pegava comida em um ótimo supermercado localizado próximo ao hostel - Super Interspar. Geralmente ficava em 5 a 7 euros, por refeição + bebida. A rotina em Chamonix era ir aos supermercado, escolher os mantimentos, geralmente uma massa, molho, uma carne na forma de hamburguer, linguiça ou outra proteína. Gostei muito do arroz pré-cozido que tem por lá.. Era só aquecer com três colheres de água (no microondas ou panela), que ficava muito bom. Geralmente gastava 8 a 10 euros por dia com as compras (comida + bebida) Alimentação durante o TMB: Cozinhei em todos os dias. Como há cidades e vilas no caminho, não há dificuldade para o abastecimento. Na suíça os preços são maiores que na Itália e França. Agora, se quiser chocolate suíço, os melhores preços são mesmo na suíça. Por exemplo, o mesmo chocolate em Chamonix custava quase o dobro que na Suíça (Durante o TMB, supermercado em La Fouly). Em Les Contamines, Courmayeur, La Fouly, Argentière e Chamonix há supermercados disponíveis. Obviamente, que em Chamonix e Courmayeur são vários. Nos demais lugares, somente um ou dois. Atenção para o horário de funcionamento. Por exemplo, em La Fouly fecha às 18h. Em Les Chapeaux, existe somente um comércio com poucos produtos, mas com vários tipos de queijos e embutidos da região. Os preços são bons e compensa experimentar. Comprei 3 euros de queijo e foi um pedaço bem grande, que deu para dois dias. Tem também dois restaurantes na vila. No refúgio Elena e Le Peut, não há comércio estruturado. Portanto, deve-se levar os mantimentos. Em Le Peut há um restaurante. Custo do TMB: Chamonix - Chamonix (8 dias) Hospedagem: 112 euros Alimentação: 80 euros Diversos: 40 euros (chocolates, bebidas, algum item de higiene, etc.) Total: 232 euros Média: 29 euros
  4. No dia 01/07/2017 conseguir realizar um dos meus objetivos como montanhista: A escalada do Elbrus. Foram sete horas de ataque ao cume partindo às 2h30 de um refúgio a 4.100m e atingindo o cume, a 5.642m, às 9h30 sem o uso de qualquer ajuda. A Descida foi realizada em mais ou menos 3 horas, totalizando 10 horas entre ataque e retorno. A escalada foi realizada de forma totalmente independente e econômica. Começou em Moscou no dia 27/06/2017, de onde parti em um voo da Aeroflot em direção ao aeroporto de Mineralnye Vody, que é o mais acessível à região do Elbrus. Os dias 27, 28 e 29 foram de aclimatação; o dia 30/06 de descanso, e na madrugada do dia 01/07 realizei o ataque ao cume. A programação foi a seguinte: 27/06 – Voo de Moscou para Mineralnye Vody, transfer até a vila de Terskol (2.100m), check in no hotel e subida a 3.000m para iniciar aclimatação. 28/06 – Subida de teleférico a 3.780m e trekking na neve até 4.000 m, para aclimatação. 29/06 – Subida de teleférico a 3.780m e trekking na neve até 4.800 m, para aclimatação. 30/06 – Descanso no hotel pela manhã e subida de teleférico a 3.780m na parte da tarde, trekking na neve até o refúgio localizado a 4.100 m levando todo o equipamento de escalada, mais ou menos uns 15 kg. 01/07- Ataque ao cume a partir das 2h30, alcançado o pico em torno de 9h30 e chegando ao refúgio às 12h30. 02/07 – Saída do refúgio às 9h30 para descida de teleférico até Azau e retorno ao hotel, para descanso e organização da bagagem para volta ao Brasil. 03/07 – Transfer para o aeroporto de Mineralnye Vody e voo para o Moscou. 04/07 – Voo ao Brasil, via Madri. Excluindo o voo internacional, cuja emissão foi feita com milhas, o gasto total foi de aproximadamente 500 USD: Passagem aérea interna desde Moscou, ida e volta (Aeroflot): 100 USD Transfer aeroporto x hotel, ida e volta (3 horas de taxi particular cada trecho): 100 USD Hotel em Terskol (4 noites): 70 USD Refúgio a 4.100 m (2 noites): 34 USD Teleférico até 3.780m (3 subidas e 3 descidas): 73 USD Aluguel de botas duplas por 2 dias (restante do equipamento próprio): 30 USD Alimentação e diversos: 90 USD As únicas reservas prévias que tinha eram as passagens de avião ida e volta, desde Moscou, e a primeira noite em hotel, na vila de Terskol. Link com o trajeto da escalda, gravado no Wikiloc: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=18537751 Vídeo resumo do ataque ao cume: https://goo.gl/photos/ubnrdk4LEvBq4dBf8 Compartilho algumas informações práticas com o objetivo de ajudar os colegas montanhistas que quiserem escalar o Elbrus de forma independente e econômica: •Passagens internas a partir de Moscou: A melhor opção é a Aeroflot, principalmente para quem vai levar equipamento, pois permite despacho de bagagem sem cobrança de taxa extra, além de possuir voos diretos em vários horários. A dificuldade da reserva no site está relacionada ao pagamento, cujo processo é muito complicado, pelo menos para mim foi. Para contornar a dificuldade, realizei a reserva pela Travelgenio (http://br.travelgenio.com/), cujo valor dos bilhetes ficou até mais barato que diretamente no site da Aeroflot. •Transfer a partir do aeroporto de Mineralnye Vody: Não existe transporte público direto a partir do aeroporto até a região do Elbrus. Para usar o transporte público, há necessidade de fazer baldeação em várias cidades, o que consome praticamente um dia de deslocamento e encarece bastante. A forma de transporte mais rápida é o taxi privado, cuja contratação se realiza no próprio aeroporto, o deslocamento dura aproximadamente 3 horas, por trecho. Na sala de desembarque, a esquerda de quem sai, há dois guichês de taxi. O valor é tabelado em mais ou menos 50 USD cada trecho, para até 03 pessoas. Em menos de 10 minutos já estava dentro do taxi a caminho de Terskol. Na internet há agências oferecendo a reserva prévia do transfer por um valor muito mais alto, entre 80 e 100 USD. Portanto, bem mais econômico deixar para contratar na chegada. •Hotel: Os dois teleféricos que dão acesso à montanha ficam localizados na Vila de Azau. Optei em ficar na vila de Terskol, pois os hotéis são mais baratos. Assim, tinha que caminhar mais ou menos 2,5 km até Azau ou pegar taxi, cujo valor é tabelado e custa em torno de 4USD a ida ou volta. O hotel era familiar e muito bom, limpeza impecável, quartos confortáveis e restaurante com comida bem caseira, preparada na hora pela proprietária e sua filha. Foi reservado pelo Booking. As outras noites negociei direto com o hotel, por um valor um pouco menor. •Teleférico: Na vila de Azau existem dois teleféricos, um mais antigo e outro mais novo. No mais antigo, o último trecho é realizado em cadeirinhas. No mais novo, todo o percurso é realizado em carrinhos fechados, mas o preço é um pouco mais caro que o mais antigo. A minha opção pelo mais novo é que o percurso final dele leva a uma cota maior que o mais antigo. •Refúgio de Montanha: Existem vários refúgios que podem ser utilizados para aclimatação e/ou ataque ao cume, localizados a partir dos 3.600 m até 4.100m. O mais famoso e procurado talvez seja os Barrrel Huts, que fica mais ou menos a 3.800m. Como não iria utilizar o snowcat, preferi ficar em um refúgio em uma cota maior. O refúgio que fiquei é esse da foto aí. Para escolher, nas subidas de aclimatação visitei alguns e fechei duas diárias nesse aí (um dia curinga), simplesmente porque era o localizado na cota mais alta que encontrei, aos 4.100m. Pelo que entendi, até a primeira quinzena de julho não há dificuldade em conseguir vaga em refúgios. Depois fica um pouco mais complicado, pois aumenta muito o número de visitantes. •Aclimatação: Obviamente que uma aclimatação perfeita requer uma quantidade de dias maior. No meu caso, tenho utilizado o Diamox para auxiliar na aclimatação. Optei por ficar hospedado em hotel em vez do refúgio de montanha, pois seria mais confortável e poderia descansar e dormir melhor. Dormia em torno de 8 e 9 horas por noite, levantava, tomava café e partia para o teleférico que começava a funcionar às 9h30. Subia até a cota planejada, permanecia algum tempo e descia para pegar o teleférico, cujo funcionamento encerra-se em torno de 15h30. Outra alternativa de aclimatação seria permanecer hospedado no refúgio, o que seria mais eficiente e econômico, pois não gastaria com as subidas e descidas do teleférico. Entretanto, tem o inconveniente do desconforto e barulho dos refúgios, o que pode prejudicar o descanso. •Equipamento: Existe em Azau uma loja que aluga praticamente todo o equipamento para a escalada, localizada junto ao teleférico. No meu caso, como já possuo o equipamento, com exceção das botas duplas, aluguei nessa loja somente para o ataque. Na aclimatação, utilizei as minhas botas semirrígidas com grampos, que funcionam bem até os 5.000m. •Ataque ao cume: Pode ser realizado com ou sem o auxílio mecânico. Pelo que vi, há dois tipos de auxílio: os snowcats para os grupos maiores e snowmobile para os escaladores em dupla ou individual, que deixam o escalador entre 4.700m e 5.000m. Não tenho ideia dos valores, mas me pareceu fácil fazer a contratação dos serviços, pois ficam estacionados bem próximos à saída do teleférico. No meu caso, iniciei o ataque às 2h30, sem nenhum tipo de auxílio, saindo do refúgio em direção à trilha que leva à parte mais alta da montanha, que é bem demarcada pelo trajeto dos snowcat e por bandeirinhas vermelhas. Nesse horário, vários grupos estão subindo, não havendo dificuldade de encontrar o caminho. O percurso, embora não exija uma técnica apurada de escalada, é importante que o escalador tenha um conhecimento básico de deslocamento em gelo com grampons, uso dos bastões e piqueta, uso de arnês e cordas de apoio, etc. Além disso, exige um preparo físico muito bom, no caso da opção de não utilizar o auxílio de transporte. Conclusão: Para quem possui experiência com montanhismo no gelo, é uma escalada que dá para fazer de forma independente sem problema, ficando o custo muito acessível. Para quem não tem experiência, a melhor alternativa (mais econômica) é contratar uma agência diretamente na Rússia. Existem várias na internet, devendo pesquisar aquela que tem os melhores comentários. Pelo que vi, contratar a agência na Rússia sai em torno de 800 a 1.000 euros. A aclimatação e a escalada são fantásticas. A visão da cadeia de montanhas do Cáucaso é algo impressionante. Vale a pena conhecer a região, mesmo que não seja para fazer a escalada. As pessoas são solicitas e tentam ajudar de alguma forma, embora é muito difícil encontrar alguma que consiga se comunicar em inglês ou outro idioma além do russo.
  5. Show! Como passou na região de Darién, na selva entre Colômbia e Panamá? Meu sonho de consumo fazer essa trecho por trilha!!!
  6. Parabéns. Relato bem detalhado e com muitas informações. E a volta, foi pela trilha ou barco?
  7. lufema

    Torres del Paine

    Marcelo, Estou com dificuldade também para finalizar a compra com cartão visa na Vertice. Como você fez?
  8. Há aproximadamente cinco ou seis anos que o Trekking EBC não sai da minha mente. Neste período conheci mais de 20 países, subi algumas montanhas na América do Sul e México, além de ter feito diversos trekking e travessias aqui no Brasil e pelo mundo, mas o EBC continuava ali, como um objetivo a ser alcançado, um projeto a ser concluído... Tudo começou quando li um relato bem antigo aqui no Mochileiros, com uma riqueza de detalhes e experiências, que me impressionou muito, e que durante esses anos todos não deixou que esquecesse esse objetivo. Na verdade, a cada ano que passava lembrava do relato o que aumentava o meu desejo de realizar o trekking. Um dos motivos de ter adiando a empreitada é que, diferentemente do autor do relato, queria realizá-lo solo e de forma totalmente independente. Entretanto, havia um grande limitador: Sempre tive muita dificuldade com inglês (espanhol quase fluente, um italiano muito bom e um francês básico), que sempre foi meu grande calo, desde a época do colegial, o que me deixava com certa insegurança de fazê-lo sozinho e independente. No final de 2015 decidi que não passaria o ano de 2016 sem realizar meu grande objetivo, independentemente de qualquer outra coisa ou limitação. Assim, consegui reservar as passagens aéreas, ainda naquele ano e, a partir daí, intensifiquei as pesquisas e preparativos. Tentei melhorar meu inglês, mas sem grande sucesso. Como existem diversos relatos aqui no Mochileiros e na internet, meu principal objetivo aqui não será realizar uma descrição detalhada do dia-a-dia do trekking, mas tentar fornecer um conjunto de informações e dicas para ajudar aqueles que pretendem fazer o trekking nas mesmas condições que fiz. Primeiro, vou apresentar um relato resumido do roteiro que realizei, fazer algumas considerações e depois ir postando as informações e dicas para tentar ajudar aqueles que pretendem fazer trekking independente. Vou procurar fazer de forma estruturada e conforme meu tempo disponível. Relato resumido: 12 a 14/10/2016: Realização dos voos com stopover em Londres e Delhi VIX – GRU – LRH - DEL: Bilhetes emitidos diretamente no site da TAM com 50.000 mil pontos Multiplus. Stopover de 12 horas em Londres e de 10 horas em Delhi. Minha idéia inicial era emitir com destino final KTM, mas não consegui pelo Multiplus, somente para DEL. Cansativo? Claro que sim! Valeu a pena? Muito! Em Londres consegui renovar meus equipamentos de montanha, além de comprar os de minha filha com preços, em média, bem menos da metade do que gastaria aqui no Brasil. Vou apresentar algumas dicas para comprar equipamentos em Londres, informar o que comprei e o valor. Em Delhi pude ter o gostinho do que é uma viagem para Índia, que pretendo fazer em breve, onde quero ficar pelo menos trinta dias e percorrer as principais cidades do país, de leste a oeste. DEL – KTM: Como não consegui emitir o bilhete com destino final para Kathmandu pelo Multiplus, comprei esse trecho de forma separada. Não é considerando um trecho caro ou de difícil emissão, pois as companhias aérea indianas o fazem em várias frequências diárias, com emissão online. Entretanto, não sei bem o porquê, não encontrei por menos de 200 USD na data que precisava (acho que deixei para reservar esse trecho meio em cima da hora, na alta temporada). Depois de pesquisar bastante, consegui emitir pela Nepal Airlines por aproximadamente 80 USD. Nas dicas vou dizer como, pois é uma companhia que geralmente não aparece nas pesquisas dos sites agregadores tradicionais, nem possui compra online. Pretendo dar dicas também de como agilizar, ainda no Brasil, o visto de entrada no Nepal, algo que não vi em nenhum site ou guia que consultei, somente no site do governo do Nepal. 15/10/2016: Preparativos do trekking em Kathmandu Usei esse dia para providenciar a autorização do governo do Nepal para o trekking (TIMS), comprar o que faltava, preparar o equipamento e organizar a mochila. Pretendo postar dicas aqui no Mochileiros de como emitir a TIMS e do que compensa comprar em Kathmandu, visto que lá é o paraíso das falsificações, além dos preços que paguei e da negociação com os vendedores, o que é muito importante para se conseguir bons negócios. 16/10/2016: Dia 1 - Voo de Kathmandu para Lukla (2.850 m) e primeiro dia de trekking, de Lukla para Namche Bazar (3.450 m), com duração de 8 horas Não preciso fornecer detalhes do voo pois uma das primeiras coisas que quem pretende fazer essa viagem faz é pesquisar vídeos no Youtube, onde existem vários que dão uma ideia clara do que esperar do “aeroporto mais perigoso do mundo”. O que posso dizer é que o que acontece é exatamente como nos relatos e vídeos. Pretendo postar nas dicas algumas informações sobre preço, como comprar o bilhete sem agências, ainda no Brasil, horários de voos, como proceder no check-in e no embarque, entre outras. O caminho a partir de Lukla segue por pontes suspensas e aldeias, margeando o rio Dudh Khola, ora cruzando com grupos de trekkers que retornam, com caravanas de yaks indo e vindo, com carregadores e suas enormes cargas. A ponte suspensa de Larja marca o acesso à escadaria para Namche Bazar. A subida é muito forte e dura aproximadamente de duas a três horas, com várias paradas para recuperar o fôlego. Geralmente o trecho de Lukla para Namche é realizado em dois dias. Não achei na internet relato sobre fazer em um dia. Acho que a dificuldade de fazê-lo em um dia tem haver com a aclimatação. Nas dicas pretendo trazer informações do que fiz para potencializar a aclimatação, o que é interessante para aqueles que dispõem de um período curto para realizar o trekking. 17/10/2016: Dia 2 - Aclimatação com trekking de ida e volta entre Namche (3.450 m) e Thame (3.800 m), com duração de 8 horas Importante reservar um dia em Namche para aclimatação, independentemente do tempo que dispõe, além de poder conhecer a cidade, as atrações e a região, que são muito interessantes. Essa aclimatação é importantíssima, e foi a única que realmente fiz. Os roteiros tradicionais geralmente trazem mais dois ou três dias de aclimatação em outros locais. No meu caso, por causa do tempo, não reservei mais nenhum outro dia específico para aclimatação. 18/10/2016: Dia 3 - Namche (3.450 m) para Dhole (4.020 m), com duração de 9 horas Resolvi fazer um dia mais puxado, para poder ter uma folga maior no dia seguinte, pois estava me sentindo muito bem, com ótima aclimatação. Esse dia foi realmente muito cansativo e somente recomendo para aqueles que tenham um bom potencial de aclimatação e suficiente preparo físico, pois são duas subidas fortes. Caso contrário, é melhor fazer o pernoite em Phortse Thenga, pequena vila depois do passe de Mong, localizada logo após o acesso à Phortse. 19/10/2016: Dia 4 - Dhole (4.020 m) para Macherma (4.400 m), com duração de 3 horas Foi um dia bem fácil, mais de descanso e aclimatação. Iniciei o trekking mais tarde, em torno das 10h. O caminho segue pelo chamado vale de Gokyo, cujas paisagens são realmente muito belas, com as vistas de montanhas, o verde da vegetação, que aos poucos vai dando lugar ao marron, conforme subimos, além das pequenas vilas e fazendas “penduradas” na montanha. 20/10/2016: Dia 5 - Macherma (4.400 m) para Gokyo (4.800 m), com duração de 4 horas Dia de trekking relativamente fácil. O que marca esse caminho é a chegada aos lagos de Gokyo. O primeiro é bem pequeno, quase imperceptível. O segundo, para mim, o mais bonito por causa dos diversos totens que existem em suas margens, além das grande pedras onde é possível fazer uma escalaminhada até certa altura, com uma vista completa da paisagem. Depois de chegar em Gokyo, que fica no terceiro lago (também muito bonito), deixei a mochila no lodge, continuei até o Lago de Thonak, quarto lago, em mais ou menos 2,5 horas ida e volta. Pretendo dar dica de como potencializar uma vaga em Gokyo, pois não é fácil no mês de outubro. A vila fica lotada, pois é um ponto de confluência de vários percursos de trilhas e de grupos de trekkers. Vi gente ficando em barracas por falta de acomodação. Gokyo é sem dúvida um dos destinos mais espetaculares do Sagarmatha National Park. Como meu tempo para fazer o trekking era muito curto, até próximo à viagem ainda estava na dúvida se seria possível incluí-la no roteiro, o que, no meu caso, só foi possível depois que inverti o sentido do trekking, ou seja, fazendo Gokyo antes do EBC. Inicialmente programei em fazer o sentido mais tradicional, mas não conseguia encaixar Gokyo no prazo que dispunha. Depois que mudei o sentido, ficou bem mais fácil. Recomendo fortemente incluir Gokyo no roteiro de trekking, pois as paisagens são de fato espetaculares. 21/10/2016: Dia 6 - Gokyo (4.800 m) para Gokyo Ri (5.400 m), com duração de 4,5 horas (subida/descida) e Gokyo (4.800 m) para Dragnag (4.700 m), com travessia do Glaciar Ngozumpa e duração de 3 horas Um dos momentos mais esperados para mim, o cume de Gokyo Ri, pois permite uma visão ímpar da cadeia de montanhas do Himalaya. Talvez as melhores fotos que fiz no trekking. Depois de retornar e almoçar em Gokyo, iniciei a travessia para Dragnag. O trajeto não é longo, mas exige muita atenção e cuidado, por se tratar de uma travessia em zona de geleira, com pedras soltas e onde a trilha não é bem definida. Importante observar os totens de pedra que marcam o melhor trajeto. Deixei para fazer bem mais tarde e praticamente fiz sozinho, e com o tempo já bastante fechado. 22/10/2016: Dia 7 - Dragnag (4.700 m) – Cho La Pass (5.420 m) – Dzonglha (4.850 m), com duração de 8h Certamente o dia mais difícil do trekking. Para quem está só, importante não perder a partida dos grupos às 6h (agendei o café da manhã para 5:30h). Esse dia tem caminhada em terra, subida e descida em pedra e gelo, com uma pequena escalaminhada, momentos de calor e frio intenso. A trilha nas paredes de pedra não é bem marcada, por isso importante subir e descer com bastante atenção e cuidado, sempre escolhendo o melhor caminho, evitando-se as pedras soltas e utilizando com firmeza os bastões de caminhada como apoio. Importante também, pelo menos para mim foi muito, a utilização de crampons na caminhada sobre a geleira, que de certa forma é curta mas muito escorregadia. Os crampons que usei foram bem simples e comprados em Kathmandu por 5 USD, mas que forneceram um grande apoio. 23/10/2016: Dia 8 - Dzonglha (4.850m) para Lobuche (4.900 m), sendo que meu objetivo era chegar em Gorak Shep Seria uma simples caminhada de aproximadamente 5h, mas que no meu caso ficou bastante complicado pois peguei uma trilha errada e quando me dei conta estava descendo em direcção a Periche. Tive que voltar subindo mais ou menos umas três horas. Meu objetivo inicial era chegar direto a Gorak Shep, pernoitando lá. Entretanto, com o erro da trilha, cheguei em Lobuche já a tarde e com o tempo muito fechado e temperatura em queda livre. Achei melhor, pelo cansaço, pernoitar em Lobuche. Posso dizer, por experiência própria, que errar a trilha abala muito o trekker, principalmente em relação à sua concentração. No meu caso foi uma falha amadora, pois bastava ter olhado melhor o mapa ou ter ligado o GPS. 24/10/2016: Dia 9 - Lobuche (4.900 m) – Gorak Shep (5.150 m) – EBC (5.350 m) – Periche (4.300 m), em 9 horas Por conta do erro na trilha, esse dia foi bastante puxado. O trecho entre Lobuche e EBC não é fácil, muita subida e descida, que ficam acentuadas pela altitude acima dos 5.000 m. Vi um grupo inteiro desistindo antes de chegar ao EBC, pois integrantes passavam mal e outros, muito cansados. Minha principal missão no trekking era chegar o mais próximo da temida “Cascata de Gelo” da face sul, no EBC, local onde os “Doutores do Gelo” instalam aquelas escadas de alumínio e cordas de segurança que servem de apoio para as expedições atravessarem as grandes fendas. Antes da zona da morte (acima dos 8.000m), o trecho mais traiçoeiro da escalada ao cume do Everest pelo lado do Nepal. Vendo aquela imensidão fiquei pensando nos primeiros escaladores, sem tecnologia, sem “doutores do gelo”, com equipamentos rudimentares, de fato o desafio era imenso…. Cumpri minha missão, consegui filmes e boas fotos, além de ter alcançado o marco simbólico do EBC, que é um grande totem de pedras rodeado por bandeiras de oração. Embora longo, o trecho até Periche foi relativamente simples, pois é praticamente todo em descida depois de Lobuche. 25/10/2016: Dia 10 - Periche – Namche Bazar, em 8h Trecho é relativamente longo, mas com baixa dificuldade. Algumas descidas e subidas, mas nada acentuado. Para mim, o destaque do percurso é a vila de Tengboche, onde existe um mosteiro que merece a visita, além de permitir uma bela vista da cadeia de montanhas do Himalaya, inclusive do Everest, o que permite belas fotos. 26/10/2016: Dia 11 - Namche Bazar – Lukla, em 8h Trecho relativamente simples, porém com descidas e subidas mais acentuadas, principalmente a subida de acesso ao Portal de Lukla, que marca a chegada à cidade. Importante tentar chegar antes das 16h para confirmar, na oficina da companhia aérea, o voo para Kathmandu, e para poder conseguir um lodge mais próximo do aeroporto, principalmente se o voo está marcado para as primeiras horas da manhã. 27/10/2016: Dia 12 - Lukla – Kathmandu Peguei o voo para Kathmandu às 7h da manhã, um dos primeiros voos disponíveis no dia. Não houve atraso. Chegada em Kathmandu tranquila, com táxi tabelado para Thamel, o bairro dos turistas. Então, em relação ao roteiro foi isso que eu fiz. Agora vou organizar as dicas e informações para continuar postando conforme disse aí no texto. Vou postar também algumas fotos. Se alguém tiver dúvida, pode perguntar que vou tentar responder junto com as dicas.
  9. Parabéns, trekking fantástico! Está na lista. Valeu pelo relato. Se puder, coloca alguma informação sobre o custo da pernada.
  10. Acabei de comprar o Etrex 30x. Acompanhando e assim que tiver dicas posto aqui.
  11. Informações excelentes! Está na lista para ano que vem.
  12. Parabéns pelo relato. Está na minha lista.
  13. Excelente relato, muito detalhado. Parabéns pela trip. Uma dúvida: nas casas de chás há como carregar bateria da máquina/celular/GPS? Como você fez? Obrigado!
  14. Bela viagem! América central, próximo destino!. Parabéns pelo estilo de viagem e pelas dicas postadas, são muito úteis.
  15. Olá. Fiquei fiquei 10 dias no Equador e não vi um brasileiro sequer, nem mesmo em Quito. Como disse no relato, o país ainda na foi "descoberto" por nós. Mas mesmo assim aproveite pois o Equador é muito lindo e o povo hospitaleiro. Luis
  16. Olá, avenida dos vulcões é como a rodovia Panamericana é conhecida. Portanto, a melhor forma de transporte e por ônibus, que são muito em conta. Luís
  17. Depois de uma viagem inesquecível ao Equador resolvi postar o relato para contribuir com informações sobre esse país ainda pouco explorado pelos brasileiros. O mochilão foi realizado entre os dias 6/10/2012 e 18/10/2012. Sim, demorei muito para finalizar o relato. A causa, uma promoção profissional que me tomou todo o tempo disponível. O Equador é um país relativamente pequeno, mas com inúmeros atrativos: praia, gastronomia, cidades históricas, parques, vulcões, montanhas, selva, termas, entre outros mais. Conhecer o Equador foi uma experiência que valeu muito O objetivo principal foi conhecer as principais cidades e atrativos localizados na denominada Avenida dos Vulcões, trecho da rodovia Panamericana entre Cuenca e Quito. Link do mapa da viagem: Preparei um mapa da viagem com os locais que pretendia visitar. Obviamente, que nem todos foram visitados, mas serve de referência para aqueles que quiserem mochilar pelo Equador. [googlemap]http://goo.gl/maps/Mjt30[/googlemap] Fotos: Link com algumas fotos que aparecem de acordo com o relato. [media]https://picasaweb.google.com/118018817838378287397/MochilaoEcuadorOut2012?noredirect=1#slideshow/5942611367713622082[/media] Roteiro: 06/10: VIX – GRU 07/10: GRU – LIM – UIO –CUE 07 a 10/10: Cuenca 10 e 11/10: Alausí 11 e 12/10: Riobamba 12 e 13/10: Latacunga 13 a 17/10: Quito 17/10: UIO – BOG – GRU 18/10: GRU-VIX Voos: VIX – GRU: bilhete adquirido no site da GOL - 75 BRL, com taxas; GRU – UIO – GRU: bilhete adiquirido no site Lastminute – 283 EUR, com taxas (ida pela Taca e volta pela Avianca); UIO – CUE: bilhete adiquirido no site da Lan Brasil - 147 BRL, com taxas; GRU – VIX: bilhete adquirido no site da TAM – 87 BRL, com taxas. Dica 1: Em comparação com outros destinos da América do Sul, o bilhete aéreo entre Brasil e Equador é relativamente caro, principalmente para os padrões mochileiros. Então, antes de comprar os bilhetes pesquisei muito, conseguindo um preço bem razoável. O que posso recomendar é pesquisar com antecedência em vários sites, pois passagens em promoção aparecem em alguns e não aparecem em outros. É importante não desistir, pois uma hora o bilhete promocional aparece. No meu caso, pesquisei continuamente por mais de duas semanas em mais de uma dezena de sites, e a passagem promocional somente apareceu em dois, Decolar e Lastminute. Tentei comprar no primeiro, pois o valor estava em reais e não precisaria pagar imposto nem a conversão, mas por problemas operacionais não foi possível. Acabei comprando no Lastminute-es, que recomendo, pois deu tudo certo Hospedagem: Todos os quartos privativos Cuenca (3 noites): Hostal – 36 USD (pagos com cartão de crédito) Alausí (1 noite): Hotel Europa 19 - 13 USD (pagos em efetivo) Riobamba (1 noites): Hotel La Estacion - 12 USD (pagos em efetivo) Latacunga (1 note): Hostal Tiana – 16 USD (pagos em efetivo) Quito (4 noites); Posada Del Maple – 51 USD (pagos com cartão de crédito) Dica 2: No Equador há diversas opções de hospedagem, para todos os gostos e bolsos, desde hostels simples até hotéis luxuosos. Para uma viagem mochileira, o ideal é algo em torno de 12 a 14 USD para quarto privativo, com banheiro, que foi em média o que gastei. O site hostelbookers é uma boa opção para reservar previamente. Consegui preços bons nas reservas antecipadas, observando que deve ser enviado e-mail ao hostel para confirmação da reserva. Gastos Totais: Passagens aéreas: 548 USD Hospedagem: 128 USD Alimentação: 158 USD Passeios: 72 USD Transportes e outros gastos: 54 USD Total: 960 USD 1o Dia (06/10) – Caminhada na Avenida Paulista O voo saiu de Vitória-ES às 16:40h e chegou a Guarulhos às 18:20h. Como o voo internacional somente sairia na manhã seguinte. Depois de deixar a mochila no Malex (10 BRL), resolvi ir para a Avenida Paulista passear e jantar. Avenida Paulista, como sempre, super movimentada, com várias opções de divertimento (teatro, museu, show). Apenas caminhei observando o movimento. Várias turmas, casais e famílias faziam o mesmo. Poucos policiais, mas em nenhum momento passei alguma dificuldade. Lá pelas 10h fui jantar na Hanburgueria Paulista. Depois caminhei mais um pouco retornando para a estação do metro. Depois de tomar o metro cheguei à estação Tatuapé por volta das 00h. Peguei o ônibus de volta e em torno de 1h estava no aeroporto de Guarulhos. Fiquei lendo até mais ou menos umas 5h da manhã, quando iniciou o check-in na Taca. Dica 3: Sair de Garulhos e ir para SP passear ou jantar em algum dos inúmeros restaurantes é uma opção muito boa para quem tem que esperar o horário voo. A cidade não dorme. Caso queira economizar no taxi, é super simples chegar à Avenida Paulista de ônibus e metrô: pega-se o ônibus inter-aeroportos até a estação do metro de Tatuapé (4,30 BRL) e depois o metro para qualquer estação (3 BRL). Deve-se ter atenção que o último ônibus que sai para GRU é às 00:10 (se perder tem que morrer no taxi). 2o Dia (07/10) – Chegando a Quito e voando para Cuenca Depois de olhar bem os preços no Freshop, embarquei no voo da Taca exatamente no horário previsto. Serviço de bordo padrão. O voo chegou em Lima também no horário previsto. Em Lima, quase que imediatamente, embarquei em um voo da Aerogal com destino à Quito. O voo também saiu e chegou no horário. Nunca havia voado de Aerogal. Pelo que percebi a empresa pertence hoje ao grupo Avianca, sendo este o padrão do interior da aeronaves e do serviço de bordo. Chegando em Quito, no desembarque não há Freshop, passei umas 3 horas no aeroporto esperando o voo da LAN Equador para Cuenca. Pude perceber que o aeroporto é bem pequeno. O novo aeroporto de Quito está em construção e fica afastado do centro da cidade. Dica 4: Tenho observado que os preços em Freshop estão muito altos, especialmente no de Guarulhos. Praticamente, o que compensa hoje em dia são as bebidas e algumas promoções que eles fazem. Tenho observado também que os preços nos Freshop dos aviões estão cada vez melhores. O problema é que muitas vezes não tem o produto. Portanto, fica a dica para quem quiser fazer as compras, para dar uma olhada nas revistas dos aviões. O voo da LAN também saiu no horário e levou aproximadamente uns 45 minutos até chegar a Cuenca. Fui direto para o desembarque, que sai na rua. Por minha sorte, havia somente um taxi na frente do aeroporto. A corrida até o Hostel foi 3 USD. Não questionei, somente entrei no taxi e fui. O Hostel Hogar Cuencano, reservado pelo Hostelbrooker é familiar e bem simples. Fiquei em quarto privativo com banheiro por 12 USD a diária, sem café da manhã. A localização é excelente, bem próximo à Calle Larga, onde estão localizados bares, restaurantes, casas noturnas . O problema do hostel é que não possui área de convivência e está passando por uma reforma, o que atrapalhou um pouco. Acho que hoje a reforma já tenha terminado. 3º Dia (08/10) – Conhecendo Cuenca Cuenca é uma cidade relativamente grande, com um centro histórico tombado pela Unesco. Neste dia acordei por volta das 8h e saí para conhecer a cidade, especialmente o centro histórico. Fui andando pela Calle LArga, até o Banco Central onde, ao lado, está localizado também o Museu del Banco Central. O museu estava fechado, mas foi possível conhecer o parque que fica atrás, as Ruinas de Pumapungo. Muito interessante, conta a história dos povos que habitaram a região antes da chegada dos espanhóis. Há um lindo lago, viveiro de pássaros, animais de criação e hortas. O objetivo do parque é reproduzir o modo de vida dos antigos habitantes. Vale a visita. Despois da visita, continuei andando pela cidade sem uma direção certa, somente observando o modo de vida dos moradores, as casas e prédios , até chegar a plaza Del Corazon de Maria, onde há um restaurante que serve café da manhã, que seria café da manhã. Eram umas 10h, quando parei para tomar o café. Pedi um suco de frutas e uma tostada com queijo (tipo queijo quente). Pague 1, 5 USD. Dica 5: Em vários pontos de Cuenca (praças, esquinas, prédios históricos, etc.) há placas com mapas turísticos que indicam a posição que o visitantes está e as atrações e restaurantes próximos, sendo um boa opção de localização na cidade. Depois de ficar um pouco observando a praça, segui pela Calle Simon Bolivar, que possui casario em estilo colonial, com balcões, prédios e igrejas imponentes. Fui caminhando até chegar na plaza Parque Abdon Calderon, onde estão localizadas várias atrações de Cuenca, como Catedral Vieja, Catedral Nueva e suas cúpulas, entre outras. Quando cheguei à Plaza havia um ônibus turístico (2 andares) saindo para um recorrido pela cidade. Como o preço era de apenas 5 USD, acabei indo. A duração é de aproximadamente 2 horas. Vale a pena para umsa visão geral da cidade. O guia apresenta informações acerca dos principais pontos da cidade, em inglês e espanhol. Dica 6: Para um jantar especial em Cuenca recomendo o restaurante Las Monjas, que está localizado em um casarão, possui um ambiente super decorado, bom atendimento e um cardápio excelente, com pratos da cozinha contemporânea. O preço não é dos mais baratos, mas vale muito. 4º Dia (09/10) – Parque Nacional Cajas O Parque Nacional El Cajas está situado na província de Azuay, a 33 km de Cuenca. Existem diversos níveis de trilha, de 2horas até dias (para acampar). Para fazer algumas é necessário guia. No refúgio, na entrada do parque, fazem o registro e dão um folheto com informações das trilhas e um mapa. Há um restaurante no Parque onde é possível comer um Locro de papa depois da trilha. Não tem coisa melhor. Saí do hostel em torno de 8h e peguei um taxi para rodoviária de Cuenca (2USD). Na rodoviária, foi bem fácil pegar o ônibus para o El Cajas, basta perguntar para uma das várias pessoas que ficam “gritando” os destinos. A passagem custa em tordo de 3 USD e o percurso é feito em mais ou menos 1 hora. Fale para o motorista que você quer descer no Porton Principal del Parque Cajas. Chegando ao parque basta registrar, pegar o mapa e escolher a trilha. Optei pela trilha que a maioria faz, cujo percurso demora em torno de 4 a 5 horas. Dica 7: É importante estar preparado: calçado adequado, agasalho, água e lanche. Para mim, a bota foi fundamental, livrando de torcer o tornozelo em várias oportunidades, principalmente no trecho final. Agasalho é imprescindível, pois o clima muda muito. Água, devido à altitude, é importantíssima; levei somente 0,5 l que não deu para nada. Enchi a garrafa várias vezes nas diversas fontes existentes (não tive problema posterior algum, mas para os mais sensíveis talvez levar um purificador em pastilha). Sugiro levar lanche, especialmente chocolate que atenua um pouco os efeitos da altitude. A trilha é toda sinalizada, mas deve-se manter atenção pois em alguns lugares a marcação é fraca o que pode confundir. A cada 10 a 15 minutos haverá uma marcação sinalizando a trilha. Há também placas com informações sobre altitude, espécies de plantas, etc., mas em muitos locais estão danificada. A paisagem é muito bonita, Há vários tipos de vegetação, riachos e lagos. Há também fontes cristalinas de agua. A parte mais difícil é a última hora de trilha, no retorno ao refúgio, pois é uma subida em terreno acidentado com muitas pedras. Neste ponto o cansaço é grande, especialmente por conta da altitude. Cheguei de volta ao refúgio por volta das 16h30. Fiz em aproximadamente 6 horas, pois peguei um trecho errado e também devido a várias paradas que fiz. O refúgio fecha às 17h e o restaurante, às 18h. Para retornar a Cuenca, há uma parada de ônibus em frente à entrada do Parque. Fique atento, pois devido a uma curva existente fica difícil o motorista ver que há alguém na parada, podendo passar sem parar. 5º Dia (10/10) – Ruínas Ingapirca e Alausí Ingapirca é o maior complexo arqueológico e com a melhor conservação do Equador. Localiza-se a 80 km de Cuenca, na província de Cañar. Já Alausi é uma província de onde se parte um dos melhores passeios do Equador – Recorrido ferrocarril Nariz del Diablo. Fiz o check-out no hostel por volta das 8h, peguei o taxi para a rodoviária e depois ônibus para Ingapirca. Há somente dois horários com ônibus direto (a empresa chama-se Cañar), o primeiro é por volta das 9h30, que retorna de Ingarpica às 13h (o segundo horário não recordo). Como cheguei mais cedo na rodoviária, acabei indo em outro ônibus da mesma empresa Cañar ( 2 USD), que me deixou em uma cidade próxima, na rodovia Panamericana, onde peguei um bus até Ingarpica (0,25 USD). O segundo ônibus foi até a entrada do vilarejo, onde ficam algumas caminhonetes que completam o trajeto até as ruínas. Entretanto, é possível ir andando até as ruínas: caminhada de uns 10 a 15 minutos. No ônibus, fiz amizade com umas senhoras espanholas e acabei indo com elas na caminhonete (0,50 USD para cada). Chegando ao escritório paga-se o valor de 6 USD que dá direito à entrada, acompanhamento de guia (inglês e espanhol), como também ao uso do locker para mochila. Depois, basta aguardar o horário do recorrido, que acontece a cada 30 minutos. São poucos os brasileiros que fazem o tuor, a maioria é de europeus e americanos, conforme informado pela atendente. O guia é atencioso e fornece várias informações sobre as ruinas e os povos que habitaram aquela região. O estado de conservação é bom e é bem interessante, pois toma-se conhecimento de povos incas que habitaram o continente, além daqueles de mechu pichu. O recorrido dura aproximadamente 1 hora. Próximo, há algumas barracas de artesanato e uma lanchonete. Depois de finalizado o tuor, fui caminhando para a entrada do Parque, onde ficam as caminhonetes e os ônibus. Peguei um ônibus para a cidade de Tambo (1,5 USD), mais ou menos 30 minutos de viagem em estrada acidentada, passando por alguns vilarejos. Em Tambo, desci na Rodovia Panamericana, que corta a cidade. A partir de informações dos locais, fiquei aguardando ônibus para Alausí, que passa na Rodovia. Depois de uns vinte minutos, peguei o ônibus para Alausí (empresa do mesmo nome) que demorou em torno de 1h para chegar até a cidade, por volta das 15:30 h. A viagem foi bem tranquila a rodovia é muito boa. Custou 2,5 USD. Meu objetivo era chegar a Alausí antes das 15h, pois neste horário o trem Nariz del Diablo parte. Como não consegui, comprei o ingresso para o dia seguinte, no horário das 11h (25 USD). Achei o valor um pouco salgado, embora inclua um pequeno lanche e entrada no museu que na estação final. Em Aluasí, fiquei no hotel Europa ao preço de 12 USD o quarto privativo sem banheiro, sem café da manhã. Hotel simples mais limpo bom para passar uma noite. O que há de interesse na cidade, além do passeio de trem, é o casario antigo perto da estação de trem, que também é muito bonita. A noite foi difícil achar um restaurante para jantar. Dica 8: Caso o seu roteiro também inclua Ingarpirca e Alausí (nesta ordem), é recomendável o término do recorrido nas ruínas antes do meio-dia, para que haja tempo de chegar a Alausí antes das 15 horas, para que não se perder um dia na cidade, isto claro se o seu tempo estiver curto. 6º Dia (11/10) – Trem Nariz del Diablo e Riobamba Há três horários para o recorrido do trem Nariz del Diablo, às, 8h, 11h e 15h. Comprei o ingresso para as 11h. É recomendável chegar uns 15 minutos antes, pois há necessidade de validar seu bilhete antes do embarque. Percurso: Alausí - Sibambe – Alausí Distância: 12km Tempo: 2h 30 (ida e volta) Dica 9: Nas sextas, sábados e domingos, há um trem expresso voltado para a população local. O tíquete custa 6,5 USD, mas não há guia e as cadeiras não são confortáveis. Entretanto, o valor é quase um quarto do preço do trem turístico. Vale a pena para os mochileiros que querem gastar pouco e vivenciar o modo de vida dos locais. O trem turístico é bem confortável e permite uma visão ampla da paisagem, que é bem marcante e formada por precipícios, vegetação, rios e montanhas andinas. O guia fornece informações bem detalhadas sobre cada um dos pontos de interesse da viagem, bem como sobre a história de construção da ferrovia. O destino final é a estação de Sibambe, localizada próximo à comunidade indígena de Nizag. Esta comunidade também é responsável por administrar o museu, por uma dança típica que é apresentada quando o trem se aproxima e pelo aluguel de cavalos. O museu é bem interessante, pois retrata a história da construção da estrada de ferro bem coimo a cultura dos povos indígenas da região. No museu tem-se uma visão de porque a montanha se chama nariz del diablo. Vale a pena dedicar um tempo para conversar com os locais que ficam no museu. Eles têm muitas histórias. Todos os dias percorrem 3h para ir até a estação e mais 3h para voltar para a vila onde moram, pois há somente trilhas para pessoas e animais. Uma vida sofrida. A dança típica também é muito interessante e para aqueles que quiserem podem também entrar na brincadeira. No mesmo galpão onde acontece a apresentação, também há barraquinhas com artesanatos e outros produtos. Dica 10: Na estação de Sibambe (antes de subir a escadaria) há um restaurante com a comida muito boa e preço bem razoável. É uma opção interessante para quem vai voltar a Alausi e embarcar imediatamente para outro destino. O preparo é realizado pelos locais e o ambiente é muito bom. Chegamos em Alausi por volta das 13:30h e me dirigi imediatamente para o terminal de ônibus e dei sorte, pois havia um saindo naquele momento para Riobamba. Foi o prazo de comprar o bilhete e embarcar. A viagem durou aproximadamente 1,5 horas. O terminal de Riobamba é precário, próximo está sendo construído o novo terminal que, pelo visto, é muito melhor e mais confortável. Pelo que reparei a obra está em fase final, acredito que logo será inaugurado. Peguei um taxi na parte externa do hotel e falei para a motorista o meu destino – Hotel La Estacion. A corrida ficou em 2 USD. O trânsito estava muito ruim. O percurso embora pequeno, demorou mais de 30 minutos. O Hotel La Estaciona fica localizado atrás da estação de trem de Riobamba, que por sinal é novinha e onde há uma feirinha de artesanato. O hotel é bem razoável, os quartos são bons e com banheiro privativo. A diária ficou por 12 USD. O centro de Riobamba é bem movimentado. Possui comércio variado e diversas opções de restaurantes, até franquias multinacionais com KFC. A poluição também é grande, acho pela quantidade de carros circulando e pela proximidade com o vulcão ativo Chimborazo, o próximo destino da viagem. Dica 11: Recomendo ficar em um hostel ou hotel localizado próximo ao terminal de ônibus. Há várias alternativas, conforme pude observar. Assim, pode economizar no taxi e ter deslocamento mais rápido. Embora o hotel que fiquei fosse muito bom, eu me arrependi de não ficar próximo ao terminal. 7º Dia (12/10) – Vulcan Chimborazo e Latacunga Acordei por volta de 7h, arrumei a mochila, fiz o check-out no hotel La Estacion e pedi que guardassem minha mochila, até a tarde, pois hoje era o dia de conhecer o Vulcan Chimborazo, que acabou sendo uma aventura. Há empresas especializadas na ascensão do Vulcan Chimborazo e ou em recorridos de um dia. No meu caso, optei por conhecer o Chimborazo de forma independente, como manda o manual do bom mochileiro. Fui cedo de taxi para a Rodoviária de Riobamba, onde meu objetivo era pegar um ônibus com destino ao povoado de Bolivar, e descer no Portal de acesso ao Chimborazo. Entretanto, o terminal é muito confuso e cabei pegando um ônibus enganado pelo nome da empresa “Cooperativa de Transportes Chimborazo”. Na verdade, o ônibus não passava no Portal de entrada, mas próximo a um povoado onde se pega um outro ônibus até o Portal. Obviamente, que somente fui saber disso quando já estava na estrada. Conforme informações, desci em um Pueblo chamado Casa Condor e fiquei na rodovia a espera do ônibus que me levasse até o Portal que, segundo informações, logo passaria. Em um frio e vento congelantes, esperei por mais de uma hora e nada. Até que apareceram duas Cholas com sacos grandes de artesanias. Elas conversavam em um idioma ou dialeto que não era espanhol ou algo parecido. A única palavra que entendia é quando diziam “dólar”. Depois de algum tempo perguntaram, em espanhol difícil de entender, da onde eu era, para onde estava indo o que eu achava do país delas. Depois que respondi as perguntas, elas falaram que estavam indo para o Portal do Chimborazo para vender artesanias. Ofereceram-me gorros e luvas. Tentei comprar uma luva, pois a minha não estava protegendo muito contra o frio, mas não encontraram nenhuma que servisse. Noteis que as duas senhoras começaram a pedir carona para os poucos veículos que passavam. Depois de meia hora, uma camionete parou. Elas entraram no banco de trás e me chamaram. Como vi que o carro estava cheio me dirigi para a caçamba. Mas, imediamentamente, o motorista tirou as crianças que estavam dentro do carro e as colocou na caçamba e fez questão que eu fosse na parte de dentro do carro. Sinceramente, fiquei com dó das crianças, pois estava um frio assustador. Conversavam entre eles muito rápido em um idioma que não o espanhol. Quando se dirigiam a mim, falavam em espanhol, mas era um pouco difícil de entender. O curioso é que o motorista esquecia da estrada e se virava para conversar e nessa quase bateu em um caminhão que vinha em sentido contrário; foi por pouco.... Chegando ao Portal de entrada, com muito frio e vento, fiquei um tempo no 1º refúgio ao lado do Portal de entrada, onde há banheiro, mas não tem venda de bebida, água ou algo para comer. Foi aí que percebi que para chegar até o 2º refúgio, ou enfrentaria mais de duas horas de caminhada a 3500 metros de altitude, ou pediria carona para os veículos que passavam, pois não tinha nenhum outro tipo de transporte. Na portaria, há necessidade de se identificar com o passaporte ou outro documento e, se não me engano, paga-se uma módica taxa de entrada. Depois de um tempo, começou a chegar alguns veículos, que passavam pelo Portal e seguiam para o 2º refúgio, o ponto máximo onde os veículos chegam. Depois de uma hora, mais ou menos, parou um ônibus com estudantes para uma excursão no Parque. Foi a oportunidade de me apresentar ao motorista, explicar minha situação e pedir uma carona até o 2º refúgio. Prontamente, ele me chamou de “Brasil” e pediu que subisse no veículo depois que todos tivessem entrado. A carona foi providencial, pois encontrei muitos que subiram a pé sentados na margem da estrada suplicando por carona. Dica 12: Reserva de Producción de Fauna Chimborazo, é onde está localizado um dos vulcões mais famosos do Ecuador. É um local que vale muito a pena visitar. Entretanto, se for de forma independente, o mochileiro deve estar equipamento, no mínimo, com bota, 2ª pele, blusa, corta vento, gorro, luvas, cachecol, pelo menos 1 litro de água, chocolate, barra de cereal e muita disposição. Tenho que confessar, que não foi fácil, mas no final foi um passeio muito gratificante. A carona me deixou no 2º refúgio, que fica a aproximadamente 4000 metros de altitude. Imediatamente, iniciei a subida para o 3º refúgio, localizado a 5000 metros. Foi uma subida muito difícil por causa da altitude. A cada 50 metros há necessidade de parar para descansar um pouco. A respiração fica ofegante e consome-se muita água. Depois de mais de uma hora de subida, estava no 3º refúgio – Edward Whymper, que foi construído em 1979. No caminho, há um local com diversas placas com nome de montanhistas mortos em ascensão ao Chimborazo. O refúgio possui no térreo piso de madeira, algumas mesas e um senhor que vende bebida quente: café, chá ou chocolate. Muito frio e vento, fazendo que a sensação térmica seja negativa. Depois de um descanso e um copo de chocolate quente, iniciei a subida até o glaciar do Chimborazo, em uma ascensão de mais ou menos 500 metros. O início do glaciar é o máximo onde se dá para ir sem roupas técnicas. Permaneci alguns minutos, sendo que o topo permaneceu completamente encoberto por nuvens e não foi possível avistá-lo. Retornei ao refúgio e iniciei a descida. Durante o trajeto, encontrei diversos montanhistas subindo com roupas e equipamentos técnicos. Pelo que me informaram, estavam indo para o 3º refúgio, e de madrugada iniciam a ascensão ao cume do Chimborazo. Vão de madrugada, pois é guando o gelo do glaciar está mais firme, sendo que a volta tem que ser logo no início da manhã, antes que o gelo se enfraqueça. Foi muita sorte, pouco depois de chegar ao 2º refugio, o ônibus que me deu carona estava retornando, e pude regressar até o Portal de entrada com eles. Foram super corteses. Chegando ao Portal, fui direto para a parada de ônibus que tem em frente. Imagina o frio e o vento. Depois de uma meia hora esperando, passou um ônibus que seguia para Riobamba. Chegando à Rodoviária, identifiquei os ônibus que seguiam para Latacunga, peguei um taxi até o Hotel para pegar a mochila, retornei e depois de uma hora e meia, mais ou menos, estava em Latacunga. O ônibus não entrava na rodoviária de Latacunga, então desci na rodovia e caminhei por uma avenida movimentada até uma lan house, onde fui confirmar o endereço do hostel em que ficaria. Peguei um taxi, e depois de 10 minutos e 3 dolares, estava no Hostal Tiana. O Hostal Tiana é aconchegante, bem decorado, muito limpo, bem localizado, mas não é um dos mais baratos. A diária em quarto individual, sem banheiro, ficou por 15 USD. Dei uma volta pela região próxima ao Hostal e acabei jantando em um restaurante mexicano bem próximo. Latacunga é uma cidade organizada, com locais de interesses como prédios históricos, praças e monumentos. Recomendo a visita, principalmente se o interesse for conhecer o “Lago Verde Quilotoa”, que foi o meu objetivo. 8º Dia (13/10) – Laguna Quilotoa e Quito A Laguna Quilotoa é um dos atrativos mais conhecidos do Ecuador. Trata-se de um vulcão extinto onde se formou um grande lago com águas verdes. Acordei cedo, fiz um reconhecimento da cidade e depois o check-out no Hostal, guardei a mochila no locker, e fui de taxi direto para a rodoviária pegar o ônibus para Zumbahua, que é o povoado mais próximo ao acesso ao “Lago Verde Quilotoa”, que é administrado por uma organização comunitária indígena. Prepara-se, pois o trajeto, além de ser muito bonito, em algumas partes de tirar o fôlego, passa por estradas de terra com desfiladeiros também de tirar o fôlego. O ônibus não é novo, na verdade é bem velho, vai muito cheio e parando a todo o momento para os locais descerem ou subirem. Choveu tanto na ida quanto na volta, dificultando ainda mais o acesso. Dica 13: Ao pegar o ônibus na Rodoviária, certifique-se que ele vai até o ponto final localizado bem próximo à laguna, pois alguns vão somente até o povoado Zumbahua. Aí vai ser necessário pegar uma camionete ou um taxi, que custará mais 3 USD, ou encarar mais de uma hora de caminhada em uma paisagem especial. Próximo à laguna há vários hostels a preços camaradas, próprio para aqueles que queiram passar uma ou mais noites na região. Há também diversos restaurantes. Se tiver tempo, recomendo passar pelo menos uma noite. Paga-se aos nativos uma pequena taxa para entrar no parque, 1 USD. A visão da laguna é algo espetacular: inicia-se a caminhada por uma fenda na rocha e de repente aparece a visão da laguna lá embaixo, toda verde, com algumas cachoeiras de água de degelo em suas laterais. Fiquei ali pelo menos uma meia hora observando aquele fenômeno da natureza, antes de iniciar a descida até o nível da laguna. A descida não é muito difícil, pois, apesar da altitude, a gravidade ajuda bastante. Lá embaixo a visão é muito bonita, rende boas fotos. Há barcos para quem quiser fazer um passeio pelas águas. Algumas pessoas tomam banho naquelas águas geladas, no que parece um ritual de purificação. Prepara-se, a subida requer muito esforço e paradas constantes. Se a descida é relativamente rápida, a subida vai requerer mais ou menos uma hora. Há a opção de alugar, junto aos locais, um assento em um dos diversos cavalos que ficam à disposição dos turistas. Depois de caminhar um pouco em volta da laguna, fazer a subida de volta, comecei explorar a pequena vila que fica nos arredores. Pelo que vi, as pessoas que moram ali são nativos daquela região e são responsáveis pela administração do parque, do centro de turistas onde há várias barraquinhas com artesanias, das pousadas, restaurantes e quitandas. Povo simples mas alegre e receptivo. Local quase sem infraestrutura. Observei muitas crianças. Na parte de cima há um restaurante com um mirante de onde se tem uma visão privilegiada da laguna e da região ao redor, com boa infraestrutura para turistas. Almocei em um dos restaurantes das famílias que moram ali, onde fui bem recebido; comida deliciosa e preço convidativo. Depois de almoçar, fiquei mais um tempo andando pela vila e depois fui para a portaria de acesso para pegar um transporte até Zumbahua, tendo em vista que o próximo ônibus a partir de dentro da vila demoraria muito. Estavam eu e mais três mochileiros europeus. Esperamos por mais ou menos meia hora, até que chegou uma camionete que cobrou 1 USD de cada um. Chegando ao povoado, mais meia hora e pegamos o ônibus para retorno à Latacunga. O que posso dizer desse passeio que é imperdível fazê-lo de forma independente. A emoção começa já na estrada e é uma forma de vivenciar um pouco a forma de vida dos nativos. Muito bom mesmo. Recomendo. Chegando à rodoviária de Latacunga, voltei ao Hostal para pegar a mochila e para um último passeio pela cidade. Voltei para a rodoviária e peguei um ônibus para Quito. Não se preocupe, saem a todo o momento e os ônibus são bons. Somente atenção para o destino final que se deseja. Nem todos vão para o Terminal Terrestre. Depois de aproximadamente 2 horas, chegamos ao Terminal Terrestre Quintube Trata-se de uma grande rodoviária, onde há ônibus para todas as regiões do país. Atravessei o terminal até encontrar uma oficina de informações turísticas. A atendente foi muito prestativa e me informou todos os ônibus que iriam para Mariscal, que é a região onde praticamente todos os turística que visitam Quito ficam. Optei por pegar o Trolebus (cor azul), por parar em uma estação bem próxima a Mariscal. Compra-se o bilhete no guichê e custa 0,25 USD. Acompanhei as estações pelo mapa que a atendente me forneceu, pois no veículo não há indicação, a não ser a informação do motorista, mas que é difícil ouvir pelo barulho. Chegando à estação Colon desci do Troler e segui o mapa que tinha em mãos até o Hostel Del Maple. Já estava noite, mas tanto a estação quanto as ruas estavam muito movimentadas, não proporcionando nenhuma sensação de insegurança, embora todo cuidado seja pouco. Outros mochileiros também desceram. Dica 14: Mariscal em Quito é a região onde fica a maioria dos turistas. Há uma infinidade de hotéis e hostels para todos os bolsos. Consegui um ótimo preço pelo Hostelbookers em um ótimo Hostel, em quarto privativo com banheiro, televisão e cama de casal e solteiro, com café da manhã. Nem mesmo a dona, que estava na recepção no momento do check-in, acreditou no preço, reclamou muito, mas teve que seguir o que estava escrito. Portanto, vale a pena pesquisar, ver as dicas e reservar com antecedência. Não há perigo de ficar sem vaga se deixar para a última hora, pois há muitas opções mesmo, mas pagar uma tarifa módica em ótimas acomodações não tem preço. Depois de deixar as coisas no quarto, tomar um banho, fui conhecer a famosa Plaza Foch, onde há uma infinidade de bares, restaurantes e casas noturnas. O movimento de turistas é muito grande, gente de várias partes do mundo, inclusive muitos mochileiros, com suas cargueiras para baixo e para cima. 9º Dia (14/10) – Cerro e La Mariscal Depois de uma excelente noite de sono e de um café da manhã reforçado no Hostel, segui para uma caminhada pela cidade. Pela manha, pude constatar que o Hostel fica em uma rua muito tranquila e arborizada, bem bonita. Caminhei pela Calle Luiz Cordero, passando por diversos prédios de arquitetura moderna, seguindo então pela Calle Humberto Albornoz. No final desta rua está a Parada del Alfa, onde há transporte gratuito até o TeleferiQo. A caminhada até a parada onde se pega o transporte direto para o TeleferiQo durou mais ou menos uma hora e foi muito boa, pois permitiu ter uma visão desta parte de cidade de Quito. O TeleferiQo de Quito custa 8,5 USD e possibilita a ascensão a uma altitude de 4200 metros, bem próximo ao cume do Vulcan Pinchincha, na colina de Cruz Loma. Nessa altitude é um pouco difícil respirar pois o ar é rarefeito, principalmente para quem começa a viagem por Quito. Levar bons agasalhos é necessário porque o clima é de frio intenso. Do alto, vê-se a cidade e seus prédios. Como o tempo não estava bom, não foi possível observar o topo do vulcão Pichincha, que fica a 4698 metros. Somente percorri o início da trilha que leva à boca do vulcão. Como era domingo, havia muitas famílias fazendo piquenique, que se protegem do frio nos diversos abrigos de madeira existentes próximo à subida. Tanto a subida como a descida no teleférico permite uma vista privilegiada da cidade e de seus arredores. No topo da colina há uma infraestrutura própria para os visitantes, com banheiros, aquecimento, restaurantes, lanchonetes, lembranças, etc. Depois de algum tempo na colina o frio apertou muito, o que me forçou a retornar à base pelo teleférico, que demora mais ou menos vinte minutos para completar a descida. Na base, tomei um taxi para Mariscal, por 5 USD. Retornando a Mariscal, pode conhecer melhor esta famosa região de Quito. Pelo que entendi, trata-se de um bairro com boa infraestrutura, muitas lojas, bares, restaurantes, cafés, lavanderias, agências de viagem, mercados, hotéis e albergues. Todo esse conjunto comercial tem como ponto central a Plaza Foch, que é o ponto de encontro de Mariscal. Embora os locais também frequentem os estabelecimentos, pude perceber que o bairro inteiro se movimenta praticamente em torno dos turistas. Dica 15: Mariscal possui uma quantidade grande de restaurantes, de todos os preços, gostos e tipos. Gostaria de recomendar três, que de fato experimentei e posso assegurar a qualidade e o excelente custo-benefício; El Arábe, deliciosa comida árabe (especialidades Falafel 4 USD e Kebab 3,25 USD); Chandani Tandoori, comida indiana autêntica, com destaque para os pratos com massala (não servem carne de vaca, em média 4 USD o prato bem servido); restaurante uruguaio, na Calle Juan Leon Mera, ao lado do restaurante Magic Bean (na verdade uma porta de vidro pequenina, parrilha a partir de 8 USD). Depois de um belo Kebab no restaurante El Arabe, do Sr. Salameh, que tem verdadeira paixão por brasileiros, fui comprar o passeio para o Vulcão Cotopaxi. Vale um parêntese: até aqui fiz todos os passeios de forma independente, mas considerando que foi muito recomendada a descida de bicicleta a partir do Cotopaxi, optei por comprar o passeio junto a uma agência especializada. A agência escolhida e a única que estava aberta no domingo três horas da tarde foi a Gulliver. O passeio de dia todo, incluído café, transporte, almoço, guia, bicicletas e lanche da tarde (excelente bolo de chocolate e bebida quente, na pousada PapaGayo), ficou por 30 USD, depois de muito choro. O preço inicial era de 35 USD. 10º Dia (15/10) – Vulcan Cotopaxi Parque Nacional Cotopaxi localiza-se nos Andes centrais do Equador, a cerca de 50 km ao sudeste de Quito, onde está o vulcão Cotopaxi, com quase 5.900 m de altura, um dos maiores vulcões ativos na Terra. A paisagem do parque é típica de áreas vulcânicas recentemente ativos, e existem vários picos na zona protegida com mais de 4.000 m de altitude. No ponto de encontro, uma cafeteria na Plaza Foch, com direito a bebida quente, estavam eu e mais três holandeses. O guia logo apareceu e rapidamente saímos. Um casal espanhol se juntaria a nós. Fomos pela rodovia Panamericana, conhecida como avenida dos vulcões, o dia estava claro e com poucas nuvens e já podíamos ver o pico do Cotopax. O objetivo da ascensão era chegar ao refúgio José Ribas, localizado a 4800 metros, e de lá chegar até o glaciar do Cotopaxi, localizado a 5.300 metros. Depois, descer para 4500 metros e ir de bicicleta até a laguna Limpiopumgo, localizada a 3.800 m. O veículo chega até o estacionamento, a 4500 m. A partir daí inicia-se a ascensão de 300 metros até o refúgio. O terreno é de cascalho e terra, tornando a subida difícil. Depois de uma hora, chegamos ao refúgio para um pouco de descanso e também para aproveitar a paisagem. No refúgio, havia já diversos montanhistas com equipamentos próprios aclimatando para ascensão ao Cotopaxi. Iriam passar a noite e sair de madrugada. A parte mais difícil foi a ascensão ao glaciar. O terreno é de terra, o que torna a caminhada muito desgastante, associada a uma altitude acima de 5000m. A respiração fica muito difícil. Embora tenhamos sentido o efeito da altitude e o desgaste, todos chegaram ao glaciar, onde tiramos muitas fotos e ficamos mais ou menos meia hora observando a passagem e o pico do Cotopaxi, que estava muito visível. A partir dali, somente com equipamentos técnicos e com muito preparo físico. Depois voltamos para o refúgio, de onde descemos para o estacionamento e pegamos as bikes para a descida. O percurso com as bikes foi relativamente fácil, a estrada é de terra, apresenta em alguns pontos irregularidades, mas no geral foi muito bom, sendo possível atingir altas velocidades. O percurso foi realizado em aproximadamente 1 hora, com algumas paradas para fotos. Alguns trechos são planos, o que exige um esforço maior nas pedaladas. O ponto de encontro foi a Laguna Limpiopumgo. Dica 16: O clima na região do Parque Nacional Cotopaxi e muito estável. O dia começou ensolarado e terminou com uma tremenda chuva. Portanto, recomendo, além dos itens necessários ao passeio, que seja também levado uma capa de chuva, pois será muito útil para o caso de uma chuva repentina, como aconteceu. O almoço foi servido em uma hostaria chamada Paja Blanca, localizada próxima à laguna. A refeição foi excelente, composta por entrada fria (guacamole e nachos), entrada quente (sopa de batata e carne) e prato principal (frango com vegetais), tudo acompanhado de suco e gaseosas. A comida foi bastante, todos ficaram satisfeitos e ainda sobrou. A volta foi tranquila. O casal de espanhóis ficou na rodovia aguardando o ônibus para Latacunga. Recomendo a agência Gulliver. Tudo que estava previsto foi cumprido. O guia se mostrou muito eficiente, deu força para aqueles que estavam quase desistindo na ascensão. Enfim, valeu muito o investimento. Passeio inesquecível. 11º Dia (16/10) – Centro Histórico de Quito Depois de uma ótima noite de sono e de um café da manhã revigorante, era dia de conhecer o centro histórico de Quito. 12º Dia (17/10) – Volta ao Brasil
  18. Parabéns pela viagem e pelo relato, muito detalhado, envolvente e engraçado, apesar dos perrengues. Bolívia e Peru são demais, pretendo voltar logo. E Aerosur fechou mesmo?
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