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  1. Inclui alguns pontos da estrada velha no Google Earth: http://lidiofin.blogsome.com/2005/09/10/estrada-velha-de-santos/ http://bbs.keyhole.com/ubb/showthreaded.php/Cat/0/Number/107036/an/0/page/4#107036
  2. Ei, galera! Achei esse site, com alguns vídeos de demonstrações de facas balisong (ou butterfly, como também são conhecidas). Vale a pena ver: http://www.balisongxtreme.com/freestyle.htm
  3. quote:Originally posted by Nilton Blz Kaoru " Um soldado feliz ,é um soldado com pés secos" id="quote">id="quote"> "Felicidade é um carregador cheio, um cantil pleno e uma ração quente." - Tom Clancy.[] Abraços.
  4. Chegamos ao perímetro urbano de Cubatão por volta das duas e meia da tarde. Paramos em um posto para telefonar; só o Paulo conseguiu. Demos um jato de água nas bikes para tirar a lama. Voltamos para a Via Anchieta. Eu sempre havia passado por ali de carro ou ônibus. Tinha a idéia de que Cubatão e Santos fossem colados um no outro - formando uma conurbação, como um amigo meu gosta de dizer. Mas não são. Tem uns bons quilômetros entre as duas cidades e nada é perto depois de se ter pedalado por seis horas seguidas. Passamos na rodoviária para comprar as passagens de volta. Encontramos ap
  5. O tempo estava fechando. Voltamos, procurando por um galpão em construção. Chegamos até a represa Billings. Concluímos, coerentemente, que a trilha não pode ser grande a ponto de contornar a represa. Nesse meio tempo, eu estava com o bike do Mogli e ele com a minha. A dele era indecentemente mais leve. Voltamos um pouco e descobrimos o tal galpão. Não o havíamos visto por culpa da neblina. Analisamos bem o croqui e não descobrimos nada. Demos algumas voltas e topamos com dois motociclistas. Eles nos explicaram mais ou menos por onde era. E entramos na lama. Eu já estava com a m
  6. Atendendo a pedidos: Santo André/SP Domingo, 24 de janeiro de 1993 Na sexta-feira, o Piloto me ligou e disse que ele e mais dois amigos iriam tentar descer a Serra do Mar de bicicleta pela Estrada Velha. Vou junto! Arrumei minha mochila recém comprada com algumas poucas coisas e fui dar uma ajeitada na bicicleta, que também tinha passado por um upgrade recentemente. Fui para a casa do Piloto e saímos os quatro pouco depois das nove horas. Paramos em um posto para calibrar os pneus. O Mogli e o Paulo tinham vindo de São Paulo durante a madrugada. Não deu nem cinco minutos e
  7. Nessa noite foi o nosso dia de fazer o programa. Levamos as meninas para o centro histórico, subimos uma enorme escadaria e ficamos na mureta da igreja mais alta para ver a lua cheia nascer e falar para elas coisas da terra, do céu e do mar. Voltamos para o Albergue e fomos fazer a gororoba de despedida; elas iriam embora no dia seguinte. Aí começaram os problemas que acabam com a noite de qualquer um. Nossa idéia era fazer o jantar e comer na beira piscina do Albergue. Só que a piscina fechava as oito da noite. Fomos falar com a Telma, a mãe do Albergue. Ela não deixou. Não que quisés
  8. Quatro quilômetros de estrada e chegamos à balsa. Atravessamos para o outro lado e enfim Porto Seguro! Prado estava há dez dias e cento e cinqüenta e cinco quilômetros de distância. Fizemos cinqüenta e quatro quilômetros de barco e cento e um a pé. Chegando em Porto Seguro, telefonamos para o Albergue da Juventude de lá. Havíamos combinado de encontrar a Denise, a Fabi e a Cris lá. Só que elas não estavam. Só pegamos o endereço. Era do outro lado da cidade! Bem que podia ser mais perto... Mas, o que é uma chaga a mais para um lazarento? Fomos andando e aproveitamos para conhecer a cida
  9. Arraial já é totalmente civilizada. Aliás, é civilizada até demais. A praia é cheia de barzinhos e toda suja. Para chegar à cidade, a última provação: uma enorme ladeira. Subindo, o Piloto até encontrou um cara que estudava francês com ele. Chegamos e começamos a procurar um lugar para ficar. O bom é que a cidade, além das pousadas, é cheias de campings; todo mundo que tem um quintal grande monta um. Dessa vez o Piloto que saiu para procurar primeiro. Pôs a sua camiseta da sorte e eu fiquei na praça, cuidando das mochilas. O Piloto foi em um que não gostou; disse que o santo nã
  10. Trancoso é o lugar mais cool de todo o sul da Bahia. Vira e mexe, tem um monte de gente famosa por lá. O legal de Trancoso, além das praias, é a praça central da cidade, chamada de Quadrado. Lá ficam os bares, restaurantes, pousadas, a galera que vende artesanato, os hippies, o povo que joga vôlei, os que jogam futebol, a galera cabeça que pinta e escreve poesias e os que não fazem nada disso e vão lá ver os outros fazerem (que era o nosso caso). Entrando no Quadrado, perguntamos para um bicho-grilo que vendia uns artesanatos de arame se ele conhecia uma pousada boa. Claro que ele conhecia
  11. Andamos mais ainda e chegamos ao Rio do Frade. Passamos o rio de canoa - o cara nos levou de graça, por que lá não era um local de turistas - e chegamos num lugar muito, muito lindo. Parecia propaganda do Prestígio: o mar, a areia e os coqueiros. Quilômetros (literalmente) de coqueiros e mais coqueiros. Havia apenas uma casa nessa praia, a do Seu Olegário, que nos deixou acampar próximos da casa dele. Além dele e da esposa, estava também na praia um casal. O homem era alemão e a mulher, brasileira e tinham vindo de Trancoso de bicicleta. Disseram que ficava a quinze quilômetros dali. Isso
  12. 01 de janeiro de 1996. Acordamos e fomos para a praia. Aproveitei até para dar uma corridinha, aproveitando para paquerar as meninas que passavam. A Fabi falou que ia dar um pulo na barraca e já voltava. Eu e o Piloto ficamos lagarteando lá na praia. Eu quase dormindo quando, de repente, ouço uns berros: "Cuidado, que o jegue vai passar em cima do homi!" Abro os olhos e o homi era eu! O jegue passou e quase pisou em mim, bandido! Pois é, acabei dormindo mesmo. E só acordei quase três da tarde. Imagine só, eu, branquinho, branquinho, deitado ao sol da Bahia, das dez da manhã às três
  13. No dia seguinte, acordamos cedinho e começamos andar. O Piloto falou que uma amiga dele, a Cissa, iria estar lá em Caraívas e que, para achar a referida, tínhamos que estar de frente para a igreja e olhar para a direita; teria uma lua desenhada na porta. O detalhe é que quando ela deu essa explicação tão esclarecedora, estavam os dois bêbados e ele não estava muito certo de que era isso mesmo. Por volta das nove horas já estávamos em Caraívas. Desisti de encontrar o fim do mundo aqui na Bahia. Caraívas, que não deixa de ser uma vila de pescadores, como eu já disse, sem água, luz ou telefon
  14. No dia seguinte, tomamos café e cedinho fomos para o barco, junto com o casal e com a Ana Autista. Ela não era autista de verdade, só que não falava muito, ficava no mundinho dela. - Terra à vista! A viagem de barco durou umas duas horas. O legal foi que vimos o Monte Pascoal, exatamente do jeito que Cabral deve ter visto. A Fabi não gostou muito da viagem. Eu a vi se contorcendo e fui saber o que estava acontecendo. Ela estava louca para fazer xixi e o barco era bem simples, não tinha banheiro. Para os homens era mais fácil. Era só ir lá para trás, onde não tinha ninguém e mandar
  15. Mas o horizonte é longe. Fomos andando em direção àquele ponto de luz que não chegava nunca. Enquanto andávamos, ficávamos imaginando como devia ser Cumuruxatiba. Essa era outra cidade de que também nunca tínhamos ouvido falar. De onde estávamos, só víamos uma luzinha fraca. Ficamos pensando que aquela devia ser a única luz da cidade e que íamos chegar num fim de mundo qualquer, sem lugar para comer ou dormir. Depois de muito sofrimento, chegamos a Cumuruxatiba. Eram oito horas da noite e havíamos andado praticamente trinta quilômetros desde Prado. Se eu estava cansado, ficava imaginan
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