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karina.koch

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Tudo que karina.koch postou

  1. Hola, hola, mochileiros! Há pouco mais de um mês, retornei de uma viagem de 15 dias pelo México, este país tão cheio de cores, culturas e sabores. Com certeza uma só viagem não contempla tudo o que o México, e os mexicanos, têm a nos oferecer. Comprei minha passagem pela TAM, em uma promoção, em dezembro; paguei em torno de R$ 1.580,00. A TAM faz vôos diretos de São Paulo à Cidade do México, o serviço é de boa qualidade, muito confortável! Desde que comprei a passagem, li muitos relatos aqui no mochileiros.com que me ajudaram a definir meu roteiro, então resolvi dar a minha contribuição. Mesmo comprando a passagem com bastante antecedência (viajei de 10 a 25 de junho), o roteiro eu defini mesmo uma semana antes eu acho... Mas desde o início eu já sabia minhas prioridades, e sabia que as praias do Caribe não tomariam muito do meu tempo. Eu achava muito turístico demais, mas depois acabei mudando de opinião, e no fim vocês vão saber porquê. Nesses 15 dias, passei por 6 estados mexicanos: DF, Puebla, Oaxaca, Chiapas, Yucatán e Quintana Roo. Viajei o tempo todo sozinha, e aí vai minha primeira dica: a não ser que você adore muito e esteja acostumado, NÃO VIAJE SOZINHO para o México. Não por questão de segurança, porque isso eu achei super tranquilo, mas sim porque a quantidade de informações que você vai ter de absorver nesse país gigante é enorme! E você vai querer dividir isso com alguém. É tudo muito dinâmico pra se viver sozinho. Como eu viajei sozinha e não estava afim de muitas emoções imprevistas e problemas pra resolver, reservei todos os hotéis antes de ir (via hostelworld.com e booking.com). Quanto ao dinheiro, eu levei praticamente tudo em espécie, um pouco de pesos e a maioria em dólar. Não quis arriscar depender do cartão em função das cidades mais no interior... Não vale a pena levar pesos, pelo menos nessa época o câmbio lá no México valeu muito mais a pena. Além disso, sempre carreguei comigo um guia ilustrado daqueles da Folha de São Paulo, do México, e o da Lonely Planet, também do México (esse em inglês). O guia da publifolha eu super recomendo, ajuda bastante a definir seu roteiro, dá boas dicas e ilustra bem os pontos turísticos mais importantes. O da LP vc pode baixar em pdf pagando baratinho, e pode escolher só os capítulos que interessam. Bom, vamos ao meu relato diário, onde vou dando as dicas conforme os acontecimentos. 1º dia - 10/06/2013 - segunda-feira Como sou do Rio Grande do Sul, tive de pegar primeiro um vôo de POA a Garulhos-SP. Embarquei as 06:00 em Porto Alegre. O vôo para o México foi as 09:30. Nenhum atraso, vôo super confortável, foi quase vazio. Só a comida não é grandes coisas... Cheguei na Cidade do México as 17:00 horário local. Nessa época do ano (junho) é horário de verão no México, e o fuso horário em relação ao Brasil é de -2 horas. Tomei um táxi até o Hostel por $ 205 (todas as informações de valores serão em pesos, salvo quando especificado o contrário). Vale a pena pesquisar os preços dos táxis no aeroporto, e nunca pegue táxis na rua! É meio arriscado... Fiquei hospedada no Hostel Cathedral, bem atrás da Catedral Metropolitana, pertinho do Zócalo (no México, zócalo é a praça principal da cidade, onde estão próximos os palácios de governo e as catedrais). Paguei $ 200 por noite em quarto feminino compartilhado, com banheiro no quarto e direito a café da manhã. Gostei muito! Como passei meio mal no vôo e estava meio enjoada, comi uma coisa no restaurante do Hostel, que fica no andar térreo, tomei um banho e fui me deitar cedo. Tinham mais 3 meninas no quarto, mas só uma delas estava lá enquanto eu estava acordada, um espanhola. As outras duas chegaram só mais tarde. 2º dia - 11/06/2013 - terça-feira Cidade do México Depois do café da manhã, saí do hostel as 08:30. Tirei umas fotos da Catedral Metropolitana, fiquei lá dentro uns minutos mas, como algumas partes só abrem depois das 10:00, decidi voltar depois. As 09:00 abre o Templo Mayor, uma ruína asteca encontrada bem no centro da Cidade do México, bem pertinho da Catedral. Paguei a entrada ($ 57) e peguei um daqueles guias eletrônicos, que vão narrando as coisas e você escuta com fone de ouvido ($ 80). Achei dispensável, porque praticamente tudo está explicado nas plaquinhas ao longo do caminho. Depois ainda tem um museu, no mesmo ingresso. Achei bem interessante a visita. Saindo de lá, passei pelo Palácio Nacional do Governo, mas estava fechado para visitas (voltei lá mais vezes, mas nunca tive sorte de achar aberto, não sei o motivo). Voltei para a Catedral Metropolitana, fiquei um tempo fotografando e curtindo, e de lá fui até a famosa Calle Maderos, uma enorme rua para pedestres, onde você encontra a Casa dos Azulejos (que tem uma rede Sanborns dentro, onde eu almocei) e a Torre Latinoamericana. Depois do almoço, visitei o prédio dos Correios, o Palácio Bellas Artes, a Alameda Central e o Museo Mural Diego Rivera, que está no fundo da Alameda. Paguei $ 19 e mais $ 5 para poder tirar fotos. A única coisa que vale a pena é o famoso mural do Diego "Sonho de uma tarde de Domingo na Alameda Central", com diversas figuras importantes. No mais, é só uma exposição fotográfica de um outro cara que eu nunca ouvi falar... Dali, fui até a Torre Latinoamericana, onde você paga $ 70 para ir até o mirante no alto do prédio, com uma magnífica vista superior da Cidade do México. Nesse dia também troquei alguns dólares numa casa de câmbio na Calle Maderos e comprei passagens de ônibus da empresa ADO na Calle 5 de Mayo (Hotel Ryoja). Fim do dia, chuva querendo aparecer, voltei pro hostel. Dentro do hostel tem uma agência de viagens (Wayak), onde você pode comprar diversos tours. Contratei um para Puebla na quinta-feira (USD 60) e a famosa Lucha Libre (Wrestling) para a sexta-feira à noite (USD 45). Nem todos os dias tem todos os tours. Consulte na internet, no site da Wayak (http://www.wayak.mx/tours-mexico.aspx), os dias de cada um para montar seu roteiro certinho. Neste primeiro dia fiz tudo a pé, deixei para visitar o que era perto do hostel, para não exagerar e para ir me acostumando com a altitude de 2.300m. Eu percebi um cansaço maior para fazer caminhadas e subir escadas. 3º dia - 12/06/2013 - quarta-feira Cidade do México Acordei bem cedo e saí as 07:00 para ir às pirâmides de Teotihuacán. Tomei café da manhã no caminho, porque o hostel inicia o café só as 08:00. Fui por conta própria, para chegar cedo. A maioria dos tours só chega lá ao meio dia, pois combina outros pontos turísticos, aí quando você chega já tá tomado de turista (por diversos motivos, eu sou muito a favor de fazer os tours por conta, sem depender de agências). Peguei o metrô linha 2 no Zócalo e desci na estação Hidalgo, onde troquei para a linha 3. Fui até a estação La Raza e troquei para a linha 5. Desci na estação Autobuses del Norte, que sai na frente da Rodoviária de mesmo nome. Dica: para andar de metrô na Cidade do México não é tão complicado quanto parece; você precisa de um mapa do esquema do metrô e se ligar no número das linhas, nas estações que fazem conexões entre duas ou mais linhas e nas direções que você está indo, que são as estações nas pontas das linhas. Com um tíquete do metrô, que custa só $ 3, você pode andar o quanto quiser de uma estação a outra e de uma linha a outra, desde que não saia pela roleta. Na dúvida, pergunte! Enfim, na rodoviária, junto a porta 8, tem uma empresa que vende as passagens pras pirâmides por $ 40. A viagem leva uma hora, e o ônibus me deixou na entrada 2, que dá de frente pra Pirâmide do Sol. A entrada custa $ 57. Dizem que, primeiro, você deve escalar a Pirâmide da Lua, para descarregar toda energia negativa, e depois escalar a Pirâmide do Sol, para se recarregar de energias positivas. E prepare-se, pois a altitude castiga! Leve água e algumas barrinhas de cereal ou lanches desse tipo, pra você não passar mal de fome ou de sede. E muito protetor solar e um boné ou chapéu, claro. Eu fiz a visita em 3 horas mais ou menos, e depois almocei no restaurante que fica junto à entrada 1. Meio caro, mas não achei outra opção. Saindo pela entrada 1, você toma o ônibus pra voltar, junto à rotatória. Passam vários, é só entrar em um que vá pra Autobuses del Norte de novo, pagar $ 40 pro motorista e pronto! À tarde, fui ainda na Basílica de Guadalupe, de metrô. Fica perto da estação La Villa Basilica, linha 6. Ainda se tem a opção de visitar Tlateloco, ou Plaza de las 3 culturas, mas como o que li sobre isso não me chamou muito a atenção, não fui até lá. Acabei passando no Mercado de Artesanias La Ciudadela. Indo até a estação Balderas do metrô, linha 3, você sai direto no que se chama La Ciudadela, que é uma praça, cheia de vendedores com suas barraquinhas na calçada. O mercado, no entanto, são alguns metros pra frente, é só perguntar quando você sair da estação (enfatize que você quer ir ao MERCADO La Ciudadela, senão eles vão te indicar a praça na frente da estação...). Lá, você encontra muita coisa, muito artesanato típico, é ótimo pra comprar as lembrancinhas pro pessoal de casa, é tudo beeem baratinho. Fim do dia, de volta ao Hostel. 4º dia - 13/06/2013 - quinta-feira Cidade do México - Puebla - Cidade do México Nesse dia fiz o tour pra Puebla que comprei na agência do Hostel. Eu achei que vale muito a pena, a guia foi fantástica. Puebla é um dos estados mexicanos, e também o nome da cidade capital desse estado. No tour, primeiro se passa em Cholula, onde se visita uma igreja linda e um pequeno sítio arqueológico. Nesse sítio tem um túnel, aberto por arqueólogos, por onde a gente passa até chegar às ruínas. Também no alto das ruínas tem uma igreja, com uma vista linda da cidade. Depois, se almoça em Puebla, um buffet livre mais ou menos bom, e em seguida se caminha pela cidade, no centro histórico, encerrando no Mercado de Artesanias, onde você pode encontrar as famosas cerâmicas de Puebla. Com o trânsito insano da Cidade do México, cheguei no Hostel já de noite, e por aí encerrei o dia. 5º dia - 14/06/2013 - sexta-feira Cidade do México Depois do café da manhã, fui de metrô até a estação Hidalgo e caminhei pela famosa Avenida Paseo de La Reforma, até chegar no Bosque Chapultepec. É possível descer na própria estação Chapultepec, mas eu queria ir caminhando pra tirar fotos e ver os monumentos a La Revolución e a La Independéncia. No bosque de Chapultepec, é possível visitar o Castillo de Chapultepec, onde tem um museu de história. Se vai de trenzinho ($ 13), mas nesse dia quando cheguei estava lotado de crianças de escola, e acabei desistindo de esperar. Fui direto até o Museo Nacional de Antropologia. $ 57 para entrar, e pode tirar fotos a vontade, sem uso de flash. Fiquei lá por 2 horas, e depois fui mais uma vez até o Mercado de La Ciudadela, comprar os últimos "regalos". À noite, fui na Lucha Libre, no tour que comprei no Hostel também. Antes de ir pra Arena Mexico, eles oferecem tequila e cerveja no bar do Hostel Cathedral, no terraço. E você ainda ganha uma máscara de lutador, achei muito divertido. 6º dia - 15/06/2013 - sábado Cidade do México - Oaxaca Esse era meu último dia na Cidade do México. Fiz check-out no Hostel e deixei minha bagagem na recepção para pegar no final da tarde, após os meus passeios. Troquei mais uns dólares na Calle Madero e depois peguei o metrô até a estação Viveros, no bairro de Coyoacán. Entrei no parque Viveros de Coyoacán, que como o próprio nome diz é um enorme viveiro de mudas. É lindo lá. Como era sábado, estava cheio de gente correndo, caminhando, passeando. E ainda tem uns esquilinhos bem simpáticos por lá. Dei amendoim pra eles e um tentou até escalar minha perna pra pegar mais! Hehehe. Saindo dali, caminhei até o Museo Frida Kahlo, que é a casa onde ela morou, a famosa Casa Azul. $ 80 a entrada e mais $ 60 para poder tirar fotos. Eu achei SENSACIONAL! Aqui vai outra dica: assistam ao filme "Frida", mostra muito bem a história dessa artista mexicana magnífica, e ambienta bem para quem for visitar o museu. Tem uma lojinha dentro do museu onde você pode comprar várias coisas relacionadas a ela, a preços bem acessíveis. Saindo de lá, almocei e caminhei até o Museo León Trotski, que foi a casa onde ele morou quando ficou exilado no México, e também onde ele foi assassinado. $ 40 a entrada e $ 15 para tirar fotos, e ainda tem visita guiada de graça. Apesar do clima pesado do lugar, achei muito interessante. Depois, caminhei até o metrô Coyoacán e voltei pro Hostel para pegar minha bagagem. Eu tinha viajado com uma mala, e dentro dessa mala levei uma mochila, que levaria comigo no resto da viagem. A mala com roupas sujas e as lembrancinhas eu deixei em um Locker no aeroporto ($ 100 por dia), e pegaria no dia de voltar ao Brasil. E assim o fiz. Tomei um táxi do Hostel até o aeroporto, deixei a mala no Locker e fui de táxi até a o Terminal TAPO de ônibus. Pode-se fazer isso de metrô, mas sábado estava muito lotado e não quis arriscar passar trabalho. Meu ônibus para Oaxaca saiu as 23:50, em ônibus da ADO Gl, a versão executiva e mais confortável ($568). 7º dia - 16/06/2013 - domingo Oaxaca Meu ônibus chegou em Oaxaca de Juarez (cidade no estado homônimo de Oaxaca) às 06:00. A viagem foi tranquila, excetuando-se a temperatura polar que os motoristas teimam em manter dentro do ônibus. Aconselho a quem tiver disponibilidade de carregar, que leve uma dessas mantinhas pra se cobrir. Chegando na rodoviária, tomei um táxi ($ 40) até meu hotel. Fiquei no hotel El Quijote (Calle Mina 509-5, uns 5 a 10 minutos a pé do zócalo). Muito bom o hotel! Único ponto ruim é que não tem café da manhã. Como eu cheguei cedo, o hotel ainda estava fechado, mas toquei a campainha e o dono do hotel veio me receber, meio sonolento... hehehe. Esse é um ponto que deve se tomar cuidado, se o hotel que você escolher poderá te receber nesses horários, cedo da manhã. Como era um hotel familiar, e os donos moravam ali, eu não tive problemas. Fiz check-in e, como o quarto estava vago, já pude ocupar logo. Paguei $ 407 a diária, quarto individual com banheiro. Em alguns lugares é comum eles cobrarem uma pequena taxa pelas chaves, tipo um seguro. Nesse caso, foram $ 100, que me devolveram no check-out. Como não dormi muito bem na geladeira, digo, ônibus, optei por descansar antes de explorar a cidade. Depois de dormir um pouco, saí para conhecer o centro da cidade. Antes, contratei na recepção uma van para ir ao Monte Albán à tarde ($ 50 ida e volta, só o transporte, sem guia nem entrada do sítio) e um passeio pelos vales de Oaxaca para o próximo dia ($ 200 com guia e transporte). Ambos saem do hotel Rivera Del Angel, em frente ao Hotel que eu me hospedei. Como falei antes, sou contra tours de agência. Contudo, no Mexico, existem alguns locais que se tornam inviáveis de ir por conta. Você gastaria mais dinheiro e passaria muito mais trabalho. Caminhei até o Mercado 20 de Noviembre, com diversas banquinhas de comida, de higiene duvidosa; Zócalo, Palácio do Governo, Catedral; Plaza e Iglesia de SantoDomingo. Não entrei em nenhuma das igrejas, pois estavam ocorrendo missas. Voltei para o Zócalo para almoçar. Como era domingo, a praça estava cheia de mexicanos, e também alguns turistas. Voltei para o Hotel e aguardei a saída para o Monte Albán. Saímos às 13:30, e em 20 minutos estávamos no sítio. Pergunte bem qual o horário da sua volta para o motorista, deixe bem claro isso, porque eu quase tive que ficar lá uma hora esperando debaixo de um sol escaldante porque me informaram errado, mas bati pé com ele e voltei no horário combinado. A entrada custa $ 57, pode tirar fotos. Iniciei a visita pelo museu, e depois visitei o sítio arqueológico. As ruínas ficam no alto dos morros que cercam os vale de Oaxaca. Como é um sítio pequeno, visita-se tranquilamente em meio dia. Voltando pra cidade, comprei umas garrafinhas de mezcal, a bebida “prima” da tequila, típica de Oaxaca e voltei pro Hotel. Optei por jantar no quarto, porque achei a cidade meio estranha, não me senti muito segura para sair à noite. Não se via muito turista nas ruas nessa época do ano. De qualquer forma, caiu uma chuva torrencial no fim da tarde, que igual me desencorajaria de qualquer tentativa de ir jantar no centro. Como no outro dia eu já iria embora de Oaxaca, deixei minha mochila pronta, e fui dormir. 8º dia - 17/06/2013 – segunda-feira Oaxaca – San Cristóbal de las Casas Fiz check-out no Hotel e deixei minha mochila guardada na recepção, para pegar no final da tarde antes de ir pra rodoviária. O tour para os vales de Oaxaca sai às 10:00, e achei que vale muito a pena. A primeira parada é em Santa Maria Assunción Del Tule, onde se visita a Arbol Del Tule, uma árvore enorme que está no Guiness Book como maior tronco de árvore do mundo. Para chegar perto da árvore, paga-se $ 10 de entrada. Parada de uns 20 minutos. A segunda parada é em Teotitlán Del Vale, para visitar uma fábrica artesanal de tapetes de lã. Achei sensacional, mostram todas as etapas para se fazer os famosos tapetes de lã de Oaxaca. E ainda tem uma loja que vende vários artigos (só não é tão barato...). A terceira parada é em Santiago de Matatlán, para visitar uma fábrica de mezcal. O mezcal é uma bebida semelhante à tequila, mas enquanto a tequila é fabricada com as folhas de agave, o mezcal é produzido a partir do seu “miolo”. A produção de mezcal é típica dessa região de Oaxaca. Além de mostrarem todo o processo de fabricação, de quebra ainda tem uma degustação de mais de 40 tipos de mezcal. Dá pra ficar bem alegre, e até teu espanhol melhora! Hehehe. A quarta parada é a zona arqueológica de Mitla (entrada $ 42), zona arqueológica mais importante de Oaxaca depois da queda de Monte Albán. Eram quase 15:00 quando paramos para almoçar. Um Buffet livre por $ 130, bem gostoso. A quinta parada, após o almoço, foi Hierve El Água e Cascada Petrificada ($ 30). Um lugar lindo, com fontes de água mineral que brotam das rochas, e uma formação de depósitos minerais das águas que escorreram durante anos e formaram uma espécie de cascata de pedras. As fontes formam piscinas de uma cor azul fascinante. Só o que não foi fascinante foi a quantidade de pessoas tomando banho nessas piscinas, pra amenizarem o calor. Como eu iria direto pra rodoviária depois do tour, pulei a parte do banho... Voltando pra cidade, peguei minhas coisas no Hotel, me despedi dos atenciosos proprietários e tomei um táxi até a rodoviária ($ 50). Meu próximo destino seria San Cristóbal de las Casas, no estado de Chiapas, em ônibus da ADO às 21:00 ($ 474). 9º dia - 18/06/2013 – terça-feira San Cristóbal de las Casas Cheguei na rodoviária em San Cristóbal às 07:30 e peguei um táxi até o Hostel ($ 30). Fiquei hospedada no Iguana Hostel (Calle Chiapa de Corzo, 16). Tinha visto ótimas referências sobre a acomodação, mas quando cheguei no lugar me apavorei... bah, roots demais! Um gramado no fundo que estava tão grande que não duvidei que ia sair uma iguana dali do meio... inclusive eu troquei minha acomodação de quarto coletivo para quarto individual ($ 250 a diária). Essa troca de acomodação fez com que eu tivesse que aguardar para poder entrar no quarto, que ainda não tinha sido desocupado. Enfim, paciência... Eram quase 10:00 quando me liberaram o quarto. Tomei um banho e saí pra caminhar. Visitei Iglesia El Cerrillo, Iglesia de Santo Domingo e Templo de La Caridad. O que mais tem na cidade são igrejas. E artesanato, muito artesanato. Sempre que você chegar no seu hotel, peça um mapa da cidade, aí você tem uma ideia dos principais pontos turísticos pra sair caminhando pelas ruas e conhecendo tudo. Em San Cristóbal, quase tudo se concentra na Calle Real Guadalupe, que em um bom trecho só permite trânsito de pedestres. Nessa rua estão bons restaurantes e bons operadores turísticos. Comprei dois tours para os dias seguintes: Cañion Del Sumidero ($ 250) e Palenque ($ 400), ambos sem serviço de guia. Comprei pela agência Trotamundos, pois li boas referências, mas não recomendo. Ambos os motoristas que fizeram o serviço eram um tanto quanto estressadinhos... O negócio é pesquisar! Seguindo pela Calle Real Guadalupe, subi a ladeira até a Iglesia de Guadalupe, com uma vista legal lá do alto. Depois caminhei até a Iglesia San Cristóbal e subi a escadaria até a igreja. A vista é legal, mas a vizinhança ali é medonha... uma vila beeem humilde, de onde saem crianças pedindo dinheiro, pessoas suspeitas... cuidado se você estiver com câmera fotográfica. Antes de almoçar ainda fui até a o Templo de Santa Lucia, uma igrejinha branca e azul bem simpática. O clima em San Cristóbal muda um pouco em relação às cidades anteriores, tem mais clima de serra. Nesse dia esfriou bastante e o tempo se armou pra chuva. Almocei e, assim que entrei no quarto do hostel, desabou o mundo! Chuva e chuva (junho é verão no México, e chove muito)! Acabei ficando o resto da tarde no hostel, e aproveitei pra descansar um pouco. Mais tarde, saí pra jantar e dar uma volta pelo zócalo. Encerrei o dia, voltei pro hostel e fui dormir. 10º dia - 19/06/2013 – quarta-feira San Cristóbal de las Casas Acordei e fui tomar café da manhã no hostel. Aproveitei pra conversar com o proprietário, um irlandês super roots que mora há alguns anos no México. Ele é gente fina, e o café apesar de simples é gostosinho. Aproveitei pra combinar minha saída bem cedo no dia seguinte, em função do tour para Palenque. Eu precisaria sair as 6 da manhã. Feito isso, saí para tomar a van do tour para o Cañion Del Sumidero. Desci até a Calle Real de Guadalupe e aguardei na agência. Só tinha eu pra sair dali! Acabamos indo de carro, o motorista pegou mais um casal em outra agência e fomos até Chiapa Dde Corzo, cidade onde fica o cañion. E pensa num motora mal humorado! Meu Senhor, não falava quase nada, não explicava nada... tá certo que o serviço é sem guia, mas pelo menos orientar os turistas ele podia né? O passeios pelo cañion é feito em lancha rápida, e dura cerca de duas horas. Bom, não tenho palavras pra descrever o quão espetacular é esse passeio. O motorista da lancha vai contanto histórias, mostra a flora e fauna locais, muito legal! No final a gorjeta é opcional, mas não tem quem não colabora. Então, separe uma “propininha” pro camarada. Depois desse passeio, o motorista nos levou até o centro de Chiapa de Corzo, onde ficamos por cerca de meia hora. É tempo de ir no banheiro tirar umas fotos e deu, hora de voltar pra San Cristóbal. Chegamos de volta à cidade as 15:00, e fui direto almoçar. Quando entrei no restaurante, adivinha o que estava passando na TV? Brasil x Mexico pela Copa das Confederações. Hehehe, foi divertido quando falei que era brasileira... Voltei pro Hostel, tomei um banho (frio) e fui descansar. Jantei no quarto mesmo, voltou a chover no fim do dia. Fui dormir cedo, porque amanhã sairia as 06:00 para ir a Palenque. 11º dia - 20/06/2013 – quinta-feira San Cristóbal de las Casas – Palenque – Mérida Como falei anteriormente, a saída para Palenque seria as 06:00. A van da agência iria me buscar no hostel. Acordei cedo, peguei minha mochila e fui fazer check-out. Adivinha?!? O maluco do dono nem apareceu! Minha sorte é que, junto com a chave do quarto, eles entregam a chave do portão. Então, abri o portão e deixei a chave no balcão com um bilhete. Só perdi $ 30 do “seguro” das chaves, que ele devolveria no check-out. Às 06:15 a van veio me pegar. Palenque é uma cidade que fica a cerca de 200 km de San Cristóbal, ainda no estado de Chiapas, onde ficam magníficas ruínas maias em meio à floresta. O tour começou pelo café da manhã, algumas horas depois. É interessante se alimentar bem nesse momento, porque os mexicanos comem muito no café e não se preocupam em almoçar tarde. Mais uma hora e meia de estrada e fizemos uma parada na magnífica Cascada Agua Azul. Como era época de chuvas, de azul o conjunto de quedas d’água só tinha o nome. Em função do enorme volume de água arrastada, a água tinha um aspecto barrento. Vi relatos de turistas que se banharam naquelas águas, mas naquele dia só vi dois malucos se arriscarem. Para-se aqui por uma hora e meia mais ou menos. Mais uma hora na estrada e chegamos na Cascada Misol-Ha. O motorista propôs uma parada maior para o almoço, porque ali tinha um restaurante e em Palenque não haveria nada para comer, mas a ampla maioria preferiu parar só por meia hora pra ver a cascata. O que eu fiz? Tirei umas fotos rapidinho e fui comer! Hehehe. A cascata é bem bonita, mas quem conhece a Cascata do Caracol aqui no Sul, em Canela, não se surpreende tanto. Saindo de Misol-Ha, andamos mais 20 km até as ruínas de Palenque. A entrada está incluída no tour, mas cada um pagou mais $ 50 para contratarmos um guia. Rafa o nome dele, valeu muito a pena. Se for a Palenque, pense em contratar um guia. Para grupos se torna barato até. As ruínas? Incríveis! O lugar mais lindo que vi em toda a viagem talvez... Mas por favor, NÃO ESQUEÇA O REPELENTE E O PROTETOR SOLAR. Palenque é úmida e muito, mas muito quente. E os mosquitinhos estão loucos pra chupar seu sangue brazuca! Hehehe. Saímos de lá às 16:30. Com esse tour que eu comprei é possível retornar para San Cristóbal até seu hotel. Porém, Palenque estava no caminho do meu próximo destino, Merida, no estado de Yucatán, e não fazia sentido retornar esses 200 km do caminho. O motora da van me deixou na rodoviária de Palenque. Comprei a passagem para Merida na hora. $ 454 em ônibus da sempre companheira ADO, às 21:00. A rodoviária de Palenque, diferente das outras por onde passei, é bem pequena. Troquei de roupa, pois estava emplastrada de uma meleca que misturava suor, repelente e protetor solar, e esperei o horário do ônibus. 12º dia - 21/06/2013 – sexta-feira Merida Cheguei em Merida muito cedo, 04:45 da madrugada. Tomei um taxi ($ 40) até o hotel Nomadas Hostel (Call 62, #431). Antes de reservar, me certifiquei de que eles fariam o check-in a essa hora. As informações diziam, bem claras, RECEPÇÃO 24 HORAS. Conta outra Zé... cheguei lá, apertei campainha, bati na porta, o motora do taxi fez um buzinaço... nenhuma alma viva pra me receber. Aí minha vontade era de colocar aquela porta abaixo a pontapés! Imagina, a pessoa sozinha, num país estranho, no meio da madrugada, na porta do hotel, que era pra ser 24 horas, e ninguém vem abrir!!! Eu quase entrei em pânico, mas aí o santo motora do táxi me disse que conhecia um lugar que ficava aberto 24 horas, bem no centro, na frente do zócalo. Fazer o que? Confiar nele! E pra lá eu fui, por mais $ 40. Hostel Zocalo. Consegui quarto individual por $ 350 a diária. O recepcionista da madrugada em deixou entrar no quarto, aí pude tomar um banho e voltar a me sentir um ser humano. Dormi algumas horas até amanhecer. Acordei as 07:00 e fui tomar café. Depois, na recepção do hostel, eu comprei um tour pra Uxmal para este dia ($ 375, com guia e almoço incluído) e o tour para Chichén Itza ($ 675 com guia, almoço e transporte até Tulum depois). Mais uma vez, acabei optando por tour de agência, para facilitar. A van para Uxmal me pegou às 09:30, e também tinha um japonês ali do hostel que foi junto. Muito gente boa, mas falava muito pouco inglês e nada de espanhol. Ainda conheci duas argentinas, Beatriz e Adriana, que se tornaram minhas mães nos dois passeios que fizemos (ela também foram pra Chichén Itza). A primeira parada é em Kabah, um pequeno sítio arqueológico da região, o primeiro sítio maia da Ruta Puuc ($ 40 a entrada, não incluída no preço). A Ruta Puuc é um conjunto de 5 zonas arqueológicas que mantém um mesmo estilo arquitetônico maia nas suas construções. Uxmal, para onde fomos em seguida, é outra das 5 cidades Puuc. A entrada são dois valores: $ 57 para o INAH (Instituto Nacional de Antropologia), que mantém os sítios, e mais $ 125 para o Governo do Estado de Yucatán. O sítio é lindo, e o guia também foi ótimo, contou várias histórias, explicou sobre o Juego de Pelotas e várias outras coisas. As 15:30 fomos almoçar. Só se paga a bebida, a comida é incluída no valor do tour. Cheguei no hostel muito cansada. Tomei um banho, jantei no quarto e fui dormir. 13º dia - 22/06/2013 – sábado Merida – Tulum Acordei e arrumei minha mochila. Hoje no fim do dia chego em Tulum, no estado de Quintana Roo, meu último destino previsto no Mexico. Minhas coisas já não cabem mais com facilidade na mochila... deve ser a sujeira das roupas... hehehe. Tomei café, peguei minhas coisas e fiz o check-out. O tour para Chichen Itza custa normalmente $ 375, com retorno para Merida. Mas, se você pretende ir até alguma das praias da Riviera Maia, é possível incluir esse transporte no valor. A agência providencia uma van de Chichen Itza até seu destino. E foi assim que fiz, por mais $ 300. Às 09:30 a van me pegou no hostel. Fomos, eu e o mochilão, rumo a uma das sete novas maravilhas do mundo moderno! 2 horas de estrada. Chichen Itza também tem dois valores de entrada: $ 57 e $ 125. O lugar é mágico. A pirâmide El Castillo, a principal, é linda! Mas tem muuuuito turista. É um desafio conseguir uma foto sem alguém complementando o quadro. Eu, Adriana e Beatriz andávamos sempre juntas. Foi legal, me senti menos sozinha. Nesse dia sofremos o inconveniente principal de tours por agência: o desrespeito de alguns indivíduos. Tinham 3 mexicanos idosos que atrasaram todo o passeio, porque não queria fazer o que o guia pedia. Paravam toda hora, não estavam nem aí pras explicações, um saco! Notava-se o desconforto do guia em agradar a todos. Resultado: as explicações foram bem meia-boca. Senti falta de maiores detalhes sobre um lugar tão interessante. Saímos dali 14:15 e fomos almoçar. De bônus, o guia nos ofereceu uma visita a um cenote, Ik-Kil, o cenote azul. Mas, graças aos nossos amigos velhotes mexicanos, a saída do restaurante atrasou e tivemos pouco tempo no cenote. Não consegui nem entrar pra um mergulho, porque senão perderia o transporte para Tulum. As 16:30 peguei minha mochila e troquei de van, para ir a Tulum. Ainda no caminho, as vans de turismo param no centro de Valladolid por meia hora. As 18:45 cheguei em Tulum, na cidade, e tomei um taxi ($ 90) até Tulum Playa. Fiquei hospedada nas cabanas Coco Tulum (USD 98 a diária). As cabanas são simples, só com a cama, e o banheiro é compartilhado. Mas ficam NA BEIRA DO MAR DO CARIBE! E aquilo é lindo demais! A impressão que tinha de Caribe era de Cancún, agitado, muvuca, turistas demais. Mas isso muda quando você vai pra Tulum, a irmã hippie e tranquila de Cancún. Adorei o lugar. É tudo ecológico, a energia provém de geradores eólicos e placas solares. A água dos banheiros parece água do mar levemente dessalinizada, inclusive dizem pra não beber. No lado do hotel tem um restaurante ótimo, fiz todas as minhas refeições lá. Naquela noite tomei um banho, jantei e dormi cedo, com o barulho das ondas do mar e o vento fresco batendo na cabana. 14º dia - 23/06/2013 – domingo Tulum Acordei e fui tomar café no restaurante parceiro do hotel. Waffers com mel e geleia, tri gostoso. Peguei um taxi ($ 130) até as ruínas maias de Tulum. Percebe-se que tudo nessas bandas fica mais caro, até o táxi. As ruínas de Tulum são incrivelmente divinas! Na beira do mar do Caribe! É mágico! $ 57 para entrar. As fotos ficaram incríveis, mas o excesso de turistas incomoda. Voltei de táxi ($ 90) para as cabanas e tirei o resto do dia pra curtir as mordomias que permiti ao Caribe me proporcionar. Com certeza um dia vou voltar pra curtir mais essa região. Agora vocês entendem porque falei lá no início que mudei minha opinião sobre o Caribe Mexicano... À noite, arrumei todas as minhas coisas e já comecei a ficar com saudades do Mexico, de tudo o que conheci, de tudo o que vivi nesses dias... mas também a saudade de casa já estava forte. Talvez esse nervoso me causou a dor de barriga e desarranjo intestinal mais cruel de toda viagem. Seria a Vingança de Monctezuma?!? Bom, me entupi de remédios, porque o dia seguinte seria uma maratona de voos e esperas em aeroportos... 15º dia - 24/06/2013 – segunda-feira Tulum – Cancún – Cidade do México A dor de barriga me fez cair da cama cedo. Mais uns remedinhos e mais um soninho e levantei de vez. Acertei as despesas do restaurante (no restaurante que falei, você pode optar por pagar tudo no chek-out do hotel), fiz check-out e esperei o transporte até o aeroporto de Cancún, onde pegaria um voo de volta à Cidade do México ($ 1729, pela Aeromexico). Você pode optar por ir de ônibus até Cancún, mas como os horários são bem ruins e meu tempo era curto, resolvi contratar junto ao hotel um transporte privado. E tudo isso tem um preço: USD 115. Mordomias do Caribe, ok? Hehehe. Chegando no aeroporto, comprei uma mala para colocar dentro o mochilão e despachar a bagagem com maior segurança. Não queria minhas preciosas garrafinhas de Mezcal quebradas! Fila quilométrica no check-in, conheci um casal de paulistas, esperei o voo, embarquei as 11:20... 13:20 estava de volta à Cidade do México! Como a Aeromexico opera no T2 do aeroporto, peguei o trenzinho até o T1. É só ir perguntando que você chega até o embarque do trenzinho. No T1, fui até o Locker onde havia deixado minha outra mala, e lá estava ela do jeitinho que eu deixei. Despachei as duas malas no guichê da TAM e agora era só esperar o embarque, às 19:50. Longas horas de espera em um aeroporto sem bancos! Isso mesmo, banco pra sentar é coisa rara! Foi o momento de reler meu diário de bordo, acrescentar informações e sentir saudades de tudo mais uma vez. Logo estaria em casa novamente, mas a vontade já é de voltar um dia... às 20:00 o voo decolou rumo a São Paulo. 16º dia - 25/06/2013 – terça-feira São Paulo – Porto Alegre Após longas 9 horas de voo, cheguei em São Paulo. Eram 07:00 quando coloquei novamente meus pés em solo brasileiro. Daqui pra frente foram só protocolos de aeroporto até embarcar para Porto Alegre, às 09:10. Às 10:30 estava na minha capital preferida, onde meu querido primo e minha querida amiga-irmã estavam me esperando de braços abertos. Viajar é bom, mas eu adoro o momento de chegar em casa! Comer a comidinha da mãe, ganhar carinhos e mimos da família... Não tão bom é desfazer as malas e arrumar toda aquela bagunça! Hahaha. The End!
  2. Bruno, te respondi a MP... Mas se você ler no relato eu explico como fiz em Palenque, sem dormir na cidade. E a moeda pra pagamento de tudo lá é o peso mexicano...
  3. Oi Dâmaris! Sim, eu deixava nos armários do hostel... É um risco que vc corre, não tem muito como fugir disso. Você tem certeza que vale a pena levar real? Tenta te informar, pois provavelmente o real desvalorizou frente o peso mexicano também. Pode não valer a pena levar real (possivelmente levar dólar ainda seja mais vantajoso). Qualquer dúvida, escreva novamente
  4. Oi Cesar!!! Claro, lembro de vcs sim! Falei com a Deia esses dias, ela me pediu umas dicas pelo FB Aproveitem muito essa terceira ida!
  5. Em torno de R$ 6700,00, lembrando que o dólar estava com cotação bem mais baixa, e isso influencia muito.
  6. Mochileiros e mochileiras! Estou aqui mais uma vez, após um ano da minha viagem para o México (http://www.mochileiros.com/mexico-15-dias-e-6-estados-df-puebla-oaxaca-chiapas-yucatan-quintana-roo-com-fotos-t85130.html), para relatar a minha mochilada pela Europa em março deste ano, a qual carinhosamente chamei de A Conquista da Península Ibérica! Os valores apresentados vão ser aproximados, preferencialmente em euros (€) e por pessoa, salvo quando dito o contrário. Os horários são sempre no fuso de cada local. Viajei com mais duas amigas, a Camile e a Cris, e o objetivo inicial era visitarmos uma terceira amiga, a Rafa, que está morando e estudando em Porto, Portugal. E, de Portugal, partiríamos para a Espanha. O roteiro ficou assim dividido: 3 dias em Lisboa, 1 dia em Évora, 3 dias no Porto, 2 dias em Madri, 4 dias pela Andaluzia de carro e 2 dias em Barcelona. No final ainda teríamos um dia livre no Porto para descansar antes do retorno para casa. Para a elaboração deste roteiro, me baseei no sempre querido Guia Visual da Folha de São Paulo, o de Portugal e o da Espanha. Além disso, também peguei algumas dicas aqui, no mochileiros.com, e outros blogs perdidos pela internet... É sempre bastante interessante usar e abusar dos mapas que são entregues nas cidades que você vai visitar, quer seja em centros de informações, quer seja aqueles que o pessoal do hostel entrega (sempre peça no momento do check-in!). Sobre as passagens aéreas: compramos no final de novembro, em uma promoção da Air France. Pagamos € 940, com o trecho nacional operado pela TAM (somos do RS, então tivemos que fazer conexão no RJ/SP). Houve outra conexão em Paris, na ida e na volta. Aqui vai a primeira dica, que todos já devem saber: se você fizer escala em Paris, ou em outro aeroporto de grande porte, reserve no mínimo de duas horas para o intervalo entre os voos, pois o aeroporto Charles de Gaule é imenso, e trocar de portão para o próximo voo vai exigir um bom tempo e uma boa caminhada... Os trechos de Lisboa-Évora-Lisboa (€ 22,60 ida e volta) e de Lisboa-Porto (€ 20,00 só ida) fizemos de ônibus, e compramos as passagens antecipadas no site (http://www.rede-expressos.pt/). O trecho de Porto-Lisboa, no último dia, compramos na rodoviária da cidade do Porto, durante um dos passeios. Os trechos de Porto-Madri (€ 18) e de Barcelona-Porto (€ 30) fizemos em voos da Ryanair (http://www.ryanair.com/), empresa aérea low coast muito interessante para quem quer viajar gastando pouco. Pesquise passagem com antecedência para conseguir bons preços, mas saiba que as restrições de bagagem são bem rígidas (sem custo, apenas uma bagagem de cabine e uma mochila pequena ou bolsa de mão; acima disso você tem que despachar a bagagem, e o custo acaba sendo maior do que a própria passagem). O trecho de Madri-Barcelona fizemos em trem AVE de alta velocidade, da Renfe (€ 38), e os tíquetes foram comprados no site (http://www.renfe.com/). É uma experiência bastante interessante, mas também é necessário pesquisar as passagens com certa antecedência para conseguir um preço bom. E às vezes é um pouco complicado fazer a compra pela internet, alguns cartões de crédito acabam não funcionando, mesmo liberados para compras internacionais. Levamos todo nosso dinheiro em euros, em espécie. Não leve nada em dólares, pois o câmbio lá não é muito favorável, e dificilmente vão aceitar a moeda americana em algum lugar. Digo isso porque a Cris levou dólares que ela já tinha e não conseguiu usar, teve que trocar em uma casa de câmbio. Para irmos de Lisboa a Sintra, em Portugal, e para percorrermos a região da Andaluzia, no sul da Espanha, alugamos um carro no site da Europcar (http://www.europcar.com/). Você pode optar por alugar um carro lá mesmo, mas dependendo da época do ano podem não haver muitos modelos disponíveis. Nós havíamos reservado um carro pequeno para ambos os dias, mas acabamos trocando por um maior na Espanha no dia em que fomos retirar, e o valor foi bem acessível. Dica: leve um GPS com mapas da Europa daqui, ou então pague caro pelo aluguel de um GPS lá (o que aconteceu conosco). Mas não deixe de viajar sem o acessório!!! Vai evitar muita dor de cabeça... As ruas nestas cidades são verdadeiros labirintos! Os hostels foram reservados pelo Hostel World (http://www.hostelworld.com/). Então, vamos ao relato dia a dia (em breve adicionarei fotos!)... 1º dia – 11/03/2014 – terça-feira POA – RJ – Paris Nosso voo de Porto Alegre para o Rio de Janeiro, pela TAM, saiu as 15:00 em ponto, sem atrasos. Nossas bagagens foram despachadas aqui e só retiramos elas em Lisboa. No Rio de Janeiro, a previsão de saída era 20:20. Chegamos as 16:50, então tivemos tempo para comer e tomar um chopp (a preço de ouro, claro). O voo da Air France para Paris acabou atrasando, e saímos por volta de 21:00. Com isso, perdemos a conexão para Lisboa na capital francesa, pois o tempo entre um voo e outro era de apenas uma hora (não cuidamos o detalhe no momento da compra... ato falho!). 2º dia – 12/03/2014 – quarta-feira Paris – Lisboa O voo foi super tranquilo, e o serviço de bordo é excepcional! Realmente tudo o que você possa ter ouvido falar de bom da Air France é verdade. Chegamos em Paris por volta das 12:00, mas tivemos que atravessar do portão 2E para o 2F (trenzinho e longa caminhada), passar pelos procedimentos de imigração e esteira de bagagens de mão, o que nos tomou cerca de meia hora. Como nosso voo era às 12:35 para Lisboa, e chegamos no portão às 12:30, não permitiram nosso embarque, e remarcaram o voo para às 16:20. Chegamos em Lisboa às 17:30, tivemos parte de nossas bagagens vistoriadas na saída (procedimento normal, aleatório). Ainda no aeroporto, compramos o Lisboa Card, no quiosque do Ask me Lisboa. É um cartão que dá direito a entradas grátis em várias atrações da cidade, além de descontos para outras tantas. Você compra ele pelo período de tempo que ficar adequado para sua estada na capital portuguesa (24, 48 ou 72 horas), e ele começa a contar a partir do primeiro uso. Avalie a necessidade e se é vantajoso adquirir o mesmo. No site (http://www.askmelisboa.com/pt/catalog/lisboa-card-1) você pode ver as atrações cobertas pelo cartão e os descontos que ele permite, inclusive no transporte público). Compramos o nosso para 72 horas (€ 39). Como muitas coisas na Europa, eles contam que você é um cidadão íntegro e com boa índole, pois é você que vai escrever no seu cartão o dia e a hora do primeiro uso, e assinar. Então, faça por merecer esse crédito pré-aprovado que seu caráter está tendo! Hehehe. Importante: não rasure seu cartão, senão você pode ter problemas... No mesmo quiosque, pegamos um táxi por € 23 a corrida até o Hostel. Ficamos hospedadas no Yes! Hostel, pertinho da Praça do Comércio. Diárias de € 14 em quarto feminino compartilhado, com café da manhã. A recepção é muito amigável, o pessoal muito gentil e atencioso, e as acomodações são muito boas, limpas e confortáveis. Recomendo com certeza. Tem várias opções de atividades turísticas e também oferece diariamente janta a um preço muito bom. No nosso quarto conhecemos uma menina do RJ, que estava há 5 meses viajando pela Europa. Uma querida a Mariana! Deu várias dicas para a Espanha. Nesta noite jantamos no hostel, € 10 com bebida incluída (chopp liberado). Conhecemos e conversamos bastante com um casal de SP, que estava há um tempo morando na Irlanda e agora viajavam com uma amiga pela Europa, antes de voltarem ao Brasil, e também com o atendente que ficava à noite no hostel, o Fabio. Ele é português, mas os pais são Angolanos. Extremamente alto astral! Depois da janta e do bate-papo, fomos dormir e nos recuperar das longas horas de voo. 3º dia – 13/03/2014 – quinta-feira Lisboa Acordamos, tomamos café da manhã no hostel e saímos para caminhar pelas ruas de Lisboa. A proposta nesse dia era conhecer a parte histórica da cidade. Começamos pelo Arco da Rua Augusta, Praça do Comércio e margens do Rio Tejo. Seguimos caminhando até a Igreja Conceição Velha (entrada gratuita, muito bonita por dentro), passamos pela Casa dos Bicos (acabamos não entrando, mas acho que é bem interessante pelas obras do Saramago que ali estão) e subimos até a Sé (€ 4 para acessar o claustro e o tesouro). Vale muito a pena a visita. Após a clássica foto do bonde elétrico passando em frente à Sé, caminhamos até o Miradouro de Santa Luzia, com uma linda vista da cidade de Lisboa, suas casinhas brancas e seus telhados uniformes. Naquele dia a vista estava um pouco prejudicada devido a obras no local, mas logo acima, no Largo das Portas do Sol, conseguimos uma vista bem legal. Dali, subimos até o Castelo de São Jorge (€ 6 com o Lisboa Card). Simplesmente espetacular, vista maravilhosa, e um museu anexo bastante interessante. Saindo do Castelo, pegamos o Elétrico 28, famoso bonde que cruza pela cidade, no Largo das Portas do Sol, em direção à Martim Moniz (final da linha). O percurso é bem bacana, passa por diversos pontos turísticos. Fizemos apenas uma parte dele, mas neste mapa (http://www.carris.pt/fotos/editor2/mapa_carris_paragens_site.pdf) você pode ver o percurso completo, bem como o de outros meios de transporte. Aconselho salvar esse simpático mapinha em seu celular/tablet para consultar quando estiver andando por lá. Fomos caminhando até a Praça da Figueira e Praça Rossio, onde paramos para almoçar no restaurante Tentação (€ 10 com refrigerante, prato tipo ala minuta). Após o almoço, caminhamos pelas praças e fomos até a Estação do Rossio, e depois passamos pelo Parque Restauradores até chegarmos ao ascensor da Gloria, uma espécie de bonde/elevador, que leva ao Bairro Alto. Descendo do bonde e caminhando para a esquerda, fomos ao Miradouro São Pedro de Alcântara. De lá, avistamos em frente, lá no alto, o Castelo de São Jorge. Voltamos em direção à Igreja e Museu São Roque. A visita para estudantes é grátis, e bem interessante. Em seguida, fomos até a Igreja do Carmo, que abriga em seu interior um Museu Arqueológico. Essa Igreja é famosa pelas suas colunas expostas após o grande terremoto ocorrido em Lisboa no ano de 1755. A visita custa € 2,80 com o Lisboa Card, e vale muito a pena. Terminamos as visitações turísticas indo até o Elevador de Santa Justa, que fica logo atrás da Igreja do Carmo. Paga-se € 1,50 pela subida até o topo, com lindíssimas vistas da cidade de Lisboa. Descemos novamente até a Baixa e caminhamos pelas ruas até anoitecer. Voltamos para o hostel, jantamos por ali novamente (€ 10 com bebida) e fomos dormir cedo, pois o dia seguinte seria dedicado a Sintra! 4º dia – 14/03/2014 – sexta-feira Lisboa – Sintra Após acordarmos e tomarmos café, caminhamos umas 3 quadras até a Estação Baixa-Chiado, onde tomamos o metrô até a Estação Parque (linha azul). Próxima desta estação está a loja da Europcar, onde fomos retirar o carro que havíamos alugado para irmos a Sintra. Sintra é uma cidade da Grande Lisboa, que fica a uns 40 minutos da capital portuguesa. No caminho, está a localidade de Queluz, que abriga um palácio onde viveu a Rainha D. Maria I de Portugal, conhecida também por Maria, a Louca. Pelo tempo, acabamos não entrando no palácio. Já em Sintra, paramos na “vila” (centro da cidade) e tiramos algumas fotos externas do Palácio Nacional. Acabamos não entrando, pois optamos por visitar o Palácio da Pena, que é lindo demais. A entrada combinada para o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros, mais o trem que leva até o primeiro, sai por € 15,50. Com o Lisboa Card, as mesmas atrações saem por € 15,00. Mas aqui vai outra dica: não esqueça de sempre levar com você o livreto que entregam junto com o seu cartão no momento da compra, pois nele estão os vouchers com os descontos para algumas atrações, como é o caso de Sintra. Visitamos o Palácio da Pena e, antes de irmos até o Castelo dos Mouros, almoçamos na Vila de Sintra (€ 10 um prato de massa bem saboroso). O Castelo dos Mouros é perto do Palácio da Pena, tem uma trilha que pode ser feita a pé mas é bem cansativa. Fomos de carro, e nos perdemos diversas vezes por aquelas estradas. Mas é uma visita imperdível, lugar impressionante mesmo. Para finalizar as atrações de Sintra, visitamos a Quinta da Regaleira (€ 4,80), uma propriedade de um excêntrico milionário português do século XIX, que abriga palácios, jardins e vários simbolismos religiosos e históricos. Um lugar bastante legal, que infelizmente não pudemos aproveitar pela falta de tempo, pois ainda queríamos curtir o pôr do sol no oceano pelo caminho. Saindo de Sintra, seguimos a estrada até o Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa, simplesmente lindo e imperdível. Vá perto da hora do por do sol, para contemplar a beleza dessa paisagem, um penhasco na beira do Oceano Atlântico. E ainda dá tempo de dar uma passada na Boca do Inferno, em Cascais, no caminho de volta para Lisboa, e se despedir de vez do sol. Saímos às 18:40 de Cascais, e pegamos bastante trânsito na chegada a Lisboa. Por muito pouco não perdemos a hora de devolução do carro... E ainda tivemos que abastecer o carro antes da entrega. O curioso é que, na maioria dos postos por lá, é você mesmo que abastece! Se perder meu emprego, já posso ser frentista! Hehehe... O total do aluguel do carro foi de € 60, e mais € 15 de combustível. Retornamos ao metro Estação Parque e descemos na mesma Estação Baixa-Chiado, de onde fomos para o famoso Largo do Chiado, jantar, curtir o fim da noite e, claro, tirar uma foto com a estátua do Fernando Pessoa que está em frente ao Café A Brasileira. 5º dia – 15/03/2014 – sábado Lisboa O dia começou por volta das 09:00, quando pegamos o bonde 15E na Praça do Comércio em direção a Belém. Descemos na “paragem” do Mosteiro dos Jeronimos, mas era cedo e ainda não estava aberto. Atravessamos a praça e a passagem subterrânea até o Padrão dos Descobrimentos, que também estava fechado. Ambos só abrem às 10:00. Tiramos algumas fotos e, no horário certo, fomos até o Mosteiro dos Jeronimos (grátis com o Lisboa Card). É muito legal a visita do mosteiro, uma importante obra da arquitetura manuelina que honra a riqueza da Era dos Descobrimentos, e ainda é possível visitar a Igreja (grátis, pode visitar só ela). Saímos dali as 11:30, e fomos então até o Padrão dos Descobrimentos, localizado a beira do Rio Tejo e que homenageia os grandes navegadores portugueses (€ 2 para subir). A vista é divina lá de cima! É possível avistar o próprio Rio Tejo, a Ponte 25 de Abril, a Torre de Belém... Depois, visitamos a famosa Torre de Belém, uma fortaleza e ponto de partida das embarcações portuguesas que iam em busca de novas rotas comerciais (grátis com Lisboa Card). É interessante, tem toda a história da época dos descobrimentos e grandes navegações contada nas paredes. Para finalizar a visita a esse aconchegante bairro de Lisboa, fomos à magnífica Pastelaria Belém, onde você pode saborear os pastéis de Belém, ou pastéis de nata como são chamados em outros lugares de Portugal e do mundo. Mas pastel de Belém, só aqui! E são deliciosos, dos deuses! E experimente também os bolinhos de bacalhau, são magníficos! Na volta, pegamos o mesmo bonde 15E, mas ele parou numa paragem intermediária e tivemos que descer. Então, para conhecer mais da vida lisboeta, pegamos um ônibus até a Praça da Figueira. O transporte púbico de Lisboa é bem prático, na parada mesmo você consegue se localizar e ver qual o número do ônibus que você deve tomar. E aquele mapinha dá uma mão também! Da Praça da Figueira, fomos até a Estação Rossio, pegamos o metro até a Estação Oriente (Linha verde: Rossio até Alameda; troca para a linha vermelha até Oriente), de onde iríamos conhecer o Parque das Nações, a vida moderna de Lisboa. A saída da estação do metrô é o interior do Shopping Vasco da Gama, onde acabamos voltando no final do dia. Fomos caminhando até o Oceanário (€ 13,60 inclui exposição permanente e exposição temporária, que na época era sobre tartarugas marinhas). É um passeio incrivelmente demais e simplesmente imperdível. Um aquário gigante que abriga simpáticos pinguins, morsas divertidíssimas e peixes de todos os tipos. Faça um bem para você mesmo e não perca por nada o Oceanário! Ali perto está o teleférico Telecabine de Lisboa (€ 5,90 ida e volta), de onde se tem uma vista linda dessa região da cidade. Pelo pouco tempo que tínhamos, acabamos não indo ao Pavilhão do Conhecimento, pois fecharia em poucos minutos. Voltamos ao Shopping, jantamos, demos uma olhada em algumas lojas e voltamos para o hostel. Essa seria nossa última noite em Lisboa, então bora lá arrumar as malas! 6º dia – 16/03/2014 – domingo Lisboa – Évora – Porto Acordamos cedão, arrumamos o resto das nossas coisas e partimos para o check-out no hostel. Fizemos uns sanduíches para comer no caminho e tomamos um táxi até a Rodoviária de Sete Rios (€ 12,30 a corrida) Você pode também ir de metrô, pegando a linha azul na Estação Baixa-Chiado até a Estação Jardim Zoológico. Lisboa vai deixar muita saudade... Na Rodoviária estava tudo fechado, até mesmo o lugar para deixarmos nossas mochilas enquanto íamos para Évora. Acabamos tendo que levar tudo junto conosco, torcendo para que em Évora houvesse algum locker ou algo do tipo. O ônibus saiu às 08:20, e às 09:30 estávamos em Évora. E a sorte estava conosco! € 1 por mochila para eles guardarem a nossa bagagem, até o fim do dia. Siiiim!!! Só um eurozinho! Tomamos um café e fomos caminhar pela cidade. Évora, que fica na região do Alentejo, tem um centro histórico bem legal, pequeno e cercado por muralhas. Passando pelo Portal de Entrada, caminhamos poucos metros até chegar na Praça de Giraldo, onde tem uma fonte e mesinhas de restaurantes e cafés. Ali também fica a Igreja de Santo Antão, simples mas muito bonita (grátis). Subimos caminhando até a Sé de Évora, visitamos a Catedral e o Museu (€ 4,50), subindo até as torres da Igreja. Linda vista, lugar interessante e bonito. Mais adiante, estão as Ruínas do Templo Romano, ou Templo de Diana, em uma praça da cidade (grátis), e o Museu de Évora (€ 1,50 para estudantes), bem interessante. Voltamos para a Praça de Giraldo, onde almoçamos muito bem (€ 15 em média) no Restaurante Giraldo. Fomos atendidas por um brasileiro que está morando há um tempo já em Portugal, não recordo o nome dele. À tarde caminhamos até a Igreja de São Francisco, muito bonita. Ao lado, está a impressionante Capela dos Ossos , uma espécie de mausoléu construído com ossos humanos dos cemitérios da cidade. É o tipo de coisa que você talvez não veja em outro lugar, sem palavras, imperdível (€ 1,50 para estudantes, mais € 1 para tirar fotos). Encerramos nosso dia em Évora no Parque Público, comendo picolé, tomando chopp e relaxando na sombra. Voltamos então para a Rodoviária, pegamos nossas mochilas e, às 17:40 voltamos a Lisboa. Chegamos às 19:10, fizemos um lanche rápido e, às 20:00, embarcamos no ônibus para Porto, onde finalmente iríamos reencontrar a Rafa, que já estava há seis meses em Portugal! Às 23:30 chegamos no Porto, e lá estava nossa queridona nos esperando com um sorrisão no rosto. Fomos de táxi até a casa dela, e a conversa e as fofocas foram longe, ficamos até tarde da madrugada colocando todos os assuntos em dia e tomando cerveja, até praticamente desmaiarmos de sono... 7º dia – 17/03/2014 – segunda-feira Porto Depois de uma ótima noite de sono e um belíssimo cafezão da manhã, saímos a caminhar e conhecer o Porto. Fomos até a Estação São Bento, a mais famosa da cidade, conhecida também por “Comboios”. Além de metrô, de lá também saem trens para outras cidades portuguesas. Caminhamos dali até a Sé do Porto, o Pelourinho e a Muralha Ferdinando. Atravessamos a pé a Ponte D. Luiz I, que leva até Vila Nova de Gaia, do outro lado do Rio D’Ouro. Em Vila Nova de Gaia, compramos o tíquete para o Teleférico, passeio de barco pelo Rio D’Ouro e degustação em Cave de Vinhos do Porto (€ 15). Primeiro, pegamos o Teleférico de Gaia até a parte baixa da cidade, caminhamos pela beira do rio e atravessamos novamente a ponte a pé, agora pela parte de baixo, retornando para a região da Ribeira-Porto (o barco sai na margem do rio do lado do Porto). Almoçamos uma Francesinha, prato típico da região, tomamos um chopp e compramos algumas lembrancinhas. Às 15:00 pegamos o barco e fizemos um passeio pelo Rio D’Ouro, passando pelas 5 pontes (Arrábida, D. Luiz I, Infante, Maria Pia e São João). Voltamos para a Ribeira, caminhamos até Vila Nova de Gaia e fomos até a Cave Quevedo Port Wine para a degustação. Lá pudemos apreciar também um fado (música bem melancólica típica de Portugal). Retornamos de Teleférico até a parte alta da ponte, atravessamos a pé e pegamos o metrô até a casa da Rafa. À noite, comemoramos o aniversário dela, que havia sido poucos dias atrás, com uma janta deliciosíssima! Bacalhau com Natas e panquecas de morango e avelã! Dia cheio de coisas maravilhosas, barriga cheia... hora de dormir! 8º dia – 18/03/2014 – terça-feira Porto Hoje o passeio iniciou em direção à parada do ônibus para a Foz do D’Ouro. Essa parte da cidade é linda! Caminhamos pela Praia dos Ingleses até a barra da Foz do D’Ouro, com seu belo farol. Depois, pegamos outro ônibus, para Matosinhos. Andamos pela beira da praia, almoçamos num restaurante de sushi muito bom (não lembro o valor, mas não era caro), tomamos nosso bom chimarrão do sul do Brasil e, em seguida, fomos para o Parque da Cidade. Fizemos uma boa caminhada pelo Parque, e retornamos até o Castelo do Queijo (Forte Francisco Xavier), mas já estava fechado). Sentamos então em um bar na beira da praia para tomar chopp e curtir o por do sol. No fim do dia voltamos pra casa da Rafa. A ideia era sairmos à noite para conhecer o agito do Porto, mas a beleza aqui pegou uma bela de uma gripe (eu sou chique, pego até gripe europeia ), e acabamos ficando por casa mesmo. Aproveitamos para fazer nossos check-ins dos voos da Ryanair. Essa é uma dica boa: fazer o check-in antecipado assim que possível, para ter opção de escolher o assento, que no momento da compra é cobrado a parte. Se não me engano, são a partir de 7 dias antes do embarque. 9º dia – 19/03/2014 – quarta-feira Porto Acordamos, tomamos café e saímos para conhecer o Centro Histórico da Cidade do Porto. Começamos pela Avenida dos Aliados, onde estão a Câmara Municipal em uma ponta e o monumento a D. Pedro IV (o nosso D. Pedro I) em outra. Caminhamos até a Torre dos Clérigos (€ 2 para subir), mas infelizmente a igreja estava fechada para obras. Só foi possível subir na torre e curtir a bela vista da cidade. Em frente a essa igreja está a Praça da Cordoaria. Depois, passamos na Praça Gomez Teixeira, onde ocorre a tradicional festa da “Queima das Fitas”. Bem perto desta praça existem duas igrejas praticamente grudadas, separadas apenas por um apartamento suuuuper estreito (antigamente, duas igrejas de diferentes credos não poderiam ser uma ao lado da outra, por isso construíram esse “apertamento”). Fomos mais adiante, até a famosa Livraria Lello e Irmãos, com uma belíssima escada em seu interior. Infelizmente, não é possível fotografar. Passamos pelas “Galerias”, onde ocorre a noite do Porto, com seus bares e pubs, e caminhamos então até a Rodoviária pra comprar a passagem de volta a Lisboa para a noite do dia 28/03 (€ 17). Almoçamos ali perto e saímos para caminhar pela movimentada Rua Santa Catarina, com diversas lojas, a Igreja Capela das Almas de Santa Catarina e vendedores de castanhas portuguesas (assadas na brasa, o gosto parece de pinhão mas é meio doce...). Fomos até o Mercado Bolhão, uma espécie de mercado público, e depois pegamos o metro até a Casa da Música, passando pela Praça dos Leões. A visita guiada na Casa da Música custa € 5 e é muito legal! Voltamos para a casa da Rafa no fim da tarde, para arrumarmos nossas malas de partida para a Espanha! Arrumação padrão Ryanair, com muita coisa em pouco espaço! Hehehe. Deixei boa parte das minhas coisas em Portugal, principalmente as lembrancinhas que já havia comprado. Fomos dormir cedo... 10º dia – 20/03/2014 – quinta-feira Porto – Madri Nosso voo de Porto a Madri era às 06:30, então saímos bem cedo da casa da Rafa (ela nos acompanhou pela Espanha), pegamos um táxi até a Estação Trindade (a maior do Porto, com várias conexões de linhas de metro e pontos de ônibus) e dali um ônibus para o Aeroporto. No aeroporto, passageiros estrangeiros precisam ir no guichê da Ryanair carimbar o cartão de embarque. Feito isso, aguardamos mais uns minutos e embarcamos, rumo a Madri! Chegamos em Madri às 08:40 e fomos de metrô até o hostel (€ 5, linha 8 rosa da Estação Aeropuerto até Estação Nuevos Ministérios; troca para linha 6 cinza até Estação Cuatro Caminos; troca para linha 1 azul até Estação Tirso de Molina). Tenha sempre em mãos um mapa do metro (normalmente acompanha os mapas da cidade). Em Madri, o preço que você paga depende de quantas estações irá percorrer. Ficamos hospedadas no Way Hostel, próximo a Estação Tirso de Molina do metro, e a poucos minutos da Puerta Del Sol. Diárias de € 14 em dormitório feminino compartilhado, sem café da manhã. Como chegamos cedo, antes da hora do check-in, deixamos nossas bagagens no hostel e saímos para caminhar. Neste dia passeamos pela “Madri Antiga”. O primeiro ponto foi uma padaria deliciosa, onde comemos churros e porras (não se assuste! Lá, porra é o nosso churro, e churro é um pouco diferente) e tomamos chocolate quente, porque a fome era muita para esperar até a hora do almoço. Dali, estávamos a poucos minutos da Puerta Del Sol, uma praça aberta na área central onde estão localizadas diversas lojas, prédios, e de onde partem as ruas que levam aos principais pontos e atrações históricas de Madri (daí o nome Puerta Del Sol, onde a praça seria a meia lua do sol e as ruas que dali divergem, os raios do sol). Antigamente, era a entrada leste da cidade, e abrigava um castelo e um portão, que sumiram com o tempo. Em uma extremidade desta praça está o Monumento de Carlos III, e no outro a Estatua Del Oso y El Madroño, símbolo da cidade. Em frente, a Casa de Correos. Seguimos a pé até a Plaza Mayor, onde está o Monumento de Felipe III, filho da Rainha Isabel II, e depois até o Palácio de Santa Cruz, na Plaza de Provincia. Entramos na Igreja Colegiata de San Isidro, passamos pelo Mercado San Miguel, descemos a rua até o Arco de Cuchilleros (uma das portas da Plaza Mayor), fomos até a Basilica Pontificia de San Miguel (com um monumento em cobre de Carlos Cambronero em frente), passamos pela Prefeitura (Ayuntamiento) de Madri, ao lado da Plaza La Villa (com monumento de D. Álvaro Bazan). Caminhamos então até a Plaza Oriente, que fica em frente ao Palacio Real e ao Teatro Real. Nesta praça está o monumento de D. Felipe IV. Acabamos almoçando ali perto (€ 10), e então fomos até a Plaza España, onde está o famoso Monumento a Cervantes, com as estátuas de D. Quixote e Sancho Pança. Voltamos até o Palacio Real, passando pelos Jardins de Sabatini. A visita ao Palacio Real é gratuita de segunda a quinta-feira, das 16:00 às 18:00. É simplesmente espetacular! Só não é possível fotografar lá dentro. Não deixe de visitar se você passar por Madri! Saindo dali, logo à frente está a Catedral de La Almudena. Não entramos, pois o cansaço já dominava nosso corpo. Voltamos ao hostel e descansamos até a hora de jantar. Por indicação do staff do hostel, fomos ao Restaurante Fatigas Del Querer (Calle de La Cruz). Muuuuito bom. Comemos bastante por um preço bem acessível (não lembro quanto, mas não era caro). Fim do dia, hora de dormir, porque amanhã saímos cedo rumo à Andaluzia. 11º dia – 21/03/2014 – sábado Madri – Granada Depois do check-out no hostel, pegamos o metro na Estação Tirso de Molina, até a Estação Plaza de Castilla (linha 1 azul), onde está próximo o escritório da Europcar. Como reservamos um carro pequeno, e íamos ficar por 4 dias viajando, acabamos optando por trocar por um carro maior, por um valor um pouco mais alto. Alugamos também um GPS, sem o qual estaríamos completamente perdidas! Saímos às 08:00 em direção a Granada, nossa primeira parada na Andaluzia. Chegamos lá às 12:30, e depois de percorrer estradas estreitas e labirínticas, achamos o hostel. Deixamos nossas bagagens e saímos em busca de um estacionamento para o carro, pois na rua é praticamente impossível encontrar uma vaga. Com o carro estacionado (€ 16,50 a diária) e as bagagens guardadas no hostel, fomos almoçar e, em seguida, saímos para andar e conhecer o bairro de Albaicín. Caminhamos até a Plaza Isabel La Catolica, com as estátuas de Isabel II e Cristóbal Colón, e depois subimos a pé pela Carrera Del Darro, passando pela Plaza Nueva, Chanceleria Real e Plaza de Santa Ana. A Igreja de Santa Ana, ali mesmo na praça, estava fechada para visitação. Seguimos subindo, costeando o Rio Darro, e logo acima do rio estavam as muralhas e prédios de La Alhambra, que visitaríamos no dia seguinte. No alto do bairro, fomos até o Mirador de San Nicolas. Permita-se se perder pelas ruelas e escadarias de Albaicín, são bem simpáticas. E é provável mesmo que você se perca, porque aquilo parece um labirinto... fica difícil até mesmo entender como os carros conseguem passar pelas estreitas passagens! Do alto do Mirador, novamente era possível avistar La Alhambra, imponente no alto da cidade, aumentando ainda mais nossa ansiedade em conhecer esse que é um dos pontos turísticos mais visitados na Espanha. Voltamos para a parte baixa do bairro e visitamos El Bañuelo, uma espécie de sauna, ou banhos árabes, da época dos mouros, com um teto abobadado e aberturas em forma de estrela. Ainda queríamos ter visitado o Museo Arqueologico, mas estava fechado para obras. Final do dia, finalmente fizemos check-in no hostel. Hostel Vitta, super bem localizado, € 10 em quarto misto compartilhado, sem café da manhã. Demos sorte de ficar em um quarto separado, com dois beliches, apenas para nós 4. Os únicos inconvenientes são as camas, que são meio “bambas”, e o reservatório de água quente, que é super pequeno. No dia que chegamos em Granada, era a Festa da Primavera, e todos se reúnem no parque na entrada da cidade para beber na rua (o único local permitido para isso, fora os bares e restaurantes). Porém, como era longe para ir caminhando, e tínhamos que acordar cedo, acabamos não indo até lá. Jantamos perto do hostel, pizza e tapas, e bebemos a Cerveza Alhambra. Sobre as famosas tapas espanholas: são pequenas porções de comida, desde maionese de batata até pão torrado com algum recheio, servidas a preços módicos, mas nada de revolucionário... Eu fui pra lá com uma ideia diferente de tapas, estas sendo uma espécia de canapés como chamaríamos aqui no Brasil... 12º dia – 22/03/2014 – sábado Granada – Málaga Acordamos bem cedo e subimos a pé as ruas que levam a La Alhambra. Dica: compre o ingresso antecipado pela internet (http://www.ticketmaster.es/nav/landings/pt/mucho_mas/entradas_alhambra/), antes de viajar, pois aí você pode escolher o horário mais adequado ao seu roteiro e evita as filas, além do que o número de visitas diárias é limitado. Nós optamos pelo ingresso combinado (Alhambra General), que inclui todas as atrações visitáveis do monumento. Para visitar os Palácios Násridas, você marca um horário no momento da compra, visitação de 1 hora. O ingresso combinado saiu por € 15,40. Entramos às 08:15, e como o nosso horário para os palácios era às 12:30, deixamos para visitá-los por último. Esse é outro ponto importante, a ordem de visitação, para não perder a hora marcada, pois alguns pontos são mais afastados. Nossa ordem foi: Jardins de Generalife, mais próximos da entrada, e depois Alcazaba (fortaleza militar) e Palácio de Carlos V. Todos os pontos são incrivelmente lindos! Mas claro, a cereja do bolo são os Palácios Násridas! É muito interessante perceber toda a influência árabe que a região teve. Os palácios e os pátios são divinos! Depois de visitar La Alhambra, voltamos ao hostel, fizemos check-out, buscamos o carro e fomos almoçar. Almoçamos no mesmo restaurante do dia anterior, o Papaupa (Calle Molinos). É muito bom, recomendo! Saímos às 15:00 em direção a Málaga, chegando às 16:40. Em Málaga, fomos ao Miradouro e ao Castillo de Gibralfaro, e depois caminhamos pela moderna região do Porto de Málaga. Málaga é uma cidade muito bonita, e o clima estava bem agradável. Ficamos hospedadas no Hostel Casa al Sur (€ 14, quarto particular para 4 pessoas, banheiro compartilhado e sem café da manhã ). É bom, perto do movimento da noite de Málaga. Saímos para jantar e beber uma Cruzcampo bem gelada, acompanhada de sardinha assada na brasa! Nossa estada em Málaga foi mais tranquila, com poucas atividades programadas, então aproveitamos bem a noite. 13º dia – 23/03/2014 – domingo Málaga – Cádiz – Sevilha Acordamos por volta das 10:00, energias renovadas. Após o check-out, fomos curtir a beira da praia, onde tomamos um belo café da manhã e depois um chimarrão. Às 13:30 pegamos a estrada para Cádiz. Almoçamos em um Mc Donalds no meio do caminho. Cádiz não tomou muito do nosso tempo, apenas demos uma passada rápida para curtir o visual da cidade, na beira da praia. Como tínhamos pouco tempo, pegamos a estrada para Sevilha. Chegamos em Sevilha às 19:00, estacionamos o carro e fomos a pé até o hostel, que fica perto da Plaza Nueva, bem localizado. Ficamos no Hostel The Architect (€ 18 em dormitório feminino compartilhado, com café da manhã). Saímos para jantar e conhecer um pouco da cidade. 14º dia – 24/03/2014 – segunda-feira Sevilha – Madri Depois do café da manhã, saímos a caminhar pela cidade. Passamos pela Catedral de Sevilha, enorme e surpreendentemente linda, por dentro e por fora. Atrás da Catedral, está La Giralda, uma espécie de campanário da igreja. Acabamos não fazendo o tour, pois começava somente às 11 horas. Seguimos até o Real Alcázar, os palácios reais, e também não fizemos a visita. Era muito caro. Caminhamos até a Plaza España, passando pela Puerta de Jerez, Monumento da Cidade e Teatro Lope de Vega. Da Plaza España (muito bonita, ponto clássico de Sevilha), fomos até a beira do rio, ou Canal Alfonso XIII, passando pela Torre Del Oro, Plaza de Toros Maestranza e Puente de Isabel II Triana. Como já estava perto da hora do almoço, encerramos o tour, comemos uma deliciosa paella e voltamos ao hostel, para fazermos check-out e nos despedirmos de Sevilha. Pé na estrada, chegamos de volta a Madri às 19:50. Devolvemos o carro e voltamos de metrô para o mesmo hostel da primeira noite, mas dessa vez ficamos em quarto misto para 10 pessoas. Um azar, porque o quarto era habitado somente por meninos além de nós. Imagina o cheiro de chulé que dominava o recinto! Hehehe... Jantamos no hostel, uma porção de paella por apenas € 2! E cerveja, muita muita cerveja! Encerramos a noite já prevendo a ressaca do dia seguinte... 15º dia – 25/03/2014 – terça-feira Madri – Barcelona Acordamos e arrumamos as mochilas para fazer o check-out. Deixamos nossas bagagens em um quarto do hostel e saímos a caminhar, dessa vez para conhecer a região de Madri dos Bourbon. Passamos pelo Edificio Metropolis, Banco de España e, quando íamos passar pela Plaza de Cibeles, vimos as ruas todas trancadas e uma multidão parada no entorno do Palacio do Governo (Palacio de Cibeles). Achamos que era algum tipo de manifestação, devido à presença em peso dos policiais. Perguntamos para um deles do que se tratava aquilo, e ele nos informou que era um cortejo do enterro de um ex-presidente espanhol, que morrera no domingo anterior. Fotografamos de longe o Monumento de Cibeles e caminhamos até a Plaza de La Independencia, com a Puerta de Alcalá. Em seguida, fomos até o Parque Del Retiro, com os Palacios de Velázquez e de Cristal. Saindo dali, percorremos as ruas da região, compramos algumas lembrancinhas e paramos para almoçar. Depois do almoço, o frio era quase insuportável, muito vento e tempo nublado. Decidimos voltar pro hostel e esperar a hora do trem para Barcelona. Antes passamos em um mercado e compramos algumas coisas para lanchar no caminho. Às 17:00 pegamos o metrô até a Estação Atocha Renfe (atenção ao nome da estação! Pois antes tem a estação Atocha, mas você precisa ir até a Renfe pegar o trem), e de lá caminhamos até o terminal AVE Renfe, super fácil de achar, é bem do lado do metrô. O procedimento para embarque é bem simples, bagagem na esteira, conferem o cartão de embarque e você já vai para a sala de espera. Quando o trem chega, você vai para a plataforma indicada nos monitores e embarca. Sem grandes burocracias. Dentro do trem, entre um carro e outro, tem espaço para as malas. Partimos às 18:30 e chegamos em Barcelona às 21:15. Descemos na estação Sants, também junto ao metrô. Pegamos a linha 3 verde do metrô até a Praça Catalunya (€ 2,15... o metrô de Barcelona é mais caro, então calcule quantos tíquetes você vai precisar em sua estada na cidade e compre os bilhetes de mais unidade que compensam mais). Já na Praça Catalunya, uma das mais conhecidas da cidade, fomos caminhando até o Hostel 360, a umas 5 quadras dali (€12 em quarto misto, sem café da manhã), super bem localizado, atendimento excepcional e quartos bacanas. Só tivemos energia para o banho, e depois caímos na cama. 16º dia – 26/03/2014 – quarta-feira Barcelona Acordamos e saímos para tomar café da manhã na rua. Pertinho do hostel, achamos um café + um doce por apenas € 1,95. Barriga cheia, fomos até a Praça Cataunya para tentar comprar ingressos pro jogo do Barcelona x Celta de Vigo naquela noite, pelo Campeonato Espanhol. Em uma das esquinas da praça tem um centro de informações que vende ingressos, e conseguimos os mais baratos, por € 19. Ingressos comprados, pegamos o autobus 24 na outra esquina, que nos levaria ao Park Güell. A entrada para o famoso parque do Gaudí é gratuita, mas limitada. Para acessar as áreas mais bonitas (área monumental, com as obras do excêntrico arquiteto catalão), são € 8. E com certeza vale a pena, é muito legal. Pegamos o mesmo ônibus para voltar, e descemos na parada Passeig de Gracia-Rosseló (normalmente o letreiro luminoso do ônibus vai avisando as paradas), para então visitarmos a grandiosa Sagrada Familia, também do Gaudí. No caminho, a pé, passamos pela Casa Mía/La Pedrera, mas infelizmente estava com a fachada toda coberta e interditada para obras. Almoçamos ali perto e fomos para a fila dos ingressos da Sagrada Familia. Não estava muito grande, mas era uma fila considerável. Vale a pena comprar os ingressos antecipados pela internet (http://visit.sagradafamilia.cat/#tickets), mas nós não o fizemos (ninguém é perfeito... hehehe). O ingresso combinado para a Sagrada Familia + Torres custou € 17,30, para estudantes. Abre a mão viajante, vale a pena! Ir até lá e não curtir a visita completa é insanidade total! Esse ingresso contempla a igreja e a subida nas torres da fachada de Natividade (Nascimento). Bom, eu não tenho palavras para descrever esse momento da viagem. Talvez para mim era um dos mais esperados, junto com o Camp Nou (sim, sou fanática futebolística). E superou e muito minhas expectativas. Pena para as obras, andaimes e guindastes que ainda cercam a incompleta igreja do Gaudí. Mas com certeza um dia ainda volto nessa maravilha para vê-la concluída. Saindo de lá, fomos lanchar no Subway ali perto, e então pegamos o metrô na Estação Sagrada Família para o Camp Nou (Linha 5, azul, descendo na Estação Collblanc). Estar no Camp Nou, para mim, foi simplesmente demais! Quase um nirvana! Hahahahah. Estádio bonito, jogo estava bom. Pena para a chuva que caiu a maior parte do tempo. Voltando do jogo, pegamos o metrô, trocamos para a Linha 3, verde na Sants Estació, e descemos na Praça Catalunya. Dali, fomos a um bar perto do hostel, e indicado por eles: 100 Montaditos. Muuuuito bom! Os montaditos são pequenos sanduíches, de vários sabores, e muito gostosos. Naquela noite tudo era € 1, cada chopp grande, cada montadito, somente 1 eurozinho ! Bebemos muito, comemos muito e gastamos pouco! De volta ao hostel, banho e cama. 17º dia – 27/03/2014 – quinta-feira Bacelona Hoje seria nosso útlimo dia em Barcelona, último dia na Espanha. A Conquista da Península Ibérica estava chegando ao fim... Decidimos fazer um free walking tour pelo Bairro Gótico/Cidade Velha, oferecido pelo hostel. Para quem não sabe como funciona, é bem simples e muito interessante: um guia independente sai caminhando e contando as histórias e curiosidades daquele lugar, e no final do tour você paga o que achar justo pelo serviço. Na maioria das vezes, esses guias são surpreendentemente bons, pois quanto melhor o serviço deles, melhor será sua “recompensa”. E tivemos sorte! Nosso guia, o mexicano Roberto, era ótimo! Saímos da Placeta Pi (Pi = Pinus, a árvore), e passamos pela Basilica de Santa Maria Del Pi, L’Antiga Sinagoga (uma sinagoga da época romana/medieval), Placeta Manuel Ribé, Baixada de Santa Eulália, Placeta de Saint Felip Neri, os antigos portais de entrada romanos, da época em que Barcelona era chamada Barcino (relâmpago), Catedral de Barcelona, Porta de São Jorge, Plaça Del Rei, Castillo de Aragon, Colunas do Templo de Augusto, Plaça de Sant Jaume (com o Palácio do Governo/Palau de La Generalitat e a Prefeitura/Ayuntamiento de Barcelona), Plaça de Sant Miguel e Plaça Reial. O tour foi magnífico, um banho de história de Barcelona! Naquele dia ainda presenciamos uma manifestação, pacífica, pela independência da Catalunya. Segundo o nosso guia, essas manifestações são bastante comuns, praticamente uma vez por semana, na Plaça de Sant Jaume, manifestantes se reúnem para pedir a independência do povo catalão. Encerrado o tour, caminhamos por Las Ramblas até o Mercado de La Boqueria. Almoçamos já no meio da tarde, e então voltamos ao hostel para descansar e arrumar as malas para voltar ao Porto no dia seguinte. À noite, voltamos ao 100 Montaditos, mas dessa vez fomos e voltamos cedo. 18º dia – 28/03/2014 – sexta-feira Barcelona – Porto O dia começou bem cedo. Fizemos check-out no hostel e caminhamos até a Praça Catalunya, onde pegamos o ônibus que vai até o aeroporto. São dois ônibus, um para cada terminal (A1 e A2). Então, tome cuidado para pegar o ônibus certo! Não me recordo o valor, acho que era algo em torno de € 6, mas essa é a maneira mais prática e barata de ir até o aeroporto, que ainda não é atendido pela rede de metrô. Nosso voo para o Porto saiu às 09:55, chegando às 10:55 na terra portuguesa. Pegamos o ônibus e o metrô até chegarmos de volta na casa da Rafa. Após o almoço, fomos para um Outlet que tem na cidade, pois a Cris e a Camile queriam fazer compras. O restante do dia foi dedicado a arrumarmos todas as nossas coisas nas mochilas para o retorno. Tarefa difícil, parece que tudo aumenta de tamanho e falta espaço! Hahahahaha. No final da noite, após a janta, pegamos um táxi até a Rodoviária do Porto, nos despedimos da Rafa e voltamos para Lisboa, para pegarmos o voo da volta. Vai ficar uma saudade enorme de tudo! 19º dia – 29/03/2014 – sábado Lisboa – Paris – SP – POA O ônibus chegou em Lisboa no começo da madrugada, e por nossa sorte ele passa no aeroporto antes da Rodoviária. Descemos ali mesmo, e fomos até o guichê da Air France resolver uma mudança de última hora no nosso voo. Mas tivemos que aguardar umas duas horas até abrir. Confusões e conversas depois, conseguimos resolver, e às 06:30 embarcamos para Paris. Dessa vez ocorreu tudo bem, e não perdemos a conexão para São Paulo. Novamente o voo foi tranquilo, bem servido. Chegamos em terras brasileiras no início da noite, e ficamos esperando algumas horinhas até o nosso voo para Porto Alegre. Por volta de meia noite estávamos chegando em solo gaúcho. Família a amigos nos recebendo, e a vontade de começar a planejar a próxima! Conquistei a Península Ibérica! E a Península Ibérica me conquistou... FIM
  7. Oi Jocelaine! Muito obrigada pelos elogios, e fico feliz que tenha dado tudo certo na tua viagem! E com certeza irei partilhar de minhas próximas viagens! Afinal é para isso que nós mochileiros vivemos Um abraço!
  8. Olá lucaorodrigues! Fico feliz que tenha gostado do meu relato E muito valiosas as suas dicas também! Vamos às suas dúvidas então: 1) Antes de montar meu roteiro, pesquisei como andava a questão da segurança no país, já que eu viajava sozinha... e Guadalajara não estava muito bem cotada neste quesito, assim como Acapulco! Hehehe... então acabei deixando de fora, e devido ao tempo/logística de deslocamento, defini o meu roteiro em direção ao leste, ficando Guanajuato de fora também. 2) Se eu tivesse mais tempo, com certeza teria ficado mais na Cidade do México. Algumas coisas acabaram ficando de fora, como Xochimilco. Se vc dispõe de mais dias, aproveita! Qualquer nova dúvida que te apareça, pode contar comigo. Abraço!
  9. Oi Juliana! Prioriza o Oceanário, e depois faz a telecabine que é do lado. O Pavilhão do Conhecimento acabei não indo, justamente por falta de tempo. Se infora dos horários que cada atração abre e fecha, de repente vc inverte e faz Parque das Nações pela manhã e Belém a tarde... Ou então faça a Lisboa histórica em um dia pela manhã e Belém a tarde, e deixe um dia só para o Parque das Nações, já que vc está viajando com criança Aí nesse dia saia cedo e caminhe pelas ruas de Lisboa, é muito legal Abração, e qualquer dúvida conte comigo!
  10. Oi Katia! Obrigada pelos elogios! Fico feliz em poder ajudar Sobre os guarda-volumes, nem todos os parques possuem eu acho... Teotihuacán, na entrada que eu acessei o parque, não tinha nada. Na principal eu não lembro de ter visto. Na verdade o único que eu lembro de ver foi Chichén Itza, que é o mais bem estruturado... Abraço e Boa viagem!!!
  11. Comprei no dia do jogo, pela manhã, em um centro de informações, tipo agência turística. Uma dica, procura no google "como comprar ingressos para o jogo do real madrid" que sempre aparece alguma dica bacana
  12. Legal teu roteiro! Eu acabei assistindo a um jogo do Barça quando fui, mas dizem que o Santiago Barnabeau é mais bonito que o Camp Nou. Depois vc coloca as fotos de lá Na Espanha, além de Madri e Barcelona, visitei apenas a Andaluzia, que é uma região marcada fortemente pela cultura árabe, bastante interessante. Não fui pra parte medieval de Toledo, Ponferrada, Ávila...
  13. Em Lisboa, diria pra não deixar de maneira alguma de visitar o Oceanário, e combinar com Belém na outra metade do dia. Sintra tem um bus turístico que visita os prinipais pontos, caso vc não esteja alugando um carro. Não deixe de visitar Palacio da Pena, Castelo dos Mouros e Quinta da Regaleira. O Castelo dos Mouros exige um pouco do seu preparo físico, mas é tranquilo Na Espanha, eu trocaria Madri por Barcelona, tem muito mais coisa pra fazer, a Sagrada Familia encanta demais! No mais, acho que está tudo no roteiro. Mas se quiser mais algum detalhe específico pode perguntar. Se eu souber eu responderei!
  14. Oi! Atravessando a Ponte D. Luiz, aquela que leva de Porto a Vila Nova de Gaia, pela parte de cima, tu chega no teleférico, e lá pode comprar o passe combinado do teleférico, passeio de barco e degustação de vinho na cave. Ou, na Ribeira (Porto), tem umas tendas na beira do rio que vendem o passeio de barco, e nas caves em Gaia vc pode comprar só a degustação. Espero ter ajudado
  15. Suzy! Sobre Oaxaca, não é que achei perigosa a cidade... Meu hostel era meio afastadinho do centro, dava pra ir a pé, mas o caminho era meio sinistro... Não sei explicar bem, acho que era o fato de estar sozinha e chamar muito a atenção como turista. Mas a cidade é bem de boa no geral! Acho que você dividiu bem o roteiro, vai curtir um pouco de cultura e história e um pouco de praia! Chichen Itza vale a pena com certeza! Porém os tours vindos de Playa ou Cancun são mais caros do que se vc viesse de Merida... E Merida ainda tem Uxmal, que eu achei demais tb! Então de repente vc pode avaliar de ir de Palenque para Merida, em ônibus noturno como eu fiz, e fazer em um dia Uxmal e no outro Chichen, e indo pra Playa no fim do dia. Eu fiz assim, só que fui pra Tulum. É bem tranquilo! Uxmal é legal pq vai tb em Kabah, outra ruína Maia bem pequena, e a história do lugar é legal. Espero ter ajudado, e não te deixado com mais dúvidas ainda! Hahaha Beijo!
  16. A passagem tá muito barata mesmo, aproveita!!! E depois posta as fotos e conta pra gente como foi! Eu li os teus relatos, me ajudaram bastante tb! Abração!
  17. Oi Suzy! Fico feliz em poder ajudar Eu viajei de busão o tempo todo praticamente, todos a noite, e não tive nenhum problema! Na época em que viajei eu procurei me informar se tinha alguma região desaconselhada pra viajar e tal, e tudo o que lia falava que a violência no México estava controlada, exceto na região de fronteira americana, que sempre é tenso né... E sempre levei a grana comigo, felizmente nada de ruim aconteceu Eu procurei viajar sem pensar muito nisso, mas confesso que no primeiro trecho, de Cidade do México a Oaxaca, fiquei com um medinho inicial, mas logo passou. Dá pra dormir no bus e é bem de boa daí! Hehehe Qualquer outra dúvida, sinta-se a vontade em perguntar. Beijão! E parabéns pela escolha, vc vai amar o México!
  18. Olá! O relato completo pode ser conferido no link: http://www.mochileiros.com/portugal-e-espanha-a-conquista-da-peninsula-iberica-lisboa-sintra-evora-e-porto-madri-granada-malaga-sevilha-e-barcelona-t98845.html#p979107
  19. Olá pessoal! Este relato é parte de um mochilão que fiz pela Europa em março deste ano, que pode ser lido na íntegra no link http://www.mochileiros.com/portugal-e-espanha-a-conquista-da-peninsula-iberica-lisboa-sintra-evora-e-porto-madri-granada-malaga-sevilha-e-barcelona-t98845.html#p979107 Aqui, destaco os dias que passei em Portugal. Os detalhes desta viagem estão no relato completo! 2º dia – 12/03/2014 – quarta-feira Paris – Lisboa O voo foi super tranquilo, e o serviço de bordo é excepcional! Realmente tudo o que você possa ter ouvido falar de bom da Air France é verdade. Chegamos em Paris por volta das 12:00, mas tivemos que atravessar do portão 2E para o 2F (trenzinho e longa caminhada), passar pelos procedimentos de imigração e esteira de bagagens de mão, o que nos tomou cerca de meia hora. Como nosso voo era às 12:35 para Lisboa, e chegamos no portão às 12:30, não permitiram nosso embarque, e remarcaram o voo para às 16:20. Chegamos em Lisboa às 17:30, tivemos parte de nossas bagagens vistoriadas na saída (procedimento normal, aleatório). Ainda no aeroporto, compramos o Lisboa Card, no quiosque do Ask me Lisboa. É um cartão que dá direito a entradas grátis em várias atrações da cidade, além de descontos para outras tantas. Você compra ele pelo período de tempo que ficar adequado para sua estada na capital portuguesa (24, 48 ou 72 horas), e ele começa a contar a partir do primeiro uso. Avalie a necessidade e se é vantajoso adquirir o mesmo. No site (http://www.askmelisboa.com/pt/catalog/lisboa-card-1) você pode ver as atrações cobertas pelo cartão e os descontos que ele permite, inclusive no transporte público). Compramos o nosso para 72 horas (€ 39). Como muitas coisas na Europa, eles contam que você é um cidadão íntegro e com boa índole, pois é você que vai escrever no seu cartão o dia e a hora do primeiro uso, e assinar. Então, faça por merecer esse crédito pré-aprovado que seu caráter está tendo! Hehehe. Importante: não rasure seu cartão, senão você pode ter problemas... No mesmo quiosque, pegamos um táxi por € 23 a corrida até o Hostel. Ficamos hospedadas no Yes! Hostel, pertinho da Praça do Comércio. Diárias de € 14 em quarto feminino compartilhado, com café da manhã. A recepção é muito amigável, o pessoal muito gentil e atencioso, e as acomodações são muito boas, limpas e confortáveis. Recomendo com certeza. Tem várias opções de atividades turísticas e também oferece diariamente janta a um preço muito bom. No nosso quarto conhecemos uma menina do RJ, que estava há 5 meses viajando pela Europa. Uma querida a Mariana! Deu várias dicas para a Espanha. Nesta noite jantamos no hostel, € 10 com bebida incluída (chopp liberado). Conhecemos e conversamos bastante com um casal de SP, que estava há um tempo morando na Irlanda e agora viajavam com uma amiga pela Europa, antes de voltarem ao Brasil, e também com o atendente que ficava à noite no hostel, o Fabio. Ele é português, mas os pais são Angolanos. Extremamente alto astral! Depois da janta e do bate-papo, fomos dormir e nos recuperar das longas horas de voo. 3º dia – 13/03/2014 – quinta-feira Lisboa Acordamos, tomamos café da manhã no hostel e saímos para caminhar pelas ruas de Lisboa. A proposta nesse dia era conhecer a parte histórica da cidade. Começamos pelo Arco da Rua Augusta, Praça do Comércio e margens do Rio Tejo. Seguimos caminhando até a Igreja Conceição Velha (entrada gratuita, muito bonita por dentro), passamos pela Casa dos Bicos (acabamos não entrando, mas acho que é bem interessante pelas obras do Saramago que ali estão) e subimos até a Sé (€ 4 para acessar o claustro e o tesouro). Vale muito a pena a visita. Após a clássica foto do bonde elétrico passando em frente à Sé, caminhamos até o Miradouro de Santa Luzia, com uma linda vista da cidade de Lisboa, suas casinhas brancas e seus telhados uniformes. Naquele dia a vista estava um pouco prejudicada devido a obras no local, mas logo acima, no Largo das Portas do Sol, conseguimos uma vista bem legal. Dali, subimos até o Castelo de São Jorge (€ 6 com o Lisboa Card). Simplesmente espetacular, vista maravilhosa, e um museu anexo bastante interessante. Saindo do Castelo, pegamos o Elétrico 28, famoso bonde que cruza pela cidade, no Largo das Portas do Sol, em direção à Martim Moniz (final da linha). O percurso é bem bacana, passa por diversos pontos turísticos. Fizemos apenas uma parte dele, mas neste mapa (http://www.carris.pt/fotos/editor2/mapa_carris_paragens_site.pdf) você pode ver o percurso completo, bem como o de outros meios de transporte. Aconselho salvar esse simpático mapinha em seu celular/tablet para consultar quando estiver andando por lá. Fomos caminhando até a Praça da Figueira e Praça Rossio, onde paramos para almoçar no restaurante Tentação (€ 10 com refrigerante, prato tipo ala minuta). Após o almoço, caminhamos pelas praças e fomos até a Estação do Rossio, e depois passamos pelo Parque Restauradores até chegarmos ao ascensor da Gloria, uma espécie de bonde/elevador, que leva ao Bairro Alto. Descendo do bonde e caminhando para a esquerda, fomos ao Miradouro São Pedro de Alcântara. De lá, avistamos em frente, lá no alto, o Castelo de São Jorge. Voltamos em direção à Igreja e Museu São Roque. A visita para estudantes é grátis, e bem interessante. Em seguida, fomos até a Igreja do Carmo, que abriga em seu interior um Museu Arqueológico. Essa Igreja é famosa pelas suas colunas expostas após o grande terremoto ocorrido em Lisboa no ano de 1755. A visita custa € 2,80 com o Lisboa Card, e vale muito a pena. Terminamos as visitações turísticas indo até o Elevador de Santa Justa, que fica logo atrás da Igreja do Carmo. Paga-se € 1,50 pela subida até o topo, com lindíssimas vistas da cidade de Lisboa. Descemos novamente até a Baixa e caminhamos pelas ruas até anoitecer. Voltamos para o hostel, jantamos por ali novamente (€ 10 com bebida) e fomos dormir cedo, pois o dia seguinte seria dedicado a Sintra! 4º dia – 14/03/2014 – sexta-feira Lisboa – Sintra Após acordarmos e tomarmos café, caminhamos umas 3 quadras até a Estação Baixa-Chiado, onde tomamos o metrô até a Estação Parque (linha azul). Próxima desta estação está a loja da Europcar, onde fomos retirar o carro que havíamos alugado para irmos a Sintra. Sintra é uma cidade da Grande Lisboa, que fica a uns 40 minutos da capital portuguesa. No caminho, está a localidade de Queluz, que abriga um palácio onde viveu a Rainha D. Maria I de Portugal, conhecida também por Maria, a Louca. Pelo tempo, acabamos não entrando no palácio. Já em Sintra, paramos na “vila” (centro da cidade) e tiramos algumas fotos externas do Palácio Nacional. Acabamos não entrando, pois optamos por visitar o Palácio da Pena, que é lindo demais. A entrada combinada para o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros, mais o trem que leva até o primeiro, sai por € 15,50. Com o Lisboa Card, as mesmas atrações saem por € 15,00. Mas aqui vai outra dica: não esqueça de sempre levar com você o livreto que entregam junto com o seu cartão no momento da compra, pois nele estão os vouchers com os descontos para algumas atrações, como é o caso de Sintra. Visitamos o Palácio da Pena e, antes de irmos até o Castelo dos Mouros, almoçamos na Vila de Sintra (€ 10 um prato de massa bem saboroso). O Castelo dos Mouros é perto do Palácio da Pena, tem uma trilha que pode ser feita a pé mas é bem cansativa. Fomos de carro, e nos perdemos diversas vezes por aquelas estradas. Mas é uma visita imperdível, lugar impressionante mesmo. Para finalizar as atrações de Sintra, visitamos a Quinta da Regaleira (€ 4,80), uma propriedade de um excêntrico milionário português do século XIX, que abriga palácios, jardins e vários simbolismos religiosos e históricos. Um lugar bastante legal, que infelizmente não pudemos aproveitar pela falta de tempo, pois ainda queríamos curtir o pôr do sol no oceano pelo caminho. Saindo de Sintra, seguimos a estrada até o Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa, simplesmente lindo e imperdível. Vá perto da hora do por do sol, para contemplar a beleza dessa paisagem, um penhasco na beira do Oceano Atlântico. E ainda dá tempo de dar uma passada na Boca do Inferno, em Cascais, no caminho de volta para Lisboa, e se despedir de vez do sol. Saímos às 18:40 de Cascais, e pegamos bastante trânsito na chegada a Lisboa. Por muito pouco não perdemos a hora de devolução do carro... E ainda tivemos que abastecer o carro antes da entrega. O curioso é que, na maioria dos postos por lá, é você mesmo que abastece! Se perder meu emprego, já posso ser frentista! Hehehe... O total do aluguel do carro foi de € 60, e mais € 15 de combustível. Retornamos ao metro Estação Parque e descemos na mesma Estação Baixa-Chiado, de onde fomos para o famoso Largo do Chiado, jantar, curtir o fim da noite e, claro, tirar uma foto com a estátua do Fernando Pessoa que está em frente ao Café A Brasileira. 5º dia – 15/03/2014 – sábado Lisboa O dia começou por volta das 09:00, quando pegamos o bonde 15E na Praça do Comércio em direção a Belém. Descemos na “paragem” do Mosteiro dos Jeronimos, mas era cedo e ainda não estava aberto. Atravessamos a praça e a passagem subterrânea até o Padrão dos Descobrimentos, que também estava fechado. Ambos só abrem às 10:00. Tiramos algumas fotos e, no horário certo, fomos até o Mosteiro dos Jeronimos (grátis com o Lisboa Card). É muito legal a visita do mosteiro, uma importante obra da arquitetura manuelina que honra a riqueza da Era dos Descobrimentos, e ainda é possível visitar a Igreja (grátis, pode visitar só ela). Saímos dali as 11:30, e fomos então até o Padrão dos Descobrimentos, localizado a beira do Rio Tejo e que homenageia os grandes navegadores portugueses (€ 2 para subir). A vista é divina lá de cima! É possível avistar o próprio Rio Tejo, a Ponte 25 de Abril, a Torre de Belém... Depois, visitamos a famosa Torre de Belém, uma fortaleza e ponto de partida das embarcações portuguesas que iam em busca de novas rotas comerciais (grátis com Lisboa Card). É interessante, tem toda a história da época dos descobrimentos e grandes navegações contada nas paredes. Para finalizar a visita a esse aconchegante bairro de Lisboa, fomos à magnífica Pastelaria Belém, onde você pode saborear os pastéis de Belém, ou pastéis de nata como são chamados em outros lugares de Portugal e do mundo. Mas pastel de Belém, só aqui! E são deliciosos, dos deuses! E experimente também os bolinhos de bacalhau, são magníficos! Na volta, pegamos o mesmo bonde 15E, mas ele parou numa paragem intermediária e tivemos que descer. Então, para conhecer mais da vida lisboeta, pegamos um ônibus até a Praça da Figueira. O transporte púbico de Lisboa é bem prático, na parada mesmo você consegue se localizar e ver qual o número do ônibus que você deve tomar. E aquele mapinha dá uma mão também! Da Praça da Figueira, fomos até a Estação Rossio, pegamos o metro até a Estação Oriente (Linha verde: Rossio até Alameda; troca para a linha vermelha até Oriente), de onde iríamos conhecer o Parque das Nações, a vida moderna de Lisboa. A saída da estação do metrô é o interior do Shopping Vasco da Gama, onde acabamos voltando no final do dia. Fomos caminhando até o Oceanário (€ 13,60 inclui exposição permanente e exposição temporária, que na época era sobre tartarugas marinhas). É um passeio incrivelmente demais e simplesmente imperdível. Um aquário gigante que abriga simpáticos pinguins, morsas divertidíssimas e peixes de todos os tipos. Faça um bem para você mesmo e não perca por nada o Oceanário! Ali perto está o teleférico Telecabine de Lisboa (€ 5,90 ida e volta), de onde se tem uma vista linda dessa região da cidade. Pelo pouco tempo que tínhamos, acabamos não indo ao Pavilhão do Conhecimento, pois fecharia em poucos minutos. Voltamos ao Shopping, jantamos, demos uma olhada em algumas lojas e voltamos para o hostel. Essa seria nossa última noite em Lisboa, então bora lá arrumar as malas! 6º dia – 16/03/2014 – domingo Lisboa – Évora – Porto Acordamos cedão, arrumamos o resto das nossas coisas e partimos para o check-out no hostel. Fizemos uns sanduíches para comer no caminho e tomamos um táxi até a Rodoviária de Sete Rios (€ 12,30 a corrida) Você pode também ir de metrô, pegando a linha azul na Estação Baixa-Chiado até a Estação Jardim Zoológico. Lisboa vai deixar muita saudade... Na Rodoviária estava tudo fechado, até mesmo o lugar para deixarmos nossas mochilas enquanto íamos para Évora. Acabamos tendo que levar tudo junto conosco, torcendo para que em Évora houvesse algum locker ou algo do tipo. O ônibus saiu às 08:20, e às 09:30 estávamos em Évora. E a sorte estava conosco! € 1 por mochila para eles guardarem a nossa bagagem, até o fim do dia. Siiiim!!! Só um eurozinho! Tomamos um café e fomos caminhar pela cidade. Évora, que fica na região do Alentejo, tem um centro histórico bem legal, pequeno e cercado por muralhas. Passando pelo Portal de Entrada, caminhamos poucos metros até chegar na Praça de Giraldo, onde tem uma fonte e mesinhas de restaurantes e cafés. Ali também fica a Igreja de Santo Antão, simples mas muito bonita (grátis). Subimos caminhando até a Sé de Évora, visitamos a Catedral e o Museu (€ 4,50), subindo até as torres da Igreja. Linda vista, lugar interessante e bonito. Mais adiante, estão as Ruínas do Templo Romano, ou Templo de Diana, em uma praça da cidade (grátis), e o Museu de Évora (€ 1,50 para estudantes), bem interessante. Voltamos para a Praça de Giraldo, onde almoçamos muito bem (€ 15 em média) no Restaurante Giraldo. Fomos atendidas por um brasileiro que está morando há um tempo já em Portugal, não recordo o nome dele. À tarde caminhamos até a Igreja de São Francisco, muito bonita. Ao lado, está a impressionante Capela dos Ossos , uma espécie de mausoléu construído com ossos humanos dos cemitérios da cidade. É o tipo de coisa que você talvez não veja em outro lugar, sem palavras, imperdível (€ 1,50 para estudantes, mais € 1 para tirar fotos). Encerramos nosso dia em Évora no Parque Público, comendo picolé, tomando chopp e relaxando na sombra. Voltamos então para a Rodoviária, pegamos nossas mochilas e, às 17:40 voltamos a Lisboa. Chegamos às 19:10, fizemos um lanche rápido e, às 20:00, embarcamos no ônibus para Porto, onde finalmente iríamos reencontrar a Rafa, que já estava há seis meses em Portugal! Às 23:30 chegamos no Porto, e lá estava nossa queridona nos esperando com um sorrisão no rosto. Fomos de táxi até a casa dela, e a conversa e as fofocas foram longe, ficamos até tarde da madrugada colocando todos os assuntos em dia e tomando cerveja, até praticamente desmaiarmos de sono... 7º dia – 17/03/2014 – segunda-feira Porto Depois de uma ótima noite de sono e um belíssimo cafezão da manhã, saímos a caminhar e conhecer o Porto. Fomos até a Estação São Bento, a mais famosa da cidade, conhecida também por “Comboios”. Além de metrô, de lá também saem trens para outras cidades portuguesas. Caminhamos dali até a Sé do Porto, o Pelourinho e a Muralha Ferdinando. Atravessamos a pé a Ponte D. Luiz I, que leva até Vila Nova de Gaia, do outro lado do Rio D’Ouro. Em Vila Nova de Gaia, compramos o tíquete para o Teleférico, passeio de barco pelo Rio D’Ouro e degustação em Cave de Vinhos do Porto (€ 15). Primeiro, pegamos o Teleférico de Gaia até a parte baixa da cidade, caminhamos pela beira do rio e atravessamos novamente a ponte a pé, agora pela parte de baixo, retornando para a região da Ribeira-Porto (o barco sai na margem do rio do lado do Porto). Almoçamos uma Francesinha, prato típico da região, tomamos um chopp e compramos algumas lembrancinhas. Às 15:00 pegamos o barco e fizemos um passeio pelo Rio D’Ouro, passando pelas 5 pontes (Arrábida, D. Luiz I, Infante, Maria Pia e São João). Voltamos para a Ribeira, caminhamos até Vila Nova de Gaia e fomos até a Cave Quevedo Port Wine para a degustação. Lá pudemos apreciar também um fado (música bem melancólica típica de Portugal). Retornamos de Teleférico até a parte alta da ponte, atravessamos a pé e pegamos o metrô até a casa da Rafa. À noite, comemoramos o aniversário dela, que havia sido poucos dias atrás, com uma janta deliciosíssima! Bacalhau com Natas e panquecas de morango e avelã! Dia cheio de coisas maravilhosas, barriga cheia... hora de dormir! 8º dia – 18/03/2014 – terça-feira Porto Hoje o passeio iniciou em direção à parada do ônibus para a Foz do D’Ouro. Essa parte da cidade é linda! Caminhamos pela Praia dos Ingleses até a barra da Foz do D’Ouro, com seu belo farol. Depois, pegamos outro ônibus, para Matosinhos. Andamos pela beira da praia, almoçamos num restaurante de sushi muito bom (não lembro o valor, mas não era caro), tomamos nosso bom chimarrão do sul do Brasil e, em seguida, fomos para o Parque da Cidade. Fizemos uma boa caminhada pelo Parque, e retornamos até o Castelo do Queijo (Forte Francisco Xavier), mas já estava fechado). Sentamos então em um bar na beira da praia para tomar chopp e curtir o por do sol. No fim do dia voltamos pra casa da Rafa. A ideia era sairmos à noite para conhecer o agito do Porto, mas a beleza aqui pegou uma bela de uma gripe (eu sou chique, pego até gripe europeia ), e acabamos ficando por casa mesmo. Aproveitamos para fazer nossos check-ins dos voos da Ryanair. Essa é uma dica boa: fazer o check-in antecipado assim que possível, para ter opção de escolher o assento, que no momento da compra é cobrado a parte. Se não me engano, são a partir de 7 dias antes do embarque. 9º dia – 19/03/2014 – quarta-feira Porto Acordamos, tomamos café e saímos para conhecer o Centro Histórico da Cidade do Porto. Começamos pela Avenida dos Aliados, onde estão a Câmara Municipal em uma ponta e o monumento a D. Pedro IV (o nosso D. Pedro I) em outra. Caminhamos até a Torre dos Clérigos (€ 2 para subir), mas infelizmente a igreja estava fechada para obras. Só foi possível subir na torre e curtir a bela vista da cidade. Em frente a essa igreja está a Praça da Cordoaria. Depois, passamos na Praça Gomez Teixeira, onde ocorre a tradicional festa da “Queima das Fitas”. Bem perto desta praça existem duas igrejas praticamente grudadas, separadas apenas por um apartamento suuuuper estreito (antigamente, duas igrejas de diferentes credos não poderiam ser uma ao lado da outra, por isso construíram esse “apertamento”). Fomos mais adiante, até a famosa Livraria Lello e Irmãos, com uma belíssima escada em seu interior. Infelizmente, não é possível fotografar. Passamos pelas “Galerias”, onde ocorre a noite do Porto, com seus bares e pubs, e caminhamos então até a Rodoviária pra comprar a passagem de volta a Lisboa para a noite do dia 28/03 (€ 17). Almoçamos ali perto e saímos para caminhar pela movimentada Rua Santa Catarina, com diversas lojas, a Igreja Capela das Almas de Santa Catarina e vendedores de castanhas portuguesas (assadas na brasa, o gosto parece de pinhão mas é meio doce...). Fomos até o Mercado Bolhão, uma espécie de mercado público, e depois pegamos o metro até a Casa da Música, passando pela Praça dos Leões. A visita guiada na Casa da Música custa € 5 e é muito legal! Voltamos para a casa da Rafa no fim da tarde, para arrumarmos nossas malas de partida para a Espanha! Arrumação padrão Ryanair, com muita coisa em pouco espaço! Hehehe. Deixei boa parte das minhas coisas em Portugal, principalmente as lembrancinhas que já havia comprado. Fomos dormir cedo...
  20. Olá pessoal! Este relato é parte de um mochilão que fiz pela Europa em março deste ano, que pode ser lido na íntegra no link http://www.mochileiros.com/portugal-e-espanha-a-conquista-da-peninsula-iberica-lisboa-sintra-evora-e-porto-madri-granada-malaga-sevilha-e-barcelona-t98845.html#p979107 Aqui, destaco os dias que passei na Espanha. Os detalhes desta viagem estão no relato completo! 10º dia – 20/03/2014 – quinta-feira Porto – Madri Nosso voo de Porto a Madri era às 06:30, então saímos bem cedo da casa da Rafa (ela nos acompanhou pela Espanha), pegamos um táxi até a Estação Trindade (a maior do Porto, com várias conexões de linhas de metro e pontos de ônibus) e dali um ônibus para o Aeroporto. No aeroporto, passageiros estrangeiros precisam ir no guichê da Ryanair carimbar o cartão de embarque. Feito isso, aguardamos mais uns minutos e embarcamos, rumo a Madri! Chegamos em Madri às 08:40 e fomos de metrô até o hostel (€ 5, linha 8 rosa da Estação Aeropuerto até Estação Nuevos Ministérios; troca para linha 6 cinza até Estação Cuatro Caminos; troca para linha 1 azul até Estação Tirso de Molina). Tenha sempre em mãos um mapa do metro (normalmente acompanha os mapas da cidade). Em Madri, o preço que você paga depende de quantas estações irá percorrer. Ficamos hospedadas no Way Hostel, próximo a Estação Tirso de Molina do metro, e a poucos minutos da Puerta Del Sol. Diárias de € 14 em dormitório feminino compartilhado, sem café da manhã. Como chegamos cedo, antes da hora do check-in, deixamos nossas bagagens no hostel e saímos para caminhar. Neste dia passeamos pela “Madri Antiga”. O primeiro ponto foi uma padaria deliciosa, onde comemos churros e porras (não se assuste! Lá, porra é o nosso churro, e churro é um pouco diferente) e tomamos chocolate quente, porque a fome era muita para esperar até a hora do almoço. Dali, estávamos a poucos minutos da Puerta Del Sol, uma praça aberta na área central onde estão localizadas diversas lojas, prédios, e de onde partem as ruas que levam aos principais pontos e atrações históricas de Madri (daí o nome Puerta Del Sol, onde a praça seria a meia lua do sol e as ruas que dali divergem, os raios do sol). Antigamente, era a entrada leste da cidade, e abrigava um castelo e um portão, que sumiram com o tempo. Em uma extremidade desta praça está o Monumento de Carlos III, e no outro a Estatua Del Oso y El Madroño, símbolo da cidade. Em frente, a Casa de Correos. Seguimos a pé até a Plaza Mayor, onde está o Monumento de Felipe III, filho da Rainha Isabel II, e depois até o Palácio de Santa Cruz, na Plaza de Provincia. Entramos na Igreja Colegiata de San Isidro, passamos pelo Mercado San Miguel, descemos a rua até o Arco de Cuchilleros (uma das portas da Plaza Mayor), fomos até a Basilica Pontificia de San Miguel (com um monumento em cobre de Carlos Cambronero em frente), passamos pela Prefeitura (Ayuntamiento) de Madri, ao lado da Plaza La Villa (com monumento de D. Álvaro Bazan). Caminhamos então até a Plaza Oriente, que fica em frente ao Palacio Real e ao Teatro Real. Nesta praça está o monumento de D. Felipe IV. Acabamos almoçando ali perto (€ 10), e então fomos até a Plaza España, onde está o famoso Monumento a Cervantes, com as estátuas de D. Quixote e Sancho Pança. Voltamos até o Palacio Real, passando pelos Jardins de Sabatini. A visita ao Palacio Real é gratuita de segunda a quinta-feira, das 16:00 às 18:00. É simplesmente espetacular! Só não é possível fotografar lá dentro. Não deixe de visitar se você passar por Madri! Saindo dali, logo à frente está a Catedral de La Almudena. Não entramos, pois o cansaço já dominava nosso corpo. Voltamos ao hostel e descansamos até a hora de jantar. Por indicação do staff do hostel, fomos ao Restaurante Fatigas Del Querer (Calle de La Cruz). Muuuuito bom. Comemos bastante por um preço bem acessível (não lembro quanto, mas não era caro). Fim do dia, hora de dormir, porque amanhã saímos cedo rumo à Andaluzia. 11º dia – 21/03/2014 – sábado Madri – Granada Depois do check-out no hostel, pegamos o metro na Estação Tirso de Molina, até a Estação Plaza de Castilla (linha 1 azul), onde está próximo o escritório da Europcar. Como reservamos um carro pequeno, e íamos ficar por 4 dias viajando, acabamos optando por trocar por um carro maior, por um valor um pouco mais alto. Alugamos também um GPS, sem o qual estaríamos completamente perdidas! Saímos às 08:00 em direção a Granada, nossa primeira parada na Andaluzia. Chegamos lá às 12:30, e depois de percorrer estradas estreitas e labirínticas, achamos o hostel. Deixamos nossas bagagens e saímos em busca de um estacionamento para o carro, pois na rua é praticamente impossível encontrar uma vaga. Com o carro estacionado (€ 16,50 a diária) e as bagagens guardadas no hostel, fomos almoçar e, em seguida, saímos para andar e conhecer o bairro de Albaicín. Caminhamos até a Plaza Isabel La Catolica, com as estátuas de Isabel II e Cristóbal Colón, e depois subimos a pé pela Carrera Del Darro, passando pela Plaza Nueva, Chanceleria Real e Plaza de Santa Ana. A Igreja de Santa Ana, ali mesmo na praça, estava fechada para visitação. Seguimos subindo, costeando o Rio Darro, e logo acima do rio estavam as muralhas e prédios de La Alhambra, que visitaríamos no dia seguinte. No alto do bairro, fomos até o Mirador de San Nicolas. Permita-se se perder pelas ruelas e escadarias de Albaicín, são bem simpáticas. E é provável mesmo que você se perca, porque aquilo parece um labirinto... fica difícil até mesmo entender como os carros conseguem passar pelas estreitas passagens! Do alto do Mirador, novamente era possível avistar La Alhambra, imponente no alto da cidade, aumentando ainda mais nossa ansiedade em conhecer esse que é um dos pontos turísticos mais visitados na Espanha. Voltamos para a parte baixa do bairro e visitamos El Bañuelo, uma espécie de sauna, ou banhos árabes, da época dos mouros, com um teto abobadado e aberturas em forma de estrela. Ainda queríamos ter visitado o Museo Arqueologico, mas estava fechado para obras. Final do dia, finalmente fizemos check-in no hostel. Hostel Vitta, super bem localizado, € 10 em quarto misto compartilhado, sem café da manhã. Demos sorte de ficar em um quarto separado, com dois beliches, apenas para nós 4. Os únicos inconvenientes são as camas, que são meio “bambas”, e o reservatório de água quente, que é super pequeno. No dia que chegamos em Granada, era a Festa da Primavera, e todos se reúnem no parque na entrada da cidade para beber na rua (o único local permitido para isso, fora os bares e restaurantes). Porém, como era longe para ir caminhando, e tínhamos que acordar cedo, acabamos não indo até lá. Jantamos perto do hostel, pizza e tapas, e bebemos a Cerveza Alhambra. Sobre as famosas tapas espanholas: são pequenas porções de comida, desde maionese de batata até pão torrado com algum recheio, servidas a preços módicos, mas nada de revolucionário... Eu fui pra lá com uma ideia diferente de tapas, estas sendo uma espécia de canapés como chamaríamos aqui no Brasil... 12º dia – 22/03/2014 – sábado Granada – Málaga Acordamos bem cedo e subimos a pé as ruas que levam a La Alhambra. Dica: compre o ingresso antecipado pela internet (http://www.ticketmaster.es/nav/landings/pt/mucho_mas/entradas_alhambra/), antes de viajar, pois aí você pode escolher o horário mais adequado ao seu roteiro e evita as filas, além do que o número de visitas diárias é limitado. Nós optamos pelo ingresso combinado (Alhambra General), que inclui todas as atrações visitáveis do monumento. Para visitar os Palácios Násridas, você marca um horário no momento da compra, visitação de 1 hora. O ingresso combinado saiu por € 15,40. Entramos às 08:15, e como o nosso horário para os palácios era às 12:30, deixamos para visitá-los por último. Esse é outro ponto importante, a ordem de visitação, para não perder a hora marcada, pois alguns pontos são mais afastados. Nossa ordem foi: Jardins de Generalife, mais próximos da entrada, e depois Alcazaba (fortaleza militar) e Palácio de Carlos V. Todos os pontos são incrivelmente lindos! Mas claro, a cereja do bolo são os Palácios Násridas! É muito interessante perceber toda a influência árabe que a região teve. Os palácios e os pátios são divinos! Depois de visitar La Alhambra, voltamos ao hostel, fizemos check-out, buscamos o carro e fomos almoçar. Almoçamos no mesmo restaurante do dia anterior, o Papaupa (Calle Molinos). É muito bom, recomendo! Saímos às 15:00 em direção a Málaga, chegando às 16:40. Em Málaga, fomos ao Miradouro e ao Castillo de Gibralfaro, e depois caminhamos pela moderna região do Porto de Málaga. Málaga é uma cidade muito bonita, e o clima estava bem agradável. Ficamos hospedadas no Hostel Casa al Sur (€ 14, quarto particular para 4 pessoas, banheiro compartilhado e sem café da manhã ). É bom, perto do movimento da noite de Málaga. Saímos para jantar e beber uma Cruzcampo bem gelada, acompanhada de sardinha assada na brasa! Nossa estada em Málaga foi mais tranquila, com poucas atividades programadas, então aproveitamos bem a noite. 13º dia – 23/03/2014 – domingo Málaga – Cádiz – Sevilha Acordamos por volta das 10:00, energias renovadas. Após o check-out, fomos curtir a beira da praia, onde tomamos um belo café da manhã e depois um chimarrão. Às 13:30 pegamos a estrada para Cádiz. Almoçamos em um Mc Donalds no meio do caminho. Cádiz não tomou muito do nosso tempo, apenas demos uma passada rápida para curtir o visual da cidade, na beira da praia. Como tínhamos pouco tempo, pegamos a estrada para Sevilha. Chegamos em Sevilha às 19:00, estacionamos o carro e fomos a pé até o hostel, que fica perto da Plaza Nueva, bem localizado. Ficamos no Hostel The Architect (€ 18 em dormitório feminino compartilhado, com café da manhã). Saímos para jantar e conhecer um pouco da cidade. 14º dia – 24/03/2014 – segunda-feira Sevilha – Madri Depois do café da manhã, saímos a caminhar pela cidade. Passamos pela Catedral de Sevilha, enorme e surpreendentemente linda, por dentro e por fora. Atrás da Catedral, está La Giralda, uma espécie de campanário da igreja. Acabamos não fazendo o tour, pois começava somente às 11 horas. Seguimos até o Real Alcázar, os palácios reais, e também não fizemos a visita. Era muito caro. Caminhamos até a Plaza España, passando pela Puerta de Jerez, Monumento da Cidade e Teatro Lope de Vega. Da Plaza España (muito bonita, ponto clássico de Sevilha), fomos até a beira do rio, ou Canal Alfonso XIII, passando pela Torre Del Oro, Plaza de Toros Maestranza e Puente de Isabel II Triana. Como já estava perto da hora do almoço, encerramos o tour, comemos uma deliciosa paella e voltamos ao hostel, para fazermos check-out e nos despedirmos de Sevilha. Pé na estrada, chegamos de volta a Madri às 19:50. Devolvemos o carro e voltamos de metrô para o mesmo hostel da primeira noite, mas dessa vez ficamos em quarto misto para 10 pessoas. Um azar, porque o quarto era habitado somente por meninos além de nós. Imagina o cheiro de chulé que dominava o recinto! Hehehe... Jantamos no hostel, uma porção de paella por apenas € 2! E cerveja, muita muita cerveja! Encerramos a noite já prevendo a ressaca do dia seguinte... 15º dia – 25/03/2014 – terça-feira Madri – Barcelona Acordamos e arrumamos as mochilas para fazer o check-out. Deixamos nossas bagagens em um quarto do hostel e saímos a caminhar, dessa vez para conhecer a região de Madri dos Bourbon. Passamos pelo Edificio Metropolis, Banco de España e, quando íamos passar pela Plaza de Cibeles, vimos as ruas todas trancadas e uma multidão parada no entorno do Palacio do Governo (Palacio de Cibeles). Achamos que era algum tipo de manifestação, devido à presença em peso dos policiais. Perguntamos para um deles do que se tratava aquilo, e ele nos informou que era um cortejo do enterro de um ex-presidente espanhol, que morrera no domingo anterior. Fotografamos de longe o Monumento de Cibeles e caminhamos até a Plaza de La Independencia, com a Puerta de Alcalá. Em seguida, fomos até o Parque Del Retiro, com os Palacios de Velázquez e de Cristal. Saindo dali, percorremos as ruas da região, compramos algumas lembrancinhas e paramos para almoçar. Depois do almoço, o frio era quase insuportável, muito vento e tempo nublado. Decidimos voltar pro hostel e esperar a hora do trem para Barcelona. Antes passamos em um mercado e compramos algumas coisas para lanchar no caminho. Às 17:00 pegamos o metrô até a Estação Atocha Renfe (atenção ao nome da estação! Pois antes tem a estação Atocha, mas você precisa ir até a Renfe pegar o trem), e de lá caminhamos até o terminal AVE Renfe, super fácil de achar, é bem do lado do metrô. O procedimento para embarque é bem simples, bagagem na esteira, conferem o cartão de embarque e você já vai para a sala de espera. Quando o trem chega, você vai para a plataforma indicada nos monitores e embarca. Sem grandes burocracias. Dentro do trem, entre um carro e outro, tem espaço para as malas. Partimos às 18:30 e chegamos em Barcelona às 21:15. Descemos na estação Sants, também junto ao metrô. Pegamos a linha 3 verde do metrô até a Praça Catalunya (€ 2,15... o metrô de Barcelona é mais caro, então calcule quantos tíquetes você vai precisar em sua estada na cidade e compre os bilhetes de mais unidade que compensam mais). Já na Praça Catalunya, uma das mais conhecidas da cidade, fomos caminhando até o Hostel 360, a umas 5 quadras dali (€12 em quarto misto, sem café da manhã), super bem localizado, atendimento excepcional e quartos bacanas. Só tivemos energia para o banho, e depois caímos na cama. 16º dia – 26/03/2014 – quarta-feira Barcelona Acordamos e saímos para tomar café da manhã na rua. Pertinho do hostel, achamos um café + um doce por apenas € 1,95. Barriga cheia, fomos até a Praça Cataunya para tentar comprar ingressos pro jogo do Barcelona x Celta de Vigo naquela noite, pelo Campeonato Espanhol. Em uma das esquinas da praça tem um centro de informações que vende ingressos, e conseguimos os mais baratos, por € 19. Ingressos comprados, pegamos o autobus 24 na outra esquina, que nos levaria ao Park Güell. A entrada para o famoso parque do Gaudí é gratuita, mas limitada. Para acessar as áreas mais bonitas (área monumental, com as obras do excêntrico arquiteto catalão), são € 8. E com certeza vale a pena, é muito legal. Pegamos o mesmo ônibus para voltar, e descemos na parada Passeig de Gracia-Rosseló (normalmente o letreiro luminoso do ônibus vai avisando as paradas), para então visitarmos a grandiosa Sagrada Familia, também do Gaudí. No caminho, a pé, passamos pela Casa Mía/La Pedrera, mas infelizmente estava com a fachada toda coberta e interditada para obras. Almoçamos ali perto e fomos para a fila dos ingressos da Sagrada Familia. Não estava muito grande, mas era uma fila considerável. Vale a pena comprar os ingressos antecipados pela internet (http://visit.sagradafamilia.cat/#tickets), mas nós não o fizemos (ninguém é perfeito... hehehe). O ingresso combinado para a Sagrada Familia + Torres custou € 17,30, para estudantes. Abre a mão viajante, vale a pena! Ir até lá e não curtir a visita completa é insanidade total! Esse ingresso contempla a igreja e a subida nas torres da fachada de Natividade (Nascimento). Bom, eu não tenho palavras para descrever esse momento da viagem. Talvez para mim era um dos mais esperados, junto com o Camp Nou (sim, sou fanática futebolística). E superou e muito minhas expectativas. Pena para as obras, andaimes e guindastes que ainda cercam a incompleta igreja do Gaudí. Mas com certeza um dia ainda volto nessa maravilha para vê-la concluída. Saindo de lá, fomos lanchar no Subway ali perto, e então pegamos o metrô na Estação Sagrada Família para o Camp Nou (Linha 5, azul, descendo na Estação Collblanc). Estar no Camp Nou, para mim, foi simplesmente demais! Quase um nirvana! Hahahahah. Estádio bonito, jogo estava bom. Pena para a chuva que caiu a maior parte do tempo. Voltando do jogo, pegamos o metrô, trocamos para a Linha 3, verde na Sants Estació, e descemos na Praça Catalunya. Dali, fomos a um bar perto do hostel, e indicado por eles: 100 Montaditos. Muuuuito bom! Os montaditos são pequenos sanduíches, de vários sabores, e muito gostosos. Naquela noite tudo era € 1, cada chopp grande, cada montadito, somente 1 eurozinho ! Bebemos muito, comemos muito e gastamos pouco! De volta ao hostel, banho e cama. 17º dia – 27/03/2014 – quinta-feira Bacelona Hoje seria nosso útlimo dia em Barcelona, último dia na Espanha. A Conquista da Península Ibérica estava chegando ao fim... Decidimos fazer um free walking tour pelo Bairro Gótico/Cidade Velha, oferecido pelo hostel. Para quem não sabe como funciona, é bem simples e muito interessante: um guia independente sai caminhando e contando as histórias e curiosidades daquele lugar, e no final do tour você paga o que achar justo pelo serviço. Na maioria das vezes, esses guias são surpreendentemente bons, pois quanto melhor o serviço deles, melhor será sua “recompensa”. E tivemos sorte! Nosso guia, o mexicano Roberto, era ótimo! Saímos da Placeta Pi (Pi = Pinus, a árvore), e passamos pela Basilica de Santa Maria Del Pi, L’Antiga Sinagoga (uma sinagoga da época romana/medieval), Placeta Manuel Ribé, Baixada de Santa Eulália, Placeta de Saint Felip Neri, os antigos portais de entrada romanos, da época em que Barcelona era chamada Barcino (relâmpago), Catedral de Barcelona, Porta de São Jorge, Plaça Del Rei, Castillo de Aragon, Colunas do Templo de Augusto, Plaça de Sant Jaume (com o Palácio do Governo/Palau de La Generalitat e a Prefeitura/Ayuntamiento de Barcelona), Plaça de Sant Miguel e Plaça Reial. O tour foi magnífico, um banho de história de Barcelona! Naquele dia ainda presenciamos uma manifestação, pacífica, pela independência da Catalunya. Segundo o nosso guia, essas manifestações são bastante comuns, praticamente uma vez por semana, na Plaça de Sant Jaume, manifestantes se reúnem para pedir a independência do povo catalão. Encerrado o tour, caminhamos por Las Ramblas até o Mercado de La Boqueria. Almoçamos já no meio da tarde, e então voltamos ao hostel para descansar e arrumar as malas para voltar ao Porto no dia seguinte. À noite, voltamos ao 100 Montaditos, mas dessa vez fomos e voltamos cedo. 18º dia – 28/03/2014 – sexta-feira Barcelona – Porto O dia começou bem cedo. Fizemos check-out no hostel e caminhamos até a Praça Catalunya, onde pegamos o ônibus que vai até o aeroporto. São dois ônibus, um para cada terminal (A1 e A2). Então, tome cuidado para pegar o ônibus certo! Não me recordo o valor, acho que era algo em torno de € 6, mas essa é a maneira mais prática e barata de ir até o aeroporto, que ainda não é atendido pela rede de metrô. Nosso voo para o Porto saiu às 09:55, chegando às 10:55 na terra portuguesa. Pegamos o ônibus e o metrô até chegarmos de volta na casa da Rafa. Após o almoço, fomos para um Outlet que tem na cidade, pois a Cris e a Camile queriam fazer compras. O restante do dia foi dedicado a arrumarmos todas as nossas coisas nas mochilas para o retorno. Tarefa difícil, parece que tudo aumenta de tamanho e falta espaço! Hahahahaha. No final da noite, após a janta, pegamos um táxi até a Rodoviária do Porto, nos despedimos da Rafa e voltamos para Lisboa, para pegarmos o voo da volta. Vai ficar uma saudade enorme de tudo!
  21. Claudio! Fico muito feliz em ouvir isso Muito bom mesmo saber que meu relato te ajudou. Se tiver qualquer dúvida, pode perguntar. Se eu souber, responderei! Abraço!
  22. Olá Diego! Respondendo suas perguntas: 1- depois dessa mudança nos impostos para dinheiro gasto no exterior, acho muito mais vantagem levar em espécie; no VTM e cartões vc estará pagando IOF de 6,38%, mais ou menos... mesmo na época que viajei, que o IOF no VTM era 0,38%, eu preferi levar em espécie. Leve alguma coisa em peso mexicano para as primeiras despesas (táxi no aeroporto, por exemplo), mas o restante leve em dólares. Vale mais a pena fazer lá o câmbio pra peso mexicano. No meu relato eu cito alguns lugares onde troquei dinheiro 2- Desde maio do ano passado brasileiro não precisa mais visto, nem o eletrônico. Como viajei em junho, um mês depois da mudança, eu fiquei receosa e acabei preenchendo o visto eletrônico, mas nem me pediram lá na imigração. Então, não precisa se preocupar com visto. O carimbo no passaporte é lá na hora mesmo. 3- Não sei qual o limite para os EUA, mas no site da TAM tem os limites para viagens internacionais (se não me engano são duas bagagens, não lembro se de 32kg ou 23kg, mais a bagagem de mão). E aproveite muuuuito o que o México tem a te oferecer! Qualquer outra dúvida, pode perguntar.
  23. Oi Alexandre! Eu recomendo a ADO sim, sem medo de errar. E comprei todas as passagens na hora. No meu relato eu cito uma agência na Cidade do México onde comprei as passagens para Oaxaca e San Cristóbal de Las Casas, que acabei comprando uns dias antes. Tu podes tentar ver nessa agência. Pesquisa na internet os valores mais ou menos, pelo site da ADO. Outras empresas não posso recomendar pq não utilizei... E sobre a rodoviária, são mesmo 4 terminais diferentes, vc precisa pesquisar de qual deles saem os ônibus para Acapulco (pelo que eu lembre, os terminais dividem-se em destinos por região... se vc vai pro Sul do país é um terminal, norte outro, etc...). No site da ADO acho que tem essa informação. Cidade do México em 5 dias? Não é muito não. Eu fiquei mais ou menos esse tempo e ficaria mais, com certeza. Sobre o que fazer em cada dia, fica a sugestão do meu roteiro. Xochimilco não fui pq viajava sozinha e não quis arriscar não ter parceria pra dividir o barquinho... ia sair muuuuito caro... Espero ter ajudado! E qqr dúvida, pode contar comigo
  24. Ola, bebelcro! O tour de Oaxaca eu fechei no hostel, e sai do hotel Rivera del Angel (tem tipo uma agência dentro do hotel, fica na Calle Mina, ou Francisco Javier Mina)... Mas se vc caminhar pelas ruas vai achar vários lugares oferecendo os tours! O tour de Palenque fechei com a Trotamundos, mas não achei mto bom. Pesquise os preços nas diversas agências que você encontra na cidade, na Calle Guadalupe, rua de pedestres facinha de achar. Os tours de Chichez Itza e Uxmal eu fechei no hostel de Merida. Normalmente os hostels tem esse serviço de "subagenciar" os passeios Sobre as viagens noturnas, eu super recomendo! Vc ganha tempo e dinheiro, e dá pra descansar legal, os ônibus sao bem bons. Só aconselho levar uma mantinha, coberta leve, qqr coisa pra se cobrir, pq eles capricham no ar condicionado! Hehehe Qqr dúvida, estou a disposição
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