Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

NicksAlmeida

Membros
  • Total de itens

    8
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

0 Neutra
  1. Cara, que irada sua trip! Parabéns pelo relato, ficou show.
  2. Will, que maneiro!!! Haha eu tbm nem fiquei mto em Santiago, acho q fiquei 1 noite só, tava muito cansado e passando mal, depois explico melhor . Cara, assim q escrever seu relato coloca o link aqui, to ansioso pra ler hehe. Bora marcar o pedal pô. Tô pensando em fazer a costa do uruguai desde o Chuí até Colonia. Talvez no final de janeiro. Se animar, bora fazer juntos! Me passa seu contato ae q a gente marca Abração!
  3. Putz, tô tão corrido aqui que só vou conseguir terminar o relato em dezembro, nas férias Foi mal.. Hehe Will_BR, conte aí onde vc tá e como tá sendo a viagem aproveita bastante pq é uma viagem incrivel!! Se vc for dormir em Las Cuevas (ultima cidade da Argentina, que tá na divisa com o Chile), fica no hostel do Juan Pablo, acho que chama Portozzuelo, ou algo assim. O cara é 10 e dá varias dicas boas. Aproveita e fala que eu mandei um abraço pra ele, fala q sou um brasileiro que ficou lá e que contei algumas historias de quando morei na Africa q ele vai lembrar. Abração e curta muito sua trip
  4. Dia 4 - De Potrerillos até Uspallata Total percorrido: 63km A noite foi pior que a anterior. Caiu uma chuva torrencial, todas as barracas do camping molharam e todo mundo foi dormir em uma parte coberta que ficava ao lado do banheiro. Não tinha como fugir dali, chovia muito. E parecia que todo mundo roncava igual uma britadeira.. foi tenso! Tínhamos combinado de acordar por volta das 4, pra conseguir sair bem cedo e não pegar muito sol, mas já era 3:30h e eu não tinha dormido nada, então decidi já começar a arrumar as coisas.. A chuva tinha parado e logo em seguida o Ramon acordou. Tomamos um café e saímos bem cedo, por volta das 4:30h. Logo saindo do camping pegamos a maior subida da viagem até naquele momento, foram uns 3 km de subida. Seguimos pedalando até amanhecer o dia e, sem o sol torrando a cabeça, deu pra avançar bastante. Parecia que iríamos chegar cedo em Uspallata, mas nem tudo ocorreu conforme o planejado Por volta das 8:00h minha corrente quebrou Demoramos mais de meia hora até conseguir arrumar (marinheiros de primeira viagem, sabe como é..), pedalamos mais um pouco e estourou meu pneu Aproveitamos que estávamos em frente um sítio cheio de árvores, embaixo de uma sombra e, enquanto eu consertava o pneu, o Ramon preparou um café da manhã. Quando estávamos terminando, eis que surge uns 20 cachorros correndo atrás da gente hahaha Eu gosto bastante de cachorro, então meio que tentei acalmar eles dando alguma coisa de comer, etc. E até que resolveu, mas do nada veio um por trás e fez xixi em mim! Já não podia acontecer mais nada no dia, tava foda! Apesar dos problemas, até que avançamos bem no período da manhã. Por volta do meio dia encontramos um túnel e paramos ali mesmo pra fazer nosso almoço e dar uma descansada, já que não víamos uma árvore há um bom tempo. O sol, como sempre, estava insuportável e quanto mais subíamos, mais forte ele ficava.. Eu queria ter ficado mais um dia em Potrerillos, pq não dormia direito há 2 noites e estava morto, mas trocamos uma ideia e decidi pedalar até Uspallata com a condição de darmos uma boa descansada na hora do almoço, tipo umas 2 horas pra eu poder tirar um cochilo. Mas acho que o sol torrou um pouco a cabeça do meu brother e, assim que acabamos de almoçar, ele me disse que tava indo, pq queria chegar rápido, q já não aguentava mais o sol, etc e etc. Pra mim não fazia nenhum sentido, já que era 13:00h e ele pegaria o pior sol de todos, o que vai até as 3, e tbm pq estávamos juntos nessa viagem, se acontecesse alguma coisa com um, o outro estaria ali para socorrer. Mas parece que o sol tinha torrado mesmo uns miolos dele.. Ele não pensou em nada disso e vazou. Eu fiquei bem puto, mas não falei nada. Fiquei descansando mais um pouco e depois fui num ritmo bem tranquilo. Fazia tanto silencio na estrada que coloquei um som no iPad e fui ouvindo, de boinas.. Parei várias vezes pra tirar umas fotos iradas e, em certo momento, encontrei umas árvores ao lado do rio (a estrada sempre ia seguindo o rio). Nunca fiquei tão feliz em ver umas árvores!!! Claro que parei lá, entrei no rio, dei uma booooa descansada e segui viagem. Cheguei na entrada de Uspallata de tardezinha e meu amigo tava me esperando lá fazia umas boas horas haha Depois conversamos e ficou tudo bem. Uspallata já não é um "pueblo", como eles chamam as cidades minúsculas q passamos. Já é uma cidadezinha de uns 10 mil habitantes e é uma cidade turística, tem até farmácia (deu pra comprar um protetor auricular e uns dramim pra ver se consiguia dormir mesmo com o ronco do Ramon)!!! Escolhemos um camping legal (tem vários, pq é uma cidade turística) e nos instalamos. Depois comemos uma parrillada e tomamos uns vinhos, já que ninguém é de ferro! Apesar dos percalsos, o dia terminou bem e foi um dos trechos mais bonitos da viagem
  5. Dia 3 - de Dique Cipolletti até Dique Potrerillos Total percorrido: 46km Quando compramos as coisas em Mendoza, decidimos comprar só uma barraca de 2 lugares pra tentar economizar um pouco E esse foi o segundo erro da viagem, que me custou caro, bem caro! O problema é que o Ramon ronca igual uma porca véia , e eu tenho o sono muito leve. Mesmo muito cansado, não consegui dormir nada. Qdo foi por volta das 3 da manhã já estava desesperado , então peguei meu saco de dormir e fui dormir ao relento.. bem longe da barraca! Só assim consegui dormir, mas isso nos causou outro problema: nós dormimos demais! Tínhamos combinado de acordar por volta das 5 da manhã, mas só acordamos às 8:30h. Até arrumar as coisas e sair do camping, ja era quase 9:30h.. Em pouco tempo o sol viria com tudo De Cipolletti até o pé da Cordilheira quase não tinha subidas muito significativas, então conseguimos avançar bem, porém chegamos na Cordilheira justo ao meio dia!!! Daí até em Las Cuevas (divisa com o Chile) seria só subida. Ou quase... Antes de encarar a Cordilheira, paramos pra almoçar embaixo de uma das poucas árvores que iríamos encontrar pelo caminho. Fizemos um sanduíche de pão com tomate e salamin (uma espécie de salame que vende aqui na Argentina). Sobremesa? Dulce de leche, claro! Descansamos um pouco e começamos a subida. Putz, a subida era gigannnnte!!! Em váááários lugares tivemos que descer da bike e ir empurrando. Parecia que não avançava nada, pedalávamos, empurrávamos, mas qdo olhava no ciclocomputador, não tínhamos pedalado nem 3km .. As árvores sumiram todas, as nuvens também desapareceram... o sol estava gritante e as únicas sombras que tinham pelo caminho era qdo uma montanhã fazia sombra na estrada, o que raramente acontecia entre o meio dia e as 3 e meia da tarde... Neste momento já não sabia mais o que fazer, o sol junto com o capacete tavam torrando meu cérebro, os pensamentos já começavam a se embaralhar, queria voltar, mas já havíamos andado uns 30 km e não tínhamos encontrado nada pelo caminho, nem uma casa sequer. O protetor fator 50 parecia fraco demais e as subidas cada vez mais íngrimes.. Levamos 4 litros de água cada um, mas a essa altura já estava quase acabando tudo.. Encontramos um ciclista no caminho que nos disse que faltava "só" 15 km, e que uma hora iria ter uma descida boa. Foi um pouco reconfortante ouvir isso, mas juro que não sabia se eu aguentaria mais 15km naquela situação. Andamos mais um pouco e encontramos uma mini-sombra que a montanha tava fazendo e ficamos lá por uns bons minutos. Continuamos assim, andando devagar, empurrando as bikes e tentando apoiar um ao outro, mas os tais 15 km pareciam ser eternos. Em um certo ponto a água acabou, sabíamos que faltava pouco pra chegar, mas mesmo assim bateu um desespero... Mas, de repente, depois de contornar uma montanha gigante, Ramon (que estava uns 100m na frente) deu um grito: "Nicks!! Vem ver isso aqui, corre!!!" Era o nosso premio... Sim, existia a tal descida e era uma descida gigaaaaaaaaante (6 km, pra ser mais exato), com uma vista linda e um lago todo azul lá embaixo: o Dique Potrerillos! Um dos lugares mais bonitos de toda a viagem Deixamos as bikes e entramos no lago, foi sensacional!! Era sábado, tinham várias famílias fazendo churrasco ao lado da represa, nos deram algumas coisas de comer, foi demais!!! Ficamos nadando no lago por quase 1 hora.. depois fomos até a cidade (que era mais 5km dali) a procura de um camping. O lago seguia entre as montanhas e tivemos a sorte de encontrar um camping bem na frente do lago. Armamos a barraca, deixamos as coisas e fomos comer num restaurante bem simples e gostoso. Na volta compramos uma garrafa de vinho e ficamos tomando e trocando ideia em frente ao lago, no meio das montanhas, enquanto se armava uma chuva. Que viagem foda que estávamos fazendo!!!
  6. Dia 2 - de Mendoza a Dique Cipolletti Total percorrido: 38km Acordamos por volta das 10h (nosso primeiro erro!), tomamos café, arrumamos as coisas nas bikes e saímos do hostel por volta das 11h. A cidade é grande e, pra ajudar, a tal festa é tipo um carnaval, tinha vááárias ruas bloqueadas, por onde passavam os "trios" com umas meninas distribuindo garrafas de vinho Resumindo: era 13h e ainda estávamos em Mendoza Paramos pra comer e todo mundo vinha conversar com a gente. As pessoas de Mendoza são simpáticas (bem diferente de Buenos Aires!!) e algumas pessoas na lanchonete salvaram nossas vidas. Explico: primeiro pq nossos alforjes estavam pegando nas rodas, então 2 caras se deram ao trabalho de ir buscar uns ferros de construção e arame pra fazer uma gambiarra bem elaborada que nos ajudou demaisss durante toda a viagem. E, segundo, pq estávamos indo em direção aos Termas de Cacheuta e esperávamos passar de lá para a rodovia que dava acesso ao Chile, mas um outro cara da lanchonete escutou a conversa e nos alertou que essa passagem estava bloqueada e não dava pra passar nem de bike. Sorte nossa, seria uns 80 km (ou uns 2 dias, no nosso caso) perdidos. O cara ainda desenhou um mapa super detalhado num guardanapo, explicando passo a passo o caminho para conseguir chegar a um tal de Dique Cipolletti, onde teria uns campings e daria pra dormir tranquilo. Pelo caminho, até chegar ao Dique Cipolletti, juro que pensei em desistir da viagem umas 10 vezes. O sol estava MUITO forte, as subidas eram muito difíceis e quase não tinha sombra pelo caminho (Mendoza fica em uma região desértica, o sol é muito intenso durante o dia e faz frio à noite). Mas, de repente, fizemos uma curva lá e apareceu caminho cheio de sombras e barris de vinho. Incrível !! Por este caminho cheio de sombras andamos uns 15 km, o que foi mil vezes mais fácil do que quando estávamos com o sol à pico. Nessa hora descobrimos que o sol (e nem tanto as subidas) seria o nosso maior problema durante a viagem. De tardezinha ainda encontramos com 3 ciclistas que estavam vindo do Dique, eles nos levaram até um camping bom e barato e nos deram mais dicas. O Dique é uma espécie de represa e o camping ficava bem ao lado, tinha uma boa estrutura e água quente nos chuveiros. Tomamos um banho, armamos a barraca, cozinhamos um arroz com atum e tomate e apagamos. Ou melhor, o Ramon apagou.. pq eu não consegui dormir quase nada (explico no próximo post).
  7. Dia 1 - Buenos Aires - Mendoza Total percorrido: +/- 1300 km em bus Somos estudantes e vivemos na Argentina (eu em Buenos Aires e meu amigo em Córdoba). Decidimos nos encontrar em Mendoza, mas pra nossa sorte, o ônibus que peguei era o mesmo dele (passava em Córdoba antes de ir pra Mendoza). Aqui na Argentina as coisas são um pouco difíceis. Na hora de comprar a passagem perguntei se poderia levar a bike no bagageiro (no mala bike - depois explico essa parte) e disseram que sim, mas é claro que as coisas não poderiam ser assim tão fáceis... Qdo estava colocando a bike no ônibus o motorista me diz que não vai levar e que eu teria que enviar ela "por encomenda" Ficamos discutindo, mas já era de madrugada e não tinha ninguém na rodoviária. Percebi que o cara iria me deixar pra trás e acabei dando 100 pesos pra ele e fomos embora. Encontrei com meu amigo (que tbm teve que pagar pra colocar a bike no ônibus) de madrugada, e chegamos em Mendoza por volta das 11 da manhã. Montamos as bikes e fomos procurar um hostel. Quase todos estavam lotados, pq tava tendo a maior festa da cidade justo nesse fds (Fiesta de la Vendimia) e tava tudo lotado!!! Encontramos um hostel que estava por inaugurar e acabamos ficando lá mesmo.. foi bom pq só tinha a gente, já que o hostel ainda não tinha inaugurado, e conseguimos descansar da viagem estressante de bus. Lá pelas 3 da tarde saímos pra comprar as coisas da bike (garupa, barraca, etc) , mas descobrimos que a "sesta" deles vai até as 17:00h !!!!!!!! Eu já conhecia Mendoza e já gostava da cidade, mas depois disso quero me mudar pra lá!!! Amo aquele lugar Tivemos que voltar pro hostel e esperar as até as 16:30h pra começar a procurar uma bicicletaria, encontramos uma bem legal e o cara nos deu várias dicas. Instalamos o bagageiro, alforjes e etc e fomos para o Jumbo/Easy comprar barraca, saco de dormir, fogareiro, etc e etc. No final do dia estávamos exaustos. Até demos uma passada na tal festa, mas acabamos comprando umas cervejas e ficamos tomando no hostel mesmo...
  8. Faz tempo que estou para escrever alguns relatos de viagens que fiz, mas sempre me dou a desculpa de que "estou sem tempo"... Até que hj decedi retribuir um pouco do que este forum já fez por mim e escrever meu primeiro relato Eu e um amigo, Ramon, estávamos combinando uma viagem de bike fazia uns 6 meses, mas nunca tinha dado certo. Até que vimos que teríamos uns 10 dias livres nas mesmas datas, então começamos a planejar nossa cicloviagem. O problema é que já estava muito em cima da hora e a única coisa que tínhamos eram as bikes Faltava tudo! Desde garupa e alforjes até preparo físico, já que não tínhamos nenhum. Juro. Uso a bike em alguns finais de semana, mas acho q nunca tinha pedalado mais do que 10km hehe Queríamos ir para algum lugar foda e quase fizemos a besteira de fazer uma parte da Carretera Austral. Sorte que uns dias antes um vulcão ali perto entrou em erupção, inviabilizando nossa idéia. Foi sorte mesmo, pq fazer a Carretera sem preparo físico nenhum seria loucura! ãã2::'> Então, quando estávamos quase desistindo da viagem (mais uma..), li alguma coisa aqui no Mochileiros sobre alguém que fez o trajeto Mendoza/Santiago. Foi a chave: é pra lá que vamos No outro dia estávamos no ônibus com nossas bikes indo pra Mendoza e, aí, inicia nossa viagem.. (continua)
×