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Priscilacastro58

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  • Meus Relatos de viagem
    http://www.mochileiros.com/chile-e-bolivia-santiago-atacama-uyuni-pucon-e-puerto-varas-em-18-dias-setembro-2014-t103188.html
  1. Legal, Giovana! Que bom que foi útil para você. A intenção era justamente essa, todo ano uso e abuso desse fórum e dos blogs por aí para planejar as férias. Fiz um esforcinho para dar minha contribuição também (80% foi escrito na espera zzzzzz dos aeroportos na própria viagem hahahahaha). Mesmo que fizer a cirurgia, leve o colírio, até quem não usa lente fica com o olho todo zuado. E muito, muito soro e tudo que você encontrar para hidratar o nariz, o meu mesmo com toda a parafernália só parou de sangrar uma semana depois que voltei para o Brasil Rssss. Boa viagem e aproveite muito cada segundo naquele lugar incrível.
  2. Dia 16. Puerto Varas – Lago Llanquihue. Pegamos nosso ônibus rumo à Puerto Varas às 6h00 da manhã. O trajeto até lá dura cerca de 4 a 5 horas. O ônibus foi parando em milhares de cidades, deixando e pegando passageiros. O caminho como tudo naquela região era muito bonito, embora tenha chovido em boa parte do trajeto. O ônibus parecia um mercadão de peixe, as pessoas falando, comendo, rindo. Uma loucura. Atrás de nós um “abogado” chileno discutindo a guarda de uma criança fervorosamente no celular. Gritava e se repetia loucamente no melhor estilo programa da Márcia, pois segundo ele “la madre hay que tener su hija”, “la constituicion no permite”, “lo padre es perigloso”. E eu que só queria ver distância de um fórum e de processos durante as férias senti vontade de pular do primeiro precipício rssss. Enfim, não era eu que gostava de sair dos tours fechados e estar em meio ao cotidiano das pessoas normais, da cultura local? Toma essa, Priscila. Rssss. Chegamos por volta de meio-dia na Rodoviária de Puerto Varas. Seguimos para o Hostel Margouya Patagônia 2 que fica há cerca de 5 minutos da rodoviária. Percebemos que a cidade é cheia de ladeiras enormes, uma Ouro Preto bem maior. Por sorte nosso caminho até o hostel era uma descida de ladeira e não sofremos tanto para chegarmos até lá com a bagagem. Ficamos em quarto privado com banheiro compartilhado por 18000 pesos para o casal. O hostel é no prédio de um casarão antigo em estilo europeu filme de terror, todo de madeira, janelas e portas enormes e grossas. Senti uma energia meio pesadona rsss. Uma arquitetura muito bonita no final das contas, bem limpo. Os staffs eram muito bacanas também. De posse de um mapa da cidade, deixamos as coisas e seguimos para procurar um lugar para almoçar. Os preços da alimentação em Puerto varas já não eram tão camaradas quanto em Pucon, mas com a fome que eu estava, não fiz muita questão de pesquisar e entramos no Donde El Gordito, restaurante de um Sr. Chileno bem simpático, cheio de penduricalhos para todo lado e coleção de tudo que se pode imaginar pelas paredes. Meu namorado achou de péssimo gosto, eu achei bem aconchegante. Já chegamos tomamos bronca porque “todo brasileño que visita Gordito pide Pisco Sour” e nós queríamos suco de framboesa rsss. Uma figura. Pedi um salmão acompanhado de batatas e meu namorado carne com arroz e legumes. Pagamos cerca de 8 mil pesos por pessoa. Gostei, mas nada de excepcional. Saímos para conhecer a cidade a pé. Estávamos um pouco cansados e não quis sair de Puerto Varas naquela tarde. Poderíamos ter ido à Frutillar ou à Puerto Mont, mas preferi ficar por ali mesmo. Puerto Varas, assim como Frutillar, Puerto Octay etc, tem o Lago Llanquihue como cartão postal. Uma imensidão de água, sendo que é o segundo maior lago do Chile, cerca de 86000 hectares de superfície. Ficamos ali no deck próximo ao centro da cidade apreciando aquela belezura toda. Apesar de a cidade ter um certo movimento, ali, há poucos metros era bem tranquilo. Essa parte da cidade é muito bonita. Dali se avista o Vulcão Osorno do outro lado do lago. O dia estava bem típico daquela região, nublado ao meio dia, frio, nebuloso. 17 horas já estava escurecendo. Fomos até a Touristour obter informações sobre passeios. Foi nos oferecido para o dia seguinte trekkings, ciclismo de volta ao lago, etc. Eu já não tinha mais ânimo para isso rsss. Optamos por um passeio que compreendia a visita aos Saltos del Petrohue, navegação nos Lago de Todos los Santos e visita a Peulla, tudo por 34000 pesos por pessoa. Nosso planejamento inicial era alugar um carro e dar a volta no Lago Llanquihue até o Vulcão Osorno, mas já estava na estrada há mais de 15 dias e sem muito ânimo para burocracia, achei melhor encarar o grupo de turistas feliz e poder descansar, até hoje não sei se foi uma boa idéia rsss. Mas faltou conhecer o Vulcão Osorno. Fiquei com isso meio mal resolvido na minha cabeça, acho que mais um dia em Puerto Varas seria o ideal em nosso roteiro. Fomos até a Iglesia del Sagrado Corazon, uma tremenda ladeira até lá. É toda em estilo alemão, de madeira, linda mesmo. Com aquele ar de coisa mal assombrada também. Acho que tenho medo de construções de madeira rssss. A igreja é linda e fiquei me coçando para visitar, mas era segunda e estava fechada. Fica para a próxima. Passamos no supermercado na volta e compramos pisco, vinhos e alfajors para levar de presente, além de vinhos e queijos para o jantar daquela noite e snacks para o dia seguinte. Faz muito frio. Muito mesmo à noite. Mais uma vez, um beijo para o cara que inventou a calefação rssss. Dia 17. Puerto Varas – Saltos del Petrohué, Lago de Todos los Santos e Peulla. Às 5h45 da madruga já estávamos em frente ao cassino da cidade, que fica uns 10 minutos ladeira abaixo de nosso hostel para pegar o ônibus turístico que nos levaria. Depois de o guia por muitas vezes dizer que não estávamos na lista, apesar de termos a passagem da agencia rsss, resolveu achar nosso nome sei lá onde e nos mandar entrar. O ônibus era composto basicamente de brasileiros idosos e eu me senti participando de um bingo no clube do vovô rssss. Após algum tempo contornando o Lago llanquihue, passamos por Ensenada (outra cidade), até que atingimos a entrada do Parque Nacional Vicente Perez Rosales, onde ficam os Saltos del Petrohué. Os Saltos são quedas d’agua do Rio Petrohué em formações rochosas de origem vulcânica. As águas tem um tom esmeralda muito forte, uma coloração muito linda mesmo. E olha que estivemos lá de manhã e com o dia nublado, dizem que no final da tarde, com o reflexo do sol, as cores ficam incrivelmente ressaltadas. O parque tem uma estrutura ótima, cheio de pontes e passarelas de madeira por entre os Saltos e a vegetação, que fazem uma combinação bem interessante. O vulcão Osorno sempre ao fundo completando a paisagem. Tudo muito bonito. O lugar transmite paz, tranquilidade. Foi um dos meus preferidos nessa visita a Puerto Varas. Há também a opção de chegar bem próximo aos Saltos em um passeio de barco que não fizemos. Queria ter mais tempo para aproveitar com calma, mas, excursão, sabe como é, aquela correria, mal entramos já estavam nos acelerando para ir embora. De lá seguimos até o Lago de Todos los Santos e no porto embarcamos no catamarã para iniciar a navegação rumo à Peulla. O lago é realmente muito bonito, tanto que é conhecido também como Lago Esmeralda, pela tonalidade incrível de suas águas. Como estava muito, MUITO frio e ventando intensamente, acabamos ficando mais na parte fechada do barco e vendo tudo pelo vidro, mas ainda assim foi impressionante. A visão do vulcão Osorno e do vulcão Cabulco a partir das águas do lago, a vegetação muito verde e abundante à beira do lago. Mas como é uma navegação demorada (cerca de 2 horas) chega uma hora que cansa, fica monótono e por mais lindo que seja eu só queria que chegasse logo rsss. Para completar o tédio havia um grupo de umas 6 senhoras ditas da alta sociedade carioca que falavam muito alto e nos impuseram ouvir todo tipo de futilidade à respeito da vida glamourosa que diziam levar. Eu queria me afogar no lago só para ter um pouco de silencio. Rssss. Ué, não quis ir de excursão para ter tranquilidade, Priscila? Agora aguenta... Durante a navegação passamos por Isla Margarita, que fica bem mais perto do que Peulla e pelo pouco que deu para ver, pareceu bem interessante. Para quem tiver tempo, acredito que valha a visita Chegamos em Peulla e a vista da chegada é estonteante. Amei aquilo! Esqueci todo o cansaço do trajeto e me senti renovada com aquela paisagem que parecia uma tela pintada. Paz de espirito e alma renovada, desembarcamos. Peulla é um vilarejo que fica do lado oposto à Puerto Varas no Lago de Todos los Santos, bem próximo da argentina (cerca de 40 km da fronteira) e tinha a imensa população de 123 pessoas na data em que lá estivemos. Lá fica o Hotel Natura onde a maior parte da população trabalha e o restante trabalha nos passeios turísticos (há passeios de 4x4, etc) ou na agricultura. Nosso grupo seria dividido ali. Alguns seguiriam direto para a Argentina, outros ficariam hospedados em Peulla e nós retornaríamos à Puerto Varas no final do dia. Almoçamos no Hotel Natura (única opção) e simplesmente amei. O restaurante tem uma vista panorâmica da paisagem que até desconcentra da comida, que por sinal também é muito boa. Comemos um risoto de camarão maravilhoso, cerca de 11 mil pesos por pessoa. Optamos por não fazer nenhum passeio com grupo pelo povoado. Saímos andando sem rumo, aproveitando a vegetação e as paisagens. Peulla é linda e vale demais a visita. Passamos por cachoeiras e quedas d’agua, trilhas bem demarcadinhas, tudo muito preservado. As 15h30 embarcamos para fazer o trajeto de retorno e o entardecer no lago é muito bonito e a coloração da agua é bem diferente da manhã. Com menos frio, conseguimos aproveitar um pouco a parte externa do barco. Adorei o trajeto de volta. Tudo muito lindo. Depois de desembarcar, pegamos o ônibus que nos aguardava rumo à Puerto Varas. Chegamos por volta de 19h00 no centro da cidade. Passamos no supermercado, compramos algumas coisas e seguimos para o hostel, já que iriamos embora nessa noite para Santiago. Já em clima de fim de viagem, chateados e querendo ficar rsss, seguimos para a Rodoviária e pegamos nosso ônibus às 21h00 rumo à Santiago. Dia 18. Santiago – São Paulo. Chegamos na estação Los Heroes por volta de 9h00 da manhã. Totalmente destruída e sem joelho por passar a noite toda com a perna encolhida no semi cama fajuto da Turbus (mais uma vez, escolham uma categoria melhor). Deixamos a bagagem em um guarda volumes que há ali e seguimos para o metrô. Fomos até o Bella Vista, queríamos tomar um café da manhã decente. Esse foi o único dia ruim da viagem rsss. Sabe quando tudo começa dar errado e você tem medo até de respirar e morrer engasgado? Pois é... hahaha. Fomos até o Pátio Bella Vista e sentamos no Starbucks. Eu estava com uma mochila pequena e a minha bolsa a tiracolo. A mochila coloquei no chão, no meu pé e distraída, tomando um café. Adeus mochila. Ao meu lafo havia um revisteiro, um “gatuno” muito do bem vestido e com cara de bom rapaz, abaixado ali olhando as revistas, aproveitou da minha distração e em um piscar de olhos pegou minha mochila e saiu correndo pela calçada. Aí foi aquela cena de filme. Eu correndo atrás, meu namorado me fazendo voltar, correndo ele atrás do cara por quarteirões e quarteirões. Até que em um golpe de mestre o cara entra em um taxi e desaparece em meio ao transito caótico. Adeus mochila. Passado o susto, cercada de seguranças do Pátio e de um gerente bobo do Starbucks me culpando por ser distraída, perguntando se eu queria que chamasse os carabineiros, me certifiquei que nada de essencial estava na mochila, minhas câmeras, documentos, cartões, óculos escuros e dinheiro estavam todos na bolsa de mão. O ladrão na verdade descobriu que não valeu a pena a empreitada. Na mochila havia apenas os souvenirs que havia comprado para dar de presente, gorrinhos típicos, alfajors, etc etc, minha nécessaire de remédios, meias e calcinhas sujas. A única coisa que senti falta mesmo foi de meus óculos de grau, que tive que chegar correndo no Brasil para fazer novos. Gente, desde antes de ir para o Chile ouvi dizer que Santiago era muito perigosa, cheia de furtos e etc. Me cobri de todos os cuidados, tanto que andava com um cadeado de mala fechando os zipers da minha bolsa, sempre super atenta, preocupada. Mas todo mundo tem um momento de distração e estamos no mundo, né. Acontece aqui em São Paulo, acontece em Santiago e em qualquer lugar. Não vou me sentir vitima injustiçada e nem dizer que a viagem foi ruim por isso porque não é verdade. O Chile é um país incrível, vale cada segundo da visita e com certeza pretendo voltar. Esse tipo de problema qualquer lugar do mundo tem e todos estamos sujeitos. Conheço quem tenha sido furtado na Suíça. A experiência positiva lá foi muito maior do que esse pequeno aborrecimento. De qualquer forma, vale ficar atento no metrô, em restaurantes, na rua. Existem quadrilhas que circulam naquela região de Providencia e Bella Vista em busca de pegar um momento de distração das pessoas, sempre bem vestidos, senhoras idosas, mães com crianças. Todos os tipos. Vale se precaver. Passado o susto, resolvemos seguir para o aeroporto e almoçar por lá. Perdi um pouco do ânimo de ficar ali, acho que é normal no momento. Voltamos à estação Los Heroes, pegamos nossa bagagem e resolvemos ir de ônibus até o aeroporto. Compramos a passagem da Tur-bus por um valor muito pequeno, não me recordo, mas algo como 2000 pesos por pessoa. Achei o serviço muito bom, o trajeto tranquilo e seguro. Para quem está na estação Los Heroes, acho que é a melhor opção. A partir daí, chegamos no aeroporto, almoçamos, e aguardamos o embarque. A viagem chegou ao fim com a sensação de ter presenciado uma das paisagens mais incríveis da minha vida. Não tem como não lembrar de Atacama e Uyuni sem abrir um sorrisão enorme. E quanto ao Sul, me encantei com a receptividade daquele povo lindo, com as paisagens branquinhas de neve e o mundaréu de água. Chile, me aguarde, voltarei.
  3. Fiquei com o Villarrica na cabeça, Thiago. Vou ter que voltar mais pra frente pra resolver isso.
  4. Priscilacastro58

    relato Grécia - Santorini (Agosto/2014)

    Muito bom o relato. Grécia é meu destino das férias do ano que vem e são tão poucas as informações aqui no fórum. Obrigada por compartilhar sua experiência. Aguardando o post sobre Mykonos também.
  5. Dia 15: Pucón – Parque Nacional Huerquehue. Ok, assumo que até hoje não sei pronunciar o nome do parque. Chamo carinhosamente de Parque Huerblábláblá rssss. Após o café da manhã, saímos em direção à garagem da Buses Caburgua. O ônibus sai às 9h00 da manhã e às 13h00. Tem dois horários de retorno. Lembro só do último, às 17h10. Pagamos cerca de 5 mil pesos a passagem de ida e volta e fomos em um microonibus bem desajeitado, lotadíssimo. O caminho é muito bonito (cerca de 30 km de Pucon), sendo que em determinado ponto o ônibus sai da rodovia e entra em estrada de terra entre as propriedades. Eita estradinha ruim, rssss. Pagamos cerca de 5 mil pesos a entrada do parque para estrangeiros (gente, perdi os tickets dessa parte da viagem, então não tenho os valores exatos). Iniciamos o trekking pelo Sendero Los lagos às 11h00, que segundo nosso mapinha tinha cerca de 15 km. O parque é muito bonito e muito limpo. Não encontramos em todo nosso percurso um mero papelzinho no chão. Além de ser diferente de tudo que estou acostumada no Brasil. A vegetação é muito linda, cheia de aravores gigantes, com um cheirinho tão gostoso. Me sentia num filme da sessão da tarde, aqueles de acampamento, sabe hahahaha. Como eu ainda estava morrendo com as costas e o joelho, fui bem devagar, fazendo varias paradas, tranquila, no meu tempo. A trilha é bem tranquila, bem demarcada, dá pra fazer tranquilamente sem guia. Só uma vez saímos dela sem querer, mas logo percebemos e voltamos sem problema algum. Saimos para uma trilha alternativa também para ver a cachoeira “Nido de Aguila”, o que nos atrasou em cerca de 1 hora, mas valeu a pena, achei muito bonita a quantidade de agua. A partir da segunda hora de caminhada, o percurso que já era de subida descamba a subir de vez e aí, adeus, joelhos. A subida é muito puxada, alguns trechos com escadas de madeira, outros com escadas demarcadas na própria terra. Como chove muito nessa região, estava tudo um lamaçal só. Além de ainda haver muitas partes congeladas, descongelando. O que transformava essas escadas num sabaozão só rssss. As vezes o gelo ficava camuflado na lama e a trouxona ia pisar esperando que afundasse, quando a coisa escorregava que era uma loucura. Não sei como não dei várias bundadas no chão. Benditos sejam os bastões de trekking que seguraram bonito a minha onda. Chegamos ao mirador 1, que tem uma visão muito bonita do lago. Cerca de 1 hora adiante – e subindo rsss -, chegamos ao mirador 2, também com visão do lago e do vulcão Villarrica, onde optamos por encerrar os trabalhos, descansar, comer algo e iniciar a descida. Já era por volta de 15h00 e teríamos que fazer todo o percurso de retorno, pois o ultimo ônibus era as 17:10. Nos informaram que até o mirador 4, que é o final da trilha, teríamos que caminhar por mais 1 hora, subindo. Achamos melhor não arriscar. Durante o percurso conhecemos um casal de chilenos de meia idade, que moravam em Villarrica. Encontrávamos e desencontrávamos. Uns fofos! Conversamos muito e me senti fazendo trekking com os meus pais, foi muito bacana. Simpatizamos muito. Comentei que era advogada e eles logo se animaram, dizendo que tinham uma filha da minha idade que também era “abogada”. Enfim, acho que eles se sentiram também andando com os filhos deles rsss. Nos adotaram. Encontramos o tal casal novamente nos últimos 30 minutos de trilha e eles nos ofereceram carona até Pucón. Como ainda faltava cerca de 40 minutos para nosso ônibus sair, resolvemos aceitar. Tomei uma bronca depois de alguns amigos, mas senti uma vibe muito boa neles e resolvi confiar na minha intuição, acho que falta um pouco isso no mundo, acreditar mais na bondade do ser humano (com bom senso, claro). Sinceramente eu tinha cara de muito mais perigosa do que eles rssss. Mas, né, nunca se sabe. Foi a primeira carona em viagem da minha vida. Vai que eu tomo gosto? Rssss. Enfim, o casal lindíssimo nos deixou em segurança, sem faltar nenhum pedacinho em Pucon. Foram tão queridos que apesar de falarmos para nos deixarem na entrada da cidade para não desviarem muito do caminho até Villarrica, fizeram questão de nos levar até a rua de nosso hostel, mesmo com a cidade toda congestionada por conta de um show de encerramento de um rali. Vontade de apertar! O povo daquela região é muito acolhedor. Só fui tratada com carinho em todos os lugares que estive em Pucon. Era nosso último dia em Pucon e senti vontade de chorar. Sabe aqueles lugares que você se identifica, se sente em casa? Não queria ir embora de jeito nenhum, coração partido mesmo. Três dias para Pucon foi muito pouco, não tive tempo de aproveitar como queria. Vou ter que voltar. O cansaço era tanto que comemos umas coisas que tínhamos comprado no mercado e nem saímos para jantar. Arrumamos as coisas e dormimos cedo porque no dia seguinte nosso ônibus sairia cedo rumo à Puerto Varas.
  6. Dia 14: Pucón. Ascensão ao Vulcão Villarrica. As 5h00 da manhã já estávamos na agência para preparar o equipamento, nos vestir e seguir para a base do Vulcão. Nesse ponto deixo uma crítica à agencia, esqueceram de entregar os crampons ao meu namorado, nos mandaram para a van e quando íamos reclamar insistiam que tinham entregado. Ele teve que insistir para que lhe dessem o restante do equipamento. Dois erros, um não ter atenção na distribuição dos equipamentos para os clientes e o segundo em mesmo após serem avisados, não darem importância. Meu casaco estava com o fecho do braço solto, ou seja, entrava uma friaca enorme pela manga. Não quiseram trocar. Com o grupo preparado seguimos em uma van até a base do vulcão. Caminhamos até o teleférico e pagamos 9 mil pesos por pessoa para subir até a base da estação de esqui. Nossos guias nos aconselharam, pois poupa cerca de 1 hora de caminhada. O visual da subida do teleférico já é muito bonito arvores imensas em meio a neve logo abaixo dos nossos pés e aquele mundão branco que é o vulcão vai se tornando cada vez mais imponente. Iniciamos o trekking por volta de 8 horas da manhã com um grupo de 9 pessoas e 3 guias. A subida desde o início é bem puxada. Cerca de meia hora depois já estava morrendo de calor, mesmo ainda estando no inverno, tamanha era a intensidade da atividade física. Nunca tinha feito trekking em neve e senti bastante dificuldade na utilização do piquete, senti falta dos meus bastões de caminhada, mas imagino que seja mais pela falta de intimidade com o piquete. Após cerca de 1 hora de caminhada comecei a sentir muito minhas costas e meus joelhos e desacelerei um pouco, me afastando do grupo. Um dos guias seguiu no meu ritmo e o grupo seguiu em um passo mais forte. A dor era intensa, mas eu sou teimosa e insisti. O guia foi incrível e me incentivava a todo momento, acho que só aguentei tanto pelo excelente trabalho que ele fazia, não só garantindo a minha segurança mas dizendo a todo momento que eu podia, que chegaríamos juntos no cume (até então eu não havia contando a ele que estava com dor, com medo que me aconselhasse a desistir). Apesar do equipamento dessa agencia não ser o melhor, o profissional que esse guia é, fez valer a pena a escolha. Fiz mais algumas paradas, ia me recompondo e continuava. Quando faltava cerva de 1h30 para atingir o cume, desisti de vez. A bota pesava uma tonelada nessa altura, minhas costas doíam demais e meu joelho eu já nem tinha rsss. Mais algumas pessoas do grupo desistiram e as encontramos nesse ponto, além de desistentes de outras agencias, na maior parte, mulheres. Não foi fácil desistir. Tinha sonhado chegar até a cratera do vulcão durante meses planejando a viagem. Odeio a sensação de fracasso. Mas tinha que respeitar o limite do meu corpo, que eu já havia excedido – e muito – naquela ocasião. Ficamos por cerca de 40 minutos sentados naquela altura, conversando e apreciando a vista lá de cima que era estonteante. A visão da imensidão da montanha branca de neve e os lagos lá embaixo. Coisa única. Começamos a descer. O percurso é feito quase todo de esqui bunda. Eles dão uma pranchinha para sentar e aí adeus, se escorrega muito rápido. Pra frear se usa o piquete. Adorei aquilo! Hahahaha. Acho que nunca ri tanto na minha vida. Mas tem que ser bem orientado, porque a coisa é bem perigosinha. Como eu estava com o best guia ever, não tive problema. Ele sempre indicava o percurso e em locais perigosos íamos caminhando. Foi muito gostoso. Quero subir outra vez só para descer daquele jeito rssss. Finalizando a descida, ficamos no deck do restaurante da estação de esqui assistindo o pessoal esquiar e tomando um chocolate quente a preço de ouro rsss. Cerca de 1h30 depois o grupo que foi até o cume chegou e seguimos retornando à Pucon, chegamos por volta de 18h00. Depois que retornei ao Brasil, descobri que tive uma lesão no joelho e estou até agora fazendo fisioterapia. Então posso me considerar uma vitoriosa por ter chegado até onde cheguei com o joelho todo ferrado. Mas eu volto um dia, ahhh volto. Lá eles falam que qualquer pessoa com o mínimo preparo físico consegue fazer o tour. Bom, eu não seria tão otimista. Eu não sou nenhuma grande atleta mas sou muito ativa, treino todos os dias, além disso, na época corria cerca de 8 km (porque agora não tá dando sem joelho né, rsss), faço trekking as vezes nos finais de semana. E não, não achei nada fácil. Não só pelo joelho, mas realmente a subida é muito puxada. Acredito sim que não é necessário ser montanhista mega experiente, mas que qualquer pessoa com um BOM preparo físico é capaz de fazer o percurso até o final. Sempre bom cada um respeitar o limite do próprio corpo. Quanto à agencia, na estação de esqui conversei com uma menina que subiu com a Aguaventura e os equipamentos dela eram absurdamente melhores que os meus, que estavam só o pó da rabiola rsss, parecia algo mais antigo, mais batido mesmo. Experimentei a bota dela e fiquei “de cara” de como era mais leve que a minha. A mochila então nem comento. Me mandaram ir com uma minha mesmo que não tinha alça para distribuir o peso na cintura. Para quem já não estava boa das costas, sobrecarregou mais ainda. Então acredito que valha investir um pouco mais, porque equipamento é muito importante, tanto para facilitar o desempenho como principalmente pela segurança. Porém, repito, o guia era espetacular. Retornando ao hostel, destruídos, comemos qualquer coisa por lá mesmo, tomamos um banho e fomos dormir feito pedra, tamanho era o cansaço. continua...
  7. Obrigada, hlirajunior. O contraste das duas regiões valeu todo o perrengue do percurso. Incrível mesmo.
  8. hahahaha, boa, Thiago! Vai ter que sair o casório agora, né! Tenho o pedido documentado rssss.
  9. Dia 13. Pucón. Rio Trancura, Saltos de Marimán, Ojos de Caburgua, Lago Caburgua e Termas Quimey-Co. Acordei no ônibus por volta de 6h30 e era noite fechada ainda, demorou muito para amanhecer. No Sul, nessa época, os dias amanhecem mais tarde. Com o clarear do dia, pude ver o quanto nossa paisagem tinha mudado. Há pouco mais de 24 horas estávamos no deserto mais árido do mundo e agora a paisagem era verde, cheia de araucárias e arvores de clima frio, o dia cinzento, garoa bem fininha, vulcões nevados. Adoro programar roteiro com esses contrastes. Já me animei completamente, esqueci o cansaço e parecia o primeiro dia de viagem! Eita sensação gostosa! PS: que poltroninha sem vergonha o semi cama da Turbus! Recomendo gastar mais e escolher uma categoria melhor, não vale a economia não. Meu joelho chegou travado de passar a noite toda sem poder esticar as pernas. Serviram o café da manhã no ônibus. Enquanto contornávamos cidades como Temuco, Villarrica, etc, até que finalmente chegamos em Pucón por volta das 10h30. Valentina, de nosso hostel, estava lá toda simpatia nos aguardando. Achei um tremendo de um carinho ser recebido com aquele sorrisão depois de uma noite cansativa, além de não perder tempo procurando o hostel, por isso (e por outras razões) recomendo MUITISSIMO o Hostel Emalafquen (não sei pronunciar até hoje rsss). Foi a minha melhor estadia no chile, me sentia na casa da minha vó. O hostel é de uma senhorinha muito fofa que dá vontade de levar para casa, a Dona Ema (por isso ema bá blá blá o nome do hostel, é o sobrenome dela). Ficamos em uma suíte enorme com banheiro privado e uma cama queen que me fazia dormir antes de contar o primeiro carneirinho rsss por 46000 pesos a diária para o casal sem café da manhã. Há uma cozinha compartilhada muito boa. Depois de um bom banho, saímos para percorrer as agências e fechar os passeios para esse dia e o seguinte. Queríamos muito fazer a ascensão ao Vulcão Villarrica. Acabamos fechando tudo com a agência Volcan Villarrica pelo valor mas porque gostamos do atendimento também, apesar de não terem o melhor equipamento (esqueci completamente os valores, mas a ascensão ao vulcão foi por volta de 35 mil pesos por pessoa e o “tour por la zona” por volta de 10 mil pesos, vou ver se encontro nas minhas anotações a informação correta e volto para corrigir). Almoçamos no restaurante Bambu, ali na Avenida O’Higgins mesmo, que é a avenida principal na qual a cidade gira em torno. Escolhemos o menu do dia que tinha uma salada imensa como entrada, um pernil de cerdo (porco) com purê de batatas como prato principal e salada de frutas com iogurte caseiro de sobremesa. Tudo por 4800 pesos por pessoa. Achei barato demais pela qualidade da comida. Lá eles tem um suco de framboesa fresquinha que é uma maravilha, tomei em todos as oportunidades lá no sul. Bom demais. Experimentem. Às 14h00 horas a van da agência passou para nos buscar no hostel e pegamos a estrada. Aquela região é toda linda. Tem um “q” de suíça, um charme todo europeu combinado com uma simplicidade extrema. Me encantei. Fazendinhas com carneirinhos, vaquinhas, casinhas em estilo alemão e o Vulcão Villarrica ao fundo. O percurso já foi um passeio a parte. Paramos no acostamento para tirar algumas fotos no Rio Trancura, uma vista muito bonita ali da estrada. De lá seguimos para os Salto de Marimán, uma parque muito bonito, cheio de árvores, passarelas de madeira. Os saltos em si além de muito bonitos impressionam pela quantidade de água, aliás água é o que não falta no sul chileno – Chora, Cantareira rsss - . De lá, seguimos para os Ojos de Caburgua, que são o ponto no qual aguas subterrâneas de um rio próximo emergem, criando quedas d’agua (muita agua). Tem um tom turquesa bonito, mas pela iluminação não consegui captar nas fotos. O parque também é muito bonito, arborizado, com mesinhas, passaria algumas horas por ali fácil. Seguimos em direção ao Lago Caburgua, que impressiona pela imensidão. A tonalidade da água também é muito forte. Há uma bela vista da paisagem e da vegetação da região. Queria ter mais tempo para ficar ali. A partir dali seguimos para as Termas de Quimey-co, que são um “lusho” rsss. Gente, o lugar é a cara da riqueza. Um spa muito do chiquetoso construído em meio à vegetação da região. Até para quem não entrou nas termas foi bacana, só pelo visual. Dessa vez não fugi e resolvi me arriscar. Apesar do frio fora das piscinas, as aguas são muito quentinhas. Relaxante mesmo. Dá vontade de dormir. Fui alternando entre as piscinas de diferentes temperaturas como recomendo e sai de lá muito relaxada. Que delicia! De lá seguimos retornando à Pucón e nosso guia parou em uma vendinha na beira da estrada, que vendia os produtos produzidos na fazenda que ficava logo atrás. Queijos, compotas, licores, mel. Tudo tão bonitinho e tão gostoso. Experimentamos várias coisas e me arrependo por não ter levado tudo rsss. Comemos um sanduiche de pão caseiro com três tipo de queijo que era de rezar, além do chocolate quente ser ótimo também, diferente de tudo que já experimentei. Quase fiquei por ali mesmo. Conhecemos um pouco da propriedade e depois retornamos à Pucón com o Villarrica se exibindo o tempo todo para nós na estrada. Passamos na agência para provar os equipamentos para a ascensão do Vulcão Villarrica que faríamos no dia seguinte. Não achei os equipamentos muito bons, muita coisa velha, tentaram me empurrar umas coisas que não me serviam muito bem e só trocaram quando reclamei, mas enfim, nada que me parecia comprometer a segurança. Não sou nenhuma especialista, mas, talvez se pudesse escolher outra vez, escolheria uma agencia mais bem recomenda como a Aguaventura. Fomos ao supermercado comprar algumas coisas para comer no dia seguinte. Fiquei impressionada como os preços no supermercado são menores que em Santiago, além de ter várias coisas interessantes, típicas da região. Queria comprar tudo. Adoro ir em supermercado quando viajo rsssss, cada doido com a sua mania, né?. Não conseguimos jantar esse dia por conta do mega sanduiche de queijo da fazendinha. Tomei um antiflamatorio e um analgésico pois estava com muita dor nas costas e no joelho desde o dia anterior. Acho que na correria acabei me lesionando todinha. Mas queria porque queria fazer a ascensão do Villarrica, então nem cogitei desistir. Não foi a decisão mais recomendada, mas enfim...Dormimos cedo porque o dia seguinte tínhamos que estar com o dia ainda escuro na agencia. continua...
  10. Dia 11: Reserva Eduardo Avaroa – San Pedro de Atacama.E como tudo que é bom dura pouco, era hora de retornar à San Pedro. Acordamos por volta de 5h00 e 5h30 já estávamos na estrada. A meneira de dirigir de Johnny me dava bastante medo. Ele corria muito, no escuro, as vezes com muita poeira que deixava a visibilidade quase zero em estrada de terra, toda esburacada. Apesar do sono, quase não consegui dormir durante todo o caminho de retorno. Chegando à fronteira, desembarcamos do carro e o mesmo ônibus que nos levou no dia da ida já estava naquele ponto, aguardando a nossa chegada e trazendo outros grupos que estavam iniciando o tour naquele dia. Um desses grupos embarcou no carro com Johnny, nos despedimos e seguiram viagem. Por esse motivo que digo que essa coisa de no terceiro dia de tour, almoçar em Pueblo, ir até cemitério de trens e ficar algumas horas em Uyuni é justamente para passar o tempo e segurar a turistada por mais uma noite, já que assim, troca-se o motorista e esse ao levar o grupo até a fronteira, já pega um novo grupo para iniciar um novo tour. Com o tempo que se tem, seria perfeitamente possível seguir até a fronteira no terceiro dia após o Salar e cruzar a fronteira antes das 5h00 da tarde. Mas enfim, as agencias tem que ganhar dinheiro, não há outro tipo de de tour senão esse, então ainda assim vale a pena “perder” esse quarto dia do retorno só por ter ganho outros 3 dias incríveis. Tomamos café da manhã, fizemos os tramites legais e embarcamos no ônibus rumo ao lado chileno. O Chile é bastante exigente quanto ao transporte de gêneros alimentícios, com o intuito de evitar pragas agrícolas. Confiscaram tudo que era maçã da mochila da galera. Eu já tinha dado as minhas para o motorista do ônibus. O ônibus nos deixou em nosso hostel (Sonchek) por volta de 13h00. Fizemos check in novamente e aproveitamos para tomar um longo banho naquele chuveirão maravilhoso. Esqueci toda a minha consciência ambiental e usei e abusei do chuveiro. Depois de 3 dias quase sem banho, pode, né? Rsss. Aproveitamos a tarde para falar com a família, já que estávamos isolados há 3 dias e para descansar. Falou-se em fazer o passeio de bike para Pukará de Quitor, mas eu realmente precisava de um descanso. Fica para a próxima. À noite fomos jantar no Blanco com Antony e Christina (o casal inglês/alemão que fez o tour para Uyuni conosco). Pedi um risoto de quinoa com camarão que estava espetacular e um pisco sour para brindar aquela aventura incrível. Tudo deu uns 14 mil pesos por pessoa. Acima da nossa média, mas em ocasiões especiais póóóóóóde. Adorei o ambiente do restaurante também. Fica a dica de um lugar para um jantar mais sofisticado em San Pedro. Fomos dormir cedo pois no dia seguinte o traslado nos buscaria as 7h30 para nos levar à ao aeroporto de Calama e teríamos uma longa jornada até nosso próximo destino, o Sul do Chile. Dia 12: San Pedro de Atacama – Santiago – Pucon. Às 7h00 em ponto o traslado estava na porta de nosso hostel, com meia hora de antecedência, tivemos que sair meio correndo. Juntos conosco foram mais dois brasileiros, Marcus e Adriano e um casal de gringos. Nosso voo saiu de Calama rumo à Santiago às 11h00 junto com Marcus e Adriano e combinamos de deixar nossas mochilas no flat que eles haviam locado no Bella Vista, já que nosso ônibus para Pucón sairia só as 23h30. Pegamos um traslado compartilhado por 6 mil pesos cada, que nos levou direto ao flat dos meninos. Almoçamos no Pátio Bella Vista no La Casa em el Aire. Um prato super diferente que não me lembro o nome, mas lembrava uma pamonha enorme na aparencia com carne de porco e carne de boi. Muito, muito bom. Passamos o restante do dia andando pela região com Marcus e Adriano. E lá que descobrimos que escolhemos o pior dia para estar sem hotel, precisando pegar metro em Santiago. Era 11 de setembro, aniversário do golpe de Estado de 1973 no Chile, encabeçado por Pinochet, o qual deu início ao regime militar que perdurou por 17 anos. E todo ano, nesse dia, acontece um tremendo de um protesto de alguns grupos meio “extremistas”. Repetindo o que me foi falado em Santiago, não me informei profundamente sobre o tema, então não tenho uma opinião politica. Os protestos não são lá muito pacíficos. Bombas, incêndios em transporte público, um tremendo de um quebra-quebra mesmo. E lá estávamos nós precisando ir até a estação Los Heroes de metrô para pegar nosso ônibus à Pucón, quando, o metrô estava fechado. Nenhuma empresa de taxi queria se arriscar a nos buscar naquele horário e nossa situação foi ficando complicada. Resolvemos descer e tentar pegar algum taxi na rua mesmo. Os carabineiros nos orientaram a não sair dali da região do Bella Vista e não nos aproximarmos de forma alguma da Plaza Itália porque lá a coisa estava bem pesada. E o casal de brasileiros bobos na rua com a mochila enorme nas costas no meio de tudo aquilo. seria cômico se não fosse trágico rssss. Aliás, os próprios carabineiros nos ajudaram a parar um taxi que passou depois de um bom tempo. Um senhor muito estranho, a favor da ditadura e que nos cobrou 20 mil pesos para nos levar até a estação, que era longe, mas, achei caro mesmo assim. Enfim, não estávamos em condição de escolher e encaramos. A rodoviária estava um caos, lotada, com ônibus atrasados que não saiam por causa do protesto, sem lugar para sentar. Tive meu momento mendiga e quase dormi por cima das minhas mochilas sentada no chão rsss. Nosso ônibus saiu com quase 3 horas de atraso, porque a polícia so autorizou quando os manifestantes já haviam se recolhido, com medo de vandalismo. Melhor, né? Morta de cansaço que eu estava, dormi quase as todas as 10 horas de viagem, mesmo naquele ônibus super desconfortável da Turbus (pegamos o semicama que era pior que muito comum no Brasil). Engraçado que pesquisei muito antes de fechar o meu roteiro e não encontrei nenhuma menção ao caos de 11 de setembro em Santiago. Se soubesse não teria marcado de chegar/sair de Santiago justo nesse bendito dia rsss. Mas faz parte, viajar é isso. Você entra no país dos outros e não pode esperar que tudo pare porque você quer fazer turismo. É você quem tem que se adaptar. No final das contas, foi engraçado e serviu para rir muito (mas que deu um medão na hora, deu rsss).
  11. Obrigada, Pedrada. Escolhendo as fotos para postar o restante do relato (dá um trabalho rsss). Vi que você já esteve em Cuba, que é um dos destinos que estão na minha lista. Vou ler. Abcs e boas viagens pra vc também.
  12. Oi, Eduardo. Os valores dos tours, hostels e alimentação e transporte fui citando no decorrer do relato. Mendoza foi um dos cortes que tive que fazer em nosso roteiro por falta de tempo, mas com certeza vale a pena demais. Abçs
  13. Dia 10: Salar de Uyuni, Isla del Pescado, Cemitério de Trens e Uyuni. Acordamos por volta de 4h da manhã e como a energia elétrica não é ligada nesse horário, nos arrumamos no escuro, carregamos o carro e saímos por volta de 5h00 rumo ao tão sonhado Salar de Uyuni para ver o nascer do sol. Na estrada escura, encontramos um outro 4x4 com problema. Tentou saltar uma barreira de sal e ficou preso. Jorge foi tentar ajudar e qual não foi nossa surpresa quando vimos que o motorista era o boliviano engraçadinho que estava bebendo na tienda do dia anterior. Tá explicado o porque da caca, né? Rssss. Outro 4x4 também parou tentando ajudar, mas a hora foi passando e já nos aproximávamos do nascer do sol e nada de desenroscar o carro do bêbado, ops, do outro motorista, rsss. Começamos a ficar preocupados porque queríamos muito ver o nascer do sol. Sem ter o que fazer dentro do carro, resolvi tirar uma foto da cena patética e no segundo clique saíram todos os motoristas correndo e seguiram com o tour deixando o pobre do boliviano lá. Acho que se sentiram ameaçados, sei la. Mas juro que não foi a intenção. Perguntamos a Jorge e ele não nos deu maiores explicações. Chegamos ao salar e tivemos o privilégio de ver o nascer do sol naquela imensidão branca e sem fim. O frio era intenso nesse horário, mas quem liga pra isso diante de tamanha obra da natureza? Ainda tivemos uma lua linda de brinde que teimou e demorou para sumir, mesmo com o sol já alto. Foi simplesmente lindo. Após, seguimos para a Isla Incahuasi também conhecida por Isla del Pescado. É muito interessante andar por entre aqueles cactos gigantes, além da visão majestosa do salar visto a partir da isla. Segundo Jorge, o salar há milhões de anos atrás era um imenso lago salgado que secou. A isla já existia no lago, assim como outras que existem no salar, se conservou depois do lago seco. Mas como não se impressionar de ver uma ilha com cactos gigantes brotando de um salar de milhares de quilômetros? Eita mundão caprichoso! Tomamos nosso café da manhã ao sair da isla. Com todo aquele visual de cenário. Eu adorava isso nos tours, essa coisa das refeições no meio do nada. Nesse dia tinha um iogurte, que quando abríamos a tampinha explodia longe. Falaram que era por causa da altitude, mas, né, considerando que toda a comida fica sacolejando por 3 dias dentro de uma caixa térmica que o motorista leva no carro, não sei bem se o problema era a altitude rsssss. Bom, ninguém foi para o trono. Já estávamos imunes rsss. De lá, Jorge nos levou para uma área muito afastada do salar. Só víamos nós e a imensidão. Ficamos por volta de uma hora e meia brincando com as fotos em perspectiva, que, dão um trabalhão para ficarem perfeitas. Eu realmente me encantei com o formato dos losangos no salar. Tudo muito imenso, muito incrível. Tudo muito “muito” hahaha. Daqueles momentos que eu paro e penso “ok, posso morrer aqui e agora que morro feliz”. De lá seguimos para o Hotel de Sal, o original que foi desativado e o monumento do Rali Dakar. Achei a bandeira do Brasil tão tímida, mas enfim, pelo menos ela estava lá. De qualquer forma tinha a minha na mochila e não pensei duas em aproveitar aquele cenário lindo para umas fotos. Seguimos para um vilarejo que mais uma vez não sei o nome, no qual havia uma feirinha de artesanato bem bacana, bem típica, coisa que nem em San Pedro se encontra igual. Pra quem vem do Peru e da Bolívia não há novidade (vi tudo isso na minha viagem ao Peru e norte da Bolivia no ano passado), mas para quem vem do Chile, compensa muito, tanto por serem itens diferentes, muito mais rústicos como pelo valor que é bem menor. Jorge preparou nosso almoço na cozinha emprestada de hostel por ali. O mesmo macarrão de sempre, salada farta, legumes, maçã de sobremesa. Nada de novidade mas também não estava ruim. Após o almoço, Jorge nos levou ao Cemitério de Trens, que é o passeio mais pega turista trouxão que eu já vi. Gosto é pessoal, ok, já ouvi quem gostou. Mas pra mim aquilo ali é só um jeito de levar o grupo até uyuni e justificar o tour de quatro dias. Explico melhor mais adiante. De qualquer forma, aproveitamos para brincar naquele ferro velho imenso, tiramos fotos engraçadas, andamos pelos vagões enferrujados. Foi divertido. Jorge nos levou até a cidade de Uyuni, na base de nossa agencia que ficava em uma avenida principal. Descarregamos as malas e fomos informados que nosso tour de volta só sairia as 17:00. Tínhamos duas horas de espera e nada para fazer. Nos despedimos de Jorge com uma dorzinha no coração, pois o percurso de regresso seria feito com outro motorista. Escrevemos uma recomendação bem bonitinha para ele agradecendo tudo o que fez por nós e pregamos no mural da agência. Ele foi ótimo. Tinha muito conhecimento da região, não nos apressava em nossas paradas e ficava até feliz em nosso interesse pela terra dele. Dava para ver que ele realmente amava aquele lugar. Além de ser um motorista muito prudente (vimos isso quando trocamos de motorista rsss). Minha única queixa é quanto à Jorge ter uma banda na Bolívia na qual tocava teclado e insistir em ouvir o cd ao vivo durante os três dias que ficou conosco. Hahahaha. Sério, depois de um tempo cansa muito a música típica. Pedíamos para trocar com jeitinho e ele trocava, mas não gostava muito. Sempre tomávamos bronca rsss. Saímos para andar pela cidade, procuramos um pub para tomar uma cerveja e passar o tempo. A higiene lá não é da mais confiável, então vale se atentar com a comida. Fomos ao mercado municipal ver algumas cenas de horror com carne sem refrigeração. Andamos a toa pelas ruas. O povo boliviano é sofrido, maltratado, sem a mínima estrutura. Uyuni me deprimiu um pouco, me fez questionar meus valores, embora não seja meu primeiro contato com algo que contraste tanto com a minha realidade. Nunca passa em branco para mim. Sempre dói. Retornamos à agencia para seguir viagem com o novo motorista, Johnny. Carregamos o carro e seguimos. Geeeente, esse carro era muito apertado. Oliver e Frederike, o casal de alemães foram no ultimo banco totalmente espremidos. Johnny dirigia loucamente eu morria de medo de algo acontecer, mas nos levou em segurança até o destino de nossa última hospedagem (não lembro o nome do povoado rsss). Ficamos em um hostel bom até. Havia banho quente pago (5 bolivianos). As cobertas não eram muito quentes e dormi com o meu casaco, mas nada inconveniente. Queriam nos dividir em dois grupos de três, mas torcemos o nariz e nos dividiram em cada casal em um quarto. Johnny preparou nosso jantar. A sopa laguna verde mais rala do que nunca e o mesmo espaguete com molho de sempre, sem salada, sobremesa, refrigerante, nada. Esse dia foi difícil. Pouca comida mesmo. Não ficamos com fome pois levamos uns petiscos que comemos depois do jantar. Fizemos um brinde com os vinhos que havíamos comprado, pois era aniversário de 4 anos de casados de Oliver e Frederike. Convidamos Johnny para beber conosco e conversar um pouco. Ele, com a maior humildade, nos contou que tinha apenas 22 anos, que já trabalhava nesse percurso há 4 anos e gostava muito do que fazia. O povo de lá é muito batalhador, isso é inegável. Bonito de se ver. Fomos dormir porque no dia seguinte tínhamos que sair por volta de 5h30 para pegar a estrada e retornar a San Pedro. Nota: Não posso deixar de fazer algumas considerações pessoais sobre o tour. Desde que comecei a pesquisar fiquei com bastante medo, pois li relatos elencando as mais absurdas situações, algumas até mesmo perigosas. Graças a Deus não passamos nem perto de ter situações assim. Mas o fato é que sim, no tour não há nenhum conforto ou regalia. É uma região inóspita, na qual o próprio povo tem até menos do que nos é oferecido. Você terá que abrir mão de coisas que está acostumado como banho quente, comida variada. Vai passar frio, vai ficar horas no carro. Vai dormir em cobertas que nunca viram água (por isso levei meus lençóis). Mas quer saber? Vale cada pequeno perrengue quando você fica diante dos cenários incríveis que a região tem a oferecer. Penso que três dias de desapego de algumas futilidades não seja nada impossível e no final das contas senti até uma certa sensação de libertação, porque no fundo somos escravos do conforto, exceto pelo banho que me fez falta mesmo, porém não é nada insuportável. Eu amei e ficaria mais uns dias sem banho para ver tudo aquilo novamente rssss. Agora, caso considere impossível, há ainda o tour privado que tem uma estrutura um pouco melhor. Para mim, o custo de 1200 dólares por pessoa era inviável e hoje vejo que não era tão necessário também. Foram três dias incríveis. Continua...
  14. Dia 9: Reserva Eduardo Avaroa. Laguna Colorada, Salar de Capina, Ciudad Perdida de Itália, Valle de Rocas, Cânion de Anaconda, Desierto de Chiguana e muitos “pueblos”. Após o café da manhã, deixamos o abrigo rumo à mais um dia de tour. Desde o dia anterior Jorge havia nos oferico um tour alternativo ao usual, no qual passaríamos por locais desconhecidos pelo grande público. Porém, teríamos que abrir mão da maior parte dos locais do tour usual, inclusive do arbol de piedra. Resolvemos arriscar e confiar em nosso guia. Não nos arrependemos. Fiquei encantada. Não tem como dizer se é melhor que o tour usual, porque não o fiz, mas com certeza vale a pena. Iniciamos o tour por uma segunda visita à Laguna Colorada. Pela manhã não é possível ve-la com as cores tão carregadas, porém ela tem um efeito incrível de reflexo da paisagem na laguna, como um espelho, além de muito mais flamingos do que ao entardecer. Parece difícil acreditar que é o mesmo lugar que vimos no entardecer anterior. A danada sabe ser bonita de maneiras diferentes de acordo com o horário. Como não amar um lugar assim? Seguimos então para um bom tempo percorrendo áreas rurais com llamas, alpacas, rios semi congelados, até que atravessamos um Pueblo que não me lembro o nome (foram muitos nesse dia). Após uma breve parada para ir ao banheiro e conhecer aquele pequeno povoado, que nos impressionou porque era praticamente vazio, exceto pela senhora que cobrava pela entrada no banheiro público, quase uma cidade fantasma em meio ao deserto. Jorge nos informou que isso é muito comum naquela região, já que todos, inclusive as crianças, passam o dia lidando com o plantio de quinoa, milho, etc e só retornam ao final do dia. Seguindo, atravessamos uma antiga indústria mineradora, extratora de borax, chamada Capina. Impressionava pela imensidão das instalações. Jorge nos contou que estava desativada pelo baixo valor no mercado de exportação do borax atualmente, mas que no passado, produzia em grande escala e empregava mais de 600 funcionários. Chegamos então ao Salar de Capina, que apesar de ser conhecido por esse nome, não é um salar e sim uma reserva de borax, digamos um “Boraxlar” rssss. Achei o lugar de uma beleza tão crua, tão peculiar que no meu íntimo “agradeci” pela decadência do borax no mercado, caso contrario aquele lugar já não existiria mais. E quem sabe se existira no futuro? Seguimos por mais algum tempo dentre aquela paisagem rústica e intocada, até chegarmos à um dos meus lugares preferidos nesse dia, a Ciudade Perdida de Itália, que é um vale de formações rochosas que impressiona muito pela imensidão, chega a lembrar realmente uma cidade. E o melhor, um lugar realmente perdido no meio do nada, sem outros turistas, sem barulho, nada. Apenas nós e aquela imensidão. Precisei de algum tempo sozinha absorvendo tudo aquilo no alto de uma rocha que “escalei” toda desajeitada rsss. Há uma fenda na rocha que eu cismei que parecia um coração. Sai correndo loucamente com uma felicidade imensa em direção aquilo e quando consegui olhar por ela... Uau!!! Uma paisagem incrível. Sem folego da corrida naquela altitude e com o visual. Daqueles lugares que foto nenhuma retrata o quanto é especial. Seguimos por mais algum tempo naquela paisagem rustica. Volta e meia atravessávamos um riacho que cortava a estrada, um grupo de llamas tranquilas comendo um matinho, a população local trabalhando, um desfiladeiro enorme cinco milímetros ao lado da estrada. Alcançamos outras formações rochosas, esse, o Valle de Rocas, impressionava pelo formato das pedras, algumas lembravam animais. Cachorro, leão, sei lá, rss. Gostei muito. Fiquei subindo nas pedras e correndo pra lá e pra cá pra tirar foto e ganhei uma dorzinha de cabeça por conta da altitude. Seguimos então para outro Pueblo (que também não anotei o nome) para almoçar. Jorge conseguiu a cozinha de uma pousada emprestada e preparou nosso almoço. Foi engraçado porque desde cedo perguntamos o que havia para o almoço e ele respondia “pescado”. Já imaginamos um belo de um peixão. No final das contas era atum em lata rssss. Acompanhado de arroz, legumes cozidos, salada bem variada e banana de sobremesa. Apesar da frustração com o peixe, estava tudo muito gostoso e tinha bastante comida. Caminhamos pelo Pueblo até a igreja e mais uma vez, não havia vivalma pelas ruas. Chegava a dar medo, me senti em “The walking Dead” e imagina os zumbis saindo a noite das casas rsss. Mas a realidade é que estavam todos na lavoura trabalhando. Daí a parte interessante de sair um pouco de rotas muito turísticas. Poder ver o cotidiano das pessoas de maneira crua, é um privilégio. Saindo dali, logo em seguida encontramos uma plantação de quinoa e havia muita gente trabalhando. Segundo Jorge era a população daquele Pueblo em que almoçamos. Chegamos depois de algum tempo ao Cânion de Anaconda, que recebe esse nome por conta do rio que se visualiza lá de cima, que lembra uma cobra no formato. Caminhamos até a parte mais alta, que nos dava um visual panorâmico da fenda do cânion. Maravilhada em estar em lugares que nunca havia ouvido falar antes, em ter o privilégio de poder conhecer tudo aquilo. De volta ao carro, atravessamos mais um Pueblo (esse eu anotei o nome rsss), Enrique Baldivieso. Como já era entardecer, encontramos algumas crianças voltando da escola tomando uns picolés enormes, todas bonitinhas, de uniforme estilo “Carrossel”, todos muito curiosos com nossa presença ali e nos cumprimentando em inglês. Fiquei com vontade de tentar puxar assunto, mas Jorge já estava nos chamando para ir embora. Seguimos então para nossa última parada, o Desierto de Chiguana, que é um salar, com pouco sal. Atravessado pela linha férrea de carga que vem de Antafogasta no Chile, aproveitamos para brincar nos trilhos. Ao fundo, o Vulcão Ollagua que ainda é “semi ativo, pois apesar de ter atividade, expele somente fumaça, segundo Jorge. Já com bastante frio, seguimos para o Pueblo no qual ficaríamos hospedados, o qual também não anotei (mania de confiar na memória). Lá, paramos em uma tienda para comprar a tão famosa cerveja de quinoa e algumas Pacenas. A Pacena eu já conhecia do ano passado quando estive na Isla del Sol/Copacabana e gosto muito. A cerveja de quinoa, apesar de muita gente gostar, não achei grande coisa, mas isso é muito pessoal. Na tienda, havia um boliviano bebendo todas, já debruçado em muitas latinhas que perguntou ao meu namorado se era brasileiro. Com a resposta positiva, lançou uma “Y queima a rosca?”. Não sabia se ria, se tirava minha cara de supresa rssss. Enfim, o tal boliviano nos explicou que havia ouvido alguns brasileiros falarem isso de um casal gay francês e que desde então repetia isso para todos os brasileiros.hahahahaha. Como não rir? Rimos, ficamos amigos e tomamos uma pacena com ele. Figuraça rssss. Fomos então para a hospedagem do dia, que era um hotel de sal. Geeeeeente, que perrengue! Rsssss. A agência havia informado que havia “ducha caliente” nesse dia. Ainda bem que não acreditei muito e não tinha grandes expectativas. Chegando no hotel, o pobre coitado do dono estava todo feliz porque havia naquele dia comprado um aquecedor para os chuveiros, mas não sabia instalar. Um dos senhores que estavam no outro carro, entendia da coisa e foi tentar ajudar. Mas sem as ferramentas ficou bem complicado. Depois de horas, com muito frio, o chuveiro funcionou “mais ou meeeeeeeeeenos”. Não havia válvula para abrir a agua e tivemos e usar um alicate para ligar e desligar o chuveiro. A agua oscilava muito. Num segundo quase sofria queimadura de terceiro grau e no seguinte tomava banho de agua da patagônia rssss. Consegui tomar o banho como deu. Na vez do meu namorado o aquecedor pifou de vez e tomou banho frio mesmo. Com a friaca que estava aquela hora, só agradeci “e ri” por ter sido com ele e não comigo (muito amor). O hotel de sal era bem simples, mas teve o necessário. Ficamos em um quarto de casal só para nós. O problema é que esse pessoal leva muito a sério essa coisa de ser tudo de sal. Ok as mesas, bancos, paredes serem de sal. Mas o chão já é sacanagem com o turista né? Hahahaha. Gente, o chão é de sal igual o do saleiro, em pó mesmo, todo solto. Tipo uns 10 cm de sal. Pisava e afundava. Me sujava toda com aquele monte de sal nos pés. Acordei de manhã no escuro e sai derrubando tudo pelo chão, casaco, calça. Fui embora toda branca daquele lugar. É sério, irrita rssss. Pena não ter um limão para já fazer um “cu de burro” no copo de breja naquele mundaréu de sal rsss. Aquela noite era aniversário de uma das senhoras do outro carro. Sessentae e tantos anos. Ganhamos uma garrafa de vinho da agencia e tomamos outras que levamos para comemorar, foi o que salvou a noite, porque o jantar... De entrada foi servida a mesma sopa verde com gosto de miojo de todos os dias, só que dessa vez, muito rala. Apelidamos de Laguna Verde rssss. O grande problema foi a tentativa de chorrilana de carne de llama. Batata, ovo, carne de llama (?) e linguiça, nadando em óleo. Comi chorrilana antes no Chile e adorei. Aquela dava para comer o óleo com a colher. Eu que como até pedra não consegui comer. “Jantei” Pringles e chocolate que estavam na minha mochila. O engraçado que havia no hotel um pessoal de outra agencia e estavam comendo frango e purê, com uma aparência bem melhor do que a nossa chorrilana encharcada. Talvez seja um ponto a se perguntar na agencia antes de fechar o pacote. Por menos “fresco” que se seja, a comida tem que ter o mínimo de qualidade. Nesse hotel também havia energia elétrica com horário controlado. Como minha câmera estava ok de bateria, nem disputei com o pessoal. Mas fiquem atentos porque são poucas tomadas para muita gente. Fomos dormir cedo porque estava bastante frio e acordaríamos as 4h00 da manhã no dia seguinte para ver o nascer do sol no Salar de Uyuni. Ansiedade a mil!
  15. Oi, Natalia! Na minha opinião não dá pra considerar um melhor que o outro, são absolutamente diferentes. A atividade to El Tatio é toda em vapor de agua. E logo cedo as crateras cospem vapor muito alto, é incrível. Em algumas você consegue ver a agua fervente borbulhando a sei la quantos graus. É muito interessante. Fora que o tour todo também vale muito a pena, as paradas na volta são em lugares muito únicos, que não vi igual em todos os outros dias no Atacama. Eu não perderia por nada. Os geysers Sol de Manana, na Bolívia, já são diferentes, parecem um "vulcaozinho" no chão mesmo. Cospem além do vapor, sedimentos de mil cores diferentes, fazem um barulho muito alto. Tem umas "piscinas" de sedimentos coloridos derretidos borbulhando, uns buracos estranhos. O cheiro de enxofre. Chamei de "amostra do inferno na terra" rsss. Então acho que os dois valem a visita, pela diferença marcante. Espero ter ajudado e boa viagem.
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