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Bruneras

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  1. EXPEDIÇÃO MULETA DO SACI Chapada dos Veadeiros / GO Travessia Sete Quedas - 23,5 km Saída: Portaria do Parque - São Jorge/GO Chegada: As margens da rodovia GO-239 - No pé do Morro do Buracão Integrantes: Bruno - 37 anos - Goiânia/GO Fabrício - 25 anos - Jundiaí/SP Gabriel - 28 anos - Sorocaba/SP mas mora em Querência/MT Maíra - 20 anos - Assis/SP mas mora em Franca/SP Eae galera, Há quatro meses, por meio e incentivo desse fórum, resolvi fazer um tópico para fazer uma travessia na Chapada dos Veadeiros. No começo não tinha nada definido, mas sabíamos que seria na Chapada. Os relatos do Renato e do Petter nos incentivaram muito e nos deram informações preciosas para conseguir o êxito da expedição. No tópico conseguimos juntar uma turma inicial de nove pessoas e sabia que alguns no decorrer do tempo, iria desistir um ou outro, a data foi escolhida por dois motivos: primeiro a Lua cheia que ia nos brindar com sua luz, e segundo o Festival de Culturas Tradicionais de São Jorge, ambas escolhas bem feitas. Com isso, já tínhamos definido a data, e, com o relato do Petter e abertura oficial da trilha pelo Parque no ajudou na escolha da trilha da Travessia das Sete Quedas. São aproximadamente 23,5 km sendo que são feitos 17 km no primeiro dia e 6,5 km no segundo. A trilha pode ser feita em dois dias, mas optamos desde o início em ficar no camping o segundo dia, e só no terceiro dia fechar a trilha. Chegado a hora da travessia o grupo que era de nove pessoas se resumiram a quatro pessoas: eu, Gabriel, Fabrício e Maíra. Tinha a Taína Magalhães que foi impossibilitada de partir na última hora. Para ir para a Chapada passei em Brasília e peguei na rodoferroviária o Gabriel e a Maíra, iríamos nos encontrar no dia seguinte no camping do Parque lá em São Jorge com o Fabrício. A viajem foi tranquila e com a chegada em São Jorge, acampamos e ficamos na espera do Fabrício, isso era sábado e partiríamos na segunda de manhã. No domingo o Fabrício chegou e o grupo estava completo e todos prontos para travessia, agora é dormir e partir! 1º DIA – 22/07/2013 – Segunda Ansiosos pela travessia, acordamos cedo e arrumamos as mochilas. Era hora de partir!! O camping ficava ao lado da portaria do Parque, e foi onde deixei meu carro durante a trilha, lá tem vigia e eles olham o carro. Hora da última checagem nos equipamentos. As mochilas minha, do Fabrício e do Gabriel ficaram acima dos 22 kg, todos, menos o Gabriel contavam com o frio que é típico da época. Preenchemos o formulário de cadastro para poder adentrar o parque, pegamos o mapa e seguimos em direção dos canyons, era 8:12 hs, e o objetivo era atravessar o rio pelo menos até uma da tarde. Nesse meio tempo encontramos com um casal de amigos, Lucas e Marcella, que resolveram se juntar a nós na trilha até o camping, e como somos uma família de coração grande, abraçamos eles! A descida até o Canyon I foi tranquila, como todo início foi marcado pela empolgação, passamos por subidas e descidas e por algumas pontes pencis, fomos num bom ritmo, chegando nos canyons por volta do 12:00 hs tomamos um banho, comemos um lanche e demos um tempo para o descanso de mais de meia hora. Dali por diante pegaríamos uma trilha que só quem faz a travessia tem autorização para prosseguir. Pegamos um trecho de uns 2 km até chegar no ponto da travessia apontado pelo parque, paramos para um novo descanso e como indicado no guia do parque abastecemos nossos cantis. É a partir daí que o bicho pega, são mais ou menos uma da tarde e o sol está de rachar e meu ombro esquerdo parece que tá dolorido e há uma bolha no pé da Maíra. Segue a trilha muito bem sinalizada, com areia fofa para pisar, o sol de rachar e meu ombro doendo cada vez mais, seguimos em frente! Pelo menos é o trecho mais reto, e como a trilha era bem estreita isso impossibilitava o uso do bastão, que no atual momento era meu maior apoio/aliado. Com várias paradas para descanso fomos prosseguindo trilha adentro chegando até as quatro da tarde estava ótimo. Mas no meio desse segundo trecho que veio a pior parte: minha mochila eu ajustei a alça errada, não na altura e sim na alças da frente jogando a maior parte do peso para o lado esquerdo, e isso me custou caro. Tenho 37 anos e meu maior medo antes da travessia era das pernas travarem, mas como fiz uma preparação antes da viajem, foi tranqüilo em relação a isso. O bicho pegou mesmo foi no ombro esquerdo... Com o desgaste físico bem forte e toda a situação, confesso que fiquei mal-humorado me sentia incomodado (o tal do fator psicológico), e com a descontração do grupo com piadas e risos, fez com que eu me afastasse um pouco para enfrentar meu desafio pessoal. 1 km depois, concentrado me reintegrei ao grupo e logo chegamos no labirinto de pedras (o trecho mais bonito na minha opinião), e a Marcella nos disse que quando acabasse o Labirinto chegaríamos no camping, uma amiga dela havia feito a trilha dois dias antes. São mais ou menos uns 2 km de muita subida e descida e quando menos espera, finalmente você chega no camping, sensação maravilhosa, e, como no passe de mágica meu humor mudou da água para o vinho, UUHHHHHHUUUUUU!!! É como completar uma prova famosa de maratona, hehehehe. Momento de muita alegria do grupo. Armamos o acampamento e foi a maior curtição, toda tensão do final da trilha tinha passado, e agora era hora de curtir. Daí por diante, foi só relaxar e curtir o camping, o local e a paisagem. Fomos conhecer a Cachoeira das Sete Quedas e como esperado, LINDA! Com água transparente e várias quedas. Como não almoçamos todos estavamos com muita fome, dito e feito, fome matada nos reunimos numa roda para contemplar o nascer do primeiro dia de lua cheia da Chapada. A galera ficou brincando com a lua que de tão grande, brincavam com o que viam nela, hehehe uns viam coelhos, e teve até quem viu um bode, ãã2::'> hehehehe não demoramos para dormir, pois o dia tinha sido duro com todos. Eu estava com uma dor forte no ombro esquerdo decorrente ao mau ajuste da alça, Maíra e Fabrício com bolhas nos pés, e o Gabriel com forte dores nas coxas decorrente do peso extra que ele carregou no final da trilha; tinha esquecido de falar ele e o Fabrício tiveram que carregar a mochila da Maíra nos últimos 1,5 km enquanto ela completava a trilha de chinelos, hehehehe (esses mesmos chinelos foram perdidos na cachoeira no segundo dia e achado na hora de ir embora no terceiro dia, heheheh muita sorte Maíra). Ainda bem que levei o Kit Primeiros Socorros que continha Cataflan e um gel goiano de Arnica com erva de Santa Maria (Santo remédio). 2º DIA – 23/07/2013 – Terça Acordei cedo, 6:20 hs já estava de pé e logo todos acordaram. O dia estava lindo e prometia ser ótimo!! Esse dia no planejamento da viajem foi tirado para o relax, descanso e curtição, um dia de muita cachoeira. Logo Lucas e Marcella foram embora, tinham programado fazer a trilha em dois dias, o que é possível. Com o cair da noite, todos se juntaram numa roda de prosa com muitas histórias e risadas. Como tinha levado comida liofizada e era porção individual, não me juntei à preparação do jantar, que foi ótimo e muito divertido. A lua brilhava como um farol, essa noite foi a melhor, ficamos acordados até uma da manhã, o camping cheio de gente e o grupo ajudou dois amigos (Romulo e Eustaquio) de BH a matar uma garrafa de White Horse. NOITE MARAVILHOSA! 3º DIA – 24/07/2013 – Quarta Levantar o acampamento, preparar a mochila, bater as últimas fotos e bora pegar a trilha porque o trecho final de 6,5 km parecem ser difíceis. Seguimos as setas por cima da cachoeira e logo os postes de sinalização nos indicavam o local exato da travessia do rio. De cara uma pequena trilha de pedras que dá numa sequência de morros. Não foi fácil, mas o pior já tinha passado. O único ponto negativo foi uma picada de marimbondos pretos no Fabrício, eu passei pela trilha e aticei eles, e quando o Fabrício veio atrás foi a vitima da vez, rsrsrs. Vencido finalmente depois de mais de uma hora e meia de subidas com algumas paradas, chegamos na planície que avista os morros da Baleia e Buracão. Foi foda essa hora, com a sensação cada vez maior de ter perdido algo, me dei falta dos meus óculos, hehehe tive que voltar com o Gabriel mais de 1 km de trilha para achar os mesmos, e toma subida de novo! Dali por diante é só alegria e tudo lindo, muito lindo! A trilha é muito gostosa e vai em direção a torre de observação do parque onde nós tínhamos marcado com um condutor já pré agendado (R$ 100,00 para quatro pessoas). Pegamos o carro em direção a São Jorge pois uma cerveja bem gelada nos aguardava. A travessia foi ótima, tudo dentro do programado. O grupo se mostrou unido quando foi preciso e forte o momento todo. Agradeço a companhia em especial do Gabriel, Fabrício e Maíra e os demais companheiros que fiz na trilha, um aprendizado para vida toda e uma paixão chamada TREKKING que cresce cada vez mais forte dentro de mim. Me despeço ansioso já pela próxima trilha e um até breve. Agradecimentos: - Murilo Gondim (Me ajudou nas compras dos equipamentos). - Lucas Mamede (Me ajudou nas compras dos equipamentos). - Maria Clara (Minha esposa que ia no grupo, mas não pôde. Me apoiou). - Tiago Souza (Primo que me ajudou na importação de equipamentos). - Renato e Petter Tofter (Relatos bem feitos que me ajudaram no projeto). - Luiz Neves (Monitor do parque que foi nosso contato, sempre gentil e educado). Obrigado Bruno de Paula Ribeiro
  2. Eae galera, estou vendo que as coisas não estão saindo do papel então venho propor/buscar parceiros para fazer a trilha da Cidade de Pedras em Cocalzinho que vai até a cachoeira do Rosário passando pelas cachoeiras do Dragão tudo totalizando 18,5 Km. Já fiz um grupo para uma travessia que foi sucesso e renderam grandes amizades. A trilha está no wikloc: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=2875495 Bom seria se fosse um grupo de no máximo dez pessoas onde sairiámos juntos de Goiânia rumo ao destino sobre a data sugiro como fiz na Travessia das Sete Quedas e escolheriámos uma data com lua cheia para pegarmos uma noite linda. O custo para isso seria da gasolina para chegar no local, mantimentos e provavelmente quando chegarmos ao mosteiro nas cachoeiras dos Dragões teremos que pagar uma taxa de 35,00 reais de diária. Para fazer a trilha seria necessários alguns equipamentos e como a trilha é de curta distância sugiro pouco peso. Mas é necessário que a pessoa tenha Barraca/bivaque/rede, bom calçado, e fogareiro, talheres e o principal, bom preparo físico já que a trilha não é moderada porém curta. Então é sso pessoal, vou deixar o link da trilha que fiz através do grupo mochileiros e espero sair em breve, hehehe não to aguentando ficar aqui nessa falsa cidade de pedras. Link da Travessia das Sete Quedas: travessia-sete-quedas-expedicao-muleta-do-saci-07-2013-t85060.html Meu perfil no facebook: https://www.facebook.com/bruneras76
  3. Bruneras

    Bivaque na Cidade de Pedra

    Oi Peter, tudo bem?! Sou de Goiânia e queria conhecer a cidade de Pedra, gostei muito do seu relato e atiçou minha vontade de conhecer. Tem como você me passa as coordenadas mais certas de como chegar? Sei que é em Cocalzinho é naquela estrada que leva ao Morro do Cabeludo? Você tem o track log da trilha por gps? Obrigado pela atenção. Bruno
  4. Concordo contigo, foi interessante o desafio com o monstro dentro de mim quando a situação apertou, foi preciso realmente me concentrar para não desunir ou abalar o grupo. Essa experiência vou levar para vida toda e realmente uma trilha muda a gente. "Uma dica sobre o isolante: Em trilhas estreitas onde ele possa ficar enroscando na vegetação ou rochas ponha ele verticalmente entre as "Daisy Chains" e o prenda passando aquele elástico (ou cordelete) que você colocou na tampa da mochila por entre os “anéis” das daisys... É uma boa também protegê-lo com um saco plástico. " Boa dica, tinha pensado nisso mas ai já era tarde e com todas as informações que tinha lido antes sobre a trilha ninguém tinha falado com mais detalhes do Labirinto de Pedras. hehehehe agora além da dica do isolante sei que aquele espaçamento de fitas na mochila chama-se "Daisy Chains", rsrsrs Valeu e um abraço Bruno
  5. Eae Fernando, legal tu ter gostado do relado foi legal mesmo. Estou querendo fazer a trilha do Patí na Chapada Diamantina no começo do ano se animar é umas. Abraços Bruno
  6. É longe mas a terra é boa a comida e gostosa as pessoas são calorosas e hospitaleiras e amigos aqui você encontra! hehehe Se precisar de alguma ajuda é só falar. Abraços
  7. Oi Peter, já tem um tempo que to organizando fazer essa trilha por aqui mesmo no mochileiros, grupo praticamente fechado. Peguei o contato do Dyogo da Casa de Sucupira mas ele não me disse nada sobre essa reserva para fazer a trilha no limites de pessoas. Qual telefone eu possa ligar para fazer uma reserva? obrigado http://www.mochileiros.com/travessia-chapada-dos-veadeiros-trilhas-novas-do-parque-em-julho-2013-t81189.html abraços
  8. Que isso, isso que eu chamo de apostila bem explicada, hehehe Já peguei, muito obrigado.
  9. Muito legal o relato com as dicas, viajem doida e bem feita, da vontade de fazer o mesmo roteiro. Se rolar me manda a apostila também. [email protected] Desde já agradeço Abraços Bruno
  10. Bruneras

    Travessia da Serra Fina, solo.

    Muito legal seu ralato!!! Abraços
  11. Bruneras

    Bastão de Trekking

    Chegaram os bastões, perfeitos e muito leve. O sistema antishock parece ser eficiente mas agora resta testar eles numa trilha. Abs
  12. Bruneras

    [Review] Petzl Tikka XP2

    O negocio é a Ptzel que é foda, marca forte do segmento. Tenho a Pixa 3, linda, robusta, a prova d'agua muito boa mesmo. RECOMENDO!!!
  13. Bruneras

    Bastão de Trekking

    Ola pessoal, Alguém tem o bastão da Leki thermolite XL AS? Poderiam me dar um feedback se é bom, ruim ou regular. http://www.leki.de/trekking/ultralite/thermolite-xl-as Valeu
  14. Oi Renato, Obrigado, informações valiosas essas que vc me passou agora. Pelo que vi tem um parte grande de planície e isso facilitaria a minha primeira travessia. =D
  15. Fantástico o relato Carol, muito legal. Ha meses estou comprando meu equipamento e estou a espera da minha primeira travessia, lendo seu relato vejo que me espera e me motiva cada vez mais a seguir em frente nesse projeto louco que só eu entre meu amigos quer, hehehe tipo ovelha negra. Mas sigo em frente e em julho perco a virgindade, hehehe. Bela história e que aventura legal vocês fizeram. Se na próxima vocês aceitarem um goiano e só chamar. Abraços Boas trilhas! Bruneras
  16. Ola pessoal, blz Sou novo no trekking e queria fazer essa trilha como meu primeiro desafio, vocês pode me passar o telefone de um guia bom que saiba fazer essa trilha? Desde já agradeço
  17. Bruneras

    Barracas AZTEQ

    Esqueci, rsrsrs comprei na: http://www.mundoterra.com.br foi bem rapida a entrega mais não tinha em varios sites e acabei comprando na mundo terra com um preço um pouco salgado.
  18. Bruneras

    Barracas AZTEQ

    Tenho uma Nepal Azteq, e nada contra. Uma barraca muito boa, porém as pessoas quando vão comprar não observam que o peso que o fabricante fala é de "aproximadamente". com isso, cria uma margem de erro. A minha Nepal veio com um peso de 2,24 Kg um peso considerável acima do que é vendido na maioria dos sites. Mesmo Assim eu recomendo, uma barraca muito técnica que tem uma boa performance. Abraços Boas Trips
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