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GIACOME

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Tudo que GIACOME postou

  1. Saulo, postei o relato do Forte Príncipe da Beira; está na minha assinatura abraços
  2. (Relato da Viagem Realizada em Julho de 2009) 0:01 (02 de Julho de 2009) Já é o primeiro acorde do dia da viagem, e a lembrança daquele pneu careca da moto lateja a mente; 0:25 (02 de Julho de 2009) É preciso levar um lubrificante; a terra e poeira, mais distância longa causará desgaste prematuro na corrente secundária; 0:35 (02 de Julho de 2009) 230,00 reais para gastar com gasolina, estada, comida e bebida; quem sabe comprar alguma coisa na Bolívia? 1:15 (02 de Julho de 2009) O primeiro devaneio fatal; um recorte de um tombo naquela terra vermelha; Bem, para contextualizar esta psicose noturna, é preciso explicar em algumas linhas o problema em questão. De Cacoal a Costa Marques são 388 kilômetros; aparentemente simples, mas se levarmos em conta que destes, 222 Km´s são de estrada de terra, e minha moto é totalmente on Road (Uma twister 2007), fica circunscrito um pequeno dilema; Talvez esta viagem seja a que tenha me dado mais (pre)ocupação; desde a ansiedade em conseguir uma moto alta (off Road), até a tensão de ir sem muita grana; bem, fui com a minha moto mesmo. O alvorecer úmido foi na belíssima estrada matutina que vai de Cacoal a Nova Estrela, distante 30 km de Cacoal; lá encontrei com meu companheiro de viagem, meu primo e padrinho do meu filho; ele estava em uma Bros, o que lhe facilitaria a vida. Iniciamos a viagem pela parte fácil; parada rápida em Rolim de Moura para um misto quente com pingado; e seguimos a viagem; no asfalto a Twister comanda em relação à Bros; fomos extremamente rápidos nestes 160 kilômetros que separam Cacoal de São Miguel do Guaporé; parada para abastecer em um posto e a primeira foto d diário de bordo; a moto limpinha e a jaqueta jeans ainda intacta; Daqui em diante a jornada fica difícil e incógnita. Com muita areia, secura e pedras, um tombo era inevitável; nos primeiros kilômetros os indícios da construção de pontes e da estrutura para o futuro asfalto; meia estrada e muita poeira; a poeira dava lugar a crateras endurecidas pelo sol, próximas de pontes logo abaixo nos vales; a velocidade de cruzeiro era alta; 80 kilômetros por hora na terra batida, areia surpreendente (nela você deve deixar a moto ir onde quiser); enfim a chegada para a coca-cola Ks clássica em Seringueiras; rolos de feno literalmente passavam pela cidade; Seguimos viagem nessa louca e insana busca de chegar ao destino; pedras, desvia buracos e areia, poeira e mais poeira, e a twister ia escorregando, derreapando e tracionando com seu forte motor em face daquele solo sem aderência; neste ponto, já próximo das 10:30 chegamos em um oásis de beira de estrada; o fato atípico desta parada foi a revista da polícia militar, sempre presente naqueles trechos próximos a divisa com a Bolívia; Enfim, após poeira extrema, areia e secura, banhados por uma chuva localizada, chegamos em Costa Marques; parada no posto para recolher o pó e rebater a tensão da viagem; No mesmo dia já ansiei conhecer o forte; era minha meta segunda, já que a primeira, para um motociclista, é a do processo de “ir”; saímos logo depois do almoço; o Forte Príncipe da Beira não fica dentro de Costa Marques; fica em uma área militar, bem movimentada, localizada a pelo menos 25 kilômetros da cidade; pegamos a Bros e fomos; matinhas e estradas trafegadas por caminhões do exército e lá estávamos: enfim, o Forte; Belíssimo, ela imanava do chão, em Pedra, como uma grande e majestosa construção secular; sua área de grama, externa, estava limpíssima; bem aparada, agregava valor ao local histórico e mostrava um grande cuidado; primeiro fomos ao museu que existe logo na entrada da base militar; o museu contém a história do Forte, história esta datada do século XVIII; os motivos da construção estão ligados a importância do Rio Guaporé como escoadouro e corredor de transporte natural, além da necessidade de manter a soberania sobre o solo brasileiro em relação à Bolívia, em face dos ataques espanhóis; Logo na entrada o clássico fosso, que deveria servir de barricada natural e a grande porta em madeira antiga; esta fronte estava intacta, e sua dimensão é impressionante; o formato do Forte é típico das fortificações portuguesas, mas que celebram o de mais importante acervo arquitetônico colonial temos no estado de Rondônia; não existe outra obra de tal vulto ou importância dentro do estado. Assim, é incomensurável a emoção de estar em um local de registro histórico clássico colonial do estado, pela grandeza e conservação de parte de sua estrutura; logo quando adentramos as portas pesadas do Forte já fomos visitar o famoso compartimento que serviu de prisão logo no final do século XIX; lá ainda estão inscritos na parede mensagens dos presos antigos, guardando em sua caligrafia as entranhas de sua agonia; Singular é a vista que uma das torres e guaritas armadas proporcionam do lugar: o belíssimo e místico rio Guaporé passando ao largo, a torre / guarita que já fora utilizada, e os canhões originais; belíssimo quadro; Por meio de uma panorâmica é possível ver os fósseis das antigas edificações, agora ruínas que constituem um místico cenário, deflagrando uma parte importante de nossa história; O nosso Guia soldado do exército explicava alguns detalhes interessantes do local, mas principalmente queríamos ouvir sobre o famoso túnel, que como dizem e as lendas oficializam, liga uma margem a outra do Rio Guaporé, como, talvez, uma rota de fuga; (continua)
  3. como todo trecho de cordilheira, é frio sim. pegamos tempo bom e não tivemos qualquer problema fui de camisa térmica + blusao + jaqueta de moto de qualquer forma a estratégia e sair cedo de manhã, e chegar ao destino no máximo no meio da tarde. JAMAIS RODAR A NOITE pois a temperatura cai para baixo de zero!! Valeu pela resposta! mas infelizmente não vou mais de moto; a patroa desistiu e terei que ir de carro mas darei um pulinho em Nobres agora no feriado de maio (1150 km); tenho uma dúvida: quais as posições que você tem usado na gopro em sua moto? vc comprou o suporte de guidão? estou usando no capacete, mas vi que você usou diferente; abraços
  4. Beleza, já te envio; no meu plano de gastos está previsto 4000,00 reais o casal; contando que vou de carro, saindo do interior de Rondônia; Pretendo ir até Puno e conhecer La Puerta Huary Marca; por isso vou de carro; desisti da moto em função da esposa; achei muito pesado para ela, tendo em vista que minha moto é uma Hornet (ruim de garupa) Quando chegar é claro que posto os gastos Um grande abraço Rômulo
  5. Muito bom seu relato e elucidativo; estou indo ao Peru agora em Julho (06 a 17); também fico preocupado com estes imprevistos porque vou de moto; abraços
  6. GIACOME

    Nobres

    Pessoal, estou re-alimentando o tópico pois vou a Nobres no feriado do dia 30 de Maio; o valor por pessoa fica em 610,00 reais, com: Pousada Bom Jardim - quatro dias e três noites - três almoços e três jantares (café) - Flutuação Rio Triste - Flutuação Aquário encantado - Flutuação Reino Encantado - Cachoeira da Lagoa Azul - Parque das Araras Logo logo postarei o relato Abraços mochileiros
  7. Pessoal; infelizmente vou ter que mudar meus planos;; vou viajar com a esposa, também é o sonho dela esta viagem, mas estou deixando a moto e indo de carro; fiquei preocupado com ela, principalmente em virtude da garupa da Hornet não ser muito boa e esta época do ano ser muito frio; a pedido dela irei de carro; mas surgiu a oportunidade de uma viagem legal de moto: cacoal - Nobres-MT; acho que vai dar certo; mas continuo aceitando sugestões neste tópico;
  8. Juliana, parabéns pelo relato, muito elucidativo; vou ao Peru agora em Julho e suas informações foram de grande valia; abraços
  9. Moro em Cacoal, Rondônia, e sempre vou a Porto Velho como "turista" eventual; todos aqui já deram excelentes dicas; posso acrescentar algumas: - Um mirante sensacional do Rio Madeira é subir o prédio do centro comercial, (prédio anexo ao BB), e no último andar fotografar uma panorâmica do Rio Madeira; - No térreo deste prédio tem um bom açaí; (indico mas eu não gosto rsrsr) - Se você gosta de churrasco e postas de dourado assadas em tamanho gigante ou do tamanho da sua gula, vá aos Assados, em frente a concesionária da Honda, na Carlos Gomes, acho;; - Não deixe de conhecer o "outro lado" da ferrovia; perto da região do Cai Nágua, na igrejinha de Santo Antônio e siga por estradinhas que vocês verão o sucateamento dos vagões (bairro da candelária); Fiz um relato deste passeio aqui: porto-velho-ro-ferrovia-madeira-mamore-abandonada-twister-07-t81342.html Abraços
  10. LeoTaco, me passe o seu e-mail para lhe enviar o arquivo do torrent do filme Abraços
  11. Saulo e Maria Emília; valeu pelo interesse e que bom que gostaram; a próxima etapa é o forte príncipe da beira; espero postar ainda este final de semana; a viagem aconteceu em 2009; mas pode ser um guia interessante; abraços a todos
  12. Valeuzasso pelas dicas! vou seguí-las com certeza; vou procurar o endereço e deixar marcado no meu roteiro abraços
  13. Cara, que interessante então heim? vou tentar fazer o down dele já; vou pra facul daqui a pouco e de lá eu te passo o link para o filme Fitz,ok? quanto ao Rolando, será que ele pode estar fazendo por conta própria? é possível estou querendo conhecer La Puerta de Hayu Marca, em Puno; acho que vai dar certo; abraços
  14. Olá LeoTaco, eu li o relato do LeoRj; vou dar uma olhada na última atualização do Yuinando rsrs já peguei a dica aqui e vou acessar seu Link (obrigado antecipadamente) então, parece que o frio de julho e a garupa (esposa rsrs) está querendo melar a viagem com a moto e engatar o carro mesmo; vou vendo; realmente existem muitos relatos de frio extremo em Puno e na subida à cordilheira, principalmente em Julho; sobre o pacote, é aquele negócio: ansieade + medo de ficar sem Hayna em Julho + inexperiência rsrsr Leo, uma dúvida: o Rolando trabalha lá na Puma mesmo? rsrsr duvidazinha básica rsrs Quanto ao Fitzcarraldo, cara vale a pena assistir a este filme: é muito bom mesmo; eu tenho ele aqui e vou te passar o torrent dele em link (pode?) outro filme, do próprio Herzog (não lembro o nome) fala de um grande Líder espanhol que fica louco depois de tentar achar a cidade perdida dos Incas (sem ser Machu); vou ver aqui e depois te digo; em Puerto Maldonado existem pegadas da passagem do filme, como o próprio barco. Abração
  15. Estou em dúvida também quanto ao vestuário: Estou pensando em Levar, na viagem de moto: 01 jogo de segunda pele X-Thermo (Solo) 01 Calça ASW de trilha 01 Jaqueta ixxon impermeável e com forro térmico 01 Balaclava X-Thermo 01 Meias especiais 01 Bota Hi-tec impermeável Pretendo comprar uma jaqueta corta / vento / imperme / jaspion lá em Cusco Procede? Poderia utilizar uns suéteers como fleece, acima da segunda pele e abaixo da jaqueta?
  16. Esta é minha primeira postagem enquanto Relato e tenho duas notas adicionais / explicativas: 1º Não sei se este estilo é compatível à proposta do site, mas segue; (meio On the Road, Jack Kerouac); 2º Toda viagem carrega uma poesia, um sentido oculto nas coisas que vemos; assim, tudo que fazemos nas viagens tornam-se atemporais; este relato é de 2007 e não sei se os locais citados ainda estão na superfície; com a construção da usina de Santo Antônio, tudo desapareceria; espero que ainda esteja lá; o Relato de Viagem, confesso ser um gênero não definível e fácil de articular, mas procurarei narrar com fidelidade de memória emotiva, que sempre me leva onde quero. Inspiro-me na grande obra de Jack Kerouac, On the Road. Esta viagem surgiu motivada pela vontade de aprofundar meus conhecimentos acerca da ferrovia Madeira Mamoré. No início de 2007 estive na Capital e pude contemplar a grandiosidade histórica da ferrovia. Vim de lá com a ideia fixa de escrever sobre a Madeira Mamoré. Imbuído por este propósito, li duas obras durante o semestre: “Mad Maria” de Márcio Souza e “A ferrovia do diabo” de Manuel Ferreira. As fotos de Dana Merryl marcaram-me, construído um imaginário acerca desta magistral história de abandono e ocultação dos registros materiais. A viagem estava mais do que propositada e planejada. Ir de moto dá a dupla sensação que procurava: a aventura e o sabor da estrada. A estrada se confunde com a mente. Hipnotizado pelas sensações da velocidade e do caminho se desdobrando pela frente, a mente flui e vaga por sobre as paisagens. A capacidade de transcender os espaços faz com que moto e homem unam-se em prol da chegada. Homem e máquina juntos, um dependendo do outro. Esta sensação de dependência do corpo para com a moto torna a proximidade com o elemento material mais afetiva. Mais tênue e delicada. Ela e você não podem falhar. Esta cumplicidade amorosa cria apego à máquina. O dia anterior chegado é mais importante que o dia verdadeiro. A sensação e ânsia criam a perfeição que a própria viagem não fornece. Moto lavada, minuciosamente. Parte do meu ritual de lavar o veículo, eu mesmo, antes de qualquer viagem. Lavando seus componentes, peça a peça, tocando nas partes móveis e frias, consigo entendê-la. Percebo seu temperamento e pressentir problemas. Sinto-me seguro ao fazê-lo. Lubrificada e limpa está tudo pronto. O acidente com o avião da TAM no pouso no aeroporto de Guarulhos provocou-me medo. Na noite anterior, uma sensação de ausência do domínio das variáveis me assolou. O trecho entre Cacoal e Médice é mal recapado, e a twister vibra muito. Mas com a suspensão dianteira mais baixa e a moto pesada, com acompanhante, deu mais estabilidade ao veículo. Na saída o frio, e para isso luvas. As luvas dificultam a dirigibilidade, pois engrossam a pegada da mão na luva do acelerador. Mas em pouco tempo acostumei. Percorremos o trecho de Cacoal a Presidente Médice muito rápido. Continuamos até Ji-Paraná, com quase 100 km percorridos, um bom trecho para descansar. Paramos em um posto de Gasolina alguns minutos para abastecer. Demos sequência à viagem já com parada para o café da manhã tradicional em Ouro Preto, mais 25 km de percurso. A moto andou muito bem. Andando em média de 120 e 125, com picos de 130. A sexta marcha ajuda muito, pois é possível descer em over drive em subir reduzindo para quinta, aumentado o torque a mantendo a velocidade. A twister perde um pouco na subida, talvez pelo motor mais acentuado em altos giros, em função das válvulas (duplo comando). A próxima parada foi em Ariquemes. Andamos muito, pois a distância é de 140 km da última parada. Trecho um pouco cansativo, paramos para beber um suco e lubrificar a corrente. A moto sempre anda em alto giro, o que torna um pouco tensa a pilotagem. A velocidade de cruzeiro é baixa para esta distância. Em média 110, o que é insuficiente para percorrer trechos mais longos e de rodovias abertas. Saindo de Jaru curvas maravilhosas, delícias de serem feitas com mais ousadia. O trecho entre Ariquemes e Porto Velho é longo. Quase 180 km. Foi preciso parar no meio do caminho para descansar. A chuva estava ao largo, amendrotadora. Era possível ver sua negritude e sua umidade. Mas não nos alcançou. A chegada em Porto Velho foi marcada por uma sensação maravilhosa. Percorridos 486 km, das 7:00 da manhã até às 12:30. Uma viagem perfeita. A primeira viagem de moto das muitas que pretendo relatar aqui. Nada é melhor, na moto, que recompor o que é realmente o conceito de viagem; o que está intrínseco a ela; o movimento que permite ver a paisagem ao largo; a estrada acontecendo, tangível; as paradas rápidas para os cafés, sucos ou coca-colas; gente nestes locais, diferentes, falas diferentes, coisas acontecendo; viagem a moda antiga, sentindo os trechos, acompanhando o ir, o fluxo, sentindo o deslocamento; os tempos modernos não mais permitem esta sensação; das antigas tropas, que andavam dias e dias para atravessar trechos curtos, cavaleiros, carros menores, motocicletas cruzando rincões; o mundo era muito maior e o tempo inexistia; a vida era mais insinuante e as coisas e sensações mais importantes de se sentir; tudo se torna mais relevante, mais digno de viver; hoje, aviões cruzam em segundos espaços inteiros de beleza, sugando deles a existência, anulando qualquer forma de beleza que ainda ostentam. O objetivo da viagem era conhecer as locomotivas abandonadas e o cemitério da candelária. Ainda é possível contar aquelas máquinas abandonadas, solitárias, embrenhadas no mato. Absurdamente, mais de 10 locomotivas raríssimas jogadas à margem da estrada, próximas do rio Madeira. Guiados pelos dormentes adormecidos, nos precipitamos rumo àquela estrada ladeada por mata e mato, região antiga de Porto Velho. Delas exalam memórias de tempos colossais, formadores da identidade regional, ora perdida. O marco inicial, a igrejinha de Santo Antônio, às margens das cachoeiras do Teotônio, estava coberta das folhas outonais dos ipês amarelos, construindo uma visão onírica e histórica. No alto do monte, aquela construção quadrada em sem adornos representava-se imponente à margem do rio. As pedras que constituem as cachoeiras, rijas, expressam a superioridade da natureza sobre o homem. Naquele ambiente de história, rejeição, perda, as macumbas soavam antigas e marcos étnicos de uma Porto Velho que vive submersa na sua própria história. Submergimos e incursionamos para mais fundo daquela antiga rota da estrada de ferro Madeira Mamoré e ficamos surpresos fronte aos antigos muros do velho casarão, que pareciam frondosos portais da cultura gótica inglesa e rock dos anos 80; parecia perigoso e solitário, mas excitante a descoberta do passado, descortinando-se em nossa frente. Seguindo o caminho profundo, os trilhos abalroam mais uma locomotiva tombada, como se acabara de escapar dos trilhos e iniciar seu sono de morte; marcas pequenas da presença internacional, como as insígnias ainda vivas das empresas americanas das placas de sinalização, ou nos dormentes e ferros retorcidos. Imponente, demos de cara com o antigo casarão amarelo, sobrado da época áurea da borracha, que possivelmente será submerso pelo rio em função da hidrelétrica. Construído à margem do leito do rio, na parte de dentro do monte que não permite visualiza-lo pela parte da igrejinha. Escondido, ladeando o rio de pedras na seca, ele aparecia imponente. Uma miragem. Aquele museu / cemitério abandonado que conteplávamos, mais do que objetos amorfos e históricos, ainda lembravam os tempos de outrora com mais fidelidade se estivessem em um museu coberto; a sensação que temos é de estarmos mais verossímeis na própria história, aprofundados nela e ainda a vivendo, pois tudo ainda está no seu devido lugar, no lugar original do abandono, selando o futuro incerto e mostrando o passado tal qual era. E isto é assombroso para quem se precipita a conhecer, dando uma sensação de vacuidade pela fragilidade daquilo tudo, como se no futuro aquilo desaperecesse e perdêssemos para sempre da realidade, ficando apenas na lembrança. Tocar naqueles objetos adormecidos pelo tempo e ocultos pelo mato, naquele silêncio dos matagais, distante de tudo, ainda é possível sentir as energias colossais empregadas para romper os limites da natureza. Como que ocultado propositalmente, contemplar aquilo nos dá uma sensação de proibido, de oculto, como se pudéssemos descobrir um segredo, descortinar um erro do passado que agora se apresenta em cicatrizes por sobre o solo rondoniense. Esta Porto Velho ficará perdida pelo desenvolvimento; ficará oculta a todos que não puderam contemplar a força do homem e sua história avassaladora. O retorno foi tranquilo. Saímos às 7:00 e paramos em uma composição artística moderna feita de ferro e solda representando um índio, na entrada de Porto Velho. Um pouco mais cansativo que a ida, a moto rendeu bem. Com o propósito de almoçar em Presidente Médice, na casa de um grande amigo, o cansaço pegou em Ji-Paraná, faltando 30 km. A esposa pegou a direção e pilotou até este destino. Na chegada em Cacoal, batemos o pó da viagem e dormimos sonhando com tudo o que tínhamos visto. Preparando a próxima.
  17. Comprei com o Rolando Accaupuri, da Pumas Trek O cara foi bem atencioso, respondeu sempre de pronto os e-mails; inclusive já depositei os 50% dos passeios e ele enviou uma cópia dos tickets do Machu + Hayna; o email dele é: Rolando Auccapuri I. Guia oficial de turismo machupicchu-peru [email protected] Abraços
  18. Matiasp9, este trecho entre Cusco e Puno é muito frio? Será que vou tranquilo com uma segunda pele Solo X-thermo + camiseta trilha + jaqueta ixxon com forro térmico? pretendo ir a tarde; ou é melhor ir de manhã? abraços
  19. GIACOME

    Puno

    Alguém foi até El Portal de Hayu Marca? estou querendo dar um pulinho lá;
  20. GIACOME obrigado pelos comentarios... até Cusco a estrada eh muito tranquila, cheia de curvas (o habitat da Hornet), a estrada é impressionante, perfeita. A autonomia da hornet é mais do que suficiente, não precisa levar reserva. Os piores trechos serão no Brasil (estradas ruins), no Peru, são todas novas e impecáveis Valeu Matiasp9;; Quando retornar posto um relato da minha experiência também!! Abraços
  21. Parabéns Matiasp9!! Beleza de relato; principalmente por ter viajado de Hornet, uma moto não tão utilizada para estas viagens; estou indo também para Cusco agora em Julho, também com uma hornet 2008; você tem alguma dica especial, a nós, possuidores desta máquina, quanto à estrada de Puerto Maldonado a Cusco? perigos, paradas, autonomia; o que você sugere; abraços a ti
  22. Olá a Todos; esta é a minha postagem no forum e gostaria de agradecer, de antemão, as informações colhidas que me ajudaram a montar este roteiro; A minha ideia é fazer o roteiro básico, descrito abaixo, mas temperado com algumas questões culturais + aventures de moto; - Em primeiro lugar a subida, pela transoceânica, de moto (Hornet 2008); Em segundo Lugar a valorização de algumas referências culturais: como a rota do Barroco Andino e Fitzcarraldo, alguma referência deste último em Puerto Maldonado; Abaixo segue uma imagem da minha planilha (roteiro mais ou menos articulado) A ideia básica é sair de Cacoal, RO, no Sábado, e viajar até Rio Branco (AC) 980 km; pernoitar nesta cidade e no dia 07 de Julho, chegar até minha cunhada, em Epitaciolândia (217 km) Como será no Domingo, tentaria comprar uma uma blusa de frio em Cobija (divisa), ou ao menos conhecer a cidade (por que não?) a ideia é sair para Assis Brasil apenas na segunda (08 de Julho), pois acredito ser mais fácil atravessar a fronteira com veículo (mitho??) Bem, em sequência, no dia 08 de Julho, percorrer os 113 kms que separam Epitaciolândia de Assis Brasil e fazer a atravessia. Em seguida, chegar em Puerto Maldonado; pretendo pernoitar em Puerto, pois quero subir a cordilheira durante o dia (fotografando, filmando); de Assis Brasil até Puerto Maldonado são 230 km; Em Puerto Maldonado pretendo conhecer melhor a história louca retratada pelo filme de Herzog, "Fitzcarraldo"; um cara muito louco, que dizem ser o fundador de Puerto e sempre almejou trazer uma ópera para o meio da floresta amazônica; no entanto, para angariar recursos, sai com um enorme navio pelos rios da amazônia e faz o impossível, até atravessa o navio pela floresta, puxado por uma corda pelos índios; Em sequência, será a grande subida; pretendo levar duas câmeras GOpro (capacete e tanque), para nao perder nenhum milésimo de segundo das imagens; a subida é perigosa, pois é possível pequenos tombos em função da água permanente que escorre na via; mas de resto é the great to up; Pretendo chegar em Cusco a tardinha; já reservei um hostel, o hostel Quoriquila; também já reservei o passeio completo, aquele típico de três dias : segue descrição do passeio pelo guia (Rolando, da Pumas trek) Prezado Romulo Buenas tardes, muchas gracias por la pronta respuesta. Recibi conforme el deposito del 50% del costo de los servicios turísticos en cusco 3D/2N, la cantidad de $265 dólares, por concepto de los siguientes servicios. city tour para la fecha 10/07 valle sagrado de los incas - Aguas calientes 11/07 full day Machupicchu + Huaynapicchu 12/07 Quiero confirmar el tour al 100% para las fechas antes mencionadas, el 50% restante del tour será pagado una ves que lleguen a cusco. Adjunto el recibo de ingreso a Machupicchu + Huaynapicchu. El recibo del deposito que usted hizo tendrá que portar el día que llegue a cusco para poder completar el otro 50%, yo tengo una copia también. Cualquiera consulta que tengan. Estaré para atenderlos. Rolando. Bem, acho que os grandes pontos centrais, além de Machu Picchu + HaynaPicchu, que fiz questão de agendar, porque sei que no meio do ano a coisa pega, é a ida até Puno; no retorno de Machu Picchu, no dia 12 de Julho, pretendo fazer o chek out do hostel no dia 13; ficar este dia mais tranquilo (fazer a segunda visita da rota do barroco andino, Catedral, com os murais criticando Pizarro); a noite, 22:00, partir para Puno; sei que chegarei lá bem de madrugada; sairei para o passeio na Ilha de Uros ás 8:00 da manhã e o resto da tarde ficarei para apreciar o Lago e descansar; dormirei em Puno e sairei de lá pela manhã, em um ônibus turístico (dúvida: Inka Express ou Firts Class)??; Bem, este dia 15 de Julho será reservado a chamada "Rota del Sol"; que nada mais é o retorno de Puno para Cusco, passando por alguns lugares filé; dentre eles a igreja de Handahuillas; a chamada Capela Sistina da América do Sul, principalmente pelo sincretismo entre a pintura cuscena e a espanhola Barroca do século XVII; Segue imagem da rota do barroco andino Bem, para meu primeiro tópico já falei demais; Estou com muitas dúvidas, mas principalmente onde comer em Cusco?? Sei que a alimentação lá é bem barata; não sou rico, mas gostaria de explorar melhor a possibilidade de comer bem ao preço módico; alguém tem dicas? Depois em comento sobre a rota do barroco andino; Abraços a todos e aceito sugestões;
  23. Valeu! Mas Julho é chuvoso em Cusco? ouvi dizer que é Dezembro a Janeiro! Abraços cordiais
  24. Muito massa seu relato! Metódico na medida! Parabéns pela Viagem! Estou indo agora em Julho para Cusco (moto) e sempre me preocupo com a alta temporada! devo me preocupar mesmo?
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