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Capitão-Mor

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  1. Não me recordo de ter faltado ao respeito a qualquer impressão pessoal. Confesso que não sabia que não se podia comentar outros relatos pessoais, peço desculpa pelo meu enorme erro. Só pretendia dizer que o castelo, arruinado ou não, muralhas ou não, tem muito mais do que parece. Mas pronto. Cada um fique com a sua opinião pessoal. Também não procuro romance e muito menos discutir história. Foi do entusiasmo, peço desculpa outra vez pelo meu enorme erro. Vou tentar não repetir. Confesso é que tenho mais dificuldade em entender o argumento que não posso criticar os franceses no que fizeram em outros países: tentar dividir um país independente em três bocadinhos, incendiar património e tirar obras-primas não me parece que seja exatamente alta cozinha ou manual de bons costumes. Também não compreendo como um comportamento com 200 anos se pode comparar a outro que tem 500 anos. Também é preciso ver o que de bom foi feito, mas eu compreendo que de um país feio pouca coisa sai bem feita. Não volto a repetir os erros, não se preocupe.
  2. "Portugal é quase tudo feio". Depois disto, acho que já li tudo na vida. Tenho que dizer alguma coisa em relação ao ter dito que é "cara de pau" eles "venderem" o Castelo dos Mouros e Castelo de Sao jorge como castelos, mas "na verdade são ruínas meia boca". Ruínas ou não ruínas, muralhas ou não muralhas, não deixam de ser Castelos ou construções defensivas, zona de refúgio para as populações e que se perde no tempo. Sempre o foram, e não é por estarem arruinados, na sua perspetiva, que o deixam de o ser. Não há aqui venda nenhuma, isso até é um pouco ofensivo. A zona do Castelo de São Jorge constitui uma das zonas urbanas mais antigas de Lisboa pós-nacionalidade, ou seja, mesmo que não houvesse castelo algum, a zona continuava a ser conhecida como "castelo". Sabe qual é a diferença entre os detalhes de Lisboa e os detalhes de Paris ou de Portugal e França? É que os franceses pilharam, incendiaram e destruiram tudo por onde passaram há 200 anos. Nem os túmulos de Alcobaça ou a Bíblia dos Jerónimos foram poupados. Por outro lado, sobretudo a região de Lisboa e todo o sul de Portugal têm aquela "coisa geográfica" que é estar pertinho de duas placas tetónicas primárias, logo sempre que estas tiverem cócegas, é natural que haja problemas mas também que "apareçam" coisas novas... É engraçado que a zona do Castelo-Sé é uma das poucas que ainda conserva traços pré-1755, típica zona geográfica em que se notam reconstruções em cima de reconstruções, e é possível visitar núcleos museológicos com peças que têm 2700 anos, provas que vão demonstrando uma ocupação humana constante e seguramente uma das mais antigas ou provavelmente a mais antiga de toda a Europa ocidental. Se acha que o castelo de Lisboa se resume a "ruínas meia boca", lamento, mas não percebeu nada.
  3. Capitão-Mor

    relato Portugal 2012 - Lisboa e Sintra

    [quote name='"PedrodePortugal" Também não consegui ir até ao centro da praça onde se encontra a estátua de D. José I porque o homem e seu cavalo estavam rodeados de produtos agrícolas devido a uma feira que iria acontecer no dia seguinte. Então tinhamos o rei em cima do cavalo rodeado de repolhos' date=' couves, palha e sei lá mais o quê[/b']... Como vários tipos de gado, galináceos, coelhos, rebanhos... É a Quinta Agrícola, uma espécie de recriação de exploração agrícola na cidade, que faz parte do "Mega-Picnic" (que normalmente inclui um concerto do Tony Carreira e outras atividades, e supostamente pretende ser um piquenique para toda a família). É um evento anual muito recente, tem apenas 5 anos e por acaso tem recebido algumas críticas (dizem que serve apenas para promover as marcas que fazem o evento e nada faz para promover a agricultura nacional). Tenho a impressão que tão cedo não vai acabar. Não tenho opinião formada sobre o assunto.
  4. Capitão-Mor

    Dicas de Lisboa

    Pode subir, sim. O arco também foi todo recuperado. Custa 2,5 Euros, sendo que as crianças até aos 5 anos não pagam, e está aberto a visitas entre as 9h e as 19h. A subida é por um elevador, até ao 1º piso, onde está a sala do relógio, agora a dar horas certas. Depois é preciso subir umas escadas em caracol para chegar lá acima. Só podem subir 35 pessoas de cada vez, por questões de proteção civil.
  5. Capitão-Mor

    Dicas de Lisboa

    Para quem estiver interessado, há uma nova vista sobre Lisboa, acabadinha de inaugurar: O Miradouro (mirante ) do Arco da Rua Augusta. Com vista para o rio e para a Baixa a 360º. Também se podem ver as esculturas do arco. E o relógio do Arco também foi arranjado. A estátua de D. José também já foi reinagurada depois do restauro. in idealista.pt
  6. Caro Marcos Pereira, longe de mim querer que você seja politicamente correto e não estou a cobrar nada em relação ao turista. É óbvio que eu acho que o turista deve ser bem tratado. Também não gosto nada de sorrisos falsos e gente que gosta de agradar a todos. Não é isso que está em causa. Só me incomodou porque comecei a ler e você escreveu "sotaque horrível" e pareceu preconceito, tal como o que disse sobre Roma, e depois falou de superioridade alemã, pareceu que estava a dizer que o norte da Europa era bom e superior e o sul era mau e inferior... Já se sabe há mais de 50 anos que a superioridade alemã é falsa e não dá grandes resultados... :'> Em relação ao taxista, bem, xenofobia e igorância há em todo o lado, infelizmente. Aviso desde já que também não gosto muito de taxistas (raramente uso) e é mais do que sabido que gostam de enganar. Podia ter achado um taxista mais simpático que não cobrasse essa curta distância, ou que avisasse da mudança da bandeira, mas esta acaba por ser natural. Loures, efetivamente, não é Lisboa. Em relação ao sentido literal e ofensa, quer dizer, acho que qualquer pessoa se senteria ofendido se eu também fizesse generalizações sobre outros povos. Acho que o você escreveu foi até bastante objetivo, quando disse que não éramos dados a banhos e por aí fora. Acho que pode ser emocional sem esse tipo de exageros. Quanto ao texto de Seth Kugel, me parece que peca pelo erro de sempre, que é o do pre-conceito. Não perceber o português de Portugal, o fado, o bacalhau, o "não produzir nada", os velhos, ou seja, não compreende na essência o que é Portugal, porque só o tenta compreender numa certa perspetiva brasileira. Parece reduzir o país a uma dúzia de coisas muito gerais e sem grande lógica. Concluindo, nada sabe de Portugal. Podia tentar perceber ao menos que em Portugal há muita forma de falar a língua e também há muitos regionalismos. Eu, por exemplo, não me custa nada entender o que os brasileiros falam. É muito mais difícil ouvir os açorianos falarem. Pela minha experiência, é tudo uma questão de hábito auditivo. Nós somos mais abertos à cultura brasileira do que o Brasil à cultura portuguesa. Repare que isso também é uma excelente prova contra a tão falada xenofobia: se fóssemos assim tão xenófobos, não podiamos gostar de novela.
  7. Txi, é tudo mau. O sotaque é horrível, não tomam banho, não há funcionários, a vista é fraquinha, a máquina de bilhetes não funciona, a comida de shopping não presta, a tartaruga é sacana, o atendimento é horrível, o castelo não é castelo, o português de lá é quase língua diferente... Para que serve ser mochileiro quando se diz "sotaque é horrível"? Pensei que viajar fosse conhecer coisas diferentes de nós, por isso não compreendo essa adjetivação agressiva e este dizer mal de tudo. Essa ideia de dizer que vai ver "mais organização, limpeza, conservação geral e o principal, educação" é tudo ideia pré-concebida... cada país tem a sua própria cultura, isto é, organização, limpeza, conservação geral e educação. Sem falar que a Alemanha e a França foram muito reconstruídas após a segunda guerra mundial. Roma é bagunçada porquê? É suposto o fórum de Roma estar destruído... por isso lhe chamam ruínas. Ninguém hoje em dia vai reconstruír em cima de ruínas, por questões de preservação de património arqueológico. Também é sinal que Roma é uma cidade muito antiga e muito importante e que muita coisa aconteceu lá. Guerras e pilhagens e isso... entender a História de um país é compreender também isso. Não basta apenas visitar monumentos e estar só à espera de coisas grandiosas e perfeitinhas. Roma é uma das cidades mais importantes da Europa, talvez até a mais importante, do ponto de vista histórico. É claro que deve ser recomendado. Aliás, quanto mais perfeito for um sítio, mais recente é. Para mim a piada está exatamente no oposto... Veja que uma cidade quanto mais antiga for, significa que teve construção em cima de construção em cima de construção em cima de construção, sem falar em desastres naturais, e o planejamento vai variando, mais para aqui, mais para ali, etc. Isso implica destruir ou mudar o que havia e substituir por outras coisas. Às vezes mais corretas, às vezes menos corretas. As cidades são estruturadas de acordo com o seu tempo. Ou sejam, não páram, e não podem parar ou mudar só por causa da curiosidade dos turistas.
  8. Capitão-Mor

    relato Portugal - Lisboa - 8 dias e 6 noites

    Gostei do relato... Só não percebi essa obsessão com o Colombo. eheh Disse também que o Metro de Lisboa "pega a cidade quase toda, somente Belém que não tem metro, mas dá para ir a tudo com ele." Olhe que não. Nem de perto. Alguns pontos principais já têm estações, mas a rede ainda tem muito para percorrer para "pegar a cidade toda". Aposto que dentro de 50 anos a rede atual vai ser considerada pequenina. Por exemplo, a zona norte só tem estações no centro, a zona em redor do Monsanto não tem nada, a zona sudeste também não. Neste momento o metro só cobre alguns eixos da cidade, como as grandes avenidas centrais, algumas freguesias com muita população (Carnide, Lumiar, Olivais), a Baixa entre o Cais do Sodré e Alcantâra e a zona nova do Parque das Nações até ao Aeroporto. Isto só dentro da cidade. É muito pouco ainda. " É ali que D. Pedro (não me perguntem qual!! ) está enterrado junto de sua amada, D. Inês... Reza a lenda que eles tiveram um amor proibido muito bonito, ele contou a história, mas eu esqueci." Já agora eu posso resumir esta história, espero que não se importe. É que é a mais bonita história de amor em Portugal. E foi verdade. D. Pedro I de Portugal era muito dado a paixões. Ao casar com a sua mulher (ainda princípe), D. Constança de Castela, ficou apaixonado por uma das suas aias, a formosa Inês de Castro, nobre galega e com importantes ligações familiares. O seu pai, o Rei D. Afonso IV, não gostou nada. Vai daí, exilou Inês. Ora, D. Constança morreu ao nascer o seu filho Fernando. Então Pedro fez regressar Inês do exílio e passou a namoriscar "em direto" e fazem filhos. A corte do rei ficou assim: Abreviando, começaram rumores que D. Pedro era muito amigo dos irmãos de Inês e que os dois se tinham casado e, pior, que os Castro planejavam matar o infante D. Fernando, cuja saúde não era grande coisa. Ao contrário dos filhos de Inês e Pedro. O próprio D. Pedro recusou outro casamento real, o que aumentou os rumores. Podia ser politicamente muito perigoso, pensavam eles. Decisão: destruir o perigo, isto é, matar Inês. E pronto, alguns conselheiros mataram Inês. D. Pedro então "explodiu" , discute a valer com o seu pai o que obrigou a rainha D. Beatriz a meter os dois na ordem. O Rei morre passado pouco tempo e D. Pedro sobe ao trono. Então manda a captura e execução dos assassinos de Inês, e foi em cerimónia pública e cruel (dizem que foi o próprio rei que lhes arrancou os corações pelo peito e pelas costas, por causa do seu coração "ferido"). Mandou exumar o corpo de Inês e mandou construir dois túmulos, ricamente decorados e simbólicos, onde estão ambos sepultados. À volta deste amor surgiram muitas lendas: uma delas diz que o D. Pedro, já coroado rei, depois de exumar Inês mandou que o seu corpo em decomposição fosse ricamente vestido e adornado de joias, e que fosse colocado no trono com a dignidade de rainha. Depois obrigou todos os nobres do reino beijarem a mão da sua esposa cadáver, sob pena de morte. E todos cumpriram, um a um. Daí a expressão de Camões ao se referir Inês, "depois de morta foi Rainha".
  9. Capitão-Mor

    Europa janeiro2014

    Sim, se vai visitar em Janeiro cidades tão diferentes como Londres, Zurique, Madri e Lisboa pode contar de certeza com muitas oscilações de temperatura, entre a neve com graus negativos e o sol não muito forte um pouco acima dos dez graus positivos, mais chuva e algum bom tempo misturado com frio.
  10. Capitão-Mor

    Alguém já visitou Vila do Conde, Porto, Portugal?

    Que tal começar por uma visita ao sítio oficial da Câmara Municipal? :'> http://www.cm-viladoconde.pt/ Pode encontrar informações básicas das zonas turísticas, um bocadinho da sua História, acessos, agenda cultural, e por aí fora. Quanto ao resto, enfim, é melhor não dizer nada, porque não sei como isto vai estar em 2014.
  11. Capitão-Mor

    Um prato por País - Dicas e Sugestões

    Você pode comer um bom bacalhau cozinhado de muitas maneiras em milhares de restaurantes de Lisboa. :'> Pelo menos uma vez por semana há quase de certeza um prato de bacalhau para comer ao virar da esquina. É provável que seja esse o motivo para não ter recebido dicas, as pessoas não têm de ser gastrónomos e saber na ponta da língua esses "restaurantes especializados".
  12. Capitão-Mor

    Brasileiros na Europa - Bate Papo

    Esteve em que região do Algarve? É que os turistas se concentram mais em certas áreas do que outras. Duvido que a quebra tenha sido assim tão grave, até porque as estatísticas parciais do Algarve mostram que houve um pequeno crescimento em relação ao ano anterior em ocupação de quartos, esteve perto dos 80% em Julho. E as receitas de estrangeiro até aumentaram um pouco no total do ano.
  13. Capitão-Mor

    relato Portugal 2012 - Da Batalha ao Marvão

    Dica cultural: Em Portugal, o leitão só se come quente se tiver acabado de sair do forno. De resto, deve ser sempre comido frio, para não estragar o sabor. Reaquecer o leitão é Portanto a senhora estava certa. Aliás, há muita gente que até prefere comer o leitão frio, porque é menos enjoativo. Devia ter pedido parte da costela, que assim já comia alguma coisa... :'>
  14. Capitão-Mor

    Português de Portugal

    Vai para aí alguns exageros. Quase todos os termos indicados são calão, não são usados em todas as situações. vigarista, telefonema, peido, meia, injeção, pedreiro, automóvel, entre outras palavras que indicaram, são usadas com o mesmo significado em Portugal. Rebaixas? nunca ouvi falar nisso, é inventado. Também nunca ouvi ninguém usar a palavra "peúga" diariamente a substituir "meia" ou "meias". Devia ser há 50 anos atrás... Também nenhum farmacêutico fala em "pica no cú", seria muito grosseiro. Simplesmente ninguém fala assim, a não ser em termos informais e mesmo assim parece mais conversa de jovem com 15 anos.
  15. Capitão-Mor

    Dicas de Lisboa

    O frio é relativo. Se tortura é vinte graus negativos e tempestades de neve género Moscou então está à vontade, não vai acontecer. O que é exatamente frio para sua esposa? Há dias que rondam entre os 5º e 10º graus positivos mínimos, por isso é aconselhável umas luvas para quem tem má circulação e uma roupa mais quente e\ou para a chuva, mas não é preciso exagerar. As temperaturas mínimas em Lisboa cresceram mais de meio grau (!) nos últimos 35 anos.
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