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Diogo_Lemos

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Sobre Diogo_Lemos

  • Data de Nascimento 09-11-1992

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Bolívia(Santa Cruz, Sucre, Potosi, Uyuni, La Paz, Copacabana, Isla del Sol)
    Chile (Arica, San Pedro de Atacama)
    Peru (Arequipa, Nazca, Ica, Huacachina, Paracas, Cusco, Machu Picchu, Puno)
    Angra dos Reis - RJ
    Caraíva - Porto Seguro - BA
    Pico da Bandeira - MG
    São João del Rey e Tiradentes - MG
    Capitólio - MG
  • Próximo Destino
    Caraíva(Ano novo 2014-2015)
  • Meus Relatos de viagem
    http://www.mochileiros.com/mochilao-e-grandes-amizades-pela-bolivia-chile-peru-julho-de-2014-t99917.html
  1. Hahahaha finalmente o grande Alex apareceu! Próximo Mochilão é pelo.nordeste no verão porque frio nunca mais hahaha. O Jardim valeu pelo apoio mano. Passando as provas eu termino
  2. 16º Dia (17/07) No último dia expliquei que fugimos um pouco da rotina e fizemos algo que era incomum nas agências. Realizamos os passeios de Maras Moray e do City Tour em apenas um dia, algo que foi cansativo mas que valeu todo o esforço pois conhecemos lugares incríveis. Agora seria a vez do famoso Vale Sagrado dos Incas. Acordamos cedo novamente (esse dia foi difícil por causa da última noitada ), e depois de arrumar tudo seguimos novamente para a agência, onde tínhamos combinado de chegar 7:30 para pegar um ônibus para o vale, e claro que esse também atrasou. A viagem foi até tranquila, levando em conta as curvas e subidas que existem no caminho. A nossa primeira parada foi nas ruínas da antiga cidade Inca Pisac, que achei bem interessante porque nela é possível observar como eram as cidades Incas e como elas eram organizadas. Em Pisac existe uma separação clara da área agrícola em relação à área "urbana". Outro ponto interessante é que nas montanhas é fácil de perceber alguns túmulos a céu aberto, os quais eram usados pelos Incas para colocar seus mortos. O legal dessa cidade é realmente passear por cada canto e imaginar como seria a vida naquele lugar, e foi isso que fizemos durante o tempo que ficamos por lá, subindo e descendo até conhecer cada detalhe daquela civilização incrível, mesmo sob efeito da altitude dos Andes. Depois de Pisac seguimos para um Mercado de Artesanato bem famoso. Nos separamos porque o lugar era gigantesco e a tentação para comprar as bugigangas também , o problema era o dinheiro que já estava ficando escasso depois dos gastos em Cusco... Acabei levando só uma bag peruana, que no final da viagem dei de presente paraa minha irmã, o problema foi que fiquei pesquisando vários modelos e também curtindo uma festa típica que estava acontecendo na praça,por isso acabei perdendo a hora, tive que voltar correndo para o ônibus, que já estava saindo sem mim Nessa hora realmente tive muita sorte, porque se eu perdesse o ônibus nem sei o que faria Dica: Pelo que ouvi é melhor ir ao Vale Sagrado em determinados dias da semana porque é quando vários feirantes se reúnem para vender seus produtos, e por isso são nesses dias que o mercado fica maior. Quando cheguei no ônibus, já estavam todos prontos para continuar a viagem, a guia já estava nervosa e eu só pude pedir desculpas tentando justificar que eu havia me perdido e que esse era o motivo do atraso. Alex que me salvou tentando enrolar ela dizendo que eu já estava chegando Agora o próximo destino do nosso roteiro seria o almoço em Urubamba. Como já estávamos no vermelho, resolvemos comprar uns pães, presunto e mussarela no mercado de Cusco e já tínhamos preparado um sanduíche que serviu como almoço nesse dia. Sentamos na praça, e fizemos nosso lanche lá mesmo, no estilo mochileiro A vantagem disso foi que conhecemos também um casal de paulistas muito gente boa, e ficamos conversando sobre o frio de Uyuni e relembrando os lugares incríveis que já tínhamos conhecido. Depois de alguns minutos voltamos para nosso ônibus e seguimos para Ollantaytambo, outro lugar que pra mim é indispensável conhecer. Essa cidade é bem famosa porque é conhecida como a Cidade viva dos Incas, por ser bem preservada e também por ter até hoje pessoas vivendo nas redondezas. Chegamos lá e a guia ficou falando que teríamos que subir centenas de degraus se quiséssemos chegar até o Templo do Sol, que se localiza no topo da construção. Sinceramente falando, foi muito cansativo, mas nada comparado à subida noturna de Águas Calientes para Machu Picchu. Eu consegui fazer os dois de forma surpreendentemente boa mesmo sem ter preparo físico nenhum, porque na minha opinião, o que nos move nessas horas de frio de Uyuni, Trekking da trilha Inca, entre outros desafios, é realmente o psicológico, ou seja, a motivação da pessoa e a vontade de atingir aquele objetivo e não somente o condicionamento físico. Começamos a subida e a guia foi parando degrau por degrau para explicar a história da cidade, que é realmente interessante. Eu recomendo fazer esses passeios com guia, mesmo sendo possível fazer sem, porque acho que a beleza desses lugares só é complementada quando se conhece também a história por trás de cada detalhe... Passou-se algum tempo e finalmente chegamos ao topo daquela obra incrível. Outro sonho estava se realizando agora, porque eu sempre tive vontade de ver aquele Templo que inexplicavelmente foi construído com monólitos gigantescos, cada um pesando várias toneladas. Existe uma montanha a uns quilômetros da cidade que pode ser vista do Templo do Sol e foi de lá que, segundo os especialistas, os Incas trouxeram as rochas. Algo incrível que até hoje ninguém consegue explicar com certeza absoluta. Depósito de alimentos construído no alto da montanha pelos Incas, que tinha como objetivo melhorar a ventilação e por isso a duração dos alimentos Rosto esculpido na rocha Ficamos em Ollantaytambo por um bom tempo e no final da tarde voltamos ao ônibus. Agora iríamos para a última atração do dia, que seria a parada na cidade de Chinchero. Chegando lá fiquei um pouco decepcionado porque não sabia que no roteiro do Vale Sagrado teríamos que escutar de novo a explicação de algumas mulheres sobre como produziam os tecidos coloridos... Disse antes que isso era um grande teatro e pude confirmar nessa hora, quando elas utilizaram novamente as mesmas piadas e explicações. É uma aula interessante pela parte cultural mas não precisa ser repetida Já tinha anoitecido e estávamos quebrados por causa da rotina agitada dos últimos dias (algo comum em um mochilão ) . Ainda conhecemos uma igreja de Chinchero que os espanhóis construíram no topo de algumas ruínas antigas. Não é preconceito nem nada, mas comparado às obras gigantescas dos antigos Incas, aquela igreja mesmo cheia de ouro não era muita coisa... Agora sim era hora de voltar para a cidade. Foi um passeio bem cansativo mas que no final deu tudo certo. Serviu para nos deixar ainda mais surpresos com os sítios arqueológicos e as obras do antigo povo andino. Chegamos na cidade umas 19:30 da noite e fomos direto para o Wild Rover. No hostel encontramos com um rapaz que iria ser nosso guia no próximo dia pela trilha Inca. Havíamos combinado com a agência de encontrar ele nesse horário para ouvir as explicações de como seria a trilha e o que precisaríamos levar. Conversamos um pouco e agora era só aproveitar a farra do hostel e aguardar ansiosamente pela próxima manhã Descansamos um pouco e depois tomamos um banho para reanimar o corpo, porque aquele seria o último dia de festa em Cusco, um bom motivo para aproveitar ainda mais aquela noite. Por causa do cansaço e também pela trilha dos próximos dias resolvi que iria ficar só um pouco no Pub e não ia me estender para as boates como fiz na noite passada, uma decisão difícil pois a tentação da noite no El tempo é forte Por isso ficamos no Pub, conversando com a gringaiada, com que havíamos feito amizade nos últimos dias, jogando a velha sinuquinha e aproveitando, de forma maneirada, a bela Cusqueña
  3. 16º Dia (17/07) No último dia como expliquei fugimos um pouco da rotina e fizemos algo que era incomum nas agências. Realizamos os passeios de Maras Moray e do City Tour em apenas um dia, algo que foi cansativo mas que valeu todo o esforço pois conhecemos lugares incríveis. Agora seria a vez do famoso Vale Sagrado dos Incas. Acordamos cedo novamente (esse dia foi difícil por causa da última noitada ), e depois de arrumar tudo seguimos novamente para a agência, onde tínhamos combinado de chegar 7:30 para pegar um ônibus para o vale, e claro que esse também atrasou. A viagem foi até tranquila, levando em conta as curvas e subidas que existem no caminho. A nossa primeira parada foi nas ruínas da antiga cidade Inca Pisac, que achei bem interessante porque nela é possível observar como eram as cidades Incas e como elas eram organizadas. Em Pisac existe uma separação clara da área agrícola em relação à área "urbana". Outro ponto interessante é que nas montanhas é fácil de perceber alguns túmulos a céu aberto, os quais eram usados pelos Incas para colocar seus mortos. O legal dessa cidade é realmente passear por cada canto e imaginar como seria a vida naquele lugar, e foi isso que fizemos durante o tempo que ficamos por lá, subindo e descendo até conhecer cada detalhe daquela civilização incrível, mesmo sob efeito da altitude dos Andes. Depois de Pisac seguimos para um Mercado de Artesanato bem famoso. Nos separamos porque o lugar era gigantesco e a tentação para comprar as bugigangas também , o problema era o dinheiro que já estava ficando escasso depois dos gastos em Cusco... Acabei levando só uma bag peruana, que no final da viagem dei de presente paraa minha irmã, o problema foi que fiquei pesquisando vários modelos e também curtindo uma festa típica que estava acontecendo na praça,por isso acabei perdendo a hora, tive que voltar correndo para o ônibus, que já estava saindo sem mim Nessa hora realmente tive muita sorte, porque se eu perdesse o ônibus nem sei o que faria Dica: Pelo que ouvi é melhor ir ao Vale Sagrado em determinados dias da semana porque é quando vários feirantes se reúnem para vender seus produtos, e por isso são nesses dias que o mercado fica maior. Quando cheguei no ônibus, já estavam todos prontos para continuar a viagem, a guia já estava nervosa e eu só pude pedir desculpas tentando justificar que eu havia me perdido e que esse era o motivo do atraso. Alex que me salvou tentando enrolar ela dizendo que eu já estava chegando Agora o próximo destino do nosso roteiro seria o almoço em Urubamba. Como já estávamos no vermelho, resolvemos comprar uns pães, presunto e mussarela no mercado de Cusco e já tínhamos preparado um sanduíche que serviu como almoço nesse dia. Sentamos na praça, e fizemos nosso lanche lá mesmo, no estilo mochileiro A vantagem disso foi que conhecemos também um casal de paulistas muito gente boa, e ficamos conversando sobre o frio de Uyuni e relembrando os lugares incríveis que já tínhamos conhecido. Depois de alguns minutos voltamos para nosso ônibus e seguimos para Ollantaytambo, outro lugar que pra mim é indispensável conhecer. Essa cidade é bem famosa porque é conhecida como a Cidade viva dos Incas, por ser bem preservada e também por ter até hoje pessoas vivendo nas redondezas. Chegamos lá e a guia ficou falando que teríamos que subir centenas de degraus se quiséssemos chegar até o Templo do Sol, que se localiza no topo da construção. Sinceramente falando, foi muito cansativo, mas nada comparado à subida noturna de Águas Calientes para Machu Picchu. Eu consegui fazer os dois de forma surpreendentemente boa mesmo sem ter preparo físico nenhum, porque na minha opinião, o que nos move nessas horas de frio de Uyuni, Trekking da trilha Inca, entre outros desafios, é realmente o psicológico, ou seja, a motivação da pessoa e a vontade de atingir aquele objetivo e não somente o condicionamento físico. Começamos a subida e a guia foi parando degrau por degrau para explicar a história da cidade, que é realmente interessante. Eu recomendo fazer esses passeios com guia, mesmo sendo possível fazer sem, porque acho que a beleza desses lugares só é complementada quando se conhece também a história por trás de cada detalhe... Passou-se algum tempo e finalmente chegamos ao topo daquela obra incrível. Outro sonho estava se realizando agora, porque eu sempre tive vontade de ver aquele Templo que inexplicavelmente foi construído com monólitos gigantescos, cada um pesando várias toneladas. Existe uma montanha a uns quilômetros da cidade que pode ser vista do Templo do Sol e foi de lá que, segundo os especialistas, os Incas traziam as rochas. Algo incrível que até hoje ninguém consegue explicar com certeza absoluta. Depósito de alimentos construído no alto da montanha pelos Incas, que tinha como objetivo melhorar a ventilação e por isso a duração dos alimentos Rosto esculpido na rocha Ficamos em Ollantaytambo por um bom tempo e no final da tarde voltamos ao ônibus. Agora iríamos para a última atração do dia, que seria a parada na cidade de Chinchero. Chegando lá fiquei um pouco decepcionado porque não sabia que no roteiro do Vale Sagrado teríamos que escutar de novo a explicação de algumas mulheres sobre como produziam os tecidos coloridos... Disse antes que isso era um grande teatro e pude confirmar nessa hora, quando elas utilizaram novamente as mesmas piadas e explicações. É uma aula interessante pela parte cultural mas não precisa ser repetida Já tinha anoitecido e estávamos quebrados por causa da rotina agitada dos últimos dias (algo comum em um mochilão ) . Ainda conhecemos uma igreja de Chinchero que os espanhóis construíram no topo de algumas ruínas antigas. Não é preconceito nem nada, mas comparado às obras gigantescas dos antigos Incas, aquela igreja mesmo cheia de ouro não era muita coisa... Agora sim era hora de voltar para a cidade. Foi um passeio bem cansativo mas que no final deu tudo certo. Serviu para nos deixar ainda mais surpresos com os sítios arqueológicos e as obras do antigo povo andino. Chegamos na cidade umas 19:30 da noite e fomos direto para o Wild Rover. No hostel encontramos com um rapaz que iria ser nosso guia no próximo dia pela trilha Inca. Havíamos combinado com a agência de encontrar ele nesse horário para ouvir as explicações de como seria a trilha e o que precisaríamos levar. Conversamos um pouco e agora era só aproveitar a farra do hostel e aguardar ansiosamente pela próxima manhã Descansamos um pouco e depois tomamos um banho para reanimar o corpo, porque aquele seria o último dia de festa em Cusco, um bom motivo para aproveitar ainda mais aquela noite. Por causa do cansaço e também pela trilha dos próximos dias resolvi que iria ficar só um pouco no Pub e não ia me estender para as boates como fiz na noite passada, uma decisão difícil pois a tentação da noite no El tempo é forte Por isso ficamos no Pub, conversando com a gringaiada, com que havíamos feito amizade nos últimos dias, jogando a velha sinuquinha e aproveitando, de forma maneirada, a bela Cusqueña
  4. Muito obrigado Luciano. Espero que o relato seja útil na sua viagem.
  5. Então Alexandre, geralmente as agências fazem maras moray de manhã, city tour a tarde e o vale sagrado, onde se visita ollantaytambo, dura literalmente o dia todo. Você consegue fazer no mínimo em 2 dias negociando com a agência igual fiz.
  6. hahahaha posso imaginar a cena porque fiz o mesmo no Wild Rover de Arequipa! Tem que ser forte pra encarar o Pisco...
  7. 15º Dia (16/07) Como disse antes, meu objetivo em Cusco era conhecer o máximo de lugares possíveis, e sinceramente eu consegui conhecer muitos mas para fazer isso para todos é necessário ficar no minimo alguns meses na cidade, de tanta opção que tem. Mas eu também queria aproveitar a farra, principalmente do Wild Rover, então não tinha tempo pra ficar dormindo. Acordamos 6:30 porque nos disseram na agência que era pra chegar lá as 7:30 para pegar o ônibus para Maras Moray. Acordei até bem levando em conta que não dormi quase nada, outro detalhe do hostel são as camas, que são muito confortáveis. Tomamos um banho rápido e em poucos minutos estávamos na porta da agência. Fui muito ingênuo em pensar que eles teriam pontualidade britânica. Antes de chegar lá ainda passamos num local no centro de Cusco para comprar o Boleto Turístico e saímos correndo com medo de atrasar e perder o ônibus, algo que não aconteceu porque o mesmo atrasou quase 1 hora... Dica: O boleto turístico é recomendado para aqueles que pretendem conhecer muitas atrações da cidade, como Ollantaytambo, Pisac, Maras Moray, Sacsuyaman, museus etc. Porque com o boleto você entra em todos esses lugares e sem ele você precisa pagar por cada entrada separadamente, algo que no final pesa mais no bolso. Com o Ise Card (comprovante estudantil internacional), é possível pagar menos pelo boleto (70 Soles) e também pela entrada de Macchu Picchu. Por isso recomendo levar se tiver, ou se não pagar 130 Soles pelo Boleto normal. Enfim chegou o ônibus e partimos para o primeiro destino de Cusco: Maras Moray. No percurso passamos primeiro num local onde pudemos conhecer um pouco da tradição local e aprendemos como as famosas Cholas usam produtos naturais para fabricar aqueles tecidos coloridos. Legal é a coloração vermelha, que é obtida usando um inseto dos cactos, chamado de Cochinia ou algo assim. Para as mochileiras é bom lembrar também que elas usam isso como batom, se alguma quiser experimentar acho que daria um relato interessante O ruim desse passeio é que é bem ensaiado para turista, e ás vezes fica até chato a insistência de algumas cholas para vender seus produtos, mas no geral achei bom. Depois de conhecer um pouco desse costume local dos tecidos e experimentar um chá da folha de Coca, seguimos finalmente para Maras Moray. Desde pequeno tinha vontade de conhecer esse lugar, não é tão divulgado como o City Tour e o Vale Sagrado, mas na minha opinião é imperdível. Chegamos no local e a ansiedade estava a mil. Desci da van e segui para o desfiladeiro, onde fiquei simplesmente maravilhado com aquela obra dos antigos Incas. O nosso guia explicou bastante sobre o lugar, que antigamente foi feito pelos Incas como uma espécie de Laboratório Científico, porque naquela região de altitude elevada não é toda semente que consegue brotar, então a solução que eles pensaram foi criar uma estrutura circular, com vários níveis, onde cada um deles tinha um microclima diferente (isso é perceptível porque quando se está no primeiro é possível sentir bastante calor, já no alto é frio por causa do vento). Dessa forma eles começavam plantando no nível mais estável, o primeiro, e depois iam subindo de nível ano após ano, criando assim sementes mais adaptadas com o clima e a altitude dos Andes. Parece simples História isso, mas eu acreditei quando fui nos mercados do Peru e da Bolívia (principalmente de La Paz) e encontrei centenas de variedades de milho e batata, que até hoje são comidas comuns entre os nativos. Ficamos caminhando pra lá e pra cá, tirando fotos e estudando cada pedaço daquele lugar sensacional que com certeza iria ficar gravado em nossa memória para sempre... A próxima atração agora seria as Salineiras de Maras, onde se paga uma taxa extra de entrada (10 Soles se não me engano). Desse lugar realmente nunca tinha lido a respeito, mas é bem legal também. No caminho para a salineira existem várias lojas de artesanato, frutas e roupas. Aproveitamos e compramos várias frutas, que seriam nosso almoço naquele dia. Aquele lugar pelo que entendi foi usado na era da colonização espanhola para extração de Sal e é aproveitado até hoje pela cultura local. É um passeio interessante também, mas nada comparado ao antigo Laboratório Inca Depois de descansar um pouco voltamos para o nosso ônibus e depois para a cidade. Como disse antes, geralmente as pessoas fazem esse passeio em um dia e o City Tour em outro, o problema era que eu não podia ficar mais do que 7 dias em Cusco porque se não iria ter que correr muito com a viagem, algo que não queria fazer, mas ao mesmo tempo também não queria abrir mão de conhecer Moray nem as ruínas do City Tour e muito menos Ollantaytambo, então o jeito foi fazer um sacrifício de almoçar apenas frutas, dormir pouco mas em prol de um bem maior: visitar aqueles incríveis lugares, mesmo que fosse em apenas dois dias. Por isso chegando na cidade esperamos outro ônibus e seguimos rumo as ruínas do City Tour. O primeiro lugar que visitamos foi o antigo templo de Sacsayhuaman, que muitos pensam ser uma fortaleza por causa do tamanho dos monólitos que os Incas usaram para contruí-lo. Esse era outro ponto marcante da viagem, é simplesmente uma das ruínas mais famosas de Cusco, onde existem pedras que pesam mais de 100 toneladas e claro que por isso surge o mistério sobre como os Incas, teoricamente civilização com conhecimento limitado, construíram com ferramentes rudimentares aquelas obras gigantescas. Também me disseram que quando se coloca uma bússola no local a agulha fica movendo-se de forma desordenada. Eu não testei isso porque não tinha uma, mas gostaria de conhecer alguém que tentou para poder confirmar. Depois do misterioso templo seguimos para Qenqo, que é outro sítio arqueológico localizado próximo da cidade de Cusco. Nesse local o mais interessante é a mesa cerimonial que antigamente era utilizada para mumificação e supostos sacrifícios Incas. Interessante é o frio no lugar, algo bom para preservar os corpos mumificados. O City Tour é um roteiro para aqueles que gostam de história e eu achei super interessante. Realmente depois daquele dia só podíamos pensar que aqueles Incas eram simplesmente os caras mais foda do universo Passamos a tarde conhecendo os sítios arqueológicos e o ultimo foi Tombomocay, outra lugar marcante para mim. Chegamos lá e eu fiquei impressionado porque não parava de ouvir som de aves, então pensei que aquele lugar deveria ter algo especial. Fomos subindo pela trilha e cada vez o som aumentava. Quando fui ver eram algumas cholas que usavam um pássaro feito de madeira, que tinha um orifício para água, e isso quando soprado fazia soar um som igual de um pássaro de verdade. Simplesmente incrível Aproveitamos para comprar dois desses objetos, um foi presente para o meu pai, que adorou e ficou igual uma criança brincando com aquilo Também bebemos a água das fontes de Tombomochay, que tinham fama de serem rejuvenescedoras. Alex não achou a ideia muito boa, reclamando quando enchi nossas garrafas, dizendo que eu estava querendo economizar até na água Foto tirada em Tombomochay A volta para a cidade foi tranquila. Apagamos depois daquele dia tão trabalhoso. Nem a fome foi suficiente para conter nosso cansaço... Chegando no hostel tomamos logo um banho e vestimos nossas roupas, que graças a lavanderia ficaram novas de tão limpas Depois passamos numa pizzaria perto para preparar o estômago porque hoje a festa no Wild Rover prometia ser melhor ainda. Depois de arrumar tudo no hostel entramos novamente no Pub, pelo menos mais cheio estava. Começamos pela sinuquinha de sempre, e graças a ela já conhecíamos quase todo mundo do hostel. Tinha bastante brasileiros nesse dia, conhecemos algumas meninas de Belo Horizonte (minhas conterrâneas) e tinha até umas que acabaram lucrando na aposta que fizeram no Drinking Games com o funcionário do bar, algo que garantiu a elas várias Tequilas Free na noite A festa foi rolando, várias Cusqueñas indo e vindo, e então como já era bem tarde eles tiveram que finalizar a farra do bar e começaram a chamar todo mundo para a Mama África. Dessa vez não pude recusar. Alex foi dormir porque estava meio mal, enquanto eu, um funcionário da recepção e uma americana seguimos para a boate. Nessas horas que volto a lembrar porque disse que num mochilão mesmo indo sozinho nunca se fica sozinho totalmente. Por estarem na mesma vibe, as pessoas acabam se juntando e curtindo as festas junto. O problema foi chegar na balada porque no Pub estava calor então deixei a blusa no quarto, mas quando saí do hostel estava somente com uma camisa de algodão e naquele momento senti que não havia abrigo para o frio a não ser no Brasil A Mama Africa é bem legal, muitos nativos também frequentam e é incrível como até as cholitas assediam nós gringos . Depois dessa boate fomos para uma outra, A El Templo, que na minha opinião é a melhor, não só porque fica cheio da gringaiada animada e maluca, mas também pelo espaço do local e das músicas. Simplesmente esse foi o dia de festejar, fiquei até tarde na balada e depois voltei para o hostel, onde infelizmente ficaria pouco tempo porque no outro dia novamente iria ter que acordar cedo para conhecer o Vale Sagrado dos Incas
  8. 14º Dia (15/07) Esse seria finalmente o dia tão esperado por todos nós. Eu estava ansioso para chegar em Cusco, conhecer os feitos impressionantes do Incas, mas ao mesmo tempo estava um pouco triste porque comecei a fazer os cálculos e percebi que já estava na metade da viagem e que a mesma infelizmente chegaria a um fim, o que considerei um bom motivo para aproveitar cada minuto do mochilão Pegamos um ônibus que sai de Lima e faz uma parada em Ica, onde embarcamos para Cusco depois de umas horas de atraso. O ônibus era ótimo, no Peru a maioria deles superava muitos dos que existem no Brasil. O único problema era a minha dor de barriga que não passava mesmo com os remédios, mas no mais a viagem a noite foi boa. Saímos de Ica umas 19h e já sabíamos que a viagem seria longa (em média 14h), por isso o jeito foi tomar um dramin e tentar descansar... Depois de dormir a noite inteira acordamos com uma má notícia. A estrada estava bloqueada por causa de um protesto ou algo do tipo, e por isso iríamos chegar na cidade mais tarde que do o esperado. Eu já havia lido que isso é normal de acontecer, principalmente na Bolívia, então acabei aceitando e aproveitamos para sair do ônibus e esticar um pouco a perna. O lado bom disso foi que o bloqueio era na beira de um rio e então compramos umas frutas das vendedoras que estavam aproveitando a oportunidade para ganhar um dinheiro dos passageiros famintos, e sentamos nas pedras perto do rio, onde até tiramos um belo cochilo. Como disse antes, imprevistos são normais, meu plano era chegar em Cusco mais cedo e já garantir os passeios para os próximos dias, mas com aquele bloqueio não tinha certeza se isso iria ser possível. Por isso nessas horas o importante é relaxar e tentar aproveitar o lado bom. Ficamos parados umas 2 horas na estrada, sentados nas pedras e aproveitando o sol forte que não víamos a muito tempo Quando o protesto acabou, voltamos ao ônibus e o restante da viagem foi rápido. Incrível é a paisagem daquela região, na minha opinião a mais rica em vegetação de toda a viagem. Não demorou muito e já estávamos em Cusco. Chegamos na cidade umas 15h. Desembarcamos do ônibus e depois de pegar nossas mochilas tomamos um táxi para o posto de Migração da cidade, porque eu tinha perdido o documento de migração que me deram em Tacna e teria que tirar outro porque o Wild Rover pede o número desse documento para os hóspedes, e também me disseram que se eu não apresentasse isso na saída do país teria que pagar uma multa alta. Não demorou muito e me atenderam, o problema foi que tive que andar alguns quarteirões para pagar uma conta (multa menor de 14 Soles) no banco. No local da migração encontrei outra brasileira, Nelise, e foi incrível porque nós conversamos bastante por facebook e skype mas achei que não nos encontraríamos na viagem por causa das datas diferentes. Fomos juntos pagar a conta porque ela também tinha perdido o documento. Enquanto Alex e Bruna seguiram com as mochilas para o hostel, que era perto. Depois de resolver a parte burocrática paramos num restaurante para almoçar (ou jantar, porque já era bem tarde...). Nelise iria fazer a trilha Salkantay e já estava com tudo pronto para sair no próximo dia. Meu objetivo inicial era seguir esse caminho também mas acabei mudando de ideia porque a turma estava mais animada com a Inka Jungle e também porque eu acabei preferindo quando soube que tinha rafting e tirolesa, duas coisas que eu tinha vontade de conhecer. A diferença básica entre as duas trilhas é que a Salkantay tem um dia a mais de duração e possui mais trekking, além disso se acampa na maioria dos dias, algo que não ocorre na Inka Jungle, que é uma trilha feita na região amazônica do Peru. Vou detalhar melhor mais pra frente mas já posso deixar claro que não me arrependo da escolha que fiz, ouvi elogios das duas trilhas e tenho certeza que ambas são incríveis, mas eu realmente tive momentos inesquecíveis na Inka Jungle. Depois de comer um belo prato feito por apenas 9 Soles seguimos para o próximo Wild Rover da viagem. Como era a nossa segunda hospedagem na rede deles, iríamos ganhar agora um "free drink" como agradecimento Chegando no hostel novamente senti aquele clima de animação da galera. É um lugar indispensável para aqueles que querem aproveitar também um pouco da farra dos lugares. No hostel de Cusco ficamos em um quarto para 16 pessoas, o que nos fez economizar uma boa grana. Agora realmente estava começando a entender o significado da palavra Mochileiro Eu achei até tranquilo, nada perigoso ou desconfortável igual muitos pensam. Mas também não é um lugar para aqueles que querem ter privacidade extrema. Depois de deixar nossas coisas no quarto fomos dar uma volta pela cidade pois precisávamos resolver com qual agência fecharíamos os passeios e também deixar nossas roupas em alguma lavanderia, porque sinceramente já estava quase começando a precisar usar os dois lados da cueca Subimos a rua do hostel e logo encontramos a lavanderia, onde deixei praticamente toda minha roupa. Depois fomos pesquisar o preço das agências e acabamos fechando com uma que fica perto de uma praça. Não lembro o nome porque perdi o papel onde havia anotado Não sei se recomendaria essa agência por motivos que vou relatar com calma depois. Dica: Procure fechar todos os passeios em Cusco com apenas uma agência, isso garante um desconto. Também não caia na conversa fiada dos vendedores, eu por exemplo fiquei animado quando falaram que nas nossas refeições a comida seria estilo banquete, o tanto que conseguíssemos comer, algo que na prática não passaram de simples refeições As agências simplesmente contratam os guias, as pousadas, etc, na prática quem presta o serviço diretamente não são elas e por isso muitas vezes fazem propaganda enganosa e na hora não adianta reclamar porque no meio da trilha o único contato que temos é com os guias, prestadores diretos de serviço, que simplesmente falam que a culpa é da agência e não resolvem o problema. Outro ponto-chave são os detalhes principalmente do último dia, que é o mais importante pois se visita Machu Picchu. Eu percebi que aqueles que pagaram um pouco mais tiveram uma vantagem em relação aos demais. Uns amigos que fiz na trilha pagaram +300$ e no pacote deles incluía a volta para Ollantaytambo no trem das 19h se não me engano, eu paguei 200$ e tive que voltar no trem das 23h e cheguei na cidade 1 hora da manhã para depois voltar pra Cusco, enquanto isso outros amigos pagaram em torno de 150$ mas tiveram problema pois no pacote da agência não estava incluído a volta de trem e ao invés disso estava combinado de uma van pegar eles 14:30 na Hidrelétrica, que fica a 2h de Águas Calientes. O problema disso é que eles iriam ter que ficar em Machu Picchu pouco tempo, voltar para Águas Calientes e depois caminhar até a hidrelétrica, e acho que ninguém quer ir pra cidade perdida dos Incas com pressa de ir embora, por isso deixo claro que é muito importante entender cada detalhe da trilha, porque a agência desses amigos não explicou isso direito a eles e no final foram pegos de surpresa Fechamos com essa agência a visita a Maras Moray e City tour em apenas um dia. Geralmente é feito em dois dias mas como não tínhamos muito tempo e queríamos conhecer o máximo de lugares possíveis negociamos e no final deu tudo certo. Para o segundo dia fechamos também o Vale Sagrado e no terceiro iniciaríamos a trilha. No total deu 250$ incluindo guia e transporte para os locais, o preço da trilha e o rafting (25$). Depois de garantir nossa programação dos próximos dias rodamos um pouco pela cidade e comemos um hambúrguer num quiosque por apenas R$2. Também depois de gastar 250 dólares precisava incorporar novamente o espírito econômico do mochileiro Quando voltamos para o Wild Rover a festa já estava rolando, então tomamos um banho rápido e em poucos minutos estávamos novamente entrando no Pub com aquele clássico estilo irlandês. Eu achei o de Cusco melhor pela infraestrutura e também porque a sinuca de lá é junto com o bar, então como eu e Alex já estávamos dando um show nos gringos de Arequipa gostamos da ideia de poder fazer isso enquanto aproveitávamos também a festa junto com a galera Pedimos a famosa Cusqueña e fomos jogar a sinuquinha de sempre, onde conhecemos várias pessoas e até desafiamos duas alemãs numa revanche em resposta ao jogo da Copa do Mundo A noite no Wild Rover é simplesmente incrível, ficamos lá rindo, bebendo com a gringaiada e aproveitando a noite que só Cusco pode oferecer. Como estava cansado da viagem acabei indo dormir depois da festa no Pub, ao invés de seguir umas chilenas malucas que eu conheci na festa e que estavam doidas para dar uma passada na famosa boate Mama África, algo que iria fazer no próximo dia
  9. Poxa Juliana, vou tentar escrever o mais rápido possível hahaha
  10. Valeu prign, espero que continue gostando hahaha. Henry, incrível o vídeo meu brother! Um dia faço algo assim mas de moto hahaha. Dei um like também.
  11. 13° Dia Como disse antes, em termos de infraestrutura o hostel Casa de Arena é quase imbatível, pagamos 25 soles cada por um quarto triplo com ducha quente e camas super confortáveis, por isso consegui descansar como não havia feito a muios dias. Acordamos e tomamos um banho bem rápido porque no pacote que fechamos com a agência estava incluído uma van que iria nos buscar bem cedo no hostel. Descemos com umas quatro blusas... Eu estava animado porque pensei que como estávamos ficando cada vez mais próximos da Linha do Equador o frio acabaria e finalmente iria sentir novamente o calor comum no Rio de Janeiro, mas isso foi só ilusão, a noite em Huacachina foi tão fria que a temperatura chegou próxima dos 0º e se não fosse o vinho não iríamos aguentar ficar fora do quarto. Cheguei a conclusão que só iria encontrar lugar quente novamente quando voltasse para o Brasil. A van foi pontual, coisa incomum na viagem, e logo estávamos a caminho da cidade portuária de Pisco, onde iríamos pegar uma lancha para conhecer as Islas Balletas. A viagem não durou muito, mal começamos a cochilar e já estávamos na cidade. Chegando lá fomos para o porto onde tivemos que esperar um pouco até o momento de entrar na embarcação e também pagamos uma taxa de embarque ou algo do tipo. Como fechamos também a visita à Reserva Nacional de Paracas tivemos que pagar uma taxa maior, coisa que não acontece com aqueles que escolhem conhecer apenas a Ilha. Subimos na lancha e fiquei feliz pois o tempo estava a nosso favor. Estava preocupado com isso porque em vários relatos vi pessoas reclamando de chuvas ou tempo nublado que acabaram atrapalhando o passeio, algo que felizmente não aconteceu comigo Conosco viajou também um guia muito prestativo que nos garantiu um ótimo serviço. A primeira atração do passeio é o Candelabro, um geoglifo desenhado na areia de uma montanha na lateral do oceano. Pelo que entendi essa figura era utilizada para orientação de navegantes mas não se sabe com certeza quem foram os responsáveis pela construção da figura. Alguns dizem que foi a civilização Paracas, que habitou a região a mais de 2 milênios atrás, e outros afirmam que foi construído durante o período da colonização espanhola. Depois de conhecer o geoglifo e sua história seguimos para a famosa Isla Balletas. Chegando lá fiquei surpreso com aquele lugar, a lancha passa por baixo de cavernas e é incrível a paisagem que se forma naquele pequeno rochedo. Eu viajei no inverno, que não é a melhor época para se encontrar alguns animais, como leão marinho por exemplo, mas mesmo assim nunca tinha visto tanto animal disputando um pequeno metro quadrado como ocorria naquele lugar. Se no inverno estava tão cheio, nem consigo imaginar como seria no verão. Na reserva se encontra principalmente pinguins, inclusive algumas espécies que até correm risco de extinção. Ficamos um bom tempo na ilha, cada um mais admirado com aquele lugar incrível que pelo menos é bem preservado... A volta foi problemática, porque o vento estava forte e isso fazia com que o barco balançasse bastante. Eu já andei muito de barco e nunca havia sentido enjoo mas nessa hora meu estômago embrulhou e nem o dramin adiantava. Acho que foi a combinação do X-Tudo e do vinho que não me caíram muito bem O jeito foi sentar e respirar fundo para melhorar, mas não adiantou muito...Dica: Recomendo tomar dramin antes do passeio para evitar de ficar enjoado e também levar um corta vento que não seja muito grosso, porque durante o passeio, se o sol cooperar, faz muito calor, mas o vento gelado acaba esfriando o corpo. Quando voltei para terra firme me senti um pouco melhor, mas mesmo assim continuavam as dores na barriga. Na praia perto do porto existem muitos pelicanos que parecem já estarem acostumados com o movimento de pessoas pelo local e por isso eles acabaram sendo motivo de "selfie" para muitos turistas que conseguiam tirar fotos quase do lado da ave Agora era a hora de conhecer a Reserva Nacional de Paracas, não havia encontrado muita informação sobre o local e por isso estava curioso para saber como era. Voltamos para a van e então seguimos, dessa vez por terra firme , para o lugar. O percurso não dura tanto tempo. O nosso guia pela reserva foi muito bom também e nos explicou que aquele lugar antigamente era um oceano e isso é visível olhando para o solo, onde é possível observar várias conchas fossilizadas. Realmente a paisagem daquela região é única, nunca havia visto uma praia maravilhosa como aquela em pleno deserto, que muitas vezes me dava a impressão de ser uma imensidão sem fim... Durante o passeio fizemos várias paradas para conhecer mirantes e observar o encontro das águas com a praia e depois chegamos num espaço onde havia uma infraestrutura até moderna levando em conta a localização daquele lugar. Muitas pessoas aproveitam para tomar um banho no Pacífico e outras até acampam na beira da praia. Acho que essa seria uma boa experiência para aqueles que estão viajando sem pressa e querendo economizar. Só tem o vento gelado como empecilho mas nada que uma barreira de pedra não resolva. Eu e Alex conhecemos uma brasileira no passeio pela Reserva, chamada Bruna, e resolvemos ir almoçar juntos. Alex estava igual mulher grávida e não parava de falar que queria comer "Trucha", por isso fomos procurar um restaurante e na hora de pedir a refeição ele resolveu mudar para camarão... Eu não sou muito fã de peixe e por isso resolvi optar pelo Pollo, que é a carne mais comum nesses países, Bruna resolveu me acompanhar e por isso pedimos uma refeição para dois. Passaram-se alguns minutos e veio o camarão de Alex, que quase chorou quando viu o tamanho daquilo. Parecia comida japonesa de tão pequenos que eram aqueles poucos pedaços de camarão. O pior foi que ele acabou de almoçar e ficou jogando comida para os pelicanos, então quando veio meu prato haviam vários pássaros ao redor ameaçando mergulhar na minha comida Depois chegou a minha refeição e perguntamos onde estava a da Bruna e a cozinheira falou que já estava vindo... O tempo passava e eu já havia acabado de comer e nada da refeição da menina, por isso chamamos a funcionária e por incrível que pareça ela me disse que aquele prato era pra nós dois dividirmos e eu reclamei dizendo que o acordo era vir em dois pratos a refeição mas não adiantou... Paguei quase 40 soles (na Reserva tudo é mais caro) por um prato que não tinha nada demais, simplesmente por causa da falta de comunicação entre as funcionárias do restaurante Apenas relevei porque nunca havia almoçado de frente a uma paisagem como aquela, então acabei esquecendo o prejuízo. Depois de comer ficamos sentados mais um pouco apreciando a Inka Cola (bebida típica do Peru feita de Trutti- Fruti), que acabou fazendo meu estômago piorar Era bem relaxante sentar e apenas olhar aquela paisagem maravilhosa. Por isso acho que aqueles que escolheram acampar fizeram uma boa escolha. Tenho que confessar que mesmo não tendo muita informação sobre a Reserva Nacional de Paracas aquele lugar realmente é surpreendente. Passeio recomendado para qualquer pessoa. Passaram-se mais alguns minutos e tivemos que ir embora para Pisco, onde pegamos uma outra van que nos deixou em Huacachina, como havíamos combinado com a agência. Chegando lá foi só o tempo de pegar nossas cargueiras, que estavam no depósito do hostel , e pegar um táxi para Ica, onde esperamos algumas horas por causa do ônibus que estava atrasado. Como disse a empresa Flores não é das melhores, existe a Cruz del Sur que possui ônibus com Wi-fi, Tv para cada poltrona, entre outros luxos, mas cobra quase o triplo do preço e por querer economizar tivemos que esperar um pouco mais, algo que não foi um grande problema. O ônibus chegou a noite e logo embarcamos para o próximo destino tão esperado e também famoso entre os mochileiros: a cidade de Cusco
  12. Eu também conheci MUITOO israelense! A maioria do exército, porque pelo que entendi eles servem durante anos e depois ficam um bom tempo viajando...
  13. O inglês predomina mesmo, às vezes me sentia na Europa mas tinha muitaa pessoas do Chile também. Dayane faz sim que é uma experiência maravilhosa, o problema é a saudade no final... É isso mesmo Renato, nome engraçado da porra viu hahahahaha
  14. 12º Dia Como havia dito antes, nós economizamos bastante na viagem para Nazca, fomos a noite e segundo a vendedora, o ônibus só chegaria na cidade umas 7 horas da manhã. Então o plano era chegar cedo, comer alguma coisa e já olhar algum meio de conhecer o máximo de atrações possíveis sem exagerar nos gastos, porque pelo que eu havia lido Nazca é uma cidade bem cara. Estava sem sono naquela noite e por isso resolvi tomar um dramin para ver se eu conseguia descansar. Não conseguia esquecer as festas do Wild Rover e toda hora ficava olhando a câmera e relembrando as farras que fizemos naquele local e isso mais tarde seria um dos meus maiores arrependimentos... O ônibus era até bom, reclinava bem a cadeira e ainda oferecia janta, que foi muito bem vinda naquela noite. O problema foi que a alegria durou pouco. Eu estava dopado, cochilado igual pedra quando fui acordado com gritos dizendo que já havíamos chegado em Nazca e que quem iria ficar na cidade deveria descer imediatamente. Não sei como, mas levantei rápido mesmo naquele estado que o dramin tinha me deixado, e quando saímos do ônibus realmente fiquei preocupado. Essa para ser sincero foi a única vez que eu achei que tudo tinha dado errado porque fomos deixados no meio do nada, no asfalto a quilômetros do centro da cidade e para piorar, eram apenas 5 horas da manhã. Tentei argumentar com o motorista mas ele disse que a empresa dele não entrava na cidade como as outras faziam e infelizmente tivemos que pagar esse preço por querer economizar um pouco mais. Dica: Se for fazer o percurso Arequipa -> Nazca, questione seriamente a empresa de ônibus se ela entra na cidade ou somente deixa os passageiros "próximos" de Nazca. Essas coisas parecem óbvias então esquecemos de perguntar mas cada detalhe é importante numa compra, principalmente se fazer igual eu e procurar uma empresa barata. Como já havia lido sobre muitos imprevistos na viagem de outras pessoas apenas tentei relaxar e pensar que aquilo poderia ser uma boa história um dia, perguntei as únicas pessoas que estava naquele lugar além de nós (duas senhoras que haviam deixado o ônibus) qual era a direção do centro da cidade, e elas nos apontaram mas avisaram que era um pouco longe e quando piscamos os olhos as cholas já haviam sumido na escuridão Começamos a andar pela estrada procurando algum sinal de vida e eu parecia um zumbi de tão cansado que me sentia. Lembro que andamos bastante e nada de cidade, mas por incrível que pareça, quando não havia quase nenhuma esperança e até estávamos pensando em esperar o dia clarear, veio um carro e buzinou para a gente. Aquela foi a melhor coisa que podia ter acontecido, não sei de onde surgiu aquele homem mas ele era um taxista que ofereceu para nos levar até a cidade por um preço muito baixo. Não pensamos duas vezes e já entramos no carro. Claro que ficamos receosos porque nem carro de taxista ele tinha, mas naquela hora era mais seguro do que ficar sozinho no meio da madrugada. O motorista estava curioso para saber o que havia acontecido e explicamos para ele que a empresa de ônibus havia sacaneado com a gente e nos deixado no meio da estrada e que estávamos caminhando rumo a cidade. Nesse momento ele olhou para nosso rosto e disse: " Para la ciudad???" e começou a rir explicando que estávamos indo no sentido contrário, por isso andamos tanto e não achamos nada. Sem comentário para as cholas Chegamos em Nazca e ainda estava escuro e ele nos disse que as agências só abriam em duas horas, e nos ofereceu uma ótima proposta que pechinchando ficou ainda melhor. Ele estava propondo nos levar para todos os lugares: cemitério de Chauchilla, Aquedutos, Linhas de Nazca (vista de cima pelos 2 mirantes) e até um museu por 120 soles. Que dividido entre Eu, Alex e Bruna, sairia por um ótimo preço, algo que com certeza nunca encontraríamos numa agência. Depois daquele pesadelo as coisas estavam melhorando, por enquanto, porque Nazca ainda traria outras surpresas... Seguimos até a praça onde o motorista começou a nos mostrar que era um ótimo guia e lá eu aproveitei para comer um pão com pollo por apenas 1 sol e Alex pediu um suco quente e estranho que só ele gostou Depois disso seguimos para a primeira atração: os aquedutos. Chegando lá, Nazca acabou me trazendo outra notícia ruim. Para minha infelicidade foi nessa hora que eu descobri que um raio, com toda certeza, cai duas vezes no mesmo lugar. Uma das pessoas que inspiraram minha viagem foi um professor que eu tive e ele acabou tendo uma surpresa em La Paz. Era o último local que ele iria conhecer antes de voltar para o Brasil, depois de ter visitado 5 países e ido da Argentina a Huaraz, no extremo norte do Peru. O problema todo foi que depois de tirar inúmeras fotos e estar cheio de vontade de mostrar todas para sua namorada ele perdeu sua câmera na cidade, e o mais triste é que naquela época não havia pendrive então ele não havia feito backup e acabou tendo que se contentar com apenas as memórias da viagem, que ele detalhava muito bem. Por causa do dramin, quando eu fui dormir no ônibus acabei deixando a câmera cair e lembro do barulho que fez mas não acordei porque estava num sono muito profundo. Assim perdi minha câmera também, mesmo depois de ter prometido a mim mesmo que eu iria ter cuidado para não repetir o erro do meu professor. A vantagem foi que eu fiz backup até chegar em Arequipa mas também acabei perdendo algumas fotos do Wild Rover e suas festas que pelo menos vão ficar guardadas para sempre na minha memória. Fiquei um pouco chateado mas depois foquei meu pensamento em outras coisas e acabei aceitando o que havia acontecido. Simplesmente imprevistos acontecem, saiba lidar com eles ou se não desista da ideia de viajar no estilo mochileiro :'> Tenho que agradecer principalmente a meu grande amigo Alex por me garantir as fotos da viagem que foram tiradas com suas ótimas câmeras Eu sou estudante de Engenharia e apaixonado por História, e por isso já tinha ouvido falar nos Aquedutos e queria muito conhecer aquele feito genuíno dos Incas. O lugar é simplesmente inacreditável, mesmo depois de terremotos, erosão e efeito do vento aqueles aquedutos ainda se encontram em perfeito funcionamento. Isso é visível olhando a paisagem ao redor do lugar e a mais afastada. No meio de um deserto, com a ajuda das águas que são provenientes das montanhas próximas, os Incas construíram vários canais subterrâneos onde passa água regando a terra e proporcionando alimento para aquele povo. Recomendo bastante colocar no roteiro a visita a esse local. Ficamos um tempo nos aquedutos e depois seguimos rumo ao cemitério. O nosso motorista era incrível, entendia bastante de política e era um ótimo guia, cursava Turismo e desejava trabalhar um dia na área. Chegamos no cemitério e pagamos uma taxa de entrada, isso é necessário nos aquedutos também mas não pagamos porque quando chegamos era muito cedo e então não havia funcionário ainda. O cemitério não é da civilização Inca mas sim dos Nazcas, povo que habitava aquela região. Pelo que o guia/motorista nos explicou eles viviram lá por vários milênios mas no confronto com os espanhóis e com medo de ter seu tesouro roubado eles acabaram praticando um suicídio coletivo se enterrando nas próprias casas. As múmias são muito bem preservadas, e é possível até analisar como era a vestimenta naquele período. Depois de entender melhor da história daquele povo seguimos para um pequeno museu dentro do cemitério. Ótimo passeio também, eu achei interessante observar os detalhes de perto daquele povo que tem seus restos mortais muito bem preservados porque naquela região quase não chove e não venta, algo que auxilia nisso. Agora finalmente chegava a hora mais esperada, porque finalmente iríamos conhecer as famosas Linhas de Nazca. Por conta do alto preço cobrado para fazer o sobrevoo (em média 100 Dólares), resolvemos ver as linhas pelo mirante. Na verdade por um deles se tem uma visão das linhas mais de perto, e é incrível a sua "simplicidade" mas no outro mirante se pode vê-las de longe (são duas linhas apenas que são visíveis pelo mirante) e foi nessa hora que realizei meu sonho de infância e finalmente pude conhecer aquele lugar tão famoso. Do alto do mirante é possível ver que as figuras são realmente enormes e bem detalhadas. Fazer isso sem possuir nenhuma instrução ou imagem do resultado, visto de cima, realmente não é uma tarefa fácil e por isso não existe teoria concreta sobre o motivo e como foram feitas as linhas. Ficamos um bom tempo nos dois mirantes, outro lugar que eu voltaria, mas dessa vez com mais cachê para fazer o sobrevoo Voltamos para o carro e nosso motorista nos disse que poderíamos pegar o ônibus para Ica próximo do mirante porque já era caminho e não valia a pena voltar para a cidade. Aquele cara realmente salvou nosso dia, nos levou a um local onde comemos um ótimo pão com chancharrone (não sei se escrevi certo e o nome é esquisito mesmo, mas é carne de leitão ). Depois de ficarmos bem alimentados, pagamos o valor combinado e algumas propinas que ele pediu e acabei dando porque tinha gostado do serviço prestado. Ele foi tão gente boa que até esperou o ônibus com a gente e só foi embora quando já estávamos a caminho de Ica. A viagem é rápida, dura umas 2 horas apenas. Chegamos na cidade e realmente fiquei impressionado com o trânsito. A única lei é a do mais forte ou quem entrar primeiro. Andamos bastante pelas ruas procurando passagem para Cusco e acabamos comprando com a empresa Flores, que era a mais barata e uma das únicas que ainda vendiam passagem para o próximo dia. Dica: Se for fazer o trajeto Ica -> Cusco compre passagem com pelo menos um dia de antecedência porque costumam esgotar rápido e não são várias empresas que fazer o trajeto. O objetivo para essa tarde era ir logo para a Casa de Arena, hostel muito recomendado pelos mochileiros. Pegamos o primeiro táxi e fomos para Huacachina. Nos custou cerca de 10 Soles e a viagem é muito rápida, cerca de 15 minutos ou menos. É impressionante como pode existir um oásis maravilhoso como aquele em pleno deserto. Chegamos no hostel e não havíamos feito reserva, mas acabou dando tudo certo e ainda conseguimos fechar um pacote que incluía a hospedagem+Buggy e SandBoard a tarde, e isso nos fez pagar apenas 25 soles para ficar um dia naquele que foi ,sem dúvida, o melhor hostel, em termos de infraestrutura, que ficamos durante a viagem. Alex estava igual uma criança e tinha adorado o lugar. Foi só o tempo de vestir as sungas e já voltamos para pular na pscina. Nesse dia a galera do hostel estava agitada porque seria a final da Copa. Nunca vi tanta gente torcendo para a Argentina... ãã2::'> Ficamos aproveitando nossos momentos de conforto, tomando a bela Cusqueña e ajudando os alemães na mandinga contra a Argentina. Tenho que confessar que aquela sim foi uma partida bem jogada, mesmo tendo como protagonista a rival do futebol brasileiro O Pub perto da piscina estava lotado, idêntico à sala de estar onde várias outras pessoas estavam vendo também a grande final. Eu queria mais era aproveitar a piscina e as cervejas, que por sinal são excelentes no Peru, principalmente a Cusqueña, e por isso sai antes do jogo acabar para comer algo antes do Buggy chegar e nos levar para as dunas. Dica: Ouvi falar que Sexta e/ou Sábado são os únicos dias que abrem a boate do hostel, então se possível tente chegar em Huacachina em algum desses dias porque a noite não tem muita atividade por lá. Estávamos na porta do hostel quando chegaram os buggys. Eu não tinha me informado muito sobre esse passeio então não tinha muita expectativa ainda, algo que mudou na hora que chegamos nas dunas. É simplesmente inexplicável a adrenalina na hora que o motorista acelera aquela coisa. Quanto mais as meninas israelenses, que nós conhecemos antes, gritavam de medo, mais rápido o nosso buggy acelerava. E o legal era na hora que ele descia pelas dunas porque ai sim vinha a gritaria Como eu havia feito Sandboard em San Pedro estava doido para repetir em Huacachina mas fiquei um pouco decepcionado porque lá as pranchas que pegamos eram simples pedaços de madeira comparadas às de San Pedro, mas mesmo assim deu pra divertir bastante e cada descida era melhor que a outra. As dunas de Huacachina, em compensação, são melhores no meu ponto de vista, e inclusive bem maiores. Muitas vezes apenas eu e Alex tínhamos coragem de descer em pé enquanto as outras pessoas desciam deitadas Ficamos até o por do sol na incansável luta mas tinha a vantagem do buggy que nos levava para o topo das dunas e isso facilitava bastante porque não tínhamos que subir toda hora. A vista da cidade a noite, toda iluminada, é muito bonita. Outro ponto alto da viagem foi Huacachina e por isso é um dos lugares que mais recomendo para aqueles que resolverem mochilar pelo Peru. E não se esqueçam de ficar no hostel Casa de Arena, de preferência sexta ou sábado Voltamos ao hostel, tomamos um banho e resolvemos sair para comer alguma coisa. Fechamos um passeio para a próxima manhã com o objetivo de conhecer as Islas Balletas e Reserva Nacional de Paracas e depois procuramos por algumas pizzarias mas o preço estava bem caro. Quando estávamos perdidos na fomos surpreendidos novamente, pois reencontramos Floreane e sua amiga, Norma, duas meninas incríveis que havíamos conhecido no Wild Rover. Esse acontecimento foi muito bom pois foi a desculpa para eu abrir um vinho chileno que estava na minha mochila a dias e para dar um final feliz àquele dia que começou com o pé esquerdo, tomamos o vinho no hostel comendo um X-Tudo (sem pão, só recheio ) e apreciando a noite fria mas alegre daquele lugar...
  15. 11° Dia Chegava agora, para a tristeza geral, o último dia na maravilhosa cidade de Arequipa. Dormimos bem sem a preocupação de acordar cedo. Já era um pouco tarde então fizemos o check-out no hostel e saímos para comer. Mais uma vez o prato do dia salvou o nosso bolso, o problema foi o prato de entrada, chamado de cheviche, que é uma espécie de comida japonesa pois consiste em pedaços de peixe cru bem temperados acompanhado de algumas verduras e um amendoim típico da região. Eu não sou fã de peixe frito muito e menos cru então acabei comendo apenas porque estava faminto Mas tirando isso o prato principal não era tão ruim. Dica:Toda refeição no Peru e na Bolívia vem com um prato de entrada, geralmente sopa, que se a pessoa não quiser pode negociar e pedir um preço menor para comer apenas o prato principal. Depois de almoçar ficamos conversando para saber onde compraríamos a passagem do ônibus. infelizmente Diego e Yuri iriam tomar rumos diferentes dessa vez. Eu já sabia que isso ia acontecer, mas a ideia de ter que dizer adeus àqueles que foram grandes companheiros e amigos durante a viagem não foi nada agradável. Esquecemos isso por alguns instantes e fomos até a praça. Lá pesquisamos o preço comprando pelas agências mas estavam abusivos os valores e por isso decidimos ir até o terminal de buses comprar lá mesmo. Sinceramente essa foi a melhor decisão que tomamos. Economizamos um bom dinheiro assim. Depois de resolver o problema do transporte resolvemos andar pela cidade um pouco. Eu e Alex decidimos ir ao famoso Museu Santuários Andinos, que na minha opinião é imperdível para quem quer se aprofundar na história dos antigos Incas. Nos custou 20 soles mas com direito a visita guiada. Primeiro assistimos a um documentário sobre a descoberta das múmias de crianças incas que eram sacrificadas no alto dos montes nevados como resposta a um tipo de cataclisma que representasse um suposto mau humor dos deuses. É importante dizer que os incas faziam sacrifícios sim, mas o humano só ocorria em ocasiões extremas. Incrível era a resistência daquele povo porque eles caminhavam por lugares gelados usando apenas sapatilhas de madeira e panos simples. Eles nos mostram que para mochilar pelo Peru não é preciso investir 1000 reais numa roupa de frio...Depois do filme o guia chegou e começamos o passeio. O lugar é simplesmente sensacional, é possível observar objetos e vestimentas daquele povo, peças de artesanato e até a famosa menina congelada: Juanita, a mais famosa de todo o Peru, que se encontra muito bem preservada. Dica: Leve blusa de frio pois dentro do museu é muito frio devido ao ar condicionado que é utilizado para garantir a preservação da menina. A visita tem duração de 1 hora e é para quem gosta de história. Caso contrário pode ser que o tour não seja tão legal quanto foi para mim... Depois do museu voltamos para a praça principal de Arequipa que literalmente é a mais bela do Peru. Ficamos rodando sem pressa e compramos um sorvete muito bom que é vendido numa loja perto. Sentamos um pouco para descansar e mais tarde voltamos para o hostel. Chegamos no Wild Rover e lá ficamos conversando com uns chilenos malucos que havíamos conhecido na festa passada. Um deles já conhecia a Bahia e toda hora ficava gritando Bahia! Bahia! num portunhol muito engraçado que foi motivo de riso principalmente para Diego e Yuri. É cada maluco que conhecemos na viagem... Cada um mais engraçado que o outro A noite foi chegando e infelizmente era hora de dizer adeus àquele lugar de tanta festa e alegria e também àquela cidade maravilhosa. Nos despedimos dos amigos que havíamos feito e das "gostosas" que nos trataram tão bem e animaram muito as festas do Pub. Lembrando que esse nome tem outro sentido, esse foi o apelido que elas ganharam na festa por acharem engraçado o significado da palavra. Saí do hostel com a promessa de que um dia voltaria e com certeza cumprirei um dia... Chegando na rodoviária novamente tive que passar por outro momento daqueles. Agora era a hora da despedida dos brothers da Bahia, que foram responsáveis por muitos momentos felizes e tambem grandes amigos nessa aventura. Eles iriam direto para Cusco pois tinham menos dias de viagem e também já reservado a subida a Huyana Picchu. Eu sempre tive o sonho de conhecer as Linhas de Nasca e por Isso iria para Cusco somente depois. Depois dos minutos infelizes desejamos boa viagem um para o outro e tomamos nosso caminho rumo à próxima atração da viagem. Como disse antes, o legal de mochilar não é só conhecer lugares bonitos e realizar sonhos de infância mas também ver como o mundo é cheio de pessoas maravilhosas que sempre tem algo de bom a oferecer. Agradeço muito a meus brothers Diego e Yuri por terem feito parte da minha viagem. Como já dizia um primo meu e o grande Vinícius: "A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida"...
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