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Micael Salton

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Sobre Micael Salton

  • Data de Nascimento 28-07-1988

Bio

  • Ocupação
    Viajero
  1. Abro este tópico em função de um já ativo aqui no fórum, como um complemento e para fim de melhor organização. Aqui o enfoque estará mais voltado para a "ciclovida" (nossa vida em cima da bike), enquanto o outro tópico trata dos aspectos mais amplos da viagem e do projeto de nomadismo que tentamos apresentar com essa experiência. Você pode acompanhá-lo aqui: nomadismo-pedalando-sem-destino-final-t98512.html Para melhor compreender nossa visão e mais sobre nomadismo e viagens de custo mínimo acesse nossa página: http://projetoalternativa.com/ e http://www.facebook.com/projetoalternativa
  2. Após o inesquecível almoço e uma longa caminhada por Oruro conseguimos um carro que nos levasse para La Paz. O caminho inteiro foi um jogo de sorte, haviam bloqueios por toda a estrada e nosso motorista seguia por caminhos alternativos pelo meio de campos empoeirados. O carro, é claro, estava cheio, 4 pessoas no banco de trás e mais 2 no porta malas da perua, nossas mochilas iam presas no teto junto com a bagagem das outras pessoas. Por horas e horas seguimos desviando, errando e procurando outros caminhos. No fim da tarde chegamos em El Alto, que é a cidade construída no alto da montanha que
  3. Após algum tempo em Potosí partimos para La Paz, a situação nas estradas da Bolívia estava bem complicada e bloqueios aconteciam todos os dias, resolvemos então pegar um onibus e ir direto para a capital, mas é claro que não seria tão simples, nada é simples na Bolívia e entrar em um coletivo não significa de nenhuma forma a garantia de chegar onde se quer no tempo que se quer, o país inteiro funciona de sua forma peculiar e de nada adianta a frustração, viajar é viver em festa e qualquer contratempo é antes de tudo uma nova oportunidade. Assim quando no meio da noite o onibus parou há alguns
  4. Saímos de Tarija rumo a Potosí, fomos caminhando pela estrada pedindo carona até que uma camionete parou, nesse dia eu vestia uma camiseta do Rammstein e uma alemã gritava da janela Rammstein Rammstein, no fim eles iriam apenas até um pequeno vilarejo pois estavam em processo de comprar uma propriedade no local, fomos com eles o que nos rendeu uma visista inesperada a uma cachoeira que infelizmentetinha pouca água devido a época do ano. Os alemães nos deixaram na estrada novamente, esperamos um pouco e um caminhão parou, iriamos na parte de trás, era tudo que eu queria, caronar na tra
  5. *Passado 1 ano retomo o relato desta viagem, para em fim concluí-lo. Tarija foi antes de tudo um mergulho na gastronomia de rua Boliviana, comemos em barraquinhas: saltenas, empanadas e umas sementes fritas vendidas como salgadinhos. Pratos de comida, em especial o delicioso e apimentado Saice boliviano, preparados e servidos nas calçadas em feiras e em mercados populares. Bebemos inúmeros refrescos exóticos coletados com um concha de dentro de baldes de limpeza. Apreciámos petiscos de mandioca, salgados e doces, fritos ou assados em carvão em espetos de madeira. A comida, e o at
  6. No início da tarde seguíamos a bordo de um caminhão pequeno carregando botijões de gás. Ouvíamos música boliviana, havia um saco de coca entre os bancos e as montanhas nos cercando, era uma experiencia genuína, como estar em outro mundo. Seguimos ouvindo, admirando e mascando a folha amarga. Cada km trazia um trecho mais espetacular que o anterior e conforme ganhávamos altura a dimensão do vale e das montanhas ficava mais clara, era tudo diferente de qualquer coisa que já tivesse visto. A enormidade de tudo a minha volta me remetia a pensamentos profundos de contemplação, ambos com os olhos ch
  7. Ser deixado a noite em uma cidade do sul da Bolívia pode ser algo aterrorizante. Algumas menonitas também desceram em Villa Montes, tentamos falar com elas, recebemos em troca olhares assustados. Seguimos informações até o terminal ainda cheio de pessoas, comida em todas as esquinas ao redor, o cheiro de frango tomava tudo, a boca salivou e o estomago roncou, achamos um barato ( 10 bol ) pollo, arroz, salada e papas. Na saída nos disseram que poderíamos dormir no terminal. Entramos na pequena rodoviária ainda cheia de gente e a sensação foi de que iríamos acampar no meio de uma feira. Saímos a
  8. Eliezer deixou-nos próximo a Loma Plata. Desci do reboque mochilas sepultadas pela poeira, nos despedimos e atravessamos a rodovia. Antes de tirarmos as mochilas das costas já parava uma carona, uma pick-up, na caçamba seguimos até a oficina mecânica do dono do carro, ofereceu os fundos para passarmos a noite. Montamos a barraca e tomamos um banho providencial para lavar a poeira que nos cobria por completo. Numa viagem assim manter-se limpo é uma preocupação constante, porém é com satisfação que lembro nunca ter passado mais de 3 dias sem banho, seja em chuveiros, rios, cachoeiras, tanque, ma
  9. No meio da manhã os gáuchos paraguaios apareceram reunindo o gado. A essa altura conhecemos a senhora que cozinha e sua filha que sabe português, a proximidade com a fronteira brasileira permite que o sinal de tv atravesse para o lado paraguaio e isso foi o bastante para a mocinha aprender nosso idioma. Sim, os paraguaios tem muita facilidade em aprender novas línguas, especulo que sua alfabetização dupla no espanhol e no guarani contribua para isso. Descobriram que o caminhão de Eliezer tinha um feixe de molas deslocado do berço. Iniciou-se a comoção de todos os companheiros de estrada para a
  10. Deixamos Assunción num ônibus urbano que nos levou até Benjamin Acerval, a última cidade antes de Filadelfia já no meio do chaco. O ponto é excelente para caronar, há um pedágio e um quebra molas enorme, ali levantamos o dedo e logo ficou claro que nossa carona não tardaria a chegar, muitos motoristas que passavam pediam desculpas e justificavam com " não vou longe ", "não há espaço", etc. Em pouco tempo um bitruck ganadeiro encostou. No mundo da estrada são conhecidos como difíceis de dar carona os caminhões tanque e os bitrucks e como impossível os cegonhas e os SUV's de velhos pretensiosos.
  11. A cidade surpreendeu num primeiro momento, esperava encontrar algo similar a famigerada Ciudad del Este, pelo contrário, de cara ficou claro que havia muito a ser explorado. Resolvemos achar um hostel em conta para descansar alguns dias. Paramos no Black Cat, um lugar aconchegante com clima caseiro e muito bem organizado pela dona e sua filha que ali trabalham todos os dias, totalmente recomendado, no mundo mercadológico dos hostales é raro encontrar um lugar ainda tratado com amor. O custo de vida do PY é baixo em relação ao brasileiro, o povo é amigável e as empanadas são deliciosas. Um clim
  12. A ideia inicial era caronar pela região argentina de Corrientes rumo a Assunción. Rachamos um táxi para atravessar a ponte até a cidade de Paso de Los libres, passamos a aduana e encontramos um cenário bastante ameaçador, crianças descalças nos cercando e tipos mal encarados olhando e seguindo, pessoas avisaram para ter cuidado. Era isso, o UY e sua calmaria agradável haviam ficado para trás. Checamos o terminal, a passagem para Corrientes estava barata. Assim que saímos para a ruta, a milhares de km das ilhas disputadas, uma placa cravejada de furos de bala ostentava os dizeres " Las Malvinas
  13. Deixamos o camping de Paysandu as margens do rio Uruguay. Um antigo ônibus municipal nos leva de volta a ruta 3. Um caminhão deixou-nos em uma parada de onibus longe de qualquer coisa, ali procedeu-se outra das maiores esperas, os escritos na parada revelaram que não eramos os primeiros a sofrer a maldição daquela poronga, e exatos 3 anos depois; Hernan Rodriguez o sentiu e quem sabe mais quantos... Deixamos também nosso testemunho. Antes do fim do dia um caminhão parou e levou-nos próximo de Salto. A cidade é maior do que esperava e a noite se aproximava, a rodoviária fecharia as 11 e ninguém
  14. Sempre que for pegar carona para sair de uma cidade grande pegue um onibus para fora da cidade. Assim fizemos saindo de Montevideo, bus até San Jose. Fomos até a ruta 3 e lá esperamos uma carona, que nos levou à metade do caminho para Trinidad. Nesse dia começamos a sentir a dificuldade de caronas no interior do uy, principalmente devido a escassez de carros. Umas 3 da tarde o mesmo tiozinho nos levanto de novo, dessa vez conseguimos a viagem até Trinidad. Perguntamos pra ele se havia algum lugar possível pra acampar, indicou o parque municipal. Chegamos no parque ao entardecer, montamos acamp
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