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Robsonnnn

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Sobre Robsonnnn

  • Data de Nascimento 16-06-1986
  1. Salve mochileiros! Passando aqui pra deixar mais um relato de uma viagem curta pela Chapada das Mesas, aproveitando que as informações estão vivas na memória ainda... Espero que ajude quem está planejando uma visita dessas. O lugar é lindo e vale a pena! Bom, primeiramente, Chapada das Mesas pelo fato de estar morando no norte do Tocantins a menos de 2h de carro de Carolina... portanto, é meio que obrigatório fazer uma visita dessas, que, por sinal, demorou bastante pra acontecer. Por esse fato também, não sei informações a respeito de preços de voo nem transporte fretado (van, busão...), já que fui de carro particular juntamente com um amigo. Saímos de Araguaína-TO as 7:30 da manhã do sábado e chegamos algumas horas antes do almoço em Carolina. Lá, procuramos por algum centro de informação turística para pegar mapa, mas foi informado que a cidade não dispunha. Malandro que sou, já sabia os locais que queria visitar. O centro era só pra pegar o mapa mesmo e assim facilitar a localização. Paramos num posto para abastecer e já pegamos informação de como chegar na cachoeira do Itapecuru (cachoeiras gêmeas), a primeira atração que queríamos visitar. *Pausa para informação de utilidade pública: O BB da cidade foi arrombado há alguns meses e por conta disso, os caixas eletrônicos não mais funcionam além do horário comercial e não tem banco 24h! Portanto, se precisar sacar grana no BB, faça antes de desembarcar por lá... por sorte, quase todos os locais aceitam cartão de crédito.* Voltando pro relato. Pegamos a rodovia sentido Riachão e aproximadamente 30km depois, do lado direito, tem uma placa indicando a entrada das cachoeiras gêmeas. É uma placa bem discreta, pra não dizer quase invisível. Mas tá lá, se procurar acha. Atenção! Existem duas entradas para a cachoeira, uma pelo lado esquerdo (a que fomos) e outra pelo lado direito. Diferenças: pelo lado esquerdo você entra por uma usina hidroelétrica desativada, paga somente 5 dilmas e pode ter acesso total ao rio, aproveitando as cachoeiras e ficar somente nessa margem do rio que não tem infraestrutura nenhuma, dividindo espaço com um monte de farofeiro igual a génti . Do lado direito você paga 20 conto, pra poder entrar no mesmo rio, tirar as mesmas fotos das mesmas cachoeiras que a galera da esquerda só que nessa margem tem bares, mesas e tal, e aí você pode sentar na mesa e pedir comidas.... enfim, você paga 15 reais a mais pra ter o direito de sentar numa cadeira e pedir comida. Nós nem achamos a entrada desse segundo lugar, mas, se achasse, teria ido no primeiro lugar também, pq somos da galera . Bom, o lugar é lindíssimo, com a água super clara e gelada como toda cachoeira. Mas nessa região, que deve fazer uns 47,5°C na sombra, é tudo o que a gente deseja. Ficamos um tempo por lá e já partimos pra Riachão, aproveitando que já havíamos andado alguns kms naquela direção. Em Riachão o destino era o Poço Azul e o Encanto Azul. Até o Poço Azul, qualquer carro chega. Digo, qualquer carro que não seja traçado. São cerca de 13 km de estrada asfaltada mais uns 13 km de estrada de chão bem conservada. Chegando nesse complexo turístico, você paga 40 dinheiros pra poder entrar (pivetada paga meia com carteirinha) e tem acesso ao afamado Poço Azul, além da cachoeira Santa Bárbara (lindíssima também) e mais algumas cachoeiras que não tem muita graça depois de ver esses dois aí. O lugar é muito tranquilo, com boa infraestrutura (bares, restaurantes etc.). O Poço Azul realmente corresponde a fama que tem. Lugar lindo. Lindíssimo Nem adianta eu ficar rasgando ceda aqui, só indo pra ver como é. Ficamos lá um tempo e fomos para o Encanto Azul. O Encanto Azul fica 6 km a frente, no mesmo caminho do Poço Azul. Só que pra chegar lá, só carro 4x4. Digo, caminhonete 4x4 porque o carro em que estávamos era um ASX que emperrou na primeira duna que vimos. O caminho é muito arenoso, com muita areia solta. Acabamos conseguindo chegar lá com nosso carro mesmo, mas desde o Poço Azul tem várias lotações que se fazem pra levar até o Encanto Azul por um preço de R$ 20 por pessoa (ida e volta). Bom, chegamos no Encanto Azul. O lugar deve ser bonito. Digo deve, porque realmente não deu pra ver. Se chegássemos lá em um dia que não tivesse uma excursão com 12983236984032359 estudantes, talvez conseguiríamos até entrar na água. Nunca vi tanta gente junta num espaço tão pequeno. Parecia um busão na hora do rush. Só que na água. E eles deviam estar acampados por lá há uns 2 meses, a julgar pela bagunça e lixo espalhado no local. Foi realmente triste de ver. O lugar não tem nenhuma infraestrutura (bares, restaurantes...) e por isso não se cobra nada para entrar. Mas a julgar pelo bagunça que aquela turma estava fazendo no local, seria melhor pagar uma taxa pra ter ordem e todo mundo poder aproveitar. Triste mesmo. Bom, ficamos lá por poucos minutos e já voltamos, visto que não teria como aproveitar nada aquele dia. De qualquer maneira, o lugar pareceu ser bem bonito, mas sem o mesmo impacto do Poço Azul. Esse sim é deslumbrante. Seguimos viagem de volta à Carolina para passar a noite. Jantamos num restaurante na beira do rio Tocantins cujo nome não me lembro, mas deveria ser o único ali (próximo à balsa). Ficamos no hotel Lírio (R$ 60 reais a noite). Simples mas digno. No outro dia fomos conhecer o Complexo da Pedra Caída. No caminho, paramos na beira da estrada para retirar fotos no Portal da Chapada das Mesas, que se assemelha ao mapa do estado do Tocantins. São aproximadamente 19 km desde Carolina. O local é de livre acesso, mas não é fácil de encontrar. Fica do lado esquerdo da rodovia e no local só há um pequeno espaço mais batido devido ao estacionamento dos carros. Bom, procurando bem é possível achar. O acesso é feito por uma trilha muito arenosa no meio do cerrado, e como é subida a areia dá aquela canseira nos gordinhos . De lá de cima a vista é muito bonita e pode ser avistado o Morro do Chapéu, que é um dos cartões postais do parque. Bom, vídeos e fotos tomadas, seguimos rumo ao complexo. Chegando lá, o susto. Primeiro, você paga a bagatela de R$ 50 pra ter o direito de entrar. Até aí tudo bem. No dia anterior pagamos R$ 40 pra entrar no outro complexo e valeu muito a pena. Só que depois que você entra (e ninguém te fala isso), você descobre que cada passeio é cobrado a parte. Segue os preços. Cachoeira 1 - R$ 40 Cachoeira 2 - R$ 25 (essa é o cartão postal do lugar - Cachoeira da Pedra Caída) Cachoeira 3 - R$ 20 Cachoeira 4 - R$ 40 Tirolesa 1 - R$ 70 (eu acho que é isso) Tirolesa 2 - R$ 80 (tem duas tirolesas) Teleférico para subir na tirolesa - R$ 50 Subir andando e morrendo por um monte do tamanho do Everest - R$ 0 Daí, você vê os preços. Para. Chora. Se arrepende. E não faz nada além de ficar parado, chorando e arrependido já que pagou R$ 50 e não vai jogar isso fora. Como eu achei um absurdo eles cobrarem o preço separado por cada atração e ainda nem parecerem tão boas como as do dia anterior, ficamos somente nas piscinas do local. Nem falei, mas o local tem duas piscinas grandes e boas (pelo menos). Mas ir pra um Parque Nacional pra ficar tomando banho de piscina é meio brochante. Bom, essa foi a experiência nesse local. Pelo preço e pelas belezas das atrações anteriores eu não recomendaria. Saindo de lá rumo a nossa casa, passamos ainda por Filadélfia no Tocantins. Aí, demos uma parada pra verificar o "frevo" que tava rolando na praia do rio Tocantins. Ficamos um tempinho por lá ouvindo uma música legal que tava rolando (ironia), demos um mergulho no rio e então partimos pra casa. Bom, esse foi o relato de um fds rápido pela região. Se voltasse um dia iria somente em Itapecuru e no Poço Azul. A cachoeira de São Romão também parece ser uma ótima atração, mas os preços que vimos eram bem salgados (R$ 165 por pessoa) e necessita um dia todo para ser conhecida. Existem várias outras cachoeiras pra se conhecer e o que pudemos conhecer foi isso aí, mas já foi suficiente pra querer voltar, principalmente pro Poço Azul. Lindimais. Abraços.
  2. Robsonnnn

    relato 10 dias pela Chapada Diamantina

    Parabéns pelo relato e pelas fotos!
  3. Robsonnnn

    relato Marrocos - 5 dias (maio/2013)

    Depois de tanta ajuda recebida dos demais mochileiros resolvi ajudar também deixando meu relato. Fiz a viagem com uma amiga no começo de maio, durante um semestre que estive morando e estudando em Madri. As passagens foram compradas com alguma antecedência no site da Ryanair, pagamos 38 euros em cada trecho e chegamos em Marraquexe no dia 03/05 já de noitinha. A fila para imigração foi um pouco demorada, ficamos por lá cerca de 1 hora mas é muito tranquila, nem me lembro se o agente perguntou alguma coisa ou se só carimbou o passaporte... Saindo dali fomos trocar alguns euros por dirhans (moeda local) para as despesas iniciais, a casa de câmbio fica no aeroporto mesmo. A cotação estava 10 dirhans para 1 euro, na medina estava um pouco melhor 11 para 1. Ainda no aeroporto procuramos por um ônibus/táxi que nos levasse ao hostel. Havia lido que as corridas de táxi eram muito baratas, algo como 3 euros por pessoa, mas o taxista que estava lá disse que nos cobraria 16 euros até a medina (2 pessoas). Inicialmente negamos e perguntamos pra ele onde poderíamos pegar um ônibus que fizesse o mesmo trajeto pois estava muito caro (tentando fazer uma chantagem barata ). Mas não funcionou muito, ele simplesmente apontou a direção, falou que era 6 euros por pessoa e deu as costas... no final das contas ele que acabou ganhando, fechamos o táxi. Já estava de noite e não dava pra ver muito da cidade, mas o táxi velho (velho mesmo), a música árabe tocando e todo mundo andando de moto sem capacete nas ruas já dava a sensação que iria ser uma viagem bastante original e diferente do mundinho perfeito europeu, gostei logo. O motorista parou no portão do muro que envolve a medina (medina é a parte mais velha e histórica da cidade) e deu as orientações de como teríamos que fazer pra chegar ao destino, como se fosse simples. Não andamos nem 2 minutos e já estávamos perdidos. De cara parece um labirinto com algumas ruas um pouco mais largas e outras ruelas de pouco mais de um metro de largura. Logo se acercou um garoto de uns 12 anos que sabia que estávamos perdidos e perguntou se precisava de ajuda, sabia que não era favor e que queria algum dinheiro em troca da ajuda mas na situação que estávamos foi a melhor coisa que fizemos. Informamos o nome do hostel e depois de um caminho impossível de ser feito por quem não conhece, ele nos deixou na porta do hostel. Dei algumas moedas que tinha de troco e agradeci, bom negócio. O hostel que escolhemos era simples mas cobria todas as nossa necessidades, pra mim que saio 7 da manhã e só volto 10 da noite uma cama e um chuveiro são mais que suficientes, esse ainda tinha café da manhã com comida típica, além de uma decoração estilo marroquina. Por tudo isso pagamos a bagatela de 4,50 euros! Marrocos te amo. O nome do hostel é kif-Kif Marrakesh. Antes da chegarmos no Marrocos, tínhamos em mente que queríamos fazer a excursão de 3 dias pelo deserto (mas também existe a de 2 dias) com a empresa http://www.saharaexpe.ma pelo valor de 90 euros. Só que no mesmo hostel encontramos um grupo de 5 brasileiros, também estudantes, que estavam morando em Portugal e tinham voltado naquele dia da excursão de 3 dias. E nos disseram que era muuuito cansativo porque o ponto final da rota de 3 dias ficava a 600km de Marraquexe... pensei bem é vi que realmente, andar 1200km (ida e volta) em 3 dias, pra mim que passo mal por pouca coisa, não seria muito bacana. Fomos na excursão de 2 dias. Além disso, eles nos deram outra dica de ouro, não importa o valor que você pagasse, todos iriam juntos! No Marrocos tudo é negociável, então se vc chorar vai conseguir o mesmo produto por menos. No outro dia fomos conhecer a cidade pela manhã para então conhecer a medina pela tarde. Tinha uma ideia bastante diferente do que vi, a cidade é mais organizada e tem mais verde do que eu imaginava. Uns parques bastante bonitos e algumas construções bem legais, mas tudo com um toque da arquitetura árabe que é incrível. Enquanto estávamos andando pela cidade estávamos buscando também algum lugar pra fechar a excursão de 2 dias pelo deserto. Sabíamos que os valores pra 2 dias giravam em torno de 60 euros, então queríamos menos que isso. Paramos na estação de trem/ônibus ou sei lá o que, mas bem bonita por sinal, e numa agência de viagem a moça jogou 80 euros de cara, no choro saiu por 60, mas tava igual os outros, então não fechamos. Saímos dali e passando em frente a um hotel numa rua qualquer com uma placa falando de excursões para o deserto. Perguntamos o preço e o cara disse que era 60, nessa hora já sabíamos que sairia mais barato pois já começou com o preço normal . Aí começou a encenação de que eramos estudantes e tal e estava caro... daí ele manda um "quanto vocês querem pagar?" Falamos que podíamos pagar 40. "Fechado!". Foi muito mais fácil que tínhamos imaginado, se soubéssemos teríamos jogado mais baixo ainda... . Confesso que no começo estávamos meio receosos de ficar chorando muito, mas depois pensamos bem e vimos que, primeiro, nada tem preço exposto e tudo é negociável, faz parte do jeito tradicional deles de vender, e segundo, se ele aceita vender naquele preço com certeza ele ainda está ganhando em cima, meio obvio isso. Pagamos um percentagem do valor na hora (não me lembro quanto) e o restante no outro dia antes de sair pro deserto, as 7h da manhã na praça principal da medina. No horário marcado estávamos lá com nosso recibo na mão, haviam algumas vãs e outros gringos dispersos. Entregamos nosso bilhete e a quantia que faltava para um cara de uma das vans que se encarregou de alocar a gente em uma van que iria fazer aquele percurso. No nosso grupo tinha um casal de canadenses, um casal de holandeses, um casal das ilhas Malvinas (nunca imaginei que iria encontrar alguém de lá), uma grega, uma espanhola e 3 outros brasileiros estudantes (salve salve Ciência sem Fronteiras). Eu não perguntei, mas tenho certeza que todo mundo deve ter pagado mais caro que a gente, isso dá uma sensação muito boa... hehehe. A van vai parando em vários pontos pra tirar fotos, montanhas, vales com oásis no fundo, tamareiras, muitas tamareiras... As paisagens são realmente muito bonitas, mas de todos os pontos do caminho o mais interessante foi o Ait Benhaddou que é uma cidade muito cenográfica, onde foram rodados muitos filmes. Nessa cidade fizemos um tour de cerca de 1-1,5 horas e depois almoçamos. O almoço ficou em 10 euros e o guia ficou mais 5 euros. Depois do almoço seguimos viagem, esqueci de mencionar que o motorista foi a viagem inteira ouvindo música árabe, no começo (digo até a terceira música) foi muito legal, bacana conhecer essa cultura diferente...blá blá blá. Mas chega uma hora que não dá pra escutar mais é só um chiado que vc não entende nada , eu não sou fresco pra essas coisas não, mas realmente enche o saco, a ponto de a gente quase vibrar quando ele trocou a música por uma dessas músicas americanas zuadas estilo Britney Spears, dos anos 2000. Voltando ao assunto, chegamos por volta de 5 da tarde em Zagora, passamos rápido num mercadinho pra comprarmos água e alguma coisa pra comer e já seguimos para o ponto onde iríamos andar de camelo até o acampamento bérbere onde iriamos passar a noite. A viagem de camelo duraria 1 hora, cada um no seu camelo e começamos a viagem. Aqui queria deixar uma dica de maior importância pra quem quer preservar sua integridade física e para os homens, mais que isso, as futuras gerações. Coloquem as duas pernas de um só dos lados! Pode parecer exagero, mas você vai me agradecer depois, principalmente se for homem. Camelo não é cavalo. Bom, a viagem foi curta até o acampamento, mas no caminho passamos por uns campos onde alguns homens e mulheres estavam colhendo trigo na mão, também haviam algumas plantações de alfafa e tamareiras. A cena era realmente bonita de se ver. Mal começamos a andar na areia e já avistamos o acampamento com cerca de 10 tendas menores, que eram os quartos, e uma tenda maior onde jantaríamos e poderíamos descansar até a hora de dormir. Confesso que fiquei bastante desapontado quando vi o acampamento tão perto. As dunas eram muito pequenas, talvez 1-1,5m de altura e mais ao longe podíamos ver as tamareiras onde as pessoas estavam cortando o trigo e mais ao lado e bem distante uma estrada onde passavam alguns carros de vez em quando. Pensei que seria alguma coisa mais isolada e cinematográfica, mas foi bastante aquele esquema pra agradar turista. E isso também se deu com os bérberes do acampamento, que apesar das roupas típicas que usavam, não davam nenhuma pinta que viviam ali. Enfim, foi minha impressão no momento. Após deixarmos as mochilas (cada um vai carregar sua mochila no camelo, portanto não leve nada de excessivo) nas tendas-quarto (cada quarto tinha 4 camas) fomos tomar um chá marroquino que estava muito bom. Esse chá eles oferecem em qualquer lugar e parece com hortelã, talvez até seja mesmo, mas realmente é muito bom, eu nunca rejeitava. Tomamos o chá e fomos ouvir os "bérberes" cantarem algumas músicas típicas. A primeira música que o cara cantou foi "ai se eu te pego". Eu não estou brincando! Eu fui até o Marrocos, peguei uma van 7 da manhã e andei o dia todo, depois montei num camelo e andei mais uma hora e chego no meio do nada pra escutar Michel Teló. Foi osso. Mas passou, ele só quis brincar com a galera e logo começou a cantar as músicas árabes deles. Passado isso fomos ao jantar, que estava muito bom. Tinha uma espécie de cuscuz com vegetais e frango e um tempero que deixa tudo meio amarelado, não sei se era curry, mas era bom. Depois do jantar teve mais um show de músicas, agora dentro da cabana e depois fomos dormir pra levantar cedo no outro dia pra ver o nascer do sol no deserto. Esqueci de comentar, mas no acampamento tinha banheiro e chuveiro. No outro dia levantamos cedo e fomos a umas das dunas que ficava logo atrás do acampamento pra ver o nascer do sol. Vou falar que não achei nada de especial não, acho que estava meio mal ainda pelo fato de não ter dunas gigantes como eu estava fantasiando. Dei uma olhada até o sol apontar e fui ver os camelos que trouxeram a gente no dia anterior e estavam por lá, gostei mais dos camelos que do nascer do sol no deserto. Logo que saiu o sol e todos acordaram fomos tomar o café da manhã também típico, com um pão diferente, manteiga, um tipo de mel e o dito chá de hortelã, sempre bom. Partimos em seguida. Na volta paramos menos pois parte do trajeto foi o mesmo do dia anterior, chegamos no final da tarde em Marraquexe. De noite fomos jantar em um restaurante que fica na praça principal da medina. Não me lembro o nome, mas todos os restaurantes tem o cardápio na porta com os preços expostos e é tudo muito barato. Uma salada marroquina de entrada sai por 5 dirhans (0,50 euros), prato principal uns 30-35 dirhan e por aí vai... no fim das contas vc gasta 5 ou 6 euros e come muito bem, a comida marroquina é deliciosa. Não existem coisas extremamente exóticas, eles comem bastante cuscuz (que obviamente não se chama cuscuz por lá), vegetais, frango, carne, também tem arroz e omelete, mas esse tempero deles tem um sabor bem característico. E os sucos de laranja ou pomelo frescos são muuuito bons. Em qualquer barraquinha da praça (e tem muitas barracas de suco) você pode comprar um copo grande exprimido na hora por 4 dirhans. Esse não tem choro, o preço é tabelado. No dia seguinte fomos fazer as compras. Se tem uma dica que você tem que seguir é a seguinte, mostre que você é brasileiro, e pobre! Explico. Como estávamos morando na Espanha, sempre que nos perguntavam alguma coisa nós respondíamos em espanhol pois seria mais fácil de eles compreenderem já que muitos falam espanhol e quase ninguém fala português por lá. Outros vendedores quando nos ouviam falando perguntavam "Espanhol?", respondíamos que sim, pois pensávamos que estavam perguntando acerca do idioma, mas na verdade eles estavam perguntando se nós eramos espanhóis. Então quando começava a negociação os preços geralmente começavam meio altos em relação a outros lugares. Mas no meio da conversa eles entendiam que nós não eramos espanhóis e sim brasileiros. Nessa hora tudo muda, é até engraçado. Em uma ocasião um deles até comentou: "ahhh Brasil! Brasil é pobre igual Marrocos, por isso vou te fazer um preço especial pra Brasil". Ao contrário de qualquer outro lugar, o preço do produto não é estipulado pelo que realmente ele vale mas pelo que você pode pagar, e se você tem dinheiro (americano, europeu...) ele vai tentar arrancar. Nós estávamos negociando um narguile que começou a ser vendido por 300 dirhans e no final saiu por 130 dirhans. Depois de fechado a compra o vendedor deu os parabéns e falou que eramos bons de negociação, pois fazia pouco tempo que tinha vendido um igual aquela pra um americano por 900 dirhans!! Isso é muito cultural, eles adoram negociar, um deles queria de todo jeito comprar meu relógio. Outras negociações que fizemos, só pra ilustrar como os preços podem baixar: blusa de 250 dirhans saiu por 120, lenço de 150 dirhans saiu por 60, chinelo de couro baixou de 200 pra 80... e por aí vai. Não tenha dó de tentar abaixar o preço, com certeza ele vai tentar ganhar bastante em cima de você, mesmo sendo brasileiro. Nosso voo no dia seguinte de volta pra Madri seria 11 da manhã, acordamos cedo tomamos café, demos mais umas voltas na medina e fomos para o aeroporto andando, a caminhada era de cerca de 1 hora, aproveitamos pra conhecer alguns lugares que não tínhamos visto ainda e não estávamos dispostos a pagar mais 16 euros, o problema do Marrocos é que você vai voltar sem dinheiro nenhum, como tudo é muito barato você vai comprar presente pra tomo mundo, pelo menos foi o nosso caso. O Marrocos realmente me surpreendeu, quando se fala em África geralmente se pensa em pobreza e desorganização, pelo menos era o que eu pensava antes de ir. Claro que não é um exemplo de organização, não chega perto da Europa, mas algumas cenas me remetiam à cidades brasileiras do interior, mas de repente passa uma mulher vestida de burca daí volta a realidade e vê que não é Brasil. Mas foi uma experiência bastante boa. As tâmaras das barracas de frutas secas, a roupa bastante característica tanto dos homens quanto das mulheres, a arquitetura bastante original e o colorido das luminárias realmente marcam. Eu colocaria o Marrocos no meu top 5 países (dos cerca de 20 que eu já tive o prazer de conhecer), principalmente pela excentricidade em relação aquilo que estamos acostumados. Vale a pena.
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