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GIACOME

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Tudo que GIACOME postou

  1. SEGUNDA-FEIRA (08 DE JULHO) Bem, dando sequência ao relato, cheguei em Cusco com uma leve dor de cabeça, que mais tarde tornou-se bem forte. Mas não foi motivo para desanimar. Saímos, estava bem frio, para comer e e fomos direto ao La Cicciolina; mas estava muito cheio e nos encaminhamos ao Baco; comemos uma Pizza muito gostosa e experimentamos o(a) Pisco Soul; maravilhoso; realmente a nossa primeira experiência culinária em Cusco; Voltamos para o hotel e fomos dormir; a minha cabeça latejava (dirigir o dia inteiro e mal dos andes); conseguimos fechar o Hostel por 80 soles o casal; quarto legal e bem no centro; mas sem arrumação de cama; o café da manhã era um leite muito gostoso (leite vaporizado Glória) e um bom café preto, mas só pão e geléia. Saímos o primeiro dia na Plaza de Las Armas e muitas fotos; belíssima e histórica; linda paisagem kitsh que povoava meu imaginário; fui abordado por um vendedor que se disse pintor de quadros; comprei duas telas por 70 soles; uma a óleo e outra em aquarela; depois descobri que paguei caro; tinha mais barato; mas para mim foi o preço mais que justo; belíssimas telas feitas a mão; Saímos para o Mercado San Pedro; sensacional; os artesanatos e as comidas; insanas; claro que não comeríamos por lá; compramos umas bonecas peruanas com crianças no colo; achamos que a imagem que levaríamos de Cusco era aquela: as mães peruanas e suas lindas crianças; comovente; almoçamos em um restaurante com uma bela vista para a praça; menu turístico e aproveitamos para experimentar a sopa de Kinoa e o Lomo Saltado; bom; a sopa sim, surpreendente; ainda tomamos um belo suco em uma lanchonete de sucos na ida ao Mercado San Pedro; suco delicioso; De volta ao hostel, a noite nos aguardava; decidimos conhecer o Fallen Angel; restaurante insano, com arte moderna, pós-moderna e arte decó. Um pouco carinho, mas compensa. Comemos o Ceviche e achamos muito apimentado e azedo; mas carne crua de peixe é o que há; rsrs; gastamos 90 soles e fomos com amigos do Brasil que fizemos no caminho para o Mama Africa. Lugar legal para solteiros; gostamos também porque nos divertimos; tomamos umas cusquenhas, que achei bem caras aqui em Cusco; de 6 a 7 soles a garrafa; Fomos embora felizes da vida e cheio de fotos e lembranças. Indico muito ir ao Falen Angel; mesmo que seja para tomar apenas uma Pisco Soul; o local é um museu moderno; bebida em Cusco é bem caro; o menu turístico ainda compensa muito; entrada, que pode ser sopa; prato principal e sobremesa; além da bebida; pechinche uma Pisco Soul dos caras que abordam na rua; bem pessoal, continua...
  2. Pessoal, ansiei por este momento de relatar minha tão sonhada viagem para o Peru e sinto que não me arrependi de ter planejado exaustivamente; Gostaria de dividir algumas dicas atualizadas sobre a viagem que possam contribuir para com os colegas mochileiros; Já deixo aqui dois links do meu blog sobre questões históricas e semióticas que vi em Cusco, principalmente da cultura Inca; se alguém se interessar por antropologia / simbologia / história, fiz dois textos sobre o turismo histórico em Cusco, com locais e elementos a serem observados. Matéria I http://teoliterias.blogspot.com.br/2013/07/turismo-cultural-em-cusco-simbologia-e.html Matéria II http://teoliterias.blogspot.com.br/2013/07/cusco-simbologia-historica-quase.html Em primeiro lugar, vou fazer um outro tópico sobre a viagem de carro entre Assis Brasil e Cusco, chegando em Puno; vou abrir um tópico específico para esta viagem na área de Viagens de Carro, pois tem dicas específicas para os motoristas; aqui falarei da minha mochilagem, com minha esposa, por Cusco e região, uma vez que deixei o carro guardado e fiz quase tudo de mochila; A chegada em Cusco foi meio atropelada; o trânsito é caótico e a chegada na Plaza de Las Armas foi meio no susto; mas lá chegando o carro estacionou na praça onde não mais saiu; ficamos em um hostel bem no centro, pertinho do hotel Monastério, que é um puta hotel cinco estrelas rsrsr o nosso hostel era humirde, o mixperu; (continua)
  3. Acabei de vir de lá Só que saí do Acre, por Puerto Maldonado / Cusco; Cordilheira dos Andes e Asfalto maravilhoso; Depois segui até Puno (440km); estrada linda e ótima; sem problemas; Aconselho vir de carro sim; Abraços
  4. Obrigado Maria Emília fico feliz que tenha gostado Abraços cordiais
  5. Não me lembro detalhadamente mas dois dias com todos os passeios e refeição, para duas pessoas, ficou 480,00 mirréis Pousada Bom Jardim sr Isaias gente boa demais
  6. Massa a viagem bem no espírito motociclista mesmo parabéns!
  7. Giacome, Conte-nos sobre o estado da rodovia saindo de sua cidade até seu destino! Vou sair dia 5-jul também, porém ainda do Triângulo Mineiro. Vai ser meu "dia D1", então devo demorar uns poucos dias até passar por onde vc tá passando! Abraços! Bacana demais Robson bem, já antecipo que o trecho entre Cacoal e Porto Velho está passando por reformas; (480km) assim, deixe uma margem de tempo maior para estes pontos também tem um tráfego intenso de carretas mas nada descomunal; sossegado; mas posse te passar uma análise mais precisa quando chegar em cusco; eu combino contigo o seguinte; se ocorrer algo extraordinário, algo que você mereça saber no trecho até cusco, eu entro neste tópico e comento (tipo deslizamento, barreira etc) grande abraço
  8. Bacana demais nasci em Espigão do Oeste; rsrs que coincidência; sairei de Cacoal; meu carro é um voyage prata; tenho quase certeza que vamos nos encontrar quando vocês saem de Espigão? abraços
  9. Que lugar de Rondônia? sou de Rondônia e estou saindo dia 05 agora para Macchu Picchu também de carro; é provável que até nos encontremos no caminho rsrsrs Qualquer coisa é só dar um toque
  10. Lorena, você tem alguma informação sobre o trem do pantanal? eu entrei no site da empresa e fala de passeios eventuais; este trem vai de Campo Grande até Miranda, passando por Aquidauana; deve ser muito interessante; abraços e belo relato
  11. Olá GIACOME, valeu mesmo por ter gostado do relato. Cara... Chivay é uma das cidades que ficam ao longo do Canonl del Colca. Agora... o ponto dos Condores é um pouco distante (uns 50km de Chivay). Até Chivay (seja indo de Puno ou Arequipa), a estrada é 100% asfaltada e muito boa (rodovia pedagiada). De Chivay para o ponto do Condores (Cruz do condor) a estrada é 70% asfaltada (não ha pedágio). De modo geral, as estradas do Peru estão bem conservadas e sinalizadas. Encontramos muitos brasileiros conhecendo o país de carro, o que demanda boa prática em direção, atenção e responsabilidade. As estrada são sinuosas e normalmente só há uma faixa para o tráfego (uma de ida e uma de volta). Ou seja: dá para ir numa boa se for com prudência. Outra dica boa é dirigir durante o dia. Sobre o trajeto... eu faria: Puno--> Arequipa --> Chivay --> Puno; dormindo em Arequipa e passando 2 dias em Chivay. Agora se quiser ir direto de Puno --> Chivay, dá para ir numa boa (umas 5 horas de viagem de carro). Abraço, DAM DAM valeuzasssço pela atenção vou seguir suas recomendações abraços
  12. Sem querer atravessar o tópico da Ana; mas eu agendei o passeio antecipado; na verdade, como sou ansioso, bem antecipado mesmo rsrsr eu fiz com o Rolando, da Pumas Trekk segue o e-mail dele [email protected] eu fiz por ele por ter visto ele citado aqui; enviei o e-mail para ele e ele foi muito profissional e prestativo na relação pela internet; paguei 260 dólares no pacote completo, incluindo Wayna; city tour + valle sagrado + machu + wayna e trens; não sei se foi caro ou barato; também só posso te garantir se é confiável dia 17 de julho, pois é quando eu retorno do Peru estou indo dia 05 rsrsr abraços
  13. Olá Ana; Beleza de Relato; parabéns; bem atualizado e completo no quesito valores; quanto a eles, desculpe a ignorância: não consegui entender a cotação; quantos soles temos com 1 dólar? 2,5 ? e reais, quanto é a relação; lamento, acabei não entendendo mesmo; outra coisa, você alimentou mais ainda o meu interesse em ficar mais tempo em Arequipa; o que você indicaria em uma tarde e uma manhã completa? pretendo chegar em Arequipa no domingo, meio dia mais ou menos; pernoitar por lá, ficar pela manhã, almoçar lá e sair a tarde para Chivay; você tem alguma sugestão de roteiro em Arequipa? no mais, excelente ideia a do cartão; deixarei uma bebezinha de um ano e seis meses em casa rsrsr e esta é uma saída sensacional para manter contato Um grande abraço e espero ansioso a resposta;
  14. Giacome, nessa viagem estava fora de questão ir de moto pq tb nos programamos p/ fazer trilhas e montanhismo, oq é inviável fazer de moto pela qtde de equipamentos a carregar (barraca, roupas especiais, saco de dormir, etc.). De qq forma houve 1 dia q alugamos moto em Cuzco (Tornado) e foi bem bacana. Nesse msm ano, em Dezembro fizemos uma viagem ao Atacama e Oceano Pacífico - clichê de moto, hehehe - pode acompanhar no blog: doatlanticoaopacifico.wordpress.com. Com relação a Arequipa e Chivay, chegar às 9hs creio q seja tarde, sim! Chivay é uma cidadezinha bacana, eu até aconselho q vc chegue mais tarde, consegue dar um passeio da cidade e arredores e deixar o canion p/ o próximo dia bem cedo (até pq o canion é meio longe do centro da cidade). As estradas ñ são "tapetes", mas são tds pavimentadas. Pode ir s/ medo! Abrazo e boa viagem! Beleza Bfurquim, vou pensar nesta sugestão sim; muito importante esta informação de que é pavimentado; um grande abraço
  15. Vi que você gosta de moto e fiquei aqui com essa interrogação: porque você não foi de moto? falo isto porque iria de moto, mas minha esposa não estava muito convicta e decidi por ir de carro mesmo; a viagem de moto é uma aventura real que tem um nível de risco que você acaba assumindo pelo garupa; bem, mas tenho outra dúvida: estou pensando em sair de Puno bem cedo rumo a Arequipa; gostaria de pernoitar por lá e sair bem cedinho para Chivay; aqui é que mora a questão; será que se eu chegar até umas 9:00 horas em Chivay é muito tarde para o canion? seria melhor não pernoitar em Arequipa, só almoçar lá e já sair para Chivay (dizem que esta estrada é linda) e pernoitar em Chivay para fazer o canion mais tranquilo? quais vias destas são pavimentadas? um grande abraço
  16. usei ela presa no guidao, utilizando o mesmo suporte do GPS Valeu pela resposta!! abraços
  17. Gustavo, estou indo de carro para o Peru agora dia 05 de Julho; (inicialmente era de moto, mas preferimos o carro em virtude da patroa e do frio); vou de Cusco a Puno fazendo a Rueta del Sol, visitando alguns pontos do Barroco Andino e outras paradas; de Puno pretendo ir até Arequipa; de Arequipa irei até Chivay: minha questão é a seguinte, é viável este planejamento? você sabe me informar se entre Puno e Arequipa é pavimentado? e entre Arequipa e Chivay, também é pavimentado? beleza de tópico abraços
  18. Cara, beleza de relato; parabéns mesmo; um bom relato é assim, desperta e motiva o viajante, e não fica construindo clichês com base em subjetividades; parabéns mesmo; Você incitou-nos a ir até o Canion del Colca; é em Chivay né? então; estarei lá de Carro; será que a estrada entre Chivay e Puno é asfaltada? porque eu deixaria Arequipa por enquanto rsrsr e iria de Puno a Chivay de carro, faria o passeio ao Canio e voltaria a Puno; será que procede? Um grande abraço
  19. Esclarecedor seu relato. Também irei de carro agora dia 05 de Julho; parabéns pelas informações; vou levar comida e água na subida, em função das suas dicas. abraços;
  20. GIACOME

    Nobres

    Pessoal interessado em Nobres (na verdade Bom Jardim MT); vim de lá agora no dia 02 de Junho e segue meu relato com alguns preços e dicas; espero que contribua; o lugar é lindo e é uma experiência fantástica. O Link está em minha assinatura.
  21. BOM JARDIM Continua... Nobres na verdade é apenas um portal para o paraíso! A Vila de Bom Jardim é onde se concentram todos os passeios; tem semelhança com Bonito, pois esta cidade também não comporta todos os atrativos; você deve ir até outras cidades do Mato Grosso do Sul para compor o circuito turístico que chamam de “Bonito”; cidades como Miranda, Jardim e Bodoquena; mas voltando ao relato, para chegar até Bom Jardim é preciso conhecer as três vias possíveis, dentro daquelas que utilizei; - a primeira é por Nobres, aquela que fizemos (saímos cedo do hotel e chegamos em Bom Jardim pelas 10:00 horas, em uma viagem de aproximadamente 2 horas); esta estrada tem a extensão de 68km de terra, areia e buracos grandes, que na época da chuva devem encher de água; para uma moto Naked não é uma boa via; mas fomos sem muitas surpresas, só aquelas especiais: no meio do caminho um altar / túmulo pequenininho; pensei naquilo a noite rsrsr; depois na virada da curva uma visão paradisíaca: o Rio Saloba(bra) não sei ao certo; águas cristalinas, como o sangue límpido da natureza correndo pela areia; filmei com a Go Pro este encontro, que já indiciou o que iríamos encontrar posteriormente; - Bem, a segunda via é pela represa do Manso, saindo de Cuiabá; pela estrada da Chapada, antes entre a esquerda para a represa do Manso; é um asfalto novinho em folha; - A terceira via foi a que fiz na volta; em vez de ir para Nobres, passamos por uma rota alternativa que economiza 10 km e ainda evita o congestionamento da pista Sinop / Nobres (uma pequena serra que descrevi na parte um deste relato); esta rota entra sentido Reino Encantado, passando pela comunidade Coqueiral, seguindo Roteiro Turístico da Cerquinha; seguindo tem-se a pista da Br, onde se entra a esquerda, sentido fazenda Emal; não é interessante entrar na estrada da fazenda, pois se seguirmos por mais 10km chegamos no Bar Azulzinho, já quase em cima do posto Gil (sentido Diamantino); Bem, ao chegarmos em Bom Jardim já notamos que é um pequeno vilarejo, mas com estrutura; não pensem que não existe nada pois não é verdade (é meia verdade rsrsr); existe um pequena estrutura com mercado, farmácia, dois postos de gasolina e orelhões; também é possível usar os serviços da operadora Vivo; mas quem vai para um local deste necessita estar conectado? É o que pensei; mas acaba que precisamos falar com seres especiais que deixamos pára trás (ou não deixamos nunca, vem com a gente) rsrs Chegamos na pousada que estava agendada pela internet lá pelas 10 e 15 da manhã da sexta-feira, dia 31 de maio (Pousada Bom Jardim); fomos muito bem recebidos pela recepcionista, que não cobrou a diária do quarto que havíamos reservado e não pudemos nos hospedar, pois chegamos em Nobres já noite (como contei anteriormente); ainda ganhamos uma bonificação (rsrsr); ela nos colocou em uma suíte de um bloco melhor, o chamado bloco Bom Gardem; gostamos bastante do quarto e da estrutura da pousada; ela é limpa e bonita; conhecemos o Sr Isaias, proprietário, que nos atendeu muito bem e encaminhou alguns agendamentos: agendamos três flutuações. Privilegiamos as flutuações porque queríamos aproveitar mais as experiências subaquáticas do que as contemplativas como a Cachoeira da Lagoa Azul; depois do agendamento, fomos dar a volta pela Vila e ir até o estivado, um belo balneário que está à 800 metros da Pousada; O Estivado é bem interessante; as águas são claríssimas e com muitos peixes; para entrar na água é preciso entrar dentro do quintal de uma mulher, pagando 10 reais; não entramos e fotografamos de fora mesmo, de cima da ponte; já deu para perceber o que iríamos encontrar mais tarde, já no Rio Triste; as águas do Estivado não sei se é fria, mas pareceu-me; Almoçamos em um restaurante ao lado da Pousada e nos preparamos para o primeiro passeio; o Rio Triste; ele fica localizado à 18 kms, no sentido do Estivado; este rio fica em uma fazenda que foi invadida pelo MST e hoje está sobre a segurança da polícia e funcionários; a estrutura é mediana, com equipamentos de médio a baixa qualidade; mas a água é limpíssima; seu sobretom é esverdeado, com uma clareza incrível; flutuamos por aproximadamente 900 metros rio abaixo, onde pude testar pela primeira vez a câmera GoPro em situação real de filmagem em baixo da água; aconselho este passeio e dou a ele nota 8,0; seu custo é de 60 reais por pessoa, com direito aos equipamentos e guia (sem translado); é importante frisar que o atrativo da flutuação no Rio Triste são as arraias que o habitam, que podem ser vistas regularmente; nós tivemos este privilégio; depois de flutuar e sentir esta sensação de submersão do nosso mundo para o mundo aquático, voltamos para o hotel com o corpo cansado e alma leve; capotamos e jantamos no restaurante Buriti; este restaurante é uma interessante opção na Vila; é bem estruturado, aceita todos os cartões e tem várias opções de comida; neste dia jantamos uma pizza; Bem, o sábado foi marcado por duas flutuações maravilhosas; a primeira foi no aquário encantado, localizado pelo menos uns 4km da pousada, sentido Nobres; (oposto ao Rio Triste); o receptivo é bem estruturado, com redário e muitos bancos; é possível locar máquinas digitais apropriadas para filmagens e fotos subaquáticas (aconselho a locação, o aquário é imperdível); fomos a área de preparação, nos vestimos com o colete e o snorkel, e seguimos de trator até a trilha que leva ao aquário, e lá aquela visão divina: de súbito, rompe no meio da mata um pequeno lago de água com tom azulado anil, de uma clareza abissal; era possível ver claramente a geografia do fundo e sua fauna: peixes enormes em cardumes cercando os turistas que já flutuavam; haviam piraputangas, pacus e tambacus; além disso o famoso Dourado rondava: um peixe dourado rsrs com uma cabeça de ser pré-histórico; um prêmio para todo turista; flutuamos por 25 minutos e seguimos para outra etapa, que era descer o Rio Saloba por uma extensão de mais ou menos 900 metros; não pude descer com o grupo pois trouxe as coisas junto comigo e não era para trazê-las; mas o guia me permitiu ficar no aquário enquanto o grupo voltava da flutuação; aproveitei para mudar a resolução da Go Pro de 720 para 1080 e ver como ficava; (não senti diferença); Bem, fechado o passeio fomos almoçar. Comemos uma comida simples, mas interessante, mediana. Ao custo de 20 reais por pessoa comemos Peixe frito, arroz, feijão, salada, carne cozida e abobrinha. Nota 10 para o passeio. Bem, no período da tarde a missão era fazer a flutuação do Reino Encantado: na minha concepção um nível abaixo do que o aquário e um nível acima do Rio Triste; também tinha um receptivo bem estruturado, que oferecia almoço, redes e muitos bancos, bem como cervejas de várias marcas, inclusive Heineken; tomei uma porque demorou muito para sair o passeio, esperando aglomerar mais turistas. A cerveja me atrapalhou a flutuar, me empanzinando rsrsr. A diferença da flutuação do Reino para o Aquário está em que no Reino a água tem uma tonalidade azul escura, mas o nível de visibilidade é ainda maior, isto porque ali é a nascente do Rio Saloba, que cria as insurgências: ou seja, a água saindo da areia e formando bolhas; super interessante. Ainda tínhamos a descida rio abaixo flutuando, que me parece ser a maior de todas; o rio tem uma geografia mais interessante, ou seja, sua topografia é variada, dando mais sensações diferentes na flutuação; sensacional; ao custo de 60 reais, do mesmo jeito que as outras, dou nota 9,0 para este passeio; Bem, terminado o passeio, agora era a hora que a balança da viagem mudava de lado; o lado da volta; o pensamento e a preocupação do retorno se iniciavam; saímos do Reino e fomos ao hotel arrumar as coisas e planejar a volta; mas uma chuva torrencial iniciou, deixando o tempo frio, lúgubre e estranho. Pensamos: ferrou, se ficar assim amanhã vai ser um calvário o retorno. Descansamos um pouco, arrumamos as coisas e fomos jantar no restaurante Buritis; comemos um filé a Parmegiana bem grande; já no hotel lembrei que tinha que abastecer a moto; detalhe, os postos estavam fechados; fomos então até a lanchonete de um dos postos e puxamos conversa, perguntamos que horas o posto abria no outro dia; um homem disse às 6 horas da manhã; falamos que estávamos de viagem marcada para ainda mais cedo e estávamos de moto; ele perguntou de onde éramos e disse: - deixa comigo, vou abastecer para vocês. Foi lá e ligou as luzes do posto e abasteceu para gente. (coisas da viagem de moto rsrs). Bem, nesta altura é importante destacar que o retorno foi um pouquinho mais complicado. Pegamos uma rota alternativa, já explicada acima, e sentimos um pouquinho de insegurança em relação às várias entradas que se abriam. Mas como diz o ditado, quem tem boca vai a Roma. Outro fator negativo foi a moto estar com a bomba de gasolina trabalhando na última. Quase nos fez parar no meio do caminho. Mas a negona foi bruta e conseguiu, quase sem gasolina, chegar rapidinho. RESUMO 1 A Vila de Bom Jardim tem estrutura suficiente para uma ótima hospedagem, destacando-se algumas pousadas que vimos por lá: a Anaconda, Rota das Águas, Buritis e Pousada Bom Jardim. Indicamos esta última em função da nossa boa experiência. E também pela cordialidade do senhor Isaias, proprietário. 2 Bom Jardim tem atrativos suficientes para pelo menos dois dias de turismo: existem ao menos três flutuações que já citamos, a cachoeira da Lagoa Azul, o duto do Quebó, além de outras grutas e trilhas, além do Estivado. Os passeios têm estrutura. 3 Dos passeios que fizemos destaco em ordem de importância os três imperdíveis: Aquário Encantado, Reino Encantado e Rio Triste. Não fomos à Cachoeira e nem ao Duto do Quebó. Pretendo voltar lá para fazer estes dois passeios. Além de rever as flutuações maravilhosas. 4 São passeios de baixo custo comparados aos de Bonito; as flutuações foram em média 60 reais; em Bonito, eu paguei no Rio do Prata, em 2004, 120 reais pela flutuação; (não sei quanto é hoje); 5 Diferenças entre Bonito e Bom Jardim? Nenhum lugar é igual ao outro; todos são especiais, principalmente porque neles estão também, parte de nós, nossas sensações e todo um contexto de boas experiências e lembranças; talvez algo simples possa se tornar inesquecível; conheço bem Bonito e digo: se a vida lhe priva demais e de tranca todas as opções, e nela estiver estampada somente Bom Jardim: pode afirmar que você já conheceu suficiente uma bela flutuação em água Salobra. Fecho este relato com aquilo que eu disse recentemente a um colega sobre o lance de viajar e gastar grana em viagens; “Entregarei ao meu filho um punhado de fotos como herança e direi: é teu, siga este conselho”;
  22. Venho aqui deixar minhas impressões da última viagem que fiz entre Cacoal-RO e Nobres-MT, mais especificamente Bom Jardim; a distância percorrida foi de 926 km de belo asfalto e 67 de terra; o retorno foi de 926 mais 57 km de terra; (bela areia e terra solta) rsrs Vou dividir este relato em três partes: Preâmbulo, Viagem e Bom Jardim; talvez as primeiras partes interessem mais aos aficionados pela moto e a terceira aos que gostariam de informações atualizadas de Bom Jardim; então segue o relato; PREÂMBULO É salutar entender que a viagem de moto é muito especial; quando comparamos a viagem de carro com a viagem de moto, muitos desavisados podem inferir: "não troco o conforto do carro pela moto"; na verdade eles não entendem que são viagens e processos totalmente diferentes; dimensões díspares e formas de entender uma trip; elenquei alguns pontos importantíssimos que temos nas viagens de moto que não é possível nas viagens de carro; 1- A interação com as pessoas; as pessoas se aproximam mais da moto para conversar; interagem mais com você e e tem mais interesse pela sua trip; em suma, fazemos mais amigos; 2 - a conectividade com a paisagem - ficamos mais próximos do real, sentindo as sensaçoes próximas do clima, (as vezes até demais, quando das chuvas); rsrsr 3 - O sentimento de desafio e aventura; o de saber que saímos mas não temos certeza que chegaremos; a chegada é uma vitória, além do prazer do processo, das paradas, Passada esta fase filosófica, gostaria de citar os equipamentos que usei: na moto fiz uso de alforges da Texx com a capa + afastadores que foram bem-vindos; foi o suficiente; para eu e minha parceira, minha esposa Helem; os pneus estavam zero; um pilot road 2 na dianteira e um antigo mas eficiente pirelli diablo na traseira; utilizei jaqueta da Ixon Fire e botas da Hi tec impermeáveis; a jaqueta e o capacete (ls2) foram impecáveis na chuva (peguei 250 km de chuva na ida); a bota deixou a desejar em função da água que entrou pela calça; a volta pegamos sol de brigadeiro rsrs; a moto estava bem revisada, mas quase melou a viagem em função da bomba de gasolina; a moto na ida não passou de 9000 giros, andando dentro dos 140 e 150; velocidade de cruzeiro; na volta não passou de 7000 giros, dando 130 no máximo (santa agonia batman rsrsr); acabei de comprar um refil novo para a bomba, estou esperando chegar; na honda queriam me cobrar 1900 reais pela bomba nova; consegui o refil da bosh por 221; vamos ver se funfa; A VIAGEM A grande preocupação se iniciou quando peguei a moto da revisão e ela não estava legal; mas não dei muita bola, pois achei que no caminho ela se acertaria; e foi o que aconteceu; quando o relógio disparou 5:30 da manhã, eu sabia que não tinha mais jeito; era agora; amarrei os alforges, acordei a patroa e partimos; às 6:00 estávamos abastecendo e rumando para Vilhena, distante 186 km de Pimenta Bueno, o local que havíamos dormido para sair cedo; rodamos aproximadamente 100 km e paramos em um local que sempre paro entre PB e Vilhena; o guaporé; aí aconteceu o primeiro mistério da viagem; a moto estava literalmente fumegando; havia muito óleo no motor e o calor fazia sair muita fumaça; olhei e pensei, foi meu motor? mas a vontade de ir era tanta, que mesmo assim parti (o engraçado é que a Helem falou: vamos logo, com pressa de montar na moto, e eu que achava que ela ia cansar rsrs) Seguimos viagem; a moto rendendo aquele estágio mesmo, nada mais; andamos muito tempo atrás de uma pickup ranger com uma Ducatti 1000 e poucos em cima; paramos juntos no posto e trocamos ideia; rsrsr tomamos café em Vilhena, dois mistos especiais para aguentar a viagem; abastecidos, a parada agora era só em Comodoro, 110km de Vilhena; este trecho a moto andou muito mesmo, nas descidas 160 e até picos de 170; bom trecho que rendeu bastante; abastecimento no feio posto de comodoro e partida para Campos de Júlio; foi um tiro; trecho não muito monótono, com a plantação de milho colhida ao largo; em Campos de Júlio instalei a GoPro e iniciei pequenos filminhos da viagem; muito massa mesmo; Chegamos em Sapezal às 11 e 30; um dilema em saber onde iríamos almoçar; encaro o almoço em uma viagem um ritual importantíssimo; portanto levo a sério bons lugares; questionamos em um posto que abastecemos um local bom para o almoço e nos falaram de um tal de Galpão; fomos até lá; enquanto isso achamos Sapezal uma interessante cidade; no local indicado o restaurante estava fechado; já íamos indo embora quando paramos em um posto e um cara nos falou que era em outro endereço; chegamos lá e estava inaugurando; era um lugar bem bacana, com portas de vidro e ar central; chegamos e chamamos muito a atenção, com equipamentos e a moto que tinha que ficar bem na porta (já pensou se nos roubam?) foi muito legal; um bom rodízio por 25 conto; preço honesto; indico em Sapezal a churrascaria Galpão; saímos e seguimos direto em busca do Rio Papagaio; no caminho já nos deparamos com um maravilhoso rio, e já paramos; foi o primeiro grande impacto da viagem (que digo que foram mais três rsrs); que águas; olhar de cima da Br um rio largo e corrente, de águas verdes clárissimas, possível de enchergar o fundo de pedras!! nossa!! que belíssimo rio; e olha que não sabíamos que ainda encontraríamos o belíssimo rio Papagaio, com direito a ponte velha, cachoeira e água cristalina! e foi o que encontramos; as fotos falam por sim mesmas; Maravilhosa parada da natureza;; se alguem passar pela estrada que vai de Campo de Júlio até Sapezal não deixe de parar no Rio Papagaio; são 40km depois de Sapezal; Agora a viagem torna-se hídrica, literalmente rsrsr a saída do Rio Papagaio foi às 14 horas; tínhamos que atravessar a reserva dos índios e pagar o pedágio para então chegarmos à Campo Novo dos Parecis; chegamos em Campo Novo com um ambiente frio, chuvoso e naturalmente escuro; a viagem iria iniciar uma fase complicada; de Campo Novo dos Parecis até Diamantina seriam 300km; no posto em Campo Novo um motorista de caminhão se aproxima e nos passa uma rota bacana; andar até a usina Itamaraty e virar à esquerda para a Br 364; excelente dica; chegando na usina, ainda andamos uns 25km de buracos, mas depois na Br364 só alegria; A Chuva - ela foi um subcapítulo dentro da história da nossa ida; ela iniciou já nos primeiros 25km saindo de Campo Novo e não parou mais; um pouquinho antes de chegar na usina conseguimos abastecer em um posto sem chuva; depois a chuva não parou; seguiu-nos até Diamantina; ela foi se aprofundando; de água quente passou a ser água gelada, vento frio, culminando em uma neblina que parecia não ter fim; formou-se quase um túnel que entrávamos cada vez mais profundo e não parecia que iria acabar mais; quando parecia estar tudo down, pegamos um imenso congestionamento na serra que sai depois do posto Gil; carretas e mais carretas; chegamos em Nobres às 19:30, felizes, misticamente alegres e eufóricos com a chegada; realmente não dava para ir para Bom Jardim; seriam 67 km penetrando no Breu da noite mais profunda, em uma estrada arenosa e isolada; Saímos para perguntar sobre algum hotel dentro da cidade; encontramos um hotel, chamado hotel Pirâmide; não gostamos; gostamos de um hotel chamado Umuarama; atendente simpático e local para guardar a moto a seco; (comemos uma pizza e levamos alguns pedaços para o hotel; oferecemos para o atendente e ele retribuiu deixando guardar a moto na cobertura); Chego ao fim desta primeira fase; na próxima postagem falo de Bom Jardim, de suas atrações, preços, hospedagens e um parecer sobre o custo / benefício de Nobres (Bom Jardim);
  23. Pessoal, atualizando o post; como vou de carro, pretendo ir a Puno, passando pela Ruta Del Sol; chegando em Puno, pretendo aproveitar para ir à Puerta Hayu Marca; alguém tem alguma informação? sei que não tem muitos pacotes turísticos para lá; alguém sabe de algo relevante, tipo distância, perigos, etc?
  24. Acrescento algumas informações adicionais ao tópico para os interessados na iconoclastia e fundamentos do Forte Príncipe da Beira: Fonte: Wikipedia - A cor avermelhada da fortificação deve-se ao emprego, na sua construção, de pedra de canga laterítica, abundante na região. - A pedra calcária, utilizada nos arremates por exemplo, foi transportada de Vila Maria e de Belém do Pará. - Embora a cifra de trabalhadores seja de duzentos homens, estima-se que pelo menos mil outros trabalhadores estiveram envolvidos na sua edificação, entre indígenas e escravos africanos. - Os recursos para a edificação vieram, em grande parte, das receitas geradas pela Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. - Das inscrições nas paredes das antigas masmorras, podem-se inferir alguns detalhes da vida cotidiana na fortificação: - No dia 18 de setembro de 1852, pelas duas horas da tarde, a terra tremeu; - Alguns prisioneiros usavam grossa e comprida corrente ao pescoço; - Os presos eventualmente recebiam auxílio, na forma de esmolas, da população local. Segue uma belíssima foto aérea para situarmos a beleza do forte:
  25. Bem, dando sequência ao relato; o fosso e a o buraco do fosso é mitológico; muitos afirmam que já fora uma sala secreta, hoje soterrada e alagada; relatos incidentais fala de reuniões de cúpula dos militares da colônia; mas o que vi foi apenas um buraco, que remete à uma câmara maior subterrânea; deixemos a lenda sobreviver; Os canhões que estão expostos no forte são mesclados entre armas cenográficas e armas de verdade; nao sei ao certo se já ocorreu alguma batalha memorável no forte; o guia disse que sim; Recentemente, em um evento que estava uma personalidade histórica (não sei ao certo) foram atirar com um dos canhões e o mesmo explodiu, lançando estilhaços em vários pessoas, que se feriram; Terminamos a visita com uma panorâmica contemplativa de todo o largo do forte, deixando uma sensação fortíssima de história impregnada em nossas retinas; espero poder voltar a este que considero nosso maior santuário colonial de Rondônia, já bem explorado mas pouco comentado; Retornamos à casa da família que nos gentilmente acolhera, e comemos um delicioso tambaqui de rio, enorme, colhido no grandioso rio Guaporé; No outro dia nossa meta era conhecer este rio e atravessar para a Bolívia; realmente o Rio Guaporé é um rio que exala vida; de águas verdes / escuras, ele reproduz uma fauna e flora exuberante, mesmo que amplamente utilizado na pesca e eventos, como o famoso festival de praia de Costa Marques; Para atravessar para o lado Boliviano é preciso pegar uma voadeira; paga-se 5 reais e você atravessa em uma média de 10 a 15 minutos, dependendo do motor; já do lado Boliviano nao existe cidade; são apenas palafitas construídas na beira do rio Guaporé; elas ficam entre a mata da terra firme e o rio; os produtos e os vendedores vem rio acima para vender seus produtos; Por falar em produtos, são na maioria bebidas e ferramentas de trabalho; não é possível fazer boas compras; é um comércio fraco e pobre; mas na verdade tem mais valor sociológico do que financeiro aos meus olhos humanistas; Quem gosta de bastante festa, aconselho vir no festival de praia, que acontece entre agosto e setembro; meses que o rio seca e deixa aparecer bancos de areia, que muitas vezes são apliados pelos organizadores, o que determinou a criação de uma TAC ambiental entre o MP e os organizadores do evento; Tambem é aconselhável alugar uma chalana e descer o rio pescando, o que é uma prática comum entre moradores do estado de Rondônia; em suma, Costa Marques merece ser visitada; Termino este relato re-afirmando meu interesse em retornar; seja para passear pelo Rio, seja para visitar novamente o forte, e ainda para visitar o projeto de preservaçao das tartarugas, patrocinado pela Petrobrás, que eu não pude ir; No mais, termino com a última foto, contrastanto o aterro enorme do forte Príncipe da Beira e seus muros exuberantes, com os canhões apontados ao fundo para o belíssimo rio Guaporé;
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