Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Faael Pimentel

Membros
  • Total de itens

    23
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

1 Neutra
  1. Faael Pimentel

    6 DIAS NA BAHIA - ROTEIRO - DICAS E GASTOS.

    Parabéns ! Pelo Relato Larissa. Bem didático. Só alerto em relação a cidade de Itaparica/BA. Achei equivocada na sua parte em dizer que " não tem nada interessante em conhecer". Isso depende do ponto de vista e particularidade de cada um. Itaparica é uma cidade Histórica e com personagens ilustres ( Ex: João Ubaldo Ribeiro), assim como a Ilha de Itaparica (formada pelas cidade de Vera Cruz/BA e Itaparica/BA); Tem muitas ruas e casas históricas, personagens ilustres, moradores consagrados, além da cultura local que é sempre importante em conhecer. Atualmente a cidade está degrada por questões políticas e econômicas. Mas os demais o relato está bacana, seu roteiro foi bom. Abraços.
  2. Caro leitor (a). Nesse relato será apresentado o percurso feito por Caíque, Eduardo, Fael, Fafau e Green na cidade de Itaetê, localizado na Região da Chapada Diamantina, precisamente no povoado do baixão, particularizando a trilha da Cachoeira do Bom Jardim. Nesse roteiro foi decidido pelos membros do grupo as caminhadas nas trilhas com o auxílio do guia e líder comunitário do assentamento rural do Baixão, Orlando Bernadino. Todos os detalhes da Trilha da Cachoeira da Encantada (por baixo) serão apresentados no texto abaixo. ============================================================= OBSERVAÇÕES: - Esse relato está desmembrado das trilhas nos municípios de Nova Redenção/BA e Itaetê/BA, no ano de 2015, partindo de Salvador/BA; - Só foi publicado recentemente pelo fato de está muito atarefado, principalmente com o trabalho diário e estudos com produção acadêmica; - Do ano que foi realizado, até o presente momento, não houve mudanças a respeito da trilha. Quanto a valores pode ter ocorrido alterações; - Quem for de ônibus, a empresa atual é a Cidade Sol. Antes era a Águia Branca; ============================================================= - Itaetê, 04 de julho de 2015 – Sábado. # - Trilha do Bom Jardim. O sol nasceu as 06:10 da manhã, num dia ensolarado e com poucas nuvens, o clarão despertou Fael, que dormiu na sala, em uma barraca, e ficou aguardo os demais levantarem para o café da manhã. As 07:00 da manhã o grupo estava na mesa saboreando o belo café da manhã preparado pela esposa de Orlando. Pães, aimpim, sucos, biscoitos, variedades de alimentos estavam à disposição para encarar a trilha do dia. No dialogo, Eduardo ressaltou ao grupo que a trilha seria a Cachoeira do Bom Jardim. Pois ele queria muito fazer, e, pelas fotos, parecia ser uma queda muito bonita. O objetivo inicial estava entre a Cachoeira do Herculano e do Bom Jardim. Mas ficou para ser decidido no dia, devido a Eduardo e Green já terem feito essa cachoeira. Como o grupo é unido e toma as ações pensando no conjunto, ficou decidido em fazer a Cachoeira do Bom Jardim, pelo fato de ninguém ter feito e ser pouco conhecida no circuito da Chapada Diamantina. As 08:30, Caíque, Fael, Fafau, Eduardo e Green seguiram para o carro, enquanto Orlando foi em sua moto. Com todos prontos, Orlando foi à frente para orientar a Estrada que Eduardo deveria seguir. A estrada é vicinal, entre os assentamentos demarcados no município de Itaetê/BA, a maioria todas cascalhadas e precisando de manutenção. Pela atenção e as condições da estrada, o trecho durou, em torno, de 40 minutos, até o inicio da trilha que está localizada em uma propriedade particular em um dos assentamentos do município de Itaetê, chamado Colônia. No local possui uma área para estacionamento. Essa trilha, como a maioria das trilhas do município de Itaetê/BA, necessitam de algum veiculo para ser feitas, pois a localização delas está distante das acomodações que o trilheiro está hospedado. O lugar mais próximo, e de referência para se hospedar no município, é o rancho floresta do amigo Orlando. Por isso essas áreas de estacionamento para carros, pois há uma necessidade do veículo para chegar até o inicio das trilhas oficiais. O inicio da trilha está em uma cerca, ao lado de uma casa de Adobe de propriedade particular. Muitos bovinos são encontrados no local, dando um pouco de susto para quem está passando. No momento o proprietário estava no local, e com uma saudação simples, cumprimentou a todos do grupo e desejou uma boa trilha. Em trecho batido, Orlando liderava a caminhada com os demais. Mais a frente as características paisagísticas da trilha muda, passando de um assentamento com pasto e vegetação de médio porte caracterizada por espécies da Caatinga, para uma vegetação arbórea, preservada, concentradas na margem de um rio que passa entre as grandes árvores. # - “Vale da lua”. Adentrando o percurso caracterizado pela vegetação de grande porte, Orlando seguiu pela trilha batida, em boa parte, na margem direita do rio, atravessando cercas e porteiras, construídas para delimitar o espaço que os bovinos dos assentados devem estar. Na trilha existem dois trechos de cercas e uma porteira, sendo que as cercas devem ter certo cuidado por conta dos arames farpados que estão muito próximos, podendo ocasionar um acidente. Contudo, a passagem foi tranquila, pois Orlando instruía o grupo e os mesmos passavam com tranquilidade, sem nenhum problema ocasionado. Esse trecho finaliza até no leito do rio (que não sei o nome), sendo que deve ser atravessado e seguir na trilha no lado oposto, bastante fofa, com aparência de trechos de praia, pela quantidade de areia e sua densidade. Pequenos riachos e quedas surgem ao lado direito da trilha, sinalizando que há reserva de água próximo. Orlando chama o grupo e avisa que tem uma cachoeira ao lado, que seria um ponto para descanso. Mas, antes de chegar a queda, Orlando destaca um trecho que o grupo vai passar e se encantará pela formação e características da paisagem, chamado Vale da Lua. Caminhando por alguns minutos, Caíque, Eduardo, Fael, Fafau, Green e Orlando saíram de uma mata arbórea para uma grande área rochosa, com uma pequena queda, comprida, com um nível de água considerado. O rio, possivelmente, é o mesmo que está mais abaixo, que caracteriza a grande vegetação após a área de pastagem e cultivo. Acima estar a superfície que é conhecida pelo nome de Vale da Lua, pois as formações rochosas e o relevo acidentado proporcionam formas que são parecidas com a “lua”, fazendo o jus ao nome. Antes de observar o “vale da lua”, o grupo fez uma pausa para se banhar nas belas quedas geladas abaixo. Vale ressaltar que a superfície abaixo do vale da lua é bastante escorregadia, fazendo que o grupo se concentrasse na hora e caminhar. # - Cachoeira dos Duendes. Ao lado direito do “vale da lua” está localizada a Cachoeira dos Duendes. Com quase 10m de queda, ou até mais, a cortina d água possui uma beleza particular. A mesma está “escondida“ entre a vegetação, possui um pequeno poço que dá para nadar e relaxar com um bom banho, além de proporcionar uma boa massagem em suas quedas. Como foi falado em parágrafos anteriores, tinha chovido alguns dias antes no local onde estão inseridas essas cachoeiras e o nível dos rios próximos tinham se elevado. Por esse fato a cachoeira estava com uma queda relativamente bonita. Sabendo-se que não tem a certeza se a mesma é perene ou não. # - Cachoeira do Bom Jardim. Caíque, Eduardo, Fael, Fafau, Green e Orlando fizeram outra parada na Cachoeira dos Duendes, curtindo com um bom banho e aproveitando o máximo a atração. As 11:00, o grupo voltou até o vale da lua e seguiu pela trilha batida na superfície rochosa, chegando até uma tubulação de ferro. Um pouco mais a frente está uma bifurcação. Seguindo a esquerda a trilha vai até o “santuário dos cristais, lugar onde se concentra fragmentos de minerais de quartzo, a frente a trilha tem como o destino o principal atrativo da trilha: a Cachoeira do Bom Jardim. Em uma rápida consulta, todos concordaram em apreciar a Bom Jardim e posteriormente seguir até o “santuário dos cristais” com o percurso inverso até o assentamento rural do baixão. Alguns metros do ponto da bifurcação, a frente, já se podia observar a belíssima Cachoeira do Bom Jardim, de longe, mas dava para imaginar a beleza que é a cachoeira. Num primeiro momento, Caíque, Eduardo, Fafau, Fael e Green ficaram surpresos porque a Cachoeira, para eles, parece ser mais bela do que imaginaram.. Além disso, a cortina d água estava com um nível de água considerada, pelo fato das chuvas anteriores. Vale ressaltar que a Cachoeira do Bom Jardim, em período de escassez de chuvas, a queda fica, praticamente, seca. Atualmente estão disponíveis alguns registros fotográficos da Cachoeira com pouquíssima água, frustrando aqueles que gostam em observar as quedas com seu grande volume para banhos, fotografias etc. A trilha continua entre os rochedos, margeados por arbustos e vegetação de pequeno porte. A frente está uma bifurcação que tem como destino final o mesmo lugar. A frente a trilha segue em um caminho desnivelado, onde o rio segue, onde é necessário “escalaminhar” um trecho, próximo a cascata (só se forma quando o leito do rio está com um nível de água elevado), chegando até o imenso poço. A direita, o caminho contorna acima do poço, saindo de frente a Cachoeira. Orlando argumentou que existe outra trilha que da o acesso ao topo da cachoeira, sendo feito por cima. Mas esse trecho será feito em outra oportunidade. Optando pelo primeiro trecho, Caíque, Eduardo, Fael, Fafau, Green e Orlando seguiram escalaminhando na margem esquerda da cascata, atravessando a mesma até ao lado direito, tendo como destino final o poço da Cachoeira do Bom Jardim. Com 80m de queda, aproximadamente, a Cachoeira do Bom jardim encanta pela sua simplicidade e calmaria do lugar. Por ser pouco frequentado o atrativo está preservado, sem rastros deixados pelos visitantes. Além disso, os condutores dos assentamentos (especialmente Orlando) tem muito cuidado com os turistas e trilheiros que levam, ressaltando sempre a preservação e o respeito ao chegar e sair das trilhas. Seu poço arredondado é grande (para a surpresa do grupo) e com profundidades ainda desconhecidas. Existe um ponto em que se pode pular, essa parte vai para os loucos. Caíque, Fafau, Green e Orlando pularam, de uma altura mais ou menos de 20m. Existe uma trilha, na esquerda, que da para “escalaminhar” e chegar no paredão que está a queda, numa altura com mais de 10m. Eduardo fez esse trecho e se banhou nos altos paredões do Bom Jardim. Chegando o destino, o grupo permaneceu por lá até o inicio da tarde, regressando as 14:30. # - Santuário dos Cristais. Chegando na tubulação, o grupo se direcionou, a direita,, em direção ao “santuário dos criatais”. Do poço da Cachoeira Bom Jardim, até o santuário, a caminhada durou em torno de 15 minutos, pois a volta foi pelo trecho que contorna o poço e o rio acima. Por la, observaram alguns minerais de quartzo, deixando o material no local e voltaram, pelo caminho inverso da trilha, até o estacionamento. A chegada ao assentamento foi as 17:30.
  3. Caro leitor (a). Nesse relato será apresentado o percurso feito por Caíque, Eduardo, Fael, Fafau e Green na cidade de Itaetê, localizado na Região da Chapada Diamantina, precisamente no povoado do baixão, particularizando a trilha da Cachoeira da Encantada (por baixo). Nesse roteiro foi decidido pelos membros do grupo as caminhadas nas trilhas com o auxílio do guia e líder comunitário do assentamento rural do Baixão, Orlando Bernadino. Todos os detalhes da Trilha da Cachoeira da Encantada (por baixo) serão apresentados no texto abaixo. ============================================================= OBSERVAÇÕES: - O relato dará inicio no Poço Azul, localizado no município de Nova Redenção/BA; - Esse relato está desmembrado das trilhas nos municípios de Nova Redenção/BA e Itaetê/BA, no ano de 2015, partindo de Salvador/BA; - Só foi publicado recentemente pelo fato de está muito atarefado, principalmente com o trabalho diário e estudos com produção acadêmica; - Do ano que foi realizado, até o presente momento, não houve mudanças a respeito da trilha. Quanto a valores pode ter ocorrido alterações; - Quem for de ônibus, a empresa atual é a Cidade Sol. Antes era a Águia Branca; ============================================================= - Nova Redenção, 02 de julho de 2015 - Quinta Feira. # - Nova Redenção/BA x Itaetê/BA (Baixão). Após visitarem o poço azul, Caique, Eduardo, Fael, Fafau e Green seguiram ao município de Itaetê/Ba. Para isso atravessaram o rio Paraguaçu, através de uma balsa artesanal, continuando o caminho pela péssima estrada de terra em direção a rodovia estadual BA-142. Na principal estrada, o grupo percorreu, por poucos minutos, até o trevo de acesso ao município de Itaetê/BA, na péssima estrada estadual da BA-245. As 16:45 o grupo trafegava na difícil estrada estadual, com muitos buracos e mal sinalizada, quem conduzia o carro era o amigo Eduardo. A rodovia estadual BA-245 está abandonada pelo governo do Estado, se deteriorando a cada dia. Os órgãos responsáveis pela manutenção das estradas estaduais da Bahia esqueceram que existe essa rodovia (responsabilidade da SEINFRA - Secretária de Infra Estrutura do Estado da Bahia). Os moradores sofrem bastante com a falta de manutenção, principalmente pessoas doentes, idosos e crianças que se deslocam para outras cidades, devido ao município de Itaetê/BA não possuir serviços específicos para atender aos seus conterrâneos. Green orientava e ajudava a Eduardo a observar a estrada, devido a muitos buracos e desníveis. A velocidade não chegava a 30 km/h. O percurso durou por quase duas horas, sabendo que Eduardo trafegava por estradas vicinais em direção ao assentamento do Baixão. A noite houve muita dificuldade em saber qual percurso seguir, devido a falta de sinalização, iluminação e a vegetação que atrapalhava o trajeto. Moradores locais que estavam em pequenos bares eram consultados e orientavam com alguns “atalhos”. As 18:30, os cinco visualizam o povoado do Baixão e se direcionam até o rancho da floresta, uma casa de apoio ao visitante administrado por Orlando Bernadino. Criado a 17 anos, o Assentamento Rural do Baixão está localizado na região da Chapada Diamantina, precisamente no município de Itaetê, Estado da Bahia. Constituído em 1997, o assentamento possui uma área de três mil hectares e ocupado por, aproximadamente, 140 famílias. # - Rancho da Floresta. Ao estacionar, Eduardo foi cumprimentado por Orlando, que o já aguardava. Os dois prosearam um pouco, junto com Green e depois apresentaram Caíque, Fael e Fafau para Orlando. A recepção foi amigável e o grupo se acomodou em quartos que estão na casa. Banho e jantar foram disponibilizados, sendo que o cardápio era variado, com direito a moqueca de palma, com muita carne e feijão. Fael foi único que rejeitou a carne, pois o mesmo não consome carne vermelha. As 22:45 todos foram descansar para no dia seguinte iniciar o ataque as trilhas de Itaetê. - Itaetê, 03 de julho de 2015 - Sexta Feira. # - Trilha da Cachoeira da Encantada. Manhã ensolarada, sol escaldante, nem parecia à região da Chapada Diamantina, devido as suas manhãs serem frias e nubladas. Caíque, Eduardo, Fael, Fafau e Green acordaram cedinho e saborearam um caprichado café da manhã feito por Orlando e sua esposa, estava tudo delicioso. Cuscuz, pães e café era a tradicional escolha feita por eles. O dia de hoje será dedicado a uma trilha, talvez a mais famosa do município de Itaetê, que é da Cachoeira da Encantada (por baixo). O inicio da aventura foi as 08:00 da manhã, onde o grupo foi no Carro de Eduardo. Orlando seguiu em sua moto, orientando o carro atrás. Saindo do povoado do Baixão, Orlando seguiu pela uma estrada vicinal, a esquerda, de terra e barro cascalhada, passando por outras estradas vicinais com desníveis e trechos estreitos parecendo trilhas de pedestres. Próximo ao ponto onde o carro pode chegar existe uma ponte, que requer muita atenção devido ao seu Estado de conservação. Após esse trecho percorre por alguns metros e chega a uma grande área onde serve de estacionamento para os veículos e motos. Nesse mesmo local está o inicio da trilha para a Cachoeira da Encantada, trecho batido e de fácil localização. Antes de iniciar a caminhada, Orlando deu uma noticia boa ao grupo que tinha chovido forte alguns dias atrás, deixando a correnteza do rio forte, com o nível do leito mais elevado. Esse fator é interessante porque proporciona uma alta probabilidade da Cachoeira Encantada estar com sua cortina d água forte, dando a sua real beleza paisagística. Os primeiros metros a caminhada é tranqüila. Contudo, devido às chuvas fortes que caíram alguns dias atrás, trechos mais baixos da trilha ficaram alagados. Um desses pontos está nos primeiros metros, onde se formou um imenso “poço de água”, obrigando ao grupo ter bastante cautela ao atravessar, devido a tonalidade de água que estava escura. Mais a frente os mesmos atravessaram um córrego de correnteza fraca e seguiram. 20 minutos se passaram e chegou o primeiro ponto que merece atenção: a travessia do Rio Samina, o mesmo rio que forma a Cachoeira da Encantada. Com o fluxo normal de suas águas, a travessia do seu leito é fácil. Porém, devido as chuvas que já foi citado no parágrafo anterior, fez com que o nível de suas águas subisse e a correnteza ganhasse força. Sendo assim, Orlando e os demais estudaram e atravessaram, com cautela, até o outro lado da margem. Apesar desses fatores, a travessia foi tranquila, pois um auxiliava o outro, estudando cada pisada que dava ao longo da travessia. Com todos do outro lado da margem, Eduardo pediu um minuto da atenção de todos para apresentar uma proposta. Em 2014, o mesmo esteve no município e fez a trilha da Encantada, conhecendo e referenciando alguns atrativos e trechos de suma importância na trilha. Após a margem do rio existem dois caminhos que o trilheiro pode seguir em direção a Cachoeira da Encantada. A primeira é pela trilha batida, subindo o morro e saindo acima do Cânion direito, e descendo até a margem direita do Rio Samina; a segunda seria ir contra a correnteza do rio, pulando rochas e nadando em alguns pontos, entre os cânions do Rio Samina, saindo no mesmo ponto citado acima, só que no próprio leito do rio. Eduardo opinou em ir pelo cânion, pois a paisagem é muito bonita e a aventura ganha mais adrenalina. Caíque, Green e Fafau concordaram em ir com ele, pois os mesmo só tinham roupas e sandálias, não teria nenhum problema em seguir pelo leito. Orlando e Fael decidiram seguir pelo primeiro caminho, andando pelo cânion direito do Rio Samina, pois estava com equipamentos, alimentos e roupas. Além disso, no segundo trecho poderia danificar devido à forte correnteza do rio e seu nível que estava mais alto do que o normal. Com a organização definida, Eduardo, Orlando e Fael decidiram o ponto de encontro, que seria na margem direita do rio, onde está localizada a trilha do cânion direito (mesmo que Orlando e Fael vão seguir). A referência é uma imensa rocha que se destaca no leito, servindo de apoio ao descanso. Definido o trajeto, Caíque, Eduardo, Green e Fafau seguiram pelo leito e Orlando e Fael caminharam na trilha batida, com uma leve subida no cânion direito do Rio Samina. Fael e Orlando fizeram uma caminhada tranquila, em 30 minutos, após paradas para tirar fotografias, observar a paisagem do mirante que está localizado nesse trajeto, além das belíssimas vegetações e rochas que caracterizam a trilhas. No final seguiram por uma forte descida íngreme (nada que assuste), chegando a margem direita do Rio Samina. No ponto de encontro que foi definido pelo grupo, na imensa rocha que está no leito do rio, os dois fizeram um lanche e aguardaram os demais. Só que essa espera será longa, devido há algumas dificuldades que Caíque, Eduardo, Green e Fafau passaram nas passagens dos cânions sobre o leito do Rio Samina. # - Cânions do Rio Samina. O leito do Rio Samina estava acima do nível normal, mas Caíque, Eduardo, Green e Fafau não estavam preocupados com isso, pois não tinham tantas dificuldades nos trechos iniciais. No determinado ponto dessa travessia, que precisa ser feito a nado, precisamente no local mais bonito da Trilha da Encantada, entre os cânions do Rio Samina, o grupo se assustou com a quantidade de “espuma” concentrada no poço, gerando uma análise em como atravessar. Eduardo sugeriu a idéia de iniciar o nado batendo, com força, os braços na água para dispersar a espuma, abrindo caminho para os demais seguirem. A proposta foi aceita por Caíque, Fafau e Green e a travessia iniciou. No inicio Eduardo sentiu a dificuldade na travessia, as espumas atrapalhavam sua respiração e avisou aos demais para ter essa atenção. O método utilizado foi o nado cauteloso, com apoio nos paredões do cânion direito do Rio Samina e a abertura do trecho para dispersar as espumas. Esse processo foi lento, gerando a demora no percurso do leito do rio. Vencido essa etapa, os quatro pularam umas rochas, nadaram curtos trechos e visualizaram Orlando e Fael que já tinha quase uma hora esperando no ponto de encontro. Com todos agrupados novamente, Eduardo iniciou a resenha com Orlando e Fael, detalhando como foi a travessia no cânion e as dificuldades encontradas. Caíque, Green e Fafau contribuíram em enriquecer os detalhes. As fotos tiradas por Eduardo, mostrando os momentos da travessia, mostram o desafio que eles encontraram e a cautela que tiveram e vencer esse trecho, além disso, a paisagem dos cânions é de “arrepiar”. As formações, a coloração, ou seja, a forma como todo proporciona uma beleza única, sendo considerado por eles o local mais belo de todo o percurso, só perdendo para a própria Cachoeira da Encantada. Apesar de todos os desafios, vale apena a travessia pelos cânions. Depois do dialogo a caminhada seguiu, pela lateral do cânion esquerdo, pois o rio estava cheio. As partes consideradas rasas que dá para caminhar apresentavam fundas, devido ao nível do Rio. Fael, que carregava a mochila cargueira com todos os pertences do grupo, era o que tinha mais atenção. Posteriormente o grupo seguiu, sempre pelo lado esquerdo do rio, entre as trilhas e poucos trajetos no leito, que não evitava molhar os pés e as pernas. A maioria dos trilheiros calçavam botas e tênis e não pensaram duas vezes em molhar logo, pois não teria como evitar. Alguns minutos de caminhadas, Orlando para e mostra aos demais alguns desenhos feitos nas paredes. Segundo estudos, aquelas formas são pinturas rupestres feitas por antigos povos que ali predominavam. Por está localizada em um “abrigo”, no cânion esquerdo do Rio Samina, a maioria está conservada e de fácil compreensão. A trilha se caracteriza pelos dois cânions composto por várias espécies da flora e minibiomas. Vegetações da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica se misturavam entre os cânions, atraindo a atenção do grupo. Green pediu a mochila a Fael para revezar o peso. Além disso, paradas foram feitas para tirar fotos e apreciar a paisagem. Próximo ao fim da trilha, margem esquerda, existe um pequeno trecho no cânion que deve ser passado agachado, ou então se molhar no poço do Rio Samina que está abaixo. A trilha seguiu sempre na margem esquerda, até uma pequena queda, já próxima ao poço da Cachoeira da Encantada. Nesse local o grupo fez uma pequena pausa para estudar e atravessar o rio. Como o leito estava com a correnteza forte, Orlando e Eduardo optaram para que cada um apoiar-se ao outro no objetivo em ter equilíbrio e caso ocorra um escorregão, ou até mesmo um desequilíbrio, o amigo possa da um suporte e ajudar-lo, evitando acidentes. Nessa linha de raciocínio o grupo atravessou o rio, que acabou sendo de forma tranqüila e rápido. No outro lado do rio, precisamente na Margem direita, era possível observar a grandiosa Cachoeira da Encantada, que no momento transbordava de água, deixando suas quedas fortes e uma beleza particular que hipnotizava o grupo (até mesmo o próprio Orlando, que é guia e nativo do município). Com 230m de queda d água, em um imenso paredão de arenito maciço composto por rochas sedimentares, a Cachoeira da Encantada é mais umas que brigam a respeito das mais belas cortinas de águas composta na região da Chapada Diamantina. Não só pela sua beleza, mas suas características paisagísticas da trilha e as opções em estender o roteiro, além das possibilidades em observar a forma natural em diversos ângulos e locais diferentes. O circuito tradicional possui 6 km, sendo que boa parte é sobre o leito e as margens do Rio Samina. Contudo há rotas menos praticadas da Cachoeira da Encantada, proporcionando a vista da queda por cima e extensão com outras cachoeiras pelos gerais do Machambongo, que limita os municípios de Itaetê/BA e Ibicoara/BA. Esse roteiro citado está em estudo para ser praticado pelo grupo. Após escalaminharem na margem direita da pequena queda antes da cachoeira principal, Orlando, junto com Caíque, Eduardo, Fael, Fafau e Green chegaram próximo ao poço da Encantada, se acomodando por ali. A queda estava tão forte que não era possível descansar no poço. No momento de fazer os registros fotográficos a câmera de Fael descarregou e a de Eduardo ficou com a lente um pouco embaçada devido a umidade, sendo que o equipamento é a prova d água. Green levou uma câmera prova d água que acabou “salvando” o grupo a fazer registros da queda. Mesmo assim, as fotos não saíram da melhor maneira que todos esperavam, pois a lente da câmera de Green estava com umidade, prejudicando na qualidade das imagens. Fael, Fafau e Green resolveram seguir ao poço e se banhar na Cachoeira da Encatada. Nos primeiros metros o vento direcionava as finas cortinas de água da Cachoeira em direção dos três, fazendo com que os mesmos banharem-se antes mesmo de mergulhar no poço. Próximo ao poço a visibilidade já estava comprometida, exigindo atenção devido às rochas escorregadias. Mesmo com esses impasses, Fael, Fafau e Green conseguiram chegar ao poço da Cachoeira Encantada e curtir a tarde fria no Vale do rio Samina. A queda da encantada estava forte, impedindo de tomar banho no poço. Fafau, Fael e Green se acomodaram em uma rocha bem próxima a Cachoeira e observaram de perto a belíssima cortina d água. Eduardo, Caique e Orlando ficaram mais recuados. As 13:55, o sol já estava por trás dos paredões da Cachoeira Encantada, sombreando toda a parte baixa. O frio ficou mais intenso, fazendo com que Fafau, Fael e Green voltassem e se juntasse a Eduardo, Caique e Orlando. As 14:05, o grupo regressa para o assentamento do baixão. A volta foi o caminho inverso da ida. No trecho do Rio Samina, próximo a bifurcação de acesso aos cânions e o mirante, houve um pouco de dificuldade em passar. Pois o leito do rio estava com o seu curso mais forte e volumoso, chamando a atenção do grupo. Seguindo pelo mirante, Caíque, Eduardo, Fael, Fafau, Green e Orlando chegaram ao Estacionamento por volta das 17:10, com parada final no rancho as 17:40. A noite foi curtida com uma boa resenha no rancho da floresta, localizado no assentamento do baixão (casa de Orlando). Uma janta, bem caprichada, foi preparada pela esposa de Orlando para a equipe. Depois de alimentados, cada um recolheu para os seus dormitórios para estar preparados à trilha do dia seguinte.
  4. Faael Pimentel

    Salto Angel (Queda d'Àgua) - Perguntas e Respostas

    Boa tarde. Estarei na Venezuela a partir do dia 12 de outubro e pretendo iniciar as negociações para trilha do Salto Angel a partir do dia 20/10/16 em Cuidad Bolivar. Nesse período terá algum membro indo fazer o roteiro ? Minha intenção é juntar um grupo para negociar com as agências e diminuir os valores. Fico no aguardo.
  5. Olá! Caro leitor (a). Nesse relato será explanada a rota feita por Fael e Graziela na Ilha dos Frades, um território margeado pela Baía de Todos os Santos (BTS), pertencente ao município de Salvador/BA. No decorrer do texto serão detalhados o trajeto, as paisagens, os cenários conhecidos e outros desconhecidos, a síntese da cultura local, além de alguns moradores ilustres. Existem outros fatos, bastante complexos, observados por Fael e Graziela, que não serão divulgados por se tratar de um assunto delicado e “perigoso” para se tratar em público. Para conhecer essa “problemática” só indo até a ilha e dialogar com os nativos (moradores antigos) que saberão do que se trata. Todos os detalhes em como chegar, as paisagens, local para ficar e amizade conquistada de alguns moradores, serão escritos no relato abaixo. ================================================================================================= - Salvador, 02 de abril de 2015. Quinta-feira. # - Salvador/BA x Madre de Deus/BA. Fael e Graziela iniciaram a arrumação das mochilas as 16:00. Como era para um roteiro litorâneo e perto, onde teria uma base (já pesquisada) onde acampar, Fael optou em Graziela levar uma mochila de uso diário com: roupas e objetos de higiene pessoal, enquanto ele levava equipamentos de camping e cozinha, além das maquinas para os registros fotográficos. O objetivo era ir bem cedo, por volta das 05:00 da manhã. Entretanto, devido ao transporte público urbano do município de Salvador/BA, que deixa “muito a desejar”, Fael e Graziela fizeram uma escolha em seguir a noite e dormir no município da região metropolitana que possibilita o melhor acesso a Ilha dos Frades, de nome Madre de Deus/BA. A tábua da maré avisava que a maré irá aumentar as 10:00 da manhã. Como Fael e Graziela iriam seguir, a pé, um trecho de 9 km pela costa da praia, os dois dependiam da maré baixa para seguir. Após essa perspectiva do trajeto, eles decidiram seguir para o município de Madre de Deus/BA e dormir próximo ao porto, para no dia seguinte, ao amanhecer, começar a caminhada na Ilha dos Frades. Chegando a rodoviária, as 20:10, Fael e Graziela se direcionaram ao guichê da empresa ATT (Atlântico Transporte e Turismo), única empresa que faz a linha até o município de Madre de Deus/BA. O valor da passagem foi de R$ 6,65, sendo que os dois só conseguiram a passagem no horário das 23:15, pois o horário das 20:30 não tinha mais poltronas disponíveis. Sendo assim, Fael e Graziela ficaram aguardando no terminal rodoviário até o horário de embarque. No horário pontual o ônibus seguiu em direção ao município de Madre de Deus/BA, com duração de uma hora e quinze minutos, fazendo uma parada no município de Candeias/BA, até chegar ao destino final. As 00:30, Fael e Graziela chegaram Terminal Almirante Alves Câmara, localizado na sede da TRANSPETRO (Petrobrás Transporte S.A), localizado no município de Madre de Deus/BA. Na rua, com pouca claridade e quase deserta, Fael e Graziela foram buscar informações de alguma hospedagem, barata, para passar a noite. Caminhando por alguns metros os dois encontram um grupo de pessoas que bebiam no local. Após abordarem uma das pessoas, uma senhora de nome Cristina, eles foram orientados a ficarem na pousada de “Seu Meireles”, que fica a frente ao terminal aquaviário. A mesma senhora levou os dois até a pousada e acertaram o valor de R$ 50,00 (aos dois). Como não tinha muita escolha para procurar e tempo disponível, devido ao horário, Fael e Graziela se instalaram na simples pousada. - Madre de Deus, 03 de abril de 2015. Sexta-feira. # - Loreto e Paramana. As 06:30 da manhã, Fael e Graziela estavam finalizando o café para iniciar a caminhada na Ilha dos Frades, a pousada estava alguns metros próximo ao porto, deixando os mesmos tranqüilos em relação a localização e compra das passagens de acesso a ilha. Por volta das 07:00 da manhã, eles seguiram em direção ao guinche para a compra das passagens, cada uma no valor de R$ 3,00. Após 10 minutos de espera o barco seguiu em direção a Ilha dos Frades. O trajeto é realizado em barcos adaptados com dois andares, onde deve ter a capacidade de transportar entre 25 a 30 pessoas. A duração é de 20 minutos, entre o terminal da cidade de Madre de Deus/BA e o atracadouro de Paramana. A Viagem foi tranqüila, navegando sobre as águas calmas da Baía de Todos os Santos (BTS), onde a paisagem é caracterizada por muitos navios petroleiros e maquinas. Pois, a cidade de Madre de Deus/BA é cercada por tubos de ferros, aço, entre outros, da TRANSPETRO. Além disso, a sede fica junto ao Terminal Aquaviário, onde concentra muitos navios. Próximo ao terminal aquaviário de Paramana está uma das construções mais belas e antiga da Ilha dos Frades e do próprio Estado da Bahia, a Igreja de Nossa Senhora de Loreto. “A capela situa-se na Ilha dos Frades, em uma pequena ponta que avança para o boqueirão, por onde passam os saveiros e petroleiros que se destinam ao Recôncavo ou ao terminal de Madre de Deus. Notável implantação paisagística. A igreja está protegida das águas por um cais que serve para a atracação de pequenas embarcações. Não existem construções em sua vizinhança. Edifício de notável mérito arquitetônico. Uma das mais graciosas e pitorescas igrejas baianas. Em sua fachada estão fixadas duas placas alusivas à construção e reforma da igreja. Na cobertura pode-se contar cinco coruchéus de grande porte. O altar atual é um arranjo de elementos neo-clássicos, provavelmente trazidos de outro local.Esta capela adota o chamado partido em "T" formando pela nave, capela-mor, sacristia e consistório” PREFEITURA DO MUNICIPIO DE SALVADOR). O barco passa próximo ao monumento, contudo, da para seguir, a pé, a partir de Paramana, em direção a Loreto. A Igreja passa uma boa parte do ano fechada e para muitos é um mistérios as características internas da belíssima construção histórica. Ao chegar em Paramana, Fael e Graziela observaram a degradação e o descaso do poder público com a ilha. O atracadouro está em péssimas condições, onde a barra de proteção já foi destruída pelo salitro e as placas de concreto estão se deteriorando, gerando um risco as pessoas que passam no local. As escadarias estão deformadas e sujas, sem um corrimão de apoio para pessoas com dificuldades de locomoção. O acesso as pessoas com deficiência física não existe, obrigado a serem carregados por outros indivíduos, além de muito lixo espalhado na areia da praia, deixando Fael e Graziela muito triste. Os mesmos já esperavam por esse ocorrido, pois pesquisaram sobre o local e leram relatos sobre Paramana. O local é mais habitado de toda a ilha, entretanto possui algumas deficiências como: Saneamento básico e pavimentação. Além do descaso do poder público sobre a ilha, os indivíduos que moram no lugar não tem a concepção da importância em preservar o ambiente, mas a culpa não está intencionada a eles, mas o descaso da prefeitura do município em executar trabalhos emergenciais e planejar e agir com projetos educacionais com os moradores (principalmente os lideres comunitários) para que possam ser mediadores e orientar os outros indivíduos (seja morador, visitante, etc.) a cuidar e respeitar o lugar. Como a maré estava baixa, Fael e Graziela iniciaram a caminhada, ao sul, em direção a Ponta de Nossa Senhora, trajeto de 9 km pela costa leste da Ilha de Maré. # - Pedra Vermelha e da Costa. Alguns metros a frente, Fael e Graziela observaram a praia da Pedra Vermelha. Na Ilha, cada Praia é identificada com uma escultura em forma de sereia. Esse monumento fica apoiado sobre uma pilastra, sendo que a vista tem que está direcionado ao mar. Todas as Sereias possuem as mesmas características e padrões (pelo menos a primeira e a segunda). Podem-se observar pequenas casas (poucas) dos moradores locais, onde a maioria vive com a atividade de pesca. Alguns barcos são vistos atracados na margem, conforme a postagem da imagem acima (imagem 05). Caminhando por alguns metros chega-se a praia da Costa, o segundo lugar mais populoso da Ilha dos Frades. Com algumas casas bem organizadas, e uma alvenaria construída para protegê-las, a Praia da costa é ocupada por moradores locais, a maioria nativos soteropolitanos nascidos na Ilha. A atividade é a pesca e a venda de alimentos e bebidas em pouquíssimas barracas de praia. Existe uma pequena Igreja, de frente ao mar, que estava fechada no momento em que Fael e Graziela passaram. Na faixa de areia possui um “campo improvisado” onde crianças e adultos se divertem jogando futebol. Além disso, existe uma marcação feita pela prefeitura do município de Salvador para mapear as coordenadas locais. Infelizmente Fael e Graziela não conseguiram mais informações sobre a esfera que está encravada no solo, devido a população não possui conhecimento sobre o objeto instalado. # - Pontal, Tobar e Tobarzinho. Mais a frente estão localizadas duas praias tão próximas que o indivíduo não pesquisar ou procurar informação pode se confundir com uma única praia. A primeira se chama Pontal, provavelmente devido estar em uma pequena camada de rocha superficial que adentra ao mar e separa da praia da Costa; a segunda se chama Tobar, uma minúscula enseada onde proporciona ao indivíduo a um belo banho de mar. Caminhada em paisagens litorâneas normalmente é mais fácil e tranqüilo do que em ambientes de florestas ou chapadões. Contudo, na Ilha dos Frades existem alguns trechos que exigem bastante atenção do indivíduo, até mesmo quando a maré estiver baixa. Um desses trechos é após a praia do Tobar, onde a superfície é coberta por uma cama de rochas marinhas. Existem algumas que são coberta por camada parecida com “musgos marinhos”, deixando o trecho bastante escorregadio. Fael e Graziela iniciaram esse trecho com bastante cautela e tranqüilidade, pois os dois estavam de sandálias e qualquer deslize poderia ocorrer em um acidente. Felizmente a caminhada ocorreu conforme planejada até a próxima praia, um pouco mais distante, chamada de Tobarzinho. Uma pequena enseada, com areias cheias de algas e trechos coberto por camada de Rochas é a praia de Tobarzinho, é uma belíssima paisagem litorânea para os que gostam de pesquisar ou freqüentar ambiente com pouco fluxo de pessoas. No local existe, apenas, uma casa rústica que parece está abandonada há algum tempo. Apesar de grande parte ser coberta por algas, existe um trecho, localizado no centro da praia, onde possibilita o banho. As águas de Tobarzinho são calmas e quentes, atraindo a curiosidade de Fael e Graziela a se banharem. Existem umas árvores frutíferas, especificamente de amendoeiras que possibilita aos trilheiros a encontrar um local de repouso e proteção contra os raios solares. Como nas outras praias, Tobarzinho possui uma placa com um mapa ilustrativo da Ilha, informando o local onde o indivíduo está e apontando todas as praias que a Ilha dos Frades possui. Apesar de ter algumas deficiências na sua confecção, o mapa auxilia na identificação das praias e as que possuem enseadas, além de possibilitar a quem está observando a ter a noção do local onde o mesmo se encontra até o destino final. # - Rappel e Viração. Alguns metros depois, Fael e Graziela chegaram a Praia do Rappel, considerada por eles a melhor do trajeto, tanto para banho, como paisagem e privacidade. A costa é composta por areias brancas que acomoda as algas que o mar traz. Ao seu redor está cercada por grandes falésias, cobertas por floras da mata atlântica. A maré alta toma conta de toda a costa, impedindo do indivíduo em seguir a caminhada. Fael e Graziela aproveitaram para fazer uma pausa a fim em descansar e observar os detalhes da paisagem. Apesar da privacidade citada acima no texto, Fael e Graziela observaram um rapaz, com roupa parecida com a do exercito, fazendo a segurança de uma área na mata (que está cercada), restringindo o acesso, tanto a praia quanto a mata. O mesmo olhou e nada falou. Os dois já sabiam do que se trata e qual o motivo do rapaz está ali de guarda, contudo esse assunto é complicado para relatar por aqui, pela gravidade do fato. Fael e Graziela continuaram a curtir a paisagem até as 11:30 da manhã, onde resolveram seguir a caminhada. Mais a frente está localizada a praia da Viração, uma pequena faixa de areia que atrai alguns grupos de passeio ao banho. De águas calmas e a costa limpa, sem a presença de algas, o local atrai o indivíduo para se banhar. A viração ganhou destaque após a Presidenta da República, Dilma Rousseff frequentar o local e passar algumas horas se banhando nas águas quentes e tranquilas da Baía de Todos os Santos. Entretanto há um fator problemático quando (o) (a) Presidente (a) resolve se banhar na praia. A Marinha do Brasil, com uma das suas sedes na Base Naval de Aratu, faz um cerco para que (o) (a) Presidente (a) possa ter acesso a praia. Porém, nesse processo, os moradores ficam restritos e tem o direito de ir e vir impedidos pelos marinheiros, para que (o) (a) Presidente (a) possa ter paz e tranquilidade em seu momento de lazer. Alguns nativos da Ilha fazem duras críticas a esse fato. Existe ainda a frequência de grupos de passeios que se deslocam nos barcos, partindo do terminal marítimo do Comercio e os levam até a praia da Viração (atracando na Ponta de Nossa Senhora), sendo uma das rotas obrigatórias do passeio. Quem não gosta de caminhar e quer conhecer o local de outra forma, pode fechar o passeio com um dos barcos que sai de um dos terminais marítimos do município de Salvador/BA. # - Ponta de Nossa Senhora. Contornando a Falésia que delimita a praia da Viração, Fael e Graziela observaram, mais a frente, a Praia de Nossa Senhora de Guadalupe, a mais conhecida e visitada na Ilha dos Frades. Contudo os dois teriam que caminhar, por quase 1 km ou até um pouco mais, até chegar ao povoado da Ponta de Nossa Senhora. Esse trecho merece atenção, devido a superfície ser composta por rochas cobertas de musgos e algas, deixando o solo bastante escorregadio. No decorrer do trajeto, Fael deslizou sobre uma rocha e sofreu um pequeno corte no pé, porém foi um pouco profundo, deixando o preocupado. Com o contato da água salgada, devido a maré está enchendo, o mesmo estava sentindo dores e ardências na lesão, incomodando o bastante. Mas seguindo na caminhada, Fael e Graziela receberam a visita de umas Garças que o ficavam observando. Por volta das 12:20, debaixo de um forte sol, os dois chegaram até uma alvenaria, onde da acesso a construção feita por uma empresa que tem objetivo em “padronizar a ilha”. Essa alvenaria em maré rasa é tranquila, mas como a maré estava enchendo, Fael e Graziela tiveram cautela e um pouco de dificuldade em passar. Em seguida, a caminhada continua sobre um passeio construído na base da falésia que delimita as praias da Viração e da Ponta de Nossa Senhora, com base de um projeto que deseja ”padronizar” a Ilha dos Frades. Aliás, essa “padronização” está englobada nas problemáticas sócio-político-ambiental que está afetando direto e indiretamente os moradores locais. Além deles, o visitante irá sentir as conseqüências dessa mudança, através da restrição e limitação de acesso. A biodiversidade local sofrerá grandes consequências. A construção foi feita com rochas e terra extraída da própria falésia, onde produziram a massa de sustentação. Uma contenção foi feita na margem da falésia no intuito em sustentar o solo. Madeiras foram extraídas para o acabamento do muro frontal, da escada, dos corrimões e dos bancos. Além de algumas esculturas, em forma de peixe, confeccionadas por concreto, onde foram distribuídas de ponta a ponta do muro. Contudo, quando a maré enche as ondas quebram na alvenaria com muita violência, molhando a todos que estiverem apoiados sobre ele. Até se o indivíduo se afastar, resolvendo acomodar nos bancos ou na base do muro que sustenta o solo das falésias, não escapa. A força da água é tão grande que chega até o muro de sustentação da falésia. Apesar de não entender os termos técnicos e científicos da construção civil, Fael e Graziela perceberam alguns dos equívocos no projeto de “padronização” e “desenvolvimento” na Ilha dos Frades. Após o “caminho padronizado”, Fael e Graziela visualizaram a Praia da Ponta de Nossa Senhora, localizada no povoado do mesmo nome. A praia de Ponta de Nossa Senhora é a das mias conhecidas e atrativas na Ilha dos Frades. Uma pequena enseada de águas calmas, quentes e cristalinas, da Baía de Todos os Santos (BTS). O local serve para pesca e prática de mergulho, além de um ponto estratégico para atracação dos barcos e lanchas. Na costa existem algumas barracas que vendem bebidas e comidas típicas da região e pratos exóticos. Existe, ainda, um setor que oferece o serviço ao visitante em praticar de remar em um Stand Up. A praia da Ponta de Nossa Senhora só fica movimentada quando os barcos, que sai do terminal aquaviário do Comércio, em Salvador/BA, atracam no povoado, onde os visitantes aproveitam para conhecer o local e consumirem. Fora isso a praia fica vazia, com exceção dos raros indivíduos que fazem o caminho, a pé, o mesmo que Fael e Graziela optaram até chegar ao povoado. No momento em que Fael e Graziela chegaram à praia o lugar estava vazio, com uma barraca de bebidas aberta. As mesas sem nenhum consumidor, e a costa completamente limpa, só com a concentração do resto das algas que as ondas “transportam” até a praia. # - Acampamento base: Nego Neo. No povoado, Fael e Graziela se direcionaram a um rapaz que estavam limpando umas pranchas de Stand Up. Se apresentando com o nome “Coelho”, o rapaz parou o seu serviço para da à atenção aos dois. Perguntando se o rapaz conhecia um Pescador chamado “Seu Manuel”, Coelho sorriu e disse que era o seu Pai. Após dialogarem, Coelho levou Fael e Graziela até a casa de seu Pai, onde os apresentou. Bem carismático e divertido, Seu Manuel, mais conhecido como “Nego Neo”, foi contando um pouco da sua história e ao mesmo tempo mostrando as construções em seu terreno. Destaque para um belo restaurante, com equipamentos e moveis em “alto padrão”, além de pequenas casas de madeiras, adotadas por Nego Neo pelo nome de “Bangalô”. Por fim foi mostrado o terreno de camping, onde Fael e Graziela acharam ótimo. Seu Manuel cobra um valor de R$ 20,00, por barraca. # - Povoado de Nossa Senhora de Guadalupe. Com o acampamento montado, Fael e Graziela resolveram observar o povoado de Nossa Senhora de Guadalupe. A caminhada iniciou em direção leste, caminhando sobre as ruas pavimentadas com paralelepípedos. A frente está localizada uma fonte, onde serve de reservatório quando a falta d água. Contudo alguns visitantes, quando chega a ilha, se banham no poço, irritando alguns moradores locais. As ruas do povoado foram todas padronizadas com a implementação de grama, construção de passeios feitos por tijolinho e pequenas colunas erguidas com o mesmo material. As Casas dos moradores locais estão sendo reformadas pela mesma pessoa que está padronizando a ilha. Uma pergunta fica no ar: “quem é essa pessoa que padroniza a ilha, é dono do local”? A resposta para essa pergunta poderia ser citada aqui, contudo é um assunto delicado, é melhor o trilheiro dialogar com os moradores sobre esse fato. Eles são as melhores pessoas para responder essa pergunta. Afinal, os nativos de Nossa Senhora de Guadalupe estão, dia-a-dia, vivenciando a realidade da Ilha e as mudanças aceleradas que o lugar está passando. O olhar é perceptível, quando o indivíduo chega ao povoado de Nossa Senhora de Guadalupe, percebe a padronização e a “modernidade” (segundo que está construindo) modificando as formas paisagísticas da Ilha. Alguns metros, a direita, Fael e Graziela observaram um rua que leva em direção a uma construção que está acima de uma Falésia, a ladeira pavimentada está margeada com mata nativa, “sombreando” o local e deixando o ambiente agradável. Já acima, os dois chegaram ao mirante, onde está erguida a Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe. Atrás da igreja encontra-se um antigo cemitério. Fael e Graziela não conseguiram mais informações a respeito do funcionamento. O local é cercado por grades, com os túmulos alinhados e preservados. A frente da Igreja está o mirante, onde oferece uma bela vista de toda a praia da Ponta de Nossa Senhora, além das falésias que limita as praias da Viração e de Nossa Senhora. Do mesmo local da para visualizar a costa norte da Ilha de Itaparica, precisamente no bairro de Ponta de Areia, que pertence ao município de Itaparica/BA. Em direção sudeste está localizada a costa sul e sudoeste da cidade do Salvador / BA. Alguns indivíduos que visitam a ilha pensam que os Frades pertence a Madre de Deus/BA e esse pensamento é um grande equivoco. A Ilha dos Frades pertence ao município de Salvador/BA, onde é administrada pela prefeitura do mesmo município. Contudo, a população da Ilha dos Frades trabalha ou vão a busca dos serviços no município de Madre de Deus/BA, devido a sua localização e a curta distância. Fael e Graziela ficaram observando a bela paisagem no mirante até o final do dia, onde aproveitaram para assistir o pôr do sol na Baía de Todos os Santos (BTS). A noite os dois voltaram até a casa de Nego Neo onde preparam um almoço. Em seguida se reuniram com o próprio Nego Neo, em seu restaurante, onde resenharam até o inicio da madrugada. - Salvador, 04 de abril de 2015. Sábado. # - Praia do Farol e São José. Na madrugada, por volta das 04 da manhã, uma forte chuva cai sobre a Ilha dos Frades. A conseqüência do fenômeno foi que a barraca de Fael e Graziela não suportou tanta água e começou a inundar a parte interna do abrigo. Assustados, os dois acordaram e rapidamente conseguiram retirar algumas coisas e colocarem na parte externa, precisamente ao lado do Restaurante de Nego Neo, até o amanhecer. As 09:30 as nuvens dispersa e o sol ilumina a ilha, acordando Fael e Graziela. Os dois preparam um bom café, no fogão a lenha de Nego Neo. Após, arrumaram as mochilas e seguiram a caminhada, em direção Oeste da ilha. Partindo da Ponta de Nossa Senhora, precisamente ao sul da ilha, Fael e Graziela fizeram uma curta caminhada até a praia vizinha, chamada pelos moradores de “Praia do Farol. O que chama a atenção do trilheiro é a construção do atracadouro de Nossa Senhora que está sendo erguida, de forma padronizada, com as mesmas cores e matérias usados na padronização das ruas da Ilha dos Frades e utilizando a mão de obra local. Apesar do atracadouro levar o nome da praia mais atraente da Ilha, a construção está localizada na praia vizinha, chamada Farol. Continuando o percurso, caminhando por alguns metros, pelas areias brancas e rochas marinhas concentradas na costa, Fael e Graziela chegaram a Praia de São José. Deserta e com uma imensa faixa de mata atlântica e coqueiros, cercado por um muro de alvenaria, padronizado pelo mesmo idealizador, a Praia de São José é um ótimo atrativo para o banho e meditação. Além disso, o lugar possibilita a vista para a Ilha de Itaparica (municípios de Vera Cruz/BA e Itaparica/BA), além de outros municípios que estão a margem da Baía de Todos os Santos – BTS (esses mais longes). Algumas dessas cidades são: Salinas das Margaridas/BA e Sapeaçu/BA. Outro fato interessante são as rochas concentradas nas areias da Praia de São José. Além de sua forma “arredondada”, as suas cores chamam a atenção. As rochas próximas ao mar possuem uma coloração cinza escura, e sofre com uma forte ação do intemperismo, acelerando o seu desgaste natural. As rochas mais afastadas do mar, localizadas próximas as alvenarias, possui uma cor “laranja”, são mais arredondadas e nem parece sofrer ação de intemperismo, devido a sua “perfeição na forma. Após essa breve análise, Fael e Graziela fizeram uns registros fotográficos e seguiram a caminhada, na costa Oeste da praia, em direção norte. # - Praia da Tapera e Ponta do Barco. Após 50m de caminhada, aproximadamente, Fael e Graziela chegaram a praia da Tapera. O local é famoso pelos nativos mais antigos, devido a história de ter objetos valiosos enterrados nas areias no período colonial. Segundo eles há vários desses objetos espalhados na praia. O local é parecido com a praia anterior: São José, contudo é mais extensa. Na margem da praia, acima da alvenaria, existe uma extensa escada que leva até uma pequena casa, onde possui vários santos e oferendas. Provavelmente possa ser um ritual do Candomblé ou Umbanda. Na parte rasa da praia estavam atracadas duas lanchas, com dois rapazes observando a paisagem. Algumas Garças foram visualizadas por Fael e Graziela, inclusive uma com penas pretas, que para eles eram novidade. Os dois ficaram um pouco surpresos devido a presença de algumas pessoas na praia, já que as maiorias dos percursos que os dois realizaram, até o momento, encontraram as praias desertas. A surpresa aumentou quando surge um senhor praticando corrida nas areias da praia de Tapera. De onde ele saiu ninguém sabe. Na próxima praia existe uma construção, rente ao mar, que serve como um “mirante”. Fael e Graziela tentaram compreender o porquê daquela construção, sem sucesso. Sendo assim os dois se acomodaram na praia da Ponta do Barco, que é a quarta praia do lado Oeste da ilha. A caminhada deveria seguir para a praia seguinte: Ponta do Murungu. Contudo, a maré estava enchendo. Um dos trechos da caminhada estava alagado, cobrindo as rochas. A caminhada nas rochas em maré baixa requer atenção, imagine na maré cheia? Sendo assim Fael optou em não prosseguir a caminhada, Graziela compreendeu e aceitou a decisão. Os dois aproveitaram que estava no final da manhã para observar a paisagem na base da estrutura que “invadiu o mar”. # - Mirante “proibido”. Devido ao avanço do mar, Fael e Graziela fizeram o caminho oposto, em direção a Ponta de Nossa Senhora. Os dois chegaram por volta das 13:30 e encontraram com um rapaz. No dialogo o homem ensinou um caminho a um mirante, onde se tem uma bela vista da Praia de Nossa Senhora e da Viração. Porém, o acesso é restrito, podendo até ocorrer uma truculência caso um dos seguranças visualize o trilheiro no caminho de acesso. Mesmo sabendo desses fatores, Fael e Graziela resolveram ir até o mirante. O Caminho é sentido a praia da Viração, seguindo pelo calçamento construído na padronização. Quando o percurso se direciona, a esquerda, próximo a um quiosque, está um caminho de terra, de subida ígreme, margeada por mata. Ali inicia o acesso ao mirante. Sabendo que a referência é o restaurante (ou quiosque), e que o caminho está antes da construção, Fael e Graziela encontraram a trilha íngreme. Com uma forte subida os dois percorreram um trecho curto, contudo só de subida e bastante escorregadio, chegando ao mirante após 6 minutos de caminhada. O pequeno mirante possui uma vista deslumbrante. Do lado esquerdo visualiza as falésias que delimitam a praia da Viração; ao lado direito a Praia de Ponta de Nossa Senhora, junto com o povoado. A frente a Baía de Todos os Santos e a paisagem sombria dos grandes edifícios do município de Salvador/BA. Fael e Graziela ficaram um bom tempo observando a paisagem e ao mesmo tempo atentos a algum dos seguranças, “camuflados”, atrás do grande muro que separa a costa da mata na Ilha dos Frades. No local a luz do sol é intensa e não possui um local com sombra para se acomodar. O aconselhável é seguir ao mirante no final da tarde, para ter o privilégio em observar o pôr do sol. Fael e Graziela ficaram até as 15:30. De lá os mesmo voltaram até a Praia do Farol onde se acomodaram até o final da tarde e observaram o pôr do sol na Baía de Todos os Santos – BTS. # - Acampamento Base: Nego Neo II. A noite Fael e Graziela ficaram no restaurante de Nego neo, resenhando com o mesmo e mais um casal, que chegou ao final da tarde e acampou no terreno de Seu Manoel. As 22:00 a lua cheia deu o “ar da graça”, “iluminando” as águas da Baía de todos os Santos – BTS e atraindo Fael, Graziela, Seu Manoel, o Coelho, o casal que estavam com eles a observá-la. Todos se recolheram no inicio da madrugada, por volta da 01 da manhã. - Salvador, 05 de abril de 2015. Domingo. # - Ilha dos Frades (SSA-BA) x Madre de Deus/BA. De manhã cedo, Fael e Graziela estavam desarmando a barraca e preparando as mochilas para percorrer os 9 km até atracadouro de Paramana. Como a maré ficou baixa a partir das 07:02 da manhã, dava para caminhar traquilamente. Agradecendo a seu Manoel (Nego neo) e toda a sua família, pela hospedagem e atenção que os dois receberam por parte deles, Fael e Graziela se despediram, rumo ao município de Madre de Deus/BA. A caminhada da volta iniciou as 08:00. O percurso da volta é o caminho inverso feito quando eles chegaram, passando pelas praias de: Viração; Rappel; Tobarzinho; Tobar; Pontal; Costa; Pedra vermelha e Paramana, local onde se encontra o atracadouro. A caminhada durou em torno de 02 horas. Por volta das 10:05, Fael e Graziela estavam no guinche da empresa de transporte hidroviário que faz a linha: Paramana x Madre de Deus/BA. A espera foi de quase uma hora, pois os barcos só saem quando há um número de passageiros, suficientes, para embarcar. Na concepção deles o barco deve sair lotado. Enquanto isso, Fael e Graziela ficaram, “debaixo de um forte sol”, a espera para embarcar. O embarque só foi realizado as 11:10, com duração de 20 minutos, entre o atracadouro de Paramana e terminal aquaviário do município de Madre de Deus/BA. No desembarque, Fael e Graziela ficaram a espera do ônibus da empresa ATT, que faz a linha Madre de Deus/BA x Salvador/BA. O ônibus só passou as 11:50 da manhã. Caro leitor (a), espero que o relato possa ter ajudado em seu planejamento e execução da trilha na Ilha dos Frades e que os detalhes sejam úteis para montar o seu roteiro.
  6. 14.11.2014 a 16.11.2014. 01° dia: Salvador - BA x Itaparica - BA x Nazaré - BA x Valença - BA x Cairu - BA (Ilha de Tinharé, Praia de Garapuá); 02° dia: Praia de Garapuá x "Ponta Norte" x "Ponta Sul" x Morro de São Paulo; 03° dia: Praia de Garapuá x Praia de Pratigi de Tinharé. Olá ! Amigo ou amiga trilheiro (a). Nesse relato litoral [RL] será apresentado um paraíso pouco citado nas viagens feitas pelos indivíduos do mundo a fora, que está localizado na Ilha de Tinharé, chamado Garapuá. O local é uma pequena vila de pescadores onde existe uma praia, estruturada, e sendo considerada a mais tranquila de toda a Ilha de Tinharé (comparação feita com as praias onde oferecem uma estrutura básica ao visitante), atraindo indivíduos que gostam da tranquilidade e do sossego. Ao contrario de Morro de São Paulo, que é a vila mais conhecida na Ilha de Tinharé, Garapuá possui pouco movimento em sua imensa praia. Além disso, quando a maré está baixa, formam “grandes piscinas naturais”, fenômeno comum nas praias da costa leste da Ilha.Todos os detalhes desse lugar excêntrico serão apresentados no texto abaixo. OBS: Alguns nomes serão fictícios, pelo fato de não permitirem ou não a ser citados. Por tanto, para identificar os sujeitos, foram modificado apenas os nomes de alguns. Para facilitar os pontos da trilha serão “criados” nomes para referenciar os lugares. - Salvador, 14 de novembro de 2014. Sexta-feira. # - Itaparica - BA x Valença - BA A rota para visitar e explorar a vila de Garapuá foi planejado por Faaeel e Graziela, com o objetivo em conhecer os encantos que tanto ouviram falar de alguns amigos sobre a paisagem litorânea local. Na manhã da sexta-feira, por volta das 06:30, os dois saíram do município de Salvador / BA, em direção ao terminal marítimo de São Joaquim, uma das etapas de melhor acesso para chegar até a praia. Entretanto, por conta do engarrafamento, Faaeel e Graziela chegaram as 07:30 no terminal marítimo, embarcando no Ferry Boat Maria Bethânia do horário das 08:20, chegando no terminal de Bom Despacho as 09:20. O terminal de Bom despacho está localizado na Ilha de Itaparica, onde pertence a dois municípios: Vera Cruz – BA (maior território) e Itaparica – BA (mesmo nome da ilha). Quem sai de Salvador / BA, em direção ao Sul e extremo sul da Bahia, opta em sair pelo sistema Ferry boat, pelo fato de ser uma grande alternativa em chegar mais rápido a essas regiões, além de ser mais econômico (+/- 121 km). Por Salvador / BA, indo pela BR-324 e depois pela BR-101 ( +/- 254km), a viagem se torna mais longa, aumentando em torno de 2 a 3 horas o tempo da viagem. Enquanto pelo sistema Ferry boat e BA-001, pode se ganhar entre 2 a 3 horas no trajeto. No terminal de Bom despacho, Faaeel e Graziela se direcionaram até o guinche da empresa Cidade Sol, que faz a linha para o município de Valença / BA. Cada um pagou o valor de R$ 18,93, referente a passagem. As 09:50, o ônibus seguiu até o município, principal referência para ter acesso as Ilhas que pertence ao município de Cairu / BA. O ônibus segue pela BA-001, principal rodovia estadual da Bahia. O percurso é de 2 horas, porém esse trajeto ocorreu por quase 3 horas, devido ao “recapeamento” que estava ocorrendo-nos 29 km entre os municípios de Nazaré / BA e Valença / BA. Chegando no município, a dupla pediu o motorista para soltar no cais, onde está localizado o porto da cidade. No local, Faaeel e Graziela já tinha informação que só existe uma lancha que segue direto para Garapuá, que sai no horário das 13:00. Na procura, eles conseguiram encontrar o condutor que faz a linha. No dialogo, o rapaz cobrou o valor de R$ 30,00 (por pessoa) para levar até a vila. Esse valor é um pouco elevado por conta de ser uma lancha rápida. Como era 12:55, Faaeel e Graziela aproveitaram para fazer um lanche. As 13:30, com um pouco de atraso, a lancha seguiu em direção a Garapuá com 13 pessoas (incluindo a dupla). # - Vila de Garapuá. No decorrer da viagem, a lancha rápida com os trezes passageiros teve um problema, bem próximo a Garapuá. Uma raiz das árvores que estão nas margens da rota se enroscou na hélice, obrigando ao condutor a parar. Nesse momento todos os indivíduos ficaram a deriva, esperando o concerto. O dono do barco mergulhou no mangue para tirar a raiz da hélice. Esse procedimento durou em torno de 40 minutos. Os ocupantes da lancha não ficaram tensos, pelo fato do condutor mostrar tranquilidade e afirmar que não era um problema grave. Além do mais, existia um número suficiente de coletes salva vidas, que estava a disposição e fácil acesso para os passageiros. Após o conserto, a lancha seguiu e chegou em Garapuá em torno das 14:45. No improvisado atracadouro, os passageiros (incluindo Faaeel e Graziela) desembarcaram e se direcionaram ao trator com o objeto de madeira compostos por vários acentos. Esse meio de transporte já está incluso na passagem e é o único acesso até a vila de Garapuá. Depois de acomodados, o trator seguiu em direção ao “centro”. A estrada de acesso a vila é caracterizado por um solo fofo, devido a grande quantidade de areia. As margens são cobertas por vegetação restinga. Os tratores são os veículos mais apropriados para o trajeto, carros 4x4 também podem se locomover na estrada. Entretanto, carros são proibidos nesse trecho da ilha, exceto para uma caminhonete adaptada que serve de “ambulância” para da o apoio aos moradores e turistas. O percurso demorou 20 minutos. Por volta das 15:05, Faaeel e Graziela desembarcaram na pacata Vila de Garapuá. No local, os dois foram a procura de um local de camping. No dialogo com alguns moradores, Faaeel e Graziela descobriram que existe apenas um camping na vila, que está de frente praia. Sendo assim, os dois se direcionaram através de informações dos moradores até chegar ao local da base. Na praia, Faaeel e Graziela seguiram a direita, sobre uma pequena trilha ao meio da vegetação restinga. Após 100m de caminhada, aproximadamente, os dois observaram uma área gramada, com vários “chalés” de madeira. Ali é o único camping da vila chamado: 1° Camping Garapuá Beira-mar. No local estava com muitos materiais de construção e dois homens trabalhando. Ao perguntarem aos rapazes sobre quanto é a diária e se o camping estava em funcionamento, os dois foram informados que não eram os donos. Em seguida apareceu um garoto para saber o que estava ocorrendo. No dialogo, Faaeel e Graziela foram informados que o camping pertence a uma mulher e que ela estava no momento e poderia esclarecer valores e se estava disponível para acampar. Em seguida aparece a dona do camping. Se apresentando, Faaeel e Graziela argumentaram para a dona do camping (que aqui vai se chamar Vânia), se havia a possibilidade de acampar e quanto custa a diária. A resposta foi que a diária custa R$ 20,00 e que o camping estava em reforma. Além disso, a Sra. Vânia acrescentou que mesmo com o camping em obra, teria como os dois acampar. Entretanto, o valor irá permanecer por R$ 20,00. Sem muita opção e bastante cansados, Faaeel e Graziela aceitaram acampar nesse dia, com perspectiva de encontrar outro lugar. Após o acerto, os dois montaram acampamento e foram tomar um banho. Para a decepção dos dois,o camping não tinha água e o banheiro estava todo sujo e com mau cheiro. Com esses problemas Faaeel e Graziela, mesmo cansados, resolveram da uma volta em Garapuá, a fim de conseguir acampar na casa de um morador local, ou até mesmo encontrar outro abrigo com um preço que eles possam pagar. # - Praia de Garapuá: “Ponta Norte”. Na caminhada em direção a vila, a fim em comprar alimentos e aproveitar para encontrar outro lugar, Faaeel e Graziela resolveram observar a belíssima praia de Garapuá. Um local bem tranquilo e agradável, que estava vazio, com as poucas barracas de praia fechadas (3 ou 4 barracas). A praia deve possui, aproximadamente, 2 a 3 km de extensão, margeada por um aglomerado de coqueiros. A pequena enseada é destaca por duas “pontas”, que Faaeel decidiu nomear de “ponta norte” e “ponta sul”, como referência na hora em produzir o relato e de referenciar as fotos. Sendo assim, os dois se direcionaram até a “ponta norte”, a fim de observar a belíssima paisagem daquele ponto. Chegando ao local, Faaeel e Graziela observaram o belíssimo manguezal, que está a esquerda da praia, além de uma bonita canoa. A maré estava baixa, atraindo muitos urubus que esperavam a morte dos peixes para se alimentarem. Um fato que chamou a atenção dos dois foram os urubus que se concentrava no local, além de alguns peixes que encalhavam na praia quando a maré abaixava. Um fato curioso é que na praia existe uma casa, construída de forma improvisada, onde mora um casal. Eles observaram, o tempo todo Faaeel e Graziela, deixando os dois bastante cismados. Ao fundo existe outra casa, grande e espaçosa, parecendo uma fazenda, toda cercada de troncos e arames farpados. O local estava fechado e Faaeel e Graziela observaram para ver se existia um riacho ou torneiras para poder acampar por ali. Sem sucesso, os dois se banharam e observaram a bela praia de maré baixa. As águas calmas e cristalinas é o charme da praia de Garapuá. Diversas “piscinas naturais” se formam próximo aos grandes bancos de areia. As 16:30, Faaeel e Graziela seguiram em direção a vila para comprar os alimentos e observar se existe um lugar mais adequado para acampar. # - Base na pousada. Chegando no centro da vila, Faaeel e Graziela se direcionaram até um mercadinho para comprar alguns alimentos. Acima do mercado os mesmos observaram que havia uma simples pousada de nome Villa da Lagoa. Chegando no caixa, Faaeel perguntou a senhora se ela sabia quem era o dono da pousada acima para saber o preço da diária. Para a surpresa dos dois, a dona da pousada era a própria senhora que estava no caixa. A senhora chamou Faaeel e Graziela em um lugar reservado para dialogar sobre as diárias, argumentando que a pousada estava cheia. Entretanto existia um quarto simples, de ventilador, com duas camas de solteiros e banheiro no lado de fora, que estava vago. Faaeel e Graziela foram olhar para ver se valeria apena. Na observação os dois perceberam que o local é bem agradável e limpo, observaram que banheiro é bem estruturado e só eles iam usar, sendo que está localizado no outro vão, fora do quarto. Interessados, os dois negociaram a diária com a senhora, fechando o valor de R$ 40,00 o casal (sem café da manhã). Após o acerto, Faaeel e Graziela foram até o camping para desarmar a barraca e trazer os objetos para a nova base. No camping, Faaeel e Graziela argumentaram para a dona Vânia que conseguiram outro lugar para ficar, e que iria deixar o local. Sem questionamentos, a Senhora Vânia agradeceu aos dois e disse que eram para voltar após a reforma do camping. Se despedindo da dona do camping, Faaeel e Graziela seguiram até a pousada e se instalaram por lá. No inicio da noite os dois preparam o café na espiriteira e torrou alguns pães no próprio quarto. Para amenizar o cheiro, Faaeel e Graziela colocaram a velocidade do ventilador ao máximo. Abastecidos, a dupla foi até a praia a fim de observar o mar e resenhar. As 00:25, Faaeel e Graziela retornaram até a pousada com o propósito de descansar, para no dia seguinte observar as áreas próximas da base. - Cairu, 15 de novembro de 2014. Sábado. # - Praia de Garapuá (Ponta Norte x Ponta Sul) As 07:00 da manhã, Faaeel e Graziela estavam preparando o café para em seguida iniciar a grande caminhada com o objetivo em conhecer as paisagens em torno da base de hospedagem. No improviso, os dois prepararam o café no quarto, com as portas fechadas para que ninguém observar-se que estava usando duas espiriteiras na pousada. Após o preparo do café da manhã, Faaeel e Graziela separaram os alimentos, as panelas e espiriteiras para levar na mochila de ataque e seguiram em direção a Praia de Garapuá. A observação teve o seu inicio na “ponta norte” da praia, onde os dois caminharam, a esquerda da vila, em direção norte. No local observaram a paisagem e o fenômeno da maré baixa. Em passos lentos, Faaeel e Graziela seguiram caminhando pela areia da praia em direção a “ponta sul”, que está a quase 3 km da “ponta norte”. A dupla foi informada que na praia de Garapuá existem pontos que formam imensas “piscinas naturais”, ao lado dos corais. Entretanto precisa de um barco para chegar o local onde ocorre o fenômeno. Passando pelas poucas barracas que existem na praia, Faaeel e Graziela conversaram com o morador chamado “Milho”, que é garçom de uma das barracas. O rapaz argumentou que existe um barco que leva até as piscinas naturais e que o preço é negociável com o condutor. Interessados, Faaeel e Graziela falaram com Milho qual o horário que poderia encontrar o condutor do barco na Praia de Garapuá, ouvindo do rapaz que o melhor horário é das 12:00. Sendo assim, Faaeel e Graziela foram caminhar até a “ponta sul”, já, que era cedo e dava para observar esse ponto. Com 1 km percorrido, quase na metade do trecho em direção da “ponta sul” , Faaeel e Graziela decidiram parar e fazer o almoço junto de uma amendoeira que está na praia, por conta do horário. Nesse momento já era 10:35 e as 12:00 os dois deveriam está próximo as barracas para negociar com o condutor a fim em observar as piscinas naturais. Debaixo da arvore, Graziela preparou o almoço (Macarrão, Feijão de caixa, seleta de legumes). Em seguida os dois voltaram até a barraca, chegando no horário combinado, as 12:00. Na barraca, Faaeel e Graziela encontraram com Milho que já veio informando que o condutor compareceu mais cedo no local e que era para os dois voltar as 14:00 que encontraria ele. Desconfiados, a dupla decidiu ficar no local, observando o mar, até as 14:00. Quando deu o horário, Faaeel e Graziela perceberam que o rapaz não tinha chegado e foram novamente até a barraca para perguntar a Milho. Para a surpresa dos dois, Milho argumentou que o rapaz passou lá e já tinha seguido até o local das piscinas naturais, por volta das 12:00. Graziela, indignada, percebeu que era conversa de Milho, que fez ela e Faaeel perder um grande tempo com a esperança de negociar com um condutor para observar as piscinas naturais de Garapuá. Impacientes, os dois encerraram a conversa com Milho, o agradeceu e seguiram em direção a “ponta sul” da praia a fim de aproveitar o fim da tarde. Com duas horas e meia de caminhada, Faaeel e Graziela caminharam, os quase 3 km, até a “ponta sul”. No local os dois perceberam que existe uma trilha ao lado do mangue que leva em direção a outra praia. Por conta do horário, Faaeel e Graziela decidiram não atacar naquele momento, observando o inicio da trilha e deduzindo que o caminho pode ser bem batido. A maré estava enchendo, chegando as árvores que estão encravadas próximo ao mangue. Muitos pássaros pretos com os olhos azuis possuem ninho nessas árvores, atraindo os olhares de Faaeel e Graziela. Essas aves foram identificadas por eles pelo nome de Guaxé, com o nome científico Cacicus haemorrhous. O interessante dessa ave são os seus ninhos, que parecem com uma “bolsa presa”, pendurada sobre os galhos, em grandes quantidades. Em apenas uma árvore foram observados mais de 20 ninhos e dezenas de aves que se camuflavam no seu ninho quando viam a dupla. Entretanto foram registrados pelas maquinas de Faaeel e Graziela. As 17:15, Faaeel e Graziela repousaram na praia e ficaram observando o pôr do sol. A luz solar refletia na água do mar, gerando um visual magnífico de tanta beleza. O único fator que incomodavam era os mosquitos, que a todo o tempo atacava os dois, foi uma grande resistência dos mesmos a fim de aguardar o pôr do sol daquele local. As 17:54, visto da parte sul da Praia de Garapuá, o sol se despediu de Faaeel e Graziela, “sumindo” ao fundo da grande e extensa “cortina de coqueiros”. As 18:01, os dois iniciaram a caminhada de volta até a pousada. # - Morro de São Paulo Na pousada, Faaeel e Graziela conversaram sobre o festival de primavera que está acontecendo em Morro de São Paulo, envolvendo atrações locais e outras famosas. Graziela queria ir na festa para assistir algumas bandas e ver o cantor Saulo. Com o acerto de ir para Morro de São Paulo, local que está localizado ao norte de Garapuá, Faaeel e Graziela foram atrás da informação para chegar até o festival, saído de Garapuá. Na própria pousada eles foram informados pela dona de que haveria um trator no terminal da lagoa e que ia sair as 22:00. Sendo assim, os dois seguiram até a lagoa para reservar duas vagas e negociar o valor. No terminal, Faaeel e Graziela foram informados que o valor é de R$ 20,00 (por pessoa) para levar de Garapuá até Morro de São Paulo no trator. Entretanto, um morador local chegou e disse para o rapaz do trator que não ia cobrar o valor de R$ 20,00 (por pessoa), e sim de R$ 10,00, valor cobrado pelo transporte aos moradores locais. O rapaz foi até os dois e se apresentou com o nome Alex, argumentando que é um absurdo “extorquir” as pessoas que não são moradores locais, defendendo o seu argumento de que todos os indivíduos devem ser tratados da “mesma forma”. Faaeel e Graziela ficaram felizes pela atitude do rapaz, que conseguiu convencer o condutor do trator a cobrar o mesmo valor para todos que estiverem seguindo para Morro de São Paulo. Após o acerto, o trio conversou bastante com Alex e seus amigos sobre o que fazem e outros assuntos rotineiros a fim de se integrar e construir uma amizade. As 22:10 o trator seguiu por uma estrada de areia até o ponto de espera da segunda praia de Morro de São Paulo. O trecho durou 40 minutos, com 12 km percorridos (segundo Alex). No caminho foram observados grandes hotéis de luxos, casarões fechados e algumas vilas segregadas, bem isoladas da estrutura turística de Morro São Paulo. No terminal, Faaeel e Graziela foram informados por Alex que o trator voltaria para Garapuá as 03:00 da manhã e que era para esperar nesse mesmo ponto de desembarque. Em seguida, os dois desceram uma ladeira, ao lado esquerdo do terminal e chegaram até a segunda praia que estava logo a frente. No local já possuía uma grande concentração de pessoas a espera das bandas. Caminhando entre a multidão, Faaeel e Graziela encontraram um pequeno espaço próximo a praia, onde montaram a sua “base”. Porém, não ficaram por muito tempo devido a uma chuva forte que começou a cair na praia. A confusão foi grande entre as pessoas concentradas no local que estavam a procura de um bom lugar para se proteger, próximo ao palco. Faaeel e Graziela seguiram até a rua de acesso ao terminal do trator onde conseguiram uma tenda de um pequeno bar para se proteger da chuva. Após a chuva, Faaeel e Graziela voltaram para a praia, onde se acomodaram no mesmo local que estavam anteriormente. Uma banda (esqueci o nome) iniciou o show, tocando um reggae com letras que retratam a realidade vivida em alguns locais. Após 50 minutos de show ocorreu a segunda e principal atração do festival, o cantor Saulo. Graziela curtiu o show, enquanto Faaeel ficou apenas observando. Após o show de Saulo, que durou quase uma hora e meia, Faaeel e Graziela seguiram até o terminal do trator, a espera do embarque. As 02:25 da manhã, aparece Alex e alguns amigos, que se juntou aos dois e iniciaram uma boa resenha. Próximo aos dois estava o prefeito da cidade de Cairu, junto com familiares e amigos políticos. Alex fez uma forte crítica à gestão do Prefeito. As 03:00 da manhã, como combinado, o trator chega e embarca com as mesmas pessoas que saíram de Garapuá. A volta custou R$10,00. O mesmo valor da ida. As 03:50 o trator chegou ao terminal da Lagoa. Despedindo de Alex e seus amigos, Faaeel e Graziela seguiram até a pousada para aproveitar as horas de sono. - Cairu, 16 de novembro de 2014. Domingo. # - Praia Pratigi de Tinharé As 07:00 da manhã, Faaeel e Graziela acordaram e foram preparar o café. Hoje era o dia de seguir até a trilha que está na “ponta sul” da praia de Garapuá para saber a qual paisagem o caminho possibilita. Entretanto, quando estavam arrumando a mochila iniciou uma forte chuva, que parecia não terminar. Desanimados, Faaeel e Graziela resolveram descansar até a chuva passar. As 11:00, os dois acordaram, quando foi observar o tempo, perceberam que a chuva estava forte e não tinham condições de caminhar com esse tempo. No inicio da tarde, por volta das 13:15, a chuva parou, mas o céu continuava nublado, com grande possibilidade de chuva. No dialogo, Faaeel e Graziela resolveram seguir em direção a trilha, preparado para encarar a chuva, caso ocorra. Os dois seguiram até a Praia de Garapuá caminhando até a “ponta sul”. Com a maré baixa, a trilha se torna “bem batida”, facilitando o caminho. A trilha é feita entre uma propriedade particular (na margem direita) e o mangue (na margem esquerda), sobre um trecho bem batido. Diversas árvores caracterizam lugar, além das belas aves que observaram Faaeel e Graziela. Dois Gaviões foram observados, entretanto não foram fotografados por serem muito rápidos. O percurso durou 15 minutos, com menos de 1km de caminhada. As 14:00, Faaeel e Graziela finalizaram a trilha, visualizando uma imensa praia deserta. O nome do local se chama Pratigi. Com 10 km de extensão, Pratigi de Tinharé é a maior praia da Ilha de Tinharé. Sua extensão é de 10 km, aproximadamente, e está localizada ao sudeste da ilha. O local é deserto, com algumas casas abandonadas e uma imensa “faixa” vegetal caracterizada por coqueiros. Os lixos, que são descartados no mar, próximo à ilha, têm como seu destino a costa da praia de Pratigi de Tinharé, se amontoando nas areias. Faaeel e Graziela encontraram vários objetos na costa da areia como: Porta de Geladeira, embalagens plasticas, pasta de dente, escova de cabelo, garrafas, etc. Esse é o fato negativo que prejudica o local e “destrói” a paisagem. As 14:48, após 2 km de caminhada, Faaeel e Graziela foram obrigados a fazerem uma pausa devido a uma pancada de chuva. A base foi uma das casas abandonadas que serviram de abrigo. No local, os dois aproveitaram o tempo para fazer o almoço, cozinhando em duas panelas, duas espiriteiras e uma pequena fogueira. Por volta das 15:15, Faaeel e Graziela seguiram a caminhada em direção a pontal da Praia de Pratigi. A caminhada seguiu por mais uma hora, até as 16:15. Nesse horário, Faaeel e Graziela estavam “na metade” do percurso, próximo a 5 km. O tempo estava nublado e com pouca luz, fazendo com que os dois finalizassem o passeio naquele ponto. Faaeel e Graziela aproveitaram alguns minutos para se divertir através das fotografias. Fotos em perspectivas foram tiradas, além das tentativas de fotos “de efeito” que não deram certo. Entretanto as montagens de algumas fotos se tornaram engraçadas, com a perspectiva final em formar uma única imagem (25). As 16:30, Faaeel e Graziela fizeram o caminho de volta até a Praia de Garapuá, chegando na “ponta sul” as 17:15. No local os dois repousaram na praia e esperaram o final da tarde, bastante nublado. As 18:01, caminharam por mais 3 km até a pousada em que estavam instalados. A noite, Faaeel e Graziela ficaram na pousada resenhando com a Dona e alguns hospedes. Na reunião os dois comentaram sobre as viagens que fazem com outros amigos e as rotas interessantes para conhecer. Uma senhora que estava no grupo ficou bastante interessada nos roteiros, pedindo o contato deles para dicas e métodos para o planejamento e execução das rotas. As 21:00 iniciou uma forte chuva, fazendo com que o grupo se dispersasse, recolhendo-se cada um até os seus quartos. Mesmo com o dia chuvoso, Faaeel e Graziela aproveitaram o pouco tempo de estiagem que ocorreu no período da tarde para observar as paisagens aos arredores da Praia de Garapuá. - Cairu, 17 de novembro de 2014. Segunda-feira. # -Valença - BA. As 06:30, Faaeel e Graziela foram providenciar as passagens de trator que leva em direção ao “atracadouro” de Garapuá. Na saída da pousada uma garota estava com um tabloide de vendas das passagens para Valença – BA. O valor foi de R$ 30,00 (por pessoa), incluindo a lancha rápida que leva até o porto. Com as passagens em mão, Faaeel e Graziela arrumaram as mochilas, se despediram da dona da pousada e alguns hospedes, seguindo até o trator, onde percorreram por 30 minutos até o atracadouro. No local, a espera foi pouca, pelo fato da lancha rápida já está atracada a espera dos passageiros. Embarcados, Faaeel e Graziela percorreram por mais uma hora até o porto do município de Valença – BA. Chegando na cidade, os dois pensaram ir até a rodoviária. Porém, a distância do Porto até a rodoviária é quase 3 km, deixando-os desanimado devido o cansaço da viagem de trator e barco até a cidade. Na perspectiva em chegar rápido até Bom Despacho (terminal do município de Itaparica – BA), Faaeel e Graziela embarcaram em um transporte alternativo, feito por vans, chegando em Bom Despacho no final do dia. O percurso do município de Valença – BA até Bom Despacho (Ilha de Itaparica – BA) foi feito em 2 horas. É isso, amigo (a) trilheiro (a). Espero que o relato sobre esse local da Ilha de Tinharé possa ter demonstrado interesse na visitação e observação das paisagens. O acesso é um pouco “complicado”. Entretanto, vale a pena. Pelo fato de Garapuá ser uma praia tranquila, onde poucos visitantes se hospedam. A maioria vai de lanchas vindas de Morro de São Paulo, ou Boipeba, de rápida passagem. Quem gosta de tranquilidade e sossego, é um ótimo lugar para aproveitar essas oportunidades.
  7. Faael Pimentel

    Chapada Diamantina

    Olá ! Renato. Sim ! Não chega a ficar totalmente seca, mas fica uma "fileirinha" de água. Se for para registrar as belezas da cachoeiras e aproveitar o banho , não é o melhor período. Contudo não é recomendado ir nessas trilhas em grandes períodos de chuva (principalmente a fumacinha por baixo e a Encantada)
  8. Faael Pimentel

    relato Salto Angel + Monte Roraima - Fev 2013

    Valeu ! Agradeço muito pela atenção. Precisando, estamos ai. Abraços.
  9. Parque Nacional Serra dos Órgãos - PARNASO Travessia: Teresópolis/RJ x Petrópolis/RJ Ano: 2016. 24.03.2016 | Dia 01: Sede Teresópolis/RJ x Mirante do Cartão Postal x Barragem x Cachoeira Véu de Noiva x Abrigo 4; 25.03.2016 | Dia 02: Pedra do Sino x Cavalinho x Mergulho x Pedra da Baleia x Morro do Dinossauro x Elevador x Morro da Luva x Morro do Marco x Abrigo do Açu; 26.03.2016 | Dia 03: Castelo do Açu x Isabeloca x Ajax x Pedra do Queijo x Cachoeira Véu de Noiva x Sede Petrópolis/RJ. =========================================================================================== Olá! Leitor (a). Nesse relato será apresentada a trilha, feita por Fael e Graziela, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos - PARNASO, localizado no Estado do Rio de Janeiro. Sua travessia só pode ser realizada a partir da compra de ingresso no site ou na portaria sede. O percurso tradicional é iniciado no município de Petrópolis/RJ, passando pelo município de Guapimirim/RJ e finalizando na cidade de Teresópolis/RJ. Contudo, devido a não encontrar ingressos para a trilha tradicional, Fael e Graziela arriscaram em comprar os ingressos no sentido inverso, iniciando a trilha na cidade de Teresópolis/RJ e finalizando na cidade de Petrópolis/RJ. Todos os detalhes da travessia realizada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (sentindo inverso) serão descritos no relato abaixo. ============================================================================================== # - Planejamento da rota. Era manhã de sábado, por volta das 09:00. Fael e Graziela estavam dialogando sobre possíveis viagens no decorrer dos feriados do ano de 2016. Para isso os dois agendaram destinos para cada feriado. Fazendo uma pesquisa no site melhores destinos, Graziela percebeu que havia uma promoção de passagens aéreas, entre as cidades de Salvador/BA e o Rio de Janeiro/RJ, nas datas coincidentes com o feriado da páscoa. Sem pensar muito, os dois fizeram a compra e se articularam a se encontrar e reunir com o intuito em planejar uma trilha e executá-la. No dialogo foi decidido a travessia da Serra dos Órgãos. Na reunião, Fael e Graziela acessaram o site do Parque Nacional Serra dos Órgãos - PARNASO, onde o visitante deve se cadastrar e fazer a compra do ingresso para ter acesso ao parque. Sabendo que o parque tem um número limite de visitantes, Fael e Graziela resolveram comprar os ingressos, de forma antecipada, para ter acesso a trilha. Contudo, na hora da realização da compra do circuito tradicional, com inicio na cidade de Petrópolis/RJ e finalizando na Cidade de Teresópolis/RJ, o site avisava que em um dos abrigos não tinha mais vagas, impossibilitando a realização da compra. Como as passagens estavam pagas, e não poderia cancelar, Fael e Graziela buscaram alternativas para ter acesso ao parque. Para isso foi pesquisado outras rotas dentro do Parque Nacional Serra dos Órgãos - PARNASO. A rota que mais agradou foi a “trilha inversa”, que tem o seu inicio em Teresópolis/RJ e o final em Petrópolis/RJ. Entrando em acordo, Graziela fez a compra e imprimiu o comprovante, que está disponível no próprio site. Existe uma nota de rodapé recomendando a apresentação do documento que comprove o pagamento ao guarda do parque (quem comprou pela internet), onde tem a responsabilidade de liberar o acesso ao visitante. Outro documento que o trilheiro deve ter acesso e levar-lo para ser entregue a portaria, é o Termo de Reconhecimento de Risco e Normas, onde o indivíduo se responsabiliza na condução do grupo e dele mesmo, arcando com a responsabilidade de qualquer eventualidade feita por ele e pelo grupo. Após a garantia dos ingressos de acesso a trilha da Serra dos Órgãos, Fael e Graziela foram à busca de um local para serem acolhidos ao final da trilha, pois os dois já imaginaram estarem sujos e necessitarem de um uma “base” para organizar os equipamentos, tomar banho, entre outros. Recorrendo ao site do couchsurfing (http://www.couchsurfing.com), Fael enviou alguns pedidos solicitando uma hospedagem por algumas horas. Com poucos minutos de espera, um dos convites foi aceito por uma garota, de nome Maristela, que reside no município de Petrópolis/RJ, dizendo que ia acolher-los em sua casa. Sendo assim, Fael pegou o seu endereço e o telefone. Os detalhes de valores pagos por Fael e Graziela, dês as passagens aéreas, transporte coletivo, ônibus intermunicipal e taxas de acesso ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos - PARNASO estará nas imagens abaixo (NA IMAGEM 01. Onde se lê “Bigen”, leia-se “Bingen”). - Salvador, 23 de março de 2016. Quarta-feira. # - Salvador/BA (SSA) x Rio de Janeiro/RJ (GIG). Dia da viagem, Fael ligou para Graziela avisando que o local de encontro dos dois será no salão de embarque do Aeroporto Internacional 2 de Julho. O destino dos trilheiros é o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), localizado no município do Rio de Janeiro/RJ. O embarque está previsto as 20:30, no vôo JJ3197 da empresa TAM, linha SSA x GIG, com previsão de duas horas. Esperando no salão de embarque, Fael encontrou com Graziela, as 18:30 e aproveitaram o restante do tempo para fazer os últimos ajustes nos equipamentos e a logística quando chegar até a cidade do Rio de Janeiro/RJ. As 20:30, no horário previsto, Fael e Graziela embarcaram no avião da TAM, em um vôo direto, com previsão em chegar as 22:30 no Galeão. No Estado do Rio de Janeiro, próximo ao Aeroporto, o avião que Fael e Graziela estavam pegou uma forte turbulência, devido ao temporal. Inclusive, a chuva foi tão forte que virou manchete nacional. Fael passou mal, tendo náuseas e chegando a vomitar, devido as quedas de altitude que o avião tinha por conta do mal tempo. Os passageiros foram comunicados que não seria realizado o pouso no horário, devido a forte chuva. A tripulação estava cogitando em realizar o pouso no Estado de Minas Gerais, precisamente o Aeroporto Tancredo Neves (CNF), localizado na cidade de Confins/MG, mas não foi necessário. Após 30 minutos sobrevoando as cidades de Petrópolis/RJ e do Rio de Janeiro/RJ, o avião pousou debaixo de uma forte chuva, para a alegria dos passageiros. As 23:15, Fael e Graziela conseguiram pegar as mochilas no salão de desembarque e seguiram até o ponto de ônibus executivo do Galeão (conhecido como frescão), a espera do ônibus da linha 2018 da empresa autobus, que faz a linha: Aeroporto Internacional x Alvorada, com o valor da passagem de R$ 14,00. A perspectiva dos dois era chegar antes da meia noite no terminal rodoviário Novo Rio, para comprar a passagem até o município de Teresópolis/RJ, que está disponível até as 00:00, seu ultimo horário. A espera pelo frescão foi grande, Fael e Graziela só conseguiram embarcar as 23:55, sem esperanças em conseguir embarcar no intermunicipal até a cidade de Teresópolis/RJ. As 00:25, os dois desembarcam na Rodoviária, encontrando o guinche da empresa Viação Teresópolis (única empresa que eles observaram que faz a linha) fechada. Sendo assim, Fael e Graziela caminharam na grande rodoviária do Novo Rio até encontrar um local, seguro, para que possam se acomodar e descansar, esperando o dia amanhecer e seguir viagem até o município de Teresópolis/RJ. Rio de Janeiro, 24 de março de 2016. Quinta-feira. # - Teresópolis/RJ. À noite na Rodoviária Novo Rio foi tranqüila, poucas pessoas descansando, a maioria nos bancos, enquanto Fael e Graziela estavam deitados em um isolante térmico e usando o saco de dormir para se proteger do forte ar-condicionado do terminal. As 03:30 da manhã, o guinche da empresa Costa verde abre, atraindo a maioria das pessoas que estavam cochilando nos assentos de espera. Essa empresa faz linha para os municípios de Paraty/RJ e Angra dos Reis/Rj, destinos bem conhecidos mundialmente, gerando a grande procura por passagens. A organização ocasionou barulho, despertando Fael e Graziela que não conseguiram dormir. Sem muitas alternativas, os dois ficaram sentados esperando o horário das 05:20 para comprar a passagem até a cidade de Teresópolis/RJ. As 05:25, da manhã, o guinche da empresa Viação Teresópolis/RJ abre, onde Fael estava na fila para comprar as passagens. O mesmo adquiriu duas passagens da linha: Rio de Janeiro/RJ x Teresópolis/RJ (direito), embarcando no primeiro horário das 06:00 da manhã. A viagem foi no ônibus, modelo G7, da Viação Teresópolis, e durou uma hora e meia, no belo e revitalizado trecho da BR 116, região serrana do Estado do Rio de Janeiro. As belíssimas paisagens atraem os passageiros a observarem as serras que margeiam a rodovia federal, tirando até o sono de quem viaja. Contudo, Fael e Graziela estavam muito cansados e acabaram dormindo até a cidade de Teresópolis/RJ. No trevo da cidade, Fael e Graziela pediram ao motorista e desembarcaram na portaria do Parque Nacional da Serra dos Órgãos - PARNASO, que está na Av. Rotariana, na entrada da cidade. Agradecendo ao motorista, os dois seguiram em direção a sede da PARNASO Teresópolis/RJ. # - P.N. Serra dos Órgãos. Sede Teresópolis/RJ. Na portaria do Parque Nacional Serra dos Órgãos - PARNASO, Fael e Graziela apresentaram o termo de conduta / responsabilidade e o comprovante de pagamento ao vigilante. Após, os dois tiveram o acesso liberado. O inicio é pavimentado de cimento moldurado, com passagem de veículos pelos três quilômetros iniciais da trilha. A maioria desses veículos que Fael e Graziela observaram era de funcionários que trabalhavam no parque. Mas o visitante que tiver veículo pode seguir até o estacionamento da barragem, localizado a 3 km após da portaria. Caminhando por alguns metros, Fael e Graziela se acomodaram em um ponto de apoio ao visitante, onde oferece uma estrutura básica ao trilheiro que chega de viagem e precisa de alguns ajustes antes de seguir na caminhada . Aproveitando o apoio, Fael e Graziela trocaram a roupa da viagem pela roupa de trilha, dividiram o peso dos equipamentos, roupas, alimentos, prepararam as maquinas digital, encheram as garrafas de águas e iniciaram a caminhada em direção ao abrigo 4 da Serra dos Órgãos. Próximo a bifurcação, Fael e Graziela foram “abordados” por um grupo de Quatis (Nasua-Nasua), que bastante curiosos se aproximaram dos trilheiros e começaram a cheirar. A curiosidade foi tanta que Fael deixou a mochila cargueira no chão e imediatamente um dos quatis foi até a sua mochila e tentou abrir com a pata, atraído pelo cheiro das variedades de comida que estava na cargueira. Aproveitando esse momento, Fael fez uns registros fotográficos do grupo e seguiu a trilha. # - Mirante do Cartão Postal. No km 02, aproximadamente, Fael e Graziela começaram a observar pequenas trilhas alternativas, ideais para quem está iniciando a prática de trekking (para serem futuros trilheiros), além de quem queira se distrair em um passeio alternativo. Contudo, o que chamara atenção dos dois, que estava previsto no roteiro, foi uma placa sinalizando uma trilha chamada mirante do Cartão Postal. Segundo a informação da placa instalada no inicio da trilha, o mirante possibilita a melhor vista para a formação rochosa batizada de “Dedo de Deus”, além de visualizar os demais cumes da serra (inclusive o dedo de Deus). Previsto na caminhada, Fael e Graziela seguiram, a esquerda da bifurcação, conforme a orientação da placa, em direção ao mirante. A trilha do mirante do Dedo de Deus é toda “batida”, ou seja, caminho definido e sinalizado, onde há trechos que passaram por manutenção a fim em facilitar a caminhada. Um exemplo dos reparos na trilha é a inclusão de madeiras nos trechos íngremes e com desníveis, possibilitando a criação de degraus com o intuito em da mais “segurança” a caminhada do visitante. Além disso, as madeiras evita o deslize do solo e da vegetação quando o visitante caminha nos trechos íngremes. Por exemplo, em épocas de chuva o solo fica encharcado, aumentado a probabilidade de um deslize após uma pisada do trilheiro. Nos primeiros 300 metros são de subidas, em antigos trechos íngremes que hoje são “degraus”, além de um pequeno trecho plano, de solo encharcado, margeada da mata atlântica densa, que impossibilita a intensidade da luz solar. Após, surge mais trechos de subidas. Depois dos 300 metros a trilha continua com as mesmas características citadas acima, contudo com menos luz natural, devido a altas espécies da flora que margear o percurso. No momento em que Fael e Graziela estavam caminhando, em torno das 09:00 da manhã, a trilha estava com muita neblina, aumentando a atenção dos mesmos. Após 800m, próximo ao fim da trilha, existe uma pequena construção, em forma de ponte, colocada acima de um córrego, com o intuito de auxiliar o trilheiro na caminhada. Entretanto, as madeiras estavam quebradas e a construção com sinal de abandono. Os administradores colocaram um papel plastificado com o aviso “ponte quebrada, passar ao lado”, sendo que o caminho do lado estava com muita lama e escorregadio. Para Fael e Graziela o trecho é tranqüilo, mas para uma família que não é acostumada a caminhada e leva seu filho para a trilha, pagando para ter acesso a essas trilhas? As 09:20, Fael e Graziela chegaram no mirante do cartão postal, após 55 minutos de caminhada. O Mirante do cartão postal é um local seguro, com uma proteção de madeira feita próxima a uma escarpa, isolando. Existe uma placa com a identificação dos cumes e a altitude de cada um, além de umas rochas que serve de “banco”. O ponto negativo é que o local está todo pinchado (inclusive a placa de identificação), devido a ignorância de alguns visitante que não respeita e se quer tem a consciência em preservar o local. Para a surpresa de Fael e Graziela, o mirante não tinha nenhum visitante, além de está com muita neblina, cobrindo a vista dos picos. Obviamente os dois ficaram decepcionados, estavam ansiosos para observar a cadeia de morros e visualizar o principal deles: o Dedo de Deus. Entretanto, Fael e Graziela decidiram esperar mais um pouco, com a esperança da neblina dispersar e o tempo abrir. Após 25 de espera, por volta das 09:45 da manhã, uma parte da neblina dispersa e a cadeia de morros começa a ser visualizada por Fael e Graziela. Apesar de não está nitidamente, dava para observar a beleza paisagística dos paredões rochosos. Mas a visão só durou alguns minutos, pois a neblina voltou a cobrir as rochas deixando o tempo fechado e sem visibilidade das formas da paisagem em redor do mirante Cartão Postal. As 10:05, Fael e Graziela iniciaram o caminho da volta, trilhando no caminho inverso. Como na ida era mais subida, a volta foi mais descida. Próximo a 600m de caminhada, Graziela escorrega e cai, colocando a mão como apoio. Porém, essa ação resultou em uma patologia de risco, o seu dedo médio, da mão direita, ficou torto, com suspeita de fratura (posteriormente foi confirmado em um exame de raios-X realizado no município de Feira de Santana/BA), informando que estava sentindo muita dor. Fael fez um paliativo para que amenizar-se a dor e que a mesma pudesse continuar a trilha. Seu dedo foi imobilizado, de forma reta. Para isso foi utilizado um pedaço de galho e esparadrapo. Por volta das 10:40, Fael e Graziela chegaram na bifurcação e seguiram na estrada principal até a porteira de acesso a trilha do abrigo 4 / Pedra do Sino. # - Barragem. Na estrada da barragem, Fael e Graziela caminharam, por mais 1 km, até o estacionamento. No caminho foi observado um hotel, que serve de apoio aos visitantes que buscam conforto e mais comodidade (pós- viagem), além das casas de estudo onde os pesquisadores produzem pesquisas e monitoramento na região do parque. Alguns córregos passam por baixo da estrada da barragem, pavimentada de paralelepípedos. As águas são limpas e geladas, com gosto de “água mineral”, Fael e Graziela fizeram uma parada no local para saborear a deliciosa água da Serra dos Órgãos. A barragem é importante, pelo fato de ser o local de capacitação de água para todo o município de Teresópolis/RJ. Por tanto, o parque sempre monitora o local. As 11:18 da manhã, Fael e Graziela chegaram na barragem . # - Cachoeira do Véu da Noiva (Teresópolis/RJ). Ao lado esquerdo do estacionamento da barragem, Fael e Graziela observaram mais um placa de sinalização, indicando a direção da Trilha do Sino e a trilha alternativa. Como o destino é o abrigo 4, eles seguiram até o inicio da trilha da Pedra do Sino . A referência da trilha é uma porteira e uma placa do Parque Nacional da Serra dos Órgãos - PARNASO, com detalhes do percurso a ser realizado, através de um mapa. O trilheiro pode abrir a porteira e seguir sem avisar, como fizeram Fael e Graziela. O caminho inicial é bem batido, definido e tranqüilo em se fazer. Possui umas pequenas subidas íngremes, mais nada que assuste. Contudo, Fael e Graziela estavam muito cansados, devido a longa viagem que fizeram. Para eles as pequenas subidas pareciam longas e intermináveis. A subida prosseguia, em forma de zig, zag. Segundo alguns relatos que Fael leu, a trilha é dessa forma até o abrigo 4. O PARNASO diz que a distância, entre a portaria até o cume da Pedra do Sino, é de 11 km. Nos primeiros quilômetros não existem “atrativos paisagísticos de características serranas” que atraem o indivíduo, pois as margens das trilhas estão compostas por matas arbóreas que sombreiam e “cobre” as cadeias de serras do PARNASO. Contudo, existem algumas plantas e animais que atrai o trilheiro. O que atraiu Fael e Graziela foi um beija-flor cinza, manso, que não se incomodava e nem se assustava com a presença deles. Os mesmos tentaram registrar uma foto nítida da ave, mas o animal estava acomodado em uma grande árvore, alta, onde a maquina não conseguia focalizar-lo. Sendo assim, Fael e Graziela caminharam, com algumas paradas, até um dos atrativos que compõe esse trecho de 9 km, aproximadamente, até o abrigo 4, atrativo denominado como Cachoeira Véu de Noiva de Teresópolis. Aproximadamente com 15m de altura, a Cachoeira Véu de Noiva de Teresópolis possui um pequeno poço de águas transparentes e de tons amarelados. O banho é gelado, espantando a sensação de calor. Além disso, as suas águas servem como um “relaxante” muscular, devido a temperatura baixa. Fael classificou o banho da Cachoeira como “espanta cansaço”. No local possui um pequeno corrimão, que serve de apoio ao trilheiro caminhar sobre o córrego que as águas do véu de noiva forma no trecho da trilha (nada que assuste). A parada no atrativo é obrigatória, pela simplicidade e beleza dessa bela paisagem natural. Graziela até tentou se banhar nas águas geladas da Cachoeira Véu de Noiva, sem sucesso. A mesma sentiu a sensação de câimbra e quase se acidentava ao caminhar no poço. # - Abrigo 4 Depois do banho na Cachoeira Véu de Noiva, Fael e Graziela caminharam na “extensa” trilha, em formato de zig zag, parecia que nunca iria acabar. Exaustos, devido a viagem e a noite que passaram na rodoviária, com poucas horas de sono, Fael e Graziela faziam algumas paradas que atrasava a caminhada. Em alguns trechos é possível observar belas paisagens serranas, como a vista do município de Teresópolis/RJ “abaixo das nuvens”, Fael e Graziela aproveitaram o fenômeno a fim em observar. Segundo o GPS que Fael possuía, os dois estavam a 1950m de altitude. A caminhada continuou em trechos sinuosos, até chegar a uma trilha mais batida, contudo o solo estava encharcado e escorregadio em alguns trechos. A trilha seguiu reta e em seguida em direção a esquerda, sentido a Pedra do Sino. Próximo ao abrigo 4 existe uma formação rochosa (que parece ser natural) de uma “mini-caverna” que atraiu os olhares de Fael e Graziela. Após 06:18 minutos de caminhada, precisamente as 16:56, Fael e Graziela chegam ao Abrigo 4. Na Pedra do Sino, a cerca de 2.200m de altitude, está localizado o Abrigo 4, um chalé de montanha destinado a receber visitantes e controlar o uso das áreas de montanha. A construção foi projetada pelo Laboratório de Produtos Florestais do IBAMA, contando com energia solar e tratamento biológico de afluentes. O atual Abrigo 4 foi erguido sobre as ruínas das fundações do antigo abrigo, que fazia parte da rede de abrigos da trilha da Pedra do Sino. Com capacidade para 30 visitantes (12 beliches e 18 bivaque), dispõe ainda de cozinha e banho quente. A casa foi toda construída de madeira simples e rústica, atraindo o visitante a explorar todos os seus cômodos. Aos arredores do abrigo estão 3 (três) áreas para camping, sendo que o terceiro está um pouco abaixo do abrigo. A superfície é plana e coberta por gramas. No momento que Fael e Graziela chegaram não tinha nenhum visitante acampado, deixando-o os dois com algumas duvidas. A certeza era de encontrar o local movimentado, devido aos poucos ingressos que restavam no site. Dois rapazes estavam no abrigo e abordaram Fael e Graziela. Os mesmo se apresentaram como Charlie e Rolan, funcionários do Parque Nacional da Serra dos Órgãos - PARNASO. A função deles é cuidar do abrigo e da o apoio ao visitante. Fael e Graziela já sabiam que eles estavam a espera, pois o vigilante da sede de Teresópolis/RJ havia comunicado, através do rádio, que um casal teve acesso ao parque e que irá dormir no abrigo 4. Esse papel é um dos poucos pontos positivos que merecem ser citados na administração do PARNASO. As 19:00, Fael tomou um banho que o congelava, Graziela ficou com medo, quase não tomava banho. A noite estava muito fria e o banho de água quente não está incluso no ingresso do camping. Para tomar banho de água quente deve ser pago um valor de R$ 20,00, sendo que tem um tempo limite ao banho. Como os dois não estavam com muito dinheiro, encararam esse grande desafio em se banhar, a noite, na água fria da região serrana. As 21:00, a temperatura estava em 4°, obrigando a Fael e Graziela se recolherem nas barracas. As 22:20 os dois foram descansar para no dia seguinte continuar a caminhada na travessia Teresópolis/RJ x Petrópolis /RJ. - Teresópolis, 25 de março de 2016. Sexta-feira. # - Cume da Pedra do Sino. Manhã fria, com muita neblina e ventos fortes. As 07:00 da manhã, Fael e Graziela estavam preparando o café e estipulando o tempo do roteiro do dia 2. No dialogo apareceram os funcionários do parque, que logo se juntaram a conversa. Os mesmos passaram algumas experiências vividas no abrigo e deram dicas do percurso até o Abrigo do Açu, próxima base onde Fael e Graziela montarão acampamento. Alimentados, Fael e Graziela desarmaram acampamento, se despediram dos funcionários e seguiram em direção ao cume da Pedra do Sino, iniciando a caminhada as 09:30 da manhã. O caminho segue em frente a trilha que vai em direção a cidade de Teresópolis/RJ, logo no inicio da área principal do camping do abrigo 4. Trecho batido e delimitado, Fael e Graziela caminharam acompanhados de uma forte neblina que atrapalhava a visibilidade dos dois, até uma bifurcação identificada com uma placa, apontando o destino de cada trilha. O trecho durou em torno de 10 minutos, em uma superfície pouco íngreme, de leve subida. A Placa de sinalização é toda confeccionada de madeira e implementado pela administração em uma das bifurcações da trilha Teresópolis/RJ x Petrópolis/RJ (vice-versa), do Parque Nacional da Serra dos Órgãos - PARNASO. Existem três indicações orientado o destino das trilhas. A Primeira, a esquerda, que vem do abrigo 4, aponta que a trilha leva em direção ao cume da Pedra do Sino, ponto mais alto da Serra dos Órgãos; a segunda, a frente, indica que o caminho é para que está sentido a sede da PARNASO em Petrópolis/RJ, passando pelo abrigo do Açu; e a ultima, atrás (a frente para quem inicia a caminhada do município de Petrópolis/RJ), leva o trilheiro até o abrigo 4. O destino de Fael e Graziela é o abrigo do Açu, contudo os dois resolveram atacar o cume do sino, mesmo sobre uma forte neblina. Sendo assim, caminharam, à esquerda, iniciando o curto caminho até o ponto mais alto da Serra dos Órgãos. A trilha é batida e sinalizada com riscos nas rochas, onde facilita o trilheiro. Entretanto, Fael e Graziela caminhavam sobre uma forte neblina, onde atrapalhava a visibilidade do trecho. Em alguns momentos os dois caminhavam próximos e olhando para o chão, devido há alguns trechos íngremes no trecho da trilha. O vento cada vez mais forte e a sensação da temperatura caindo. Fael e Graziela tinham esperança de que quando estivesse no cume o tempo ia de melhorar. Mas, a neblina cada vez ficava mais forte, atrapalhando a visualização da trilha. Nos pequenos trechos, em lajedo, Fael pausava a fim em se orientar. As 10:10, Fael e Graziela chegaram ao cume do Pedra do Sino, o ponto mais alto está representado por um objeto de cimento em forma de “viga”. Com 2.275m de altitude, aproximadamente, a Pedra do Sino é o ponto mais alto da Serra dos Órgãos . Como o tempo estava fechado, coberto pela forte neblina, Fael e Graziela não puderam observar a paisagem da Serra dos Órgãos no ponto mais alto do Parque Nacional, o máximo que observaram foi à vegetação úmida e o céu branco e cinzento. Devido ao tempo, Fael e Graziela passaram pouco tempo na Pedra do Sino, decidindo voltar para a bifurcação e seguir em direção ao Castelo do Açu. O Percurso da volta foi mais rápido que da ida, durando 15 minutos de caminhada. As 10:35 os dois chegaram na placa de sinalização. # - Cavalinho. A partir da placa a trilha se caracteriza por uma leve descida, em alguns trechos íngremes. Devido a forte neblina que estava no momento, Fael e Graziela andava com cautela para não se acidentar. Caminhando alguns metros os dois encontraram uma escada de ferro, soldada a uma barra que está “chumbada” na rocha. Essa escada serve de apoio para “descer o paredão” e prosseguir na trilha abaixo. Bastante segura e de fácil descida, a escada serve de apoio para facilitar a trilha e seguir em direção ao Castelo do Açu. No circuito tradicional, que é o inverso, o objeto serve de apoio para subir e prosseguir ao cume do sino. Como Fael e Graziela estavam fazendo a trilha “inversa”, os dois desceram e seguiu na batida trilha, em direção ao cavalinho. Descendo a um trecho bastante acidentado, ao lado de um grande paredão na margem esquerda, e um penhasco ao lado direito, Fael e Graziela caminharam alguns metros até uma rocha inclinada, ali é o ponto denominado Cavalinho. Um trecho bastante íngreme, com duas rochas sobreposta, que dificulta a passagem do trilheiro, o cavalinho foi denominado esse nome devido ao indivíduo “montar” na rocha a fim de se apoiar e conseguir impulso para continuar a caminhada acima. Algumas pessoas se arrastam e abraçam a rocha superior até a trilha acima, outras colocam uma corda nas bases presas no paredão e “escalam”. Como Fael e Graziela iam descer, os dois foram “sentados” na base da rocha inclinada até a trilha abaixo. Na margem direita (para quem está descendo), existe uma falésia, tornando a descida perigosa, onde Fael e Graziela tiveram muita atenção. Caso se desequilibre e se direcione a margem direita, a queda pode se tornar fatal. Contudo, apesar do trecho merecer um rápido estudo em como passar-lo, o cavalinho não é difícil, basta se concentrar e “escalaminhar”. Descido o cavalinho, Fael e Graziela continuaram a caminhada na trilha batida, com pequenas subidas e descidas íngremes. A neblina continuava com a mesma intensidade, dificultando os dois em alguns trechos devido a baixa visibilidade. Nesse percurso, Fael e Graziela encontraram um rapaz, que estava trilhando sozinho, o mesmo ia fazer Petrópolis/RJ x Teresópolis/RJ em um único dia, muita disposição. # - Mergulho. As 12:25, Fael e Graziela estavam na base de uma grande rocha chamada Mergulho. O nome se dá devido o trilheiro (que faz a trilha Petrópolis/RJ x Teresópolis/RJ) passar rápido e pular, devido a declividade da rocha, como se fosse mergulhar. Existem uns ganchos para amarrar a corda, fixados na rocha, que auxiliar na descida ou subida do indivíduo. O objetivo de Fael e Graziela é subir o “mergulho”, devido está seguindo até o Castelo do Açu. Sendo assim, Fael subiu primeiro e pegou uma corda que estava na sua mochila, onde jogou para Graziela, que estava abaixo do mergulho, a mesma amarrou nas mochilas cargueiras para que Fael puxasse até o topo da rocha. Com as duas cargueiras acima, Fael amarrou a corda em dois ganchos para que Graziela pudesse subir. A corda serviu como um “corrimão”, dando um pouco mais de segurança e tranqüilidade a Graziela. Após 30 minutos, aproximadamente, Fael e Graziela estavam no topo do mergulho. # - Pedra da Baleia | Morro do Dinossauro. Terminado o lanche no cume da rocha “mergulho”, Fael e Graziela iniciaram a caminhada na Pedra da Baleia, em uma trilha plana e de vegetação rasteira. Em direção sudoeste está localizado o Vale das antas e o sul está à belíssima rocha chamada de Garrafão . Nesse trecho a neblina tinha diminuído a sua intensidade, possibilitando maiores detalhes paisagístico da Serra dos Órgãos, além de uma melhor visibilidade para Fael e Graziela na caminhada até o Castelo do Açu. # - Elevador. Finalizando a Pedra da Baleia, Fael e Graziela se depararam com um trecho de forte subida, com um ângulo próximo de 140°, praticamente pode se considerar uma parede. Nesse trecho existem uns totens que orienta o trilheiro na forte subida. E questão de segundos a forte neblina volta a cobrir a paisagem da Serra dos Órgãos. Fael e Graziela estavam até animados da neblina ter dispersado mais cedo, quando estavam na Pedra da Baleia. Os dois ficaram surpresos pela rapidez do fenômeno, “alegria de pobre dura pouco”. No inicio da subida do grande lajedo, Graziela pediu a ajuda de Fael. Pois a mesma estava com dificuldade em subir, devido ao peso da cargueira, o forte vento e a neblina, que estava voltando a atrapalhar a visibilidade dos dois. Ao auxiliar Graziela, Fael seguiu mais a frente a fim em se orientar e seguir na trilha correta. Em percursos de lajedo é muito fácil do indivíduo se perder. No percurso existem vários totens que auxilia o trilheiro a se orientar, o único fator que atrapalhava a identificação de alguns totens era a neblina, que deixou a visão de Fael e Graziela embasada. Por volta das 14:00, Fael e Graziela chegaram ao ponto mais esperado da Serra dos Órgãos: O Elevador. Com vários “grampos” de ferro, feito por vergalhões chumbados na parede, o Elevador auxilia o trilheiro a subir ou descer no trecho localizado em uma escarpa na travessia Petrópolis/Teresópolis/RJ e vice-versa. Como Fael e Graziela estavam fazendo a travessia Teresópolis/RJ x Petrópolis/RJ, os dois iniciaram a descida ao elevador. A neblina continuava com intensidade, deixando o percurso com mais emoção. Subindo o elevador deve ser mais fácil que descer (e de fato é), pois quem está la em cima percebe a altura da Escarpa, quem não é acostumado toma um susto. Sendo assim, Fael iniciou a descida com a sua mochila cargueira, se apoiando nos “grampos” úmidos. Falando em umidade, o elevador parecia que tinha tomado “um banho”, pois as margens estavam encharcadas e escorregadias. Com muita atenção e tranqüilidade, Fael desceu o elevador, enquanto Graziela aguardava acima. Nos “grampos” finais (para quem desce) requer muita atenção, devido alguns vergalhões estar partidos, ficando “frouxos” e inseguros, sem nenhuma resistência. Percebendo essa falha, Fael memorizou quais grampos estariam danificados e chegou até a base do elevador, deixando a mochila cargueira ao chão. Em seguida, o mesmo subiu o elevador para carregar a mochila cargueira de Graziela e descer. Na terceira vez, Fael auxiliou a Graziela a descer, já que a mesma não se sentia segura e estava ansiosa. Fael aproveitou o auxilio a Graziela e gravou o momento da descida, para integrar com o vídeo de apresentação que foi feito antes da descida. A descida do Elevador apesar de ter sido demorada foi executada com bastante tranquilidade, devido a prioridade dos trilheiros ser a integridade física dos mesmos. Chegando a base do elevador os dois começaram a rir dos momentos que aconteceram na descida. Graziela percebeu que sua calça rasgou, já que a mesma se acomodava na margem do elevador (mata e rocha) para se apoiar e descer. A calça de cinza ficou preta, mas nada que não fizesse perder a graça. Após, os dois passaram por uma pequena “ponte” de madeira, fazendo uma parada no córrego chamado de Cachoeirinha. Com uma fina queda que escorre sobre um lajedo acidentado, a Cachoeirinha serve como ponto de descanso para quem desce do Elevador. Á água serve para repor os reservatórios e dependendo da intensidade da queda possibilita o banho. Um corrimão de ferro foi implementado na trilha pelos administradores do parque, a fim em facilitar a travessia do córrego e evitando acidentes, já que existe um desnível próximo. Fael e Graziela resolveram repousar alguns minutos na Cachoeirinha, aproveitando o momento para lanchar e fazer registros fotográficos. As garrafas d água estavam quase vazias e os mesmos encheram com as águas geladas da Cascata. Fael tentou explorar a queda acima, mas não deu para ir muito longe. A neblina não diminuía a intensidade, deixando Fael e Graziela bastante frustrados. Afinal, as belas paisagens da Serra dos Órgãos ficaram “encoberta” pelas neblinas. # - Morro da Luva & Morro do Marco. As 15:43, Fael e Graziela iniciaram o trecho sobre o Morro da luva, com 2.263m de altitude, é o segundo ponto mais alto da Serra dos Órgãos. A trilha se caracterizava por ser um percurso de lajedos e pequenos trechos de solo encharcado, margeada pela vegetação de pequeno porte. A subida é plana, contudo com bifurcações. A neblina começa a diminuir a intensidade, possibilitando a vista de algumas cadeias da serra. Ao fundo já era possível observar o elevador por completo. No lajedo, Fael passou junto a uma serpente, que por sorte não a pisou. Graziela, que estava mais atrás, viu o animal e o avisou para ver se sabia de qual era a espécie. Ao observar percebeu que era um filhote, mas a espécie não dava para identificar. O máximo que Fael fez foi um registro fotográfico, já que o animal estava assustado e ao mesmo tempo não ficava quieto, sendo que os dois estavam se incomodando por “perturbar” o animal. A frente está o Vale da luva, um trecho de mata nebular e vegetação de médio porte, mudando a característica tradicional da Serra dos Órgãos. A descida é íngreme e úmida, exigindo bastante a atenção do trilheiro. Ao final da descida do vale existe um pequeno riacho, onde Fael e Graziela fizeram uma parada a fim em encher as garrafas que estavam vazias. Em seguida, iniciaram a subida ao Morro do Marco. Já passava das 17:00, quando Fael e Graziela iniciaram a subida do Morro do Marco. Um fato importante aconteceu na trilha foi à dispersão da neblina, “limpando” a paisagem e mostrando a beleza da Serra dos Órgãos. Animados, os dois estavam ansiosos para chegar ao ponto mais alto e fazer registros fotográficos. Sendo assim, aceleraram nos passos. O cansaço era visível, Fael e Graziela fizeram algumas pausas para respirar, o dia estava despedindo e a noite chegando para ficar, sendo que o abrigo do Açu está alguns quilômetros ao sudoeste. As 17:47, Fael e Graziela chegaram no ponto, que segundo o GPS, estava a 2.258m de altitude, deixando em duvida se é o ponto mais alto do Marco ou não. O que foi mais legal para eles é que a neblina tinha se dispersado, possibilitando em fazer as fotos com a paisagem descoberta. # - Abrigo do Açu. Após os registros, Fael e Graziela continuaram a caminhada com cautela, pois começava a escurecer. Os mesmos desceram um trecho íngreme e em seguida subiram, em direção ao Abrigo do Açu. Graziela fez algumas paradas, pois estava esgotada. Próximo ao abrigo, os dois já observaram algumas barracas fora da área de camping, sinal de que o local está cheio. Na área de camping improvisada, Fael e Graziela abordaram um grupo que era dono das barracas, perguntando sobre o abrigo. Os dois foram informados que a área estava lotada e que não haveria vaga. Cismados, Fael e Graziela foram procurar o responsável pelo Abrigo do Açu. As 18:36, Fael e Graziela chegaram no Abrigo do Açu. Na casa foram abordados por dois rapazes que prestam serviço ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos - PARNASO e os mesmo argumentaram que são os responsáveis pelo local. Questionado sobre a área de acampamento, um dos rapazes explicou que não tinha área de camping disponível, que Fael e Graziela teriam que encontrar um local improvisado e armar barraca. Chateados, Fael e Graziela começaram a questionar os dois, já que a PARNASO impõe uma forte burocracia para ter acesso a trilha. Sabendo que não iriam mudar muita coisa através do dialogo e que o horário se estendia, Fael e Graziela resolveram encontrar um local improvisado para acampar. Por sorte, os dois montaram acampamento em um mirante, próximo ao cume do Castelo do Açu, com direito a uma bela vista da cidade, a duvida é se é o município de Petrópolis/RJ ou Guapimirim/RJ. Posteriormente foram encarar as águas do chuveiro gelado do Açu. Tomar banho no Castelo do Açu é um grande desafio, a água gelada “paralisa” seu corpo. A sensação é de tortura, mas ao mesmo tempo é um “remédio” que alivia o cansaço e as dores musculares pós- caminhada. Graziela utilizou o fogareiro e esquentou água em uma panela, Fael tomou “banho de gato”, demorando poucos minutos no banheiro. As 20:00, Fael e Graziela prepararam o almoço junto da casa de madeira, pois o Abrigo do Açu está em reforma e o acesso interno está proibido, temporariamente. Depois da Janta, Fael e Graziela ficaram conversando no mirante por alguns minutos e foram dormir. - Guapimirim, 26 de março de 2016. Sábado. # - Castelo do Açu. Madrugada fria, com ventos fortes que dispersava o sono de Fael e Graziela, devido ao barulho da barraca. As 03:00 da manhã o vento foi tão forte que a Nepal Azteq ficou torta. Felizmente a vareta da barraca não quebrou. Vozes se ouviam dos visitantes de outras barracas, que estavam atentos com o forte vento e com a chuva. As 04:25 começa a garoar, mas não passou disso. O sol, escondido na neblina, surge as 05:40 da manhã, contudo não deu para observar com nitidez o seu “nascimento”. Sem esperança de melhoras no tempo, Fael voltou a barraca e foi descansar, até os grupos acordarem e fazerem bastante barulho, atrapalhando o sono dele e de Graziela. As 07:20 os dois levantaram, debaixo de uma forte neblina, com a sensação da temperatura de 0° graus, a fim em preparar o café na varanda do Abrigo do Açu. Pós-café, Fael e Graziela foram desmontar as barracas. Para a surpresa dos mesmos, a capa de chuva da mochila cargueira de Fael, da marca Curtlo, havia sumido. Antes de dormir, Fael guardou a capa de chuva, junto com a de Graziela, (que é da marca Deuter) debaixo da barraca. Preocupado, Fael cismou e começou a procurar aos arredores com a esperança em encontrá-la. Contudo, sem sucesso, já que se o vento tivesse levado a capa dele, levaria a capa de Graziela, já que as duas estavam juntas. Sendo assim, Fael suspeitou de que tenham furtado a capa, já que é capaz de se adequar em mochilas de 40-70l, ao contrário de Graziela, que só pega em um único modelo. Sem expectativas, Fael desarmou o camping e seguiu, junto com Graziela, até o Castelo do Açu, que fica alguns metros do camping, localizado no Morro do Açu, a 2.232m de altitude. Uma formação com várias rochas “agrupadas”, que de longe se parece um abrigo, o Castelo do Açu impressiona pela localização e posicionamento de cada rocha, onde possibilita a criação de “cômodos” em sua parte interna. O local serve de abrigo provisório quando o PARNASO perde o controle de visitantes, superlotando a área de camping. Fael e Graziela ficaram impressionados pelo local, onde passaram alguns minutos explorando a parte interna do Castelo do Açu. # - Isabeloca. Despendido do Castelo do Açu, Fael e Graziela continuaram a trilha em trecho batido e úmido, onde em alguns trechos estavam alagados, exigindo a atenção do trilheiro. O solo escuro, de coloração preta, chamou a atenção de Fael, onde o mesmo levou uma pequena amostra na garrafinha pet. A neblina intensa atrapalhava a visão de Fael e Graziela, além dos fortes ventos. Uma fina garoa iniciou, agravando a situação. Após 40 minutos de caminhada, aproximadamente, Fael e Graziela chegaram a um grande mirante (Chapadão?), onde possibilita a visualização da descida íngreme no trecho da trilha que leva em direção a Isabeloca. Como era inicio do dia, por volta das 10:00 da manhã, Fael e Graziela resolveram fazer uma pausa para lanchar e observar a neblina que cobria a Serra dos Órgãos. Os mesmos tinham esperança do tempo melhorar e a neblina dispersar. Contudo o tempo piorou e a garoa virou um forte chuvisco. Sem muitas expectativas, os dois continuaram a observar a paisagem, acompanhados de um forte vento e chuvisco, fazendo-os passar frio e ficarem úmidos. No meio da forte neblina aparece um indivíduo solitário, que veio fazendo o mesmo percurso que Fael e Graziela fez, iniciando a caminhada no município de Teresópolis/RJ. Meio desorientado e com dificuldade em visualizar a trilha, devido ao nevoeiro, o mesmo veio em direção a Fael e Graziela perguntando onde continuava a caminhada. Orientado em como continuar a trilha o rapaz se despediu e seguiu, deixando os dois para trás. Sabendo que não teria mais esperança de melhoras no tempo, Fael e Graziela resolveram seguir, prosseguindo na trilha íngreme, descendo, ao lado direito do mirante. Apesar de ser íngreme, a trilha não possui muitas dificuldades, devido a manutenção que o PARNASO fez no trecho de Petrópolis/RJ até o Castelo do Açu. Bem batida, e tranqüila, Fael e Graziela desceram até um trecho menos íngreme, até visualizarem uns “degraus” feitos de madeira. Esse ponto é chamado de Isabeloca. # - Ajax. A Isabeloca é uma referência para o indivíduo saber a proximidade da base do Castelo do Açu. O lugar é a continuação da grande descida entre o Chapadão e a Pedra do Queijo. Entre esses dois limites existem um ponto fundamental para o trtilheiro captar água e abastecer os seus cantis, garrafas, etc., esse ponto da trilha se chama Ajax. O único local de captação de água, entre a Pedra do Queijo e o Castelo do Açu, o Ajax é um ponto de parada obrigatória dos trilheiros. O pequeno córrego que passa na margem da trilha, com águas transparentes, além de geladas, atrai o indivíduo para descansar e se hidratar. Fael e Graziela fizeram uma parada de 20 minutos para abastecer as garrafas, lavar o rosto e observar a paisagem. A água é gelada, parece que saiu da geladeira (risos). O surgimento do córrego não deu para ser observado, já que as margens são caracterizadas por uma vegetação de médio porte. # - Pedra do Queijo. Partindo do Ajax, Fael e Graziela começaram a caminhar na descida que parecia interminável. Em um dos trechos da trilha é possível observar o Vale do Bomfim e a direção do Castelo do Açu. A neblina começava a dispersar e o Vale mostrava a sua beleza. Abaixo estava o bairro do Bomfim, que pertence ao município de Petrópolis/RJ. Chegando a um trecho mais plano, Fael e Graziela observaram uma grande rocha, arredondada, em formato de um “bolo” ou “torta”. Essa rocha se chama Pedra do Queijo. Composta por duas rochas: uma Rocha maior e outra menor acima, a Pedra do Queijo é um ponto onde o trilheiro descansa após iniciar a subida de Petrópolis/RJ. Como Fael e Graziela estavam fazendo o trecho inverso, os mesmos desceram e não estavam tão cansados. O local é famoso e os dois queriam fazer alguns registros. Entretanto, tinha um casal que estavam descansando na Rocha e pareciam estar sem pressa em deixar o local. Fael e Graziela aguardaram por cerca de 30 minutos, sendo que o casal continuou lá, sem se incomodar ou perceber que os mesmos queriam fazer, apenas, o registro da rocha e a paisagem em volta, sem a presença de pessoas. Como não foi possível, Fael e Graziela fizeram algumas observações e perceberam um ponto negativo da Pedra do Queixo: as pichações. No monumento há vários nomes escritos, manchando a paisagem e horrorizando o monumento natural. O registro fotográfico não pode ser feito devido ao fato do casal está “descansando” na rocha. Mesmo se Fael e Graziela fizessem a foto com eles, ia sair, apenas, a rocha debaixo, Que está bastante riscada. # - Cachoeira do Véu da Noiva (Petrópolis/RJ). Despedindo-se da Pedra do Queijo, Fael e Graziela continuaram a triha, descendo serra abaixo, em direção a portaria de Petrópolis/RJ. Nesse trecho a trilha é batida, contudo é um grande declive, aonde a altitude vai diminuindo gradativamente. No percurso os dois encontravam alguns grupos perguntando: - a Pedra do Queijo está longe? - Falta muito para o Castelo do Açu? - Vocês estão caminhando dês de Teresópolis/RJ? Enfim, natural de um percurso bastante conhecido e freqüentado em todas as temporadas. O percurso da trilha abaixo durou em torno de uma hora, devido a alguns zig-zag da trilha (nada se comparando a de Teresópolis/RJ). No trecho mais plano, Fael e Graziela chegaram até uma bifurcação, onde está inserida uma placa orientando os destinos de cada uma das trilhas. Como o percurso da trilha foi invertido, Fael e Graziela se direcionaram a trilha, da direita, iniciando a caminhada a Cachoeira do Véu de Noiva de Petrópolis, com o tempo bastante nublado e alguns trovões, avisando que chuva forte está por vim. Trilha batida e bem sinalizada, Fael e Graziela não tiveram muita dificuldade em fazer a caminhada nos trechos iniciais. Alguns metros os mesmos encontraram um rio, onde deve ser atravessado para seguir na trilha no outro lado da margem. Existe uma placa alertando aos visitantes a precaução em atravessar-lo, devido as rochas serem bastante escorregadias. Fael atravessou o rio com sua cargueira e voltou para auxiliar a Graziela atravessar-lo, já que a mesma não estava confiante e cismada em escorregar na rocha no momento da travessia. No outro Lado da margem da para observar a trilha batida, um pouco a frente, onde o caminho segue, na margem esquerda do rio. Caminhando por mais alguns metros, Fael e Graziela reencontram o rio, onde deve atravessar-lo novamente até o outro lado da margem, onde continua a trilha até a base da Cachoeira. Esse trecho teve um pouco de tensão, por parte de Graziela, devido a travessia necessitar que o trilheiro pule, entre uma rocha e outra. As rochas no leito estavam bastante escorregadias e sendo que algumas não estavam firmes. O cansaço mais o peso a cargueira, que se juntava com a fome, fez com que os dois tivessem atenção nesse trecho. Fael foi o primeiro atravessar com sua cargueira e chegou ao outro lado da margem sem nenhum problema. Sabendo do macete e as rochas certas para atravessar, o mesmo voltou e pegou a cargueira de Graziela e atravessou novamente. Voltando pelo mesmo percurso, Fael auxiliou Graziela e veio, calmamente, auxiliando a mesma e orientando onde deve pular e pisar firme, já que a mesma não estava confiante e já tinha sofrido um acidente em Teresópolis/RJ, que gerou uma fratura no dedo médio. Já na margem direita, Fael e Graziela andaram por alguns metros e visualizaram a bonita Cachoeira Véu de noiva de Petrópolis. Com 32m, de águas geladas e cristalinas, a Cachoeira Véu de Noiva de Petrópolis é propicio ao banho em seu poço e na queda. Além disso, a Cachoeira é adequada para pratica de esportes radicais, como: Escalada, Rappel. No atrativo natural, Fael e Graziela encontrou uma família e um casal. Os dois pensaram em tomar um banho. Porém, na hora que colocaram as mãos e os pés na água, acabaram desistindo, devido a temperatura da água que estava fria, afastando-os. A família que estava no local não encarou o banho, provavelmente pelo mesmo motivo; o casal estava se banhando, sem se incomodar com o frio, deveria ser moradores da cidade e estão adaptados ao clima e o tempo (suposição). # - Sede Petrópolis/RJ. Fael e Graziela permaneceram no local por quase 30 minutos, observando a paisagem e tirando fotografias. Os mesmos observaram ao redor para ver se havia a possibilidade em chegar ao topo da Cachoeira, sem sucesso. As 15:28, começa a chuviscar e trovejar forte, deixando os dois preocupado. As 15:31 Fael e Graziela resolveram voltar até a bifurcação para continuar a caminhada, na trilha principal, até a portaria da PARNASO. A trilha batida continuou com seu declive, contudo sem trechos íngremes. O rio acompanha a trilha na margem direita, a vegetação mudava de característica a todo o estante. O que chamou mais a atenção de Fael e Graziela foi um trecho da trilha, margeado por bambus, formando um túnel natural. Após 35 minutos de caminhada, na trilha principal, Fael e Graziela visualizaram umas casas, chegando à portaria de Petrópolis. Uma das residências chamou a atenção dos dois por ter, em sua varanda, uma maquete das trilhas principais do Parque Nacional da Serra dos Órgãos - PARNASO. Um funcionário do parque aproximou e os cumprimentaram, perguntando se os dois vieram de Teresópolis/RJ. Após a confirmação, Fael foi ajustar a mochila e Graziela foi se hidratar. Nesse período, Fael interrompeu um casal e um segurança do parque que estavam dialogando e perguntou onde pega o ônibus em direção ao Centro da cidade. Adiantando a conversa, o casal perguntou se o mesmo não queria uma carona, pois eles iam passar por lá. Sem recusar a gentileza, Fael chamou Graziela e os dois seguiram com um casal, em um Renaut Sandero, em direção ao centro do município de Petrópolis/RJ. # - O imprevisto do Couchsurfing e a Salvação em Bingen. Saindo do bairro do Bomfim começa a chover com forte intensidade. Fael e Graziela resenharam com o casal, que fazem trilhas também. Inclusive o rapaz morou alguns anos no Estado da Bahia, precisamente no município de Lençóis/BA. As 17:50, Fael e Graziela chegaram ao centro de Petrópolis/RJ, debaixo de uma forte chuva. Despedindo do casal, Fael tentou entrar em contato com uma moça, que ia hospedar Graziela e ele em sua residência, após ter feito o pedido no site do Couchsurfing (http://www.couchsurfing.com), porém as mensagens não eram visualizadas pela garota. Sem muitas alternativas, Fael resolveu ligar para a garota e caía na caixa de mensagem. Anoitecendo, Fael e Graziela foram até um terminal central, decidindo seguir até a rodoviária do município. As 18:40 os dois embarcaram no ônibus da linha 100: Rodoviária (Bingen). A passagem custou um valor de R$ 3,50 (por pessoa) e o percurso foi por quase 30 minutos. Por volta das 19:10, Fael e Graziela chegaram ao terminal Bingen ou Rodoviária de Petrópolis. Administrada pela Sinart, a mesma empresa do município de Salvador/BA, a rodoviária parece ser bastante organizada. No local há um espaço para banho, que custa o valor de R$ 7,00 (por pessoa). Fael e Graziela estavam muito sujos de terra e lama, devido a chuva no final da trilha, algumas pessoas os observaram, achando estranho. Pós-banho, Fael e Graziela foram até o guinche da empresa Única /Fácil, que faz a linha Petrópolis/RJ x Rio de janeiro/RJ. Os dois compraram a passagem para o horário das 20:20, cada uma custou o valor de R$ 23,65. Nesse mesmo momento Fael recebe uma mensagem da moça do Couchsurfing, pedindo desculpas e argumentando que um familiar sofreu uma grave complicação em sua saúde e precisou se internar em um hospital, necessitando de apoio familiar. Fael e Graziela agradeceram pela atenção da moça e respondeu dizendo que estava tudo bem, que a trilha foi ótima e que estavam na rodoviária esperando o ônibus para embarcar. Despedindo da moça os mesmo foram em direção a cidade do Rio de Janeiro/RJ, com o percurso feito em uma hora, partindo do município de Petrópolis/RJ. # - Terminal Novo Rio x Aeroporto do Galeão (GIG). No terminal do Novo Rio, Fael e Graziela almoçaram e em seguida foi até a frente da rodoviária para pegar o ônibus. Por sorte o ônibus da empresa Autobus, conhecido como frescão, não demorou e os dois embarcaram, pagando o valor de R$ 14,00 (por pessoa). As 22:10 Fael e Graziela chegaram no Galeão, aproveitaram para fazer o check in e se acomodaram nas cadeiras, a espera do amanhecer para embarcar para o município de Salvador/BA (SSA-BA). No final os dois se “deitaram” nas cadeiras e acordaram no inicio da manhã. Fael tomou algumas quedas quando mudava a posição enquanto dormia. - Rio de Janeiro, 27 de março de 2016. Domingo. # - Terminal Novo Rio x Aeroporto do Galeão (GIG) x Aeroporto 2 de Julho (SSA). O avião, da empresa TAM, decolou as 08:00 da manhã, pousando no Aeroporto Dois de Julho (SSA) por volta das 10:10, em uma viagem tranquila e confortável.
  10. Faael Pimentel

    Tamandaré

    Isso mesmo, se for pela praia é liberado, com uma excelente caminha de no máximo 20min. Se optar ir de carro, paga taxas para entrar nas propriedade alheias. Aconselho, e tenho fotos em: https://flic.kr/s/aHskrMQK9y Olá ! Diego. pô desculpa pela demora da resposta. Heheh Que bom saber que há essa possibilidade. Quando estive em Maragogi/AL estava pensando em ir no município e explorar as paisagens. Conversando com a galera de Alagoas alguns diziam que para chegar até os Carneiros deveria pagar uma taxa. Fiquei cismado e não arrisquei. Pretendo voltar em breve ao Estado de Pernambuco e vou dedicar uns dias para Tamandaré/PE. Abraços.
  11. Faael Pimentel

    relato Salto Angel + Monte Roraima - Fev 2013

    Verdade. Me tire só mais uma duvida. Negociando lá, aplicando a "velha pechincha" diretamente com o condutor, é mais vantajoso ? Falo em relação a mandar e-mail para agências venezuelanas perguntando sobre valores.
  12. Faael Pimentel

    Chapada Diamantina

    Olá Braulinho ! Indico um amigo meu, guia independente e que lhe faz um valor acessível. http://www.valedopati.com.br/fale-conosco.html O Nome dele é Edwilson, mas é conhecido como Lé. O mesmo é da cidade de Rio de Contas/BA, mas sempre está nos municípios de Palmeiras/BA e Lençóis/BA. Se tu tiver noção de trilha e base em Coordenadas Geográficas, da para fazer sem guia (principalmente o Vale do Pati).
  13. Faael Pimentel

    relato Salto Angel + Monte Roraima - Fev 2013

    Massa Rodrigo. Anotei aqui. Pesquisei algumas empresas e os valores estão "incompatíveis" com minha realidade financeira (risos). Vou entrar em contato para negociar. Abraços.
  14. Faael Pimentel

    relato Salto Angel + Monte Roraima - Fev 2013

    Massa ! Licka. Anotei as dicas. Fico muito agradecido pela atenção. Você tem o contato (e-mail, telefone, rede social) do guia ? Abraços.
  15. Faael Pimentel

    relato Salto Angel + Monte Roraima - Fev 2013

    Olá ! Rodrigo, Licka e os demais participantes do tópico. * Queria parabenizar o Rodrigo pelo relato e de está compartilhando a sua experiência com os membros da pagina. Bem. Estou planejando fazer as trilhas: Monte Roraima e Salto Angel, junto com minha namorada, em minhas férias de 20 dias, iniciando a viagem no dia 12/10/2016 e voltando no dia 02/11/2016, sendo que pretendo usar, no máximo de 17 dias, devido a logistica da viagem, além em visitar um amigo trilheiro que mora na cidade de Boa Vista - RR. Pelo que li do seu relato e outros, um período de 15 dias da para fazer esse roteiro. Sabendo dessa possibilidade eu queria uma dica sua, da Licka, ou algum membro que está lendo o post e possa compartilhar. Irei particularizar na Cachoeira do Salto Angel. 1 - Qual é o melhor percurso. Atacar primeiro o Monte Roraima ou a Cachoeira Salto Angel ? 2 - Fiquei na duvida em relação ao transporte ( Partindo de Santa Elena) até o inicio da Trilha da Cachoeira Salto Angel, tu poderia dar detalhes, dicas ? 3 - Tu tem algum guia para indicar para fazer a Cachoeira do Salto Angel que possa cobrar um valor acessível ? O mesmo que faz o Monte pode indicar ou fazer o Salto Angel? Falo devido a me deslocar da cidade de Salvador/BA para Boa Vista/RR e a passagem de avião está com o valor alto. As empresas ainda se aproveitam da "crise" e elevam o valor das passagens e nós passageiros não temos muitas alternativas. Como sou um "pobre ousado" eu preciso "penchichar" (como diz na Bahia e alguns Estados). Desculpe pelas inquietações, é porque estou estudando o roteiro para ter uma base em executar essa rota e alcançar os objetivos. Agradeço pela compreesão. Abraços.
×