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360meridianos

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    Jornalista profissional e blogueiro de viagem

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  1. Olá! Bom, é necessário ter algumas precauções, tipo usar roupas longas, evitar grandes aglomerações e evitar o uso de transporte público. Também não é uma boa ideia andar sozinha de noite. O ideal, francamente, é achar uma companhia. Dá uma olhada nesses dois textos aqui: http://www.360meridianos.com/2012/01/as-mulheres-na-india-ou-falta-delas.html http://www.360meridianos.com/2013/02/guia-para-mulheres-india.html
  2. Nem só de trekking e de aventura vive o Nepal. Nós mesmos – assumidamente sedentários – estivemos lá em maio de 2012, num mochilão que durou cerca de 10 dias no país. Na época vivíamos na Índia, onde fomos fazer intercâmbio e trabalhar numa empresa de TI. Acabado o tempo do trabalho, resolvemos explorar o país que fica no norte da Índia. Compramos uma passagem de avião de Nova Délhi até Katmandu. Da capital do Nepal nós seguiríamos para Hong Kong (o que é uma história para outro post). Neste vou contar o que fizemos e como foram os dias que passamos no Nepal. Antes, um esclarecimento. Não sei se você já leu o relato que postei aqui no Mochileiro sobre a Índia (ou se já viu o que dissemos sobre o país lá no blog). O fato é que a parte mais interessante da Índia é, pelo menos na nossa opinião, o norte, a região ao redor do himalaia indiano e que lembra em muito o Nepal. Com isso em mente, desembarcamos em Katmandu com esperança de que os dias ali seriam ótimos. E certamente foram. O Nepal é um país pobre. Falta energia elétrica por lá diariamente, muitas ruas da capital são de terra e o ambiente político atual é de instabilidade. Esses problemas não afetam o bom humor do povo, que é de uma simpatia quase que inacreditável. As greves, que param o país, podem atrapalhar qualquer viagem, então é preciso entender direito como elas funcionam e estar atento para as mudanças do cenário político local. Em Katmandu, vale visitar as Durbar Square, antigas praças reais, e também o Boudhanath, que foi declarado patrimônio mundial pela Unesco. É fácil entender a razão: basta olhar para a foto desse que é um dos cartões postais mais conhecidos do Nepal. Além disso, Katmandu tem vários templos ( o maior é o Swayambhunath) e palácios. E não deixe de se hospedar no Thamel, um dos lugares mais incríveis que eu conheci durante toda a viagem de volta ao mundo. É um bairro cheio de bares, restaurantes e hotéis, tudo no melhor estilo asiático. E com preços ridículos de tão baratos… A região do vale de Katmandu guarda outros lugares que merecem ser visitados. Um bom é exemplo é uma vila que se chama Bhaktapur, também Patrimônio Histórico Mundial da Unesco. Foi lá que o filme “O Pequeno Buda” foi gravado. Por falar em filmes, teoricamente algumas cenas de Indiana Jones – a briga no bar, se passa numa outra cidade do vale de Katmandu: um lugar chamado Patan. Todas essas cidades são acessíveis usando transporte público e ficam a poucos minutos do centro de Katmandu. Tirando o vale de Katmandu, nosso tempo no Nepal foi gasto numa cidade chamada Pokhara. Os próprios nepaleses garantem que Pokhara é o paraíso. Novamente, basta ver as fotos para entender a razão: não é em qualquer lugar que você encontra uma vila às margens de um lago e com picos nevados de cerca de 9 mil metros no fundo, compondo a paisagem. Três das dez montanhas mais altas do mundo ficam ao redor de Pokhara. Além disso, Pokhara está na rota para quem pretende fazer trekking do circuito do Annapurna. Finalizando, gostamos muito do Nepal. Ficou a vontade de voltar, quem sabe com mais tempo e com menos sedentarismo. Se voltar, quero fazer trekking. =)
  3. Olá Vidotti. Se possível, evite a Índia de junho a setembro, época das monções. O calor fica insuportável em alguns lugares, embora no norte a situação seja um pouco melhor do que no sul. As melhores temperaturas ficam de outubro a fevereiro.
  4. Oi gente! Em 2011 resolvemos largar empregos para fazer um intercâmbio de 6 meses na Índia. Como se isso não fosse o bastante, colocamos no roteiro também uma viagem de volta ao mundo. Ficamos cerca de 1 ano fora do país, e passamos por Espanha, Itália, França, Inglaterra, Índia (6 meses morando e trabalhando lá), Nepal, Hong Kong, Malásia, Cingapura, Tailândia, Indonésia, Nova Zelândia, Chile e Peru. Fizemos toda a viagem de forma independente e gastando muito pouco - mais muito pouco mesmo! Na Índia o gasto diário era de U$ 13. Narramos todas as histórias no blog 360meridianos. Voltamos ao Brasil, e resolvemos manter a vida viajante. Hoje o blog tem dicas das várias viagens que fizemos, além de ter muito, mas muito mesmo, material sobre a Índia e Ásia. Dá uma passada lá e diz o que você acha!
  5. Eu nem tinha colocado uma mochila nas costas quando comecei a sonhar em visitar a cidade inca. E, hoje eu sei, muitos mochileiros têm em Machu Picchu uma espécie de TCC, o projeto de graduação e formação dele enquanto viajante. Com a gente não foi assim, mas não por falta de vontade. Machu Picchu sempre esteve na lista de prioridades, mas acabou sendo a última parada durante nossa viagem de volta ao mundo. Estivemos lá em julho deste ano, e agora vou contar pra vocês um pouco dessa aventura, incluindo também algumas informações sobre Cuzco, o Vale Sagrado e Lima. Vamos viajar? Nós separamos 10 dias para visitar o Peru. E só havia uma prioridade: Machu Picchu. Ou seja, todo o restante da nossa viagem foi planejada ao redor da visita ao sítio arqueológico. E aí veio o primeiro problema. É que nós fomos ao Peru em julho, altíssima temporada. E uma vez que você chega a Lima é preciso achar meios para chegar até Cuzco, e de lá seguir para Águas Calientes, cidade que serve de apoio para Machu Picchu. Só que as passagens aéreas Lima – Cuzco estavam caríssimas – quase 1000 reais ida e volta. E lembre-se que nós estávamos viajando há 10 meses, com baixíssimo orçamento. A única alternativa foi encarar a viagem Lima – Cuzco de ônibus. Não aconselho ninguém a fazer isso, afinal são pelo menos 23 horas de viagem, mas, como eu disse, foi nossa única opção. Ou isso ou desistíamos de Machu Picchu. Compramos as passagens de ônibus pela Cruz del Sur, que oferece serviço de luxo, com comidas inclusas e sem paradas previstas. Isso diminuiu nosso tempo útil de viagem, afinal gastamos 2 dos 10 dias dentro de um ônibus. Nosso roteiro ficou assim: Chegamos em Lima e dedicamos dois dias para explorar a capital do Peru. Francamente, Lima me surpreendeu. Não esperava muito da cidade, que é cheia de atrações. Há praças lindas, igrejas imponentes, um centro histórico muito rico, ótimos restaurantes, ruínas incas… Vale lembrar que Lima era a capital da América Espanhola. Por isso há muito mais atrações históricas lá do que em Santiago, por exemplo. Não deixe de visitar a Plaza Mayor e, mais importante – de explorar a igreja de São Francisco e as famosas catacumbas. Certamente há coisas pra ver e fazer durante uma semana em Lima, mas como nosso tempo era limitado nós logo pegamos o busão mais longo de nossas vidas, e seguimos sentido Cuzco. A viagem durou 26 horas. A cadeira era confortável, as refeições boas, mas com pouca comida. De uma forma geral, a viagem foi tranquila, se é que ficar um dia inteiro dentro de um ônibus pode ser chamado assim. Chegamos em Cuzco quase no fim do dia seguinte. Cuzco parece uma cidade muito interessante, e eu lamento a falta de tempo que tivemos por lá. Foram duas noites e cerca de um dia e meio para explorar a cidade e boa parte do Vale Sagrado. Compramos o boleto turístico integral e fechamos um tour com um taxista. Acho que foi nossa melhor escolha, já que assim escolhemos em quais lugares queríamos ir, e também colocamos o tour dentro do nosso ritmo. Depois disso, seguimos para Machu Picchu de trem. Compramos as passagens com antecedência, tudo pela internet. Pegamos o trem das 9h da noite e chegamos em Aguas Calientes por volta de 11h. O povo do nosso hostel estava nos esperando na praça principal, mas não seria um problema achar também, já que a cidade é muito pequena. Águas Calientes até tem bares e restaurantes, além de oferecer as famosas águas termais que dão nome ao local. Mas é mesmo uma cidade dormitório: todo mundo que está lá quer ver Machu Picchu e só, ou seja, passam muito rapidamente mesmo. Foi assim com a gente também. Acordamos cedo no dia seguinte, por volta de 5h da manhã, tomamos café e seguimos para o local onde é possível pegar os ônibus para Machu Picchu. Machu Picchu é incrível. Chegamos cedo, por volta de 7h, e a cidade estava cheia, mas encoberta por uma neblina. Com o tempo o céu abriu, as nuvens foram embora e as montanhas, assim como a a cidade, que é simplesmente linda. Não há muito o que descrever, então vou deixar que as fotos falem por mim. Depois, ainda tivemos mais um dia em Cuzco, e voltamos de ônibus para Lima. O Peru é muito legal, e certamente vale uma visita mesmo sem Machu Picchu. Ainda conto outras histórias por aqui. Vamos aos poucos contando tudo, afinal ainda falta falar de 11 países da nossa viagem de volta ao mundo.
  6. Oi Raquel! Desculpa a demora, estava viajando e por isso só vi sua pergunta hoje. Então, nós estivemos na Tailândia em junho. Choveu bastante em Phuket, e isso afetou um pouco nossa viagem sim. Ficamos 8 dias na praia, e choveu bastante em 5 deles. Ou seja, é uma época em que há esse tipo de risco. Tirando a praia, todo o restante da viagem foi tranquilo e a chuva não atrapalhou. Você já leu esse post do Viaje Aqui? http://viajeaqui.abril.com.br/blog/viajar-bem-barato/asia-modos-de-usar-parte-1-entendendo-as-moncoes-e-fugindo-delas/ Deixo o link porque foi muito útil quando planejamos nossa viagem. Abraço!
  7. Continuando a série de relatos sobre os 14 países onde estivemos durante nossa volta ao mundo, vamos agora falar de um destino que é desejado por muitos brasileiros: a Tailândia. A Tailândia era o país do sudeste asiático que mais queríamos conhecer. Um pouco por causa das lendárias praias, também pelo clima festeiro, mas muito pela cultura única e pelos lugares exóticos. Ficamos no país durante 18 dias, em junho de 2012. Nosso planejamento era ficar uns dias em Bangkok. De lá iríamos até Chiang Mai, no norte. Alguns dias depois iríamos até Phuket, de onde seguiríamos para Ko Phi Phi, a famosa ilha que apareceu no filme “A Praia”. A chegada em Bangkok foi tranquila. Muita gente fala que Bangkok é confusa, caótica, estranha. Mas a verdade é que nós não achamos nada disso: a capital da Tailândia nos pareceu bastante normal, com algumas semelhanças com o Brasil, inclusive. Mas leve em conta que fomos à Tailândia depois de vivermos 6 meses na Índia, esse sim um país caótico e confuso. Ou seja, nossos padrões de organização tinham abaixado um pouco... O aeroporto de Bangkok é moderno e dá um banho em qualquer aeroporto do Brasil. E atenção para o comprovante de vacinação contra febre amarela: ao contrário de muitos países onde o documento, embora oficialmente exigido, não é requisitado na hora da imigração, em Bangkok o turista tem que apresentar o documento antes mesmo de entrar na fila de imigração. Passamos pela imigração, saímos do aeroporto e seguimos direto para o hotel. Para isso pegamos um taxi lá mesmo, só tomamos o cuidado de perguntar no hotel quanto deveria ser a corrida, para não sermos enganados no valor. Ficamos na região da Khao San Road, tradicionalmente escolhida por turistas, onde existem muitos bares e restaurantes, enfim, uma noite agitada e bem interessante. O que tem pra fazer em Bangkok? Muitos templos, mercados, palácios, shoppings, bares... dá pra ficar tranquilamente pelo menos 3 dias na capital da Tailândia. Eu acho uma pena que muita gente quase nem fique por lá, talvez com medo da suposta “confusão” da cidade. De Bangkok seguimos de trem para Chiang Mai, a segunda maior cidade da Tailândia, que fica no norte do país. Fizemos o trecho na segunda classe. A viagem foi muito confortável, mas demorou bastante. Os trens tailandeses têm fama de atrasar. Em Chiang Mai, fizemos um tour pela tribo das mulheres-girafa, andamos de elefante e fizemos rafting pelo rio que passa na região. Além disso, fomos em vários templos (são tantos que você precisa escolher) e alguns mercados. De lá pegamos um avião para Phuket. Acho que para quem tem pouco tempo essa é a melhor forma de cruzar o país. Uma viagem de trem entre Chiang Mai e Phuket ia custar um dia inteiro. E uma passagem de avião numa empresa low cost tipo a Air Asia pode sair até mais barato, desde que comprada com antecedência. Phuket foi uma decepção, mas Ko Phi Phi, que é o verdadeiro destino de quase todo mundo que desembarca em Phuket, é realmente linda. Meu conselho é que você só passe mesmo por Phuket e escolha um hotel em Ko Phi Phi. Vai ficar mais caro, mas vale muito a pena. Também é possível nem passar em Phuket. Ir de Krabi, que parece mais interessante, direto para Ko Phi Phi. Isso que nos deveríamos ter feito. De Phuket, voltamos de ônibus para Bangkok. A viagem parecia interminável e foi uma das piores que eu fiz durante toda minha volta ao mundo, incluindo aí os 6 meses em que viajamos pela Índia inteira. Então foco no que eu falei: tem tempo e não liga de gastar um pouco a mais? Faça o trajeto de avião. Sério, vale a pena o custo, que nem é tão grande assim. Em nossos últimos dias em Bangkok aproveitamos para explorar mais a cidade. Também fizemos uma viagem de bate e volta até Ayuttahya, que foi a antiga capital da Tailândia. Esse foi o lugar mais interessante que visitamos no país: os templos, com inúmeras imagens de Buda, são inacreditáveis. Qualquer pessoa que planeje uma viagem à Tailândia devia passar por lá. Nossa viagem foi num ritmo mais lento, por isso conhecemos poucos lugares. Mas escolhemos assim e não nos arrependemos, afinal dar uma volta ao mundo é uma coisa demorada, e se você correr demais fica complicado aguentar até o final. Qualquer coisa podem perguntar, ou aqui ou lá no blog. Respondemos o mais rápido que der. A Ásia é um continente incrível que vale muito visitar.
  8. Não vou mentir pra vocês: viver na Índia é desafiador. Não que seja ruim, muito pelo contrário, é um aprendizado atrás do outro, mas fácil também não é. Conheço muita gente que foi à Índia e fala maravilhas do país, só traz de volta impressões positivas. Isso costuma acontecer para quem visita o país de férias. Como a Índia é um dos países mais baratos do mundo para se viajar (eu gastava ridículos U$ 13 por dia), quem sai do Brasil pra ficar um mês por lá costuma ter a vida de um marajá, sendo poupado de todos os problemas do país. Esse não foi o nosso caso. Desembarcamos na Índia para fazer um intercâmbio de 6 meses. Fomos trabalhar numa empresa de tecnologia da informação (IT), em Chandigarh, uma cidade planejada no norte da Índia. Escolhemos Chandigarh porque ela tem a fama de ser a mais moderna e limpa cidade do país, muito embora não seja uma cidade turística. Nós ganhávamos U$ 300 por mês. E acredite: esse valor era o bastante para pagar todas as contas, incluindo o aluguel de uma casa bem confortável, e ainda viajar uma vez por mês. Mas na lógica local, claro, ou seja vivendo como um típico indiano médio, convivendo com as mesmas coisas e os mesmos problemas que eles convivem. Vou focar o relato nas viagens que nós fizemos ao longo dos 6 meses em que moramos por lá. Aproveitamos muitos finais de semana para viajar em cidades que ficam perto de Chandigarh. Assim conhecemos McLeod Ganj, que fica no Himalaia indiano. É uma vila muito simpática, uma daqueles lugares exóticos que a gente nunca acredita que existe até pisar lá. McLeod tem fama internacional por ser a casa do Dalai Lama, assim como de todo o governo em exílio do Tibet. Essa foi nossa primeira viagem no país, e mesmo depois de muitos meses e muitos outros lugares, McLeod permaneceu como nosso lugar favorito. Também durante um final de semana conhecemos Rishkesh, a cidade que fica às margens do rio Ganges, num trecho onde o rio acaba de sair do Himalaia indiano e ainda é limpo. Foi nessa cidade que os Beatles ficaram durante 3 meses,na década de 60. A cidade tem uma aura única, e também é um lugar superlegal. Lá é possível, acredite se quiser, fazer rafting no Ganges. Nós fizemos e foi uma experiência única. Também durante um fim de semana nós conhecemos as cidades de Amritsar, que fica na fronteira entre a Índia e o Paquistão; e Manali, encravada no Himalaia. A primeira é famosa por ser a cidade mais sagrada paras os sikhs, aquela religião em que os homens usam turbantes e os fiéis não cortam os cabelos, simplificando ao máximo a explicação. Já Manali é uma estação de esqui (!) na Índia. Lá vimos neve. Muita neve. Sim, a Índia também pode ser fria. Durante o réveillon de 2011/2012 fizemos nossa primeira viagem mais longa pelo país. Pegamos um avião e fomos para Mumbai, que é simplesmente fantástica. Uma cidade enorme, completamente confusa e muito cosmopolita. De lá pegamos um ônibus e fomos até as praias mais famosas da Índia: Goa. Para quem não sabe, Goa era parte de Portugal até 40 anos atrás. Ou seja, os nomes das ruas estão em português, você encontra gente que fale português (embora não seja muito comum) e a arquitetura das casas e igrejas (católicas) lembra em muito o Brasil. É absolutamente fantástico ver um pedaço de terra tão parecido e ao mesmo tempo tão diferente do nosso país (afinal, é a Índia!). Goa é um contraste dentro da Índia. Lá você encontra russas fazendo topless nas praias e, ao mesmo tempo, milhares de indianos que viajam e se aglomeram nas praias justamente para ver russas fazendo topless. Enfim, não é uma boa ideia fazer isso por lá. Quando acabamos nosso intercâmbio resolvemos viajar mais ainda. Foi assim que conhecemos o Rajastão, o estado indiano dos marajás. Sabe aquela imagem da Índia que a gente tem da TV? A que envolve elefantes, um lugar quente, encantadores de serpentes e mulheres de roupas coloridas? Tudo isso você acha no Rajastão. Foi lá que muitas cenas da novela caminho das Índias foram gravadas. Inclusive, em Jaipur um senhor fez questão de me mostrar uma foto dele coma Juliana Paes assim que eu disse que era do Brasil. Hehehe No Rajastão estivemos nas cidades de Jaipur, Udaiupr, Jodhpur e Jaisalmer. Na última fizemos um safári de camelo do deserto do Thar, que fica na fronteira entre a Índia e o Paquistão e foi onde os indianos testaram sua primeira bomba atômica, na década de 70. Foi fantástico dormir no deserto e ver como o povo local vive, cozinha, come dorme, etc... Do Rajastão fomos para Kajuharo,a famosa cidade dos Kama Sutra Temples, que fica na outra ponta do país. São vários templos, com imagens de sexo de tudo quanto é tipo, inclusive com animais (!). E complicado entender a razão para uma sociedade que produziu isso ser hoje tão conservadora. De lá, seguimos de trem até Varanasi, a cidade mais sagrada para os hindus e onde acontecem as famosas cerimônias de cremação às margens do Ganges. Não há palavras para descrever Varanasi!! É um lugar inacreditável. Fede a urina e há fezes para todos os lados. O rio Ganges é absolutamente poluído, e há relatos que dizem que milhares de corpos são vistos boiando por lá, todos os anos. Ainda assim, o lugar tem uma aura extraordinária, e assistir uma cerimônia religiosa na beira do rio é uma daquelas coisas inesquecíveis. De Varanasi, seguimos para Calcutá, na pior viagem de trem de nossas vidas. Um conselho: se for viajar de trem na Índia, viaje numa classe mais confortável. Nós não fizemos isso nesse trecho, e a viagem foi tensa. Em Calcutá não há nada pra fazer. Não conselho ninguém a passar por lá. Alguma semanas depois começamos a parte mais complicada da viagem, que foi no sul a Índia. Viajamos de trem pelos estados do Tâmil Nadu e do Kerala. Novamente, enfrentamos dificuldades por conta do nosso baixo orçamento de viagem. Ficávamos em hotéis ruins e os ônibus caiam aos pedaços (literalmente). O Tâmil Nadu é um estado que atrai muito turismo interno. Hindus visitam várias cidades da região, que são sagradas e têm templos enormes. No Tâmil o racionamento de energia é regra, e muitas cidades não têm eletricidade por até 8 horas por dia!! Imagina isso num calor de mais de 40 graus! Dormir sem ventilador era impossível. Já o Kerala é um dos estados mais desenvolvidos da Índia e que foi recentemente descoberto por turistas europeus. Tem lugares interessantes, e uma vegetação completamente diferente da que vimos no norte do país. Ainda passamos por Bangalore, Hyderabad, Hampi e Nova Délhi. Destaque para Hampi, que é patrimônio da humanidade. Lá ficam as ruínas de uma cidade que foi a segunda maior do mundo há 500 anos, onde viviam centenas de milhares de pessoas. Faltou o que? Sim, ele, o Taj Mahal, maior monumento da Índia e símbolo máximo do país. O Taj fica numa cidade perto de Nova Délhi (mais ou menos umas 3 horas) que se chama Agra. E sim, ele é lindo. Dá só uma olhada na foto! O resumo é: gostamos muito da Índia, é um país incrível, mas cheio de desafios. Toda hora alguém te para na rua querendo conversar. Isso é legal nos primeiros dias, mas começa a incomodar depois de alguns meses. Além disso, as mulheres sofrem assédio dos homens muito frequentemente, então é necessário usar roupas muito discretas e ter muito cuidado. Higiene e comida são outros desafios. E vale destacar também o trânsito, que é uma loucura. É um país completamente diferente do nosso, então é lógico que ocorra um choque de culturas e valores. Pra quem quer conhecer a Índia, mas tem pouco tempo, a dica é conhecer o norte: Agra, a cidade do Taj Mahal, e o Rajastão não podem faltar em nenhuma viagem. Varanasi também é fundamental. E tenta incluir também Amritsar (só por causa do Golden Temple, a cidade é horrível) e principalmente McLeod Ganj e Rishkesh, que foram nossos dois lugares favoritos no país! Tudo fica no norte e é possível ir de trem (menos em McLeod. Para ir lá é preciso ir de ônibus ou de carro). Vamos postar mais relatos aqui aos poucos para ajudar quem pretenda visitar a Índia, mas por hora vamos parar por aqui já que esse post está enorme! Quem quiser mais informação pode dar uma passada lá no 360meridianos. Tem muito material lá! A Índia é um desafio e tanto para mochileiros! Abraços!
  9. Oi Heka! Pode deixar que vamos postar os relatos detalhados de cada um dos países!
  10. Olá a todos! Chegamos há dois meses de volta ao Brasil, depois de passarmos cerca de um ano em uma viagem de volta ao mundo. 3 pessoas participaram da aventura, todos jornalistas de Belo Horizonte. Durante a viagem pisamos em 4 continentes (América do Sul, Europa, Ásia e Oceania) e 13 países (Espanha, Itália, França, Inglaterra, Índia, Malásia, Nepal, Hong Kong, Tailândia, Cingapura, Indonésia, Nova Zelândia, Chile e Peru). A viagem foi feita com um ticket de volta ao mundo da Oneworld, pool de companhias aéreas que conta coma British e a LAN, entre outras. Custou U$ 3,700. Resolvemos fazer a viagem depois que percebemos que apenas a passsagem para a Índia, onde iríamos fazer um intercâmbio de 6 meses, custava U$ 2,500, pelo menos na época em que queríamos. Compramos a passagem de volta ao mundo e não nos arrependemos. Pra quem não sabe, com a passagem de volta ao mundo você fecha um determinado número de paradas em vários países do mundo. É necessário dar um volta completa no globo, ou seja, se você começa cruzando o oceano Atlântico termina cruzando o Pacífico. Teoricamente existe uma certa liberdade para remarcar passagens e alterar destinos (isso pode ser cobrado). Mas a ineficiência da Ibéria, que tem atendentes que não dominam as próprias regras do RTW, dificultou isso um pouco. Ou seja, se precisar comprar uma passagem de volta ao mundo, não compre com a Ibéria. Lembre-se que a primeira empresa que você voar vai ser responsável pelos seus tickets até o fim da jornada, que pode ser meses depois. A Ibéria era responsável por isso e pisou na bola. Duranta a viagem, vivemos 6 meses na Índia, que conhecemos de norte a sul. Na Índia viajamos de trem, Depois seguimos com a volta ao mundo normalmente. Muita gente pergunta quanto gastamos em toda a volta ao mundo. Foi complicado fechar as contas, mas eu acho que os gastos ficaram em torno de R$ 23 mil, incluindo passagens, hospedagem tudo, por pessoa. Vale destacar que nossa viagem foi de baixo orçamento e que nós ficamos um longo período na Ásia, onde as coisas são muito baratas, e apenas 20 dias na Europa. Na Europa gastamos U$ 75 por dia e por pessoa. Na Nova Zelândia gastamos U$ 50. Na Ásia variou, dependendo do país. Em Cingapura o gasto foi de U$ 50. Já na Indonésia foi menos de U$ 20, e tivemos uma estadia confortável. Na Índia gastamos inacreditáveis U$ 13, mas isso porque moramos lá e pagávamos o valor de indiano para entrar nas atrações turísticas. Enfim, esse é só o primeiro relato que posto aqui, então não sei direito o que falar e se está ok. Vou atualizando depois.
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