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marinahla

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  1. Ei Cristhiane! A gente fez tudo separado. Nós alugamos o carro na Hertz (através do rentalcars.com) que foi o preço mais em conta que achamos, e foi super tranquilo e rápido. Os passeios nós fizemos quase todos por agencia de viagem, só o de Sesriem fizemos por conta própria mesmo. O que fizemos o passeio de 4x4 foi nessa agencia: http://www.sandwich-harbour.com O passeio de balão foi por essa: https://balloon-safaris.com Os outros fizemos os passeios do hotel mesmo (o passeio dos elefantes no Mowani Mountain Camp e o Safari do nosso hotel também, o Etosha Village). O safari eu recomendo muito fazer com agencia, as pessoas que foram em carro próprio ficavam super perdidas atrás dos carros de agencia, os guias sabem exatamente o hábito de cada animal e onde encontra-los. Boa viagem!!
  2. Olá! Vou escrever um pouco sobre minha viagem de lua de mel para a Namíbia. Muita gente tem me perguntado sobre o país e como funciona o turismo na região. Vou compartilhar um pouco sobre minha (maravilhosa) experiência no país. A primeira coisa que sempre nos perguntam é por que escolhemos a Namibia. Sempre gostamos de viajar, e gostamos de destinos exóticos e de aventura, não podia ser diferente na lua de mel. Inicialmente nossa escolha era Tanzania e Quênia, mas os preços exorbitantes nos levaram a procurar outras alternativas. Bem nessa época em que estávamos decidindo o destino assisti um documentário sobre a Namibia, e na hora que mostrei pro Otavio a nossa decisão foi tomada. Apesar de ser um destino bem mais em conta que a Quenia e Tanzania as ofertas são bastante variadas: de hostel a resorts de luxo. A gente sempre viajou com dinheiro bem contado e economizando no que dava, principalmente hospedagem e comida. Na lua de mel resolvemos fazer uma viagem um pouco mais elaborada, para evitar os perrengues de viagens econômicas, então selecionamos hotéis um pouco mais confortáveis. Coincidentemente, poucas semanas após nossa decisão de conhecer a Namibia conseguimos uma passagem em promoção para lá. Pagamos 2 mil reais cada na passagem (SP-Windhoek). Vou contar o dia a dia da viagem com fotos para que possam entender como é viajar para lá. O país vive basicamente de turismo, então fomos sempre muito bem tratados e muito bem servidos. As pessoas são bem simpáticas e alegres e a cidade super limpa e bem organizada. Uma das coisas que mais nos impressionou é o tanto que o país é vazio. A Namibia é o 2º país menos povoado do mundo (perde apenas para a Mongólia), ou seja, é raro encontrar pessoas foras dos “grandes” centros urbanos. Na estrada viajávamos muitos e muitos km sem que uma alma viva aparecesse. Até as cidades consideradas grandes eram bastantes vazias e pouco movimentadas, algumas com pouca dezenas de habitantes. Então, precisávamos sempre estar preparados para algum imprevisto, já que a possibilidade de pedir ajuda para alguém na estrada é remota. Sobre o clima: Muito calor! Durante toda nossa estadia fez bastante calor (cerca de 35oC) e muito sol. O sol nasce cedinho e o por do sol era por volta de 10h da noite, sempre muito forte, o que praticamente nos impedia de realizar algumas atividades (especificarei no dia a dia da viagem). Junto com o calor a seca. Muito raro encontrar alguma fonte de água por lá. Nos hotéis no meio do deserto o abastecimento de água se dava por meio de poços artesianos, o que faz da água um item raro e caro. O sol + areia + seca da ao céu uma cor bastante peculiar. O ceu da Namibia, exceto na região costeira, é cinza, como vocês irão perceber em algumas fotos. Sobre a questão dos preços. O dólar namibiano (NAD) tem o mesmo valor que a moeda sul africana, e na época que viajamos 1 NAD = 0,24 reais. Achamos os preços no geral um pouco mais barato que o Brasil, mas o que nos chamou a atenção é que não nos sentimos explorados lá, a variação de preço era pequena (Ex: uma garrafa de cerveja na capital Windhoek era o mesmo valor de uma garrafa de cerveja em um hotel completamente isolado no meio do deserto). Bom, vou contar melhor como foi cada dia da viagem com fotos, para que vocês tenham uma ideia melhor da nossa experiência na Namibia. DIA 1 Dia de aeroporto e voo. Voemos com a South African, saindo de SP, fazendo escala em Johannesburg e com destino final Windhoek (capital da Namíbia). Vale lembrar a todos da obrigação do certificado internacional de Febre Amarela para quem vai para a áfrica. O Otavio esqueceu o dele e tivemos muita dificuldade para embarcar (só conseguimos por que a escala na Africa do Sul era pequena e na Namibia é recomendado mas não obrigatório). Em nenhum desses países é necessário visto para brasileiros. DIA 2 Chegamos em Windhoek por volta de 11h da manhã do horário local, mas demoramos 3 horas para passar na imigração. Totalmente desorganizado e sem fila. Ficamos em pé no meio de uma multidão apertada em um espaço pequeno por 3h até que conseguimos passar e finalmente começaríamos a nossa viagem! A oferta de taxi é grande no aeroporto, e como a fila para trocar o dinheiro estava grande e a gente estava cansado acabamos acertando com um taxista em dólar americano mesmo, ele nos cobrou 20 USD do aeroporto até o nosso hotel, que era no centro. Ficamos hospedados no Hilton, um hotel completo e confortável, com um rooftop com uma vista bem bonita da cidade e das montanhas ao fundo. Deixamos as coisas no hotel e fomos dar uma volta na cidade para conhecer e comer algo. Windhoek é uma cidade de 350 mil pessoas, a maior do país, e é super organizada, limpa e moderna, nossa primeira impressão foi super positiva! Voltamos logo para descansar e aproveitar a piscina e o rooftop do hotel. Jantamos no próprio hotel. DIA 3 Acordamos, tomamos um café super completo e fomos andar no centro para resolver algumas coisas: trocar dinheiro (1 USD = 12,4 NAD), comprar chip com internet para o celular (270 NAD com 1,5 GB), fazer um supermercado básico e pegar o carro que já tínhamos reservado pela internet. A reserva do carro para os 11 dias de viagem foi 714 USD, não pagamos nenhum seguro ou nada a mais que o oferecido, o carro foi alugado na Hertz. Voltamos para pegar as coisas no hotel e iniciamos nossa roadtrip pela Namibia. Paramos ainda em Windhoek para almoçar (Joe’s beerhouse: bom ambiente e boa comida, a conta ficou em 140 NAD). Seguimos em direção a Outjo, que fica a 3h de Windhoek. A estrada é toda asfaltada, bem conservada, super vazia e praticamente uma linha reta do início ao fim. A única coisa que achamos perigoso foi os animais na pista, essa região tem muito javali, e eles ficam na beira da estrada, as vezes vimos alguns atravessando, então tem que ter muito cuidado. Além do javali vimos muita galinha d’angola e macacos na beira da estrada. Outra consideração importante é que na Namíbia é mão inglesa, o que leva um tempinho para acostumar. Dormimos em hotel simples nas proximidades de Outjo (Ijaba Lodge), jantamos por lá mesmo. Joes Beerhouse DIA 4 Acordamos entusiasmados para chegarmos ao hotel que era o ponto alto da viagem: Mowani Mountain Camp. A estrada de Outjo até o Mowani é totalmente deserta. Passamos apenas por 1 cidade no meio do caminho, chamada Khorixas, onde abastacemos (1/2 tanque de diesel = 400 NAD). De Khorixas até o Mowani a estrada é de cascalho, o que prolongou um pouco a viagem. Grande parte das estradas da Namibia são de cascalho, o que leva a muito acidentes com pneu furado ao longo do caminho. São inúmeros restos de pneu que a gente via durante os percursos e várias pessoas com esse relato de ter que parar na estrada para trocar o pneu do carro, o que não poderia ter sido diferente com a gente. Após quase 4 horas na estrada finalmente chegamos ao paraíso tão esperado, o Mowani. O lugar é mágico e maravilhoso, completamente isolado de qualquer tipo de civilização. Ao chegarmos lá fomos recebidos como reis! Descansamos um pouco, almoçamos e as 15h partia nosso primeiro passeio, para conhecermos um pouco mais da região. O passeio foi no próprio jipe do hotel, com mais 3 casais. Visitamos a Burnt Mountain (uma montanha formada por lava vulcânica), o Organ Pipe (formação rochosa que lembra um órgão) e por ultimo o Twelfelfontein (sítio arqueológico com pinturas rupestres da idade da pedra, muito legal!). O passeio todo durou 3h. Quando voltamos notamos que o pneu do nosso carro (que estava no estacionamento desde que chegamos) estava furado! Felizmente notamos ainda no hotel, e os próprios funcionaram se prontificaram a ajudar. Eles arrumaram o pneu furado para gente, não cobraram nada, demos uma gorjeta e muitos agradecimentos. Depois da situação com o carro resolvida fomos jantar e dormir. DIA 5 Acordamos cedinho para fazer o Elephant Drive. Saímos do hotel as 7h com um grupo de mais 5 pessoas no jipe do hotel. Durante o caminho fez muito frio, pois era cedo e o carro é todo aberto, mas o próprio hotel disponibilizou mantas para todo mundo. Dirigimos cerca de 40 minutos até chegar no local onde os elefantes normalmente estão. Ficamos absolutamente encantados com a beleza e grandiosidade dos elefantes africanos. Encontramos vários dele, livres na natureza, comendo, andando e descansando. Foi muito legal, ficamos algum tempo lá, observando cada passo deles. Depois de um tempo fomos para um lugar mais afastado um pouco para a gente poder comer e levantar (na área perto dos elefante não pode sair do carro). O guia levou um café da manhã para a gente, com leite, café, chá, pão e bolo. Depois de alimentados fomos para outro canto em busca de um elefante macho que foi visto na manhã anterior. Depois de cerca de 30 min no jipe, com uma paisagem deslumbrante avistamos o elefante. Era um macho bem grande, estava sozinho, lindo! Durante o passeio o guia ia ainda parando em vários lugares para nos contar sobre a cultura, sobre plantas e animais que apareciam no caminho. Voltamos para o hotel por volta de 13h, super satisfeitos com o passeio. Almoçamos e de tarde ficamos na piscina do hotel, que é uma delícia! O jantar foi servido no início da noite (pagamos o pacote com todas as refeições incluídas). DIA 6 Últimos momentos no Mowani! Acordamos cedo para aproveitar um pouco mais a piscina e a vista do hotel. Por volta das 10h partimos rumo a Swakopmund. A viagem durou mais de 5h, com direito a pausa de quase 1h para almoçar em Uis e pausas para fotografar a estrada. Paramos em uma barraquinha na beira da estrada para comprar souvenir de umas mulheres da etnia Himba, um dos povos nativos da região. Os himbas são na grande maioria bem pobres mas super alegres, as mulheres e crianças ficaram super feliz com a nossa parada e dançaram para a gente, muito legal. A estrada tem trechos de quase 100km em linha reta, no cascalho e sol escaldante, sem aparecer nenhuma alma viva. Chegamos em Swakopmund por volta de 16h. Nos ajeitamos no nosso hotel, o Swakopmund Luxury Suites e fomos jantar. Comemos no Secret Garden Bistro, um restaurante agradável, com comida maravilhosa e com preço justo (1 pizza média = 90 NAD). Depois do jantar passeamos um pouco na cidade, que é bem fofa, toda alemã, e fomos dormir. O hotel é muito limpinho, confortável e bem localizado, recomendo! DIA 7 O nosso hotel não servia café da manhã mas nos dava um cupom de 100 NAD pra cada para comer em alguma das lanchonetes conveniadas. Fomos no Village Café, que vimos muitas referencias na internet. Nos amamos lá. Comida muito bem servida e boa. Fomos então para Walvis Bay, cerca de 40 min de carro, a cidade na qual iriamos fazer o passeio no deserto. Fomos direto para a nossa agencia, e depois de um pouco de atraso nosso passeio para Sandwich Harbour começou (1350 NAD pp). No carro estava o guia, nós 2 e um casal espanhol que também estava na lua de mel. Foram cerca de 20 min até a entrada do parque, lá paramos para calibrar o pneu e começamos o tour. O passeio incluía muita adrenalina, com o carro fazendo várias manobras em alta velocidade nas dunas de areia. O local é muito lindo, o encontro do deserto com o mar! Encontramos ainda vários animais no meio das dunas (springbok, chacal, avestruz). O passeio durou cerca de 4h e valeu muito a pena. Voltamos para o nosso hotel em Swakopmund e tomamos um banho rápido para conseguir chegar a tempo do por do sol no píer, que é lindíssimo. Jantamos no mesmo restaurante do dia anterior, de tanto que gostamos. A conta foi 260 NAD (comida + bebidas + sobremesa), o que corresponde a 45 reais! Voltamos a pé para o hotel e fomos descansar. P.S.: Walvis Bay foi o lugar melhor e mais barato para comprar souvenir em toda a viagem. DIA 8 Acordamos e tomamos café no hotel Anton (do lado do nosso hotel, nosso voucher de café da manhã valia lá também). As 09:30 demos início a nossa jornada até Sesriem, a porta de entrada para o Namib-Naukluft National Park. Paramos várias vezes para fotos. Paramos também em uma fazenda que custei a achar informações sobre ela na internet. Eu vi uma foto uma vez que achei lindo e eu e o Otavio ficamos horas na internet pesquisando sobre que lugar era aquele e como chegar, até que descobrimos que o tal local era propriedade do “Boesman”, um fazendeiro local. Pesquisamos bastante o caminho, e descobrimos que a entrada fica no meio da estrada, poucos km antes de Solitaire, na entrada tem um plaquinha com os sapatos dela, da esposa e das filhas dependurados, logo após a placa do Trópico de Capricórnio. Entramos e encontramos com ele, a esposa japonesa e as 2 filhas. Eles tem um camping no local, mas que estava vazio no dia. Eles são uma família muito interessante. No momento que chegamos fomos super bem recebidos, e ao ver nossa curiosidade ele fez questão de contar muitas histórias sobre ele, a família dele e o país. Em um mapa antigo da região ele nos contou várias curiosidade. Foi um bate papo muito interessante, recomendo quem estiver fazendo esse percurso passar por lá. Compramos uma água e umas lembrancinhas para ajuda-lo e seguimos viagem. Paramos para almoçar em Solitaire, parece uma cidade grande no mapa mas quando chegamos a cidade era composta por 1 hotel, 1 posto de gasolina, 2 lanchonetes e 1 borracheiro (que tem em todo canto). Fizemos um lanchinho por lá e seguimos para Sesriem. No meio do caminho, num sol escaldante de 40o C encontramos 2 senhoras americanas pedindo ajuda para trocar o pneu do carro. Elas alugaram o carro e não conferiram os equipamentos e as ferramentas para troca de pneu vieram erradas, não encaixavam! Eles estavam desesperadas pois já estavam no sol há algum tempo e não passava ninguém para ajuda-las. Oferecemos água e encontramos um carro que estava indo na direção oposto, sentido Solitaire, que foi pedir ajuda para os borracheiros e tantar falar com o seguro delas (o celular não pega na estrada). Após um dia inteiro na estrada muito árida, com trechos de cânions, muitos oryx e até cavalos selvagens chegamos no em Sesriem por volta das 16h. Abastacemos (48L = 515 NAD) e fomos do check-in direto aproveitar a piscina. O hotel “Le Mirage” é realmente um pedaço de paraíso no meio do deserto. Um local bem tranquilo, com uma piscina, quarto rústico e espaçoso e rodeado de um imenso deserto. Jantamos no próprio hotel e fomos dormir. Quase todos os locais lá são de difícil acesso e fica complicado sair para comer em outros lugares, por isso é importante se programar para fazer as refeições nos locais de hospedagem. DIA 9 Inicialmente tínhamos programados de fazer o tour no Sossusvlei com o hotel, mas o passeio tinha esgotado então resolvemos ir por conta própria, e foi a melhor coisa! Saímos cedinho do hotel (por volta de 6:40, mesmo horário que partem os passeios) e chegamos no parque ainda com o sol nascendo. O parque abre as 7h, pegamos um pouco de fila para conseguir entrar (80 NAD pp) e seguimos a estrada para subirmos a duna. O parque inteiro só tem 1 rua, bem longa e com várias paradas, mas não tem como se perder. A duna mais famosa que tem no parque é a Duna 45 (fica no km 45 a partir da entrada do parque), que é e a mais alta, mas nós paramos na Duna 40 mesmo (é bem mais vazia). Subimos até o topo dela! Foi bem cansativo e muito quente, demoramos cerca de 1h para chegar até o topo, e o que amenizou um pouco o cansaço foi a paisagem maravilhosa. Após muito tempo admirindo o local descemos e fomos para o famoso Deadvlei (km 60). Lá na entrada tem um estacionamento bem grande de onde partem vários transfers para o deadvlei. O caminho é de areia e precisa de um 4x4 para conseguir atravessar. Deixamos nosso carro e pegamos o transfer (150 NAD i/v pp), que sai toda hora. Chegando no ponto final do transfer é preciso andar mais 1km até chegar no deadvlei, o que foi bastante difícil, pois é areia quente, com sol escaldante e sem nenhuma sobra. Estava fazendo 40oC. Valeu muito a pena, o local é cinematográfico. As árvores permanecem intactas há mais de 800 anos, quando uma duna mudou de local e secou o rio que passava por ali. Com o calor e falta de umidade as árvores viraram “fósseis” e não sofrem decomposição. Fizemos o caminho inverso com ainda mais dificuldade devido ao calor mas muito satisfeitos. Almoçamos na portaria do parque e voltamos para o hotel. Chegamos lá quase 15h e passamos o resto do dia na piscina. Jantamos e dormimos cedo. DIA 10 Acordamos mais um dia super cedo para o passeio de balão. Eles nos pegaram no hotel as 06:45 e fomos direto para o local onde o balão nos esperava. Nosso balão tinha 16 pessoas (4 em cada cesto) + o piloto, um australiano muito experiente e divertido. O voo durou pouco mais de 1h e foi muito legal! Eu morro de medo de altura mas fiquei super a vontade no balão, apesar da altura o voo é bem calmo e suave, a imagem maravilhosa e podemos observar muitos animais pelo alto, principalmente oryx, que tem muito na região! Nos pousamos e fomos direto para uma café da manhã que nos esperava no meio do deserto, com direito a brinde de espumante e conversa com os outros turistas (a maioria é alemã, holandesa, belga e americana). Apesar de caro eu achei que valeu muito a pena o passeio! A única dica que eu tenho é de levar um chapéu, touca ou algo para cobrir a cabeça, pois o calor do fogo queima muito. Eles nos levaram de volta ao hotel, onde fizemos check-out e pegamos estrada rumo a Windhoek. Chegamos lá as 15h e fomos comer de novo no Joes Beerhouse, que é no caminho e já conhecíamos. De lá fomos para o nosso hotel, que é na estrada já saindo da cidade. Ficamos hospedados no “Immanuel Wilderness Lodge”, uma propriedade de um casal alemão. O hotel é simples mas aconchegante, mas não vale a pena para quem quer conhecer Windhoek pois é um pouco longe. Ficamos lá justamente pois no dia seguinte iriamos seguir viagem. Jantamos lá mesmo e fomos dormir. DIA 11 Tomamos café e as 9h seguimos viagem rumo ao nosso último destino, o Etosha. Paramos para abastecer (550 NAD) e após 4h de estrada reta chegamos no nosso hotel! Nós escolhemos o Etosha Village, que é pertinho da entrada do parque e é bem estruturado, junto a natureza e confortável. Tivemos um problema com o chuveiro do nosso quarto mas logo foi resolvido. Comemos por lá mesmo, um buffet com muita variedade que já haviamos reservado antes. DIA 12 Tomamos café cedinho e as 06:45 nosso full day tour partia para o Etosha National Park (1200 NAD pp) com mais 7 pessoas. Vimos girafa, elefante, suricate, avestruz, milhares de springboks e zebras, cheeta e leões! Vimos uma leoa deitada descansando do lado de uma carcaça de zebra, vimos lagoas repletos de animais em harmonia, de várias espécies e o mais legal de tudo, vimos um casal de leão acasalando! Eles estavam há cerca de 5 metros da gente, foi incrível! Na hora do almoço nosso guia nos deixou em um hotel em Okoakuejo onde almoçamos (210 NAD pp, buffet) e visitamos um waterhole lá perto com muitos e muitos animais, inclusive um família inteira de elefantes. De tarde continuamos o nosso tour, vimos mais girafas e leões, soltos na natureza. Voltamos para o hotel cerca de 18h, super satisfeitos com aa experiência de safari. Não conseguimos ver rinoceronte, mas o nosso guia disse que, infelizmente, por causa da caça eles são raros e difíceis de serem vistos. O dia foi cheio e cansativo, fomos direto comer e dormir. DIA 13 Dia de iniciar nossa jornada de volta. Saimos do hotel rumo a Windhoek, mas paramos em Outjo e outra cidadezinha vizinha para comprar souvenir e por volta de 15h chegamos no local combinado para devolver o carro. O processo todo foi super rápido e sem complicação. Pouco tempo depois já pegamos um taxi e fomos para o nosso hotel para a ultima noite. Ficamos em um hotel bem arrumadinho e com funcionários muito simpáticos e prestativos, o MonteBello Guesthouse, o único porem é que fica em um bairro residencial, não tem comércio próximo. Pedimos então uma pizza por telefone e fomos dormir. DIA 14 Nosso voo saía cedinho. Combinamos com uma empresa de táxi de nos buscar as 04:00, mas o cara não apareceu e não conseguimos falar com ele. O segurança do hotel então conseguiu outra pessoa para nos levar e chegamos no aeroporto sem problemas. De lá seguimos para Johannesburgo, São Paulo e por fim BH! Bom, espero que tenha esclarecido as principais dúvidas de quem planeja viajar para lá. Como não conseguimos informações com tanta facilidade resolvi escrever para quem precisar de dicas e informações. Estou a disposição para eventuais dúvidas. Uma ótima viagem a todos!
  3. Olá!! Venho escrever um relato sobre uma roadtrip incrível que fiz para California/Nevada com o meu namorado! Tudo começou quando fui para Chicago fazer um estágio e descobri que teria 15 dias de férias antes de voltar para o Brasil. Organizamos então um roteiro que já tínhamos em mente há um bom tempo, viajar a California. A ESCOLHA DO CARRO A ideia inicial era alugar um carro normal para fazermos a viagem e dormir em hotel ou acampamento, mas acabou que fizemos as contas e o RV (motor home) além de ser super legal sairia ainda mais barato que o esquema pensado inicialmente. Vou tentar explicar um pouco do nosso raciocínio. CARRO: Diária – 30 dólares Hotel – 120 dólares (Essa foi a média de preço que achei. Em Las Vegas hotel é bem barato, mas íamos ficar 1 noite só lá, e na California hotel é bem caro, então orçamos uma média de 120 dólares a diária pro casal) Alimentação – 40 dólares/dia pro casal Gasolina – 350 dólares (Fizemos um orçamento de acordo com o nosso roteiro num aplicativo chamado roadtripper) Total carro (13 dias) = 2820 dólares RV: Diária – 110 dólares por dia Hotel – 20 dólares por dia (Fizemos essa média por que teríamos que pagar para estacionar e dormir em alguns acampamentos) Alimentação – 15 dólares/dia pro casal (Economizamos bastante na alimentação pois no RV tem cozinha e todos os utensílios, então era só o preço do supermercado) Gasolina – 500 dólares (Foi o que o site em que alugamos o RV estimou que seria o nosso gasto) Total RV (13 dias) = 2385 dólares Então nos animamos bastante com a ideia do RV e começamos nossas buscas sobre o funcionamento do automóvel e de onde seria mais fácil alugar. Orçamos em vários sites e o mais barato que achamos foi em um site chamado IdeaMerge. Nesse site alugamos o RV da companhia chamada Apollo Motorhome, que é famosinha nos Estados Unidos. Nesse site conseguimos de brinde 1000 milhas de graça, o que barateou quando comparado ao próprio site do Apollo Motorhome. O único inconveniente é que teríamos que pegar e devolver o carro em Las Vegas, o que significaria dar uma volta além do necessário de Los Angeles para Las Vegas (uma vez que o voo do Otavio chegava por Los Angeles). Mas mesmo assim compensaria, pois a taxa para devolver em outro lugar era 700 dólares e esse era o último veículo disponível na faixa de preço que pretendíamos. Selected vehicle: Apollo Motorhome Holidays, Pioneer 22-25 foot, w/ TV/DVD • sleeps 5 to be picked up at Las Vegas, Nevada on Saturday, May 28, 2016, at 1100 hours (i.e. 11:00 am) and returned to Las Vegas, Nevada on Friday, June 10, 2016, at 1100 hours (i.e. 11:00 am) O preço total, com taxas e com 1500 milhas incluídas, para os 13 dias foi de 1265 dólares. Sendo que pagamos 988,40 dólares no momento da reserva e outros 276,60 na hora de pegar o carro. O único extra que precisávamos pagar era o gerador de energia, que custava 6 dólares por hora. A questão das milhas é a seguinte, eles vendem cada pacote de 500 milhas por 165 dólares e o que passar disso eles cobram $ 0,40 por milha extra. Pelas nossas estimativas rodaríamos 1600 milhas, então compramos o pacote de 1500 milhas e no final pagaríamos o que rodássemos a mais. Sobre o funcionamento do RV, encontramos alguns vídeos no Youtube sobre modelos iguais ou similares ao que tínhamos alugado ( ), mas não encontramos nenhum relato de brasileiro que tinha feito essa viagem. Como eu estava indo para Chicago fazer o meu estágio nem tive muito tempo de olhar isso, então meu namorado pesquisou mais sobre a questão do esgoto, água e energia, que vou falar ao longo do relato.A geladeira e o aquecedor da água funcionam a base de gás propano, o mesmo utilizado no fogão. O gás dura bastante, pois acabamos a viagem e utilizamos apenas 1/3 do gás. O gerador é apenas para energia nas tomadas mesmo (micro-ondas, carregar maquina, secador e etc). Como em quase todos os locais que paramos tinha energia (ligamos o RV na tomada) quase não utilizamos o gerador. ROTEIRO E HOSPEDAGEM Decidido e alugado o carro passamos para a fase de decidir certinho os lugares que iriamos e onde iriamos dormir. Descobrimos que existem alguns locais onde pode-se estacionar e dormir de graça, como estacionamento de Walmart, alguns cassinos e alguns estacionamentos públicos também, mas achamos melhor não contar com isso, pois segundo alguns relatos não é muito seguro e confortável fazer isso. Fechamos o nosso roteiro da seguinte maneira: DIA 1 – Otavio chega em Los Angeles e pega o ônibus para Las Vegas DIA 2 – Otavio pega o RV em Las Vegas e busca Marina no aeroporto DIA 3 – Death Valley DIA 4 – Death Valley – Bridgeport, passando por Wild Willy's Hot Spring e Bodie DIA 5 – Yosemite via Tioga Pass DIA 6 – Yosemite DIA 7 – Yosemite DIA 8 – Yosemite para Lake Tahoe, passando pelas sequoias gigantes DIA 9 – Lake Tahoe DIA 10 – Lake Tahoe para San Francisco DIA 11 – San Francisco DIA 12 – Bigsur dormindo próximo a Monterey DIA 13 – Bigsur dormindo próximo a Santa Barbara DIA 14 – De Santa Barbara para Las Vegas DIA 15 – Devolver o carro em Las Vegas, alugar o carro e ir para Los Angeles DIA 16 – Los Angeles DIA 17 – Los Angeles Pesquisamos alguns acampamentos e já deixamos a maioria reservado, mas isso vou detalhando de acordo com o dia. DIA 1 e 2 O Otavio chegou em Los Angeles por um voo da Avianca que conseguimos bem barato (1200 reais, saíndo de SP). Chegou e já foi para a rodoviária da Greyhound pegar o bus para Las Vegas, passou a noite no bus. No outro dia cedo, chegou e já foi direto para o local da Apollo Motorhome para pegar nosso RV! O veículo veio extremamente limpo, era novíssimo. Tão novo que nem tinha placa, só colocaram um papel no vidro da frente para identificar o veículo. Após pegar o carro o Otavio já garantiu nossa vaga num estacionamento de RV, descansou um pouco e foi para o Walmart fazer as compras iniciais (roupa de cama, produtos de limpeza, comida). O meu voo chegava a noite em Las Vegas, e como o Otavio estava sem internet no celular combinamos um local dele me buscar. – Aqui faço um alerta importante sobre a altura do RV, por ser um veículo mais alto que o normal, ele não pode entrar na maioria dos edifícios como aeroportos, shoppings, estacionamentos de prédios, etc. Portanto evite-os!– Como o local que tínhamos combinado era muito baixo para passar o RV, o Otavio bateu o teto do RV numa barra que alerta para o limite de altura do local (clearance bar). A batida não danificou seriamente o veículo (as manchas de tinta que ficaram no teto puderam ser removidas com agua e sabão), mas a clearance bar teve de ser substituída, por isso tivemos que esperar a polícia realizar um boletim de ocorrência no local, e isso demorou muito! Eu fiquei encantada com o RV! Além de limpíssimo ele era mais confortável que eu imaginava. Tinha uma cama de casal, um banheiro completo com um box de um tamanho bem razoável, a cozinha toda equipada e uma mesa com sofá. Tinha até televisão! RoadRunner RV Park – $ 18, full hook up (o que significa que tem água, esgoto e energia em cada uma das vagas, individual para cada veículo). O carro possui reservatórios de água e esgoto (que, para nós dois, davam para 1 ou 2 dias) e um gerador de energia, mas preferimos ficar em estacionamentos com full hook up pelo conforto. (O gerador é meio barulhento). DIA 3 – Death Valley Apesar de termos dormido super tarde devido ao incidente no aeroporto, acordamos cedo, pois tínhamos um longo dia pela frente! Coloquei o despertador as 8h da manhã, o Otavio dirigiu o RV até o Walmart, que era bem perto. Ele ficou no carro descansando mais (já que ele era o motorista) enquanto fui fazer o resto do supermercado que faltava. Já tinha feito uma lista, então fui só completando com o que ele não tinha comprado ainda. Juntando o supermercado que nós dois fizemos pagamos quase 200 dólares. De lá voltamos para o nosso estacionamento para ligar o carro no full hook up e tomamos banho e um café da manhã reforçado. Saímos de Las Vegas por volta de 11h da manhã rumo ao Death Valley. A estrada é maravilhosa!! Escolhemos um trajeto um pouco maior por que já tinha lido que essa estrada valia a pena (Old Spanish Road). Paramos várias vezes pra foto! Depois de quase 4 horas chegamos no Death Valley National Park, e tivemos que pagar $20 de entrada (preço por veículo, vale por até 7 dias). Além de lindíssimo o parque é bem quente! Lá é conhecido como o deserto mais quente do mundo, estava uns 45 graus. Nesse calor nos acabamos entrando em um restaurante para comer ($ 40). Dentro do parque os lugares que visitamos foram: Zabriskie Point, Artist Drive e Sand Dunes. Chegamos no nosso acampamento (já reservado antes) quando estava anoitecendo, por volta de 20h. Ficamos um bom tempo admirando o céu, que é maravilhosamente estrelado! Panamint Spring - $ 35, full hook up. Reservamos pelo site com antecedência. DIA 4 Saímos por volta de 11h da manhã, um pouco mais tarde do que gostaríamos, pois tivemos um pequeno problema ao fazer o dump, isto é, ao esvaziar o tanque de esgoto, pois o cano de esgoto da nossa vaga estava entupido, então tivemos que mudar para outra vaga para fazê-lo. Pegamos uma estrada também maravilhosa e depois de 3h de viagem chegamos a Wild Willys Hot Spring. Esse é um local que achei na internet e fiquei doida pra ir! São umas piscinas de água quente naturais. Para chegar nesse local saímos da highway, pegamos uma estradinha local e depois uma estrada de terra (tivemos que ir bem devagar e ainda assim foi muito difícil controlar os sacolejos do RV) e por fim uma caminhadinha até chegar lá. Ficamos um tempo nadando e resolvemos almoçar ali mesmo, com aquela vista maravilhosa. Nessa noite não tínhamos reservado um lugar pra dormir, mas o plano era passar em Bodie (uma cidade fantasma da época do faroeste) e depois dormir lá por perto. Estávamos muito cansados então resolvemos deixar Bodie para o próximo dia. Fomos em Virginia Lakes tentar achar algum lugar para dormir, mas estava tudo fechado e com muita neve ainda! Fomos tentar em Bridgeport então, uma cidade maiorzinha, e no meio do caminho, na estrada, encontramos um local chamado Willow Springs, administrado por uma senhora bem simpática. Passamos em Bridgeport para abastecer e lá estava super caro ($ 4,20 o galão, mas não tivemos escolha, abastecemos lá mesmo - $110 dólares). Willow Springs - $40 full hook up. DIA 5 Do nosso acampamento fomos direto para Bodie National Park ($ 5 por pessoa). É uma cidade “fantasma”, abandonada na época do faroeste quando as minas de ouro da região se esgotaram, toda construída de madeira e bem conservada, foi bem legal o passeio (minha única recomendação para quem quer visitar é levar repelente por que tem mosquito demais lá). De lá iniciamos nosso caminho para o Yosemite! Fomos pela recém aberta Tioga Pass. É uma estrada maravilhosa mas que fica fechada grande parte do ano por causa da neve, demos sorte e a estrada abriu 1 semana antes de chegarmos! Tinha bastante gelo pelo caminho ainda (apesar da temperatura quente), e paramos muitas vezes para tirar foto. Fizemos time lapse do caminho todo (depois se conseguir posto para vocês verem). Chegamos no Yosemite Valley por volta de 16h, andamos um pouco por lá, pegamos mapa, wifi (estávamos desde o início da viagem sem wifi e sem sinal no meu celular, no Yosemite Valley tem uma lanchonete que tem wifi grátis) e fomos para o nosso acampamento, que já tínhamos reservado. A taxa de entrada no parque é de $30 para o carro, por até 7 dias. Indian Flat RV Park - $ 48 por dia, ficamos 3 dias lá. Full hook up. O acampamento ficava a 30 min de Yosemite Valley, já fora do parque. Todos os acampamentos dentro do parque estavam esgotados. O acampamento era bem organizado, tinha até piscina! DIA 6 Resolvemos deixar o RV estacionado e pegar o bus para o Yosemite Valley. Tinha um ponto na frente do nosso acampamento, o bus custou $7 ida e volta por pessoa e em mais ou menos 1h nos deixou na porta do Visitor Center, no Yosemite Valley. Compramos um lanche ($ e iniciamos nossas pequenas caminhadas. Fomos até o Lower Yosemite Falls, caminhamos em alguns campos bem bonitos que tinham la perto e pegamos um free shuttle para o Mirror Lake, um lago sazonal que tem dentro do parque. Na volta passamos no supermercado perto do Visitor Center para comprar algumas coisas que faltavam ($12 – tanto o supermercado quanto todas as lojas dentro do Yosemite têm um preço bom, as coisas não são caras lá dentro). Pegamos o bus de volta para o acampamento e fomos dormir cedo. DIA 7 Dia mais lindo! Saímos cedinho do acampamento para tomar café com a vista do Tunnel View. Paramos o RV de frente para o mirante e tomamos um café da manhã maravilhoso com uma paisagem lindíssima! Fizemos uma trilha bem curtinha e mto mal sinalizada até o Artist Point e voltamos para o RV. Do tunnel view fomos para o Glacier Point parando no Washburn Point e no Taft Point. Os 3 lugares são maravilhosos e a visita é mais que recomendada. O Taft Point fica a uma caminhada de 40 min do estacionamento, bem tranquilo. Pra quem tem medo de altura (eu!) é um desafio chegar na pontinha do mirante, mas toda a náusea é recompensada com fotos lindíssimas. Voltamos para o supermercado do Vistor Center ($ 20) e fomos para o nosso estacionamento dormir. DIA 8 Saímos do estacionamento por volta de 8h e fomos ao Toulumne Groove, um local com sequoias gigantes dentro do Yosemite. Existem outros lugares com sequoias gigantes, mas o principal deles, Mariposa Grove, estava fechado para recuperação e os outros eram fora de mão. Passamos lá no Toulumne Groove e valeu a pena (caminhada de meia hora, com subida na volta e muito calor). De lá já pegamos estrada rumo ao Lake Tahoe. No caminho paramos em uma cidade chamada Sonora, onde abastacemos ($100), almoçamos ($27) e passamos no Walmart ($17). Depois de 3h em uma estrada linda, mas cheia de curvas chegamos a South Lake Tahoe e iniciamos nossa jornada em busca de um acampamento. Todos que tínhamos pesquisados estavam ou cheios ou caros então resolvemos dormir no estacionamento de um cassino. Montbleu Cassino – Paramos ao lado de outros 2 RVs, não tivemos problema nenhum. DIA 9 Acordamos cedo com a claridade e com o barulho da rua e fomos explorar as margens do lago Tahoe. O primeiro lugar que paramos foi o Sand Harbor, um lugar lindo! La tomamos café e fomos para a praia! Tiramos fotos, tomamos sol e seguimos em direção a Secret Cove, uma outra praia lá perto, que esta escondida nas pedras e só é acessível com uma caminhada (20 min). Não tem estacionamento no local, paramos junto com outros carros no acostamento da estrada. Saíndo de lá fomos rumo ao nosso acampamento passando pela maravilhosa Emerald Bay. William Kent Camping - $ 28, só a vaga. Tem um local para dumping lá dentro do acampamento ($7). DIA 10 Tomamos café no Mc Donalds (péssima escolha) e iniciamos nossa longa jornada até San José. Foram 2h até Sacramento, onde paramos para abastecer ($100) e depois mais 2h até San Francisco (passando pela Golden Gate Bridge, com direito a time lapse e sem pagar pedágio por que domingo é liberado). Só passamos por San Francisco e fomos direto para San José, onde ficaríamos hospedados na casa de uma amiga minha. De San Francisco para San Jose é 1h de carro. Estacionamos o RV na rua da minha amiga e o deixamos lá por 2 dias. Saímos para jantar com minha amiga e o marido dela em um restaurante de churrasco japonês! Eu amei o restaurante, a comida é ótima e o preço super em conta. O lugar chama Gyu Kaku Cupertino, mais tarde descobri que essa é uma rede que tem em vários locais no Japão e nos Estados Unidos. DIA 11 Acordamos cedinho para tomar café com a Paty e com o Fred e eles nos deixaram na estação de trem da cidade. Decidimos ir de trem até San Francisco por que o RV é desconfortável para andar dentro da cidade. A passagem foi $29, ida e volta para nós 2, e demorou quase 1h30m para chegar. Andamos muuuito, o dia inteiro. Almoçamos em uma restaurante italiano bem gostoso na Little Italy ($28), fomos ao Pier 39, Lombard Street e de la pegamos um ônibus para ver a ponte de perto. Voltamos de bus para a estação de trem e chegando em San Jose a Paty e o Fred nos pegaram na estação e fomos jantar na Cheesecake Factory. DIA 12 Aproveitamos a casa da Paty para lavar roupa e dar uma limpada no RV. De San Jose passamos em um outlet em Gilroy que é bem barato para comprar algumas coisas que precisávamos. Almoçamos no in’n’out, uma rede de fast food da California ($10) e fomos ao Walmart comprar algumas coisas que precisávamos ($28). Seguimos rumo ao Bigsur (Highway 1). A paisagem é linda, apesar do tempo estava nublado nesse dia. Paramos no inicio da estrada para dormir no acampamento que tínhamos reservado. Riverside Campground - $60, água e energia, não tem dumping. Foi super difícil achar acampamentos disponíveis, sugiro reservar com bastante antecedência. DIA 13 Dia muito especial, descemos a costa da California até Santa Barbara. Paramos no meio da estrada em um lugar com uma vista maravilhosa para almoçar. Abastacemos ($70) em San Luis Obispo e iniciamos nossa busca por algum lugar para dormir. Acabamos encontrando uma estrada no litoral onde encontramos vários RV estacionados, é uma estrada quase chegando no Faria Beach Park (que estava cheio). Dormimos com o barulho do mar, adoramos! DIA 14 Acordamos às 6 da manhã com um guarda de trânsito batendo na porta, pois tínhamos estacionado em local proibido! Como paramos lá de noite, não vimos a placa que delimitava o final da área de estacionamento e paramos fora do limite estabelecido. O guarda não nos multou, mas cobrou a permissão para estacionamento (overnight parking permit) de $28 e em seguida pediu que saíssemos do local ou o carro seria guinchado. Estacionamos o carro um pouco mais pra frente e acabamos de nos arrumar e tomar café. Iniciamos nossa viagem rumo a Las Vegas, onde iriamos devolver o carro. Paramos para abastecer ($70) e depois de quase 5h chegamos no mesmo acampamento que havíamos parado no primeiro dia (Road Runner RV Park - $18). Demos uma faxina no RV e nos arrumamos para curtir a noite em Las Vegas! Nenhum de nós conhecíamos a cidade, então pegamos um bus e fomos direto para a área de cassinos. Las Vegas é uma cidade muito peculiar. Jogamos (e perdemos dinheiro) em alguns cassinos e voltamos de taxi para nosso acampamento. A experiência foi bem legal. Las Vegas estava ainda mais quente e mais seco que o Death Valley, ir preparado! DIA 15 Acabamos de arrumar tudo no RV, enchemos o tanque ($100) e fomos entregar o RV. Chegando lá tivemos que pagar um extra de $230, pois andamos 2000 milhas e tínhamos reservado apenas 1500 milhas. O gerador utilizamos por menos de 1h, então nem nos cobraram. Do estacionamento do Apollo Motorhome pegamos um uber até o aeroporto onde alugamos um carro para ir para Los Angeles e passar os próximos 3 dias. O aluguel do carro com o tanque cheio foi $230, sendo que devolveríamos no aeroporto de Los Angeles, quando estivéssemos indo embora. Vou parar meu relato por aqui, pois dicas de Los Angeles encontra-se em vários lugares. No final das contas o aluguel do RV ficou um pouco mais caro que o esperado, pois tivemos que comprar roupa de cama, paramos em estacionamentos caros e comemos fora algumas vezes, mas nada que tenha fugido muito do orçamento. A experiência foi maravilhosa, recomendo a todos e mal posso esperar para programar minha próxima viagem a bordo de um motorhome! Estou a disposição para qualquer dúvida ou comentário! Boa viagem a todos!
  4. Olá, acabo de voltar da patagônia chilena com o meu namorado e envio o meu relato do circuito W do Torres del Paine com algumas fotos. Tive muita dificuldade em achar informações antes de ir, então tentarei ser mais completa possível. A nossa jornada começou meses antes da viagem, mais precisamente 5 meses antes, quando compramos as passagens. Nesses 5 meses lemos bastante a respeito das trilhas, do parque e da prática de trekking. Não sou uma pessoa sedentária, mas também não sou acostumada com trekking (o único que fiz foi há 2 anos, subindo o pico da Bandeira, e achei super cansativo), então tive que me preparar fisicamente, psicologicamente e materialmente para isso. Foram várias idas a Decathlon e lojas de aventura para comprar o arsenal que achamos necessários. Vou falar primeiro então o que compramos em Belo Horizonte antes da nossa ida: - Bota impermeável Timberland (Centauro – Achei uma promoção muito boa comprando pelo méliuz, saiu por menos de 200 reais) – Caso não conheça o méliuz faça seu cadastro com o link: https://www.meliuz.com.br/i/ref_marinahla - Meias de trekking - Calça de trekking (Decathlon) - Equipamentos de cozinha: Fogareiro (http://www.decathlon.com.br/montanha/camping/acessorios-de-camping/fogareiro-apolo-3155_37025), kit cozinha (panelas, copo, talher: http://www.decathlon.com.br/montanha---aventura/camping-38138/acessorios-de-alimentacao-e-higiene/conjunto-cozinha-aluminio-2-p_188254?skuId=123716) - Lanterna (Quase não utilizamos pois o dia dura muito tempo no verão, mas foi necessário para ajudar a procurar as coisas na mochila nos quartos do refúgio e barraca) - Garrafa de água - Comidas (liofilizada, vapza) – Mais tarde detalho essa parte - Capa impermeável para o mochilão e a mochila de ataque Algumas coisas já tinham e não precisei comprar, mas não se esqueçam de: Canivete, cadeado, mochilão (marca boa, anatômico e leve), casaco e acessórios de frio. Óculos escuros eu levei mas usei muito pouco, não tenho o hábito, mas foi útil quando o vento apertava muito. DICA 1: Amaciar a bota antes da viagem. Sugiro fazer pequenas trilhas com a bota para acostuma-la com ela no pé, caso não seja possível fazer trilhas sugiro andar pela cidade mesmo com a bota. DICA 2: Preciosa! Comprar/alugar “trekking poles”, aqueles bastões que ajudam a equilibrar na hora da caminhada. Li um pouco sobre eles mas acabamos deixando pra lá e fomos sem eles, arrependemos muito! Todo dia antes de começar a andar íamos no mato e procurávamos um pedaço de madeira para fazer esse papel, e já ajudava bastante a estabilizar. DICA 3: Não tive problema nenhum com o clima, dei sorte! O que mais me incomodava durante as trilhas era o vento gelado no ouvido, apesar do calor por estar andando. Para resolver esse problema usei bastante a minha “head band”, pois tampa o vento da orelha mas não deixa a cabeça suando como acontece com a touquinha. DICA 4: Toalhas de camping não são extremamente necessárias, mas ajudam bastante pois são leves, ocupam pouco espaço e secam rápido. DICA 5: Levar chinelo! Chinelos são extremamente úteis não só para o banho mas para descansar o pé da bota. Até nas paradas durante a trilha tirava a bota e substituía por chinelo por algum tempo. DICA 6: Abusar do protetor solar e chapéu/boné – O buraco da camada de ozônio está bem em cima da Patagônia e a radiação é bem alta. VESTUÁRIO: Eu levei 1 calça legging, um short e uma calça de trekking. Colocava sempre ou a legging ou o short por baixo da calça, e dependendo do clima tirava a calça. Mesmo nos dias mais frios (base das torres) não senti frio só com a legging, pois meus pés estavam aquecidos (bota e meia térmica). Levei, ainda, uma blusa para cada dia, um único casaco e pijama, só. Comprei só 3 meias mas no final achei que devia ter levado 4, uma para cada dia. Dos acessórios de frio tinha 1 cachecol, uma touca, uma head band e luva. A luva só precisei usar no dia das torres, que nevava e ventava bastante. No final da viagem acho que o meu saldo foi mais de calor do que de frio, mas como dizem o clima lá é muito instável, tem que estar preparado para tudo. COMO CHEGAR: Nosso vôo saiu de BH e tivemos um longo dia de viagem até nosso destino final. Como viajamos em altíssima temporada as passagens foram mais caras que o normal, mas pesquisando bem e viajando fora de temporada pode-se achar preços bem melhores. Compramos uma passagem da GOL de BH-Santiago (1500 reais pp i/v) com escala em SP. E separadamente compramos o voo da Sky Airlines de Santiago – Punta Arenas (750 reais pp i/v) com escala em Puerto Montt. De Punta Arenas pegamos um táxi do aeroporto até o terminal de ônibus e de lá um bus para Puerto Natales. Procurei muuito antes de ir um ônibus que pegasse a gente no aeroporto e fosse para Punta Arenas, e o que descobri é o seguinte: A bussur para no aeroporto, mas você só pode embarcar lá se comprar sua passagem com antecedência pela internet. Mandei vários e-mails e liguei diversas vezes para lá tentando comprar com antecedência a passagem, mas não consegui, é muito complicado! Tivemos então que fazer o esquema de pegar táxi até o terminal (mais detalhes embaixo). Do terminal o ônibus leva 3h até a rodoviária de Puerto Natales. Nos hospedamos lá por uma noite e no dia seguinte partimos para o Torres del Paine (3h até Pudeto). Ao descrever meu dia a dia explicarei melhor a parte do transporte. CLIMA: As mudanças bruscas e extremas no clima patagônico são bem conhecidas, mas vou falar apenas da minha experiência. Peguei sol todos os dias, o que não é muito bom pois fazia bastante calor durante as caminhadas. Os momentos de sombra ou dia nublado eram bem mais agradáveis, e não interferiam na paisagem. Durante o dia era raro fazer frio, só colocava o casaco quando em pontos muito altos e com vento, na grande parte do dia ficava só com blusinha mesmo. Durante a noite fazia frio, mas nada que um casaco não resolvesse. Os lugares mais frios que achei foram no acampamento italiano e na base das torres. O vento pode ser bem intenso no parque, e ele é sempre gelado. Pegamos um vento bem forte em um dos percursos, que até me derrubou no chão (com o mochilão nas costas!), além disso era carregado de areia, o que impossibilitava a continuidade da trilha, então ficamos sentados agarrado numa pedra uns 5 minutos, até melhorar um pouco. O momento mais marcante de clima intenso para mim foi na base das torres, chegamos lá sem casaco, com calor na subida, chegando lá colocamos o casaco devido ao vento. Tiramos fotos lindas com as torres e 10 minutos depois o céu encobriu todo e começou a nevar! Nevou forte mesmo, e em poucos minutos as torres estavam todas encobertas. A duração do dia é algo que confundia muito a gente, é bom sempre andar com relógio para não perder noção do tempo. No verão o sol nascia por volta de 5 da manhã (sei de ouvir relatos, pois não presenciei o nascer do sol em nenhum dia) e o dia ficava claro até as 23h! ALIMENTAÇÃO: O que iriamos comer durante os dias no parque foi algo que me deixou bastante preocupada e ansiosa. Ainda no Brasil experimentei diversos tipos de comida mas nada me agradou muito. Experimentei as comidas liofilizadas e achei MUITO ruim, a consistência é horrível e o gosto é de ração, não achei uma boa levar para o TdP. Os alimentos da vapza são bem melhores, mas mesmo assim achei um pouco pesados, muito salgados. Resolvemos então arriscar e deixar para comprar tudo no supermercado de Puerto Natales mesmo, com exceção do arroz, atum e do caldo Knorr que comprei no Brasil. No final das contas comemos super bem todos os dias! Vou detalhar a nossa alimentação nos relatos do dia a dia. Todo dia a gente tomava um café da manhã reforçado e jantávamos muito bem. Na hora do almoço ou comíamos um sanduíche ou cozinhávamos, dependendo de onde estávamos. Durante o dia ainda comíamos snacks durante as pausas: Frutas secas, barrinha de cereal, biscoito. Nos refúgios tem-se a opção de fazer as refeições no restaurante, o que é mais cômodo e deixa a mochila mais leve, mas é caro (café da manhã: 15 $, almoço: 16 $ e jantar: 20 $)) Além disso, os refúgios têm um mini Market que vende alimentos. DICA 7: Em Puerto Natales passar na loja Itahue (Rua Esmeralda 455 B), que vende frutas secas e amendoim. Recomendo o morango e a banana, uma delícia e um ótimo snack para os dias de caminhada. Bom, agora que dei uma geral sobre os preparativos vou para o relato dia a dia: DIA 1 - 27/12/15 Saímos de BH as 21h, rumo a SP. Nossa escala era rapidinha e 00:05 saiu nosso vôo para Santiago. (Lembrar que o horário do Chile é 1h atrasado em relação a Brasília – horário de verão). DIA 2 – 28/12/15 Após 03:30 de vôo chegamos em Santiago, de madrugada. Dormimos no aeroporto mesmo. Eu achei bem tranquilo, no 1º andar do aeroporto tem umas cadeiras acolchoadas, dormi sem problema nenhum. Acordamos, lanchamos e fomos trocar nosso dinheiro no aeroporto mesmo (1 real = 164 pesos chilenos - Para facilitar a conta consideramos 1000 pesos = 6 reais). Nosso vôo saiu as 11:30, com duração de 1h45m até Puerto Montt, escala de 40 min (não descemos do avião) e mais 2h até Punta Arenas. A SKY Airlines é uma companhia bem mediana. Os bancos são menores que o normal, reclina quase nada e não servem nem vendem comida! A gente morreu de fome durante o vôo. A comissária disse que está previsto iniciar venda de lanche a bordo em breve, mas não é bom contar com isso, lembrem de comer antes de embarcar. Chegando em Punta Arenas comemos um sanduíche (4000 CLP) no aeroporto mesmo pois estávamos com muita fome, mas as opções são poucas e bem caras. Lá no aeroporto me certifiquei se não teria como mesmo pegar um ônibus direto para Puerto Natales, e realmente é só com reserva prévia pela internet. Naquela confusão de aeroporto encontramos uma chinesa que estava com o mesmo problema que a gente e dividimos um táxi até a estação do Bussur. O taxi foi 8000 CLP e o percurso dura aproximadamente 20 minutos. As vans que faz o mesmo trajeto e saem com bastante frequência custam 3000 CLP. Se tiver com mais gente vale a pena dividir um táxi, ou então catar um mochileiro com o mesmo destino que o seu (quase todos!). Chegamos na estação do bussur em cima da hora de sair o bus, compramos o ticket (6000 CLP) e embarcamos. Tem outras empresas que fazem esse trajeto também, todas tem a mesma tarifa. Os horários podem ser conferidos nos sites das companhias (Bussur, buses fernandez). A viagem Punta Arenas – Puerto Natales durou 3h e a paisagem é incrível! Chegamos em PN as 20h, com frio e fome. Pegamos um taxi até o hostel (A tarifa em PN é fixa: 1300 CLP dias úteis e 1500 CLP final de semana, feriados ou a noite). Deixamos as malas no hostel e fomos procurar um restaurante. Tudo é bem caro no sul do Chile, o restaurante que fomos era super simples, pegamos as opções mais baratas do cardápio e a conta deu 17000 CLP, ou seja, 100 reais. Voltamos mortos para o hostel e dormimos ainda na luz do dia! Hostal Morocha: Diária para o casal: 38000 CLP (só em cash). O hostel é uma casa pequena gerenciada por uma suíça super simpática. Os quartos apesar de pequenos são bem aconchegantes e limpinhos. O banheiro é grande e a ducha é ótima! O café da manhã é uma delícia e com bastante variedade. O único porém é a localização, mas como a cidade é pequena não prejudica muito (5 a 10 min a pé do centro). DICA 8: Da última vez que fui ao Chile desci em Santiago e não quis trocar o dinheiro no aeroporto achando que seria mais caro que no centro de Santiago, mas não é! No dia seguinte quando fomos ao centro não achamos nenhum lugar com tarifa tão boa quanto a do aeroporto. Não sei se é sempre assim, mas não precisa ficar com medo de trocar no aeroporto. DIA 3 – 29/12/15 Acordamos após uma ótima noite de sono e fomos para a cidade fazer as compras finais. Compramos gás para o fogareiro (levamos 2, mas o 1º só acabou no último dia, quase deu pra levar só 1), frutas secas (Loja Itahue) e passamos no supermercado para comprar os alimentos. Organizamos o mochilão e deixamos nossa mala no hostel no qual ficaríamos após voltar do TdP (o Hostal Morocha não tinha disponibilidade em janeiro). Comemos nossa última refeição antes do trekking no Restaurante El Bote, que é simples mas gostoso, o menu com entrada, prato principal e sobremesa era 4000 CLP, e o refrigerante ou suco 1500 CLP. De lá pegamos um taxi e fomos para a rodoviária. Chegamos em cima da hora da saída dos ônibus – várias empresas fazem o percurso ao TdP, e todas saem no mesmo horário (07:30 ou 14:30) e tem o mesmo preço ( 15000 pp i/v). Não precisa preocupar em comprar a passagem antes devido a essa grande oferta, chegamos em cima da hora e conseguimos passagem sem problema. A viagem até o parque tem uma paisagem lindíssima, com muitas ovelhas e alpacas, e dura cerca de 2h até Laguna Amarga, onde todos os ônibus param e todos descem para comprar o ingresso (18000 CLP – Tem que apresentar o papel que ganha na alfândega quando entra no país) e assistir uma breve instrução sobre as regras do parque. Nesse ponto, quase todo mundo do ônibus desceu para pegar o ônibus para o Hotel las Torres, mas como nós iriamos fazer o W invertido, continuamos mais 1h no ônibus até Pudeto. Em Pudeto pegamos o catamarã (15000 CLP, 20 min de viagem) até o Paine Grande. No acampamento fomos direto para o “check in”. Nessa noite o refúgio não tinha mais vaga (mesmo reservando com alguns meses de antecedência), então fomos de barraca mesmo. Alugamos tudo deles (que também precisa ser reservado com antecedência): barraca, saco de dormir e colchão (tudo saiu a 39000 CLP para nós dois). Não é barato alugar com eles, mas a praticidade contou muito na nossa decisão e não me arrependo. Alugar direto nos acampamentos tem a imensa vantagem de não precisar carregar tanto peso nem volume durante as caminhadas, além disso os equipamentos são de alta qualidade e a barraca já vem armada. Não passamos nada de frio durante a noite, a qualidade dos materiais realmente conta muito nessas horas. Após instalados fomos comer. No nosso primeiro jantar comemos sopa de tomate, miojo e bebemos vinho (levamos uma garrafa para as 2 primeiras noites pois não íamos precisar carregar o mochilão nesses dias). Em todos os acampamentos há um lugar específico para cozinhar, é proibido acender fogo fora dessas áreas. DIA 4 – 30/12/2015 Acordamos cedo para dar início ao primeiro dia de caminhada. Tomamos café da manhã reforçado (pão com queijo e peito de peru, chá, pêssego) e preparamos nosso sanduíche para comer no almoço (cream cheese e atum). Preparamos a mochila de ataque só com a comida necessária para o dia, equipamentos fotográficos e acessórios de frio caso fossem necessários (gorro, cachecol) e deixamos o mochilão no refúgio. Começamos a caminhada por volta de 08:30. Em uma hora de caminhada tranquila, com pouca subida, chegamos na Laguna los Patos. De lá andamos mais um pouco e paramos para um lanche (barra de cereais e frutas secas). As 10:30, após 2h de caminhada, chegamos no Mirador Grey. Esse mirador é um lugar espetacular, tem uma vista incrível! Ficamos mais de 30 min lá admirando a beleza do lugar e tirando muitas fotos. Seguimos viagem até o Refugio Grey, onde chegamos após 2h de caminhada com muita descida e alguns trechos difíceis (muita pedra e córregos). Nosso ritmo de caminhada era bem tranquilo, íamos no nosso tempo e parando muito para fotos - a maioria das pessoas fazem esse percurso em menos tempo. Chegamos bem cansados e fomos comer o sanduíche de atum, suco e biscoito. Ficamos mais de 2h lá no acampamento descansando e iniciamos nosso percurso de volta. Apesar das subidas em pouco mais de 1h chegamos ao mirador, mas fomos andando em um ritmo bem acelerado, sem pausas. Paramos no mirador por mais meia hora para descansar e seguimos mais 2h de trilha até o refúgio Grey. Nessa noite dormimos no refúgio mesmo. Jantamos (arroz, salsicha de frango e miojo) e tomamos o resto do vinho. Conversamos com um casal sul africano e um espanhol, os quais encontramos algumas vezes mais nos outros dias. Eles estavam fazendo o circuito “O”, e como nevou na noite do natal eles interditaram alguns trechos do circuito, então eles tiveram que voltar e continuaram no circuito W mesmo. O banho: Como estávamos hospedadas no refúgio podíamos tomar banho lá mesmo. Na hora que fui tomar banho tinha uma fila de 4 mulheres e só 3 chuveiros para o refúgio inteiro! Peguei minhas coisas e fui para o banheiro do acampamento. Em pouco tempo vagou um chuveiro e fui tomar o meu banho. O chuveiro é muito bom! Água quente e forte. O box é de um tamanho bom também, apesar de ter que fazer um malabarismo para trocar de roupa sem deixar nada encostar no chão. O banheiro estava limpinho na hora que fui, eles limpam com bastante frequência. O Otavio tomou banho no banheiro de refúgio e disse que o chuveiro era bom também. As tomadas: As tomadas para carregar as máquinas foram um motivo de bastante preocupação antes da viagem, o que nos levou a comprar algumas baterias extras. Nos acampamentos realmente é mais complicado para utilizar tomadas, mas nos refúgios não tivemos problemas. Nos corredores do refugio Grey existem algumas tomadas, e quase todas vazias. DICA 9: A vista do mirador Grey e do acampamento Grey são quase iguais, só aproxima mais das geleiras. Do acampamento você pode ir pra beirada do lago com mais uns 15 minutos de caminhada. Na minha opinião não achei que valeu a pena ir até o refúgio, teria nos poupado mais se tivesse ficado só no mirador, e como eu disse, a vista não muda muito. DICA 10: Levamos arroz em saquinhos e caldo Knorr, fica bem fácil e gostoso o arroz desse jeito. É só deixar a água ferver, colocar o saquinho de arroz e o tempero (Meu Arroz, da Knorr) e deixar ferver por 20 minutos. Depois é só tirar o saquinho e deixar escorrer e o arroz tá prontinho! Um saquinho dá tranquilo para 2 pessoas. Tanto o arroz quanto o tempero compramos no Brasil e levamos. DICA 11: Eu aproveitava para “ferventar” a salsicha na mesma água do arroz, que já estava com um tempero. Obs: Como íamos nos hospedar no refúgio a noite eles deixaram a gente guardar os mochilões em um “luggage room” dentro do refúgio. Para as pessoas que estão acampando os mochilões devem ser deixados fora do refúgio, em uma varandinha. DIA 5 – 31/12/2015 Acordamos um pouco mais tarde, por volta de 08:30, tomamos nosso café da manhã e as 10h iniciamos nossa caminhada rumo ao acampamento italiano, dessa vez com a mochila nas costas! O caminho é cheio de cachoeiras e pontes, é bem lindo. No final do percurso há uma parte queimada do incêndio que teve no parque em dezembro de 2011. Chegamos por volta de 13h no acampamento italiano, mas como já disse, nosso ritmo de caminhada era tranquilo, muita gente faz em menos tempo. Como lá tinha lugar para cozinhar resolvemos almoçar lá mesmo, comemos macarrão com molho de tomate com carne moída (compramos o potinho de molho pronto no supermercado) e ainda acrescentamos atum. As 14h, devidamente alimentados, deixamos nossos mochilões (com capa impermeável) no acampamento e iniciamos a subida rumo ao mirador britânico. O caminho inteiro é lindo, mas com muitas pedras e subida íngreme. Em 1h40m chegamos ao mirador Valle do Francês, que tem uma vista espetacular dos lagos! Ficamos um tempo sentados lá admirando a paisagens, observandos as avalanches (na montanha em frente de tempo em tempo tem pequenas avalanches, da um barulho parecido com trovão e ai você vê o gelo caindo) e fazendo um lanchinho. As 16h iniciamos a caminhada para o mirador britânico e chegamos as 17:45h. O caminho todo é lindo e bem tranquilo, vai passando por dentro da mata. No meio do caminho, antes de chegar no acampamento britânico tem um “deserto de pedras”, um lugar bem bonito. A chegada ao mirador britânico é um pouco difícil, nos últimos metros tem bastante subida e uma escalada em pedras para chegar ao topo. A vista é linda, mas faz bastante frio! Descansamos um pouco e iniciamos a descida até o acampamento italiano, que durou cerca de 3h. Chegamos no acampamento completamente destruídos, mortos de fome e com frio. Jantamos lá mesmo (arroz, salsicha e miojo) e com muita dor e cansaço pegamos os mochilões e fomos até o Domo Frances, onde iriamos dormir. São 2 km de distância, o que levamos 30 min para percorrer, chegamos bem na hora que começou a escurecer. O lugar é muito bonito, a beira de um lago e tinha bastante gente animada. Dormimos nos “domos”, um quarto bastante interessante e bem estruturado. Cada domo tem 4 beliches, com abajur e tomadas individuais em cada cama! Além disso, há 2 banheiroS em cada domo, e são bem limpos e confortáveis. Tomamos nosso banho e fomos comemorar o ano novo. Estávamos tão cansados que só tomamos uma cerveja (4000 CLP a lata!!), esperamos dar o horário do ano novo no Brasil e fomos dormir. DIA 6 – 01/01/2016 Acordamos ainda cansados e com muitas dores no corpo. O check out era as 09:30 (como em todos os refúgios), mas conversamos para ficar um pouquinho mais. Arrumamos as coisas, comemos e partimos as 11h. Caminhamos 2h até Los Cuernos, que é bem arrumado e bonito o local (tem uma praia de pedra em frente). Los Cuernos é o maior acampamento do parque, tem área de camping, refúgios, chalés e até domos. Paramos um tempo lá para descansar, almoçar (arroz com atum e frutas secas) e conversamos com um brasileiro que tinha acabado de chegar. As 14h demos início a caminhada até El Chileno. Apesar das paisagens lindas esse caminho parecia eterno! Juntou o cansaço acumulado, com mochilão pesado e muita subida. Demoramos 6h de Los Cuernos até El Chileno, com muitas pausas para fotos e descanso. Chegando em El Chileno a paisagem é maravilhosa! O El Chileno é o local mais animado de todos, tem muita gente e muitos jovens. Lá tem refugio e acampamento, nós ficamos no refúgio, num quarto de 8 pessoas. O banheiro era no corredor para todos os quartos e a ducha era bem ruim. A única tomada que achei era no saguão principal, e tinham 3 tomadas para todo mundo dividir, era bem disputado . Ah, lá é o único lugar com wifi, mas é beeem caro. A cozinha para o acampamento era grande porém imunda, bem sujo mesmo. Achei interessante que lá tem uma cestinha para deixar as comidas que sobraram ao invés de jogar fora. Deixamos lá nosso botijão, já que era nosso último dia, e pegamos um pacote fechadinho de torrada. Jantamos sopa de macarrão com molho de tomate e carne e fomos dormir. DIA 7 – 02/01/2016 Último dia no parque. Iniciamos nossa subida ao ponto mais aguardado (base das torres) por volta de 10h. O percurso até o topo durou 2h e foi o mais tranquilo de todos, tem muita subida no final mas fomos devagarzinho e sem estresse. Chegando lá tivemos 2 ótimas surpresas – A primeira foi que as torres estavam lindas, esperando para ser admiridas e fotografadas, a segunda foi que após as fotos começou a nevar!! Apesar do frio (dia mais frio da viagem) foi tudo lindo. A descida durou 2h também (a maioria das pessoas descem mais rápido que sobem, mas eu descia bem devagar com medo de machucar o joelho). Paramos no acampamento só para pegar os mochilões e descansar, em seguida iniciamos o ultimo trecho da viagem, do El Chileno até o Hotel Las Torres. Mais da metade desse percurso é uma pequena trilha com um abismo ao lado, e bem nesse trecho pegamos uma ventania muito forte. O vento me derrubou com mochilão e tudo, então, apesar do vento estar soprando do lado contrário do abismo resolvemos esperar ele diminuir um pouco antes de continuar a descida. Esse trecho foi o único que usei óculos escuros, pois o vento carregava muita areia. A descida demorou 2h. Chegamos mortos, mas super satisfeitos! Comemos uma pizza no hotel mesmo, que era bem gostosa e bem servida (19000 CLP) e esperamos o transfer, que passou as 19:30 e custou 2800 CLP por pessoa. O transfer nos deixou na portaria Laguna Amarga, onde todos os ônibus estavam esperando para voltar para Puerto Natales. De Laguna Amarga até a rodoviária de Puerto Natales são aproximadamente 2h. Chegando lá pegamos um taxi e fomos direto para o hotel tomar banho e dormir! Hotel Amerindia: 52000 CLP a diária por casal. O quarto é gigante, cama e banheiro super confortáveis. O hotel é muito bem localizado. O café da manha é gostoso mas simples, com pouca opção. As funcionarias não são muito simpáticas. DICA 12: Experimentar o restaurante “Mesita Grande” tanto em Puerto Natales quanto em Punta Arenas, é um restaurante italiano que tem massa e salada. É um dos mais baratos e vive cheio. O suco e o sorvete de framboesa são uma delícia. Conta para o casal aproximadamente 18000 CLP. Os 2 dias que sucederam o trekking passamos descansando e preparando para nossa volta ao Brasil, em Puerto Natales e Punta Arenas. Bom, a viagem foi incrível e as paisagens muito mais bonitas do que esperávamos e do que é possível retratar em fotos. A viagem apesar de relativamente cara (no final deu aproximadamente 5 mil reais para cada) valeu cada centavo e cada esforço! Espero que tenha ajudado, qualquer dúvida podem me perguntar que estarei a disposição para ajudar.
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