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drezz

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Sobre drezz

  • Data de Nascimento 28-04-1994

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    ParatyRJ / Itatiaia- RJ / Rio Branco- AC / São Thomé das Letras - MG / Uberlândia - MG / Chapada dos Veadeiros - GO

    Chile, Argentina, Peru, Colombia, Holanda, Alemanha, Rep Tcheca, Hungria, Croácia, Kosovo, Macedônia, Grécia, Itália e França.
  • Próximo Destino
    mundo
  • Meus Relatos de viagem
    http://www.mochileiros.com/rio-branco-cusco-trilha-inca-18-dias-jan-e-fev-2013-t79151.html

    http://www.mochileiros.com/torres-del-paine-circuito-w-dez-2013-t90460.html

    http://www.mochileiros.com/de-carona-de-sp-para-parque-nacional-do-itatiaia-6-dias-t98756.html
  1. Em relação à preparação de comida, é necessário levar fogareiro e panelas, essas coisinhas, mas nos campings há um espaço coberto para cozinhar e comer... você paga uma vez só, quando entra no parque, e pode ficar quantos dias quiser (pagando apenas os valores dos campings, diariamente). Você consegue chegar nas Torres logo no primeiro dia , tem uma estrada onde passam carros e depois uma trilha até lá. O glaciar fica praticamente do lado oposto do parque, dai você teria que voltar pelo mesmo caminho, pegar um ônibus dentro do parque e depois o catamarã, que deixa num camping mais próximo ao Grey onde, no dia seguinte vc pode seguir para o Glaciar... Acho que daria pra ir e voltar no mesmo dia, por mais cansativo que seja, mas acho que rola sim... Ai vc teria que pegar o catamarã de volta e o bus. Na real acho que seria mais cansativo e gastaria mais nesse esquema, em pelo menos 5dias voce consegue ver o Grey e fazer o circuito O todo, acho que seria uma boa.
  2. Oi Rafael, obrigada! Então, eu não tenho ideia de como chegar em Puerto Natales por Pucon, acredito que somente seja possível de avião, pois não lembro de ter visto onibus com esse destino :\ Eu fui pra Natales a partir de Punta Arenas, então foi bem mais fácil... Eu lembro que no ano passado os campings estavam em média uns 15,00 na conversão dos pesos para real, mas é isso, entre 15 e 20 reais. Pra alimentação, recomendo levar a comida pro trekking pq é bem caro comer por lá, bem caro mesmo... tipo, uns 15 reais um chocolate
  3. Matheus, desculpe responder com atraso, mas já fica pros próximos que vão pra lá... dá pra reservar os refúgios pelo site das próprias empresas, que estão aqui http://www.torresdelpaine.com/secciones/03/a/directorio.asp Em Puerto Natales tem muitas lojas de equipamentos sim, fique tranquilo... Mas se tu der uma passada por Punta Arenas vale até mais a pena devido à Zona Franca de lá... Boa viagem, abraços
  4. hahahahaha que bom que eu não fui a única com essa sensação, rs Angela, quanto a começar pelas torres, até que isso é bem real, eu acabei dando um azar porque nos últimos dois dias no parque o tempo estava super fechado e eu não consegui ver muito bem as torres. Então se o tempo estiver bom quando você chegar no parque, aproveite e vá pra lá e depois volte qualquer coisa.
  5. Obrigada Angela Há alguns refúgios que alugam muitas coisas, não lembro se é o caso do fogareiro... mas na real existem uns super leves, eu comprei um fogareiro e uns 4 cartuchos de gás em Punta Arenas e só usei um dos cartuchos (em 8 dias). Acredito que o fogareiro e o cartucho devem pesar uns 500 gramas. Eu recomendo começar pelo glaciar porque parece haver mais descidas nesse sentido, a caminhada parece ser mais tranquila por isso... além do mais, deixar as torres pro final é ótimo pq fecha o trekking com chave de ouro.
  6. Oi! Saí de Punta Arenas e gastei 4.500 CL, mais ou menos uns 25 reais (http://www.bussur.com/opensite/). Aliás, vi o site e agora está 5.000 CL.
  7. Ah, obrigada! Eu levei todo o equipamento daqui mesmo, só comprei o fogareiro, os cartuchos de gás e um casaco bem quente por lá... Eu tive apenas uma experiência anterior, que foi o Camino Inca, no Peru... mas dá pra fazer tudo isso sem experiência! Só recomendo treinar a montagem da barraca antes de ir pra lá, além do treinamento físico (um mês antes da viagem, eu fiz caminhadas de 8 km por dia carregando uns 15 kg). Recomendo muito Torres del Paine, lá é realmente incrível e faz bem!!!
  8. aliás, dá pra fazer essa viagem gastando muito pouco... eu gastei R$ 130 para 6 dias, rs
  9. Na real esse é um relato pessoal e subjetivo que provavelmente não ajudará ninguém, só vou contar minha experiência pra não esquecer, rs. Decidi essa viagem de última hora pois percebi que algumas folgas no trabalho, feriado prolongado e final de semana davam uma boa combinação para uma viagem curta. Após pesquisar os lugares próximos de SP capital, encontrei o Parque Nacional do Itatiaia- RJ na divisa com o estado de São Paulo. Decidi ficar apenas na parte baixa do parque, devido à minha dificuldade de mobilidade (sem carro), além de que as cachoeiras estão localizadas ali. Saí de casa umas 4h30 do dia 18 de junho para pegar um ônibus no terminal Tietê às 6h. Esse ônibus me levaria até Arujá, uma cidade próxima e ao lado da Rodovia Dutra. O motorista me deixou num posto de gasolina, aproximadamente 7h30 da manhã, e então começou a aventura... Eu já havia feito uma plaquinha com o escrito “RJ” no dia anterior, falei com alguns caminhoneiros no posto de gasolina porém nenhum iria para o Rio de Janeiro, por conseguinte, decidi ficar na beira da estrada com a bendita plaquinha. Andei um pouco e acredito que tenha se passado uns 15 minutos até eu alcançar uma Kombi que estava parada no acostamento, com o pisca ligado. Perguntei pra onde estavam indo, e o motorista disse que iria para Taubaté realizar alguns serviços de montagens. Pedi carona e consegui, ufa... XX, super gente boa, gritava pra caramba (rs), contou da filha e da sua aventura de ter saído do nordeste pra vir pra SP sem conhecer ninguém, sem lenço e sem documento. Devo ter chegado em Taubaté umas 9h30, e fiquei num ponto bem x da estrada, meio afastado da cidade. Empunhei a plaquinha e me preparei pra esperar a carona. Passado uns 2 minutos, um caminhão parou mais a frente, no acostamento. Fui correndo para que ele não desistisse da carona e subi de uma forma bem desajeitada! O nome desse carona é Adriano, faz esse trajeto todos os dias e vive no Rio (quando possível). Conversamos bastante no caminho, até paramos pra tomar um café e o Adriano pagou um pão-de-queijo pra mim. Ele me deixou em Itatiaia, em frente a uma passarela, umas 11h30. Agradeci e passei meu número, caso rolasse mais alguma carona (ele disse que me levaria pra Brasília pro Encontro de culturas da Chapada). Cruzei a passarela e andei umas 5 quadras rumo ao parque, até que eu consegui mais uma carona, na rua principal mesmo... O senhor que me deu carona trabalhava num hotel do parque e, após eu pagar a taxa de ingresso do parque, ele me deixou na entrada do camping. No momento em que eu estava descendo do carro dele e pondo minha mochila nas costas, um outro carro parou ao meu lado e uma senhora se ofereceu pra me levar até o camping Aldeia dos Pássaros, lá embaixo. Nossa, que descida do caramba! Aliás, um detalhe: aquele parque e só subida (e descida)! Que exercício para as pernas! Enfim, conversei com essa senhora, Eliana, no pequeno trajeto e ela me disse que tem uma propriedade lá, ao lado do camping, e me convidou para tomar um chá e conhecer o filho dela, já que ele conhecia as trilhas por ali e poderia ir comigo. Fui para o camping Aldeia dos Pássaros, montei minha barraca e fiquei um pouco no riacho atrás do local, li um pouco do meu livro e entrei na água. Aproximadamente umas 13h eu decidi tentar conhecer alguma cachoeira e aproveitar que o dia estava lindo. Subi, subi, subi e subi mais um pouco (devo ter andando uns 5 km) até conseguir uma carona com um casal até o museu. Lá era bem próximo do lago Azul e eu passei um tempinho por ali... Eu soube que um ônibus desceria pelo parque às 17h, porém decidi voltar mais cedo porque o tempo ficou meio fechado. Eu levei uns 40 minutos descendo do museu até o camping, tranquilo. Tomei banho, tive problemas com lagartixas, cozinhei algo pra comer e começou a chover, umas 18h. Depois disso, fui dormir... No dia seguinte, acordei bem cedo e fui para as cachoeiras mais distantes (Maromba, véu da Noiva e Itaporani). Consegui duas caronas pra subir e, chegando lá fiz amizade com um guardaparques chamado Alex, que tirou várias fotos minhas nas cachus. A água estava geladíssima, mas eu entrei no Véu da Noiva e na Itaporani. Itaporani véu da noiva Na volta, consegui uma carona com um pessoal que estava no camping tb, então foi bem fácil. No momento em que eu saí desse carro, um rapaz veio falar comigo: era o filho da Eliana, a senhora que me deu carona no acampamento, que disse que iriam me ajudar e me convidou pra fazer uma trilha ali perto. Neste dia mesmo, passamos um tempo conversando nas pedras do riacho, eu , ele (Giovanni) e uma amiga dele, Marcela. Depois, nada mais aconteceu, fui dormir bem cedo. Terceiro dia, 20 de junho, acordei cedo, fui para as pedras e encontrei o Giovanni por ali logo cedo, que me convidou para tomar um chá na casa dele. Colhemos as ervas para o chá e entramos para conversar com a mãe dele. Eliana foi uma grande dançarina e conhece quase o mundo todo, até conversamos um pouco em francês. Foi incrível! O dia estava bem feio e chuvoso, então Eliana me convidou para conhecer Penedo, a cidade mais próxima dali. Passamos um dia bem agradável, almoçamos num restaurante barato por ali, comprei um licor de pimenta (delícia!) e voltamos para o parque ao anoitecer... No dia 21, eu fui acordada pelo Giovanni, que bateu na minha barraca me convidando para tomar café na casa dele. Fui, logo em seguida nos preparamos pra fazer uma trilha secreta beirando o riacho. Acho que andamos por aproximadamente 40 minutos, até que decidimos parar numa pedra pra comer umas frutas. Ficamos lá por uns 15 minutos, até que surgiu uma galeeera! Levei um susto no primeiro momento, mas depois descobri que eram estudantes de engenharia florestal e estavam fazendo umas coletas na região para uns projetos no parque. Eles sentaram com a gente e comeram algumas coisas antes de cruzarem o rio. Eles realmente eram muito legais e combinamos de nos encontrar à noite para beber o meu licor de pimenta. À noite, Giovanni e eu fomos ao alojamento desse pessoal e passamos um tempo bem agradável por ali. Eles me convidaram para participar da coleta do dia seguinte e eu decidi adiar a minha partida por mais um dia, para poder participar dessa expedição. No dia seguinte, foram me buscar na entrada do camping 7h30, fomos ao alojamento e terminamos de organizar tudo para a trilha. Esse foi um dia muito interessante pois eu aprendi muita coisa sobre as plantas e as técnicas usadas na floresta. A galera subia em árvores de 20 metros, usávamos perneiras, cruzamos o rio várias vezes, etc. Foi realmente incrível! Nos despedimos à noite, quando o motorista da UFRRJ foi busca-los no alojamento e eu fui para o camping. Nessa noite eu tive medo à noite, pois eu era a única pessoa no camping e consegui queimar uma lâmpada que apagou todas as outras. Ou seja: sozinha, no escuro, na floresta, com barulhos estranhos. No dia seguinte eu fui embora, peguei o ônibus das 7h45, que me deixou na mesma passarela pela qual eu cheguei. Atravessei a passarela e fui a um posto de gasolina do lado do pedágio. Um caminhão parou, perguntei para onde o motorista ia... Ele respondeu que estava indo para o Paraná e passaria por São Paulo. Pedi uma carona, consegui! Seu nome era Donizete, muito firmeza também, me deixou na marginal Tietê e até saiu da rota por um momento para me deixar em segurança na calçada. Enfim, como eu escrevi antes, esse foi mais um relato pessoal e subjetivo que provavelmente não ajudará ninguém. Talvez o único proveito que se tira disso é o de que é possível viajar de carona, e que provavelmente assim se conhecerá pessoas incríveis. Muito eu ouvi para não fazer essa viagem, por ser mulher e sozinha nas estradas e na floresta, por isso espero que esse relato incentive as mulheres a viajarem sim, a se libertarem. Quando você abre sua janela para o mundo, ele mostra quão lindo é e quanta coisa boa há. Gratidão!
  10. chorei rindo desse teu relato!! Como foi com as passagens? conseguiu encaixar o horário com os dos ônibus? tem algum site ou guia que tu usou pra consultar sobre o transporte local? Cozinhou ou comeu nos abrigos?? Parabéns novamente Poxa, muito obrigada! Na verdade antes e depois de Puerto Natales eu estive em Punta Arenas, então organizei tudo pra que tivesse tempo de sobra em caso de imprevistos... Há passagens de bus de Punta Arenas/Puerto Natales e Puerto Natales/Torres del Paine todos os dias e em vários horários, então fique tranquilo quanto a isso! Eu organizei toda a viagem pelas dicas que encontrei aqui no mochileiros.com mesmo. Aqui tem alguns sites que eu usei pra organizar as viagens entre cidades: http://www.busespacheco.com/ e http://www.bussur.com/opensite/ Eu cozinhei todos os dias... comer lá era muito caro, um chocolate snickers, por exemplo, custa 3.000 (mais ou menos 15 reais)
  11. Circuito - O(ps!) - W mesmo Fazer trekking em Torres do Paine foi uma experiência muito maluca e renovadora pra mim. Tentarei ser o mais objetiva possível pra ajudar todo mundo que queira fazer o circuito W também... Em Puerto Natales... Cheguei na cidade dia 5 de dezembro e fiquei no hostel El Patagônico, na calle O'higgins por duas noites. É possível comprar a comida pra trilha no mercado local (Unimarc), lá tem tudo. Eu acabei comprando tudo em Punta Arenas porque tinha medo de faltar algo. Quem quiser ir sem equipamentos de camping e trekking também pode ficar tranquilo pois existem muitas lojas que alugam os equipamentos. Torres del Paine dia 1 – Laguna Amarga para campamento Las Torres Na verdade meu objetivo era fazer o circuito completo e reservei 12 dias para ficar no parque pois queria fazer tudo com calma. Não tenho ideia de quanto minha mochila pesava, mas estava beeem pesada! Fui com ônibus da empresa Gomes, que - como todos os outros - sai todos os dias às 7h30 e cheguei no parque aproximadamente 10h20. Ao chegar na portaria Laguna Amarga todos descemos do ônibus e pagamos a entrada (18.000, mais ou menos 90 reais) e recebemos as instruções de segurança dos guarda-parques. Ali dividiam-se os grupos que seguiriam andando para começar o W pelo sentido horário ou para fazer o circuito O e os que continuariam no ônibus para pegar o catamarã. Eu segui andando pela estrada e havia um casal de espanhóis na minha frente no início, porém logo os perdi de vista. Depois da ponte eu entrei numa espécie de mini trilha e achei que estaria começando a trilha para o campamento Serón, só que não... Depois dessa mini trilha de 5 minutos eu voltei pra estrada, e já comecei a pensar “O que eu to fazendo aqui? Porque eu me meti nisso?”. Mesmo na estrada minhas costas já estavam doendo e eu já pensava em desistir, vi que estava ferrada! Perguntei pra alguns carros que passavam se aquele era mesmo o caminho para o campamento Serón e todos diziam que sim e indicavam que eu devia andar e que em 1h chegaria lá. Cheguei a pensar que estava tranquilo até demais... estrada Quando avistei um acampamento de longe vi que eu havia perdido a entrada pro Serón e que aquele era o acampamento Las Torres. Pronto, fiquei pessimista... “se eu me perco na entrada da trilha, imagina no resto” Comecei a ficar com um pouco de medo de fazer o circuito O sozinha e decidi fazer somente o W. Cheguei no acampamento e fui montar a barraca, porém pela minha mínima experiência com barracas, eu tentei colocar a minha no pior lugar que havia ali – muitas pedras na terra. René, o rapaz que trabalha no acampamento veio me ajudar e mudamos o lugar da minha barraca. Ufa, ficou melhor hahaha. Fiquei conversando com ele e ouvindo blues a tarde toda, até que chegaram mais dois franceses que haviam terminado o W e o conheciam, então fizemos amizade. À noite, nós 4 tomamos vinho, comemos chocolate, ouvimos mais blues e foi muito bom... dormi umas 3h, com uma chuva fraquinha e nada de vento. Camping Las torres: ótimo camping, limpo e duchas quentes. Dia 2 - catamarã para Paine Grande Acordei tarde, fiz meu almoço – macarrão - e fiquei procrastinando o dia todo, esperando o horário de pegar o transfer das 16h para outra entrada e depois o catamarã às 18h. O transfer custou 2.500 e o catamarã 12.000 . O lago que é cruzado pelo catamarã é simplesmente surrealmente azul. É incrível! no catamarã Cheguei no campamento Paine Grande, fui tomar banho mas a água não estava quente, então desisti. Cozinhei arroz (argh, não recomendo levar arroz pra trilha), conversei um pouco com um americano chamado Steve e fui deitar. Lago Pehoé Esse acampamento é bem descampado e o vento é bem forte, por isso eu tive uma noite meio ruim. Eu pensava que a parte de cima da minha barraca fosse voar, então eu coloquei uma cordinha e dormi segurando-a hahah. Dia 3 – Paine Grande para Grey Decidi voltar um pouco no circuito para poder ver o Glaciar Grey, então andei 11km pra isso. Foi meu primeiro dia de trekking de verdade e sofri um pouco com o peso da mochila. Passei por um lago, umas pontes, muitas pedras, umas trilhas beirando o lago e outras no meio da floresta. Parecia que eu nunca ia chegar no acampamento, mas quando eu cheguei - depois de 4,5 horas - foi a maior alegria! Decidi ficar em refúgio nesse dia pois o vento lá estava bem forte e o acampamento era descampado também. O refúgio Grey tem menos gente (só havia uma mulher da Nova Zelandia no meu quarto) e é um pouco mais barato que os outros, foram 35 dólares, com direito banho quentinho e uma cama boa. Eu precisava daquilo! Depois de deixar as coisas no refúgio, caminhei uns 10 minutos para o mirador do Grey! O Glaciar é simplesmente monstruoso,muito graaaande! Tudo lá era muito grande e o vento estava bem forte também. Cozinhei macarrão e fui dormir umas 19h. Dia 4 – Grey para Italiano Acordei umas 7h, arrumei as coisas e saí umas 8h. Nesse dia eu estava um pouco preocupada porque no dia anterior eu desci bastante, o que significava que eu iria subir muito na volta. Fui devagar e minha companheira de quarto – Catharine – me alcançou. Ela disse que minha mochila estava colocada de forma errada e ajustou tudo pra mim. Ficou perfeito, depois daquilo eu nem sentia mais o peso nas costas! Santa Catherine! Quando eu estava perto do acampamento Paine Grande, um vento muito forte começou e em muitos momentos eu me vi obrigada a sentar no chão para não cair. Chegando lá, descansei por mais ou menos uma hora e perguntei ao guardaparque do Paine Grande sobre a velocidade do vento. Ele disse que estava a mais de 100 km/h... Mesmo assim decidi prosseguir até o acampamento Italiano. No começo da trilha o vento me derrubou no chão e havia uma garota francesa atrás de mim que perguntou se eu estava bem. Conversamos um pouco e seguimos juntas por esse trecho. Foi bem tranquilo, quase não há subidas nesse percurso e a vista é linda... Boa parte da trilha é feita ao lado de um lago bem bonito, com flores lilás e passarinhos cantando. Ao todo eu andei 18 km esse dia e, com todas as pausas, levei 7h para chegar de um ponto à outro. Chegando no acampamento Italiano, cruzei uma ponte que balança bastante e fui montar minha barraca. Eu achei o terreno de lá excelente e havia muitas árvores, o que impedia que o vento chegasse na minha barraca – em compensação, o topo das árvores dançavam. Entre os acampamentos do circuito W, eu achei esse o melhor em relação aos espaços pra colocar a barraca. Por ser de graça, não havia chuveiros, o banheiro era meio esquisito e a louça tinha que ser lavada no rio gelado, mas foi bom. Fiz amizade com os guardaparques e até tomei um café na cabana deles, eles foram muito gentis. Depois disso fui dormir aproximadamente 22h. O único problema que eu tive foi o barulho do vento, parecia que a qualquer momento o vento iria destruir as árvores e depois minha barraca hahaha mas no final ela sequer se moveu. Dia 5 – Valle del Frances e campamento Los Cuernos Subida para o Valle del Francês = sofrimento eterno na primeira 1h. Depois do primeiro mirador é super tranquilo, trilha com árvores, passarinhos, fontes de água – lindo! O problema foi que eu quase me perdi 3x nos trechos em que há pedras e a marcação é ruim, e caí 1x na descida das pedras chatas enquanto conversava com um casal de cariocas, de resto foi tranquilo. O mirador britânico é lindo, compensa demais o esforço... a vista é espetacular. Fiz a subida, uma pausa pro lanche e a descida em 5 horas. Voltei ao acampamento Italiano, desarmei a barraca, me despedi dos guardaparques e parti pro campamento Los Cuernos, que fica a 5,5 kms de lá. Caminho tranquilo, com descidas e caminhada na beira do lago. Levei umas 2,5h e no final o vento estava muito forte, com uma chuva bem chata. logo depois de sair do campamento Italiano Ao chegar no acampamento me deparo com um dos piores terrenos pra colocar barraca. Até havia umas bases de madeira, porém minha barraca precisaria estar fixada na terra, senão não ficaria em pé. O solo de lá era cheio de pedras, tentei armar a barraca por uns 30 minutos até que desisti e fiquei no refúgio. 46 dólares pagos com muito pesar! Argh... dia 6 – Campamento Los Cuernos para Campamento Chileno Acordei meio gripada e com dor de garganta devido à água gelada que eu tomei do rio perto do Italianos, então esse trajeto foi o mais sofrido pra mim. Saí 9h do campamento e sabia que o dia seria bem difícil... Começa com uma subida e nos primeiros 20 minutos eu já havia sentado pra descansar e estava realmente bem pessimista. Então a natureza resolve me animar e manda logo um arco-íris lindo no Lago Nordernskjöld. Até melhorei um pouquinho e me animei pra dura caminhada, rs. Só sei que eu andei MUITO nesse dia. O lago não acabava mais... era subidinha, descida, reta, etc. Simplesmente não acabava! Peguei o atalho para o Chileno e descobri que ainda andaria por aproximadamente 2 horas até o acampamento. Depois de uma hora de trilha tranquila no atalho, começa uma subida bem cansativa, depois passa-se por um trecho no Valle Ascencio (onde é a quebrada dos ventos), que eu achei bem perigoso por ser pertinho de um precipício e ter ventos fortíssimos. Ao todo eu fiz esse trajeto em 6 horas, em meio a milhares de paradas pra descanso. Cheguei destruída no acampamento Chileno às 15h. Descobri que o solo de lá era tão péssimo como o campamento los Cuernos e pra piorar eu estava bem resfriada e o rapaz que trabalhava no refúgio disse que não havia mais camas livres. Dei uma segunda volta pelo campamento e fiquei sem saber o que fazer. Voltei no refúgio e praticamente implorei por um lugar pra dormir, até que o rapaz (Estefano) me colocou no “quarto de emergência”, onde fica o depósito do refúgio e há umas camas pros funcionários. Pra piorar ainda mais o meu dia, descobri que esqueci minha toalha no campamento anterior. Mas o Estefano me emprestou uma de graça e ainda me deu chá com mel pro meu resfriado. Dormi bem cedo esse dia porque havia planejado acordar às 3h no dia seguinte para ver o nascer do sol nas torres. Dia 7 – nada Acordei mais doente, com muito vento e chuva, então decidi voltar a dormir. Acordei de verdade umas 10h e o tempo estava terrível. Ventos de 90 km/h e muita chuva... Passei um tempo na varanda no refúgio e era assustador ver o movimento da chuva que era levada pelo vento. Quem saiu esse dia se ferrou! Fiquei num tédio bem profundo enrolada no meu saco de dormir e olhando pra parede do quarto. Depois fiz amizade com quase todo mundo que trabalha no refúgio e fiquei ajudando com umas coisas de administração do restaurante e ensinando português pro pessoal. Foi bem divertido! Passei a noite no mesmo refúgio... Dia 8 – Finalmente as Torres Saí pela primeira vez umas 7h, mas fiquei meio sem coragem de cruzar um rio – que estava bem cheio e forte por conta da chuva do dia anterior – e voltei. Fui incentivada por um israelita que também dormiu no “quarto de emergência” e saí decidida a alcançar as tais TORRES umas 8h. Conheci dois brasileiros no inicio e fomos juntos... A parte do caminho que vai até o campamento Torres foi bem tranquila. Depois começou uma subida bem íngreme e pra piorar seguimos umas australianas e pegamos a trilha errada. O que fizemos foi beem perigoso pois estávamos seguindo num caminho de pedras e areias e qualquer escorregão podia derrubar a todos e poderia ser fatal. Encontramos as marcações da trilha e depois deu tudo certo... Chegamos nas Torres às 10h e foi uma sensação muito boa, foi um teste aos meus limites, demais! Lá é muito maior do que parece nas fotografias, hahaha. Aquele lago é gigante e gelado! Fazia muito frio lá e chovia pra caramba. Infelizmente as torres estavam bem encobertas pelas nuvens, mesmo assim valeu a pena. Ficamos uns 40 minutos e decidimos descer e tentar pegar o transfer das 14h, ou seja, teríamos que correr. Fomos beeem rápidos e deu tempo, ufa! Chegamos no Hotel Las Torres - local do transfer - umas 13h50, mas eu não pude subir junto com eles pois queria passar no acampamento e encontrar o René (o amigo que fiz no primeiro dia, que trabalhava laá e me ajudou com a barraca). Corri muito, cruzei uns rios onde não havia ponte mas finalmente consegui chegar a tempo de dar um abraço nele. E ainda deu tempo que pegar o transfer que passava lá 14h10, ufa! Nesse último dia tudo aconteceu bem rápido e o tempo no transfer até a portaria foi muito importante pra sistematizar tudo que havia acontecido, foi bem emocionante lembrar de tudo e saber que eu fui capaz de superar meus medos, meus limites. Aqueles dias no parque só trouxeram boas lembranças dos lugares, pessoas, sensações, cores, sons, enfim, tudo... Peguei o ônibus de volta às 14h30 e fiquei mais uma noite em Puerto Natales...
  12. drezz

    Combustível para Fogareiros

    Oi pessoal, esse é meu primeiro post no tópico e na real eu to com uma dúvida que não tem nada a ver com benzina em si, mas gostaria de saber se alguém pode me ajudar... Eu comprei um fogareiro à gás simples e bem barato (19,00) da marca suzan peças... será que é confiável? Enfim, vou fazer uma trilha na patagonia e vou ficar 13 dias sobrevivendo com o fogareiro, então eu pensei e comprar um botijãozinho de cozinha mesmo de 2kg, alguém sabe se é fácil de encontrar em Punta Arenas? E há perigo em levar um botijão de gás na mochila, com todos os solavancos e tal? Enfim, não entendo nada disso, se alguém puder me ajudar vou ficar muito feliz. Abraços!
  13. drezz

    Torres del Paine

    Oi pessoal, vou fazer o circuito completo entre o dia 6 e 19 de dezembro e estou com algumas dúvidas... vocês acham que uma Barraca Bivak da Trilhas e Rumos aguenta? http://www.trilhaserumos.com.br/produtos/produtos_descricao.asp?codigo_produto=189 E pra quem já foi... eu vou sozinha e estou meio preocupada com os fortes ventos ao lado de precipícios e tal, vocês acharam algum trecho com forte vento e risco de cair? Se sim, qual? Será que vai ser tranquilo? Obrigada, abraços!
  14. Nossa, seu relato é simplesmente demais! Vou fazer o circuito O sozinha em dezembro e me baseio totalmente no que você escreveu, obrigada mesmo! Queria aproveitar e te perguntar duas coisas que eu não encontro muita informação à respeito... 1- As casas de câmbio de Punta Arenas trocam reais? se sim, o câmbio é bom? 2- Estou morrendo de medo do vento e dos precipícios, principalmente pelo oque eu li do trecho para o acampamento Paso. Você achou muito perigoso o caminho? Em relação à abismos, precipícios e ventos que podiam ter te derrubado lá em baixo? Obrigada novamente pelo ótimo relato! Abraços.
  15. Oi, ótimo relato e belas fotos! Vou fazer a circuito "O" em dezembro, seu relato me deixou mais animada... só estou com um receio e acho que você poderia me ajudar, rs. Li em outro relatos que há um trecho ao lado do Glaciar Grey onde venta bastante, e existe um abismo ao lado da trilha. Enfim, estou morrendo de medo! hahaha Você achou esse trecho tranquilo?
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