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André Soares

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Sobre André Soares

  • Data de Nascimento 22-09-1984

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  1. Tentarei com este post ajudar todos os mochileiros a descobrir Veneza e Roma em poucos dias. Saimos de Lisboa em direcção a Veneza, em voo easyjet. Chegada a Veneza as 20h. AeroBus do aeroporto até á Piazzale Roma - 20 minutos (11€ ida e volta). A partir deste ponto não circulam mais carros, sendo apenas os teus melhores amigos os teus pés ou os vaporettos. Veneza é uma pequena ilha, com muito para ver certamente, mas que 2 dias são suficientes para descobrir alguns (muitos) encantos. O nosso Hotel (Locanda Salieri - 120€ 2 noites com vista para o canal) estava muito perto da Piazzale Roma, no entanto super facil de percorrer todo o centro de Veneza. Ainda na noite de chegada e durante uma procura de um restaurante, conseguimos chegar com facilidade á zona da Ponte do Rialto, e da Praça San Marcos. A primeira experiência gastronomica não foi de todo positiva. Veneza vive do turismo, e muito gestor de negocios vive de extorquir o ser humano. Pizzeria Centrale, muito perto da Praça San Marcos é um pessimo restaurante, e algo caro. Parece comida congelada. Em Veneza os transportes publicos mais economicos são os vaporettos, tipo ferrys mas sem espaço para carros. Estes barcos vão a todo o lado, são muito uteis, funcionam 24h, e durante a noite permite visualizar a verdadeira beleza da Veneza nocturna. Compramos um pass de 24h para os vaporettos que nos custou 20€. Com este bilhete no 2º dia da nossa viagem conseguimos visitar Murano, ilha que se dedica ao comercio e trabalho de vidro. Esta ilha não tem muito para ver, a não ser que seja interessado pelo trabalho artesanato em vidro. De Murano seguimos para Burano. Esta pequena ilha, parece saida de um quadro. Pequenas ruas, casas pequenas, todas coloridas. Paraiso para quem gosta de fotografia e contrastes de cor. Ilha de artistas, que decidiram pintar as suas casas para dar mais cor á ilha. A partir desse momento passou a fazer parte do roteiro turistico de quem visita Veneza. De volta ao vaporetto e cerca de 1h de viagem (com algumas paragens - não esquecer que é um transporte publico) até á Praça de Sao Marcos. Nesta praça encontra-se o centro de Veneza. Aqui é onde tudo é mais caro, e também mais confuso. Fuja de Sao Marcos e Rialto para comer, dormir ou comprar seja o que for. Ahhh...atenção que em italia (em Roma não é tao usual) ao preço da restauração é acrescentado 12% + serviço (aprox. 1.5€ por pessoa). A sua conta de almoço ou jantar pode subir cerca de 5€ ou 10€. Lá está o que referi acima, extorsão do turista. Em Veneza não se consegue comer por menos de 20€ por pessoa, a não ser que prefira comer pizza á fatia (ao kilo), kebabs, ou "tapas" italianas nas diferentes osterias (pequenos restaurantes quase sem lugares sentados). Reparará que as osterias são muito frequentadas por locais no final do dia de trabalho. Uma experiencia interessante. As ruas de Veneza indicam sempre alguns pontos mais centrais ou turisticos, e não é facil perder-se em Veneza. Embora haja muitas ruas e ruelas, becos e passagens, não se vai perder. Mesmo que se perca, pode perguntar a alguem. O Veneziano é um povo prestavel e habituado ao turista. Em Veneza não deixe de ver: - Murano - Burano - Praça Sao Marcos - Ponte do Rialto - Ponte dos Suspiros - Ca d' Oro - Lojas de mascaras. Há exemplares lindos. - Aproveite o Vaporetto. PAra quem está em veneza de passagem, pode ser o seu maior parceiro, já que nunca para e leva-o aos principais (e não só) pontos da ilha No 3º dia de Viagem, partimos em voo easyjet para Roma, a capital do grande, enorme, Império Romano. Chegamos a Roma ao inicio da manhã. Transfer para Termini (estação central de Roma - 8€ ida e volta - Terravision.com). O nosso Hotel ( B&B Castro Pretorio - 106€ 3 noites) está muito bem situado a cerca de 10 minutos a pé de Termini. Para quem chega a Roma pel primeira vez o mais fácil é hospedar-se na zona do Termini. Facil de chegar e muito bem conectado com transportes publicos. As duas linhas de metro de Roma passam em Termini. DICA UTIL: Compramos o Roma PAss: 30€ para 3 dias. Inclui uso ilimitado de toda a rede de transportes publicos, 2 entradas gratuitas em monumentos á escolha (exclui Vaticano) e preço reduzido em inumeros monumentos. A nossa escolha nos 2 monumentos foram Coliseu/Forum/Palatino(é considerada 1 visita já que estão no mesmo local) e ainda o Castello de Sant' Angelo. COMPREM O ROMA PASS EM LOCAIS OFICIAIS, ATENÇÃO! No primeiro dia á tarde visitamos a Fontana de Trevi (espantoso local), Monumento a Victorio Emmanuele (á noite é lindo), Campo Di Fiori (recomendo a visita durante o dia. È uma praça de venda ambulante, quando chegamos já estava a ser desmontada. Que pena!), Spagna (e aquelas escadarias enormes) e Panteão. Roma é lindo! Ao mesmo tempo que se veem monumentos repletos de história, reparamos qu é ao mesmo tempo uma cidade ultra moderna, fashion, limpa. Nos transportes publicos, atenção aos carteiristas. Tal como em toda a grande cidade, eles existem e por norma não damos conta que eles estão no mesmo local que nós. Cuidado. Visitamos de noite o Coliseu. Fantástico monumento, mas que mais á frente relato como foi conhece-lo por dentro. No 4º dia de viagem, domingo, decidimos ir ao Vaticano. O mês de janeiro deve ser o melhor mês para visitar Roma. O clima pode não ajudar, mas para quem tem poucos dias e não se preocupa de usar um guarda chuva, recomendo janeiro. Constatamos isso quando chegamos ao vaticano. Algumas pessoas, mas nenhuma enchente insuportavel. Demos por nós admirando a imensa praça e sua basiliza, quando escutamos a voz do Papa. Pois sim...escutamos uma missa dada pelo Santo Padre. Que privilegio têm os habitantes de Roma. No entanto, e ao constatarmos que a fila para entrar na basilica (entrada gratuita) não existia - no verão a fila pode ser de horas. passados 10 minutos estavamos dentro da basilica de São Pedro - o Vaticano. Que igreja! Gigante, super interessante. Aqui se vê o poder do Vaticano. Julgo que todas as histórias de poder economico são inteiramente verdade. Do Vaticano partimos para o vizinho Castello de Sant' Angelo. Excelentes vistas, mas na nossa opinião podia estar mais bem turisticamente explorado. Neste dia fomos ver in loco um jogo de futebol, e que jogo. Roma - Inter, classico do futebol italiano. Enfim...estadio cheio, rivalidades, canticos, ofensas, enfim...é assim o fitebol em todo o mundo. Resultado final: 1 - 1. Bom jogo e sempre bom de se ver. 5º dia de viagem: Coliseu e império romano. Foi o dia dedicado a todo este periodo da grande história de Roma. È impossivel descrever o que s sente ao ver um arena com capacidade para 75 mil pessoas. Em Portugal, na actualidade, com todas as modernices na area da construção, não existe nenhum estádio de futebol com essa capacidade. È arrepiante olharmos para o Coliseu e todo o seu tamanho e pensar "Como foi possivel construirem isto?". Durante 2 ou 3 horas admiramos o coliseu, que a mim pessoalmente me fez colocar-me na pele de um gladiador, um imperador, ou até mesmo um escravo. Admiro a história do império romano e este ultimo dia em Roma fez-me quase entrar na maquina do tempo. Adorei. Após o coliseu visitamos o Forum Romano e o Paladino, antigas zonas de comercio e area residencial da Roma Antiga. Tudo é gigante e tem muito para ver. Se forem apaixonados pela fotografia, a vossa viagem a Roma vai-vos ocupar muito espaço num cartão de memoria de qualquer maquina fotografica. Acabamos o dia (o ultimo infelizmente) a dar uma ultima volta de despedida pela Fontana de Trevi, Spagna e Monumento a Vitorio Emmanuele (o pai da Patria). Fazer malas, que no dia a seguir de mnha cedo, regressamos a Lisboa. Fim das Ferias. DICAS UTEIS: VENEZA - hospedar-se em local medio pode custar cerca de 40 a 60€ por noite/quarto (booking.com) - refeições em restaurante cerca de 20€ por pessoa - 20€ 24h de vaporetto ilimitado (empresa ACTV) - transfers do aeroporto a Piazzale Roma: 11€ ida e volta (empresa ACTV) ROMA - hospedar-seem local medio pode custar entre 30 e 40€ por noite/quarto (booking.com) - refeições entre 7.5€ e 30€ por pessoa - Roma Pass: 30€ inclui 3 dias de transportes publicos + 2 monumentos gratis + preços reduzidos noutros tantos - transfers Aeroporto - Termini 8€ ida e volta (Terravision.com) BOAS VIAGENS
  2. olá Aparuca Respondendo ás tuas questões: 1 - Alugamos o carro em Moçambique, já que estivemos lá durante um mês e pouco. 2 - o combustivel é mais ou menos o mesmo valor que em Portugal. Cerca de 1€ e tal por litro. 3 - Dentro dos parques nem toda a estrada é terra batida. Existe sim trilhos por onde nos possamos aventurar e descobrir. Aviso: estes trilhos nunca estão sinalizados, nem constam nos GPS. Indo por esses trilhos a aventura é outra, e temos de nos guiar pelo nosso proprio instinto. No entanto, caso lhe aconteça alguma coisa ao carro, fica mais dificil ter ajuda. Agora...se tiver total confiança no carro (eu tive), aconselho a entrar por esses trilhos. Existem muitas boas estradas dentro do Kruger. Aviso: velocidade permitida é 20 ou 30 km/h. No entanto estas boas estradas, é por onde vai todo o mundo, e como tal, pode até haver filas. Fica ao seu critério. Em relação a "seguir" um animal, não é mesmo uma tarefa fácil. Tal como escrevi, eles é que estão no habitat deles, e conhecem o terreno melhor que ninguém. Eles escondem-se, correm na direcção oposta, ou até mesmo podem investir contr si. O meu conselho é: nunca siga um animal. Eles abundam no Parque, e se perder um, mais á frente virão mais. 4 - Dentro do parque existem vilas cercadas aos animais que possuem restaurantes, hoteis, campings, etc. Só aí se pode sair do carro. È extremamente proibido sair do carro dentro do parque. Ninguém se irá responsabilizar. Ouvi histórias de curiosos pelas cobras, que viram uma enorme na estrada, quando sairam, ela cuspiu veneno quando se sentiu ameaçada. Também há historias de elefantes que atacam turistas, etc. Por isso, nunca saia do carro sem estar num local seguro. Se for confortável para si a garrafinha, força, no entanto não há essa necessidade, já que existem muitas areas de repouso. 5 - Para quem quer percorrer e descobrir é melhor um jipe sim. No entanto, dentro do kruger só não verá motociclos. Pode encontrar desde o carro mais pequeno e mais africano de sempre, como também o jipe mais luxuoso que existe. Diferentes formas de encarar a visita ao Kruger. O nosso era um jipe antigo e nunca nos deixou mal. Espero que tenham uma excelente viagem
  3. Olá Filipe Poderei faze-lo sim! Posso faze-lo agora, mesmo depois do texto estar escrito e publicado? Como? Desculpa, mas novato que é novato ou investiga ou lhe explicam LOLOLOL
  4. Hey, Não foi NADA mochilão. Só queria relatar um destino, dar noção de valores que cobram, etc. Keep on Travel
  5. Caros, Em Julho viajei até a Jamaica, terra que faz parte do meu "Top 5 Destinations". Segue o meu relato. Apanhei uma promoção de 800€ voo Madrid - Montego Bay - Madrid + transfer para Negril + 7 noites em TI (tudo incluido) no Hotel Riu Negril. Depois de um voo de 7 horas, aterrar em Montego Bay, sair do avião e respirar aquele calor, humidadem enfim...uma emoção. Primeira coisa que fiz...phones nos ouvidos, ipod "on" e ouvir as minhas musicas preferidas de reggae (que não passa por Bob Marley, mas sim as novas tendências do reggae music). Mais explicações a frente! Sair do terminal, transfer para negril, a zona turistica por excelência. Diz quem sabe, que Negril é a zona das melhores praias na Jamaica. Sabia á partida, que o meu estilo Backpacker teria de o deixar em Lisboa. A Jamaica não é propriamente Africa nem a Europa, em que podemos mochilar. Não o fizemos devido á insegurança (nunca me senti inseguro) mas os jamaicanos costumam aproveitar-se dos "mochileiros" aventureiros, embora o tenhamos feito para visitar alguns locais, mais a frente explico. Já chegamos ao Hotel de noite, e cansados do voo, assim sendo jantamos e dormimos, de forma a aproveitar cada segundo a partir do dia seguinte. Acordar (7h da manha) sem sono e com muita curiosidade por conhecer tudo. Vestir fato de banho, chinelos e t-shirt, sair para o pequeno almoço. Passados 3 minutos, o suor apodera-se do nosso corpo, mas é algo que nos temos que habituar ou então o melhor é voltar para o aeroporto e pedir para sair do país. Tivemos direito (todos os dias e a toda a hora) a excelentes buffets e principalmente o pequeno almoço era um alento para encarar o dia de outra forma. Depois do primeiro pequeno almoço, era hora de visitar a praia privativa do Hotel. "Amazing" era a palavra que mais me passou pela cabeça durante esta semana na Jamaica. Embora estejamos num resort, muitos locais (normalmente vendedores de tours, artesanato, marijuana, etc) frequentam a praia sempre com um ambito comercial. Enfim...eu queria conhecer a Jamaica (tudo o que conseguisse fazer, e o que os dolares me permitissem), e como tal, a minha primeira compra na Jamaica foi um dos grandes valores que esta terra cria: a erva, a ganja, marijuana. Grande quantidade, low cost. Não vale a pena mentir, vir a Jamaica e não fumar aquela erva, é como vir a Lisboa e não provar um Pastel de Belém! Fui fazendo conhecimentos com os vendedores locais (que o seu grande objectivo é vender tudo o que quisermos, mesmo que não seja o seu ramo, eles conseguem) já que queria neste primeiro dia contratar alguns tours que queria fazer. Descobri que no dia seguinte o nosso operador oficial tinha marcado uma reunião para apresentação de tours e passeios com guia, em autocarros, etc. Embora não quisesse esse tipo de viagem, decidi adiar as decisões dos passeios. Basicamente os dias na Jamaica são passados dentro do Hotel, aproveitando a praia e todas as actividades (jetski, pedalboat, banana, jogos, fitness, danças). Poderiam ser ferias altamente desportivas e "dieteticas", não fosse as refeições prolongadas e calóricas que nos disponibilizam. De notar que quem mais visita a Jamaica são americanos que procuram precisamente os TI (tudo incluido) para que nada lhes falta. O tudo incluido serve para comida e bebida durante as 24h do dia. Ou seja...podemos andar sempre bem bebidos, mas também bem comidos. Não existe o risco de congestão já que é impossivel o choque termico quando entramos dentro de agua para um mergulho - a agua do mar na Jamaica, além de bastante salgada, é também bastante quente. "Amazing". Durante a noite existem espectáculos temáticos organizados pelo staff de animação do Hotel. Eu pessoalmente não tenho grande paciência para essas "americanices baratas", preferia nesses momentos confraternizar com algum/a barman que tão bem servem um rum caribenho! Normalmente acabava as noites na discoteca do Hotel, Pacha Negril. AVISO: quem for dj, aproveite para levar uns discos porque facilemnte tira o lugar ao dj dessa discoteca. Para um amante de reggae como eu, que vive e sente o reggae há alguns anos, é dificil ir a Jamaica e ouvir Michael Jackson, Justin Bieber, JLo, Beyonce, etc etc. Estas más experiências musicais felizmente só acontecem na discoteca, já que durante o dia na praia recorria ao meu Ipod, ou a muitos "artistas" de covers de Bob Marley (!!!!) que percorrem a praia a tocar e cantar hits do maximo exponente do reggae music e o seu maior idolo mundialmente conhecido. Eu pessoalmente, como já referi, não sou o maior adepto de Bob, preferindo Peter Tosh, Derick Morgan, Tony Rebel, Anthony B, Alborosie, e muitos outros cantores /artistas / bandas actuais. Dia da reunião: ao entrar desisti á partida, já que era numa sala com aproximadamente 200 pessoas. Imaginei uma estrada repleta de autocarros, com guias que recebem comissões por cada local que paramos e somos obrigados a comprar. "Desisto"- disse. Voltei a praia e fui falar com o meu grande amigo Kevin - um local que já me tinha safado umas coisas (ahahahah). Perguntei-lhe se não me queria mostrar alguns locais importantes e conviver um pouco com pessoas como ele, "indiferentes" á riqueza que pudesse levar na carteira. Enfim...combinamos para uns dias a seguir. Por 125€ para 2 pessoas tinhamos um dia de passeio. Sairiamos de manha para visitar o Peter Tosh Memorial, Black River (rio repleto de crocodilos), visitariamos ainda as cascatas mais lindas do mundo. Para mim, embora achasse o valor elevado, iria entrar num veiculo privado apenas com o Kevin e falar sobre a jamaica, o reggae, etc etc. Aprendi muita coisa, adorei. Bless you Kevin. Recomendo vivamente, e quem queira saber como encontrar o Kevin, eu explico. Queria muito ir a Kingston mas os 220 km impossibilitavam a visita num dia, assim sendo deixarei para outra oportunidade. No final do dia de passeio, o Kevin levou-nos a um reggae music show, na praia. "AMAZING" uma vez mais. O resto da semana foi passada no resort, afinal de contas o mar, o sol, etc etc, também são coisas a levar da Jamaica e não me esquecerei nunca desta pequena grande ilha no Mar do Caribe. Num dos ultimos dias visitamos o Ricks Cafe, considerado um dos melhores "sunset view" do mundo. Um bar tipo palhota, altamente explorado para o turismo é certo, no topo de uma falésia com uma vista fantástica, e um palco com uma banda a tocar grandes hits do reggae music (Bob Marley incluido, obviamente), mas foi a primeira vez que tive num sitio para turista que a musica não fosse inteiramente Bob Marley. Estava fascinado. O momento do por do sol é unico, e em apens alguns minutos conseguimos contemplar a descida do sol até ficar escondido no horizonte dando lugar á famosa e esplendida lua jamaicana. Fiquei encantado. Recomendo. O ultimo dia completo no Hotel foi aproveitado até ao ultimo minuto, sendo que o sol também cansa, mas como se tratava do ultimo dia convinha aproveitar. Fazer malas e regressar ao aeroporto para uma viagem de mais 7h até Madrid, e depois mais 5h de carro de Madrid até Lisboa. Enfim...adorei, mais detalhes a vosso pedido. Recomendo a Jamaica
  6. Africa do Sul Africa do Sul Após uma primeira semana em Maputo, decidimos conhecer uma outra realidade. Viajar até a Àfrica do Sul. De Maputo até a fronteira sul africana são cerca de 2 horas, numa estrada com algumas portagens (e até um género de via verde !!!!!). Ao entrarmos no novo país, deparamo-nos com uma nova realidade. Novo idioma (africaanse ou inglês), novas pessoas, enfim...não parece que estamos em Àfrica, não fosse pela paisagem de savana africana ou cor das pessoas. O principal objectivo desta visita a este país foi visitar o Kruger National Park e zonas circundantes. 1º dia, Sabado – Após chegarmos de Maputo, procuramos um local onde pernoitar. Komantipoort, uma pequena vila/aldeia com acesso praticamente directo ao Kruger Park. Neste local, encontramos o Kruger View Backpackers (termo usado para alojamento barato, estilo pousadas da juventude).Preço por noite 17.65€. Uma casa de madeira, muito bem aproveitada com alguns quartos, uma sala, uma cozinha e principalmente uma vista fantástica sobre as planicies do Kruger Park. 3 pequenos caes também faziam as delicias dos hospedes. Estes locais para Backpackers dispoem de uma zona de barbecue, que permite que os varios hospedes troquem impressões sobre as diferentes experiências. Neste primeiro dia provámos pela primeira vez a carne de vaca sul africana, suculenta e saborosa. Após o jantar, e todo o dia em viagem, novas realidades, etc...o cansaço ocupou-se de nós. Kruger View Backpackers 2º dia, Domingo – Kruger National Park Alvorada as 5h da manhã. Iriamos pela primeira vez entrar no Kruger Park. Eu pouco dormi, tal era a vontade e excitação! Após um excelente pequeno almoço a contemplar um magnifico nascer do sol, dirigimo-nos para a Crocodile Bridge Gate (o Kruger Park devido á sua dimensão – 2/3 do tamanho de Portugal Continental – disponibiliza várias portas de entrada/saida). Antes de sair do “hotel” fiz um pequena maldade. Fazia-nos falta um par de binóculos e haviam 3 ou 4 exemplares disponiveis, como tal...levei emprestado! Continuando... Preço: 18€ por pessoa, um bilhete válido entre as 6 da manha e as 6 da tarde.(Pequena curiosidade: o Badoca Park e o Zoo de Lisboa praticam preços semelhantes!!!!) Na porta de entrada preenchemos um formulário com o numero de pessoas que entram, bem como o veiculo. Nota: é expressamente proibida a saida dos veiculos em todo o parque (excepto zonas seguras, como são o caso das pequenas vilas existentes no interior do parque). Quando entramos somos avisados de todos os perigos existentes (afinal de contas estamos no habitat natural de alguns – muitos – animais selvagens não domesticados). A partir daí entramos num infinito numero de estradas (alcatrão e terra batida) devidamente assinaladas e com instruções de navegação, mas a palavra de ordem neste ambiente é: “vamos! qualquer direcção é uma boa direcção”. Foi o que fizemos e constatamos. Desviamo-nos na primeira estrada de terra batida (convém usar-se um todo o terreno nas visitas ao Kruger Park) e “olha...brutallllllllll...girafas a comerem”. Pois sim, após termos avistado não mais que impalas ou springbok’s (juntamente com os bambis, são o maior numero de população existente/visivel.Concluo que poderá ser porque são um excelente prato para qualquer crocodilo, leão, abutre, hiena, etc etc etc) e depois de cerca de 10 minutos após inicio da visita (deveriam ser 6:30h da manha), avistamos um dos animais que a mim pessoalmente me provocam uma alegria imensa. A sua forma, caracteristicas, comportamento, tamanho, coloração, são algo fascinante de se observar e ter esta oportunidade tão perto e tão natural à frente dos meus olhos (não mais que 10 metros), é algo magnifico. Aqui existe a vantagem de se poder observar um animal sem restrição de tempo, apenas existindo a vontade do animal em querer estar naquele local, já que de um momento para o outro pode caminhar no sentido oposto. Já que este parque é famoso por nele residirem um pouco de todas as especies selvagens, continuamos a nossa aventura. Ao percorrer o parque observamos planicies, montanhas, ladeadas por mato. Zonas secas, seguidas de imenso pantanal verde até ao mato tipico que todos imaginamos que é a selva africana, tudo isto observamos e maravilhamos através deste primeiro dia de Kruger Park. O self-safari (safari efectuado com viatura propria) é uma aventura. Entra nesta estrada, agora naquela, vamos passando por varias pequenas especies. Bambis, SpringBok, Impala, alguns gnus! Todas estas especies vamos observando em grande numero através de todo o parque, juntamente com outras especies que pessoalmente não conhecia, mas que são da mesma “familia” dos anteriores, e como tal excelentes refeiçoes de grandes predadores. “Olha...que é aquilo?È grande! Não...são 2!Rhinos!Não são nada!São, são.Pára Pára”. Estas são as palavras que mais se usam num self-safari “Pára, pára”. Com estas infinitas planicies e matos, é imprescindivel ser-se um bom observador já que nem sempre os animais estão perto de nós e algumas/muitas vezes só os vemos com uma grande pericia (“olho de lince”) ou um par de binóculos (percebe-se bem porque os trouxe “emprestadados”). Neste caso, um pouco longe, mas visiveis estavam 2 grandes rinocerontes tomando o pequeno almoço. (Curiosidade: os animais selvagens a meu ver apenas comem e dormem, já que sempre que os vemos estão ocupados com uma dessas tarefas). Já que estavam distantes decidimos fotografá-los (obrigado ao mestre das lentes com zoom, Carl Zeiss) e esperar por nova oportunidade para os ver mais perto. Antes desta minha estreia no Kruger National Park, na Àfrica do Sul, informei-me (via web, claro está) sobre o que poderia esperar desta visita. Obviamente que estamos entre animais selvagens no seu habitat (somos nós os estranhos, apesar do grande numero de visitantes por dia) e os azares podem ocorrer. Não se assustem, apanhamos só um susto. A partir de certa altura, e atravessando um mato escuro mais denso e alto, numa estrada de terra batida, deparamos com um corpo cinzento. Pensamos que seria uma pedra. Aproximamo-nos e era um elefante, depois outro, depois outro, imenso barulho de arvores a partirem (divertimento dos elefantes em manada nestes matos). Haviam elefantes dos 2 lados da estrada. Fotografias e mais fotografias. Adultos e bebés. “Tira fotos, tira fotos”. Continuamos a subir uma pequena “rua” e um elefante começa a desce-la (a cerca de 30 metros do nosso pequeno toyota rav4), no meio da estrada (literalmente), a alguma velocidade com as orelhas a abanar (medo!!!!!), seguido de outro companheiro igualzinho a ele.”recua, rapido, rapido”.Tensão instalada, pequeno momento de pânico. Sorte que atrás deles vinha um outro veiculo e os dois amigos decidiram acabar com a brincadeira e entrar no mato, permitindo assim que a estrada ficasse desimpedida e a normal circulação de carros continuasse. “UFFFFF...!!!!”. Um suspiro de alivio, mas saudável, já que estes momentos também se tornam engraçados. Após nos safarmos deles, obviamente. Foi tema de conversa durante todo o dia. Primeira paragem numa vila dentro do Kruger Park. Skukuza. Estas vilas dispoêm de restaurante, wc, alojamento (normalmente pequenas casinhas ou palhotas), loja de souvenirs (claro!!!), zona de camping, loja de informação turistica da zona. Skukuza tem uma zona de esplanada com uma paisagem incrivel, com um rio e uns caniços gigantescos onde observamos uma imensa manada de novos elefantes comendo e brincando (os elementos mais jovens do grupo). Seguimos viagem para Lower Sabie, outra vila, onde almoçariamos.(A alimentação no Kruger Park não é cara, podendo uma pessoa ficar satisfeita por 8/10€). Esta foi a zona visitada em que mais variedade de animais vimos. Nesta zona e durante toda a tarde observamos Hipopotamos e crocodilos a dividirem o mesmo lago, também ocupado por macacos nas margens. Esta zona é bastante verde e com muitas zonas de agua, daí que é ocupada por um grande numero de especies. Uns porque precisam de agua, outros porque caçarão os que bebem agua. Durante toda a tarde ouviram-se “pára pará” e “brutallllll” muitas vezes, sendo o ponto alto a visualização de um leão (o rei da selva, sim!). Embora não estivesse na posição perfeita para fotografias, é impressionante como um animal pode ser tão expressivo (mandão) e despertar tanta curiosidade (também ás leoas). Estava bem acompanhado de uma leoa, debaixo de uma arvore, junto à estrada. Ao terminar o dia, e ao deslocarmo-nos para a porta de saida, deparamos com outro casal desta especie, e mais à frente outras duas leoas numa faixa de rodagem duma estrada de alcatrão. São realmente animais impressionantes e bonitos de se observar. Não é o mesmo que vê-los em series da National Geographic, no Zoo ou em Circos, já que ali não conhecemos as vontades, apetites ou disposições dos animais. Até ao final da visita, ainda podemos avistar mais elefantes, duas hienas em vigia (benditos binoculos) e imensas girafas – algumas até no meio da estrada, atrasando assim a saida. Nota: o parque encerra as 18h, e quem não conseguir sair, ou tiver uma reserva hoteleira numa das vilas existentes, arrisca-se a dormir no meio da savana africana. Há quem o faça, com veiculos devidamente equipados com material camping para safari (tendas no topo dos veiculos, pelas razoes obvias – não serem atacados). Nas visitas ao parque não se recomendam pressas para fazer seja o que for, já que se houver algum amigo selvagem que se lembre de estar no meio da estrada durante 45 minutos ou mais, não há outro remédio que esperar, no entanto é pouco provável. Destino White River. Tinham-nos recomendado já que se trata de uma zona perto do Kruger, mas completamente diferente. Andamos cerca de 80kms, depois de um dia de self-safari desde as 6 da manha. Coragem! Viagem ok, pernoitamos num local dificilimo de chegar ( Lion Head Backpackers) 3º dia – Segunda-feira – Panourama Route Ao acordar deparamo-nos com uma paisagem de filme. Estávamos no topo de uma montanha, rodeados de floresta sul africana. A casa, uma grande vivenda, super bem aproveitada, com imensos quartos (ao estilo backpackers), piscina, trampolim, jardim, zona de barbecue (muito comum em qualquer unidade hoteleira desta zona), enfim...estavamos muito bem instalados mas teriamos que “nos fazer a estrada”. Preço: 17€ por pessoa. Recomendaram-nos a Panourama Route. Começando em White River e terminando nos Three Rondavels, no topo da montanha. A viagem começa com uma paisagem fabulosa de plantações de pinheiros (plantados ao pormenor e por parcelas). À medida que vamos atravessando a zona, percebemos que se trata de um exclente negócio local, devido ao grande numero de plantações. O nome dado a esta rota, Panourama Route, surge devido as imensas paisagens que deslumbramoss, tais como cascatas naturais (Lisbon e Berlin Falls – fantasticas), vilas estilo texas (Pilgrims Rest) ou mesmo o topo da montanha “ The Three Rondavels”, considerado o 2º maior canyon do mundo. Vistas impressionantes, grandes lagos,enfim...a Natureza está bastante presente nesta zona da Àfrica do Sul. Após esta visita, e já que os dias por estes lados são muito curtos (noite cerrada as 18h), decidimos pernoitar em Nelspruit. Local: Funky Monkeys Backpackers. Preço: 13€ por pessoa. 4º dia – Terça-Feira - Nelspruit Tinhamo-nos informado acerca desta cidade e confirmamos que se tratava de uma cidade pró-shopping. Imensos centros comerciais enchem esta pequena cidade, que pouco mais tem que se faça ou veja. Por esta cidade passou o Mundial de Futebol em 2010, e esta zona tem ainda muitas alusões a esse grande evento que revolucionou toda a Àfrica do Sul. Depois de umas horas de compras, decidimos voltar para junto do Kruger a fim de aproveitar mais dois dias junto de animais selvagens (que se viriam a revelar optimos dias). Hazyview foi o destino. Hazyview é uma pequena aldeia (ou avenida) de acesso ao Kruger Park, com um grande numero de lodges disponiveis para os visitantes do parque. Hotel Numbi (3 estrelas) : 19.95€ por pessoa, sem pequeno almoço. Decidimos que iamos ficar 2 noites 5º dia – Quarta-Feira – Kruger Park Entrar no parque (18€) pela Naphebi Gate foi outra novidade. Parecia que já nos sentiamos em casa. Olhar para o mapa (existem à venda, por pouco mais de 1€) já não era um “tiro no escuro”, já que havia zonas já visitadas e outras com um grande desejo de conhecer. Embora os mapas refiram que em certas zonas há mais probabilidade de ver este ou aquele animal, isso não é verdade, já que, repito...este é o habitat natural dos moradores destes matos, e vão para onde lhes apetece. Agora obviamente que qualquer pessoa consegue concluir que onde haja por exemplo agua por perto – um lago ou rio, seja um excelente sitio para encontrar presas e predadores. Voltamos a ver muitos dos exemplares que já haviamos avistado no primeiro dia, mas claramente que estavamos na procura incessante dos chamados BIG FIVE. O leão, o bufalo, o leopardo, o elefante e o rinoceronte pertencem ao grupo dos priveligiados, dos mais procurados, ferozes, selvagens, audazes, curiosos, enfim...uma serie imensa de adjectivos que os caracterizam como “o grupo”. Qualquer animal, no seu habitat natural, é um bom animal de se ver, por mais vezes que por nós se cruze num só self-safari durante as 12h que o bilhete permite os visitantes estarem dentro do parque (excepto se possuir reserva hoteleira, ou deseje pernoitar “for your own risk” - mensagem muitas vezes lembrada aos visitantes em varios mupies de informação e regras do parque). Momento do dia: Estrada fora na busca e visualização de animais, sejam eles de que especie forem, de esquilos, a galinhas africanas, a aves, javalis, bambis, zebras (sempre julguei que fosse ver manadas gigantes de zebras, mas afinal...), um ou outro gnu, antilopes variados de especies que desconhecia. Chegados a certo ponto de uma estrada de alcatrão, um carro parado. Quando vemos um carro parado, convém pararmos também. Visto ser proibido sair dos veiculos no interior do parque, um carro parado significa não mais que “ali há alguma coisa.vamos ver”.Sempre com movimentos lentos e a baixa velocidade ( velocidade máxima permitida no interior do parque: 50kms/h – existem radares em algumas zonas, e reza a “lenda” que quem for apanhado, á saida do parque paga uma multa). Aproximamo-nos, questionamos os vizinhos sobre o que veem, e ficamos pasmados quando nos dizem “Leopard!”. “Where?” perguntamos. Apontam-nos na direcção, e uma vez mais graças as lentes das camaras fotograficas e do par de binoculos, observamos, fotografamos, comentamos, rimos, maravilhamos, enfim...deliciamo-nos com um lindo leopardo deitado sobre uma pedra, por entre alguma vegetação, mas perfeitamente visivel. Que cores, que padrão. Observa na direcção oposta à nossa, mas conseguimos admirar cada detalhe seu. Após uns instantes, levanta-se e segue caminho em direcção ao horizonte. Cada vez que observamos algum destes grandes predadores, desligamos do que se passa à nossa volta. Neste caso, e durante o tempo em que estivemos a conhecer o leopardo, nem nos apercebemos que a estrada estava agora repleta de carros, carrinhas, caravanas, jeep safaris, que obrigou a uma ginastica para retomarmos a marcha. Foi um dia em que também nos cruzamos com imensos macacos. Aquele tipico do rabo vermelho (que parecem feridas). São realmente um animal fenomenal. Tão igual a nós. Podemos perfeitamente encontrar uma familia enorme desta especie. Os mais novos com as habituais brincadeiras, como se de crianças se tratassem. Os mais velhos, podemos conseguir excelentes polaroids se os encontramos em mutuos trabalhos de higiene (vulgo “catar-se”) ou mesmo a transportar as suas crias mais novas (na barriga, pescoço ou mesmo costas). È portante impossivel, não haverem comparações entre macacos e seres humanos. Outro momento do dia: Faltava cerca de 1h para o encerramento do parque. Tomamos caminho em direcção à Paul Kruger Gate a fim de sair do parque. Uma placa despertou-nos a curiosidade. “Panic Hide Bird Lake”. Pelo nome...algo a ver com passaros. “Vamos lá, ainda temos tempo, vira vira”. Estrada de terra batida até uma zona de estacionamento. Julgo que foi a 2ª vez que pisei solo selvagem do Kruger (as cidades estão protegidas, e a unica vez que o fiz no exterior, foi num genero de miradouro tipo filme Lion King, e fi-lo por “my own risk”). Entramos para um genero de um caminho engaiolado (era impossivel sermos atacados) com chilrar de passaros. Placa “Be Silent”. Passando a placa, um genero de um abrigo de madeira, sobre a agua. “Aixxxxxxx...tantossssss!Brutallllllll!”. Um lago gigante, povoado por hipopotamos, imensos, sem exagero uns 25. Adultos, bebes, enfim...algo inimaginável naquela altura, já que há uns minutos era nosso objectivo sair do parque. Momentos kodak obviamente. Para mim um dos melhores sitios que tive em todo o parque. O nome do “spot” devia-se ao grande numero de especies de passaros (qual deles o mais bonito!!!!) existentes. Depois de controlar os minutos ao segundo (faço-me entender?!), lá nos dirigimos para a saida. O dia infelizmente não acabou bem. Nos ultimos kms do parque reparamos que a terra parecia queimada, e à medida que fomos avançando constatamos que efectivamente se tratava de um incêndio. Tudo queimado, certaz zonas ainda a fumegar, e alguns troncos de arvore ainda a queimar. Um parque com esta beleza não merece tal crueldade. Ali não há outra razão que não seja o ser humano como culpado. Qualquer cigarro, papel ou vidro pode ser a causa de uma grande catastrofe num local como estes. Quantos animais se terão perdido naquele “pequeno” incêndio. As formigas e insectos, e outros, por mais pequenos que sejam, não deixam de ser animais que estavam no seu habitat natural. Pessoalmente revoltou-me acabar um excelente dia com tal imagem. Saimos do parque as 17:58h (uffff!!!!!!) com a missão de no dia seguinte voltar com disposição de procurar o BIG 5 que nos faltava: o bufalo. Choveu durante toda a noite, o que a nós não nos fez confusão nenhuma (afinal de contas uma chuva tropical nunca fez mal a ninguém) e ainda ajudou com certeza a extinguir por completo o cenário que se vivia à saida do Kruger, há umas horas atrás. 6º dia – Quinta-Feira – Kruger Park 22 de Setembro. O dia do meu aniversário. Celebrar 27 anos neste sitio foi algo que nunca mais irei esquecer. Se Àfrica é um continente de sonho e o Kruger Park um local de sonho, este é com certeza um aniversário de sonho, ficando apenas a faltar 1 ou 2 detalhes (e que grandes!!!!). Abandonamos o Hotel Numbi novamente em direcção à Naphebi Gate a fim de entrar e disfrutar do ultimo dia de Kruger National Park. O dia nasceu escuro e fresco, clima esse que se manteve durante todo o dia, o que permitiu a meu ver o melhor dia de safari desde que tinhamos chegado. Sem sol e calor, permitia que durante todo o dia avistassemos animais, contrariando assim os “dias normais de calor”, em que quando se avistam mais animais é das 6h as 9h e depois novamente após as 14:30h/15h. Durante todo este dia observamos e observamos, sem cansar, sem parar. Foi um excelente dia. Soube a despedida, admito, mas com um enorme vontade de voltar, a esta ou outra reserva natural, espalhadas por Àfrica. Quiça por estar fresco, vimos muitas girafas,muitas mesmo. Também foi dia de macacos, mas principalmente foi dia de “correria” já que queriamos muito encontrar uma manada de bufalos, bem como percorrer o maximo de zonas possivel, por se tratar do nosso ultimo dia. Encontramos pela primeira vez junto a nós, e por duas vezes, uma familia de hiena. Primeiro uma familia de 3 adultos e 2 recem nascidos. Estavam em viagem, deslocavam-se para algum lado. Aqui não adianta seguir animais. Satisfaz-nos o facto de passarmos alguns minutos a observa-los. Mais à frente, noutra zona, voltamos a encontrar outras duas jovens hienas, acabando de “petiscar” um bambi ou veado, sobrando naquela altura apenas a zona dos chifres. Bonito de se ver! Durante a tarde as visualizações foram acalmando tendo-se apoderado da nossa viatura um sentimento de “então?onde andam os gajos?!”. Algumas ordinarices e asneiras foram ditos com o objectivo de disfarcar um pouco a frustação por estarmos há muito tempo sem encontrar qualquer especie. Repito...pode acontecer. Há casos de pessoas que não conseguem ver quase nenhum grande animal num dia inteiro, embora isso seja muito pouco provável. Atravessavamos uma zona de mato seco, arvores despidas. O ciclo inverteu-se quando encontramos um jovem elefante, parecia perdido (já que os elefantes não são MESMO um animal solitário, deslocando-se por vezes em grandes manadas, também por nós vistas em todos os dias que visitamos o parque). Mais à frente (bastante mais á frente, e após novo “quase desespero”), momento de tensão. 2 rinocerontes no meio da estrada. Um adulto e um jovem. Foi a vez que mais perto vimos rinocerontes. Animais de grande porte, rapidissimos, e com um chifre capaz de causar estragos. Literalmente no meio da estrada, e a uns 30 metros de nós, mas estavamos encurralados já que atras de nós havia uma carrinha, e à nossa frente (depois do rhino) já haviam umas quantas viaturas. São momentos tensos já que nunca sabemos o que aquele animal está a pensar, nem como vai reagir à nossa presença. Aconselha-se que se desliguem os carros quando avistamos algum possivel perigo, já que o ruido dos automoveis “incomoda” os animais (repito...nós aqui somos os estranhos, esta é a casa deles). Devido a um movimento de um carro, os dois rinocerontes saem da estrada, voltando assim os nossos corações a bater de forma normal e estável. Mais um motivo de conversa, risadas, enfim...! A alegria durou pouco, e reapareceram os suores frios. Elefantes. Também no meio da estrada. São tantos. Big Family! Embora já fosse algo normal, nunca nos devemos sentir seguros e à vontade com estes exemplares de toneladas á nossa frente. Tudo corria de feição, até um membro cinzento se enervar/exaltar e virar-se na direcção de todos os carros que os observavam. Um dos grandes perigos destas visualizações de animais de grande porte, são os proprios condutores. Podemos encontrar quem se queira chegar mais perto do animal, quem queira estar em contra-mão, quem fale alte, quem não desligue o motor, enfim...aspectos que se fossem devidamente respeitados, metade do perigo desapareceria, já que os animais apenas atacam quando de sentem ameaçados. Por acaso...o grande elefante “mal disposto” (creio) não quis confusões e seguiu o seu caminho, não querendo assim juntar-se às inumeras historias de ataques de elefantes a viaturas (uma pequena busca no you tube vai confirmar que a maior parte dos ataques a viaturas em parques naturais, são feitas por elefantes). Com tanta intemperie, e devido a hora temprana a que o parque fecha (e que anoitece) fomos obrigados a dirigirmo-nos para a saida. Iamos tristes, ainda não tinhamos encontrado o Bufalo, e como tal não poderiamos completar a polaroid dos BIG FIVE. Teriamos de voltar ao Kruger Park, em nova oportunidade. 17:45h – “olhaaaaa.que cenaaaaaaaa”. Uma leoa, sozinha, no meio da estrada, caminhava, rodeada de mato seco. Incansável dizer...que lindo bicho. Duma elegancia surreal e comportamento invejável para todos os outros animais, principalmente por de uma femea se tratar. A linda leoa, imediatamente rodeada de carros (aquela hora muitos são os carros que se dirigem a saida). Fotos Fotos! Parecia que pousava para um fotografo da National Geographic. Com uma boa lente fotografica conseguiam-se quadros impressionantes, de um valor elevado. Embora para mim...todas as fotografias que tirei ao longo de todos estes dias (cerca de 2500) não tenham qualquer intenção de venda. Desse momento até à saida foi respirar Africa, respirar savana, observar pela ultima vez (nesta oportunidade) um excelente destino, que recomendo vivamente a qualquer pessoa. A mim limpou-me a alma, parece que estou novo, limpo. Pena que daqui a umas horas esteja de volta a uma grande e poluida metropole como Maputo. “Bye Bye...See you Soon, Thank you”. São estas as minhas palavras ao staff deste parque, e um especial bem haja a Mr. Paul Kruger por em 1841 criar esta reserva natural que obviamente nasceu com o seu nome, Kruger National Park. Dirigimo-nos ao Pestana Kruger Lodge, onde vamos passar esta noite. Um excelente hotel, duma excelente e portuguesa rede hoteleira, a 500 m da Melalane Gate do Kruger Park. Este hotel, um lodge luxuoso, composto por pequenas cabanas, situa-se junto ao Crocodile River. O hotel tem vista sobre um rio repleto de crocodilos, famintos por uma gazela, bambi ou springbok que muitas vezes recorrem a este rio para saciarem a sua sede. Quem ali trabalha, já testemunhou inumeras caçadas desde a magnifica esplanada que o Pestana Kruger Lodge disponibiliza aos seus hospedes. Jantar de aniversario: Salada marinada de calamares, um super bife suculento, uma tabua de queijos e uma salada de frutas. Tudo isto acompanhado de um magnifico Vinho Rosé “Blanc de Noir – Boschendal”. Made, mature and bottled at SOUTH AFRICA. Buenissimo!!!! CONCLUSÕES: Visitar a Àfrica do Sul (a zona onde estive) é totalmente diferente do que estamos habituados a ouvir deste continente. Aquela ideia de pobreza extrema, lixo e desorganização não se aplica à Africa do Sul. Refiro-me sempre a este país, não na sua totalidade, mas apenas a zona que conheci. Sei que Johanesburg não é a cidade mais segura e limpa do Mundo, mas também sei que existem zonas “à europa, ou à americana”, tais como Durban ou Port Elizabeth. Recomendo vivamente uma visita a este país, embora aconselhe que quem ali vá, se prepare para algo muito recorrente em terras sul africanas: o racismo. Ao contrário de Moçambique, o “branco” não é patrão e muitas vezes somos olhados de lado, desprezados e mesmo mal tratados. No entanto não senti insegurança, apenas nos tivemos que adaptar. Se nos falam mal, falamos mal também. “troco na mesma moeda”. Adorei o país e com toda a certeza, uma visita a repetir.
  7. Maputo e algo de Moçambique Maputo - Moçambique Chegada dia 10 de setembro de 2011, perto das 6h da manha. Após largos minutos de espera pelas bagagens (já estavamos assustados!!!) lá saimos do aeroporto, não sem antes os senhores agentes da autoridade “embicarem” com uma das nossas malas. Ao sair do cais de chegada, claro está que fomos bombardeados de gente amável que nos leva o carro das bagagens até onde quisermos (a troco de alguns meticais – moeda moçambicana). Sair da zona do aeroporto (praticamente todo renovado – mão de obra chinesa) e entrar na realidade moçambicana pode levar ao choque. Muitos carros, pessoas, vendedores ambulantes, bairros de lata, lixo, carros luxuosos, chapas (toyota hiace ou similar, que serve de taxi para um numero infinito de pessoas). Tudo isto durante os 15 ou 20 minutos de viagem até ao centro da cidade de Maputo. Ao chegar percebemos que se trata de um antiga colónia portuguesa APENAS devido a alguns edificios, moradias, jardins, enfim...! Quem ali vive, diz mesmo “muita coisa mudou”. Eu pessoalmente como se trata da minha primeira “visita” a Maputo, estou completamente apaixonado. Cidade perfeita para uma pessoa como eu: podemos falar com toda a gente, não há quase gente mal encarada, podemos andar à vontade (não senti um pingo de insegurança, embora tivesse um episodio de tentativa de roubo facilmente resolvido), avenidas largas com palmeiras tipicamente africanas. Não me referirei nunca ao calor e vento abafado que se faz sentir, já que essa é uma caracteristica de Àfrica. Passado algum tempo de aqui estar, torna-se adaptável estar e inclusive viver em Maputo. Levo já 25 dias em Maputo. Hoje em dia desloco-me e vou a qualquer lugar praticamente sem ajuda nem recorrer a um mapa ou perguntar seja a quem for. Dentro da cidade é facil identificar os locais mais ou menos aconselháveis a estarmos. È sempre bom visitar e “viver” aquilo a que chamamos “Africa Profunda” – bares tipicos, bairros, enfim...locais maioritariamente frequentados por moçambicanos. Aconselho, a quem aqui venha durante algum tempo, visitar Moçambique. Moçambique não se resume a Maputo, e há quem diga que Moçambique NÂO é Maputo. Não concordo, já que aqui vemos um pouco de tudo devido á multi-culturalidade desta metropole. Muitas religiões, por exemplo, estão aqui presentes (de cristãos, a muçulmanos, passando por seitas locais – normalmente vistas junto ao Mar, em reuniões de gente, com “fardas” esquisitas). 1º lugar visitado fora de Maputo: PRAIA DO BILENE. A aproximadamente 200kms de Maputo, chegamos a este destino que como o nome indica, leva qualquer europeu a pensar “estou num paraiso”. Uma aldeia pescatória, virada para o turismo, em que basicamente existem (aparte das casas dos habitantes locais) hoteis e restaurantes. Uma lagoa que se junta ao Oceano Indico fazem as delicias de quem visita o Bilene. Aguas quentes (embora não sejam as do “caribe”), calmas, desportos nauticos, europeus, sul-africanos, enfim...esta visita serviu principalmente para “lavar as vistas” de grande metropole (e por vezes lixeira) que é Maputo. A viagem para o Bilene é feita por uma estrada de apenas 2 faixas (uma em cada sentido), repleta de condutores loucos com ultrapassagens arriscadas, mas que fazem parte também desta realidade moçambicana. Passamos por locais fascinantes, alguns até em que os habitantes (ainda) estranham a passagem de carros e aproximam-se de qualquer movimento em busca de um sorriso, algum presente (aconselha-se a todos que tragam objectos que não deem muita importância), ou algum ou outro metical. Dar a estas crianças 50 meticais (aproximadamente 1 euro) é fazer-lhes o maior favor, quiça o presente que nunca receberam e nunca se irão esquecer. È deveras emocionante! Passamos também por aldeias tipicamente coloniais, embora destruidas (uma pena o estado de alguns edificios).Enfim... Outro local que também aconselho é a PRAIA DA MACANETA, no distrito de Marracuene, a cerca de 40 kms de Maputo. Ao chegar a Marracuene, somos obrigados a apanhar um “Batelão” (ferry) com capacidade maxima de 4 carros e algumas (muitas) pessoas. Preço: 4 meticais por pessoa + 180 meticais por carro. Preço ida e volta. A travessia faz-se em aproximadamente 5 minutos. Ao sair do batelão, existe uma recta ladeada por caniçais e lagos (dizem que frequentados por hipopotamos, embora eu não os tenha visto) até á praia, aproximadamente 8 kms. Mais uma daquelas praias “Wooooow”. Àgua mais fria que no Bilene, já que se trata de Oceano Indico, e este no Sul (onde está Moçambique) não ser muito quente devido á sua união com o Oceano Atlantico (famoso Cabo das Tormentas). Aconselho. Praia mais parecida ás portuguesas, com ondas. Facilmente encontramos ondas “surfaveis” (pena não ter trazido o meu material). Como não poderia deixar de ser, aconselho a visita. De volta a Maputo, aqui temos oportunidade de visitar alguns sitios tipicamente turisticos. Não sei se esta palavra se aplica a Maputo, já que o turismo em Moçambique está ainda num estado prematuro, no entanto não deixam de haver locais obrigatórios a visitar, mas que também fazem parte do dia-a-dia desta cidade. Alguns exemplos: Jardim dos Namorados (vista maritima fantastica), Parque dos Continuadores (boa feira de artesanato, com enorme oferta e também procura), Jardim dos Professores e a sua esplanada “Acácia” (vista sobre a baía de Maputo), Mercado do Peixe (para mim, uma desilusão, devido à sua dimensão e condições em que se encontra o peixe – muitas moscas, embora digam que também existem ratazanas), Mercado do Povo (fantástico, um mar de gente. Cuidado com o espirito que temos, e com os objectos que levamos), Baixa de Maputo, Centro Cultural Franco Moçambicano (lindo), CFM (estação de caminhos de ferro de Maputo. Está entre as 10 mais belas do mundo. Projecto de Gustavo Eiffel.Aqui gravou-se “Diamante de Sangue” . famoso filme sobre Africa, com Leonardo Di Caprio), Fortaleza de Maputo, Catedral de Maputo (vizinha do famoso Hotel Pestana Rovuma), Casa de Ferro (edificio contruido por Gustavo Eiffel, totalmente feita em placas de ferro), entre alguns outros locais que só de passarmos sentimo-nos bem, tais como toda e qualquer rua ou avenida desta cidade. Daqui sairam nomes notáveis como Eusébio, Mariza, Malangatana (artista plastico famoso), Mia Couto, ou o famoso general Samora Machel, idolo de qualquer moçambicano já que foi o grande responsável pela independência de Moçambique nos anos 70. Qualquer português (a meu ver) se sente bem em Moçambique. Sentimos isto como nosso, embora a grande maioria dos habitantes não seja da nossa cor. Igualmente sentimos esta terra como nossa e também somos recebidos como “patrões” (termo regularmente chamado à população branca). Maputo é uma cidade grande, com um grande porto e um grande centro citadino onde se passa praticamente tudo. Nota-se um grande crescimento e desenvolvimento. Curiosidades de Maputo: - conduz-se á inglesa, do lado esquerdo das estradas - regras de trânsito há poucas - não se pode fotografar nem caminhar junto a edificios do estado (governo, assembleias, residencias oficiais, etc) - policia pára, turista paga - para comprar algo é o jogo do sobe e desce o preço, embora não se deixem “vender”, como acontece por exemplo nos países arabes. As coisas em Moçambique têm um preço, embora obviamente todos queiram ganhar sempre mais. Tentar não custa! - praia em Maputo não convém. Além das praias serem algo sujas, o mar também não é o melhor. Para isso, Bilene, Macaneta,Ilha da Inhaca, Ponta do Ouro, Inhambane, Tofo ou a famosa Bazaruto. - Como diria Vasco da Gama, aquando da descoberta deste território, Moçambique é a “Terra da Boa Gente”
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