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monaik

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Sobre monaik

  • Data de Nascimento 02-05-1986

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  • Lugares que já visitei
    Grecia, França, Italia, Croacia, Argentina, Uruguai, Foz do Iguaçu, Jalapão, Chapada das Mesas, Peru, Chapada dos Guimarães, Chapada dos Veadeiros, Espanha, Holanda, Alemanha, Áustria, Bratislava e Budapenste
  • Próximo Destino
    Patagônia, Salar do Uyuni, Monte Roraima
  • Meus Relatos de viagem
    [url]http://www.mochileiros.com/peru-cusco-arequipa-ica-paracas-huaraz-lima-outubro-de-2013-t92945.html[/url]
    [url]http://www.mochileiros.com/final-de-semana-em-montevideu-marco-de-2015-t116490.html[url]
    [url]http://www.mochileiros.com/mochilao-de-25-dias-toledo-barcelona-amsterdam-berlim-dresden-praga-viena-bratislava-budapeste-e-madri-05-2015-t118411.html[url]
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  1. Umas fotinhos para ilustrar o quão legal foi essa viagem, enquanto vou tentando escrever o relato...rsrs
  2. Planejamento: Daqui do Brasil, comprei apenas a passagem Rio-VVi-Rio e VVI-Sucre pelas Amaszonas. O site dessa empresa é bem rudimentar, e eu não consegui comprar por ele. Mandei email para a empresa, eles fizeram a reserva e depois me enviaram um link para efetuar o pagamento, que deu certo! Os passeios foram todos reservados na hora, sempre pechinchando. Na maioria das vezes, saímos ganhando, mas tivemos nossas derrotas e acabamos pagando o tour para o Chalcataya no lugar mais caro, ou não teríamos tempo para fazê-lo. Em relação ao hostel, só reservei a primeira noite em Sucre, no Traveler's Guesthouse. Em teoria, eu tinha pego uma promoção pelo Booking para um quarto quádruplo por R$24,00. Na hora de pagarmos, esse era o preço por pessoa. Eu queria ver um outro hostel na ocasião, mas o resto preferiu não reclamar e ficou por isso mesmo...rsrs. Para os outros, havia anotado os nomes dos hostels e fui na cara e na coragem, sem muitos problemas de conseguir acomodação. Segue as opções que eu levei: - San Pedro do Atacama: Juriques, Towanda, Hostel Matty, Sol Atacama Hostel - La Paz: Pirwa, Loki Hostel, Wild Rover Cotação: - Bolívia: 1BRL = 1,82 BOL (La Paz) ou 1,60 BOL (nos outros lugares da Bolívia) 1USD = 6,95 BOL - Chile: 1BRL = 163 CLP 1 USD = 687 CLP Custos: Quanto ao dindim, essa conta é tensa, ainda mais com o dólar a mais de 4 reais. Na época que eu viajei a cotação era 1USD = 3,95BRL. Especificando: - Transporte: R$1219,51 (R$957,51 aéreo, R$262,00 terrestre) - Hospedagem: R$370,00 - Alimentação: R$519,10 (aqui inclui os valores gastos com as biritas) - Passeios: R$1453,11 (incluindo as taxas de visitação dos parques) - Outros: R$56,02 (propina, banheiro, lembrancinhas, etc) Total: R$3617,74 ou 916 USD Durante o relato, vou detalhando os gastos. Nos custos acima, não inclui o valor da travessia Condoriri ao Huayna Potosi, pois é uma atividade bem específica e a maioria não procura por ela. Mas falando para aqueles que se interessam, que, para mim, foi o ponto alto (literalmente) da viagem, paguei 340 USD por 5 dias, incluindo guia de trilha e outro de escalada, hospedagem, alimentação, transporte, subida ao Pico Áustria, escalada no Huayna Potosi, equipamento e prática de escalada no glaciar. Achei muito barato para tudo o que é oferecido e creio que não conseguirá melhor preço em lugar nenhum do mundo para coisa semelhante. Para mim, o gasto total ficou em R$4960,74 ou 1256 USD. E partiu contar história que é mais legal...
  3. Dia 25 – 24/05: Voltando pra casa Dormi com a roupa que ia sair mesmo, para não ter trabalho. Quando o relógio despertou, desci a cama e, de repente, a escada vira comigo junto. Resultado: um saco de bata caindo com escada e tudo, fazendo um mega barulho e acordando geral...Uma menina até perguntou se eu tava bem, respondi que sim. Fui ao banheiro e no corredor estava o americano em pleno clima de final de festa: olhos pequenos e dando em cima de uma mulher bem feia....Viva o álcool! Voltei para o quarto, peguei as minhas coisas e fui esperar a van. Tinha mais um cara aparentemente esperando tb a van (e no fim, estava mesmo; pegamos o mesmo carro). O transporte ocorreu sem intercorrências. No aeroporto, na fila do checkin, descubro que ele é brasileiro! O Anderson, carioca e que trabalho perto de mim! Ô mundo pequeno rsrs. Conhecemos mais um casal brasileiro na fila. Ficaram espantados de eu estar viajando sozinha e apenas com uma mochila de bagagem de mão. Após o checkin, nos separamos. Fui tentar pegar o reembolso das taxas da mochila. Apesar de ter achado o lugar, a nota que eu tinha não servia (precisava de um formulário específico). Fui para o embarque e lá esperei. No avião, o Anderson estava numa fileira a frente e, na do lado, um brasileiro de Campinas. Quando os três estavam acordados, conversávamos um pouco. Dei a sorte de as duas cadeiras do meu lado estarem vazias! Pude deitar de verdade para dormir...hehe. Fiz escala em Guarulhos. Ali passei o tempo com um chope da Paulaner. Depois foi ponte aérea rumo ao lar doce lar. Custos: Chope em Guarulhos R$15,00
  4. Dia 24 – 23/05: Uma pincelada madrilena Acordo de madrugada e encontro com o chileno voltando do pubcrawl. Ele me pergunta pq eu não fui e disse que ia acordar cedo pra ir a Madri. Nos despedimos e eu desci para esperar a van. Junto comigo, tem uma mexicana que pegaria o mesmo transporte. Quando chegamos no aeroporto, o checkin da Ryannair não está aberto. Vc é obrigado a passar lá para eles carimbarem o seu ticket, mesmo tendo feito o checkin online. Teve uma confusãozinha na fila; os espanhóis não conheciam o significado de fila e queriam passar a frente. Carimbado o meu ticket, fui para o embarque. Aproveitei e gastei os meus últimos florins tomando café da manhã no Burger king. Cheguei em Madri umas três horas depois. Já tava craque no metrô e segui o meu rumo para o Way Hostel, que já tinha reservado por email. O problema é que eu só estava com endereço dele; tinha esquecido de imprimir as direções. A bateria do celular estava morrendo e fiquei que nem uma doida procurando um wi-fi free (se fosse em Barcelona, não teria esse problema...rsrs). Como eu tava com uma estação de metrô na cabeça, segui os meus instintos e desci nela. Nesse ponto eu acertei. Perguntei a uma florista e ela me indicou que dali a 4 ruas eu chegaria ao meu destino. Andei, andei, andei e nada. Parei e perguntei de novo. Falaram para eu voltar algumas ruas. Finalmente achei o lugar! Como sempre, só podia ir para o quarto depois das 14:00. Deixei a mochila no locker e fui tomar banho. De volta no locker para deixar as coisas, encontrei a Helen, menina da Namíbia que estudava em Barcelona e estava de férias. Teve seu dinheiro roubado em outro hostel e teve que terminar mais cedo a sua viagem. Decidimos dar uma volta juntas. Fomos ao Palácio Real, mas não entramos. Fila gigante e caro. Ao lado fica a Catedral de Almudena. Pagamos 1 euro e entramos. Para mim, foi mais uma igreja, mas já que estava ali, valeu a pena. Depois fomos caminhando em direção ao Templo de Debot, a única coisa que realmente eu queria ver em Madri, Esse é um templo egípcio, que os próprios deram ao governo da Espanha em sinal de gratitude. Tipo, desmontaram, transportaram e montaram um TEMPLO inteiro. Curti demais, e ainda por cima, grátis. Seguimos para a plaza España para almoçar. No meio do caminho tava ocorrendo a gravação de algum programa, com um apresentador interagindo com a galera. Parei para ver o que era, mas não entendi muita coisa e seguimos o rumo. Paramos num restaurante e pedi um menu completo. Fim de viagem tava ostentando! rsrs. A Helen pediu uma pizza. Para o prato principal, pedi um peixe frito e de bebida, tinto de verano (é uma mistura de vinho com frutas). Para a minha surpresa, o peixe foi frito com a cabeça mordendo o rabo! HAHAHAHA. Sinistro! Depois da comida, Helen disse que ia ver umas paradas. Eu voltei para o hostel. Aproveitei para comprar lembrancinhas e uma mochila nova (que já tinha procurado o endereço de uma loja ali perto). Quando entrei no quarto, tinha uns 4 garotos, falando 'obrigado'. Perguntei se eram brasileiros, em português. Me olharam com uma cara estranha. Aí falaram em inglês comigo. Eram americanos e tinha acabado de visitar Portugal. Falei que ia para o Museu do Prado, que é de graça após às 18 hs. Um dos meninos foi comigo. O museu fica perto do Parque Buen Retiro, fazendo o caminho para lá bem agradável, com bastante árvores. Como já não estava muito afim de turistar, bati ponto em algumas pinturas que eu tinha anotado e decidi dar uma volta no parque. O museu é muito grande! Tem pinturas de todos os séculos, ao menos desde quando começaram a se importar com isso...rsrs. Em relação ao parque, também é gigante. Eu entrei pela Calle de Alfonso, que fica perto da fonte de Angel Caído. Visitei o embarcadero, que é um lago com vários barquinhos. Passei pelo rosedal também. Já tava cansada e decidi voltar. Andei muito! rsrs. Saí por um lugar que não reconhecia. Vi um mercadinho e parei para comprar uma cerveja. Agora, abastecida, continuei andando e vi uma estação de metrô; aí foi fácil voltar. No hostel era noite de paella por 2 euros. Pedi uma e forrei o estômago. Fui ao mercado para comprar o café da manha seguinte, já que iria para o aeroporto de madrugada. Ia aproveitar para comprar uma birita, mas não é vendido depois das 22:00. Quando voltei para o hostel, encontrei com o americano e mais duas meninas. Eles me convenceram a ir no pubcrawl, que iria visitar três bares naquela noite e teríamos direito a uma dose de tequila em cada um. No grupo, conheci uma brasileira que tinha acabado de iniciar a trip e tava sozinha. Foi o pior pubcrawl que fiz! A tequila não tinha álcool! rsrs. O bar/boate tava vazio. As pessoas só ficavam encostadas nos cantos... Tinha uma 'promoção' de drinks (2 por 12 euros), que eles tentavam empurrar e que recusei solenemente. Como sou brasileira e não desisto nunca, fui para o segundo. Uma fila gigantesca para entrar! Esperamos muito tempo no lado de fora. Depois de ameaçar ir embora umas três vezes, entramos. Tomei a tequila falsificada. Agora o lugar tava socado, mas a vibe não tava legal. Na hora de ir embora, esbarrei com outro brasileiro. Troquei umas palavras e decidi abortar a missão; voltar para o hostel e tirar uma sonequinha. No caminho fui abordada por bêbados me cantando. Foi a primeira vez na trip toda que me senti insegura, como se tivesse no Brasil... Mas consegui voltar sã e salva. No hostel tava tendo aulas de tango, mas a cama me chamava... Custos: Café da manhã no aeroporto HUF780 Metrô aeroporto - Madri EUR5 Metrô Madri EUR1,50 Catedral de Almudena EUR1 Mercado EUR2,15 Almoço EUR14 Jantar no hostel 2 euros Pubcrawl EUR13 Shuttle para o aeroporto EUR12 Way Hostel EUR14,99
  5. Dia 23 – 22/05: Caindo a ficha O dia continua chuvoso. Coloquei a minha capa e parti para a praça dos heróis. Ali do lado tem um prédio bonito, que não lembro o nome, mas só admirei por fora. Voltando para o hostel, passei na casa do Terror, que vale muito à pena. Aqui você conhece a história da Hungria durante as ocupações nazistas e socialistas, tendo inclusive um tanque dentro do prédio. Aliás, o prédio serviu de base para o governo nazista e socialista, onde ocorreram torturas, prisões, mortes. É chocante, mas nos esclarece o quão aquele povo sofreu com os dois governos autoritários. Ao menos eu não tinha essa noção quando fui pra lá. Para falar a verdade, a minha ideia de Budapeste era ser um país barato, já que é do leste europeu, com festas históricas. Tem isso tb, e parece que a galera jovem vai lá só para isso. Mas é uma cidade muito rica historicamente, que sofreu bastante no século passado. E isso ainda me fascina, marcando a minha alma. Voltei para o hostel na hora do almoço. Combinei um shuttle para o aeroporto que sairia de madrugada. Nas sugestões do mural, acabei achando um restaurante tailandês. Nem pensei duas vezes e fui pra lá. O bom é que fui para uma área que ainda não havia caminhado. Comi um curry de porco com broto de feijão e cogumelos muito bom. Pra variar, cerveja. Rsrs. Depois voltei para arrumar a minha mochila. Entro no quarto e houve mudanças da galera. Antes eram apenas meninas. Agora tinha praticamente homens. Conheço um chileno e seu amigo americano. Trocamos uma ideia e combinamos de ir no pubcrawl à noite. Fiz o checkout e peguei o valor do depósito, pois iria usar os florins a noite. Eu tinha meu ingresso já comprado para a ópera. Assisti ao Fausto. DICA: Escolha ir a ópera em Budapeste; é bem mais barato que Viena. Em particular, achei essa ópera mais interessante tb (ao menos tinham legendas em inglês). O prédio tb é mais bonito. E aqui dei sorte. Comprei o meu ingresso de 1 euro e o lugar era até maneiro. Mas tinha uma senhora que tava no lugar da bancada; a sua amiga acabou não indo e me chamou pra ocupar o lugar! Muito amor <3 A ópera acabou durando uma hora a mais que o previsto. Àquela hora, a galera do hostel já tinha saído pro pubcrawl. Eu sabia quais bares eles iriam, mas refleti; já tinha bebido a viagem toda; acho que vou é comer bem. E foi o que eu fiz. Fui num restaurante italiano que já estava namorando desde cedo. Pedi uma massa muito boa, acompanhada de um belo vinho tinto húngaro! Foi um ótimo fechamento daquele lugar. Voltei para o hostel, já que ia levantar dali a algumas horas. Custos: Café da manhã HUF115 Casa do terror HUF2000 Shuttle para o aeroporto HUF2500 Almoço Parazs Presszo HUF2500 Ópera Fausto HUF300 Jantar no Madalena Merlo HUF2550
  6. Esse foi o meu segundo mochilão pela América do Sul. O primeiro foi no Peru, em 2013. Lendo os relatos para aquela viagem aqui no mochileiros, fiquei com muita vontade de ir a Bolívia e subir o Huayna Potosi. Mas como o tempo era curto, preferi aproveitar mais o Peru e deixar para uma próxima oportunidade a escalada na Bolívia. Dois anos depois surgiu a oportunidade: uma promoção da gol para Santa Cruz de la Sierra. Comprei a passagem logo para garantir, iria sozinha mesmo se não conseguisse companhia. Divulguei para poucos amigos que topariam o roteiro que estava planejando. No fim consegui agregar mais três pessoas que iriam comigo até o Atacama. A travessia e a escalada seria feita por mim e um amigo, que é meu parceiro de escalada aqui no Rio. Meu planejamento foi feito a fim de chegar aclimatada para o H. Potosi. Afinal a trilha se inicia a 4700m e o cume está a 6088m. Coloquei todos os lugares mais altos no início da viagem, de forma gradual e fazendo trilhas quando possível. Beber bastante água também contribui bastante para evitar o soroche. Adaptar o seu ritmo de caminhada com os batimentos cardíacos; em outras palavras, ande mais devagar a fim de manter os batimentos num ritmo constante e não acelerado. O único remédio que tomei foi dorflex, no segundo e terceiro dia no salar de Uyuni, por causa de uma leve dor de cabeça. De resto, apenas o cansaço normal. Em relação à roupa, usei o sistema de camadas: segunda pele, fleece e corta vendo. Levei também calça impermeável, que foi muito importante para caminhada pelos Andes, já que os dois primeiros dias andei com neve e chuva. O roteiro final foi o seguinte: 31/out- voo ida, chegada em Sucre 01/nov- Sucre 02/nov- Salar de Uyuni 03/nov- Salar de Uyuni, subida no vulcão Tunupa 04/nov- Salar de Uyuni 05/nov- Salar de Uyuni, ida para o Atacama 06/nov- Atacama 07/nov- Atacama 08/nov- Atacama, ida para Calama 09/nov- Calama-uyuni-La Paz 10/nov- la paz 11/nov- la paz-Copacabana-Isla del sol 12/nov- Isla de Sol-Copacabana-La Paz 13/nov- La Paz 14/nov- La Paz-Tuni-Laguna Ch´iyara- Pico Áustria 15/nov- Laguna Ch´iyara-Laguna MARIA LLOCKO 16/nov- Laguna MARIA LLOCKO-Campo base H. Potosi 17/nov- Campo alto H. potosi 18/nov- H. Potosi - La Paz 19/nov- La Paz 20/nov- La Paz 21/nov- La Paz - Cochabamba - Santa Cruz de La Sierra 22/nov voo volta Quando você chegar em Sucre, é possível pegar um ônibus noturno direto par Uyuni, no mesmo dia, pela 6 de Octubre. Preferi dormir essa noite em Sucre, para já ir me acostumando com a altitude. Além disso, foi proveitoso passar um dia na Capital Constitucional da Bolívia, pois possui uma linda arquitetura colonial. No ônibus para Uyuni, vale a dica para todos: leve roupas de frio no ônibus. Faz frio. Você chegará em Uyuni às 3:00, estando mais frio ainda. LEVE ROUPA DE FRIO NO ÔNIBUS!!!! Minhas considerações finais: por ser um país pobre, a Bolívia tem as suas dificuldades, mas me surpreendi que nem chega perto aos exageros que encontrei em alguns relatos na internet. Não passei mal com a comida. Os banheiros não são tão sujos assim. Os ônibus nem tão ruins. O povo é reservado, mas te ajudará sempre que possível. Contudo, cabe ressaltar: pessoas que tenham limitações com limpeza não devem ir ao Salar do Uyuni. Não é que o povo seja sujo, mas existe um simples problema: falta de água! Afinal, vc está num deserto (primeiro de sal, e depois o de terra, se for fazer o passeio de 3 dias). Não há recursos, não existem posto de gasolina, mercados e etc no caminho. Tudo (combustível, comida e água) será levada dentro do carro. Com exceção de uns poucos vilarejos, onde vc pode encontrar uma tendinha, são horas no meio do nada! E para mim, essa é a mágica do passeio. Então, roupas de camas não são lavadas com frequência, os banhos são pagos (se tiver sorte será quente, caso haja gás no hostel), a comida será simples. Por falar nisso, a comida disponibilizada foi melhor do que eu esperava! Em relação ao passeio de Uyuni. Todos fazem o passeio de três dias. Eu fiz o de 4 e recomendo muito, mas apenas para aqueles que curtem caminhadas. Isto porque você irá dormir na beira do salar, aos pés do Vulcão Tunupa, podendo ver tanto o pôr-do-sol como o alvorecer no salar. No segundo dia, poderá fazer a trilha até a cratera do vulcão. Terá mais tempo para curtir o salar propriamente dito. Depois, seguirá os dois dias do roteiro normal pelo deserto de areia até a borda com o Chile.
  7. Dia 22 – 21/05: I’m on a boat, it’s going fast Sobre as minhas impressões do hostel. Ele é bagunçado, tem mais staff do que hóspede. A galera que vai pra lá vai pra curtir as festas. Acordam bebendo e vão até cair. No início achei o banheiro sujo, mas depois ele tava sempre limpo. Não encontrei afinidades ali, mas ao menos consegui ir a festas qdo eu quis. Acordo e o tempo está bem chuvoso e frio, refletindo o meu humor. Passo no mercado de novo para comprar um complemento do café e parto pra rua com chuva msm. Comecei pela Grande Sinagoga. Peguei o ingresso apenas para a sinagoga, mas há opção de visitar também o museu judeu e o tour guiado. Ela é bem grande e bonita. A mim passou um misto de tristeza e consolação, não sei explicar ao certo o sentimento. No jardim, tem mais de 20 covas coletivas, dos judeus assassinados durante o cerco ao gueto. Isso começou a despertar em mim a realidade das coisas naquela parte do globo. No final, passei por uma exposição de fotos daquela época. Fui caminhando, debaixo de chuva mesmo, para a Basílica de São Estevão. Não há entrada, mas eles pedem uma doação para a igreja. O interior é bem luxuoso, com destaque para a estátua de São Estevão. Numa salinha mais ao fundo, é exposta a mão do santo, que se manteve ‘mumificada’ por todos esses anos! Creepy! Quando estou saindo, a chuva aperta mais um pouco. Aí sigo na peregrinação de entrar de loja em loja para me aquecer. Fiquei muito tempo na C&A passando tempo. Depois segui a rua em direção ao mercado central. De repente sou abordada por um vendedor, dizendo que ganhei o sabonete feito com lama do mar morto! Hahaha. E ficou insistindo para eu comprar um kit de polimento de unha, que custava 60 euros! O pior é que quase me convenceu.... Saí dali quase fugida rsrs Você vai encontrar todas as especiarias possíveis no mercado central. Aproveitei e comprei açafrão, páprica doce e picante. Também tem artesanato, mas achei caro. Eu ia almoçar por ali, comer ‘autêntica’ comida de rua húngara, mas tb achei caro para comer em pé ainda. Decidi tentar a sorte num restaurante. Não me arrependi! Achei um menu típico num restaurante pomposo. Ainda me dei ao luxo de pedir vinho! Voltei para o hostel e fiquei sabendo que a noite teria festa no barco pelo Danúbio. Topei e paguei a versão mais barata. Achei que não valia a pena pagar 2500 HUFs por uma garrafa de espumante. Resolvi ir aos banhos termais Szechenyi, que é a mais antiga e tem uma parte coberta e outra descoberta. Ali perto também tem o Castelo de Vajdahunyad, que o Harry havia me dito que era coisa pra turista ver. Então só fiquei lá nas piscinas quentinhas; parecia uma sopa de velhinhos hahaha. Existem armários para guardar a sua roupa e pertences. Levei só a minha toalha para as piscinas. Fiquei relaxando por quase duas horas, até quase fechar. Foi ótima a sensação daquela água quentinha depois de ter tomado chuva o dia todo. Na volta para o hostel, saquei 8000HUFs no caixa eletrônico e passei no mercado para comprar vinho. Foi apenas 1 euro! Fiz hora até a festa no barco, tomando o meu vinho e vendo a galera num jogo de biritas. Na hora de sair, o staff faz uma ‘cerimônia’. Inclusive um cara indiano tava usando calça de lycra dourada! Nesse momento conheci dois brasileiros que tinham acabado de chegar em Budapeste. Paramos num bar para continuar o esquenta. Conheci uns alemães, que ofereceram cervejas para mim hihi. Como ainda não tinha comido, aproveitei o kebab em frente ao bar e já garanti o sustento. No caminho para o porto, uma vontade gigante de fazer xixi (de novo!). Fui entrando em vários bares, mas nenhum deixou usar o banheiro, nem pagando (e dessa vez eu tinha dinheiro! Rsrs). Chegamos ao porto, mas tinha que esperar na fila. Avistei um restaurante, e um dos brasileiros se ofereceu para ir comigo. Entrei na cara dura, como se estivesse jantando ali; procurei o banheiro e continuei como se nada estranho estivesse acontecendo! Hahaha. O segundo melhor xixi da minha vida!!! Saí de boa, como se tudo estivesse normal... Assistir a cidade à noite é uma experiência à parte. Se tiver a oportunidade, contrate um passeio de barco à noite. É lindo ver as pontes iluminadas, o parlamento e o castelo de Buda. Mas, se tiver a oportunidade da fasta no barco, vá! Oportunidade única . Para incentivar a garotada, os guias falavam para toda vez que o barco passasse embaixo de uma ponte, todos tinham que se beijar. Nada como uma festa de barco no Danúbio para melhorar o humor...rs Custos: Grande Sinagoga HUF3700 Basílica de São Estevão HUF200 Banheiro HUF150 Mercado HUF400 Almoço HUF3885 Boat party HUF5000 Banhos Termais Szechenyi Vinho HUF365 Kebab HUF690 Auxílio no transporte HUF200
  8. Dia 21 – 20/05: Um lindo dia húngaro Acordei e um belo sol estava me esperando lá fora. Desci da minha cama e tinha uma menina jogada na de baixo, pintada com um bigode! Bom, abstraí e fui ao mercado providenciar o café da manhã. Antes passei no câmbio e troquei 100 euros. Voltei ao hostel, paguei a hospedagem e deixei o depósito de 5000 HUF pela chave, peguei meu passaporte e parti pro parlamento. O Harry me respondeu dizendo que tinha marcado um walking tour pelo castelo. Avisei que ia ao parlamento e ficamos de nos encontrar depois. O parlamento era um pouco mais longe que eu pensei e cheguei lá em cima da hora. A minha sorte era que tava uma confusão para as pessoas passarem no detector de metais. Aí o meu grupo tava sendo chamado e ‘furei’ a fila. DICA: Compre o ingresso online; na hora só fica a disposição os que sobram. Eu achei muito interessante o interior, ricamente decorado. Também fica em exposição a coroa do império húngaro, já que ela pertence ao governo, e não ao rei. Na sala legislativa, tem várias pinturas da Sissi e seu marido (lembram do império austro-húngaro?). Recomendo muitíssimo esse passeio! Saí dali e fui caminhando por trás do parlamento, na margem do Danúbio e em direção a Chain Bridge. Estava quente, e eu queria muito estar usando um short. Passei pelo monumento dos sapatos, onde judeus foram fuzilados sem sapatos naquele local. Dizem que o Danúbio ficou vermelho naquele dia. Atravessei a Chain Bridge e segui para o Castelo. Peguei um funicular porque não queria subir tantas escadas. Assim que saio, estava tendo a troca da guarda (aparentemente ela acontece a cada hora). Muito mais interessante que a troca de Praga. Caminhei ali no entorno do castelo e optei por não entrar. A vista dali de cima é bem bonita. To andando distraída quando vejo um gringo de calça, camiseta e uma blusa de flanela por cima. Eu penso, caraca tinha que ser gringo sair todo coberto num calor desses. Me aproximo mais um pouco e era o Harry! Ele me diz que o Chippy tava no banheiro. Decido seguir conhecer a cidade com eles. Continuamos pelo lado de Buda, passando pelo Bastião dos Pescadores e Igreja de São Marcos. Ali tinha uma feirinha com uns artesanatos bem bonitinhos. Achei interessantes os canivetes tb. Comprei uma cerveja pra amenizar o calor rsrs. Já tinha passado a hora do almoço e fomos procurar algo pra comer. Descemos de Buda para uma região quase Peste rsrs. Achamos um restaurante bem legal. Pedi um porco apimentado que tava divino. Para acompanhar, cerveja! Hahaha. Dali, passamos no mercadinho para comprar mais cerveja. Andamos, nos perdemos. Achamos uma linda vista para o parlamento. Decidimos ir para o meu hostel e continuar bebendo lá. Chippie acaba falando que eles vão embora naquela noite para Zagreb e precisavam ir no hostel pegar as coisas deles. Bom, fiquei ali bebendo sozinha, fazer o que. Muito mais tarde, eles reaparecem. Harry tinha passado na pizzaria e eu pedi para ele trazer uma pra mim, o que ele fez rsrs. Decidimos ir ao Szimpla, um bar ruína bem famoso. Tomei vinho a menos de um euro! Deu a hora deles pegarem o trem. Nos despedimos, o que foi difícil pra mim. Segui em direção ao hostel, sem olhar para trás. Decidi que já estava encerrada aquela noite. Custos: Carpe Noctem Vitae Hostel HUF10500 Café da manhã (mercado) HUF310 Visita Parlamento HUF5200 Funicular HUF1200 Cerveja HUF550 Almoço com cerveja HUF2250 Noite no Szimpla HUF250
  9. Dia 20 – 19/05: What the fuck is Bratislava? Bratislava é a capital da Eslováquia. Lembram da Tchecoslováquia? Então, é o outro lado do rio Danúbio, sendo mais perto de Viena do que de Praga. Lá é bem bonitinha, com o centro histórico bem preservado. O castelo foi reconstruído algumas vezes. Os jovens falam inglês tranquilamente. Comida e cerveja boa e barata! Madrugo esse dia, pois meu ônibus ia sair 7:50. Tive que pedir para abrirem a cozinha do hostel e pegar o meu café da manhã. Cheguei com antecedência e fique na barraquinha esperando. O tempo foi passando, quase na hora do ônibus sair e nada dele aparecer. Faltando cinco minutos, resolvi ir nos caixas e perguntar. Descobri que o ônibus para Bratislava sai no ponto do LADO da rodoviária. Saio correndo para pega o busão, e sou a última a entrar. Ufa! Quase perdi de bobeira. A viagem foi tranquila, dormi mais do que qualquer outra coisa. A rodoviária é meio sinistra, debaixo de um viaduto. Mas é só a aparência, me senti bem segura lá. Tinha um quiosque de atendimento ao turista. Perguntei onde ficava um locker. DICA: Existe um guarda-bagagem no porto, que fica há uns 15 minutos a pé dessa rodoviária. Também perguntei quais os ônibus eu poderia pegar para ir ao Castelo de Devín, motivo definitivo da minha ida a Bratislava. Depois de deixar a mochila no porto, fui pra rodoviária pegar o busão. Em teoria, sairia a cada meia hora. Mas no final esperei quase uma! Encontrei um casal inglês no ponto, tinham uns 50 anos e me ‘adotaram’. Chegou uma hora que fui perguntar de novo à menina do quiosque. Ela olhou a hora e me apontou o ponto que fica na rua principal, que passaria dali uns 10 minutos. E ela acertou! Esse ônibus não deixa em frente ao castelo, e sim na estrada, mas só foi uns 15 minutos de trilha. O castelo possui uns 800 anos de existência. Tem um trabalho de arqueologia, com peças bem antigas que são expostas num museu ali tb. As ruínas são bem legais, e a vista melhor ainda. Fica na interseção entre o rio Morava e o Danúbio, o que o fazia bem estratégico militarmente. Na entrada, tem umas barraquinhas com pessoas vestidas com roupas medievais, que te ensinam algumas coisas daquela época, como atirar de arco e flecha! Para lembrancinha, achei mais barato na pracinha do centro histórico. Voltei para o ponto na estrada e esperei uns 30 minutos. De volta à cidade, peguei o meu mapinha do centro histórico. Comecei pelo castelo de Bratislava, mas não entrei; fiquei ali no entorno, onde tem uma bela vista do restaurante que apelidei de disco voador. Dali desci, e procurei um restaurante para o almoço. Peguei um prato típico de lá, um tipo de nhoque com queijo de cabra e bacon (bryndzove halusky), mais uma cerveja eslovaca para não perder o costume. Me perdi pelas ruelas, procurei as estátuas famosas espalhadas por ali. Andei pra fora da parte história em direção ao palácio do governo, que é bem pequeno. Mais distante um pouco, tem o monumento que se encontram os soldados soviéticos enterrados, o Slavin. O casal inglês foi lá e se emocionou. Eu acabei ‘esquecendo’ de ir. Por fim, o último ponto que queria conhecer era a Igreja Azul. Vá! É muito fofinha e a primeira igreja azul que vi na vida. Depois fiquei de bobeira pela cidade. Curti um tempo na beira do rio, depois uma musiquinha na praça. A minha passagem por lá foi bem agradável, e bom para desacelerar do ritmo frenético de turistar. Se tiver tempo sobrando, vale a pena passar o dia lá. Como estava mais devagar, fui devagarinho pra rodoviária. Faltavam uns 15 minutos pro busao partir. Quando cheguei lá, não achei meu ônibus, o que era estranho. Fui no quiosque de informação turística, mas já tava fechado. Comecei a me preocupar. Parei um rapaz e mostrei o meu ticket do ônibus. Ele me falou que era na OUTRA rodoviária e qual ônibus passava lá. Ele disse que uns 10 minutos eu chegava... Fui pro ponto de ônibus. Pelos horários que ficam expostos, ele deveria chegar em 1 minuto; o outro só dali a 10. Não podia perder o que tava chegando, por sinal foi pontual. Tentei comprar o ticket do busão, na máquina ali fora. Só são vendidos os tickets nas máquinas dos pontos; não dentro do ônibus. Mas Murphy tava do meu lado, e tinha uma FAMÍLIA tentando comprar o ticket! E óbvio que eles não sabiam como...Meu ônibus chegou e subi sem ticket mesmo. Fui rezando pra não entrar fiscal até a rodoviária, afinal Deus protege os perdidos. Rsrs. Consegui chegar faltando 2 minutos para o ônibus sair! Hehehe. Mas ele acabou se atrasando... Lá encontrei o canadense de Viena, que acabou decidindo na hora passar em Bratislava e seguir para Budapeste. Ele conseguiu comprar o ticket na hora, então fica a dica. Vi o pôr-do-sol na estrada e depois dormi. Cheguei em Budapeste uma hora antes do previsto, às 22:30. Como o Eli tinha me dado uns tickets de metrô, dei um pro canadense e fomos juntos pra cidade. DICA: Budapeste tem fiscalização sinistra dos tickets de metrô (não sei o ônibus, já que não peguei); fui fiscalizada tanto na entrada como na saída, então comprem e validem os tickets! Eu saí na estação do metrô que é da estação de trem! Ela é bem antiga e os arredores não muito amigáveis. Eu segui as orientações da reserva do hostel. Depois de caminhas uns 10 minutos, chego ao meu destino. Um prédio da época soviética, nada reformado e sem luz e elevador! Toquei o interfone e a menina não achou a minha reserva! Ela pediu pra eu subir. Uns corredores sinistros, a galera do hostel mais sinistra ainda, tudo bêbado. Aí ela falou que eu tava no outro hostel da rede, a uns 10 minutos dali caminhando. Me deu um mapa e continuei a minha jornada. Cheguei no Carpe Noctem Vitae; interfonei e mandaram eu subir. De novo, sem elevador, mas pelo menos havia uma iluminação. Tive que subir até o último andar! Um cara sem camisa me recebe, dizendo que era do staff. Tudo meio velho, meio sujo. Mostrou o meu quarto e já queria o pagamento. Falei que ainda não tinha feito câmbio. Ele me pediu o passaporte e guardou até o dia seguinte. Usei o wifi e tinha uma mensagem do Harry. Falei que tinha acabado de chegar e iria dormir; no dia seguinte a gente tentava se encontrar. Fui de banho e cama, porque atravessar três países em um dia só é cansativo... Custos: Bus para Bratislava (Eurolines) EUR7,50 Locker EUR1,50 Ônibus para Castelo de Devin EUR0,90 Entrada Castelo de Devin EUR4 Almoço com cerveja EUR9 Bus para Budapeste (Eurolines) EUR5
  10. Dia 19 – 18/05: O Beijo Aproveitei e acordei um pouco mais tarde. Quando levantei, Becky tava pronta para ir embora. Me despedi dela (como é ruim essa parte) e fui ao mercado comprar o café da manhã dos próximos dois dias. Na volta, encontrei Chippie e Harry tomando café. Me juntei a eles. Eles também iriam embora, mas só na parte da tarde. Então resolvemos dar uma volta juntos na cidade antes deles irem. Passamos pela Rathaus, Volksgarten, Museum Quartier e o Hofsburg. Eles tinham um interesse bizarro de procurar o saco das estátuas de cavalo. Chegou a hora do trem deles e voltamos para o hostel. Nos despedimos e combinamos de nos encontrar em dois dias, em Budapeste. Mais uma vez, como é chato dizer tchau para as pessoas, apesar de nesse caso ser um até logo. Peguei o meu roteiro e segui em frente. Primeira coisa, almoço. Desci na Stephenplatz e achei um restaurante com preço razoável. Pedi um schnitzel de peru, acompanhado de uma taça de vinho branco. Dei uma volta por ali, passando pelas ruas Graben e Kartner. Na rua Graben se encontra o monumento à Peste Negra, o Pestsäule (coluna peste). Então, fui buscar Naschmarkt, una feira ao ar livre onde se vende frutas, doces, lanches, que fica bem ao lado do Secession. Mas naquele dia, não havia feira. Fui em direção a Karlskirche ou Igreja de São Carlos Bartolomeu, mas precisava pagar para entrar. Conheci só o lado de fora e segui o meu rumo para o Belvedere. O Belvedere é um palácio que concentra obras de arte de várias épocas. Seus jardins são lindos, além do prédio em si. Pedi o ticket para conhecer apenas uma parte do museu, que tinha a obra The Kiss, ou o Beijo, de Gustav Klimt. Essa obra é icônica, sendo o centro das atenções na sala que é exposta. Obviamente, não se pode fotografar, mas vc pode comprar vários itens com a sua temática na lojinha do museu. Andando por ali, encontrei o Eli. Trocamos cumprimentos e seguimos os nossos caminhos. Peguei o tram em direção ao Stadtpark, que é maior que eu pensava. Ali, existem barraquinhas, cafés, as pessoas sentam na grama, fazem piquenique e o íman dos turistas, a estátua de Johann Strauss. Pra variar, voltei a Stephenplatz e passei na Peterplatz, onde está localizada a Igreja de São Pedro, que é bem bonita por dentro, e de graça! Voltei para o hostel e curti o meu último happy hour. Tinha uma galera nova, que estava animada. Pessoas tocando piano, pandeiro, violão e cantando. Acabei conhecendo um canadense e um colombiano, que por sinal parecia muito com o meu ex. Acabamos indo pra rua juntos, o canadense atrás de um applestruddel e eu da janta. Surgiu tb um sul-africano, que estava no meu quarto e se juntou a nós. Não conseguimos achar o struddel no canadense; eu comi um kebab. Acabamos a noite no travel schack, que não foi tão divertida como a primeira noite. Foram muitas despedidas e o humor não tava 100%. Voltei cedo para a minha cama; dia seguinte seria longo. Custos: Mercado EUR3,53 Almoço: EUR13,60 Entrada Beveldere: EUR14 Noite: EUR11,20
  11. Dia 18 – 17/05: Before Sunrise Acordo no dia seguinte, cedo como sempre. A galera no quarto estava praticamente ‘morta’. Tomei café no hostel mesmo; tava com preguiça de ir ao mercado. Deixei um recado para a Becky e o Eli com o meu whatsapp, pra gente marcar algo pra mais tarde. Hoje era dia do Hofsburg, palácio de inverno da família imperial austríaca. O engraçado de Viena é a alta frequência da abordagem na rua para vc comprar tickets de ópera e concertos. E os vendedores ficam caracterizados de Mozart! Em outros lugares do mundo vc é abordado para comprar tours, bugigangas; ali eram óperas! Rsrs. De volta ao palácio, a primeira ala visitada é a prataria real. Bonita, mas chega uma hora que é entediante ficar vendo talheres e pratos hahaha. Depois, segui para uma exposição sobre a Sissi. A imperatriz Elizabeth da Áustria (ou Sissi) é super conhecida por lá, um símbolo nacional. Em tudo qto é lugar vc verá uma menção a ela. Foi polêmica na sua época, por acabar se afastando da corte e fazer o que lhe vinha a sua cabeça. Viajou o mundo, e tinha uma “casa de veraneio” na ilha grega de Corfu (primeira vez que vi sua menção). O imperador Frederico era super apaixonado por ela, e satisfazia todas as suas vontades. Foi assassinada, o que a tornou famosa após a sua morte. Dali, dei uma volta pelo Volksgarten, de onde se tem uma bela vista do palácio. Dali fui em direção ao Museum Quartier, onde tem uma estátua enorme da Maria Tereza, imperatriz mãe do Rei Frederico. Caminhando sem rumo, acabei indo em direção ao Parlamento, que tem uma estátua super bacana de Atena na frente. Depois foi a vez da Rathaus, a prefeitura de Viena. Ali em frente tavam montando o palco para o Eurovision. Voltei para o Hostel e encontrei a Becky. Ela tinha que ir ao correio. Combinamos de nos encontrar às 15:30 na Ópera e tentar comprar os standing seats. Enquanto isso, fui procurar umas construções modernistas que tinha achado interessante, a Hundertwasserhauss. Peguei o metro até a Landstrasse Mitte. O endereço da Hundertwasser Village é Kosselgage 34. O prédio é colorido e muito fofo; na vila há várias lojinhas de souvenir e 1 galeria de arte. Como eu havia me perdido, eu já estava atrasada para encontrar a Becky. Tentei apertar o passo (pé ainda incomodando), e cheguei no local combinado as 15:45. Não consegui achá-la. Fiquei dando volta em torno da ópera, quando a vejo. Conversamos rapidamente; ela me pergunta se tinha visto um dos meninos e digo que não. Foi nesse momento que ela fala: olha o Harry e sai andando. Demorei para processar a informação. Aí eu vejo o Harry e o Chippie em frente ao metrô com um cara tentando vender concerto. Trocamos uma ideia e eles ficaram de nos encontrar na ópera, pois o Chippie precisava trocar de roupa (ele tava de bermuda e regata! ). Antes deles irem embora, o Harry me diz que eles tinha visitado o museu da música e tinha comprado um presente pra mim! Uma caixinha de música muito fofa . Entramos na fila para comprar os nossos lugares. Pegamos uns dos últimos disponíveis, e já sabia que eles não iam conseguir nos encontrar ali. Fomos rapidamente ao subway comprar o almoço e voltar para a ópera, que ia começar em 20 minutos. O prédio da Ópera Estatal é bem bonito. Você precisa deixar o seu casaco na chapelaria. Quando chegamos no lugar designado, soubemos que as pessoas chegam cedo ali para guardar lugar. Logo, os melhores já estavam ocupados. Nos arranjamos um cantinho e ficamos esperando. Os Michigan Boys (uns garotos do hostel que tinha conhecido na noite anterior) tb estavam ali. Ao começar a ópera, as portas são fechadas e as luzes se pagam. Não entendi muito bem sobre o que era a ópera, pois era em alemão, mas tinha uma mulher, dois caras e um lobo. A sala tava quente pacas, e ficar em pé por uma hora cansa. Quando chegou o intervalo e as portas se abriram, eu e Becky nos olhamos e partimos em comum acordo para o hostel. Enquanto esperava pela noite, fui aproveitar o happy hour no bar e ler um pouco meu livro. Becky tava descansado; troquei umas mensagens com o Harry que tava lavando roupa e iria me encontrar ali depois. Após um breve momento de relaxamento, as pessoas foram surgindo, e o nível alcoólico aumentando proporcionalmente. ‘Surgiram’ canecas de cerveja e taças de vinho...rsrs. O resultado disso, fomos para o Prater, parque de diversões que ficou famoso depois do filme Before Sunrise. Para os que não conhece, segue a cena: Foi aquele galerão descendo as escadas do metrô; uma onda invadindo o parque que estava prestes a fechar. O clima era de aproveitar cada minuto, pois no dia seguinte cada um iria seguir o seu rumo. O mesmo clima que é transmitido no filme. Fui em duas rodas gigantes, incluindo a que foi usada para a filmagem, a Riesenrad. Depois dessa volta, o parque estava definitivamente fechando. Me perdi do grupo, encontrando apenas o Harry. Decidimos continuar perambulando pela cidade. Pegamos o metrô e fomos para a Stephenplatz. Apostamos corrida na escada do metrô. Tentamos achar um pub, ou estavam cheios demais, ou fechando. Paramos em frente a uma fonte na Franziskanerplatz. Ali ficamos conversando sobre coisas aleatórias, até que a fome bateu. No caminho de volta ao hostel, paramos numa barraquinha na rua, e pedi um sanduíche de falafel. Descobrimos que a galera tinha voltado para o hostel, e a ‘festa’ estava continuando ali. Mais uma noite para entrar na minha história! Custos: Café da manhã EUR2,90 Ticket transporte de 3 dias EU16,50 Almoço EUR3,49 Standing seat na Ópera EUR4 Cerveja no hostel EUR2,30
  12. Oi Mayara! Legal que vc ta gostando Uma das coisas que mais gosto nas viagens são as histórias que trazemos na bagagem. E pra mim é muit bom poder dividi-la com os outros hehehe
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