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GIACOME

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Tudo que GIACOME postou

  1. Pessoal, segue o último vídeo da série na Chapada dos Guimarães; Famosa trilha do Matão, espero que gostem.
  2. Pessoal, postei alguns vídeos na sessão Cicloturismo mas não fiz o relato desta viagem que fiz à Chapada dos Guimarães. Fiquei dois dias neste lugar belíssimo, e relato aqui as minhas experiências. Primeiramente fiquei em dois locais; agendei um flat pelo Airbnb, mas não consegui efetuar o Check in no dia da chegada. Como fui de moto, saindo de Rondônia, rodei 1050km e cheguei às nove horas na Chapada. Assim, não consegui dar entrada no quarto. A anfitriã estava se comunicando por e-mail, e eu não estava recebendo os e-mails. Logo, tivemos um desencontro. Tive que procurar uma pousada. Encontrei a pousada Ribas, saída para Campo Verde, em frente a ciclovia. Indico a pousada pelo estacionamento, preço e café da manhã, bem como a cordialidade. Pernoitei na primeira noite, uma segunda-feira, dia 22 de janeiro. Logo pela manhã fui atrás de informações sobre passeios, principalmente de Bike, que era o objetivo inicial. Obtive algumas informações, mas ainda estava tudo indefinido. Estava confiante nas dicas do Tiago, o meu contato inicial desde a saída de Cacoal. O Tiago é ciclista e proprietário da Bikes Cia, uma loja de bike que também aluga bicicletas para trilhas. Mas mal sabia que nesse dia teria alguns problemas. Demorei bastante para encontrar o meu apartamento alugado. Tive que encontrar meios de comunicação com a proprietária, até conseguir; tão logo consegui encontrar o Flat já era 9 horas da manhã. Fiz o check in no flat e iniciei os preparativos para sair ao encontro do Tiago e iniciar os pedais. Preparei os apetrechos e saí caminhando até o centro. O local onde me hospedei é distante aproximadamente 1,4km do centro. Logo, uma caminhada é possível de dia, durante a noite é bom evitar, pois o local é ermo. Para a minha surpresa, a loja estava fechada. Imaginei que era o horário de almoço, pois já eram mais de 11 horas. Fui então almoçar em um dos restaurantes de frente à praça da Chapada, especificamente em frente a Igreja principal. Restaurante mediano, que agora não me recordo o nome. Comida burocrática mas barata: 19 reais comer a vontade. Comi e fui ao encontro do Tiago. Quando olho no celular, ele me responde dizendo que hoje não abriria, pois estava resolvendo questões familiares. Fiquei ainda um pouco mais na frente da loja, quando encontro o amigo Tito. Um professor de Alagoas que também queria alugar uma bike. Desolados, sem bike, saímos atrás de uma. Passamos a tarde andando pela Chapada para encontrar um local que aluga bikes. Infelizmente só o Tiago mesmo. Neste entremeio conhecemos o Naldão, um ciclista que conhece todas as trilhas da Chapada e costuma dar dicas de pedais. Foi muito bacana conhecê-lo. Com um dia quase perdido, saímos para conhecer o Mirante Morro dos ventos, um clássico local, que você paga 5 reais. Muito bacana. Depois fomos comer esfiras na Pomarola, um local bem bacana que serve boas esfiras. Nos despedimos e eu fui até o flat pegar a moto e conhecer o Mirante do Centro Geodésico. Foi maravilhoso. O local é mágico e fica a 7km pela ciclovia. Peguei o por do sol sensacional, com nuvens colossais. Encerrei o primeiro dia comendo no restaurante Popular, um espetinho bem simples que tem buffet de comida, que basicamente era a do almoço. O que eu faria no primeiro dia, se fosse hoje: quem pedala, locar uma bike no Tiago e seguir a ciclovia; conhecer o Mirante do Centro Geodésico; depois seguir para a cachoeira do Segredo, que é próxima e tem uma descida sensacional, segundo o Tiago. Retornaria, almoçava e seguia por 7km para conhecer as cachoeiras do Maribondo e Geladeira. Ambas cachoeiras que são pagas. Se quisesse, pegar o por do sol no Mirante Morro dos Ventos. Dia pago, com certeza. No segundo dia acordei e fui direto à Bikes Cia, finalmente conheci o Tiago. Cara muito gente boa. Enfim consegui locar a bike. E o resto pode ser acompanhado nos vídeos que seguem. O primeiro vídeo trata da conversa com o Tiago, início do Pedal conhecendo três cachoeiras. Véu da Noiva, Cachoeirinha e Namorados. Vídeo III. Mirante Alto do Céu. Pedal top demais. Vista memorável.
  3. Pessoal, segue o segundo vídeo que relata o pedal no mirante Alto do Céu. Lugar sensacional, de beleza indescritível. E de bike ficou melhor ainda. Confiram.
  4. 9boro, Sim. originais. Realmente são bem durinhos, mas dão conta do recado. O lance é o minimalismo. Abração.
  5. As fotos não estão à altura da beleza. Pensei em um rio Verde, de águas transparentes e com várias corredeiras. Uma cachoeira linda e água quente. Sensacional. Se puderem ir até Campo Novo dos Parecis, visite o Balneário Municipal. Mas como tudo na vida nada é de graça. Com a trepidação perdi a placa da moto. Pensem em uma situação: quatro horas da tarde, com uma placa na mão e 500km para percorrer até em casa. Mas todo viajante tem que ter resiliência. Nada está perdido. Com paciência encontrei uma oficina mecânica de motos, arrumei a placa e parti para Comodoro. Cansei menos que a ida, pois a euforia da aventura produziu muita Andrenalina. Na volta passei pelos rios mais lindos do Brasil. Transparentes, profundos e correntes.
  6. CONTINUANDO. Bem, em sequência ao relato, depois que eu abasteci em Lucianópolis, fiquei mais tranquilo e acabei pensando merda. Estava à 50km do trevo que liga Tangará da Serra a Campo Novo dos Parecis. Na minha cabeça, em um planejamento anterior, eu IMAGINAVA que as cachoeiras do hotel Salto das Nuvens, um hotel muito legal que existe próximo a Tangará da Serra, ficavam a 8 km do trevo. Ledo engano; quando cheguei no trevo que dividia Tangará para a esquerda e Campo Novo, pensei; quando estarei aqui novamente? porque não ir? no meu raciocínio de mochileiro a lógica é: está próximo de um lugar top e posso ir, porque não ir? mas não estava próximo. ir ou não ir? fui. virei a esquerda e fui embora. Passou os 8km e nada de entrada de cachoeira. Bem, de relance lembrei que eram 20km. Ande os 20 e nada. Putz. Onde está esta entrada da cachoeira? pois é. Andei mais 25km com aquela teimosia de motociclista que não quer perder a viagem. Até que nada. Então pensei: chega. parei e saquei o celular. Google Maps e vi que eu estava totalmente equivocado e parecia que o salto das nuvens estava em outra direção. Bem, estava aberta a tensão. Voltei os 45km com a esperança de almoçar, pois já eram 13 horas. Precisava abastecer. Tinha rodado 140km e não tinha chegar em Campo Novo sem gasolina. E aí então veio o GRANDE problema. Posto fechado. Caramba. Impossível chegar, matematicamente. Mas a lógica das coisas também seguem outros caminhos. Deitei na moto, só em baixa rotação, andando a 60km por ora, pensei: preciso rodar 70km com o resto de gasolina que só dá para 40km. Só milagre mesmo; e gente, acreditem, andei contanto cada metro, atrás de um caminhão para fugir da inércia. e DEU CERTO. Cheguei. Confesso que não teve lógica. Realmente tenho que admitir: feriu a lógica. A HD fez 40kmql, moto que faz 20km. Já não tinha almoço na maioria dos restaurantes. Gastei uma hora e meia em um trecho de 70km. Almocei em um restaurante de final de expediente. Perguntei do famoso Balneário Municipal de Campo Novo dos Parecis. O garçom do restaurante afirmou que eram 15km de terra. A coceira não passa. Voltei a ficar instigado. Peguei a moto e ia indo embora quando pensei: putz, já estou aqui, porque não conhecer? fui em um posto pedir informações. O pessoal que estava lá declarou: olha, areia pra caramba. se chover, fedeu. Bem, meia verdade. Segui meu instinto suicida mais uma vez e fui lá ver aquele balneário. Valeu a pena? MUITO.
  7. Sensacional!!! Exercício mental bem descrito por vocês!!! Parabéns pelo relato!!
  8. Pessoal. Agora em Janeiro estive na Chapada dos Guimarães exclusivamente para pedalar. Mas não levei a bike. Aluguei uma Bicicleta apropriada para a Trilha lá na cidade e tive excelentes dicas de passeios com a galera de Lá. Segue o primeiro vídeo desta aventura. Logo postarei o segundo vídeo, que trata do Pedal no Alto do Céu. Espero que curtam.
  9. Pessoal, inicio este relato já mencionando o título de um relato que li antes de abrir o meu. Chamou-me muito a atenção a frase "jornada de autoconhecimento". Sempre digo que toda viagem produz muito conhecimento. Mas as viagens de moto geram além disso, geram conhecimento de si mesmo. Dessa forma, esta pequena viagem também trouxe-me revelações, nas linhas que seguem, caso tenham paciência de ler. Minha viagem ocorreu entre os dias 22 e 26 de Janeiro. Saí de Casa, Cacoal, Rondônia, às 5:30, realmente pegando a estrada depois de abastecer às 6 horas da manhã. Da minha casa até a Chapada dos Guimarães são 1050km, que foram percorridos em um dia. Tudo transcorreu perfeitamente, dentro do cronograma. Apenas a dificuldade de andar em Cuiabá, que me fez atrasar quase uma hora. Cheguei na Chapada dos Guimarães às 21:00 horas, já bem cansado. Esta parte da ida da viagem deixo o resumo em um vídeo que fiz no meu canal PedalSemCompromisso. O vídeo está bem resumido e exprime bem a sensação maravilhosa da viagem. Assistam se puder. Mas o lance da viagem foi a volta, e esta lhes conto. Foi muito especial a volta porque tive dois grandes sustos e um pequeno problema que poderia ter acabado com a viagem. E especial também porque vi os Rios de Água mais cristalina do Brasil. Bem pessoal, indo direto para a volta da Chapada, saí da Cidade da Chapada à 6 horas da manhã em ponto. Meu objetivo era vir por Nobres, o que não passaria mais na cidade de Cuiabá. Mas aí tive o primeiro aviso de uma conduta que um motociclista NUNCA DEVE FAZER: NÃO TER CERTEZA DAS DISTÂNCIAS, OU SEJA, NÃO TER PLANEJADO ADEQUADAMENTE E "ACHAR" QUE SABE AS DISTÂNCIAS. E não foi por falta de aviso. Primeiramente "achei' que sabia a distância da Chapada até Nobres, e de fato não sabia. Quase fiquei sem gasolina. Detalhe que o tanque da HR Sportster só cabe 12 litros, o que me permite andar em média 150km antes da reserva. Eu já havia andado 150 e nada de Nobres. Sorte que mais alguns quilômetros achei o trevo que vai a Bom Jardim. Abasteci e respirei aliviado. Mas a lição não foi aprendida. Chegando em Nobres tomei café e fui direto a Diamantino, pela via duplicada que leva à Sinop. Em Diamantino abasteci bem o tanque, porque a placa declarava 73km do próximo posto de abastecimento. Fui embora. No caminho fui assediado por um Prisma branco. Como eu ando sempre na média de 120 e 130km por hora, tive que acelerar. Minha libido falou mais alto e esnobei o carro, acelerando e sumindo da sua vista à 160km por hora. Após esta babaquice cheguei no posto designado, e qual foi a minha surpresa. Estava fechado. Ora, o próximo posto estava a 120km de distância, em suma, não dava. Mas deixa que o pessoal do Prisma estava lá também e foi ao meu encontro para conversar. Galera jovem que parecia de Santa Catarina. O cara se prontificou a ficar atrás de mim, andando devagar, para caso desse problema de pane seca. Com muita sorte havia uma cidade a 60km dali, Lucianópolis, se não me falhe a memória. Assim pude abastecer e tomar aquela Coca KS. Mas agora a aventura começava. O pior estava por vir.
  10. Pessoal do Mochileiros, quero divulgar meu Canal no Youtube sobre Bike e Passeios em locais Interessantes. Gosto de conciliar lugares instigantes com o desafio dos pedais. abaixo seguem links dos vídeos relacionados aos Pedais realizados na Chapada dos Guimarães. O primeiro vídeo mostro o aluguel de uma bike própria para trilha na Loja Bikescia, na própria Chapada dos Guimarães e o início do Pedal de 40 km em algumas rotas turísticas como as cachoeiras Véu da Noiva, Namorados e Cachoeirinha. O segundo vídeo trato da viagem de Motocicleta de 1000km entre Rondônia e Mato Grosso, viagem esta realizada em uma Harley Sportster 883;
  11. SÁBADO, dia 15 de Julho de 2017; dia de Arequipa; saímos de Puno tarde, beirando às 9:00 horas; tomamos o café da manhã no Hostel Tayka e partimos; na saída para Juliaca, a subida nos últimos mirantes de Puno para fotografar o lago; mas já não tínhamos tanta motivação, depois das outras fotos absorvidas; fiquei com dor no coração de saber que estava passando ao lado das Chulpas de Sillustani e que não poderia parar. Um bom motivo para retornar ao Peru. Abasteci em um posto que aceitava cartão; enchi o tanque e partimos rumo a famosa Juliaca. Como sempre esta cidade dá um pouco de trabalho; e principalmente por saber que ela é integradora; liga Cusco, Puno e Arequipa, ou seja, conecta o Peru; Como sempre fui salvo pelo Google Maps, que serviu de GPS, com download dos mapas off line, sempre feito nos hotéis; ao sairmos de Juliaca, aquele trânsito louco. Sabíamos que subiríamos a cordilheira, mas não imaginaríamos quanto; nos primeiros 50km a transição da vegetação típica de Puno para o deserto de Arequipa; terreno ressequido, vegetação baixa e lindas planícies, apenas entrecortadas pelas montanhas; Lindas curvas e paisagens que me fizeram acreditar que era a estrada mais linda que eu haveria de ter passado, até aquele dia. Subimos até os quase 4500 metros e vimos as belíssimas Lagullinas, lagunas de águas geladas e azuis; parei no mirante e fotografei; parada obrigatória; se você está subindo, pare no mirante de cima; passamos ainda ao lado do campo das Vicunas, irmãs menores das Lhamas e Alpacas; você verá logo as placas e deve parar para fotos; conseguimos visualizar este típicos animais em seu habitat natural; logo após o Pedágio em uma pequena vila, já visualizamos os lindos vulcões; visão epifânica; Chegamos em Arequipa às 15 horas; para penetrá-la, três camadas: a primeira da cidade periférica, dos trabalhadores, fábricas e indústrias; a segunda camada o centro urbano e comercial; nota 10; movimentado e bem urbanizado; e depois o centro histórico; o miolo turístico. Excepcional; magistral; Já descemos à Plaza de Las Armas para conhecer; belíssima, movimentada; com um tom árabe, talvez pelas palmeiras; cercada de construções coloniais; amamos de cara; comemos um Menu Turístico onde eu experimentei as Papas Huancaína; mal eu sabia que Arequipa seria o melhor lugar para comer da viagem e o local que eu sentiria menos fome; Depois do almoço procuramos o nosso Hostel: Le Foyer; simplesmente ótimo; muito bem localizado; café da manhã de gala, com vista para os vulcões; tratei antes de encontrar abrigo para o carro; passei em frente ao estacionamento privativo do restaurante Chicha, do Gaston Acuri; combinei com o dono e paguei 90 soles pelos três dias; muito bom; carro guardado, crianças descansando no Hostel, agora era a hora de Explorar Arequipa; mas deixo para o próximo dia, pois neste fim de tarde, apenas reconhecemos o terreno; e que terreno; várias quadras de lojas, restaurantes, boa comida e gente; massa; comemos comida fast food, para contrariar; KFC e Pizza Hut; pois é; o domingo foi repleto de coisas legais; continua...
  12. Thiagopqd, pretendo ir em Julho/2018; mas desta vez sem as crianças; fazer o mesmo percurso até La Paz; lá ficar um pouco para fazer a estrada da morte de bike; depois voltar por Iquique e descer até Antofogasta e San Pedro do Atacama; fazer o Salar de Yuni também; o retorno quero passar por Arequipa e Lima;
  13. Minha próxima viagem será para o Chile; Deserto do Atacama e Salar; depois voltar por Lima; Já viajei de Santiago até Buenos Aires por via terrestre; subi as Caracoles e desci a cordilheira em Mendonza; de lá peguei um ônibus top para Buenos Aires indico demais este trajeto abraços
  14. Bem, amanhecemos em Puno, no Hostel Tayka; amanheci só o trapo; chegamos muito de madrugada, um frio violento e naturalmente efeito do Soroche da altitude de La Raya. Fiquei sem fome e muito mal. Saímos para tomar o café (desayuno) e encontramos um pub muito legal, chamado Positive, com uma decoração no estilo daqueles hosteis tipo Che Lagarto; a temática era o Rock e Reggae; indico muito; o café era sensacional; café americano, com suco de laranja e ovos; depois deste café fomos às margens do lago Titicaca, no cais que leva às ilhas de Uros; eu estava morto e em frangalhos; fiquei deitado no sol enquanto a Lívia e o Pedro brincavam no mirador do lago; decidimos ir logo para Copacabana, ficar logo lá para conhecer; enfrentar de carro o lado Boliviano, o que se mostrou um acerto; fomos para o hotel de Tuk Tuk, que nos cobrou cinco soles; pegamos as malas no Hostel, pagamos 110 soles pela diária e partimos; Este trecho da viagem nos contemplaria com paisagens e experiências inesquecíveis; o trecho entre Puno e Yunguio tem fotografias belíssimas; principalmente nos encontraríamos com um dos destaques místicos da viagem: a porta dos Deuses; a porta Hayu Marka, que inclusive foi difícil de encontrar, pois não tem placa para quem vem de Puno, somente para quem vai; quando visualizei a porta, me emocionei; tanto tempo planejando e de repente a porta estava ali; magistral; maior do que eu pensava, com uma energia incrível e nível de acabamento especial; O local é todo inusitado, com formações rochosas estranhas e que parecem ter vindo de outro lugar; farei uma postagem técnica sobre a porta; indico muito ir de Puno até Copacabana de condução própria; para conhecer a porta marque 67km saindo de Puno; Logo após a Porta, passamos em um mirador na cidade de Juli; ali é possível ver o azul do Lago Titicaca contrastando com os picos gelados da cordilheira Boliviana; bela foto; depois da cidade de Juli temos a lindeza da cidade de Pomata; famosa pelas múmias e estátuas de barro que estão espalhadas em museus; bela cidade, delicada e bem urbanizada, que tem uma visão ímpar do Lago; passamos depois em várias outras belas estradas, até chegarmos na longínqua Yunguio; ali faríamos a migração e passagem do carro, eterna incógnita da viagem; no lado Peruano era entregar o documento na Aduana para saída do carro e carimbar as cópias de saída, entregando a vias de entrada; no lado Boliviano era preencher a entrada e carimbar, bem como proceder à entrada do carro; para a entrada do carro era necessário preencher um formulário on line, que é feito em uma mercearia ao lado, com computadores disponíveis ao preço de 5 bolivianos; depois imprimir e levar para um cordial agente da Aduana boliviana, que apenas carimbou e assinou, com muita gentileza; ao contrário da truculência de dois agentes policiais que nos atenderam inicialmente; Enfim, o procedimento demorou parte gorda da tarde; mas conseguimos concluir com tudo legalizado e entramos na famosa Bolívia; dirigi bem pouco e já estávamos em Copacabana, uma cidade muito pequena, com a vida turística demarcada pelas margens do Lago e da catedral de Copacabana. Nos hospedamos no Hotel La Paz, se não me engano, ao custo de 100 bolivianos; bem barato; ele fica bem em frente ao Hotel Mirador; mas é bom assinalar que na Bolívia a cotação estava de 1,8 bolivianos para 1 real; péssima cotação, o que também encareceu a viagem; troquei 400,00 reais na fronteira; Deixamos as crianças no quarto e fomos procurar comida; no início da noite muitos restaurantes, muitas opções de menu turísticos e bons locais; infelizmente o tempo passa e mais a noite os restaurantes vão fechando, naturalmente, e ficando menos opções; compramos lanches para os meninos, lanches simples, o que tinha; e depois de deixarmos os lanches no hotel, saímos para comer um Spaguetti que vimos em um restaurante bem referendado pelo Tripadvisor, o Maura´z; tinha gringos no restaurante e o atendimento inicial foi ótimo; mas depois foi ficando desleixado e demorado; mas a comida estava ótima; indico Copacabana para uma noite e conhecer a Isla del Sol; não tivemos uma boa experiência nesta cidade pois nossos filhos ficaram doentes; o Pedro com sua eterna dor de barriga; a Lívia iniciando a catapora; baixou aquela urucubaca; mas tenho que dar um novo voto de confiança para Copa. Mas na minha opinião, não podemos comparar Puno com Copa; são situações diferentes; Puno é sensacional também, até prefiro mais, descobrir seus cantos; Fiquem atentos que um lado da Ilha está fechado para visitas; o lado Norte, se não me engano; assim, não visitamos a ilha; decidimos sair cedinho no outro dia rumo a Tiwanaku, meu sonho. Sexta-Feira, 14 de Julho. A noite foi tensa, todo mundo em uma Bad, e eu precisei agir, com positividade; acordei todo mundo e mediquei o povo; Soroche Pills para o Pedro e Paracetamol para a Lívia; bora andar; infelizmente iríamos tocar o barco, e não iríamos para a Ilha del Sol; fica para a próxima; antes, fotos às margens do Lago Titicaca. E fotos da Catedral de Copacabana. Assim, o planejamento ficou da seguinte forma: ir direto para Tiwanaku passando por La Paz e depois de visitar o sítio arqueológico seguir adiante rumo à Arequipa, dormindo em local indeterminado no momento próprio. Foi o que fizemos. O trecho entre Copacabana e La Paz é belíssimo; cartões postais e belos miradores para pararmos. Logo na saída de Copa um mirador no pico da montanha que tem uma visão privilegiada da cidade e do lago; depois sempre subimos e serpenteamos pela cordilheira dos Andes, sendo possível parar às margens da estrada para belas fotos. A estrada é perigosa, pois margeia parte sinuosa das montanhas; mas é um passeio irretocável e necessário; vale muito pelas fotos épicas. Cruzamos de balsa o Lago Titicaca na cidade de Tiquina, em uma pequena balsa com motor 20, junto com outro carro; pagamos 20 bolivianos; toquei as águas do lago pela primeira vez. Ainda subimos e descemos um pouco as montanhas, até chegar a uma planície belíssima, com aquela estrada longínqua, as montanhas nevadas e o lago Titicaca ao lado, sempre azul gelado, trecho até a cidade de Huarina, e que merece atenção. Percebemos que estávamos na Ruta Nacional 2, pelo aumento do fluxo de carros e a duplicação da via. Realmente estávamos chegando próximo em La Paz; e o dorso da cordilheira sempre ao nosso lado; um dorso bem branco, com muito gelo eterno; espero que este gelo seja para sempre; Tínhamos que sair da R1 e pegar a R2; elas se encontram já na região metropolitana de La Paz; mas decidimos pegar um atalho insano; uma estrada sem estrada, um desvio que liga as duas Rutas sem precisar rodar os mais 15km até a cidade; quase não encontramos o desvio e quase não andamos nele; pois ele é uma estrada sem limites laterais; você não sabe quando está andando na estrada ou não; viramos as costas para La Paz e seguimos pela R1. Antes de chegar em Tiwanaku ainda passamos no mirador Loco Loco, que fica a 5000 metros de altitude e possibilita uma visão gigante da cordilheira e da própria cidade de La Paz. Inclusive na gigantesca planície sem dono, ocorria uma prova de Rally. Chegamos no sítio arqueológico de Tiwanaku 15 horas; o parque estava lotado; realmente ele não passa indiferente ao turista, ao contrário do que eu pensava; o parque é excelente e todo o planejamento para chegar nele e as leituras valeram a pena; a base de Akapana é colossal; o templo de Kalasana é bem acabado e primoroso, assim como os totens e Porta do Sol. Valeu cada centavo empenhado. Tocar nisto tudo evoca os tempos imemoriais. Também visitei Puma Punku. Engenharia misteriosa e bárbara; vale muito a pena percorrer o parque com calma e olhar detalhista. No sítio fiquei sem bolivianos, pois a entrada do parque custa 100 bolivianos para estrangeiros; justo; paguei para mim e para a Helem; visitamos o parque principal e Puma Punku. Para comprar batatas fritas e outras guloseimas tive que comprar uma lembrança em soles e pegar o troco de bolivianos, sempre preocupado com os pedágios; neles precisávamos de bolivianos; pelo segundo dia não almoçamos; comemos apenas batatas e bebemos água; sem fome e sem locais para comer nestes trechos que enfrentamos; Minha visita ao parque de Tiwanaku foi rápida, mas eficiente; pude contemplar o templo subterrâneo de Kalasana e observar bem a Porta do Sol. Senti a vibração, o oxigênio de estar ali, naquele local milenar e incógnito da Bolívia. Atravessamos a fronteira da Bolívia para o Peru pelo município de Desaguadero; uma loucura; achavascados pelas bicicletas que transportam duas ou três pessoas; eles vão para cima de você, resvalam em seu carro, te tocam e a coisa continua; um fluxo surreal de pessoas e bicicletas; inacreditável; demoramos em média duas horas para concluir a travessia; e seguimos direto para Puno, onde iríamos ficar no mesmo hostel da ida. Chegamos em Puno próximo das 20 horas; tomamos aquele banho e saímos para comer e comemorar os feitos do dia; escolhemos um bom menu turístico e jantamos ao som dos desafios transpostos e das belezas vistas. Sonho realizado do dia. A partir de amanhã o dia seria inédito: Arequipa
  15. Quarta-feira, dia 12 de Julho. O dia de hoje foi repleto de surpresas e pequenas dificuldades. No dia anterior tínhamos sido bloqueados no retorno de Ollantytambo pela greve dos professores. Assim, decidimos sair ainda de madrugada para Puno, com medo do bloqueio pela greve nacional. Logo, antes do amanhecer já estávamos levando as malas para o carro, estacionado na praça Regozijo. Com bastante pressa queríamos sair antes do bloqueio. Mas tal foi a nossa surpresa quando chegamos ao carro e encontramos o pneu murcho. Infelizmente este pneu vem dado problema desde a saída de Cacoal. Tivemos que trocar o pneu e sair voando. Foi uma verdadeira fuga de cinema; avenidas bloqueadas com pedras e tropa de choque nas ruas; saímos de Cusco passando bem em frente ao foco das manifestações: o aeroporto; paramos em um posto para abastecer, achávamos livres, pois já estávamos fora da cidade. Mas não; no posto uma van fazia o retorno; estrada bloqueada; tivemos que voltar; e quem disse que conseguiríamos chegar no centro histórico de Cusco? Pedras bloqueavam a avenida El Sol, e toda as outras avenidas; deixamos o carro distante 3km do centro histórico, em meio a efervescência das manifestações, pneus queimados e tudo o mais. Deixamos o carro e subimos a pé. Longe, Longe. Tomamos café em uma cafeteria em frente a praça Regozijo. Não gostamos das empanadas desta cafeteria. Empanadas não devem ser comidas nestas cafeterias. Empanadas cusquenas são comidas nas padarias típicas. Bem o dia foi de tensão. O carro estava localizado “jogado” bem distante da praça. Tivemos que voltar ao hostel e reservar mais um dia. Imprevisto na viagem e no cronograma. Agora, ir ao carro buscar roupas para este dia. Eu e o Pedrão lá vamos. Depois saímos para o almoço e comi o melhor Lomo Saltado da viagem. Foi em um restaurante dentro de uma galeria. Menu turístico de 20 soles, com suco. Volteamos em Cusco a tarde, em um dia sem compromisso e vadiamos a esmo; levei os meninos às pedras dos doze e quinze ângulos. Foi quando uma impressão brotou. Vans circulavam livremente pela praça, o que noz fez perceber que haviam liberado as vias. No informamos melhor e confirmamos; eles liberavam as vias a noite; isso já eram 17 horas, descemos até o carro e pegamos o veículo em busca de uma loja de pneus; nada; então, por um passe de mágica, uma pequena e humilde borracharia Peruana. O senhor fez milagre. Como o arame do pneu estava bem danificado, macarrão não funcionava mais. Então ele fez o que eu chamei de remendo Inca, com maisena. Funfou demais. Saímos as pressas de Cusco rumo a Puno, lago Titicaca. Comemos uma pizza no vilarejo que tem um feirinha na praça . Sensacional. No olho do furacão das pessoas e moradores comuns do Peru. Nada turístico. Passamos La Raya quase meia noite, um frio de -11 graus. Aquela parada noturna e fria para contemplar o silêncio dos gelos eternos noturnos. Eles ficam ainda mais misteriosos. Uma aventura inusitada, um momento histórico. Passamos em Juliaca, a famosa Juliaca perdida; infelizmente tivemos problemas lá; a avenida passa bem em frente a um cassino. Uma mulher, do nada, se joga na frente do carro e não deixa o carro passar; os famosos tuc tuc se aproximam e nos fecham; pensei, lascou! A mulher impede a minha passagem, jogando-se sobre capô do carro; gritando para que os taxistas que estavam por lá fizessem algo que eu não sei o que é. Cena difícil; tentei desvencilhar da mulher, engatei a ré e tentei levemente sair; até que ela nos abandonou e foram longos 10 minutos, em uma cidade vazia e estranha como é Juliaca. Chegamos em Puno quase duas da manhã; procuramos vários hotéis e hostels, quase todos fechados. Foi quando encontramos um bom Hostel. Estrutura ótima, bem localizado e ótimo preço. Bem indicado no TripAdvisor. Deixei o carro em frente ao Hostel mesmo e capotei. Mal sabia que no outro dia iria estar ruim de soroche. (Continua)
  16. Neste terceiro dia em Cusco, dia 11 de Julho, a coisa já não foi tão simples; iniciamos nossa fase de aventura que só iria terminar em Arequipa. Antes, um detalhe sobre o carro. Na primeira noite o carro dormiu em frente à praça Regozijo, na faixa amarela. Além de dormir preocupado com arrombamento, fiquei tenso imaginando o carro ser rebocado. Mas conversei com vários policiais que afirmaram a possibilidade de deixar o carro nesta praça a noite, sem problemas. Foi o que fiz. Mas na noite de segunda tirei o carro de Lá e coloquei algumas ruas abaixo, na rua paralela à Av del Sol. Estacionamento legal, mas aberto na rua. Mas nada aconteceu, ufa. Bem, tomamos o nosso desayuno e partimos de carro para o vale sagrado. Antes passamos no desenho urbano que mais representa Cusco. Os corredores guetos de muralhas de pedras bem dispostas. No dia anterior, conversamos com o nosso guia Rolando da Wilka Travel, e ele havia mencionado a greve nacional, que paralisaria tudo. De carro pela Rota do Vale Sagrado, passando por Pisac e o vale do Rio Urubamba foi sensacional. Passamos pelo Cristo Blanco,com uma belíssima foto panorâmica de Cusco; também é possível fotografar Sacswayman de um ângulo massa. Passamos em Pisac e paramos em vários pontos panorâmicos para as fotografias. Incluindo um novo mirador restaurante recém inaugurado, bem em frente a majestosa arquitetura agrícola de Pisac. Já era passado a hora do almoço e a beira da estrada passamos pela Avenida do Kui, o porquinho da índia saboreado pelos Peruanos. Eles estavam sendo assados inteiros, no espeto, colocados em vários em exposição. Paramos, olhamos; ele é servido picado, o que torna sua visão mais amena. Mas mesmo assim não encaramos. Ele custa 35 soles, inteiro. No fim, procuramos almoço no mesmo restaurante turístico em Urubamba, aquele restaurante turístico de 60 soles que somos obrigados a comer quando compramos o passeio a Machu Picchu inteiro. Mas como estávamos livres, fomos em um restaurante a aproximadamente 200 metros. O Mamá Chela. Sensacional. Um filé de polo (frango) supremo custava 18 soles, e dá para comer cinco pessoas, kkk. O dado legal do passeio feito livremente, com a própria condução, é que no pacote que compramos para o Vale Sagrado o pessoal não parava em um sítio arqueológico logo após a cidade de Urubamba. Mas o interessante estava por acontecer. Chegando em Pacha, o que não percebi de cara, vi a placa falando de Ñaupa Inglesia, o meu grande objetivo do dia. Era uma região montanhosa, bem perto mesmo de Ollantaytambo. Decidimos visitar Ñaupa Iglesia antes de chegar em Ollanta, fato que depois perceberíamos que não iríamos visitar Ollanta desta vez. Entramos na pequena vila de Pacha, aos pés de uma grandiosa montanha onde avistamos, bem ao longe, capsulas pregadas no paredão para o pessoal descer de tirolesa. Insano. Não sabíamos onde era o ponto que visitaríamos. Paramos na antiga ponte Inca, logo após atravessar o Rio Urubamba. Perguntamos por ali e uma criança nos indicou pegar a estrada de terra e seguir após duas pontes e a linha de trem. Andamos após as indicações mas não encontramos. Quando lá longe vem uma peruana em seu andar e traje típico. Perguntamos e ela falou que estava um pouco para trás, e tínhamos que subir bastante a montanha. Demos carona para a Peruana e deixei o carro ao lado dos trilhos de trem, no sopé da montanha que iria escalar. A Helem e a Lívia ficaram no carro e eu o Pedro Henrique subimos este fascinante e desconhecido sítio arqueológico. Não preciso dizer que foi a emoção da viagem. O deserto do lugar, o desconhecido, a grandiosidade do trabalho Inca e as joias da coroa lá em cima, fizeram deste momento único. Contarei esta aventura em detalhes em outro momento. Depois de visitar Ñaupa Inglesia, feliz e em êxtase, percebemos muitos carros passando naquela estrada deserta. Questionamos se não existiria um sítio arqueológico de muita importância para aquelas bandas. Mas ao pararmos um carro e perguntarmos, o cara falou que a estrada de Ollantaytambo para Cusco estava fechada. Os professores haviam bloqueado a estrada e tínhamos que seguir por um atalho, justamente aquela estrada de terra. Seguimos o sentido contrário e encaramos aquela estrada cheia de pedras. Só não imaginaríamos que ela estaria totalmente congestionada de vans turísticas, taxistas e carros particulares. Máquinas estavam trabalhando tentando desimpedir a estrada, pois havia acabado de ter um derrume. Era uma verdadeira estrada da morte, margeando montanhas onde passavam apenas um carro. Realmente foi uma aventura do dia. Chegamos em Cusco a tardinha. Conseguimos estacionar o carro na mesma praça. E fomos tomar um café na cafeteria e lanchonete de sucos mais massa de Cusco. Mal sabíamos que o outro dia seria ainda mais tenso. A greve geral iria intensificar e nossa missão seria sair de Cusco. Será?
  17. Estávamos na segunda-feira em Cusco. Quarto dia de Viagem. Poucas aventuras nos esperavam neste dia, tendo em vista que era momento para re-conhecer Cusco e levar os pequenos / médios para passear. Nossos amigos estavam curtindo a parte que queriam ver e ficamos sozinhos. O dia era deleitar na praça, Mercado San Pedro e comidas, muitas comidas. A Lívia amou Cusco; aquela praça florida, as catedrais e monastérios, gente e gente, sol e luz. O Pedro queria até morar ali. Passeamos pela praça, fomos ao mercado central (com preços ótimos de lembranças). Como o dia foi sem maiores diversidades, ressalto apenas alguns pontos que considero de interesse: 1 O Café da manhã do Hostel Chiska é muito bom; tem evos revoltos, sucos e pães frescos; nem todo hostel oferece; a localização não é ótima, é excelente. Em frente à Mama África; sentimos as baladas a noite inteira, não que isso fosse ruim; como não poderíamos ir, curtíamos da cama do hotel kkk 2 Indico o restaurante Antojitos, na calle principal que leva ao Mercado. Este restaurante é um monstro de comida boa e barata. Um Lomo Saltado top custa 15 soles. Menu turístico a 13 soles. Não se assuste se vir um Polo inteiro no prato por 13 soles. 3 Preste atenção aos gigantes churros antes do Arco da Praça Regozijo. Churros da maior qualidade. 4 Gaste um pouco mais e vá ao restaurante Chicha. Reservamos a segunda a noite, jantar às 19:30; comida gourmet em quantidade superior ao pratão feito da esquina. Divino. Pedimos trio de empanadas de entrada; pratos principais Barriga de Porco e Raviolis para a Helem. Sobremesa bola de chocolate e suspiros especiais. Valeu cada centavo. Dica: não beba nada lá. Uma pisco custa 35 soles. Só a comida vale muito a pena. A brincadeira ficou em 220 soles. barato comparado ao mesmo nível no Brasil. Bem, o dia seguiu calmamente delicioso, como contraste ao dia tumultuado que viveríamos a seguir. Estrada bloqueada, a maior emoção da viagem em encontrar e visitar Naupa Iglesias e outras coisas mais.
  18. Bem. Neste terceiro dia de viagem, exatamente dia 09 de Julho, um domingo, decidimos subir a cordilheira, com destino a Cusco. Nossa preocupação eram as crianças, principalmente a Lívia de 5 anos. Ministramos um AS infantil, que tem a composição menor que o Soroche Pills. Nós tomamos este último, logo pela manhã, e depois tomaríamos outro comprimido a noite, chegando em Cusco. Isso porque elevaríamos aos 4728 metros em menos de 6 horas de viagem. Compramos os remédios, tomamos café em uma padaria e abastecemos. Encontramos um posto que passa targeta, cartão de crédito. Iniciamos a viagem. São aproximadamente 480km onde encontramos três diversidades biológicas: uma floresta amazônica de planície, não tão mais úmida, pois já encontramos sinais de devastação. Inclusive à beira da estrada uma feira livre parecida com aquelas da Índia. Depois encontramos uma floresta úmida, intocável, na região da serra de Santa Ana. E depois, após Quincemil, aos pé das cordilheira, iniciamos a subida com a biodiversidade andina. Uma experiência bárbara. A lívia vomitou no excesso de curvas ainda na serra de Santa Ana, sem subirmos a maiores altitudes. Mas ministramos um remédio próprio para estes enjoos e ela dormiu e não teve mais nenhum sinal da subida. ótimo. A primeira parada após a parada do vômito inaugural da Lívia foi a tradicional cidade de Marcapata, nos sopés da Cordilheira. Parada obrigatória para o consumo do chá de Coca. Eu gosto razoavelmente do chá, pois concentro-me em seus resultados. Muitos colegas não gostaram. Outros acharam ótimo. Como era hora do almoço comemos uns espetinhos de carne de Alpaca com Batatas. Carne deliciosa. contemplamos aquele lugar épico entre as montanhas e saímos felizes rumo ao pico. Chegamos ao Pico, 4728 metros e estava muito frio. Trovões e leve picos de neve ainda nos abateu. Fotos nas geleiras belíssimas e depois a parada para comer a truta andina, na altitude de 4700 metros. Inclusive, a truta estava inflacionada: 10 soles cada. Mas vale cada sol. Dali em diante tive muito sono e a Helem assumiu o volante até Cusco. Chegamos em Cusco 20 horas, naquela praça de Las Armas Maravilhosa. Cada colega procurou seu Hotel e seguimos para encontrar estacionamento e o nosso hostel. A praça central de Cusco e toda a região está inteiramente com faixa amarela. Logo, em um raio de três km do centro nada de estacionamento fácil. Parei o carro à frente de um monastério na praça Regozijo, faixa amarela onde haviam outros carros também, mas peguei as malas e fui ao nosso hotel. Muito bem localizado, em frente à Catedral de Cusco. Hostel Chiska. Bacana demais, indico com certeza. Saímos à rua para Jantar e encontramos um daqueles vendedores de menu turístico. Comemos no restaurante que não lembro o nome, Menu turístico a 25 soles, entrada (sopas, que são top) prato principal e sobremesa, além da Pisco Sour de cortesia. Dormimos bem. Antes, a Helem teve um enjoo, único e insólito em toda a viagem. No outro dia algumas surpresas nos esperavam, como o restaurante Chicha do Gaston Acurio. Segue o baile. Dicas: 1 Não faça qualquer esforço físico demasiado neste primeiro dia, pois mesmo atletas sentem a altitude demasiada; 2 Leve bolachas e balas aos moradores do Pico. 3 Tome o chá da coca, mesmo que não goste. 4 Coma a truta lá no pico. Vale tudo.
  19. Acabamos de regressar desta maravilhosa viagem, onde o exercício de resiliência e cuidado mútuo fez parte constante do trajeto; viajamos de carro, partindo de Cacoal, Rondônia, fazendo o já clássico caminho entre Rio Branco (Acre) e Cusco (Peru), passando pelas belas geleiras da cordilheira dos Andes. Estávamos em quatro pessoas, sendo elas duas crianças de 14 e 5 anos. Nestas condições o nível de aventura deve ser moderado, não podendo fazer caminhadas mais longas, ou qualquer outro passeio que demande muito esforço físico e muito menos risco à saúde ou à vida. Saímos de Cacoal junto com um grupo de Amigos até Porto Velho; já na saída um grupo que iria com a gente recebeu a notícia que outros membros da família que iriam se encontrar em Porto Velho haviam perdido o vôo. Logo, iríamos subir até Rio Branco somente em mais outro carro de amigos. O resumo do primeiro dia foi: Cacoal-RO – Rio Branco, Acre. 988km. Os pontos mais relevantes deste dia e que merecem uma observação: 1. Abastecer em Porto Velho é bem vantajoso. Gasolina custando 3,36 antes do aumento de 0,40 do Temer. 2. Comer no Assados; restaurante que fica na rua Carlos Gomes, em frente à Honda. Boa carne assada e postas de Dourado gigantes assadas. 3. Em Abunã, resíduos históricos da passagem da ferrovia madeira Mamoré, incluindo uma locomotiva perdida. 4. A Balsa; elemento jurássico que assola o desenvolvimento da região. 5. O Shopping de Rio Branco, assim como toda a capital estão lindos. Não ficamos hospedados em Hotel. Ficamos na casa do amigo Carlos Frederico. O segundo dia acordamos cedo, mas conseguimos sair mesmo após às oito horas. Tomamos café em um posto de gasolina e seguimos para Assis Brasil. Em Epitaciolândia paramos para sacar dinheiro na agência. Queríamos levar 90% do dinheiro em espécie. Em 2013 levamos em espécie, mas já no final da viagem o dinheiro deu a conta; e muitos locais não passavam cartão de crédito. Importante habilitar o cartão para as transações internacionais. Saímos de Epitaciolândia e seguimos para Assis Brasil, a última cidade brasileira do caminho. Cuidado com este trecho é pouco. O asfalto está destruído em parte do trajeto, necessitando reduzir a zero a velocidade para prosseguir. O Resumo do segundo dia ficou assim: 574km. Rio Branco, Acre. Puerto Maldonado, Peru. 1 Deixe bastante tempo para a imigração e passagem do carro para o Peru. É demorada a saída do Brasil na Alfândega Brasileiro quando tem ônibus também atravessando. Na Aduana peruana, se tiver ônibus ferrou. Nos finais de semana o fluxo é maior. O carro só sai agora com o Suat, um seguro obrigatório. Eles inspecionam o carro e só permitem o pagamento depois da observação e análise do veículo. Demoramos mais de três horas para fazer todos os procedimentos. Aproveitem para trocar sua grana por soles já na divisa. Uma das melhores cotações. Quanto mais entramos no país, menos o real vale. Com exceção de Cusco, que recebe muito bem o real. 2 Viajei com a ideia de cotação entre 1 real para 1 soles. Levei prejuízo. Com o aumento do dólar, consegui comprar soles perdendo 10%. 1 real vale somente 0,90 soles. Prejuízo de 300 reais na troca dos 3,000 reais que levei em espécie. (levei mais 1,000 reais para trocar em Bolivianos). 3 O trecho entre Inapari, primeira cidade Peruana onde fazemos os trâmites, até Puerto Maldonado é de 220 km. Cuidado com o combustível. Existem poucos “grifos” postos de gasolinas no caminho. Cuidado também com os quebra-molas, que são muitos e motociclistas sem iluminação. Passamos a noite e muitos veículos não têm iluminação. 4 Em Puerto Maldonado ficamos no Tropical Inn. Hotel de fácil localização, à 4 quadras da praça de Las Armas de Puerto Maldonado. Ficamos na ida e na volta. O valor de 114 soles. Em média 130 reais para quatro pessoas. Quarto enorme e ótimas camas e banheiro. No entanto, sem café da manhã. No dia que chegamos estava sendo comemorado o aniversário da cidade. Muita festa na praça principal, com um show de músicas locais; uma mistura de aviões do forró com calypso. Sensacional. Comemos pizza e experimentei uma coxinhas de rua, feitas de massa de mandioca, também comi as papas helenas. Deliciosas. 5 Já tome as deliciosas Cusquenas. Cervejas maravilhosas de Cusco. Aproveite o calor da cidade para beber, pois em Cusco o clima não é tão propício. Em Cusco gostoso é a Pisco Sour, bebida com aguardente de uva e clara de ovo. Dormimos com a ansiedade da subida pela cordilheira, levando em conta que estávamos com crianças e não sabíamos as reações, principalmente da menor com 5 anos. Amanhã continuo com o dia D da subida à cordilheira.
  20. Desculpa Sérgio, agora que li, você já passou rsrsrs faça uma ótima viagem;
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