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Tiagobri

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Sobre Tiagobri

  • Data de Nascimento 03-04-1984

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    http://www.mochileiros.com/vietnam-camboja-e-tailandia-29-dias-virada-2013-14-com-fotos-t102126.html
    http://www.mochileiros.com/relato-africa-do-sul-namibia-tanzania-zanzibar-zambia-e-botswana-em-24-dias-com-fotos-t135214.html
    http://www.mochileiros.com/relato-japao-em-13-dias-na-virada-de-ano-2016-17-com-fotos-t143908.html

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  1. @sadguru , Que bom que gostou do relato!! A AirChina não é uma baita companhia. Mas eu não deixaria de viajar com ela por causa disso. Não é muito diferente das companhias q temos no Brasil. Vai em frente!! Sobre os vistos, pro Japão precisa ter passagem e tem q pedir com 3 meses ou menos de antecedência da viagem. Ou seja, logo antes de viajar. Bom se programar. Para a China, é possível tirar um visto de trânsito direto lá na China mesmo. Ou seja, não precisa se preocupar. a menos que queira passar uns dias por lá, então precisa tirar daqui. Espero ter ajudado. Abraço
  2. @Cássio Augusto Guilherme , blz? Faça essa trip sim pois vale muito a pena! Eu comprei a passagem de ida e volta para o Panamá e depois que eu decidir ir para os outros lugares. Comprei separadamente a ida pra Cuba e dps para Guatelama, tudo pelo site da Copa. As ruínas Maias de Tikal são super famosas, existem dezenas de mini agências que reservam o passeio na cidade de Flores (base para a visita). Para você ter uma ideia, eu reservei a minha ida na noite anterior perto das 21h da noite... Esperto ter ajudado. Boa viagem Tiago
  3. @Claudia G C Melo , Eu fui à Tanzânia e realmente recomendo. Apesar de não ter conhecido, acredito que o Quênia é muito bom, parecido com a Tanzânia que para muitos é o melhor lugar para safari. E ouvi das pessoas que foram para a Namíbia um relato bem legal também, e lá você poderia acrescentar no seu roteiro de 12 dias o deserto de Sossusvlei. Botswana eu fiquei pouco tempo, e gostei do que vi!! o Rio no Parque Chobe cria uma beleza muito impressionante além dos animais. Em resumo, acredito que em qualquer desses lugares você terá uma experiência mais autêntica que no Kruger. Porém tenha em mente que você já fez um safari antes, e, portanto, muita coisa não será surpresa (a emoção de ver um leão, um rinoceronte ou um elefante pertinho pela primeira vez é inexplicável). E quanto ao orçamento, você poderá sim fazer uma boa viagem, com mais conforto que a minha. Para isso é preciso pesquisar bastante e encaixar o padrão ao seu orçamento. Espero ter ajudado
  4. @Sarah Sasahara, na minha opinião compensa e muito. Principalmente se você quiser ir para múltiplos destinos. O JR é realmente caro como tudo no Japão, mas no meu caso sem ele eu gastaria no mínimo o triplo... Fui com o JR para Nikko, Kyoto, Osaka, Hiroshima, Nara... isso sem contar alguns metros dentro das cidades, como é o caso de Osaka. Foi citada a opção de ônibus, que eu não vi e por isso não posso falar. Mas se eu fosse novamente não pensaria 2x em pegar o JR novamente, transporte para todo o lado super fácil e principalmente rápido (a velocidade de alguns trens ultrapassa os 500 km/h). Espero ter ajudado.
  5. Olá @Priscilla Sampaio, locamos lá sim, sem problema nenhum. Tinham vários locais q alugavam. Mas não sei te informar do horário. Tenho a impressão q por ser um aeroporto enorme, isso não será problema. Espero ter ajudado
  6. Te mandei uim email. Em resumo: serenguetti é uma experiência única. Imersão total na savana. Vale pesquisar onde estão os animais e migração, pois eles se alternam entre Quênia e Tanzânia ao longo do ano. Zanzibar eu realmente não conheci o q gostaria. Por isso não posso falar muito pois posso ter perdido coisas importantes. Mas a impressão é que temos coisas melhores pelas Américas. Destaque de lá fica mesmo na cultura.
  7. Blz meu caro. Será um prazer te ajudar. Te mandei um email Abraço
  8. Que bom q gostou do relato. Fico contente. Maio é mês de chuvas por lá. A menos q seja um ano muito atípico, provavelmente a devil pool estará fechada, infelizmente...
  9. Ficou faltando a planilha de gastos, segue aí GASTOS - AMERICA CENTRAL.xlsx
  10. Um mochilão pela América Central sempre esteve no topo da minha lista de desejos. Talvez tão desejado quanto a África e o Sudeste Asiático, ambos sonhos já realizados (leiam os relatos na assinatura ). Tinha prometido pra Gabi, minha namorada, que iria fazer um mochilão com ela, e América Central tinha um problema, sempre achei que seria uma viagem um pouco perigosa... Aí, como sempre, surgiu aquelas malditas promoções para o Panamá exatamente na data que nós estávamos procurando viajar, emendando as férias e carnaval! Aí pensamos: tá, nem deve ser tão perigoso assim. E depois de uma pesquisada em alguns relatos, compramos a passagem!!!! Bora pro Caribe!! Bora pra América Central!! Mas a passagem era ida e volta para o Panamá. Logo veio a questão: O que fazer a partir dali?? Eu só tinha basicamente 2 lugares que realmente fazia questão: San Blas (Panamá) e um mergulho em Belize. Mas precisamos de pouca leitura para ver que Guatemala estaria definitivamente no nosso roteiro. Por uma questão de preço de passagens e oportunidade resolvemos ir também para Cuba! Clima: Ali faz sempre calor!! Uma grande vantagem na hora de preparar o mochilão leve. Chinelos, regatas e bermudas são muito bem-vindos. Dinheiro: Eu levei dólar e euro. O euro nós utilizamos em Cuba para converter para a moeda local dos gringos (o CUC), pois o dólar é sobretaxado em 10%. No Panamá o próprio dólar é a moeda oficial, assim como em Belize, que apesar de ter uma moeda própria o dólar é aceito em qualquer lugar com conversão fixa. Guatemala é preciso trocar dinheiro. Leve dinheiro vivo, pois nem sempre você achará caixa eletrônico ou máquinas para cartão (especialmente em Cuba). Idioma: Com exceção de Belize, onde a língua local é o inglês (apesar de muita gente falar espanhol), o idioma dos demais países é o espanhol. É possível se virar tranquilamente no portunhol! Infraestrutura: Em geral a infraestrutura é um pouco precária, especialmente na Guatemala e Belize. Mas nada que assuste muito um brasileiro, já acostumado com uma péssima infra mesmo quando comparado com países bem mais pobres. Alimentação: Não tivemos problemas, apesar de muitos lugares a comida ser bastante simples. Mas não esqueça de levar aquele remedinho para piriri... Vai que... Em resumo nossos gastos totais foram, por pessoa: Florianópolis - Cidade do Panamá (ida e volta) = R$ 1.636,50 Cidade do Panamá -> Havana -> Cidade da Guatemala + Belize City -> Cidade do Panamá = R$ 2.137,08 Todos os demais gastos: Alimentação, Hospedagem, Transporte terrestre e Passeios estão na planilha em anexo. Dia 1 - 24/fev/2017 - sexta-feira - Ida à Cuba Fomos pela companhia Copa Airlines, companhia nada de especial. Fiquei com bronca com eles principalmente porque eles não confirmaram o vôo que eu comprei mas descontaram o valor no meu cartão . Depois de muito briga tive que remarcar minha ida para um dia antes e a volta para um dia depois, e com isso tive que negociar um dia no trabalho além das férias . Nosso primeiro destino seria Cuba. Faríamos uma conexão no Panamá mas com um pequeno detalhe: Por termos comprados bilhetes distintos (compramos somente ida e volta para o Panamá e dps os trechos internos separadamente), teríamos que sair da área de embarque na Cidade do Panamá e fazer o check-in novamente. Como era sexta de carnaval, essa brincadeira nos tomou 1h30 para sair e 1h para retornar para a área de embarque. Dica: Não esqueça do comprovante internacional de vacina de febre amarela, ela é exigida. A folga que tínhamos para o vôo para Havana logo virou aperto, e ainda tivemos que obter (ou melhor, comprar) o visto para Cuba, que não tinha para vender em Guarulhos, mas tem um guichê da Copa na área de embarque onde vc pode comprar o visto, tudo ok! :'>:'> Chegamos cerca das 23h em Havana, bem tranquila a passagem pelo raio x. Alguns médicos trajados como tal nos cobraram a vacina da febre amarela e de maneira muito cordial puxaram conversa falando que já ouviram falar de Florianópolis. Ninguém nos solicitou reserva em hotel ou seguro de saúde, mas eu estava preparado pois tinha lido que cobram isto de alguns visitantes. Já na esteira para esperar a bagagem era possível notar como os cubanos não economizavam nos sorrisos, o que logo me fez pensar que realmente há alguma coisa diferente nesse país. Um segurança, que mais parecia um meninão passeando, andava com um cachorro farejador. O cachorro, por sua vez, estava mais preocupado em divertir os turistas do que encontrar algo suspeito nas malas. Um japonês que foi brincar com o cachorro foi surpreendido com a irreverência do bichano, que não pensou duas vezes e grudou na perna do japonês num movimento reprodutivo de vai-e-vem ensinando ao japonês um pouco da cultura caribenha!! Em Cuba é comum se hospedar na própria casa dos cubanos, pois os hotéis além de caros não costumam ter boa qualidade. Nós buscamos na internet e escolhemos ficar na casa de Roly (http://www.casairmaroly.com/). Roly é um senhor extremamente simpático que foi nos buscar no aeroporto com um daqueles carros lindos, ano 58, e aproveitou o caminho de volta para passar pela parte turística e nos apresentar um pouco da cidade enquanto contava como era a vida em Cuba. Dica: No aeroporto vc consegue trocar dinheiro por uma taxa melhor. Eu não o fiz pois Roly falou que seria melhor fazer isso no centro. Que nada!! Me ferrei!! Acabei trocando no centro por uma taxa pior e fiquei horas na fila do banco. E o pior, praticamente não aceitam cartão por lá, e se aceitarem, vc pagará muito por isso. Chegamos mortos de cansados, e para nossa surpresa, Roly nos falou que não tinha lugar na casa dele esta noite, mas ele já tinha esquematizado um lugar ao lado para nós. . Você deve estar se questionando: Este Roly é simpático mesmo, porque até agora só deu bola fora e mesmo assim esse cara gostou dele... Mas o quarto que ele nos arrumou era enorme e ficava numa casa vizinha. Na manhã seguinte já fomos cedo levar nossas tralhas para a casa do Roly. Dia 2 - 25/fev/2017 - sábado - Havana Depois de bater um bom papo com nossos anfitriões, que por sinal tinham assunto à beça, fomos trocar dinheiro no banco. Aí os serviços do socialismo já começaram a se mostrar uma porcaria . Foram 2h na fila, com um atendimento péssimo, brigas entre atendentes e clientes e muita paciência para conseguir trocar dinheiro numa conversão ruim. E o pior, antes de conseguir trocar dinheiro não conseguimos nem comer nada, pois não aceitam euros (muito menso dólares) em nenhuma parte. Passado o stress, fomos resolver outra coisa que os excelentes serviços de Cuba não nos permitiu fazer do Brasil, a reserva para Cayo Largo. Ainda no Brasil, foram inúteis tentativas de cotar os valores e obter mais informações através do email. A saída foi ter plano A (Cayo Largo), B (Varadero) e C (Cayo Guillermo) para checar os preços e disponibilidades pessoalmente nas agências de turismo estatais que se encontram no saguão dos principais hotéis de Cuba. Conversamos com Sahily no Hotel Telegrafo (indicação de Roly) e conseguimos fechar um pacote para Cayo Largo (4 dias e 3 noites all inclusive + avião de ida e volta) por 463 CUC por pessoa. Valor bem caro e sem desconto, aparentemente é o valor tabelado. Saímos dali e compramos um sanduíche com cervejas em um lugar bem simples frequentado por locais e caminhamos sem rumo pela região até desembocar na avenida Malecon. Sentamos no muro à beira-mar enquanto tomávamos uma boa cerveja gelada sob o sol quente do Caribe e relaxamos por completo curtindo a deliciosa sensação de que as férias enfim começaram!! Voltamos próximo ao Capitólio e resolvemos dar o famoso passeio com um dos belos carros conversíveis que ficam ali expostos para atrair turistas. Uma breve negociação e fechamos por 30 CUC para os 2 por uma hora. O passeio vale a pena, apesar do preço. Passamos por Havana Centro, pela Plaza de la Revolución (onde tem aquela famosa imagem do Che num prédio público), pelo Malecon e outras partes tradicionais de Cuba, inclusive o simpático motorista nos levou para conhecer a universidade à meu pedido. Na volta pedimos para ele nos deixar em algum lugar para comprarmos o cartão de internet. Em Cuba é difícil ter acesso à internet, é necessário comprar uns cartões pré-pagos em agências do governo e se deslocar até alguns pontos específicos da cidade onde possuem sinal de wifii (basicamente hotéis e algumas praças públicas). Nem é preciso dizer que é caro e velocidade sofrível, certo? Vou lhes contar uma curiosidade sobre como esse povo "de boa" se organiza para fazer uma fila. Cheguei no local para comprar o cartão da internet e ao invés de uma fila encontrei um amontoado de gente espalhado por uma sala esperando, procurei por uma senha.... e nada... até que chega um outro cubano e pergunta em voz alta quem era o último da fila. O último se identifica e o cubano que perguntou acha um canto para esperar... hummmm, interessante, não? Nisso chegou outro cubano perguntando quem era o último, eu rapidamente disse que era eu! Fui para o meu canto seguro que agora estava fazendo parte daquela fila. . mais 40 minutos e saí com 3 horas de internet por 4,5 CUC. Perdi 1h dessa internet em 15 minutos. Pois sentei no chão, ao lado de um grande hotel e dps de muito sofrimento para conseguir avisar a família q eu estava vivo, resolvi desistir da internet que falhava muito e não consegui banda para deslogar. Logo o tempo do meu cartão continuou correndo e perdi essa 1h sem eu usar!!! Maldito socialismo De noite caminhamos por Havana Vieja que fica linda de noite!!! Você se sente no século passado caminhando pelas charmosas construções coloniais restauradas e iluminadas em meio a dezenas de turistas que caminham tranquilamente pelas ruelas de Havana Vieja. Tomamos um caro mojito na Bodeguita, tradicional bar de Havana e sentamos num bar chamado café Paris para ouvir uma animada salsa ao vivo. Foram 4 mojitos, 2 cervejas e uma pizza de lagosta por 26 CUC. Dia 3 - 26/fev/2017 - domingo - Havana Para evitar muita fila, fomos direto ao museu da revolução para pegar sua abertura às 9h30. O museu conta com muita história escrita, e, obviamente, contando apenas um lado da história. Ainda assim é bastante interessante. Ficamos mais de 2h lendo praticamente tudo! Como não tínhamos tomado café da manhã e já era tarde, optamos por comer 2 pizzas individuais por 3cuc. Essa foi das poucas opções realmente barata e gostosa que achei. Essas tendas que vendem pizza estão espalhadas pela cidade (mais baratas quanto mais longe da área turística). Dali tentamos entrar no teatro próximo ao capitólio, que é muito bonito por fora. Mas não entramos por dois motivos: achamos o preço um poucoabusivo (8 CUC/pessoa se não me engano), e o mais importante, estávamos zerados de grana!! . Não trocamos dinheiro suficiente pq não tínhamos certeza se iríamos conseguir fechar o pacote para Cayo Largo... Resultado: mais uns 50 minutos na fila pra trocar dinheiro . Nesta tarde fomos caminhando tranquilamente desfrutando Havana Vieja. Passamos pela Fortaleza castillo real (3 CUC/pessoa), não achei nada especial por dentro. Almoçamos tarde em um restaurante num local bem bacana e agradável para tomar uns mojitos e/ou umas cervejas, pena que era o típico restaurante pega turista, muito caro pela comida que oferece, fora a taxa de serviço absurdo que nos fizeram pagar . Foram 43 CUC para comer lagosta e 3 drinks. Se vc também quer ser feliz e ser enganado ao mesmo tempo, vá neste restaurante, ele chama-se el rincon de pacho que fica numa ruela sem saída na praça da catedral. Voltamos para casa descansar um pouco pq estava nos nossos planos ir para a Fábrica de Arte Cubana - FAC. Essa FAC é tipo uma baladinha misturada com um centro de arte. De noite é possível tomar vários drinks (até mais q o necessário), enquanto aprecia expressões artísticas, quadros, esculturas, teatro interativo com música, bandas bacanas, uns 4 ambientes super legais, comida e etc... enfim, é um lugar que vc DEVE ir quando for à Havana!!! Estava aberto de quinta a domingo a partir das 20h. Do capitólio um côco taxi (tipo um tuk-tuk) custava 10 cuc pra 2. O taxi sai uns 15. Eu e a Gabi ficamos encantados com o lugar. Passeando e acompanhando os artistas com fantasias muito loucas. Sempre segurando um copo de qq coisa com rum. Lá pelas tantas esse rum bateu e fizemos várias amizades de 15 minutos, trocando várias ideias em todas as línguas que fossem necessárias (muitas vezes só fingindo que nos comunicávamos). Nesta noite me reforçou o pensamento de que a Gabi é para casar!!! Pois só alguém muito especial para aturar a seguinte situação que passou com a gente. Lá pelas tantas na FAC aquele maldito rum afetou minha cabeça, insluvise minha capacidade de falar algo compreensível. ãã2::'>ãã2::'> . Assim a Gabi teve que usar do seu melhor espanhol (que não é lá tudo isso) para chamar um taxi e nos guiar até em casa. Lá fomos nós pelo Malecon, num daqueles carros antigos e super bem cuidados, até que eu numa resposta natural ao ritimado balanço do carro, dei aquela gorfada pela janela!!!! . Fiz uma bela pintura na lateral do carro do cubano, e não tive sequer a decência de avisá-lo, deixando uma bela surpresa para ele no dia seguinte. Chegamos em casa e dormimos... Para mim a história acabou por aqui... Mas já para a Gabi... No dia seguinte acordei e vi que a Gabi estava dormindo num cantinho da cama, quase caindo do colchão. E mais, ela estava com outra roupa e o pijama dela estava molhado estendido no quarto. O que será que tinha acontecido? Me parecia ter sido uma noite tão tranquila... de um sono tão profundo... Eis que ela acorda e olha pra mim, com um olhar que misturava preocupação com uma ponta de indignação. Perguntei o que tinha acontecido, ela pausadamente me explica que eu acordei no meio da noite, sentei na cama, e com um olhar distantante simplesmente vomitei na barriga dela e morri!! . Embora eu merecesse, não sofri retaliações, o que me mostrou duas coisas: como a Gabi é uma pessoa especial por me aguentar e que o lado certo de vomitar é para fora da cama, onde um balde seco estava me esperando a noite inteira. Dia 4 - 27/fev/2017 - segunda-feira - Havana Obviamente acordei numa ressaca violenta, mas ainda assim mantivemos os planos de alugar uma bike e dar uma volta aos bairros mais distante. Por 15 CUC cada alugamos duas bikes por 24h, a loja ficava do lado de onde estávamos, na Calle Compostela #255. Por 25 CUC vc poderia fazer um tour guiado ou também poderia alugar a bike por 4 CUC a hora. Resolvemos ir em direção à bela avenida beira-mar Malecon, passando por algumas praças e pelo belo Hotel Nacional. Entramos na avenida 23, passeando vagarosamente por dentro do bonito e famoso bairro Vedado. Ali foi possível observar a vida cubana, ou pelo menos a da população de melhor condição financeira, pois trata-se de um bom bairro. O dia estava quente e por isso paramos para tomar um sorvete numa sorveteria famosa: Heladeria Coppelia. Padrão de serviço cubano, existe um quiosque para os locais que estava lotado, com fila debaixo de sol e certamente muito mais barata, e outro quiosque para os turistas, vazia e cara!!! Apesar de famoso, sorvete nada além do normal. Seguimos pedalando até o cemitério da cidade, e viramos para ir em direção à praça da revolução, onde deitamos debaixo de uma sombra e ficamos curtindo e refletindo sobre tudo o que isso ali representa. No caminho de volta passamos também pela universidade. Além disso, no caminho, um interessante outdoor escrito: "bloqueio econômico, o grande genocídio da história". Senhores(as), apesar da minha vontade de abrir uma reflexão sobre as origens da pobreza de Cuba, até onde ela está relacionada ao bloqueio econômico ou numa organização econômica, vou me conter, pois aqui é só um relato de viagem Voltando pela Calle Simon Bolívar, por dentro do bairro Habana Centro, paramos num shopping para comer e conhecer. É curioso como as lojas do tipo mercado são desabastecidas. Por outro lado comemos um hamburguer muito bom e barato!!! Chegamos final do dia no para devolver a bike (poderíamos ficar até o outro dia de manhã, mas como não tínhamos onde guardar acabamos devolvendo). E fomos tomar um bom banho e dormir um pouco. Descobrimos que atualmente o governo está permitindo que algumas pessoas tenham um restaurante particular, e que esses eram muito melhores do que os do governo pelo mesmo preço. Então fizemos uma reserva no conceituado Habana61. Não nos arrependemos!! comida realmente maravilhosa e atendimento impecável. Vale muito a pena conhecer, especialmente pq nos custou mais barato que aquele do dia anterior que relatei. Por 39 CUC comemos entradas com ceviche de polvo, e prato principal com camarão e lagostas. Dia 5 - 28/fev/2017 - terça-feira - Cayo Largo Era dia de se despedir de Havana, acordamos cedo, fizemos as mochilas e fomos ao hotel Telegrafo às 9h para esperar o bus que nos levaria ao aeroporto para embarcarmos para Cayo Largo. Bus que chegou apenas às 11h da manhã, o que nos deixou revoltados, pq o combinado quando compramos era que sairia às 5h da manhã para aproveitarmos o dia todo na praia, o que foi mudado de última hora. E o pior, mesmo após as 2h de atraso o ônibus estava vazio, ou seja, ainda iria passar em 300 hotéis antes de ir para o aeroporto. Chegamos num aeroporto minúsculo, menor q muita rodoviária de cidade pequena, e após um procedimento de check-in também típico de rodoviária de cidade pequena entramos no avião e às 15h estávamos pousando em Cayo Largo. Pela janela do pequeno, mas bom avião, foi possível ver as lindas tonalidades de azul daquele mar caribenho!! A revolta logo diminuiu, pois sabíamos que estaríamos num paraíso. muito em breve. Lá um ônibus nos esperava para nos levar ao resort all inclusive Sol Cayo Largo. Um belo resort, com um quarto magnífico a 50m da praia (mas com uma maldita duna que tira a vista do mar).. . Caminhamos até a praia e uma pequena decepção, não era tudo o que esperávamos . A praia ali tem muitas ondas, portanto não passou aquela impressão de ser tão transparente. Hoje, parando para pensar, a praia é linda, foi só um problema meu de estar com a expectativa muito elevada. E de qq forma, a ilha ainda nos mostraria outra praia maravilhosa. Um fato curioso, neste dia, enquanto caminhávamos tranquilos pela praia, curtindo um belo pôr do sol, nos demos conta de um detalhe. Aliás, da ausência de um detalhe, estava todo mundo pelado!!!!! Aquela área era para nudistas!!! Nem tínhamos nos tocado... Percebi a Gabi um pouco chocada, tentei explicar que era um estilo de vida, normal. Aliás, porque não ficar peladão tb... Ela só respondeu: nem a pau. E continuamos caminhando de volta tranquilamente. Dia 6 - 01/mar/2017 - quarta-feira - Cayo Largo Após uma noite muito bem dormida, tomamos um belo café da manhã no hotel e pegamos um táxi (2CUC por pessoa) para a famosa praia Paraíso. Esse nome não é à toa, ela realmente é o espetáculo que eu estava esperando de Cayo Largo. Areia branquinha e um enorme mar que mais parecia uma piscina infinita azul que no horizonte se confudia com o azul do céu. A praia tem pouca estrutura (o que é ótimo para mim), apenas um pequeno quiosque um pouco afastado. Pouca gente estava por lá, o que nos deixou muito relaxados no Paraíso. Dali também é possível caminhar até a praia ao lado, chamda Sirena. A praia Sirena é um parecida com a Paraíso, porém com mais estrutura de bares, guarda-sóis, quadra de volei de praia e etc. Por isso estava bem mais cheio. Para mim, portanto, sem dúvidas de ficar na Paraíso, com uma garrafa da água, um óculos escuro, um livro e muito protetor solar. Espetáculo!!! Voltamos para o hotel só quando apertou a fome. E dalhe all inclusive . Cerveja e batata frita na beira da piscina!! um sanduíche, um mojito, uma mini pizza, 2 pina colada, 5 cervejas... Só parei na hora que o próximo drink para provar era a cuba libre, pois me lembrei do dia na Fábrica de Arte Cubana e me deu um embrulho no estômago. Como deve ser em todos all-inclusive, de noite rola uma janta e sempre tem uma atração do hotel com uns animadores que conseguiam dar uma agitada nos gringos. Dia 7 - 02/mar/2017 - quinta-feira - Cayo Largo Voltamos à praia paraíso. O vento que tinha no primeiro dia não se observava mais. A cor do mar ficou ainda mais azul e hipinotizante. Conversamos com uns mergulhadores que nos disseram que as condições do mar realmente não estavam as ideais no dia anterior. Mas hoje estava excelente. Ficamos ali vidrados olhando o mar, e preocupados apenas em coordenar um constante revezamento de sol, banho de mar e protetor! A cada banho de mar se podía ver os peixinhos nadando tranquilamente naquele azul quase transparente. Voltamos umas 14h30 para almoçar, e resolvemos curtir o resto da tarde na praia ali da frente do hotel, sem muita expectativa. Mas nos deparamos com outra praia!! Estava com bem menos onda e um azul límpido de encher os olhos. Aí foi só curtir tomando uma cerveja no bar da praia. Fim de tarde ficamos na sacada do nosso bangalo para ver o pôr do sol. Além do pôr do sol vimos um casal de peladão entrando pelo hotel sem roupa... Até aí tudo bem, o mais esquisito foi ver q eles eram nossos vizinhos. E que foram pra sacada ver o pôr do sol também. Pelados. E o romantismo do pôr do sol sensibilizou eles. E eles começaram a se beijar. E beijar. E os beijos já não eram apenas na boca... Aí acho que bateu uma brisa gelada, e eles resolveram entrar... Só love em Cuba Dia 8 - 03/mar/2017 - sexta-feira - Cayo Largo Descobrimos que nossa volta seria apenas às 18h45 (no dia que fechamos o pacote, o horário de volta seria 9h da manhã). Sim, descobrimos só no dia que horas iríamos embora. Já tínhamos lido para não marcar vôo internacional no mesmo dia que um vôo doméstico, aí entendemos o porquê. Mas ótimo então. Ganhamos o dia que tínhamos perdido na chegada!! Aproveitamos para curtir a praia pela manhã. Livro, piscina, jacuzzi, bar e, pela primeira vez, internet (paga e lenda, óbvio) pela tarde. Depois de uma demorada volta (ficamos meia hora no avião esperando a escada chegar para podermos desembarcar ) fomos chegar no hostel que pegamos em Vedado apenas às 23h. Como achávamos que iríamos conseguir aproveitar o fim de tarde e a noite em Vedado, pegamos uma casa bem localizada. Mas no fim ficamos na sacada batendo um papo com uns brasileiros que coincidente estavam hospedados ali e com o dono da casa. Dia 9 - 04/mar/2017 - sábado - Antígua Às 5h da manhã pegamos um táxi que o dono da casa que estávamos reservou por 25 CUC. O cara era um engenheiro que largou a profissão para ser taxista, pois ganhava mais. Fomos batendo um papo tão cabeça que ele furou um sinal vermelho e quase nos matou. ::lol4:: O checkin demorou mais de 1h de fila, portanto, chegue cedo. Nosso destino era Guatemala City (com escala em Panamá City), e de lá pegaríamos um transfer até Antígua. Chegando lá troquei dinheiro no aeroporto, e depois fui descobrir que a conversão que eu peguei era péssima. Porém em Antígua também não tinha taxa de conversão muito melhor. Depois me falaram que devido à lavagem de dinheiro em decorrência do tráfico de drogas na Guatemala, a conversão é muito desfavorável e às vezes até difícil de trocar :o:o . Não sei se é assim em todo lugar da Guatemala, mas em Antígua de fato foi. Ainda na saída do aeroporto negociamos um táxi para Antígua por 25 dólares (preço inicial era 35 e na internet tinha lido que o pessoal pagava 30). O trânsito na Cidade de Guatemala é Bizarro, era sábado e estava tudo parado!! Foram 1h40 para chegar em Antígua. Antígua é uma cidade muito bacana, bem colonial, com várias casinhas uma colada à outra com alguns vulcões de plano de fundo. Por isso está sempre repleta de turistas, muitos deles guatemaltecos. Tem também vários restaurantes bons, mas os preços são um pouco salgados. Fomos direto provar a comida local num lugar chamado La Fonda de la Calle Real (muito bonito mas um pouco caro) e jantamos em um que recomendamos, o Pappys BBQ. Este último além de servir carnes e hamburgueres, tinha também uma cerveja artesanal produzidas por eles que era muito boa, essa janta nos custou 230 Quetzals com alguns chopps e 2 hamburgueres. Ficamos hospedados no "A Place to Stay", um hostel bem avaliado porém um pouco afastado da cidade e cheeeeio de gatos. Portanto se alguém tem alergia, ou mania de limpeza, esse não é o melhor lugar. Para nós foi muito bom, especialmente pelo precinho camarada e os donos muito queridos :P:D.. Eles nos falaram muito sobre a cidade e nos reservaram um tour para subir o vulcão Pacaya no dia seguinte. Antígua é uma cidade de vulcões, muitos viajantes optam por subir um dos 3 vulcões ativos que rodeiam a cidade. O Pacaya, a nossa escolha, é o mais fácil e rápido. Os outros, bem mais altos, exigem que vc acampe no meio do caminho antes de atingir o topo, e como recopensa, vc pode ter a sorte de pegar o vulcão da frente em atividade e tirar belíssimas fotos de noite. Vi algumas fotos de um mexicano tinha tirado no dia anterior, e te garanto, é fantástico!!! :wink: Dia 10 - 05/mar/2017 - domingo - Antígua Tiramos a manhã para caminhar com calma pelas ruas de Antígua. Passamos por feiras de artesanato, pela catedral e diversas das ruas coloniais. Paramos para almoçar no restaurante italiano La Toscana, muito gostoso e nos custou 210 Quetzals para 2 com um vinho. :-P:-P Às 14h saímos rumo ao vulcão Pacaya (o tour tb tem opção às 8h). Por sorte pegamos uma tarde sem nenhuma nuvem, pois do contrário não seria possível avistar o vulcão. Se passou 1h30 dentro da van para chegar no pé do morro que subiríamos para ver o vulcão. Já durante a subida descobri que na verdade não escalaríamos o vulcão, e sim um morro de onde veríamos o Pacaya. Meu ânimo para subir já minguou, pois isso era bem diferente do que eu tinha visto nas fotos da internet, onde o pessoal praticamente podia tocar a lava do vulcão. Eu imaginava um tour de aventura no meio da lava, repleto de perigos a serem vencidos ::tchann::::tchann:: Uma pena que hoje em dia eles se preocupem tanto com a segurança dos turistas, parece que essa aventura ficou no passado. ::lol4::::lol4::::lol4:: . Achei a subida tranquila, mas de qq forma, para os mais sedentários, há a opção de pagar às crianças montadas em seus cavalos para tomar o lugar delas na cela dos equinos. Finalmente no fim da trilha. Lá de cima podíamos ver o vulcão, imponente, mas nada de tão especial para quem já tinha viu algum vulcão na vida. E eu já tinha visto vários! :-|:-| Estava a ponto de ficar desapontado quando um estouro ocorreu ao mesmo tempo que várias pessoas soltaram em uníssono um "óóóóóóóóóó". Olhei para o vulcão e um respeitável jato vermelho de lava saía de sua abertura. :-o:-o:-o O vulcão estava em atividade!!!! Foi incrível ver aquela lava vermelha explodindo de um vulcão negro, em um dia com um céu tão azul!! E assim o cenário nos brindou durante o restante do nosso passeio. Foi surpreendente, não esperávamos ver um vulcão em atividade. Num instante o passeio que estava um pouco chato valeu muuuito a pena! ::cool:::'>::cool:::'>::cool:::'>::cool:::'> Não reduziu minha exitação saber que o vulcão estava em atividade havia alguns dias. E mais, é realmente comum ver essa explosão de lavas por ali. Inclusive alguns turistas melhores informados que nós estavam em Antígua exatamente por isso, admirar a atividade dos belos vulcões da região. Com essa animação, a descida foi bem mais prazerosa. Descemos por um outro caminho com um visual bem mais bonito, e ainda paramos para tirar proveito do calor das pedras vulcânicas do pé do Pacaya para esquentar uns marshmallows . Às 20h15 estávamos de volta em Antígua. A pedida da noite foi uma comida mexicana (que é ótima e barata por lá, nos custou 110 Quetzals com cervejas) e dormir para enfrentar um longo dia de translado no dia seguinte rumo à Lanquin. Dia 11 - 06/mar/2017 - segunda-feira - Trajeto para Lanquin Às 9h da manhã o ônibus escolar dos Simpsons passou para nos buscar no hostel. Foram 150 Quetzals reservado no próprio hostel. É bacana que é possível conseguir essas vans para diversos horários, tudo apenas com um dia de antecedência. Nem se esquente em reservar. A estrada até Lanquin era 95% pavimentada, mas em condições um pouco ruim na maioria do trecho, com muitas curvas e buracos. E o que combina com curvas e buracos? Motoristas malucos, claro!! ::lol4::::lol4::::lol4:: Após 6 horas de viagem, vizualizar um acidente de moto com um motoqueiro voando longe, quase atropelar 2 cachorros, realizar ultrapassagem forçada jogando um carro próximo a um desfiladeiro (umas 2x) e algumas cantadas de pneu, chegamos para almoçar em uma cidade chamada Cobun. Almoço feito e foram mais umas 3h até nosso hostel em Lanquin. Chegada às 17h, aí foi fechar o passeio para Semuc Champey para o dia seguinte e relaxar. Aliás, relaxar era a única opção, pois na cidade não tem nada pra fazer, nem compensava sair do hostel. Por sorte o hostel era muito bacana, ficava no meio da floresta às margens de um rio que a galera usava pra se divertir. De noite era agitadinho, com uma janta maravilhosa por 50 Quetzals e música ao vivo. Uns drinks baratos e uma mesa de sinuca completavam o cenário. A única reclamação foi a presença de umas aranhas no quarto. Mas tudo bem, não vim pra Lanquin ver cimento. Dia 12 - 07/mar/2017 - terça-feira - Lanquin Às 9h da manhã estávamos partindo para a atração mais esperada por mim na Guatemala, e quem sabe da viagem: Semuc Champey. Tínhamos reservado o passeio no hostel mesmo por 185 Quetzels, e foi ali no hostel que passou um pau-de-arara para nos levar no máximo conforto quanto possível para um trajeto de 30 minutos de estrada de chão em pé na carroceria. ::quilpish::::quilpish:: O tour padrão para Semuc era precedido por uma visita a uma caverna e algumas atividades no rio que fica na entrada do parque. Pensei comigo: enrolação para preencher o dia. Graaaande engano!! :o:o Primeira parada: explorar uma caverna. Instrução do guia: Ficar apenas com trajes de banho e não levar absolutamente nada para dentro da caverna. Nós fomos teimosos e levamos a gopro. E assim todos seguiram caminhando até a entrada da caverna apenas de sungas, bermudas e biquinis. Lá mais umas poucas instruções e a informação que entraríamso 500m caverna adentro, sem o mínimo contato com qualquer iluminação natural e que algumas partes precisaríamos nadar em corredores estreitos, pular por entre pedras pontiagudas e escalar paredes rochosas. Equipamento de segurança disponibilizado para a aventura: uma vela! ::ahhhh::::ahhhh:: A partir dos 30m já era impossível enxergar qq coisa que não fosse iluminada pelo pequeno raio de ação da vela em nossas mãos. Os corredores eram de fato estreitos e com paredes rochosas, muitas vezes pontudas. Em alguns pontos uma corredeira de água no nível do pescoço corria lentamente pelos apertados corredores de pedra, e o desafio era nadar sem apagar as velas. A escuridão era total e os obstáculos deixaram todos cheios de adrenalina. O negócio ali exigia superação! Era preciso enfrentar os obstáculos muitas vezes guiados pelo som e pelo instindo. Apesar dos riscos de algum acidente, a exitação estava escancarada nos largos sorrisos de todos (ou talvez da maioria). O único guia para um grupo de umas 15 pessoas olhava com atenção, apesar de agir com naturalidade à medida que alguns dos integrantes apareciam com joelhos e costas com arranhões e sangue ::sos::::sos:: . Eu tirei um filé do dedão que só foi se regenerar no Panamá. Chegamos em um ponto com uma cachoeira dentro da caverna. Mas a admiração da beleza foi sufocada pela adrenalina da experiência. Além disso não posso dizer que era uma linda cachoeira pq simplesmente não enxerguei praticamente nada... Pude sim ouvir e ver a água próxima de mim caindo. Um ponto específico foi o mais tenso. Já no regresso o guia nos levou em um local que tinha um buraco no chão, e fez com que nos apoiássemos com os braços, um a um, até que a cintura ficasse abaixo do nível do chão, e cuidadosamente (para não dar com a boca nas pedras) tínhamos que nos soltar nesse buraco negro e cair sem nos arranhar uns 2m na escuridão total que culminava num rio profundo e com uma leve correnteza. Ali a adrenalina virava apavoro. Eu fui antes e pude ver a Gabi caindo aos gritos, até sua voz ser abafada ao afundar na água. Na volta à superfície a cara de todos era de apavoro ao tentar se localizar naquela caverna escura de água gelada com sua leve correnteza. Era preciso alguns segundos para entender se era o fim da vida ou não. Não era o fim da vida, ao contrário, era se sentir vivo!!! DEMAIS!!! ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha:: Depois da aventura na caverna eu já tinha até esquecido que ainda teríamos o Semuc. Porém antes tinham as atividades no rio! Uma delas era um grande balanço que os mais corajosos podiam se jogar no rio (ou cair de cabeça na areia). No final desta caminhada chega-se a uma bela cachoeira. E como não podia ser diferente, podíamos escalar as pedras da cachoeira e nos atirar no rio a uma altura de mais de 5 ou 6m. Ainda lembro de uma espanhola que estava no grupo olhando chocada todas as atividades e falando alto para si mesma: "puta madre, todo esto es puro peligro, no es diversion!" jajajaja Passado os momentos aventura, hora de relaxar. Cada um pegou uma bóia e descemos o rio vagarosamente no ritmo da correnteza aproveitando a bela paisagem daquele lugar. Algumas crianças também de bóias vendiam cerveja, água e "chocolates" artesanais (uma massa de cacau e açucar). Fizemos o tubbing por uns 20 minutos até chegar ao local do almoço às 13h30. Era uma barraca improvisada onde uma farta comida foi cozinhada e servida ali mesmo. Eu e a Gabi tínhamos levado nosso próprio almoço e portanto não nos deliciamos com eles. Acabou o dia?? Nããão!! Finalmente tinha chego a hora de entrar no parque de Semuc Champey. Pagamos os 50Q para entrar no parque e após uma subida íngrime de 30minutos chegamos no mirante para se derreter com aquela pintura da natureza!! A vista de lá é realmente muito bonita, um belo capricho da natureza. Ficamos apreciando por um tempo e depois descemos para tomar banho e relaxar naquelas piscinas naturais que recém vimos lá de cima. Foi 1h30 ali aproveitando. Tivemos a sorte de encontrar um casal de brasileiros com 2 filhos pequenos viajando pelo mundo de carro (procurem no Facebook por "Novos Olhos"), conversamos com eles e saímos dali alimentando uma vontade de não parar de viajar. Hora de voltar. Foram mais 30 sofridos minutos em pé e apertados no pau-de-arara até chegar no hostel às 17h30. Dica: Tem um passeio em outra caverna com morcegos que sai às 17h, quem fez achou bem bacana. Nós tínhamos pensado em fazer esse também, mas além de perder a hora estávamos exaustos. Restou portanto comer a deliciosa e farta comida do hostel e dormir tranquilo ouvindo aquela chuva que começara a cair com a convicção de esse dia seria o melhor de nossa viagem. E foi!! :D:D:D Dia 13 - 08/mar/2017 - quarta-feira - Trajeto para Flores Reservamos no hostel uma van para Flores, que saiu debaixo de chuva às 8h da manhã. Aliás, que sorte tivemos, chegamos com um chuvisco e saímos com chuva, mas nosso dia em Semuc foi um belo sol! O trajeto até Flores foi no padrão Guatemala. Houve um atropelamento de um peru por nosso motorista que ficou triste e se lamentando por horas por ter provavelmente comprometido o almoço de natal de alguma família guatemalteca. Também houve um estouro do pneu do nosso micro, e após cerca de 1km de trajeto com pneu furado paramos para trocá-lo. Até aí tudo bem. Chato ficou quando o motorista percebeu que o estepe era maior que o pneu estourado. ::ahhhh::::ahhhh:: Bom, se não tem tu, vai tu mesmo.... :lol::lol::lol: Resultado da gambiarra: micro mais alto de um lado e vida que segue. Pé na estrada. Mas não sem antes ter q empurrar o micro para dar a partida no tranco. ::essa:: Após todas essas diversões no trajeto fomos chegar em Flores às 18h30, ou seja, 10h30 para percorrer os pouco menos de 300km de viagem. Com isso não conheceríamos Flores de dia, infelizmente. Fomos até a agência Maya para reservar a ida à Tikal no dia seguinte. Eram vários horários disponíveis, escolhemos sair às 8h por 150Quetzals cada (com guia). Se você quiser ir ver o sol nascer de dentro do parque se prepare para 100 Quetzals extra. Não tínhamos reserva em nenhum hostel. Procuramos por ali mesmo e pegamos um hotel bacaninha por 160Quetzals o casal (metade do valor da internet). Mas esqueci o nome ::putz::::putz:: Caminhamos um pouco pela cidade e paramos para comer a boa comida mexicana de lá com uns gringos que estavam no nosso passeio em Lanquin. Dia 14 - 09/mar/2017 - quinta-feira - Flores/San Ignácio Às 8h saímos com mochilão e tudo para Tikal. Cerca de 10h da manhã chegamos no parque. Pagamos mais 150Quetzals para entrar no parque e caminhamos por 4h ouvindo o nosso guia contando as fantásticas histórias e admirando as incríveis construções tão antigas do povo Maya. Tikal possui diversas construções Maya muito bem conservadas. O parque é enorme e incrustado na selva. Algumas construções estão bem restauradas, mas muitas ainda estão cobertas pela mata. Tikal não tem a beleza de Macchu Picchu (provavelmente pela ausência das montanhas da Amazônia peruana), mas a história e o tamanho de Tikal não deixam nem um pouco a desejar. ::cool:::'>::cool:::'>::cool:::'> Fim do passeio. Tínhamos nos informado por diversas vezes sobre a possibilidade de seguir diretamente para Belize a partir de Tikal. Descobrimos que seria possível ficar num cruzamento chamado de cruzamento Ixlu e dali pegar um transporte público até a fronteira. Foi o que fizemos! O cruzamento não tem muita coisa. Descemos ali e ficamos no meio do nada, na beira da estrada e em frente de alguns dos poucos comércios locais. Não deu tempo nem de ficar apreensivo e em 5 minutos passou uma van que iria até a fronteira. 25 Quetzals por pessoa!!!! Incrivelmente mais barato que os transportes voltados aos turistas que partem de Flores. Jogamos nossas mochilas em cima da van (sem estar amarradas) e entramos na van lotada. Eu fiquei em pé, e com o meu 1,90m fiquei todo arcado. Senti que toda a van parou de conversar para nos observar. Deviam pensar: o que esses 2 malucos vestidos engraçado estavam fazendo nesse transporte de locais?? No começo foi um pouco desconfortável ser o centro das atenções, mas no final eu já estava coordenando a abertura das portas e a entrada e saída de novos passageiros enquanto a Gabi estava ligada no retrovisor para garantir que mandaria o motorista parar no caso da nossa mochila voar da van em um dos diversos buracos na pista. 8)8)8) Em 1h estávamos na fronteira de Guatemala com Belize. Gastamos alguns Quetzals que nos sobraram com comida e o que restou trocamos com um cambista na própria alfândega. Tudo ok na saída da Guatemala. Já na entrada em Belize fomos parados. Nos mandaram entrar em uma salinha e não foram nem um pouco simpáticos. Ficamos uma meia hora esperando sem ninguém dar qualquer informação. Além disso, faziam cara feia quando interrompíamos a conversa aleatória entre eles para perguntar o que estava acontecendo. Por fim uma pessoa que parecia ser o gerente dali nos chamou em outra sala e pediu nossos passaportes. Foi folhando aos poucos e vendo os vistos que tínhamos. Quando viu Cuba ele fez uma cara feia e olhou para nós. Folhou mais algumas páginas e viu o visto do Japão. Aí ele deu um sorriso e perguntou como era o Japão ao mesmo tempo que fechou o passaporte e nos desejou boas vindas à Belize. Pegamos um táxi até a cidade de San Ignácio. O valor tabelado numa parede da alfândega eram absurdos 20USD. Não vimos muita opção e acabamos pegando o táxi mesmo. Sugiro vc pesquisar um pouco. O país é pobre e certamente deve ter opção menos "pega-turista" ao se afastar da alfândega. Chegando em San Ignácio ficamos numa pousada bem razoável. A princípio parecia uma região meio favela, mas depois vimos que era apenas simples, assim como toda a cidade. Estávamos próximos à rua principal de San Ignácio, onde comemos uma bela comida mexicana (de novo!) e bebemos muitas cervejas locais por 70 Dolares belizianos (a conversão é fixa, 2 belizianos equivalem a 1 dólar americano). Para quem não sabe a língua oficial de Belize é o inglês (que eles falam num sotaque horrível), mas muitos falam espanhol por serem de algum dos países vizinhos. San Ignácio é uma cidade com praticamente nenhum atrativo em si, porém é o ponto de partida para vários passeios na região, dentre eles cavernas, tubbing, trekking, e ruínas maias (a ruína caracol é bastante famosa, mas tínhamos nos informado por locais que não valeria a pena ir no nosso caso pois recém tínhamos visitado Tikal). Portanto nosso objetivo era conhecer as cavernas ATM, que pelo que vimos pela internet era o passeio mais interessante da região dentro dos nossos gostos. Reservamos o passeio para a ATM Caves pela companhia Maya (aparentemente a mesma que tínhamos reservado em Flores) e fomos dormir cansados. Dia 15 - 10/mar/2017 - sexta-feira - San Ignacio Ás 7h30 estávamos pegando o micro da agência rumo à ATM caves num trajeto de 1h. O valor foi caríssimos 95USD. Nossa expectativa para esse passeio foi lá pra cima após a inesquecível aventura que tivemos nas cavernas de Lanquin. Mas a ATM era diferente. Não era aventura. Nos fizeram vestir até capacete com lanternas que nos passava uma indesejada sensação de segurança ::lol4::::lol4::::lol4:: !!! A ATM era história, era arqueologia, era beleza, era impressionante! :):):) Foram 4h dentro da caverna, quase 1km caverna adentro sem contato com luz natural (mas melhor iluminado pelas lanternas no capacete do que se fosse com velas). Seguimos o fluxo contrário do rio que vinha de dentro da caverna. O lugar era super bem cuidado pelos guias treinados e credenciados para lidar com uma quantidade impressionante de itens de cerâmica e ossadas maias de mais de mil anos. Todo o passeio foi regado a relatos e histórias das finalidades daquela caverna pelos nossos ancestrais. No final dos 800m se chega no que deveria ser o local de cultos dos maias, com ossadas super conservadas e um cenário recompensador. O passeio é muito menos aventura de Indiana Jones e muito mais investigação da Discovery Channel (canal que inclusive tem reportagens no local). Fim do passeio, voltamos para um banho e um almoço preparado pela agência. Aí lá pelas 15h foi regressar batendo papo com os simpáticos guias. Dica: É possível ficar na estrada e pegar um ônibus público para Belize City e ir direto para as uma das famosas ilhas de Belize. O último barco (também chamado de Water Taxi) saia perto das 18h de Belize City. Nós optamos por voltar à San Ignácio. Já estávamos pulando demais de cidade em cidade e apesar de San Ignácio não ter muitos atrativos, gostamos bastante do clima hippie da rua principal com comida boa e barata ao som de reggae e atendentes rasta. Até comemos um delicioso dog de rua por 2,5 Belizenhos ::xiu:: . Dia 16 - 11/mar/2017 - sábado - Caye Caulker Dia de levantar e ir para Caye Caulker. Para isso tínhamos 2 opções: Transporte para turistas por 50USD ou busão público por 9Belizenhos (4,5USD), tudo por pessoa. Obviamente às 8h40 pegamos o pinga-pinga na rodoviária de San Ignácio. Ônibus velho, mas uma experiência legal pois erámos praticamente os únicos gringos num ônibus lotado de locais. A viagem foi super tranquila tirando uma curva que caiu uma baita mochila na minha cabeça ::essa:: . Chegando no ponto final tivemos que tomar um táxi por 10B até o terminal do water taxi (como é chamado o barco até as ilhas). Meio dia saiu nosso barco e às 13h já estávamos no nosso hotel em Caye Caulker. Tiramos o dia para caminhar pela ilha, fechar os passeios e relaxar tomando uma boa cerveja. Afinal nossas férias estavam bem corridas ultimamente. Caye Caulker, apesar de ser uma ilha, não tinha uma praia onde a galera tomava banho. Tinham sim muitos bares e restaurentes. As princiais atraçãos não eram exatamente ali dentro da ilha, mas sim logo a frente, no mar!! Ou melhor, debaixo dele!!! Belize é um paraíso submarino. A água tem uma cor incrível os corais que se encontram ali tornam Belize um dos melhores lugares do mundo para o mergulho e/ou snorkeling. Deixamos para fechar o mergulho na hora. Resultado: a melhor escola (Belize Diving Center) estava com a agenda cheia para a ida ao Blue Hole. Recebemos indicação de que a Frenching também faria esse mergulho, que era bem longe da costa e somente as melhores escolas faziam. Por sorte conseguimos uma vaga lá na Frenching no dia seguinte e por um preço mais baixo (270USD por pessoa para 3 mergulhos com todo equipamento incluso). Fechamos tb o tour mais famoso de snorkeling que duraria o dia inteiro e custaria 50USD por pessoa. Não fizemos, mas havia também opções de snorkeling noturno, mergulho com tartarugas, com peixe-boi, etc... Ficamos com esses dois, que estava de bom tamanho. Aproveitamos para lavar roupas na ilha, mas não foi boa ideia. As roupas não ficaram limpas, apenas menos sujas ::putz::::grr:: . Mas tudo bem, já estávamos no clima mochileiro hippie mesmo ::lol3::::lol3:: . Outra dica: Não perca nenhum pôr do sol na ilha. Todos são inesquecíveis. Dia 17 - 12/mar/2017 - domingo - Caye Caulker Hoje iríamos para um dos eventos mais esperados da viagem: o mergulho em Belize. Ou mais especificamente mergulho no Blue Hole!!!! ::tchann::::tchann:: Às 5h30 já estávamos na operadora Frenching para um rápido café da manhã. Junta todos os equipamentos e bora seguir de speed boat durante 2h saculejando até chegar no primeiro mergulho do dia: Blue Hole!!! ::love::::love::::love:: O Blue Hole é um círculo perfeito formado por rochas e corais. Dentro deste círculo um buraco no mar com mais de 120m de profundidade e um azul marinho escuro. Por fora era raso e um reluzente azul clarinho do mar de belize. De barco não foi possível ver tão perfeitamente essa escultura da natureza. Mas pouco importa, nós iríamos ver por debaixo d`água. ::otemo::::otemo:: Entramos todos, eu fui no grupo de quem tinha certificação avançado e a Gabi no grupo da certificação Open Water. Enquanto a Gabi foi até 24m de profundidade eu passei dos 40m :wink: . Lá embaixo a pouca vida marinha não era um problema, servia para manter nossas atenções para uma incrível formação rochosa que lembra uma caverna submersa. Pudemos ziguezaguear pelas enormes estalactites como se fôssemos mergulhadores da national geographic, cenário que ficou completo com o calmo desfile de um reef shark logo abaixo de nós. Realizado este sonho, paramos em uma pequena ilha, muito bonita por sinal, para almoçar, descansar e observar pássaros. Na sequencia partimos para os outros 2 mergulhos, ambos com visibilidade na casa dos 30m. Ao contrário do primeiro, esses com muita vida marinha e com certeza um dos melhores mergulhos que já fiz (só fica dfícil bater Fernando de Noronha), com direito a um tubarão como companheiro de mergulho, arraias, tartaruga e uma infinidade de belos peixes. O regresso foi no final do dia, onde o barco parou num local estratégico para confraternizarmos tomando ponche e comendo algumas comidinhas oferecida pelos guias figuras. Me relaxa só de lembrar daquele momento. Todos cansados no meio do imenso mar azul, com o sal no corpo saboreando as frescas memórias de um mergulho no paraíso. De noite, para relaxar, tomamos uma cerveja à beira do mar assistindo o nascer de uma enorme lua cheia, de cinema! ::love::::love:: Dica: Se vc quiser comer barato, tem uma barraca de rua com comida mexicana próxima à quadra de esportes onde eu e a Gabi comemos muito bem por 12B para os dois. Dia 18 - 13/mar/2017 - segunda-feira - Caye Caulker Novamente fomos para o mar!! Hoje outro passeio que prometia, passaríamos o dia fazendo snorkeling. Na minha opinião é um passeio obrigatório para quem vai para as ilhas de Belize. Saída às 9h30 no renomado Caveman, valor: 65USD por pessoa com almoço. O passeio foi muito completo. Paramos em alguns pontos de snorkeling com corais e uma vida marinha abundante e belíssima (moréias, barracudas, estrelas do mar, garoupa, etc, etc, etc). Destaque para um ponto onde o guia alimenta tubarões lixa (aquele com cara de bobo e inofensivo). Nesta hora você fica dentro da água e os tubarões passam por vc numa boa para se alimentar no barco. Outro ponto que gostei era um ponto que o chão parecia um gramado, e podemos ver enormes arraias e tartarugas. Paramos também para alimentar pelicanos com o barco em movimento e por fim procuramos os famosos peixe-boi que habitam os mares de lá. Passeio completo e imperdível!!! ::otemo::::otemo::::otemo:: Caye Caulker tem mais algumas atrações. Além de outros passeios que eu já mencionei, também tem umas festinhas que parecem serem boas (não fomos pois preferimos aproveitar o dia). Mas nosso tempo ali tinha se esgotado, assim como a semana que ficamos em Belize. Curtimos o país. Pouca gente vai pra lá, mas acredito que vale muito para um mochilão. É um país com altos índices de criminalidade, embora não nos sentimos inseguros em nenhum momento nos locais que estivemos. Sempre tomando as devidas precauções, claro! :wink::wink::-P Dia 19 - 14/mar/2017 - terça-feira - Cidade do Panamá Nosso vôo para o Panamá era às 14h20. Pegamos o water Taxi de manhã e do terminal de chegada um táxi para o aeroporto. Chegamos com bastante antecedência e ficamos lá morgando, pois o aeroporto de Belize City é super pequeno e não tem nada para fazer. Os seus arredores tampouco era opção para qualquer coisa. Chegamos no Panamá com o pé esquerdo. Tomamos um táxi com o preço combinado de 25 dólares e chegando no hotel o cara quis cobrar 35 dólares. Fiquei indignado e ficamos discutindo até que no fim acabei pagando 30 dólares, que era o valor que eu tinha lido no próprio site do aeroporto como sendo o justo. Ficamos hospedados no bairro Marbella, que é onde ficam os hotéis mais novos e os prédios bonitos. É perto de alguns shoppings e daqueles prédios enormes que são cartão postal da cidade. Os mochileiros normalmente ficam em Casco Viejo, acho que seria outra excelente opção, mais em conta, principamente. Esta noite foi só caminhar para admirar a cidade, que foi a de melhor estrutura que visitamos, e escolher um lugar para comer e descansar para acordar cedo no dia seguinte. Dia 20 - 15/mar/2017 - quarta-feira - San Blás Acordamos 4h30 da manhã, pois às 5h a agência Cruise estava nos esperando para nos levar à San Blás (outro lugar que minha expectativa estava nas alturas). O trajeto até o porto de onde saem os barcos para San Blás é longo, e para completar, essas agências demoram um monte recolhendo os passageiros pela cidade e dps ainda param num supermercado muito bom para comprar os suprimentos para levar à ilha. Saímos às 5h e chegamos pouco antes das 10h no porto. E considere isso rápido, pois no caminho fomos parados pela polícia por estar em excesso de velocidade. ::toma::::toma:: San Blás é um arquipélago de minúsculas ilhas estilo desenho animado, inacreditavel mesmo. Muitas delas são apenas um pedaço de areia branquinha rodeado de um belo mar azul turqueza. Dentro da ilha somente alguns coqueiros e uma cabana rústica. Ir para San Blás é praticar o desapego. É se conectar com a natureza, esquecer que vc tem problemas. Lá não tem energia elétrica, não tem água encanada, não tem sinal de celular. Apenas você e aquela maravilha. Só por isso eu já tinha me apaixonado antecipadamente. Os tours para lá podem ser de 1 dia (o que definitivamente não vale a pena, pois o trajeto é muito longo) ou vc escolhe quando chega e quando sai. Os carros vão e voltam para a cidade do Panamá todos os dias, de maneira que vc pode ir e voltar quando quiser. Nós optamos por ficar 4 dias e 3 noites por lá. Bom, voltando ao relato, chegamos no "porto" um pouco antes das 10h e lá vários barquinhos de madeira chegavam trazendo turistas das ilhas e buscando aqueles recém chegados. Cada barco partiria para uma ilha diferente. Em San Blás cada ilha é administrada por uma família de índios que moram nas ilhas, eram eles que faziam tudo na ilha, inclusive os translados para a sua ilha. Optamos pela ilha Chichimé que contarei detalhes depois. Já no trajeto o nosso coração estava até acelerado, tamanha expectativa de conhecer o que prometia ser o paraíso. Chegamos lá atentos à cada detalhe e a primeira sensação foi: decepção!!! Puta merda, sério que é isso?? Decepção po!? ::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh:: Mas porque isso?? Explico. A nossa expectativa (principalmente a minha) era elevada demais. O lugar é de fato lindo, o mar é um de um azul incrível, a ilha tem areia branquinha, os coqueiros também estavam lá. Mas não pensamos que é uma ilha normal, que as folhas caem no chão e sujam a areia. Que o vento deixa o mar crespo. Que poderia e estava meio nublado. E o pior, era habitada por seres humanos!! No caso índios com um certo descaso com a manutenção das ilhas. Eram pilhas de lixos no meio da ilha, latinhas pelo chão e coisas do tipo. :cry::cry::cry: Mas de qualquer forma eu reafirmo, essa foi apenas a primeira impressão. Ao longo da nossa estadia fomos alinhando nossas expectativas e é inegável que o lugar é realmente mágico. Vocês verão a beleza nas fotos abaixo. Mas fica o aviso: é uma ilha do planeta terra, habitada por terráqueos, com todos os seus defeitos (e no caso o descaso com o lixo é um defeito bem grande). Nós apenas não tínhamos nos preparado psicologicamente para isso... Dia 21 - 16/mar/2017 - quinta-feira - San Blás A ilha não tem energia elétrica nas cabanas. Portanto tínhamos dormido não muito depois de ficar escuro e acordado junto com os primeiros raios de sol. A primeira atividade do dia era assistir o belo nascer do sol de pijama na areia do quintal. Um luxo impagável! As refeições estavam todas inclusas. Em todos os dias tínhamos um peixe frito com arroz e salada no almoço e janta (ou algo parecido com isso). Para o café da manhã uma fruta e uma panqueca. Dica: Para a noite leve lanternas, não tem luz no quarto nem nos banheiros. Uma bateria extra para o celular, camera e afins tb é bem vinda. A comida servida na ilha para mim não seria suficiente embora fosse o suficiente para a Gabi. Era até gostosa, mas pouca quantidade para mim (com meus 90kg e 1,90m). Levamos umas bolachas, ruffles, muffins etc etc etc... Fizemos a festa com isso entre os horários das refeições. Vale acalmá-los dizendo que em Chichimé vendiam cerveja por 1,50USD. Não achei tão caro dado onde estávamos, mas as pessoas levaram vinho, cerveja e outras bebidas e deixaram no freezer dos índios, o único lugar que tinha energia elétrica. Nos arrependemos de não ter levado um vinho para o pôr-do-sol. :roll::roll: Todo dia dávamos pelo menos 2 voltas à ilha caminhando (o que não levava mais de 15 minutos cada, caminhando vagarosamente). Sentávamos na areia para jogar conversa fora, líamos nossos livros. Com um pedaço de papel, uma caneta e bastante tempo rabiscamos alguns planos para o futuro. ::love::::love:: O sossego era total, até demais. Tinha passado cerca de 24h na ilha e começou a me bater um tédio. Uma agonia. Eu sou uma pessoa muito agitada, sofro com um pensamento muito acelerado. E por mais que estivesse em um lugar lindo, relaxando, meus pensamentos não pararam, e constantemente estavam vindo me atormentar. Comecei a pensar porque ficaríamos tanto tempo ali. Já tinhamos em 24 horas explorado tudo que tinha pra fazer e mais um pouco. Já tinha conhecido o lugar, precisava dar continuidade às férias, andar para outro lugar, conhecer mais coisas. E mais, não tinha sequer ligado meu celular. Como estaria o mundo??? Alguma notícia importante que eu estaria perdendo?? Quem seria o presidente do Brasil naquelas horas??? Ou pior que isso, e se ocorreu alguma tragédia??? Um acidente na família, sei lá... como iriam me encontrar ali?? Minha cabeça estava me dominando e me gerando uma paranóia... Estava falando com a Gabi e questionando se não era o caso de voltar mais cedo, seria só pedir para os índios nos colocarem no próximo barco para a costa. Eu já tinha pensado em tudo, na Cidade do Panamá iríamos conhecer coisas novas, novos lugares. Não iríamos ficar isolados e tal. Neste momento a Gabi, muito mais calma que eu, e com a paciência que lhe é peculiar, me trouxe de volta. Me mostrou que eu estava me entregando para uns pensamentos criados pelo meu subconsciente. Me trouxe de volta e até ficou um pouco brava por eu não conseguir relaxar estando num lugar que sonhamos tanto tempo em chegar. Hoje agradeço a ela ::kiss:: , pois aos poucos consegui relaxar e desistir de voltar mais cedo. Aproveitar minuto à minuto, sem pressa. No final eu estava tão relaxado que fiquei triste que teria que sair dali e encarar de novo aquele excesso de informação do dia-a-dia. É meus caros, Chichime além de linda serviu como uma terapia para mim. Pude perceber como muitos de nós sofremos com a Síndrome do Pensamento Acelerado. E curiosamente nesses dias eu estava lendo o livro "Ansiedade" do Augusto Cury, nada podia se encaixar melhor nesse momento. Aprendizado no livro e na prática. Às 15h fomos fazer um passeio por algumas ilhas próximas, uma "cortesia" sempre oferecida pelos nossos anfitriões. A principal ilha que visitamos foi a Isla Perro. Também muito bonita, e com um snorkel bacaninha. Paramos também num banco de areia com algumas estrelas do mar além de passar de barco por perto das mais diversas ilhas. Algumas com 100m2 somente de areia e uma única cabana. Outras ilhas possuiam 2 cabanas e meia dúzia de coqueiros, e por aí vai, ilha para todos os gostos. Na volta conhecemos um simpático casal de italianos que estavam viajando o mundo em um veleiro por 3 anos. Inspirador. Era o exemplo perfeito para se refletir enquanto se está em uma ilha deserta. :):):wink: Durante a noite ventava bastante. Dormíamos umas 12h por noite, mas o vento me acordava bastante. Nossa barraca tinha paredes de bambu e teto de palha. Isso fazia com que o vento passasse por entre as frestas. O chão da cabana era de areia. Nessa noite a Gabi se deparou com um simpático caranguejo passeando pela barraca. Tudo tranquilo, caranguejo não sobe cama, voltemos à dormir... O banheiro era muito longe para mim (uns 50m de distância), o que me dava preguiça de ir fazer xixi de noite. Era mais fácil simplesmente abrir a porta da barraca, dar 3 passos e fazer um xixi ali do lado na areia. A ilha era minha mesmo!! :mrgreen::mrgreen: Dia 22 - 17/mar/2017 - sexta-feira - San Blás Foi o melhor dia na ilha. O dia estava totalmente sem nuvens e com pouco vento. Eu e a Gabi fomos para o lado da ilha que não ventava e ficamos lá curtindo a sensação de sermos as únicas pessoas no mundo. Admirando os coqueiros e o mar de uma cor grosseiramente bonita. Nas horas vagas líamos umas páginas do livro e fazíamos snorkel. Finalmente chegamos no status de quase meditação. Relaxados, pensando em nada, desacelerados total. Hora de voltar e comprar 2 cervejas!! A ilha ficou ainda mais bonita para nós. Não precisávamos de mais nada. Nem mesmo o terceiro dia tomando banho com água salobra saindo de um cano na parede nos incomodava. O fato de ter q encher um balde toda vez que se ia ao banheiro para usar como descarga era, na verdade, muito divertido. E a presença de alguém "estranho" na ilha até nos causava ciúmes: Quem está vindo invadir a nossa ilha, porra?? :evil::evil: À noite sentávamos na frente da nossa cabana, que ficava sob a areia a 10m do mar. Ali ficávamos contando estrelas, enquanto eu ensinava a Gabi sobre as constelações que eu conhecia (algumas inventei na hora). E íamos dormir somente depois de ver uma estrela cadente. ::love::::love::::love:: Realmente nem conseguia acreditar como que eu queria ir embora lá no começo. Alias, era eu lá começo, ou esse agora sou eu??? Não sei, mas o fato é que tínhamos mudado em 3 dias. Infelizmente as coisas nem sempre são como gostaríamos. Quando quis ir embora tinha alguns dias pela frente. Agora que não queria sair, chegou a hora... Dormimos e na manhã seguinte teríamos que partir. Dia 23 - 18/mar/2017 - sábado - San Blás/Cidade do Panamá Mais um dia que o primeiro raiar do sol era nosso despertador e o primeiro compromisso era assistir o nascer do sol da nossa varanda, de pijama. 8)8) Tomamos o último café da manhã e 7h45 partimos para 1h de barco até chegar novamente ao continente. Meio dia estávamos fazendo check-in no Hard Rock Hotel, um dos melhores hotéis da cidade do Panamá. Certamente uma atração a parte na cidade para um amante do rock como eu!! Primeira coisa a se fazer num 5 estrelas dps de San Blas?? Um belo de um banho de meia hora, claro!!!! ::lol3::::lol3::::lol3:: O Hard Rock fica anexo ao Shopping Multicentro. Almoçamos ali e pegamos um uber até o Shopping Albrook. Aliás, uber foi nosso transporte para todos os deslocamentos mais distantes. Era tão barato que não compensava tanto pegar o metro e tínhamso desistido dos caros e desonestos táxis. Não somos muito de shopping, mas como praticamente 100% dos brasileiros relatavam os ótimos preços de lá, resolvemos conhecer o Albrook. O shopping é enorme, com diversas marcas famosas. Mas praticamente não compramos nada nem achamos grandes coisa. TIpo, parece um shopping, sabe? :lol::lol::lol: A Gabi comprou um iphone 7 (lançamento na época) com praticamente o mesmo valor dos EUA (o celular dela tinha morrido em San Blas). De noite caminhamos um pouco pela belíssima orla na avenida Cinta Costanera. E voltamos para aproveitar os bares e boates do hotel (que tem entrada free para os hópedes) ::otemo::::otemo::::otemo:: . O hotel é realmente fantástico. E não foi tão absurdamente caro para um hotel desse padrão. Mas é engraçada a sensação de ter um pouco de luxo após passar tantos momentos super agradáveis em lugares tão simples. Viajar é sempre um autoconhecimento, uma lição de vida, e estar relaxando no conforto do Hard Rock tomando drinks caros no chic bar do 62o andar, no meio daquela gente tão "refinada" nos passou uma sensação de vazio. Tipo, era bom mas era ruim, sabe? Mas, como sempre acontece em mochilões, sentimos que estávamos evoluídos. Éramos capazes de observar a vida de diferentes ângulos, e saber aproveitar o que cada um deles tem para oferecer. Estávamos muito felizes ali, assim como o fomos em todos os momentos da viagem! Dia 23 - 19/mar/2017 - domingo - Cidade do Panamá O dia era de perambular. A grande pedida é alugar uma bike e fazer tudo pedalando, do nosso bairro até a Calzada de Amador passando por Casco Viejo. Mas como era domingo e não nos planejamos, não conseguimos alugar a bike. ::toma::::toma:: Acabamos pegando um uber direto até Casco Viejo. Domingo era praticamente tudo fechado! A Gabi comprou um chapáuzinho panamenho (que descobrimos que é, na realidade, equatoriano). Ficamos umas 2h no museu do Canal Interoceanico do Panamá. Museu esse que conta toda a história da construção do canal e as tretas com os EUA (sempre os EUA... :roll: ). Eu particularmente gostei muito do museu, bem completo e com muita história do país: política, economia, aspectos sociais, etc... Se vc gostar e tiver paciência para ficar lendo como eu, vale a pena! :wink: Em pouco tempo percorremos todo Casco Viejo e terminamos no Mercado Municipal para almoçar uma comida meia boca e tomar umas (ou várias) cervejas por 1 dólar cada. :P:P Saímos caminhando para encontrar uma internet e chamar um uber. Achamos wifii no belo bar La Rana Dorada que vendia um delicioso chopp artesanal. Tomamos mais umas e pedimos o uber. Como nosso passeio de bike tinha minguado, pedimos para o uber dar uma volta pela Calzada Almador antes de ir embora. Essa Avenida é uma tripa cercada pelo mar dos dois lados e estremamente agradável para caminhar ou andar de bike, ou até mesmo tomar uma cerveja. Infelizmente só conseguimos passar de carro, e não pudemos desfrutar um pouco dessa bonita região. Só para constar, andamos para burro de uber, o cara foi praticamente um guia, e o valor final foi 10USD. Nessa noite estava rolando em um dos bares do Hotel um baita cover de The Doors e Led Zeppelin. Fui à loucura. ::dãã2::ãã2::'>::dãã2::ãã2::'> Dia 25 - 20/mar/2017 - segunda-feira - Cidade do Panamá Era nosso último dia de férias :cry::cry: . Chegamos no canal do Panamá às 9h, horário de abertura. Fomos direto ver a passagem de um enorme navio. Um espetáculo para um engenheiro como eu. Realmente vale a pena conhecer o canal, especialmente depois do museu em Casco Viejo e entender que a economia do país é basicamente este canal. Dica: O site do canal mostra quais os horários de travessia dos barcos. Confira antes da sua visita, pois o mirante Miraflores (o canal) não é interessante se você não conseguir ver a travessia de um barco. Para você ter uma ideia, às 10h40 já estávamos de volta ao hotel. Antes de fazer o check-out ainda fomos no Shopping Multicentro almoçar e fazer umas compras. Ali comprei umas camisas Dudalina com 70% de desconto (tipo 30USD cada). Calvin Klein e Tommy tb tinham preços melhores que o Albrook. Aproveitei para dar uma leve renovada no guarda roupa. Chegou a hora de se despedir da América Central, tomar um uber ao aeroporto e voltar à realidade. Posso dizer que a América Central foi incrível. Lugares fantásticos. Povo simples e simpático. Um dos meus maiores receios era a insegurança. Mas realmente nos sentimos seguros em todos os locais que fomos, claro que sempre tomando as devidas precauções. Foi um lugar que nos ensinou a aproveitar ainda mais as belezas das coisas simples, a reduzir o ritmo do dia-a-dia. Esperamos voltar.
  11. Como sempre minha viagem começou a partir de uma daquelas promoções irresistíveis!! Foram R$2700,00 ida e volta Florianópolis/Tokyo no final de ano!! E poderia ser mais barato se eu escolhesse um vôo com escalas maiores (o meu foi com escalas super curtas). Japão não estava exatamente no meu radar, muito embora uma das coisas que mais me atraem numa viagem seja conhecer uma cultura diferente. E isso eu sabia que o Japão iria me surpreender! Algumas informações: Clima: Nesta ápoca do ano é Frio!!!! Simples assim!! Apesar de que as cidades à nível do mar como Tokyo, Osaka e Hiroshima não costumam nevar, você irá precisar de um moletom e um casaco quente. Cachecol e touca tb são quase obrigatórios durante a noite. Dinheiro: Eu levei dolar. Como moro em Florianópolis tenho pouca opção para comprar Iene. As cotações de iene que encontrei aqui eram tão desvantajosas que era melhor comprar dolar aqui e trocar por Iene lá. Cartões também são bem aceitos. Idioma: Japonês não fala inglês!!!!! Salvo algumas poucas exceções, você não conseguirá se comunicar em inglês nos restaurantes, ou pedir informações na rua. Nos aeroportos e nas estações de trem bala eram os únicos lugares que conseguimos nos comunicar de maneira um pouco sofrível. Apesar disso, nas cidades mais turísticas (todas que eu fui) tem muitas informações escritas em inglês, especialmente nos transportes públicos. Internet: A menos que vc fale japonês, vc não conseguirá informações facilmente. Sem falar das letrinhas japonesas que para mim serviam mais para admirar do que para informar. Portanto contratar um pocket wifi (tipo um roteador 3g de altíssima velocidade) é muito útil. Google maps, restaurantes, horario de trens e metro, atrações, tudo isso nós pudemos pesquisar ao longo das longas caminhadas e trajetos de metro/trem ao longo da viagem. Vamos ao relato: dia 1 - 25/12/2016 - domingo Fomos para esta viagem em 2 casais. Eu (Tiago) e minha namorada Gabriela acompanhados da Jane e do Guerrinha (esse último elemento viajou comigo para África, relato disponível na assinatura ). Compramos o vôo para o Japão pela Air China, com escalas em Frankfurt e Pequim. Para nossa surpresa o primeiro trecho fomos com a companhia parceira da Air China, nada menos que a Lufhtansa com o Boing 747-8, o segundo maior avião do mundo com capacidade para quase 400 passageiros em seus 2 andares! Primeira escala de 3h em Frankfurt com direito a um bom chopp e um ótimo "choripan". A Jane e o Guerrinha tiveram uma conexão de apenas 1 hora na Alemanha, o resultado: ao chegar no Japão as malas ficaram pra trás!!! Mais uma escala de umas 3h em Pequim e chegamos no Japão no dia 27, após pouco mais de 30h desde Florianópolis. Já na chegada ao aeroporto com o extravio das malas deles percebemos que era verdade: Japonês não fala inglês, e quando fala, é sofrível . Dps de algum tempo para os trâmites, eles receberam o equivalente a 50 dolares cada para comprar umas roupas e saímos dali apenas com a esperança de que a organização japonesa iria funcionar e eles receberiam as malas em breve. Ainda no aeroporto trocamos o JRPass que tínhamos comprado ainda no Brasil pelo site http://www.jrpass.com. Esse passe nos daria direito a entrada livre durante 1 semana nos shinkansens do japão (trêm bala), e nos custou USD 257,00 cada mais 30 dolares para a entrega do voucher em casa. Em resumo sobre o valor do JR: não importa o que vc vai fazer, vale a pena!!! Também aproveitamos e alugamos um pocket wifii no aeroporto por 600 iene por dia. Chegamos no aeroporto Narita, que é bem longe do centro de Tokyo. Ir de táxi estava fora de cogitação pelo preço (simulei do Brasil e sairia algo como 600 reais). Optamos comprar um passe de trem da empresa Kensei que nos deixaria na estação Shinjuku, uma das principais de Tokyo e bem próximo de onde ficaríamos. Um combo com esse passe mais um outro passe de 3 dias livre no metro de Tokyo nos custou 3500 ienes cada. Nossa hospedagem foi pelo AirBNB, muuuuito mais barato que um hotel em Tokyo para 4 pessoas (USD 75 por dia para os 4) e para mim foi uma ótima experiência de ficar em um bairro residencial (próximo à estação de metro Shin-Nakano). Nesta noite após deixar as malas no apartamento fomos conhecer o bairro Shinjuku, e já o primeiro grande impacto!!! Quantas luzes!!! Quantas cores!!! nem parecia ser noite de tão iluminado. Não dava pra entender nada, todos aqueles desenhos japoneses iluminados nos prédios com cores marcantes e as vezes até com som . Andando um pouco mais até avistar a enorme cabeça do Godzila soltando fumaça na cidade. Incrível!!! Diversos bares e restaurantes por tudo. Com muita coisas pra turistas. Ali já nos saltou aos olhos a diferença cultural. As pessoas na frente dos restaurantes portando cardápios não te incomodavam insistindo em te chamar para dentro do restaurantes. Não berravam, não te puxavam pelo braço, sequer te olhavam se vc não demonstrasse interesse em jantar!!!! Dps de uma viagem pra África onde só faltava que as pessoas me sequestrassem e me obrigassem a jantar no restaurantes deles, essa experiência do Japão foi demais, tinha adorado o respeito e a educação neste ponto do povo japonês. Fomos jantar no Golden Gai, que é um conjunto de pequenas ruelas com dezenas de bares bem underground com capacidade de umas 6 a 10 pessoas cada. Ali vários japoneses vao comer uma comida local rápida e tomar um bom drink de saquê. Foi o que fizemos nós, sentamos num balcão apertado de um desses restaurantes e através de mímica pedimos uns drinks de saquê e umas comidas bem saborosas naquele restaurante pitoresco. Antes da meia noite já havíamos saído para não perder o último trêm do metrô, pois o uber nos custaria 80 reais para andar 3km Vc pode imaginar um taxi?? dia 2 - 28/12/2016 - quarta-feira Iniciamos o dia indo ao bairro Asakusa. Neste bairro é onde encontramos um dos mais famosos templos de Tokyo, o Sensoji. Porém ao sair do metrô não demorou nada para eu perceber que este seria o meu bairro preferido em Tokyo !! Em Asakusa pode-se sentir um pouco do lado tradicional e antigo de Tokyo, poucos prédios e um vasto comércio local além dos simpáticos japoneses que fazem o transporte de pessoas carregando aquela espécie de charrete humana . Ah, para os que gostam de umas comprinhas, foi neste bairro que encontrei os melhores preços para alguns souvenirs, como hashis, imãs de geladeiras e outras bugigangas. Caminhamos um pouco pelas ruelas do bairro e depois por uma grande feira até chegar na entrada do templo Sensoji. O templo é bem grande e como tudo em Tokyo está abarrotado de gente. Sinceramente não o achei imperdível, mas sim um ótimo complemento da caminhada por este agradável bairro. Ali resolvemos almoçar pela primeira vez em um sushi de esteirinha. Este tipo de restaurante para nós foi uma atraçao turística à parte. A variedade de peixes é enorme, e os sabores são imperdíveis para quem gosta do sushi. Lhes garanto que vai muito além do salmão ou atum com creamcheese que temos aqui ãã2::'> . Para citar alguns dos meus preferidos, comemos o niguiri de enguia (unagui) e o sashimi de atum gordo (torô). Esse último é o supra-sumo do sushi japonês, parece uma manteiga de peixe que derrete na boca!! . Total da brincadeira 3500 ienes para 2 pessoas com bebida, para comer muito e com o torô incluso. De Asakusa podíamos ver o SkyTree, segunda maior torre do mundo com 634m de altura. Resolvemos ir caminhando até lá. Neste trajeto passamos por um local com um belo visual que incluía um prédio que em seu topo possuia um grande monumento à mandioca (à quem diga que era o monumento de um grande cocô ). No fim não chegamos a subir ao SkyTree pois achamos um pouco caro e a fila estava um pouco grande. Ao invés disso o Guerrinha e a Jane resolveram torrar os 100 dólares que ganharam por terem as malas estraviadas na UNIQLO (tipo uma renner japonesa). As compras foram uma jaqueta pra Jane, uma segunda pele, 2 meias e 2 cuecas para o Guerrinha . Partimos para conhecer o chic bairro de Ginza. Era final de tarde e pudemos ver como Ginza era elegante, organizado e atraente tanto ao entardecer como à noite. Caminhamos por ali até chegar em um pequeno restaurante local na periferia do bairro onde alguns japoneses engravatados se apertavam para comer umas giozas e tomar um chopp. Arriscamos até a puxar um papo com esses japoneses, até onde o inglês limitado deles (e nosso) permitiu.. . Às 19h30 estávamos mortos de cansados e resolvemos ir para casa descansar, pois ainda estavamos sentindo um pouco o fuso. Nesta noite enquanto eu e a Gabi estávamos comprando uma típica janta japonesa no 7Eleven houve um terremoto. Eu não senti nada a Gabi viu as coisas balançando sem se ligar do que se tratava. Para a Jane e Guerrinha, que estavam no apartamento, foi uma experiência mais interessante . Também nesse dia a nossa campainha da nossa casa tocou. Foi o pessoal do aeroporto com a mala do casal!!! Vieram de noite e tocaram na porta... sorte estarmos ali!! dia 3 - 29/12/2016 - quinta-feira Fomos de manhã para o bairro Shibuya. É lá onde se pode ver o famoso Shibuya crossing, o cruzamento onde a cada 2 minutos centenas de pessoas atravessam as avenidas para todos os lados permitindo uma foto tradicional da loucura que é a agitada vida em Tokyo. Para nosso azar o cruzamento não estava tão cheio neste dia de manhã. Talvez pela proximidade do final do ano poucas pessoas estivessem trabalhando. Caminhamos um pouco por ali e as meninas bateram fotos naquele cachorrinho famoso de um filme aí ("Sempre ao Seu Lado" acho... não me ligo nesses tipos de filme ) tomamos um café da manhã e logo partimos para o mercado de peixes. Chegamos no mercado de peixe pouco antes das 11h, nem tentamos ver o leilão de atum que ocorre cedo da manhã dps de muitos relatos de várias pessoas que madrugaram para ver esse leilão e não chegaram a tempo ou simplesmente não teve leilão. Encontramos esse mercado lotado!!! Mas assim, lotado até mesmo para o nível japonês, aperto nível show de punk rock!! . Ali tem disponível muita coisa para provar, normalmente com sabores esquisitos e difíceis de encarar ãã2::'> . O passeio valeu bastante, comemos umas vieiras, um ouriço, entre outras iguarias. A ideia era almoçar por ali, mas sem chance, além de mais caro a fila era enorme. Dali partimos para o bairro Akihabara. Este é o bairro dos nerds, Muitas luzes, games e animes. Também não sou tão fã de animes, mas o bairro é super iluminado e é interessante ver os japoneses loucos jogando fliperama alucinadamente nos prédios da Sega com 7 andares somente de jogos. Nas ruas você chega a ficar tonto com a quantidade de informação, luzes, sons... Como estamos na casa do 30 anos, nos divertimos jogando Street Fighter I e Simpsons no fliperama na loja de antiguarias da Super Potato. Ali tem muitos jogos dos anos 80 e 90 disponíveis. Vale a visita! Vale destacar que eu descobri como a Gabi é apelona no Street Fighter, levei uma surra e fiquei indignado com o nível de apelação . Também ficamos um tempo observando os japoneses pingarem suor nas máquinas de jogos q exigem reflexo, como aquela da dança. O ritmo deles é impressionante, parecem um robô, a cara deles de concentração e compenetração nos jogos chega a assustar . Jantamos por ali nos arredores num típico restaurante japonês, daqueles que é necessário entrar descalso, sentar no chão, tomar saquê e etc. Muito boa a experiência. Até então eu já me sentia cativado com a organização e a tecnologia presente nos detalhes, mas foi neste dia em que a tecnologia do Japão me encantou de vez, foi no momento que eu precisei ir ao banheiro para fazer o número 2!!!! Sim, aquela coisa desagradável de se fazer longe de casa era uma experiência e tanto no Japão . Explico o porquê: Foi em um bar pequeno, desses de poucos metros quadrados, onde as mesas estavam amontoadas e a cozinha era praticamente no meio do bar. Precisei ir ao banheiro ao sentir uma pontada no meio do estômago . No princípio estava um pouco envergonhado pois assim como a cozinha, o banheiro era também no meio de tudo!! Mas entrando lá eu vi como a privada era desenhada para o total conforto dos japoneses. Primeiro, acoplado à tampa tinha um controle remoto maior que o da minha TV. Apertei um botão que fez com que o tampo abrisse sem eu colocar as mãos, lindo ! tirei a calça naquele frio e sentei com receio de estar gelado, e.... adivinhem.... quentinho!!! E com controle de temperatura . Ajustei a temperatura para que ficasse confortável ao meu bumbum . O próximo botão era para ligar um agradável som de cacheiras, que acredito ter dois objetivos: incentivar o xixi e abafar sons desagradáveis para aqueles que estão logo ali do outro lado da porta . Uma vez terminado vinha o botão do jato d`água, confesso que esse não pretendia apertar, mas arrisquei e a surpresa não foi nada boa, foi um forte jato com uma mira perfeita . Então resolvi terminar a brincadeira com um vento secador muito eficiente e por fim um perfume aroma talco . É, isso sim é a tecnologia em favor do ser humano!! Uma privada dessas com uma internet móvel de 75Mb é um pedido para passar 1h no banheiro!! dia 4 - 30/12/2016 - sexta-feira Esse dia iríamos fazer um bate-volta para Nikko, cidade a uns 150km de Tokyo, para visitar os famosos templos que tem por lá. Precisávamos nos deslocar de trem bala, portanto a partir deste dia ativamos nosso JR (que teria validade de 7 dias, portanto até o final da nossa viagem). Para chegar em Nikko é possível ir direto de trem bala em pouco mais de 1h de Tokyo, mas essa opção não está coberta pelo JRPass, por isso optamos por outra opção que levou cerca de 2h30 mas sem custo adicional para quem possui o JR. Partimos da estação de metro Ueno em Tokyo (que é gigante e vc deve chegar um pouco antes do seu trem pois as plataformas do metro local e trens para outras cidades é um pouco longe), e pegamos a Tohoku line até a estação Utsonomiya. Nesta estação de Utsonomiya temos que trocar de trem e pegar a JR Nikko Line até a cidade de Nikko. Fizemos tudo sem reservas. Dica: Como os trens da JR Nikko não são tão frequentes, veja os horários de partida desses trens para Nikko e programe a sua chegada na estação Utsonomiya para pouco antes de sua saída (uns 10 mintuos está mais do que o suficiente), assim vc evitará que seu trajeto demore demais. Horários de trens podem ser consultados em http://www.hyperdia.com/en/ Uma vez chegando na pequena e turística cidade de Nikko, caminhamos por cerca de 2km pela cidadezinha até chegar à entrada dos templos. Lá faz bastante frio e infelizmente fomos antes da neve cair e transformar o visual do local. É um grande complexo com diversos templos enormes. Todos eles muito bonitos e novamente muito lotados, o que prejudica um pouco a nossa conexão com essas construções centenárias. A exceção foi o último que visitamos, que era menos famoso e por isso conseguimos andar sozinhos e ouvir o barulho do vento e dos pássaros ao redor, aí sim a sensação de estar no Japão do século XV. Ah, vale um destaque negativo para esses japoneses excessivamente certinhos: os templos precisam estar em tão perfeito estado que em praticamente todos lugares que fomos tinham várias coisas em restauração, e portanto fechado!!! Em Nikko o templo principal estava assim, e apesar de ser possível visitar internamente, por fora construíram um grande galpão em volta do templo que nos tirou a vista externa. Malditos perfeccionistas! Foram cerca de 4h de caminhada pelo complexo de templos. As caminhadas e subidas são longas, por isso vá preparado. Apesar de termos optado de fazer a ida e volta à estação caminhando (4km no total), tem uma opção de ônibus que pode poupar um pouco as suas pernas. Na volta um passada rápida por Shinjuku, e no fim compramos umas comidas e cervejas locais e fomos para casa comer, beber e bater um papo enquanto descansávamos as pernas. Afinal, o dia seguinte seria o último dia do ano!!! Destaque: se você tem uma carteira internacional de habilitação, leve!!!! Nesse dia vimos uns turistas andando de kart pelas ruas de Tokyo vestidos de Mario Kart!!!! Não acreditei!!! Era um tour mais do que original!!! Por favor, se vc for ao Japão faça esse passeio e me conte, fiquei extremamento frustrado em não ter levado minha carteira internacional. dia 5 - 31/12/2016 - sábado Acordamos tranquilamente às 9h30 e partimos à uma rua que dizem ser boas para as compras. Eu não sou bem do turista que costuma comprar coisas em viagens, mas nesse caso até parei num brechó e comprei um belo kimono que provavelmente só irei usar em festa a fantasia. Eu e a Gabi nos separamos do Guerrinha e Jane e fomos até uma rua q achei muito bacana no bairro Iidabashi (próximo ao metro do mesmo nome). Trata-se de um lugar muito organizado, mais simples e sem prédios, mas muito aconchegante e tradicional. Lá é possível encontrar inúmeros restaurantes próximos. Nossa intenção era almoçar por ali, e após perambular tomando várias cervejas, uma a cada 7 Eleven, não conseguimos pensar em outra coisa que não fosse sentar num sushi de esteirinha e comer um delicioso torô!!! Nesse restaurante as opções na esteira não estava nos agradando muito, então fomos obrigados a apresentar o nosso melhor japonês!!! Ficamos observando o que as pessoas pediam diretamente para o cheff (que fica no meio da esteira atendendo aos pedidos específicos dos clientes) e assim aprendemos a falar "Ei parceiro, me ve um niguiri de torô". Sucesso total e mais uma grande refeição foi feita!! Em breve estaria escurecendo, achamos um pouco cedo para ir para casa se arrumar e resolvemos ir de última hora para o bairro Odaiba, que até então não estava nos planos. Trata-se de um bairro super novo e moderno de Tokyo que foi construído sobre uma ilha artificial. O bairro é um pouco afastado e tivemos que fazer uma conexão e pegar um metro de outra companhia, e, consequentemente, comprar um ticket extra, além do day pass que já tínhamos. Mas valeu super a pena. Passamos por um shopping super moderno, com um teto que simula o céu que estava ao lado de uma daquelas lindas roda gigante que sequer sabíamos que existia por ali. A vista de noite lá de cima da roda gigante é fantástica, podendo ver todas as luzes da vidade, a Tokyo Tower, as belas pontes e muito mais! Isso por si só já valeu a ida. Na sequencia fomos ver a famosa estátua gigante do Gudam, que ficava ali do lado. Nossa, que doidera esse robô, perfeito... enorme! Estávamos ali impressionados com o tamanho daquele robozão quando do nada iniciou um show de projeções e sons no robô. Inesperado!! Nos levou em nossa imaginação para dentro de um desenho japonês. Ficamos ali nos sentindo dentro de um desenho do Jaspion quando começamos a ouvir uns barulhos de estouros... Nos perguntamos o que seriam essas pequenas explosões, e quando olhamos pro céu nos deparamos com um lindo show de fogos de artifício. Corremos em direção à eles até chegar em um tipo de uma passarela milimetricamente construída para ficar perfeitamente alinhada com uma bela ponte de Tokyo que sustentava atrás de si a mais linda queima de fogos que eu já vi!!! E era só uma prévia do ano novo. Era muita surpresa em tão pouco tempo!!! Estávamos em êxtase com essa maneira bem peculiar dos japoneses impressionarem. Tudo tão perfeito, tudo parecia minimamente planejado e executado, todas as coisas tinham uma razão para estar ali, conectadas umas às outras. A passarela com a vista perfeta dos fogos alinhados com a ponte, a roda gigante desfilando lentamente e um belo e enorme prédio decorando ao nosso lado. Mas pera... esse prédio enorme e de arquitetura moderna iria ficar ali só decorando??? É claro que não né! Estamos no Japão... Perto do final de terminar os fogos, o prédio ganhou vida própria ao sincronizar as luzes de diversas cores e de todas as sacadas com os fogos lá do outro lado. Mensagens eram escritas com o acender e apagar das luzes de cada uma das sacadas que juntas formaram uma grande televião a desejar um feliz ano novo. Saímos maravilhados, chegamos a ficar com dúvida se valeria a pena voltar para ver a virada do ano ali ou se valeria a pena seguir com o nosso planejamento e ir para uma festa... Bom, passado uns minutos tínhamos decidido, hoje era dia de festa!!! Chegamos em casa e encontramos a Jane e o Guerrinha. Compramos vários saquês e fomos fazendo um esquenta enquanto nos arrumávamos (sim, viajar com as mulheres faz com que os esquentas nesses casos sejam looongos). Nosso ano novo seria em Shibuya, e dps de muitos saques pra lá fomos nós. Chegamos umas 23h40, bêbados de saquê. e nos juntamos aos milhares de japoneses que se amontoavam no meio da rua a olhar os imensos telões nos prédios. Ali pudemos fazer amizade de 10 minutos com alguns japoneses, que às vezes se assustaram com a maneira mais espontânea que os ocidentais se manifestavam. Coloquei um japa no sentado meu ombro, que ficou com uma cara de desesperado como se tivesse saltando de paraquedas pela primeira vez. Continuamos brincando por uns minutos até começar a contagem regressiva nos telões. Todos contaram juntos 10, 9, 8.... 3, 2, 1 HAPPY NEW YEAAAAR. Foi aquela festa, que prometia. Abrimos nossso espumante e fomos tomando no gargalo mesmo. Nossos amigos japoneses contagiados pela nossa euforia também pediram por mimica pra beber no gargalo da nossa garrafa. Resultado, se babaram mais do que beberam. Acho que faltou experiencia a eles... E para terminar a ultima japonesa do grupo, que usava aquelas máscaras brancas para evitar doenças, tirou a máscara e tb meteu a boca no gargalo do nosso espumante, e, claro, se babou tb!! Achei um pouco contraditório esse lance de máscara e tomar no gargalo por último.. Mas blz, estava divertido!!! Bom, mas era hora da festa!!! Vamos lá, interagir, se divertir na rua, beber, não... pera... o que tá escrito no telão??? Olhei pra cima e não acreditei, eram 0:10 e estava escrito: "pessoal, a festa acabou, obrigado pela presença, liberam as ruas" kct... a festa nem tinha começado . Ficamos 5 minutos lendo aquilo incrédulos quando às 0:15 a mensagem mudou para: "por favor saiam, a festa está DEFINITIVAMENTE terminada" e aí os policiais começaram a invadir o meio do pessoal e mandar todo mundo embora. Fomos para a calçada junto com os outros gringos e alguns japoneses. A maioria dos japoneses foi de fato embora. Depois descobrimos que eles tem o costume de ir para os templos fazer o primeiro agradecimento do ano. Nós tínhamos a intenção de continuar ali, compramos umas cervejas e fomos caminhando para ver se achávamos alguma coisa. Até tinha um agito nas ruas, mas foi aí que deu a merda do ano novo. Devido ao excesso de saque e cerveja eu tive que sair para procurar um banheiro. Pedi aos 3 que me esperássem naquela esquina q estávamos. Andei até encontrar um lugar seguro para fazer xixi, aliviei, e quando voltei não encontrei mais eles!!!! dei 300 voltas por ali e nada. Como a internet estava comigo mandei msg pra eles, mas eles não receberam... E assim fiquei eu, sozinho por umas 2h perambulando por ali no frio procurando eles sem sucesso. Até que recebi uma msg deles falando onde eles estavam. Cheguei lá e o casal estava já com cara de cansado e a Gabi chorando um monte e me xingando por eu ter "fugido" ::toma::::toma:: . Resultado, estraguei a festa de ano novo da galera :roll::roll: . Até hoje eu não sei se eles saíram da esquina que combinamos, ou se foi eu que não fazia ideia da esquima q eu marquei. Mas assumo a culpa aqui publicamente, afinal, eram 3 contra 1 para lembrar da esquina, e além disso tínhamos marcado um ponto de encontro que eu tb tinha esquecido. ::quilpish::::quilpish:: Pegamos o metro de volta para casa. Fim de 2016. dia 6 - 1/1/2017 - domingo Tínhamos reservado no dia anterior um shinkansen (trem bala) para Osaka às 12h30, optamos por não pegar os vagões específicos para quem não tinha reserva. Chegamos lá e o trem saiu pontualmente nesse horário, como é a regra no Japão. Pegamos o trem mais rápido disponível para o JRPass, que levou 3 horas. O trem é bem confortável e a sua velocidade é incrível. Sua velocidade passa os 500 km/h sem tremer nem um pouquinho sequer. Às 15h30 estávamos na estação principal de Osaka. Obs: Existem alguns poucos tipos de trem que não são permitidos para os portadores de JRPass, são os trens que ligam as principais cidades sem fazer paradas (Nozomi e Mizuho), e portanto são os mais rápidos. Pegamos uma casa do Airbnb bem ao lado da estação Shin-Osaka, que é de onde saem os trem balas e também possui conexão com a linha local de metros. O valor foi de USD100 por dia para os 4. Essa foi a nossa estratégia pois pretendíamos ir para Kyoto e Hiroshima e precisaríamos, portanto, não perder tempo ao pegar um shinkansen. Além disso, dessa estação tb poderíamos pegar o metrô para Osaka e pegar a conexão até Nara. A casa que pegamos era bacaninha. bem estilo japonês. Destaque negativo que um dos quartos não tinha cama, apenas tatames. Eu e a Gabi ficamos nesse quarto para viver a experiência japonesa, mas vai por mim, uma noite dessa experiência já seria mais do que o suficiente, eta troço duro e desconfortável.. ::putz::::putz:: Neste dia deu tempo apenas de conhecer a Umeda Building, que possui um mirante no topo muito bonito, com o chão iluminado com luzes neon que dão um charme especial, vale a pena ir e pegar o fina de tarde/noite!!! E dps fomos até o Osaka Castle, que é cercado por um grande jardim e nesse dia estava tendo um espetáculo com projeçoes no castelo. Já o castelo acredito que de dia deva ser mais bonito por causa do belo jardim que o rodeia. dia 7 - 2/1/2017 - segunda-feira Acordamos cedo e pegamos um trem na Osaka Station (não é a Shin-Osaka) rumo à Nara. Dica: todo o metro e muitas das linhas de trêm de Osaka aceitam o JRPass, é apenas apresentar na entrada que vc passa ao lado da catraca!!! Fique ligado, pois descobrimos por sorte, quase pagamos pelo metrôs em Osaka. Não lembro qual linha de trêm pegamos para Nara, mas é super fácil, trata-se de um trêm "pinga-pinga", não é um trem-bala que levou 50 minutos desde a Osaka Station (Existe uma opção mais rápida e direta, mas essa não está coberta com o JRPass). A rua de Nara que liga a estação aos templos é recheada de comércio e barraquinhas com bugigangas e comida. Novamente comemos umas comidas de rua, sempre deliciosas. Chegando próximo aos templos vc também encontra vários veadinhos muito simpáticos, é possível alimentá-los e interagir. Os templos estavam lotados demais (pra variar né :roll: ). Mas ainda assim muito bonitos. O principal chama-se Todai-ji, era enorme e tinha um grande buda dentro. Perambulamos um pouco para ver mais templos e voltamos para comprar algumas coisinhas que tinham preços razoável e dps paramos para comer em um restaurante por ali mesmo. Isso já era umas 15h, saímos correndo direto para o Osaka Aquarium (novamente 50 minutos de trem e algumas estações de metro a mais). O aquário é fantástico (eu particularmente sempre quis conhecer um aquário assim). peixes, tubarões e centenas de animais aquáticos em lindas simulações de seu habitat natural. Achei tudo muito bonito. E ao centro o maior aquário do local, com 2 tubarão baleia, raia manta, tubarão martelo, etc... da pra viajar bastante admirando os peixinhos. Ao lado do aquário tem um shopping com outra roda gigante enorme. Como eu e a Gabi tínhamo gostado muito da outra vez, resolvemos ir de novo. Tá, a segunda vez não foi tão emocionante, mas valeu a pena :P . Lá de cima vimos um parque enorme, acho que era o Universal. Mas não fomos em nenhum parque porque não nos sobrou tempo. Em Tokyo tem Disney e em Osaka tem o Universal. No dia seguinte faríamos um bate-volta à Hiroshima. Ao voltar para casa e aproveitamos para agendar a ida para Hiroshima às 8h14. dia 8 - 3/1/2017 - terça-feira Chegamos em Hiroshima às 10h da manhã e partimos direto para a ilha Miyashima. Tivemos que tomar um trêm urbano da JR Rapid Sanyo Line para a Miyajima-guchi Station que tomou mais 1h incluindo o ferry para a ilha, tudo incluso no JR. Chegando lá, advinhem!!!!! Ilha lotadaaaassa ::putz::::putz::::quilpish:: . Tinha muitas barracas de comida, fomos caminhando e comendo as boas comidas de rua japonesas. A ilha é muito bonita, inclusive a natureza vista do ferry, e com templo também bonitos. É lá que encontramos o famoso Torii dentro do mar. Tente ir com a maré alta para que o Torii esteja com sua base submersa, isso fará bastante diferença em suas fotos. O templo ao lado do Torii é o Itsukushima, que é relativamente pequeno e mais bonito quando visto de fora. Subimos ao Daisho-in onde temos uma bela vista panorâmica de parte da ilha. Tinha também outros templos e um teleférico que subia até o topo da ilha. Pode-se passar um longo tempo ali, infelizmente não tínhamos nos preparado para isso e tivemos que pegar o ferry às 13h30 para não perder o memorial da bomba atômica. Tomamos o bonde 6 vermelho (tb pode ser o 2) para a Genbaku-Domu Mae Station. O Genbaku Domu é o destroço que sobreviveu à bomba atômica que fica localizado numa praça. Nessa praça foi onde ocorreu o epicentro da explosão da bomba atômica e possui diversos monumentos. Também ali se encontra o museu da bomba atômica. Esse museu é bastante pesado e tocante. Me fez refletir muito durante as 2h percorrendo o museu e os vários minutos depois, tudo em silêncio. Sem pensar com a cebeça, usando só o coração, tudo me pareceu tão simples de resolver... :cry: Bom, pegamos um trêm de volta à Hiroshima Station e resolvemos parar no meio do caminho, na cidade de Himeji, pois nesta cidade tinha um dos maiores e principais castelos do Japão, localizado a apenas 1,5km da estação de trem JR. Fomos sem fazer reserva, o resultado foi, pela primeira vez, um trem bala lotado. Tivemos que ir a pé :( . Como brasileiros que somos, compramos um sushi na estação e sentamos no chão do metro para comer. Claro que fomos atração turística para japonês né!!! Chegando em Himeji já é possível ver o castelo da estação. A cidade é bastante bonita. A caminhada de noite até o castelo foi cansativa e só pudemos ver o castelo por fora, todo iluminado. Acho que até valeu a parada, mas foi bastante cansativo, o acordar cedo, o dia caminhando, o trêm em pé e agora essa caminhada final para ver o castelo. Talvez por isso nem curtimos tanto, nos pareceu semelhante ao castelo de Osaka. Chegando em Osaka paramos em um restaurante muito local do lado do nosso apartamento. Parecia que nunca passou turistas por ali ::essa:: . A mímica que até então tinha nos salvado não resolveu tanto neste restaurante... Tive que ir na rua bater foto do prato que eu queria (e estava exposto na vitrine), mas ainda assim, ao mostrar a foto, ela me olhava e fazia uma pergunta em japonês ::grr::::grr:: . Eu apontava a foto e ela insistia na pergunta, eu apontava e então além dela perguntar, parecia que me explicava o que estava perguntando... em japonês ::toma:: . Aí tive que improvisar, parecia que ela estava me dando duas opções, fiz o numero 1 com o dedo, e ela com rosto de alívio como se eu tivesse entendido, saiu contente para fazer o pedido na cozinha. Resultado, acho que pedi o menu completo, pois além do prato que eu apontei veio diversos acompanhamentos que mal dei conta de comer ::lol4::::lol4:: . Mas tudo bem, estava bem gostoso. dia 9 - 4/1/2017 - quarta-feira Hoje iríamos conhecer os belos templos de Kyoto. Acordamos cedo uma vez mais e na estação de metro ao lado do nosso apartamento os passarinhos cantavam uma bela canção (nos auto-falantes, claro!! ::putz:: ). O trajeto de trêm-bala é super rápido e estava incluso no JR, assim como algumas linhas de metrô em Kyoto. O primeiro templo que fomos foi o Fushim inari-Taisha. Na entrada do templo novamente diversas barraquinhas com comida típica, e uma vez mais experimentamos alguma coisa. Neste momento acho que já tinhmos provado de tudo umas 4x... ::tchann:: . Era uma forma de comer bem e "barato" no Japão, as coisas custavam em média 600 ienes. Fushim inari-Taisha é um lindo templo onde há caminhos no meio da floresta por meio de toris vermelhos. O templo estava lotado e para bater a foto tradicional foi bem difícil viu... :x . Dali tomamos o ônibus 205 para o Kiyomizu-dera, outro importante templo no alto de um morro. No caminho encontramos diversas mulheres vestidas de gueixas, no que parecia ser uma tradição desta época do ano. Muito comércio voltado ao turista por ali também, mas com preços mais caros que outros locais. Novamente um belo templo, que vale a visita, mas muito lotado. Saímos caminhando pelas ruelas cheias de comércio descendo o morro até chegarmos no Ryozen Kannon, um templo onde um Buda gigante nos recepciona imponente em um ambiente mais calmo. Esta região possui muitos templos, mas evitamos caminhar em excesso e resolvemos almoçar com calma e tomar umas cervejas. Entramos em uma birosca chamada Katsuki Ramen onde só havia lugares para sentar junto ao balcão, em frente à chapa. Na verdade nós tínhamos adorado esses bares pitorescos. Ali pedimos uns vários chopp e a simpática atendente/caixa/chapeira/serviços gerais nos acompanhou com uma grande caneca de chopp enquanto preparava na chapa o nosso okonomyaki (tipo uma panqueca de ovos, uma delícia). Ficamos bêbados. Dali voltamos para Osaka, um breve tempo para descansar em casa e tomar mais umas das boas cervejas artesanais em lata do Japão que são vendidas em vários mercadinhos (tem IPA, belgian blond Ale, Pale Ale, etc, etc...). A noite, mas não muito tarde porque as coisas fecham cedo, seguimos para a agitada e iluminadíssima rua de Dotonbori. Nesta rua um rio divide os 2 lados de vários bares e restaurates. Muito turistas caminhando e conversando. Um clima mais animado para o sério Japão. Estávamos no ritmo e continuamos bebendo umas e interagimos um pouco com alguns orientais. Por fim, quando as coisas começaram a fechar (creio que era algo em torno das 22h) entramos num sushi. Não lembro o nome do restaurante, mas o destaque com certeza ficou para o niguiri de Unagi (enguia)!!! Realmente muito bom!! dia 10 - 5/1/2017 - quinta-feira Fizemos a mala, seguimos as instruções para deixar a chave na caixa de correio e fomos para Kyoto novamente. Este seria nosso último dia inteiro no Japão, no dia seguinte tínhamos vôo cedinho. Chegando em Kyoto deixamos as malas nos lockers que existem em todas as principais estações de shinkansen. O custo era salgado, foram 700 ienes para um locker que coube 2 mochilões. Da Kyoto Station pegamos um ônibus até o Kinkaku-ji, o templo dourado. Esse templo era maravilhoso!! O sol fazia com que o reflexo amarelo na água em frente ao templo rendesse lindas fotos! Saímos dali e seguimos caminhando por cerca de 1,5km até a Kitanohakubaicho Station, de onde saía um bondinho até Arashiyama, a floresta de bamboo. Dica: do lado da Kitanohakubaicho Station tem um grande supermercado que comemos um ótimo e barato sushi de bandeja (muito torô) além de comprar alguns temperinhos sucesso no Brasil. Como era um supermercado grande (o que não tínhamos visto nenhum até então), os preços eram bem atraentes. Tivemos alguma dificuldade para comprar o passe do bonde na máquina em japonês, mas em pouco tempo um funcionário do bonde mais uma mulher q falava um pouco de inglês vieram e foram extremamente solícitos em nos ajudar, o fncionário fez questão de operar a máquina enquanto a mulher foi lá segurar o bonde para que nós chegássemos a tempo ::otemo::::otemo:: . Esses japoneses são uns amores ::love::::love:: . A região da Arashiyama é bem tradicional, sem prédios, com muito comércio voltado aos turistas. Uma região muito simpática que vale uma caminhada sem pressa, apesar de eu não achar a floresta de bamboo tudo aquilo. Talvez pelo excesso de gente, talvez pela época do ano. Isso porque um amigo foi para lá 10 dias depois de mim e tirou lindas fotos da floresta coberta de neve!!!! Aí sim!!! Pegamos um metrô da JR (grátis) até a Kyoto Station, de onde partiríamos (sem reserva) para Tokyo. No final das contas conseguimos reservar assentos em um shinkansen lá na hora mesmo e sobrou um tempinho de aproveitar o último kaiten sushi (sushi esteira) da nossa viagem, que ficava ali na estação mesmo. Bem gostoso, recomendo, e o preço saiu 3000 ienes para 2 pessoas comerem bem. Aiai... Como eu tenho saudades do sushi de lá.... Chegamos em Tokyo e partimos para nossa última experiência típica do Japão. Iríamos dormir num Hotel Cápsula!!!! O nome era Tokyo Ariake Bay Hotel, bem próximo de Odaiba. A experiência nos custou 50 dólares por pessoa a noite. Detalhe que existem vários capsulas em Tokyo, porém buscamos algum perto do aeroporto de Haneda e vimos que pouquíssimos cápsulas aceitam mulheres!!! Sim... realmente o Japão tem várias coisas machistas. Bom, de qualquer forma a experiência foi ótima!! Você chega no hotel e logo ganha uma bolsa com um kit com tudo que vc precisa, uma escova de dente, uma toalha, uma pantufa e um roupão. Então vc tem que deixar toda sua bagagem num locker no térreo e só pode subir com o essencial. Eu fiquei encantado com a organização, limpeza e design do hotel. Os chuveiros ficavam no térreo. Tinham andares para homens e outros para mulheres. No seu andar um amplo banheiro para escovar os dentes e fazer as necessidades. E por fim as cápsulas!!! Me pareceram bem mais simpáticos que aqueles caixões do IML, o espaço até que não me incomodou tanto, super confortável!!! Valeu muito para contar as histórias aqui no Brasil.. ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha:: dia 11 - 6/1/2017 - sexta-feira Saímos do cápsula às 5h30 para pegar um dos primeiros metrôs do dia, fazer uma baldeação e chegar no aeroporto às 6h20. Ali pudemos devolvemos o pocket wifii e tomar os 4 vôos até Floripa. Bom, o que eu achei do Japão??? Uma cultura que chamou muito a atenção em todos os aspectos e uma culinária que me fez comer todos os dias a comida local com gosto. No fim contou menos os templos que visitei e muito mais a sensação que vivi! Foi demais! Por fim deixa uma pequena lista de palavras que aprendi por lá e me ajudaram um pouco na comunicação: Shinkansen - trem bala Okonomyaki - panqueca de ovo Takoiaki - bolinhas de polvo Yakitori - espetinho Toro - atum gordo (o melhor do sushi) Arigato - Obrigado Arigato gozaimazu - Muito obrigado Hai - sim
  12. Fala Ernam, O corolla de Cape Town alugamos na Bidvest Car Rental, que por sinal foi a mesma companhia que alugamos na Namíbia. Deu tudo certo em ambos alugueis. Pegamos um preço absurdamente barato de Livingstone para Joanesburgo pela British Airways. Foram 100 dolares (incluindo as taxas de quase metade desse valor). Espero ter ajudado. abraço
  13. Valeu!!! Em ambos países faz calor durante o dia, às vezes muito! bermuda e chinelo vão bem. Durante a noite só faz frio no deserto (Namibia), mas nada que um único moletom não seja o suficiente. abraço
  14. Cara, O carro (especialmente na Namíbia) recomendo reservar antes. O "camping" em Sossusvlei na Namíbia foi bem difícil de reservar, pois há poucos. E o Safari na Tanzânia também é obrigatório reservar antecipadamente. Porém tudo que vc antecipar te poupará tempo por lá. Principalmente em cidades maiores que as agências são mais longe. abraço
  15. Que bom que gostou do relato!!! Essa é a ideia, compartilhar informações, e se for de maneira divertida, melhor ainda! Fique a vontade para tirar as dúvidas que surgirem na sua viagem!
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