Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Harpyja

Membros
  • Total de itens

    18
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

0 Neutra
  1. Depois de vermos algumas fotos e relatos resolvemos conhecer a região de Sengés (PR) e Itararé (SP). Quase todas as atrações ficam em Sengés, razão pela qual fixamos base na cidade. Pousamos no Hotel Sengés, que fica na beira da estrada. O dono do Hotel, Seu Nildo, foi fundamental para nossa viagem, pois forneceu todas as explicações e mapinhas, feitos à mão, para conseguirmos visitar os picos. Não contratamos guias e não levamos GPS, conseguimos fazer todas as trilhas sozinhos, apesar de termos pego uma estrada errada no final da "Trilha das Sete Cachoeiras". Nosso roteiro de viagem foi o seguinte: Dia 00 - São Paulo (SP) - Sengés (PR); Dia 01 - Cachoeira Véu da Noiva (por cima e por baixo), Canion Jaguaricatu, Cachoeira Erva Doce, Cachoeira do Postinho e Cachoeira do Navio; Dia 02 - Poço do Encanto, Mirante do Corisco e Parque Ecológico da Barreira; Dia 03 - Trilha das 7 Cachoeiras; Dia 04 - Sengés - São Paulo. (iríamos explorar a região de Bom Sucesso de Itararé com o Canion Pirituba, Cachoeira da Invernada e arredores, mas desabou uma baita chuva e a previsão era de continuar o tempo feio no dia seguinte, optamos por abortar a missão e deixar para uma próxima oportunidade). No geral o lugar é muito bonito, não deve nada às Chapadas, apesar de ter uma dimensão reduzida. O carro é essencial para os deslocamentos. A trilha das 7 Cachoeiras é circular, mas dependendo do sentido fica difícil encontrar a continuação da trilha. O ideal é contratar um guia ou ir com alguém que já conheça. A trilha é batida, com GPS e informações confiáveis também dá para fazer. Ticado agradavelmente, voltarei com certeza levando parentes e amigos. DIA 01 Acordamos cedo, café da manhã, coletamos informações com Seu Nildo e partimos. Estava um baita sol e um pouco frio. Seguindo o mapinha paramos em alguns pontos para fotos e logo estacionamos para nossa primeira parada oficial: Cachoeira do Véu da Noiva por cima. A Cachoeira Véu da Noiva em Sengés é uma belíssima atração. Utilizando as informações e o mapa do Seu Nildo conseguimos localizar a entrada da cachoeira sem dificuldade. Começamos por cima, estacionamos o carro e fomos explorando uma trilha (bifurcada) e seguindo o barulho da água até encontrarmos o rio. Baita sol, dia lindo, muitas fotos. Fomos seguindo a água e logo encontramos a queda principal. Aqui muito cuidado!!! fomos pela margem direita e quase nos demos muito mal, pois não tem acesso à parte de baixo e é uma queda em negativo, muito perigoso. O caminho certo é atravessar o rio e vislumbrar o visual do outro lado. se liga no vídeo: Fotos Véu da Noiva: https://plus.google.com/u/0/photos/110654385513335187187/albums/6171851365816315665?sort=1 Relato blog: http://danteap.blogspot.com.br/2015/07/senges-cachoeira-veu-da-noiva.html Após visitarmos a parte de cima da cahu partimos em direção ao Canion Jaguaricatu. aqui nos perdemos um pouco em função das plantações de soja esconderem o caminho até o atrativo. Após o Canion voltamos para conhecer a parte de baixo da Cachoeira do Véu da Noiva e darmos um "thibun" nas águas geladas. Estacionamos na entrada da trilha. Tudo sinalizado, sem erro, aqui a trilha é uma estrada que logo alcança a cachu. Rolê exclusivo, estávamos sozinhos, tudo muito bonito, bastante volume d'água. Bateria da filmadora acabou bem na hora que ia mergulhar. Ficamos um tempinho curtindo a natureza por ali, ticado agradavelmente, voltarei com certeza. Na saída partimos em direção à Cachoeira da Erva Doce. A Cachu até que é bonita, assim como a estrada que nos leva até o início de sua trilha. São vários lagos/represas, numa paisagem bem agradável. Depois de estacionarmos o carro seguimos por uma trilha bem fácil, num terreno um pouco pantanoso. Flagramos uma galera cortando lenha/derrubando pequenas árvores. Casal simpático, a esposa do lenhador até nos ofereceu o sítio deles como hotel. Ticado agradavelmente, mas as outras cachoeiras são bem mais legais, sem pretensões de retorno. Fotos Cachoeira Erva Doce: https://plus.google.com/u/0/photos/110654385513335187187/albums/6040067604112830433?sort=1 Relato blog: http://danteap.blogspot.com.br/search/label/Seng%C3%A9s%20-%20Cachoeira%20Erva%20Doce
  2. Passeio super rápido pelo Parque Ecológico Guapituba, situado na cidade de Mauá, duas estações antes de Rio Grande da Serra, linha 10 CPTM. Fica literalmente em frente à estação. Já tinha visto no site CPTM e me deu uma mini curiosidade de conhecê-lo. Também conhecido como Parque Ecológico Alfredo Klinkert Junior, é um lugar calmo porém um pouco mal conservado. Olhando aqui na net, a palavra "Guapituba" seria uma palavra de origem tupi, podendo significar "o abundante de aguapé" ou "rio onde há muito aguapé". Talvez explique o fato do laguinho e dos córregos estarem tomados pelo vegetal. Possui algumas ladeiras bem arborizadas e um projeto paisagístico interessante, porém abandonado. É visível um pequeno reflorestamento com eucaliptos e palmeiras/palmito. Existem jardins e alamedas para uma caminhada agradável. Avistamos algumas trilhas (com placa de passeio monitorado) mas devido ao tempo escasso não nos aventuramos por elas. Quanto à fauna, fomos agraciados por alguns tucanos (bico verde) que gritavam ao entardecer. Ticado, não pretendo voltar. FOTOS: https://plus.google.com/u/0/photos/110654385513335187187/albums/5939398949882288353 RELATO: http://danteap.blogspot.com.br/search/label/Parque%20Ecol%C3%B3gico%20Guapituba VIDEO:
  3. Nesta visita ao Parque Estadual da Cantareira, bolamos um roteiro que contemplasse, no mesmo dia, todas as trilhas abertas dos núcleos Pedra Grande e Águas Claras. Como já conhecíamos muito bem o parque, fiz dois anos de estágio lá, nossa previsão é que daria tempo. Iniciamos a caminhada 9:30hs já ao som de bugios ao fundo. Fizemos a Trilha da Bica, ao lado da portaria, em cerca de 40 minutos. Circular, não tem erro. Destaque para as milhões de formigas que estavam no caminho, na serrapilheira. Várias subiram por nossas roupas. Avistamos apenas um pica-pau e muitas borboletas. Grande diversidade de flora. Ambiente agradável. Não cruzamos com ninguém. Voltando já emendamos, um pouco mais acima na estrada que leva à Pedra Grande, a Trilha do Bugio. Ridícula de fácil. Avistamos alguns pássaros, inclusive um Tangará lindo, azul e preto de cabeça vermelha, cantava muito bem. Aqui já encontramos um pessoal na trilha. Tem um mirante bem bacana, com um visual diferente do da Pedra Grande. Saindo da Trilha do Bugio, retornamos um pouco pela estrada de asfalto até a entrada da Trilha das Figueiras. Tempo para a Muller descobrir um bando de bugios acima de nossas cabeças. Belo espetáculo, um verdadeiro banheiro público. Era tanto xixi e coco vindo de cima das árvores que as pessoas desviavam para prosseguir na trilha. Não paravam de mandar os torpedos teleguiados lá de cima, interessante. Infelizmente minha máquina era "de bolso" e o zoom não distingue bem os animais. Como o tempo era curto para tanto rolê, partimos para a Trilha das Figueiras. Aqui a picada é também muito bem demarcada. Avistamos alguns pássaros e insetos interessantes, mas nenhum turista. Destaque para os matacões e, no final, para uma Figueira com raízes bem grandes. Ficamos brincando e admirando a árvore um pouquinho. A saída da trilha é no bosque abaixo da portaria, onde fica o playground, e o portão que liga ao Horto Florestal. Havia um casal, de seres humanos, num estágio avançado do ritual de acasalamento. Deixamos a pornografia de lado e retornamos ao início da Trilha da Pedra Grande. Agora partimos direto pela estrada de asfalto que chega até a Pedra Grande. Paramos num antigo mirante, hoje com a vista tomada pelas árvores, para almoçarmos nossas bisnaguinhas mega recheadas. Feita a deglutição, prosseguimos até chegarmos numa Pedra Grande bombando de gente! Mó barulheira, tiramos duas fotinhos e decidimos voltar depois. Retornamos até a bifurcação com as trilhas que levam até o Lago e as Águas Claras e para lá rumamos. Caminhada, pela Trilha da Suçuarana, até a portaria do Núcleo Águas Claras. No caminho mais um bando de bugios, um filhote de cobra morto e dezenas de borboletas brancas gigantes. Aliás, não vimos nenhuma borboleta "Capitão do Mato", aquelas grandes, meio roxas e azuis. Mas destas brancas grandes haviam centenas. Chegamos na portaria, tempo para o xixi e retornamos. Aportamos na entrada das trilhas da Samambaia-Açu e Águas às 14:00hs. Fomos por baixo para fazer a Trilha das Águas primeiro. Bem demarcada, limpa e cuidada. Da última vez que viemos estava escondida, com mato alto, tinham até tirado a placa para ninguém conseguir acessar. Agora estava de boa, demos um rolê e ficamos brincando um tempinho nas quedinhas. Retornamos e seguimos pela Trilha da Samambaia-Açu. Essa é a que mais gosto no parque, encontramos 3 grupos de pessoas trilhando por ali também. Determinado momento saímos da trilha para nos aventurarmos pelo bosque de pinheiros. Bem legal. Tinha até despacho e amarração para o amor por ali. Tempo para avistarmos mais um grupo de bugios. Seguimos pela alameda de Samambaia-Açu e fim de trilha. Saindo, seguimos voltando em direção ao Lago das Carpas. No caminho mais um grupo de bugios. Já estava tarde. Chegando no Lago, a paisagem ali estava muito bonita. Mas, não encontramos nenhuma carpa! Não sei o que fizeram com elas, pois antigamente eram muitas. Brisamos um pouquinho e resolvemos alimentar os milhares de peixes. Destaque para um que ficou surfando em cima da bolacha cream-cracker e não conseguia descer. Fotinhos tiradas, partimos rumo à Pedra Grande. Aqui começamos a ter problemas, fomos abordados por um segurança que estava mandando a galera embora pois já eram 16:00hs! Ele nos proibiu de ir até o mirante da Pedra. Subimos rapidinho e na bifurcação havia outro segurança impedindo a passagem. Explicamos nossa situação e imploramos. Argumentamos que não havia nenhuma placa explicando sobre esta proibição e limitação de horário. Enfim, ele nos deixou tirar "uma foto apenas", e assim fizemos. Mirante vazio, cidade poluída, fotos tiradas, apenas 2 minutinhos de contemplação. Tempo para observar um casal de aves de rapinas, grandes e gordas, pousadas nas árvores um pouco ao lado. Nosso planejamento encrencou no final, pois além de não podermos ficar brisando no visu, queríamos descer pela estrada que vai por baixo da Pedra Grande. Abortamos pois o segurança iria encher o saco, além de demorar muito mais, afinal já eram 16:30. Descemos pela trilha asfaltada, observamos nosso quinto grupo de bugios, aqui interessante pois estavam na mesma árvore de um casal de tucanos que gritavam alucinadamente. Belo espetáculo de fim de tarde. Alcançamos o portão 17:05. Ticado agradavelmente, apesar de não conseguirmos ficar mais tempo na Pedra Grande, e de não fazermos um caminho diferente na volta, foi um ótimo programa para um sábado qualquer. Agora faltam os outros dois núcleos, também já os conheço, mas merecem serem visitados mais uma vez. LINK FOTOShttps://plus.google.com/photos/110654385513335187187/albums/5996373695047629537
  4. Harpyja

    Serra das Confusões - Perguntas e Respostas

    Olá, Postei um relato antigo, quem quiser dar uma olhada tem umas fotinhos lá: serra-das-confusoes-pi-3-dias-acampando-no-parque-nacional-t93719.html abçs
  5. Verão de 2006, eu e Alex decidimos fazer uma trip diferente, atravessamos e sertão do Piauí até alcançar os Lençóis Maranhenses. Uma das paradas foi justamente o Parque Nacional Serra das Confusões. Quando dormimos na cerâmica da Serra da Capivara, a mulher havia nos indicado, segundo ela, o único guia que fazia o parque das Confusões, Waltércio era o nome dele. Contato feito, arrumamos uma carona para Caracol na caminhonete do próprio IBAMA e, lá na cidade, contratamos o transporte que iria nos deixar no parque e nos buscar 2 dias depois. Ficamos 3 dias e duas noites (acampando) no parque. Dia 01 - No primeiro dia saímos de Caracol e fomos até a comunidade de Guaribas que fica dentro do parque. A estrada é surreal, aberta por picaretas no meio das rochas. Fomos de jeep porque carro normal não chega. No meio do caminho pedimos para parar um pouco, visual impressionante, fotos. Atravessamos a comunidade pela estrada de areia e poeira fomos até o início de uma trilha que chegava até um olho d´água. O transporte nos deixou, não dava mais para continuar, nem 4X4. Combinamos de nos encontrar ali mesmo 2 dias depois. Partimos, então, eu, Alex, Waltércio e um galão com 18 litros d'água para um rolê inesquecível. Andamos até um sítio abandonado dominado pela caatinga. Montamos as barracas no terreiro. Dezenas de escorpiões. Tipo que nem barata, você espera um pouco e surge algum. Milhares de insetos, abelhas mutantes gigantes. Muito marimbondo também. Achamos o olho d'água. Difícil era ter a coragem de beber dele. Nesta primeira tarde exploramos brevemente a parte de baixo, não subimos nos morros, fomos dormir cedo. Ainda me lembro do céu forrado de estrelas e o horizonte sem luz elétrica, completa escuridão. Dia 02 - Acordamos com os insetos batendo nas laterais da barraca, parecia um alvo, tipo um aeroporto, barulho ensurdecedor. Logo Waltércio aparece com um morcego que estava sendo atacado por um gavião. Café da manhã e partimos para a caminhada. Nos embrenhamos em várias trilhas e picadas por ali. Show de bola, tudo muito diferente. Pinturas rupestres, caatinga, muita fauna também. Me agachei para tirar uma foto e quando vou apoiar a mão vejo algo estranho na serrapilheira. Uma jibóia! Viro para meus colegas e falo: tem uma jibóia aqui. Eles prontamente riem e duvidam. Mostro o local e logo ela sai do esconderijo. Fiquei um pouco preocupado quando Waltércio tentou pegá-la, ele dizia que era professor de biologia e que taxidermizava animais. Logo ele desistiu da brincadeira. Disse que, quando voltássemos, seria melhor nem comentarmos porque o pessoal era tão pobre na comunidade que eles iriam caçá-la para comer. De fato a comunidade Guaribas é paupérrima, tipo IDH africano mesmo. O Alex lembrou que ali foi o início do programa fome zero. Já tínhamos visitado algumas comunidades carentes e acampamentos sem terra quando éramos colegas na facu de geografia, mas ali o buraco era mais embaixo. Já naquela época viviam de esmola do governo, plantavam mamona, tentavam né. O clima, o solo e a água não contribuíam muito. Subimos os morros, baita visu lindo! Sol rachando, claro. Andamos um pouco explorando as vertentes e descansamos num abrigo de pedra. De repente o show começou. Surgem duas águias chilenas e começam a fazer um verdadeiro balé para nós. Deveriam estar curiosas com nossa presença. Lindas, lindas. São enormes! Nunca tinha visto uma ave de rapina tão grande, apenas a harpia no zoológico. Inesquecível. Ficamos um bom tempo brisando no visual e, quando o sol castigava muito, nos escondíamos em algumas tocas por ali. À noite mais um show de céu estrelado e escorpiões pelo chão. Dia 03 - Acordamos bem cedo, 06:00hs e já tínhamos acampamento desmontado, barriga cheia de mingau de aveia e pé na trilha para encontrar nosso transporte de resgate. Daí começou o problema. O Waltércio procurou fazer outro caminho para alcançar o ponto de encontro, mas as antigas picadas de animais (gado) acabaram por confundir (trocadilho hein) a navegação. Resultado: horas de trilha em meio à juremas afiadas que dilaceravam roupas, mochilas, braços e pernas. Entendi, literalmente na pele, porque o sertanejo usa roupa de couro. O negócio parece anzol, engancha/fisga. Isso sem falar do sol do Piaui na cabeça. Depois de um tempo encontramos outro olho d'água e o caminho para a estrada. Já na estrada de areia fofa, rumando em direção ao transporte encontramos o próprio resgate. Sorte? não, o pneu tinha furado! Simples, trocamos o pneu e adivinha: o estepe também estava furado! Sem problemas, tinha silver tape na mochila, fizemos um mega remendo e agora era só encher, mas como? Eles simplesmente tiraram um botijão de gás de cozinha de debaixo do capô!!! O jipe era movido à gás de cozinha!!! Enchemos o pneu, o jipe andou alguns metros e: esvaziou o pneu de novo. Mais uma tentativa, agora íamos a pé, no jipe só as mochilas e o motorista. Esvaziou de novo. Melhor parar de usar o gás do botijão, pois não iria ter combustível para voltar!!! Qual a solução? Retiramos a câmara de dentro do pneu e enchemos com folhas e arbustos!!! Surreal!!! Se não tivesse fotos nem eu acreditaria. Fato é que não conseguimos resolver o problema. Alcançamos um sítio, agora a pé, e o morador, paupérrimo mas riquíssimo de coração, ainda tentou com remendo de bicicleta resolver o impasse, mas sem chances. Detalhe, que me lembro bem, foi ele oferecendo café no único copo que tinha em sua casa. Marcou minha vida este fato. Não resolveu nosso problema mas agradeço a tentativa e hospitalidade. Seguimos até o centro do povoado. Um motoqueiro ofereceu, ao dono do jipe, carona até a cidade. Ficamos ali na escola batendo papo com o pessoal da comunidade de lá, estavam curiosos conosco. Já estava escuro quando voltaram com as duas câmaras consertadas. Trouxeram coca-cola gelada, nem tomei, dividi com a criançada. Agradecemos e partimos de volta para Caracol. Jipe veio à milhão na estradinha escura. Nos deixaram numa pousadinha e ainda queriam uma grana extra pelos imprevistos. Ignoramos e pagamos o inicialmente combinado. Estava rolando um velório e a cidade toda acordada, acidente de carro. Eram 3:30 da manhã quando entrei no quarto, quase 24 horas acordados e na tensão, apelidamos de "dia que não terminou". Logo o sol surgiu e pegamos o bumba de volta para São Raimundo Nonato. LINK FOTOS:https://plus.google.com/u/0/photos/110654385513335187187/albums/5945761308517164433?sort=1 LINK RELATO:http://danteap.blogspot.com.br/2013/11/blog-post.html
  6. Valeu mesmo Tati ... putz, pior que não sei te responder... só vimos estes chalés por lá... mas com certeza tem outros lugares por ali... dá uma pesquisada... não sei qual teu roteiro, mas qualquer coisa pode passar na volta... se bem me lembro acho q ficamos cerca de uma hora por lá... cachu bonita, mas tem outras tão legais ou até mais bonita na Chapada... sei que tem várias que nem conhecemos... mas lá em Cavalcante as que ficam na comunidade Kalunga são lindíssimas... abçsss
  7. Escolhendo aleatoriamente um roteiro dentre os muitos em minha listinha de pendências de visitação, partimos de bumba rumo à Campos do Jordão. Passagens compradas de última hora, embarcamos sábado 09:00hs no Tietê e 12:00hs já tocávamos a campainha do albergue em Campos. Inicialmente iríamos passar todo o final de semana no Horto (Parque Estadual Campos do Jordão), mas a notícia de que a maior trilha (Celestina) estava fechada, e a limitação de horário de funcionamento do parque (17:00hs), nos fizeram optar por passar a tarde restante dando um rolê na cidade, deixando para domingo o esperado sujar das botas. Sem carro, procuramos opções que fossem possíveis de serem visitadas à pé ou por transporte público. Logo me interessei pelo Palácio da Boa Vista (palácio de inverno do Governo do Estado de SP) e depois de um almoço rápido partimos para lá. Existe um ônibus (Alto da Boa Vista) que para em frente, mas demora demais para passar. Algum tempo depois desembarcamos no palácio, lugar bonito, estilo medieval, no alto de uma montanha, bem cuidado. Do lado de fora tem uma capela moderna (São Pedro) de concreto e vidro, conversa bem com a paisagem, alguns espelhos d´água interessantes. Entrando no palácio (grátis) fomos obrigados a guardar mochilas e máquinas. A visita é monitorada e havia uma exposição sobre móveis antigos, rolê agradável. Destaque para o uniforme do guarda que acompanha o grupo, inspirado na polícia montada do Canadá, tipo aquele guarda do Zé Colmeia, meio ridículo mas é bonito, meio que de gala. Curti muito ver os cômodos, enormes e muito bonitos. Várias obras de artistas modernistas. Do lado de fora começou a chover, mas felizmente parou assim que saímos. Como a maior parte do palácio é fechada para o público, nossa missão já estava cumprida, hora de partir para próximo destino. O Mosteiro de São João fica na mesma avenida do palácio, eram apenas 3 km de descida, então rumamos para lá. Aqui cometemos um erro básico, juvenil, 100% pré-mirim. Traídos por um mapinha rapidamente consultado na saída do palácio, andamos mais de 2km na direção errada! Que vergonha! Indagando um morador sobre o mosteiro descobrimos que teríamos que voltar tudo e descer pela outra parte do palácio... meu joelho esquerdo começou a chorar. Perdemos muito tempo e muita energia nessa brincadeira. Depois de 1 hora, enfim, chegamos ao nosso destino. Que decepção! Não havia absolutamente nada de especial ali, lugar pequeno, cheio de gente (tinha até ônibus de excursão na porta), típico passeio engana trouxa. Este é o mal de cidade turística, qualquer coisa vira atração, e olha que adoro visitar lugares religiosos. Fiquei meio puto e saímos de lá em 3 minutos. Rapidamente pegamos um bumba em direção ao bairro do Capivari (centrinho turístico). Lá chegando, nada de interessante também. Até o teleférico já estava fechado (até 17:00). Demos um rolê pelas lojinhas e barzinhos. Batemos um sanduba gostoso e caro, mas era merecido. Esperamos anoitecer enquanto víamos apresentações de dança e coral na pracinha. Luzes de natal acesas, fotos tiradas, partimos a pé de volta para o bairro Abernessia, onde fica o hostel. No caminho paramos no mercado para garantir o pic-nic do dia seguinte. Banho quente e cama. Domingão acordamos cedo e logo uma triste constatação: o café da manhã era PÉSSIMO. Pão, manteiga, café, leite e bolo seco. Somente isso, nem frios, nem suco e nem água! Realmente não condizia com o preço da diária. Antes das 8:30 o bumba (Horto Florestal) passou e fomos rumo ao Parque. Estradinha bonita, mas já constatávamos o rio poluído, triste. O ponto final do bumba é dentro do Horto. Agora o mais interessante: a entrada custa R$ 9,00, mas como fomos de ônibus não paramos na portaria e já descemos lá dentro, logo ninguém nos cobrou o ingresso!!! Vai entender né. Como já fazia mais de década que não pisava por ali tive que procurar um mapinha. Aliás, achei o parque muito mal sinalizado. Iniciamos pela Trilha das 4 Pontes, é para crianças, caminhada ridícula de 1km. O rio estava muito poluído, muito lixo preso nas árvores e acumulado nos remansos, me senti em Santana de Parnaíba. Logo entramos na Trilha dos Campos, legalzinha, agora sim uma caminhada. Alguns mirantes bem bacanas, trilha bem fácil apesar de ter algumas subidinhas, transição de vegetação, campos e floresta. 3 km depois desembocamos na Trilha da Cachoeira. Esta é praticamente uma rua, são menos de 5 km ida e volta e no final tem uma cachoeira (Galharada) bem bonita, convidativa para o tchibum, que desta vez não aconteceu. Preferi a segurança da cueca seca. Exploramos um pouquinho o lugar, algumas picadas "em recuperação", ali era o acesso da Trilha da Celestina, mas ficaria para uma próxima vez. Voltamos para a sede do parque e agora subimos a Trilha do rio Sapucaí. Mais 2,6 km, joelho gritando, uma subidinha safadinha e alguns mirantes bem bonitos. Aqui é trilha mesmo, pedaço com mata mais fechada. Cansei de leve. Araucárias grandes e bonitas, belo conjunto. De repente sinto um cheiro familiar, esgoto, as corredeiras do rio Sapucaí Guaçu, no processo de auto-depuração, exalavam o mesmo cheiro do Tietê, pelo menos não tinha espuma. Já na sede novamente, hora de papar, ração leve, castanhas e amendoins. Meu cantil estava com gosto horrível. Eram 15:00 hs e cogitamos alcançar o Bosque Vermelho, mas seriam 10km ida e volta, desistimos, melhor voltar no outono para ver o vermelho das folhas. Bumba para o centro da cidade, conseguimos adiantar nosso ônibus para São Paulo, almoçamos um PF e 18:00hs partimos para casa. Bumba com ar condicionado quebrado, foi chato, pelo menos o entardecer com os contornos da Mantiqueira nos alegrou. Rolê básico, valeu pelo final de semana, melhor do que ver televisão. Ticado agradavelmente e voltarei para as travessias da região. link fotos https://plus.google.com/photos/110654385513335187187/albums/5958875088397783937
  8. Visitar o Parque Anhanguera era um projeto antigo, adiado por quase 10 anos. Lembro que logo após sair do Parque Estadual da Cantareira eu comentei com o Bodão para fazermos uma visita por lá, afinal é uma baita mancha verde no mapa da cidade. Quando eu tentei conhecer todos os 100 parques de São Paulo também ensaiei uma visita e nada. De última hora, numa troca de e-mails decidimos ir conhecê-lo. Carlota não pode ir, fomos apenas eu e Muller. Fizemos um mercadinho para o piquenique (não queríamos cometer o erro de Santo André) e marcamos na Barra Funda. Um certo atraso e descemos na Lapa. Tivemos dificuldade para achar o ônibus correto, pessoal nos ajudou e embarcamos num bumba (Perus) cujo número não estava nem no site da prefeitura, nem no da sptrans. Depois de um rolê pela Rodovia Anhanguera o busão entrou na Estrada de Perus, de pronto reconheci um boteco que havia visto no google street view e já dei o sinal, foi certeiro. Paramos ali no meio da estrada mesmo, andamos uns 50 metros e já estamos na portaria do Parque Anhanguera. De uma forma geral ele é uma antiga fazenda de reflorestamento de eucaliptos, bem conservado, muitos funcionários na segurança e limpeza. Porém a sinalização é péssima. Basicamente o uso público se resume à uma ciclovia que margeia um miolo formado por quadras, churrasqueiras, estacionamento, alguns bosques e alamedas. Tudo isso, sem contar as centenas de cachorros simpáticos que moram por ali, certamente abandonados à própria sorte por animais sem coração. Seguimos por uma trilha bastante larga acima das quadras. Depois de alguns minutos de subida ela termina numa espécie de cerca, com uma picada à direita em descida. Caminhamos um pouco pela descidinha e depois retornamos imaginando que a nova trilha nos levaria de volta à estrada de Perus. Localizamos um outro caminho que saia à esquerda da trilha principal e seguimos por ele. Alguns minutos e milhares de eucaliptos depois a trilha se fechou quase completamente. Estávamos sem bússola, gps ou mapa, marcamos o horário e começamos a fazer um mini vara-mato. A trilha é bem legal, muito fechada, nenhum vestígio de atividades recentes, inclusive com vários pássaros nos recepcionando. Porém, estava um pouco tenso, não pelo medo de me perder ou pelas possíveis peçonhentas, mas sabia que as redondezas não eram das melhores no que tange ao bicho homem, e não queria ser desovado em Perus. Passamos por 2 bifurcações, sempre mantendo à esquerda, na direção de retorno circular ao centro do parque. Depois de uns 40 minutos encontramos um córrego e imaginamos que poderia ter uma outra trilha que chegava por ali. "Batata", assim que atravessamos já visualizamos uma trilha bem maior, inclusive com algum lixo. Subimos por ela, uma bifurcação e alguns minutos e já estávamos na ciclovia. Pic-nic, orquidário, rolê na ciclovia e uma exploração em outra trilha (dava numa estrada com uma casa abandonada, decidimos retornar). O parque estava cheio, alguns aniversários nas churrasqueiras, bikes e estacionamento lotado. Já era hora de dar tchau, fomos bater um papo com os seguranças sobre as possibilidades de trilhas e eles nos informaram que a trilha que fizemos não era permitida, inclusive perigosa pela proximidade com uma comunidade junto ao parque, sendo refúgio de nóias da região. Assim, nossas suspeitas se confirmaram e aquela descidinha que abortamos no início era uma ligação com a favela vizinha. Saímos por outra portaria e pegamos um bumba até a Estação Perus da CPTM. Passamos por um baita acidente de carro, triste, Então, ao invés de pegarmos sentido Luz, embarcamos, propositadamente, sentido Jundiaí. Baldeação em Francisco Morato e depois de um tempo chegamos à centenária estação, ponto final da EFSJ. Já anoitecia e estávamos cansados. Compramos uma passagem de ônibus para São Paulo. Destino Barra Funda, mas o motora foi p/ o Tietê! Mas ok, sem stress. Roteiro muito sussa, ticado agradavelmente, mas sem pretensões momentâneas de retorno. Valeu pelo sábado. link fotos: https://plus.google.com/photos/110654385513335187187/albums/5952427972119565777?sort=1
  9. Harpyja

    Chapada dos Veadeiros

    Fala Leo, pelo que vi, em geral os passeios curtos não precisam de guia. Já em em relação ao pernoite "7 quedas", quando eu fui não estava aberto ainda, mas o funcionário do parque disse que era necessário prévio agendamento. Talvez fosse recomendável vc dar uma ligada/e-mail para o Parna perguntando e, no caso, agendando. Abçs
  10. Fala Ana, Obrigado Sim, incrível... quase 6 meses depois ainda to "brisando" nas fotos!!! abçssssss
  11. Sim Leo, na verdade mais ou menos. No Parna vc só assina um livro na entrada e fica de boa, sem a necessidade de guias, aliás nem cobra ingresso, é super sinalizado, sem erro. Na Cachoeira do Segredo também fomos sem guia e não fomos barrados na entrada. Vale da Lua, Cristais e Poço Encantado também sem guia. Já em Cavalcante, entramos na trilha da Ponte de Pedra por uma propriedade particular que exigia a presença de guia (Zé Pedrão cobrou R$ 100,00 a diária), a visita à comunidade Kalunga (cachoeira Sta Bárbara e Capivara) também exige um guia para acompanhar (o Zé Pedrão cobrou R$ 70,00 mas pagamos R$ 100,00 porque o cara é gente boa). abçs
  12. Harpyja

    Chapada dos Veadeiros

    Olá colegas, Acabei de postar meu relato sobre a Chapada dos Veadeiros: chapada-dos-veadeiros-parna-segredo-vale-da-lua-ponte-de-pedra-e-kalunga-t89544.html Tem umas fotinhos e uns vídeos tb... Se alguém quiser tirar dúvidas e souber responder, estou à disposição, abraços...
  13. Relato sobre caminhada pela Chapada dos Veadeiros realizada entre 01 e 05/07/2013 Dia 01 - Parna Chapada dos Veadeiros Quinta-feira - 27/06, depois de muito tempo e muita confusão em minha vida pessoal tirava merecidas e fracionadas férias. Vasculhando a internet em busca de informações sobre a Chapada da Diamantina, viagem que faria no final do mês subsequente, recebo uma mensagem do Carlota dizendo: - vamos p/ Chapada dos Veadeiros tb?! E foi assim, tínhamos a chance de cumprir uma promessa de 15 anos antes quando, visitando a Chapada dos Guimarães, juntamente c/ o Chico e o Carlos (Charles Bronson), demos nossa palavra que conheceríamos as três chapadas mais famosas do país. Acionamos a Mel (melhor irmã do mundo) que prontamente liberou milhas de viagens e já no domingo partimos rumo ao planalto central. Antes de ir p/ o aeroporto imprimi algumas páginas de relatos do site mochileiros.com e dentro do avião, em menos de 5 minutos, decidimos o esboço do nosso roteiro: chegaríamos em Brasília, alugaríamos um carro, viajaríamos até São Jorge e de lá seja o que Deus quiser. Aterrizando na capital federal, Carlota foi alugar um carro (fizemos a reserva em Congonhas pq assim ficava mais barato) enquanto fui procurar algum posto de atendimento ao turista. Consegui um mapinha rodoviário e a explicação de como pegar a estrada rumo ao nosso destino. Era final da copa das confederações, Brasil X Espanha, as ruas estavam vazias e demos um rolê noturno por Brasília, bem bacana aliás. Depois pegamos a estrada rumo à chapada. Rodovia boa, bem iluminada, ficávamos observando a escuridão e imaginando as paisagens que nos aguardavam durante aquela semana que estava apenas começando. Sem maiores dificuldades, chegamos à São Jorge. No final muitos km de estrada de terra e escuridão total. Já era madrugada, estava tudo fechado, cidade fantasma, batemos em algumas pousadas pedindo abrigo, ora estavam lotadas, ora simplesmente ninguém nos atendia. Dando uma última volta antes de estacionar e dormir no carro, paramos em frente à Pousada Violeta, existiam vagas, achamos nosso pouso (R$100,00 o quarto c/ café). Segunda-feira acordamos cedo, café da manhã e busca de informações com os coleguinhas de pousada. Partimos rumo à portaria do Parque Nacional (uns 2 km do centro de São Jorge), no caminho demos carona p/ um casal que logo evaporaram assim que estacionamos. Assinamos o livro de visitas e enchemos o cantil. Munidos do mapinha iríamos testar minhas reais condições físicas: 110 kg de gordura sedentária moendo as articulações, comprimindo meu pulmão e exigindo um esforço mastodôntico para amarrar a bota! O Carlão estava bem preparado fisicamente: 1 ano de musculação, natação e fisioterapia p/ o joelho rompido, ou seja, iria ser um massacre. Folder do parque em mãos, definimos um roteiro = Canyon + Cachoeira da Carioca + Saltos I e II. Pegamos a trilha rumo ao Canyon. Caminhada fácil, bem demarcada, bifurcações tranquilas, o sol tostava minha careca enquanto Carlota brincava de Araquém Alcântara com sua máquina nova. Durante os 5km de ida, passamos por belos visus, buracos de garimpo, algumas pinguelas com pouca água, outras secas, muitos lagartinhos e pássaros. Alcançamos nosso primeiro ponto de parada: o Canion II. Lugar muito bacana, ótima sensação de boas vindas. Curtimos bem o Rio Preto e suas ferrosas água escuras (e transparentes). Muitos peixes, demos alguns tchibuns refrescantes. Na saída encontramos um grupo, deviam ser gringos, ainda não sabíamos, mas seriam os únicos visitantes que avistaríamos durante o dia em todo parque! Vale lembrar de um casal de maritacas, curiosas, que ficou o tempo todo nos acompanhando! Seguimos rumo à Cachoeira da Carioca, o sol ainda castigava minha cútis sensível, alguns mini canyons pelo caminho deliciavam nossos olhos e máquinas fotográficas vorazes. Tudo muito bonito. A trilha continuava muito bem demarcada, realmente não existia a necessidade de contratar um guia. Já chegando ao destino, descemos pela trilha (relativamente íngreme) e o cheiro de xixi impregnado nas narinas denotava que seria realmente o caminho certo. Nada que atrapalha-se o passeio, mais um banho refrescante nas águas escuras e geladas do Rio Preto, e já estávamos pronto para prosseguir na caminhada. Bacana que tem uma espécie de laje dentro da água, que dá para deitar, fica tipo uma banheira, muito bom, coisa chique, perdemos (ou ganhamos) ou bom tempinho por ali. Retornamos para a trilha, o sol estava rachando o côco, seguimos as setas pintadas pelo chão, mais uma horinha de caminhada num chão pedregoso. Comecei a cansar e diminuir o ritmo, algum sobe-desce e já me distancio do Carlão. Assim como Anchieta, rezei por uma sombra, e ela veio! Alguns minutinhos de nuvens tapando o sol me deram um novo ânimo. Chegamos finalmente ao Mirante do Salto do Rio Preto. É o cartão postal do parque, aquela foto famosa dos saltos d´água. Beeeeem bonito. Descansar e fotos. Descemos pela trilha até os Saltos para reabastecer o cantil. Dessa vez não houve mergulho. Estava entardecendo e decidimos de última hora seguir até às Corredeiras! Tínhamos, anteriormente, combinado que o Salto seria nossa última parada, mas a Carlota começou a chorar e já viu né. Subidinha chata e mais uns 30 minutos de caminhada que foram quase letais para o meu corpinho nada esbelto. Enquanto o Carlão ficava pentelhando lá na frente p/ eu acelerar, só pensava numa maneira bem dolorida de torturá-lo até a morte, assim que o alcançasse, claro. Chegamos, finalmente desabei na água, observamos o pôr-do-sol numa hidromassagem exclusiva nas Corredeiras. Muito legal, um cem número de cores pintavam as nuvens desenhadas no céu. Alguns casais de araras, lá do alto, nos faziam companhia. Fechamos o dia com chave de ouro, a sensação era de total exclusividade. Pensávamos: como pode? início de alta temporada, férias escolares e o parque sem ninguém?!?! Agraciados pela oportunidade de estarmos lá, muita coisa passava pela cabeça e ao mesmo tempo nada. Ainda faltava a volta, mas agora sem pressa, já havia escurecido mesmo. Me arrastando cheguei à portaria do parque. Somamos 21,5 km percorridos. Não teve erro, o folder com as trilhas é auto-explicativo, com direção e distâncias, não tem como se perder. Já era noite e o segurança vendo TV não demonstrou muita preocupação com nosso atraso, aliás nenhuma. Estávamos exauridos, mas ainda faltava a parte mais importante do dia: o almojanta! Gordo é foda, já saímos na caça de um lugar para comer. Indicado pelo funcionário da pousada, fomos a um restaurante em frente ao mercadinho, mas não tinha mais comida!!! Até tinha, o problema é que a dona deveria estar esperando por algum grupo, pois simplesmente fomos expulsos do lugar. Seguimos para outro estabelecimento, uma espécie de spoleto do lugar. Comida boa, revigorante. Alguns discos voadores pendurados no teto. Nas paredes ETs e fotos dos atrativos da região (úteis para nos dar um norte p/ seguir). Logo um pai e filho que estavam hospedados em nossa pousada sentaram conosco. Seriam nossas companhias no dia seguinte, pelo menos o destino já estava definido: Cachoeira do Segredo. Agora só faltava saber onde ficava e ir. O Parque Nacional da Chapadas dos Veadeiros é bem legal. Foi ticado com louvor. Belas paisagens. Merece certamente uma outra visita. Disseram que iria abrir uma portaria em Cavalcante. Pretendo retornar para fazer a travessia das 7 Quedas (23 km). fotos: https://plus.google.com/u/0/photos/110654385513335187187/albums/5941645045324263841 youtube: Dia 02 - Cachoeira do Segredo Acordamos cedo, tempo para um banho rápido, arrumar a mochila e tomar café. O Carlão havia conseguido algumas informações preciosas com o guia que conduziu o pai (Nonato) e o filho (Lucas), nossos novos companheiros, ao parque no dia anterior. Ele comentou que achou o condutor gatinho, mas não vem ao caso, além disso, o cara foi bacana, "deu toda letra pra nóis". O brother do ES desistiu de ir caminhar conosco, estava mais interessado em localizar uma casa de "massagens" com garotas nativas da região. Depois de alguma guerra pelo pão de queijo, escasso na cestinha de matinais da pousada, aguardamos nossos companheiros para iniciar a partida. Pegamos a estrada e fomos direto para a Fazenda na qual encontra-se a famosa Cachoeira do Segredo. Aqui não tem erro, é só acompanhar as placas na estrada. Depois de devidamente paga a taxa de extorsão, ou visitação (R$ 15,00 por alma), a mulher perguntou: -mas vocês estão com guia né? Não contente com o silêncio em que se fizera o momento ela novamente indagou: -mas então vocês já conhecem a trilha né? Novamente o silêncio e um sorriso que prontamente recebeu a chave do cadeado da porteira da trilha. Iríamos na raça mesmo. Partimos rumo à cachoeira, de carro economizou um bocado de tempo, conseguimos adiantar uns 5 km de estradinha de terra e pedras. No caminho cruzamos duas vezes o rio. Carlota, piloto de fuga, mostrou toda sua destreza de penélope charmosa, principalmente na segunda travessia, que estava com o leito d´água um pouco fundo demais. Foi um ótimo teste para o Land Rover (palio) alugado, valeu cada centavo. Estradinha estava em condições muito boas, quando não dava mais para prosseguir, estacionamos a caranga e continuamos a pé. Iniciada a caminhada, observamos uma trilha tranquila, sem chances de desviar a rota. Em determinado momento fomos alcançados por um casal que também estava curtindo a natureza por ali. Aliás, curtiam um pouco mais que nós, pois nas 4 vezes que cruzamos com eles uma intensa maresia invadiu nossos olhos, narinas e pensamentos. Até cantamos um pouco de Bob Marley. Logo surgiu uma estradinha, fomos seguindo por ela. Sinais de que um trator recentemente passara por ali fazendo a manutenção. Certamente existe um outro caminho p/ se chegar de carro, economizando ainda mais pernada, mas beleza, no stress. Ao atravessar novamente o rio pela estradinha percebemos que o caminho acabava. O casal retornava do obstáculo e nos abordando perguntaram se estávamos sem guia. Respondemos que sim. O rapaz nos disse que conhecia muito bem o lugar, e então nos ofereceu seu serviço de condutor !!! Que cara de pau! Ele também estava perdido kkkkk. Obviamente ignoramos e rimos da situação. Demos meia-volta e logo depois de descruzar o rio já localizamos a trilha margeando o curso d´água. Seguimos por ela, (fica antes de cruzar o rio, margem direita, direção à montante = esquerda). O casal ficou para trás aguardando que mostrássemos o caminho para eles, ou que simplesmente nos perdêssemos, sei lá. Depois de atravessarmos o rio umas 857 vezes, chegamos num remanso muito bonito, água completamente cristalina, mergulho refrescante. Paradinha rápida e já continuamos com o pé na trilha. Depois de uns 30 min começamos novamente à margear o rio, mas desta vez o canion já se estreitava bastante pelas laterais. Só poderia significar uma coisa: estávamos chegando! Atravessa por aqui, por ali, pula mais algumas pedras, e finalmente a encontramos. Realmente a cachoeira é linda! Como diria o poeta Carlos Henrique, ela escorre pela vertente do canion formando mini-cachoeiras, coisa bonita de se ver. A cachu forma um poço extremamente convidativo para um tchibum. Não resistimos e pulamos. O Nonato e o Lucas ficaram em terra, preferiram a segurança da cueca seca. Água gelada! Gelada, renovadora. Mas é gelada mesmo! Não é apenas uma expressão, parece que milhares de agulhas estavam penetrando meu corpinho. Sorte que pulei de bota, entrando enfiei o pé num buraco nas pedras, poderia ter machucado. Hora do lanche. Logo o casal novamente nos alcança, e a mulher teima em dizer que conhece o Carlão de algum lugar. Piadinhas à parte, depois de meses descobrimos que ela conhecia, na verdade, o Roberto, irmão do Carlão (são parecidos). Eles haviam estudado juntos na facu em SP, depois ela mudou-se p/ chapada. Mundo pequeno. Fato é que pelo segundo dia seguido tínhamos a natureza praticamente apenas p/ nós, quase exclusividade total. Hora de retornar. Algum cuidado com o chão escorregadio e estamos na trilha. Tínhamos a informação de que a volta poderia ser por um caminho diferente, decidimos tentar fazê-la por outro trecho. Sábia decisão. Pegamos uma bifurcação à direita e caímos numa vereda bem bonita, muitas partes com visus abertos e sem proteção de árvores mais altas. Na ida iria incomodar aquele sol na cabeça, mas agora, com a luz do sol da tarde, a paisagem tornava-se ainda mais agradável. Demos algumas mini perdidas, na verdade só era o tempo de achar a trilha que se ora se escondia, ora se ramificava demais, mas nada preocupante. Depois de algum tempo, e mais fotinhos, encontramos a estrada que tínhamos percorrido na ida. Atravessamos o rio e retomamos ao caminho conhecido. As trilhas se juntam numa casa abandonada perto de uma árvore bem frondosa na estradinha de terra. Mais alguns minutos de picada e chegamos ao carro. Agora era só encarar uma pirambeira de carro e as travessias do rio com o possante. Sobrevivemos. Retornamos em tempo de aproveitar o pôr-do-sol num mirante perto de São Jorge. Dizem que é um discoporto, que os ovnis estacionam lá. Tem até um cristal gigante embaixo de um portal feito com troncos secos. Aqui já temos companhia. Duas mulheres e um bebum (com som alto = chato mano). Um pouco de frio e cansaço se fazem presentes. Araquém Alcântara tira umas 1.500 fotos do entardecer, aproveitamos umas 3. Voltamos para pousada. Banho merecido, demos um rolê na cidade e aproveitamos para reabastecer os mantimentos no mercadinho. Refri descia que nem água. Repetimos a janta de ontem. Passar talco e dormir. Ticado com louvor, não é a cahu mais espetacular que já vi, mas é top, muito bonita, valeu a caminhada. Água é gelada. Não pretendo voltar. fotos: https://plus.google.com/photos/110654385513335187187/albums/5944612177448488161?partnerid=gplp0 youtube: Dia 03 - Vale da Lua + Cachoeira dos Cristais + Poço Encantado Acordar cedo, colocar as malas no carro e partir rumo à Cavalcante. No momento do check-out o pessoal da pousada tentou dar um "migué" e cobrar 50% a mais no valor da diária. Que foda, disseram que o rapaz havia informado errado. A sorte foi que, na hora de preencher o check-in, escrevemos o preço da hospedagem na ficha. Não teve choro, pagamos apenas o inicialmente combinado. Uma última volta pela Vila de São Jorge e nos despedimos do lugar. Pé na estrada e seguimos destino Vale da Lua. Placas na estrada nos indicavam o caminho, não tem como errar. Estávamos empolgados com a visita, afinal é um dos cartões postais da Chapada. Chegando lá, pagamos a taxa de extorsão de R$ 15,00 por alma e entramos. Uma pequena trilha (minutos) e já alcançamos o Vale da Lua. Decepção total! Foi, de longe, o passeio que menos gostamos. O preço da entrada não condiz com a atração. Tinha imaginado aquele pico com dimensões consideráveis, mas é muito pequeno. Depois de tudo o que já havíamos visto, no Parna e na Cachu do Segredo, o Vale da Lua ficou muito inflacionado. Caminhamos um pouco sobre as rochas e depois demos um tchibun na água gelada. Aqui já tínhamos a companhia de uma família, era realmente mais turístico. Sinceramente não curti, ticado sem pretensões de retorno, serviu só para falar que conheço. De volta à estrada e alguns km depois paramos para contemplar o visu do Jardim de Maritreia. Ai sim foi legal. Paisagem muito bonita, observamos a vegetação e os morros de siluetas interessantes. Belas fotos. Sol rachando. Mais estrada de terra, asfalto e chegamos à Alto Paraíso. Nossa intenção não era ficar por lá, por isso, apenas demos um rolê de carro pela cidade. Reabastecemos a viatura e paramos no posto de atendimento ao turista. Depois de muito esperar a boa vontade da atendente pegamos algumas infos sobre a Cachoeira dos Cristais e o Poço do Encantado. Rota corrigida e partimos novamente. Tivemos uma certa dificuldade para encontrar a entrada da Cachoeira dos Cristais. A placa na estrada estava caída. Tínhamos marcado a quilometragem no odômetro e arriscamos uma saidinha que acabou mostrando-se a correta. Mais um pedacinho de estrada de areia e terra e chegamos. O lugar onde fica a Cachoeira dos Cristais é meio psicodélico. O dono parece o Tatoo da Ilha da Fantasia. O local em si tem uma decoração de gosto duvidoso, mas é agradável. Nos recomendaram dar um rolê pelas cachus e depois almoçar no restaurante. O pico fica próximo a Alto Paraíso e o pessoal da cidade costuma fazer festas aos fds. São várias pequenas cachoeiras, formadas por sucessivas quedas em diferentes patamares do mesmo rio. Algumas são bonitinhas, outras nem tanto. Nem dei tchibun, o Carlota se arriscou e fez sua purificação corpórea. Depois de contemplarmos o lugar resolvemos almoçar por ali mesmo. Comida boa com bastante gordura trans. Pessoal simpático. Valeu a pena, é bastante turístico, uma galera também estava desfrutando do passeio. Muitas famílias. Ticado agradavelmente, mas sem pretensões de retorno. Já abastecidos de batata frita com cheedar era hora de retornar à estrada. Não queríamos chegar a noite em Cavalcante, e ainda tínhamos que encontrar uma pousada. Havíamos programado conhecer o Poço do Encantado, e foi para lá que partimos. Mais algumas horas de asfalto, com direito a incêndios florestais, e as placas começaram a aparecer. Chegando ao Poço encontramos um lugar bastante simpático e com uma mega estrutura para quem quiser pousar por lá. Gostei. Aqui já encontramos uma galera bastante heterogênea, inclusive um pessoal sociedade alternativa. Pagamos a taxa de extorsão (R$ 10,00) e fomos visitar. Não chega a ser uma trilha, apenas uma bela caminhada, com direito a uma ponte bacana. Cachu bonita, com um belo poço para mergulho. Desta vez nenhum de nós pulou, apenas contemplamos o visu. Vários pássaros se refrescavam nas quedas, legal de ver. Entardeceu e prosseguimos rumo à Cavalcante. Chegando na cidade fomos recepcionados por algumas araras, muito legal. Elas são tipo as pombas do lugar, de repente vc olha para o fio do poste e lá estão elas gritando de um lado para o outro. Observamos algumas placas de pousadas pelas ruas e decidimos segui-las. Logo a primeira pousada que nós paramos foi a Pousada Manacá. Dona simpática, disse que costuma receber casais (não sei se era uma indireta) e nos mostrou os aposentos. Uma breve discussão sobre valores e resolvemos ficar por ali mesmo. Afinal, já escurecia e estávamos com fome. Rolê a pé pela cidade e paramos numa pizzaria de massa de integral e mão-de-obra quilombola. Experiência interessante, comida boa. Engraçado foi um casal (100% FFLCH) entrevistando o cozinheiro que já estava de saco cheio das perguntas: -mas o que vc mais se orgulha da sua comunidade? -conta mais? bla bla bla. Após janta e banho tomado fomos conversar com o pessoal da pousada sobre os roteiros quer faríamos nos dois dias seguintes. Olhamos algumas revistas e decidimos inicialmente pela Ponte de Pedra. Bate papo com música celta ao fundo e fomos descansar. Fiquei imaginando se teria coragem e vontade de largar tudo e montar algum negócio longe do meu mundinho, assim como os donos da pousadinha lá fizeram. Hoje penso que não mais. fotos: https://plus.google.com/u/0/photos/110654385513335187187/albums/5946281111950655201?sort=1 youtube: Dia 04 - Ponte de Pedra Acordamos cedo, café da manhã mega natureba com música celta bombando ao fundo. Mochilas abastecidas e aguardamos a chegada do Zé Pedrão, nosso guia (R$ 100,00). Não queríamos a presença de um condutor conosco, não pelo R$, mas porque é mais legal descobrir os caminhos sozinhos. Todavia, hoje seria obrigatório, e a entrada para a Ponte de Pedra se fazia por uma propriedade particular (pousada Vale das Araras). Mais tarde descobriríamos o quanto perderíamos sem a presença do guia neste dia. Após um breve passeio pela cidade de Cavalcante seguimos rumo à Ponte de Pedra. Depois de algum tempo de estrada já pagávamos a taxa de extorsão na pousada base p/ trilha. Observamos, pelas datas no livro de visitas, que fazia um tempinho que ninguém encarava a referida caminhada. Zé Pedrão, um condutor diferenciado, não parou de falar 01 minuto, amizade à primeira vista com a Carlota. Não aguentava mais a história do pastor que benze por telefone, não adiantava, não iria anotar o número do celular dele. Aqui o caminho de terra fica bem mais complexo, exigindo bastante esforço do Land Rover/Palio, era uma estradinha bem fechada pelo mato. Findada a possibilidade de continuar motorizados, pé na trilha para nós. Com guia é bem mais fácil, não ficamos preocupados com desvios e entradinhas. Seguimos o Zé Pedrão e, de cara, uma baita subida. Aqui eu cansei, cheguei lá em cima morto. Agora começava a maravilha, a caminhada rumo ao atrativo é linda. Certamente as fotos não irão retratar o espetáculo. Estava um baita vento e um baita sol. A cada curva uma nova paisagem, muito legal. Interessante era notar que, diferentemente das outras trilhas, aqui não haviam pegadas no chão, realmente um rolê muito exclusivo. Trilha sussa, uma caminhada agradável. Logo alcançamos a Ponte de Pedra e Zé Pedrão já foi avisando que não poderíamos escalar a rocha. Tranquilo, o visu já era exótico e recompensador. Parada para o lanche e agora subimos para o alto do morro, rumo ao mirante. Mais uns minutinhos e um visu de perder o fôlego. Lindo, lindo, lindo. Aqui era uma paisagem mais monumental, uma bela vista da Chapada dos Veadeiros. Nos aventuramos em algumas beiradinhas e penhascos, o vento chegava a incomodar de tão forte. Lá de cima o Zé Pedrão nos mostrou um poço com uma cachoeira na beira do precipício e disse que iríamos até lá. Não entendemos muito bem, mas tranquilo, ele falava tão rápido que só 25% das palavras conseguíamos processar. Aqui um momento triste: não sei como e nem onde, mas minha calça rasgou de ponta a ponta, minha calça novinha, não tinha 12 anos de uso. Foi um baque! Luto! Tinha maior xodó por ela, resgatei-a 3 vezes do lixo, mas dessa vez não teve jeito. O que me consola é que tenho certeza de que partiu em paz, fazendo o que ela mais gostava, e num pico maravilhoso. Pendurado num penhasco e tentando tirar fotos, sinto uma picada doída na coxa, de repente outra, estou sendo atacado por abelhas, largo a máquina no chão e volto para para terra firme, mais dois ferrões para coleção. Caraca que inferno, agora elas iriam passar o dia todo em cima do meu corpinho. Não sei se era meu desodorante, protetor solar ou alguma planta que esbarrei, fato é que até o final da trilha servi de aeroporto para centenas de abelhas, marimbondos e insetos venenosos em geral. Depois de um tempo brincando no topo decidimos voltar para a Ponte de Pedra e tentar mergulhar no riachinho. Prontos para molhar a tanguinha e Zé Pedrão indica um outro caminho para o mergulho: o canion! porra como assim? depois do canion é o penhasco! mas não é que era isso mesmo, sem o guia nunca saberíamos que poderíamos ir nadando pelo canion até alcançar a beira da cachoeira que escorria pelo precipício. Muito show. Lugar único. Fiquei um bom tempo dentro d´água por causa dos marimbondos assassinos apaixonados por mim. Lugar espetacular. Na face oposta tem um paredão gigante, dando uma ideia de lugar escondido, curti demais. Milhares de fotos. Já enrugadinhos pela piscina começamos nosso retorno. Estava cansado. Na volta a trilha ficava mais bonita com o sol da tarde. Na descida final o Carlota escorregou e torceu o joelho de vidro operado meses antes, momentos de tensão. Felizmente nada grave, continuamos até o estacionamento. O retorno pela estradinha foi bem ruim também, em vários momentos tivemos que descer para a caranga conseguir encarar as subidas. Os carrapatos agradeceram e se lambuzaram comigo. Fomos direto para o centro de Cavalcante encarar um almojanta. Zé Pedrão indicou um self-service por quilo bem meia boca, comida fria, na verdade quase gelada. Nem deram cortesia para o guia, pagamos sua parte. Mas com a fome que estava, papei e repeti lambendo os beiços. Retorno para pousada e já acertamos o dia seguinte: comunidade Kalunga com as cachoeiras Capivara e Santa Bárbara. Banho quente, caça aos carrapatos e mais um bate papo agradável com o pessoal da pousada, éramos os únicos hóspedes. Ticado com louvor, com certeza foi o rolê que mais gostamos na Chapada dos Veadeiros. Quando abrir a portaria do Parna em Cavalcante pretendo voltar e refazer esta trilha. fotos: https://plus.google.com/u/0/photos/110654385513335187187/albums/5947764126710069905?sort=1 youtube: Dia 05 - Quilombo Kalunga: Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira Capivara e Cachoeira Ave Maria. Último dia na Chapada dos Veadeiros, acordamos cedo e mais um café natureba com música celta bombando ao fundo. Malas prontas, iríamos sair da trilha direto para Brasília. A pousada iria lotar e eles meio que regularam nós voltarmos para tomar um banho, mas beleza, sem ressentimentos. Zé Pedrão atrasou bastante para chegar. Enfim, partimos rumo à comunidade quilombola do Kalunga, decidimos por este atrativo porque queríamos curtir um visu diferente, chega de águas escuras, hoje a promessa era um rolê mais sussa, com águas cristalinas. Depois de um tempinho de estrada de terra chegamos ao quilombo. A presença de um condutor local é obrigatória, como já estávamos com o guia não foi preciso contratar mais ninguém, apenas pagamos a taxa de extorsão (R$ 10,00) e entramos. Paramos rapidamente no restaurante da comunidade para agendarmos o almoço e fomos motorizados até quase a entrada da trilha da primeira cachoeira. Uma breve caminhada e chegamos à Cachoeira Santa Bárbara. Linda. Cristalina. Águas azuis que saltavam aos nossos olhos. Momento único. Delícia mesmo. Tempo para mergulharmos e curtimos aquela jóia da natureza. A água não era gelada como nos outros dias e o chão era de areia. Não dava vontade de sair da piscininha. Muitos tchibuns e centenas de fotos depois, começaram a chegar outros grupos, o rolê era realmente muito mais turístico, hora de continuar, partimos rumo à próxima cachu. Voltamos até o carro e mais estradinha de terra. Minutos depois a entrada da trilha para a Cachoeira da Capivara. Aqui a água era mais gelada, mas o visu não menos bonito. Larga, imponente. Mais tchibuns. Milhares de fotos. O Zé Pedrão se empolgou e nos levou descendo pelo canion até onde dava o limite de segurança. Muito top. Na volta já havia uma galera. Muita cannabis também. Ficamos mais um tempinho e a fome bateu. Voltamos para o centro da comunidade quilombola e desfrutamos de um belo almoço. Novamente muito calor e sol bombando. Não queríamos sair tarde, ainda tinha toda estrada para BSB. Partimos para nossa última parada, um mirante onde observamos a Cachoeira da Ave Maria. Bonito. Nada de trilhas, só vislumbramos a paisagem. Algumas fotinhos e voltamos para Cavalcante. Já na cidade procuramos um lava-jato para dar um talento no possante alugado. Vixi, saiu uma tonelada de terra. Aproveitamos para remendar o protetor de carter com papelão, aquele barulhinho de lata batendo poderia nos complicar. Deixamos o Zé Pedrão em casa e rumamos para a estrada. Já em Alto Paraíso paramos no posto para abastecer e novo banho no carro, mais meia tonelada de terra. Algumas horas de viagem e chegamos à capital federal. Como foi tudo de última hora, não havíamos reservado hotel. Fizemos uma verdadeira via sacra pela cidade. Na semana seguinte haveria um encontro nacional dos prefeitos, estava tudo lotado ou com preços extremamente absurdos. Finalmente encontramos um pouso. Carlão tomou banho e de madrugada partiu para devolver o carro e pegar o avião para São paulo. Eu ainda continuaria mais 4 dias para conhecer melhor a cidade de Niemeyer e Lúcio Costa. Viagem show de bola, curtimos todos os dias, todos os passeios, todas as trilhas. Ticado com louvor, gastamos pouco e valeu cada centavo. Pretendo voltar, obviamente mais magro, para conhecer os demais atrativos. Não é mais prioridade, mas com certeza ainda está na listinha de pendências antes do meu último suspiro. fotos: https://plus.google.com/u/0/photos/110654385513335187187/albums/5954620835908260273?sort=1 youtube:
×