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mercurium

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Posts postados por mercurium

  1. Oi Kailash, nunca tinha visto isso:

    "Comprei uma passagem com múltiplos destinos, já que eu gostaria de visitar Orlando e Nova Iorque e uma dúvida que eu tinha e algumas pessoas também podem tê-la, é com relação a franquia de bagagem em voos domésticos quando a compra é de múltiplos destinos"

    Me ensina ! Estou querendo ir em OUTUBRO/2015 estou com o visto mas confesso que estou "meia perdida".

    Essa passagem você pode viajar para qualquer estado, em qualquer dia? como é ?

    Obrigada

     

    Olá, Talita

     

    Quando se diz que a passagem é de múltiplos destinos ou vários trechos, significa que você vai viajar para mais de uma cidade, mas dentro de uma mesma reserva, ou seja, um só bilhete. Por exemplo: você sai de SP vai para Los Angeles, depois para Chicago, depois NY e depois retorna a SP. É possível comprar todos esses trechos dentro de um mesmo bilhete, sem ter que comprar uma passagem separada de uma cidade para outra. No site das cias aéreas além da opção de ida e/ou volta, existe também a opção pesquisa avançada ou refine sua pesquisa e aí você tem a opção de "várias cidades", você escolhe as cidades que quer visitar e precisa ter as datas definidas e no final da pesquisa eles informam o valor total do bilhete. Portanto, não pode ser qualquer data (as datas devem ser definidas no ato da compra) e sim, pode ser pra qualquer cidade.

  2. Olá Kailash Silva,

     

    Irei para NY em Outubro, gostaria de saber como você fez com dinheiro? Levou em espécie? ou Cartão de Credito? o que Compensa?...

     

    Obrigado.

     

    Olá, Mauro

     

    Com relação ao dinheiro, eu levei uns 800 dólares em espécie trocados aqui no Brasil e mais um cartão de débito caso eu precisasse. Então, eu não recomendo levar todo dinheiro em espécie, o melhor é levar uns 300 a 400 dólares já trocados aqui no Brasil e mais uma parte num cartão de viagem recarregável. O cartão de crédito eu não aconselho, pois você não sabe quanto vai pagar depois, por conta do IOF de 6,38% e mais outros encargos e flutuações do dólar, porque a cotação que você paga é do fechamento da fatura. Mas eu acabei usando apenas como garantia na locação do carro em Orlando que é necessário um cartão nominal e também no hotel eles pediram, mesmo estando pago. Mas pra gastar lá eu recomendo dinheiro em espécie e cartão recarregável.

     

    Qualquer dúvida, estou a disposição

  3. Ola Kailash, muito bom o teu relato. Estou indo para Nova Iorque e depois Orlando agora no dia 17/07, estou pensando em levar só bagagem de mão, pelo que vc relatou a segurança do aeroporto é bem severa. Será que vou ter problemas ou eles não revistam a mala toda?

     

    Olá Leandra,

     

    Então, a segurança nos aeroportos americanos é bem rigorosa sim. Na chegada dos EUA a imigração ou a alfândega pode solicitar a qualquer um, uma revista mais minuciosa da mala toda, não existe um critério, é aleatório. No retorno para o Brasil, minha mala despachada foi toda revistada e eles colocaram um panfleto dentro dela dizendo que isso havia ocorrido, pois eu não estava junto a ela quando eles revistaram, só percebi quando fui desfazê-la.

  4. Fala galera, estou aqui pra mais um relato de viagem. Dessa vez embarquei rumo as terras do Tio Sam, isso mesmo, EUA. Sei que esse é o destino favorito dos brasileiros e já temos muitos relatos por aqui, mas não custa nada descrever as minhas experiências por lá.

     

    VISTO

     

    Primeiro passo quando se pensa em uma viagem para os EUA é a questão do visto, infelizmente os brasileiros ainda não estão isentos do visto, independente da finalidade da viagem, mesmo os que estão apenas em escala ou conexão. Os detalhes da minha experiência e mais dicas sobre o visto eu postei no blog: http://usvisa1.blogspot.com.br/

     

    COMPRA DA PASSAGEM AÉREA

     

    Optei por comprar diretamente no site da cia. aérea, American Airlines, pois qualquer contratempo que viesse a ocorrer eles poderiam resolver mais facilmente, em virtude de problemas que tive na minha última viagem com a Iberia e que tinha comprado o bilhete por uma agência. Comprei uma passagem com múltiplos destinos, já que eu gostaria de visitar Orlando e Nova Iorque e uma dúvida que eu tinha e algumas pessoas também podem tê-la, é com relação a franquia de bagagem em voos domésticos quando a compra é de múltiplos destinos. Nos voos dentro dos EUA é cobrada uma taxa de 25 dólares para despachar bagagem, mas como eu havia feito a compra do bilhete saindo do Brasil predominava a maior franquia. O valor pago pelo bilhete incluindo todos os trechos e taxas aeroportuárias foi de R$ 2375,00.

     

    RESERVA DE HOTÉIS

     

    Fiz a reserva de todas as diárias e compra de ingressos dos parques pela Decolar. Os hotéis em Nova Iorque não costumam ser muito baratos, principalmente quando é um hotel bem localizado. Optei por ficar em Manhattan próximo ao Central Park, no hotel Belnord. O valor para 3 noites foi de aproximadamente mil reais.

    Em Orlando fiquei hospedado no hotel Baymont próximo ao Florida Mall, os hotéis lá estavam com valores mais atrativos, porém descobri posteriormente que essa não é uma boa região para ficar hospedado. A diária ficou em torno de R$ 150, bem mais em conta que em NY.

     

    CHECK IN E EMBARQUE

     

    Um dia antes do embarque fui tentar fazer meu check-in on line, porém sem sucesso, o sistema pedia para fazer o check-in no aeroporto. Devido as políticas de segurança dos EUA eles tem que conferir a documentação de todos os passageiros, no caso certificar se você possui o visto americano válido. Me apresentei no aeroporto com 3 horas de antecedência na tentativa de conseguir um assento na saída de emergência, porém não havia nenhum disponível, lembrando que na AA grande parte dos assentos são vendidos, restando alguns no meio do avião, caso você opte por um dos “Preferred Seats” tem que desembolsar alguns dólares ou fazer parte das categorias Elite do programa de fidelização da AA. Entretanto, no check-in do aeroporto todos esses assentos ficam disponíveis sem custo caso não tenham sido vendidos. O primeiro trecho que fiz foi de São Paulo para Nova Iorque com duração de aproximadamente 9:40h. Voo foi tranquilo, achei o serviço de bordo deles inferior a de algumas cias europeias, porém satisfatório. A aeronave era um dos novos Boeing 777-300 com entretenimento individual que ajuda a dar uma amenizada nessas quase dez horas de voo.

     

    CHEGADA E IMIGRAÇÃO

     

    Chegamos ao aeroporto JFK em Nova Iorque as 5:35h hora local, do avião era possível ver o quanto de neve havia pela cidade ::Cold:: . A imigração ainda não estava aberta, iria abrir as 6h e tivemos que aguardar alguns minutos dentro do avião. Achei que funcionasse 24h. Depois de uma fila de uns 20 minutos cheguei até o oficial, ele ainda estava tomando café na cabine e eu fiquei com aquela cara de paisagem :P , já que isso é algo meio incomum. Ele disse “Bom Dia”, pegou meu passaporte, pediu pra eu colocar meus dedos na máquina de impressão digital e pediu pra eu olhar pra câmera. Falou que eu tinha vindo no período errado e lá estava fazendo muito frio, me devolveu o passaporte e estava liberado. Depois peguei as minhas malas e passei pela alfândega, lembrando que eles entregam um formulário da alfândega no avião e você preenche e entrega pro oficial da imigração, ele carimba te devolve e você entrega pro funcionário da alfândega. Depois de todas as formalidades chegamos a Big Apple.

     

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    1º DIA

     

    Para conseguir chegar até hotel tive que pegar o Air Train e ir até a Jamaica Station. Achei meio estranho porque você primeiro entra no Air Train e depois paga para sair da estação. Comprei o bilhete na máquina e não vi se tinha algum funcionário que vendia bilhetes em algum guichê, por isso é bom ter dinheiro trocado à mão. Na Jamaica Station você consegue fazer conexão com o metrô, eu comprei o passe de viagens ilimitadas para 7 dias e custou em torno de 30 dólares. Fomos até o hotel e como ainda era cedo para o check-in que começava as 14h e não haviam quartos disponíveis para early check-in tive que deixar a bagagem no depósito, deixei só a mala com roupas e levei comigo a de bordo porque o lugar não me pareceu seguro já que eram os próprios hóspedes que colocavam e tiravam suas bagagens do depósito, então para evitar “possíveis trocas” sempre bom identificar a sua. Para começar o dia naquela manhã gélida de domingo aproveitei para fazer uma caminhada na neve no Central Park, estava tudo congelado, tudinho mesmo ::Cold:: , até o lago central, em alguns lugares era um tanto quanto difícil de pisar porque a camada de neve era espessa e chegava a afundar. Mas a neve não atrapalhou o passeio, muito pelo contrário tornou a paisagem incrível de se admirar em meio aos pequenos esquilos procurando por sementes, pessoas patinando no gelo ou alguns bonecos de neve que encontrei pelo caminho. Depois da volta e que volta, pelo Central Park fui até o hotel fazer o check-in e guardar as malas. Achei o quarto do hotel bem confortável, limpo e com uma boa relação custo benefício, só não havia café da manhã. Depois de ter descansado um pouco, parti rumo ao Museu da História Natural com expectativas que fosse igual ao de Londres, confesso que não chamou minha atenção, o londrino era bem mais interativo e contemplava mais temas nas salas de exposição, como por exemplo na parte de Biologia. Com relação a entrada eu sabia que você paga a quantia que você quiser e também há um valor que eles estipulam de entrada (General Admission), isso pode confundir algumas pessoas porque fui até o balcão e a atendente me disse que era aquele valor e não disse nada a respeito que eu poderia pagar quanto eu quisesse, perguntei sobre esse tipo de entrada e ela me disse para ir a outro balcão no lado oposto e lá eu consegui pagar uma quantia inferior àquela sugerida de 22 dólares. Terminado o passeio dei uma passada na Macy’s que fica na Herald Square, uma loja imensa com os mais variados itens e das mais diversas marcas porém custando alguns $$$, os preços não eram nem um pouco atrativos. De lá foi dar uma olhada na Times Square e aproveitar para tirar a foto clássica em frente ao telão, feito isso acabou o dia.

     

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    2º DIA

     

    Dia de visitar a Estátua da Liberdade (Lady Liberty), é possível chegar de metrô sem problemas até o ponto de embarque e venda de ingressos para o ferry boat que leva até a estátua, é só pegar o metrô com destino a South Ferry. No dia que visitei os ingressos para subir até a coroa e pedestal estavam esgotados, por isso se você pretende subir até esse ponto é melhor reservar pela internet com antecedência. O ingresso que inclui o transporte e visita apenas ao entorno do monumento custa 18 dólares e também permite visita a Ellis Island, Museu da Imigração. O museu conta com poucas peças e não achei uma visita muito interessante, infelizmente devido a algumas destruições causadas pelo furacão Sandy que atingiu o local em 2012 o museu está passando por reforma. Depois de ter visitado a Estátua segui em direção ao memorial do World Trade Center, há um museu também no local, mas não o visitei.

     

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    3º DIA

     

    Fomos para o Wal Mart que fica em Nova Jérsei fazer umas comprinhas, não achei muita coisa interessante lá. E voltando ao assunto NY uma das impressões que tive a respeito do metrô foram as condições de limpeza, não sei se as pessoas que não são civilizadas ou o que ocorre, mas tinha muita coisa jogada no chão, alguns restos de lixo, alguns objetos arremessados nos trilhos. E comparado com metrô de outras grandes metrópoles como Paris e Londres não achei nada moderno, tive um pouco de dificuldade para me localizar, devido à má sinalização de algumas estações. E pra minha sorte no terceiro dia o metrô parou de funcionar a tarde, eu fiquei um tempão esperando e não voltava, a linha estava com problemas e ainda começou a chover e esfriar e o que restou fazer naquele dia era ir pro hotel e descansar, pois no outro dia eu embarcaria pra Orlando.

     

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    4º DIA

     

    Dia de embarcar para Orlando e se despedir do frio de Nova Iorque. O meu voo que partia do JFK as 7h, contratei um transfer do hotel para me levar pra lá e paguei 25 dólares por isso, um táxi sairia bem mais caro. Os serviços estão se tornando cada vez mais informatizados, até mesmo nos supermercados se percebe isso, você mesmo passa suas compras no caixa sem necessidade de um atendente. No aeroporto aconteceu o mesmo, fiz o check-in pelo totem, havia uma moça para emitir o comprovante de bagagem e eu mesmo coloquei a mala na esteira. Como no aeroporto de Londres a inspeção dos passageiros e de suas bagagens de mão é minuciosa, todos têm que tirar o sapato, notebook da mala e colocar em bandejas separadas, você passa por um raio X diferenciado e logo após está liberado pra sala de embarque, mas essa brincadeira pode levar uns bons 40 minutos dependendo do fluxo de passageiros do dia, por isso sempre bom chegar com umas 2 horas de antecedência do voo para evitar contratempos. A duração do voo de NY para Orlando é de 3h, a aeronave era BEM mais antiga do que a do voo internacional, tinha apenas aquela tela suspensa acima dos assentos, e colocaram um filme bem sugestivo pro voo: Cinderela, eu dormi o voo todo, serviram apenas bebidas: chá, água, suco ou refrigerante. Se quisesse algo para comer tinha que comprar, assim como já está ocorrendo em voos no Brasil. Cheguei em Orlando com um clima totalmente oposto ao de NY, um sol radiante e com temperatura na casa dos 30º. Perguntei pra moça do balcão de informações como chegar até o meu hotel que ficava próximo ao Florida Mall e ela com maior esforço do mundo me respondeu: pega um táxi, se eu quisesse um táxi não estaria perguntando. Eu sabia que tinha um ônibus que passava bem próximo, fui até o guichê de taxis e perguntei quanto custava a corrida até o hotel e me disseram que sairia 35 dólares e que havia sim um ônibus que passava por lá e o rapaz me indicou qual era, resolvido o problema, paguei apenas 2 dólares. Cheguei no hotel, fiz o check-in levei as malas para o quarto e pra minha surpresa não havia Wi-Fi no quarto, hoje em dia é quase impossível viver sem internet e isso me decepcionou bastante, perguntei na recepção se havia algum serviço de transfer para os parques, já que não ficavam tão próximos, a Disney ficava à 23km, de ônibus o trajeto levaria cerca de 2h. Esse dia reservei para comprar algumas coisinhas no Florida Mall e descansar, já que era um pouco tarde para pensar em parque, até chegar lá não seria possível aproveitar muito. Estava com ingressos comprados pra Universal e pra Disney, dois dias de cada com Park Hopper que permite entrar em todos os parques num mesmo dia. Não recomendo Park Hopper, porque se torna correria fazer 4 parques em dois dias, com exceção do Hollywood Studios que é menor, mas mesmo assim tem várias apresentações com horários definidos. Já os outros 3 parques são enormes e tem muita coisa para ver: encerramento com os fogos, cada parque tem o seu e cada um tem um horário de fechamento e abertura diferente e também as paradas com personagens que ocorrem durante o dia. Se você está viajando com crianças se torna impossível fazer tudo em pouco tempo, recomendo pelo menos um dia para cada parque, até porque não tem como ir caminhando de um parque pro outro, eles ficam afastados, diferentemente de quando estive na Disneyland de Paris que era possível fazer o trajeto entre os dois parques caminhando. No ingresso está incluso os transportes entre os quatro parques, existe um ponto de onde sai os ônibus tanto para os parques quanto para hotéis do complexo.

     

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    5º DIA

     

    Alugamos um carro na Budget, pois seria inviável e demandaria muito tempo ir até os locais de interesse utilizando ônibus. O valor da diária não foi nada econômico, visto que não tínhamos reserva e a disponibilidade de veículos era baixa, foi algo em torno de 150 dólares a diária para um Beetle com GPS, preço bem salgado. Ficar em Orlando sem carro ou sem um transfer que te leve pros lugares é muito complicado, por isso recomendo acertar isso aqui no Brasil, pois lá você pode pagar 3 vezes mais. Nesse dia fomos fazer compras no Premium Outlet e lá sim havia uma variedade boa de itens e os preços estavam mais acessíveis, sem levar em consideração essa alta do dólar que estraga qualquer viagem aos EUA, quem dirá se você estiver indo com intenção de comprar. Depois de umas comprinhas no Outlet fomos pra Disney, parque Epcot. O Epcot é um parque bem grande e percorrer todo ele demanda algum tempo. Uma das atrações que mais gostei foi o Test Track da Chevrolet e talvez seja uma das atrações imperdíveis, como fui sozinho não precisei pegar a fila que é enorme, entrei pelo Single Rider, ou seja, fila exclusiva para quem não vai acompanhado. No Epcot também há diversas réplicas de monumentos das mais diversas partes do mundo como: Marrocos, Japão, França, Canadá e etc. e conta também com alguns restaurantes típicos de cada nacionalidade. Por meio do monotrilho que sai da geosfera, símbolo do parque é possível chegar até o Magic Kingdom que é um parque mais para crianças, mas também conta com algumas atrações para os mais crescidos. Esse parque está dividido em 6 áreas temáticas: Adventureland, Fantasyland, Frontierland, Tomorrowland, Main Street USA e Liberty Square, cada uma com várias atrações, mas como disse anteriormente são mais voltadas aos pequenos. Durante a tarde tem um desfile dos personagens pela Main Street e a noite a Electrical Parade, um desfile com os personagens com os carros iluminados. No encerramento do parque é que ocorrem os fogos, é imperdível: efeitos especiais projetados sobre o Castelo da Cinderela e o espetáculo pirotécnico, não sabia se filmava ou tirava fotos. Depois que acaba se prepare porque a fila é gigantesca para pegar o monotrilho para ir até o estacionamento.

     

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    6º DIA

     

    Dia de conhecer os dois parquesda Universal: Islands of Adventure e Universal Studios. A Universal conta com uma série de atrações, essas sim destinadas a adultos, algumas para os mais corajosos como a montanha russa do Hulk. São várias atrações com efeitos 3D, montanhas-russas indoor e também uma área do parque destinada ao Harry Potter, não sou muito fã do bruxinho, então não achei nada interessante, mas pra quem gosta vale a pena, eles vendem vários artigos relacionados ao filme, como varinha e até uma cerveja sem álcool. O dia foi suficiente para conhecer os dois parques e uma das atrações que mais valeu a pena foi o Jurassic Park River Adventure, um passeio na ilha dos dinossauros e depois uma queda na água de uma altura de 25 metros.

     

    7º DIA

    Comprei o ingresso pra Disney de 2 dias então tinha direito a mais uma visita a qualquer um dos 4 parques no mesmo dia, fui para o Hollywood Studios, muito semelhante ao da Disney de Paris, incluindo as atrações, dessa vez me recusei a ir no Hollywood Tower Hotel e pra quem gosta de atrações mais radicais dentre os parques da Disney esse é o melhor, tem que ter um pouco de paciência porque as filas costumam ser gigantescas, principalmente para montanha russa do Aerosmith e a torre do terror. Depois de passar por lá fui pro Magic Kingdom para tirar mais umas fotos, como era um sábado o parque estava lotado, eu ainda pretendia visitar o Animal Kingdom, mas já era tarde e o parque fechava mais cedo naquele dia e não foi possível. Os parques são realmente enormes e no final do dia você fica esgotado de tanto andar.

     

    8º DIA

     

    Reservamos o último dia para mais umas compras, é incrível como o lugar é atrativo para gastar alguns dólares. E mesmo com o valor alto da moeda americana com relação ao real, alguns itens ainda compensavam ser comprados lá. Findamos a tarde com um jantar, algo que esqueci de dizer é que achei a comida deles muito apimentado e eu pelo menos não sou acostumado a tanta pimenta o que eles chamam de “spicy” e acredito que a maioria dos brasileiros também não, por isso olhe bem o cardápio antes de pedir o prato, ou caso contrário pode se tornar impossível de comer. Feito isso, hora de ir pro aeroporto e embarcar no voo com conexão em Miami e hora de se despedir das terras do Tio Sam e até uma próxima viagem.

  5. Obrigado, Vanessa.

     

    Então, o visto nós conseguimos com uma amiga do meu primo que mora em Dubai e fez a solicitação por uma agência de lá. Mas, caso não conseguíssemos com ela, eu iria tentar pela SouthTravels ou me hospedar no Golden Tulip Al Barsha que era hotel que até então não pedia o caução de R$ 3.300,00 pra solicitar o visto. Espero que dê tudo certo com sua documentação e tenha uma boa viagem! Aproveite Dubai e qualquer dúvida estou a disposição.

     

    Abs

  6. Então, stvnijk, eu não sei te informar com exatidão o valor que eu gastei nos 6 dias em que estive lá. Mas, era uma média de 100 euros por dia pra duas pessoas. Isso contando com alimentação, taxi porque não tem como se locomover entre a maioria dos pontos turísticos de metrô, tudo muito longe e sem acesso para pedestres e também algumas pequenas entradas como a Mesquita de Jumeirah que cobra 10 dirhans. Ai tem os passeios: parque aquático, pista de patinação no gelo, parque de diversões em Abu Dhabi, Burj Khalifa, acesso ao Burj al Arab, esses passeios eu recomendaria comprar com antecedência pela internet porque além de sair bem mais em conta você não corre risco de enfrentar filas e outros contratempos. Mas pra maior parte desses passeios você vai gastar em média de 100 a 200 dólares pra cada um. Com relação ao hotel, nós ficamos dois dias hospedados no Ibis Al Barsha, fica numa região boa de Dubai. E as outras 4 noites não tínhamos feito reserva e nos indicaram o hotel Desert Rose que fica na região de Bur Dubai, mais antiga. Na verdade ele era um apartamento equipado com cozinha, sala e uma antessala, era estilo um flat, bem amplo. E ao lado tinha um supermercado, isso ajuda bastante, porque você economiza por não ter que comer fora o tempo todo, pra você ter uma noção uma lata de refrigerante Mirinda, nem Fanta era, pode custar 17 reais levando em consideração a conversão. E o valor que pagamos no Ibis por 2 noites foi de 520 reais pra duas pessoas e no Desert Rose foi de 1200 reais por 4 noites, a única coisa ruim é que o WiFi não estava incluso na hospedagem. Então pra 6 noites você vai gastar em média uns 1600 reais levando em conta que a temporada que eu fui que ainda era baixa e fazendo a reserva com antecedência. A respeito de hostels eu me lembro de ter visto, mas os preços não são tão baixos como na Europa e também não sei te informar as condições do local e creio que a maioria deles fiquem na parte mais antiga de Dubai, Deira e arredores.

    Acho que é isso ai, qualquer dúvida estou a disposição.

     

    Abs

  7. Como todo bom viajante e mochileiro sempre gosto de criar um relato com minhas experiências, novas sensações e gosto de compartilhá-las com outros viajantes e até mesmo com os futuros viajantes. Enfim, com todos os que amam essa verdadeira arte de levar a alma pra passear, ler várias páginas de um livro como diria Santo Agostinho ou qualquer que seja sua definição. A minha paixão por viagens começou em 2007 e desde então venho pesquisando destinos diferentes pra conhecer, novas culturas e lugares que possam me proporcionar experiências únicas. Tenho grande interesse pela cultura islâmica e toda sua tradição e nada melhor que visitar um país do Oriente Médio para conhecer de perto essa que é uma das segundas maiores religiões do mundo e que apresenta uma cultura riquíssima e o destino que eu escolhi dessa vez foi Dubai fazendo uma conexão em Madri. Sei que maior parte das pessoas não tem o hábito de leitura e detesta textos longos como será o meu e aposto que a maioria dará logo um comando control+F e irá direto para a parte que fala da imigração de Madri, mas mesmo assim começarei meu relato.

     

    Compra da Passagem

     

    Comprei o trecho de Madri para Dubai pelo site da Qatar Airways e não tive problema algum, só houve uma alteração no horário da conexão em Doha que aumentou o tempo de espera e tive que confirmar pelo site. A marcação de assentos pode ser feita pelo próprio site, com exceção dos assentos na saída de emergência que são restritos ao check-in. Já com relação a Iberia você só pode marcar assentos no check-in independentemente de onde seja. O valor da passagem da Qatar não foi tão alto levando em consideração que a Qatar é uma das melhores cias. do mercado da aviação, por isso é sempre bom pesquisar e comprar com máximo de antecedência. No site eles informavam que era necessário apresentar o cartão de crédito utilizado na compra no ato do check-in, mas não foi necessário.

     

    Vistos

     

    Quando se fala em Dubai um dos assuntos que temos que levar em questão é o visto. Os brasileiros que pretendem viajar para Dubai a turismo necessitam solicitar um visto com antecedência e isso pode se tornar uma burocracia caso você não viaje pela Emirates que era o meu caso. Existem três formas de obtenção do visto para os Emirados Árabes. Uma delas é pela cia. aérea, nesse caso são 3 que prestam esse serviço e duas delas tem rotas para o Brasil: a Emirates que voa para Dubai e a Etihad para Abu Dhabi. A Air Arabia de Sharjah não opera voos para o Brasil. A outra forma e mais complicada seria por hotéis sediados em Dubai ou Abu Dhabi, mas não são todos que fazem a solicitação de visto, são aqueles de categoria superior ou luxo, de 4 estrelas para cima. E a maior parte deles exige um depósito caução num valor aproximado de R$ 3.300,00 por hóspede mais as taxas de emissão do visto que variam de hotel para hotel. Esse valor também pode ser bloqueado no cartão de crédito e é devolvido quando da saída do turista dos Emirados Árabes. A terceira forma é por meio de agência de viagens sediadas nos EAU, ou algum conhecido que resida lá e possa fazer essa solicitação no departamento de imigração. O visto tem validade 30 dias, a partir da emissão você tem 30 dias para entrar no país e a partir da entrada mais 30 dias para permanecer.

     

    Embarque

     

    Passado todo processo de obtenção do visto e chegada a data da viagem, é o momento de fazer o check-in e eu estava ansioso para conseguir aquele assento na saída de emergência como da outra vez que viajei pela Iberia, mas dessa vez não foi possível, além do voo estar lotado o sistema não permitia essa opção. O check-in on line da Iberia não é um dos melhores porque a partir do momento que você termina e marca seu assento não pode mais cancelar ou fazer qualquer alteração como em outras cias. aéreas e também não consegui salvar meu cartão de embarque no Passbook do meu celular. Com o check-in realizado fui para o aeroporto no dia seguinte e não tive problemas, mas como de costume aquela “cordialidade” de sempre dos funcionários do check-in da Iberia. Mas tudo tranquilo e todo mundo sabe que em se tratando da Iberia você logo pensa naquelas aeronaves velhas, sem entretenimento de bordo, apenas as poltronas e um monitor grande a frente para todos os passageiros. Dessa vez eu me surpreendi de maneira positiva logo que entrei na aeronave que era um Airbus 340-600, as poltronas não eram mais as mesmas, tudo cheirava novo e agora todos os assentos contavam com uma tela touchscreen individual com uma série de filmes, músicas e outras coisas mais para você poder passar seu tempo num voo que diga se de passagem é um pouco longo para você apenas ficar sentado numa poltrona olhando para uma tela minúscula a alguns passos de distância da sua poltrona. As telas também contavam com entrada USB, muito bom para que você possa carregar seu celular ou Ipod e também haviam tomadas abaixo dos assentos. O almoço estava razoável, como sempre a comida de avião não é a das melhores, mas estava bem mais comestível que a da Qatar, eram duas opções: frango ou massa (ravióli) acompanhado de uma salada com camarões e brownie de chocolate e durante todo voo chá e café como de costume. E assim passado algumas 11 horinhas de viagem eis que chegamos ao aeroporto de Madri, Barajas.

     

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    1° Dia

     

    Como de praxe policiais na saída do finger fazendo aquela triagem básica e eu fui parado por um deles e me pediu passaporte, perguntou para onde eu ia se eu estava de férias, quantos dias ia ficar em Madri e liberou. Mais alguns passos e chegamos à imigração. A policial perguntou onde estávamos indo, quantos dias e pediu para ver a passagem para Dubai e logo nos liberou, sem problemas. Saindo da área desembarque me lembrei que eu estava apenas com o endereço do hotel e o nome e sem roteiro para chegar até lá, então como em todo bom aeroporto fui procurar um balcão de informações, mas ninguém “sabia” me informar de que maneira eu chegaria até meu hotel apenas me diziam pra pegar um taxi. Fui até o balcão da Renfe empresa de trens de Madri e eles tiveram a gentileza de pesquisar na internet qual era o metrô mais próximo do meu hotel porque no aeroporto o WiFi é liberado apenas 15 minutos e eu já os tinha utilizado e assim fui comprar o passe turístico que como em várias capitais europeias permite viagens ilimitadas num único dia, comprei o de 2 dias custando 14,20 euros para zonas A, que cobre a maior parte de Madri. Logo de cara percebi que os madrilenhos são bem fechados e não gostam muito de dar informações. Hospedei-me num hotel Ibis que fica em Valentin Beato arredores de Madri e achei digno, hotel relativamente próximo do centro, preço justo, muito próximo do metrô Suanzes, recomendo.

    No primeiro dia começamos caminhando pela Gran Vía, uma das principais ruas de Madri, com muitas lojas e prédios icônicos da cidade como o Edifício Metrópolis. Almoçamos num restaurante de nome Gran Vía Uno com uma atendente pra lá de simpática, e ela nos sugeriu uma bebida típica de Madri: o Tinto Verano uma mistura de vinho e soda limonada, confesso que não me agradou muito, preferi ficar no suco de laranja que diga se de passagem estava ótimo, geralmente na Europa é bem difícil você encontrar um suco de laranja que não seja amargo ou industrializado, recomendo esse local

     

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    Após essa parada para o almoço seguimos em direção ao Palácio Real de Madri, interessante, mas nada de tão grandioso e imponente quanto o Palácio de Versalhes. A entrada era gratuita, apenas nos pediram o passaporte e deram o ingresso, não é permitido fotografar no interior. Umas 3 horas são suficiente pra visitar o palácio e os arredores também que guardam uma bela paisagem para fotos. Logo ao lado se encontra a Catedral de La Almudena, mas não pudemos visitá-la porque nesse dia seria a missa de sétimo dia de falecimento de Adolfo Suarez, um político muito importante e reconhecido da Espanha, um dos primeiros a implantar o regime da democracia no país e em sua homenagem ao aeroporto de Barajas foi acrescentado seu nome. Depois disso seguimos ao Parque do Retiro, lindíssimo para uma sessão de fotos, requer grande disposição porque o parque é gigantesco e recheado de paisagens deslumbrantes. Lá degustamos os famosos churros de Madri num quiosque dentro do parque, mas não era tão bom, achei um pouco salgado e sem recheio como os que são vendidos no Brasil.

     

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    2º Dia

     

    No dia seguinte resolvemos embarcar rumo à cidade de Toledo, próxima a Madri. Pegamos um ônibus na Plaza Elíptica e partimos numa viagem com duração de 1 hora e meia. O ponto de parada de ônibus em Toledo é um pouco distante das atrações, para isso foi necessário tomar um táxi. E um dos pontos altos da cidade é a Catedral. A entrada você pode comprar na lojinha de souvenires que fica logo a frente. A igreja é imensa, com uma decoração fascinante, contendo várias relíquias em ouro, prata e outros metais preciosos. Vale a pena conhecer. Mas não é só pela Catedral que você deve visitar a cidade, a beleza encantadora vai muito além disso. Toledo com suas ruazinhas estreitas no seu estilo italiano possui uma paisagem convidativa para uma boa sessão de fotos em diferentes pontos da cidade. É de uma riqueza cultural e histórica que só observando de perto pra poder constatar essa maravilha de cidade. Por meio as construções passa o Rio Tejo, construções essa que são inúmeras como castelo, aquedutos e até o Alcázar. Foi palco para a convivência pacífica entre três povos: os mouros (muçulmanos), cristãos e judeus. Da praça principal parte um trenzinho que faz um tour por toda a cidade com áudio em vários idiomas contando toda a história da cidade e um ponto de parada para fotos. Toledo também é conhecida pelos marzipãs, comprei uma caixa e achei que fosse melhor.

     

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    Chegando a Madri à noite fomos jantar no restaurante Ten con Ten que fica na Calle Ayala, 6 criado por um chef brasileiro. Também recomendo, a comida é excelente, mas o atendimento do garçom deixou a desejar, talvez não estivesse num bom dia.

     

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    3º Dia

     

    Dia de embarcar para Dubai, fomos para o aeroporto com 3 horas de antecedência e como esperado o atendimento da Qatar foi excelente, o funcionário do check-in foi super simpático e perguntei a ele se haviam assentos disponíveis na saída de emergência que possui maior espaço. Ele providenciou para mim e meu primo. Perguntou se nós brasileiros precisávamos de visto para entrar em Dubai e pediu que mostrássemos. Passamos pelo controle de passaportes e fomos para sala de embarque. O voo não apresentou atrasos e aeronave que era um Boeing 777 estava impecável, parecia ser nova na frota. Como era de se esperar havia todo aquele entretenimento de bordo como na Iberia. A duração do voo até Doha é de aproximadamente 7 horas. Nesse período serviram almoço e havia duas opções: frango e comida vegetariana. Preferi o frango e não tinha como comer, estava horrível, uma carne escura e diferente, muita pimenta e tempero forte preferi ficar só na torta e suco de maçã, uma das opções de suco que eles serviram durante o voo todo.

     

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    O voo para Dubai foi bastante conturbado no final do trajeto, com mudança de rota e duração de viagem superior ao previsto. Chegamos a Dubai por volta da 1h da manhã. Observando o aeroporto de Dubai pude perceber mesmo pelo desembarque que lá tudo seria coberto de muito ostentação, muitas paineiras e adornos por todos os cantos e até um hotel. Seguimos o caminho até o controle de passaportes, havia uma fila para cidadãos do Golfo Pérsico composto por Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Catar, EAU, Omã e outra para cidadãos de outras nacionalidades. Na chegada do aeroporto antes da imigração também havia um balcão para solicitação de visto, mas apenas para algumas cidadanias a maior parte delas europeia, a americana, a canadense, a australiana entre outras que não incluía o Brasil. Na imigração os oficiais se vestiam com os trajes típicos de um muçulmano, o thoub (espécie de veste branca) e o keffiyeh na cabeça. Algumas pessoas estavam sendo conduzidas àquela salinha reservada que todo aeroporto possui (a temida salinha da imigração), mas não sei o motivo. Chegada a minha vez, dei meu passaporte ao oficial juntamente com o visto impresso e ele me perguntou algo que não entendi, creio que fosse em árabe, e ele repetiu em inglês, e queria saber quantos dias ficaria no país e logo após me mandou olhar para um equipamento que faz a leitura da íris, também conhecido como procedimento de triagem do olho, logo após me entregou o passaporte carimbado. Fomos a restituição de bagagem e tivemos uma surpresa, como aconteceu comigo na Turquia eles estouraram o cadeado, provavelmente isso é procedimento de rotina para busca de drogas, já que nesse país a tolerância para drogas é zero, e se você for pego portando drogas é detido no aeroporto e encaminhado. Mas não foi só isso, a mala do meu primo estava quebrada, era uma de policarbonato. Fomos até o balcão de reclamações antes de deixar a área de desembarque. A atendente perguntou o que havia ocorrido, perguntou o valor da mala, pediu para preenchermos algumas informações, pesou a mala e me deu um comprovante registrando minha reclamação e pediu para que eu ligasse de manhã do meu hotel para a cia. aérea para que ela tomasse os procedimentos adequados nesse caso. Já que aquele atendimento era para todas as cias.

     

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    4º Dia

     

    Tomamos um táxi para chegar até o hotel porque o metrô não opera nesses horários, os taxis de Dubai não são tão caros e a bandeirada é de 3,50 dirhans (1 dirhan = 0,61 reais). Nosso hotel era o Ibis Al Barsha e o taxista se confundiu com outro Ibis também próximo e nos levou para o Ibis Mall of The Emirates, mas eu falei que não era aquele e ele nos levou para o correto, talvez tenha feito isso propositalmente, por isso é sempre bom indicar o endereço, juntamente com o nome do hotel, isso facilita bastante. Nos EAU até o Ibis tem um algo mais, não era o padrão de Ibis que você encontra em outros locais, isso pode ser notado logo pelo hall de entrada, um design totalmente diferente. O quarto também era diferente, todos eles contavam com uma jarra com sistema de aquecimento elétrico de água e sachês de chá. Também haviam transfers gratuitos oferecidos pelo hotel em alguns horários para a praia de Jumeirah Open Beach e para o Outlet de Dubai. Mas não utilizei esses serviços. O hotel contava também com uma casa noturna e lembrando que bebidas alcoólicas nos EAU se restringem a esses locais: hotéis, bares, restaurantes, entre outros. Você não vai encontrar ninguém tomando uma cervejinha pelas ruas de Dubai. E o horário das casas noturnas são das 23h até por volta das 2h. Havia pequenas refeições numa lanchonete e um restaurante dentro do hotel.

     

    Nesse primeiro dia em Dubai quando saí na rua logo percebi que o calor lá era digno de um deserto, muito quente, isso levando em consideração que era começo de primavera, posso imaginar como seria em alto verão. As estações de ônibus são uma espécie de cabine fechada, todas com ar condicionado e a limpeza lá dentro era impecável. Não utilizei os serviços de ônibus, apenas o metrô que era composto por duas linhas: a vermelha que vai de Jebel Ali até Rashidiya e a verde do Creek até Etisalat sendo que as duas se conectam em Burjuman, uma estação bem diferenciada das outras, vale a pena passar por lá. De metrô você pode chegar a algumas atrações, mas não até a praia, Madinat ou outros pontos como a Mesquita de Jumeirah que são bem afastados das estações, e mesmo que você tenha disposição para tal pode ser que não consiga, pois algumas vias não são pavimentadas, sendo assim de difícil acesso para pedestres e vai ser inevitável utilizar um táxi. Mas atrações como o Dubai Mall, Burj Khalifa (fica ao lado do Dubai Mall), Mall of The Emirates, Dubai Museum, é possível chegar por meio do metrô. Uma observação é que apesar de em Dubai eles falarem o inglês, além do árabe, a pronúncia é bem diferenciada com a relação à americana ou britânica que estamos "habituados", algumas palavras também são desconhecidas por lá como é o caso do metrô, tentei perguntar onde ficava a estação de metrô mais próxima utilizando a designação "subway", "underground" e não entenderam, apenas "metro' mesmo. Com relação à tarifa vai variar de onde você está pra onde você quer ir, nas máquinas de dispensadores de bilhetes você pode encontrar pra quantas zonas será necessária será seu bilhete e o valor que irá pagar. Mas para os turistas que pretendam utilizar o metro várias vezes no mesmo dia compensa comprar o bilhete de viagens ilimitadas que custa 14 dirhans. Também há possibilidade de comprar um bilhete na GoldClass, mas não vi diferença alguma na disposição do trem e também para viagens curtas não há necessidade. Uma diferença é na separação dos vagões da frente, dentro de alguns horários entre dias específicos, os vagões frontais são reservados à mulheres e crianças. Outro ponto importante a salientar é que ao final da viagem você deve validar seu bilhete e caso esteja sem ele por motivos de perda ou porque entrou sem pagar tem que pagar uma multa de 200 dirhans.

    Explicitados todos os pontos que se referem ao sistema de transporte de Dubai voltemos ao relato. Como naquele dia estava um sol escaldante e uma névoa típica do clima de Dubai, resolvemos passar um dia no parque aquático Wild Wadi, como disse anteriormente não havia possibilidade de chegar lá de metrô, então pegamos um taxi partindo da estação Mall of The Emirates. O parque fica próximo ao complexo Madinat, mas a frente comentarei sobre ele, ao Burj Al Arab, o hotel símbolo de Dubai, e também a poucos passos da praia. O valor da entrada não era tão barato, assim como tudo em Dubai, portanto reserve uns bons dirhans, dólares ou euros quando for viajar para lá. Com exceção dos taxis, pode se considerar Dubai uma cidade cara, a nossa média (duas pessoas) de gastos foi em torno de 200 euros por dia, contado com passeios, transporte, alimentação e outros pequenos gastos que se tem em uma viagem. Em alguns lugares uma lata de refrigerante pode custar em torno de 15 reais. As entradas do parque, com locker para guarda dos pertences e um vale que dava direito a uma refeição ficou em torno de 500 reais. O parque estava funcionando das 10h as 18h, talvez para hospedes do hotel Jumeirah Beach Hotel esse horário se estendesse um pouco mais.

     

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    Uma das principais atrações, a mais radical e a que tem mais fila é o toboáguas Jumeirah Sceirah. Enquanto você aguarda na fila a uma altura de 32 metros pode observar toda a paisagem ao seu redor: praia, Burj Al Arab e a cidade ao longe. Depois de uns 15 minutos de espera você chega ao topo da atração. Enquanto os outros vão se preparando para descer você pode decidir se vai encarar a aventura ou não, muitos desistiram. Eu fui ! 8) São duas espécies de cápsula lado a lado, fechadas por um vidro, você entra lá e cruza as pernas e os braços, eles te fecham, te deixam cerca de 1 minuto para ter certeza que você realmente vai encarar e a partir disso há uma contagem regressiva em inglês: three, two, one... O chão sai dos seus pés literalmente e você vai a uma velocidade de 80 km/h, só posso dizer que foi horrível, é água por todos os cantos, o tubo é fechado, cheguei lá praticamente afogado ::essa:: . A funcionária veio ver se eu tava bem, me mandou tomar água e ficou tudo bem ::otemo:: . Depois dessa logo de primeira preferi atrações mais lights, mas não se resumindo a ficar na piscina o dia todo. Master Blasters é bem divertido e nem tão radical, em cima da bóia você faz o percurso por praticamente o parque todo em diferentes trajetos, o melhor é a descida no túnel escuro, é impossível saber quando você vai chegar na piscina. Também tem outras opções e piscinas para se refrescar naquele calor desértico, uma boa pedida para o período de verão.

    Saindo do parque fomos a praia que fica logo ao lado e ficamos até o começo da noite lá e depois tomamos um táxi para o hotel.

     

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    5º Dia

     

    Começamos o dia pelo Mall of The Emirates, o shopping é realmente grande, o segundo maior de Dubai. Lá é que fica a pista de patinação de Ski, o Ski Dubai com valores a partir de 150 dirhans a entrada, por pessoa.

     

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    Depois de uma tarde no shopping, algumas compras, presentes e lembranças partimos para o Complexo Madinat. Madinat está um pouco afastado do Mall of Emirates, mas vale muito a pena visitar. Lá você pode encontrar de tudo: hotéis, lojas de decorações, presentes, roupas, restaurantes e até uma loja da Havaianas encontramos. Mas além disso você pode percorrer o complexo em busca de um bom lugar pra tirar uma foto com o Burj Al Arab ao fundo ou até mesmo fazer um percurso pelos barquinhos no estilo veneziano chamados abras. O valor do percurso é 75 dirhans e o passeio é free para hóspedes de um dos hotéis localizados no complexo. É lá também que se encontram os souks, mercado com produtos típicos de Dubai.

     

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    6º Dia

     

    Acordamos bem cedo para fazer uma visita à única mesquita de Dubai aberta a não muçulmanos, a Mesquita de Jumeirah. É um projeto promovido pela Sheikh Mohammed Centre for Cultural Understanding, como uma forma de mostrar um pouco mais sobre a cultura islâmica, seus princípios, desmistificar e acabar com os preconceitos que muitos tem com relação à essa cultura. As visitas podem ser realizadas todos os dias com exceção da sexta feira, às 10 horas, mas é bom chegar com 30 minutos de antecedência. Entrando na área externa da Mesquita você segue até um salão principal para aguardar a guia que conduzirá os visitantes. O valor é 10 dirhans. A visita começa com a purificação, no que eles chamam de "wash". A guia solicitou voluntários homens para poder exemplificar como é feito todo o procedimento.

     

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    Feita a purificação, fomos conduzidos para o interior da mesquita, mas antes como em toda mesquita tivemos que nos paramentar porque estávamos de shorts e também tirar os sapatos.

     

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    A duração da palestra é em torno de 1 hora e meia, mas vale muito a pena. A guia explica sobre tudo que diz respeito ao islamismo como: os cinco pilares do islã, o porquê de algumas mulheres usarem a burca e outras não, a diferença de cores da veste masculina e feminina, sobre o Zakat (dízimo), a Caaba, enfim várias informações que muitas vezes desconhecemos e acaba gerando preconceito e mistificando o islamismo. A senhora que concede a palestra é britânica, portanto dá para entender bem o inglês. Ao final ela abre para uma sessão de perguntas e respostas e também para fotos.

     

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    Saindo de lá, fomos para o Al Safa Park, confesso que não é lá aquelas coisas, mas é bom para descansar um pouco e observar os arranha-céus ao redor e perceber como Dubai faz jus ao título de cidade futurista, obras a todo vapor! No parque também havia uma área reservada para mulheres.

     

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    De lá fomos para o Atlantis The Palm, outro hotel símbolo de Dubai. Fica um pouco mais afastado, localizado na Nova Dubai. Há algumas opções de lojas, restaurantes e passeios como: o mergulho com golfinhos e mais um parque aquático, o Aquaventure.

     

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    Ao final do dia ainda havia fôlego para visitar o gigantesco Dubai Mall que fica ao lado do Burj Khalifa, maior prédio do mundo. O shopping é realmente imenso, com milhares de lojas, hotel, pista de patinação, um aquário marinho e o mais imperdível que é show das fontes dançantes que conta com uma música ao fundo, emocionante. é imperdível.

     

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    Dubain Fountain, um Espetáculo a parte

     

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    7º Dia

     

    Partimos para Abu Dhabi, o emirado que é capital dos EAU. Os ônibus saem do terminal Al Ghubaiba e há um metrô de mesmo nome ao lado. O valor da passagem de ida e volta é de 50 dirhans e a duração da viagem é de uma 1 hora e meia. No ônibus, os assentos da frente também eram reservados às mulheres e crianças. A estrada é tranquila e viajando por ela é que você percebe como a cidade se desenvolveu em meio aquela paisagem desértica. Chegando a Abu Dhabi fomos para mais um shopping Al Wahda Mall que fica em frente à estação, seguindo o mesmo padrão de Dubai, gigantes. Almoçamos num restaurante de comida italiana, massas e tomamos um táxi em direção à grande Mesquita Sheikh Zayed. Logo na entrada você percebe a suntuosidade daquela mesquita, com exterior todo em mármore e estilo rebuscado. Mas antes de entrar tivemos que colocar a roupa apropriada novamente, que era emprestada no subsolo e para isso eles precisavam do passaporte ou chave do hotel em que se estava hospedado. Haviam guardas para assegurar que os turistas não ultrapassassem a área que era reservada aos "prayers" (muçulmanos). O interior também era deslumbrante, uma porta automática se abre e te mostra que toda aquela beleza vista por fora se conserva no seu interior: lustres, tapetes, pinturas e texturas que deixam qualquer um deslumbrado.

     

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    8º Dia

     

    Nosso último dia em Dubai. Resolvi me libertar da câmera no ombro e passar um dia relax, tirando só algumas fotos de celular. Era um belo dia sol pra ficar na praia e tomar um banho de mar. Pegamos um táxi e fomos para a praia que ficava bem próxima ao The Walk, shopping a céu aberto de Dubai. Havia uma faixa de areia que era exclusiva para hóspedes do Hilton e a outra era liberada ao público. A água era cristalina e ao se distanciar da área se tornava azul, belíssima. Dava até pra ver águas vivas ::ahhhh:: . Também muitas conchinhas estavam na areia que era branquíssima.

     

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    Demos uma volta pelo The Walk, compramos lembrancinhas e alguns presentes e almoçamos num restaurante IHop, cardápio bem variado e o atendimento também foi satisfatório. Sem contar que só pela vista já está valendo. Depois experimentei mais uma das delícias do Cinabbon, dessa vez o clássico Cinnabon Roll.

     

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    Depois de todas as degustações e descanso na praia tínhamos que voltar para o hotel e um dilema nos aguardava, a mala que havia sido danificada na chegada do aeroporto. Nos primeiros dias em que chegamos em Dubai não consegui contato com a Qatar, talvez por conta do final de semana lá que não é o sábado e domingo e sim na sexta e sábado. Enfim nesse último dia consegui contato com a Qatar e o atendente me disse que viriam buscar a mala, no hotel onde eu estava hospedado e ela seria substituída até a noite porque meu voo seria na manhã seguinte. Tínhamos deixado a mala danificada junto com uma cópia do passaporte na recepção do hotel. Esperávamos que quando chegássemos ao hotel a mala já estaria lá, mas não foi o que ocorreu. Perguntei ao atendente na recepção e ele me disse que tinham vindo buscar a mala por volta das 14h e não trouxeram outra. Momento de pânico, pois já havia passado das 21h. Tentei ligar na Qatar, mas sem sucesso. Desci na recepção pra ver se eles podiam me ajudar, tentar ligar no aeroporto, enfim uma luz. Passaram alguns minutos e eis que chegam com uma mala no plástico, aquele alívio ! O problema estava resolvido.

     

    9º Dia

     

    Hora de arrumar as malas e ir embora, mas com aquela sensação de quero mais. Esses dias que passei em Dubai foram fascinantes, mas tínhamos que partir para Madri. Saímos por volta das 2h da manhã e fomos para o aeroporto. O voo era 6h e o check-in já estava aberto. Conseguimos assento na saída de emergência e o funcionário também foi muito gentil, até fez uma piadinha. Dentro da área de check-in é permitida apenas a presença de passageiros. Seguimos nosso voo em direção a Doha, com uma curtíssima conexão. O voo chegou em Doha com 40 minutos da saída do outro para Madri, ou seja, chegamos e os passageiros já estavam embarcando. A comida em nenhum desses voos foi boa, mas eu já estava tão cansado que nem me lembro o que era, apenas que serviram um bolo de chocolate e cenoura. Havia me esquecido de dizer que no mapa de voo, conforme sobrevoávamos algumas regiões, eram mostradas as atrações contendo a descrição e imagem, como na cidade de Alexandria quando sobrevoávamos o Egito ou Roma (Fontana Di Trevi) quando estávamos sob a Itália. E também conseguimos ver um pouco da ilha artificial de Dubai (The Palm) quando estávamos decolando em Dubai, mas a neblina não ajudou muito.

     

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    Tirando o fato que alguém acendeu um cigarro no banheiro, o que fez com que o alarme fosse acionado e isso acabou atrasando o voo devido aos procedimentos de segurança que tiveram que ser realizados tudo correu bem e depois de 7 horas de voo chegamos à Madri novamente e mais um carimbo no passaporte. Eu ainda tinha disposição pra dar uma volta pela cidade. Nesse dia fui conhecer o Museu do Prado, a Igreja dos Jerônimos e também o Museu de Arqueologia de Madri.

     

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    10º Dia

     

    Último dia da viagem e tiramos o dia pra fazer umas compras em Madri, fomos à Zara e à uma outra loja com excelentes preços, a Bershka. Ambas ficam próximas à Gran Vía.

     

    E por aqui se encerra o meu relato, espero que seja útil e até a próxima ! ::otemo::

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  8. Depois de uma semana em que cheguei de minha aventura na Europa pela segunda vez, resolvi postar o relato dessa viagem com intuito de informar ou até mesmo de tirar dúvidas, ou melhor, as neuras dos mochileiros de primeira viagem. A princípio resolvi planejar essa viagem de última hora já que quando emiti as passagens faltava apenas 1 mês e alguns dias da data marcada para o embarque. O trecho São Paulo/Barcelona/São Paulo consegui emitir com pontos do meu programa de fidelização, portanto paguei somente as taxas aeroportuárias. Já os trechos internos Barcelona/Istambul/Londres foi pago a parte, mas mesmo assim o valor não foi tão caro, algo em torno de 600 reais, isto considerando que não voei em uma cia. Low Cost e também o pouco tempo que faltava.

     

    1° Dia Barcelona

    No primeiro dia, me apresentei no aeroporto, tudo tranquilo, apesar de o atendimento dessa cia. aérea não ser o dos melhores, a começar pelos atendentes no balcão de check in. Durante o voo tudo correu bem, o serviço de bordo da cia. era razoável, o voo estava vazio e, portanto era possível escolher o melhor assento o que diga se de passagem tornou a viagem um pouco mais agradável, considerando que a aeronave também não era das melhores. Cheguei a Madri, já que meu voo fazia escala na capital espanhola, antes de prosseguir viagem para Barcelona, tudo dentro do horário previsto, tive de passar pela mais temível imigração ao que muitos dizem ser, que no meu caso foi muito tranquila ao contrário do que havia sido em 2010 quando cheguei em Milão. Haviam policiais logo na saída da aeronave pedindo pra que todos ficassem com os passaportes abertos e alguns eles paravam e outros passavam direto, caminhei um pouco até chegar ao balcão de informações da cia. aérea pra me informar qual seria o portão de embarque do meu voo pra Barcelona, a atendente me informou e eu segui as instruções, só que antes de ir até o portão tive que passar pela imigração propriamente dita, mas sem problemas, não havia fila alguma e eu cheguei e fui direto ao guichê, o oficial me perguntou pra onde ia e quantos dias e carimbou meu passaporte. Passado isso segui até o shuttle que levava até o outro portão de embarque para o voo de Barcelona, o aeroporto de Madri é realmente grande, portanto pra quem vai em conexão por conta própria recomendo reservar algumas horas pra fazer todos os procedimentos com tranquilidade, isso vale pra maioria dos aeroportos europeus. Segui no meu voo até Barcelona, cheguei por volta das 14h, fui pedir informação sobre o transporte e também um mapa das principais atrações turísticas já que teria aquele resto do dia pra ficar na cidade, comprei um passe que permite fazer viagens ilimitadas durante 2 dias consecutivos no valor de 13 euros, e como eu estava com malas resolvi deixar no guarda volumes (Consigna) que fica no piso térreo do aeroporto, o serviço custa 6 euros para um período de 24 h para uma mala grande, para cada tamanho é um valor. De lá peguei um ônibus que me levou até a Praça Catalunya, na região central de Barcelona, de onde se pode pegar o metrô pra qualquer parte da cidade, e resolvi fazer um passeio pelo Parc Güell, fica um pouco afastado do centro, mas é bem interessante, é possível ter uma bela vista da cidade como um todo, e tem que ter bastante disposição pra percorrer o parque todo porque ele é imenso, saí de lá por volta das 18h e fui dar uma volta pela região central, mas como é outono escurece cedo demais e já não dava pra ver tanta coisa, peguei o ônibus para o aeroporto de lá peguei as minhas malas e fui para o hotel que ficava bem próximo dali, para chegar até lá, como ficava fora da zona coberta pelo meu passe eu tive que pagar a tarifa a parte, por isso bom atentar a esse detalhe na hora da escolha do hotel caso queira ou precise ir e voltar ao mesmo várias vezes ao dia. Cheguei lá e fiquei por pouco tempo, porque às 4h tinha que voltar ao aeroporto pra fazer o check in no voo para Istambul,

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    2° e 3º Dia Istambul

    Tomei o ônibus noturno e fui até o aeroporto, porém o ônibus me deixou em outro terminal que não era o mesmo em que meu voo iria sair, portanto tive que pegar outro ônibus do próprio aeroporto para ir até o terminal de partida. Chegando lá me dirigi até o balcão da cia. aérea, eu não sei se a atendente da cia. aérea não foi com a minha cara ou o que houve, mas ela me fez algumas perguntas que eu achei até que nem iria conseguir embarcar, me pediu pra ver reservas do hotel, qual era minha idade, qual seria o destino final da minha viagem depois de Istambul, e ela me parece que não sabia que brasileiro não precisa de visto para permanência de até 3 meses na Turquia, mas como estava tudo certo não tinha como ela negar meu embarque, novamente me dirigi à sala de embarque e toda vez no raio-X era uma chatice tinha que tirar tudo como o computador, casaco, celular, etc. e sempre é bom ressaltar que líquido só é permitido em embalagem de até 100 mL e dentro de um saco plástico fechado, e mesmo que você tenha um perfume contendo apenas 50 mL num frasco de 150 mL, eles descartam, pelo menos foi o que fizeram comigo, porque eles contam a capacidade do frasco e não o que está contido dentro dele, independente se o voo é pra Europa, América ou de Barcelona pra Madri, a regra é a mesma, o que também vale para pasta, gel, etc.. Pois bem segui no voo com uma conexão rápida em Roma, como para ir de Barcelona pra Istambul, você sai da Zona Schengen há um controle de imigração novamente, sempre há placas coloridas com indicação do portão de embarque para os passageiros em conexão e necessariamente para ter acesso a eles você passa pela cabine do controle de passaporte. Mais algumas horas no voo pra Istambul, fui até a restituição de bagagens, antes disso mais uma passagem pela imigração que é bem tranquila em Istambul, apenas carimbo no passaporte, e na restituição da bagagem tive uma pequena surpresa quando olhei pra minha mala e ela estava sem o cadeado que eu tinha colocado, eu abri a mala e ele estava dentro todo torto, havia sido arrombada, talvez a atendente do check in em toda sua desconfiança pediu para que isso fosse feito, ou foi a alfândega do próprio aeroporto que o fez, considerando que a segurança no aeroporto de Istambul é bastante reforçada, para entrar no aeroporto independente se você vai ou não para sala de embarque você obrigatoriamente passa pelo raio X, ou seja, se for comprar sua passagem na loja da cia. aérea que fica no saguão aeroporto tem que passar pelo controle de segurança. Para ir até o meu hotel tomei um metrô e tive que fazer um transbordo numa outra estação, ao contrário de muitos lugares para essa troca de linha você deve pagar uma nova tarifa já que segui em outro tipo de meio de transporte que é uma espécie de bonde, para utilizar o transporte você compra o jeton, você insere suas moedas ou notas no JetonMatik e ele te dá o jeton que custa 2 liras turcas, também tem o Istambulkart, mas eu não entendi muito bem o funcionamento desse passe que permite fazer transbordos por valores mais baixos, apesar de que eu não recomendo porque os principais pontos turísticos: o Palácio Topkapi, a Mesquita Azul, e Ayasofya ficam muito próximos um do outro e é possível chegar até eles caminhando, isso levando em conta que o hotel fique próximo a eles que era o meu caso, no bairro Sultanahmet. Mas dá pra fazer esses pontos turísticos tranquilamente em 1 dia, o palácio Topkapi a visita é mais extensa, tem mais coisa pra ver incluindo o museu arqueológico, mas as outras duas que são as mesquitas é uma visita mais rápida, isso lembrando que elas fecham por volta das 16:30, e na Mesquita Azul não é permitido visita em horários de preces, portanto é bom se informar antes. A Mesquita Azul não é cobrada a entrada, já a Ayasofya e Topkapi são cobrados e caso queira há ainda o acesso a Cisterna da Basílica e ao Harém no palácio que são pagos a parte, nesse caso quando há interesse em visitar tudo isso eu recomendo o Museum Pass no valor de 72 liras turcas que abrange além desses, alguns outros museus, o passe tem validade de 72 horas. Em Istambul eu fiquei basicamente 2 dias, achei que foi suficiente, a maioria dos turcos sabe se comunicar bem em inglês.

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    4° Dia Capadócia

    No terceiro dia eu já estava com as passagens compradas pra Nevsehir região da Capadócia, apesar de que dizem que a melhor forma de chegar até lá é pelo aeroporto de Kayseri, essa região é onde ficam aquelas cidades subterrâneas, e lindas paisagens, e onde se pode fazer o incrível passeio de balão que não é tão barato e avistar toda a cidade. Peguei o voo pela manhã e fui até lá, o aeroporto era minúsculo creio que sejam 4 voos ou menos por dia, confesso que fiquei bem perdido quando cheguei, porque havia só o balcão de informações, mas nenhum atendente. Então pedi ajuda a uma policial responsável pelo controle de segurança de raio-X de qual seria a forma para chegar ao centro da cidade e de lá chegar as atrações de outras cidades da região da Capadócia, mostrei meu guia a ela, ela me informou que estava prestes a sair um transfer da própria cia. aérea que por sinal é muito boa incluindo o serviço de bordo, apesar de ser um voo de curta duração, eu segui em direção ao ônibus e o transfer era gratuito. O aeroporto não ficava nem um pouco próximo da cidade, levou algum tempo até chegar lá. E por se tratar de uma região turística achei que não seria tão difícil de me localizar e utilizar os principais serviços dos quais precisaria pra me locomover pelas cidades, o que foi um engano. Eles só falavam em turco, não havia nada em inglês, portanto pra quem quer visitar essa região a melhor escolha é optar por pacotes de agência com tudo incluso já saindo de Istambul com guia, porque é bastante complicado se encontrar lá. Como eu tinha levado euro e tinha pouco dinheiro em lira turca e o mesmo não era suficiente para cobrir tudo que eu precisaria até o final do dia eu tinha de fazer o câmbio que foi mais uma "novela" até eu conseguir fazer isso, fui até uma papelaria onde também não falavam inglês e mostrei pra mulher uma nota de euro e outra de lira e apontei e ela entendeu o que eu precisava, ela foi comigo até rua apontou a direção e escreveu em um papel o nome do lugar onde eu poderia fazer o câmbio, um detalhe é que o povo turco é muito solícito e atencioso, em momento algum me negaram informação, isso me ajudou bastante. O lugar que ela tinha me indicado era uma joalheria que trocava o dinheiro não havia casa de câmbio naquele lugar, e até que não era tão pequena a cidade, bom agora havia mais um desafio que era encontrar o local onde eu poderia pegar o ônibus pra ir as principais cidades da Capadócia que eram Urgup e Goreme, existem outras, mas as que mais me interessavam eram essas, cheguei até o ponto e me informei com um estudante e ele por sorte falava inglês e disse que era ali mesmo que eu poderia pegar o ônibus, dali fui até o Urgup fiquei pouco tempo lá, e de lá segui até Goreme, o motorista me deixou em frente ao Museu de Céu Aberto e próximo dali também era o local onde saiam os balões. A entrada do museu é paga no valor de 15 liras, creio que o passe ao qual me referi anteriormente não cubra a entrada. E dentro do museu também tem uma igreja com entrada a parte. A Capadócia é uma região bem fria, isso no outono, e garoava bastante, mas a paisagem é inexplicável, lugar muito lindo. De lá eu fui caminhando até o centro da cidade, e me parece que essa cidade que no caso era menor que Nevsehir era digamos "mais turística", já que até o câmbio era feito com mais facilidade, e também lá havia a disposição quadriciclos para alugar para que se possa conhecer melhor a região levando em conta que de outra forma que não usando um carro, ou moto, se torna bem inacessível, devido à distância entre as atrações. Pela tarde voltei ao ponto de partida Nevsehir, a procura do transfer para o aeroporto, fui até um hotel, lugar em que eles falavam em inglês, mesmo sem estar hospedado o atendente me ajudou inclusive até ligou para o aeroporto pra se informar a respeito do ônibus, mas o mesmo estava fechado naquele horário. Falou-me que havia um serviço de transfer pago que saia as 18h em frente a um banco, mas eu perguntei pra várias pessoas e ninguém sabia me informar corretamente sobre esse serviço e onde eu deveria esperar, resumo da história eu tive que pegar um táxi, segundo o taxista se ele ligasse o taxímetro iria custar em torno de 90 liras considerando que o aeroporto ficava cerca de 30 km dali, realmente era bem distante, mas ele ia cobrar um valor 50 liras pelo serviço, não tive outra opção, cheguei ao aeroporto a temperatura estava por volta dos 3°C e ventava bastante, o aeroporto estava deserto, só tinha eu e uns dois funcionários, tive que aguardar cerca de duas horas pra poder acessar a sala de embarque e a segurança é o mesmo esquema de Istambul, pra acessar qualquer área do aeroporto tem que passar pelo raio X.

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    5° e 6º Dia Londres

    Cheguei a Istambul por volta da meia noite e como meu voo pra Londres saia as 6h da manhã resolvi esperar no aeroporto mesmo, havia deixado minha mala no guarda volumes 24 h o valor cobrado foi de 18 liras turcas, as 4h fiz o check in e fui para o embarque mais uma vez com conexão em Roma, dessa vez não foi necessária imigração já que o voo é de um país não Schengen para não Schengen Istambul/Londres, o voo atrasou cerca de 3 horas, mas isso contando com o tempo que ele ficou no ar dando voltas e voltas até aguardar autorização para pouso no aeroporto de Heathrow, chegamos as 15h estava previsto 11:30h, desembarcando cheguei até a imigração, não havia sido fornecido o landing card, formulário que tem de ser preenchido antes de se dirigir a fila da imigração, mas havia um balcão onde podia ser retirado esse cartão, a fila para cidadãos não europeus era grande apesar de o voo estar vindo de Roma, bom chegou a minha vez, a atendente me cumprimentou pegou meu formulário, e começou o interrogatório a que é submetido 99,9% dos turistas brasileiros, uns de maneira mais suave e outros mais amargo, ela perguntou de tudo e uma pergunta em cima da outra e pedindo os comprovantes, antes mesmo que eu terminasse de pegar o comprovante ela já vinha com outra pergunta, ela começou da seguinte maneira: O senhor está sozinho? O que está fazendo aqui? Quantos dias? O que veio fazer aqui (novamente)? Vai visitar algum outro país depois daqui? Posso ver a passagem? Antes mesmo que eu pegasse a passagem ela viu que eu era estudante e me perguntou: Onde você estuda? Posso ver um documento de matrícula? Posso ver outro documento que mostre quando começa o seu próximo semestre? Nessa hora eu fiquei preocupado porque eu não tinha nada de oficial provando quando minhas aulas retornariam já que eu estava com 2 semanas de férias apenas, aí eu disse que não tinha e ela perguntou quando começariam minhas aulas. Depois ela me disse: Aqui o senhor diz que vai ficar em um hotel, detalhe que eu não escrevi o nome do hotel, apenas o endereço, ou seja eles consultam tudo muito rapidamente baseado no que você preencheu no seu landing card, se porventura preencheu endereço errado e por um azar cai num endereço residencial provavelmente você vai ser submetido a um interrogatório muito mais minucioso e a situação tende a ficar um pouco mais embaraçosa. Feito isso ela me pediu a reserva do hotel que já estava confirmada e paga, perguntou o que eu estudava, quem estava pagando aquela viagem, o que meus pais faziam no Brasil, e eu mostrei a passagem de volta aí ela me disse "Ok sir, don't you worry" e me deu o carimbo de seis meses. No aeroporto mesmo, comprei o OysterCard, cartão recarregável em que é descontado um máximo pra que você possa utilizar os meios de transporte de forma ilimitada durante o dia, paguei 18 libras, fui para o hotel que também ficava bem próximo do aeroporto e da estação de metrô, já estava na metade do dia, lá por volta das cinco da tarde resolvi ir pra região central de Londres, que ficava um pouco afastada do meu hotel, tive que trocar de linha algumas vezes,e a chuva acabou atrapalhando um pouco o passeio, e as 16h já estava tudo escuro, mas mesmo assim deu pra conhecer um pouco da cidade naquele dia, mesmo que à noite. No outro dia sai cedo fui visitar os principais pontos turísticos: Parlamento, St Paul, Tower of London, etc. Fiquei praticamente o dia todo andando, só voltei mais a noite para o hotel, já que outro dia iria pegar o trem para Paris, e tinha que acordar cedo.

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    7º Dia Paris

    Foi bastante complicado chegar até a estação St. Pancras, tive que pegar 2 ônibus pra chegar até lá, e acabei errando o ônibus noturno tive que descer e acabei perdendo o ônibus correto, cheguei com atraso no Hyde Park onde deveria pegar mais um ônibus pra estação, tive que tomar um táxi até lá, senão perderia o trem. Para embarcar, apenas passei pela imigração da França, já que pelo que observei não há controle de saída no Reino Unido, a viagem dura cerca de 2 horas e meia e dentro do trem eles vendem algumas coisinhas pra comer, aceitam tanto euros quanto libras.

    Chegando em Paris, comprei o bilhete de transporte T-Mobilis que seria mais vantajoso em relação ao Paris Visite de 1 dia, levando o consideração o preço, já que o T-Mobilis custou algo em torno de 6 euros pra circular quantas vezes fossem necessárias entre as zonas 1 e 2, que engloba as principais atrações turísticas de Paris. Dessa vez fiz um passeio mais fora do lugar comum de forma que havia estado lá em 2010, então fui mais para ver aquilo que não havia sido possível na outra viagem, o dia foi bastante produtivo, peguei o trem das 20h para Londres, na estação Gare Du Nord. Novamente se passa primeiro pela imigração de saída de Paris, e depois com o landing card preenchido me dirigi a imigração do Reino Unido, dessa vez foram uma ou duas perguntas e mais relacionadas com a hospedagem, bem mais tranquilo. Cheguei em Londres as 21h, a diferença de fuso horário é de 1h com relação a Paris, como estava muito cansado, não queria saber de outra coisa além da cama do hotel.

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    8º Dia Roma

    No outro dia embarquei pra Barcelona de manhã. A segurança no embarque de Londres é muito rigorosa, por isso é sempre bom chegar com bastante antecedência. Minha mala foi selecionada para uma revista mais minuciosa de uns 20 minutos, o moço que fica no raio X tirou tudo de dentro da mala e passava uma espécie de um aparelho em cada item, inclusive ele tirou até a bateria da câmera pra verificar, trata-se de um procedimento padrão pelo que pude observar, feito isso segui para o embarque e dessa vez mais uma conexão prolongado em Roma, no entanto agora foi possível visitar a cidade, o que muitos disseram não ser possível já que na conexão você não pode sair da área de trânsito internacional e que se eu pudesse teria que pagar uma taxa pra embarcar novamente que não foi o que aconteceu, porém antes de sair pra fora do aeroporto certifique de que tem tempo hábil para passar por todas as formalidades e considerar o tempo de deslocamento até o centro já que corre sério risco de perder a continuação do voo, mas uma vez tive de passar pela imigração pra poder ir para o centro, do aeroporto fui de ônibus, que custa 5 euros até o centro, a viagem leva em torno de 50 minutos, isso quando não há trânsito, lá também eu comprei um passe pra viagens ilimitadas e o mapa da cidade eles não fornecem tem que comprar, o metrô possui apenas duas linhas e é bem fácil de se localizar, visitei as principais atrações turísticas, lógico não foi uma visita aprofundada a ponto de visitar os museus do Vaticano porque isso levaria algum tempo e eu não tinha tanto tempo assim

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    9º Dia Lisboa e Fátima

     

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    Voltei ao aeroporto, a passagem pelo raio X tava bem demorada e até eu chegar ao portão de embarque demorou um pouco, e eu quase perdi o voo, quando cheguei lá todos já tinham embarcado e até aguardar o ônibus pra levar até a aeronave foi um pouco custoso, visto que o embarque era remoto, cheguei em Barcelona às 18h, deixei novamente minhas malas no aeroporto e segui para Lisboa, passei uma noite em Lisboa, e de manhã fui para Fátima, visitei a cidade e a igreja, comprei algumas coisinhas e voltei para Lisboa, ainda havia tempo para fazer uma visita em alguns pontos turísticos em Lisboa, mas eu estava muito cansado. Segui para o aeroporto rumo a Barcelona e de lá um voo para Madri e daí para São Paulo. E aqui se encerra meu relato, espero que essas informações sejam úteis para muitos que assim como eu pretendem num futuro próximo se aventurar pela Europa. Boa Viagem !

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