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Diego Moier

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Diego Moier venceu a última vez em Janeiro 20

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Reputação

70 Excelente

4 Seguidores

Sobre Diego Moier

  • Data de Nascimento 21-12-1984

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Brasil, Bolívia, Peru, Agentina, Chile
  • Próximo Destino
    Equador, Colombia
  • Meus Relatos de viagem
    Bolívia, Peru e Chile em 27 dias: https://www.mochileiros.com/topic/76054-o-famigerado-roteir%C3%A3o-bol%C3%ADvia-peru-e-chile-em-27-dias/?tab=comments#comment-732114
  • Ocupação
    Designer Gráfico

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  1. @Matheus Souza Muito obrigado cara, vlw por acompanhar! Que massa que curtiu... Aguardando detalhes dessa trip ai. Próximo destino: Equador e Colombia se tudo der certo. Não tem como voltar e não pensar na próxima. ahahahha. Abração cara!
  2. @Wesley Felix Gratidão por ter acompanhado e feliz de ter colaborado para essa trip massa. Obrigado por ter lembrado... Seu roteiro tá completo, continua ai que estou aguardando os próximos capítulos. Forte abraço!!!
  3. @igorp77 Muito obrigado cara pelo feedback! Vlw mesmo... Fico feliz toda vez que aguem fala que vai fazer, pq sei que vai ser incrível. A ansiedade e esse medo é inevitável. kkkkk mas vai com tudo que vai dar tudo certo. Ficaria mais tempo em Cusco com toda certeza. Além de todo atrativo turístico, é bom andar pela cidade, sair a noite e é barato.
  4. CAPÍTULO 18: La Paz, Teleférico, o famoso Mercado das Bruxas, Chacaltaya e Valle de La Luna. 8 Meses depois aqui estou terminando o meu relato. Peço desculpas a todos que me acompanharam até aqui e até mesmo alguns que já viajaram e não chegaram a ver o final para pegar as dicas. Foi massa receber mensagens da galera de todos os lugares interessados em fazer o mochilão e também estar podendo acompanhar uma galera concretizando os planos. Se tudo der certo, em maio embarco com destino ao Equador e Colômbia, mas antes darei uma passada por Huaraz e Mâncora no Peru. Se alguém animar só vem! Quando cheguei em La Paz a ficha foi caindo do tempo que já estava na estrada e como tinha passado tão rápido. Eram meus últimos dias antes de chegar em Santa Cruz novamente e voltar para o Brasil. Novamente quem tiver interesse segue aí: @diegomoier e se tiverem alguma dúvida fiquem a vontade para perguntar. Sobre La Paz: A cidade ergueu-se em meio a cordilheira dos Andes situando-se a mais de 3.600 metros de altitude. La Paz conta com quase 1 milhão de habitantes, sendo a maior parte descendentes dos povos andinos. Faz muito sentido quando dizem que é em La Paz que se entende o que é a Bolívia. Todo mundo sabe que a Bolívia é um país com grandes dificuldades sociais e econômicas. As classes sociais mais baixas estão nos lugares mais altos, como nas encostas do El Alto por exemplo. Quando decidi incluir La Paz no meu roteiro, quis ficar pelo centrão, principalmente perto do mercado das bruxas. Pelo que tinha lido, La Paz seria a cidade que eu precisaria ter mais cuidado com furtos, batedores de carteiras, principalmente nos mercados. Tomei esses cuidados, porém não tive nenhum problema e olha que andei tudo, mas, pode acontecer, então tomem cuidado mesmo assim. O que me encantou foi perceber que é uma cidade com uma cultura muito rica, com museus, templos, mercados e tantas outras coisas que nem dá para enumerar. Os grandes mercados mostram como é um povo trabalhador. Olha essa mini Boliviana que fofinha Copacabana x La Paz: Como já disse no capítulo anterior, compramos a passagem de Copacabana para La Paz na agência que fechamos os passeios para as Islas. Pagamos 20 BOL. Chegamos em Copacabana do passeio das Islas mais ou menos 17h. 18h30 pegamos o ônibus no lugar indicado pela agência. Esse trajeto merece um pouco de atenção. Mais ou menos umas 19h30, chegará em uma ponto onde não tem como fazer a travessia por terra, então todo mundo desce do ônibus, deixa suas malas lá dentro, paga um pedágio de 2 BOL e faz a travessia de barco. O ônibus atravessa em uma barca e pega a galera do outro lado novamente. Eles avisam rapidamente para o pessoal desder e quem não sabe disso fica bem perdido sem saber o que tá acontecendo. Vi gente com cara de assustado achando que deu merda. kkkkk Quando atravessamos ficamos um tempo esperando o ônibus, tem umas barracas de comida de rua e o clima é bem agradável. Todo mundo dentro do ônibus novamente, seguimos caminho para La Paz. Nem falei, mas o ônibus não era muito confortável. Poltronas apertadas, algumas não abaixavam, foi uma viagem um pouco desconfortável. Estava morto de cansado de tanto andar na Isla del Sol. Hostel em La Paz: Já tínhamos dado uma olhada em alguns hostels por perto do mercado das bruxas e fomos em direção a eles. Era bem perto da rodoviária de carro. O aplicativo de mapa offline ajuda muito neste caso. Escolha um que mesmo offline mostra os hostels disponíveis. No primeiro capítulo falei de um que usei e gostei muito. Chegamos em La Paz era aproximadamente 22h. Quando desci do ônibus senti um frio de cortar a alma, virei uma estátua de gelo. Nessas situações fica complicado pensar em pechinchar, massss não é impossível. Fomos direto para o Taxi e o cara cobrou 60 BOL. Oi? Mano eu virei estátua de gelo, mas ainda tenho consciência. Tá Maluco? Chamei a galera e falei que não dava, tava muito caro, afinal tinha um resto de roteiro a zelar. Qualquer grana que eu economizasse ajudaria. Fomos então para fora da rodoviária e o outro cara cobrou 30 BOL. Que diferença não? Não contente, falei que era muito perto e que a gente pagava 20 BOL. Foi os vintão. 0/ Pagamos 5 BOL cada um e descemos na rua Sagarnaga. Primeiro fomos no hostel que a galera tinha visto, porém estava tudo muito caro, pesquisamos alguns ali por perto, mas continuavam inviáveis. Era de 100 BOL para cima a diária. Já estava tarde e o frio castigando. Um menino me falou do Cactus hostel pelo grupo de mochileiros do whatsapp. Fica praticamente dentro do mercado das Bruxas, na calle Jimenez, do lado do hostel Jimenez. Fomos lá para ver qual é. Dois foram no Jimenez ver se tinha vaga e eu e a Angéllica fomos no Cactus. O Jimezes não tinha vaga e o Cactus tinha, porém em quartos separados. 30 BOL a diária. Decidimos que seria ali mesmo, por mais que a primeira impressão que ficou não foi legal. Foi péssima na verdade. Vinicius e eu ficamos em um quarto com mais uma pessoa. O Quarto não tinha janela e estava com um fedor que pqp. Um cara estava vendo um filme e ficava rindo, tossindo muito, fiz uma oração, me concentrei, entrei no modo avião e acabei apagando. Não tive como tomar banho, pois o banheiro estava impossível de usar e o chuveiro não esquentava. Foi apenas uma primeira impressão mesmo. Hoje até indico o Cactus para quem não gosta de muito luxo e pensa em economizar. Hostel Cactus Nosso primeiro dia em La Paz: Pela manhã rodamos tudo para achar um outro hostel, mas estava tudo acima do que a gente queria pagar. Foi quando eu decidi que ficaria ali mesmo no Cactus e dei a opção de cada um ir para outro lugar caso se sentisse a vontade. Tem hora que infelizmente você não pode querer que todo mundo faça tudo com você, mas infelizmente não tinha como pagar lugares mais caros. No final todo mundo decidiu ficar ali para minha felicidade, afinal a companhia do pessoal era massa. Quando voltamos conseguimos mudar para um outro quarto que tinha vagado para 4 pessoas. Quarto com janela, estava limpo, arejado, coberta limpa, os banheiros já estavam limpinhos e o chuveiro esquentando. As vezes é só a primeira impressão mesmo, depois vimos que chegamos muito tarde e realmente estava tudo uma zona. Tudo se normalizou e ficamos felizes naquele quarto, tirando o fato de ter uma família do lado do nosso que não dormia e ficavam fazendo barulho até de manhã. Eu particularmente não tenho problema em dormir, então não incomodou tanto. Esse primeiro dia seria para conhecer a cidade, andar, descansar, fechar os passeios e aclimatar o corpo. UMA DICA SUPER IMPORTANTE: Não faça passeio nesse primeiro dia, se puderem. Tira esse dia para descansar, se acostumar com a altitude e o clima, pois La Paz foi o lugar que mais senti a altitude. Fiquei muito cansado, desanimado e esse primeiro dia serviu para dar um gás para continuar. Quarto tudo OK, saímos em direção a praça, fui trocar dinheiro (Meus últimos dólares), já estava no nível desesperador. Sabia que não iria dar e teria que partir para o plano B. Mais pra frente falo sobre a missão e como a Camila foi uma pessoa que me ajudou pra caralho nessa hora. Sobre a cotação de La Paz, não vai adiantar muito eu ficar falando disso, pois já se passaram tantos dias e os valores com certeza mudaram, mas o dólar estava 6,94, 6,95 e o real 1,70. Um detalhe importante é que lá as notas de 100 dólares novas são muito valorizadas, chegaram a pagar 6,96. O real como sempre não é tão valorizado. Muito cuidado com câmbio de rua. Uma estratégia que eu adotei foi ir em mercados locais e pedir para eles me ensinarem a identificar as notas falsas de lá. Consegui pegar algumas dicas e trocar a grana tranquilamente. Notas velhas e rasgadas eu sempre pedia para trocar por outras. Fechando os passeios: Ta aí uma coisa que me deixou bem frustrado... Eu queria muito fazer o Downhill na estrada da morte, mas infelizmente não teria tempo e muito menos grana. A Camila, amor de pessoa que é, ofereceu pagar e depois eu dava a ela, mas não achei justo e não quis abusar, apesar de ela ter me deixado muito a vontade para isso. Conhecer essas pessoas na viagem, nos fazem acreditar que as melhores pessoas estão de mochila nas costas viajando. De verdade! Decidi que fecharia com a agência apenas Chacaltaya + Valle de La Luna (Esse passeio é feito no mesmo dia). Detalhes da agência: Nome: Maya Tours Endereço: A agência ficava na mesma rua do Cactus (Jimenez), quase no final da rua, porém tem outras endereços e contatos e indicações no mapa (Acredito que era só um ponto de apoio): Illampu Street, 765 - Phone: 2-459389 - 72516104 Linares Street, 791 - Phone: 2-900489 - 2-480560 (24H) Foi umas das mais baratas que achamos, apesar de não ter pesquisado muito. Lá mesmo pegamos um mapa da cidade e orientações de como pegar o teleférico e ir até o mirador. Segue imagem do mapa com a referência de onde fica a agência (Marcado com uma bola vermelha): Depois de fechar os passeios (Conto detalhes e valores mais a frente), fomos achar um lugar para comer. Sei que quando a fome bate a vontade é de parar no primeiro lugar que aparece, mas todos queriam economizar, então saímos pelas ruas procurando restaurantes, apesar de não ser difícil encontrar restaurantes baratos (Mas queríamos o MAIS barato, porém limpinho e com cara boa ahahaha). Resultado: Entrada (Sopa) + Arroz + Batata + Frango + Salara + Coca = 14BOL. Tinha direito a um refresco lá, mas que desde Santa Cruz de La Sierra tinha decidido não beber. A próxima missão antes de conhecer melhor o mercado das Bruxas e ir até o Teleférico era achar um supermercado para fazer o lanche para levar para Chacaltaya no outro dia de manhã. Não tem lugar para almoçar lá e a agência não dá o almoço. Andamos um pouco até achar um supermercado (Detalhe que não é fácil achar supermercado grande pelo centro de La Paz). Gastei 20 BOL comprando coisas para fazer lanche, água e frutas. Comprei uns pães em uma padaria também. Mercado das Bruxas: O Mercado das Bruxas é cheio de ladeiras, ruas estreitas e barraquinhas onde é comercializado de tudo. A maioria são objetos místicos de todos os tipos, ervas, pedras, amuletos, etc. Estava bem ansioso na verdade para conhecer. O que chama mais atenção são os fetos de lhama pendurados na frente das lojas. Os fetos são enterrados no terreno antes de construir a casa para dar sorte. Esses fetos são de abortos naturais e não mortos para virar amuletos como alguns pensam. Que bom né? Coitadinhos! Mercado das Bruxas Mercado das Bruxas Outros mercados Mercado e uma apresentação de Teatro Teleféricos e Mirador: Esse dia foi muitcho loko... kkkk A agência nos explicou certinho como a gente fazia para chegar até o teleférico e nos indicaram pegar a linha vermelha que era onde tinha a melhor visão, assim fizemos. O valor do teleférico é 3 BOL, ida e volta 6 BOL. A infraestrutura da parada é surreal. Com cerca de 13 km, a rede de teleféricos passa por 11 estações. É a mais longa rede de teleféricos no mundo. Tudo muito organizado e limpo. Os teleféricos funcionam como meio de transporte para a população e é nítido como isso facilitou a vida de todo mundo e mudou a cara da cidade. Na saída do teleférico encontramos uma barraquinho de um tio que estava vendendo hambúrguer por 3.50 BOL. Vocês não tem noção de como aquilo tava bom. Entrada do Teleférico Mirador Observaram que tem um vidro aí? Pois é, a gente cismou que queria ver o pôr do sol pela frente, para ter uma visão panorâmica de toda a cidade. Assim fizemos, saímos do terminal do teleférico, entramos em umas ruas estreitas, passamos quase dentro de um quintal e fomos andando até chegar quase na frente desse vidro. Estava um frio surreal e eu fui de bermuda (Não sei o que deu na minha cabeça). Paramos em um lugar que era quase os fundos de um quintal de uma casa, porém imaginamos que estava tudo de boa. Começou a entardecer, o frio apertava mais e mais, ligamos um som e ficamos ali esperando o pôr do sol e a cidade se ascender. Entardecer As cores vão ficando maravilhosas, e ver a cidade se ascendendo é incrível. Detalhe que quando anoiteceu tivemos uma surpresa daquelas: Uma lua indecente saiu por trás da montanha Illimani ( A segunda montanha mais alta da Bolívia e a maior altitude da Cordillera Real. Atinge os 6.462 m de altitude) e posso dizer que tive um dos melhores momentos da viagem. Ver a lua aparecendo com aquela visão incrível da cidade foi maravilhoso, até surgir um cara da casa e fazer um monte de pergunta pra gente, mandando a gente sair dali e pra variar ele soltou um cachorro em cima da gente. O cachorro reconheceu que éramos brasileiros gente boa e começou a balançar o rabo e pular em cima de todo mundo brincando. Como garantia, voltamos no escuro no meio de um monte de mato e conseguimos finalmente entrar na estação novamente e descer. Quase levar uma mordida de cachorro valeu muito a pena. FOI INCRÍVEL! A foto não está tão maravilhosa como merecia, mas olha que maravilha. Nosso segundo dia em La Paz: Chacaltaya e Valle de La Luna: Esse passeio é um dos clássicos para quem vai visitar La Paz. A maioria das agências estavam cobrando 80, 90 Bolivianos, porém na Maya pagamos 65 cada pessoa (grupo de 4 pessoas). Tem uma taxa de entrada de 30 BOL que deve ser pago a parte. A 5421 metros Chacaltaya é um pico da Cordilheira dos Andes a cerca de 30 km da cidade de La Paz, e próximo a Huayna Potosí. Para chegar a base é necessário percorrer um caminho construído em 1930. É conhecido como a estação de esqui mais alta do mundo, porém devido ao aquecimento global está atualmente desativada. Acordamos às 6h30, preparamos nosso lanche e ficamos esperando o carro chegar (entre 8h e 8h30). Confesso que foi tenso e bem cansativo tendo em vista que são 5.400 metros: :@ Falta ar, tontura com força, um vento gelado de cortar a alma. Inicialmente fizemos a subida de carro. Estradas estreitas, muitos precipícios, um ziguezague sem fim, muitos pedregulhos. pode-se dizer que é um pouco pior do que a estrada que vai para Machu Picchu. Fiquei um pouco tenso, confesso! A base de esqui fica a 5.300 metros. Chegando na base a gente começa a subida a pé para chegar ao ponto mais alto. Quem fizer, vá devagar no seu tempo, respeite o limite. Fui o primeiro a chegar. Mas me preparei bem. Masquei folha de coca, tomei o Diamox (Consulte seu médico ahaha) e fiz um chá dentro de uma garrafa e fui bebendo durante todo o percurso. Me ajudou muito. O visual é espetacular, inclusive é a foto que coloquei no início do relato. É FANTÁSTICOOO! Vários picos nevados, vales, cores, contrastes. É lindo e vale muito a pena. Repetindo: Não aconselho a fazer esse passeio assim que chegar em La Paz. Faça uma aclimatação primeiro, pois seu corpo sentirá muito. Duas meninas resolveram não subir e ficar ali na base mesmo. Outras chegaram lá em cima quase morrendo, ser ar, boca roxa e sem voz (Famoso morreu, mas passa bem). Na volta, você pode parar na casinha para ir ao banheiro, tomar um fôlego para voltar em direção ao Valle de La Luna. Concluída a missão Chacaltaya, bora para o Valle de La Luna. Chegando lá na entrada a guia deu as explicações de como o Valle se formou, outras coisas lá de ver imagens e caras nas rochas, mas confesso que não prestei muita atenção. O Valle é legal, não é muito grande, é bem sinalizado e demarcado, mas se mistura muito com a paisagem urbana, o que perde um pouco a sensação de estar na Lua. Mesmo assim acho que vale muito a pena conhecer. Chegando no hostel e conhecemos um brasileiro de BH (Gente boa que esqueci o nome) e fomos dar uma volta pelos mercados e ruas e procurar o tio do Hambúrguer novamente, mas para nossa tristeza ele não estava lá. Fiquei muito decepcionado, pois andamos pacas para chegar lá. Em compensação encontramos uma barraquinha fazendo nachos, PQP como tava gostoso. Nachos: 8BOL + Refri: 2.50BOL. DINHEIRO ACABOU! ÇOCORRO! Não seria uma boa ideia vender meu corpo por ali. Hora do plano B. Quem acompanhou sabe que eu levei 100 dólares falsos e descobri só lé em Uyuni. Entrei em contato com a pessoa que me passou e pedi para depositar na minha conta os 350 reais e quando chegasse daria a nota falsa para ela ver o que ia fazer. Só que a merda seria retirar do banco, pois iria me comer uma taxa do cão. Lembrando que ainda teria que ter grana para pagar busão para Santa Cruz de La Sierra, pagar uma diária lá, comer e ainda pegar outro busão de SP para minha cidade no Rio de Janeiro. Tava ferrado resumindo. Com certeza eu conseguiria fazer a missão, porém ia ser muito apertado. Novamente a Camila (Anjo, ser humano incrível) me ofereceu dar a grana e eu poderia transferir para a conta dela. Ela me salvou muito PQP. Transferir 100,00 para a conta dela e ela me deu em real para trocar. Deu 170 Bolivianos. Era a grana que eu teria para terminar a viagem. Nosso terceiro e último dia em La Paz: Era hora de cada um seguir seu rumo. A Camila foi fazer a estrada da morte, o Vinicius ver no jogo de futebol e eu e Angéllica iríamos para SCLS. Nosso objetivo era viajar a noite para economizar na diária. Andamos pelos mercados, porém não tinha muita coisa aberta, pois era feriado. Deu nossa hora, hora de partir. La Paz x Santa Cruz de La Sierra (Como conseguimos economizar uma grana?) A maioria das agências vendem passagens para os mais diversos lugares em ônibus turísticos, porém o valor é absurdamente mais caro. Tinha agência vendendo passagem por 280 BOL. Era mais do que eu tinha para terminar a viagem toda, ahahaha. Foi aí que fomos até a rodoviária no dia anterior verificar e sondar para ver como a gente poderia economizar. Chegando lá descobrimos o grande, não tão grande, segredo, pois já tínhamos feito isso antes. Tem diversas empresas de ônibus na rodoviária de La Paz, para os mais variados lugares, inclusive Cusco, Uyuni, etc, porém os valores sofrem alteração a qualquer momento. Muita procura = mais caro, pouca procura = mais barato. Ônibus saindo vazio = bem mais barato. Claro que vão ter lugares onde tenha uma empresa apenas, ou que a procura é sempre grande. Minha experiência foi indo para SCLS. Aconselho a sempre ir um dia antes na rodoviária para sondar o que fica melhor para você e não se enrolar na hora. Nos aconselharam a não comprar antecipadamente, mas no dia da viagem, chegar mais cedo e ir sondando os valores, até achar um que vale a pena. Assim fizemos, chegamos umas 2 horas antes do horário que programamos (16h30) e começamos a correr preço. Começou em 150 BOL, depois achamos por 130, 120, 100 e por fim uma empresa veio até nós ofereceu por 80 Bolivianos. Fechamos! Saída de La Paz: 18h. Chegada em Santa Cruz: 11h30. Tempo de Viagem: 17h30 (É MUITA HORA!) Empresa: Trans Lucero. Valor: 80 BOL. O que precisa ficar claro é: Economia na maioria das vezes quer dizer abrir mão de conforto. O ônibus saiu vazio da rodoviária, eu fiquei todo feliz, caraca, que sorte, posso deitar, levantar, correr, deitar no corredor, etc etc.... Lembram quando falei que o pessoal mais pobre estava concentrado no El Alto? Pois muito que bem, o ônibus parou lá. Kkkkkk Irmãos, era caso de oração, o ônibus ficou lotado em 2 minutos, era bolsa, caixa, galinhas, criança chorando, cheiro de CC, gente que não parada de entrar, um vende milho, outro salgado, outro doce, outro criança, brincando, criança não kkkkk. Um senhor sentou do meu lado, o cheiro não estava tão bom, mas percebi que eram trabalhadores, provavelmente tinham acabado um dia daqueles. Inicialmente a gente sempre fica um pouco apático e estressado com essas situações, mas a gente está propenso a isso e muito mais. É deixar levar e vida que segue. Troquei uma ideia com ele, muito simpático e gente boa por sinal. Ele me contou algumas histórias da vida dele que me fizeram refletir bastante e seguimos viagem. Consegui dormir boa parte da viagem, a poltrona era confortável e deitava bastante. Em um momento da viagem fiquei acordado e tinha uma lua linda. Nesse momento pude refletir sobre toda a viagem e como eu tinha mudado. Certo que voltaria para o Brasil uma nova pessoa. Inevitavelmente as lágrimas desciam de alegria e ao mesmo tempo uma sensação de realização muito grande. No meio do caminho teve uma parada onde comi um salgado duro e sem gosto, mas tava com muita fome. Chegamos em Santa Cruz aproximadamente 11H30 com uma leve chuvinha. Chegada em Santa Cruz de La Sierra: Olhei no mapa e estávamos muito longe do centro, porém não passava ônibus por ali e não achamos ponto de taxi, foi ai que resolvemos ir andando para achar um hostel. A gente tava muito longe do que ficamos quando iniciamos a viagem. Olhei no mapa alguns, cheguei a procurar um que não existia, outro com valor super diferente do que estava anunciado, foi quando achamos um com preço bom e perto. Hostel: Residencial Ikandire II. Endereço: Calle Barron, 571 Valor: 35 BOL cada (Quarto para duas pessoas). Supimpa né? Super limpo, banho quente e cama muito confortável. A noite fomos dar uma volta pela praça e comer alguma coisa. Ficamos no segundo andar, quando voltamos a noite fomos para o quarto e do nada escutei uma voz conhecida, desci e era a Camila. Não tínhamos planejado nada, ela nem sabia onde estávamos, mas o destino nos uniu novamente. Foi aquela gritaria: "MANOOOOO COMO ASSIM?" kkkkk. Acordamos as 5 da manhã e fomos juntos para o aeroporto, o voo dela era mais tarde. Despedida e mais despedida, aquela sensação de tristeza, vendo tudo acabar, mas era hora de voltar para a realidade. O resto da viagem já foi aqui no Brasil, consegui chegar em casa de boa, dormi várias horas para recuperar as forças, comi muito feijão e carne vermelha. Kkkkk. Fiquei algumas semanas sem comer frango. A Camila teve o voo cancelado, teve que ficar mais dias em SCLS, mas no final deu tudo certo. Gastos (La Paz e Santa Cruz): Taxi dividido por 4 (Rodoviária x mercado das bruxas): 5 BOL. 3 diárias hostel Cactus: 90 BOL. Passeio Chacaltaya + Valle de La Luna: 65BOL. Sorvete: 2 BOL. Salgado: 3 BOL. Almoço: 14 BOL. Supermercado: 20 BOL. Padaria: 5 BOL. Teleférico (Subida e descida): 6 BOL. Hambúrguer delicioso: 3.50 BOL. Suspiro: 1 BOL. Nachos: 8 BOL Refri: 2.50 BOL. Pochete: 20 BOL. Passagem La Paz x Santa Cruz de La Sierra: 80 BOL. Taxa rodoviária La Paz: 1.50 BOL Salgado + Suco de caixinha + Laranja: 8 BOL. Diária em Santa Cruz: 35 BOL. Salgado + Refri: 6 BOL. Ônibus para Aeroporto: 6 BOL. Lanche aeroporto: 10 BOL. Total em Bolivianos: 391,50. Total em Reais: 230,29. Gasto total da viagem: R$ 5.409,76. Eu depois do mochilão: Quando estamos planejando o mochilão ou até mesmo durante, o medo bate em diversos momentos (o que fazer? Vai valer a pena? Será que estou sendo enganado? Estou pagando mais do que deveria? Esse lugar é seguro? Será que é de boa ficar nesse hostel? E se der merda? Se a grana não der? O que ferra tudo é o "SE"). Além disso ter que lidar com todos os questionamentos, se enturmar, conhecer pessoas novas é uma luta para quem é mais fechado e tímido como eu. A gente descobre portanto (repetindo o que já falei), que as melhores pessoas estão com a mochila nas costas pelo mundo. Conheci pessoas dos mais diversos tipos, mas todos me proporcionaram grandes momentos. É encorajador ver o sorriso estampado na cara delas. Elas podem ser pessoas ruins no seu dia a dia, podem ser ranzinzas na sua realidade, mas ali elas estão abertas para entregar o que há de melhor nelas. É claro que conheceremos pessoas que só ferram com o rolê, ou que não estão nada abertas para isso, mas em sua maioria as pessoas são as mais lindas que podemos conhecer. Tenho uma gratidão enorme pelo aprendizado, pela ajuda, pela amizade de todos, especialmente a Angéllica que me aturou muito. Aprendi a respeitar as diferenças sejam elas de personalidade, opinião, conhecimento ou cultura. Aprendi que por trás de uma roupa suja, com cheiro ruim, tem uma história de vida linda e uma experiência pronta para ser compartilhada. Que uma cara fechada pode guardar um lindo sorriso e nem sempre se esse sorriso não for oferecido para você, tornará aquela pessoa menos merecedora de sua bondade. Aprendi acima de tudo que ser mochileiro é para quem está aberto para doar o que há de melhor dentro do peito. Agradeço quem me acompanhou até aqui e todos que elogiaram o relato, comentaram, compartilharam com os amigos... Enfim... Nos vemos em breve, e o conselho para a vida é: "Enfia a cara e vai, que o mundo te espera".
  5. @viniciusmazevedo caraaaaaaaaa.... vc aqui. Mano que saudade dessa viagem. PQP. Cara eu to planejando exatamente esse roteiro. Super topo!!!!!!
  6. @leandronutricaounip abril e maio é uma época boa. Fiz em Maio.
  7. @Cloris Macedo Obrigado por acompanhar. Falou besteira não kkkkk. Não fiz Taquile, só Uros mesmo. Pelo tempo e pq realmente não tinha interesse nenhum em ficar em Puno. Como ia para Isla del Sol e da Luna em Copacabana achei melhor adiantar minha vida e aproveitar em La Paz. Sem contar que já estava com pouca grana. Cara se vc conseguir levar moeda local tá ótimo, só precisar ter um controle maior de quanto vc vai levar de cada né. Pq trocando moeda local por moeda local lá, vc vai perder um pouco. O Dólar não, ele é valorizado em qualquer lugar. Mas é uma opção frente ao valor do dólar. Amanhã vou postar La Paz. Já tô quase terminando, mas se tiver alguma dúvida específica me avisa ai que te adianto. Abraço camarada!
  8. CAPÍTULO 17: 27-28/05: Copacabana e a energia singular das Islas del Sol e da Luna Assim como Uyuni, nunca havia me interessado muito por saber mais sobre Copacabana, aliás Uyuni eu nunca nem tinha ouvido falar. Copacabana vagamente. Já estava um tempão planejando o roteiro, pesquisando pra cacete, lendo relatos e mais relatos e chegou na hora de copacabana li rapidamente sobre a cidade, ela estaria na passagem, vi escrito ilha do sol e da lua e pronto, 1 dia em Copa para não dizer que não conheci. Li algo sobre lado norte, lado sul, dormir em um lado, ir pra outro, depois guerra de lado sul com norte, lado norte fechado, nada que me interessasse muito. Hoje me arrependo de uma coisa: Não ter dormido uma noite pelo menos na Ilha do Sol. E ai vocês vão entender o motivo de hoje eu ser apaixonado por Copacabana e principalmente pela Ilha do Sol. Chegando em Copacabana (27/05). Copacabana é uma cidade bastante segura e tranquila, não senti insegurança em momento nenhum e provavelmente onde a civilização Inca tenha começado. De todas as partes que passei pelo lago Titicaca, Copacabana sem sombra de dúvidas foi a parte mais bonita que conheci. Por isso quando diversas pessoas me perguntaram sobre Puno e Copacabana não tive dúvidas em falar que dormir em Copacabana era a bem melhor que Puno. A cidade está a 3841 metros acima do nível do mar e as suas ilhas guardam grandes histórias. No capítulo anterior já contei todo o processo de imigração de saída do Peru. O ônibus acompanha todo o trajeto e te deixa em Copacabana. A chegada na cidade já foi uma delícia daquelas, cheguei a tardinha no pôr do sol. Não havia reservado nenhum hostel, mas chegamos a dar uma olhada em algum pelo Booking. Pesquisamos algumas perto do lago titicaca quando chegamos, mas estavam acima do valor que a gente queria. O Vinícios que falei no capítulo anterior tinha anotado um e seguimos direto para ele. A moça dona do hostel (chamado Wayra), nem simpática nem antipática nos atendeu e informou o valor 30BOL cada pessoa sem café da manhã. Nem sorria, nem chorava, nem esboçava nenhuma emoção, kkkkkkk ou seja a mulher era indiferente. Resolvemos fechar com ela mesmo para não ficar andando muito. O Vinícios e a Camila ficaram em um quarto e eu e a Angéllica em outro. O hostel era bem desconfortável, as cobertas não esquentavam, passei um baita frio, WIFI não funcionava direito, o chuveiro era bem ruinzinho, o banheiro estava bem sujo e usar a cozinha só pagando, até para usar os talheres. Não podia nem entrar na cozinha se não pagasse 5 BOL. Até para conseguir uma faca foi meio complicado. Não recomendo o hostel, pois tem outros com os mesmos valores, inclusive encontramos um brasileiro que estava em um perto do mercado e que pagou o mesmo valor e disse ser ótimo. Como a gente só ia ficar uma noite e já tínhamos acertado, não tinha o que fazer, deixamos as coisas no quarto e fomos dar uma volta para comprar coisas para comer e fechar o passeio para as ilhas. Não precisa fechar nada disso antecipadamente. O que não vai faltar é agência para fechar o passeio. Só feche um dia antes, pois os barcos saem cedinho. Não é difícil se localizar em copacabana, pois é bem pequeno e as coisas se concentram em um mesmo lugar. Os bares são bem legais e decorados e com uma energia bem good vibes. O comércio principal está na rua 6 de Agosto. Nessa avenida estão quase todos os restaurantnes e lojas de souvenirs. É o melhor local para fazer câmbio, para almoçar e jantar e onde se concentra as maiorias das agências. Peço desculpas, mas eu não anotei a agência que fechamos o passeio e não achei o papel, deve ter ficado com alguém do grupo, pois todos estavam no mesmo recibo. Mas não se preocupem, qualquer agência vai fazer o mesmo trajeto e todos saem do mesmo lugar. Juntam várias agências no mesmo barco. Mas ela ficava entre as primeiras da rua indo pelo lado titicaca pela Avenida Costanera. Nessa agência compramos a passagem para o ônibus para La Paz no outro dia. Pagamos 20BOL. Basta subir a rua e ir sondando preço, chorando até achar um que você queira e ache justo. Não achei as coisas do mercado principal muito baratas, mas nas ruas próximas tem muitos comércios com coisas baratas. Na frente do mercado tem um restaurante que faz um prato muito bom e barato. Eles ficam cozinhando ali pela frente mesmo. Resolvemos comer por ali e compramos poucas coisas para fazer lanche e levar para o passeio. Gastos: - Hostel: 30BOL a diária sem café da manhã. - Passeio Isla de la Luna e Isla del Sol: 25BOL (Choramos, pois estavam cobrando 30). Dificilmente vai encontrar mais barato. É quase tabelado em todas as agências. - Lanche para levar (Pão, maionese e sardinha): 15 BOL, dividi com Angéllica e pagamos 7.50BOL cada um. - Janta (Arroz, Frango empanado, Batata frita e salada): 10BOL - Passagem Copacabana x La Paz: 20 BOL. - Entrada Isla de La Luna: 10 BOL - 5BOL para locais (Paga na entrada da Ilha). - Entrada Isla del Sol: 10BOL - 5BOL para locais (Paga na entrada da Ilha). Tem restaurantes na Isla del Sol, porém não quisemos gastar com isso, por isso preparamos nosso lanche para levar, mas não é nada surreal de caro. Continuando: Voltamos para o hostel fizemos a missão de conseguir a faca e preparamos nosso lanche no quarto mesmo, como disse nem a cozinha a gente podia usar sem pagar. Se bem que pelo estado do banheiro a cozinha não estaria diferente. Sem WIFI, restava dormir, afinal estávamos destruídos. Apesar do frio do cão com aquelas cobertas tecidas a fios de gelo, valeu o descanso. Isla del Sol e Isla de La Luna (28.05): Acordamos, arrumamos nossas mochilas, comemos alguma coisa que já tínhamos preparado, deixamos as mochilas no hostel e seguimos em direção ao barco. A agência informa o nome do barco que você vai ter que pegar, não é difícil de achar, pois os nomes são grandes. Saída do porto: 8h30. O tempo para chegar até a ilha é de aproximadamente 1h30. No barco você apresenta o tickt da compra do passeio e todos seguem viagem. Algumas pessoas sobem no teto do barco, mas precisam descer por conta da fiscalização. Depois de uma determinada distância podem subir novamente. Inicialmente o barco deixou um grupo na Ilha do Sol, essa galera escolheu ficar apenas ali. Depois o barco seguiu viagem para a Ilha da Lua. No caminho um guia oferece os seus serviços, falou de algumas vantagens de ir em lugares que sem o guia não poderia, pois iria de barco. Não prestei muita atenção e preferi não contratar serviço nenhum. O que menos queria era gastar nessa altura do campeonato. Sobre as ilhas: As Ilhas são sagradas para os Incas e foi usada como santuários. Há diversos templos onde eram realizados cultos, rituais e sacrifícios. Isla de La Luna: Na entrada da ilha você precisa pagar 10BOL. Tinhamos 1h para conhecer a ilha da Lua. Acredito que com mais tempo vale a pena, mas com o tempo que o pessoal nos deu teria ficado apenas na Ilha do Sol para aproveitar mais por lá. Foi o tempo de andar um pouco e descer quase rolando pois o barco já tinha chegado e estava atrasado. Lá de cima estava vendo o povo subindo no barco. Aquele desespero de ficar para trás que não cabe no peito. "Pernas pra que te quero". Não cheguei a ver as ruínas. Peguei um lado qualquer e fui andando sem direção ao infinito. Comecei a ver que não tinha ninguém me acompanhando e nenhum turista, todos foram para o outro lado. Subia cada vez mais como se não houvesse o amanhã. Não sei exatamente para que servia aquilo, mas encontrei tipo uns túmulos, uns cercados com sinais de fogueira. Fiquei alguns minutos ali tentando entender e comecei a correr desembrestado para baixo para não perder o barco. Torci o pé algumas vezes, cai umas 2 vezes e cheguei lá embaixo com picos e espinhos até no c*. Pode ser que pessoas estejam enterradas aqui Aqui também talvez Seguimos viagem de volta para a Ilha do Sol. Na volta viemos em cima do barco com mais uma galera, o clima tava gostosinho, se não fosse uns filhotes de chaminé que não parava de fumar e eu tava um pouco irritado pois eles estavam jogando fumaça na cara de todo mundo. Eu fumo, mas odeio gente sem noção que acha que todo mundo é obrigado a fumar junto. Preferi descer para não jogar ninguém de barco abaixo. A Isla del Sol: A comunidade do lado sul é a Yumani que tem uma estrutura melhor com hostels e restaurantes. Para subir há uma longa escadaria. A comunidade é bem simples, mas o clima é muito gostoso. Fomos subindo e subindo e subindo. Meu objetivo era chegar no mirador pallakasa. O restante da galera parou pelo meio do caminho em um restaurante e foram comer e eu segui sozinho. Na subida minhas pernas começaram a bambear, fiquei tonto e meu coração acelerou bastante, fiquei um pouco bolado de morrer, parei um pouco e dei uma relaxada, fiquei preocupado com a descida, se ia dar tempo pegar o barco ou não, pois quando mais eu subia, mais demorava para chegar. Agora aquela parte que vocês vão pensar que é alguém tentando dizer ser #goodvibes que sente a energia do lugar. kkkk Mas foi a verdade e me orgulho muito de ter vivido momentos tão únicos. Chegando no topo pude realmente entender o quão incrível é a energia daquele lugar. Talvez tenha sido uma das melhores partes dessa viagem, estar sozinho no topo daquela ilha. Senti uma felicidade que não cabia dentro do meu peito, girava 360º e via uma paisagem singular incrível. Uma energia tomou conta de mim. E foi o único momento da viagem que chorei. Não tinha explicação, não tinha motivo, nem tristeza e nem alegria, simplesmente chorei como se tivesse limpado algo de dentro de mim. Não imaginava que fosse sentir isso em um lugar que não tinha planejado e nem notado e a partir dali eu percebi que a Ilha do Sol não é só um rostinho bonito. Fiquei por alguns minutos sentado ali sozinho apreciando a paisagem e refletindo sobre anos e anos da minha vida. Pude entender o motivo de ter sido levado até ali. Essas coisas a gente não explica né, apenas sente. Não é preciso entrar muito em detalhes. Se eu pudesse ficaria por horas ali, mas tinha um roteiro a zelar. Na volta encontrei com duas senhoras. Contei desde o início que eu sou apaixonado por pedras e que peguei algumas por todo os lugares que passei. Estava pegando umas pedras e elas estavam vindo ao meu encontro, provavelmente estavam indo para o lado norte ou não, sei lá, e uma delas quando se aproximou mais, perguntei algumas coisas sobre o lado norte, uma delas percebendo que eu estava catando pedras pegou uma e me entregou, contou umas coisas sobre a ilha. Tenho hoje a pedra mais especial da minha vida. Acho que a ilha é uma mistura da paz com a guerra. Depende de como ela vai te receber. Desci correndo para encontrar o pessoal, pois já estava muito perto do horário do barco. Chegamos no Píer e já estava todo mundo entrando no barco. Seguimos de volta para Copacabana. O barco saiu da parte sul às 16h00 e chegou em Copacabana às 17h30. Os barcos são bem lentos, mas compensa pela paisagem que a gente não cansa de admirar. Sobre o lado norte x Lado Sul: Antigamente fazia-se a Ruta Sagrada de La eternidad del Sol (Willka Thaki) até chegar nas ruínas de onde saíram Manco Capac e Mama Ocllo para criar o império Inca. Geralmente as pessoas iniciavam no lado Norte e chegaram até o sul. Porém as coisas mudaram. O lado norte está fechado para visitação devido aos conflitos entre os moradores locais. Não tenho certeza absoluta das informações, mas pelo pouco que conversei soube do seguinte: formou-se um conflito por meses entre as comunidades, pois um lado sempre foi favorecido financeiramente, pois eles tinham uma estrutura muito melhor e arrecadavam muito mais grana. Os turistas chegavam pelo lado norte, conheciam as ruínas e deixavam a grana no lado sul. Alguns tentavam criar estrutura para arrecadar a grana, mas um grupo não aceitava com o argumento de que eles puseram em risco a riqueza arqueológica, por estar muito próximo aos sítios arqueológicos. Desde fevereiro de 2017, as comunidades de Challa e Challapampa lutam por esses lugares, diversas vezes eles pediram às autoridades para retirar essas construções. Como não foram ouvidos, começaram a demolir com suas próprias mãos. Resultado: Conflitos, dezenas de mortes, barcos queimados e lado norte fechado. "Já que a gente não pode lucrar com os turistas, os sítios arqueológicos não serão visitados". Mudaram portanto o esquema de visitação e o fluxo ficou: Isla de La Luna e Lado Sul da Isla del Sol. Segundo Freddy Mendoza da comunidade Challapampa, ele tem dezenas de cartas enviadas para todas as instâncias da Prefeitura de Copacabana, ao governo de La Paz e ao Ministério das Culturas. Um ano e ninguém os escutam. Atualmente o lado norte ainda encontra-se fechado para visitação. Algumas pessoas da ilha dizem que há uma forma de conhecer o lado norte: Acordar pela madrugada e ir em direção a ilha, onde os moradores estarão dormindo. Estando lá dentro, depois consegue-se voltar tranquilamente. Segundo alguns tal atitude é perigosa, pois o lado norte não aceita de forma alguma essa visitação e pode correr risco de morte. Fake News? Nem imagino! Será que isso tem ligação com a morte da Coreana na Isla del Sol? Não podemos afirmar, mas é o que alguns lá dizem: Em janeiro de 2017 uma turista sul coreana de 39 anos foi assassinada na Ilha do Sol. O corpo da mulher foi achado oculto debaixo de pedras e galhos. A mulher apresentava cortes no pescoço e tórax e presume-se que foi abusada sexualmente, segundo o laudo pericial preliminar. Não se preocupem, pois não senti nenhuma insegurança na ilha, mas é bom estar atento a tudo isso para caso alguém diga que pode ir para o lado norte, você possa se informar melhor e ter a cautela necessária. Como disse, não posso dizer que os fatos são verídicos. Continuando: Chegamos em Copacabana, pegamos nossas mochilas, tomamos um banho no banheiro "nada limpinho" do hostel kkkk e fomos em direção ao terminal de ônibus indicado pela agência para ir para La Paz. Sem sombra de dúvidas esse dia foi um dos mais incríveis de toda a viagem. No próximo capítulo falo sobre a chegada em La Paz, Mercado das Bruxas, o teleférico, Chacaltaya e o Valle de La Luna. Qualquer dúvida pode chamar ai e se quiserem me sigam lá no instagram: @diegomoier ou @sozinho.na.estrada. Gastos totais - Hostel: 30BOL a diária sem café da manhã. - Passeio Isla de la Luna e Isla del Sol: 25BOL. - Comida para levar (Pão, maionese e sardinha): 15 BOL, dividi com Angéllica e pagamos 7.50BOL cada um. - Janta (Arroz, Frango empanado, Batata frita e salada): 10BOL. - Passagem Copacabana x La Paz: 20 BOL. - Entrada Isla de La Luna: 10 BOL - 5BOL para locais (Paga na entrada da Ilha). - Entrada Isla del Sol: 10BOL - 5BOL para locais (Paga na entrada da Ilha). Total em Bolivianos: 112,50BOL. Total em reais: R$ 66,17 (Cotação:1.70). Gasto parcial da viagem (Todos os custos): R$ 5.179,47. Próximo capítulo: La Paz, teleférico, o famoso mercado das bruxas, Chacaltaya e Valle de la Luna.
  9. CAPÍTULO 16: 26.05: Puno e as Islas Flotantes de Los Uros. Primeiro gente quero dizer que qualquer dúvida pode chamar no Zap: 22997297989 ou segue o instagram ai: @diegomoier ou @sozinho.na.estrada. Lembrando que essa viagem foi feita em Maio/2018, então financeiramente pode ter alguma alteração, principalmente nas cotações. Resumão de Cusco: Um dos lugares mais incríveis, sem sombra de dúvidas foi Machu Picchu, não só pela sua beleza, mas sua energia e história. Humantay é maravilhosa. Vale muito a pena conhecer o Vale Sagrado. Infelizmente não deu para fazer as montanhas coloridas, mas realmente não estava nos meus planos pelo tempo. Detalhes desse fluxo para ir para Puno contei no capítulo anterior. Se tiver interesse em saber volta um cadinho ai. Meu objetivo principal em Puno seria conhecer as Islas Flotantes. Já sai aqui do Brasil com a ideia de que seria um grande teatro e que não valia muito a pena, pois há muitos relatos falando isso, porém queria tirar as minhas próprias conclusões. Informações sobre o ônibus para Puno Empresa: San Luis. Valor: 20 Soles. Tempo de viagem: 7h - 8h Horário de saída: 22h. Horário de chegada em Puno: 6h. Algumas agências oferecem ônibus para Puno, porém bem mais caro do que tinha visto na rodoviária. Não comprei passagem antecipada, simplesmente fui mais cedo um pouco para a rodoviária e peguei o ônibus mais barato. Tem muitas empresas que fazem esse trajeto, porém se quiser vai um dia antes na rodoviária e sonda para ver o que é melhor para você. Lembro que a mulher jogou 40 soles e choramos e conseguimos por 20 pois o ônibus já estava saindo. Esse valor está contabilizado no capítulo anterior. Confesso que bate uma bad em viajar com ônibus muito barato, principalmente depois que você viaja de Cruz del Sur, mas na situação que estava não tinha muita escolha. Não tinha lanchinho, não tinha TV, nem cobertor. Se bem que pelas pessoas que estavam no ônibus se tivesse cobertor não teria coragem de me cobrir com eles. rsrsrs A viagem foi tranquila e o ônibus era confortável, consegui dormir de boa. Chegando em Puno e fechando o passeio Cheguei em Puno aproximadamente 6 da manhã. Não comentei antes mas em cusco encontrei com o Vinícios (@viniciusmazevedo) e a Camila (sousahlcamila). Tinha conversado com o Vinicius através de Whatsapp antes de ir e trocamos várias ideias sobre a viagem. Depois fomos nos encontrando em diversos lugares. Sem palavras para descrever esses dois. Simpáticos, solícitos, gente boa pra cacete. Pessoas que dão orgulho de compartilhar momentos tão especiais. Quando chegamos na rodoviária de Puno um cara nos abordou na descida do ônibus oferecendo passeio para as Islas Flotantes por 30 Soles falando que os outros são muito mais caros e que se não fechasse com ele ali não teria como fechar mais. Aí você já ativa seu botão de desconfiança e cai fora. Quando entramos na Rodoviária tinham umas 4 pessoas oferecendo passeio. Olhei para a cara de uma mulher e simpatizei com ela. Bora nela! Ela nos levou para uma das oficinas deles dentro da rodoviária mesmo e começamos a conversar sobre o passeio e valores. Choramos um cadinho e fechamos o passeio para as Islas Flotantes por 20 Soles cada um. Conhecemos duas brasileiras, mas acabamos não fazendo muitas coisas juntos, mas acabamos nos encontrando em alguns momentos e passeios. Essa mesma agência informou que poderíamos comprar as passagens de ônibus com eles para Copacabana por 20 Soles. Preferimos não comprar as passagens antes do passeio. Na volta resolveríamos isso, pois segundo a agência não tinha perigo de esgotar as passagens. Detalhes da Agência - Tour Islas Flotantes de los Uros Valor do passeio: 20 Soles. Não inclui almoço. Saída: 8h30. Retorno: 12h00. A agência fica no final de um dos corredores à esquerda e tá escrito FREE INFORMATION. Agência que fechei o passeio para Islas Flotantes e o ônibus Puno x Copacabana. Obs: Não feche o passeio em Copacabana, pois sairá muito mais caro. Deixe para fechar em Puno mesmo. São muitos barcos que saem, então não precisa reservar antes. Tem outros horários para fazer o passeio, mas se você quiser seguir viagem no mesmo dia terá que fazer pela manhã. Era 6 e meia da manhã e o passeio sairia apenas as 8h30, então junto com as duas brasileiras fomos dar uma volta pelo centro, conhecer a praça das Armas até dar o horário. Pelo caminho comprei 6 laranjas por 2 Soles na feirinha que fica pelas ruas da cidade. Praça das armas - Puno Arquitetura de Puno Voltamos para a rodoviária e ficamos esperando dar o horário para o passeio. Umas 8h40 vieram nos buscar para deixar no barco. Chegando no barco aquela surpresa boa: Encontramos Camila e Vinicius. A partir dali a gente não desgrudaria mais. Angéllica, Eu, Camila e Vinícius e eu novamente fazendo cara de paisagem O Lago Titicaca Titicaca é o lago navegável mais alto do mundo (3.821 metros de altura). TitiHAHA como é pronunciada pelos nativos fica na divisa do Peru (Puno) com a Bolívia (Copacabana). O lago Titicaca possui cerca de 8.560 km² de superfície. Sua largura máxima é de 65 km e o comprimento de 204 km. O comprimento da costa é de 1.125 km. Sua profundidade média é de 108 metros. O lago era considerado sagrado para os Incas. As Islas Flotantes Uros vem da expressão aymara qhana uru. Qhana quer dizer claro e uru significa dia, ou seja dia claro. Os Uros existem desde a era pré-Colombiana e essa forma de habitação tem como principal objetico uma habitação com maior segurança e não serem subordinados aos impostos e governantes locais. São ilhas artificiais flutuantes feitas de Totora, uma planta que nasce no lago Titicaca. Cada ilha que encontra-se a cerca de 7km da cidade é de propriedade de uma família e de tempos em tempos é preciso fazer a manutenção para que não afunde. O barco chega na entrada da ilha de uma das famílias, que ajudam a atracar o barco. As ilhas são completamente seguras e nem percebe-se que se trata de uma ilha. Quem escolhe a ilha a ser visitada são as agências. A família se apresenta, explica como é feito todo o processo de construção da ilha, como vivem e suas estruturas de lares. É possível entrar em uma das casas, tirar foto, comprar artesanatos ou dar um passeio no barco deles por 10 Soles. As mulheres cantaram para nós e deram as mãos a todos dizendo que eramos muito bem-vindos. Nitidamente há um interesse completamente financeiro ali, mas ora, não é disso que eles também vivem? Vai quem quer. Acho meio páia ir na ilha, conhecer a história deles e reclamar da abordagem depois. Ninguém é obrigado a comprar artesanato nem a andar nos barcos, porém haverá uma abordagem para isso e elas vão insistir com certeza. Quis dar uma volta no barco para viver a experiência por completo e para colaborar com o turismo local. Logo após você vai para o que parece ser uma praça local, com uns comércios, lanchonete e onde você pode pagar uns 2 soles e carimbar o passaporte. Chegamos em Puno aproximadamente 12h00 e partimos direto para procurar um lugar barato para comer. Escolhemos comer no segundo piso da rodoviária mesmo. Pagamos 10 soles e confesso que foi a pior comida que comi em toda a viagem. O arroz estava uma papa, o frango com gosto horrível e a batata dura com um caldo sem gosto. O suco que vinha gratuito parecia uma água velha suja. Horrível que não gosto nem de lembrar. Kkkk Dei umas 4 garfadas e deixei todo o resto. Compramos a nossa passagem no guichê da empresa de ônibus (Titicacas Tour) que sairia as 2h00. É a única empresa que faz esse horário e depois disso não há mais saída para Copacabana pois a fronteira segundo alguns fecha as 18h00. Detalhes do ônibus Puno x Copacabana Empresa: Titicacas Tour. Horário de saída: 14h00. Valos: 20 Soles. Lembrando que há uma taxa para usar o banheiro e não me lembro exatamente quanto era, era baratinho, 1 soles por ai, mas se você já tiver a passagem na mão, tem direito de usar o banheiro 1 vez gratuitamente. Falando em banheiro, te falar uma parada, que banheiro imundo esse de Puno, PQP. Tenso, pelo menos quando fui estava terrível. E eu pensando que daria para tomar um banho em Puno antes de seguir viagem. kkkkk Dormir em Puno ou seguir viagem? Se você quiser ganhar tempo, sugiro seguir viagem seja para Copacabana ou para Cusco e dormir lá. Se for para Cusco já chegará pela manhã, se for para Copacabana dá tempo procurar um hostel no mesmo dia e dormir por lá. Compensa muito mais dormir em Copacabana do que Puno. Preferi seguir viagem para Copacabana. Quando visitar? A melhor época é entre os meses de abril e junho, quando o clima está mais agradável, porém fui em Maio e foi lindo DILMAais. Entre maio e setembro, no inverno, a época é mais seca. Entre outubro e fevereiro chove muito. Além disso, é quente e úmido. No verão são frequentes as tempestades sobre o lago. Fronteira Peru (Puno) x Bolívia (Copacabana) Seguimos viagem e rapidamente chegamos a fronteira. O motorista parou um pouco antes do posto de imigração no Peru e rapidamente fizemos o trâmite sem nenhuma inspeção. As bagagens ficaram no ônibus mesmo. Os trâmites foram feitos bem rápido também no lado Boliviano sem nenhuma inspeção. Só lembre de ter alguma grana para a imigração. Não é preciso pagar nenhuma taxa para entrar ou sair da Bolívia, mas os guardas podem lhe pedir uma propina. Resumo Horário de chegada na Imigração de saída: 16h30 - Apresenta o documento de saída do Peru. Anda uns 100 metros até a outra imigração do lado da Bolívia, o ônibus estará lá esperando com nossas malas. Em 15 minutos já estará em Copacabana. Obs: Os motoristas falam que vão parar em uma casa de câmbio para que as pessoas possam trocar os soles em Bolivianos e dizem que só ali que tem. Não se preocupem, troque o suficiente para a fronteira e para chegar na cidade. Depois você consegue trocar lá no centro sem problemas. Troquei 10 Soles que tinha restado. É muito importante ter esse controle financeiro durante a viagem e fazer uma média do seu gasto antes de trocar, se não você chega em outro país cheio de dinheiro do país anterior e aí perde mais ainda fazendo essas trocas. No meu caso que comecei na Bolívia e terminaria na Bolívia não me preocupei muito com isso, pelo menos já teria uma grana quando chegasse lá novamente. Lembrando gente que na Bolívia é 1 hora a mais que Peru, então lembre-se de ajustar o relógio. Próximo capítulo conto tudo sobre Copacabana, hostel e as incríveis Islas del Sol e da Luna. Gastos totais Laranjas: 2 Soles. Almoço ruim pra cacete: 10 Soles. Passeio Islas Flotantes: 20 Soles. Passeio de barco Islas Flotantes: 10 Soles. Passagem Puno x Copacabana: 20 Soles. Banheiro: 1 Soles (Aproximado). Total em Soles: 143 Soles. Total em reais: R$ 168,23. Gasto parcial da viagem (Todos os custos): R$ 5.113,30. Lembrando que consegui trocar dólares aqui no Brasil a R$ 3.50, mas estou fazendo toda conta baseado apenas em real praticamente para que tenham uma base melhor de custo. No final faço a cotação e informo o valor real que saiu a viagem para mim. Próximo capítulo: 27.05: Copacabana e a energia singular das Islas del Sol e da Luna.
  10. @Pericles David Muito obrigado cara! Vlw por acompanhar aqui. Vou ler o seu relato aqui, tenho certeza que está ótimo pela quantidade de informação que juntou. É muito importante sim a gente se esforçar para disponibilizar esse material para futuros viajantes. Muita coisa muda sim, mas o bom é que sempre tem alguém trazendo informações atualizadas. Muito obrigado cara, vou ler o seu relato sim pq vai me ajudar muito nesse planejamento para Colômbia e Equador. Já estou seguindo lá no Insta. Forte abraço!!!
  11. Diego Moier

    Mochilão - Chile, Peru e Bolívia - Out/2018

    Fiz um mochilão de 27 dias. Tem bastante informação lá, se tiver interesse:
  12. @Cloris Macedo Muito obrigadoooo por acompanhar. Ahahahaha ir de VIP tem suas vantagens também. O importante é ir, mas que bom que não é mais VIP. ahahahah Levei uma parte em dólar e outra em real. Nos lugares via o que era mais vantagem para não perder tanto. Sempre o dólar compensa mais, mas você não terá problemas de trocar real nos lugares. Algumas casas de cambio não aceitam, mas sempre tem as que aceitam. O Dólar é vantagem pq vc consegue pagar passeios, hostel, com dólar tbem. Real é mais difícil conseguir. O Dólar realmente está assustador, mas quando diminuir um pouco, se diminuir, vai tentando comprar e juntar né, deixa de fazer não, pois por mais que esteja alto, é uma viagem que vale muito a pena e gasta pouco. Onde compensa trocar... vai depender muito da época, mas tenta quando estiver viajando sempre estar pelos grupos trocando ideia com o pessoal, que vai informando como está em cada lugar e ai vai decidindo. Eu troquei dinheiro em santa cruz, Atacama, Cusco, Arequipa, La Paz... Onde não troquei que não valia a pena: Uyuni e Ica. As casas de câmbio vai ter que rodar mesmo e ir correndo preço. Fiz Chacaltaya tbem, puxado por conta da altitude, mas vale muito a pena. A primeira foto do roteiro é Chacaltaya. Obrigado por acompanhar aqui. Estou a disposição.. 0/
  13. CAPÍTULO 15: 24-25/05: Manifestação em Cusco, passeio cancelado, Tudo sobre o Vale Sagrado, noitada no Wild Rover e despedida de Cusco. Chega uma hora durante a viagem que você fica um pouco perdido no tempo. Difícil se situar no tempo que já tá na estrada e quando acaba, tudo passa muito rápido e é muito intenso pela quantidade de novidades que se vive. Um dia você morre de frio e no outro já está num calor dos infernos, pega poeira na cara com um sol de rachar e depois um vento gelado da porra, chuva, gelo, sal, lagoa, montanha, cidade, enfim. Esse roteiro Bolívia, Peru e Chile é realmente um clássico que todo mochileiro que se preze precisa fazer. Aquele medo e insegurança que vem quando você está planejando a viagem já se foi embora, você já está adaptado ao espanhol, as pessoas e a comida. Andar de uma cidade para outra, horas de ônibus, ficar perdido nas ruas, já se torna algo que entranha dentro de você e tudo fica mais tranquilo. Nesse momento só agradece a você mesmo pela coragem e determinação de ter peitado o medo e estar ali para viver tudo aquilo. Confesso que nesse momento minha maior preocupação era não ter grana para terminar a viagem. Não me recordo neste momento quanto tinha de dinheiro ainda, mas lembro que era preocupante. kkkk No dia anterior fizemos Machu Picchu (Confere no capítulo anterior aí) e eu cheguei destruído tendo em vista que fiz a trilha de ida e volta. O lado bom foi que gastei 338 reais para conhecer Machu Picchu. 0/ Assim que chegamos em Cusco a agência nos avisou que o passeio para o Vale Sagrado no outro dia foi cancelado devido a algumas manifestações que estavam tendo em Cusco. Neste momento fiquei mega feliz, pois apesar de perder um dia ia conseguir recuperar minhas forças. Além disso os meus pés estava cheios de bolhas. Fui dormir feliz e acordei mega descansado (Acredito que umas 11h da manhã). Só uma observação rápida aqui: Esqueci nos capítulos anteriores de incluir 2 diárias do hostel. Nesse capítulo vai entrar esse custo adicional. No dia que fomos para Machu Picchu deixamos nossos mochilões no hostel e não pagamos a diária, pois iríamos dormir em Aguas Calientes. Não pagamos a mais por isso, pois voltaríamos para o hostel depois de Machu Picchu. Acordamos e fomos dar uma volta e comer alguma coisa pela rua. Muitos lugares estavam fechamos por conta das manifestações, porém não vi nenhum vandalismo ou coisa do tipo. Não sei o motivo das manifestações e não me aprofundei muito, porém tirei uma foto dos grupos. Paramos em uma padaria para comer alguma coisa e neste dia me dei ao luxo (mesmo fudido de grana) de comer algo bom. Depois da missão de Machu Picchu eu merecia. Deixei umas roupas no hostel para lavar, pois já estava ficando sem roupa e tava dando nojo aquela roupa suja nas sacolas. Paguei um total de 10 soles. A agência nos deu a opção de trocar o dia do passeio ou pegar nossa grana de volta. Pagamos 80 soles no passeio do Vale Sagrado com direito a almoço. Como a gente já estava tendo problemas com horários resolvemos procurar outra agência. Foi aí que encontramos uma agência que nos cobrou 65 soles pelo passeio com direito a almoço também. Imediatamente pegamos nossa grana com a outra agência e fechamos com essa. Mais para frente falo detalhes da agência e do passeio do Vale Sagrado. Tiramos esse dia para rodar a cidade, ficar de bobeira, então não tem muita coisa para falar, comprei uma blusa e um boné. A blusa chorando consegui pagar 26 soles e o boné 8 soles. É a blusa e o boné que vocês verão nas fotos do Vale Sagrado mais pra frente. Vamos direto para o Vale Sagrado que é mais importantes. Sobre os boletos turísticos de Cusco: Basicamente você vai pagar o boleto de acordo com a sua necessidade. São 16 atrações em Cusco e arredores (parques arqueológicos, museus e igrejas). O boleto pode ser completo ou parcial. Cada lugar que você visitar, na entrada vai fazer um furinho e aí você não poderá mais visitar aquele lugar, a não ser que pague novamente outro boleto. O boleto é nominal, então sempre ande com o seu documento. Quais os tipos de boletos e os valores? > Boleto Geral: Todas as 16 atrações (Válido por 10 dias) - 130 Soles; > Boleto Parcial: Circuito 1: 4 sítios arqueológicos (Sacsayhuamán, Q’enqo, Puka Pukara e Tambomachay) (Valido por 1 dia) - 70 Soles; > Boleto Parcial Circuito 2: 8 atrações em Cusco incluindo Qorikancha e o Convento de Santo Domingo (Válido por 2 dias) - 70 Soles; > Boleto Parcial Circuito 3: Vale Sagrado (Chinchero, Pisaq, Ollantaytambo e Moray) (Válido por 2 dias) - 70 Soles; Lembrando que para Machu Picchu não é necessário o boleto turístico. Para maiores informações basta entrar no site: http://www.cosituc.gob.pe. Eu comprei apenas o circuito 3 (BTCPIII) que dá direito a entrada no Vale Sagrado. Este boleto pode ser comprado nos locais, independente da ordem do lugar visitado. Comprei o meu no primeiro lugar visitado: Chinchero. Então resumidamente além dos 65 soles que paguei a agência, paguei mais 70 soles pelo boleto parcial. Entrada de Chinchero e fila para compra do boleto parcial Vale Sagrado - Agência contratada: Agência: Agência Peru SI - Av. Sol 526 A (Frente al Coricancha).+51 984447547 Horário de saída: 6h30 da manhã. Valor: 65 Soles com almoço, transporte ida e volta e guia (Maravilhosa por sinal). Horário de volta: 18h30. Lugares visitados: Chinchero, Moray, Ollantaytambo e Pisac. O que é o Vale Sagrado? Primeiramente deixo claro que eu não fiz o Vale Sagrado por conta própria, mas poderão fazer tranquilamente e o gasto será bem menor. Não tenho muitas dicas para dar nesse sentido. Algumas pessoas ficam em Ollantaytambo e de lá vão direto para Machu Picchu. Preferi fazer em um dia a parte com a agência mesmo. O Vale Sagrado abrange várias cidades e sítios arqueológicos que ficam às margens do Rio Urubamba. Além de toda parte geográfica, o Vale Sagrado possui uma história de muita aproximação com o místico. O Rio Urubamba e todo o vale para os Incas tem ligações astrológicas inimagináveis. Nessa região foram catalogadas mais de 300 grupos arqueológicos com técnicas de plantios surreais. O Vale Sagrado sem sombra de dúvidas foi para mim um lugar com uma energia incrível e inesquecível. Mapa dos lugares visitados do Vale Sagrado. Como esse passeio? A agência nos pegou no hostel aproximadamente 6h30 e nossa primeira parada seria Chinchero. Inicialmente fomos para uma casa de produção têxtil onde tivemos uma aula produção com uma local, desde a fabricação de lã, tinturas e o processo de tecelagem. Logo após compramos o boleto parcial que falei ai em cima e entramos em Chinchero que fica a 3.772 metros de altitude. Fomos conhecer as ruínas de técnicas agrículas para plantio de batatas, além de uma igreja colonial com belas pinturas da escola de arte cuzqueña. No pátio na frente da igreja funciona uma feira com as artesãs locais. A igreja é incrível, tira o ar estar dentro dela, porém não pode ser fotografada. Logo após fomos para as ruínas de Moray e as salineiras de Maras. As ruínas de Moray é um sítio arqueológico constituído em formatos circulares com interesses agrícolas onde os plantios eram realizados em diversos níveis de solo onde cada nível proporcionava uma possibilidade de plantio. As Salineiras de Maras é um complexo de extração e produção de sal. O valor da entrada é pago a parte e custa 10 Soles. As salineiras não tem nada a ver com a civilização Inca, mas também surpreende por sua técnica de produção. A área é divida em cerca de 4 mil “piscinas de sal” e cada família cuida de até 40 “canteiros”. Nestas salineras são extraídos três qualidades de sal. O primeiro sal formado é mais barrento e produz o sal marrom para fins medicinais. O segundo sal produzido é mais puro e é usado para alimentação. Já o terceiro sal é o mais puro de todos e é conhecido como flor de sal, bastante usado em produtos mais sofisticados. O sal é extraído de uma fonte que emana da montanha que fica encostada nas salineiras. Eu bebi um pouco da água e realmente é muito salgada. Uma guia dessas bicho! Maravilhosa! Após isso fomos em direção a Ollantaytambo. A ruína fica a 80km de Cusco e a 40km de Machu Picchu. Ollantay significa observar, olhar desde o alto e Tambo, que significa albergue, lugar de repouso. Ou seja, ‘lugar de descanso de onde se pode observar desde o alto’. A cidade serviu de local de descanso para quem ia até Machu Picchu. De todo Vale Sagrado Ollantaytambo está entre os mais incríveis. Após o almoço finalizamos com o sítio Arqueológico de Pisac que é um dos mais belos com acabamento impecável, localizado na colina mais alta da cidade. Ele se divide em diversos setores, pontes, cemitérios, tempos, etc. Em Pisac comprei uns portas moedas para dar de lembrança (5 por 10 soles). A feira fica no portão de entrada da ruína. Já estava acabado e morto de cansado no final do dia. A Guia nos levou para uma cidade perto para conhecermos o processo de produção de prata e jóias, mas estava tão cansado querendo ir embora que não prestei atenção em nada do que eles falavam e não quis comprar e ver nada. Até pq nem teria dinheiro. uhauhaa. Chegamos em Cusco aproximadamente umas 18h30. Descansamos um pouco e fomos aproveitar nossa ultima noite em Cusco: Uma festa no Wild Rover que é um hostel bem badaladinho em Cusco. Noitada no Wild Rover Chegamos aproximadamente umas 23h e a galera já estava surtada. Não é preciso pagar para participar das festas, basta dar o nome com número de documento da portaria. Tinha dj tocando, jogos alcoólicos e muita gente louca. O Wild Rover é bem pertinho do Loki que também tem festas e abre gratuitamente para quem não está hospedado lá. No outro dia nos despedimos de Cusco a partimos para Puno onde conheceríamos as Islas Flotantes de los Uros. Ficamos no hostel até dar o horário do nosso ônibus. Pegamos um ônibus e pagamos 1 soles até a rodoviária. O ônibus era um azul e com nome bem visível. Fica um monte de gente na rodoviária gritando para comprar passagem. Não é preciso comprar com antecedência, a não ser que você queira uma empresa tipo a Cruz del Sur. A mulher ficou gritando lá, nos cobrou 40 soles. Choramos e conseguimos por 20. Empresa: San Luis. Valor: 20 Soles. Tempo de viagem: 7h - 8h Horário de saída: 22h. Horário de chegada em Puno: 6h. Obs: O ônibus era confortável e deu para dormir de boa. Gastos totais Cotação: 1 real = 0.85 soles Diárias hostel: 60 Soles. Lavagem de roupa: 10 Soles. Suco natural com salgado: 12 soles. Agua: 4 Soles. Abacaxi: 1 Soles. Salada de fruta: 3 Soles. Almoço 24/05: 7 Soles. Boné: 8 Soles. Camisa: 26 Soles. Passeio Vale Sagrado: 65 Soles. Boleto Parcial: 70 Soles. Entrada: Salineiras de Maras: 10 Soles. Milho: 3 Soles. Coca: 3 Soles. Lembranças em Pisaq: 10 Soles. Cerveja Wild Rover: 10 Soles: Passagem Cusco x Puno: 20 Soles. Ônibus até a rodoviária: 1 Soles. Supermercado: 10 Soles. Almoço 25.05: 6 Soles. Total em Soles: 339 Soles. Total em reais: R$ 398,82. Gasto parcial da viagem: R$ 4.945,07. Próximo capítulo: 26.05: Puno e as Islas Flotantes de Los Uros.
  14. @Guardian Que bom cara. Obrigado por ler. Bate uma saudade danada né? vontade de voltar todo final de semana. ahahaha Eu fiquei com medo de ficar com esse arrependimento depois, pois desde que comecei a planejar tinha decidido que ia de trilha. Valei a pena, mas realmente é cansativo, principalmente por conta da subida a pé. Gratidão por acompanhar! Abraço!
  15. CAPÍTULO 14: 22-23/05: Trilha da Hidrelétrica, Águas Calientes Subida a pé e a chegada em Machu Picchu. Finalmenteeeeee povo! Acho que esse será um dos maiores capítulos de todo roteiro, pois tentei juntar o máximo de informações possíveis para ajudar da melhor forma. Muita gente tem inúmeras dúvidas em diversos grupos sobre a missão Machu Picchu. Como chegar a Machu Picchu? Onde é Aguas Calientes? Como é a trilha? Como faço para ir de trem? De onde sai? Quanto custa? Quanto tempo??? E assim vai. Inúmeras e inúmeras perguntas. Antes de mais nada eu preferi fazer da forma que fiz mais por questões econômicas. Já estava boladíssimo com o dinheiro estar acabando e ainda faltava Puno, Copacabana, La Paz e depois ir para Santa Cruz novamente. Lembra dos 100 dólares falsos que falei lá em Uyuni? Pois é, eles iriam fazer uma falta do caralho. Significava 350,00 a menos no orçamento. Enfim, seja o que Deus quiser. Vou falar inicialmente como foi a contratação desse passeio. Ele se chama Macchu Picchu by Car e é oferecido por quase todas as agências de Cusco. Eles oferecerem: Transporte de Cusco até a hidrelétrica + Almoço + 1 noite em Aguas Calientes + Café da manhã + 1 Guia dentro de Machu Picchu + Entrada para Machu Picchu + Transporte da Hidrelétrica para Cusco. Paguei por isso tudo 90 dólares. Como troquei o dólar no Brasil por R$ 3,50 significava que estava pagando R$ 315.00 e basicamente seria somente isso que gastaria para conhecer Machu Picchu. Agência escolhida: Machu Picchu Reservations. Como nem tudo são flores... A saída estava marcada para 7h da manhã e como disse no capítulo anterior a agência que contratamos não era nada pontual. Preparamos uns lanches na noite anterior, nos arrumamos e partimos para a praça (Ponto de encontro). A agência informou que neste dia o motorista não pegaria no hostel. Levamos um chá de espera lá na praça e a van só apareceu quase 8 da manhã. Já estava a ponto de surtar achando que ia dar tudo errado. Pensei várias coisas do tipo: "Uma quadrilha tinha aberto aquele ponto no final de semana para tirar grana de todo mundo e já estavam embarcando com nosso dinheiro para outro país". A agência abriu e fiquei mais tranquilo lá esperando o motorista chegar, ahahahaha. Quando estávamos saindo, o motorista fez merda e bateu em outro carro e ainda saiu gritando feito um louco com o motorista do outro carro, sendo que ele estava errado. Foi uma missão doida, um brigando com o outro, carros businando, trânsito parado. Depois de um tempo chegou o cara da agência e fomos liberados. O motorista passa em um lugar, pega um, depois pega outro, e depois outro. Eu tava tão grogue de sono que fui perceber depois de um tempo que eu não saia de dentro de Cusco pra ninguém ver. Mas a mulher não disse que não pegava no hostel gente? Bateu uma raivinha de leve. Saímos da cidade era mais de 9 da manhã. Nosso primeiro destino seria Santa Teresa, onde almoçaríamos. O motorista ficou apressando pra gente comer em 20 minutos, pois ele teria que pegar um grupo na hidrelétrica para levar de volta a Cusco. Mas também, o infeliz atrasou e ainda bateu no carro dos outros. Só antecipando gente, esse trajeto Cusco x Hidrelétrica é uma missão do cacete. Curvas e mais curvas, descidas, subidas, poeira, precipício. O motorista ficava businando nas curvas para evitar uma colisão caso viesse algum outro carro. Achei um pouco perigosa, mas nada assustador ao extremo. Fora que são mais de 6 horas nessa estrada do capiroto. Não tenho vídeos e nem fotos da estrada, tava sem paciência nenhuma. Vamos ao que interessa. Resumo sobre Machu Picchu “O império dos Incas, foi criada em Cusco, até o ano 1200 D.C. Sua origem é dada em relação a duas lendas famosas; um é a lenda de Manco Capac e Mama Ocllo, eo outro é a lenda Irmãos Ayar. Em ambos os casos as lendas apontam para Manco Capac como fundador e primeiro governador do império. Mas foi até o tempo de Pachacutec, o império alcançou sua maior expansão e potência, chegando a cobrir quase 2 milhões de km2 e foi nessa época que a Cidade Inca de Machu Picchu é construída. Ela foi construída em meados do século XV, este por decisão do imperador Inca Pachacutec num momento em que o império ela se expandiu. A chegada dos conquistadores espanhóis provocou a queda do império, momento em que a cidade inca foram abandonados, quando ainda havia para ser concluída, e embora algumas pessoas dizem que os espanhóis sabiam da existência de Machu Picchu, possivelmente, nunca poderia encontrá-lo. A verdade é que o local só era conhecido pelos habitantes locais, até a sua descoberta de 1911, quando Hiram Bingham, com a ajuda da Universidade de Yale, a National Geographic Society a o governo peruano, revelou para o mundo. Machu Picchu se tornou o destino turístico favorito no Peru e um dos maiores do mundo. Sendo declarada per la UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade. Também votado por milhões de pessoas de todos os continentes, para ser escolhido como uma das Sete Maravilhas do Mundo moderno; Machu Picchu é sem dúvida a maior herança deixada pela Civilização Inca”. (www.ingressomachupicchu.com). Resumidamente como chegar em Machu Picchu. Fiz esse infográfico com o resumo das opções para chegar em Machu Picchu. Não sei se vai ajudar ou doidar mais ainda a cabeça de vocês, mas foi nas melhores das intensões ahahaha. Juro! O objetivo principal será chegar em Aguas Calientes. As opções principais para chegar lá são: - Trem; - Trilha. A opção mais cara é a de trem que basicamente são duas empresas e tem algumas estações perto de Cusco. A trilha é a forma mais barata de chegar em Aguas Calientes. Aguas Calientes é o mesmo que Machu Picchu Pueblo e é um lugar que serve como ponto de apoio para quem vai para a cidade de Machu Picchu ou as ruínas propriamente ditas. Aguas Calientes tem toda estrutura de hoteis, transporte, comércio, etc. Geralmente as pessoas chegam em um dia, dormem em Aguas Calientes e vão para Machu Picchu no outro dia cedinho. Pode ser feito um bate volta porém fica bem cansativo, então aconselho a dormir uma noite em Aguas Calientes. Machu Picchu tem 2 horários de entrada: De manhã e a tarde. Isso é escolhido na hora que você compra o seu ingresso. De Aguas Calientes tem 2 formas de subir para Machu Picchu: Ou você paga um micro ônibus que sai de Aguas Calientes e te deixa na entrada principal ou você sobre andando de trilha também. De trilha você não pagará nada, já o micro ônibus terá que ser pago. Além das ruínas principais (Cidade Machu Picchu) tem duas montanhas que são pagas a parte: A montanha MachuPicchu e a HuaynaPicchu. Se você quer visitar apenas a cidade é mais fácil conseguir ingressos quando chegar em Cusco ou com as agências, porém se você quer subir as montanhas precisa comprar com semanas ou até meses de antecedência dependendo da época. Outra forma comum de chegar em Machu Picchu é através da Trilha Inca: "O trajeto clássico da trilha inca dura quatro dias e três noites. Ele começa em Piscacucho, no km 82 da estrada de ferro à margem do rio Urubamba, que leva a Águas Calientes, povoado mais próximo de Machu Picchu. Também é possível entrar na trilha um pouco mais à frente, em Qorihuayrachina, no km 88. Esse roteiro tem cerca de 45 km e passa por ruínas incas e belas paisagens. Há também roteiros mais curtos, de dois dias, que saem do km 104 da estrada. Deve começar os bilhetes de entrada para a Trilha Inca com muito tempo de antecedência (6 meses), caso contrário, você terá de inserir a Machu Picchu em trem pelo Vale Sagrado dos incas ou a rota alternativa de Santa Maria. Só poderá percorrer o caminho inca a Machu Picchu contratando uma agência. O caminho de Salkantay é uma alternativa mais confortável para a trilha inca tradicional. Apesar de não possuir calçamento inca ou sítios arqueológicos, o caminho também era percorrido pelos incas". Minha escolha Como disse, paguei 90 dólares a uma agência que fez o pacote Machu Picchu by Car: 1 - Transporte de van de Cusco até a Hidrelétrica com almoço (6 horas): 2 - Da Hidrelétrica até Aguas Caliente eu fiz a trilha por conta própria. Essa trilha é muito tranquila. Não tem subidas e nem cansa muito (2 horas com muita calma); 3 - Dormi em Aguas Calientes no hotel que já estava incluído no pacote da agência com direito a janta e café da manhã. 4 - Bem cedinho subi até a cidade de Machu Picchu por conta própria através de trilha. Essa trilha já é bem puxadinha pois são aproximadamente 1.700 degraus e só subida. Cansa muito e tudo piora por conta da altitude (2 horas). 5 - O ingresso e o guia para entrada na cidade estavam incluídos no pacote. 6 - Desci a pé novamente lá de cima. A descida é muito mais tranquila. (1:20h). 7 - Fiz a trilha de volta até a hidrelétrica (1:30h). 8 - Voltei com a Van da agência da hidrelétrica até Cusco (7 horas). Nesse esquema de fazer as trilhas eu economizei no trem que leva até Àguas Calientes e no micro ônibus que sobre para a cidade de Machu Picchu. Primeiramente vamos entender onde fica cada lugar para vocês se situarem. Estações de trem Machu Picchu pueblo é a mesma coisa que Aguas Calientes A forma como você vai chegar em Águas Calientes dependerá exclusivamente de você, sua grana e disposição. Sobre os trens: Essa viagem é bem tranquila, rápida e ainda tem a paisagem que é linda. Basicamente tem duas empresas de trem que atuam nesse trajeto: A Inca Rail e a Peru Rail. A estação de trem mais próxima é a de Poroy, ou seja, não tem estação dentro de Cusco. Você pode pegar um táxi até lá e leva uns 20 minutos no máximo. A viagem de trem de Poroy até Águas Calientes é de aproximadamente 3 horas. Outra estação mais usada é em Ollantaytambo. Geralmente quem faz o tour pelo Vale Sagrado ficam por ali e pegam o trem para Aguas Calientes. Leva aproximadamente 1 hora e 40 minutos. A Peru Rail tem estação de embarque em Poroy , Urubamba e Ollantaytambo. A Inca Rail tem estação de embarque em Poroy e Ollantaytambo. Não vou entrar muito em detalhes sobre valores, horários e tipos de trem, pois o que mais tem são essas informações na internet e como não fiz não tenho muito detalhamento sobre isso. Tempo de viagem até Águas Calientes: Poroy – (3h) | Urubamba – (2h30) | Ollantaytambo – (1h30). Preço: Aproximadamente US$ 120. Sobre a trilha Hidrelétrica x Aguas Calientes: Particularmente eu adorei fazer essa trilha, fui bem tranquilo, catando pedrinhas, tirando foto, parando na margem do rio. Quando você chega na hidrelétrica já tem um grupo grande pessoas esperando para voltar e outros chegando. Não se preocupem, muita gente faz essa trilha, então sempre vai topar com outras pessoas. Não tem perigo nenhum e não é pesado. É importante observar a sinalização, pois tem alguns desvios necessários para não entrar dentro do túnel, pois se vier trem, você pode passar aperto. Atentar-se para a sinalização.Só pegar os trilhos por toda a vida. Iniciando a trilha da Hidrelétrica até Aguas Calientes. O percurso é bem tranquilo e plano. Paisagens durante o percurso Fiz amizade com esse dog ai que me acompanhou por um tempo Nomeei ele de picchuzão ahahaha Toda a trilha é plana e tranquila Olha o que eu achei fazendo a trilha... O foco tá certinho óh! kkkkk Depois de quase 2 horas, chegamos exatamente na entrada da subida para Machu Picchu. Basta continuar andando para chegar em Águas Calientes. Chegamos lá e já estava a noite, não tivemos dificuldade em achar o hotel que a agência nos informou. O clima é maravilhoso, o lugar é bem agradável. Chegamos no hotel umas 18h. Fomos tomar banho pois às 19 encontraríamos nosso guia que daria as instruções necessárias e nos levaria para jantar. No jantar encontramos uns caras que fizeram a Humantay com a gente, acabamos comendo juntos. Eles subiriam de Van. Iríamos encontrar nosso guia lá em cima entre 6h30 e 7h. O guia nos orientou sobre horário de saída, caminho a ser tomado, etc. Depois do jantar fomos dar uma volta e ver se achava alguma coisa para comprar para levar e água. Sério gente, lá em cima em Machu Picchu é tudo muito caro, principalmente água, então leve lanche e água suficiente. Comprei 4 litros de água, umas laranjas, dois pães, uma lata de atum dividido com o Guilherme e um snickers. Total gasto: 20 soles. 4 da manhã pulamos pra fora da cama, catamos tudo, pois não voltaríamos para o hotel. O hotel já nos entregou uma sacolinha com o café da manhã que por sinal foi um adianto. Começamos a caminhar em direção aquela entrada principal para subida para Machu Picchu que passamos na vinda. Passamos pela fila do pessoal esperando os ônibus. Sobre os ônibus não tem perigo de ficar sem vaga, pois são muitos a todo momento. Se você escolher fazer a Montanha HuaynaPicchu o ideal é começar a subir cedinho e se possível subir de ônibus pois o desgaste físico e mental é puxado. Opções para subir para Machu Picchu: As duas opções são: Ônibus e trilha. Os ônibus começam a subir às 5:30 da manhã e a venda das passagens não tem segredo. O local encontra-se muito perto da estação final do trem e basta mostrar seu passaporte ou RG. O último horário é às 15h30. Você pode entrar em Machu Picchu até as 16h e permanecer dentro até as 17h. O valor da passagem é de 24 US$ ida e volta. Você pode escolher comprar somente ida ou somente volta. Lá em cima também é vendida a passagem para descida. O portão abre as 5 da manhã para quem vai fazer a trilha. É muita gente fazendo, então dificilmente estará sozinho. Na real gente, são muitos degraus e só subida. É cansativo e diria que é puxadinho para quem não está acostumado a praticar muitos exercícios físicos. Levei aproximadamente 1:50h à 2:00h para subir e cheguei á em cima acabado. Quando chegamos no portão principal tinha uma fila enorme na entrada, parei, dei uma relaxada pois estava pingando se suor e colocando meu pulmão pra fora praticamente. Achamos nosso guia e fomos para o grande momento: Conhecer a cidade perdida dos Incas. Tava até nervousoooo! É uma sensação maravilhosa estar ali e principalmente ter conseguido chegar depois de todo esforço. Dá um leve orgulho de você mesmo. Basicamente é esse o caminho. O caminho mais escuro é feito pelos ônibus e o verde para quem vai de trilha. Em alguns momentos os ônibus passam por você. Você fica pensando: "Caraca, queria estar nesse ônibus" e o povo do ônibus deve pensar: "Caraca, queria ter essa coragem". Ou não né! Vários doguinhos nos acompanhavam e ficavam putos quando os ônibus passavam. Quando chegamos lá em cima depois da trilha. Rindo de nervoso... Por dentro eu não tava nada bem meu povo. ahahahaha 7 horas já estávamos entrando em Machu Picchu. São dois turnos de entrada. Manhã e tarde. Se você entrar pela manhã não tem nenhum controle de retirada desse grupo, porém se você comprou para tarde e chegar de manhã não poderá entrar. O seu ingresso é apresentado junto com o documento usado na compra, é carimbado e você entra no setor principal. Quando chegamos estava muito nublado. Bate até um medo dessas nuvens não irem embora. Depois começou a sair o solzão da porra. Nosso guia nos deu uma aula sobre Machu Picchu. Nosso guia foi incrível! O guia não é obrigatório, porém acho que torna-se essencial pelo conhecimento adquirido. Não há um controle de quem entra com guia ou não. Pelo menos na época que eu fui (Maio 2018) não tinha controle nenhum, porém todos falavam ser obrigatório para forçar você a contratar o serviço. Ficam vários guias lá no portão principal oferecendo o serviço nos mais variados preços. Umas 9 da manhã o guia nos liberou para tirar fotos e ir para o setor mais alto e o ponto principal para fotografar. Para entrar nesse setor é preciso sair pelo portão principal e aí pode aproveitar para comer (Não é permitido comer lá dentro), ir ao banheiro (Não tem banheiro lá dentro) e depois voltar. Quando você entra pela segunda vez novamente o ingresso é carimbado e aí então você atingiu o limite de entrada. Se sair não entra mais. Tínhamos 2 horas para ficar por ali, fotografar, rodar tudo, pois as 11 teríamos que começar a descer. Não poderíamos atrasar pois as 14h30 a van estaria nos esperando lá na hidrelétrica para voltar para Cusco. Tudo lindo, tudo incrível, lugar maravilhoso, energia surreal, hora de descer os 1.700 degraus. A descida é muito mais tranquila, tanto que quase nem parei e levei no máximo 1h20. Se você quiser escolher fazer descida ou subida de trilha faça a descida. Suba de ônibus e o desgaste será muito menor. Guilerme e Angéllica Lá na porta principal tem um setor específico para carimbar o seu passaporte. Não esqueça! É uma lembrança e tanto. Chegamos lá embaixo e seguimos o caminho de volta para a hidrelétrica. Mais 1h30 de trilha. Nunca andei tanto, pqp. Confesso que nesse momento eu já estava destruído, pés doendo, cansado real. Uma hora paramos para comer em uma lagoa que ficava escondida no meio do caminho, tirei meu tênis e coloquei os pés na água, foi ai que percebi que estava com umas 4 bolhas enormes nos pés. Tava feio pra caralho. Fiquei com muito cagaço de estourar, aí eu estaria fudido. Comi meu pão com atum e criei coragem para colocar o tênis novamente. Esse resto do caminho foi infinito, pois agora além do cansaço estava com dor. 14h40 chegamos la na hidrelétrica, várias pessoas já estavam lá destruídas como nós, jogadas por todos os cantos. Tinham uns caras chamando pelo nome do pessoal e direcionando para entrar nas vans. Nossa van saiu umas 15h. Inicialmente o cara não chamou o Guilherme, então tivemos que ralar pra conseguir fazer o cara incluir ele na mesma van. O nome dele nem estava na lista, foi preciso mostrar os comprovantes de compra com a agência para provar que fizemos tudo juntos. Que viagem eterna, PQP! Levamos umas 7 horas para chegar em Cusco. Curvas e mais curvas, precipícios do mal e muito, mas muito cansaço. 22h chegamos em Cusco com a certeza que tudo valeu a pena e que foi incrível ter feito tudo isso de trilha. Todo esforço valeu a pena. Estávamos certos que com certeza isso tudo ficaria na memória para toda a vida e que será uma experiência do caralho para contar para os netos. No outro dia faríamos o Vale Sagrado, mas todos os passeios foram cancelados por conta de manifestação em Cusco. Dei graças a Deus, pois estava um caco. Apaguei sem hora para acordar. Links úteis: - Peru Rail: https://www.perurail.com - Inca Rail: https://incarail.com - http://www.machupicchu.gob.pe/ https://www.ingressomachupicchu.com No próximo capítulo falo sobre as manifestações em Cusco e conto tudo sobre o Vale Sagrado e ainda de quebra como curtir uma festinha nos hostels mais badalados de Cusco. Gastos totais Cotação: 1 real = 0.85 soles. Dólar: 1 dólar = 3.50 reais. Passeio Machu Picchu by Car: 90 dólares. Supermercado: 20 Soles. Total em Reais: R$ 338,52 Gasto parcial da viagem: R$ 4.546,25. . Próximo capítulo: 24-25/05: Manifestação em Cusco, passeio cancelado, Tudo sobre o Vale Sagrado, noitada no Wild Rover e despedida de Cusco.
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