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samuelkosoba

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Tudo que samuelkosoba postou

  1. Trilha para o Pico do Papagaio – Ilha Grande – Nov/2010 by Samuel e Adriana · in Angra dos Reis, Ilha Grande, Trilhas. Estávamos em nossos últimos dias de lua de mel, quando resolvemos subir a trilha mais alta da Ilha Grande: o Pico do Papagaio. Este pico pode ser avistado facilmente da Vila do Abraão e recebe esse nome devido ao seu formato, que lembra muito a cabeça de um pássaro (há quem diga que parece mais um rato…) . A trilha para o Pico do Papagaio (T13) é considerada uma das trilhas mais pesadas da ilha. Recomenda-se não fazê-la sem o auxílio de um guia experiente (que nós dispensamos). A entrada da T13 é acessada em um trecho da estrada que segue para Dois Rios (T14). Você verá a placa indicando o caminho. A partir daí serão, no mínimo, 3h de caminhada pesada, a maior parte subida. Na época em que subimos (novembro) a trilha estava bem fechada. É preciso tomar bastante cuidado, e prestar bastante atenção, pois é relativamente fácil perder-se. Prova disso, é o caso de uma turista australiana que havia se perdido poucos dias antes de subirmos. Foi salva graças a uma sombrinha vermelha (leia a notícia aqui: http://extra.globo.com/noticias/rio/bombeiros-resgatam-turista-perdida-em-mata-da-ilha-grande-193964.html). Essa, com certeza, foi a trilha mais pesada que tínhamos feito até então. Levamos 4h para subir e mais 3h para descer e, por inexperiência, levamos apenas dois litros de água. A maior parte do caminho é de mata fechada e abafada, com poucas clareiras. O barulho dos bugios te acompanha durante quase todo o percurso. Ao chegar na base do pico, ainda faltam alguns trechos com rochas para serem atravessados. Encontramos belíssimos mirantes antes da chegada ao topo, que já valem a caminhada, mas é no ponto mais alto que se tem a vista mais bonita. Se o tempo estiver limpo, sem nuvens, é possível avistar grande parte da ilha e da restinga da Marambaia. Dá até mesmo para avistar algumas paisagens bem longe no continente e um marzão sem fim. Na volta, cuidado: é fácil confundir o caminho na base da rocha e pegar a trilha errada. E se você pensa que descer é a parte fácil, pois para baixo todo santo ajuda, pense de novo. Prepare-se para 3h ininterruptas de musculação nas panturrilhas. De volta à vila, após ter perdido toda a dignidade (estávamos exaustos), recarregamos nossas energias com dois gatorades e uma coxinha, um verdadeiro banquete após toda essa cansativa aventura. DICAS: - Leve água; - use um bom calçado; - passe protetor solar; - passe repelente; - procure fazer um bom alongamento antes da subida; - programe-se para que voltar antes de escurecer (o melhor horário é bem cedo, pela mahã) - certifique-se que a bateria da sua máquina fotográfica está carregada (não cometa o mesmo erro que nós); - contrate um guia (não cometa o mesmo erro da turista australiana). Esse mesmo relato foi postado em: http://trilharesbrasil.wordpress.com/2012/02/11/trilha-para-o-pico-do-papagaio-ilha-grande-nov2010/
  2. O lugar onde o sol tem preguiça de nascer – Praia do Sono 12/08/2010 · by Samuel e Adriana · in Paraty, Trilhas. A aventura no lugar onde o sol tem preguiça de nascer Começamos nossa aventura num finalzinho de tarde num surto de loucura contra o tédio. Já tínhamos ouvido falar da Praia do Sono e, estando tão pertinho, essa seria uma ótima oportunidade. Juntamos tudo o que não era necessário e fazia peso em uma bolsa velha e partimos. Ao entrar na trilha o sol já tinha se posto, a noite estava nublada e foi preciso usar lanterna (uma lanterninha e um celular Nokia basicão, brinde das Casas Bahia, foram suficientes). Chuviscou na metade do caminho mas a chuva não chegou a cair de verdade (ainda bem!). Ao chegarmos à praia o céu estrelado valeu todo o esforço. Eram tantas estrelas que pareciam estar escorrendo do céu até o mar. Para nossa surpresa, ao invés de um paisagem selvagem encontramos uma praia repleta de campings e luz elétrica (não sabíamos, mas a luz havia chegado a mais ou menos três meses no vilarejo). Já que o camping selvagem era proibido (pelo menos era o que diziam as placas no caminho), resolvemos procurar um lugar pra ficar. Após caminhar e sondar alguns campings, chegamos a um que alugava barracas (Camping e Restaurante Mãe d’ Água). Guardamos nossas coisas na barraca e sentamos um pouco na praia para fazer pedidos absurdos às estrelas cadentes, namorar e tomar um vinho horrível que nos salvou do chão duro que dormimos, afinal, não levamos nem o colchonete. Apesar do nome da praia acordamos bem cedo, com um dia que convidava pra uma caminhada. Seguimos até o final do vilarejo, passando por várias famílias de pescadores, pra quem o dia já tinha começado a muito tempo, rumo a Praia de Antigos. O início da trilha é na barra do rio (é só ir até o fim da praia). De cara tivemos que escalar uma subida íngreme cavada no morro. Não se assuste. É difícil, mas não é impossível. Além disso, a vista é espetacular. De lá você vê a Praia do Sono inteirinha, barquinhos e um mar azul a se perder no horizonte. Retomamos o fôlego e descemos a trilha, que por sinal é bem bonita e aberta, fácil de percorrer. Um riachinho de pedras dá as boas vindas a Antigos. Uma linda praia, de mar azul, areia clarinha e mata verde ao fundo se estende inabitada por alguns metros até um costão de pedras. Se você escalar esse costão é possível ver uma pequena piscina natural onde a água doce de um pequeno riacho se mistura com a água salgada. Subindo um pouco mais dá pra ver a praia e o mar verde de Antiguinhos. Depois de curtir um pouco aquele cenário paradisíaco e ficar algum tempo igual dois perus doidos procurando a continuação da trilha, finalmente encontramos a entrada do caminho atrás de um túnel de arbustos. A trilha é boa, mas o início deve ter se fechado por ser inverno e não receber muitas visitas nessa época. Após alguns passos na empolgação de ter encontrado a tal entrada fomos presenteados com uma boa dose de adrenalina. Uma inofensiva, porém assustadora, cobra verde tomava sol bem no meio do caminho e nos cedeu passagem sem que precisássemos pedir licença. Mas até cobra no caminho vale a pena para encontrar a pequena e bela praia de Antiguinhos (na primeira bifurcação dessa trilha, pegue à direita para chegar à praia). Um pequeno riacho corta a praia formando um espelho d’água ao fundo, junto ao verde da mata e algumas pedras. Molhando os pés na água do mar pode-se perceber que a água doce do riacho brota em filetes, atravessando toda a faixa de areia, encontrando finalmente seu destino. Antigos e Antiguinhos são lugares ótimos para quem quer ter um pouco de sossego e apreciar a natureza. Dá pra passar o dia todo na boréstia curtindo o visual, mas não esqueça de levar algo pra comer e beber, pois lá não há quiosques ou ambulantes vendendo espetinho de camarão, muito menos Empada Praiana. Outra boa pedida é o repelente, pois devido à proximidade da mata o ataque feroz de borrachudos (mosquitos, muriçocas, pernilongos e afins) pode ser fatal. Você vai ficar se coçando pelo menos uma semana. Retomamos a caminhada (voltando até a bifurcação e tomando agora o caminho da esquerda) para alcançar a cachoeira Gaeta. Depois de meia hora de trilha chegamos à outra bifurcação. Pegamos o caminho à esquerda, que nos levou diretamente até a cachoeira, passando por uma descida desgraçada. Não é uma queda d’água muito alta, mas forma um poço natural muito gostoso, com pitus, peixinhos minúsculos e água límpida. A água da cachoeira não é muito forte e dá pra lavar a alma, apesar de ser muito gelada nessa época do ano. Seguindo o caminho à direita da bifurcação há uma pequena praia de pedras que, como o cara do camping falou, lembra uma praia grega, onde o rio encontra o mar. Para continuar a trilha até o vilarejo de Ponta Negra tivemos que retornar à cachoeira e atravessar o riachinho até a outra margem. Depois de meia hora chegamos à uma pousada perdida no meio do nada, bem próxima à outra praia de pedras. Uma senhora nos indicou a continuação da trilha, que contorna a propriedade. Dessa vez o caminho é a céu aberto, sem árvores e o sol castiga. É uma subida contínua cansativa que vai desembocar no pequeno vilarejo. Morrendo de fome, sede e temendo a chuva que ameaçava cair, chegamos à praia de Ponta Negra, pequena, de águas verdes claras e com uma pequena comunidade de pescadores. Alguns deles descarregavam o barco, seguindo sua rotina tranquilamente. Éramos os únicos turistas no lugar. Ao saber que um barquinho iria chegar trazendo encomendas e retornaria vazio à Praia do Sono, resolvemos pegar uma carona (de R$ 20,00). Apesar do mar revolto foi uma viagem muito gostosa e avistamos todo o costão percorrido, as belas praias e o verde por outro ângulo. Em menos de dez minutos estávamos desembarcando próximos ao camping. Com várias opções de almoço, optamos pelo famoso podrão, o x-salada mais barato. Os restaurantes na Praia do Sono cobram preços justos e não é tão caro comer por lá. Logo depois do almoço arrumamos as coisas e partimos. Uma vira-lata que nos deu bom-dia logo de manhã foi a mesma que nos acompanhou até a saída da trilha pensando que era a líder da matilha, nos guiando e nos defendendo de supostas ameaças, como os dois pangarés perdidos por lá que tiveram os rabos mordidos. Conhecemos o Maximillian, um alemãozinho com cara de brasileiro passando férias no Brasil. Depois de 50 minutos deixamos pra trás uma das paisagens mais bonitas de Paraty, um dos trilhares de pedacinhos de paraíso na terra. Informações úteis Praia do Sono – Paraty – RJ Localização: -23° 19′ 57.61″, -44° 38′ 7.28″ Coordenada no Google Maps: -23.332669,-44.635355 Como chegar: Para chegar à Praia do Sono existem duas opções: a pé ou de barco. Trilha: Se optar por ir andando você deve acessar a trilha através da Vila do Oratório dentro do Condomínio das Laranjeiras. É um percurso de uns 40 minutos relativamente leve para quem faz trilhas de vez em quando. Barco: Se preferir ir de barco, saem pequenas embarcações do cais do Condomínio das Laranjeiras. Existem embarcações que vem direto de Paraty, mas não sabemos ao certo como e onde embarcar. Para chegar ao Condomínio das Laranjeiras existem duas opções: Carro (ou moto, tanto faz): Seguir pela Rio-Santos até a altura da vila de Patrimônio. Logo em frente à vila existe a entrada para o Condomínio das Laranjeiras. É a mesma estradinha que chega em Trindade mas em determinado ponto o caminho se bifurca. Siga a placa que indica a direção correta para o condomínio. Ônibus: A linha 1040, saindo da rodoviária de Paraty, faz ponto final na boca da trilha. Se quiser, pode descer um pouquinhos antes pra ficar no cais. Como todo bom passageiro de ônibus, informe-se com o cobrador ou motorista onde é o local ideal para saltar. Antes de partir para a trilha acessamos esse site: http://www.praiadosono.com.br/apraia.php Esse mesmo relato foi postado em: http://trilharesbrasil.wordpress.com/2010/08/12/o-lugar-onde-o-sol-tem-preguica-de-nascer-praia-do-sono/
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