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ROBSON FUZILEIRO

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  1. Em outubro de 2014, decidi fazer viagem ao sul do país, saindo de Natal-RN com três objetivos: percorrer toda a BR-101, que começa na cidade de Touros, aqui no RN e termina na cidade de São José do Norte-RS; conhecer a Serra do Rio do Rastro; e conhecer as Cataratas do Iguaçu. Após dois meses pesquisando na internet, completei o programa de viagem, revisei e divulguei nas redes sociais a fim de conseguir parceria. Dezesseis amigos responderam interessados; em janeiro enviei mensagem a todos marcando uma reunião para março de 2015. Nossa primeira reunião contou com apenas 6 motociclistas e alguns vieram com suas companheiras. Apresentei o programa da viagem e depois de pouco mais de 50 minutos terminamos a reunião combinando que dali a três meses nos reuniríamos novamente. Ao longo do ano aconteceram várias desistências, em novembro de 2015 o grupo estava com apenas 7 motociclistas, ROBSON, CLAUDIO, RODOLFO, RAYANE, CHIQUINHO, ELIANDRO e NEGREIROS. Marcamos um passeio pelo litoral sul do nosso estado a fim de ver o entrosamento e a uma semana do mesmo aconteceu mais uma desistência, (Chiquinho) assim sendo o grupo reduziu para 5 motos e 6 motociclistas. Em dezembro, mais dois amigos desistiram por motivo de trabalho (CLAUDIO E ELIANDRO), assim o efetivo caiu de 5 para 3 motos e 4 motociclista, sendo 3 homens e uma mulher, RAYANE, a namorada de RODOLFO, que iria de avião até Florianópolis uma semana depois da nossa partida, pois ficaria em Natal a fim de participar de um concurso. NOSSA SAÍDA DE NATAL E INÍCIO DA VIAGEM Em 04JAN2016, reunimos no posto Emaús, vários amigos (MANECO, GLADES, os pais de RODOLFO, RAYANE, motociclistas do MC PAZ NO ASFALTO e outros, foram dar um apoio na nossa saída, às 0600 horas iniciamos a nossa viagem, RODOLFO na Fat Bob Harley 1500, NEGREIROS em uma Transalp 750 e eu, ROBSON, na Fazer 250; CLAUDIO, EZEQUIEL e GILMARA nos acompanharam até a divisa do RN e PB, ali nos despedimos e seguimos o nosso roteiro de 20 dias de viagem. MOTOCICLISTAS NAS ESTRADAS Em nossas paradas conhecemos pessoas que assim como nós estavam em viagem, algumas fazendo viagem inversa a nossa, outras com itinerários diferentes, mas todos curtindo as mesmas emoções, desses, levamos os apertos de mãos as apresentações, algumas fotos, abraços, troca de adesivos, telefone, endereço do “Face”, etc. São motociclistas que conhecemos e que talvez jamais tornemos a encontrar. SANDRA (Triciclista) Durante toda a nossa viagem estivemos em contato com SANDRA, que nos apoiou de forma amiga, constante e ímpar. Através dela, tivemos nove apoios ao longo da viagem. Paramos para nossa primeira refeição e fizemos nosso primeiro contato com SANDRA, ela nos fala que se formos pernoitar em Aracaju, tem uma pessoa que poderá nos dar apoio, logo em seguida passa o contato e nos despedimos. OS APOIOS CONSEGUIDOS POR SANDRA ARACAJU-SE Ao final do nosso primeiro dia de viagem chegamos em Aracaju e fomos recebidos por DAMIÃO que nos buscou em um posto de gasolina na BR e nos levou para sua casa onde já nos aguardavam vários motociclistas, uma janta, e muita e boa conversa, por fim os parceiros se despediram, nosso anfitrião nos deixou sozinhos na sua casa e foi dormir na casa da namorada. No dia seguinte DAMÍÃO apareceu conforme havia combinado, antes das 5 horas da manhã e nos acompanhou até a saída da cidade. Super acolhida, boa conversa e muitas fotos, foi uma ótima noite; EUNÁPOLIS-BA Na Bahia, fomos apoiados pelo BAIANO, que também nos buscou em um posto de gasolina e nos levou para sua casa onde seus amigos nos aguardavam com uma churrasqueira acesa, algumas cervejas e muita alegria, mais um brother que nos recebeu muito bem e nos deixou bastante a vontade. Pela manhã preparamos todo o nosso material e acordamos o Baiano pra a gente se despedir; CAMPOS DOS GOYTACAZES-RJ Em Campos dos Goytacazes fomos recebidos e acolhidos pelo pessoal do Moto Clube CAMPOS, eles nos levaram para a sua sede e depois de um longo e agradável bate papo, se despediram e nós fomos descansar. Na manhã seguinte um dos integrantes do Moto Clube nos presenteou cada um com a camisa do último evento do clube e nos conduziu até a saída da cidade; SÃO JOÃO DE MERITI-RJ Chegamos na cidade do Rio de Janeiro pela ponte Rio Niterói, passamos direto quando deveríamos entrar na Linha Vermelha, assim, fomos parar quase no centro da cidade, entramos na Av. Brasil e voltamos sentido interior. Ao chegarmos a altura do caju havia uma grande obra, com o trânsito intenso, retenções e desvios, acabamos num momento de descuido, nos afastamos e nos perdemos de vista, eu entrei por uma rua e NEGREIROS com RODOLFO entraram em outra, parei a moto em um quartel da Aeronáutica e voltei a pé, por cerca de 500 metros e os encontrei em um posto de gasolina, nos orientamos e seguimos pra São João de Meriti. Chegamos a São João de Meriti por volta das 10 horas e tivemos a recepção de LUIS, meu amigo de longos anos que nos recebeu com um almoço e nos proporcionou uma excelente permanência em sua casa, conforme me havia prometido meses atrás. Partimos na manhã seguinte às 0500h, já com o dia claro; MIRACATU-SP Óleo nas correntes, banho, janta, redes pra Robson e Negreiros, colchão pra Rodolfo e conversa fiada até bater o sono. Dormimos em posto de gasolina a beira da BR-101. CURITIBA-PR Chegamos em Curitiba por volta das 10 horas e fizemos contato com TIGRÃO que nos orientou a chegarmos a um ponto da cidade onde estaria nos aguardando, chegando ao local e feitas as apresentações, seguimos para o centro da cidade onde o brother nos levou a uma boa oficina a fim de fazermos a manutenção das motos, ou seja, troca de óleo, filtro e ajuste de corrente, etc. Depois das motos devidamente reparadas, seguimos para a casa do amigo e de lá, horas depois, fomos para a sede do seu moto clube, “Dragões”, onde conhecemos outros motociclistas. Mais tarde saímos com destino ao aniversário do Moto Clube “Moto Gole”. Logo que chegamos ao evento um temporal caiu. A área do evento era grande e felizmente o local para montagem de barracas era embaixo de um grande toldo, após as apresentações com os donos da festa, montamos nossas barracas e fomos aproveitar o evento, eu preferi não demorar na festa e fui para a barraca, de onde fiquei curtindo a música até que adormeci. Na manhã seguinte percebi que a chuva que caiu por toda a noite alagou a barraca, sorte minha que todo o meu material estava sobre o colchão, RODOLFO me chamou, abri a porta da barraca e pude ver o tempo fechadíssimo. Discutimos sobre a hora de sair e decidimos esperar a chuva parar, logo NEGREIROS acordou também e fomos para o café. Depois de alimentados, TIGRÃO, que também havia dormido no camping, ficou conosco até a hora que decidimos colocar as motos na estrada com chuva mesmo. Despedimo-nos dos nossos amigos e aí aconteceu o nosso primeiro problema, se é que podemos chamar assim. NEGREIROS perdeu a chave da moto, nos mobilizamos para ajudar o amigo, percorremos os lugares onde ele havia estado desde o dia anterior e nada, por fim decidimos desfazer os alforjes e baú, nada foi encontrado, já não havia mais onde procurar quando NEGREIROS olhou no cós da calça e pra surpresa a chave que estava ali deslizou perna de calça abaixo indo parar no pé. Fizemos a festa, ele arrumou novamente a bagagem e por volta das 10 horas, ainda com chuva, nos despedimos e seguimos a nossa viagem. CAMBORIÚ-SC chegamos depois do horário previsto e sob muita chuva em Camboriú, já era quase 14 horas, fomos para a casa de RODRIGO, que nos recebeu e abrigou de maneira calorosíssima, ele e sua família nos aguardavam para o almoço, mas em virtude de nossa demora eles já haviam almoçado, no entanto sua receptividade e carinho conosco foram detalhes para jamais esquecermos. Nossa volta para a estrada no dia seguinte, também foi um pouco mais tarde pelo fato de que aquele dia seria o encontro com RAYANE e estávamos a apenas 90 km de Florianópolis. FLORIANÓPOLIS-SC - RAYANE SE JUNTA AO GRUPO Saímos de Camboriú com chuva fina direção Florianópolis, onde RAYANE chegaria de avião e se juntaria a nós, no deslocamento a moto de NEGREIROS, a Transalp, começou a apresentar problemas na relação. Chegamos em Floripa e iniciamos a busca pela peça para a moto do amigo, a encontramos pela bagatela de R$ 1300, putz, uma relação da Transalp estava custando 1.300 reais. Andamos por várias lojas até pararmos em um posto de gasolina onde aproveitamos uma trégua da chuva e “lagarteamos” um pouco até a hora da chegada do voo de RAYANE. (“LAGARTEAR” é uma palavra gaúcha que significa ficar exposto ao sol) Depois de uma hora no posto, seguimos, eu e RODOLFO, para o aeroporto a fim de buscar RAYANE, enquanto NEGREIROS ficou na espera. O voo de RAYANE chegou na hora e foi uma festa quando nos vimos, após abraços e breve resumo da viagem ela abriu a mochila, retirou seu colete e pronto, estava preparada para seguir viagem, voltamos para o posto onde havíamos deixado NEGREIROS, arrumamos as motos e agora com o grupo completo seguimos viagem. SÃO JOSÉ DO NORTE-RS = FINAL DA BR 101 Saímos de Floripa quase ao meio dia e logo a chuva caiu, o motociclismo estava nos proporcionando momentos muito especiais e nós estávamos vivendo-os, estávamos conhecendo pessoas diferentes, fazendo novas amizades, conhecendo culturas diferentes, tudo estava ótimo, seguíamos para a conclusão da primeira etapa da nossa viagem, chegar ao final da BR-101, na cidade de São Jose do Norte, Estado do Rio Grande do Sul. Esse dia foi o mais longo, paramos na estrada às 20:45h e permanecemos ali cerca de vinte minutos a fim de apreciar um por do sol muito especial, depois seguimos por mais uma hora até a cidade de São José do Norte, final da BR-101. Paramos a beira da estrada, em frente à placa com o nome da cidade, mas não encontramos a placa de final ou início da BR-101, como temos aqui no nosso estado, o Rio Grande do Norte. Depois das fotos e do momento máximo da nossa alegria, procuramos um lugar para jantarmos e passarmos a noite e encontramos uma casa mobiliada pela qual pagamos 150 reais. Na manhã seguinte fomos procurar o Marco Zero da BR-101 e encontramos três locais possíveis, mas nenhum que, oficialmente determinasse o final, fotografamos os três e voltamos para a cidade a fim de tomarmos café e continuamos a viagem. Completamos o nosso primeiro objetivo, percorrer a BR 101. Vencemos a primeira etapa. LAURO MULLER-SC Saímos de São José do Norte e mais uma vez fizemos uma viagem muito boa, chegamos ao cair da noite em Lauro Muller, a cidade estava silenciosa, paramos em um restaurante, comemos e conversamos com o gerente que nos apresentou um amigo que estava pra inaugurar uma pousada, NEGREIROS foi o negociador, se afastou por alguns minutos e ao voltar nos disse que estava tudo certo, que o nosso pernoite na pousada teria o valor de 100 reais, ou seja, 25 reais por pessoa, ótimo, aprovação unânime, pagamos a conta e fomos para a pousada. Realmente a pousada era novíssima, tudo de primeira, e ainda não havia sido inaugurada. “Espetacular”, como bem dizia o amigo NEGREIROS. Foram providenciadas as acomodações sendo um quarto para RODOLFO E RAYANE e um para mim e NEGREIROS, colocamos o nosso material nos quartos e na hora de fazermos o pagamento adiantado, percebemos que NEGREIROS entendera o valor errado, o valor de 100 reais era por pessoa. Renegociamos e como já estávamos alojados o preço acabou ficando em 50 reais por pessoa. Que mico, mas tudo bem. No dia seguinte, às 0600h, deixamos a pousada para iniciarmos a subida da Serra do Rio do Rastro. Cara, nós estávamos lá, íamos subir a serra que passamos um ano planejando conhecer, um dos destinos desejados por muitos motociclistas, nós estávamos lá com nossas motos paradas a beira da estrada, prontos para subir, mas uma nuvem nos envolveu e perdemos a visibilidade, momentaneamente ficamos tristes, discutimos um pouco as possibilidades e decidimos que seguiríamos mesmo assim. Pilotamos cerca de um quilômetro e a nuvem se dissipou deixando a mostra toda a beleza do lugar, seguiram-se as curvas sinuosas que tanto havíamos visto em vídeos e fotos, chegamos ao primeiro refugio da estrada e paramos, fizemos as primeiras fotos e percebemos que tínhamos intenções diferentes para desbravar a serra, decidimos nos separar para que cada um aproveitasse aquele momento à sua maneira. RODOLFO e RAYANE queriam curtir as curvas e partiram, NEGREIROS deu um tempo e partiu também e eu fiquei por um tempo e ainda fiz um vídeo para alguns motociclistas que chegaram, depois nos despedimos e continuei minha subida. Fiz algumas paradas até chegar ao mirante da serra, a visão do percurso é incrível, encontrei vários motociclistas e turistas de locais diferentes, fiz fotos e apreciei o visual sem igual, colei o meu adesivo “ANJO DA ESTRADA MG” na coluna do pequeno prédio onde há um binóculo para apreciação da serra, permaneci no mirante por mais ou menos uma hora e segui em direção a Urubici. Na descida fiz muitas paradas para fotos, tomei banho de cachoeira e vi os sinais do deslizamento que havia acontecido na semana anterior e interditado a estrada. Após uma hora e meia de descida, visualizei a cidade de Urubici, parei a beira da estrada para apreciar a vista de cima e tirar algumas fotos, aproximaram-se duas motos com dois casais, conversamos e fiquei sabendo que um deles havia caído em uma curva da serra e o outro que vinha logo atrás os ajudou, daí eles seguiram juntos para o Mirante e de lá para Urubici, conversamos e fotografamos por alguns minutos e despedimo-nos. Antes de chegar a cidade percebi a placa indicativa para a cachoeira do Avencal, depois de pilotar por mais ou menos um quilômetro por estrada de chão, sem problema para a moto, cheguei em uma propriedade particular muito bem cuidada, paguei 5 reais e entrei, fui direto para a área da queda d’água, a propriedade tem outros atrativos, vale a pena conhecer. Hora de seguir. Chegando em Urubici, fui ao prédio de apoio ao turista apanhar a senha para subir o Morro da Igreja, de onde dá pra ter visão da Pedra Furada, fica na rua por trás do Banco do Brasil, depois procurei uma concessionária Yamaha, pois a minha moto estava suando na tampa do filtro de óleo, lá não tem concessionárias, encontrei uma oficina e o mecânico falou que não me preocupasse pois a moto aguentaria chegar em casa, que eu ficasse atento se derramasse óleo e completasse. Fiquei mais tranquilo. Segui em direção ao Morro da Igreja e fui parando nos pontos de visitação do caminho, grutas, santos, cavernas e pequenas cachoeiras, cheguei ao portão de acesso ao Morro da Igreja e o guarda me aconselhou a não subir em virtude da hora e do tempo fechado, assim sendo voltei para Urubici e vaguei pelas ruas até encontrar os meus amigos, paramos em uma pousada a fim de saber valores, quando passou por nós um rapaz de moto, parou e nos falou que era proprietário de um camping muito bom e nos convidou a ficar lá, que apesar de distante uns 4 km da cidade, valeria a pena. Nós o seguimos até o local e por unanimidade concordamos em ficar, ele nos cobrou 25 reais a diária por pessoa. Havia mais 3 casais no camping, ficamos bem a vontade. A noite foi ótima. Dia seguinte fui para o Morro da Igreja, depois de 13 km de subida fui envolvido por uma neblina fria e muito vento, o que me forçou colocar o casaco, cheguei ao alto do morro encontrei dois casais que estavam esperando a visibilidade melhorar, um era o mesmo que havia encontrado quando estava chegando a Urubici. Não dava pra ver a pedra furada, a neblina estava muito densa, um dos casais percebendo que sou de Natal perguntou se eu conhecia o MANECO, que havia feito essa mesma viagem no ano anterior e foi apoiado por eles na Bahia, falei que sim e daí o que não faltou foi assunto, permanecemos ali por 40 minutos sob forte vento e frio até que o casal baiano desistiu e depois de meia hora nós desistimos também por causa do vento e do frio e fomos embora sem conseguirmos ver a Pedra Furada. Descemos com muito cuidado e paramos na Cachoeira Véu de Noiva que fica numa entrada vizinha ao portão de acesso ao Morro da Igreja, dali nos separamos e segui para o Morro do Corvo Branco. Cheguei ao final do trecho asfaltado onde havia uma grande placa advertindo sobre as péssimas condições da estrada dali pra frente, que por causa das chuvas havia risco de deslizamento da encosta. A placa não proibia, apenas alertava para os perigos da subida. SUBINDO O MORRO DO CORVO BRANCO Apesar da advertência decidi ir em frente, depois de percorrer 300 metros, comecei a sentir a dificuldade, a moto patinava e chegava a ficar atravessada na estrada devido a lama, mesmo assim a vontade de chegar era maior, percorri pouco mais de 1000 metros e encontrei uma pick up parada com o motorista dentro, perguntei se estava longe e ele disse que sim, andei mais um pouco e me preocupou continuar, pensei na possibilidade de eu cair e a moto cair sobre minha perna. Se isso acontecesse seria muito perigoso tendo em vista que eu estava sozinho, tive a impressão de ter ouvido uma buzina, mas não dei atenção, parei a moto e caminhei por mais ou menos 200 metros até outra curva para fazer um reconhecimento da estrada, à medida que voltava para minha moto senti vontade de desistir, os pés deslizavam, era difícil até pra andar, quando visualizei novamente a minha moto, para minha surpresa NEGREIROS estava ao lado dela, foi muito bom aquele encontro, a alegria tomou conta de mim, ele disse que também pensara em desistir lá atrás, mas me avistou e buzinou, e como não respondi decidiu continuar. Tomamos uma injeção de ânimo e decidimos seguir, se um de nós caísse o outro ajudaria, fomos subindo devagar até que surgiram a nossa frente os “paredões” do Morro do Corvo Branco, enormes, imponentes, lindos. Foi uma emoção sem igual, uma alegria enorme, desci da moto e fiz várias fotos, o asfalto estava bom, NEGREIROS passou a frente e seguiu, fiquei admirando aquela imensidão, depois de passada a euforia alcancei NEGREIROS e fizemos muitas fotos, vídeos e olhamos tudo, eu estava alegre, a visibilidade estava ótima e ficou assim por mais ou menos meia hora, tempo suficiente pra a gente aproveitarmos aquele momento do jeito que merecia ser aproveitado, até o morro ser tomado por uma forte neblina e uma fina chuva. Decidimos descer, pois já havíamos feito o que nos propusemos a fazer ali, a descida teve o mesmo grau de dificuldade, mas foi melhor. Para mim a emoção de estar no Morro do Corvo Branco superou percorrer as curvas da Serra do Rio do Rastro, os paredões são imensos, uma sensação indescritível. RODOLFO e RAYANE não foram naquela direção, acho que eles com a Harley teriam mais dificuldade que nós. Sendo aquele o nosso último dia em Urubici, considerei que alcancei o nosso objetivo com relação a Serra do Rio do Rastro, apesar de não ter visto a Pedra Furada no Morro da Igreja e ter perdido o momento em que o “Colete de Augusto” (falecido) foi jogado do alto do mirante pelos meus amigos. Encerramos o dia com um brinde com vinho no camping. Completamos o segundo objetivo da nossa viagem. Conhecemos a Serra do Rio do Rastro e tudo correu até então conforme o nosso planejamento. Uuuhhhhuuuuuu!!!!!! DE URUBICI-SC A FOZ DO IGUAÇU-PR Acordamos cedo, desmontamos o acampamento, tomamos café, nos despedimos dos que ficaram no camping e partimos para 840 km de estrada até Foz do Iguaçu, chegamos a noite e ainda na BR, na entrada da cidade, duas motocicletas se colocaram próximas da gente de maneira preocupante por alguns quilômetros, até que paramos e eles seguiram. Fizemos contato com o nosso apoio e fomos para um posto de gasolina onde quase uma hora depois fomos resgatados por RUBEM e LU, que nos levaram pra sua casa. Nosso primeiro dia em Foz, cruzamos a Ponte da Amizade e fizemos compras. No segundo dia fomos conhecer as quedas d’água das Cataratas do Iguaçu, onde conhecemos o casal de motociclistas POETA E LÍRITI, que também estavam em viagem e permaneceram conosco durante o passeio, RUBEM perguntou se gostaríamos de entrar na Argentina e aceitamos, o casal quis seguir conosco e fomos todos pra mais essa aventura. Encaramos a fila da fronteira por pouco mais de meia hora e entramos na cidade de Puerto Iguazú, fomos passear em uma feira de artesanato, assistimos uma apresentação de artistas de rua, fomos a um restaurante e depois voltamos para o lado do Brasil. A recepção de RUBEM e LU foi ótima, excelentes anfitriões. Assim concluímos a terceira e última etapa do propósito da nossa viagem. Na manhã seguinte seguimos para Londrina, iniciando o nosso regresso pra casa. LONDRINA-PR Saímos cedo e viajamos apenas 500 km nesse dia, em Londrina fomos recebidos por MUMIAH e CRIS, que como em todos os apoios, nos buscaram em um posto de gasolina, nos levaram para sua casa e a noite para o centro da cidade pra um lanche, no dia seguinte nos levaram para um passeio pela cidade e na despedida, nos sugeriram conhecer o Hotel Yara, na cidade de Bandeirantes-PR. Nossa despedida a beira da BR foi muito legal. Pilotamos por pouco mais de 100 km e chegamos à cidade de Bandeirante-PR a qual atravessamos e tomamos uma estrada de chão, mais a frente atravessamos um enorme canavial e avistamos a propriedade, chegamos em frente e o portão estava aberto, entramos e passamos a explorar o local, realmente muito esquisito e ao mesmo tempo curioso. Fiz muitas fotos e vídeos do local, andei por todos os compartimentos. Tudo incrivelmente esquisito, tem um chafariz que derrama água clara mas dentro da piscina a água é barrenta, super interessante. Depois de mais de uma hora ali, seguimos viagem, bem distante senti falta da minha máquina fotográfica, perdi, senti vontade de voltar, mas observando o velocímetro já havíamos pilotado mais de 100 km, então dei definitivamente por perdida. Perdi fotos do hotel Yara e do dia anterior. RIBEIRÃO PERTO-SP Chegamos fim de tarde em Ribeirão Preto e fomos recebidos por NENO, um brother que é reserva da Aeronáutica, ele nos levou para sua casa que também é a sede do seu MC, junto com ele estava mais um motociclista, tivemos ali um ótimo jantar e muita boa conversa, sem contar a companhia de sua esposa também muito atenciosa conosco. PATOS DE MINAS-MG, CANCELA-MG e SANTO ESTÊVÃO-BA. Saímos de Ribeirão Preto e tivemos mais dois pernoites em Minas Gerais onde desfrutei da comida mineira que adoro; e outro pernoite em Santo Estêvão-BA, onde mesmo com chuva, eu e NEGREIROS nos aventuramos a sair da pousada para comer acarajé. No dia seguinte, nosso último dia de viagem, almoçamos em Paulo Afonso e toda a nossa atenção estava voltada para a chegada em Natal, a euforia tomou conta de nós agora de maneira diferente, estávamos voltando pra casa. Um pouco de Pernambuco, outro de Paraíba e entramos no Rio Grande do Norte, perto de Mamanguape paramos para comer abacaxi, alongar, bater papo e fazer fotos. É muito boa a sensação de estar chegando de volta a nossa cidade, nossa casa, depois de vários dias de uma longa viagem de moto e nesse clima de missão cumprida chegamos a Goianinha e pudemos avistar do alto do viaduto da cidade e os nossos amigos que nos aguardavam na margem da BR e nos acenavam. Paramos por alguns minutos e seguimos em comboio, pois Goianinha está a 65 km de Natal. Mais uma hora de viagem e chegamos, fomos direto para a Zona Norte, para a casa de Rodolfo, onde a família dele e amigos nos aguardavam com um almoço. Pronto, concluímos a nossa viagem, chegamos em casa depois de 20 dias de estrada e muita aventura. Só temos a agradecer a Deus por tudo isso. RESUMO 1. VIAGEM OBJETIVO = Percorrer toda a BR-101; conhecer a Serra do Rio do Rastro; e conhecer as Cataratas do Iguaçu; 2. PLANEJAMENTO = todo o ano de 2015, com 3 reuniões e um passeio; 3. PERÍODO DA VIAGEM = 04 a 23JAN2016 (20 dias); 4. ESTADOS PERCORRIDOS = RN, PB, PE, SE, BA, MG, ES, RJ, SP, SC, PR, RS; 5. KM PERCORRIDOS = Eu andei 10.443 km, mas variou para cada moto, pois nem todos os passeios foram iguais; 6. VELOCIDADE = Entre 100 e 115 km; 7. HORAS DE ESTRADA POR DIA = planejamos ficar na estrada de 0600 às 1700 horas, e percorrermos 700 km dia, mas não cumprimos; as vezes mais outras vezes menos; 8. ALIMENTAÇÃO = o meu gasto diário com alimentação ficou entre 30 e 40 reais; 9. COMBUSTÍVEL = Gastei 351 litros de gasolina, com preço variando entre R$ 3,60 a R$ 4,05 (R$ 1.400,00) 10. POUSADA = Não conseguimos dormir em pousada pagando menos que R$ 50,00, exceto aquela negociada por NEGREIROS; (R$ 350,00) 11. CAMPING = ficamos 03 dias de camping, na cidade de Urubici ao preço de R$ 25,00 dia, por pessoa; (R$ 75,00) 12. PEDÁGIO = A partir da região sudeste, com valores variando entre R$ 1,50 a R$ 7,00 (R$ 45,00 13. APOIO = Tivemos 09 Apoios. · Aracaju-SE - DAMIÃO, · Eunápolis-BA - BAIANO, · Campos do Goitacazes-RJ - MC CAMPOS, · São João de Meriti-RJ - LUIS, · Curitiba-PR - TIGRÃO, · Camboriu-SC - RODRIGO, · Foz do Iguaçu-PR - RUBEM e LU, · Londrina-PR - MUMIAH E CRIS, · Ribeirão Preto-SP - NENO. A todos que nos apoiaram, quero registrar o nosso agradecimento pela hospitalidade, pela confiança sem nos conhecer e por abrirem as portas de suas casas para nos abrigar. Obrigado. Agradecemos também aos amigos que dispensaram alguns minutos por dia pra fazerem contatos conosco e de alguma forma se prestarem a alguma ação a fim de ajudar. (MANECO, EDJANIO e outros que jamais conhecemos). 14. PREÇOS DIVERSOS · O preço de comida em todo o nosso percurso variou de 13 a 17 reais o prato feito; · água mineral a 2 reais; · pousada em média 50 reais por pessoa; · NA REGIÃO DA SERRA DO RIO DO RASTRO · camping de 25 reais a diária por pessoa; · a maioria das visitas na região da serra é gratuita e não há necessidade de guias; · os únicos locais pagos, por se tratar de propriedades particulares foram a cachoeira avencal, cachoeira véu de noiva e caverna do rio dos bugres, e em todos o mesmo valor, 5 reais. · os trechos não asfaltados são bons a não ser que esteja chovendo; · não houve nenhum ponto onde deixamos de ir por motivo de estradas ruins para as motos, fomos em todos; · Não achei nada caro na região da Serra do Rio do Rastro, tudo que paguei considerei justo. · EM FOZ DO IGUAÇU · Entrada para conhecer o Parque do Iguaçu/cataratas = 32 reais, água mineral 7 reais · NO PARAGUAI · Tem muita coisa barata realmente, basta pesquisar. · NA ARGENTINA · Gastos com preços normais, exceto onde comemos. 15. CLIMA A partir do Rio de Janeiro até o Paraná, enfrentamos muita chuva, viajamos três dias consecutivos completamente molhados 16. VALOR DA MINHA VIAGEM Toda a minha viagem custou R$ 3.072,00 (TRÊS MIL E SETENTA E DOIS REAIS) 17. OBS: Há algumas diferenças entre o Cartaz da viagem, que foi publicado na Agenda da Revista Moto Clubes e os fatos, pois mudanças aconteceram após a publicação. 18. AGRADECIMENTO · O mais importante agradecimento ao meu Deus, meu amigo em quem confio, meu refúgio e proteção, por tudo o que nos proporcionou nessa viagem. · A Goretti (minha esposa) por ter me apoiado. · A RAYANE, RODOLFO e NEGREIROS, pela companhia, pelos momentos bons que vivemos, pelos momentos não tão bons também, mas que foram superados e por tê-los no meu círculo de amizade. · A SANDRA, que esteve conosco todos os dias via celular, que se mobilizou fazendo contatos com a maioria das pessoas que nos apoiaram e pelo grande espírito de companheirismo. Minha amizade e meu respeito. · Aos amigos que não puderam nos acompanhar na viagem pelos mais variados motivos, mas que participaram de todo o planejamento e todas as reuniões: ELIANDRO e CLAUDIO; · Aos amigos que foram se despedir da gente no dia que saímos de Natal e aos que nos esperaram em Goianinha por ocasião da nossa chegada de volta a Natal; e · Aos pais do RODOLFO que organizou um almoço para nos receber de volta, lá na Zona Norte, Natal; 19. MINHA MENSAGEM Quase tudo podemos quando confiamos em Deus e em nós mesmo. Se você tem vontade de fazer uma viagem de moto, faça. Economize, prepare-se financeiramente, fisicamente e psicologicamente, prepare a sua moto, pesquise sobre os lugares que pretende conhecer, não esqueça a máquina fotográfica, acredite que vai dar tudo certo e caia na estrada sem medo. · “O Senhor é meu pastor, nada me faltará, deitar-me faz em...” “ANJO DA ESTRADA MG” Robson
  2. Depois de 2.097 km de estrada, chego em Belém, dia de sol, trânsito complicado. Alguns pontos que você deve visitar em Belém, não se gasta muito e dá pra tirar fotos legais. Ainda na BR, tire fotos do menino jesus em Marituba, já na cidade teremos: bosque Rodrigues Alves; museu Emílio Goeldi; Praça de Nazaré; Praça de São Braz Praça Batista Campos; Praça da Sé; Praça da República; Igreja de Nazaré; Igreja da Sé; Igreja das Mercês; Museu de Artes Sacras; Forte do Presépio; Ver-o-peso; Ver-o-rio; Mangal das garças; nova orla do jurunas; casa das onze janelas orla de icoaraci; praia do outeiro; um passeio de barco pra ilha do cotijuba, entre outros. Esses citados acima são aqueles que você vai gastar pouco e vai se divertir. Abraço. Por Robson Fuzileiro.
  3. aÍ galara, mais fotos dessa aventura Natal X Belém. Caso queira fazer contato comigo, meu email é: [email protected] terei satisfação em responder e ajudar de alguma forma a quem pretende fazer uma viagem de moto mas ainda tem alguma dúvida. Abraço a todos. Por Robson Fuzileiro
  4. Viagem de moto Natal-RN X Belém-PA X Natal-RN e Encontro de Fuzileiros em Belém. PLANEJAMENTO Quando iniciei o planejamento da minha viagem de moto NATAL-RN x BELEM-PA, inclui organizar um encontro entre fuzileiros navais das turmas formadas pelo Grupamento de Fuzileiros Navais de Belém, no ano de 1981, convidando a todos os ex-fuzileiros e reservas dos anos de 78,79, 80 e 82, tendo em vista que o propósito seria reunir fuzileiros da reserva e ex-fuzileiros. De princípio sugeri o ano de 2014, visando a copa do mundo e um período razoavelmente longo, a ponto de termos muitas coisas pra contar, como já dizia o SG DANIEL. Iniciei os contatos através da internet e alguns telefones que ainda guardava na minha agenda, logo comecei a receber respostas de amigos como SÁ, DUARTE, CAMILO, VELOSO, MACHADO, MAXIMO e NAVARRO e CASTRO entre outros, as coisas foram tomando rumo até surgir a primeira de várias sugestões para que mudássemos a data do evento. Remarcamos a data do evento para o dia 11NOV2012, e continuamos a fazer contatos. O mês de outubro de 2012 foi de preparativos e ansiedade, afinal estava na reta final para um dos eventos mais importantes do ano para mim. Fiz revisão da moto na CIRNE MOTOS, em NATAL, onde comprei e mantenho a minha moto, após conversa informal com o Sr. SÚTER, o mecânico que sempre trabalha na minha moto, dei por finalizada a preparação para a viagem. Moto pronta, kit ferramenta, câmara de ar reserva, kit remendo, peças sobressalentes e tudo que considerei necessário, um mapa iluminado, um croqui com o itinerário marcando distâncias, pontos de paradas, pernoites, BR, gastos, etc... Estou pronto para. 1 ºDIA 29OUT2012. Saí de NATAL às 0500 horas da manhã, depois de um café na companhia da esposa, que me deu o maior apoio nessa realização, uma oração silenciosa e a despedida calorosa num beijo e num abraço. Ela abre o portão, ligo a moto e o barulho rompe o silêncio do fim de madrugada, percebo em seus lábios que ela está rezando, ajusto a jaqueta, o capacete, jogo um beijo, seguro mais uma vez suas mãos e saio, ainda não há movimento na rua. Deslizo pelas ruas do bairro das rocas e logo chego a praça cívica, a moto está perfeita, sigo a uma velocidade de 60 km, chego na rua do MIDWAY, que mais a frente se tornará a BR, alguns veículos surgem, o dia já está clareando, passo em frente ao shoping MID WAY e logo mergulho sob o viaduto que dá acesso às obras do estádio Machadão, que está sendo preparado para os jogos da copa do mundo de 2014. Saindo do viaduto aumento a velocidade para 80 km e tomo a pista da direita, logo estou passando frente ao acesso ao aeroporto Augusto Severo, subo o último viaduto da cidade, placas indicam o sentido MOSSORÓ e FORTALEZA, saio do viaduto seguindo a pista da esquerda e a velocidade vai a 90 km. O vento frio batendo no visor do capacete e entrando pelas frestas de ventilação da jaqueta arejam o corpo. Logo avisto a placa de MACAIBA, reduzo a velocidade, o trecho é cheio de lombadas e o trânsito se torna intenso, estou num ponto onde todos que estão saindo de NATAL se encontram, surgem os primeiros pardais, temos que ter cuidado, velocidade de 60 km. Estrada sem acostamento, com mão dupla e difícil ultrapassagem, mas o trânsito flui, assim chego à rotatória que dá sentido a CURRAIS NOVOS, mantenho-me na rota rumo MOSSORÓ e então adoto a velocidade de cruzeiro, 100 km. Por ser uma moto de pequeno porte, FAN 150, adotei essa velocidade por ser agradável, não forçar a mim nem a moto, as casas começam a ficar mais distantes umas das outras e o sol envia os seus primeiros raios fazendo-me ver a minha sombra a frente, aos poucos a tensão inicial dá lugar a sensação de satisfação e o pensamento voa, reflexões sobre o momento, a família, a preparação, a razão de estar fazendo a viagem, sorrio satisfeito. Oro em agradecimento a Deus por estar vivo e fazendo algo que gosto e quero, viajar de moto de NATAL a BELEM. Faço uma parada em frente ao PICO DO CABUGI para fotos, as primeiras fotos, sigo em frente, estou disposto a fazer quantas paradas forem necessárias para registrar o máximo dessa aventura. 0900h, chego em MOSSORÓ e paro na casa do meu amigo e cunhado PEDRO (MALA), ali encontro a esposa dele, DIDA, e o meu amigo WANDERLEI com quem converso um pouco, ela me serve fruta e água, meia hora depois chega PEDRO, conversamos um pouco e ele se despede, está viajando para uma reunião em outra cidade. 1000h, saio de MOSSORÓ, tomo a BR, a pista está muito boa, as placas são excelentes para quem quer registrar os lugares por onde passa, sem deixar dúvida para quem ver suas fotos futuramente. Cruzo a divisa dos estados do RN e CE. Já estou a mais de seis horas na estrada e não cruzei com nenhum motociclista que desse a impressão de estar viajando, o sol fica mais forte. Uma parada para hidratar e sigo em frente. Passo no ponto de acesso a CANOA QUEBRADA e chego em ARACATI, paro, filmo e sigo. 1400h, chego em FORTALEZA, faço contato com minha prima Kilvia e logo chego no bairro de Marapongas, onde sou recebido com muito calor por essa garota muito legal. Passei o resto do dia e o dia seguinte em FORTALEZA e fiz um passeio bacana com minha anfitriã, fomos em MUCURIPE comer um quilo de camarão ao alho e olho e depois de enjoar de comer, fomos a praia do CUMBUCO onde paramos no “cumbuco beach” e fomos recebido pelo Sr. Inácio, que nos deu toda a atenção, gente finíssima, nos deixou super a vontade naquela tarde sem igual. Ir na praia do CUMBUCO é uma ótima opção de passeio pra quem vai em FORTALEZA. Depois desse dia muito agradável na companhia das primas kilvia e katiane e da mãe delas, a Srª. Socorro, fui dormir pra continuar viagem no dia seguinte. 2º DIA 01NOV2012. 0430h levanto e preparo a moto, despeço-me de kilvia, com um forte abraço, adorei estar ali, um pedacinho da família distante em espaço, mas perto no sentimento. Só nós dois na alameda do Parque das Flores, preparo a moto, ainda está escuro. Tudo pronto, abraços na despedida, olhos vermelhos, um sorriso, um tchau e lá vou eu em frente continuando a minha jornada. Mas uma vez na estrada, a saída de FORTALEZA é longa, chego em CAUCAIA e logo estou novamente na BR, próxima cidade, UMIRIM, onde paro pro café, dali enfrento quase 40 km de estrada de terra com muitos buracos e poeira, a velocidade vai a 20 km. Enfim tudo se normaliza e a estrada dá condições de desenvolver velocidade. CUIDADOS NA ESTRADA PRA QUEM TEM MOTO PEQUENA. Dependendo da direção do vento e do tamanho do veículo, tem caminhões que fazem um deslocamento de ar muito forte, então a melhor ação é ir bem para a margem da estrada por ocasião do cruzamento, assim o impacto é menor, mas tem situações que não dá pra se afastar muito, seja por um buraco na estrada, um animal ou seja lá o que for, então o melhor é segurar firme o guidão e receber a pancada de ar. Muita atenção aos buracos. Viaje com atenção na estrada, assim evitará buracos com mais facilidade, mas vai ter um ou outro que não vai dá pra evitar, então o melhor é segurar firme a moto e passar no buraco, não tentar evitá-lo. Depois de ITAPAJÉ começa a subida de uma serra que não vi o nome, com vista muito bonita, vou esperando passar um ponto onde eu possa parar e tirar algumas fotos, mas a estrada não tem acostamento, perco a oportunidade de fotografar mas filmo o que consigo. Entro em SOBRAL, já é quase hora do almoço, paro em um posto na beira da estrada, abasteço, faço um lanche e atualizo o quadro de itinerário, ali converso com dois camaradas que também estão na estrada, de carro, com destino BELEM, eles falam em um itinerário melhor que o meu, indo por PARNAÍBA, a conversa termina, nos despedimos e eles seguem viagem, vou até a moto e apanho o meu mapa, estou na dúvida mas logo percebo que o meu itinerário é melhor. 45 minutos de descanso e sigo viagem, paro na saída da cidade e lubrifico a corrente, sigo passando por FRECHEIRINHA, TIANGUÁ, chego em PIRIPIRI, COCAL DE TELHA, CAMPO MAIOR, ALTOS e em TERESINA onde paro pra dormir. Divisa dos estados CEARÁ X PIAUÍ Gostei da entrada de TERESINA, cheguei já no finalzinho da tarde. Aqui vai a minha sugestão de pernoite pra quem, assim como eu, viaja sozinho, não tem luxo ou frescura e se adapta a qualquer situação. O hotel São Francisco, que pertence ao Sr. Raimundo. Lá tem acomodação a partir de 20 reais o pernoite, só pra você deitar e dormir, o atendimento é bom. Fica bem em frente ao terminal rodoviário. 3º DIA 03NOV Acordei, tomei um bom banho, fui até a garagem do hotel fazer a lubrificação da corrente da máquina e amarrar a bagagem, voltei para o café e entreguei a chave do quarto. Segui viagem, a saída de TERESINA é fácil, logo estava na BR, atravessei a ponte e cheguei em TIMON. Ao final da cidade a placa de divisa de estados. Divisa dos estados do PIAUÍ X MARANHÃO As cidades vão passando, a viagem está tranqüila, poucos veículos rodando, tem trechos que passo mais de meia hora sem cruzar outro veículo, chego em CAXIAS e depois CODÓ com parada para o almoço, uma panelada na entrada da cidade, ali conheci um cara que puxou assunto comigo quando percebeu que eu estava viajando, conversamos bastante enquanto eu almoçava, pedi-lhe que tirasse uma foto e na despedida falou-me que se eu quisesse passar um dia naquela cidade quando voltasse, que o procurasse na prefeitura, onde trabalhava. Nos apresentamos e ele se despediu. CHUVA = O tempo começou a fechar, nuvens negras a vista e logo uma chuva muito forte me forçou a parar num arco sobre a rodovia chamado monumento ao genipapo, quase uma hora de chuva e outras motos paradas. Segui sem que a chuva parasse, próxima cidade ALTO ALEGRE. O ruim de viajar em moto de pequena cilindrada é a falta de conforto, chega um momento que a bunda começa a doer e a parada se torna obrigatória, mas nada que um comprimido de torcilax ou dorflex não resolva ao final do dia. Na sequência, BACABAL,PIO XII, SANTA INÊS, ZÉ DOCA, COCALINHO, ARAGUANÂ, SANTA LUZIA DO PARUÁ e pernoite em MARANHÃOZINHO. 4º DIA 03NOV A viagem segue por MARACAÇUMÉ, JUNCO DO MARANHÃO e BOA VISTA DO GURUPI. Divisa dos estados do MARANHÃO X PARÁ A vegetação muda radicalmente nessa região, fica mais densa, há maior freqüência de animais diversos mortos na beira da estrada. Parada em SANTA LUZIA DO PARÁ, caminho um pouco pela feira que acontece na beira da estrada, meia hora depois sigo direção a CAPANEMA, CASTANHAL, SANTA IZABEL, MARITUBA e BELÉM. São 1415 horas quando chego no Entroncamento de Belém, na entrada da cidade, o trânsito aqui é louco, cuidado redobrado, não há muito respeito com a sinalização, um carro me fecha, buzino, ele puxa pra a esquerda e bate em outro carro, sigo em frente e chego no bairro de Nazaré, paro em frente a igreja de Nazaré e agradeço a Deus pela minha viagem tranqüila. Sigo para o Conjunto Providência, em Val-de-cães, onde fico hospedado. ORGANOGRAMA 1. Previsão de realizar 2.096 km em 4 dias, na ida. 2. Moto FAN 150 ano 2012. 3. Cronograma da viagem = • 290500OUT2012, Saída de Natal, 285km Mossoró, 267km Fortaleza = Pernoite. (552km dia) • 80km Umirim, 25km Itapajé, 27km Irauçuba, 50km Forquilha, 20km Sobral, 55km Frecheirinha, 40km Tianguá, 105km Piripiri, 35km Ct. Campos, 17km Cocal de Telha, 35km Campo Maior, 37 km Altos, 50km Teresina = Pernoite. (576km dia) • 63km Caxias, 125km Peritoró, 25km, Alto Alegre, 50km Bacabal, 80km Pio XII, 27km Santa Inês, 29km Bom Jardim, 37km Zé Doca, 40km Araguanã, 50km Nova Olinda, 25km Santa Luzia do Paruá, 34km Maranhãozinho, = Pernoite. (585km dia) • 27km Maracaçumé, 47km Boa Vista do Gurupi, 25km, Cachoeira do Piriá, 75km Santa Luzia do Pará, 39km Capanema, 103km Castanhal, 67km Belém = Chegada destino (383KM dia) (Total 2.096km) 4. Gasto com combustível na ida = R$ 201,00 (74 litros) 5. Gasto com pousada na ida = R$ 60,00 6. Troca de óleo = R$ 20,00 7. Gasto com alimento na ida = R$ 111,00 8. Gasto com combustível na volta = R$ 225,00 (83 litros) 9. Gasto com pousada na volta = R$ 60,00 10. Gasto com alimento na volta = R$ 100,00 11. TOTAL DE GASTOS = R$ 777,00 MANUTENÇÃO DA MOTO = Lubrificação diária da corrente com óleo, regulagem a cada 1.000 km. Troca de óleo a cada 2.000km CARGA = piloto=82 kg, bagagem=25 kg = 107 kg total. VELOCIDADE MÉDIA = 100 km hora, com raríssimas idas a 110 km e freqüentes quedas á 90 e 80 km. INCIDENTE = quebra do regulador da corrente. ACIDENTE = Não houve. TEMPO = Foram gastos 4 dias para percorrer 2.096 km na ida e 3 dias para o mesmo percurso, na volta. CONSUMO DE COMBUSTÍVEL = média de 35km por litro. DESEMPENHO DA MOTO = muito bom, dentro do esperado. DESEMPENHO DO PILOTO = muito bom, dentro do esperado, com dores na bunda e no coccix ao final do dia, rrss. PERIGOS NA ESTRADA = 1. Animais atravessando a pista, buracos, caminhões e ônibus em sentido contrário e ultrapassagens. 2. Qualquer ultrapassagem requer cuidado, mas quando se trata de ultrapassar ou ser ultrapassado por um caminhão ou ônibus, requer muito mais cuidado. 3. Existe também um perigo bem inquietante que é o motorista sem confiança em si mesmo, aquele que está num carro potente, se coloca atrás do motociclista e não ultrapassa. O cara fica na sua cola por vários quilômetros, a uma velocidade de 100 km, sem coragem de ultrapassar e quando resolve fazê-lo é num momento desfavorável para o motociclista. Esse é horrível. 4. Outro perigo é quando o carro em sentido contrário está ultrapassando mas não terá tempo de fazê-lo completamente até chegar em você, então a melhor atitude é ir para o acostamento e deixar passar, não adianta fazer barreira, é uma questão de bom senso para evitar acidentes. 5. Outro perigo considerável e que deve ser evitado pelo motociclista é pilotar a noite, tive a necessidade de fazê-lo até 1845h e já estava escuro. É horrível, não o faça. Por fim a satisfação por ter planejado e realizado a minha mais longa viagem de moto, sem qualquer problema. Você que tem moto e tem vontade de viajar, mesmo que não tenha um parceiro, programe-se, prepare a sua moto e faça sua viagem, com determinação, prudência e responsabilidade tudo sairá bem. Assim foi a minha viagem. Boa sorte. Por Robson Fuzileiro. ADSUMUS.
  5. Aí galera, saio de Natal amanhã, 0500h, com destino a cidade de Belém-PA, a viagem já está programada há um ano e entre as outras tantas que já fiz, esta é a que mais está mexendo com a minha emoção, por ser a mais longa, 2.070 km, e pelas paradas que pretendo fazer pelo litoral do Ceará, Maranhão e Pará. A Bagagem já tá pronta, cheguei agora da revisão feita na CIRNE MOTOS, pelo meu mecânico preferido, o Sr. Súter. Quando chegar naquela cidade das mangueiras coloco os vídeos e as fotos. Super abraço a todos os motociclistas, em especial aos que estão na estrada. Adsumus. ROBSON FUZILEIRO
  6. AMIGOS, ENFIM APROXIMA-SE O DIA POR MIM TÃO ESPERADO AO LONGO DO ANO. DATA/HORADIA 300500OUT2012 INICIO VIAGEM SAIDA NATAL-RN, DESTINO BELEM-PA, NA MINHA FAN 150, EXPECTATIVA PERCORRER 550 KM POR DIA, UMA PARADA DE UM DIA EM FORTALEZA, CONTINUANDO EM 01NOV, COM CHEGADA PREVISTA À CIDADE DAS MANGUEIRA EM DATA/HORA 041600NOV2012. ALI NAQUELA CIDADE ACONTECERÁ O 3º ENCONTRO DE FUZILEIROS NAVAIS DA TURMA 1-1981, DA QUAL FAÇO PARTE. SERÃO 2070 KM. VOU REGISTRAR TODA A VIAGEM COM FOTOS E VÍDEOS E SEMPRE QUE HOUVER OPORTUNIDADE POSTAREI NO YOUTUBE. ABRAÇO A TODOS OS MOTOCICLISTAS. DE ROBSON FUZILEIRO.
  7. INDO PARA SÃO RAFAEL, CIDADE QUE FICA A 220 KM DE NATAL, PRÓXIMO DE AÇU, TIVE O EIXO DO AMORTECEDOR DIREITO DA MINHA FAN 150 QUEBRADO, IMPOSSIBILITANDO-ME DE SEGUIR VIAGEM. CERCA DE CINCO MINUTOS DEPOIS QUE HAVIA PARADO, PASSARAM DOIS MOTOCICLISTAS E FIZERAM O RETORNO A CEM METROS. FALEI O QUE HAVIA ACONTECIDO E QUE O MEU TELEFONE OI NÃO ESTAVA RECEBENDO SINAL, IMEDIATAMENTE UM DELES OFERECEU-ME O CELULAR DE ONDE LIGUEI PARA A SEGURADORA E REGISTREI O FATO SOLICITANDO SOCORRO. OS DOIS COMPANHEIROS DISSERAM APENAS QUE ERAM DE PARNAMIRIM E ESTAVAM INDO PARA MOSSORÓ, APÓS UM APERTO DE MÃOS ELES SEGUIRAM VIAGEM E EU AGUARDEI O REBOQUE QUE ME LEVOU ATÉ A CIDADE DE LAJES ONDE PARAMOS EM UMA LOJA E OFICINA PARA A TROCA DA PEÇA DANIFICADA. SEGUIMOS A NOSSA VIAGEM SEM MAIS QUALQUER INCIDENTE. DE VOLTA A NATAL, LIGUEI PARA A SEGURADORA A FIM DE CONSEGUIR O NUMERO DO TELEFONE COM O QUAL EU HAVIA PEDIDO O SOCORRO, PARA FAZER CONTATO COM OS COMPANHEIROS QUE ME AJUDARAM, MAS A RESPOSTA QUE RECEBI DA ATENDENTE FOI QUE SÃO INFORMAÇÕES PARTICULARES E NÃO PODEM SER REPASSADAS. ENTÃO FICA AQUI O MEU AGRADECIMENTO AOS DOIS COMPANHEIRO QUE ME EMPRESTARAM O TELEFONE PERTO DE LAJES PARA EU PEDIR SOCORRO. EU TAMBÉM JÁ PAREI NA ESTRADA PRA AJUDAR PESSOAS E É MUITO BOM QUANDO ISSO ACONTECE, TANTO AJUDAR COMO SER AJUDADO. UM ABRAÇO A TODOS OS MOTOCICLISTAS, EM ESPECIAL AOS QUE ESTÃO NA ESTRADA AGORA. DE ROBSON FUZILEIRO.
  8. Fiquei sabendo que havia uma baleia encalhada na praia de caraubas-RN, já havia mais de uma semana, resolvi ir até lá pra ver o animal que não é todo dia que se tem essa oportunidade, mesmo sendo um animal morto, mas pelo prazer de fazer uma pequena viagem. Coloquei a roupa, montei na moto e partir pra lá, 50 km de Natal a Caraubas, mas valeu a pena, ali estava eu diante do enorme animal de 10 metros, já em estado de decomposição. Fotografei, filmei, me dei por satisfeito, montei na minha moto e voltei pra natal. Bom começo de semana. Abraço a todos.
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