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Bravo Mochileiro

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  1. Pois eh galera, se voce nao esta acostumado com mato não vá sozinho ou sem alguém quer conheça. Mesmo se comece mato evite andar sozinho por esse tipo d trilha. Existem lugares onde voce pode deixar suas coisas para fazer a trilha, as pousadas e campings geralmente quardam a bagagem do hospede quando saem para as trilhas.
  2. A primeira coisa que uma pessoa que nunca fez trilhas longas pensa antes de fazer uma trilha de 5 dias é: “meu deus do céu, vou andar sem parar 5 dias, será que eu agüento? Nhe nhe nhe nhe”. Bem, tem trilha que é isso mesmo, kkkkk, andar sem parar o tempo todo! Eu particularmente adoro isso! Mas o Vale do Pati, não, você anda bastante nos dias de ir e de voltar, mas os dias que você fica no Vale as caminhadas são até os atrativos do local, e essas caminhadas, dependendo de onde você estiver, não são tão longas assim, e você pode tirar uns dias de descanso no próprio Vale. Já vive em uma agitação louca de tempo e horários durante a vida toda, na cidade, vai ficar na mesma nóia no PARAÍSO? Sai dessa, vamos descomplicar o Vale do Pati AGORA!!! Os preços praticados pelos guias na Chapada Diamantina são altos (principalmente se você é um mochileiro quebrado como eu). Para o Vale do Pati pratica-se o preço de R$ 150,00 por pessoa por dia, incluindo alimentação durante a trilha, estadia na casa de nativos, alguns guias cozinham e levam todo o peso bruto da comida, panelas, kit de primeiro socorros, neste caso o turista leva apenas uma mochila de ataque com seus itens pessoais e não precisa fazer nada além de levar seu próprio corpo, outra opção é sem nada incluso que custa cerca de R$ 80,00 por pessoa por dia, neste caso o guia apenas conduzirá o turista pelas trilhas, ficando a cargo do contratante pagar a estadia diretamente aos nativos e levar sua comida, o guia vai ajudar a fazer a comida, caso tenha que ser feita na mata. Levando-se em conta que o Vale do Pati oferece várias atrações naturais e cada uma exige um dia para ser visitada e gasta-se no mínimo um dia inteiro para chegar no vale e outro para ir embora, o passeio exigirá então, no mínimo, para conhecer muito pouco o vale, 4 dias, o que já custaria a apenas um turista a bagatela mínima de R$ 320,00 sem contar os gastos com comida e estadia, e ele vai ver muito pouco do Vale. Esse valor pode variar de acordo com a época do ano e quantidade de pessoas no grupo. Eu recomendo o mínimo de 6 dias no Vale, e ainda acho pouco, imagine que para um grupo de 4 pessoas esse passeio de 6 dias sairia um total de R$ 3600,00 com tudo incluso, um valor bem interessante para um guia fazer em apenas uma guiada de menos de uma semana, não é?! Imagine grupos grandes com 10 pessoas ou mais, neste caso o guia contrata ajudantes que carregam peso e ajudam os turistas durante a trilha, evitando que se dispersem do grupo e se percam, mas o valor sobe estratosfericamente e torna o trekking inviável para muita gente quebrada como eu. Outra opção é pegar a trilha por conta própria, sem guias e sem gastos exorbitantes. Essa opção é bem mais arriscada e exige algum preparo extra, além de resistência física (sempre vai exigir resistência, com ou sem guia), mas é perfeitamente possível se você já está minimamente familiarizado com trilhas e acampamento. Ou seja, se você já foi escoteiro, já pegou outras trilhas com pernoite na mata, sabe ascender fogo e cozinhar, enfim, se tiver noção do que está fazendo, vá sem guias. O guia sempre será uma segurança, além de conhecer a flora, a fauna e a história do lugar, o fator limitante aqui é grana ou vontade de se aventurar sozinho (os dois no meu caso). E para mim o próprio guia é um fator limitante, eu gosto de fazer o que me der na telha e não de seguir roteiros pré-programados que todo mundo faz! Agora se você for optar por um guia, exija da agência ou procure um guia NATIVO e converse com ele antes de fechar, pra ver se as personalidades batem, existem muitos guias de fora no Capão, alguns são muito bons, conhecem muito a mata, são boas pessoas e desejam o bem do turista, mas alguns são uns xibungos que falam abertamente que gringo tem mais é que se perder, que dão indicações erradas, que apagam marcações nas trilhas, que arrumam brigas com pessoas que vão sem pagar guias e só querem seu dinheiro, cuidado com esse tipo de guia, muitas vezes eles são os mais “descolados” que cobram mais barato pois não tem a quem guiar, normalmente. Cuidado com os muito doidos que dizem que são guias mas não sabem de nada do mato. Procure referências, peça para ver fotos, entenda a trilha que você vai fazer antes de fazer! As trilhas do Vale do Pati são algumas das trilhas mais movimentadas do Mundo e estão sempre cheias de turistas, trilhas dessas (pense bem) não podem ser pouco marcadas, e não são, dizem que as trilhas do Capão não são trilhas, são rodovias, de tão marcadas que são (kkkkk) e você provavelmente vai encontrar outros grupos caminhando na mesma trilha (hora perfeita para aproveitar para tirar dúvidas com o guia dos outros). Ao contrário do que dizem, as trilhas são muito fáceis de encontrar, embora sejam longas. Você só vai se perder se pegar uma trilha muito menor e menos marcada que a trilha principal, o que intuitivamente não vai fazer e se fizer, relaxe, você acabou de aprender um caminho novo para lugar nenhum e nunca mais vai entrar nele outra vez, volte por onde veio e encontre o seu erro, agora entendendo mais a geografia do lugar, sem se desesperar. Existem muitas trilhas que levam ao Vale do Pati, as mais famosas saem do Vale do Capão, de Guiné e de Andaraí. A trilha clássica e o visual mais bonito é uma das três que saem do Capão. A trilha mais curta, porém menos impressionante, leva o vale do Pati à Guiné. Uma linda trilha usada antigamente pelos mais de 2000 habitantes que existiam no Pati é a trilha que leva à Andaraí pela Ladeira do Império. Também existem trilhas que levam à Mucugê e Igatu, mas são bem mais roots e eu não conheço ainda. As 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati tem um bom trecho em comum, saem do “Bomba” (bairro do Capão) subindo em direção ao Gerais dos Vieiras, passando pelo Córrego das Galinhas, uns minutos a frente pode se ver um extenso caminho levando às montanhas do Pati, à direita se vê uma enorme serra (Serra do Candombá) que se estende praticamente em linha reta até o Pati, à esquerda se vê cadeias de montanhas que lhe fazem perceber que está no meio de um enorme vale onde se encontra o Gerais do Vieira (Gerais é um tipo de fito fisionomia, com solo raso e vegetação geralmente rasteira, muito sol na moleira). Nesse ponto, depois do Córrego das Galinhas existe a primeira bifurcação importante, existe uma grande trilha principal que segue aparentemente para a direita enquanto outra trilha, também bem marcada, segue para a esquerda. A trilha da esquerda é a trilha que leva ao Pati passando pela Cachoeira do Calixto, é uma trilha mais difícil, exige pernoite na mata (existe um lugar onde as pessoas usualmente acampam, se chama Toca do Gaúcho), passa por uma parte descampada e depois por uma floresta que me arremeteu à Mata Atlântica e à Mata Ciliar (do Cerrado), até chegar na fabulosa Cachoeira do Calixto, depois mais 3horas de caminhada na floresta, recheada de aves e palmito Jussara nativo, chega-se à “Prefeitura” ou “Casa de Jailson” que são, na verdade, casas de nativos que recebem os turistas, eles oferecem quartos com camas (R$ 25,00), alojamentos para isolante térmico (R$ 15,00) ou área para camping (R$12,00), também oferecem refeições (a combinar). Retornando à primeira bifurcação, viramos agora à direita, continuando a trilha principal por alguns minutos, passando por alguns córregos (nunca vire nas trilhas à esquerda a partir daí, siga a principal, pela direita), chegamos agora em um corregozinho bem impactado, com várias trilhazinhas para tudo que é lado. Esse é um momento de atenção!!! Explore as alternativas de trilhas do lugar para se localizar!!! Seguindo reto você vai subir um pequeno elevado onde vai haver uma bifurcação bem visível, à esquerda andando apenas alguns metros você vai chegar no “Rancho dos Vaqueiros”, é um ponto de apoio coletivo, trata-se de uma casinha de pau-a-pique que fica trancada, mas tem uma varandinha que pode ser utilizada para dormir e/ou cozinhar, existe uma piscina natural de água geláááááda e algumas árvores frutíferas (que se você tiver sorte vai estar na época), voltando à bifurcação, à direita é a “Trilha das Mulas”, só seguir reto e sem dó de ser feliz que essa trilha vai te levar direto para a “Igrejinha” ou “Ruinha”, tenha em mente que a Serra do Candombá estará sempre à sua direita e é só ir a seguindo ao longe que não tem erro. Vale lembrar que das 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati essa Trilha das Mulas é a mais curta, porém não tem o mesmo visual das outras duas e da vez que passei por ela estava chovendo e a lama mole da trilha fazia meu pé afundar até o tornozelo a cada pisada, as vezes até a metade da canela, sem contar as urtigas e samambaias que vão te queimando e arranhando durante o percurso, também é a trilha que tem mais sombra, acho que em época de pouca chuva é tranqüilo de fazer. Voltando ao riacho impactado, virando bruscamente à direita, no rumo da Serra do Candombá, está a trilha mais bonita e clássica do Vale do Pati, seguindo essa direita chega-se no pé da serra onde se inicia a subida do “Quebra Bunda”, é uma subida vertiginosa de uns 30 minutos, sobe até o “Gerais do Rio Preto” que é a parte superior da serra, a partir daí é só ir margeando a beira da Serra por quase todo o percurso, existem várias entradinhas à esquerda que levam a belíssimos mirantes, vale a pena entrar em todas para descansar e olhar. Permaneça na trilha principal e não entre nas bifurcações à direita, elas te levarão a Guiné. Seguindo a serra por algumas horas você chegará à beira da “Rampa” descida vertiginosa e tensa (que vira uma subida deliciosamente torturante caso volte por aí). Essa parte exige atenção pois se não perceber o lajedo da descida vai passar reto e errar a trilha, indo no rumo do Cachoeirão por cima ou Mucugê (acredite, você não vai chegar em Mucugê se errar essa trilha, é bem longe, só vai andar pra cacete e depois voltar tudo) . Do alto da Rampa se vê uma montanha com uma trilha bem marcada em um morrinho logo à frente, abaixo e à direita já dá pra ver a “Igrejinha”, se você estiver nesse ponto, procure a descida, vai ser fácil de achar, mas cuidado na hora de descer. Chegando em baixo, você vai ver que a descida cruza uma trilha, virando à esquerda você vai chegar em menos de 10 minutos na Igrejinha, seguindo reto você vai passar por uma pontezinha improvisada e depois subir a trilha do “morrinho” que você viu lá de cima, depois desce tudo e pronto, você estará dentro do Vale do Pati, vai passar pela casa de Dona Lea, seguindo depois para a casa de André e de Dona Raquel. Das atrações do vale destaca-se a convivência com os nativos, que habitam o lugar a algumas décadas, vivendo de modo tradicional, com o que eles tem lá, meio de transporte lá é cavalo e burro, fora a caminhada, constroem suas casas com madeira e barro locais, quase sem cimento, que é pouco utilizado apenas nas bases das casas mais novas, tem uma culinária peculiar, não deixe de provar o Palmito de Jaca e o Godó de Banana Verde, converse muito com eles, entenda mais do seu modo simples de viver, talvez você nunca mais volte a ser o mesmo! Dentro do Vale do Pati existem várias atrações naturais onde é possível a visitação, as mais conhecidas e visitadas são: Cachoeiras dos Funis, Morro do Castelo (ou Lapinha), Cachoeira do Calixto, Cachoeirão (por cima e por baixo), Poção (ou Poço da Árvore). Vou explanar um pouco como são atrativos tendo como ponto inicial a Casa de Dona Raquel, que é o lugar mais famoso onde a galera fica quando chega, além da casa de Dona Raquel, também tem a Igrejinha, Casa de Dona Lea, Casa de André, Casa de Agnaldo e Casa de Seu Wilson, que ficam no chamado “Pati de Cima” que é por onde a galera que vem do Capão normalmente chega. Ainda tem o “Pati de Baixo” onde tem a Prefeitura, Casa de Jailson, Casa de Seu Eduardo e Casa de Jóia que também recebem turistas. Procure ter um mapa que vai ajudar MUUUUITO, você pode conseguir um bem detalhado por R$ 20,00 na pousada “Pé na Trilha”, no Capão. Cachoeiras dos Funis: é um dos atrativos mais perto (ponto de referência Casa de D. Raquel), para chegar na primeira cachoeira é preciso pegar uma trilha subindo que passa ao lado da casa de Seu Wilson, depois desce tudo à direita até chegar na margem do rio Pati e vai subindo, a partir daí não tem erro. Chegando na primeira cachoeira que já pede um bom banho, vai seguindo pelo lado esquerdo do leito (esquerdo de quem vai subindo o rio) pelas trilhas, vai chegar na Segunda cachoeira, preste atenção do lado esquerdo tem uma “escalaminhada” sobe ela, passa pela cachoeira por cima, e continua pelo lado esquerdo as trilhas até a ultima cachoeira que tem um bom lajedo para tomar um solzinho no melhor estilo calango. Morro do Castelo: Fica de frente para a Casa de D. Raquel e o acesso é por uma subida íngreme, porém curta do outro lado do rio, pouco depois da Escolinha abandonada do Pati. Chegando lá em cima (aproximadamente 40min de subida depois) tem um mirante de onde se vê o Pati e as casas dos moradores, também da pra ver a ultima cachoeira dos Funis. Seguindo a trilha por mais 15 minutos você vai chegar à boca de uma gruta que atravessa para o outro lado da montanha, você vai ter que entrar nessa gruta, então leve lanterna, atravessou a gruta está do outro lado do Castelo, subindo umas pedras saindo por uma fenda. Virando a esquerda existe uma trilha que leva ao mirante mais espetacular da Chapada Diamantina, de lá se vê os dois vales, do Rio Pati e do Rio da Lapinha, no primeiro a ultima cachoeira dos Funis e no segundo a belíssima Cachoeira do Calixto, da até pra ouvir o som da água! Voltando para a fenda e v irando a direita a trilha leva a um novo mirante que dá pra ver o Pati de Baixo, seguindo a trilhazinha a esquerda passando pela mata vai chegar em um terceiro ponto de caverna chamado “Janela”, entrando lá e descendo para a caverna você vai dar em uma galeria subterrânea ainda maior que a primeira e percorrendo toda ela chega em uma fenda que vai dar bem no meio da primeira galeria por onde passamos na primeira entrada da gruta, vire a esquerda e vai estar de novo na boca da gruta, voltando a trilha. Não deixe de subir o Castelo se for no Pati, é sensacional! Pico mais lindo que eu vi na Diamantina! Cachoeira do Calixto: uma belíssima cachoeira, convidativa para um delicioso banho, saindo de D. Raquel passando pela prefeitura, atravessa o rio pelas pedras, contorna o morro do Castelo e o Morro Branco do Pati, chegou nela, uma andada de 3horas de duração, porém vale MUITO a pena, lá tem lugar para armar barraca, então se não quiser ir e voltar, programe bem seu itinerário para passar pelo Calixto quando estiver deixando o Pati. Mais no final vou deixar um roteiro interessante para se seguir no Vale. Cachoeirão: existem vários caminhos que levam ao cachoeirão, vou falar só dos mais simples, os outros descem fendas íngremes e perigosas, então se quiser saber desses caminhos, pergunte lá no Pati para algum nativo, ele vai te explicar melhor que ninguém, mas cuidado com o baianês deles! O Cachoeirão é como a Cachoeira da fumaça, um barranco de 300 metros de altura no final de um vale profundo de onde se desprendem mais de 20 cachoeiras com até 280 metros (na época de cheia), um lugar incrível. As trilhas por baixo e por cima são bem diferentes uma da outra, por cima tem que voltar de D. Raquel sentido Igrejinha, ao invés de subir o barranquinho, continue a trilha a esquerda, como se estivesse indo para trás da Serra do Sobradinho, vai passar por uma porteira, abra e feche a porteira, siga a trilha principal, atravesse o rio, suba uma ladeirinha, vai dar lá em cima do Candombá novamente, continue a trilha, vai passar por umas arvorezinhas onde a galera acampa e seguir direto, lá na frente, cerca de 1h30 de caminhada depois vai haver uma bifurcação, a esquerda é nosso caminho, a direita vai para Mucugê, não vá para Mucugê, é longe pra caralho (eu já me perdi aí e andei o dia todo sem ver nada, só sol quente e nenhuma árvore) pegando a esquerda vamos parar em um lajedo, olhando para frente tem uma descida e la na frente já da pra ver a trilha, siga as setinhas e a trilha mais batida. Nesse ponto é só lajedo, muita gente se perde aí, então preste muita atenção para não se perder na volta. Atravessa um reguinho d’água, à direita fica a Toca do Gavião, ponto de dormir, siga reto para o cachoeirão. Chegando lá tem um lajedinho e um pocinho do rio, do lado esquerdo do rio atravessa para um dos mirantes, do lado direito para o outro mirante, explore o lugar todo a partir daí, entre nas trilhazinhas e vá tirando suas próprias conclusões, não esqueça da máquina fotográfica, eu tenho muito poucas fotos daí pois acabou a bateria da câmera, das duas vezes q fui lá, não deixe o mesmo acontecer com você. Cachoeirão por baixo, siga de D. Raquel sentido Prefeitura, na prefeitura passe direto e vire a esquerda e vá caminhando até a Casa de Eduardo, no caminho você vai passar pela entrada do Poção que fica logo antes de uma ladeira à esquerda perto de uma grande pedra (Toca da Árvore). Chegando em Seu Eduardo provavelmente você vai ter que dormir lá, de D. Raquel até S. Eduardo são 3h de caminhada, e de Seu Eduardo até o Cachoeirão, mais 2 horas, então já viu, vai andar! Cuidado no caminho do cachoeirão por baixo, são muitas pedras escorregadias e boa parte do caminho é pelo leito do rio, não se arrisque demais, lembre-se que o socorro está bem longe! Chegando lá você vai ver o primeiro poço, suba as pedras e lá dentro da floresta procure um caminhozinho meio fechado à esquerda, vai dar no Poço do Coração, lindíssimo e geladíssimo! Com essas explicações, um bom mapa, noção do que está fazendo, aquela “boca de quem vai à Roma” e um pouco de coragem você vai conseguir curtir o Pati sem gastar rios de dinheiro e sem a rigidez de um guia por perto. Pura diversão! Roteiro MASTER 360 no Pati: Dia 1: Caminhada Capão – Casa de Dona Raquel (pernoite) Dia 2: Descanso na casa de D. Raquel ou pule para o dia 3 Dia 3: Cachoeiras Dos Funís e volta pra D. Raquel (pernoite) Dia 4: Casa D. Raquel – Cachoeirão por Cima – Casa D. Raquel (pernoite) Dia 5: Castelo de manhã, almoço em D. Raquel, caminhada até a Prefeitura (pernoite) Dia 6: Caminhada Prefeitura - Poção (Poço da Árvore) - Casa de S. Eduardo (pernoite) Dia 7: Caminhada S. Eduardo – Cachoeira do Calixto (pernoite em barraca) Dia 8: Cachoeira do Calixto – Vale do Capão Obs: É interessante deixar uns dias pra descanso, é bem intenso e o resultado é o mesmo de um SPA, mesmo comendo feito um touro você vai chegar mais magro. Esse roteiro dá pra adaptar de modo a passar a noite na casa de vários nativos. ATENÇÃO: Cuidado com seus pertences. Não deixe lixo em lugar nenhum, leve todo ele com você, inclusive o orgânico, ele se decompõe sim, mas também causa impacto, não existe farinha de trigo no mato, não existe sal, nem açúcar refinado, então não deixe eles lá. Use sabão de coco para se lavar e lavar os utensílios, sempre em água corrente. Não acenda fogueiras debaixo das grutas, muitas delas já estão pretas de tanta fumaça, ao invés de queimar madeira leve um fogareiro, ou no mínimo um litro de álcool e uma latinha de atum, você já consegue cozinhar assim. Não retire plantas e pedras. Deixe somente pegadas e leve apenas saudade e fotografias. Tenha consciência, outros passarão por ali depois de você. Use esse texto com responsabilidade. Não se arrisque demais! Quem gostou do texto e quiser seguir minha fanpage: http://www.facebook.com/TudoDeuCertoVireiHippie
  3. Estava andando por aí e fui parar no Guarujá, praias bacaninhas, bastante movimento na orla da praia da Enseada e na Pitangueiras (principais praias da cidade), casas de pessoas ricas, jet-skis e lanchas por todos os lados, uma "mini Babilônia" a beira-mar! Bem próximo da cidade Guarujá, a aproximadamente 29km de uma bonita e tortuosa estradinha está a Balsa que leva da Ilha ao continente para a cidade Bertioga. Ali também existe uma lanchonete e uma entradinha charmosa para uma trilha morro acima, quem passa desapercebido nem dá importância, mas ali é a entrada para um paraíso... Seguindo por essa trilha, de aproximadamente 3km por 20min chega-se na Prainha Branca, na metade do caminho já é possível enxergar ao longe o que te espera, uma linda praia de areia alva e grandes ondas. Ainda na trilha, que é toda calçada com pedras (trabalho feito em regime de mutirão e parceria com a prefeitura), pode se admirar a exuberante Mata Atlântica que cerca a região. Chegando na praia a trilha passa a ser de areia e ganha bifurcações que levam à pousadas, campings, casas de moradores, e alguns pequenos restaurantes bem estilo Roots e finalmente, mais a frente seguindo o som das ondas, chega-se à exuberante Praia Branca... Que visual incrível!!! Não existe acesso de carro ou moto, o trajeto é feito por essa trilha ou pagando R$ 10,00 por pessoa pra ir de barco (o que nunca foi uma opção pra mim, hehehe). Isso já adianta um pouco a noção de como o cenário é lindo. A cor da areia faz jus ao nome, branquinha branquinha branquinha, Prainha Branca. São uns 3km de orla, e ondas radicais e perigosas devido à formação geológica do lugar, ao lado existe outra praia, bem menor, de uns 300 metros mais ou menos, a Prainha Preta, pois a areia se mistura com a terra do morro, ficando um pouco preta. Entre as duas praias existe uma pequena ilha que fica acessível a pé na maré baixa, tem uma trilhazinha maneirinha nessa ilha, vale a pena ir nas pedras do outro lado pra ver o sol nascendo... Além disso outras trilhas levam à cachoeiras e a outras praias mais isoladas... Era tudo que eu precisava!!! Quando cheguei dei de cara com um doido com cara de malandro e uma prancha zoada debaixo do sovaco, bem safo e gente fina, o "Miugrau" (chamava ele assim pq tudo dele era "miugrau"). Assim que me viu com cara de maluco, suando em bicas da trilha "sobemorrodescemorro", me intimou perguntando se eu precisava de um camping... era o que eu precisava mesmo, pra começo de conversa. Fui seguindo o rapaz e já fui adiantando que eu não tinha grana, e que meu lance era ficar um tempo bom e arranjar um trabalho, e que portanto tinha que ser barato. Chegando no pico me bateu um forte sentimento de felicidade, é um dos melhores campings da praia, fica na frente do mar, afastado do "centro do barulho" mas não tanto a ponto de ser longe, não tinha ninguém só o próprio Miugrau que morava no camping em sua barraquinha em baixo de uma pequena Gameleira, tinha espelho, mesa, cadeira, fogareiro a álcool, álcool e tudo mais... tava morando bem o cara (na minha opinião, hehehe). Instalado, sozinho e feliz fui procurar um rango e aproveitei pra dar um rolé na comunidade da Prainha, explorar a vida turística e descolar um trampo (nem tudo são flores). Existem vários quiosques que vendem de tudo, mas durante a noite ficam apenas alguns bares e restaurantes abertos, entre eles os dois maiores e principais, o "Larica's" que é um bar na beira da praia, com estrutura de palco e espaço pra dançar, em dias de grande movimento e temporada tem shows de Reggae e Forró (dá pra ser mais perfeito?!), tem também o ponto da comida, o bandejão caiçara "Restaurante Lipe Point", entre os dois pontos comerciais tem uma espécie de "pracinha" onde os Hippies (os de verdade) vendem seus badulaques, peitas e bermas, no dia não tinha nada lá, a praia estava bem vazia era uma semana antes do carnaval. Fui comer no tal do Lipe Point, R$ 10,00 o bandejão com um bife, arroz, feijão preto, batata frita, salada e farinha, até que estava bom. Já era tarde pro almoço e cedo pro jantar, estava ali comendo perto do bar e percebi a movimentação de maior galera dentro do bar, vi um a figura, um maluco completamente bêbado entrou na copa, pegou um descartável e encheu com uns 200ml de pinga e virou de um só gole (se eu faço isso passo uma semana vomitando), fiquei espantado, achei que fosse o filho do dono do bar aprontando, hahaaa, tudo bem né! Paguei a conta e no ato mandei o jargão "e ae mano, ta precisando de alguém pra trabalhar aí?" O rapaz do caixa disse que talvez e mandou voltar depois pra falar com o dono do lugar. Voltei e deu certo, arrumei um bico no paraíso e além disso descolei um quintalzinho de areia pra montar minha barraca de grátis, ô beleza! Durante o dia muito sol e bem mais movimento que com o chegar do Carnaval ia só aumentando até o dia que a praia estava lotada com 5 mil paulistas e gente de tudo que é lugar, nesse ponto já não havia vagas nas pousadas e alguns campings chegaram a lotar, eu já estava no meu quintal free, mas sempre voltava no "Camping do Zao" pra visitar o Miugrau e a outra galera q eu conheci nos dias que fiquei lá (foi chegando gente né, eu não ia ficar lá sozinho pra sempre). Com muita gente, muita farra, muito lixo, mas também muita interação positiva. Conheci várias figuras, o Pescador e o seu irmão que sempre faziam rango e os peixes que pegavam, depois conversando com eles descobri que os dois são Coveiros, não vou precisar dos serviços deles por agora (assim espero), conheci o Nóinha, um maluco magrelo, sem dente, mentiroooooso que veio na bagagem do Pescador, uma história muito louca, mas vai ficar pra depois, conheci duas mocinhas lindas de Cubatão, um casal de meninas de Sampa, o casal Lorota, dois viajantes amantes que faziam tatoos de henna tosquíssimas (um brother do camping fez uma tatoo com eles, desculpem o palavreado, mas se fudeu kkk), conheci também o Fábio das Pulseiras, um maluco que faz pulseiras e tornozeleiras de corda, muito bacanas, fiquei brother do cara, entre outras pessoas e figuras, como o Gordinho, o Mineiro (maluco q tava bebado no bar), o Pintor, o Lipe e a sua irmã Paola, loira surfista gata estilo malhação e etc. até toquei violão com um Hippie arrogante que, como eu, não terminava uma música sequer, ele me falou que conhecia o Ventania (aquele dos cogumelos azuis) e eu não duvidei! Rapidamente me habituei ao local, trilhas praias, cachoeiras, mulheres lindas, amigos mochileiros, quem não iria se habituar?! Meu trabalho era simples, instalei uns ventiladores de teto na pousada do Deda (dono do Lipe Point e pai do Lipe e da Paola) e fiquei ajudando a montar os bandejões e fazendo sanduíches na chapa durante a noite... A regra era curtir o dia e a praia e ralar de noite com escapadas clássicas pra curtir um Reggae ou dançar um Forrózinho pé de Serra com o pé na areia... Ô rotina chata, né?! Não tem sensação melhor do que dar aquela primeira lavada no rosto pela manhã diretamente no mar, ah não tem! Além disso, como o trabalho era em um restaurante e eu estava "morando" lá, fazia todas as minhas refeições de graça por lá mesmo, perfeito! Na prainha conheci o "Tom" (realmente não lembro se era esse mesmo o nome do cara, mas vai ser aqui no meu relato), esse maluco mora no "cantão" da Prainha Branca com sua esposa, ele é branco, galego e esguio, queimado de sol, veio de fora da Praia, casou com uma nativa da comunidade (várias delas são lindas, inclusive a dele) e se mudou pra lá. O quintal de sua casa é um camping e a "sala-cozinha" é aberta para os hospedes, não tem água encanada e a eletricidade vem de uma extensão muito grande e serve apenas para ligar uma lâmpada durante a noite, que ainda assim fica meio fraca por conta da queda de tensão causada pela grande distância da tomada que ele usa, a cozinha é em uma grande varanda com vista para o mar (a melhor cozinha do mundo). O Tom não aceita farofeiros no seu camping, só galera Good Vibe, ainda bem que a minha vibe é good e a hospedagem estava garantida. Fiquei os 2 dias finais hospedado no Cantão, conheci um casal de mochileiros espanhóis e quase me apaixonei pela mulher do cara, mas fiquei na minha, óbvio, respeito mulher dos outros, mas olhar (respeitosamente) não tira pedaço, conheci também um Rasta chamado "Anauê" que tinha um dread central gigantesco nas gostas, um cara muito sereno e tranquilo, comprei uns badulaques dele pra ajudar, além do casal de viajantes brasileiros muito comédia. Naquela noite nem fui pro agito, o Carnaval já tinha acabado, eu estava na praia a 18 dias e tirei o fim da viagem pra descansar para o retorno, ficamos todos na cozinha de frente para o mar à meia luz, conversando, trocando histórias, rindo, tocando violão, fizemos um rango coletivo e comemos, em total comunhão de paz e amor, sem interesses, sem julgamentos, sem brigas, apenas irmãos desconhecidos gozando de uma noite maravilhosa cercados de natureza! Penúltimo dia, já não tinha trampo, não tinha trampo, nem companheiros, rumei sozinho para a tal trilha da cachoeira que ainda não tinha feito. Uma trilha curtinha, de uns 2,5km mas sobe, desce, lama, pedra, ladeira, escala... ufa! Cheguei na cachu... eu e Deus... como vim ao mundo me deliciei em uma pequena queda d'água e um poço que dava até pra nadar. Nesse momento refleti e agradeci por tudo que tinha acontecido comigo nessa viagem que já estava batendo na casa de 3 meses de duração. Renovado, segui pra praia Camburizinho que ficava "perto" dessa cachoeira, uma praia pequena, mas deserta, tinha um malucão acampado lá, mas eu não o incomodei, tomei um banho de mar e voltei. Nesse dia só tinha eu o Tom, a mulher dele e o Anauê no camping, comi alguma coisa e fui dormir, no outro dia cedo eu juntei minhas coisas, me despedi da galera do restaurante e peguei meu rumo pra casa, satisfeito, feliz, empolgado e cheio de histórias pra contar... Essa foi minha experiência nesse cantinho de paraíso, espero que tenham gostado... Essa é a minha Fanpage no facebook, é nova, não tem muita coisa, mas nesse momento eu estou mochilando, então vai ter atualização direto, quem quiser me acompanhar, segue o link: https://www.facebook.com/TudoDeuCertoVireiHippie Good Vibes para todos!
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