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yurinobre.arq

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Sobre yurinobre.arq

  • Data de Nascimento 06-02-1984

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Bolivia
    Peru
    Argentina
    Uruguai
    Chile
    Colômbia
  • Meus Relatos de viagem
    Patagônia Argentina: http://www.mochileiros.com/patagonia-argentina-out-nov-2013-ushuaia-el-calafate-el-chalten-r-3-500-00-t89822.html

    Cambará do Sul - RS: http://www.mochileiros.com/porto-alegre-e-cambara-do-sul-rs-com-valores-em-reais-t96975.html

    Peru - Huaraz: Trekking Santa Cruz e Nevado Pastoruri: http://www.mochileiros.com/huaraz-peru-trekking-santa-cruz-e-nevado-pastoruri-t114045.html

    Peru - Lima: http://www.mochileiros.com/lima-peru-com-valores-e-dicas-t114228.html

    Colômbia - Bogotá e Medellín: http://www.mochileiros.com/colombia-bogota-e-medellin-com-valores-e-dicas-t114162.html
  • Ocupação
    Arquiteto, Urbanista, Músico, Montanhista e Artista Marcial
  1. Olá Clarissa, obrigado pela resposta eu comprei as passagens pra ficar 2 semanas lá em setembro, pretendo fazer Quito, Latacunga, Baños, Cuenca e Guayaquil (não vou pra Montañita pq além de ser MUITO contra-mão, não sou muito fã de baladas e seu relato serviu pra cortar a cidade de vez do roteiro hehe), mas acho que sairei do Brasil tendo reservado apenas o Hostel em Quito, o restante vou deixar em aberto, pra poder mudar de ideia como quiser, conforme for gostando ou não das cidades nunca fiz isso, sempre fui tendo reservado tudo, mas já me disseram q é tranquilo fazer reserva de um dia pra outro e é bom q fico mais livre, farei a experiência. Falam muito isso de Baños, quase todos os relatos que vi falam que se arrependeram do pouco tempo que deixaram pra lá, mas tenho que analisar tanto nessa questão da grana, quanto se os passeios n exigirão demais do meu joelho. Pois é, bastante frustrante, mas é o jeito ne, de qualquer forma o mais interessante, que seria o Cotopaxi, está fechado, então já não poderia fazer, então o lance é curtir as cidades, história, natureza, vivência e como sempre voltar sem dinheiro, mas de cabeça renovada e feliz pra voltar a trabalhar, juntar dinheiro novamente e preparar a próxima viagem haha Abraço e obrigado novamente
  2. Relato excelente Já estou quase me decidindo em ir ao Equador esse ano, mas fiquei com umas dúvidas quantos dias ficou em cada cidade e quantos dias recomenda (caso tenha ficado demais ou de menos em alguma)? A parte de trilha e de bike o quão puxada é, é literalmente só descida (estilo downhill)? O Cotopaxi vc pretendia fazer cume ou ir só até o abrigo (que é o passeio mais turistão)? Ta fechado inclusive pra isso ou só pra cume? Eu pratico trekking e montanhismo, mas pergunto isso da bike e do cotopaxi pq estou de molho devido a uma cirurgia no joelho , escalar agora só em 2017, se eu cair na tentação meu médico me mata hahaha Desde já obrigado pelo relato
  3. Maio se for pra Trekking sim, pra montanhismo não, a temporada de escalada no hemisfério Sul começa a partir de junho, que é quando o gelo está bem compactado pelo inverno. Já pra trekking tem inúmeras opções e o ano todo, alguns dá pra fazer sem agência, la no Santa Cruz encontramos um canadense solitário fazendo, é relativamente bem demarcada, mas eu não recomendo por questão de segurança, penso se acontecer de vc por exemplo pisar errado e deslocar algum membro, por exemplo? e se mesmo adaptado sentir o famoso "mal da altitude"? esse tipo de coisa vc fazer sozinho é muito arriscado e nunca recomendável. Quanto a alugar equipamento na cidade, lá tem inúmeras opções, o que não faltam são lojas especializadas, inclusive pra comprar tb, eu "fiz a feira" la hehehe tudo muito barato, coisa que no Brasil vc encontra pelo dobro do preço de lá em R$ Se for contratar o Scheler diga que foi o Yuri que indicou, que ele sabe quem sou eu O bom dele é que seus preços são mais em conta, ele não é uma agência grande e conceituada, por isso não "gourmetiza" os preços, porém é um cara muito honesto e gente finíssima, eu cheguei até ele pela indicação de uma outra pessoa que teve a mesma boa experiência com ele
  4. Como disse ae no relato, comprei as passagens todas juntas pelo Decolar.com, então não faço ideia quanto foram os valores de cada uma delas e mesmo assim quando você compra separada é um preço e quando compra todas juntas é outro preço, então varia. Tem tb o fato de que comprei essas passagens em 2013, quando comprei dólar a 2,37, então nem adiantaria muito te dizer o preço, pq já deve ter mudado bastante ne hehehe A Patagônia é um destino excelente pra casal, vá com fé, vcs não vão se arrepender
  5. U$600,00 (dólares) com a agência do Scheler, incluindo as diárias do hotel todos os trekkings (dois de aclimatação e o Santa Cruz) com barracas, alimentação, guia, etc e o ataque ao cume do Pisco (5750m), e se for até o pisco tem o adicional do aluguel do equipamento de alpinismo, se curtir mesmo recomendo visitar as lojas de montanhismo lá, tem tudo MUITO BARATO, não resisti e comprei R$800,00 lá só de equipamento hehehe, no Brasil tudo que comprei nesse dia custaria no mínimo o dobro
  6. Lima fez parte do meu mochilão anual, versão 2014, passei lá vindo de 10 dias na cidade de Huaraz (ver link para relato em "Roteiro" e na minha assinatura), então aproveitei para conhecer a capital do país. Como era apenas para conhecer rapidamente, visto que meu principal objetivo estava mesmo era na Colômbia (ver link para relato em "Roteiro" e na minha assinatura), acabei reservando apenas 2 dias e 2 noites, me arrependi um pouco porque a cidade é bem legal, na área mais turística, por isso recomendo reservar de 3 a 4 dias para a cidade. Chegando no aeroporto encontrei com um amigo da mesma cidade que eu (somos de Fortaleza/CE) que combinou encontrar comigo para seguirmos viagem a partir dali e então estávamos em 4 pessoas, somando os dois que já estavam comigo desde Huaraz, mas que não continuariam viagem, apenas dormiriam em Lima para pegar um voo de volta ao Brasil na manhã seguinte. Ficamos hospedados no bairro de Miraflores, que é o melhor e mais seguro de lá, meio que um mundo paralelo do que é a verdadeira Lima, mas se você é turista e quer um lugar seguro e cheio de atrações para este público em específico, é o bairro que recomendo. De lá do aeroporto conseguimos um taxi até o bairro por cerca de 20 soles para cada um. Vou resumir as atrações básicas e os custos da cidade. Lima - Peru Local de viagem: Peru Objetivo: Passeio Cidades: Lima Data: 12/09/2014 a 14/09/2014. ROTEIRO: Antes: 01 a 12/09 - Huaraz (Peru) - Ver relato aqui: huaraz-peru-trekking-santa-cruz-e-nevado-pastoruri-t114045.html 12 a 14/09 – Lima Depois: 14 a 23/09 - Bogotá e Medellín (Colômbia) - Ver relato aqui: colombia-bogota-e-medellin-com-valores-e-dicas-t114162.html HOSPEDAGEM Ficamos no Flying Dog Hostel, cuidado ao se hospedar nele para você saber qual das sedes você está, existem três delas muito próximas uma da outra, para nosso azar passamos em todos e só fomos acertar no último, como o taxi deixou a gente no 1º, tivemos que ir andando com nossas mochilas até os outros que, embora próximos, tem uma distância razoável pra quem está carregando 15/20Kg nas costas. A grande vantagem dele é realmente a localização, fica bem de frente ao Parque Central de Miraflores e ao lado da Av. José Larco, a principal da região, que é das melhores da cidade, as acomodações são razoáveis/medianas, até compensa o preço, o café da manhã é muito bom e é feito numa padaria bem ao lado, onde você leva uma fichinha do hostel. O grande ponto negativo foi o tratamento dos funcionários (no dia seguinte ao que chegamos um deles chegou cobrando um pagamento adiantado que não estava combinado, achamos estranho não foi nem o adiantamento, mas o tom que foi usado, parecia que estava era insinuando que a gente iria sair sem pagar ou sei la oq, foi estranho) e a pouca área de convivência, em todos os mochilões que já fiz, nunca tinha ficado sem fazer amizade ou trocar uma idéia com ninguém num hostel que eu estivesse hospedado. Valor: R$62,00 por duas diárias em quarto duplo (era o único que tinha na reserva via hostelworld) Nota: 6,0 ALIMENTAÇÃO Apesar de ser um bairro nobre, Miraflores possui algumas opções mais populares, conseguimos almoçar la muito bem por 25 soles. Já no centro esse valor pode cair pra 10 ou 15 soles. Considerando um café da manhã incluso no valor da hospedagem, se você trabalhar com um valor de 40 soles por dia para alimentação básica, já está ótimo. TRANSPORTE E MOBILIDADE Para o turista de uma maneira geral eu recomendo duas formas de transporte: Tren Urbano de Lima: é uma espécie de metrô de superfície, com ele você pode chegar ao centro, por exemplo, mas tem que comprar um cartão e colocar crédito para passar la na roleta, nós não tivemos que comprar porque fizemos negócio com um passageiro lá que nos vendeu as passagens do cartão dele por isso não sei dizer quanto é a passagem nem o cartão. Taxi: O taxi lá é bem barato, as vezes vale a pena pegar. Voltamos do centro de taxi, só não fizemos a ida também porque queríamos conhecer o transporte público de Lima (não me lembro quanto foi a corrida, e vi que esqueci de anotar na minha tabela de despesas, mas sei que foi um valor muito pequeno, se não me falhe a memória foi tipo 25 soles o total da corrida do centro até miraflores). ATRAÇÕES O bairro de Miraflores O bairro em si é bem bonito e bem cuidado, é quase um mundo paralelo se você pensar que está num país de 3º mundo como o Peru, tem várias lojas, bares e cafés, parece ser o "coração financeiro" de Lima e é lá onde você vai encontrar tudo que precisa em matéria de serviços essenciais. Experimentamos a vida noturna por algumas horas, é tudo muito movimentado e vivo até altas horas da madrugada, então se você gosta de baladas lá deve ter um monte, eu só não sou a pessoa mais indicada para fazer esse tipo de indicação porque realmente não é minha praia, sou mais da turma de procurar um bom bar, com música boa e cerveja gelada. Mas, repito, quanto a hospedagem é o melhor lugar, é um bairro pra você que quer ver movimento, existem opções no centro da cidade, portanto mais próximos ao centro histórico, que é muito rico em atrações culturais como museus e edifícios históricos, por exemplo, a desvantagem é que praticamente tudo morre quanto mais a noite vai chegando. Aluguel de Bicicleta No dia seguinte ao que chegamos já tínhamos descoberto uma loja de passeios ciclo-turísticos pela cidade, mas vimos que eles também alugam para você passear por conta própria, foi o que preferimos fazer e recomendo a todos, ao menos aquela região da cidade é relativamente bem servida de estrutura cicloviária. Não lembro o nome do lugar, só que fica na rua paralela a principal avenida do bairro (Av. José Larco), bem próximo ao Parque Central de Miraflores. Foi com as bikes que conhecemos as atrações diurnas de Miraflores, que vou citar a seguir. Valor: 60 soles por 04 horas de uso Sítio Arqueológico Huaca Pucllana É uma atração bem legal pra quem gosta de arqueologia, fica no meio da cidade e tem tours saindo de meia em meia hora em inglês e em espanhol, mesmo não sendo muito bons no inglês acabamos optando por ele porque era o que tava saindo naquela hora e não queríamos ficar parados la esperando. Valor: 24 soles (ingresso) Praia de Miraflores O litoral de Lima é bem diferente do nosso, que se caracteriza pela praia em si, lá não, a maior parte dele é uma "beira mar" que termina num barranco que dá no mar, ou seja, não tem ambiente de praia que nós estamos acostumados por aqui, mas é bem bonito e bem cuidado, pra quem gosta tem também um shopping a céu aberto com um monte de lojas dessas mais cheias de grife, só não recomendo comer lá, porque é tudo muito caro. Na estrutura à beira mar tem um mirante bem legal, o por do sol lá é muito agradável, vale a visita. Lembra da Av. José Larco? Desce ela que você vai chegar lá na "praia" Centro Histórico de Lima Eis aqui o meu grande arrependimento de não ter escolhido ficar ao menos mais um dia em Lima, conhecer melhor o centro histórico, pois é um lugar bem rico de cultura e história, vale a pena reservar no mínimo um dia inteiro só pra ele (reservamos apenas uma tarde). A chegada até lá é fácil via transporte público, tranquilo mesmo, de taxi também da pra ir, lembro que voltamos pra Miraflores de taxi e saiu bem barato, só não lembro quanto foi e eu esqueci de por na minha tabela de custos. Destaco no centro o Bar Estádio, pra quem gosta de futebol não deixe de ir lá, tem umas estátuas de cera dos maiores jogadores da história do futebol, não perdi a chance de dar uma zuada de leve na do Maradonna hehehe Bom, quanto a Lima é isso, não é um relato muito detalhado como costumo fazer porque foi muito pouco tempo na cidade, só pra conhecer e dar umas voltas, mas espero que ajude a quem precise de informações. Abraços
  7. A viagem à Colômbia serviu também para um estudo pessoal sobre a relação entre planejamento urbano e violência nas grandes cidades, e serviu de base para a palestra "Da violência à convivência: Os segredos das transformações urbanas de Bogotá e Medellín e os ensinamentos para Fortaleza", ministrada por mim aqui mesmo na minha cidade. Quem se interessar pelo assunto deixo aqui o link da palestra gravada.
  8. Olá amigos, estou aqui novamente para relatar a continuação do meu mochilão de 2014, que teve sua primeira metade em Huaraz (Peru) para trekking e montanhismo relatada aqui no fórum (ver link para relato em "Roteiro" e na minha assinatura) e teve continuidade em Lima (ver link para relato em "Roteiro" e na minha assinatura) para depois ir para a Colômbia. Para Lima quis só aproveitar que já passaria por lá de qualquer forma, visto que fui para o Peru em 2012 e não tive a oportunidade de passar pela capital do país, já para a Colômbia fui atraído pelo referencial em Planejamento Urbano que se tornaram as duas cidades nos últimos anos, visto que sou arquiteto e urbanista, aproveitei o passeio para uma investigação pessoal sobre as soluções urbanas postas em ação por lá em mobilidade urbana, requalificação e inserção social, acabei me apaixonando pelas duas cidades, de tão legais que são e pretendo voltar em breve, até porque não pude fazer o roteiro clássico de passar por San Andreas e Cartagena. Toda essa experiência me rendeu um estudo sobre planejamento urbano e violência, o qual já apresentei em palestras aqui na minha cidade em eventos e seminários sobre o assunto. A quem se interessar pelo assunto vou postar nos comentários do relato o vídeo de uma das palestras. Mas vamos lá ao relato. Local de viagem: Colômbia Objetivo: Passeio e pesquisa pessoal Cidades: Bogotá e Medellín Data: 14/09/2014 a 23/09/2014. ROTEIRO: 14 a 18/09 – Bogotá 18 a 23/09 - Medellín Antes: 01 a 12/09 - Huaraz (Peru) - Ver relato aqui: huaraz-peru-trekking-santa-cruz-e-nevado-pastoruri-t114045.html Antes: 12 a 14/09 - Lima (Peru) - Ver relato aqui: lima-peru-com-valores-e-dicas-t114228.html PASSAGENS Como comprei todas as passagens de toda a viagem de uma vez só, então não tenho como dar um valor para cada uma das passagens. Sou de Fortaleza e normalmente vou pra SP com milhas e compro passagens internacionais partindo de lá. Então tirando Huaraz, o roteiro São Paulo - Lima - Bogotá - Medellín - São Paulo saiu por R$1470,00 pelo decolar.com. COTAÇÃO: Levei meu dinheiro todo em dólar, na época consegui a seguinte cotação BRASIL: U$1,00 = R$2,37 COLÔMBIA: (Na colômbia o dinheiro está em escala de 1000) (Nesse post vou usar o C$ para representar Pesos Colombianos) U$ 1,00 = C$1940 (pesos colombianos) R$ 1,00 = C$750 (pesos colombianos) No centro é onde você encontrará as melhores cotações. Por que a Colômbia? Dentro da América do Sul, a Colômbia normalmente não está dentro das prioridades de quase nenhum mochileiro assim como está o Peru, Chile ou a Argentina, por exemplo, e nunca esteve dentro das minhas, mas acabei sendo atraído pra lá por ser arquiteto e urbanista e estar atualmente estudando bastante sobre planejamento urbano, mobilidade e cidades que viraram referência para o resto do mundo nesse quesito, já que uso meus mochilões também para reciclar e renovar ideias profissionais, buscar referências, etc. Fui então surpreendido com duas cidades que eu deveria sim ter colocado dentro das minhas prioridades desde o começo, já visitei quase todos os países da América do Sul e foi na Colômbia que me veio a maior vontade de realmente morar lá, naquelas cidades, realmente me apaixonei pelas duas cidades e recomendo demais a visita, você vai se surpreender como a Colômbia não é mais aquela que todos temiam pelas notícias que chegavam de lá (violência, narcotráfico, etc.), muito pelo contrário. A Colômbia tem nas duas cidades um exemplo para o nosso Brasil, de como um país de terceiro mundo, um lugar que realmente estava no fundo do poço e mergulhado numa guerra civil não declarada, conseguiu se reerguer... sim, é possível. Destaco aqui que apesar dessas mudanças, a Colômbia não é nenhuma Dinamarca da vida, ainda tem, seus problemas, mas já em qualidade de vida urbana, tanto Bogotá quanto Medellín supera de longe boa parte das grandes cidades brasileiras, no momento evite apenas a região amazônica do país, que é o único lugar onde as FARC ainda resistem, fora dessa região é tudo mais tranquilo. Acompanhem abaixo a minha experiência no país e espero que possa ajudá-los na sua pesquisa para a próxima viagem. 14 a 18/09 - BOGOTÁ Bogotá foi onde toda essa mudança começou, pra quem quiser conhecer toda a história eu recomendo o documentário "Bogotá Change", facilmente achado no Vimeo ou no Youtube, inclusive com legendas em portugês, vale muito a pena assistir. É uma cidade muito legal e apaixonante, o povo colombiano de uma forma geral é bem simpático, animado e solícito, o defeito deles é falar rápido demais hehehe. Bogotá tem um transporte público altamente eficiente, o famoso "Transmilênio", que corta toda a cidade (vou falar mais dele na sessão "transportes") ele te leva a todo lugar e uma estrutura cicloviária considerável. Possui ainda um centro popular histórico bastante rico de variedades culturais e uma noite bem movimentada, principalmente nos bairros mais nobres. CLIMA O clima de Bogotá enquanto estive lá (Set/2014) estava sempre muito ameno, entre 19 e 23 graus, diminuindo um pouco a noite, sabe aquele friozinho agradável? é isso. Tanto para o dia quanto para a noite recomendo sempre sair com um casaco, mesmo que na mochila, uma hora você vai acabar precisando. Bogotá está a cerca de 2.640m de altitude, dificilmente você chegará a ter "mal de altitude", mas você poderá sentir-se mais ofegante e com respiração dificultada nas primeiras horas na cidade. HOSPEDAGEM Ficamos hospedados no 82Hostel (reserva via HostelWorld, com parte do pagamento adiantado em dólar), que fica numa espécie de bairro universitário de Bogotá na região da Zona T, quartos bons (ficamos num compartilhado), aconchegantes e uma estrutura sempre muito limpa, a única coisa ruim foi que ao menos para o nosso quarto era um banheiro comum unissex e que atendia a pelo menos uns 2 quartos compartilhados de uma vez só, apesar disso não tive nenhum problema com filas ou coisa do tipo. A localização é excelente, porque é muito movimentado durante a noite, tem muitos bares, restaurantes, uma estação do transmilênio a menos de 5min de lá e ainda um bônus: eles alugam bikes para o dia todo, alugamos duas e passamos um dia inteiro rodando a cidade nelas. Valor: R$130,00 (4 diárias) - valor total, incluso o adiantamento no ato da reserva Nota: 9,0 Independente da sua escolha de hospedagem recomendo essa região (Zona T e Zona Rosa), tem a opção do centro (Candelária), que é mais perto das atrações culturais diurnas do centro histórico e um custo de vida mais barato, porém é uma região meio morta a noite e que pode ser potencialmente perigosa, até porque de transporte público você chega muito rápido no centro vindo dessa área nobre, pra mim valeu a pena, mesmo porque nessas zonas você também encontra lugares baratos pra comer. ALIMENTAÇÃO Na Zona T se você for nos restaurante mais badalados vocês certamente vai pagar bem mais caro, mas é possível também achar refeições mais em conta por lá. Aos que ainda não sabem, comprar e fazer você mesmo a sua comida vai te economizar MUITO DINHEIRO, até porque a imensa maioria dos hostels tem cozinha com uso livre pelos hóspedes, mesmo que você não saiba cozinhar, pelo menos um sanduíche para o lanche da tarde você vai saber fazer. Comida tipo Almoço/Jantar: C$18.000 (Zona T) e C$12.000 (Centro da cidade), tudo depende de quanto você tem pra gastar, as vezes pode valer a pena gastar um pouco mais pra experimentar alguma comida típica num jantar, só por uma noite, por exemplo. Recomendo o Restaurante Andres Res, na Zona Rosa, é um restaurante totalmente diferente de tudo que você já viu, a comida é meio cara, mas vale a pena jantar la por uma noite, só pela experiência do lugar mesmo, a decoração é bem maluca, tem vários pavimentos e um palco com bandas de salsa. Se você quiser uma média de quanto calcular por dia pra alimentação, considerando essa variação entre lugares mais baratos ou mais caros eu te diria pra reservar cerca de C$40/50.000 por dia que dá mais que suficiente, desde que não exagere na ostentação hehehe Obs1:. lembrando novamente que fazer sua própria comida diminui bastante esse valor Obs2:. estou falando de alimentação básica e água, aquela cervejinha do fim de tarde ou aquela noitada ae é um gasto extra TRANSPORTE E MOBILIDADE Orientação das Ruas A orientação das ruas é um negócio meio complicado no começo, lá não existem ruas com nomes de pessoas, tudo lá é letra e número. A cidade está toda ligada numa malha ortogonal de ruas (Calles) e Avenidas (Carreras) numeradas em sequência, o que define cada uma é a montanha, as paralelas à montanha são as carreras (Kr) e as perpendiculares são as calles, você se localizando basta seguir a ordem dos números. Ex: Kr 19 # 80-14 (Carrera 19, 14 passos da Calle 80 - sim, é isso mesmo, complicado ne? mas depois que você acostuma, vê que é um sistema melhor que nome de gente hehe) Transmilênio Bogotá virou referência mundial em mobilidade urbana (que foi o tema que mais me atraiu para lá como urbanista) desde o final da década de 90 para cá, quando resolveu romper com a insustentável cultura do carro, do viaduto, da ampliação de vias e resolveu mobilidade de uma forma mais inteligente e moderna, passou a priorizar o pedestre, o ciclista e o transporte público, humanizando cada vez mais sua cidade, é tanto que o slogan da cidade é "Bogotá Humana". A cidade ainda não chegou a um ponto ideal, mas caminha bem no rumo certo. Para tudo isso criou o seu próprio BRT (sistema criado em Curitiba e já importado para dezenas de países) e deu o nome de Transmilênio, que é um sistema de vias exclusivas e segregadas para o transporte público, com ônibus que seguem o padrão internacional BRT e funcionam como o metrô, com o diferencial de custar cerca de 10x menos. O Transmilênio corta toda a cidade de Bogotá e é dividido em diversas estações e seus veículos são identificados por letras e números. Para acessar a estação você precisa comprar um cartão de passe a carregá-lo Acessando a estação você tem mapas que vão te guiar ao ponto certo para te levar onde você quer, é difícil no começo porque estamos muito acostumados por nomes e não letras e números, mas logo você acostuma. Essas grandes linhas de ônibus alimentam linhas menores para os bairros mais afastados, em microônibus de nome peculiar para nós brasileiros, são as "Busetas" (isso mesmo, com o 's' com som de 'c'), que funcionam em sistema de integração (ou seja, não precisa pagar outra passagem), em Bogotá nós não precisamos usar nenhuma vez dessas linhas menores, só usamos Transmilênio, mas fica a dica, caso precisem. Valores: Cartão: C$3.000 (o cartão é seu e fica com você pra sempre) Passagem: C$1.500 (que pode variar o valor de acordo com dia e horário). Estrutura Cicloviária Bogotá não é nenhuma Amsterdã, mas tem uma estrutura cicloviária considerável de cerca de 400Km. Lá é bastante comum, encontrar em calçadas mais largas o compartilhamento entre bicicleta e pedestre, que pelo que pude observar é bastante harmonioso e não gera conflitos. Eu e meu amigo alugamos duas bikes no nosso hostel, ela vem com capacete, capa de chuva e trava de segurança pra prender a bike em algum lugar se precisar. Passamos literalmente o dia todo andando unicamente pelas ciclovias da cidade, saímos de manhã cedo e voltamos no final da tarde, pelo App, que deixei rodando, foram mais de 50Km rodados nesse dia, recomendo demais fazerem isso, no hostel eles tem um mapa com todas as ciclorotas. Fomos até alguns pontos de interesse da cidade nesse dia, inclusive ao Parque Símon Bolívar e ao centro. Bogotá tem também um sistema de bikes compartilhadas, mas você precisa entrar no site do sistema e se cadastrar, a efetivação demora 24h, como não sabia desse sistema preferimos não fazer o cadastro porque não ia dar tempo. Valor: C$30.000 pelo dia todo até você cansar hehehe (eles vão falar 24h, mas na verdade você pega pela manhã e devolve a noite). Pelo que eu lembre eles tinham la de 6 a 8 bicicletas pra alugar. Taxi Usamos única a exclusivamente pra o translado aeroporto-hostel-aeroporto (C$18.000 por trecho), acredite, você dificilmente vai precisar. ATRAÇÕES Bogotá é uma cidade muito viva e cheia de coisas pra fazer, se você me perguntar quantos dias eu recomendo que você fique lá eu diria pra você que para um turismo básico, 3 dias e 4 noites é o mínimo necessário, eu recomendo 4 dias e 5 noites. Centro Histórico de Bogotá - Candelária Esse não podia faltar ne? O centro histórico de Bogotá é um lugar muito rico de cultura e história e me pareceu muito bem preservado, reserve ao menos um dia inteiro ou dois só pra ele. Como todo centro popular de uma grande metrópole, é muito movimentado durante todo o dia, não vou aqui detalhar cada um dos edifícios que você pode citar porque você certamente terá acesso a algum material informativo no local de sua hospedagem. De quase todo lugar que você estiver hospedado fora daquela região, conseguirá chegar lá usando o Transmilênio, é muito rápido e fácil saber qual linha pega, entre na estação mais próxima e de lá você vai se encontrar, funciona igualzinho o metrô. Da zona rosa rosa ou zona T, tem linha direta e a viagem dura cerca de 15/20min, no máximo. Onde nós estávamos hospedados era a altura da Calle 82 e o centro fica mais ou menos ao redor da Calle 20 pra baixo, ou seja, cerca de 62 quadras (viu como esse sistema de ruas facilita a localização?). Um peculiaridade do centro de Bogotá, é que seguindo a política de humanização da cidade existem alguns horários em que algumas ruas e avenidas ficam para uso exclusivo do pedestre e da bicicleta por um certo período do dia, aos domingos algumas delas fecham o dia todo com este fim, isso serve também pra algumas ruas onde existem estações do Transmilênio, principalmente ali já perto do Cerro Montserrat (sabe a montanha que orienta a direção das ruas e avenidas da cidade que falei anteriormente aqui? é essa), então atenção. Recomendo almoçar por lá, é tudo muito barato, você chega a almoçar bem reforçado por C$10.000. Cerro Montserrat O Cerro Montserrat é uma das principais atrações de Bogotá, basta um turno do seu dia para visitá-lo, é a montanha que orienta a direção das ruas e avenidas (calles e carreras - ver tópico "Transporte e Mobilidade") e subindo até os seus 3.152m de altitude você terá uma linda visão panorâmica de toda a cidade, não deixe de ir lá, é atração obrigatória, quanto a altitude não se preocupe, estudiosos dizem que "mal de altitude" na maioria das pessoas só vem depois de algumas horas, você vai passar no máximo umas 2 horas lá, mas você certamente sentirá o ar muito mais rarefeito. Lá em cima tem uma estrutura enorme para receber o turista, parques, praças, tudo muito bonito e bem cuidado. Você chega lá a pé a partir do centro, o ponto de referência mais próximo é a Universidade de Los Andes, é só olhar pra cima e ir na direção da montanha, como disse, ela pode ser vista de todo ponto da cidade). Para subir até lá você tem duas opções: Opção 1: Trilha a pé com acesso gratuito - É uma trilha montanha acima vencendo um desnível de cerca de 300/400m para você que está afim também de fazer um belo exercício físico e ir curtindo a natureza ao redor. Apesar de adorar trilhas, eu não a fiz porque já estava vindo de uma expedição de 9 dias fazendo trekking e montanhismo em Huaraz no Peru (ver meus relatos na assinatura) e tava querendo uma folga hehehe, mas me disseram que é uma trilha impossível de se perder porque é toda estruturada e demarcada. Cheguei a ver gente chegando da trilha quando eu já tava lá em cima, vi tanto chegando numa boa, quanto um cara quase desmaiando haha, mas ATENÇÃO, se for optar por acessar pela trilha, o faça preferencialmente pela manhã ou início da tarde, quando estávamos no hostel o recepcionista nos informou que um rapaz francês havia acabado de ser assaltado andando sozinho dentro da trilha do Montserrat quando já eram mais de 16h, mas ele nos falou que casos assim só acontecem nesses horários, porque o movimento está bem menor. A grande vantagem da trilha, além do exercício e do contato com a natureza é que ela torna a visita ao Monserrat totalmente gratuita. Opção 2: Teleférico - É uma teleférico que vai da base até o cume rapidamente e sai num intervalo de alguns minutos (não lembro quanto) e fica subindo e descendo durante todo o dia. Para usá-lo você só precisa pagar um ingresso, que você tanto pode adquirir o trecho quanto pode adquirir ida e volta. Ida e Volta de seg e sab custa C$15.000 (não tenho certeza do valor, mas é algo ao redor disso), me disseram que aos domingo é mais barato. Parque Símon Bolívar É um parque urbano da cidade, muito bonito e bem arborizado, vale a pena a visita, quando fomos tava meio vazio e cheio de sujeira porque segundo os egurança lá houve um show na noite anterior e ainda tavam fazendo a limpeza de lá. Fomos para lá como parte do nosso trajeto pelas ciclorotas da cidade então não tenho como dizer como chegar la de ônibus, mas acredite, você vai chegar la bem facinho. Alugue uma bicicleta Como disse no tópico relacionado a isso, lá é uma cidade que realmente aposta na bicicleta, no nosso hostel recebemos um mapa da cidade que continha toda a estrutura cicloviária da região, alugamos a diária das bikes por C$30.000 e saímos rodando por toda a cidade, o clima é bem agradável e a cidade é relativamente plana, vale muito a pena, passamos por alguns parques da cidade, um estádio, passamos pelo centro e descemos de volta para o hostel, tudo isso sempre em ciclovias, com toda a segurança, durante o dia todo, saindo de manhã e voltando no final da tarde, rodamos cerca de 50Km. Zona Rosa e Zona T É uma espécie de área nobre de Bogotá, é onde recomendo que você se hospede, pela segurança e acesso rápido a serviços, principalmente a noite. Pra quem gosta de balada esse é o lugar ideal, a noite é muito movimentada lá, diversos bares, restaurantes e pessoas nas ruas, destaco a Bogotá Beer Company, que é um lugar de cervejas artesanais que visitamos, lá eles fazem uma tour pela cervejaria, que apesar de estar nos nossos planos acabamos não podendo fazer porque só fazem em dias e horários específicos (acho que são dois dias na semana) e não deu tempo de encaixar no nosso cronograma, cervejas muito boas, se você curte um boa gelada, não deixe de visitar, está aberto o dia todo. 18 a 23/09 - MEDELLÍN Quem faz mochilão pra Colômbia frequentemente não coloca Medellín dentro do seu roteiro, eu pus e não me arrependo, gostei até mais que Bogotá, por incrível que pareça, eu diria que moraria fácil lá. Medellín é uma cidade que já foi a mais violenta e desigual do mundo na década de 90, atingindo uma taxa de homicídios de 381 por 100 mil habitantes, na época do Pablo Escobar, onde o mesmo pagava até U$1000,00 por cada policial morto, pra vocês terem uma idéia do quão absurdo era isso, a cidade mais violenta do mundo atualmente (2015) possui uma taxa de 182, Fortaleza (minha cidade) tem uma taxa de 66 e é considerada a 2º mais violenta do país. Com a morte do mega traficante a taxa estava em 192 por 100 mil habitantes, mas Medellín resolveu renascer, com uma nova política de revitalização da cidade e investimentos em EDUCAÇÃO, requalificação urbana e espaço público conseguiu em pouco mais de uma década reduzir essa taxa de homicídios para 33 por 100 mil habitantes e sair de um estado de guerra civil não declarada a exemplo mundial de renascimento de cidade e combate a violência com educação como seu maior pilar de sustentação. Fui lá muito para conhecer e decifrar o segredo dessa mudança, mas o que encontrei também foi uma cidade muito bonita, agradável e de um povo bastante simpático e acolhedor, não deixe de conhecer Medellín. Bônus: Aos solteiros, provavelmente é a cidade da américa do sul onde tem mais mulher bonita por m² hehehe. A mesma observação de Bogotá vale pra cá: a cidade foi muito bem sucedida no combate a violência, mas não é nenhum paraíso, ainda possui problemas intrínsecos a qualquer país de terceiro mundo, então cuidado com os lugares para onde você vai, principalmente a noite, mas de uma forma geral a cidade me pareceu bem segura, até porque visitei algumas periferias de lá também e não tive maiores problemas. CLIMA E RELEVO O clima de Medellín é quente, MUITO QUENTE (estive lá em setembro), e olha que eu moro em Fortaleza/CE, em tese sou acostumado com calor, mas o calor de Medellín é forte viu? portanto leve roupas muito leves e claras, protetor solar e óculos de sol, o máximo que vai acontecer é a noite a temperatura cair pra uns 22/23 graus. Quanto ao relevo a cidade se caracteriza por vários níveis, ela é tudo menos plana hehehe então se prepare pra nas caminhas subir e descer um monte de ladeiras, mas não se preocupe, não é nada demais, só avisando mesmo. HOSPEDAGEM Ficamos hospedados no Casa Kiwi Hostel com reserva feita via Hostelworld.com. O hostel é muito bom e relativamente bem localizado, digo relativamente porque ele é meio longe da estação de metrô (uns 15/20min a pé, incluindo subida de ladeira), mas fica numa das melhores áreas de Medellín, no bairro de Poblado (recomendo que você se hospede nesse bairro), muito bem servida de diversos serviços como bares, restaurantes, lavanderias, etc. e com uma vida noturna bastante movimentada. O café da manhã não está incluso, mas custa barato, só C$5.000, você tem também a opção das várias padarias que tem lá pela vizinhança, em média um café da manhã padrão nelas vai te custar de 8 a C$10.000. De uma forma geral a hospedagem pra mim valeu a pena e eu recomendo. O aeroporto é bem longe da cidade e de qualquer forma não deve sair barato, até o bairro de Poblado nos custou C$60.000, estávamos em 3 pessoas (eu, meu amigo e uma moça de BH que conhecemos em Bogotá, coincidentemente pegou o mesmo voo que nós e dividiu o taxi com a gente, mas foi se hospedar em outro lugar), portanto saiu C$20.000 para cada um, o taxista ofereceu a volta pra nós dois por C$50.000. Valor: R$133,00 por 5 diárias Nota: 8,0 ALIMENTAÇÃO A Colômbia é um país com uma culinária muito boa e incrivelmente barata, mas como em qualquer lugar do mundo, quem vai dizer o preço é o lugar onde você vai comer. No Poblado (que é uma área nobre) o café da manha fica entre 8 e C$10.000 e o almoço/janta cerca de C$40.000, fora dessa área nobre, esse valor cai pela metade, pelos lados do parque botânico (que nem é área periférica) almoçamos muito bem por C$15.000 e na região de San Javier, perto das famosas escadas rolantes almoçamos por C$10.000. Se você quiser saber um valor diário misturando esses valores e locais e sabendo pesquisar eu te diria pra reservar cerca de C$40.000 por dia, para alimentação e água é mais que suficiente. TRANSPORTE E MOBILIDADE Seguindo o bem sucedido plano de Bogotá, Medellín também buscou romper com a cultura do carro e do transporte motorizado individual e investir no transporte público e modais alternativos não poluentes como a bicicleta, os espaços públicos e calçadas são bem cuidadas e movimentadas, mas em alguns lugares tem um trânsito complicado, como às margens do rio Medellín, por exemplo, aliás a prefeitura de lá recentemente lançou um plano urbanístico muito bem pensado pra lá, transformando tudo em parque linear para pedestres e levando o transito todo para túneis abaixo desses espaços públicos. Orientação das Ruas É o mesmo esquema de Bogotá, ruas e avenidas nomeadas com números e divididas em Calles (Cl) e Carreras (Cra) e com aquela mesma nomeação complexa pra quem vê a primeira vez, mas você acostuma. Metrô O metrô de Medellín é extremamente eficiente e corta toda a cidade, assim como em Bogotá, ele se integra com outros modais de transporte como as "Busetas" (ônibus menores que interligam bairros mais afastados) e os famosos teleféricos, que servem de transporte para a chegada em pontos mais altos da cidade, como nas comunidades mais pobres (falarei mais sobre eles a seguir). Ele funciona igualzinho um metrô comum, o diferencial é que nada é embaixo da terra, é um metrô de superfície, assim como suas estações, mas a velocidade é praticamente a mesma, visto que as linhas férreas não são interrompidas, quando precisam passar por uma avenida, passam por cima dela. Para acessar o metrô você precisa de um cartão magnético carregado com crédito (não lembro bem, mas se não me engano você não paga pelo cartão, paga só pela viagem), porém quando você tiver um valor equivalente a ultima viagem você não só passa o cartão, você precisa depositá-lo na catraca, o cartão é só para o caso de você querer fazer integração, se for uma viagem avulsa você pode comprar também um ticket simples. Investimento: Existem vários tipos de taxas de acordo com que tipo de viagem você vai fazer (se vai integrar com metrocable, por exemplo), mas em média cada viagem custa C$1.500 Metro-Cable Esses são os famosos teleféricos de Medellín, criados como forma de inclusão social das comunidades pobres, uma das prioridades da nova filosofia do poder público local desde o início dos anos 2000, sob o lema "o melhor para os mais pobres". As pessoas que antes tinham que subir escadarias intermináveis para chegar em casa, agora pegam o teleférico e descem na estação desejada. Como eu disse antes, as estações são todas integradas, no mapa das estações você poderá ver onde fazer essa integração (no áudio do metrô também informam, mas procure andar sempre com o mapa, quase todos os hostels e hotéis tem um a oferecer gratuitamente). Você chega na estação e tem uma fila, cada teleférico comporta 4 pessoas, os teleféricos chegam e ficam em movimento bem lento para a saída e entrada das pessoas. Taxi Normalmente são muito baratos, mas pegue só quando realmente precisar, o transporte público la funciona muito bem. Estrutura Cicloviária Existe uma estrutura cicloviária na cidade e aos domingos algumas vias são fechadas para uso exclusivo da bicicleta e do pedestre, semelhante à Bogotá, mas não encontramos um lugar para aluguel de bicicletas. ATRAÇÕES O bairro de Poblado É a região onde eu recomendo que você se hospede, tanto por segurança quanto a rápido acesso a diversos serviços. Pra quem gosta de baladas esse é o lugar certo, o que não vai faltar é lugar pra ir a noite, bares e restaurantes estão abertos a noite toda e lá você encontra todo tipo de gente, eu não sou muito de baladas, mas pude sentir o clima lá quando a gente saía pra dar uma volta e procurar um lugar pra jantar. Destaco a cervejaria Medellín Beer Factory, bar de cervejas artesanais, eles organizam também um passeio noturno tipo "bar em bar" que não conseguimos fazer porque esquecemos de ir atrás. Parque Explora Esse é definitivamente um dos pontos altos de Medellín, o parque explora é um uma espécie de complexo cultural onde você é capaz de passar o dia todo voltando a ser criança hehehe, ele tem museus e equipamentos culturais voltados ao ensino da ciência, tudo lá é interativo e ensina conceitos científicos através de jogos e brincadeiras, ele ta dividido por áreas do conhecimento, se tiver que fazer só uma coisa em Medellín, va no parque explora, com certeza você vai adorar. Ele fica do lado de uma estação do metrô e nós passamos a manhã inteira e parte da tarde lá, lá dentro tem um restaurante com almoço a um preço bom (cerca de C$16.000). Investimento: C$20.000 o ingresso Jardim Botânico de Medellín Bom, é um jardim botânico... hehehe um parque urbano muito bonito, vale a pena a visita por uma manhã ou uma tarde, quando fomos lá tava rolando tipo uma feira do livro e tava mais movimentado que o normal e cheio de stands, lá também tem uma estrutura de madeira num certo ponto de lá muito bonita e imponente, saem boas fotos de lá, acredite. Ele fica exatamente ao lado do Parque Explora, então você pode aproveitar um dia da sua viagem somente ali, visitando o parque botânico e o Explora. Pela região também tem o Planetário de Medellín, nós não conseguimos visitar porque fomos num dia em que estava fechado. Parques-Biblioteca Essa é uma atração que pra mim como arquiteto foi excelente, você deve julgar se é interessante pra você também, lá pude ver um equipamento que sabia ser de alta qualidade arquitetônica e me atraiu muito também pelo minha investigação de como eles combateram a violência com educação e os parques-biblioteca foram arma essencial, já que são equipamentos com a função de trazer cultura e lazer para jovens de periferia, a edificação não funciona simplesmente como uma biblioteca, mas como ponto de encontro, já que ao redor de todas elas está tudo muito bem urbanizado com praças e quadras de esporte, você chega perto de um parque biblioteca e nem acredita que está numa periferia de tão bonito e bem cuidado que é (lembra da filosofia do "melhor para os mais pobres? pois é, la foi levadoa a sério). Esses equipamentos foram construídos nos pontos que na época apontavam os menores IDH e os maiores índices de violência e criminalidades na cidade, nele também funciona centros de formação profissional, um trabalho extraordinário. A entrada é gratuita, mas para tirar fotos internas você precisa pedir autorização na administração e não tirar fotos das crianças. Ao menos um deles eu recomendo fortemente que você visite. Em todos eles chegamos de metrô, alguns de metro-cable, só um, o "Leon de Grieff", que pegamos um taxi por C$5.000 porque era aquele "perto longe" da estação do metrô. Dos oito existentes, visitamos 3 parques biblioteca: San Javier, Parque España e Leon de Grieff. Apesar de ser em área pobre, é relativamente seguro, já que ao redor das edificações tem praças e parques públicos e muito movimento de gente. Escadas rolantes de San Javier Pertinho do parque biblioteca de San Javier está uma grande atração de Medellín, as escadas rolantes de San Javier, construídas numa comunidade de lá, vale muito a pena visitar, porque o lugar é bem bonito e rende umas fotos bem legais. Basicamente são escadas rolantes para dar acesso aos vários níveis da comunidade, só que bem decoradas e chamativas, os próprios moradores cuidam da manutenção e cuidado da estrutura, ao contrário do que muitos achavam que iria acontecer, não vi qualquer sinal de depredação, muito pelo contrário. A mística de San Javier é mais ou menos como visitar a Rocinha no Rio de Janeiro, a diferença é que é uma Rocinha mais bonita e bem cuidada. Chegamos la descendo na estação de Metro-Cable e pegando um dos microônibus (Busetas), nela tivemos que pagar uma passagem avulsa, a viagem é rápida, uns 5 minutos, pergunte lá por perto da estação que qualquer pessoa te informa, lá é um ponto de saída dos ônibus, portanto tem vários lá paradas, são uns verdinhos. Centro de Medellín e adjacências No centro tem bastante coisa pra ver também, nós não exploramos tanto assim porque estávamos mais interessados na parte de arquitetura e de urbanismo da cidade, mas pode reservar um dia inteiro pro centro que você vai gostar. Plaza Botero é o ponto mais conhecido de lá. Bom, esse é meu relato, espero que gostem e que eu possa ajudar a todos da mesma forma que os relatos aqui do fórum me ajudaram. Mais dos meus relatos vocês podem encontrar na minha assinatura. Abraços
  9. Olá amigos, meio atrasado, mas finalmente tomei coragem de escrever meu relato da minha viagem até Huaraz, esse mochilão ainda teve continuidade em Lima e depois na Colômbia (Bogotá e Medellín) e quando eu fizer o relato dessa continuidade editarei esse post e colocarei o link aqui. No meu caso como sou montanhista busquei Huaraz com esse objetivo, mas a cidade é muito bonita e também tem a opção de passeios leves, mas igualmente recompensadores. A cidade é pequena, mas bastante acolhedora e de um povo bem simpático de uma forma geral. Comecei na vida de mochileiro em 2012 e desde então faço um a cada ano, o relato abaixo é a metade do que foi feito em 2014. Local de viagem: Peru Objetivo: Montanhismo, Trekking, Escalada e Trilhas Cidades: Huaraz Data: 01/09/2014 a 11/09/2014. ROTEIRO: 01 e 02/09 – Lima 02 a 11/09 – Huaraz Depois: 12 a 14/09 - Lima (Peru) - Ver relato aqui: lima-peru-com-valores-e-dicas-t114228.html Depois: 14 a 23/09 - Bogotá e Medellín (Colômbia) - Ver relato aqui: colombia-bogota-e-medellin-com-valores-e-dicas-t114162.html CLIMA: A primeira e principal dica, Huaraz fica a 3700m de altitude, portanto dentro de 8h no local você pode ser atacado pelo famoso mal de altitude, que pode ser evitado ingerindo muita água e se alimentando bem. Como em todos os lugares turísticos ligados ao frio nessa região da América do Sul, Huaraz tem sua alta estação entre Jun e Set, quando chegamos lá, estavam bem no final da alta estação para trekking e escalada, o que foi bom porque não havia grande lotação na montanha e os preços estavam mais em conta. Para passeios fora da cidade, trekking mais pesados (que acampem na montanha) ae o frio chega a ser negativo. VESTIMENTA: Independente da estação, vá preparado para o frio, de preferencia com segunda pele, luvas (não deixe de leva-las), casaco, gorro e agasalho prontos para serem usados. Nas cidades tem como comprar também. Uma bota impermeável e uma meia especial para grandes caminhadas serão muito bem vindas, levei uma bota impermeável Snake e dois pares de meias TriLayer Midweight da Looper, é um material caro (um par de meia desses custa cerca de R$90,00), mas realmente vale a pena ter. Por mais que você não vá atrás de aventura, é essencial porque você vai fazer a maioria das coisas a pé. A cidade em si faz um frio muito ameno, nada que um casaco simples não resolva, a noite a temperatura cai, mas nem tanto. Já pra quem pretende ir fazer trekking, acampar na montanha e mais ainda quem vai escalar, prepare para levar algumas camadas, porque o frio é negativo. Levei tudo em dólar U$1,00 = R$2,37 U$1,00 = S$2,60 (soles) Atenção, essa era uma cotação de Ago/2014, o dólar agora (Maio/2015) já passou dos R$3,00 por isso vou tentar ao máximo por o valor em dólares para que vocês, de acordo com a época em que estejam vendo este relato, possam fazer as devidas conversões. PASSAGENS: Como disse anteriormente, esse mochilão passou por Huaraz e teve continuidade em Lima e depois em Bogotá e Medellín, na Colômbia, por isso comprei todas as passagens de uma vez só, então é difícil dizer quanto foi, até porque valor de passagem varia muito com o dólar e a época em que você compra (em promoção ou não, etc.). Eu sempre compro as minhas pelo Decolar.com, ainda não tive problemas, mas uma dica importante é: Acessem o site pelo modo confidencial do Chrome (Ctrl + Shift + N), pois o site detecta que você já pesquisou antes e podem te empurrar passagens mais caras. Para ir para Huaraz você tem duas opções: Avião e Ônibus. Pelos relatos que vi por aqui, a passagem de ônibus custava cerca de R$150,00 em 8h de viagem. Encontramos uma pequena empresa aérea que faz voos entre cidade do Peru, num preço bem em conta pra cotação do dólar à epoca, saiu um pouco mais caro, mas valeu MUITO A PENA, porque além de não perder 8h das nossas férias dentro de um ônibus ainda não chegamos cansados, a viagem dura cerca de 1h, no máximo. O nome da empresa é LCPeru, acessem o site deles e vejam os preços, vale a pena http://www.lcperu.pe/ O aeroporto não fica em Huaraz, portanto preveja também que o translado até a cidade é bem mais longe (e mais caro) que da rodoviária, pra nós valeu a pena porque fechamos um pacote com a agência que iria nos acompanhar no trekking e esse translado estava incluso. Lima - Huaraz - Lima= U$96,00. HOSPEDAGEM: A viagem começou em Lima, onde chegamos de manhã cedo e tivemos que nos hospedar próximo ao aeroporto para poder pegar o voo para Huaraz na manhã seguinte. Em huaraz ficamos num hotel que fazia parte do pacote da agência que nos acompanharia no trekking (em mochilão eu sempre fico em hostel, mas como fazia parte do pacote, acabamos ficando no hotel). Lima Nome: Manhantan Inn Valor: R$64,00 (por pessoa) em quarto triplo por 1 diária com café da manhã. O hotel é muito bom pra você que está fazendo uma escala como essa que fizemos, que precisa achar um lugar para dormir, pois fica relativamente perto do aeroporto (pegamos um transfer que fez por U$50,00 ida e volta para os 3, foi nos deixar no hotel e no outro dia veio nos buscar) e tem um preço atrativo, estávamos em 3 pessoas, num quarto triplo com banheiro privativo, não fizemos nada turisticamente falando, só saímos pra almoçar, num shopping que fica la perto e pra comprar um adaptador pra tomada (acredite, você vai precisar). Nota: 9,0 Huaraz Nome: Me fugiu o nome agora, mas assim que lembrar eu edito aqui hehehe Valor: Incluso no pacote É um hotel considerado 3 estrelas, atende as expectativas e é bem perto da principal rua de lá, além disso fica a no máximo uns 10min da plaza de armas da cidade. Nota: 8,0 ALIMENTAÇÃO: Dentro da cidade existe tanto a comida popular, aquele bom e velho "pollo con papas" tão característico da região "andina" quanto restaurantes mais sofisticados ae quem vai dizer é o seu bolso hehehe Um almoço comum (incluindo bebida) vai te custar em média 15/20 soles. Acredito que se você trabalhar suas contas com cerca de 40 soles/dia pra alimentação é tranquilo. HUARAZ (cidade) Bom, dentro da cidade em si, se você não for fazer nenhum trekking, acredito que dois ou três dias sejam mais que suficientes, lembrando que como eu estava em busca de trekking, eu não pesquisei sobre outros passeios mais populares, estou falando do turismo dentro da cidade mesmo, que basicamente se resume ao que tem a redor da Plaza de Armas. Atrações Todas elas vocês faz por conta própria, só os passeios para fora da cidade é que é recomendável que se faça via agência, que tem aos montes no centro da cidade, mas recomendo que você vá já sabendo qual escolher. Eu recomendo a Scheler Artzon Adventure (http://www.schelerhuayhuashtrek.com/), o Scheler é um cara muito gente boa e está sempre disposto a ajudar, fechamos com ele o trekking Santa Cruz (3 dias) e a escalada ao Nevado Pisco (5750m), eu tive problemas no meu joelho e acabei tendo que voltar pra cidade ao final do Trekking Santa Cruz e pra eu não perder parte da grana investida o Scheler me colocou num trekking muito bom para o Nevado Pastoruri (5200m), que vou relatar mais a frente. mas que existe a opção de cavalos para te levar até o topo, caso você não ache que consiga sozinho, o carro já pode te levar bem longe se quiser, mas no finalzinho ou você sobe de a pé ou de cavalo, como eu já estava melhor do joelho e com bom preparo físico pelo Trekking Santa Cruz, fiz a pé sem maiores problemas. Plaza de Armas É a praça principal da cidade, lá é o coração da cidade, tem a igreja e nos arredores o museu Arqueológico de Ancash e a feirinha de artesanato. Museu Arqueológico de Ancash - $5 soles É um museu de arqueologia que conta a história de civilizações antigas da região, é um lugar legal pra visitar se você tiver de bobeira pela cidade, é barato, vale a pena. Feirinha de artesanato A feirinha tem uma entrada bem escondida ao lado da igreja, lá você vai encontrar o lugar certo para comprar aquele presentinho pra família, pra namorada, pros amigos, enfim, se for a Huaraz não deixe de visitar, até porque são presentes relativamente baratos, eu saí de lá com presente pra todo mundo. TREKKING ACLIMATAÇÃO + SANTA CRUZ Como disse anteriormente fechamos com a agência do Scheler um pacote que incluía o Trekking de aclimatação + Trekking Santa Cruz + Escala ao Nevado Pisco, num total de 9 dias de expedição, sendo os 3 primeiros para aclimatação e volta ao hotel e os demais emendados com pernoite em acampamentos base (barracas e alimentação de acampamento incluso), só não estava incluso a alimentação dentro da cidade e o equipamento de escalada, a propósito, lá tem lojas especializadas em montanhismo e trekking com preços muito abaixo do que eu já encontrei por ae, então dica pra você montanhista, deixe espaço na mochila pra fazer uma comprinhas lá que vale a pena. Não recomendo a marinheiros de primeira viagem a não ser que estejam com preparo físico em dia, não precisa ser um atleta, mas não recomendo fazer se for sedentário demais. Investimento (pacote completo trekkings + escalada): U$600,00 Fechamos negócio ainda no Brasil e fizemos um pagamento adiantado via western union de U$200,00 (somados os três), sem medo depois de ver as boas indicações que ele tem, podem confiar. Pode dizer que foi o Yuri do Brasil que indicou hehehe. Para mais informações acesse: http://www.schelerhuayhuashtrek.com/ Vou por o itinerário oficial enviado pela agência e abaixo faço algum comentário e posto fotos: Día 1: Laguna Wilcacocha 3750 m. - Cordillera Negra. HOTEL EN HUARAZ. Observação: É um trekking leve de aclimatação com um início um pouco mais puxado e que te leva a uma laguna bem bonita e paisagem deslumbrante, depois desce e volta pro hotel. Ele dura mais ou menos uma manhã inteira. Día 2: TREKKING DE ACLIMATACION LAGUNA DE CHURUP: Salida después del desayuno salida a la Laguna de Churup 4450 m., para aclimatar, salida de Huaraz hacia el Pueblo de Pítec, pasando por diferentes pueblos pintorescos como: Nueva Florida, Unchus y Llupa. Desde Pítec se empieza a caminar cuesta arriba en un tiempo aprox. de 2 1/2 horas, pasando por rocas donde es necesario hacer escaladas fáciles para llegar a la laguna, después de estar en la laguna durante 1 hora aprox. se regresara hacia Pitec, para luego regresar a Huaraz, por la tarde libre y verificación del material de Camping para Huayhuash Trek. HOTEL EN HUARAZ. Observação: Esse já dura o dia todo, é bem mais puxado, mas suas beleza é diretamente proporcional, a parte final eu poderia chamar de "perigosa" já que você tem meio que "escalar" a rocha, mas nada que exija qualquer tipo de treinamento ou material específico. Vacilei, bebi muito pouca água nesse dia e acabei sendo pegue pelo mal da altitude, que prejudicou bastante meu desempenho, passei bastante mal no Hotel, mas como já havia tido mal da altitude em La Paz em 2012, reconheci logo e me acalmei porque sabia que logo passaria, mas é horrível, tentem não ter ok? hehehe Día 3: TREKKING SANTA CRUZ - LLANGANUCO: Huaraz - Cashapampa - Llamacorral: Salida a las 7.30 a.m. Traslado de Huaraz a Caraz luego a Cashapampa (2973 m.), desde aquí empieza nuestra caminata hasta el campamento de Llamacorral (3760 m.). Caminata aprox. de 5 a 6 horas. Observação: Já devidamente aclimatados (pelo menos a nível de trekking) partimos para o famos Trekking Santa Cruz, o translado de van dura umas 2 ou 3h, lá somos recebidos pelo nosso "arrieiro" (o cara que cuida dos animais que vão levar todo o equipamento), ele e nossa guia de trekking é quem nos acompanhou todo o tempo, a guia dispensava a ida de um cozinheiro pois ela exercia essa função também (muito bem diga-se de passagem). O arrieiro pega uns atalhos e chega mais rápido que todos nós e quando chegávamos ao acampamento ele já estava sempre com as barracas já levantadas (individuais - de dormir - e as coletivas - de cozinha e refeição, além da barraca que servia de "banheiro"). A propósito, lá não tem nenhuma estrutura física, o banheiro é uma barraca com um buraco pra você fazer suas necessidades e enterrar seus dejetos, banho é com lenços umedecidos (não deixe de levar), para ter água a gente pegava do rio (todos os espaços de acampamento ficavam na beira do rio), esquentava e estava pronta pra uso. Día 4: TREKKING SANTA CRUZ - LLANGANUCO: Llama Corral (3760 m.) - Campo Base de Alpamayo (4270 m.) - Taullipampa (4250 m.): Pasaremos por las lagunas Ichiccocha y de Jatuncocha y podremos observar los nevados de Aguja de Santa Cruz, Caraz de Santa Cruz, Pumapampa, Curuicashajana, Quitaraju, ALPAMAYO, Pucahirca, Rinrinjirca, Taullipampa, Artesonraju, Paria, Millishraju, etc. Caminata aprox. de 5 a 6 horas. Día 5: TREKKING SANTA CRUZ - LLANGANUCO: Taullipampa (4250 m.) - Cachinapampa (3710 m.): Este día se vencerá el paso de Punta Unión (4750) desde donde se tiene una impresionante vista de la Cordillera Blanca como el Taulliraju, los Rinrijircas, los Pucahircas, Quitaraju, los Santa cruz, Artesonraju, Piramide de Garcilaso,Paria, Millishraju, etc. Llegando al campamento de Cachinapampa. Observação: Aqui chegamos ao ponto mais alto (literalmente) do trekking, o cume Punta Union, com a famosa plaquinha, a parte final de chegada ao Punta Union é bem PUNK e vai te exigir bastante, mas o visual lá é absolutamente compensador, porém vale ressaltar que o Punta Union é mais ou menos a metade do percurso do dia ainda, mas logo depois dele é só descida e caminhos mais planos. Lá no acampamento você começa a ter sinal de civilização, pois lá por perto tem povoados, apareceu até uma senhoras pra vender presentinhos e umas crianças bem simpáticas brincando ao redor do acampamento e sempre curiosas em saber o que era aquele equipamento que a gente levava conosco, se ofereceram até a me ensinar o Queshua, lá nos povoados ao redor eles falam o castellano, mas ainda sabem falar o Queshua, que é um idioma indígena antigo, que ainda ensinam na escola. Día 6: TREKKING SANTA CRUZ - LLANGANUCO: Cachinapampa (3710 m.) - Vaquería (3850 m.): Inicio de la caminata Quebrada de Huaripampa apreciando en el trayecto el nevado Chacraraju, llegando al pintoresco pueblo de Vaquería, desde este pueblo nos trasladaremos en bus hasta llegar a Cebollapampa pasando primero por el paso Portachuelo (4767 m.s.n.m.) en este punto observaremos lo nevados del Huascarán, Chopicalqui, Huandoy, Pisco, Chacraraju. Después descenderemos hasta llegar a nuestro campamento Cebollapampa (3900 m.). Observação: Chegamos então ao último dia de Trekking Santa Cruz, é um dia relativamente leve, muito pelo fato de que você já ganhou bastante resistência nos últimos dias, só o final, pra chegar no ponto onde a van vem te buscar é que é uma parte bem íngreme e que vai te exigir uma forcinha final extra. De lá a van nos buscou e no caminho passa por lugares com vistas incríveis para a Cordillera Blanca. De lá voltei para o Hotel, numa viagem de van que durou umas 3h. NEVADO PASTORURI (5200m) O Scheler gentilmente conseguiu me realocar num passeio muito legal que duraria o dia inteiro. A subida ao nevado Pastoruri, fomos de van e lá conheci um trio de brasileiros (um casal e o pai dela) e fomos a viagem toda trocando uma idéia, trocamos contato via whatsapp e fizemos um jantar de despedida de Huaraz e depois coincidentemente os encontrei em Lima. O Pastoruri é muito legal, mas não recomendo que seja seu primeiro passeio assim que chegar em Huaraz, o ideal é estar pelo menos a dois dias na altitude estando assim um pouco mais aclimatado. Um sedentário até consegue subir, mas não é muito recomendável, é meio puxado, mas como disse anteriormente, moradores da região ficam lá na base com cavalos para alugar a subida, isso facilita bastante, mas não te livrará de passar mal caso o mal da altitude chegue, no meu caso, embora com o joelho contundido, como já estava a muitos dias em Huaraz e tinha acabado de fazer o trekking Santa Cruz, pude subir a pé numa boa, embora em intervalos para descansar. A paisagem é absolutamente incrível, até me empolguei me separei dos outros e fiz uma mini escalada para um ponto ainda mais alto pra bater umas fotos, vale muito a pena e a Daniela (parte do casal que conheci) fez umas fotos de mim com a maquina dela de longe usando o mega zoom que tinha. E é isso ae galera, esse é o relato de Huaraz no Peru, uma cidade pequena, mas muito legal de se visitar, principalmente se você gosta de aventura, lá tem muitos outros trekkings pra fazer, tanto de um dia quanto de vários dias, tanto muito fáceis e acessíveis quanto de nível extremo, além é claro das escaladas de vários níveis de dificuldade, inclusive quando estávamos saindo pra pegar um vôo de volta para Lima tinha um casal em lua de mel lá no Hotel que segundo o Scheler iria fazer o trekking Huayhuash (10 dias), considerado um dos trekkings mais bonitos do mundo. Pretendo voltar lá em breve pra escaladas, lá é ótimo pra quem está começando no montanhismo, principalmente pra nevados abaixo de 6000m. Espero que tenham gostado e qualquer coisa só perguntar ae nos comentários. Abraços
  10. yurinobre.arq

    relato San Pedro de Atacama e Salar Uyuni

    Olá Gleydy, legal seu relato, mas fiquei com uma dúvida: você falou que o translado Calama-San Pedro-Calama, custou 180.000 pesos, é isso mesmo? Porque isso em real da quase R$1000, vc não quis dizer 18.000 pesos?
  11. Existe sim, você pode chegar somente até a primeira laguna (que não recordo o nome agora) e já tem uma bela visão do Fitz Roy, a caminhada é de 1:30hr mais ou menos, é a menor caminhada possível para se ter uma boa visão do monte, como você pode ver na imagem abaixo.
  12. Olá Bruno Valer vale, mas El Calafate funciona mais como uma espécie de cidade dormitório para bons passeios como o big ice e o mini trekking pelo Perito Moreno, no mais é uma cidadezinha bem "Campos do Jordão". Na cidade propriamente dita não tem nenhuma grande atração.
  13. Célio, td bom? Não entendi direito esse esquema da van... sai às 5h do aeroporto de Calafate e vai pra Chaltén? PS. Seu nome é familiar, será que a gente já se esbarrou em alguma trilha aqui em SP? É tanta gente... rs Guys, mt obrigada pela atenção e pelas respostas. Vlw! Olá Gisele, respondendo as suas perguntas. 1 - A Pinguinera tem em dois horários, pela manhã de 8:00hr as 12:00hr e a tarde de 14:00hr as 18:00hr (recomendo ir pela manha), portanto a pinguinera te ocupa apenas um turno. 2 - A navegação do Beagle sai mais ou menos as 7:30hr e retorna umas 11:00hr. 3 - 310 foi o valor por cabeça no taxi (que dá cerca de R$85,00), portanto acho que só vale a pena se vc tiver com no mínimo mais duas pessoas. Ele deixou a gente no glaciar de manha cedo, veio nos buscar umas 11:00hr (horário pré combinado), depois nos levou a estação do trem do fim do mundo, e ficou esperando la na outra estação onde o trem chegaria, depois fomos ao parque nacional Tierra del Fuego e lá ele ficou passeando conosco la por dentro e parando em locais estratégicos, depois voltamos a cidade. É como um esquema full-day que se inicia pela manhã e vai até umas 17/18:00hr com o taxi a sua disposição, sai muito mais barato do que um taxi avulso e o cara como já trabalha com esse tipo de esquema, já sabe horários e locais para ir, eu só não sei mais detalhes porque quem conseguiu foi uma das moças que a gente conheceu la no hostel e a gente acabou indo com elas, mas pelo que eu entendi é alguma agencia de taxi que faz esse pacote. (Vou editar o post com essas informações pra complementar)
  14. Olá Gilmara, Eu não sei quanto custou especificamente a passagem de Ushuaia a El Calafate pq comprei todas as passagens de uma vez só pelo decolar.com (de la ainda fui pra Buenos Aires e depois Santiago). Quanto aos transporte rodoviário a Punta Arenas eu também não sei pq não fui pra la nem estava no meu roteiro, por isso nem cheguei a pesquisar sobre.
  15. Acho que não tem problema ir com o cachorro Hilda, mas não tenho certeza se a entrada no parque permite animais de estimação. Quanto ao natal, se quiser um lugar bastante tranquilo pra isso, la é um bom lugar, sem duvida.
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