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acalacerda

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  1. Olá, pessoal! Nat, tem artesanato em todo lugar, todo passeio que se faz paramos em feirinhas. Não sei te dizer onde é mais barato, não me preocupei tanto com isso, já que não fui pra fazer compras. Como te respondi na MP, em Cuzco, nos arredores da Plaza de Armas, tem muitos centros de artesanato, tipo feirinhas, nos pátios internos dos prédios. E tem também um mercado de artesanato, ao lado do Centro Qosco de Arte Nativo, na avenida El Sol. Nesse eu não fui, mas soube que é bem legal. Lu, vai de mochila! É muito prático, dá pra levar muita coisa e, se necessário, você não precisa despachar. Como eu disse nos primeiros posts, não precisa levar muita roupa, pois lá tem lavanderia em toda esquina e é bem barato e rápido! Beijão!
  2. Ola, meninas! Que bom que estao gostando! Lu, fechamos tudo em Cuzco, assim que chegamos la, com Juan. O pacote incluiu Arequipa e MP, com estadias, traslados, passagens e entradas em MP e WP. Por isso, nao tenho como te informar valores separados. So pra vc ter uma ideia, pagamos S/.60 pela diaria com cafe da manha na hospedaje em Cuzco. Se quiser saber mais detalhe, da uma lida no primeiro dia do meu relato. Quanto a subida a WP, nao eh simples, mas vc nas fica a beira de penhasco! TAMBEM TENHO MEDO DE ALTURA! Mas foi tranquilo. E em relacao a dificuldade da subida, eu sou sedentaria (apenas tenho filhos pequenos) e fiz bem. Agora... no dia seguinte as pernas nao prestam pra nada, kkkkkkkkkk! Mas vale muito a pena subir WP!!! Abcs, Ana
  3. 08/04 (seg) – O GRANDE DIA: MACHU PICCHU! Acordamos às 4 da madrugada (ainda estava escuro), nos arrumamos e deixamos a mochila pronta para a volta a Cuzco. Conforme combinado na noite anterior, a funcionária do hostal acordou às 4h40 e nos serviu o café da manhã: pão, geléia, café, leite e chá. Enquanto comíamos, outros hóspedes começaram a chegar para o café também. Largamos nossa mochila na recepção e seguimos, ansiosos, para a saída dos ônibus. No caminho, alguns pontos comerciais já funcionando para atender aos turistas madrugadores. Paramos numa quitanda para complementar o lanche: banana é uma ótima pedida! Já havia fila para os ônibus, mas sai um a cada 5 minutos. Continuava um pouco escuro. Eu usava meu gorro e minhas luvas! É, o frio era grande, mas a emoção de estar a caminho da cidade perdida dos inkas era maior ainda! Eu não conseguia acreditar que em alguns minutos estaria em Machu Picchu! O caminho é lindo, como sempre. Seguimos beirando o rio, com uma paisagem digna de filme (ou novela, hehehe!). Atravessamos uma ponte ‘meia boca’ e começamos a subir a montanha. Caminho estreito, cheio de curvas. Motorista aloprado, cheio de coragem. Turistas malucos, cheios de fé (Era o jeito... hahahaha!). A subida é em zig-zag e o motorista fazia cada curva como se ele fosse o único a passar por ali. Umas duas vezes, cruzamos com outro ônibus descendo... e foi ‘punk’! Mas eles lidam com isso muito naturalmente, como se não houvesse perigo. E tome oração, claro! Depois de uns 40 minutos, chegamos à estação, em frente ao Sanctuary Lodge, o hotel mais chique, e caro, da região (dizem). O parque arqueológico já estava aberto. Meu coração disparou de emoção! Uma fila na entrada, mas logo eles multiplicaram os acessos e a fila foi dissipada. Bilhetes na mão... Coração na boca! Entramos! Muita ansiedade... quebrada pelo impacto da beleza da primeira vista: logo após cruzar um deck de madeira damos de cara com uma panorâmica de Machu Picchu. Cinco segundos contemplando aquilo tudo. Parecia inacreditável pra mim, mas uma chacoalhada do maridão e eu voltei à realidade... que era aquela mesma: eu estava em Machu Picchu! Depois do momento congelante, começamos a andar rapidinho, o sol não iria esperar por nós! Precisávamos chegar logo à entrada do Wayna Picchu, pois queríamos estar entre os primeiros a subir. No caminho, uma rápida amostra do que nos esperava a partir das 11h (hora marcada para encontrar Jorge e o grupo). Jorge havia nos entregue um mapa de MP para nos orientar até WP, mas nem o seguimos, pois a cidade é bem sinalizada. Chegamos e o sol ainda não havia aparecido. Algumas pessoas já estavam lá, inclusive aquele casal de brasileiros que conhecemos na estação de Ollanta. Uma volta nos arredores e aí sim, o sol começou a surgir, lindo, entre as montanhas. Logo o controle da entrada foi aberto e se formou uma pequena fila. Cada visitante, antes de subir a WP, precisa informar alguns dados para segurança (nome, nacionalidade e assinatura - na entrada e na saída). E, finalmente, começamos a trilha. É sempre sinalizada, mas sem acompanhamento de guia ou fiscal. Alguns comentários que li diziam que não vale a pena encarar essa montanha. Discordo totalmente. O caminho é fascinante! É verdade que se passa por uns perreguezinhos, uns degraus bem altos, uns caminhos estreitos, mas a cada parada a vista é recompensadora. É muito, muito bonito! Já no final da subida, quase chegando ao topo, tem um pequeno túnel de pedras. Antes de atravessá-lo, dei uma mirada de 180° e tive um surto! Isso mesmo. Enlouqueci com a paisagem. É impressionantemente maravilhosa! Toda a MP vista lá de cima! Coisa linda! Passado o ataque, continuamos e chegamos ao topo da montanha. Uma paradinha para o lanche. Todos aproveitam para repor as energias enquanto se deliciam com a vista lá de cima! Bom, não dá pra demorar porque se ficar parado por muito tempo os músculos esfriam e aí fica difícil encarar a descida, que não é fácil! Nos primeiros metros da descida nos deparamos com placas indicativas para ‘La Grand Caverna’. Ali sim, havia dois funcionários do parque que nos informaram que esta trilha nos tomaria cerca de uma hora e meia a mais. Como ainda tínhamos bastante tempo, resolvemos encarar. Nós e aquele outro casal de brasileiros. Isso sim, foi uma péssima escolha. A trilha é super pesada (ou nós já estávamos cansados por causa da subida a WP). Até chegar a caverna é uma descida bem íngreme. Em alguns trechos dá vontade de desistir (mas não adianta mais!). Depois de chegarmos ao destino, algumas fotos e uma aguinha rápida para retornar. Caminho lindo, por dentro da floresta. Mas ‘tudo que desce, sobe’! Danou-se! A cada curva que a trilha dava, imaginávamos que nos depararíamos com o grupo voltando do pico... e nada. Ainda bem que existe o controle pra saber se quem entrou saiu, pois a trilha parecia não ter fim. Mas tem. Finalmente as trilhas se encontraram e nos sentimos aliviados neste momento. Cruzamos com outro grupo de brasileiros que estava subindo a montanha e que nos perguntou se valeria a pena descer até a Grand Caverna. Nós quatro nos olhamos como se perguntando quem daria a notícia: não vale de jeito nenhum. É muito perrengue por muito pouco, apesar de o caminho ser interessante. E no final da visita a MP percebemos que aquele tempo gasto com a trilha da Grand Caverna nos custou momentos de contemplação na cidade perdida. Pois é, acabei não meditando nem apreciando MP como gostaria. Sentimos falta disso. Se querem saber, encarar esta trilha à Grand (grand?!) Caverna foi uma ‘grand’ experiência. Valeu pra poder dizer que eu não iria de novo, apesar de ser um caminho lindo, digno de conto de fadas! Assinadas as saídas, voltamos apressados à entrada do parque para encontrar Jorge e o grupo da visita guiada. No caminho, a equipe da Globo bloqueava a passagem (os turista tinham que contornar), algumas alpacas posavam para os turistas e umas paradinha rápida para fotos. Parêntesis: O bilhete de entrada a MP vale pelo dia para o qual foi comprado. Desta forma, podemos sair e entrar quantas vezes quisermos. Quer saber o porquê disto? Banheiros, restaurante e lanchonete ficam na entrada, mas do lado de fora. Chegamos à área externa do parque e logo avistamos Jorge e sua bandeirola de Cuzco com as sete cores do arco-íris (os guias costumam segurar bandeiras para facilitar sua identificação). Apesar de termos comido alguns lanchinhos rápidos, estávamos famintos. Enfrentamos uma pequena fila para encarar um mega sanduba com refri. Foi a refeição mais cara e desejada que tivemos! Curiosidades: 1. A lanchonete, assim como o restaurante, pertence ao Sanctuary Lodge Hotel. Já dá pra imaginar os preços, né? Mas, se você não levar lanche com ‘sustança’, não dá pra aguentar! 2. Em todo lugar no Peru (leiam-se, pontos turísticos) paga-se para usar o banheiro. Em MP não seria diferente: S/.1. Chegou a hora da visita guiada. Jorge juntou o grupo (umas 20 pessoas de várias idades, maioria de brasileiros) e seguimos de volta ao parque arqueológico. Andamos um bocado, subimos, descemos, mas aprendemos muito sobre a história desse povo tão místico e de uma cultura tão rica e interessante. MP é o parque arqueológico inka mais conservado, pois, como é localizado entre grandes montanhas, ficou escondido por muitos anos, até ser descoberto. Este passeio é fascinante. Aprendemos muita coisa sobre a cultura, sobre a história e sobre o povo da região. Tivemos a sorte de ter um guia culto, divertido, preparado e que desenrola o português. Tenho muito, mas muito o que pra falar sobre este dia, só quenão teria fim e ficaria cansativo para o leitor. Além do mais, não estou aqui para descrever tudo, ‘tintim por tintim’ do que vimos e ouvimos nesta viagem. A intenção é dividir a experiência com outras pessoas interessadas neste país lindo e que sabe receber muito bem, para que saibam que vale muito a pena visitar Cuzco e seus arredores. Deixamos o parque por volta das 13h30. Não sabíamos como seria a descida a AC, se havia fila longa para o ônibus, nem como seria até a partida do trem, às 16h. Havia muita gente na estação em frente ao parque, mas os ônibus saem um seguido ao outro. Mais aventura na descida e chegamos vivos e felizes a AC. Pegamos nossa mochila e resolvemos almoçar ali mesmo, no hostal onde estávamos hospedados. Pois é, lá tem um restaurante e escolhemos uma mesinha na calçada. Ficamos ali, tomando uma Cusqueña (600 ml!!!), conversando sobre a experiência de visitar MP, observando o movimento de turistas prum lado e pro outro, até encontramos um pessoal do nosso grupo (de Jorge). Tudo isso, enquanto esperávamos nosso almoço, que chegou e estava uma delícia! Ah sim, vocês devem estar se perguntando se eu me esqueci de mencionar o momento do banho. Não, não esqueci. É que não dá pra tomar banho antes de seguir de volta para Cuzco. Mas tudo bem, todos no trem devem estar na mesma situação. E estavam! No mesmo trem, encontramos algumas pessoas do grupo de Jorge e a viagem foi super divertida, cheia de comentários e boas lembranças deste dia. Ainda no trem, combinamos com um casal um jantar para a última noite em Cuzco. Em Ollanta, cada um pra um lado, em busca de suas conduções de volta a Cuzco. A nossa, por coincidência, era a mesma de Carol e Francisco, o casal com quem combinamos jantar três dias depois. Continuamos nosso papo, que fez da viagem de volta mais rápida que a da ida. Chegamos a Cuzco no início da noite. Ligamos para Juan, que nos indicou como pegar um táxi e orientar para ir ao hostal dele. Em ‘casa’, tomamos um bom banho, colocamos roupas limpas e saímos em busca de um local pra comer pelas redondezas. Não demorou muito e encontramos uma pizzaria frequentada por locais e com uma placa na porta: “pizza S/.12”. Isso, além da fome, nos atraiu! Comemos rapidinho (uma pizza para os dois foi suficiente!) e voltamos pra dormir. Estávamos exaustos! Custos para duas pessoas: Bananas em AC - S/.2 Lanche em MP - S/.51 Almoço em AC - S/.54 Pizza em Cuzco - S/.12
  4. Olá, pessoal! Que bom que estão gostando, e que bom que estou ajudando! Pena que não tenho uma regularidade nas postagens. Mas fiquem a vontade em perguntar e pedir sugestões, inclusive por mensagens individuais, pois recebo no meu email e fica mais fácil responder. A seguir... o grande dia!
  5. Olá! Aí vão as foto do dia 07/04, de volta a Cuzco e seguindo para Águas Calientes. Espero que gostem!
  6. Oi, pessoal! Perdão mais uma vez pelo sumiço! É que meu dia-a-dia é pesado pra valer! Mas muitas vezes vou dormir com saudades disso aqui: escrever sobre minha viagem, conversar com vocês. Agradeço os comentários positivos e acho ótimo estar ajudando aos que se preparam para ir ao Perú. Podem contar comigo para dúvidas e sugestões. Vamos aos questionamentos: ‘apdianim’, devo ter os contatos de todos os guias em algum folheto ou anotação. Segue o de Juan (Cuzco), que foi quem organizou nossa viagem e nos deu muitas dicas e informações interessantes: 984-633945. O de Jorge, vou procurar e posto aqui assim que encontrar, mas quem nos indicou ele e arranjou tudo foi Juan. GIACOME, o câmbio dólar/soles é isso mesmo: US$1 pra S/.2,50 (encontramos de S/.2,40 até S/.2,60). Já o real/soles, não sei exatamente porque levamos apenas dólares, mas é algo tipo R$1 pra S/.1,20. Quanto a Arequipa, é uma cidade super agradável e lindíssima! Dos passeios que fizemos, aconselho pelo menos dois: 1. Museu Santuários Andinos – Se você gosta, o mínimo que seja, de saber sobre a cultura e a história de um povo, esse é o lugar em Arequipa. É um museu bem equipado e conservado e a visita dura uma hora. Você pode fazer essa visita no primeiro dia e aproveitar o resto da tarde para bater perna pela cidade ou até ir ao Monastério Santa Catalina (mas tem que checar os horários, pois essa é uma visita longa e cara). No dia seguinte... 2. Tour La Campiña – É um tour guiado, em ônibus panorâmico muito legal porque você passeia por toda a cidade, inclusive zona rural. E ainda tem a oportunidade de provar ‘quitutes típicos’ como o queso helado, bombons de várias folhas e milhos. O ônibus sai às 9h e retorna às 14h. Não inclui almoço. ‘sgrizone’, não sei a época que você vai, mas eu não arriscaria tanto. Talvez você consiga, se fechar através de alguma agência de turismo assim que chegar lá, mas se for por conta própria, acho difícil! Gente, estou finalizando o próximo dia do meu relato. Acho que é o dia mais difícil de se descrever! Também estou devendo as fotos do último post. Nossa... estou afogada em dívidas!!! Até mais!
  7. 07/04 (dom) – De volta a Cuzco Juan nos aguardava no terminal terrestre de CUZCO, como esperado. Mas não programou os passeios como eu gostaria, para meu desespero!!! Havíamos pedido para fazer o Vale Sagrado neste mesmo dia, assim que chegássemos de Arequipa, e depois seguir para Águas Calientes (AC) para pernoitar e conhecer Machu Picchu (MP) no dia seguinte. É, mas não foi o que Juan fez. Programou nossa ida direto para Ollantaytambo (Ollanta)para pegar o trem das 11’ (é sério: o trem das 11) para AC. Parêntesis: Para quem não está entendendo, vai uma explanação rápida: 1. Vale Sagrado é um dos tours mais famosos da área. Inclui visita guiada aos mais importantes sítios históricos da região de Cuzco (listo depois, quando estiver relatando este dia), finalizando em Ollanta. 2. Ollanta é uma das duas cidades de onde partem os trens para AC. A outra é Poroy (passamos por ela no tour VS). 3. AC é o povoado que fica “aos pés” de MP. Mais a frente falaremos desse lugar super pitoresco. 4. Deu pra clarear as idéias? Então, vamos seguir com o relato! Pois é, jogaram um balde de água gelada na minha programação. Confesso que senti uma decepção tremenda (e muita raiva de Juan). Mas no final deu tudo certo. Como saímos de Arequipa num bus mais tarde que o planejado, não teríamos tempo de comer, tomar um banho e embarcar no tour VS. “Juan escreve certo por linhas tortas!” Curiosidades: • O tour VS deve ser feito aos domingos, terças ou quintas, pois são os dias que tem a feira de artesanato, especialmente, prata. As peças são muito bonitas, mas nada de muito barato, tipo, “dá pra trazer lembrancinha pra toda a família” (esse era meu plano!). Como exemplo, comprei um anel com pedras que custou S./100 (na choradeira!). • Em relação ao domingo, esse parece um dia especial, pois é celebrada uma missa em quéchua, idioma tradicional dos povos inka. Gostaria muito de estar lá, mas não foi possível. No fim, acho que evitamos uma raiva maior, já que os tours são muito corridos e, com certeza, não seria possível sequer entrar na igreja para assistir um pouquinho da missa! Tomamos um banho no hostal de Juan e ganhamos aquele desayuno: café, leite, pão e geléia. Arrumamos nossas coisas de forma que precisaríamos levar apenas uma mochila (a outra ficou no hostal, em um espaço reservado para isso). Levei uma bolsa menor para usar na vsita a MP. O hostal ficava na rua de onde partem os carros e vans para Ollanta. Sorte a nossa. Juan negociou com um taxista a nossa corrida até lá, mas tivemos que dividir o carro com duas garotas israelenses. Tranquilo! O problema foi o motorista. Provamos, nesse trecho, o que havíamos lido em vários relatos antes: os taxistas são M-A-L-U-C-O-S! Gente, nunca rezei tanto... e tão errado (cadê a concentração, com aquelas manobras loucas?!). Na viagem (dura uns 40 longos minutos), conversamos um pouco com as gringas, que estavam andando pelo mundo há uns três meses (folga que estes jovens tem depois de servir ao exército)! E ouvimos bastante música brega peruana, que tocava no rádio do carro. Essa parte foi muito divertida, kkkkkkkk!!! Graças ao bom Pai, chegamos vivos (e eu já estava sofrendo, pensando se seria assim também na volta). Ollanta é uma cidadezinha linda! Parece cenário de filme de época: ruas estreitas, casinhas de pedra e, lógico, uma praça central. Na estação, depois de sermos (mal) atendidos, tomamos um caro e ruim café. Trocamos umas palavrinhas com um casal de brasileiros durante a negociação para comprar artesanato, até que nosso trem chegou: Inka Rail. Parêntesis: Existem duas empresas de trem que levam os turistas a AC: Peru Rail e Inka Rail. A primeira, mais antiga e famosa, é inglesa. A segunda, mais barata, é peruana. Demos preferência a esta, para prestigiar a companhia local e economizar uns trocados. Para se ter uma idéia, pagamos US$7 a mais por pessoa para ir no vagão Expedition (o bonzinho) da Inka Rail, em vez de ir no Back-não-sei-o-que (o chulé) da Peru Rail (o bonzão é o Hiran Bigham). O embarque no trem é bem organizado. Dentro do vagão existe um espaço apropriado para as bagagens mais exageradas. As demais, vão entre os assentos tranquilamente. A viagem é legal, com lindas vistas no caminho. O trem é confortável e serve até um lanchinho. As poltronas são organizadas de forma que ficam, duas a duas, de frente umas para as outras com uma mesinha no meio. Bom para interagir com outros turistas (conhecemos uma família turca!). Chegamos a AC. Estação bonita, mais ampla e nova que a de Ollanta. Ao descer do nosso trem percebemos um movimento estranho num outro da Peru Rail: muitos equipamentos de vídeo e som. A Globo estava por lá. Logo avistamos Mateus Solano e Paola Oliveira descendo do vagão Hiram Bigham (o must!). Momento tiete com foto à distância e seguimos nosso caminho. Do lado de fora da estação, procurávamos alguém segurando uma placa com meu nome (todo hostal em AC manda alguém para buscar seus hóspedes na estação). Encontramos um nome parecido e confirmamos se tratar da gente. Mochila nas costas, começamos a seguir aquela moça de saia longa e lenço na cabeça, com um sorriso simpático estampado na carinha de bochechas rosadas. Ao deixar a estação, nos deparamos com uma grande feira de artesanato (Oba, já tinha programa para a tarde, hehehe...). AC é uma pequena vila, como eu disse, aos pés de MP, encravada entre montanhas forradas de vegetação típica da mata Amazônica e cortada por um rio de correnteza forte por causa do declive. O único veículo que se vê entre as ruas da vila é um tipo de carro de mão, para carregar as bagagens dos hóspedes. Fora isso, apenas os ônibus que saem de um ponto específico e nos levam a MP. Chegamos ao Hostal Quilla. Instalações simples, como a maioria, mas suficiente para uma boa noite de sono. Deixamos a mochila na nossa suíte e fomos bater pernas até a fome chegar. Já na saída começou um chuvisco e, antes que chegássemos ao mercado de artesanato, a chuva caiu forte. Foi a única vez que vimos chuva em toda a viagem. Nos disseram que chove diariamente em AC, por uma hora, na parte da tarde. Dito e feito! Depois da chuva, seguimos ao mercado (que mais parece uma grande feira coberta): muita coisa legal pra ver e comprar. Não tivemos muito tempo pra comparar preços (não fomos ao mercado de Cuzco), mas achei bons preços em AC, basta negociar. A fome bateu e seguimos ao primeiro restaurante que vimos (logo em frente ao mercado, praticamente dentro dele!). Pedimos um Menu Turístico: salada de palpa (abacate) com mostarda, lomo saltado, uma sobremesa de banana e, pra beber... Cusqueñas. Comida deliciosa! Voltamos ao mercado, compramos algumas coisas (comprei um conjunto de luvas e gorro para o dia seguinte, pois temia o frio da madrugada) e seguimos caminhando pela vila. Uma gracinha! Vimos a Plaza de Armas, a catedral e procuramos nos informar sobre o ponto de saída para MP. À noite, recebemos a visita do guia que iria nos acompanhar no dia seguinte em MP: Jorge – gente boa, fala português e faz grupos com maioria de brasileiros. Ele nos orientou sobre horários, o que vestir, o que levar e se foi. Dicas do Jorge para MP: 1. Subir cedo para ver o sol nascer de lá. 2. Usar protetor solar e chapéu. Nós usamos, inclusive, camisas de mangas compridas. 3. Levar bastante água (levamos 1,5 l e faltou!). 4. Levar lanches, porque só tem lanchonete do lado de fora (na entrada tem placa informando ser proibido, mas não deve ser válida, pois todos comem lá dentro). Nosso passeio incluía a subida ao Wayna Picchu no primeiro grupo, então, teríamos que estar na porta desta montanha às 8h. Jantamos no hostel mesmo e fomos dormir cedo para conseguir levantar às 4 da manhã, pois os ônibus de subida a MP começam a sair às 5h. Custos para duas pessoas: Café na estação de Ollanta - Tão caro que bloqueei da memória Almoço em AC - S/.32 Compras gerais - S/.103 Jantar no Quilla Hostal - S/.30
  8. Oi, pessoal! Que bom que estão gostando! Espero realmente estar ajudando. Lu, não levei computador. Usei o celular, apenas. Obrigada pelos comentários. Abraço!
  9. Segue mais um dia de viagem: Arequipa! 06/04 (sab) Mais uma vez acordamos cedo. Acho que foi a ansiedade! Arrumamos as mochilas (à noite seguiríamos de volta para Cuzco) e deixamos no hostel. Caminhamos um pouco no centro a procura de um bom lugar para o desayuno (bom = barato). Entramos na Starbucks e saímos assim que vimos o cardápio... kkkkkkkkaro!!! Em frente tinha um Capricio (já tínhamos visto um na calle Santa Catalina). Ficamos por lá. Desayuno básico: suco + café + pães + geléia. Delícia! Uma conversa rápida com as filhas no Brasil usando nosso 3G peruano e seguimos, felizes, ao nosso primeiro ponto turístico do dia. Museu Sanctuarios Andinos. Não deixem de visitar! Bonito, organizado, emocionante e imperdível! Fotos não são permitidas. Existe um locker onde se deve guardar os pertences. Nada entra na área de exposição. Comida, bebida, celulares e máquinas fotográficas são proibidos. Apenas podemos (e devemos) levar os casacos. E já que pudemos escolher, pedimos guia que falasse português. E não é que tinham?! Oh, Glória! Eu já estava com os miolos fervendo de tanto esforço pra me comunicar em ‘portunhol’! É nesse museu que ficam as múmias das crianças sacrificadas. A mais famosa delas, Juanita, só fica em exposição de maio a dezembro. Tirando suas férias, conhecemos Sarita. Impressionante! Repito: quem for a Arequipa, não deve deixar de ver este Museu. Após esta visita maravilhosa, seguimos ao Mercado San Camilo. Gente, me senti no centro de Recife (para quem conhece, parece a região do Cais de Santa Rita)! Com certeza, vivenciamos o cotidiano de boa parte daquela população. Muita cor, muitos produtos, muita foto! Estávamos indo ao escritório de Eduardo quando nos deparamos com um desfile na Plaza de Armas em homenagem aos 5 anos de um município que não lembro o nome. Que sorte! E tome foto!!! Ao final do desfile, seguimos ao escritório para almoçar com Eduardo. Desta vez ele nos levou a uma região mais nova da cidade. Fomos a uma Picanteria, restaurante popular típico arequipeño, frequentado por locais. Comemos um prato chamado Doble (arroz maravilhoso com carne ao molho, parecido com nosso tempero), uma espécie de pirão (feito de batatas, verduras e carne) e um talharim com ovos e queijo. Aff, quanta comida! E para beber, chicha, o suco de milho (eu achei esquisito, mas Camilo gostou). Voltamos caminhando e conversando com Eduardo sobre costumes, história, política, arquitetura e bobagens em geral. Mais fotos, claro! Ah, em uma das praças que passamos vimos umas alpacas. Esses bichos são mesmo comuns por lá! Eduardo nos deixou na Michel, outra loja de fábrica de roupas de lã, que fica na entrada do centro histórico. Lugar lindo e preparado para o turista. Os próprios vendedores são guias na visita ao espaço. Primeiro, vimos lhamas e alpacas. Depois, entramos num galpão com exposição de lãs em suas várias fases: desde a extração, passando pela limpeza, até o tratamento final para a produção do fio. Havia duas tecelãs (trazidas de Cuzco) produzindo peças da forma tradicional. Em seguida, visitamos um pequeno museu de máquinas de tecelagem. Por fim, uma pinacoteca com mostra de telas e mantas ganhadoras de prêmios nos concursos promovidos pela própria empresa. Fiz uma comprinha básica na loja e voltamos ao nosso bairro. Agora era a vez do Monastério Santa Catalina. Entrada cara, mas vale a pena. Também tem guia extra-entrada. Apesar do preço final, é importante contratar, pois o espaço é muito grande e tem muita história interessante. Fizemos muitas fotos lá dentro, inclusive com luz diferente, já que a visita, que começou por volta das duas da tarde, deve ter durado quase três horas. Assistimos o sol começar a se pôr do mirante que fica em cima da catedral de Santa Catalina. Ao lado do sol, os três vulcões. Eita vista bonita do caramba!!! Fechamos esta visita com chave de ouro! Voltamos ao hostel, pegamos nossas mochilas e seguimos ao Crepíssimo para a última Cusqueña em Arequipa. Depois, pegamos um táxi escolhido por Eduardo e seguimos ao terrapuerto. Depois de enfrentar o trânsito maluco, uma pequena espera no terminal: nos transferiram de horário. Mas deu tudo certo. Embarcamos. Curiosidades: Apenas conhecemos os bus-cama, por isso não sei se vale a pena em relação ao semi-leito. Só posso dizer que de cama não tem nada. As poltronas são largas, é verdade, e se consegue uma inclinação razoável, só que em matéria de conforto, passa longe de uma cama de verdade, mas é bem mais confortável que os ônibus de turismo comuns. Como conseguimos um precinho promocional em um dos trechos, valeu demais, já que é uma viagem de 10 horas! Dica: Atenção às promoções que as empresas de ônibus oferecem sempre. Perguntem por elas antes de efetivar a compra! Custos para duas pessoas: Café da manhã no Capricio - S/.22 Museu Santuarios Andinos - S/.40 + S/.10 (guia) Compras gerais (bolsa e encharpe) - S/.80 Lanche no Mercado San Camilo - S/.3,50 Monasterio Santa Catalina - S/.70 + S/.20 (guia) Cusqueñas no Crepíssimo - S/.12
  10. Oi, pessoal! Renato, obrigada! Be_Diniz, o tour estava incluído no pacote, mas acho que é em torno de S/.25 a S/.30 por pessoa. Sai às 9h da manhã e retorna por volta das 14h. Pode comprar em qualquer agência sim, mas se quiser, tenho o contato de Eduardo. Até!
  11. Seguem as fotos deste segundo dia. A maioria, do tour La Campiña.
  12. Segundo dia em Arequipa: 05/04 (sex) Depois de duas noites sem dormir direito, finalmente dormimos numa caminha de verdade, dentro de um quarto, com travesseiros e coberta. Acordamos renovados e cheios de vontade de ver mais de Arequipa! Nosso tour saia às 9 da manhã. Acordamos cedo e fomos procurar um lugar pra tomar café perto do escritório de Eduardo, pois ele nos levaria ao ponto de saída do tour. Crepíssimo foi o lugar escolhido! Tomamos um café com torradas e geléia (esse é o desayuno básico, servido em todo lugar!). Tudo muito caprichado e gostoso. Lugar super transado! Depois, encontramos Eduardo e seguimos ao ônibus panorâmico (aqueles de 1º andar, aberto). Gente, o tour La Campiña é o máximo! Saímos do centro histórico (onde os turistas ficam), atravessamos o rio por uma linda ponte e seguimos pelo lado contemporâneo da cidade. Cada bairro tem um nome com um significado e uma história. Fotos, fotos e mais fotos! Durante o tour, sempre avistávamos os três vulcões: Chachani, Misty e Pichu Pichu. Tem uma lenda que envolve os três: uma história de amor onde um deles (Pichu Pichu) sobra. Na volta da primeira parada, Camilo entra no ônibus tomando um ‘queso helado’. É uma espécie de sorvete de leite (sem queijo propriamente dito). Gostoso! Em Paucarpata (terraços floridos) tivemos mais uma experiência gastronômica (?): balas de coca. Parêntesis: Tudo no Perú tem um significado, um porquê, uma história. E isso torna a viagem mais interessante ainda! Este tour é bem completo. Visitamos uma loja de fábrica de produtos de lã. Lá tivemos uma aula sobre os camelídeos (lhama, alpaca, guanaco e vicuña) e o tipo de lã que cada um produz. Conhecemos cada tipo de animal ‘pessoalmente’ e passeamos (rapidamente) pela loja. Pronto, fiz minha primeira compra! Fomos também a Mansion del Fondador. É uma casa-museu onde morou o fundador de Arequipa. O custo da entrada é extra-tour, mas vale a pena. O lugar é bem bonito e dá pra fazer umas fotos legais, além de se conhecer um pouco os costumes da época! Na saída, havia uma senhora vestida com trajes típicos segurando uma águia para os turistas fazerem suas fotos (por uns trocados, claro!). Já que estava lá, fiz a foto... e com a águia no meu ombro! O último lugar da visita foi o moinho. Entrada e atividades extra-tour também! Dessa vez optamos por não entrar. Havia um restaurante na entrada do moinho e perguntamos se estava funcionando. Fome? Não, sede! “Tem Cusqueña aí? Desce duas, moço!” Lembro como se estivesse lá ainda: foi a melhor cerveja que tomamos! Sentados no banquinho do terraço do restaurante, na zona rural de Arequipa, com uma vista linda das plantações e, ao fundo, os três vulcões. De repente a buzinada! Ônibus saindo! Acabou o tour. Parêntesis: As agências de turismo apenas vendem os passeios, que são organizados por empresas específicas. Então, quando chamo Juan ou Eduardo de guias, na verdade eles foram nossos ‘anjos’, foram as pessoas que nos orientaram e deram um superapoio na viagem. Voltamos e encontramos com Eduardo para ir ao almoço. Ele nos levou ao Deja Vu Terraza. Um bar/restaurante/inferninho numa rua em frente a igreja de São Francisco. Foi aí que conhecemos o Menu Turístico (também encontrado na maioria dos restaurantes): entrada + plato foundo + postre + bebida. Ah, ainda teve o couvert: uma espécie de milho frito que parece pipoca, mas sem que o milho estoure... Uma delícia! Milhos existem aos montes no Perú! No mercado municipal dá pra se ter uma ideia da variedade de espécies cultivadas no país! O almoço estava uma coisa de louco de bom! Mais uma vez, muita comida! Será que a altitude diminui a fome de alguma forma? Fiquei impressionada como minha capacidade de comer caiu sensivelmente desde a chegada ao Perú. Depois do almoço, fomos ao Museu Histórico Municipal, pertinho do restaurante onde estávamos. Bem simples, sem guia, só exposição. Visita totalmente dispensável. De lá seguimos ao Fundito, uma espécie de galeria de lojas de artesanato. Construção linda, lugar bem conservado, com algumas lojas, mas sem movimento algum de clientes. Caminhamos um pouco mais pelo centro e voltamos ao hostel para descançar. Acordamos à noite e saímos pra comer e beber alguma coisa. Depois de rodar um pouco, fomos ao Inkari. Resolvi provar o Pisco Sour. Bommmmmmmm! Mais uma rodada acompanhada de uma pizza e voltamos ao hostel. Somos turistas diurnos, hehehehe... Dicas: No primeiro dia, Eduardo nos deu alguns conselhos: 1. Evitem pegar táxi por conta própria. Tudo que vocês precisarem tem no centro e as distâncias podem ser percorridas a pé. 2. Não saiam do centro histórico sozinhos, especialmente à noite. Custos para duas pessoas: Café da manhã no Crepíssimo - S/.24 Lanches - S/.17 Compras gerais - S/.76 Entradas Maison del Foundador - S/.24 Propina (gorjeta) da mulher com a águia - S/.1 Cusqueñas no Moinho - S/.10 Entradas Museu Histórico Nacional - S/.10 Pisco com pizza no Inkari - S/.45
  13. Algumas fotos do primeiro dia em Arequipa. Espero que gostem!
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