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Rafael Paiva

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Tudo que Rafael Paiva postou

  1. Galera, Atualizei todo o relato na PÁGINA 1. Finalmente consegui acabar! Espero que seja útil para os futuros mochileiros pelas terras mexicanas! Valeu, Daniel! Aguardando a ajuda no vídeo...
  2. Rafael Paiva

    Oaxaca

    Pessoal, estive com Erick no Dia de Muertos ano passado e só poso falar o seguinte: Uma das maiores experiências da minha vida! Não deixem de ir!
  3. Fala barriguel! Cidade do México vale a pena sim. Você tem uma boa quantidade de dias para aproveitar a viagem. México é bem heterogêneo quanto ao que pode oferecer (montanha, mar, deserto, cidade colonial...) e aí vai depender do que você curte. Te aconselho a dar uma olhada na parte de Relatos de Viagem - México (mochileiros.com/mexico-relatos-de-viagem-f760.html) Tem muita coisa bacana lá! Precisando de ajuda é só falar! Abraços
  4. oi Gege! Há um bar com festa eletrônica no Hostel 3B, mas mesmo assim não foi um problema porque sempre acabava umas 23h. Também é proibido bebidas alcoólicas nos quartos (embora ninguém fiscalize isso). Fui em baixa temporada, então foi tudo bem tranquilo! Maio também deve ser tranquilo, principalmente porque não é período de spring break! Precisando é só falar! Abraços
  5. Oi Erica! Usei a GoPro HERO3+ Black Edition! hahaha valeu, cara! To indo lá no seu tópico agora! Obrigado, Samantha! =)
  6. - Sim, Erica! O ingresso do Museo Frida Kahlo dá direito a entrar no do Diego Rivera. Se tiver tempo, te aconselho a conhecer o El Museo Casa Estudio Diego Rivera y Frida Kahlo! Não fui por falta de tempo... - Playa Paraíso fica uns 10 minutos de bike das ruínas.. Bem perto mesmo. Fica entre as ruínas e a cidade de Tulum! E sim, é totalmente possível ir caminhando.. - É possível sim mergulhar sem saber nadar! Você só vai precisar inflar os pulmões e expulsar o ar hahaha Qualquer coisa é só perguntar! Abraços
  7. Oi Jamile! Obrigado Olha só Akumal + Cozumel (SEM mergulho) dá pra fazer em um dia sim... Vc iria bem cedo pra Akumal e depois pegava o ferry (que só sai de Playa del Carmen. O terminal fica lá...) pra Cozumel. Agora se você vai fazer o mergulho, um dia inteiro para Cozumel é o ideal. Até pq você sai pro mergulho umas 10 da manhã e volta lá pelas 16h. Qualquer coisa é só perguntar! tamo aqui pra isso!
  8. 3) México dos Cenotes e do Caribe Dia 9 – O erro em Valladolid Cheguei em Mérida por volta das 5h e o planejamento inicial era ficar por lá mesmo. Mas ainda na rodoviária eu comecei a pensar... “Todo mundo fala muito bem de Vallodolid”... “Poderia ir pra lá” ... Fui nessa onda e acabei pegando o próximo ônibus em direção a Cancun, com parada em Valladolid. Por volta das 8h cheguei na rodoviária de Valladolid e a ideia era procurar o único hostel indicado da cidade. Pedi informação na cafeteria da rodoviária e a indicação foi clara: desce toda essa rua e vire à direita. Já vai eu andando, andando e quase perto do lugar indicado resolvi perguntar o vendedor e ele me disse: “não, não.. você tem que subir a rua, passar pela rodoviária e depois virar à esquerda”. Lá vai eu de novo... Perto da rodoviária um guarda me informou que estava na direção correta. Só que não estava. O hostel ficava logo ali, na rua perpendicular da rodoviária. No máximo cinco minutos andando. Então é isso. Eu percebi que o mexicano tem vergonha de falar que não sabe uma direção. Pergunte sempre a mais de uma pessoa e faça ali a media do que pode estar certo! Finalmente no albergue e outra surpresa: o hostel conseguiu ser o pior que já fiquei em toda a minha vida. E olha que não sou fresco pra isso. Mas os quartos são todos mofados, o lençol não deve ver água desde o período de dominância dos maias, o banheiro não tinha o mínimo de higiene e eu não consegui uma comunicação muito efetiva com o recepcionista. Nem na mímica a gente se entendia. Os únicos hóspedes do albergue éramos eu e mais um americano. Este americano tava ali perdido, passando o inverno no México. Ele era um cientista mais velho e nunca vi pessoa mais carente de conversa assim! O americano me disse que no outro dia o albergue seria fechado pela vigilância sanitária da cidade. Sorte que no outro dia já estaria longe. ãã2::'> Mas decidi relevar isso tudo e partir pros cenotes. Valladolid é conhecida por ser as cidades dos cenotes! Em cada esquina há um... De verdade! Nunca vi tanta placa de indicação de cenotes assim. Ahhh.. Cenotes são depressões no solo inundadas com água salgada ou doce. E muitos destes cenotes são sagrados para os maias. Há muitos na península de Yucatán e escolher quais visitar é um desafio... Sai do albergue em direção às calles 42 e 40 pra pegar um coletivo em direção ao cenotes de Dzitnup (até agora não consigo pronunciar este nome corretamente). São dois cenotes (Samula e Xquequen) e o coletivo deixa logo na entrada do parque. Na entrada você paga o acesso aos dois cenotes separadamente (entrada em cada um sai por $ 59). Escolhi o Samula depois de conversar com os vendedores da entrada do parque! O cenote é realmente muito bonito! Água azulzinha, um silêncio quase sagrado e só um filete de luz em um ambiente escuro. Incrível! Sai do cenote e meus planos eram seguir para outro, já dentro da cidade. Queria voltar da mesma forma que cheguei: de coletivo. Só que na saída veio uma chuva de taxistas oferecendo ida até Valladolid. E claro que todos me disseram que não tinha mais coletivo e bla bla bla. Disse que não queria porque tava caro e fui andando a pé (na verdade o cenote fica muito longe da cidade...). Mas o plano deu certo. Logo veio um taxista fazendo o desconto que queria! Sorte... Ele me deixou no cenote Zaci. Zaci é um cenote aberto que fica dentro da cidade mesmo (entrada $ 40). A principal rua passa praticamente em cima do cenote. Não achei tão bonito assim, mas vale pela experiência. Fiquei um pouco lá e depois parti pro albergue. Não sei se foi o fato de ter ficado em um albergue ruim, sem nenhum outro hóspede, mas não curti muito Valladolid. As opções de restaurantes são escassas, não há muitas opções de albergues... Mas obviamente é a minha opinião. Encontrei com um mochileiro que curtiu muito lá e disse que ficaria mais dias se tivesse tempo. Então depende muito de cada um... Cenote Samula Garçonete que encontrei pelo caminho Dia 10 – Chichén Itzá e a coincidência bizarra Valladolid está localizada próximo às ruínas de Chichén Itzá e lá seria meu próximo destino. Arrumei minha mochila, fiz o check out e por volta das 6:30h sai em direção ao local de onde saem os coletivos até Chichén. A garagem com os coletivos fica do lado da rodoviária ADO, em frente ao hotel La Terminal. Peguei um café e fui pra lá esperar a van encher. Por volta das 8h da manhã saímos em direção a Chichén. Depois de quase 50 minutos de viagem cheguei na portaria do sítio. Tinha marcado com o Anderson (o brasileiro de San Cristóbal) de nos encontrarmos ali na portaria. Compramos nossas entradas ($ 204), deixamos as mochilas no guarda-volume do parque (de graça e fica aberto até as 16:30h), compramos nossas passagens para Tulum (horário de 17:05h pela Oriente) em um guichê na portaria e corremos em direção às ruínas. Chegamos cedo porque a ideia era pegar o parque o mais vazio possível. E deu certo. Até certa hora. Por volta de 11h, meio dia a parada começa a encher, encher e encher de gente! ãã2::'> Chichén Itzá é um dos sitios arqueológicos mais famosos do México e foi no passado uma importante cidade da civilização Maia. Deu pra tirar bastante fotos da Pirámide de Kukulcán sem ninguém por perto. Tirando a pirâmide principal, o sítio possui alguns outros prédios como o Templo de las 1000 Columnas e o Cenote Sagrado. Este cenote aliás tem uma história interessante. No inicio do século passado, um americano muito louco mandou dragar o cenote inteiro e roubou todo o tesouro encontrado... Uma dica: o artesanato vendido dentro das ruínas é bem barato! Os mais baratos que encontrei no mochilão. Vi calendários em pedra por 1 dólar e por ai vai. Mas não comprei nada porque ainda mochilaria bastante e todo o peso extra não era bem vindo. Por volta das 13h saímos do sítio, mortos de fome! Mas sem chance de comer nos restaurante ali. Tudo muito caro! A única alternativa seria ir até o povoado de Piste. Depois de verificar que não tinha coletivo até lá, topamos ir caminhando. Mas na entrada do sítio tinha um cara oferecendo um restaurante buffet livre que ficava localizado depois de Piste. Explicamos que estávamos sem carro e o cara nos enfiou em uma van de turistas até lá. Tudo certo, almoço excelente e voltamos pra portaria em um táxi que pegamos em Piste. Ficamos enrolando até a chegada do ônibus com destino a Tulum. O ônibus pára logo do lado de fora das ruínas e se você quiser ir sentado, você deverá lutar por um lugar. Depois da correria consegui um lugar. O ônibus saiu por volta das 17h e às 21h chegamos em Tulum (o ônibus parou em todos as cidades, povoados, aglomerações e qualquer lugar que tinha gente). Chegamos na rodoviária de Tulum e ai começou a luta por vagas em albergues. Não sei que o que aconteceu em Tulum, mas todos estavam cheios. Em um desses aconteceu a coisa mais bizarra da viagem. Bati em um albergue novo na área chamado Hostel La Cigana. Só pra situar: Tulum é um vilarejo bem pequeno e com não muitos hostels. Conversei com a recepcionista se tinha vaga e ela me disse em inglês que não. Conversamos um pouco em inglês e me despedi. Ai travamos a seguinte conversa: Ela: Qual será seu próximo destino após Tulum? Eu: Playa del Carmen. Ela: Ué... Conheço esse sotaque. Você é brasileiro? Eu: Sou... Você é de onde? Ela: Minas e você? Eu: Mineiro.. Moro em Juiz de Fora. Ela: Uaaai.. Eu também! No final descobrimos que temos muitos amigos em comum e frequentamos os mesmos lugares em Juiz de Fora. Ela largou tudo e foi viajar a América fotografando pessoas nuas em locais paradisíacos. Muito gente boa! Valeu a coincidência! No final acabei achando uma vaga no Mama´s Home que mais parecia uma colônia inglesa. Dono inglês, hóspedes ingleses e até o gato de estimação deve ser inglês. Já curti Tulum e olha que muita coisa ainda estava por vir. Chichén Itzá Chichén Itzá Dia 11 – Primeira vez no Caribe Acordei cedo e fui pra recepção tomar o café da manhã. Bem fraco por sinal. Fiz o check out (seguiria para Playa del Carmen no final do dia), deixei a mochila na recepção e fiquei esperando o Anderson (que estava em outro hostel) pra juntos irmos para as ruínas de Tulum. Alugamos uma bike num lugar chamado Kelly´s Bike. Tudo em Tulum pode ser feito de bicicleta. No próprio lugar de aluguel eles oferecem um mapa de tudo. Deixamos nosso passaporte de garantia, pegamos a bike e partimos pras ruínas. Fica bem perto (uns 4 km do vilarejo). Chegamos nas ruínas (entrada $ 59) e amarramos as bikes com cadeado (vale a dica: amarre bem porque a registros de roubos lá). As ruínas de Tulum correspondem a uma antiga cidade Maia com muralhas e se orgulham de ser o único sitio arqueológico de frente pro Caribe. E que coisa linda! Não ficamos muito tempo porque estava bem cheio. Depois descemos para a Playa Publica que fica logo ali embaixo. Ficamos um pouco e depois seguimos um caminho asfaltado até a Playa Paraíso. Este caminho asfaltado inclusive já valeu o dia em Tulum. O caminho é ladeado de uma vegetação alta dos dois lados. E você vai ali de boa, pedalando sua bicicleta, ouvindo uma música. Tudo verde, calmo e fresco. Do nada aparece o mar azulzão do Caribe lá no fundo! É muito muito louco. E o mar do Caribe não deixa nada a desejar. Confesso que mar não é o lugar que mais gosto de ficar, mas moraria fácil ali. Água azulzinha e morna... E ainda um coqueiro bem típico pra dar um clima. Enfim, não deixe de conhecer a Playa Paraíso. Ficamos um bom tempo ali e depois seguimos pro vilarejo de Tulum. Devolvemos as bicicletas e depois seguimos pro Cenote Azul. Este cenote fica na carretera, entre PDC e Tulum (entrada 70). Pegamos um coletivo na Avenida Tulum em direção à PDC e pedimos pra descer neste cenote (fica próximo ao Cenote dos Ojos). Depois de uns 25 minutos chegamos lá. É um cenote aberto, com água fria e muito peixe. Ficamos lá até a hora de fechar (por volta das 17:30h). Vale a pena! :'> :'> :'> Voltamos para Tulum de coletivo (parada em frente ao cenote), pegamos as mochilas, comemos e pegamos outro coletivo em direção à PDC. Uma hora depois chegamos em PDC. Consegui reservar três diárias no hostel que queria (Hostel 3B) e fui pra Avenida 5 (a mais famosa) em PDC. Tudo gira em torno desta avenida. E lá você pode encontrar todas as lojas famosas dos EUA (GAP, Calvin Klein, Victoria´s Secret...). PDC é uma alternativa pra quem não quer o caos de Cancun (mas acredito que lá esteja caminhando para um Cancun 2.0). Lembra um pouco Búzios (só que com mais 5 toneladas de americanos). Voltei pro albergue descansar porque o dia tinha sido puxado. Te vejo, Caribe! Ruínas de Tulum Playa Paraíso Caribe! Cenote Azul Cenote Azul Dia 12 – Encontro com as tartarugas O hostel não oferece café da manhã, então achei um lugar pra tomar café próximo a ele. Bem barato e com bastante opção (o café mexicano quase sempre é acompanhado de feijão). Depois do café fui procurar uma lavanderia próxima do albergue e acabei achando uma bem barata. O mínimo de peso de roupa a ser lavada são 3 kg então deixei as coisas ali pra pegar no final da tarde. Segui com Anderson até a praia de Akumal para vermos as tartarugas. Akumal é famosa por ser tipo um santuário delas. É só entrar na água e tchum... Elas estão lá de boa, nadando, comendo, vivendo... Aqui já fica uma dica: não feche nenhum pacote exclusivo com nenhuma agência na praia pra ver nada. Você só vai ter direito a ficar em um local com uma corda. E obviamente a tortuga não ta nem ai se você pagou ou não. Então alugue (ou leve) o snorkel e caia na água. São dezenas delas! Voltando em como chegar de PDC até lá. Pegamos um coletivo na Calle 15 até a carretera próximo a Akumal. Lá descemos e fomos andando até o local. No fim de um caminho de areia vai ter um lugar chamado Akumal Dive Shop. É só entrar por ele e chegar na praia. Encontramos uma dive shop mais barata pra alugarmos o snorkel e o colete salva vidas (uso obrigatório) e ainda dava direito a banho e locker. Fui mar logo ali em frente encontrar com as tartarugas. Fiquei ali de boa uns 15 minutos e nada. Do nada elas começaram a aparecer. Vi umas oito tartarugas... Aqui dou outra dica. O uso de salva vida é principalmente pra ninguém pisar no sedimento e deixar a água turva. Mas sempre vai ter um espírito de porco pra não usá-lo e ficar levantando sedimento. Aliás, o que mais vi foram casais “namorando” na praia, sambando no sedimento. Então o bom é chegar o mais cedo possível pra evitar estes inconvenientes. Depois dali, queria conhecer a Laguna Yal-Ku que fica ali perto. Saí por volta das 13h e fui caminhando até lá levando o snorkel que tinha alugado. Não achei a laguna tão interessante assim (em questão de visibilidade e peixes). Fora o preço da entrada que é um pouco salgado ($ 182). Voltei pra Akumal, deixei as coisas na dive shop (máximo de uso era até as 16:30h) e segui pra carretera pra pegar o coletivo até PDC. Chegando em PDC fui andar de novo pela Quinta Avenida e fui ver uma exposição de rua de fotos de pessoas da América Latina bem bacana. Acabei comendo uma coisa na rua mesmo e voltei pro albergue. Santuário das tortugas! Dia 13 – Mergulho em Cozumel Dia de mergulhar! Cozumel é considerado um dos melhores locais de mergulho no mundo e com uma visibilidade excelente em um ambiente cheio de corais, esponjas e peixes. Enfim, era uma chance de mergulhar pela primeira vez. Não tenho nenhuma certificação para mergulho e por isso mesmo faria o chamado “batismo”. Tentei escolher uma empresa que tivesse uma reputação boa (entre várias que há em Cozumel) e acabei caindo na Blue Magic Scuba (http://www.bluemagicscuba.com/). Fechei um pacote chamado Discover Scuba Diving Plus incluia dois mergulhos (uma aula prática a poucos metros de uma praia e outro mais longe da costa) (Preço USD 115). Acordei cedo em PDC e peguei o ferry em direção a Cozumel. Há duas empresas que fazem o trajeto (Ultramar e México Waterjet) e o serviço e preço variam pouco entre elas (paguei $ 324 na ida + volta). A viagem durou em torno de 50 minutos. Chegando lá já corri em direção a Blue Magic. Ela fica logo na saída do terminal do ferry (#71 Cale 4 Norte). Cheguei lá me apresentei e os funcionários já começaram a falar: “ahh você que é o Rafael.. Fulano, olha aqui o Rafael...”. Já comecei a pensar “que merda é essa que ta acontecendo...” . Até que me explicaram que o dia do meu mergulho (que tinha marcado por email inclusive) era no dia anterior . Mas tava tudo tranquilo. Tinha lugar no barco e poderia então fazer o mergulho naquele dia. Conheci meu instrutor e me juntei ao Anderson (o brasileiro) e mais um israelita pra começar o processo. Escolhemos nossos equipamentos com a ajuda do instrutor (tudo incluso no pacote) e seguimos para um local na beira de uma praia. Lá o instrutor deu todas as coordenadas do que deve e não deve ser feito durante o mergulho. Depois seguimos para o teste prático ali mesmo na praia (7 metros de profundidade). Foram 40 minutos de mergulho que passam em cinco. Muito rápido! Depois dali voltamos para a nossa base, pegamos o carro e seguimos para um píer. Lá pegamos um barco e saímos mais pra alto mar em um local chamado Paraíso. Ali foi feito o segundo mergulho. Foram mais ou menos 12 metros de profundidade e fiquei muito surpreendido por tudo que vi! Corais, arraias, esponjas, peixes... A sensação de mergulhar é surreal! E a correnteza em Cozumel é realmente forte... Você tá de boa olhando pra baixo e de repente vc já tá longe do local inicial. Foram mais 50 minutos de mergulho... Voltamos pra Blue Magic e ali sai com Anderson pra almoçar em algum lugar barato na ilha (Restaurante La Rumba). Depois passamos o final da tarde ali próximo ao terminal do ferry. Vi o pôr do sol ali mesmo, dei uma volta pelo vilarejo e depois peguei o ferry de retorno a PDC. Chegando em PDC fui comer na Quinta Avenida (é inexplicável a fome que mergulhar provoca!). Azul Underwater O bonde Quase lá Pôr do sol em Cozumel Dia 14 – Conexão Cancun - Cidade do México Este era o último dia na Península de Yucatán. De tarde eu já pegaria o avião em Cancun em direção à Cidade do México. Deixei a manhã pra andar por PDC e aproveitar antes que a Quinta Avenida enchesse. O mar de PDC não é tão azul quanto Tulum ou Cáncun, mas o clima mais tranquilo da cidade acaba compensando. Depois de dar uma volta fui pro albergue, peguei minha mochila e fui pra Calle 15 pegar um coletivo até a rodoviária de Cancun. No coletivo eu fui no conforto de carregar o mochilão em uma perna, a outra mochila na outra e mais duas pessoas empurrando, uma de cada lado. Tudo bem confortável, mas o preço compensa. Chegando lá (uma hora depois), peguei um ônibus da ADO em direção ao Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Cancun (de onde saem os voos da Interjet). A rodoviária de Cancun fica bem longe ali das praias famosas (cerca de 40 minutos) então acabei desistindo de ir até lá. O trajeto da rodoviária até o aeroporto dura 30 minutos. Consegui adiantar meu voo para as 13h (falando nisso, eles pedem para chegar com no mínimo três horas antes do voo). O serviço de bordo da Interjet é bom! A aeromoça chegou com um carrinho cheio de tequila, mezcal, cerveja, rum e mais álcool e mais álcool. Me ofereceu e já fui logo falando que não queria porque achei que tivesse que pagar. Mas ela disse que era de graça mesmo. Bora aproveitar então! Cheguei por volta das 15:30 no Terminal 1 do Aeropuerto Benito Juárez. Pouco depois o Erick foi gentilmente me buscar para juntos irmos pra casa dele. Ficaria lá nesta noite! Nesta noite eu conheci toda a família dele e ainda fui agraciado com pratos caseiros excelentes (incluindo uma tortilla muito crocante!). O clima na Cidade do México já estava mais frio e dormimos cedo porque no outro dia já começava a saga pela cidade! Lucha libre! 4) México da Megalópole e dos Vulcões Dia 15 – Museus e Lucha Libre! Acordamos cedo porque o Erick tinha conseguido uma manhã livre do trabalho e juntos iríamos até o Castillo de Chapultepec. Um taxi e dois metros depois, chegamos na estação de Chapultepec. Pegar metrô em uma cidade com mais de 20 milhões de habitantes (8 milhões só na área metropolitana), em horário de pico só pode ser um desafio. O preço da passagem é bem barato (quase R$ 1), mas a entrada e saída dos vagões devem ser feitas na base do empurrão. Se você distrair um pouco em uma estação você acaba sendo esmagado e jogado nos trilhos. Outra dica é a mesma que temos que tomar em qualquer local público: mochila pra frente e ficar atento em tudo. Mas me senti seguro em todas as vezes que andei de metro (andei inclusive bem tarde da noite e nada me aconteceu). Voltando a Chapultepec. O Bosque de Chapultepec é um grande parque urbano que fica cercado por prédio e lembra até um pouco o Central Park em NY. Deve ser um dos lugares que mais respira história da Cidade do México. Foi ali que os aztecas criaram um grande arqueduto pra levar água até a cidade de Tenochtitlan e ali também foi um lugar sagrado para eles. Mais tarde também foi palco da batalha contra a invasão dos EUA (e ali foi erguido o Monumento a los Niños Heroes). E no bosque também está o Castillo de Chapultepec, que serviu como moradia para o Imperador Maximiliano I (imperador estrangeiro mandado pela França). E neste castillo também se encontra o Museo Nacional de Historia. A entrada no museu custa $59. Chegamos antes dele abrir e não sei o porquê, mas o guardinha mandou a gente entrar mesmo sem pagar a entrada. Sorte do dia! Tem muita obra interessante neste museu e dele se tem uma boa visão panorâmica da cidade! Vale a pena a visita! Saímos de lá e demos mais voltas pelo bosque (aproveitei para comprar minha máscara da Lucha Libre). Depois fui tomar café em um Starbucks dentro do parque e o Erick seguiu pro trabalho. Depois do café segui pro Museo Nacional de Antropologia (entrada $59), que fica logo em frente ao Starbucks (só atravessar o Paseo de la Reforma). O acervo deste museu é beeem grande e o prédio é dividido em dois andares: o primeiro dedicado aos povos pré-hispânicos e o segundo pros índios contemporâneos. Fiquei lá de 11h até as 14h e ainda não deu pra conhecer tudo direito! Saindo do museu fui conhecer os bairros de Condensa e Zona Rosa (peguei o metrô na estação Chapultepec e desci na Insurgentes). Almocei por lá, andei um pouco e depois fiquei preso dentro da estação de metro por conta da chuva. Ali o Erick me encontrou por volta das 19:30h para irmos pra Lucha Libre! A chuva já tinha parado, então fomos caminhando até a Arena México (onde seria o evento). Compramos o ingresso da grade ($35), deixamos nossas câmeras no locker do lugar (não é permitido filmar ou fotografar). A luta é travada entre dois grupos (Rudos e Técnicos), em três etapas. Tudo é bem teatral e televisionado pro México inteiro. O mexicano fica bem animado com tudo! Xinga até a bisavó do lutador... Saímos da luta, pegamos o metrô na estação Cuauhtémoc e seguimos pra casa do Erick. Foi só tempo de chegar, tomar banho e dormir. Castillo de Chapultepec Águila mexicana no Castillo de Chapultepec Bosque de Chapultepec e do esquilos Atlante de Tula no Museo Nacional de Antropologia Piedra del Sol Azteca no Museo Nacional de Antropologia Cabeza Olmeca no Museo Nacional de Antropologia Dia 16 – Teotihuacán e Basílica de Guadalupe Como era sábado, o Erick poderia me acompanhar nos tours ao longo do dia. E deixamos para esse dia a cidade pré-hispânica de Teotihuacán e a Basílica de Santa Maria de Guadalupe. É possível visitar os dois locais no mesmo dia, mas é bom ir preparado para andar. Acordamos bem cedo porque o objetivo era pegar as ruínas de Teotihuacán vazias (entrada $ 42). Saímos da casa do Erick (com as mochilas para dormimos uma noite em um albergue do Centro Histórico) e pegamos um metrô na estação Ecatepec (linha B). Descemos na estação Oceanía e pegamos a linha 5. Paramos então na estação Autobuses del Norte (de onde partem os ônibus até Teotihuacán). Andar de metrô na Cidade do México é bem fácil! Fomos então caminhando até a rodoviária Centro del Norte e compramos nossas passagens na linha de ônibus Autobuses Teotihuacán para o horário de 7:30h. Teotihuacán é o sítio arqueológico mais visitado do México e os mistérios sobre quem construiu aquilo tudo e porque a cidade foi abandonada ainda continuam. Mas sabe-se que o aztecas se apossaram da cidade tempos depois e atribuíram ao local um valor místico bem forte (“quem seria capaz de construir pirâmides tão grandes e perfeitas? Só mesmo os deuses...” ). Voltando para a viagem... Fui dormindo os 40 minutos de caminho até lá (mais ou menos 50 km da Cidade do México). Descemos no Portão 1 (todos os ônibus param nele) e fomos caminhando até o Portão 2 (para sair logo na Pirâmide da Lua). Dizem que você deve subir primeiro a Pirâmide da Lua (suas energias serão consumidas) e depois subir a Pirâmide da Lua (a energia será revigorada). E assim fizemos. A Pirâmide da Lua é bem tranquila de subir e lá de cima é possível ter uma visão bem bacana das ruínas. Ficamos um pouco lá, aproveitando que tinha poucos turistas e seguimos até o Palácio Quetzalpapalotl. De lá andamos pela La Calzada de Los Muertos até a Pirâmide do Sol. Aí sim a coisa fica séria. São 236 degraus íngremes até o topo! Ficamos um tempo lá em cima. Tempo suficiente pra conhecer uma galera de Curitiba e um povo da Costa Rica. Descemos da pirâmide e seguimos até o Templo de La Serpiente Emplumada. Depois já era hora de ir embora. Saímos no Portão 1, tiramos umas fotos de uns cactos gigantes ali na saída, ficamos conversando com um guarda do sítio até que nosso ônibus chegou (compramos a passagem com o próprio motorista). Conseguimos poltronas vazias (o que é difícil) e fui mais uma vez dormindo até a Cidade do México. Descemos na estação Deportivo 18 de Marzo. De lá fomos caminhando até a Basílica de Santa Maria de Guadalupe (o maior símbolo do catolicismo do país. A casa da virgem morena!). Almoçamos pelo caminho e aproveitei para comprar umas imagens de Nossa Senhora de Guadalupe para presentear minha mãe e a avós. Visitamos primeiro a Capilla del Cerrito, onde a virgem apareceu pela primeira vez para o índio Juan Diego. Depois descemos pelos jardins da basílica. Depois seguimos para Capilla del Pocito e Parroquia de Indios. A próxima parada foi na antiga basílica, chamada de Templo Expiatorio de Cristo Rey. E finalmente fomos até a Basílica atual de Guadalupe. A Cidade do México foi construída pelos espanhóis em cima de um lago chamado Texcoco (o antigo lago que circundava a antiga cidade de azteca de Tenochtitlán). O terreno acaba sendo mais esponjoso e assim a cidade está afundando lentamente. Em diversos prédios da cidade é possível ver esse efeito. E o Templo Expiatorio de Cristo Rey é um exemplo. Ele já está totalmente torto e chega a dar certo incômodo ficar olhando pra ele. Saímos da basílica pegamos um ônibus logo em frente em direção à Reforma (Erick tinha que ir no escritório da Interjet). Depois pegamos um metrobus na estação Expo Reforma e descemos na Isabel La Católica. Dali fomos caminhando até o Hostal Amigo pra pernoitar. Estávamos planejando ir até a Plaza Garibaldi (a famosa praça cheia de mariachis). Combinamos então: “vamos dormir só uma hora e depois vamos pra lá!”... Acordamos no outro dia... Teotihuacán Basílica de Guadalupe Dia 17 – Centro Histórico e Reforma Acordei por volta das 7h e seguimos para o Zócalo (fica muito perto). Tiramos algumas fotos e depois seguimos para as ruínas do Templo Mayor (estas ruínas fazem parte da antiga cidade de Tenochtitlán). Andamos pelos corredores do sítio e depois seguimos para o Museo del Templo Mayor. Bem legal! Vale a visita... De lá seguimos para o Museo del Miedo (logo do lado, no Palácio da Autonomia. Entrada $ 50). Não achei que valeu a pena a visita... Esperava bem mais. Acabando lá fomos até a Catedral Metropolitana para um tour guiado pelas torres ($ 20). Muito massa! O senhorzinho guia sabe muito e não sabia que tinha tanta história envolvida naqueles sinos assim (são 30 sinos. Cada um com uma sonoridade e uso diferente). Saindo de lá fomos para a Calle 5 de Mayo, comer no Café El Popular. Depois pegamos um mototaxi (o tuc tuc) até o Palácio Bellas Artes e o Edificio de Correos (todo em ouro). Depois o plano seria encontrar com um amigo viajero do Erick chamado Miguel em um shopping. Pegamos então um metrô na estação Bellas Artes e descemos na Insurgentes. De lá fomos caminhando até o Shopping Reforma 222. Miguel é o famoso entre os viajantes por ser o “Embajador del Tequila” e para comprovar isso ele me presenteou com uma caixa de pequenas garrafas dessa bebida. ãã2::'> Ficamos no bar Chili´s e depois ele nos convidou para uma festa de 90 anos de uma tia dele no bairro de Santa Fé. Tava animado pra ir, principalmente porque seria uma chance de mais uma vez ver a tradição mexicana na sua forma mais original. Valeu a pena. Tequila, tortilla, tequila, mais comida, mais tequila, salsa, tequila, música mexicana e mais tequila. Saímos de lá no início da noite e fomos no carro do Miguel até o Paseo de la Reforma, no Monumento a la Independencia (El Ángel). Tiramos algumas fotos e depois fomos jantar com outra viajera, Maria. Seguimos então até a Plaza Garibaldi. Miguel nos levou até o bar Guadalajara de Noche (recomendo muito!) e terminamos a noite lá, junto com outro cara, mochileiro da Argentina, Diego (amigo do Erick). No bar tem apresentações ao vivo de danças/músicas típicas do México e claro, dos mariachis. Saindo de lá, eu e Erick pegamos um metrô na estação Garibaldi até a casa dele. No outro dia madrugaríamos (de novo) pra viajar até Puebla. Vaso de sacrifício Cuauhxicalli no Museo del Templo Mayor Instituto Nacional de Bellas Artes Ritual dentro da Catedral Metropolitana Ritual fora da Catedral Metropolitana Dança indígena Perro mexicano Dia 18 – Cholula, Puebla e o encontro Viajeros-Mochileiro Madrugamos (mais uma vez) para irmos para cidade de Puebla (estado de Puebla). Lá eu e Erick encontraríamos com viajantes do site Viajeros (um site argentino equivalente ao Mochileiros que engloba inúmeros países que falam espanhol). Seguimos o caminho de metrô até a rodoviária TAPO e lá encontramos com Diego (o argentino que encontramos em Guadalajara de Noche). Compramos nossas passagens pela empresa Estrella Roja e fomos tomar um café até o horário do ônibus. Cerca de duas horas depois, estávamos chegando na rodoviária de Puebla. Lá o viajero Jorge foi nos buscar de carro para juntos irmos até a cidade de Cholula (que se divide em duas municipalidades: San Pedro Cholula e San Andrés Cholula). Uma coisa que só fui descobrir quando cheguei em Puebla: o município é o 4° mais populoso do México (com mais de 1 milhão de habitantes). E é também um dos grandes patrimônios culturais do país. Seguimos de carro com o Jorge até a Grande Pirâmide (pirâmide com maior volume no mundo), antigo templo dedicado ao deus Quetzalcoatl. Cholula na verdade era uma importante religiosa pré-hispânica. Entramos nos labirintos dentro da pirâmide ($ 48). Érico Veríssimo retrata no livro “México” a sensação de claustrofobia que ele sentiu nestes corredores. E é isso mesmo. Quem tem medo de lugar fechado e apertado é bom nem passar perto! Depois de lá nos encontramos com outro viajero chamado Gerardo (de Puebla). Juntos formos até a igreja Nuestra Señora de los Remedios que foi construída exatamente em cima da pirâmide. Seguimos então para o museu da zona arqueológica e depois fomos encontrar com Norma (também de Puebla) e José (cubano que mora em Miami) em um bar nos pés da pirâmide. Andamos mais pelo Zócalo de Cholula e depois fomos conhecer algumas igrejas famosas do lugar. Conhecemos a Iglesia de Tonantzintla e Iglesia de Acatepec. Ambas são bem interessantes porque apresentam um barroco misturado com temas indígenas (tem muito santo com cara de índio nestas igrejas!). Tomamos uma bebida feita com cacau e ainda um licor típico de Cholula. Depois seguimos para Puebla, onde almoçamos no Mercado de Sabores Poblanos. Uma boa dica aliás. São várias barraquinhas, com preços bem acessíveis. Comi o famoso Mole Poblano que é basicamente uma mistura de mais de 30 ingredientes, sendo chocolate o principal, servido com frango. Sabor beeem exótico. Saímos de lá e fomos até o Zócalo de Puebla conhecer os principais pontos turísticos. E lá nos encontramos com mais viajantes: Irda e o pai dela (Colômbia) e Glória (Chile). Terminamos o tour num bar, tomando La Pasita (licor típico de lá). Lá pelas 21h Erick, Diego e eu pegamos um ônibus (também Estrella Roja) em direção à Cidade do México. Chegamos lá por volta das 23h (rodoviária TAPO) e eu ainda teria que encontrar um albergue pra dormir (no outro dia iria fazer o trekking no vulcão Iztaccíhuatl). Peguei um taxi e fui pro Zócalo, no albergue Mundo Joven Catedral. Não tinha vaga. Fui andando até outro hostel com a rua vazia, sem nenhum policial. De repente um morador de rua vem pro meu lado conversar comigo. Nem paro e só fico falando “no, no, no”. Aí o cara me fala: “calma... Você quer um peso?”. Finalmente encontro um hostel (Mexico City Hostel)! Check in, banho e cama! :'> Iglesia de Tonantzintla Catolicismo na cidade sagrada dos Aztecas Danza de los Voladores Dia 19 – Dia 1 Iztaccíhuatl Tinha planos de conhecer algum vulcão do México. Inicialmente eu pensava em ir até o Paricutin (o vulcão mais jovem do mundo), mas o deslocamento até lá não era tão simples e teria que abrir mão de outras coisas que tinha em mente. Comecei a ler outras opções e encontrei um vulcão perto da Cidade do México e ainda tinha agências que faziam a subida neste vulcão. Subi um vulcão em um mochilão que fiz pelo Chile e vi que me adaptei bem ao ar rarefeito e à caminhada longa. Seria a chance de experimentar isso de novo e novembro ainda era a temporada oficial de trekking pelas montanhas do México! O vulcão escolhido foi o Iztaccíhuatl (5230m), o terceiro maior pico do México. O vulcão fica a 70 km da Cidade do México (inclusive é possível vê-lo lá da casa do Erick). E este vulcão fica próximo do vulcão Popocatépetl (5426 m). Diz a lenda que Popocatépetl era um guerreiro que tinha uma namorada chamada... Iztaccíhuatl! Ao saber da suposta morte do namorado em uma batalha, ela morre de tristeza. Ao chegar da guerra e perceber o ocorrido, ele fica furioso e leva o corpo de Iztaccíhuatl pra fora da cidade. Ali então ele deposita o corpo da namorada (Iztaccíhuatl tem realmente o formato de uma mulher deitada) e começa a jogar fogo pra todo lado! E até hoje os dois estão lá... Voltando ao trekking pela Iztaccíhuatl. A parte mais difícil foi encontrar uma agência e mais do que isso, uma agência bem indicada. Não há nenhuma no Trip Advisor, por exemplo. O que dificultou bastante no início da minha procura. Mas ai apareceu a High Guides Mexico (http://www.hgmexico.com). Mandei um email pra eles e veio a resposta: USD 410. Não estava preparado pra gastar tanto. Respondi o email dizendo que não tinha essa grana e que estava disposto a gastar só USD 230. E deu certo! Eles aceitaram a proposta. O pagamento incluía transporte, abrigo no refúgio, guia, alimentação e qualquer equipamento que fosse usar na subida. O pessoal é bem gente fina e posso falar que eles colocam o amor pelas montanhas acima do amor pelo dinheiro. Senti isso no jeito que eles falavam de suas experiências e das montanhas que tinham no México. Enfim, paguei pra ver. E dei sorte. Acordei cedo neste dia e desci pro café do hostel. Café é muito bom (comi muito). No café conheci uma italiana gente finíssima chamada Elena. Começamos a conversar e ela me disse que largou tudo que tinha na Europa e foi seguir a vida no circo. Hoje ela mora em uma casinha nos pés da Chapada de Diamantina. E fica assim, viajando o mundo com a companhia de circo dela. Saí na rua pra comprar um reservatório pra colocar água e tomei café de novo na rua. E ainda comprei lanche. Tudo pra estocar o máximo de energia possível. Voltei pro hostel e às 10h eles vieram me buscar, como combinado por email. Eram dois guias: Cesar e Humberto. Ai fui descobrir que seria um tour privado. Não havia mais ninguém no grupo. Como não achei nada que detalhasse a subida ao vulcão na internet, vou tentar fazer isso aqui. Às 10h saímos da Cidade do México (2235 m) em direção à cidade de Amecameca (2480 m). A parada serviu para aclimatação e também para fazer as compras no mercado. Compramos suco, pão, barras de cereais, frutas e água. Depois fomos a um mercado de rua e compramos uma tortilla escura bem saborosa (feita de um milho também escuro), frango e uma espécie de cacto típico da região. Por volta das 14h saímos em direção ao refúgio Altzamoni (3950 m) já dentro do Parque Parque Nacional Izta-Popo Zoquiapan. Chegamos na portaria do parque por volta das 15:30h, o guia foi pegar minha autorização para entrada e depois fomos até o refúgio. O refúgio fica quase aos pés do vulcão Popocatépetl. E fica também próximo ao local onde as antenas da Televisa estão instaladas. Junto no abrigo haviam duas pessoas do Canadá e mais ninguém. O local já é bem frio e ver o final da tarde com o vulcão expelindo fumaça foi com certeza um dos pontos altos da viagem. Comemos e depois o guia Humberto foi me dar umas dicas de montanhismo. Deixamos tudo já arrumados e fomos dormir por volta das 20h porque iniciaríamos a subida por volta da 1h da manhã. Dia 20 – Dia 2 Iztaccíhuatl Acordamos por volta de 1h e o guia foi verificar se o tempo estava bom para subida. Estava. Tudo liberado. :'> Colocamos as coisas na van, comi umas coisas bem energéticas e fomos de van até um local chamado La Joya (3850 m). Ali iniciaríamos o trekking e apenas o Humberto me guiaria. Iniciamos a caminhada às 2h apenas com a luz da lanterna. Caminhamos por mais ou menos uma hora em uma subida pouco íngreme. Depois iniciamos uma subida maior, mais mesmo assim tranquilo. Tinha bastante pedra, mas o caminho estava bem delimitado. E já tava bem alto porque já era possível ver grande parte das luzes da Cidade do México lá no fundo. Continuamos subindo uma etapa bem íngreme com bastantes pedras. A ajuda dos bastões de caminhada foi essencial. Depois de subir tudo descemos um vale até o refúgio Grupo de los Cien (4780 m). Até o refúgio descansamos quatro vezes em locais delimitados, chamados de Portillo (Primer, Segundo, Tercer e Cuarto). O refúgio é um barraco em formato de um vagão de trem onde o pessoal passa a noite pra iniciar a subida até o pico bem cedo. O guia decidiu ficar neste refúgio até mais ou menos 7h (quando o sol aparecesse e a temperatura subisse um pouco). Depois de mais ou menos meia hora subimos até o primeiro pico, La Rodilla (5050 m). Lá o guia avaliaria se eu estava bem (há casos de pessoas que deliram por conta da falta de ar) . Como tava tudo tranqüilo, seguimos até o segundo pico, chamado La Panza. Ai colocamos os crampons nas botas porque iríamos atravessar um glaciar (Glaciar de la Panza) para chegar no terceiro e último pico, El Pecho (o ponto mais alto do vulcão). Chegamos lá por volta de 10:45h. Tempo aberto, silêncio total, Popocatépetl jogando fumaça pra todo lugar lá no fundão... Difícil esquecer a emoção de ter conseguido chegar lá! Depois de um tempo nuvens começaram a cobrir tudo e resolvemos descer (na verdade você não pode passar muito tempo lá em cima por conta do ar rarefeito). Descemos por volta de 11:15 e 12:15 (dez horas depois) estávamos no refúgio Grupo de los Cien. Às 16:30h chegamos no La Joya e o Cesar estava nos esperando. Final do trekking! Joelho arrebentado, sono, fome acumulada, chuva no final, mas faria tudo de novo! Fomos pro refúgio refúgio Altzamoni e por volta das 17h retornamos pra Cidade do México. Muita gente sobe sozinho (inclusive conheci um japa muito louco no refúgio que não falava nada de espanhol e que iria subir sozinho). Mas acredito que você deva no mínimo saber as rotas. Há registro de pessoas que morrem lá em cima exatamente por ir em uma época não tão favorável e acabar se perdendo e caindo. Só ter prudência e respeito pelo vulcão e tudo dará certo! Voltei pra Cidade do México, troquei de hostel (dessa vez fui pro Mundo Joven), fui pra rua comer e não consegui dormir (acho que pela adrenalina ainda no sangue). Vulcão Iztaccíhuatl Popocatépetl furioso Glaciar de La Panza En los pechos de Iztaccíhuatl Dia 21 – Nevado de Toluca Nevado de Toluca (4680 m) é outro vulcão famoso localizado no Estado do México (80 km da Cidade do México). Trata-se de um vulcão inativo que possui dois lagos dentro de sua cratera (Lago del Sol e Lago de la Luna). Chegar até lá que é o problema. Tentei encontrar alguma agência de turismo na Cidade do México mas nada. :( Conversei com um cara do apoio turístico no Zócalo e ele me disse que não é fácil encontrar tours para o Nevado. A minha única opção seria pegar um ônibus até a cidade de Toluca e depois arrumar alguma forma de chegar no vulcão. A pior parte é que a entrada do parque fica longe do vulcão em si, dificultando ainda mais o acesso. Por sorte, o Miguel se ofereceu para me levar lá. E o Erick conseguiu ainda uma folga no trabalho para me acompanhar (gracias!). Partimos eu e Erick até o bairro de Santa Fé, onde iríamos encontrar com Miguel. Santa Fé é um lugar nobre da cidade, cheios de prédios com uma arquitetura mais contemporânea. Nos encontramos em um Starbucks próximo a um prédio em forma de uma máquina de lavar (La Lavadora). Chegando lá o Miguel disse que não poderia nos acompanhar, mas mesmo assim enviou um carro pra nos levar lá (gracias!). Saímos então por volta das 9h e às 11h chegamos no parque (taxa de $40 para entrar). O tempo estava bem frio e fechado. Do local onde os carros ficam até a cratera em si, é preciso fazer uma caminhada de mais ou menos 1h, 1:30h. Sendo que a última parque é uma decida íngreme (Erick viu o chão umas 3 vezes). ::lol3:: Fomos primeiro ao Lago de la Luna e depois seguimos para o Lago del Sol. A ideia seria contornar o lago e depois ir por outro caminho até o local onde o carro estava. Só que começou a nevar! Então decidimos seguir o mesmo caminho que viemos. A opinião final é: vale a pena o esforço para chegar no Nevado! Vale a pena tentar um couchsurfing, juntar uma galera na Cidade do México e dividir um taxi ou até mesmo passar um dia em Toluca e depois ir para o Nevado. Voltamos para a Cidade do México e fomos encontrar com o Miguel em um restaurante (era aniversário da irmã dele). Comemos, bebemos e depois fui com o Erick até o Zócalo. Era minha última noite no México e precisava ir até a casa do Erick buscar o restante das minhas coisas e voltar para o hostel. Só que estava tendo um grande protesto por conta do massacre dos 43 estudantes. Eles fecharam algumas estações e todas as ruas estavam tomadas. ::ahhhh:: Pausa: No livro México (indico a leitura, inclusive!), Érico Veríssimo fala que o povo mexicano é revolucionário por natureza. É só pegar a história do país e ver isso na prática (aztecas com estratégias imperialistas, Zapata e Pancho Villa, guerra contra EUA, independência mexicana...). Vi o país inteiro mobilizado em torno deste massacre (em Oaxaca tinha estudantes acampados no Zócalo, os vilarejos zapatistas estavam bloqueando os caminhos em San Cristóbal de las Casas e diversos grupos estavam fazendo manifestações nas ruas da Cidade do México). Enfim, consegui chegar na casa do Erick. Me despedi da família dele, peguei minhas coisas e voltei pro hostel (que ficava no Zócalo, inclusive). Tive que descer umas estações antes porque estava tudo fechado. Vim caminhando entre os manifestantes e de repente entrei em uma rua que estava vazia. Só ouvia barulho de alarme e umas pessoas aglomeradas em frente a uma loja. Fui inocente andando, quando percebi que na verdade eles estavam quebrando uma loja (sempre há os baderneiros!). ::vapapu::::putz:: Fui pro hostel arrumar minha mochila, já que no outro dia seria corrido. Nevado de Toluca Dia 22 – Frida Kahlo e la despedida Último dia do México! :| Acordei cedo e fui tomar um café no terraço do hostel (dá pra ver todo o Zócalo lá de cima). Depois do café segui para o Museo Frida Kahlo. Fui caminhando até a estação Zócalo e peguei o metrô até a estação Hidalgo (Linha 2 – Direção Cuatro Caminos). Troquei de linha e então desci na estação Coyoacán (Linha 3 – Direção Universidad). Na saída da estação Coyoacán peguei um coletivo e desci próximo a Calle Londres (onde fica o museu). Coyoacán é um bairro mais boêmio e tranquilo. O museu ainda estava fechado (só abre às 10h) e já havia um grupo de pessoas esperando. Paguei a entrada ($ 80) mais a permissão para tirar fotos ($ 60). O museu tem um acervo bem grande (inclusive uma sala da casa que estava fechada a pedido da própria Frida foi aberta recentemente) com pinturas não acabadas, cartas enviadas ao governo mexicano solicitando o recebimento de Trotski, todo o material que ela utilizava para pintar, a cama com o teto de espelho usado para pintar enquanto ela estava doente e roupas utilizadas por ela. Com o mesmo boleto de entrada no Museo Frida Kahlo você pode entrar também no Museo Diego Rivera Anahuacalli (Museo #150, também em Coyoacán). Mas não tive tempo de ir até lá. Também não tive tempo de conhecer Museo Casa Estudio Diego Rivera y Frida Kahlo. ::bad:: Ainda tinha que comprar souvenir para trazer pro Brasil. Corri até o Mercado de Coyoacán mas não encontrei nada de interessante. Decidi ir então até o Mercado de Artesanías La Cuidadela (todo mundo fala que variedade é maior e o preço é mais baixo). Já tava atrasado e ainda tinha que chegar no centro, onde o mercado fica (Avenida Balderas, #1). Peguei um coletivo em direção à estação Viveros e pedi ao motorista que me avisasse quando estivesse lá. Só que ele não avisou. E eu precisei fazer o caminho inverso até a estação. ::grr:: Finalmente peguei o metrô até a estação Balderas (Linha 3 – Direção Indios Verdes). Chegando lá caminhei até o mercado. O mercado é bem grande! Mas tava com o tempo corrido e fui direto ao que interessava: uma barraquinha com bastante coisa do Chaves. :) Comprei os presentes e corri pra estação Balderas. Peguei um metrô em direção a Pino Suárez (Linha 1 – Direção Pantitlán) e depois outro metrô em direção ao Zócalo (Linha 2 – Direção Cuatro Caminos). Almocei perto do hostel e depois fui para o hostel pegar minhas coisas. Segui pro aeroporto de metrobus (mais uma vez, tudo é bem seguro e ainda tem umas grades para colocar as malas). Peguei o metrobus Aeropuerto em direção ao Terminal 2 na Calle Venezuela. A viagem do Zócalo até lá dura uns 30 minutos. Chegando lá fiz o check in na Lan (meu voo sairia às 19:30h, com escala em Santiago no Chile) e fiquei esperando o Erick. Ele chegou, tomamos um café, tiramos as últimas fotos, ele me presenteou com uma bandeira do México e nos despedimos. Fim do mochilão. :(:( Espelho usado nos auto-retratos (i.e. selfies) por Frida Kahlo 5) Oito horas em Santiago do Chile Dia 23 – Cerro Sán Cristóbal e La Chascona Cheguei em Santiago por volta das 07:30h e meu segundo voo para o Rio de Janeiro sairia às 18:15h. Entre o tempo de entrar/sair do aeroporto tinha então umas oito horas liquidas. Decidi então visitar o Cerro Sán Cristóbal e a casa-museu de Pablo Neruda, La Chascona. Fui ao balcão da Tam verificar se poderia mesmo sair do aeroporto e depois fui fazer o processo de imigração (que demorou quase uma hora por conta da fila!). Custei a encontrar um taxi, saquei alguns pesos chilenos e depois fui até o Portão 4. Peguei um ônibus chamado Centropuerto e desci na última estação (Los Heroes). Cruzei a rua e fui até a estação de metrô Lo Heroes. Peguei o metrô até a estação Baquedano (Linha vermelha – Direção Los Dominicos). De lá fui andando até a entrada do funicular do Cerro Sán Cristóbal ($ 2600). Tava tendo uma competição de ciclismo lá em cima, então tava bem cheio. Saí de lá, peguei o funicular de volta e fui caminhando até a La Chascona (entrada $ 5000). É uma visita com áudio por todos os cômodos da casa. Pablo Neruda construiu esta casa para Matilde Urrutia (sua futura esposa) depois do retorno de ambos do exílio de Neruda na Europa. Depois do retorno a história do Chile muda: o presidente Salvador Allende (que era inclusive amigo do Neruda) se mata (até hoje isso é um assunto controverso), o Palácio de La Moneda é tomado pelo exército e Pinochet assume o comando de uma das ditaduras mais sanguinárias da América. Neruda é hospitalizado neste meio tempo e acaba morrendo (obviamente o fato de ver o Chile nesta situação foi o agravante no estado de saúde dele). La Chascona estava toda destruída por militares (uma vez que Neruda era inimigo do Estado por ter ideias comunistas) e mesmo assim Matilde resolve fazer o velório dele ali, no meio de cacos de vidro, cinzas de incêndio, poucos amigos e militares de olho em tudo. Hoje a casa faz parte de um conjunto de três casas (junto com a casa em Isla Negra e La Sebastiana, em Valparaíso) que foram moradia de Neruda e Matilde. ::cool:::'> Na saída do museu ainda conheci uma poeta “de rua” bem simpática que me contou algumas coisas sobre Santiago e ainda me deu dicas de locais para comer. Mas não comi nada porque estava na correria. ::lol3:: Voltei para a estação Baquedano e fiz o caminho inverso (metrô até Los Heroes, ônibus Centropuerto até o aeroporto). O percurso durou mais ou menos uns 40 minutos. Bom é que tinha uma corrida das cores (Run Color) na cidade e o metrô estava lotado de gente pintada. Consequentemente todo mundo ficou pintado... :? Chegando no aeroporto fiz o serviço de imigração bem rápido e fui comer. E ainda comprei o chocolate (guardem esse nome) Sahne-Nuss para trazer pro Brasil. Agora sim a viagem tinha acabado e eu voltaria pra realizade. ::quilpish:: É isso! Por último (já devo ter falado isso umas 15 vezes), não deixem de conhecer o México! Há muitas opções de Méxicos e com certeza uma se encaixará no seu perfil. ::otemo:: Sempre soube da nossa fama de povo alegre e receptivo. Mas confesso que o México não fica nem um pouco atrás. Espero que este relato ajude e inspire todos que queiram conhecer essas terras lá de cima. Qualquer sugestão, dúvida ou comentário é só falar! Viva la vida! ::otemo::::otemo::
  9. hahahaha mas a pimenta acaba sendo suportável depois de um tempo o pacote do tour de Palenque inclui as entradas sim (só nao inclui o guia em Palenque). Te aconselho a pegar guia lá pq tem muita coisa interessante pra ouvir de lá! Não me lembro o nome da agência, mas me parece que este pacote é padrão de todas as agências! Não deixe de tomar o café de lá tambem
  10. Marcela, juizforana! Qualquer coisa que puder ajudar e só falar ai! E bom México pra você! vontade de voltar não me falta.. hahahaha agora ta indo!!
  11. 2) México Colonial e do Dia de Muertos Dia 1 – Partiu México! Como moro em Juiz de Fora – MG, o jeito mais fácil é pegar um voo no Rio de Janeiro. E assim foi feito... Peguei um ônibus até o Galeão e depois um voo para Guarulhos. Às 23:30, uma hora de atraso, com direito à presença da Ana Maria Braga perdida no saguão, meu voo pela Tam partiu em direção ao México. Dia 2 – Dia longo até Oaxaca Meu primeiro destino no México seria a cidade de Oaxaca. A ideia de chegar e correr pra lá seria pela chance de poder ver o festival do Dia de los Muertos de perto. E em poucos lugares as tradições são mais fortes que lá. Cheguei no Aeropuerto Internacional Benito Juárez, na Cidade do México, por volta das seis da manhã. Tinha lido relatos de que a imigração no México é um pouco puxada, com revistas completas nas mochilas e até entrevistas. Mas não passei por nada disso. Nem minha mochila foi aberta. Mas o que vi foi uma fila de imigração bem grande. Demorei quase duas horas pra ser liberado! Então a dica é: paciência! Carimbo no passaporte, mochila nas costas e agora sim o mochilão começou! Meu voo chegou no Terminal 1. Logo na saída você verá dezenas de casas de câmbio. E as melhores cotações de dólar foram encontradas ali, no aeroporto. Encontrei uma cotação de 1 USD = $ 12,83. Comprei meus pesos e fui tomar um café. Dali meu roteiro seria: comprar o cartão do metrobus ($ 10 do cartão + $ 30 passagem), pegar o metrobus no Portão 7 (para Terminal 2 é no portão 3), descer na Estação San Lázaro e depois caminhar até a rodoviária TAPO. E assim foi feito. O metrobus é uma opção bem segura. Em todos que fui tinha um policial dentro dele garantido paz e amor da galera! Peguei o ônibus da empresa A.D.O. em direção ao meu destino final. Aliás, A.D.O (Autobuses del Oriente) é a empresa de ônibus mais importante do México e ela domina grande parte do país! O trajeto que fiz entre as cidades foi feito quase que exclusivamente de ônibus. São quatro tipos de frotas que eles oferecem (do mais simples pros mais confortáveis): OCC, ADO, ADO GL e ADO Platinum. Como era feriado, fiquei com medo de deixar pra comprar a passagem na hora e não ter mais vaga. Tentei comprar com meu cartão daqui do Brasil mas não rolou. Pedi ajuda pro Erick e ele comprou pra mim lá do México! Seis horas e meia depois estava chegando na rodoviária de Oaxaca. Peguei um taxi e segui direto pro hostel. Há opções de ônibus, mas sinceramente, tava cansado de toda a viagem e o preço do taxi segue um padrão justo... Cheguei no hostel e já encontrei com o Erick (ele decidiu passar o feriado também em Oaxaca). Aqui vou abrir um parêntese pra explicar o significado do Dia de Muertos para os mexicanos (ou pelo menos tentar explicar): as festividades do dia dos mortos (nosso finados) começam na noite do dia 31 de outubro e acaba lá pelo dia 2 de novembro (ou 3, ou 4). Para eles, a morte é uma etapa na qual as almas saem desta vida para habitar um lugar melhor. E nas noites dos mortos, estas almas dos entes queridos retornam para o encontro com seus familiares. E é isso. Imagine que uma vez ao ano você tem a chance de encontrar aquele parente sumido que você tanto gosta. O que você vai fazer? Festa! E assim eles fazem. Nas noites destes dias eles cozinham os pratos prediletos dos entes, tocam as músicas preferidas e bebem. E muito. Lógico que tem muito mais significados pra todo este festival. Mas pra não alongar muito vou continuar com o relato. Saímos eu e Erick pra comer e encontrar com mais brasileiros: uma turma de curitibanos formada por Marcelo, Luis, Leando e Débora. Juntos fomos pros desfiles dos Comparsas na Calle Macedonio Alcalá. É tipo um carnaval de Olinda. Só que com temas relacionados à morte: pessoas pintadas de catrinas, caveiras diversas etc etc etc. Tudo muito animado e ao som de “batalhas” de bandas! Ficamos um pouco e depois seguimos para o Panteón General (Calle del Refúgio). A hora mais esperada por mim desde muuuito tempo! Chegando lá o que vi foi um movimento tímido dos familiares. Alguns túmulos enfeitados... Um silêncio. Cadê a festa? Andamos entre os túmulos, fotografamos alguns bem enfeitados e seguimos pra uma feira livre do lado de fora do cemitério. Dezenas de barracas de comida, bebida e música! Mas não consegui ficar muito. Corri pro albergue e dormi (não se antes andar o hostel inteiro atrás de um chuveiro com água). Las Catrinas Pan de muerto Altar dos Mortos Dia 2 – Oaxaqueño por uma noite Acordei cedo e fui encontrar com Erick. Nosso plano era o seguinte: andar o máximo possível. E já corremos pros Mercados Benito Juárez e Mercado 20 de Noviembre. O primeiro mercado é onde você encontra mais artesanato (a um preço camarada) e o segundo é onde você pode comer a típica culinária oaxaquena. Curti muito caminhar nestes mercados. Ali o que você mais encontra é o típico morador fazendo suas compras diárias. Me senti muito seguro, mesmo com toda a movimentação. E foi ali que me deparei com outra novidade: os chapulines. Chapulines são nada mais nada menos do que grilos fritos. E eles estão em todos os lugares. Comi e ainda levei um bocado pra ir saboreando ao longo do dia. Na verdade eu só senti o gosto de limão e pimenta. Não foi o melhor prato da viagem, mas também não é tão ruim assim. Saímos dos mercados e fomos até a Calle Mina #501, logo do lado do mercado. Ali compramos passagens em um coletivo que nos levaria até o Monte Albán. Já compramos ida + volta de uma vez ($ 50). O percurso até as ruínas leva em torno de 30 minutos e ao longo do caminho é possível ter uma visão panorâmica da cidade de Oaxaca. Bem bacana! Monte Albán é uma ruína pré-colombiana que foi a capital dos Zapotecas e posteriormente dos Mixtecas. Não sei se foi porque era minha primeira ruína no México, mas curti muito o local. Bem preservado, fomos caminhando por todas as partes (parando de dois em dois minutos para servir de paparazzi do Erick ). Terminamos o tour autônomo, seguimos pro pequeno museu do sitio e depois pegamos o coletivo de volta para a cidade. Chegando em Oaxaca voltamos pro Mercado 20 de Noviembre pra comer. E ali comi as famosas Tlayudas: tortillas grandes com manteiga, feijão, queijo de Oaxaca e um pedaço generoso de carne. Tão grande que não consegui terminar. Neste momento chegou uma turista me perguntando sobre a GoPro que carregava. Travamos um diálogo longo embolando no espanhol, pulando pro inglês. Até percebermos que éramos brasileiros. Tamo em todo lugar! Já alimentados, seguimos para o mirante do Cerro El Fortín. Mirante lembra alto. E alto lembra escadas. E foi isso. Caminhamos até uma das partes mais altas da cidade. Mas valeu a pena! Deu pra ter uma ideia geral do Centro Histórico e dos vales. Recarregamos um pouco das energias e já descemos em direção ao Templo de Santo Domingo. Trata-se de um templo + convento do século XVI. Dentro dele também se encontra o Museo de las Culturas de Oaxaca. Muito muito bacana! E de dentro do museu também da pra ter uma visão legal do jardim botânico cheio de cactos. Saímos do museu e sugeri pro Erick: vamos voltar no cemitério? Por que não? Estávamos em dúvida se iríamos encontrar festas lá mas mesmo assim fomos. E encontramos. Muita. Foi bem diferente da noite anterior. Muita música, muita animação e muitas cores. Na verdade a minha ideia não era ficar andando, só observando. Queria ir lá conversar com eles. E não demos nem dez passos dentro do cemitério e já consegui realizar minha vontade. Fui conversar com uma família bem cheia de crianças, todos sentados comendo próximos ao túmulo do ente querido. Expliquei pra eles como era nosso Finados. Ficamos ali uns bons minutos trocando experiências. Nos despedimos e depois não conseguimos dar mais dez passos. Uma família muito (MUITO) animada estava nos olhando. Olhei pra eles e eles logo começaram a gritar pra gente ir lá. A partir daí não consigo detalhar mais nada. Já chegamos com doses de mezcal sendo servidas, cerveja e muitas tostadas. Era a família Arrieta. Conversei com todos os integrantes dessa família e no final ainda nos convidaram para visitar a casa deles. Fomos e lá pude perceber ainda mais a receptividade do povo mexicano. Leite quente com chocolate de Oaxaca, pan de muerto, mais mezcal e muita conversa. Obviamente foi um dia muito especial. Despedi deles com a promessa de voltar logo e ainda nos presentearam com uma garrafa de mezcal artesanal. Naquele momento eu tive a certeza de que se a viagem acabasse ali, eu já estaria totalmente realizado. Mas não acabou... Chapulines Mercado 20 de Noviembre Coroas & Fusca Monte Álban Monte Álban Monte Álban Monte Álban Templo de Santo Domingo Dia 4 – O Vale! Acordei cedo e me despedi do amigo Erick. Ele retornaria neste dia para CdM e eu iria para o tour pelos Valles de Oaxaca. Fechei o tour na noite anterior na própria recepção do albergue ($ 150). E ele inclui vários pontos turísticos que vou explicar ao longo do relato. Às 09:00 fiz o check out e a van veio me buscar no albergue. Uma van lotada de mexicanos e mais dois franceses. A primeira parada foi no Arból del Tule (maior tronco de árvore do mundo) na cidade de Santa Maria Assunción del Tule. Ali a van fez uma parada de mais ou menos 15 minutos e a entrada ao local onde o tronco está é paga a parte ($ 10). Achei bem mais ou menos. Vale a pena porque ta ali incluso no itinerário. Depois, a próxima parada foi uma fábrica artesanal de tapetes de lã no vilarejo de Teotitlán del Valle. Obviamente uma parada estratégica. Mas acabei ficando do lado de fora da fábrica fotografando e conversando com um mexicano muito louco que andava com uma garrafa de tequila dentro da bolsa. ãã2::'> Depois dessa parada, seguimos para Hierve el Agua (entrada paga a parte: $ 45). Ai sim! Louco demais! Trata-se de cascatas petrificadas por conta do carbonato de cálcio. Ficamos ali em torno de uma hora e meia. Não entrei nas piscinas porque estava bem frio e não sabia se iria tomar banho ou não, porque meus planos eram chegar em Oaxaca e já pegar o ônibus em direção a San Cristóbal de las Casas. Depois dali, seguimos para um restaurante buffet livre que não estava incluso no pacote do tour ($ 150). Eu achei que estivesse e por isso fui discutir com o garçom e depois fui perguntar ao casal francês (na verdade pai e filha). Ela, que falava inglês, me disse que não sabia e perguntou ao pai, que só falava francês. Ele, nervoso, pegou a conta dele, rasgou, jogou os pedaços do papel no chão e começou a gritar em francês. Percebi que já tava na hora de sair dali. Depois fui descobrir que de fato o almoço não estava incluído... Saindo dali, seguimos para a Zona Arqueológica de Mitla. Linda, linda e linda! Esta zona arqueológica fica a 44 km da cidade Oaxaca e foi um importante sitio para os Zapotecas. O legal de Mitla são as cores ainda preservadas das construções e também a proximidade da Igreja Católica construída pelos espanhóis. A ideia, claro, era mostrar a autonomia espanhola sobre todos estes povos indígenas. A entrada também é paga a parte e dá direito a um guia ($ 43). Acabamos o tour guiado e fomos para uma fábrica de mezcal em Santiago de Matatlán. Ai foi dose de mezcal de todas as formas possíveis! Mas me mantive afastado. Chegamos em Oaxaca por volta das 18:00 e já corri pro albergue para buscar meu mochilão (que estava na recepção) e tomar um banho. E depois corri para rodoviária para pegar o ônibus ADO das 20h (ADO GL) em direção a San Cristóbal de las Casas. Só que não tinha mais passagem. Nenhuma para aquela noite. Comprei então a passagem para a noite do próximo dia e voltei pro albergue. Sorte que tinha um dia sobrando e acabei gastando ali, em Oaxaca. Na verdade eu não tinha a opção de comprar a passagem antes. Porque se o tour atrasasse, eu perderia a passagem. Mas fiquei tranquilo. Já tava precisando de um dia sem correrias! Piscinas naturais em Hierve el Agua Hierve el Agua Casebre mezcaleiro Mitla Mitla Mezcal Dia 5 – Férias das férias Deixei para acordar tarde neste dia e fiquei enrolando no albergue até as 11h, na hora do check-out. Deixei minha coisas na recepção e fui andar pela cidade até dar a hora do almoço mexicano. Ai eu descobri um bom restaurante no Zócalo com entrada, prato principal e suco por apenas $ 35 (Restaurante El Importador). Comi e depois fiquei ali andando pelo Zócalo sem preocupação alguma. Voltei ao Mercado 20 de Noviembre, comi mais chapulines e ainda comprei chocolate oaxaqueno. Voltei para o albergue, tomei um banho e fiquei enrolando mais ainda. Até que deu a hora de partir pra rodoviária pegar o ônibus das 21h. A viagem seria longa... Mas tomei meu dramin e não vi mais nada (nem as inúmeras paradas do ônibus nas barreiras de policiais). Curandeiro Templo de Santo Domingo Dia 6 – A coisa esfria em San Cristóbal de las Casas E esfria muito. San Cristóbal fica lá embaixo, no estado de Chiapas, quase fronteira com a Guatemala. É uma cidade colonial bem calma e cheia de mochileiros. E com um clima bem mais frio em relação à Oaxaca Cheguei ali por volta das 08:00 (11h de viagem) e já peguei um taxi em direção ao Hostel Akumal (li boas indicações). Chegando lá, bati e nada. Bati de novo e um cara veio me atender. Perguntei se tinha vaga e ele já me foi mandando um portunhol. Outro brasileiro! Ele, Lucas, estava hospedado ali com mais um amigo, Danilo. Ambos tinham largado o emprego em BH e seguido uma viagem sem data de retorno pela América Latina (ainda faço isso em breve! ). Só que Danilo voltaria no dia seguinte para o Brasil, já que um projeto que ele participava tinha sido aprovado pelo governo. Conversamos bastante até que a dona do hostel (uma alemã gente boa) acordou e me disse que não tinha mais vaga. Mas me indicou um albergue logo ali do lado, Rossco Backpackers. Corri pra lá, não sem antes me perder e descobrir que o albergue ficava logo na esquina mesmo. Fechei um quarto compartilhado que estava vazio (baixa temporada é isso), tomei um café rápido (mesmo com minha diária ainda não tendo começado de fato) e voltei para o Hostel Akumal. Lá eu iria me encontrar mais uma vez com os brasileiros e juntos iríamos para o Cañón del Sumidero. Cañón del Sumidero é grandes cânion (!) cercados por florestas e que possuem um rio passando através deles. Este cânion fica na cidade de Chiapa del Corzo e podem chegar a 1 km de altura. É possível fazer o tour com agência (dentro dos albergues mesmo tem as agências), mas decidimos ir por conta própria (mesmo não havendo diferença de preço entre as duas opções). Só que havia um pequeno problema. O país inteiro estava mobilizado em torno do desaparecimento dos 43 estudantes em Ayotzinapa. E isso não seria diferente no território zapatista! Eles fecharam diversos acessos, mas no final conseguimos chegar ao destino. Pegamos um coletivo próximo à rodoviária ADO em direção a Chiapa del Corzo. Uma viagem que normalmente duraria 20 minutos acabou durando três horas. A maioria dos acessos estava fechados, então o motorista acabou pegando as quebradas pra chegar em Chiapas. Chegando na entrada da cidade, pegamos outro coletivo até próximo ao píer de onde saem as lanchas rápidas. Choramos um desconto pelo ingresso do tour mas nada ($ 160) . Parece que é um preço tabelado entre eles. Só que há distintos píers com preços diferentes. Enquanto nossa lancha não saía, aproveitamos para tomar a cerveja Victoria´s e conversar com os barqueiros sobre o movimento zapatista. Nosso barco finalmente saiu para o tour guiado de duas horas. A lancha passa entre o cânion e aquilo é incrível! Muito louco... O tour termina na barragem onde um barco vendendo alimentos estava estrategicamente posicionado. Não comprei nada, mas me surpreendi com uns mexicanos do meu barco comprando melancia e pedindo pra tacar muita pimenta. Acabando o tour fizemos o caminho inverso: coletivo até a entrada da cidade e outra até San Cristóbal. Só que dessa vez não havia mais protestos e o motorista seguiu o caminho normal (mas a todo o momento ele estava se comunicando com outros motoristas sobre as barreiras). A viagem durou 30 minutos e a paisagem é bem bonita, com florestas, vales e tals. Cheguei no albergue e tinha chegado outro cara no meu quarto. O Anderson, um paulista que acabou seguindo viagem comigo para Yucatán. Tomei um banho e fui encontrar com os brasileiros, uma alemã e uma australiana no famoso Bar Revolución. Seria a despedida do Danilo. Já tava morto de cansado por conta da viagem de Oaxaca e acabei voltando para o albergue dormir. Cañion del Sumidero Dia 7 – ¡Zapata vive! Neste dia a ideia era fazer algo que não estava nos meus planejamentos iniciais: conhecer um vilarejo zapatista. Não tinha noção de como seria, mas me juntei ao Lucas e à alemã da noite anterior e fomos até o mercado municipal procurar um coletivo que fosse até lá. Pra chegar lá, você tem que pegar um coletivo até o pueblo de Oventic e pedir para descer no Caracol II. Caracol II faz parte de um conjunto de comunidades indígenas autônomas que se espalham pelo território do estado de Chiapas. Esta comunidade também é conhecida como El Caracol de Oventik e constitui a sede de “La Junta de Buen Gobierno Altos de Chiapas”. Logo na entrada da comunidade já é possível ver placas dizendo: “Esta usted en territorio Zapatista. Aqui manda el pueblo y el gobierno obedece”. E foi ali que passei algumas horas, sempre guiado por um morador da comunidade. A entrada da comunidade funciona da seguinte forma: há uma portaria com uma pessoa encapuzada que pede seu passaporte. Ela anota informações sobre local de origem, nome completo e profissão. Depois disso, você espera um pouco até que um guia da comunidade (também encapuzado) vem de pegar. E ali começa o tour pela comunidade zapatista, passando por oficinas de trabalho, uma igreja, plantações, escolas zapatistas (onde eles têm um currículo próprio, com professores da própria comunidade) e também é possível ver as casas deles de longe. É de fato uma experiência muito forte! A maioria dos moradores está encapuzada e a todo o momento é possível ver referências ao Emiliano Zapata e Che Guevara. E também achei interessante ver o papel da mulher dentro das comunidades, assumindo um papel fundamental na rebeldia frente ao sistema. Valeu cada minuto e o mais legal é que eles não cobram nada pela entrada. O guia era bem fechado, sempre respondendo “sim” ou “não” frente às nossas inúmeras curiosidades. Terminamos o tour no restaurante/bar da comunidade. Tudo muito simples, mas com um almoço caseiro que ta até agora na minha memória. Retornamos para San Cristóbal de las Casas pegando um coletivo em frente ao restaurante até o vilarejo de San Andrés e depois outro até o destino final. Por pegar estes coletivos, a gente acaba indo misturado com os locais e foi bem bacana ver como eles são educados... Sempre cumprimentam e se despendem ao sair! Fora a curiosidade de ver um gringo ali, com eles. :'> Chegando em San Cristóbal fui fazer um pequeno city tour. Conheci a Iglesia de Santa Lucia, Mercado de Dulces y Artesanías e o Coreto Central, onde tomei o conhecido “melhor café do México. Aproveitei também para comprar este famoso café pra trazer pro Brasil (por sorte o pessoal da alfândega no Brasil não abriu meu café, achando que tava escondendo cocaína). :'> Já tinha escurecido e acabei indo até a Plaza Santo Domingo. Fiquei ali tirando algumas fotos e depois segui pro albergue. Tava na hora de dormir porque iria madrugar pra seguir pra Palenque! Warning! Mujeres zapatistas Villa Zapatista Mujeres por la dignidad! ¡Zapata vive! Zócalo San Cristóbal de las Casas Zócalo San Cristóbal de las Casas noturno Dia 8 – Palenque No dia anterior eu já tinha fechado um tour na própria recepção do albergue com destino às Cascadas de Agua Azul, Misol-ha e as ruínas de Palenque ($ 355). Acordei às 5 da manhã e esperei pela van na recepção mesmo. Depois de mais ou menos duas horas de estrada, a van para em um local com café da manha no estilo buffet. É meio caro mas tava com fome e sabia que não comeria algo tão cedo. O lugar fica bem cheio com a quantidade de vans que vão chegando. Saindo dali, chegamos nas Cascadas Agua Azul por volta das 10h. O caminho até lá é o mais sinuoso que já vi... A entrada nas cascatas já estava inclusa no pacote que paguei e o caminho entre a portaria até as cascatas em si é um pouco longo (caso você decida ir por conta própria). Estas cascatas parecem um clube de cachoeira do interior. Muitas vendas, muito comerciante e muita família mexicana passando o dia. A água é de fato azul, mas não acho que valha a pena ir só pra vê-las (obviamente, opinião minha). Depois desta cascata seguimos para a cascada Misol-Há (com uma parada de 45 minutos para o almoço). Não achei nada demais na cachoeira e não iria só pra ela. Mas... Tava ali mesmo. E ali também tem um restaurante que de acordo com o motorista é “a sua única opção de almoço até o fim do dia”. Me juntei ao Anderson (aquele brasileiro que estava no meu albergue) e a um casal de Tijuana e fomos almoçar. Pedi um pollo com uns negócios lá e de acompanhamento veio algo tipo o nosso vinagrete: pedaços de tomate com pimentão. Coloquei então este “vinagrete” sobre meu frango de forma a construir uma fina camada vegetal colorida e comi. Só que a bagaça não era pimentão, mas sim o temido habanero (para alguns a pimenta mais forte do México). No primeiro momento é tranquilo e ate dei outra garfada. Mas depois de uns segundos que percebi algo queimando minha boca. Sequei as lágrimas, tomei 1,5 L de água e fiz cara de felicidade, mas no fundo estava com minha boca toda dormente. Saindo ali partimos para as ruínas maias de Palenque. Chegamos lá por volta das 15h e é importante falar que o caminho da entrada do parque até as ruínas é beem longo. Mas muito massa! Todas as ruínas ficam dentro de um parque florestal, dando todo um clima pro lugar. E ali mesmo dentro do parque há inúmeras opções de hospedagens. Como o parque fecharia às 17h, me juntei ao Anderson e juntos contratamos um guia pra nos mostrar os principais pontos. Depois de muito chorar o preço eles nos levou ($ 100 por pessoa). Aquilo ali é mágico. E a maior parte das ruínas ainda está coberta pela vegetação! Fechamos o parque e depois seguimos com nossa van até a rodoviária de Palenque, onde pegaria um ônibus até Mérida, no estado de Yucatán. Meu ônibus só sairia às 21h e fiquei por ali conversando com o Anderson. Conheci um casal de baianos que estavam andando sem rumo pelo México e três atendentes de um café que perguntavam tudo sobre o Brasil (e ainda pediram para eu falar português porque achavam a língua bonita). Peguei meu ônibus, tomei um dramin e fui acordar com um policial andando com a lanterna dentro do ônibus. Era só uma vistoria padrão dos postos espalhados pelo país. Consideração final: é possível fazer todo tour que fiz por conta própria. Mas o preço sairia quase a mesma coisa, tirando o fato que iria gastar BEM mais tempo me deslocando entre os lugares! Cascadas Agua Azul Palenque Arquitetura em Palenque
  12. Valeu, jamilemoreira! Já to certo que vc vai curtir muito o México! Vou terminar este relato logo e espero que te ajude mesmo! Qualquer coisa é só perguntar!
  13. Fala João! Concordo com Daniel e Anderson. Acredito que seja muita coisa pra poucos dias. San Pedro do Atacama e La Paz tem muita coisa a oferecer! Por exemplo, você ficaria apenas um dia "limpo" em La Paz. Eu deixaria pelo menos uns três dias pra lá! A cidade de Cusco em si foi uma das que mais gostei. Acho que valeria a pena pelo menos um city tour por ela! Não sei quais seriam suas prioridades, mas eu deixaria o Chile de lado. Faria La Paz (3D), Copacabana + Isla del Sol (2D), Cusco + MP (4D), Arequipa (2D) e Uyuni (3D). Qualquer coisa estamos ai! Ajudo no que for possível! Abraços
  14. Faaala galera! Antes de mais nada, sou Rafael, 25 anos, mineiro. Este mochilão pelo México seria teoricamente minha primeira grande viagem sozinho... Mas não foi bem isso... Tive a oportunidade de fazer grandes amigos mexicanos que fizeram com tudo fosse tão único. E o melhor é que por conta disto acabei me aproximando muito da realidade local deles e claro, a troca de experiências e aprendizagem foi intensa! Hora do planejamento e o primeiro desafio: Como distribuir 3 semanas em um país que consegue ter deserto, cidades coloniais, caribe, metrópoles, pacífico, neve, museus, parques florestais...?!? Como tentar encaixar tudo o que você quer conhecer e ainda sobrar tempo pra dormir e comer?? Como?? Pra isso eu entrei numa fase de bastante leitura de relatos aqui no mochileiros, blogs, guias e... Troca de mensagens com o mexicano-brasileiro, mochileiro, viajero e representante do Mictlantecuhtli: Erick. Pra quem não sabe, Erick é um usuário daqui do fórum, nascido e criado na pequena e pacata Cidade do México e que sempre tá por ai, perdido pelos tópicos ajudando a galera que quer conhecer a terra do Chespirito. E ele se tornou um grande amigo e ajudou (e muito) a tornar esta viagem tão bacana! Mas vou explicando o porquê ao longo do relato! Tinha três vontades ao iniciar o planejamento: a) Queria conhecer de perto (e participar mesmo) do Dia de Muertos b) Não poderia ir ao México e não conhecer um dos melhores lugares de mergulho do mundo: Cozumel c) Por que não subir um vulcão? Sem mais enrolação, meu itinerário ficou assim: Dividi o relato em cinco partes: 1) Informações Gerais Abaixo. 2) México Colonial e do Dia de Muertos Dias marcados em verde no itinerário. PÁGINA 1! Dia de Muertos 3) México dos Cenotes e do Caribe Dias marcados em azul no itinerário. PÁGINA 1! Playa Paraíso 4) México da Megalópole e dos Vulcões Dias marcados em vermelho no itinerário. PÁGINA 1! Popocatépetl visto desde Iztaccihuatl 5) Oito horas em Santiago do Chile Dias marcados em marrom no itinerário. PÁGINA 1! 1) Informações Gerais Melhor época para visitar Depois de ler alguns blogs, optei por ir em novembro por não ser alta temporada e por não ser um período de muita chuva. E acertei na escolha. Junho a outubro é o período chuvoso, mas na verdade isso varia de lugar a lugar. No estado de Chiapas, por exemplo, a chuva é mais comum. Eu peguei algumas chuvas fracas lá que duraram no máximo uma meia hora. Mas nada que atrapalhasse a viagem. Na península de Yucatán o tempo é mais bipolar. O céu pode ta azulzão e de uma hora pra outra tudo fica preto, a água cai e dois minutos depois tudo volta ao normal. Passagem aérea & Seguro viagem Cerca de 18 empresas voam pro México, saindo do Brasil. Mas até agora só duas tem voo direto: Aeroméxico e Tam. E escolhi a Tam porque consegui uma promoção boa. Na verdade eu não sei o que aconteceu com estas companhias, mas teve muita promoção boa pro México em 2014. Comprei minha passagem quatro meses antes de viajar pelo preço de R$ 1.514,25. O itinerário foi IDA: Rio de Janeiro – São Paulo – Ciudad de México (CdM) e VOLTA: CdM – Santiago do Chile (escala de oito horas) – Rio de Janeiro. Caso você voe pra CdM: os voos chegam no Aeropuerto Internacional Benito Juárez. São dois terminais e o acesso dele pra cidade é bem facilitado pela presença de metrobus, metrô e taxis. Vou explicar um pouco mais a frente sobre como chegar e sair dele. Fiz o seguro viagem pela internet mesmo na Porto Seguro (http://www.portoseguro.com.br/seguros). Paguei R$ 95,99. É aquela coisa... Não usei, mas nunca se sabe o que pode acontecer. Preferi gastar uma grana e viajar mais tranquilo. Passaporte & Vacinas Desde 16 de maio de 2013, brasileiros não precisam de visto para entrar no México (permanência de 90 dias, podendo ser renovada por mais 90). Porém, é recomendado que o passaporte tenha um prazo de validade de no mínimo seis meses após a data de retorno. O meu passaporte venceria em menos de seis meses e por isso mesmo decidi renová-lo. Eles ficam olhando a data de validade do passaporte? Não sei. Há muitos casos de pessoas que não conseguem entrar por conta desta exigência? Também não sei. Mas decidi não arriscar... Ainda no avião, você irá preencher dois formulários para a entrada no México: um é o de imigração (não perca o canhoto que o agente de imigração vai te dar) e o outro é a declaração alfandegária. Na saída do país você deixa este canhoto com a empresa aérea do seu voo. Uma coisa interessante: não há carimbo de saída do país. Então não se preocupe achando que você ainda continua no México... Vacina contra febre amarela: de acordo com o site da Anvisa, o México exige a vacinação de pessoas vindas de países com riscos de transmissão de febre amarela. Nunca li nenhum relato de pessoas que tiveram que mostrar algum comprovante de vacinação para entrar no México, mas mesmo assim levei meu certificado internacional de vacinação emitido pela Anvisa (e não, nem olharam pra ele). Dinheiro O que levar? IOF de 6,38% no cartão (incluindo VTM), dólar lá no alto por conta das eleições, medo de levar tudo em dinheiro vivo e ser roubado/deixar a doleira com toda a grana na primeira parada. Optei por levar dólar. Poucas (só vi uma) casas de câmbio compram reais e mesmo assim o câmbio é desfavorável. Levei parte da grana no VTM (Visa Travel Money) e parte em dinheiro vivo na doleira. Levei também o meu cartão de crédito do Banco do Brasil – para casos urgentes. Apenas urgentes. E acabei não usando. Hoje a dica que dou é: leve tudo em dinheiro, dentro de uma doleira. Me senti muito seguro em todos os lugares que fui. Quando fui, a cotação estava mais ou menos da seguinte forma: 1 USD = R$ 2.55 em dinheiro vivo (com IOF) ou R$ 2,69 no cartão VTM (com IOF) 1 USD = $ 12,60 a $ 12,7 (dependendo do local) USD= dólar americano, $ peso mexicano Anexei aqui a planilha com todos meus gastos detalhados (alimentação, transporte, albergues, tours...). Usei valores em $ (pesos mexicanos), USD (dólares americanos) e R$ (reais). Gastos_México2014.xls Como disse, levei USD 900 em dinheiro vivo e USD 572 no cartão VTM (Visa). E foi basicamente esta grana que gastei na viagem. Valor total da viagem: ~ R$ 5600 Alimentação A primeira coisa que pensei ao decidir ir para o México foi: como sobreviver três semanas comendo pimenta! Se essa for a sua preocupação, tenho uma informação boa. Você vai sobreviver e ainda vai sentir saudades da comida apimentada! Em (quase) todos os locais que fui eles me deram a opção picante e não picante. Disse “quase” porque tive um encontro surpresa com a temida habanero. Mas também explico mais a frente... Sempre haverá a opção “Menu del dia” para nós, mochileiros. Você paga no máximo $ 40 (mais ou menos oito reais) em uma entrada (sopa), prato principal e uma bebida. E também há filiais da Oxxo e 7 Eleven em toda esquina. Lá você pode encontrar sanduíches e bebidas baratas (combos por $ 20). Caso você queira fugir do menu del dia, há outros pratos também individuais. Pelo que andei vendo o preço fica mais ou menos em torno de $ 180 a $ 200. Dica importante: Os mexicanos costumam almoçar entre 13h-15h. Pra aguentar até lá, eles tomam um café da manhã bem reforçado. Então minha viagem se resumiu a tomar café da manhã como um mexicano e almoçar como um brasileiro! haha Segurança “O México é um país muito perigoso”. Sim. Mas acredito que lá seja tão violento quanto aqui no Brasil. Na verdade o que vi foi um policiamento forte em todos os lugares que visitei. Em toda a esquina (literalmente) há policiais – incluindo dentro de alguns ônibus e coletivos. Lógico que tomei todos os cuidados que tomaria em qualquer país. Deixava tudo na doleira, câmera dentro da mochila, cadeado no locker dos quartos. Ok... Isso valeu pros primeiros dias. Depois já estava andando com a câmera no pescoço em qualquer lugar. Mas isso foi um risco meu, baseado na segurança que estava sentindo. Outra dica: México é seguro inclusive pra você, mochileira sozinha! Conheci muitas viajantes solitárias que estavam totalmente tranqüilas e viajando o país pegando ônibus, vans, coletivos, caronas... Hostels Fiquei apenas em hostels (albergues). A única exceção foi a hospedagem de alguns dias na casa do hermano Erick na CdM. Não fiz nenhum tipo de reserva para nenhum hostel que fiquei (com exceção de Oaxaca. Reservei antes porque era feriado no país e não queria correr o risco de ficar sem). Vou fazer um review abaixo das minhas impressões de cada hostel que dormi (incluindo preço e endereço). Colocarei uma nota de 1 a 5 pra você, mochileiro, tirar suas conclusões. OAXACA “Cielo Rojo Hostel” Preço: $ 160 em quarto compartilhado (4 camas) com banheiro privado. Site: http://www.cielorojohostel.com/ Endereço: Xicotencatl 121, Colonia Centro. Prós: staff bacana, lockers nos quartos, internet boa, inclui café da manhã, localização excelente. Contras: banhos não tão bons. Cheguei cansado e tarde de um tour e nada de água quente. Nota: 4 SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS “Rossco Backpackers Hostel” Preço: $ 150 em quarto compartilhado (4 camas) com banheiro compartilhado. Site: http://www.backpackershostel.com.mx Endereço: Calle Real de Mexicanos No. 16 Prós: staff bacana, lockers bons nos quartos, internet excelente, inclui café da manhã, localização excelente, banheiros muito bons. Contras: não achei que a parte “social” do hostel foi boa. Não sei se é por conta da baixa temporada... Nota: 4 VALLADOLID “Hostal Los Frailes” Preço: $ 120 em quarto compartilhado (12 pessoas) com banheiro privado. Site: http://www.hostaldelfraile.com/ Endereço: Calle 41-A, s/n Prós: ainda procurando... Contras: quarto não recomendado pra quem tem alergia, não consegui comunicação eficiente com o único funcionário do hostel. O hostel foi fechado no outro dia pela agência sanitária do município. Mas não encontrei outro hostel na cidade... Então era esse mesmo. Nota: 1 TULUM “Mama´s Home” Preço: $ 150 em quarto compartilhado (6 pessoas) com banheiro compartilhado. Site: Oficial não tem. Mas está em todo site de procura de hostels. Endereço: Calle Orion SN entre Venus e Sol Oriente Prós: Staff muito bacana, quartos bons... Com o clima de Tulum é difícil achar hostel ruim. Contras: Café da manhã fraquinho. Nota: 4 PLAYA DEL CARMEN “Hostel 3B” Preço: $ 200 em quarto compartilhado (8 pessoas) com banheiro privado. Site: http://www.hostel3b.com/ Endereço: Avenida 10 s/n Prós: Melhor hostel da viagem! Volto um dia só pra ficar lá. Contras: Não inclui café da manhã. Nota: 5 CIDADE DO MÉXICO “Hostal Amigo” Preço: $ 190 em quarto compartilhado (10 pessoas) com banheiro compartilhado. Site: http://www.hostalamigo.com Endereço: Isabel la Católica 61 Prós: Café da manhã excelente! Contras: Lockers pequenos. Nota: 4 “Mexico City Hostel” Preço: $ 180 em quarto compartilhado (8 pessoas) com banheiro compartilhado. Site: http://www.mexicocityhostel.com/ Endereço: República de Brasil 8 Col. Centro Histórico Prós: Café da manhã excelente! Contras: Não encontrei nenhum lugar pra socialização (tipo sala, terraço...) Nota: 4 “Mundo Joven Catedral” Preço: $ 200 em quarto compartilhado (6 pessoas) com banheiro privado. Site: http://mundojovenhostels.com/ Endereço: República de Guatemala 4, Cuauhtémoc, Centro Histórico Prós: Segurança, lockers grandes, banheiros bons, café excelente e localização perfeita Contras: Irrelevantes Nota: 5 Sem mais delongas, o relato!
  15. Mas aqui na América do Sul é mais tranquilo mesmo.. Uma amiga entrou com o passaporte vencido na Bolívia (mas ela levou a identidade por via das dúvidas) hahahaha
  16. ieda, te aconselho a renová-lo sim. O meu vencia tb em seis meses e renovei só pra evitar o stress. Li relatos de pessoas que tiveram dor de cabeça..
  17. Viviane, Acabo de voltar do México e posso te garantir duas coisas: me senti seguro em absolutamente todos os lugares que visitei e não há povo mais receptivo que os mexicanos! Não conheço o norte do país, mas em relação a sua primeira opção te dou uma dica: caso faça o percurso Oaxaca-Cancun por terra, considere conhecer a cidade de San Cristóbal de las Casas (Chiapas). Fica mais ou menos a 11 horas de Oaxaca de onibus, mas vale a pena ir... E está ali, no caminho. Outra coisa, considere visitar Playa del Carmen ao invés de Cancun. Fiz isso e te garanto que fica mais barato (além do clima bacana de PDC). Em breve publico meu relato, mas qualquer coisa estamos ai!
  18. Oi Rafael! Eu conheci o México e a Guatemala por 30 dias em abril agora (relato está no forno) e conheci todas essas cidades, e sua distribuição de dias está legal, eu só adicionaria um dia em Mérida. O dia dos mortos no México deve ser incrível, tenho vontade de voltar um dia nessa época. Sobre Tikal, é realmente um lugar maravilhoso (essa minha foto é de lá), muito impressionante, mas acho que se vc for para a Guatemala só para ver Tikal acho que não vale a pena pq vc vai perder um dia só para ir e outro só para voltar, gastando no total 3 dias, e não dá pra fazer de noite. Acho que esse tempo seria melhor aproveitado no México mesmo. Opinião minha, é claro. Valeu pelas dicas, Daniel!! A ideia original era ficar mais tempo na Guatemala.. Mas depois pensei que poderia ficar só no México e ter um roteiro mais flexível (ainda mais vendo a quantidade de coisa bacana nas proximidades do DF). E to muito curioso pra ler este relato de Guatemala/México!! Divulga ae logo! hahaha
  19. Fala pessoal! Ia criar outro tópico com roteiro mas vou aproveitar este aqui (já que as datas coincidem). Vou pro México agora em novembro (24 dias) e meu roteiro por enquanto tá mais ou menos assim: Oaxaca (dia de los muertos) - ~ 3 dias San Cristóbal de las Casas - ~ 3 dias Palenque - ~ 1 dia Mérida - ~ 2 dias Playa del Carmem (com Isla Mujeres, Cozumel, Cancun, Tulum e arredores) ~ 5 dias DF e arredores - ~ 5 dias Quero deixar um itinerário bem flexível e ainda to pesquisando alguns lugares para incluir na trip (talvez até Tikal...) Alguém com um roteiro mais ou menos parecido? abraços!
  20. Fala, Diego! Tranquilo? Valeu pelo relato!! Vou pegar algumas dicas dele.. To com uma duvida sobre Cozumel... Com qual agência vc fechou o mergulho? Vc já tinha o PADI ou fez o curso lá? Você não é a primeira pessoa que fala que o mergulho não é tão legal assim To começando a repensar sobre.. Abraço!!
  21. Daniel... Que viagem! Relato detalhado, fotos muito boas e vídeo incrível! Parabéns e bora planejar a próxima trip agora!
  22. Fala Fabio! Daniel, Laguna do Salar de Tara, Atacama 3, Leija 3, Isla 3 - Nikon D5100 Atacama 2, Leija 2, Isla 2 - Sony HX100V Valeu!!!! Qualquer coisa tamos ae!
  23. Oi Juliana!! Isso são os Ojos del Salar no deserto do Atacama - Chile. São dois, na verdade! Mas só é permitido entrar em um!! Boa viagem pra vc !!!
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