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W Braga

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Tudo que W Braga postou

  1. Lá se vão dois anos de sdds!! Quanto aos valores que me perguntou noutro tópico em valores da época: Hospedagem: $10 a diária Pupusa: a cada eu gastei $1,95 em geralmente 3 pupusa e um refrigerante. Geralmente custavam entre $0,40 e $0,50. No parque não lembro de cobrarem entrada. E o guia era uma contribuição voluntária, quase todo mundo dava $1 O ônibus custava $0,90 cada trecho O almoço variava conforme as opções: paguei $4,35 num dia e $3,35 noutro. Qualquer dúvida pode entrar em contato!! Abraço!
  2. Faz uma temperatura agradável. Creio q entre 15 e 25°C. O mais incômodo é em Semuc Champey por seu clima parecido com o amazônico, a umidade é alta. Quaisquer dúvidas pode perguntar.
  3. Só recordo de duas chuvas fortes nestes dias, uma em Coban e outra em Copan Ruínas. Não me atrapalhou em nada. Voltaria lá sem receio nesse período. Quaisquer dúvidas pode perguntar que buscarei ajudar.
  4. Tá levando em consideração q não existe transporte terrestre entre a Colômbia e o Panamá?
  5. Em El Salvador fui só a Santa Ana subir o vulcão Santa Ana e acabei ficando 3 dias nesse hostel só pq achei muito bom! Todo dia almoçando no Rancho Santaneco e jantando pupusas!
  6. Lembrei de uma q eu ia fazendo em Rio Dulce, na Guatemala - Saindo para um passeio que envolveria água e tal, coloquei os documentos e dinheiro na mochila. Ao entrar num supermercado, para não entrar com mochila, deixei com dois italianos e uma espanhola (ótimos companheiros de viagem, por sinal) que conheci uns 3 dias antes ainda noutra cidade e estávamos juntos desde então. Na saída do supermercado eles não estavam lá. Me desesperei!! Acho que xinguei em português, inglês, italiano, espanhol... Uns minutos depois eis que os acho no local de saída da van (transporte público) para o passeio. Se adiantaram para evitar que a van saísses sem mim. Não tem noção do alívio que deu! Mas serviu pra eu ficar mais experto no restante da viagem.
  7. Todas as empresas aéreas tem valores diferenciados de passagens para o mesmo voo. O valor depende se vc paga multa pra remarcar ou cancelar, de quanto é o acúmulo de milhas, se tem reembolso gratuito. Se você tem certeza que não vai precisar remarcar nem cancelar a tarifa mais barata é a ideal.
  8. Que bom que gostou. São lugares lindos! Uma pena eu estar sem tempo pra concluir no momento. Quanto à segurança é um pouco assustador ao desembarcar na Cidade da Guatemala e, nas ruas, ver pickups com policiais nas caçambas com armas longas; lojas com muitas grades e seguranças armados com armas calibre 12 em suas portas; adesivos nos ônibus "proibido armas". Creio q os momentos mais tensos eram quando eu tinha q sair sozinho à noite pra procurar comida. Na Cidade da Guatemala e em Santa Ana fiz isso mas com certo receio, ainda mais pq em Santa Ana a iluminação pública é muito fraca e o hostel não era tão bem localizado. Passei um pouco de susto em Coban, na volta do estádio, quando faltou luz em alguns quarteirões. Pensei em pegar um taxi mas bastava eu falar algo q já percebiam q era estrangeiro e fiquei receoso. Mas apressei o passo e deu certo. O maior medo de toda a viagem foi no ônibus entre Santa Ana e Cidade da Guatemala. A intenção era descer no final da linha e, de lá, seguir pra Antígua. Mas duas senhoras q haviam embarcado na fronteira me alertaram q os taxistas no final da linha eram perigosos e q no ônibus popular pra Antígua furtos eram comuns. Uma delas se propôs até a mudar sua rota só pra me ajudar (alerta ligado). Depois a outra disse q me indicaria um taxista conhecido confiável lá no final da linha (alerta ligado). Como eu já tinha passado duas noites em Guate (como é conhecida a Cidade da Guatemala) e vi q próximo ao final da linha passavam os ônibus do sistema viário e tem uma estação próxima ao hostel q fiquei, decidi por passar uma noite mais por lá e seguir de shuttle pra Antígua na manhã seguinte. Realmente eles são muito prestativos e adoram ajudar os estrangeiros, mas fiquei com a orelha em pé com esse pessoal aí.
  9. Eu fui direto para Santa Ana, num "shuttle" (uma van q só sai com determinado número de turistas) direto de Copan Ruínas. A van saiu de Honduras, passou na Guatemala, e entrou em El Salvador. Tinham passageiros para Santa Ana, San salvador e El Tunco. Creio q durou menos de 4 horas. Vou procurar se tenho anotado. Outra forma de chegar lá (q foi como voltei) é desde a Cidade da Guatemala pegar o ônibus que vai para San Salvador. Qualquer dúvida pode perguntar. Em breve pretendo concluir o tópico.
  10. Olá Isabel! Tô na intenção de fazer o contrário. Fui à Guatemala esse ano e pretendo ir ao México ano que vem. Que bom que tá gostando do relato e espero despertar a vontade dos leitores a conhecer esse belíssimo e acolhedor país. Continuarei o relato com o máximo de dicas que puder, mas fique à vontade para tirar qualquer dúvida! Abraços Waldinei Braga!
  11. Dia 5 - Segunda-feira, 08/08/2016 É chegado dia de seguir para Semuc Champey, na região central do país, o lugar lindo que eu conheci por fotos e me fez pesquisar mais sobre a Guatemala. O destino é um pouco esquecido por muitos, que preferem seguir direto de Antígua para Flores, por vans ou avião, além do quê o acesso é um pouco difícil. Há vans que fazem o trajeto até Lanquín, cidade-base para ir a Semuc, com saídas de hora em hora a partir de 8h até as 16h. O trajeto é uma estrada bem ruim, custa 20 quetzales e dura 2 horas. Peguei a van de 9h, chegando as 11h em Lanquin. Em Lanquín se pega uma pick-up (20 quetzales) em que se vai em pé na parte traseira dividindo a carroceria com mercadorias e a população local, afinal o veículo é o transporte usual deles. É normal eles se comunicarem no proprio idioma. Eu era o único estrangeiro ali, e após cerca de uma hora e apenas 9 km (estrada bem ruim, mas com algumas belas paisagens) se chega ao Hostel El Portal de Semuc, o hotel mais próximo da entrada do parque, onde me hospedei. O El Portal é muito interessante, apesar de só ter eletricidade entre 18h e 23h, e o wifi, apenas nesse intervalo, ser bem ruim. Ou seja, aproveite para se isolar do mundo e curta o local. São várias cabanas, sendo algumas delas privadas e outras compartilhadas. Os valores das refeições variam entre 40 e 60 quetzales, um pouco mais alto que nas cidades mas ali você tá isolado e não tem muito pra onde ir. O calor à tarde é simplesmente insuportável, se sua em qualquer lugar que for. De dentro do hostel há um acesso para o Rio Cahabon, aproveite pra se refrescar. Dei sorte porque choveu durante a noite, melhorando o calor. Dia 6 - Terça-feira, 09/08/2016 E o grande dia chegou: conhecerei Semuc Champey! No próprio hostel tem um tour guiado - pelo custo de 150 quetzales o turista entra no parque, visita o mirante e as piscinas, sai para almoçar (almoço não incluído no pacote) e à tarde visita a gruta Kan Ba segurando apenas uma vela e depois faz o tubing, descida sobre uma câmara de ar, no Rio Cahabón. Preferi não fazer o tour para ficar mais livre nas piscinas, visto que esse era meu objetivo principal de toda a viagem! A entrada custa 50 quetzales. Caminhei até o mirante, é um pouco cansativo mas muito recompensador. A vista é incrível! Na descida para as piscinas me perdi mas sem desespero encontrei o caminho de volta me guiando pelo barulho do rio (acho que devo esse instinto aos meus antepassados do sertão do Ceará). Cheguei nas piscinas e por lá fiquei até as 14h, o suficiente para a pele das costas sair nos dias posteriores. É sensacional, sem palavras o quão bonito são as piscinas de Semuc. Passei o tempo descendo de uma pra outra, são cinco, ao longo de 300m que é a distância entre os locais em que o rio adentra o subterrâneo e sai posteriormente. Depois era só sair da água e voltar pela passarela de madeira que tem ao longo do caminho e entrar de novo. Nessa hora o único incômodo eram os peixinhos mordendo os calos que ganhei nas Grutas Del Rey Marcos, lembram? A quem interessar, o hostel El Portal vende shuttles, que são como são chamadas as vans com turistas que vão direto de um ponto a outro. Para Antígua ou Flores custa 140, para Cobán custa 45 e para Río Dulce custa 165 quetzales. Independente para onde você vá a saída é as 7h naquelas pick-ups e só em Lanquín se dividem nas vans. Comprei para Río Dulce, próximo destino do mochilão.
  12. Eles mandaram minha mochila pro hostel por um serviço de entrega de carga e pediram o formulário que tava comigo. O qual constava número da bagagem, o registro da ocorrência, essas coisas, ou seja, fiquei sem ter como comprovar o extravio. Antes da mochila aparecer acionei o seguro GTA por whatsapp, mas me informaram que eu teria de telefonar para lá, e aí contei com a colaboração do meu irmão que tava no Brasil para entrar em contato com eles, visto que um dos serviços incluídos na apólice era auxílio na localização de bagagem. Me informaram que eu seria reembolsado por gastos com gêneros de primeira necessidade até determinado limite, mas a essa altura eu já havia comprado alguma coisas mas sem nota fiscal. Nem fui atrás. Continuarei o relato. Vale muito a pena conhecer esses países.
  13. Estive em Santa Ana entre os dias 14 e 17/08/2016. Me hospedei no ótimo hostel Casa Verde e o único passeio foi para o Cerro Verde subir o Vulcão Santa Ana (também chamado de Llamatepec). Gostei tanto do hostel que fiquei um dia a mais só pra descansar e curtir a piscina aquecida, um luxo no passeio. Completando sobre Santa Ana, eu indicaria provar as pupusas, prato mais típico de El Salvador, que são como tortillas só que recheadas. Há uma pupuseria a 3 quadras do hostel, apesar do trajeto ser um pouco esquisito e escuro; com 2 dólares se come 3 pupusas. Na rua da pupuseria é onde sai o ônibus para Cerro Verde, e mais adiante tem um bom supermercado. Recomendaria as tortas feitas lá, muito gostosas e baratas. Para almoçar procure o Rancho Santaneco, lá é bom pq não precisamos saber os nomes dos pratos, pois é como um self service em que cada porção tem um valor (por exemplo: Arroz: 0,50; porco:1,00 e assim por diante). Fica na Calle Libertad Poniente, entre as Avenidas 4 e 2 Sur. Quanto ao transporte para Cidade da Guatemala tem um ônibus que passa as 10h (passou as 11h) e segue direto, só parando na fronteira. Carlos, do hostel, providencia o taxi e dá mais informações. Simplesmente o melhor ônibus que eu vi (eu disse "vi", e não "andei") em El Salvador. Uma surpresa, já que lá só se vê esses school bus.
  14. Dia 3 - Sábado, 06/08/2016 Acordar cedinho para comprar a passagem pra Cobán. A empresa que faz esse trajeto é a Monja Blanca e fica no quarteirão vizinho ao hostel. A passagem custa 75 quetzales e tem saídas as 08h, 10h, 11h e 13h com duração de 6h. Os ônibus são muito bons pros padrões guatemaltecos, com ar condicionado e alguns horários com banheiro (fui as 11h e tinha). Após sair o ônibus para na CentraNorte, um shopping na saída da cidade em que os passageiros podem descer desde que estejam as 12h de volta. Lá também há guichê da Monja Blanca e é uma outra opção de saída. E a viagem começa e aí se percebe que vai ser difícil dormir dada as quantidades de curvas na estrada. No meio do caminho se faz uma parada de alguns minutos para almoço e aqui começam minhas dúvidas gastronômicas: o que os guatemaltecos comem no almoço? Uns pedem nachos acompanhados por tortillas, outros pedem uma salada acompanhada de tortillas, pergunto quanto é um pedaço daquela coxa de frango na vitrine e arrisco - veio uma "pierna" de frango, claro, acompanhado de quatro tortillas e muito molho. Aí provei pela primeira vez a tradicional tortilla que acompanha praticamente tudo que você comer na Guatemala, e não gostei! No decorrer da viagem fui acostumando, fazendo sanduíche com a tortilla no lugar do pão até que ela passou a fazer parte do meu cardápio, afinal se fazia parte do prato e tô pagando pode mandar que eu como! Aliás, eu não era muito fã de pepino e de tanto vir nas saladas eu passei a comê-los. As 17h desembarquei em Cobán, peguei minhas anotações e minhas noções sobre endereços guatemaltecos e que o hostel era bem próximo dali apesar de ser noutra zona. Me hospedei no Hostel Chapultepec (50 quetzales com café - café, leite, cereal e banana) num dormitório compartilhado com... ninguém. O dormitório era pra 06 hospedes mas só havia eu não só no dormitório mas no próprio hostel! O dormitório tinha um cheiro de tinta um pouco fresca, mas o banheiro era muito bom. Eles disponibilizam toalhas e sabonetes. O ponto negativo é que, quando eu chegava da rua o hostel sempre estava fechado e demorava a atender, talvez por que fosse eu o único hóspede por duas noites. Ah, e o wifi não pega no dormitório. Dei uma volta na cidade, comi um sanduíche, fui na Despensa Familiar comprar frutas e biscoitos, um supermercado que tem em todas as cidades pelas quais passei e talvez seja a melhor opção para compras baratas, e depois fui atrás de saber como visitar Hun Nal Ye, um parque que fica a alguns quilômetros de Cobán (http://www.hunalye.com/inicio.htm). Para minha surpresa o parque é muito pouco conhecido na própria cidade e, dizem, o acesso é difícil. Me programei para no dia seguinte, então, ir nas Grutas Del Rey Marcos. O resto do sábado à noite foi só curtir a chuva que caiu sobre Cobán, a capital mundial do cardamomo - informação não muito relevante, exceto para que é apaixonado por cardamomo! Dia 4 - Domingo, 07/08/2016 Acordar cedo, comer o cereal e a banana (não tomo café nem leite, ok, me chame de fresco) e partir para o local de onde saem as van para San Juan Chamelco, cidade onde ficam as Grutas Del Rey Marcos. Já na van (15 minutos de viagem, 3 quetzales) conversando com o Sr. Adolfo, um senhor muito simpático louco pelo futebol brasileiro descobri que ele iria para bem próximo de lá. Em San Juan Chamelco pega-se uma van que vai para Santa Cecília e pede pra descer na grutas (cerca de 15 minutos de viagem, 3 quetzales), e tem de andar uns 500m até a entrada. Sr. Adolfo foi me deixar na porta. O lugar onde ficam as grutas chama-se Parque Cecilinda e a entrada custa 10 quetzales com direito a utilizar as atividades do parque, tais como pontes pendentes e banhos na cachoeiras. Para a visita nas grutas se paga mais 30 quetzales. Cheguei antes de 8:30 no parque e fiz um reconhecimento do local, muito bonito, até as 10h, que é quando sai o guia para a gruta. Chegar mais cedo vale a pena! Recebemos um par de galochas e um capacete com lanternas. De jeito nenhum use as galochas sem meias ou terão dois lindos calos. Como eu descobri isso? Adentrei a gruta e lá encontrei o primeiro brasileiro na viagem, que estava a trabalho na Guatemala, algo muito raro por estas bandas. As grutas são muito bonitas com várias estalagmites e estalactites (não sei qual é qual, mas tem as duas) e o rio muito violento, fazendo com que parte do trajeto tenha de ser feito segurando cordas. Há um local em que só passa uma pessoa e agachada. Vale muito a pena! Ao final não pude resistir ao banho de cachoeira numa água que nunca vi tão gelada. Fiz o passeio com um grupo proveniente da capital e que ao término me ofereceram carona até Cobán (escapei de ter de esperar a van na estrada até Chamelco e tomar outra até Cobán) e lá chegando ainda fomos almoçar juntos. Os guatemaltecos são muito receptivos, e apaixonados por Olimpíadas (eu já disse né?). Acabei por dividir com eles o famoso prato de origem maia chamado Kak'iq, que nada mais é do que a coxa e o fígado do pato cozidos acompanhados de arroz e tamales (parece uma pamonha mas com pouco sal e gosto). Dizem que o kak'iq de Cobán é o mais famoso do país. Já poderia até ir para a próxima cidade, mas o Sr. Adolfo havia me dito que o Cobán Imperial, equipe local, iria enfrentar o atual campeão guatemalteco, Antígua, as 19h no estádio de Cobán pela 1ª Divisão da Guatemala. Como sou apaixonado por esses jogos mais, digamos, alternativos fui! Segui a pé e fui logo comprando a camisa do time (45 quetzales no camelô) e pegando a disputada fila da bilheteria (ingresso geral a 40 quetzales). Dado a grandiosidade do foguetório na entrada do time vi que aquele jogo seria do Cobán Imperial, não sabia que aquele dia era o encerramento dos festejos na cidade. Já dentro do estádio vi que as poucas arquibancadas estavam cheias e o que restou? As colinas que ficam dentro do estádio, onde ao custo de 5 quetzales se adquire um pedaço de plástico para forrar o chão e sentar. Plástico comprado escolhi qual colina subir e me acomodei para torcer pro meu novo time - Avante Cobán! Cobán pressionou muito e o Antígua não escondia que estaria satisfeito com o empate. Mas num jogo sem muita qualidade técnica o Antígua acabou por marcar faltando 5 minutos pro fim do jogo. A torcida, no início tão festiva, não tava assim tão satisfeita no final. Na volta pro hostel faltou eletricidade em uma parte da cidade e ai senti certo temor andando sozinho nas ruas escuras e sem puder perguntar nada a ninguém com o receio de, notando que eu fosse estrangeiro, sofrer alguma coisa. Mas deu tudo certo e sobrevivi!
  15. Dia 2 - Sexta-feira, 05/08/2016 Acordei cedo, cedo mesmo, umas 5 da manhã (esse fuso é uma maravilha pra acordar disposto) mas só levantei após as 8:00 e fui na Sexta Avenida cambiar uns dólares com melhor cotação. Troquei 200 a 7,44 - 1488 quetzales no Banrural. Me falaram que o Banrural troca valores a partir de 100 dólares e essa foi o melhor câmbio que fiz, pois eles não cobram taxas para trocar, diferente, por exemplo, do Banco Azteca que a cotação é pior, e o BAC, que cobra taxa para cambiar. Na Sexta Avenida tem uma parte que é só para pedestres e tem de tudo, cinemas, restaurantes, grandes lojas, igrejas, praças, e vai até a praça principal da cidade, o Parque Central, onde está a Catedral, o Museu e o Palácio Nacional. Na hora do almoço fecha tudo mas reabrem as 14h. Ah, convém ressaltar que quando digo Sexta Avenida é a da Zona 1, já que provavelmente exista a Sexta Avenida em cada uma das 22 zonas que compõem a capital. E o sistema de endereços à primeira vista é estranho, mas depois que se aprende fica muito fácil e serve para as demais guatemaltecas. Importante citar que todas as avenidas são paralelas entre si e, por sua vez, cortam as ruas, que são paralelas entre si também. Não importa se a avenida é mais estreita que a rua e menos movimentada, o que importa é o sentido da via. Pegamos como exemplo o endereço do Theatre International (8ª avenida 14-17 Zona 1): Primeiro delimitamos a Zona 1. Depois seguimos à 8ª avenida, e o número 14 significa que o hostel fica entre as ruas 14 e 15, e que o número será 17 (eles colocam 14-17 na porta). Voltando à Sexta Avenida comprei um adaptador de tomada, um sabonete, desodorante, toalha e umas cuecas. Sabe-se lá se a mochila um dia aparecerá né. Almocei uma tortilla de harina, diferente da tortilla mais comum na região, mas particularmente bem mais gostosa. Comprei um chip da Claro por 25 quetzales e tive que por uma recarga de mais 25 para tentar uma internet 3G, que acabou por não conseguir configurar o celular. Pelo menos o chip serviu pra ligar pra Avianca e depois pra receber um código do Imo para conferências. À tarde tinha uma dupla de mexicanos no hostel, que não tem TV, desesperados pra localizar um streaming pra acompanhar a cerimônia de abertura das Olimpíadas. A companhia aérea entrou em contato e minha mochila havia chegado de Bogotá naquele instante. Fiquei acompanhando a abertura até a mochila chegar, com o shampoo estourado no bolso, explicando pros gringos quem era aquela cantora brasileira que, pra decepção deles, não era Cláudia Leitte (estavam lembrando da Copa). Como os gringos tavam enchendo a cara tomando Brahva (A Brahma se chama Brahva por aqui), tive que encarar uma caminhada depois das 21h até o Taco Bell sozinho pelas calles guatemaltecas no que mais parecia uma prova olímpica dada a velocidade da caminhada. Sobrevivi! Aqui vale uma menção ao atendente do hostel, Rafael, que foi bastante solícito em relação ao sumiço da mochila e provável contato da Avianca, e também quanto a explicar sobre a região, locais de câmbio, etc. O dormitório que fiquei tem janelas para a rua, ou seja, bastante barulho logo cedo. Tem um outro dormitório que custa 80 quetzales melhor localizado. Banheiros amplos e água quente.
  16. Olá a todos! Tenho a intenção de deixar aqui o meu relato da viagem de férias da qual acabo de retornar. Apesar de ser o segundo mochilão que faço (o primeiro foi em 2013 na Bolívia, Peru e Chile), este é o meu primeiro relato. Primeiramente o faço pela carência de relatos atualizados sobre Guatemala, Honduras e El Salvador, atualizar os valores e dar algumas dicas e advertências, segundo como forma de agradecer aos demais mochileiros pelos conteúdos que tenho visto aqui e os utilizado no planejamento das viagens, e terceiro, para que fique registrado e eu possa curtir no futuro ao relembrar o que foi essa viagem! Como dessa vez meu irmão não teria disponibilidade para ir junto, tal como no primeiro mochilão, acabei por ir sozinho. Seria para mim a minha festa de formatura, a qual não participei em detrimento de preferir viajar do que passar uma noite enchendo a barriga e dançando. Roteiro Apesar de ter visitado três países, foi apenas uma cidade em Honduras e outra em El Salvador, sendo a Guatemala meu foco principal da viagem. Na verdade eu tinha intenção de conhecer a Península de Yucatán e descer até a Guatemala, mas surgiu uma promoção da Avianca em abril que a passagem Rio de Janeiro-Cidade da Guatemala-Rio de Janeiro saía a R$1500,00 para pagar em cinco suaves prestações. E como não sou muito fã de pegar ônibus por 10 horas ou mais, reduzi meu roteiro para locais menos longe entre si, por isso fui a Copan Ruínas em Honduras e não a Tikal, apesar de ter aquela pontinha de arrependimento. Agora posso dizer que fui ao Peru e não fui a Machu Picchu e fui à Guatemala e não conheci Tikal. Assim meu roteiro ficou o seguinte: Cidade da Guatemala Coban Semuc Champey Río Dulce Copán Ruínas, Honduras Santa Ana, El Salvador Antígua Lago Atitlan Comprei a ida para o dia 04/08/2016 e a volta em 24/08/2016, ou seja, teria 21 dias para cumprir o roteiro, que, após planejado em forma corrida, considerando que não há transporte à noite na Guatemala (até há, mas apenas entre Antigua e Flores), eu gastaria cerca de 15 dias até chegar ao Lago Atitlan e aí ficaria relaxando até a volta. Além de, assim, poder ficar mais tempo onde mais gostasse ou até mesmo por qualquer imprevisto. Ledo engano! Para cada cidade que eu passaria, inclusive as que não estavam programadas dormir nelas, pesquisei duas ou três opções de hospedagem. Fiz a reserva apenas pra primeira noite no Hostel Theatre International, na Cidade da Guatemala. Durante a viagem fiz apenas mais uma reserva, na véspera, visto a imprevisibilidade de qual dia passaria em qual lugar. Gastos: Fiz uma base meio por cima que precisaria de U$50 por dia mas deixaria algum no banco para sacar em caso de emergência ou gastos acima do previsto. Levei U$1000 em espécie todo na moneybelt. Acabei comprando quando a moeda tava R$3,60, um baita prejuízo frente ao que custa hoje. Dica: Compre os dólares aos poucos. Se aumentar você não terá tanto prejuízo porque já comprou uma parte, se baixar aproveite e compre o resto. Como não bebo, salvo raras exceções, e nem frequentei festas, o dinheiro foi suficiente. Ainda gastei mais de U$100 só em presentes e sobraram alguns dólares. Em alguns lugares você pode pagar em dólar, em outros é mais vantajoso pagar na moeda local, e em El Salvador o próprio dólar é a moeda local. Ou seja: Passagens: R$1500,00 (RJ-Guatemala-RJ, Avianca) Gastos na viagem: R$3600,00 (U$1000,00 comprados a R$3,60) Ah, mas ali no meu profile diz que eu moro em Crato e a saída é do RJ. Vi com minha mãe a possibilidade de ela usar umas milhas do cartão e deu certo. Dia 02/08 partir pro Rio de Janeiro, e no dia seguinte ainda fui ao Engenhão ver o primeiro evento das Olimpíadas: Futebol Feminino, Suécia vs África do Sul e Brasil vs China. Chegou o dia 04/08 e agora é só preparar pra responder pros gringos o que diabos eu estaria fazendo na Guatemala ao invés de estar nos Jogos Olímpicos! Guatemaltecos são muito loucos por Olimpíadas, imagino o dia em que eles ganharem a segunda medalha da história a festa que farão! Dia 1 - Quinta-feira, 04/08/2016 Madruguei na casa de um tio e ele foi me deixar no Aeroporto. O voo sairia as 8:00, e haviam recomendações de chegar 3 horas antes devido operação padrão da Polícia Federal. Cheguei as 5:20 e peguei uma fila de pouco mais de 1 hora só para despachar a mochila. O voo só partiu as 9:20 e isso modificou toda minha programação! A escala em Bogotá seria de apenas 1:07, ou seja, foi meu voo chegando e o voo para Guatemala decolando, sem mim e sem minha mochila. Me realocaram num voo que sairia dali a pouco para San José, na Costa Rica, e de lá num outro para Cidade da Guatemala. Chegando em San José chovia muito, o avião arremeteu e ficou por uma hora sobrevoando a cidade antes de pousar sob aplausos faltando apenas 20 minutos para o voo seguinte partir. Mas o voo seguinte atrasou e deu tudo certo, enfim, Guatemala! Com o perdão do trocadilho a Guatemala fez jus ao apelido de "Guate", pois a "mala" não chegou, no caso minha mochila. Muito triste ver aquela esteira passando e sobrar só você e nada mais. Fiz a notificação com a companhia aérea e fiquei na expectativa da chegada da mochila para o dia seguinte. Dica: Sei que já é batida, mas leve consigo na bagagem de mão roupas para, no mínimo, os próximos dois dias. Fiz um cambio de 80 dólares com a péssima cotação de 6,23, recebendo 498 quetzales, a moeda guatemalteca que leva o nome de um pássaro endêmico de lá. Pra ter ideia, no dia seguinte fiz câmbio a 7,44 no Banrural. O desembarque é interessante no Aeroporto Internacional La Aurora, pois as pessoas que aguardam os amigos no desembarque ficam na rua, sujeitas a Sol e chuva. Tomei um taxi pro Hostel Theatre International (dormitório compartilhado por 63 quetzales ou 8 dólares), e o taxista cobra 80 quetzales ou 11 dólares. Aí você faz uma conta rápida (80/11=7,27) e vê que é mais vantajoso pagar em dólares, pois você estaria gastando, conforme o câmbio realizado, apenas 68,53 quetzales (11x6,23). Muito importante ter em mente essa observação para efetuar pagamentos na Guatemala. Aliás, por falta de troco, o taxista deixou pelos 10 dólares. No Hostel conheci um peruano, que depois descobrimos ter chegado no mesmo voo que eu, Omar, e saímos à procura do Taco Bell nas ruas sinistras da Cidade da Guatemala, nas quais as farmácias tem grades desde o balcão, os comércios tem seguranças armados com armas calibre 12 e os ônibus tem avisos advertindo ser proibido entrar armado (uma boa ideia para usar nos ônibus brasileiros). Devido ao sumiço da minha bagagem adiei a ida a Cobán em um dia, já que iria no dia seguinte, mas deixei informado na Avianca que me hospedaria no Hostel Theatre International. Bora dormir que o sono chega cedo com esse fuso de 3 horas a menos que no Brasil, o frio tava pegando e o único casaco tava na mochila extraviada.
  17. Quando vai ser esse teu mochilão? Tô com passagens compradas pra 21 dias em agosto e tá muito parecido com teu roteiro, só q tô planejando a rota inversa à tua! E como dizem q o Atitlan se deve ficar o máximo de dias, tô deixando por último. Basicamente minha sequência ficou: Rio-Bogotá-Guatemala Semuc Champey Tikal Río Dulce Copan Ruinas Santa Ana Guatemala Antigua Lago Atitlan, com bate-volta em Chichi Guatemala-Bogotá-Rio
  18. Incluí na minha viagem pra Guatemala em agosto! Vlw pelas dicas!
  19. Parece que todo mundo que começa a falar de viagens que terminam no Equador são abduzidas antes de chegar lá!
  20. Muito motivador! Já tinha curtido o Mochilão Sulamericano, mas esse tá demais!
  21. Excelente relato! Despertou a vontade de conhecer esses locais tb! Tem noção dos gastos em dólar durante a viagem?
  22. O passeio sai de Uyuni e no terceiro dia (fiz o passeio de três dias) faz uma parada na Imigração Boliviana. Quem for seguir pra SPA aguarda as vans e quem não for retorna pra Uyuni. Ou seja, quem não vai a SPA não chegar sequer a entrar no Chile. Não sei responder a pergunta específica de vcs, mas creio que deva ser possível negociar em alguma agência essa ida na van que vai buscar na fronteira e seguir nas camionetes direto pra Uyuni. Seria a única possibilidade que não a de pagar o passeio novamente.
  23. Enfim, alguém sabe me dizer se tem ônibus direto mesmo? E se de fato eu ganho tempo indo dessa forma? Ou, ainda, tem algum outro trajeto direto entre essas cidades? Já vi relatos de quem foi direto, mas dizem ser mais caro. Acho q vc não ganhará tempo, e se ganhar será insignificante. Com certeza tem muito mais horários de ônibus a partir de Tacna do que de Arica (se realmente tiver). Melhor ir de taxi para Tacna, pois enquanto de ônibus vc tem aguardar os outros 45 passageiros passarem pela fronteira, de taxi vc só aguarda os outros 4 passageiros (sim, os taxis levam cinco). De Tacna para Arequipa fui de avião (fim de viagem, fui luxar um pouco). Comprei a passagem pela manhã na própria Peruvian Airlines (fica no Centro de Tacna e não no aeroporto) e embarquei à tarde. Trinta minutos e 50 dólares depois eu estava em Arequipa. Compra a passagem e aproveita o tempo pra dar uma visitada na praça centra e igreja de Tacna. Tem tb alguns museus sobre a Guerra entre Chile-Peru-Bolívia, bem interessantes e gratuitos.
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