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LLoschi

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  1. Olá Mochileiros e Mochileiras! Vim aqui deixar meu relato de viagem ao Chile e Patagônia por algumas razões. Uma delas é por conta de uma das minha cias de viagem, a minha avó. Acredito que muitas pessoas talvez tenham até vontade de fazer uma viagem dessas com pais, ou avós ou até mesmo crianças e tenham receio por acharem muito "selvagem". Mas tem como fazer uma viagem dessa ficar acessível a essas pessoas e ainda sim ser incrível para todos. A outra razão é para compartilhar algumas dicas e perrengues pelos quais passamos e ajudar outros viajantes. Escolhemos viajar em outubro pois li que era quando inicia a temporada de passeios na Patagônia. O bom é que o clima já está bem mais ameno comparado ao inverno, porém, ainda não é a alta temporada, o que torna os passeios menos caros (eu não disse baratos, ok?) e as atrações menos cheias de gente. Saímos de Brasília no dia 11 de outubro à noite, pela GOL e fizemos conexão no Rio de Janeiro. Como nosso voo para Santiago era só no dia 12 de manhã, dormimos em um hotel perto do Galeão. SANTIAGO 1º DIA - SEXTA-FEIRA O voo para Santiago foi bem tranquilo, acho que pelo RJ são 4h20 de duração. Nem tínhamos pousado na capital e já estávamos maravilhadas lá de cima com a majestosa Cordilheira dos Andes. Foi o primeiro (de muitos) contatos que tive com as paisagens de tirar o fôlego do Chile. Vai vendo... Como chegamos sem nenhum peso optei por trocar alguns no aeroporto, algo que desse para pegar uma condução até o nosso apartamento e outras despesas iniciais. A cotação do aeroporto é bem ruim, o ideal é trocar o resto depois no centro da cidade. Se bem me lembro, no dia que chegamos estava 1 real = 160 pesos. Pesos trocados, optei por pegar um táxi pois estava com a minha avó. Sei que dá para pegar Uber, porém, como ainda não é legalizado, fiquei com medo de não conseguir encontrar o ponto de embarque. Outra coisa que também é possível são os ônibus para o centro, mas deixarei para quando eu voltar sozinha. Ao chegar vários taxistas irão te abordar, nem olhe para o lado, vá direto para as empresas credenciadas de táxi. O preço para o bairro de Providência é de R$ 20.000 pesos (cerca de R$ 120 reais). Chegamos no nosso apartamento (aluguei pelo Air Bnb e achei um excelente custo benefício. A hospedagem saiu por R$ 1092 reais para 4 dias. Muito organizado, excelente localização, ótima receptividade e uma vista.....ah meu bem, veja por você mesmo....) Vou deixar o link aqui para quem se interessar: https://www.airbnb.com.br/rooms/21106715 Feito o check-in fomos direito para o centro de Santiago com dois objetivos: trocar pesos e comprar um chip de dados de internet para o meu celular. A Afex (a mesma casa de câmbio do aeroporto) fica na Rua Augustinas e estava com uma cotação boa. Trocamos por 1 real = 177 pesos, ou 1000 pesos = R$ 5,65, além de alguns pesos argentinos para a viagem até El Calafate. O chip eu comprei por R$ 2 mil pesos de um vendedor ambulante brazuca que estava no centro. Com o chip já instalado eu fui na farmácia Cruz Verde, fiz uma recarga de R$ 5 mil pesos. Depois fui na loja da Entel, que fica do lado e pedi orientações ao vendedor para a instalação do pacote de dados. Tudo configurado, fomos direto para o shopping Costanera Center almoçar e conhecer o mirante "Sky Costanera". Porém, aqui, vai mais uma dica importante: atente-se às condições meteorológicas para não jogar seu dinheiro fora. Como chegamos em um dia ensolarado, céu aberto, eu pensei: por que não? Porém, chegando lá em cima, percebi que as cordilheiras estavam todas encobertas por "Smog", que é aquela névoa de poluição comum em grandes metrópoles. Ou seja, pagamos salgados 15 mil pesos (cerca de R$ 90 reais) para ver prédios e carros, o que já dava pra ver bem legal da varanda do nosso apto. Terminada nossa experiência, fizemos umas comprinhas de comida no supermercado Jumbo (depois voltarei a falar desse mercado), pegamos um táxi no subsolo do shopping (mais seguro do que pegar na rua, pois os da rua são muito exploradores) e voltamos para casa. 2 DIA - SÁBADO Sábado de manhã fomos dar uma caminhada pelos bairros de Providência e Bellavista, para conhecer a região. Sugeri à minha vó que fôssemos caminhando até a famosa casa do Pablo Nerura, La Chascona, porém, chegando lá, percebemos que era impraticável entrarmos, pois são muitos degraus para conhecer tudo e seria muito cansativo para a minha avó. Retornamos ao nosso apartamento para encontrar a minha tia que havia acabado de chegar do Brasil e seguimos de metrô até o Bairro Paris-Londres. Lá é bem pitoresco, tem umas ruas de paralelepípedo e uma arquitetura diferente. É lá também que tem um memorial para as vítimas da Ditatura do Pinochet, mas quando chegamos, infelizmente, tinha acabado de fechar, então só fizemos umas fotos na entrada mesmo. Mais uma dica: se pretende trocar câmbio no sábado, fique atento, pois as casas fecham ao meio dia, ok? Seguimos andando pelo centro, com várias lojas e comércio variado até chegarmos na Plaza de armas. Conhecemos a Catedral e em seguida o Mercado Municipal. O prédio do mercado é bem bonito, entramos, demos uma olhada e saímos, pois achamos o cheiro de peixe um pouco desagradável...rsrsrs mas vimos muitas pessoas por lá comendo a famosa Centolla, o caranguejo gigante das águas geladas da Antártida. Colocamos na cabeça que não sairíamos do Chile sem provar essa iguaria, porém, em outro lugar. De lá, seguimos para o Bairro Bellas Artes, onde tomamos um café. Depois, voltamos para o apartamento para descansar um pouco e à noite fomos conhecer o famoso Pátio Bellavista, onde tem diversos bares e restaurantes e costuma ser bem movimentado à noite.reservar 3º DIA - DOMINGO Separamos o domingo para conhecer uma vinícola, por indicação de amigos fomos até à Santa Rita. Aqui vai mais uma dica: reserve com antecedência, para conseguir mesa no restaurante. Infelizmente, como deixei para comprar no dia, não havia mais vagas no restaurante e acabamos almoçando no café que fica dentro da vinícola, que tem uma comida bem mais ou menos. Para chegar até a vinícola fizemos uma simulação de quanto custaria se fôssemos de Uber. Cerca de 15 mil pesos, quase 90 reais. Então optamos por ir de metrô até a estação Las Mercedes e de lá pedimos um Uber, que nos custou 5 mil pesos. O passeio foi bem legal, compramos o tour em Português que tinha a degustação de 3 vinhos, além de alguns tipos de queijos. Acho que foi 16 mil pesos, se não me engano. A vinícola é bem bonita, os vinhos são muito gostosos e têm um bom preço. Saí de lá com apenas uma garrafa pois queria voltar para o Brasil com rótulos de várias vinícolas. O tour demorou cerca de 1h, almoçamos e pegamos uma charrete (carreta como eles chamam) até a porta da vinícola para tentar pegar um ônibus até a estação de metrô, pois como o lugar é meio fora de mão ficamos com receio de nenhum uber querer nos buscar. Por sorte, passou um táxi na porta pedindo 15 mil pesos para nos deixar na estação do metrô. Eu disse: "moço está muito caro". Ele respondeu: "10 mil pesos". Eu retruquei: "O uber nos deixou aqui por 5 mil". Depois de pechinchar ele acabou topando e voltamos até o metrô pelo mesmo preço da ida. Chegamos em Providência por volta de 17h e minha ideia era ainda subir o Cerro San Cristobal, pois tinha lido que lá é muito bonito, tem uma vista panorâmica da cidade e um por- do-sol divino. Porém, como era domingo estava lotado, uma fila imensa para entrar e o parque fecha às 18h. Por conta disso, acabamos não conseguindo conhecer o cerro, vai ter que ficar para uma próxima visita à cidade. À noite fomos jantar no restaurante famoso "Como água para chocolate", porém, não achei nada demais. O ambiente é bacana, mas a comida é bem sem tempero. Sou mais a minha...hehehehe 4º DIA - SEGUNDA-FEIRA Separamos esse dia para conhecer o Cajon del Maipo, mais precisamente a represa Embalse El Yeso. Optamos por alugar um carro e ir por conta própria, para termos a liberdade de decidir quanto tempo iríamos ficar e também pelo fato de eu ser traumatizada com excursão. Reservei com antecedência pela internet um carro na Chilean - United rent a car, no Bairro Bellavista, cerca de 500m a pé do nosso apartamento. O bom é que poderíamos retirar o carro lá e devolvê-lo no dia seguinte no aeroporto, onde precisaríamos ir para tomar nosso voo para Punta Arenas. Pegamos um carro comum, compacto, com ar condicionado. Deu conta legal do passeio, mas o clima ajudou bastante também. GPS do celular ligado, seguimos em direção ao Cajon del Maipo e o bom desse passeio é que não só o destino é lindo, mas todo o caminho também. E como estávamos por conta própria, podíamos parar na estrada para tirar fotos e admirar as belezas do caminho. De modo geral achei a estrada bem tranquila, mas como eu disse, o dia estava lindo e o clima ajudou muito. Depois de passar pela porta da represa a estrada fica um pouco pior, com curvas bem sinuosas e o chão de terra. Nesse trecho em especial é bom ir devagar e ficar bem atento, pois o espaço é bem estreito para dois carros passarem. Ao chegar mais perto da represa, para nossa surpresa: um grande engarrafamento. O lugar estava muito, mas muito cheio. E como têm trechos que não passam dois carros, você tem que esperar um monte de carro descer para conseguir subir. Muita gente já ia largando o carro pelo meio do caminho e subindo a pé, mas o sol estava muito forte e minha vó estava no carro, então esperamos cerca de 1h para conseguir subir. Depois, ficamos sabendo que aquele dia (15 de outubro) é feriado no Chile, então se eu puder te dar uma dica é: evite ir em domingos e feriados para não passar por isso. No dia em que fomos tinham vendedores ambulantes, banheiro químico, etc. Não sei se é assim todo dia ou se estava assim por conta do feriado. Então aproveite para tirar a aguinha do joelho no restaurante que tem antes da entrada de acesso à represa (El Tarro). Outra opção (bem mais barata) é levar seu próprio lanche. O clima lá é muito doido, estava quente, um sol de rachar e do nada dava uma rajada de vento congelante! Vá de roupas confortáveis, use muito protetor solar e leve um bom casaco para os momentos de vento. Perrengues à parte, o lugar é muito bonito e todo passeio valeu muito a pena. PUNTA ARENAS 5º DIA - TERÇA-FEIRA Saímos bem cedinho para o aeroporto rumo ao nosso primeiro destino da Patagônia chilena: Punta Arenas. E por que escolhemos essa cidade? Pois o sonho da minha avó (e confesso, meu também) era conhecer os pinguins de Magalhães, uma colônia que pode ser visitada de barco a cerca de 40 minutos da cidade. Mas vou contar dessa cilada passeio já já. Continuando, fomos até Punta Arenas de Sky Airlines, uma empresa low cost do Chile e a viagem foi ótima, sem nenhum contratempo. Chegando no aeroporto retirei o carro que havia reservado pela Avis, dessa vez um carro melhor, pois íamos pegar algumas estradas mais longas com ele. Detalhe importante: como iríamos cruzar a fronteira até a Argentina, foi preciso fazer uma solicitação à empresa com 10 dias de antecedência da viagem para que eles providenciassem a documentação necessária a ser apresentada. Sem isso você não consegue atravessar a fronteira. Segundo detalhe importante: ao chegar no nosso hotel (link para o hotel: https://www.booking.com/hotel/cl/finis-terrae.pt-br.html) me dei conta de que havia perdido o meu papel da PDI (que eles te dão na imigração quando você entra no país). Sem esse papel você pode ter problemas para sair do Chile. Por sorte, havia a poucas rua do hotel um prédio da PDI e foi bem fácil para eu tirar uma segunda via. Como não tínhamos nada programado para esse dia acabamos indo conhecer a famosa Zona Franca de Punta Arenas e achamos uma loja com preços incríveis para comprar casacos e roupas de frio. Não lembro o nome, mas é uma loja de departamento grande, é bem fácil de achar. Fizemos nossas compras e voltamos à cidade. À noite fomos jantar em um restaurante chamado La Marmita, bem aconchegante e perto do nosso hotel. Gostamos tanto de lá que voltamos no dia seguinte para almoçar. O Ceviche e a Centolla são bem gostosos! 6º DIA - QUARTA-FEIRA Esse, para mim, foi o dia mais marcante da viagem. Se por um lado, eu amei, por outro, odiei. Vou dizer por que. Contratamos o passeio até a Isla Magdalena com a empresa Solo Expediciones. Não é nem um pouco barato são 63 mil pesos por pessoa (Cerca de R$ 380 reais), mas para mim valia tudo para ver os pinguinzinhos em seu habitat natural. E lá fomos nós, às 6h30 da manhã até a agência para pegar o traslado. Um ônibus nos levou até um porto para tomar o barco bote até a Isla Magdalena. Juro, devia ter umas 30 pessoas e o barco era bem pequeno, parecia uma cápsula motorizada. Só de ver aquilo já me deu uma agonia, mas tudo bem, eu estava lá para me aventurar. Quem me conhece sabe que eu tenho problema com barco, pois enjoo muito fácil e por isso mesmo tomei um remédio antes de ir. Só que eu não tinha noção de como era o tal estreito de Magalhães. Parecia que o nosso barquinho estava participando do programa "Pesca mortal" do Discovery, ele pulava tanto, mas tanto, que eu não aguentei nem 10 minutos antes de perder a minha dignidade na frente de todos. Não teve jeito, fiquei os 40 minutos da ida passando muito, mas muito mal mesmo. O bom é que assim que o barco atracou e eu coloquei os dois pés em terra firme o enjoo passou na hora e pude curtir os meus tão sonhados pinguins. Dica: lá tava fazendo um dia lindo, muito sol, e mesmo assim a sensação términa era de -3º. Ou seja, vá bem agasalhado. Mesmo assim, a 1h que passei com os pinguins me fez esquecer todo o perrengue que eu passei, foi muito incrível a experiência. Na volta o barco circundou a Isla Marta para o pessoal ver e fotografar os Leões Marinhos, mas eu ainda estava muito nauseada e só conseguia pensar em voltar logo para terra firme e recuperar a minha dignidade. Esse dia foi a primeira aventura de verdade que a minha vó viveu na viagem, pois não foi fácil se segurar dentro daquele barco com um mar tão revolto. Se você gosta muito de pinguins e não curte barcos, uma opção é visitar a Pinguineira Otway, que tem acesso a partir do continente. Retornamos do passeio as 13h, almoçamos e já pegamos estrada até Puerto Natales. Sobre essa estrada: ela faz parte da Ruta del fim del mundo e foi a melhor que eu dirigi na minha vida. Muito bem pavimentada, pouco movimentada, muitas belezas pelo caminho. Dá vontade de meter o pé, hehe, mas tem que tomar cuidado com os ventos laterais que desestabilizam o carro. São pouco mais de 3h de Punta Arenas até a cidade que é a porta de entrada para o parque Torres del Paine. Dica importante: encha o tanque do carro antes de sair de Punta Arenas, pois não existe um posto sequer entre uma cidade e a outra. PUERTO NATALES Como essa época do ano no Chile demora bastante para escurecer, chegamos lá em Puerto Natales por volta das 18h e ainda conseguimos pegar um belo pôr-do-sol na praça da cidade. Fiquei impressionada com a quantidade de cachorros de rua que existem por lá e são todos muito lindos, dá vontade de levar pra casa. Fizemos o check-in no hotel (Link para do hotel: https://booki.ng/2T5VvVf), demos uma volta no centrinho e fomos jantar em um restaurante muito bom chamado Cafe Kaiken. Lá, experimentei o famoso prato chileno Lomo a lo pobre, que é uma carne de vaca com dois ovos fritos em cima, cebola e batata frita. Estava muito gostoso! 7 º DIA - QUINTA-FEIRA Seguindo a programação, reservamos todo o dia para conhecer o parque Torres del Paine. Na minha opinião, o segundo ponto alto da viagem, um dos lugares mais bonitos que já conheci. Existem inúmeras opções de conhecer o parque, seja a pé, seja de carro, seja de excursão. Como estava com a minha vó, optamos por ir de carro, no esquema bate e volta e, para mim, foi muito lindo e suficiente. Existem duas estradas que dão acesso ao parque, uma mais longa e uma mais curta. Nós fizemos a mais longa na ida (é bem mais bonita e também em melhor condições) e a mais curta na volta (depois percebemos que apesar de mais curta não é mais rápida, porque tem muita curva, é de terra e não é bem sinalizada). Na ida, além de ver as lindas montanhas de gelo no horizonte, vimos muitos animais, ovelhas, vacas, cavalos, tem um mirante lindíssimo do lago Sarmiento já perto da entrada do parque. Logo mais a frente, nos deparamos com a cena mais linda, um guanaco sozinho pastando na beira da estrada com as montanhas cobertas de gelo ao fundo. Emocionante! Seguimos direto em direção às Lagunas Amarga e Azul, pois além de muito bonitas são os trechos do parque com maior chance de ver os Guanacos, animais que parecem uma mistura de Lhama com camelo. E não foi diferente do esperado, tem muitos mesmo, inclusive tome cuidado pois eles correm no meio da rua e podem pular na frente do carro. Fizemos fotos incríveis e quando nos preparávamos para entrar na Portaria Sarmiento percebemos que o carro estava com 1/4 de tanque. Que amadorismo da nossa parte! Já tinham me alertado que lá não existem postos de gasolina, mas foi uma distração nossa mesmo. A única solução que encontramos para não inviabilizar nosso passeio foi voltar até Puerto Natales, abastecer e retornar ao Parque, desta vez direto para a portaria Sarmiento. Chegando lá de volta, pagamos o ingresso para entrar no parque (21 mil pesos por pessoa, vale ressaltar que pode ser pago no cartão de crédito) e nos deram um mapinha bem completo com todas as atrações do parque. De cara já vimos o trajeto que poderia ser feito de carro e seguimos em direção ao salto grande e ao lago Nordenskjöld. No meio do caminho, paramos para tirar fotos no mirador deste lago, que é maravilhoso e seguimos para a cafeteria Pudeto, onde fizemos um lanchinho (mais uma vez, se quiser economizar, leve seu próprio lanche). Em seguida subimos de carro para o mirante do salto grande, paramos o carro, fizemos uma caminhada rápida e já demos de cara com o paraíso. Desse ponto é possível fazer uma caminhada de aproximadamente 1h até o Mirador Cuernos, porém não fizemos pois estávamos com a minha vó e achamos melhor poupá-la pois ainda tinha muitas coisas para ver. Seguimos pela estrada de carro em direção ao lindíssimo lago Pehoé, onde também tem um mirante que nos rendeu mais um show de fotos e vista espetacular. Nossa próxima parada era o Lago Grey, então não perdemos tempo e rumamos para lá, pois já começava o cair da tarde. Estacionamos o carro e fizemos uma caminhada bem agradável de uns 30 minutos por um bosque que tem uma ponte bem bacana que passa por cima do rio Pingo. Seguimos em frente até chegar ao lago, que tem uma prainha toda de pedra. Contemplamos, fizemos fotos, porém decidimos não caminhar até o mirador Grey por dois motivos: já estava escurecendo e a vó já demonstrava sinais de cansaço, então como já íamos ver glaciares na Argentina, resolvemos voltar. Para otimizar nosso retorno a Puerto Natales voltamos pela estrada que passa pela sede administrativa do parque (aquela mais curta que eu falei antes). Foi um pouco tensa a volta, pois já era tarde, o sol começou a cair e a estrada é bem sinuosa, escura, tem muito coelho que se joga na frente do carro (ainda bem que não atropelamos nenhum) e é bem estreita, sem sinalização...enfim, a volta definitivamente não foi legal, talvez se não tivéssemos perdido tempo no passeio pela falta de combustível na ida a gente tivesse conseguido voltar mais cedo e não passar por isso. À noite, para recuperar as energias fomos direito para o restaurante comer. Desta vez escolhemos um chamado El Bote, que tem a melhor carne que eu já comi em toda a minha vida (carne mechada). Serve muito bem duas pessoas, sobrou bastante, e olha que eu comi muito! EL CALAFATE 8º DIA - SEXTA-FEIRA Escolhemos dar um pulo para conhecer a Patagônia Argentina, mais precisamente o Parque Nacional Los Glaciares, onde tem um dos glaciares mais bonitos do mundo, o Perito Moreno. Seguimos para El Calafate ainda de manhã e cruzamos a fronteira sem problemas, pois toda a documentação estava correta. Dica importante: existem dois caminhos para El Calafate, um mais curto e um mais longo. Tanto o pessoal da locadora de carros, quanto da fronteira nos alertou para evitarmos o mais curto, pela condição ruim da estrada. Então optamos, por segurança, pegar o caminho mais longo, que é cerca de 4h30 de viagem saindo de Puerto Natales. Não tem posto de gasolina durante um longo trecho, então encha o tanque antes de sair de Puerto Natales. Na entrada da província de Santa Cruz, já na argentina, os policiais pediram para abrirmos o porta-malas, mas só deram uma olhada por cima e já nos liberaram. Na primeira cidadezinha já paramos em uma loja para comprar um chip Argentino de celular para acesso de dados de internet. Não foi tão fácil configurar dessa vez pois precisava ligar na operadora e informar alguns dados, mas o rapaz da loja foi bem gente boa e nos ajudou. Apenas pediu para quebrarmos o chip quando terminasse a viagem, já que estava com os dados dele. Continuamos a viagem, mais longa e bem mais tediosa que as anteriores, pois são muitos trechos sem absolutamente nada para se ver, apenas campos de vegetação rasteira, trechos com retas sem fim, parecia que nunca ia chegar no nosso destino. Finalmente chegamos em El Calafate por volta de 15h e fomos direto para o hotel fazer o check-in e deixar as malas (Link do hotel: https://www.booking.com/hotel/ar/aca-el-calafate.pt-br.html) Logo na recepção nos informaram que se quiséssemos conhecer o Glaciar Perito Moreno ainda naquele dia teríamos que sair naquela hora. Então, apesar do cansaço foi o que fizemos, pois não teríamos outra oportunidade de fazê-lo. O acesso ao parque para o Perito Moreno é uns 80km de El Calafate, a estrada é bem tranquila. Logo na entrada do Parque você tem que pagar para entrar (custa 600 pesos o ingresso por pessoa, cerca de R$ 70 e é possível pagar com cartão de crédito). Dentro do parque a estrada também é bem bonita, apenas é preciso ficar atento às curvas. Chegamos no tão esperado Perito Moreno e para nossa surpresa era o horário em que as excursões estavam indo embora, o que eu achei ótimo, pois quanto menos gente, melhor. Lá, tem uma placa com todas as trilhas que podem ser feitas pelas Plataformas. Ao todo, são 5, com tempos e níveis de dificuldade diferentes. Independentemente da trilha, as vistas são espetaculares. Se fizer silêncio você consegue ouvir barulhos como se fossem explosões, do gelo se desprendendo e caindo na água. De arrepiar. Minha vó acabou não descendo com a gente pois ficou com medo de se cansar muito na volta, além disso, o pessoal do hotel foi sacana e fez um terrorismo com o lance das escadas, disseram que era muito exaustivo, etc. Então eu e minha tia descemos pela trilha central, de cerca de 1h enquanto minha vó ficou no mirante lá do alto, perto do restaurante. Quando estávamos voltando acabamos descobrindo que tem um acesso diferente para pessoas com mobilidade reduzida para um mirante que é um pouco mais abaixo e melhor, mas já era bem tarde quando descobrimos e ela acabou não conseguindo descer. À noite voltamos para a cidade para comprar chocolates artesanais no centrinho e jantar. Eu comi no pior lugar da minha vida, um restaurante chamado San Pedro. Além do atendimento péssimo, o bife era muito duro e sem gosto. Fiquei com uma péssima impressão da comida Argentina, pois vinha comendo muito bem no Chile. Quando retornamos ao hotel tivemos uma desagradável surpresa: o padrão de tomada deles é completamente diferente do nosso e do chileno! Nós não tínhamos adaptador, então tivemos que pedir para deixar nosso celulares carregando na recepção. 9º DIA - SÁBADO Fizemos uma reserva antecipada do passeio Rios de Hielo para conhecer mais glaciares do parque. Acordamos bem cedo, pegamos o carro e seguimos para o Puerto Punta Bandera, um acesso diferente do parque Los Glaciares de onde saem embarcações. Estávamos com poucos pesos argentinos e eu já sabia que a gente teria que pagar novamente a entrada do parque, mas não sabia se eles aceitavam cartão por essa outra entrada de acesso ao parque. Perguntei para a empresa que nos vendeu o passeio e eles não souberam nos informar (o que eu achei absurdo). Perguntei no hotel e eles nos disseram que aceitava. Pois bem, fomos até o tal porto e para nossa surpresa, a entrada do parque por esse acesso é apenas em dinheiro. Por conta disso, minha tia desistiu de fazer o passeio e voltou para a cidade, o que foi muito chato. O barco saiu do porto às 9h e foi navegando pelo lago argentino em direção ao primeiro glaciar, o Upsala. No caminho já é possivel ver vários icebergs enormes e todo mundo corre pra fora do barco para tirar foto, mas nesse dia estava nublado em bem frio, então tava difícil ficar muito tempo lá fora. Depois de um bom tempo de navegação chegamos ao Glaciar Upsala, ele é muito, mas muito grande. Não é permitido às embarcações chegar muito perto dele, pois ele está regredindo. Então o barco para em frente a um enorme bloco de gelo para as pessoas fotografarem. Em seguida, ele segue pelo outro braço do lago Argentino em direção ao glaciar Spegazzini, no caminho vemos mais diversos pedaços enormes de gelo até chegar bem pertinho do glaciar e para para mais um tempo de fotos. O passeio terminou por volta de 14h30 (sim, ele é bem longo e eu achei muito tempo de passeio, até um pouco cansativo). Depois descobri que tem um passeio de 1h de duração que visita outro glaciar, acho que teria sido melhor fazer este. Terminado o passeio retornamos ao centro de El Calafate para comermos e abastecermos o carro, pois voltaríamos no mesmo dia a Puerto Natales. Se eu já tinha achado a estrada cansativa na ida, a volta foi muito pior, pois choveu durante todo o trajeto. Para coroar nossa volta, o pessoal da fronteira do Chile nos pediu para tirar todas as malas do carro para passar no raio X, muito bom para quem já estava podre de cansada. rsrs Em Puerto Natales, já de noite, fomos direto para o restaurante comer (voltamos ao El Bote, pois gostamos muito da comida e do atendimento) e dormimos no mesmo hotel que havíamos nos hospedado antes. PUNTA ARENAS - SANTIAGO 10º DIA - DOMINGO Acordamos bem cedinho, abastecemos o carro e pegamos estrada para Punta Arenas, rumo ao aeroporto. Nosso voo para Santiago era meio dia e chegamos por volta de 15h30. Como nosso voo para o Brasil era no dia seguinte, optamos por ficar hospedadas perto do aeroporto (Link do hotel: https://www.booking.com/hotel/cl/lq-by-la-quinta-santiago-aeropuerto.pt-br.html) Como tínhamos tempo de sobra, fizemos o check in e fomos de uber para o supermerado Jumbo, que fica dentro do Costanera Center. Lá tem uma adega excelente, com muitas opções boas de vinhos a preços ótimos. Fizemos as nossas compras, até comprei uma malinha de mão para trazer as minhas garrafas (trouxe 7 no total na bagagem de mão). Eles também te dão plástico bolha de graça para embalar os vinhos. À noite voltamos ao hotel, jantamos e retornamos ao Brasil no dia seguinte às 15h muito cansadas, mas felizes pela grande experiência que tivemos no Chile. Com certeza algo que levarei por toda a minha vida! Gracias, Chile!
  2. kadore, realmente deve ser lindo também na época da cheia. Mas como quero voltar por conta própria dirigindo, acho mais seguro ir na seca, para evitar o risco de atolamento. Sabe de alguma pousada boa para indicar? Ouvi falar de uma chamada Rio Claro, conhece? Outra coisa, sabe se tem um ponto onde a chance de ver a onça pintada aumenta? Queria muito ver ela bebendo água no rio... Nobres e Chapada são maravilhosos, eu realmente fiquei muito cansada para conseguir fazer essa quantidade de passeios em tão pouco tempo, mas valeu a pena! abs!
  3. Fico feliz em ajudar! Bom Jardim é maravilhoso, um cantinho mágico do nosso país ainda pouco explorado. Você vai amar! abs!
  4. Pois é, o maior problema na minha opinião foi a correria do passeio. Já tínhamos bem pouco tempo para ver tudo e o atraso do guia atrapalhou bastante. Mas eu amei o Pantanal e fiquei com gosto de quero mais. Então terei que voltar para conhecer mais coisas, com mais tempo. Abs!
  5. Gostaria de compartilhar a minha experiência ao viajar sozinha para conhecer as belezas do Mato Grosso, tanto para estimular os Brazucas a desbravarem nosso país tanto para mulheres que querem embarcar sozinhas em algumas aventuras, mas têm medo. Então vamos ao que interessa! Fui pela Avianca em agosto de 2017, pois é uma época de seca na região e havia pesquisado que é a melhor época para se conhecer o Pantanal, mais abaixo eu explico o porquê. Cheguei em Cuiabá as 20h30 da noite de avião e já fui direto para o hotel, que era pertinho do aeroporto (escolhi o hotel pois eles ofereciam transfer e eram do lado da locadora de carros. O nome dele é Express, relativamente barato, só fiquei brava porque o barulho do ar condicionado era meio alto e me acordou no meio da madrugada. Mas se você não tiver um sono leve como o meu ou levar seu protetor de ouvido, não terá problemas. Segue link do hotel: https://www.booking.com/hotel/br/express-varzea-grande-mt.pt-br.html?aid=360920;sid=0f5b8c2eeb9453ed06a93c1cbcd6c025). Logo no dia seguinte fui a pé até a Localiza e peguei um carro, aluguei para 4 diárias. Era um domingo de manhãzinha e a cidade estava praticamente vazia. Então, segui rumo à Chapada dos Guimarães por uma estrada bem tranquila e vazia, pois era domingo de manhã. A estrada está em boas condições para dirigir, até para quem não tem assim muita experiência em estrada (meu caso), só ir devagar e ter atenção redobrada nas curvas. Como eu não sabia o caminho, fui com o Waze e deu tudo certo! Combinei de encontrar com o Guia no estacionamento do mirante da Cachoeira Véu de Noiva as 9h. Já tinha fechado todos os passeios com ele desde Brasília e deu tudo certo. Vale a pena ressaltar que os passeios com ele, quanto mais gente tiver, mais barato fica por pessoa. Como eu estava sozinha, paguei um pouco mais caro, mas valeu a pena por todas as boas referências dele que eu já havia lido na internet. O nome dele é Felipe Desidério, o cara mora há anos na chapada, conhece tudo por lá. Além de tudo, é uma ótima cia! Quem quiser o contato dele está aqui: https://www.facebook.com/ecotrilhaschapada Continuando, nosso primeiro passeio era para conhecer a Cidade de Pedra, na minha opinião, não dá para ir a Chapada sem conhecer esse lugar! Sabe aqueles paredões de pedra cartão postal da Chapada? Você terá visões maravilhosas deles por lá. Consegui observar casais de Araras que vivem nas fendas das rochas, a coisa mais linda. Para chegar até lá, só dá para ir de 4 x 4. Nem se arrisque a ir com carro comum, vai ficar atolado. Como eu não estava de 4 x 4, tive que contratar o transfer e paguei mais caro, mas, como disse, vá em mais pessoas que você consegue dividir o valor. O passeio foi tranquilo, a caminhada não é muito longa ou difícil e parávamos o tempo todo para tirar fotos e observar as aves e a paisagem. Mas o sol é de lascar, use roupas leves e passe protetor solar de 1h em 1h. Terminando o passeio da cidade de pedra, por volta de 12h, fomos até o mirante da cachoeira Véu de Noiva. Lá também é uma parada obrigatória para quem vai à Chapada, não é preciso pagar e não dá para tomar banho. Apenas admirar a vista mesmo! Ficamos uns 20 minutinhos e começou a bater a fome, então o Guia me levou à cidade para almoçar e deixar a minha mala na pousada. A pousada que eu fiquei na Chapada é ótima, se chama Vivá (https://www.booking.com/hotel/br/pousada-viva.pt-br.html?aid=311840;sid=0f5b8c2eeb9453ed06a93c1cbcd6c025). É perto de tudo, muito limpa, tudo lá é novinho e bem cuidado, café da manhã farto, bem localizada e funcionários muito atenciosos. Barriga cheia, não tive tempo de descansar, pois ainda tinha muito passeio para fazer e pouco tempo. Seguimos para a trilha do circuito das cachoeiras, essa sim deu uma canseira, pois caminhamos cerca de 7 Km ao total, com muitos trechos de subida/descida em um sol que não teve piedade de nós. O lado bom é que quando o corpo começava a pedir arrego tinha uma parada para banho de cachoeira, acho que conheci umas 5 ou 6 cachoeiras em uma tarde, não me lembro bem! Todas muito bonitas, água beem fria, mas com aquele sol, melhor assim, não é mesmo? Depois de muita caminhada e banho de cachoeira, seguimos para o último passeio programado para o dia, o pôr do sol no Alto do Céu. O nome faz jus ao lugar, pois a sensação é que realmente você está no céu, tanto pela altura, quanto pela energia positiva daquele lugar. Foi um dos lugares de que mais gostei da viagem. Naquele dia, além de um baita pôr do sol, assistimos ao nascer da Lua, que estava cheia por sinal. Maravilhoso! Lá, é importante levar lanterna para a volta. No dia seguinte, deixei para fazer o passeio do circuito das cavernas e gruta da Lagoa Azul. Para pegar a lagoa com seu azul mais bonito, o ideal é que você chegue na gruta as 14h30, pois é a hora que os raios de sol entram nela. Esse passeio tem duas versões, a raiz e a Nutella. A Nutella é aquela em que você paga para um ônibus te levar até o ponto das cavernas e também para te buscar depois. A raiz é aquela em que você vai a pé e apenas volta com o trator. Como eu estava em busca de aventura, escolhi a raiz. Cansei, suei, ganhei bolha no pé, mas certamente foi a melhor escolha, pois você não vê a metade das coisas legais se for de ônibus. Portanto, se você tem bom condicionamento físico e nenhuma dificuldade de locomoção, vá a pé que será mais legal. Outra coisa que achei legal é que você é obrigado a usar uma proteção contra picada de cobra (perneira), o que deixou ainda mais emocionante. Mas nenhuma cobrinha apareceu no caminho...Saindo de lá o Guia me levou para almoçar no restaurante da Deusa, um lugar muito simples, mas com uma comida deliciosa e regional. Fechamos o dia com uma parada na cachoeira do relógio, mas uma hora daquela o sol já estava meio fraco e eu só encarei a água gelada para tirar uma foto mesmo. No dia seguinte acordei 5h da manhã e parti em direção a Bom Jardim, distrito de Nobres. Também já havia fechado desde Brasília os passeios e a hospedagem, que eram oferecidos pela mesma empresa. A pousada que fiquei, chama Lagoa Azul e a agência de turismo chama Anaconda. Fiz as reservas por esse site: https://www.anaconda.tur.br/. A estada para Bom Jardim é muito tranquila, quase deserta e sem muitas curvas. O caminho é pela represa de Manso, e você tem que ficar atento ao último trevo do caminho, pois você tem que pegar à direita para ir à Bom Jardim. Se pegar para a esquerda irá para Nobres, que fica muito longe dos passeios. Cheguei por volta de 8h, fiz check in e o pessoal da agência de turismo me entregou um mapinha com a indicação de onde eram os atrativos que eu havia fechado o passeio. Ao contrário da Chapada, em Bom Jardim o guia não vai com você até o local, você vai sozinho e chegando lá o guia local te encaminha. Mas achei tudo bem fácil de encontrar e perto também. O primeiro lugar que fui foi ao Aquário Encantado, onde você nada em um poço de águas cristalinas e vê muitos peixes. Depois de uns 30 min no aquário a guia te leva para fazer a flutuação de 1km no rio Salobra. Nesse passeio, não pode ir de repelente e protetor solar, pois você contamina a água, que é de nascente. Mas não achei necessário, pois é tudo na sombra. A máscara, snorkel e sapatilha são fornecidos gratuitamente no passeio. É indispensável levar câmera subaquática, mas se você esquecer a sua eles alugam no local por R$ 50. De lá, segui para o Reino Encantado, que é do ladinho. E porque escolhi esse passeio? Pois lá é possível ver a nascente e a ressurgência do rio Salobra, ou seja, você vê o fundo do rio borbulhando, pois é um ponto onde a água literalmente brota do solo. Fiz a flutuação nesse ponto e depois desci com o guia novamente em uma flutuação de 1km pelo rio Salobra, porém em um ponto diferente de onde havia feito a flutuação antes. Voltei ao Aquário para almoçar, tinha uma comida muito gostosa por sinal naquele dia. Acho que paguei algo em torno de R$ 30 reais. Depois do almoço, fui fazer a minha última flutuação do dia, e ainda bem que deixei por último, pois para mim é sempre bom deixar o melhor para o final. Segui as indicações do mapa e cerca de 17km de estrada de chão estava eu pronta para flutuar no Rio Triste, que é mais largo e mais fundo do que o Rio Salobra, e, na minha opinião bem mais bonito. Além disso, a chance de você ver arraias no rio Triste é bem maior, e eu estava lá justamente para isso! Posso dizer que não me arrependi, pois graças à experiência do Guia, consegui ver 7 arraias! Aliás, deixo aqui meu agradecimento ao guia Bugio, uma simplicidade e simpatia em pessoa! Saindo do rio triste fui para o hotel, tomei um banho rapidinho e rumei para ver o pôr do sol na lagoa das araras. Ao chegar dei de cara com um casal de araras sobrevoando a minha cabeça, foi mágico. Lá tem várias delas, você consegue ver a olho nu, mas melhor ainda se você tiver um binóculo, para mim fez falta! De qualquer forma, adorei o lugar, senti uma paz muito grande ali. Importante, vá coberto de repelente da cabeça aos pés, pois 17h é a hora de os mosquitos atacarem! Bom jardim é uma vila bem pequena e não tem muita infraestrutura. À noite saí em busca de um lugar para comer e não tinha muita opção. Aí lembrei que o guia de um dos passeios tinha recomendado um tal de chapolin, que eu inclusive já havia lido a respeito na internet. Fui então descobrir onde era e foi uma grande surpresa. É um lugar muito legal, o cozinheiro (Chapolin) abre a casa dele para as pessoas e fica ali cozinhando no fogão de lenha enquanto conversa com você, com a esposa, os filhos...Me senti muito acolhida! A comida, meu deus do céu, é algo sem explicação, muito boa e caseira. Parece que se você fizer reserva para mais gente ele faz um peixe assado que é divino. Eu estava sozinha e não tive essa sorte, mas tudo o que comi estava divino. No dia seguinte estava programado para conhecer a famosa cachoeira Serra Azul. Como lá é mais afastado, o guia vai junto com você, e eu tive sorte de terem me mandado junto com um guia muito bom, se chama Bruno. Além de conversar bastante, ele adora tirar fotos, então fez ótimas fotos do meu passeio! Para chegar à cachoeira você tem que subir mais de 400 degraus, eu achei de boa (até pelo meu treinamento intensivo de trilhas de cahapada, rs) mas quem não tem condicionamento pode se cansar bastante. Por isso, leve bastante água!!! Lá em cima, a subida vale a recompensa, a cachoeira é linda demais!!! No final, ainda dá para descer de tiroleza para o ponto inicial do passeio. Como aprendi o caminho, voltei sozinha para a pousada (o guia tinha outros passeios para fazer), tomei banho, fiz check out e fui almoçar no único restaurante da cidade que estava aberto, da Pousada Buriti. Por R$ 35 reais comi um banquete e a comida estava muito boa também, tinha peixe, carne, arroz, salada, batata frita...tudo feito na hora! Como o carro estava muito sujo dos passeios, antes de voltar para Cuiabá e devolver o carro levei-o para lavar no lava jato do Marcão, indicado pelo guia Bruno. Peguei a estrada às 15h, assim como na ida, estava bem tranquila, e cheguei em Cuiabá por volta de 17h15. Devolvi o carro à locadora e peguei um Uber para o centro da cidade, onde me hospedei dessa vez. Fiquei em um ponto bem estratégico bem no centrão, na Avenida Getúlio Vargas. Lá perto tem vários pontos turísticos que dá para conhecer a pé, tem farto comércio e é relativamente seguro. Fiquei em um hotel chamado Getúlio (https://www.booking.com/hotel/br/getaollio-by-nobile.pt-br.html?aid=356986;sid=0f5b8c2eeb9453ed06a93c1cbcd6c025), que era bem perto da agência de turismo que contratei para fazer o passeio do Pantanal. Aqui, um adendo. Fiz todos os passeios da viagem por conta própria, mas resolvi conhecer o Pantanal com agência, pois eu tinha uma visão muito cautelosa com relação à Transpantaneira. Não conhecia, achei que era perigoso ir sozinha, e foi o pior erro que cometi na viagem, pois o passeio com a agência é um bate e volta super corrido em que eu me senti como uma turistona. Além disso, odeio guia me apressando quando quero curtir as coisas. Enfim, lição aprendida, voltarei sozinha da próxima vez. O passeio para o pantanal saiu na quinta-feira bem cedinho da agência Confiança Turismo. Fomos em uma Van e o guia fez uma parada em Poconé para comprar gelo e para o pessoal comer e fazer xixi (primeira coisa que me emputeceu, pois se o passeio sai de manhã presume-se que todo mundo já tomou café). Enfim, finalmente entramos na Transpantaneina enquanto o guia explicava algumas coisas sobre a origem da rodovia (eu não consegui ouvir muito pois o povo da "excursão" não calava a boca. Segunda coisa que me emputeceu no passeio). Ao longo da estrada, paramos duas vezes para tirar fotos e observar os animais. Consegui ver jacarés, lontra, capivaras e muitas espécies diferentes de aves, especialmente o Tuiuiú, ave típica do Pantanal. Gostaria de ter parado mais vezes, especialmente porque os ipês estavam todos floridos e queria fazer fotos, mas só consegui fazer fotos do vidro da Van, mesmo. Por volta de meio dia chegamos a uma pousada para almoçar e usufruir do day use. A comida estava boa e como o calor estava de matar, fiquei na piscina. O passeio de barco ficou agendado para 15h e o guia fez a maior pressão para todos estarem prontos no horário. Pois bem, as 15h estavamos todos lá esperando e ninguém apareceu. Quando foi 15h30, depois que eu saí atrás de um funcionário da pousada apareceu alguém para nos levar. Entramos no barco e seguimos pelo rio pixaim. O guia nos mostrou algumas aves, fez uma encenação com um gavião e um jacaré e, pasmem, 20 minutos depois estávamos de volta a pousada e com o guia no esperando para voltar à Cuiabá (e a palhaçada não acabou...) Voltamos para ver o famoso pôr do sol na Transpantaneira em um ponto que é bem bonito e o guia nos fala: "vamos ter que ver em um ponto antes pois não vai dar tempo de chegar lá até o por do sol". Resultado, ELE atrasa nosso passeio e a gente paga o pato. Tentei deixar tudo isso não estragar o meu humor e o meu sonho de conhecer o pantanal, e voltei convicta de que na próxima vez vou sozinha e para ficar pelo menos uns 3 dias hospedada no Pantanal. A dica é ir na época da seca, pois você não corre o risco de atolar o carro e também a chance de ver bichos é maior. No dia seguinte tirei o dia para bater perna em Cuiabá, tava bem quente e seco, mas mesmo assim fui em frente. Conheci o palácio da Instrução, onde estava tendo uma exposição bem legal do Santos Dumont, fui à Igreja Matriz, andei pelas lojas do centro (lá tem umas lojas bem populares onde você consegue comprar roupa bem baratinha se souber garimpar) e almocei em um lugar recomendado por uma amiga, chama Casarão da Dega. Comida boa, farta e barata, recomendo. À tarde fui conhecer a Olra do Porto, mas achei o lugar meio subaproveitado, achei que teria mais opções de barzinhos e mais movimento também. Enfim, no dia seguinte peguei o avião cedinho de volta para Brasília maravilhada com as belezas do Mato Grosso e a hospitalidade do seu povo, com a certeza de que voltarei para desbravar o Pantanal!
  6. Primeiro gostaria de dizer que todo meu roteiro foi feito com base nas dicas de mochileiros aqui do site, o que foi essencial na viagem. Graças a elas pudemos evitar alguns incômodos, otimizar o tempo e economizar, além de conhecer coisas fora do "roteiro senso comum" da turistada. Para conhecer todas as belezas da região, você precisa se atentar a um detalhe muito importante: a maré. Nós não demos muiiiita sorte, pois só conseguimos pegar a maré baixa em um dia (0.5), sendo que esse é o limite da maré baixa. Digamos que isso não atrapalhou os passeios, mas imagino que com a maré ideal teria sido ainda melhor. Tendo dito isso, vou começar a falar sobre a minha experiência. A chegada Chegamos no aeroporto de recife por volta de 23h30. Já tínhamos combinado previamente com o dono da pousada para nos buscar lá, ele cobrou R$ 80,00 para duas pessoas, o que eu achei bem justo. OBS: o táxi dizem que não sai por menos de R$ 150,00. Existe a opção ônibus, pela linha Cruzeiro, mas o primeiro sai por volta de 6h da manhã, e não queríamos passar a noite no aeroporto. Por isso, o transfer da nossa pousada foi a melhor opção. Detalhe: o dono da pousada foi tão gente boa que ainda nos levou para comer em Recife, tendo em vista que os restaurantes em Porto de Galinhas já estavam fechando aquela hora. Hospedagem Reservamos a hospedagem pelo booking (Suítes em Porto). Na época, ficamos espantados com o preço, tendo em vista que era R$ 80,00 para o casal. Olhamos as fotos, parecia ser um lugar OK, cama box, lençóis limpos, frigobar....Achamos que valia a pena, pois não somos de "ostentar". Ao chegar, tivemos surpresas boas e ruins, mas acho que no final, a experiência valeu a pena. Não era bem uma pousada, na verdade, são quartos com banheiro, ao abrir a porta, você já está na rua de Porto. Não tem um espaço de convivência entre os hóspedes, nem recepção. Pontos positivos: localização (fica no ponto principal de Porto, onde tem as lojinhas, restaurantes e é pertinho da praia), limpeza, atendimento rápido e cortês dos donos, em frente à delegacia Pontos negativos: espaço limitado, barulho, faltou água às vezes, ar condicionado deu problema, não tem café da manhã Repito, tivemos alguns incidentes, mas os donos resolveram todos rapidamente, de forma que não atrapalhou em nada. 1º dia - Porto de Galinhas Tiramos o primeiro dia para fazer o reconhecimento do local. Fomos à praia de Porto de manhã para conhecer, almoçamos e conhecemos lojinhas e fomos ao supermercado fazer compras para o nosso café da manhã. Alguns detalhes: Como fiquei sabendo aqui no site que as coisas em Porto são caras, que há vendedores por toda parte querendo te oferecer alguma coisa, optamos por levar nossas cangas e nosso guarda sol para a praia. Assim podíamos ficar onde quisermos sem ser refém das taxas de rolha ou consumação mínima que as barracas exigem. Também levávamos a nossa térmica com água, cerveja e alimentos para todo lado. Outra coisa: Logo no primeiro dia fomos comer uma muqueca em um restaurante que não me lembro bem o nome (acho que era camarão e lagosta, uma coisa assim), e perguntamos se o prato servia duas pessoas. Eles disseram que sim. Quando o prato chegou, vinha apenas uma cumbuquinha com 1 pedaço pequeno de peixe, e uma miséria de arroz. Nos sentimos completamente enganados e não voltamos mais lá. Então informem-se antes de comer nos restaurantes, perguntem antes a quantidade exata que vem no prato, para não serem enganados. As compras nós fizemos no Hiper, mercado que fica perto do posto ipiranga, mais famoso na cidade. Já no primeiro dia, fechamos um passeio para a Praia dos Carneiros com a empresa Ponto Forte (do lado do restaurante Porto Sol e Brasa, na rua principal). Foi onde encontramos os valores mais em conta, e o atendimento não deixou a desejar em hora nenhuma. Além disso, se você fizer um passeio, ganha desconto no próximo. Dicas: se quiser economizar, não compre nada nas barracas de praia. Tem muitos ambulantes vendendo comida na praia, queijo coalho, caldinho de frutos do mar (uma delícia), salgados, doces, etc. Tem uma barraca de caipiroskas que é muito legal também, experimentem a de cajá manga! Ponto Forte Turismo: Rua da Esperança, nº 430, 1º andar 81 3552-2028 8706-0589 9875-3116 2º Dia Praia dos Carneiros - Excursão Para conhecer Carneiros, pagamos R$ 40,00 por pessoa. A van da empresa foi nos buscar na nossa pousada por volta de 8h50 da manhã. Enchemos a nossa térmica com água e cerveja e para nossa surpresa, fomos informados que lá nao pode entrar com comida nem bebida, pois o acesso à praia é particular. Bem, nosso motorista foi camarada e deu um "jeitinho" para entrarmos com a nossa, então recomendo que se vocês quiserem levar lanche, tentem ir com uma bolsa térmica discreta, que não aparente ser uma, entendeu? Tem umas mais discretas, que parecem sacola de praia mesmo. A importância de levar o seu próprio lanche é economizar, tendo em vista que o restaurante ponto de apoio do passeio cobra preços bem salgados pelo almoço. Mas se você não conseguir levar, não se preocupe, ao longo do passeio tem ambulantes vendendo de tudo, fome você não vai passar. Pegamos o catamarã e adentramos o rio e o mangue, depois fomos na parte onde você pode se besuntar com argila. Visitamos também bancos de areia no meio do mar, e o mais engraçado é que tinha um bar montado no meio do mar e vários ambulantes vendendo, achei aquilo muito engraçado. PS: Não comprem cerveja no catamarã, em cada parada tem gente vendendo mais barato. O passeio também inclui uma parada na igreja de São Benedito, do séc XVIII. Por último, fomos nas piscinas naturais, onde mergulhamos com peixinhos. Lá é bem rasinho, e recomendo levar um snorkel ou óculos de mergulho. Se você coloca uma cabeça de camarão na água eles vem comer na sua mão. Desçam sempre de chinelo e fiquem atentos para não pisar nos ouriços. Na volta, como ninguem da nossa van estava a fim de comer no restaurante, voltamos para porto bem cedo, por volta de 14h. 3º Dia - Porto de Galinhas - Pontal do Maracaípe No terceiro dia ficamos de manhã na praia de Porto, e quando foi por volta de 15h, alugamos duas bicicletas em uma loja de aluguel de carros que fica ao lado do posto ipiranga e seguimos pela ciclovia até a praia de maracaípe. OBS: as bicicletas estavam bem detonadinhas, mas era as únicas que tinham, então fomos assim mesmo. Maracaípe é muito perto e dá pra ir pela ciclovia em total segurança. São menos de 4km pra ir. Chegando lá, você pega umas ruas com chão e areia, e a partir de um ponto so dá pra ir pela areia da praia. É tranquilo, se você for onde a areia é mais úmida, dá pra ir pedalando mesmo. Pedalamos até o pontal do maracaípe, um dos lugares mais lindos que conheci. Lá, o rio maracaípe encontra o mar, e forma uma piscina enorme e rasinha onde você pode relaxar e curtir o sol se pondo. Voltamos de bicicleta e não nos cansamos nem um pouco. A noite, fomos comer em um lugar com ótimo custo benefício, chama Taco Mexicano, fica na rua principal. Eles servem uma porção de camarão alho e óleo a 15 reais e dose dupla de caipirinha deliciosa! Lá tem diversos lanches bons e baratos, recomendo o sanduíche de pernil pros que comem muito. As garçonetes são muito atenciosas também! Outro restaurante incrível que fomos foi o Gatos de Rua. É um lugar lindo, com um atendimento ótimo. Se você quer escolher um dia para pagar mais caro, recomendo que vá lá, no dia em que fomos estava tendo uma promoção em que você pagava R$ 79 reais para duas pessoas, com direito a entrada mais uma taça de vinho. Comida de primeira e muito bem servida, vale a pena. 4º Dia - Praia de Muro alto - Olinda No quarto dia resolvemos alugar um carro para conhecer Muro Alto, que é uma praia mais distante, e aproveitar a diária para dar um pulo em Olinda. O carro foi alugado na locadora de veículos GM, fica na rua oposta ao posto ipiranga, não tem erro. O preço da diária foi R$ 100,00 (não tinha nenhuma outra taxa, apenas tínhamos que abastecer o que foi gasto e deixar uma caução de R$ 1500,00 que foi estornada quando devolvemos o carro). Com esse valor, pegamos um celtinha com ar condicionado. Fomos em muro alto que é uma praia de que gostamos muito, por ser linda e pouco frequentada. Onde paramos não tinha quase ninguém, era quase uma praia exclusiva para a gente. O muro de pedras faz dela uma praia rasinha, com águas bem clarinhas. Não vimos barracas e praia por perto, mas não passamos aperto pois levamos nossas cangas, guarda sol, e térmica com comida e bebida. Vimos poquíssimos ambulantes nessa praia, muito bom para quem está cansado dos vendedores chatos de Porto. Depois de tomar banho seguimos para Olinda, onde pudemos andar pelas ruazinhas charmosas, visitar igrejas e conhecer o alto da sé. Fomos abordados por muitos guias que queriam nos cobrar R$ 50 por pessoa, mas preferimos explorar o centro histórico sozinhos. Lá no alto da sé é lindo, e é lá que comemos a melhor tapioca das nossas vidas!!!!! Altamente recomendado, Tapiocas da Vovó, fica dentro de um espaço que vende obras de arte e antiguidades. Não deixem de comer, é sério, nós comemos 3!!!! A de camarão com queijo coalho é de comer ajoelhado!!! kkkkkk OBS: lá em olinda achamos super seguro, andamos sozinhos a noite, não vimos mendigos, pedintes ou ninguem suspeito no centro histórico. Mas se você vai de carro, é recomendado ter um GPS para não se perder (nós usamos o Waze do celular e deu tudo certo). 5º Dia - Pontal do Maracaípe Gostamos tanto do Pontal que resolvemos repetir o passeio. Dessa vez, não fomos de bicicleta. Pegamos um mini ônibus na parada da rua oposta ao posto ipiranga (onde ficam os mototáxi) e ele nos deixou na praia de maracaípe. Depois fomos andando até o pontal pela praia. Levamos todas as nossas coisas, guarda sol, canga, térmica, pois lá no pontal também não tem barracas de praia nem muitos ambulantes. Mas conseguimos comprar uns amendoins e ovinhos de codorna que um ambulante estava vendendo e saciou nossa fome depois da caminhada na praia. O pontal, além de lindo, é muito gostoso, não tem aquela muvuca de Porto, é sossegado, bom pra ir com criança, bom pra curtir a natureza. Por isso gostamos tanto. Voltamos pra porto famintos e batemos um pratão no restaurante Porto Sol e Brasa, eles tem um bom custo benefício, R$ 15 reais por pessoa sem balança. A comida é simples mas não deixa nada a desejar, fomos lá mais de uma vez. Fica na rua principal do centrinho de Porto. 6º Dia - Maragogi Como havíamos feito o passeio para Carneiros com a empresa Ponto Forte, resolvemos fazer o passeio para maragogi com a mesma, para ganharmos desconto. O passeio saiu a R$ 80 por pessoa com café da manhã, transfer e o catamarã incluso. A Van foi nos buscar bem cedinho (4h45 da madrugada), pois em maragogi é fundamental que a maré esteja baixa. Chegando lá, eles serviram um bom café da manhã no ponto de apoio, com frutas, pães, suco, café e bolo. Pegamos o catamarã e seguimos rumo às piscinas naturais. OBS: É proibido embarcar qualquer tipo de bebida alcoolica no catamarã, são normas do ICMBio, pois trata-se de uma Área de Preservação ambiental federal. Como tínhamos levado nossa bebida, deixamos no freezer do restaurante para bebermos na volta. Fomos durante todo o percurso animados pelo nosso guia, chamado Valentim. Recebemos todas as instruções no barco sobre os cuidados com os corais e nos foi oferecida a opção de fazer o mergulho com cilindro. O mergulho com cilindro foi a melhor experiência que já tive, pois nunca havia mergulhado antes. Talvez quem já mergulhou não veja tanta graça, pois você não vai muito fundo (max 6 metros) e vai sempre guiado por outro mergulhador. Dura cerca de 20 minutos. Mas no mergulho com cilindro vi muitas coisas e detalhes que não vi só com o snorkel, pois com o snorkel você fica mais na superfície e vê bem menos detalhes. No mergulho com cilindro até dentro de uma caverna de corais eu passei, e eles fazem várias fotos de você em baixo da água. Preço R$ 80,00 o mergulho + as fotos. O nosso guia aceitava até cartão de crédito. Tempo total nas piscinas naturais: 1h30, é o tempo máximo que a guarda marinha permite cada embarcação ficar. Depois voltamos e ficamos no ponto de apoio curtindo a praia e tomando nossa cerveja que tinha ficado para trás. Por volta de 15h30 chegamos em Porto. 7º Dia - Piscinas naturais em Porto e Volta pra casa Somente no último dia conseguimos pegar a maré boa pra conhecer as piscinas natuais (0.5). Como era nossa primeira vez, achamos melhor ir com o jangadeiro, mas quem tiver a oportunidade de ir mais vezes, vá na primeira com o jangadeiro pra ver o caminho, depois é tranquilo para ir sozinho (o problema de ir sozinho é ter que pegar uma pulseira na fiscalização ambiental, e o tempo de permanência máximo é de 25 minutos. É maravilhoso! Se você tiver câmera que funcione debaixo d'água leve, pois fará fotos incríveis no meio dos peixes. Voltamos para nossa pousada e nos arrumamos para ir embora. Fomos até a parada de ônibus para pegar o ônibus da viação cruzeiro que entra no aeroporto de recife, mas enquanto esperávamos, passou um taxista oferecendo o serviço pelo mesmo preço que pagaríamos na passagem de ônibus (na parada tinha outro casal que também ia para lá, então ele cobrou 11 reais de cada pessoa) e conseguimos ir de táxi para o aeroporto. Mas quem não conseguir pode ir tranquilo de ônibus, ele passa de hora em hora, tem ar condicionado.....não tem perrengue. Se eu voltaria? Com certeza!!!!!!
  7. Alguém sabe me dizer se tem ônibus ou van que sai de porto de galinhas para Cabo de Santo Agostinho? E o caminho inverso também? Vi que há muitas excursões de Porto para lá, mas não queria ficar presa ao roteiro da excursão. Outra coisa, chegando em Cabo, é fácil se locomover a pé na cidade, aproveitar pelo menos a praia de calhetas e alguns monumentos históricos sem precisar de carro? Obrigada!
  8. Tem a Pacha também, é boa? Ai meus deus, rico bolsinho? Será que tem outras opções de festas pra virada ou só essas em boates com música eletrônica?
  9. Você passou reveillon em búzios, o que achou? O clima é agradável? Tem gente bonita? E as festas, qual a melhor opção? Costuma faltar água, energia, essas coisas? Transito caótico? obrigada!
  10. Lembrando que, com o Roma Pass você pode usar todas as opções de transporte público da cidade gratuitamente por 3 dias. Eu usei o meu assim: Coliseu + Foro Romano + Palatino + Museus Capitolini E andei de metrô adoidado! Acho que valeu a pena, principalmente porque não peguei fila pra andar em nada
  11. Pessoal, uma dúvida. Com o Roma pass eu sou obrigada a conhecer Coliseu e Arco de Constantino, Forum Romano e Palatino no mesmo dia? Ou posso fazer o Coliseu e Arco de Constantino em uma tarde e o Forum Romano e Palatino no dia seguinte?
  12. Legal o seu roteiro Vinnie. Em quantos dias você conheceu esses lugares? To indo agora em setembro e ficarei 4 dias lá, e ainda to achando que é pouco tempo pra conhecer os pontos turisticos e curtir a cidade.
  13. Obrigada, Marcos! Falando nisso, qual é a melhor ordem pra fazer os passeios do Vaticano? Eu tirei um dia inteiro só para conhecê-lo, então pensei o seguinte: A parte subterrânea + basílica de São pedro pela manhã e museu + capela sistina + castelo sant'angelo à tarde. O que você acha? Dá tempo de ver tudo com calma? obrigada!
  14. Pessoal, alguém pode me dizer o site em que se compra o ingresso para o museu do Vaticano? O que mais vale a pena comprar pela internet com antecedencia? Pelo o que li no fórum, tem o museu borghese, a visita às escavações do Vaticano e o Roma Pass. Tem mais algo que já posso comprar antes para evitar filas? Obrigada!
  15. Obrigada, Marcos, consegui me localizar pelo google maps, aliás, está salvando minha vida nessa viagem! rs abs!
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