Ir para conteúdo

laramagnago

Membros
  • Total de itens

    131
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

8 Neutra

Sobre laramagnago

  • Data de Nascimento 06-12-1989

Outras informações

Últimos Visitantes

O bloco dos últimos visitantes está desativado e não está sendo visualizado por outros usuários.

  1. Ei, André! Tá joia? Que soooonho ficar 6 meses nessa estrada! Vamos lá, você vai precisar ter: 1) 2 triângulos; 2) 1 kit de primeiro socorros; 3) 1 colete reflexivo 4)1 cambão articulado 5) carta verde - a carta tem validade de 30 dias, então a cada 30 dias a sua seguradora vai ter que emitir o documento. E tem que ser impresso em papel verde Se você for sair pelo Chuí, tem uma lojinha ao lado de uma pizzaria que vende tudo isso (menos a carta verde ) Espero ter ajudado! Abraços,
  2. Eeei! Gente, desculpa! Agora que vi sua pergunta sobre os gastos!! Anexei a planilha no inicio do relato e lá tem todos os gastos [emoji1]
  3. Ei! Obrigada pelo retorno Optamos ir pelo Uruguai porque queríamos conhecer alguns destinos por ali, como Colonia e depois passar por Buenos Aires. Foi a rota que ficou mais "fácil" de ser feita, já que um casal de amigos havia feito meses antes, então tínhamos mais referência de condições de estrada, locais de parada ...
  4. Ah, que massa, Pedro! Obrigada Faça essa viagem sim, não tem como arrepender, rs! Qualquer coisa que precisar, só me falar
  5. Ei, Marcelo!! Obrigada! Olha, o GPS quis que a gente fizesse esse caminho desviando em Gobernador Gregores, mas dá muuita volta. Se não for época de chuva dá para passar tranquilo! Recomendo comprar um mapa da Argentina que tem todas as rotas, informa onde tem posto, quais os trechos asfaltados e de rípio.
  6. Quando junta a fome com a vontade de comer. Leia-se: quando você se gradua e está desempregada e seus pais estão dispostos a encarar aquela tão sonhada road trip para a Patagônia. Fomos encorajados por um casal de amigos que já tinha feito a mesma viagem e começamos a organizar como seria toda essa aventura. Lendo uns relatos aqui, checando rotas ali, e em alguns meses (uns 4) optamos por um roteiro (flexível), saindo de Vitória rumo ao Ushuaia. O que foi feito antes da viagem: [*] Seguro viagem: fiz Online pela Vital Card - R$ 1062, para 3 pessoas, cobertura para 36 dias. [*] Comprar roupas especiais para o frio, considerando que o inverno de Vitória chega ali nos 20ºC. [*] Carta Verde - documento obrigatório para poder dirigir no Mercosul. De resto, foi tudo de véspera. Literalmente. O carro foi verificado e feito algumas trocas no dia anterior. As malas foram arrumadas no dia anterior. A gente gosta de emoção. Dados Gerais: Total KM: 14.228 Total Gasto: R$ 25.000 para 3 pessoas/ 30 dias - Obs: Ficamos em hospedagens que ofereciam o mínimo de conforto, afinal, estava viajando com meus pais e não iria obrigá-los a ficar em um dormitório com 12 pessoas Então, dá para economizar mais na acomodação. Estrada no Uruguai, Argentina e Chile: São ótimas! Pistas bem conservadas e praticamente só retas, então a viagem rende bastante. Atenção: Dentro da Argentina é proibido atravessar algumas províncias com algumas frutas e alimentos crus, então certifique-se de perguntar isso na hospedagem antes de cruzar de província. E então, dia 08 de março começou a trajetória. A ideia foi chegar o quanto antes na região da Patagônia, e por isso apenas pernoitamos nas cidades até chegar em El Chaltén. O roteiro foi: - Saída de Anchieta - Pernoite em Aparecida/ SP - Pernoite em Curitiba/PR - Pernoite em Morro Reuter/RS -Pernoite no Chuí/RS - Pernoite em Montevideo/UR - Pernoite em Buenos Aires/ AR - Pernoite em Bahia Blanca/AR - Pernoite em Puerto Madryn/ AR - Pernoite em Perito Moreno/ AR - El Chaltén: 3 dias - El Calafate: 2 dias - Puerto Natales: 2 dias - Ushuaia: 4 dias Retorno: - Pernoite em Rio Gallegos -Pernoite em Comodoro Rivadavia - Pernoite em San Antonio Oeste - Pernoite em Adolfo Gonzales - Buenos Aires: 2 dias - Pernoite no Chuí - Morro Reuter: 2 dias - Pernoite em Curitiba - Anchieta - ES Todas as informações de estradas, gastos e hospedagem estão na planilha anexada :PLANILHA FINAL PATAGONIA - Copia.xlsx Todas as reservas foram feitas pelo Booking.com, sempre de véspera. Exceto a partir de Puerto Madryn, em que fiz dali até o Ushuaia. Dia 08: Saímos de Anchieta para pernoitar em Aparecida. - Hospedagem na Pousada Capital da Fé. Pousada honesta, preço bom , café da manha diversificado e atendimento bom. Ótimo para passar uma noite. - Jantar no Canto Doce, pertinho da pousada, quase do lado. Foi sensacional. Por 50 reais nós três jantamos MUITO bem (arroz, filé a parmegiana e batata frita), sem falar que o dono era um senhorzinho muito do FOFO! Dia 09: Curitiba. - Hospedagem na Estância Santa Cruz: SENSACIONAL! Quartos enormes, comida boa, atendimento ótimo, cadeira de massagem, piscina... Não usamos nada disso (mentira, a cadeira de massagem usamos sim), mas queria ter ficado mais tempo ali pra usar. Dia 10: Seguimos logo às 5h30 para Morro Reuter, em RS. O casal de amigos citados anteriormente moram nessa cidade, que diga-se de passagem, é uma graça. Algumas boas 12 horas depois chegamos na cidade. A hospedagem , janta e café da manhã do outro dia foi por lá, e muito papo e risada também. Dia 11: Partiu Chuí! Saímos de Morro Reuter por volta de 10h, porque o café da manhã rendeu muita conversa boa e depois paramos em Novo Hamburgo para abastecer o carro de comidinhas. Chegamos no Chuí no fim da tarde. - Hospedagem no Hotel Turis Firper. Bem simples, pra passar a noite mesmo. Até porque o Chuí é ou para atravessar a fronteira ou para dar aquela passada marota nos Free Shop. - Jantamos no Hil Fuerte, uma pizza gostosa e valor justo. * Pedágios no Brasil: É PEDÁGIO COM FORÇA. De Anchieta até o Chuí foram 26 assaltinhos. Dia 12: Montevideo! Saímos do Chuí umas 10h e chegamos em Montevideo por volta de 15h. A estrada do Chuí até Montevideo é uma reta. Apenas. É uma reta, bois de um lado e bois do outro. São três pedágios no caminho, entre 80 e 85 pesos (equivalendo no dia a 10 reais – eles aceitam reais se estiver tudo trocado). - Hospedagem: Hotel Klee. Bem localizado, preço bom pelo Booking e quarto confortável. Chegamos no domingo, e já fomos direto almoçar. Paramos em um restaurante peruano, e depois fomos caminhar um pouco pelas redondezas do hotel. Dia 13: Pegamos a estrada cedo, para poder aproveitar mais tempo em Colônia e possivelmente pegar o ferry para Buenos Aires ainda cedo. Chegando em Colônia (por volta de 11h) fomos direto comprar a passagem do ferry, porém, em um valor acessível (Colonia Express) encontramos horário apenas às 20h15, ou seja, teríamos várias horas para fazer pouca coisa e chegaríamos tarde em B.A. Ok. Deu tempo de sobra de andar bastante pela cidade, almoçar (La Pipetua, ótimo!) aproveitar o dia de sol no banco da praça, bater papo... E o mais legal: ir até o El Faro! São mais de 100 degraus até chegar no topo do Farol, mas vale muito a pena! A vista de lá é linda! Às 18h30 fomos para o local da balsa. Estacionamos o carro no parque e aguardamos até chamarem nossa balsa. Funciona assim: Você faz o check-in e aguarda chamarem para fazer o procedimento de imigração e para estacionar o carro dentro da balsa. Para quem está de carro, eles chamam apenas o motorista para fazer esse procedimento e aí depois encontra dentro da balsa novamente. A balsa foi tranquila, compramos lanche lá mesmo (USD 23 para 3 sanduíches e 2 cocas) e chegamos em Buenos Aires às 22h30. Nos perdemos por mais 30min e chegamos no hotel às 23h. Fiz a reserva no La Fresque. Hotel histórico, em um edifício colonial de 1894, tudo lindo. Exceto pelo recepcionista que foi BEM mau humorado ao nos receber. Dia 14: Acordamos já com a cabeça pensando em como faríamos o câmbio, quanto de dinheiro trocaríamos e onde. A ideia era ir na Calle Florida (casas de câmbio – oficiais e paralelo/blue), mas fiquei preocupada de andar na rua com uma quantia grande de dólar, então, entrei em contato com o pessoal do Câmbio Mais Brazuca (tem página no Facebook) combinei com o Henrique e ele foi até o hotel com a quantia que precisávamos. Tudo bem tranquilo! Logo depois disso, já saímos para Bahia Blanca. • Câmbio: USD 4.000 = ARS 63.200 Chegamos em Bahia Blanca por volta de 19h30. Hospedagem: Apartamento bem organizado, limpo e aconchegante. A proprietária nos encontrou no apartamento, entregou a chave e marcamos de encontrar no outro dia às 6h, que seria o horário de partida para Puerto Madryn. Dia 15: Saímos cedo de Bahia Blanca em direção a Puerto Madryn. A reserva foi para o Hi Patagonia Suites, um hostel bem localizado, com cozinha compartilhada e simples. O frio e o vento chegaram em Puerto Madryn. A cidade tem a parte turística, com os passeios de barco, mas para a gente foi só passagem. Saímos para comer qualquer coisa, comprei um chip da Movistar para ter acesso a internet e à noite fizemos uma janta no hostel. Dia 16: O primeiro tiro longo na estrada. Fomos em direção a Perito Moreno (a cidade, não o glaciar ). Basicamente atravessamos a Argentina na horizontal. Levamos muito lanche, água e bons cobertores no carro. Chegamos na cidade por volta de 16h, fizemos o check-in no hotel Kelman e esperamos dar 17h para o comércio abrir e poder ir no supermercado. Cidade tranquila, turistas indo e vindo. A cidade faz parte da rota de quem está de carro e de moto, então tem uma estrutura boa para isso. Ao lado do hotel tem um restaurante e foi por lá que jantamos (nós e a metade da cidade), depois era dormir e finalmente ir para El Chaltén. Dia 17: Dia de conhecer a cidade que você vai querer morar. Saímos de Perito Moreno por volta de 6h30 e chegamos em El Chaltén às 14h30. Pegamos um trecho de rípio (cerca de 100km), mas ainda sim estava melhor que muito asfalto por aqui. No caminho a paisagem já muda e você se sente realmente na Patagônia. Começa o vento, os lagos, as montanhas.... e quando você está para entrar em El Chaltén, só tenho duas palavras: MEU DEUS Não sei se porque qualquer poça d´agua eu já acho lindo, mas aquela paisagem vista da estrada é sensacional. Assim que chegamos já paramos em um posto de atendimento ao turista (fica exatamente na entrada da cidade, perto da rodoviária) e lá a moça me entregou um mapa SUPER útil, que explicava as trilhas, lista de acomodação e restaurante. Ou seja, chegou na cidade = pegou mapa. Depois fomos para a nossa acomodação, a Hosteria Koonek. Achei ótima. Os donos são bem simpáticos, tem café da manhã, serviço de lavanderia, cozinha compartilhada... Enfim, atendeu o que precisávamos. Deixamos as coisas lá e partiu conhecer a cidade. Já fomos direto para o Chorrillo del Salto, que fica a 40min de carro (para nós que fomos mais devagar, os argentinos iam no rípio como se não houvesse amanhã). A cachoeira é bem bacana, vale a pena a visita. Ah, também dá para ir a pé. Tudo em El Chaltén dá para ir a pé. Saindo de lá já fui bookar o busão para me levar na Hosteria El Pilar para fazer o trekking para Laguna de Los Três no dia seguinte. Fizemos um jantar na Hosteria mesmo e fui preparar as coisas para a trilha no dia seguinte. Dia 18: O ônibus passou para me buscar as 7h, então era 5h30 eu já estava de pé aprontando as coisas. Deu tempo para tomar café da manhã, ficar nervosa e ficar calma. Busão passou, a galera lá dentro já se conhecia e eu fui na expectativa de encontrar alguém que pudesse fazer a trilha comigo. Vale mencionar: eu sou cagona, sem preparo físico para trilhas e sem noção de espaço geográfico, ou seja: a combinação para se perder . Por ajuda divina, no ônibus estava o Patrice, um senhor francês, que veio puxar aquele papo matinal. Já me apossei do Patrice e aí fizemos a trilha juntos. Sobre a trilha Laguna de Los Três: Foram 22,5mkm feitos em quase 9 horas. Eu, Lara, tenho pouco preparo físico, então para mim foi muito cansativo. Os primeiros 9 km são mais tranquilos, são poucas subidas, porém, o último km foi feito por algum anjo caído. É SÓ subida. Eu fiz com muita dificuldade e com o contratempo de que logo no começo da trilha a sola da minha bota resolveu descolar, então eu estava meio que sem bota. Por Jah, que se o Patrice não estivesse ali comigo eu teria começado a chorar. MAS VEJA BEM: VALE MUITO A PENA. Não digo que “qualquer pessoa” consegue fazer, mas se eu consegui, muita gente consegue. Bom, depois de sobreviver ao último km de subida, você já consegue ver bem as torres e pensa OBA, mas aí tem uma pegadinha: falta uma descida e uma subida. Ok, ultrapassamos esse obstáculo e AÍ SIM você chegou ao destino final. O lugar é incrivelmente maravilhoso! Ficamos um tempo sentados ali, olhando aquela imensidão. Depois fomos à Laguna Sucia que é ao lado, contemplamos a natureza, tiramos foto, vimos um senhorzinho pular na lagoa de cueca e resolvemos voltar. Ficamos por ali um pouco mais de uma hora. Na volta bateu todo o cansaço, as pernas já estavam tremendo, então eu coloquei o corpo no automático e saí andando. Na volta você tem a opção de ir pelo mirador do Fitz Roy ou pela Laguna Capri, nós fomos na segunda opção. Ficamos lá uns minutos e voltamos. Nesse caminho de volta eles marcam a quilometragem, então a contagem regressiva para a volta é ótima e torturante. A trilha termina dentro da cidade e aí foi só correr pro abraço do banho. Importante: Cara, a trilha é maravilhosa! A sensação de chegar naquela Laguna, de cara pro Fitz Roy, aquela cor de água. Sério, é magnífico! Descrevi todo o meu desespero para você poder ir mais preparado e não subestimar a trilha. Nós não estamos tão acostumados com o clima frio e seco, então fazer a trilha respirando nesse clima pode dificultar um pouco. Se você tem experiência com trilha, SÓ VAI. Se não, se prepara um pouco e vai também. Meus pais não foram fazer a trilha, então eles foram conhecer o Lago del Desierto (de lá saem uns passeios de barco, para quem quiser fazer) e depois passaram a tarde sentados no La Maffia, tomando cerveja, comendo uns pãezinhos e olhando para as montanhas. Disseram que foi espetacular. Dia 19: Bom, a idéia era de fazer outra trilha, mas como deu para perceber, eu não tinha condições e o tempo era de chuva. Então, fomos fazer a caminhada até o Mirador Los Condores, compramos souvenirs, cochilamos... até dar a hora de jantar. Fomos no La Cava, também muito bom. El Chaltén é uma cidade LINDA. O coração apertou na hora de ir embora. Se a idéia é fazer trilha, marque para ficar uma semana por ali, porque vai ter muita coisa pra fazer. Para quem não faz trilha também recomendo que conheça a cidade. Todas as pessoas que conheci que fizeram só o bate e volta a partir de El Calafate, se arrependeram. Anota aí: El Chaltén, pelo menos dois dias. Dia 20: Saimos para El Calafate no meio da manhã, já que uma cidade é perto da outra. Ficamos no Hostel Glacial Perito Moreno, que fica fora da cidade. Para quem está sem carro achei bem fora de mão ficar ali, mas para nós foi mais tranquilo. Marcamos para ficar dois dias inteiros na cidade, então no dia que chegamos foi só fazer supermercado e decidir o que fazer nos outros dias. Eu estava em dúvida se faria o MiniTrekking ou se só iria no parque com meus pais e fazer um passeio de barco. Um anjo iluminado passou por mim e disse: Lara, faz o MiniTrekking. Eu acreditei, fiz umas contas e fui na Hielo Y Aventura para marcar para o dia seguinte. O passeio ficou em ARS 2.400 (USD 156), lembrando que isso SÓ o passeio, sem a entrada no parque, que é de ARS 500. Fomos dar uma volta pela orla da cidade, jantamos na rua e depois fomos dormir. Dia 21: A van da Hielo Y Aventura passou no Hostel para me buscar e saiu recolhendo gente por toda a cidade. Na saída de El Calafate a van para, todo mundo desce e entra em outro ônibus. De lá parte para o Perito Moreno. Vai uma guia no ônibus explicando várias coisas e compartilhando umas informações interessantes sobre o parque. Leva mais ou menos 1h40 até de fato entrar no parque, que é quando sobe uma pessoa no ônibus e recolhe o dinheiro da entrada. Depois o ônibus anda mais um pouco e aí chega onde ficam as passarelas. A dinâmica é assim: a guia libera todo mundo para andar nas passarelas, lanchar, tirar fotos, fazer o que quiser (menos alimentar os pássaros e jogar lixo no chão, ok?), mas tem que estar no ponto de encontro X hora. Dá em torno de uma hora e meia de andança pela passarela e aí sai todo mundo correndo atrasado para o ponto de encontro. Do ponto de encontro, que é na área do restaurante, no ônibus que você desembarcou (então grave o número do seu ônibus) vai todo mundo para a parte do porto, pegar uma embarcação que vai levar até a área do MiniTrekking. Você chega lá, eles separam o grupo em inglês e espanhol, explicam como funciona tudo, coloca os crampons no sapato para não cair na neve e aí sim você vai caminhar no gelo. Vendo o Perito Moreno da passarela é impactante, é lindo, você quer chorar de tanta beleza, mas caminhar ali em cima é sensacional. É como se você tivesse 5 anos e fosse fazer alguma coisa muito legal pela primeira vez. É MUITO maneiro. Eu não sabia se ria, se agradecia ao Universo, se andava... Foram USD 156 muito bem gastos. Os guias param o tempo inteiro para tirar foto nos locais já estratégicos, então relaxa que vai dar pra tirar muita foto! No final rola um whisky e uma barrinha de chocolate. Para mim isso já foi maravilhoso, mas dizem que o Big Ice é o sinistrão da galáxia. Como eu não tenho muito fôlego, optei por fazer a versão Mini, mas se você já tem preparo pra isso, o Big Ice é mais recomendado. Meus pais fizeram o passeio de barco para chegar mais perto do Glacial (ARS 800 para os dois) e adoraram! Na volta todo mundo entra no ônibus e capota. Cheguei de noite, tomei banho e fomos na rua comprar algumas coisinhas. Jantamos no Hostel mesmo. El Calafate é uma cidade bem estruturada, tem muita opção de restaurante, de loja de souvenir, de bar e de hospedagem. Com dinheiro reservado para gastar dá para ficar mais do que dois dias na cidade, existem outras opções de passeios e glaciares para conhecer. Dia 22: Fomos para Puerto Natales! Ainda na etapa de planejamento da viagem, a ideia era fazer a trilha até a base das Torres, em Torres del Paine, porém, a grana não iria dar. Portanto, decidimos ficar dois dias em Puerto Natales e passar um dia inteiro percorrendo o parque de carro. Ficamos na Hospedagem Casa Cecília que foi, de longe, a melhor acomodação. Uma das mais caras também. No dia que chegamos foi o de sempre: comer, ajeitar as coisas, caminhar um pouco pela cidade e comprar comida. Importante: Ao cruzar a fronteira entre Argentina e Chile lembre-se de se livrar de todo tipo de alimento que estiver cru. Perdi metade de uma sopa nessa brincadeira. Dia 23: Acordamos cedo e fomos em direção ao Parque Torres del Paine. No dia anterior pegamos algumas dicas com a moça do Hospedagem (Cecília?), como por exemplo, que a melhor entrada para o parque é pela portaria Serrano. Assim fizemos, e cerca de 1h40 depois chegamos ao parque. Chegando na portaria você vai pagar a entrada (CLP 21.000 por pessoa), pode ir ao banheiro e conferir no quadro de informações a quantas anda o vento naquele dia. No nosso caso, estava a 60km por hora. Massa. De lá fomos até o Lago Grey, com a intenção de ir até o Mirador. Quando começamos a atravessar a praia para chegar ao Mirador do outro lado, tivemos que abortar a missão, porque o vento estava BIZARRO. Então, fomos até o outro lado, quase morremos de tanto rir, vimos um mini iceberg no lago e depois voltamos. Fomos até o Mirador Pehoe, passando também pelo Salto Chico, Mirador del Nordenskjold, Cascada Paine e em todos os lugares que dava para sair do carro e tirar foto (sem ser carregada pelo vento ... Demos uma boa volta em todo o parque, deu para ver muita paisagem linda. Em cada trecho era um suspiro de amor por aquele lugar. Se você estiver com tempo e disposição, o melhor é fazer o circuito W (trilha de 5 dias), O (trilha entre 8 a 10 dias), ou pelo menos a trilha até a base das Torres! Mas, se estiver em condições tipo a nossa, o passeio de carro é muito válido! Voltamos para o hotel já no final da tarde, fomos no supermercado, jantamos e depois era só dormir. Dia 24: Lá fomos nós para a Argentina de novo. Faz imigração tudo de novo, carimba tudo de novo, recolhe suas comidas todas de novo. Rá, mas dessa vez já não tinha mais nada! Fomos até Punta Delgada para poder pegar a balsa no Estreito de Magalhães. Muito tranquilo! Você chega no local, aguarda a balsa chegar, paga ARS 440 pelo automóvel (o pagamento é dentro da balsa mesmo) e pronto. Chegamos no Ushuaia por volta de 19h! A estrada até entrar na cidade é bem linda, passando pela Laguna Escondido. Se der, pare ali no mirante para tirar uma foto. Deixei para fazer isso na volta, mas a única coisa que dava pra ver era a neblina. Ficamos no Hotel Patagonia Sur, um conjunto de apartamentos, um pouco distante do centro da cidade. Para nós foi ótimo, porque ficamos por 4 dias em uma casa toda equipada, bem confortável e com privacidade (o apartamento comportava até 5 pessoas tranquilo). Deixamos as coisas no apartamento e fomos até o centro (Avenida San Martin) para jantar. Dia 25: Acordamos, café da manhã no apartamento e fomos até a agência Brasileiros em Ushuaia para ver quais passeios iriamos fazer. Fomos muito bem atendidos e optamos por : Eu fazer a trilha da Laguna Esmeralda naquele mesmo dia a tarde e no dia 26 fazer o passeio pelo canal Beagle (sem descer para dar oi para os pinguins). Os passeios saíram em USD 400 + ARS 150. Ah, a trilha da Laguna inclui transfer, guia, lanche e jantar, com duração de em média 6h. Então, nesse mesmo dia fui alugar uma bota para fazer a trilha ( ARS 150) até a Laguna Esmeralda, deixar roupa na lavanderia e voltar para o aparamento para ajeitar a mochila. Ficou marcado de me buscarem por volta de 13h50 no apartamento para seguir com o grupo até a trilha. Teve um pequeno atraso e me buscaram às 14h20. Entrei no carro e vi que estava sozinha. Perguntei pro moço “cadê todo mundo” e ele disse que “o pessoal está um pouco atrasado”. Esse um pouco atrasado na verdade levou uma hora de espera. Era um casal de argentino que se enrolou no horário. Enfim, às 16h e alguma coisa chegamos no lugar onde começa a trilha (Valle dos Lobos). Lá encontramos com o guia e com mais um argentino que foi com a gente. A trilha é bem tranquila, um pouco cansativa no começo por conta de algumas subidas leves, mas no geral achei tranquila. Passamos pelo bosque, pelas castoreiras e muita paisagem linda beirando o rio. No caminho também passamos por uma grande área de turfa que parece que você está andando em um colchão de água. Bem divertido. Chegamos na Laguna Esmeralda por volta de 17h40 e estava com pouquíssima gente, o que foi ótimo! Porém, como o frio estava apertando ficamos cerca de 30 a 40min, com direito a café e alfajor. Se tivesse um super sol, daria pra ficar ali morcegando mais tempo. Na volta, passamos pela margem do rio para poder observar os castores (fofos, mas nocivos para o meio ambiente). Chegamos de volta a Villa dos Lobos e fomos para a segunda parte do passeio: jantar e vinho! Comida bem farta, vinho gostoso e conversa! Por volta de 21h e alguma coisa o motorista voltou para nos buscar. O céu estava magnífico aquela noite. Naquela área não tem muita iluminação, então era só o brilho das estrelas. Anota aí: olhar para o céu no Ushuaia (fora da cidade, né). Dia 26: Dia de ver pinguins, ê! O horário de estar no porto era ás 9h. Ali ficam várias cabanas com empresas de catamarã/barcos para os passeios, então se você não quiser fazer por agência, é só chegar lá e comprar. Pegamos nosso ticket na barraquinha indicada e fomos pagar mais ARS 20 cada um de taxa. Depois fomos para o catamarã que, ainda bem, não estava cheio, então ninguém iria se estapear por fotos de pinguins. O passeio é bem lindo! Passamos pela Ilha dos Pássaros, Ilha dos Lobos, Farol Les Eclaireurs e na Ilha Martillo, onde estão os pinguins! O catamarã para por um tempinho em cada um desse locais e fica por mais tempo onde estão os pinguins. De verdade, não acho que teria feito diferença descer do barco para dar um oi de perto. Inclusive, acho menos invasivo e garante mais proteção aos animais. Além de dar uma economizada no bolso. Deu tempo suficiente para tirar foto e contemplar. O passeio todo dura em torno de 5h30. De volta do passeio nós fomos até o Glaciar Martial. A ideia era chegar até o gelo, mas fomos até o inicio da trilha, tivemos uma bela vista da cidade e ponto. Pra nós, que já tínhamos ido a outros lugares muito lindos também, não fez tanta diferença não ter ido até o Glaciar Martial. Dia 27: O dia estava reservado para conhecer o Parque Nacional Terra del Fuego. A entrada foi de ARS 350 por pessoa. Chegamos lá por volta de 11h e fomos direto conhecer a Bahia Lapatia e a placa do final da Ruta 3. Fizemos uma pequena caminhada até uma prainha (Senda La Baliza). De lá paramos na Castoreira, na Laguna Verde,Laguna Negra e no Lago Acigami. O parque é bem bonito, vale muito a pena conhecer, MAS, quero ressaltar o seguinte: achei que está descuidado. Vi muito lixo pelo caminho, guimbas de cigarro, papel higiênico, garrafas e papeis de bala. Claro que o lixo é uma questão de conscientizar e educar, mas acho que também do parque de fazer uma boa manutenção e de ter mais cuidado. Por exemplo, no parque do Perito Moreno o turista recebe uma sacola de lixo ao entrar, o que já incentiva a não jogar o lixo no chão. Enfim, são pequenas medidas que podem ajudar a conservar um patrimônio daquele porte. Chegamos na cidade entre 15h e 16h e fomos almoçar no único restaurante aberto: Mc Pipi. Na Argentina existe o costume da siesta, que vai entre 12h a 17h, variando de cidade para cidade. Enfim, almoçamos cachorro quente, 3 cervejas e fomos caminhar mais um pouco pela cidade. À noite fomos jantar no MELHOR lugar da vida: o Tante Sara. Por tudo dessa vida: eu queria chorar de felicidade na hora de comer. Tudo muito delicioso e pela bagatela de 1100 pesos para três pessoas (dois pratos principais, três cervejas e uma sobremesa). Perfeito. * A partir daqui o objetivo era chegar logo em Buenos Aires, então vou listar apenas as cidades que passamos. Dia 28 – Rio Gallegos. Hospedagem no Hotel Sehuen – Médio, Ok para uma noite. Dia 29 – Comodoro Rivadavia – Hospedagem na Posada del Viajero – Distante do centro da cidade, mas ok para quem vai apenas pernoitar. Dia 30 – San Antonio Oeste – Hospedagem no Hotel Ozieri – Bom para pernoite. Dia 31 – Adofo Gonzales – Hospedagem no Hotel Paris – Bom para pernoite – tem restaurante ÓTIMO do prório hotel. Dia 01: Chegamos em Buenos Aires! Fiz a reserva pelo Booking.com no Hotel Cyan de Las Americas, com uma promoção ótima! O melhor de tudo foi ver a cara do recepcionista de um hotel 4 estrelas na Recoleta quando entrou eu e meus pais : de chinelo, travesseiro e galão de água na mão. Impagável. O hotel é bem confortável e muito bem localizado. Nesse mesmo dia marquei o Tango com o pessoal do Câmbio Mais Brazuca e optamos pelo Puerto Madero Tango, ARS 1.100 por pessoa, com transfer ida e volta, jantar e bebida. O transfer nos buscou às 20h e depois buscou mais outros brasileiros. O espetáculo começa mesmo às 22h. Cada show de tango em Buenos Aires é de um jeito, esse em especial é um musical em que contam toda a história do Tango e com orquestra ao vivo. Achei o seguinte: vale a pena se a grana estiver tranquila para ir. Nós gostamos, mas o casal que estava ao lado detestou. Dia 02: Domingo em Buenos Aires a gente faz o que? Vai para a Feira de San Telmo! Antes de ir, passamos rapidamente no Cemitério da Recoleta, e de lá pegamos um táxi para a Feira. QUE feira! Muita coisa interessante, antiguidades, apresentação de tango na rua, barzinhos, cafés.. Achei muito bacana! Almoçamos por lá mesmo, depois passamos no hotel e fomos para o Jardim Japonês. Nesse meio tempo começou a chover, o que deu uma estragada de leve no passeio pelo Jardim Japonês. O lugar é bem lindo (ARS 80 por pessoa), tem restaurante, lojinha de souvenir, lanchonete e deve ser ótimo ir em um da de sol. Dia 03: Volta para casa.Pegamos a balsa de volta para Colônia del Sacramento, também pela Colonia Express, às 8h15. Paramos em Colonia somente para o café da manhã e depois fomos até o Chuí. Pernoitamos no mesmo hotel da ida, o Turis. Dia 04: Saída do Chuí para Morro Reuter. Ficamos na casa dos nossos amigos até o dia 06. No dia 05 fomos para Gramado e Canela. Dia 06: Pegamos a estrada em direção a lugar nenhum, para ver até onde conseguíamos ir. Fomos até Campina Grande do Sul (PR, logo depois de Curitiba) e dormimos em um hotel de posto de gasolina. Obs: era o aniversário da minha mãe, foi comemorado em grande estilo no posto de gasolina de beira de estrada. Dia 07: De novo, saímos para ver até onde conseguíamos ir. E fomos parar em casa. Sim, saímos de Campina Grande do Sul e fizemos 20 horas de viagem até Anchieta- ES. Foi menos difícil do que parece. A saudade dos cães que ficaram em casa era grande... Então fizemos esse esforço. Chegamos em casa às 2h30 da manhã, jantamos uma lata de milho cozido, fizemos algumas anotações, esmagamos os cachorros e pronto. Considerações finais: QUE viagem. Gostaria de poder descrever aqui todas as paisagens que vimos, as situações que vivemos, cheiros e sabores, mas não é possível. Tentei passar pelo menos um pouquinho do que foi essa experiência maravilhosa com os meus pais. É uma viagem super possível. Com planejamento e disposição dá para fazer. Cada um faz no seu estilo, com suas preferências, e isso no fundo não importa tanto. Seja em um hotel 5 estrelas ou em um dormitório com 20 camas, viajar e desbravar esse mundão – respeitando o ambiente que é visitado, as pessoas e a cultura local- é o que importa. Qualquer dúvida, manda aqui que tento ajudar da melhor forma
  7. Pois, é! Estou fazendo uma planilha com todas as cidades, pontos de abastecimento e também uma relação das hospedagens!
  8. Ahh, muito obrigada!!! Preferimos fazer assim também! O roteiro está sendo feito pra que possamos chegar mais cedo nos lugares, e como vou levar o computador, dá pra ir fazendo reserva do caminho!
  9. Gente! Em março de 2017 vou fazer uma viagem de carro com meus pais de Vitória -Es até o Ushuaia. Sonho de vida dos meus pais e eu vou embarcar de penetra. haha No mochilão que fiz outras vezes nunca preocupei em reservar acomodação com antecedência, mas como será para uma das regiões mais visitadas do mundo e que os valores são bem salgadinhos, queria saber se alguém saberia me dizer se eu preciso reservar com muita antecedência. Como vamos de carro, não queremos o roteiro muito amarrado, mas fiquei preocupada de chegar nos lugares e só ter o mais caro. Resumindo ãã2::'> : pra região da Patagônia Argentina e Chilena precisa reservar hospedagem (vai ser tudo hostel mesmo) com MUITA antecedência? Obrigada!!!
  10. Pessoas, O questionário é muito rapidinho de ser respondido, se tiverem 7min, por favor, tentem responder! É uma pesquisa muito importante para quem é da área do Turismo, para entender o novo perfil do Backpacker, e como a tecnologia auxilia e motiva as suas escolhas (que é basicamente o que Mochileiros.com faz com seus fóruns). Obrigada a quem puder participar!
  11. Link em português: https://docs.google.com/forms/d/1c_qEFz93hTrpaWgDOu0PBPc9dZ1k53UznXiS56jQwDc/viewform?c=0&w=1
×
×
  • Criar Novo...