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Robson de Campos

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Sobre Robson de Campos

  • Data de Nascimento 19-04-1992

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    Virada Cultural - SP
  1. Muito obrigado Paty. Conheço algumas mulheres que viajam desta forma. Procure um pouco mais sobre está forma de viajar, quem sabe não lhe de coragem, lendo relatos de outras mulheres? A faca rs..nunca vou me esquecer desse acontecimento!
  2. Olá pessoal! Venho por este texto descrever minha primeira experiência como guest (hóspede pelo couchsurfing) e hitchhicker (caroneiro a dedão), além de falar sobre minha primeira vez na virada cultural. Simplesmente me senti como o garoto do filme My Side of the Moutain (Minha montanha encantada), depois dessa grande aventura inesquecível, que após, ele saber que sua família havia cancelado as férias de verão, ele foi sozinho para as montanhas canadenses, onde aprendeu o valor da natureza e de sua independência. Referente aos meus gastos, acabei esbanjando um pouco. Fui para uma balada e comi num shopping. Devido a isso gastei em torno de 130 dilmas. Se não tivesse ido à balada e ficasse só no miojo, tinha gastado no máximo 50 dilmas. Minha Primeira Experiência como Hitichhicker (caroneiro) Em poucas palavras, posso defini-la como incrível, devido ao acaso (já que não acredito na sorte), por ter sido melhor do que o imaginado. Dia 16 de maio, chego da universidade em minha casa e vou arrumar minhas coisas, fazer a plaquinha – havia escrito: São Paulo – SP) - para acordar no outro dia às 5h30 e partir para a estrada. Por pouco, quase não durmo, por conta da ansiedade. Dia 17 de maio. Chega o grande dia, aquele frio na barriga, o medo de não conseguir uma carona. Por alguns instantes pensei em desistir, mas meu anseio por ir à Virada Cultural era tanta, que peguei minha plaquinha e minha mochila e parti para o pedágio. Cheguei às 6h30 lá, ainda era escuro, tive que esperar amanhecer para levantar a plaquinha. O grande momento chegou, foi incrível levantar a plaquinha, havia pensado que a timidez iria me atingir naquele momento, mas muito pelo contrário, a aventura me fez sorrir, e mostrar a simpatia de minha pessoa para quem passava na rodovia naquele momento. Nos primeiros 10 minutos parou um senhor, que estava de carro, pergunto-lhe para onde estava indo, e ele me respondeu que era para a divisa entre o Paraná e São Paulo. Quase entrei no carro, mas como queria uma carona que fosse um pouco mais longe, acabei não indo. Em torno de meia hora depois, para outro carro, outro senhor, este estava indo para uma cidade relativamente perto, para Londrina, acabei não aceitando novamente. Enquanto estava ali passaram diversos caminhoneiros, acenando que estava indo para outro destino, foi em torno de uns 15, deveriam estar indo para o porto de Paranaguá, no litoral paranaense. Perdi uma carona, por não ter visto o carro parado. Depois de 1h30 no pedágio, o medo não me assombrava mais. De repente para um carro à uns 100m. Sai correndo em direção ao carro, para não perder mais uma carona. Olhei a placa e vi que era do interior de São Paulo, já fico tristonho. Um casal desce do carro, já não havia muito espaço para mim, mas a bondade dessas pessoas deram um jeitinho para me dar uma carona. Uma surpresa estava para ocorrer e a felicidade para retomar. Pergunto para o casal para onde estavam indo, e a mulher me responde, “estamos indo para São Paulo – SP” fiquei entusiasmado naquele momento, e falei “nossa, não acredito, consegui uma carona direta para São Paulo”. Estava muito feliz após ter conseguido uma carona direta para Sampa e saber que iria para a Virada Cultural. Sobre o casal que me deram a carona, foram muito legais, adorei conhecê-los. Parecia que éramos amigos, da forma que conversávamos. Pagaram almoço para mim. No fim me levaram para o ponto de metrô e me convidaram para ficar na casa deles no Rio de Janeiro, quando eu precisar. À volta. Acordei às 5h30, do dia 20 de maio. Estava muito cansado devido à virada cultural. Havia planejado, antes de ir para Sampa, o local onde iria pedir carona. Parti para o metrô, chego ao Butantã, e pego uma circular para Barueri, em destino a faculdade Alfacastelo, que fica perto da rodovia castelo branco, onde pretendia pegar a carona. Ao pedir para o cobrador sobre o meu destino se estava certo, ele me disse que a faculdade ficava longe do ponto em que eu iria parar, logo pensei “o Google Maps me ferrou”. O cobrador me falou qual circular eu deveria pegar para chegar a essa faculdade. Do ponto em que eu parei até a faculdade dava uns 2 km (havia olhado no GPS do celular), era o que o Google havia me informado, não tinha entendido o porquê de o cobrador me indicar outra circular para parar em frente à faculdade. Desci no ponto e tentei ir a pé, vi que era perigoso o local, por não ter muitas pessoas transitando, no fim acabei voltando ao ponto e peguei a circular que o cobrador havia me falado. Cheguei ao trecho da rodovia que ficava perto da faculdade, me ferrei novamente, pois os automóveis passavam em alta velocidade naquele lugar, era quase impossível alguém parar para mim. Ainda bem que eu tinha um “segundo plano”, ao determinar este ponto no meu planejamento, eu havia percorrido a rodovia pelo Google Street, e visto um posto de combustível há uns 5 km à frente de onde eu estava. Havia um ponto de circular por perto, e duas pessoas. Acabei perguntando a uma senhora sobre alguma circular que passasse em frente ao posto, e ela me disse que a dela passava, esperamos uns 10m, e eu embarquei com sua companhia em direção ao local. Cheguei ao posto, depois de 4h andando por São Paulo. Andei pelo estacionamento - que maravilha - encontrei dois carros de Maringá (cidade próxima de Marialva, onde moro), estava apertado para ir ao banheiro. Acabei indo. No momento em que estava voltando, havia um carro saindo, aprecei meus passos. Deu tempo de alcançar o carro. Havia duas senhoras, pedi com um gesto para abaixarem os vidros, e com receio elas abriam a janela. Perguntei para onde estavam indo. Tive como resposta o meu destino, pedi se poderiam me conceder uma carona. Mostrei meu registro acadêmico e minha carteira de motorista, falei que sou estudante da UEM(Universidade Estadual de Maringá). Devido a estes atributos, além da simpatia, acabei conquistando um pouco da confiança dessas mulheres e mais uma carona. Foi muito tranquila à volta, conversamos durante a viagem toda. A motorista veio me contando toda a história de sua vida. Tinha uma poodle muito fofa, eu brinquei com ela durante vários momentos da viagem. Ela me deixou no centro da minha cidade, fiquei muito agradecido, por tal ato. Ambas as pessoas que me deram carona foram muito acolhedoras, até parecia que eu fazia parte de suas famílias. Se soubesse que era tão legal pegar carona, já havia iniciado essa prática há muito tempo atrás. Recomendo a todos que pegue carona pelo menos uma vez na vida!É uma experiência incomparável, que nenhum outro tipo de viagem pode lhe dar! Minha primeira experiência como Guest (hospede) no Couchsurfing Há uns três meses fui atrás de um host (hospedeiro), para me hospedar durante a Virada Cultural. Pedi um sofá para diversas pessoas, mas como não tinha nenhuma referência, acredito que a maioria delas ficaram receosas em me conceder um lugarzinho em sua casa. Persistente em encontrar um lugar para ficar, não desisti. Acabei conseguindo dois hosts. Mas só mantive contato com um deles. O host ficou preocupado comigo por ir de carona, fui mantendo-o informado, de que tudo ia ocorrendo bem. Encontrei-me no metrô com ele, após chegar a São Paulo, e havíamos ido para seu apartamento. No dia em que cheguei, ele me convidou para ir a diversos lugares, mesmo cansado, acabei aceitando. Fomos a um bar, que não me lembro do nome, e na The Week. Adorei sair naquele dia, mesmo tendo que me recuperar da viagem e da balada, para no outro dia enfrentar às 24h da Virada Cultural. O host foi uma pessoa muito receptiva e simpática. Adorei conhecê-lo e ficar hospedado em seu apartamento durante a virada. Após essa minha primeira experiência, já estou planejando usar novamente está ótima ferramenta que é o couchsurfing. Ferramenta que permite que pessoas de diferentes lugares do mundo se conheçam intensamente. Minha primeira Virada Cultural O que posso dizer sobre a virada. Foi simplesmente alucinante. Todo mundo deve ir a este esplêndido espetáculo, nem que seja somente uma vez. Planejei-me em ir apenas aos shows, fiz um roteiro, que acabei seguindo quase por completo. Me encontrei com dois amigos de Votorantin. Divertimos muito nas 24h em que ficamos juntos. As 19h iniciou o show do Thiago Pethit, no palco Cabaret. Foi maravilhosa sua apresentação. Suas músicas me encantam. Além de ele cantar em português, canta em inglês e francês. Que maravilha. Após o show do Thiago Pethit, uma Drag Queen que comandava o palco, chamou três pessoas para dançar no palco. Quem dança-se melhor ganhava um prêmio, eu entusiasmado - já havia tomado um pouco de vodka - acabei subindo no palco e ganhando o grande prêmio que era um copo de água descartável. Que ódio, quis matar aquela trava..rsrs..mas foi legal a experiência. As 21h, o show mais esperado da noite. A apresentação de Gal Costa, a rainha do MPB. Foi perfeito o show, ela cantou a maioria das músicas do CD Recanto. Eu e meus amigos estávamos dançando todas as musicas (estávamos um pouco adulterados, devido à vodka), acabamos contagiando as pessoas ao nosso redor, e interagindo com elas. Ficamos gritando a todo o momento, pedindo a música “Meu Nome é Gal”, mas por conta da multidão, ela não ouviu o nosso pedido ou nos ignorou, seguindo seu repertório. Após o show da Gal Costa fomos comer e tentar recuperar a energia gasta. Iríamos ao show do Marcos Valle, mas devido ao atraso, saímos do local e ficamos andando por diversos palcos na virada. As 5h iríamos ao show do Zeca Baleiro, mas por conta de ser um pouco longe de onde estávamos, acabamos indo para o show da Banda Uó. Como eu já tinha ido ao show deles, não fazia muita questão, mas acabei curtindo mesmo assim. As 6h fomos ao show da Gaby Amarantos com participação da Elza Soare. A Elza Soares tem uma voz sensacional, muito perfeita, pena que ela estava debilitada, com problema na coluna e teve que fazer uma apresentação rápida e sentada numa cadeira, mesmo assim valeu a pena, ela fez uma crítica boa sobre o Infeliciano. As 9h voltamos ao palco do Cabaret para a apresentação da banda Mustache e os Apaches. Como descrever essa banda, não há palavras, é muito boa. Lembra-me The Beatles, mas com um estilo peculiar. Todos se vestem de vestes circenses, ou retro. Os instrumentos musicais eram bem diferentes, do que pelo menos eu estou acostumado a ver. Enfim, quem gosta de uma boa música, recomendo que procurem escutar seu trabalho. As 12h, já estávamos o pó. Foi o show do Criolo, uns dos shows que eu mais esperava, da virada cultural. Chegamos bem antes do show se iniciar, e conseguimos um lugar ótimo, praticamente na grade. Não havia mais energia, mas ao iniciar o show, ela surgiu de alguma forma, que parecia estar a 100%. Fiquei frenético, dancei, pulei, durante todo o show e a emoção. Durante o show o Criolo fez ótimas críticas sociais, que fazia toda a multidão pensar sobre a sociedade em que vivemos e a pobreza que muitas pessoas sofrem. As 14h40, o show da linda, da magnífica, da delicada, da culta, enfim, da Bárbara Eugenia. Muito bom o show dessa grande cantora, que é pouco conhecida, mas que sabe fazer música boa como poucos dessa geração. As 16h00, o show da Céu e do Otto, um amigo meu já havia ido embora, e apenas um ficou comigo. Estávamos muito cansados, chegamos ao show da Céu, já tinha se iniciado, havia uma multidão, e acabamos por não vê-la de perto. O show do Otto atrasou quase por 1h, ficamos esperando até iniciar, ficamos até ele tocar em torno de umas cinco músicas e fomos embora. Foi demais a virada cultural. De graça fui ao shows de diversos músicos que aprecio, se fosse ir a cada show iria gastar horrores. Sem contar o contato com as pessoas que a virada cultural nos permite, conheci diversas pessoas. Teve uma menina que até me convidou para ficar na casa dela quando tiver em Sampa. Quem quiser acompanha minhas aventuras, fica a disposição o meu blog: Relatos de Um Mochileiro.
  3. Extremamente difícil relatar está viagem. Pensei “por onde começar?”. Cheguei numa conclusão, contar tudo de uma forma cronológica. Pronto, já tenho uma estrutura a seguir. Quanta coisa para contar! Essa experiência foi totalmente diferente da minha primeira vez. Caronei em torno de 7.116 km, nem comparação com os 1.240 km que fiz para São Paulo em Maio. Sem contar que nessa viagem fui com uma mochila cargueira. Levei algumas coisas desnecessárias, por precaução. Livros não lidos. Barraca não usada. Se não tivesse levado esses apetrechos seriam em torno de uns 5 kg a menos. Li apenas alguns capítulos dum livro sobre cinema. Levei a barraca para dormir nos postos - ocorreram algumas situações que dariam para ter lhe usado - mas não quis dormir enquanto estava na estrada, tentava caronar durante o dia e a noite. Dia 26, de junho. Era uma semana chuvosa, quase desisti de iniciar minha jornada neste dia. Mas acabei caindo na estrada, mesmo correndo o risco de pegar chuva no caminho. Acordei em torno das 5h45, o céu estava um pouco nublado, não pensei duas vezes, peguei minhas coisas e parti para o ponto de ônibus, que me levou ao pedágio. Ao chegar no ponto encontrei um senhor, que havia encontrado numa outra viagem, quando estava indo para São Paulo. Falei para ele que estava indo para o nordeste de carona, pela sua reação, acho que ele pensou que eu estava jogando conversa fora. Peguei a circular, cheguei ao pedágio, logo consegui uma carona com uma mulher. Ela me deixou num posto em Londrina, nesse posto demorei em torno de 1h30 para conseguir outra carona. Era um lugar péssimo para pegar carona, pois as pessoas não usam aquela rodovia para ir à São Paulo. Logo pensei “pronto me ferrei, vou ter que voltar para casa”, mas não desisti, parei de abordar as pessoas no posto e fui para beira da pista com uma plaquinha. Fiquei algum tempo, até parar um senhor (detalhe que ele é da minha cidade) que acabou me dando carona até Marília. Ele me deixou num posto policial, logo um caminhão para e me oferece carona até uns 120 km antes de Ribeirão Preto. Minha meta no dia era chegar até Arcos, mas já estava achando que não chegaria nem em Ribeirão Preto. O caminhoneiro me deixou num posto policial, há 120 km de Ribeirão Preto, já eram umas 17h00. Vou à recepção do posto policial. Aviso ao policial que irei pedir carona, ele me convida para entrar, eu acabo aceitando. Fiquei um pouco receoso quando o policial me pediu para sentar no sofá. Ele começou a me perguntar para onde estava indo - acabei contando - e começou a me dar sermões, dizendo que é perigoso e blah blah blah... Eu fui concordando com ele para não gerar dicussão, e claro, não iria parar minha viagem por ali, só por causa que um policial começou a me contar sobre os perigos da vida e fazer relação com a estrada. Podemos sofrer qualquer violência, em qualquer lugar, em qualquer momento, riscos eu correria, como em qualquer outro lugar. Tirando o seu sermã ele foi até legal, me deu café e umas fatias de queijo. Em frente ao posto policial aguardei por uns 40 minutos, até que um cara acabou me dando uma carona para Ribeirão Preto de carro, já era em torno das 17h45. Iria ficar em Ribeirão Preto, na casa de uma integrante do Couchsurfing, mas como eu havia avisado em cima da hora e ela tinha que ficar de plantão no hospital, acabei ficando sem lugar para ficar. No meu primeiro dia de viagem estrearia minha primeira noite num posto, mas ao saber da minha situação, o cara que me deu carona acabou me convidando para ficar em sua casa. No fim acabei aceitando. Belo Horizonte, Minas Gerais Sai bem cedo de Ribeirão Preto – a carona que me hospedou me levou ao posto que eu iria dormir, caso ele não tivesse não tivesse me hospedado, para pegar uma carona – com uma cegonha (caminhão que carrega carros) rumo à Belo Horizonte. Ganhei do caminhoneiro um mapa-guia completíssimo do Brasil, que infelizmente acabei perdendo numa nas próximas caronas que havia pegado naquele dia. Depois de quatro caronas – de professor de filosofia à evangelizador espírita – cheguei em Belo Horizonte. Já havia escurecido, quando havia chegado a BH. Minha última carona - o evangelizador espírita, detalhe, que ele tentou me converter - me deixou no metrô. Do metrô fui para o centro da cidade ao encontro do Leo Carona. Finalmente conheci uma das pessoas que me inspiraram a se aventurar na estrada. Combinei de me encontrar com ele na esquina de uma padaria. Depois de termos nos conhecido, fomos para um meeting (encontro realizado entre os integrantes do Couchsurfing) – infelizmente não estava no momento em que o pessoal tirou uma foto – onde conheci diversas pessoas maneiras. Havia planejado ficar em torno de três dias em BH. Acabei ficando uma semana, tanto por conta de que naquele momento estava tendo greve dos caminhoneiros, quanto por ter amado BH. Meu roteiro neste momento já havia ido para o espaço sideral. Dei-me conta de que era hora de partir, de cair na estrada novamente, rumo ao Nordeste. Aracaju, Sergipe Finalmente estava rumo ao maravilhoso nordeste brasileiro. No caminho entre BH à Governado Valadares - ainda em Minas Gerais – peguei uma carona com um caminhoneiro, que não sabia dirigir muito bem. Já em Governador Valadares, fiquei num posto, na onde outro caminhoneiro veio conversar comigo. Ele havia me perguntado para onde estava indo, por coincidência era o mesmo lugar. Ele acabou me oferecendo uma carona, detalhe que eu nem havia pedido, acho que foi por conta de eu estar trajado como um autêntico mochileiro. Já na divisa de Minas Gerais com a Bahia o caminhoneiro recebeu uma notícia, pelo rádio, que estava tendo greve na maioria das rodovias da Bahia. Acabamos ficando um dia inteiro numa fila enorme, sem fim, de caminhões. Tivemos que ir por uma rodovia alternativa, para não enfrentarmos congestionamento. Por conta dessa greve acabei ficando três dias na estrada. Este caminhoneiro foi muito legal comigo, acabei ficando dois dias com ele. Ele fez janta e almoço para mim, além de ter me deixado dormir dentro da cabine do caminhão, numa rede prendida entre as portas. O caminhoneiro generoso me deixou em Itabuna, Bahia. Já havia anoitecido. No posto consegui uma carona até Feira de Santana. Dessa vez foi um advogado que me deu carona. Chegando perto de Feira de Santa – eu confiando no advogado que iria me deixar num posto 24h, na rodovia principal que vai para Aracaju, Sergipe – o advogado me deixa num posto fechado, que fica na via de entrada para Salvador. Minha primeira experiência tendo que dormir no canto dum posto. Mesmo tendo barraca, achei mais seguro não monta-la. Pensei que não havia ninguém no posto, até perceber que tinha um segurança. Acabei não avisando que estava ali. Acabo caindo no sono. Do nada acordo com uma lanterna na minha face e um homem com uma arma - era o segurança! Ele acaba me pedindo para sair do posto, mas eu acabo implorando para ele me deixar ficar ali, já que não tinha nenhum lugar para ir, sem contar que estava chovendo naquele momento. O segurança acabou cedendo meu pedido. Depois da cena do segurança, não consegui mais dormir. Passaram-se algumas horas, até que de repente aparece um cara sem camiseta vindo do breu em minha direção, aparentemente da minha idade, sentou ao meu lado. Ao conversar com ele, parecia que estava sobre efeitos de alucinógenos. Por receio de ele me fazer algo, acabei saindo de perto. O segurança percebeu que este indivíduo estava na área do posto - pela minha "sorte" - acabou expulsando-o. Enfim, depois das aventuras pela estrada, cheguei ao meu destino: em Aracaju. Pena que fiquei apenas um dia por lá. Uma cidade interessantíssima, que recomento a todos conhecê-la. Fiquei na casa de uma senhora hilária, pelo Couchsurfing, que conversa com você como se fosse sua amiga há séculos. Fui ao museu de Aracaju, além da praia. Queria ter ficado por mais tempo, mas tinha que seguir minha viagem, já que tinha que chegar a João Pessoa, aonde iria para um encontro de economia. Maceió, Alagoas Na saída de Aracaju peguei uma carona com um baiano, que só falava das diversas mulheres que ele pegava em Salvador, além de só ouvir “É o Tchan” - foi hilário. Ele me deixou numa entrada de Maceió. Fiquei esperando por uma carona em torno de 20 minutos, até que uma van de lotação parou. Achei que teria que pagar, como os outros passageiros, mas felizmente o motorista não cobrou nada de mim. Fui ao encontro do cara que me hospedou em Aracaju – ele havia vindo para Maceió com sua namorada, antes de eu chegar a Aracaju, mas mesmo assim eu fiquei na casa que ele mora com sua sogra (a senhora hilária) – na rodoviária de Maceió. Acabei ficando no mesmo lugar que ele estava hospedado. À tarde fomos para praia, juntamente com a moça que estava nos hospedando. Conversamos muito sobre viagens. A noite fomos num meeting na casa de uma família. Tivemos aula de salsa com um argentino e dançamos num jogo do Wii. Acabamos num bar muito bom, que só tocava MPB, enquanto nós caiamos nas gargalhadas. João Pessoa, Paraíba Rumo a João Pessoa, passei pela rodovia na cidade de Maragogi. Destino este, que tive que cortar do meu roteiro, por ter ficado mais tempo em Belo Horizonte. Que lugar lindo, parece o “caribe” brasileiro, tive vontade de descer do carro, que estava de carona, mas tinha que seguir minha viagem até Recife, e depois para João Pessoa. Fui ao aeroporto de Recife. No aeroporto, fui me inscrever no serviço de correio aéreo nacional (CAN). Serviço este, que todo o cidadão brasileiro tem o direito de pegar voos nacionais gratuitos, que são oferecidos pela força aérea brasileira. O único problema deste serviço que temos que esperar sair um voo. http://4.bp.blogspot.com/-1_Px13W4qGM/Um6DCYmBzNI/AAAAAAAAB4g/heLMKzGe41Q/s320/IMG_4968.JPG Finalmente cheguei a João Pessoa, no mesmo dia em que sai de Maceió. Fiquei por cinco dias na cidade, na casa de um membro do Couchsurfing. Infelizmente não deu para conhecer alguns pontos turístico-históricos da cidade por conta do encontro de economia, além de eu estar num bairro um pouco distante desses locais. Porém, mesmo assim, aproveitei a praia – até andei de bicicleta pela orla, uma experiência maravilhosa, ainda mais para uma pessoa do interior do Paraná, como eu – no primeiro e no último dia em que fiquei em Jampa. Fui também num café-balada GLS por duas vezes. Recife, Pernambuco Era domingo de manhã. Hora de me despedir de Jampa. Fui para a saída da cidade, rumo a Recife. Estava prestes a chover. Logo de cara, quando chego à saída, consigo uma carona com um policial, que me passou seu contato para caso acontecesse algo comigo na viagem – ele me disse se caso acontece-se alguma coisa, era para eu entrar em contato, que ele grampeava meu celular e me localizaria haha – era para eu ligar. O policial acabou me deixando numas barracas na beira da estrada, onde se vendiam de frutas a artesanatos, já que iria para uma cidade antes do meu destino. Neste local havia um caminhoneiro parado, fui perguntar se ele passaria por Recife e supimpa, consegui uma carona. Ele havia acabado de comprar uma graviola, numa das barracas. Ao continuar a viagem, começamos a conversar e ele começa a cortar a graviola com uma faca - enorme, se não me engano aquelas utilizadas por açougueiros – me trazendo um pouco de receio. Apresentamo-nos, falamos de onde somos e ele começa a falar de sua vida. De repente ele começa a falar que era militar do exercito, daí eu pergunto o motivo dele ter saído. Ele começa a contar que foi expulso por conta de ter traficado armas para o morro no Rio de Janeiro – detalhe que ainda ele estava cortando a graviola com a bendita faca de açougueiro – e que já tinha até ido para a Bolívia buscar drogas. Sem contar, que ele me disse que uma vez deu uma carona para uma mulher e atrás dessa mulher havia uma moita, onde havia dois caras armados. Quando ele percebeu que era cilada, a mulher estava entrando no caminhão, deu tempo dele pegar uma faca - talvez fosse a faca que eu não tirava os olhos - e impedir a entrada dela, cotando-lhe seus dedos e fugindo a tempo – nesse momento ele já tinha acabado de comer a graviola e guardado a faca, mas mesmo assim eu estava aflito, toda essa situação me fez concluir que foi a pior carona até o presente momento, que havia pegado em minha vida. O caminhoneiro deixou-me em frente a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). Da universidade peguei um ônibus para o bairro onde iria ficar. Finalmente havia chegado a Recife, depois do sufoco que passei na ultima carona. Fiquei por quatro dias em Recife esperando sair um voo da FAB para São Paulo. Conhecei o marco zero em Recife – onde a cidade se iniciou – e outros lugares maravilhosos dessa cidade. Sem contar que fui para Olinda, outro lugar sensacional. Recife e Olinda são duas cidades que eu moraria algum dia da minha vida, são simplesmente perfeitas. Depois dos quatro dias – eu ligando todo santo-dia para a FAB – não apareceu nenhum voo para São Paulo. Adivinhem?! Acabei caindo na estrada. Raul Soares, Minas Gerais Eu pretendia voltar para o sul do Brasil de avião com a FAB até São Paulo e de lá ir para Raul Soares, na despedida do Leo Carona. Era seus últimos dias no Brasil após partir para a Dinamarca. O meu host (hospedeiro), em Recife, me levou próximo da rodovia, onde eu iria para um posto tentar pegar carona. Mas, de repente, no momento em que estava andando na beira da rodovia, ouço uma buzina, olho para trás - adivinhe quem era?! - e - acredite se quiser - me deparo com o caminhoneiro que era militar do exército, parado, me esperando para subir no caminhão. Dessa vez foi totalmente tranquila sua companhia, já não me assustava mais com o seu modo de ser. Ele iria carregar o caminhão e desceria direto para o Rio de Janeiro, me deixando próximo a Raul Soares. Porém, infelizmente, ele acabou perdendo a carga que iria carregar e eu tive que prosseguir minha viagem. Fiquei o dia todo com ele esperando carregar, era umas 16h30 quando ele me deixou num posto, na saída de Recife. Acabei percorrendo poucos quilômetros neste dia, por conta do ocorrido. Acabei chegando a uma cidade próxima à Maceió, no dia em que sai de Recife, com um caminhoneiro do Rio Grande do Sul. Fomos até um posto, onde ele e sua mulher iriam passar a noite, para dormirem. Aproveitei para tomar um banho, já que iria ser difícil eu conseguir uma carona naquele horário. Quando cheguei ao banheiro, não tive coragem de tomar banho, a situação era muito precária, um lugar imundo. Fiquei numa mesa perto da lanchonete - primeira vez que peguei um livro para ler, na viagem - abordando os motoristas que chegassem, pedindo uma carona. Já era em torno das 2h, quando converso com um caminhoneiro, falando que estou ali tentando pegar uma carona para o sul do Brasil, mas acabei nem pedindo para ele, pois já havia desistido naquele momento. Quando ele está voltando para o seu caminhão, acaba me chamando para ir sua companhia, falando que iria percorrer a estrada durante a noite. Fomos até a divisa de Alagoas com Sergipe. Paramos num posto de gasolina, onde ficamos para dormir um pouco - eu queria continuar meu percurso, mas o posto em que estávamos não havia movimento - até o amanhecer. Quando acordamos estava chovendo. Este caminhoneiro me levou até uma cidade que fica próxima a Feira de Santana. Já estava quase escurecendo. Consegui uma carona que me levou até Feira de Santa, onde acabei conseguindo outra carona até um posto de gasolina. Deste posto, acabei ganhando uma janta e uma carona até outro posto a 40 km à frente, onde o caminhoneiro iria dormir. Neste posto, cheguei em torno de meia-noite, fiquei tentando pegar uma carona durante a noite toda. Acabei conseguindo apenas as 3h30, com uma cegonha. O caminhoneiro não queria me dar carona, mas no fim acabou cedendo. Ele me deixou em torno de 140 km antes da fronteira da Bahia com Minas Gerais. Peguei carona com outro caminhão que me levou para uma cidade em Minas Gerais, próxima da fronteira com a Bahia. Nesta cidade consegui mais uma carona com um caminhoneiro. Após termos percorrido alguns quilômetros paramos num trecho da rodovia, onde estava em obras. Logo à frente ele iria entrar numa cidade, com isso acabei descendo do caminhão e fui pedir carona para os automóveis que estavam parados, enquanto não liberavam a estrada. Acabei conseguindo carona com uma família, num carro superlotado. Infelizmente a família foi até um posto que fica em torno de 20 km de Governado Valadares - faltava 188 km para Raul Soares, já era o 3º dia de estrada, que eu enfrentava. A família estava indo para São Paulo, mas o motorista não podia dirigir a noite, devido não enxergar muito bem - foi muito perceptível, não precisava nem me avisar, para ver a forma que ele dirigia quando começou anoitecer, confesso que senti um pouco de frio na barriga. Era o 3º dia na estrada. Do posto consegui uma carona até outro posto, já em Governador Valadares. Estava escuro neste momento. Pedi carona para algumas pessoas, mas acabei não conseguindo. Fui para a beira da rodovia, onde após 5 minutos consegui uma carona com um caminhoneiro, que estava indo para São Paulo. Estava escrito na plaquinha que eu havia levantado "Caratinga", que é uma cidade por onde há de passar para ir a Raul Soares. Ao perguntar para o caminhoneiro se passaria por lá, ele me respondeu que iria, mas ele estava indo para São Paulo - perrengue à vista - por outro caminho. Acabei tendo que ficar em Ipatinga - eu já estava exausto, muito cansado da viagem, naquele momento. Preferi passar a noite na rodoviária de Ipatinga e ir de ônibus até Caratinga, do que tentar carona naquele horário. Enfim, o ultimo dia na estrada, antes de chegar a Raul Soares. Cheguei a Caratinga em torno das 6h30. Caminhei da rodoviária até a via que vai para Raul Soares. Não passou 10 minutos, até eu conseguir uma carona com um carro. O motorista foi bem divertido, ele vendia roupas para lojas da região. Deixou-me no centro de Raul. Fiquei uns quatro dias em Raul Soares, na casa dos pais do Leo Carona. Foi muito divertido o período em que fiquei por lá. Conheci pessoas maravilhosas. Bebemos horrores. Mas tudo ocorreu nos conformes. Espero algum dia voltar em Raul, um lugar muito peculiar, no interior de Minas Gerais. Votorantim, São Paulo Sai de madrugada de Raul Soares rumo a Votorantim. Consegui carona até São Paulo (Capital) de onde peguei um ônibus - devido ter escurecido e estar chovendo - para Votorantim. Fiquei por dois dias na casa dum amigo, depois tendo finalmente partido para minha casa. Minha última carona foi com um casal de Londrina, Paraná, que estava indo para Umuarama. Deixaram-me na entrada da minha cidade. Finalmente minha viagem estava chegando ao fim. Já havia passado por diversas experiências - inusitadas e marcantes - que nenhuma outra forma de viajar me traria. O conhecimento adquirido na estrada, nas localidades em que passei e das pessoas que conheci pelo Brasil, me fez mudar. Transformar-me numa pessoa mais simples. Busquei encontrar em cada individuo que me ajudou a bondade que há em seu ser. Só o ato de me dar à carona, já demonstrava sua bondade, mesmo que pequena e até imperceptível algumas vezes. Como dizia o Profeta Gentileza: GENTILEZA GERA GENTILEZA! Quem quiser acompanha minhas aventuras, fica a disposição o meu blog: Relatos de Um Mochileiro.
  4. Pessoal preciso de uma mochila custo+beneficio no preço de até R$150,00. Levarei na mochila coisas que de ao todo uns 10 kilos no máximo. Pesquisei no forum e encontrei a marca Clio. Pesquisei por uma mochila dessa marca, e encontrei uma de 55l no mercado livre: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-475368705-mochila-minicamping-55-litros-impermeavel-clio-style-3101-_JM Também pesquisei no mercado chinês e encontrei uma mochila da marca maleroads, porém como não achei nenhum review sobre a mochila no forum, já discartei a possibilidade de adquiri-la: http://www.aliexpress.com/item/Free-shipping-whole-sale-2012-new-Backpack-travel-bag-shool-backpack-travel-bag-mountain-hiking-camping/765453411.html
  5. Olá pessoal! Em janeiro irei fazer meu primeiro mochilão, pegando carona, indo a Curitiba até Florianópolis, e na volta para Maringá passar por Tibagi. Não conheço as especificações técnicas sobre uma barraca, e venho pedir para que me indiquem uma barraca para 2 pessoas, adequada a estas cidades no valor máximo de 150 reais. No final do ano que vem pretendo junto com uma amiga fazer um mochilão para Uruguai/Argentina/Chile, e quero usar está mesma barraca que irei comprar nesta viagem ao exterior.
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