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Vale_do_Cafe_Guy

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  1. Estou pensando em gastar 200 reais no máximo em PTY (fora o táxi). Fuçando na internet, vi um esquema pra economizar: a Copa tem um serviço de transfer gratuito para o Shopping MetroMall. Do shopping MetroMall até o Casco Antíguo a corrida de táxi sai por mais ou menos 10 dólares. Vi aqui: https://boaviagem.org/posts/estados-unidos-panama/11-horas-na-cidade-do-panama.html
  2. Belo relato! Peguei a mesma promoção de 490 reais da Copa e vou fazer a mesma loucura de 3 cidades em oito dias (Santa Marta, Cartagena e Bogotá), além de uma conexão longa no Panamá. Como você fez pra sair do aeroporto em PTY? Vi que os táxis por lá estão entre 30 e 40 dólares, muito caro!
  3. Agora em agosto aproveitei três dias que tinha de folga para visitar uma amiga que mora em Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha. Ela, que adora conhecer lugares novos assim como eu, fez as honras da casa e me levou pra conhecer alguns lugares na região. Meu único pedido é que fôssemos a locais mais alternativos aos três passeios mais comuns na região (e que eu já conhecia): Gramado, Canela e o Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves. Segue o relato. 1° dia (03/08, quinta) Comprei passagem para descer no aeroporto de Caxias do Sul, mas uma forte chuva na região da Serra Gaúcha obrigou o vôo a descer em POA. A Gol disponibilizou ônibus para levar os passageiros para Caxias, mas quase três horas foram perdidas nisso tudo. Esse contratempo prejudicou os passeios do primeiro dia: tínhamos combinado de ir aos Caminhos de Pedra de Bento Gonçalves, mas com o atraso e a chuva não seria possível. Então pesquisamos no Google “o que fazer em Caxias com chuva” e apareceu o Chateau Lacave, uma vinícola que fica numa edificação com ares de castelo medieval. Um imigrante uruguaio que produzia vinhos ordenou sua construção com base em plantas de um antigo castelo espanhol. Paga-se dez reais para entrar, a partir daí segue-se uma visita guiada pelos aposentos (tem até calabouço), vemos como era produzidos os vinhos antigamente. Numa determinada parte tem um trono com coroas para se tirar boas fotos. Também tem réplicas de armas medievais, aí sim o cosplay fica completo Ao final da visita guiada temos a degustação dos vinhos Lacave (já incluída nos 10 reais que se paga para entrar), se não me engano foram seis variedades de vinho/espumante e uma de suco de uva. Os vinhos são bons, nada de outro mundo, mas ainda sim bons. Acabei comprando um espumante brut (R$ 30) e um cabernet sauvignon por um preço honestíssimo, 18 reais. Saímos de Caxias e fomos até Monte Belo do Sul, uma pequena cidade bem perto de Bento Gonçalves. Um centrinho pequeno com uma igrejinha bem simpática nos recepcionava. Paramos no Il Divino Café, onde comemos tortas salgadas bem gostosas. Também compramos alguns produtos coloniais: biscoitos, graspa, doces. Pegamos um folhetinho turístico da cidade e decidimos ir numa cascata que ficava próxima ao centro. Não achamos, porém. Passamos na Vinícola Calza, a mais famosa da cidade, mas já estava fechando. Decidimos então seguir para Carlos Barbosa. Um pequeno city tour no centro e uma parada na Lancheria Original, que além dos lanches também tem algumas cervejas artesanais de marcas regionais. Para quem gosta de esportes, uma curiosidade: no Original foi fundada a multicampeã Associação Carlos Barbosa de Futsal, três vezes campeão mundial FIFA. Saindo do Original, fomos para a casa da Tayla, para descansar para o dia seguinte. 2° dia Acordamos cedo e fomos para os Caminhos de Pedra, em Bento Gonçalves. É uma rota turística que segue ao longo de uma estrada no distrito de São Pedro. Possui muitas edificações feitas de pedra (daí o nome), entre elas igrejas, casas, restaurantes e vinícolas. A paisagem é bonita demais, todos por ali falam que lembra a Itália. A primeira parada foi na Casa da Ovelha. Na entrada tem duas ovelhas “esculpidas” na poda de duas árvores e uma lojinha que vende diversos produtos derivados de ovelha, até cerveja com lactose. Tayla comprou um queijo de leite de ovelha (eu não gostei, é meio doce). Para entrar no parque, a bagatela de 50 reais! Somando nós dois e mais o Matheus, filhotinho da minha amiga, seriam 125 cabrais. Achei muito dinheiro para ver ovelhas serem pastoreadas e dar mamadeira pra filhotinho. Deixamos pra lá, andamos pelas imediações e tiramos algumas fotos da bela paisagem e também da igrejinha que fica ali ao lado. Pegando novamente a estrada passamos por vários lugares bonitos como restaurantes, lojinhas de produtos coloniais, até uma casa em formato de pipa de vinho! Na cantina Strapazzon não paramos, ela é famosa por ter sido locação do filme O Quatrilho. Estava na hora de degustar uns vinhos, então paramos na vinícola Salvati&Sirena. Tiramos várias fotos na área externa, entramos e continuamos com os cliques. Pra quem é muito adepto de Instagram, é um prato cheio para boas fotos. A degustação custou dez reais e eles foram bem generosos. Foram uns oito tipos de vinho pra provar, mais um de suco de uva e uma provinha de limoncello (a atendente tinha ouvido eu comentar que limoncello é muito bom, e foi bem bacana ter oferecido a bebida, que não faz parte da degustação). O legal aqui é provar vinhos que são feitos com variedades de uva não tão comuns de se achar. A variedade peverello, por exemplo, só se encontra por ali, e está extinta na Europa. Outras uvas não tão comuns são a Goethe e a Barbera Piemonte. Uma coisa comum no roteiro do Caminho de Pedra são as casas temáticas, como a da Ovelha que havíamos passado antes. Saindo da vinícola, tem a Casa das Cucas (espécie de pão/bolo tradicional naquela região), Casa da Confecção, e a Casa da Erva Mate. Paramos em frente a esta última, mas novamente não pagamos o ingresso para entrar, apesar do valor simbólico do ingresso. Só não tivemos interesse mesmo... Lá dentro aparentemente era uma réplica de como era uma antiga fábrica de erva-mate. Tiramos algumas fotos na parte de fora, e sentamos na grama ali em frente, curtindo um solzinho gostoso, nem parecia estarmos no inverno! O interessante ali, pra quem está vendo do lado de fora é a roda d’água, utilizada como força motriz no processo produtivo. Ainda passeamos bastante pelo CdP, que a despeito de ter apenas 12 km possui muitas e muitas atrações. Decidimos então ir ao Santuário de Nossa Senhora do Caravaggio. Algumas estradas secundárias e de terra batida depois, chegamos ao Santuário. Um lugar bem amplo, que conta com duas catedrais, a original e uma bem maior, para comportar a grande quantidade de romeiros nas principais datas católicas. A antiga é bem mais bonita por dentro, enquanto a nova se impõe por seu tamanho e bela arquitetura externa. Entre as duas tem uma torre bem bonita, que conta com um grande relógio e os sinos do complexo. Falando em complexo, o local não é composto apenas pelas igrejas. Além delas, existe uma vila, uma ampla praça, mirante, restaurante, rádio... Ficamos um bom tempo aqui relaxando e contemplando a vista no mirante quando decidimos ir à Cascata da usina, que aparentemente ficava não muito longe dali. Depois de rodar um bocado, quando achamos o local, estava fechado. Parece que só abre na época do calor mesmo, e conta com camping. Nos demos por satisfeitos com o role feito até então e voltamos para Carlos Barbosa, pois o pequeno Matheus tinha consulta com pediatra. Depois da consulta, fomos apenas ao Morro do Calvário, que é o ponto mais alto da cidade de Carlos Barbosa. Tem uma igreja e um mirante por lá que proporciona uma vista bacana. Em seguida fomos à cidade de Barão, que fica ali ao ladinho. Apesar de ter colonização alemã, a cidade não tem nada de mais, nem mesmo casas com arquitetura típica (a cidade é a mais pobre da região, deve ser por isso). A única coisa que chama a atenção por lá é uma escultura gigante de um figo. Já escurecendo, voltamos para descansar e jantar. 3° dia Último dia do role, acordamos cedo e pegamos a estrada em direção à Veranópolis. Estrada sinuosa e pista única em quase todo o percurso. Tem que ter cuidado. Passamos pelo bairro Tuiuty em Bento Gonçalves, onde pode-se ver indicações para as vinícolas Salton e Cainelli e para a Cachaçaria Bucco mas não paramos. Muito cedo pra beber. Mais para a frente a primeira parada: a Ponte dos Arcos, bem na divisa entre Bento e Veranópolis. A ponte compõe muito bem o visual com o rio e natureza ao redor. Vimos algumas pessoas passando por cima dos arcos da ponte para tirar fotos, não chegamos a tanto. Ao lado da ponte um desses restaurantes de beira de estrada, o Recanto dos Arcos. O lugar é bacana, pois além de ter tomadas e wifi naquele meio do nada, tem comidinhas gostosas a preço justo, e produtos coloniais maravilhosos, também com preços bem em conta. O salame colonial é muito bom, me arrependi de não ter comprado mais. Além disso, como o lugar tem dois andares, na parte de cima a vista é sensacional da ponte e do Rio das Antas. Com o solzinho gostoso que estava, ficamos bastante tempo por ali, até pegar a estrada novamente e procurar um lugar que tinha visto na internet: o Belvedere Espigão. Que é basicamente uma parada de beira de estrada, assim como o Recanto dos Arcos. Mas o diferencial é que ele tem um mirante que proporciona vistas sensacionais do Vale do Rio das Antas. Bem legal mesmo. Próxima parada prevista: Cascata dos Três Monges. Aproximadamente 8 km à frente do Belvedere Espigão, a certa altura sai da rodovia e entra numa estradinha de terra, o Google Maps orientou de boa. Chegamos lá e a portaria estava fechada, acabamos indo embora (ficamos sabendo depois, então repasso a informação: no Parque dos Três Monges a porteira fica fechada para que o gado criado no local não fuja. É só abrir a porteira, entrar com o carro e fechar na sequência ). Como ainda tínhamos tempo livre e o passeio à Cascata não deu certo, resolvemos ir num lugar que algumas placas indicavam na rodovia: a Gruta Indígena. Voltando na rodovia sentido Bento, mais uma vez estrada de terra e estacionamos do lado de fora. Uma pequena trilha nem um pouco cansativa e chegamos na gruta. Um espaço amplo numa rocha maciça onde viveram tribos indígenas há muitos e muitos anos. Existe iluminação artificial em um esquema bem interessante: tem um interruptor do lado de fora, você acende a iluminação e quando vai embora, apaga. Não se perde muito tempo aqui, mas o local rende fotos bem interessantes. Na saída a Tayla quis tirar uma foto numa simpática estátua de São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais, com dois bichinhos. Meu passeio pela Serra Gaúcha se encerraria tirando essa singela foto para ela, pois dali seguimos direto para a rodoviária de Bento Gonçalves, onde peguei o bus para Porto Alegre. Ainda dei uma voltinha por ali no centro histórico, comi e comprei souvenir no mercado municipal antes se seguir pro terminal 2 do aeroporto Salgado Filho.
  4. Tenho curiosidade de conhecer Porto Velho e Rio Branco, mas os preços de passagens são proibitivos! Por enquanto vou viajando no seu relato.
  5. O amigo aí em cima já deu o caminho das pedras. Ir para a região dos lagos em feriados é loucura. Já que você vai ficar hospedada na Barra, tente curtir as praias da zona oeste, são mais limpas e menos muvucadas que as da zona sul.Na zona sul eu só gosto de duas praias: o Arpoador e a Praia Vermelha, que nem sempre está própria para banho, mas tem uma beleza cênica, com o Pão de Açúcar e o Morro da Urca ornando o visual. Aliás, se estiver com um orçamento curto, dá para fazer a trilha até o topo do Morro da Urca e pegar o bondinho apenas para descer, por um preço bem mais camarada. Quanto à folia, tente fugir dos mega blocos que desfilam no Aterro do Flamengo, pois ficar espremido no meio de um milhão de pessoas com sol a pino e termômetro marcando 45° não é legal. Eu prefiro os bloquinhos, em Santa Teresa está lotado deles. Eu particularmente gosto do Filhos da Martins, que sai na segunda de carnaval e encerra na Escadaria Selarón, é bem legal.
  6. Estive em SLP na Festa do Divino, é um lugar que vale a visita nem que seja por um bate e volta. Além da arquitetura da cidade, os desfiles de grupos tradicionais e folclóricos da região durante a festa e a procissão no final tornou o passeio ainda mais agradável.
  7. Já dei uma boa fuçada pelo site, já peguei várias idéias para as próximas idas ao RS!
  8. Agora fiquei com vontade de conhecer esse lugar! Vou agora em agosto, mas nem dá pra fazer rafting nesse frio hahaha
  9. Bacana o seu relato, agora em agosto vou tirar uns dias na serra e vou fazer Caxias/Flores da Cunha/Nova Pádua/Nova Roma/Carlos Barbosa. Estava na dúvida se valia a pena passar por essas cidades mas agora fiquei com mais vontade ainda de conhecê-las.
  10. Segue relato de uma curta viagem que fiz pela Paraíba agora no final de junho. Meu objetivo principal era conhecer o Maior São João do Mundo em Campina Grande e a Pedra do Ingá, próxima à CG. João Pessoa eu já conhecia de outras viagens, queria mais era descansar e ir na Ponta do Seixas, o famoso ponto mais oriental das Américas. Peguei as passagens numa promoção do Smiles, 5000 pontos no trecho Congonhas-Campina Grande e mais 5000 na volta João Pessoa-Congonhas. Hospedagem em Campina Grande foi difícil de conseguir, por ser época de São João. No Booking nada disponível, no Airbnb reservei num local, o anfitrião cancelou. Na segunda tentativa no Airbnb, mesma coisa. Já estava quase desistindo do Airbnb e pensando em dormir na rodoviária quando achei o anfitrião Jimmy Felipe. O apartamento dele não é tão perto do centro, mas em CG você pode deslocar-se rapidamente e barato por meio de mototáxi. Usei muito enquanto estive por lá, da Cooperativa que é regulamentada pela prefeitura, o contato via whatsapp é (83) 9685-2918, o fixo é (83) 3058-0066. 1° dia (23/06, sexta) Embarquei às 11:00 num voo da Gol em Congonhas, após uma conexão rápida no Galeão, cheguei ao aeroporto de Campina Grande às 15:50. Já na chegada, a surpresa: uma quadrilha e uma banda de forró nos esperava no saguão para dar as boas-vindas. O clima de São João já começava no aeroporto. Chamei o mototáxi via whats e pedi para me levar à rodoviária. Já queria garantir as passagens para ir à cidade de Ingá na manhã seguinte ver as famosas Itacoatiaras (enormes rochas que existem na cidade cheia de belas inscrições em baixo relevo, que até hoje os especialistas não sabem que povo o fez e nem o que significam as inscrições). No guichê da empresa Progresso fui informado que a empresa não faz a rota para Ingá. Argumentei que tinha vista no site deles, tinha até os horários e os preços, e então o funcionário disse que não teria ônibus porque o dia seguinte era o feriado de São João e pouca coisa funciona nesse dia. Vendo minha decepção o mototaxista se ofereceu pra me levar num local onde saía vários alternativos (são motoristas que fazem transporte entre cidades na Paraíba em carros de passeio ou picapes). O motorista do alternativo disse que não teria carros pra Ingá no sábado por causa do feriado, então nessa hora desisti de ir nas itacoatiaras e pedi pro mototáxi me deixar na estátua de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga no Açude Velho. Chegando lá tinha muita gente esperando pra tirar fotos, então fui no Museu de Arte Popular da Paraíba quase ali em frente (entrada gratuita, é pedida uma contribuição espontânea de qualquer valor). É um museu muito bonito, com aquela arquitetura diferentona do Oscar Niemeyer. É conhecido também como Museu dos Três Pandeiros, pois são três áreas circulares distintas que se parecem com o instrumento, em homenagem ao músico Jackson do Pandeiro, ilustre paraibano da cidade vizinha de Alagoa Grande. Nessas três áreas, uma delas é dedicada à música paraibana; estava rolando uma exposição especial sobre a Elba Ramalho. Outra parte do Museu é baseada no cordel e outra no artesanato e utensílios utilizados pelas pessoas da região. Tudo muito bonito, embora o acervo não seja grande. O pôr do sol no Açude a partir da vista do museu também é um espetáculo à parte. Do Museu segui novamente para a estátua de Jackson/Gonzagão, e agora com menos gente consegui tirar minhas fotos. Andando um pouco mais em frente cheguei a uma feira de artesanato que estava rolando no período das festas juninas. MUITA coisa bacana a preços convidativos, esse foi o momento de comprar as lembranças de viagem e mais alguns imãs de geladeira pra minha coleção. Depois andei a toa, dando a volta no Açude Velho e parando no famoso Bar do Cuscuz, que de bar não tem é nada, é mais uma casa de show que no período junino cobra bem caro pra entrar. Dali, chamei o mototáxi novamente para me levar ao Sítio São João, que é um local que simula como eram as antigas vilas do sertão durante o período junino. Naquela cidadezinha em miniatura tinha a igreja, a rádio, a bodega, a usina de moagem de cana, o arraiá onde as pessoas dançam com a banda de forró tocando ao vivo... é um ambiente mais familiar e tranqüilo do que o São João no Parque do Povo, talvez seja porque tem a entrada paga (R$ 10) ou porque é longe do centro... mas tem comidinhas bem gostosas, o caldo de fava foi um dos dez reais mais bem gastos da minha vida Dali fui para o apartamento que havia reservado no Airbnb. O anfitrião estava com uns amigos fazendo uns petiscos e tomando uns gorós. Tudo boa gente, em poucos minutos já estava bebendo com eles e combinando o horário para ir na festa. Mais tarde fomos à festa. Um festão. O Parque do Povo é bem grande, com várias barraquinhas de comidas e bebidas, palcos menores com bandas de forró, o palco principal seria o show da Elba Ramalho naquele dia. Lotadaço. Algumas pirotecnias modernas como os bares suspensos que viraram moda em todos os eventos grandes. Enfim, ficamos curtindo, bebendo e comendo (tomei tudo que é caldo, desde os de carne de bode a camarão, passando por mais caldo de fava) até o fim da festa, já passando das 4 da manhã. Hora de dormir. 2° dia (24/06, sábado) Acordei não tão cedo e com a idéia de ir à cidade de Cabaceiras e ao Lajedo de Pai Mateus. Meu anfitrião do Airbnb me deixou na rodoviária, cheguei uns 20 minutos antes do ônibus partir. Fui no guichê da empresa comprar a passagem e não tinha ninguém, então fui sacar dinheiro e voltei lá. Ninguém ainda. Fui perguntar no atendimento da rodoviária, sem nenhuma ajuda. Iria tentar falar com o motorista do ônibus, mas a funcionária não deixou entrar na área de embarque sem nenhuma passagem. Resultado: não conseguir chegar ao meu destino simplesmente porque não tinha funcionário pra vender a passagem! Surreal! Fiquei sem saber o que fazer, pois tanto o meu plano A (Ingá) quanto o plano B (Cabaceiras) ficaram inviabilizados. De última hora resolvi ir para Areia, uma cidade próxima de Campina Grande famosa por seu casario colonial bem preservado e de lá iria pra Guarabira, de onde eu sabia que sairia ônibus pra João Pessoa. Então fui ao guichê da empresa São José, vi os horários colados no vidro: sairia um daqui a quinze minutos, às 11:30. Fui comprar e mais uma vez fui trollado pelos ônibus da Paraíba: a funcionária avisou que o próximo ônibus para Areia só sairia às 14:00. Mas disse que eu poderia pegar um ônibus para Remígio (sairia 11:30, R$ 8,50) e de lá pegar um alternativo para Areia, o que prontamente aceitei. Cheguei em Remígio e logo que desci do ônibus já ouvi os gritos dos motoristas de alternativos: “Arara! Areia! Alagoa Grande!” Embarquei no alternativo, uma D20 adaptada para transporte de passageiros: o preço, uma pechincha, apenas R$ 3,25. Rapidamente cheguei em Areia, a cidade estava completamente deserta, nada aberto, nem mesmo um boteco. Eles levam mesmo a sério os feriados religiosos, principalmente São João Rodei pelo centrinho da cidade, que é realmente muito bonito cheio daquelas casinhas coloniais coloridinhas e tirei algumas fotos que nem ficaram tão boas... ainda não me adaptei a esse negócio de pau de selfie Continuei andando por ali sem ver viv’alma nas ruas, mas acabei achando uma banquinha de jornal (mas que vendia também de castanha a cigarros) e perguntei ao vendedor sobre ônibus ou alternativos para Guarabira. Ele me disse que naquele dia seria difícil e fiquei me perguntando como eu sairia dali. Comprei uma castanha e uma água e saí andando, depois de uns cinco minutos passou um ônibus da empresa Rio Tinto, fiz ele parar e o motorista informou que iria para João Pessoa. Acabei pegando esse mesmo (R$ 25), descartando uma ideia de ir para a cidade de Sapé (a cidade natal da minha mãe, queria tirar umas fotos de lá para mostrar a ela, que já não tem mais condições de viajar). O ônibus é pinga-pinga e vai lotando ao longo do caminho, em certo ponto tinha muita gente viajando de pé. Varado de fome, saindo da rodoviária de João Pessoa parei numa barraquinha, onde comi o pior espetinho da minha vida e tomei duas brejas. Falei pra atendente que pensava em ir na festa de São João que ocorreria no Ponto de Cem-Réis, no centro de João Pessoa. A resposta: “vai pra lá não menino, só tem ladrão roubando celular”. Pensei no meu cansaço, na minha fome e na mochila nas costas e resolvi seguir o conselho dela. Segui para a Igreja de São Francisco, que ainda não conhecia, e embora estivesse fechada, sua arquitetura externa impressiona de bonita. O cruzeiro em frente dela também é algo de portentoso, sendo considerado o conjunto todo (igreja, cruzeiro, adro e convento) o maior monumento de arquitetura barroca da América Latina. Começando a escurecer saí dali, pois o caminho passa por alguns lugares meio esquisitos, fui pro terminal de ônibus e peguei o 507, que passa perto de onde ficaria, o Tambaú Hostel. Lugar bacana, perto da praia e um bom preço (R$ 38 o quarto coletivo). Descansei um pouco, tomei banho e fui dar uma volta na orla, que estava vazia por estar um tempo não tão bom (ameaçava chover) e também por ser baixa temporada em JPA. Vi um quiosque com Brahma 600 ml por R$ 3,99 e parei lá. Tomei duas vendo o (pouco) movimento e resolvi ir num lugar que havia achado na internet, o On The Rocks Pub. Lugar pequeno, mas bacana, com uma mesa de bilhar ornando o meio do salão. Rock’n’roll explodindo nas caixas de som, pedi uma Heineken e perguntei sobre o PURÊ que havia visto no cardápio. O purê era de mandioca, com diversos tipos de cobertura. Pedi o de carne de sol (R$ 12), que deixou meus olhos brilhando com aquele potão de purê de mandioca cheio de refogado de carne de sol com cebola e tomate por cima. Bom demais! Como ainda estava com fome (no dia todo só tinha comido um saquinho de amendoim na rodoviária de Campina Grande e um saquinho ainda menor de castanha de caju em Areia, pois o espetinho horrível da rodoviária de JPA não consegui comer) não tive vergonha de pedir outro purê, dessa vez de camarão (R$ 15). Fiquei bebendo, curtindo um som, quando ficou tarde voltei ao hostel e fui dormir. 3° dia (25/06, domingo) Acordei cedo, tomei café no hostel, fiz check out e segui para a orla onde queria tirar uma foto no letreiro EuAmoJampa. Tirei minha foto e peguei o bus 507 com o objetivo de ir à Ponta do Seixas, o famoso ponto mais oriental das Américas. O ônibus não vai até lá, tem que perguntar ao motorista o ponto mais perto para descer e seguir a pé. Desci no ponto informado e perguntei a uma vendedora como chegar lá, ela me disse que seria mais fácil ir pela praia, acompanhando as falésias, que foi o que fiz. A paisagem é bem bonita, a despeito do tempo estar feio, fui andando e parei num boteco, onde tomei a cerveja mais oriental das Américas Fiquei ali bebendo e comendo amendoim vendido por guris que passavam oferecendo. Por ali, a galera que oferecia os passeios à piscinas naturais do Seixas, que considerei fazer. Mas o tempo estava piorando e embora não estivesse chovendo, estava ventando muito. Depois de várias brejas já tinha feito amizade com o garçom, que me aconselhou a não fazer o passeio, porque seria perigoso devido ao vento forte. Dito e feito: faltando dez minutos pro horário do passeio, o pessoal dos barcos avisou que não seria possível fazê-lo. Além disso começou a chover. Esperei ela passar e fui embora também pela praia, pegando o busão para voltar à Tambaú. Desci na Av Epitácio Pessoa e andei uns 15 minutos até chegar ao Mercado de Artesanato Paraibano, onde comprei mais alguns imãs de geladeira pra coleção. Comparando com a feira de artesanato de Campina Grande, esta última estava bem melhor para comprar artesanato regional, tanto na variedade quanto no preço. Saindo de lá a próxima parada seria o famoso restaurante Mangai, de comida regional. Cheguei lá, esperei um pouco pra liberar uma mesa, e segui para o Buffet por quilo (R$ 63 o quilo, se não me engano). Enchi o prato com um monte de coisa gostosa e saí bem satisfeito. A conta deu R$ 38, mas achei que vale a pena, pois o esquema de comida por quilo permite que você prove várias coisas diferentes de uma só vez. No final tem rapadura de brinde Com a barriga cheia fui para a hospedagem, dessa vez a Pousada do Alemão (R$ 80, quarto individual com banheiro privativo; só escolhi esse lugar pq ia ganhar 2000 pontos no Multiplus ). Quando fiz o check in era por volta de 14h30... começou uma chuva que só foi parar lá pras 21h00... todo esse tempo trancado com a bela opção de assistir um jogo que não era do meu time e depois Faustão na TV... horas de tédio, tentei cochilar. Depois da chuva fui dar uma volta na orla, tomei umas brejas e tentei ir de novo no On The Rocks mas estava fechado. Fui dormir. 4° dia (26/06, segunda) Tomei café, novamente peguei o busão 507, dessa vez em direção ao centro e desci no final da Av Epitácio Pessoa. Ao contrário do dia anterior, nem sinal de chuva, estava sol a pino! Queria tirar umas fotos da Casa Cassiano Ribeiro Coutinho, o maior exemplar da arquitetura modernista em João Pessoa com jardins projetados por Burle Marx. O motivo? Minha mãe trabalhou por muitos anos lá, para o referido Sr Cassiano (grande empresário do ramo açucareiro da Paraíba) e ela queria ver como estava a residência. Tirei algumas poucas fotos da fachada, afinal local estava fechado. De lá resolvi que ia andando até a região da rodoviária, o que seria uma boa pernada. Fui andando, passei pelo Parque Sólon de Lucena, que já conhecia bem de outras vezes. Mais adiante passei pelo lugar mais bonito que eu ainda não conhecia na cidade: as imediações da praça Vidal de Negreiros, também conhecido por Ponto do Cem Réis. Muitas, mas muitas edificações históricas, além de um simpaticíssimo coreto ótimo para boas fotos. Pena que passei meio corrido por ali, pois estava preocupado em pegar o ônibus para o aeroporto. Saindo dali passei por umas ruas de comércio popular nada turísticas, e cheguei à rodoviária onde me informei onde pegaria o ônibus para o aeroporto, que é numa rua lateral em frente à rodoviária. O ônibus é o 5501 e demorou uns 40 minutos para passar. Demorou mais uns 45 minutos para chegar no aeroporto. Apesar de se perder um pouco de tempo é a melhor opção para quem quer economizar, pois custa apenas 3 reais. Como cheguei meio cedo no aeroporto fiquei tomando umas brejas por lá (R$ 8 o latão de Skol). Já dentro da área de embarque, comprei umas lembranças gastronômicas surpreendentemente baratas, como torrada de bolo de rolo(!?) e cocadas. Voo para GIG, duas horas de espera de conexão e a chegada em CGH. Hora de voltar pro frio de São Paulo.
  11. Não sei de onde você estará saindo, mas se for de São Paulo terá que pegar um busão para Taubaté (R$ 40) e de lá para Campos do Jordão (R$ 13). Tem os horários aqui: http://www.emtu.sp.gov.br/emtu/itinerarios-e-tarifas/outras-buscas/busca-por-rua.fss?cidadede=Campos%20do%20Jordao&cidadeate=Taubate&pag=origemdestino.htm Já hospedagem para o mês de julho, vi no Booking tarifas a partir de 100 reais para o meio da semana, já para os fins de semana o mais barato que vi foi R$ 350.
  12. Na minha singela opinião, só vale se o seu uso pretendido para as milhas for Buenos Aires ou Montevidéu. Direto tem promoções para esses destinos por 5000 ou 6000 pontos o trecho (normalmente de cidades que tem voos diretos), teve até executiva na Qatar e na Emirates por 10.000 para EZE. Para esses casos talvez valha a pena até o plano de 1000 pontos mensais (42 reais), pois este vai render 11000 pontos nos seis meses obrigatórios de carência.
  13. Questão de preço eu achei Belém bem em conta. Na primeira vez que fui fiquei no Residência B&B, tem quartos coletivos a partir de R$ 40 com uma ótima localização. Comida e bebida também achei barato. Os pontos turísticos dá pra fazer quase todos a pé ou bus, e dá pra ir e voltar do aeroporto de busão também.Estive lá duas vezes, tem o relato das duas viagens na assinatura aí embaixo.
  14. Acabei de voltar de Goiás e adorei a cidade de Goiás Velho. Já Goiânia detestei, não tem nada turístico e de muito interessante na cidade. Só gostei mesmo da hospedagem boa e barata no Hostel Zampollo. Meu relato sobre esses dois destinos: procissao-do-fogareu-em-goias-velho-e-goiania-abr2017-t143078.html
  15. Amigos, aqui segue um pequeno relato de uma visita relâmpago ao estado de Goiás. Essa viagem nasceu depois que percebi que tinha milhas vencendo e depois de várias simulações para passagens com menor pontuação a disputa ficou entre Floripa e Goiânia. Dois fatores me fizeram escolher GYN: 1) eu já estive em FLN mais de uma vez; 2) além da vontade antiga de conhecer Goiás Velho, descobri na internet a tradição da Procissão do Fogaréu na semana santa de Goiás e aí que a viagem foi decidida! Dia 1 (quarta, 12/04) Na quarta-feira, dia 12, madruguei porque o vôo de Congonhas para Goiânia sairia às 06h10. Cheguei em GYN às 07h45 e a missão (nem tão fácil assim) seria sair do aeroporto em direção ao centro. Após várias informações desencontradas na internet, vi no site da empresa de transportes coletivos de Goiânia que havia uma linha (a 913) que saia do aeroporto e ia pro centro. Pela informação do site, o primeiro ônibus sairia às 6 da manhã e depois disso em intervalos de 70 minutos (07h10, 08h20, 09h30...). Pelo horário que cheguei, esperava pegar o bus das 08h20. Por precaução fui confirmar no balcão de informação da Infraero, onde o funcionário puxou uma tabela de horários e disse que o ônibus na verdade passaria às 08h02. Ok, era ainda 07h50 e fui pro ponto e nada do ônibus chegar... Quando deu 08h30 cansei de esperar e chamei um táxi pelo aplicativo 99 Táxis, que dá 30% de desconto na corrida e ainda por cima eu tinha um cupom de desconto de 15 reais. A corrida deu 23 reais e eu paguei apenas 8 devido ao voucher. Cheguei na rodoviária, que é anexa a um shopping e troquei a passagem que havia comprado pela internet. A empresa que faz o trajeto para Goiás Velho é a Moreira. Viagem meio pinga-pinga, cheguei ao destino com meia hora de atraso e fui direto ao centro histórico. É uma cidade muito fácil de se apaixonar, principalmente quem gosta de cidades históricas como eu. Algumas imagens. Eu estava sem o endereço do hostel que havia reservado e a internet do celular não estava funcionando, então fui rodar a cidade até dar um jeito nessa situação. Passei no Museu de Cora Coralina, mas como estava tendo uma visita guiada de grupo, não dava pra entrar naquela hora (voltaria lá mais tarde, mas já havia fechado, fica para uma próxima). Parece ser um passeio bem agradável, e custa 8 reais a entrada. Passei pelas igrejas, pelas ruazinhas de pedra, a Cruz de Anhanguera (bandeirante paulista fundador da cidade), cheguei na pracinha central e seu simpático coreto. A praça estava decorada com vários bonecos dos farricocos, que são os encapuzados que perseguem Jesus na encenação da procissão do fogaréu. Embaixo do coreto tem uma sorveteria com vários sabores de frutas regionais, provei um picolé de cagaita. Passei pelo centro de informações turísticas, o que me salvou pois usei o wifi deles e consegui me comunicar com o contato do hostel e pegar o endereço. Minha hospedagem era no hostel do Breula, e me custou 70 reais via Airbnb. O preço normal dele é de 40 reais, mas como a procissão do fogaréu é uma das datas mais turísticas da cidade eles inflacionaram um pouco devido à procura. O local é muito simples, espartano até. Não recomendaria a quem tem algum tipo de frescura com hospedagem. Deixei a mala lá no hostel e estava com fome. Me lembrei que a cidade tem um mercado municipal, que geralmente é um ótimo lugar pra comer em todas as cidades que já estive. Lugar amplo, bonito e bem conservado (foi recém reformado) com várias lanchonetes, cachaçarias e artesanato. Passei por lá, provei alguns licores, comi o tradicional bolo de arroz de Goiás, que é muito gostosinho e tem aquele jeito de bolo feito pela avó no fim de tarde pra acompanhar um cafézinho passado na hora Mas a minha vontade era de algo salgado pra acompanhar uma cerveja, então como não fui muito com a cara dos empadões que estavam por ali, voltei à praça do coreto. Fui ao bar do Jusa, pedi o típico empadão goiano e uma cerva bem gelada pra acompanhar. Ele colocou uma mesa na calçada da praça, assim dava para apreciar melhor o movimento da cidade... o empadão é delicioso, vem com frango, queijo, azeitona e palmito ou guariroba e vale por uma refeição por ser grande. Fim de tarde, com a fome saciada voltei ao hostel para cochilar e voltar a cidade só a noite para a procissão. Antes da procissão em si, é encenada na praça da cidade a via-crúcis de Jesus. Eu não consegui ver muita porque sou baixinho e tinha bastante gente, muita gente emocionada... então ao toque dos tambores e com as luzes da cidade apagadas começa a procissão em si e surge a figura dos farricocos com tochas (que também são distribuídas ao público para aumentar o impacto visual da procissão). Os farricocos seguidos pelo público “perseguem” o ator que representa Jesus pelas ruas, passa pela ponte da casa de Cora, sobem até a Igreja do Rosário. Ali param e ocorre a encenação sobre a Última Ceia. Pena que as imagens que tirei no meu velho celular são horríveis, é melhor procurarem na internet Da Igreja do Rosário a procissão continua pelas ruas, passa rente ao Rio Vermelho, vira à esquerda, direita, sobe, desce e chega na Igreja São Francisco de Paula, que na simbologia da procissão representa o Monte das Oliveiras, e ao toque de um clarim e o surgimento com um estandarte com sua imagem é o sinal de que Cristo foi preso pelo soldados romanos. Faz-se um momento de silêncio e em seguida reza-se uma missa. A procissão está oficialmente encerrada. Mas a beleza daquelas imagens permanecem, independente se você é católico ou não. Voltei ao hostel para dormir, o que não foi tão fácil assim devido ao barulho do povo nas ruas. Dia 2 (quinta, 13/04) Acordei cedo e fui direto para a rodoviária, o ônibus para Goiânia sairia às 08h35. Com um pouquinho de atraso partimos, mas o motorista conseguiu compensar na estrada e chegamos em GYN dentro do horário. Saindo da rodoviária/shopping fui andando pela Avenida 44 e seguindo o Google Maps em quinze minutos cheguei em minha hospedagem. Reservei pelo Booking o Hostel Zampollo por apenas 35 reais a diária. O lugar é muito bom, são vários quitinetes independentes dentro do mesmo quintal. Tem banheiro privativo, ventilador, geladeira e TV (pequenininha, de 14” mas nem usei). Tomei uma ducha e fui andar pelos arredores, vi no mapa que o Parque Mutirama ficava pertinho e segui para lá. Achei que era um parque urbano normal, mas na verdade está mais para parque de diversões, com diversos brinquedos. Não me interessei, ainda mais porque tinha que pagar para entrar, então pedi pro Google Maps me levar para a Praça Cívica. Andei uns 20 minutos e cheguei a tal Praça Cívica. Que não tem nada de mais, é um local árido com muito cimento e poucas árvores, o prédio do governo estadual ali localizado também não é algo que possa ser chamado de belo e o monumento Às Três Raças, que deveria ser uma bela homenagem aos negros, índios e brancos que ergueram o estado de Goiás também não é lá muito bonita e muito menos imponente. Cinco minutos aqui, segui para o Bosque dos Buritis. Desse parque eu gostei! Embora não seja muito grande é bem conservado, tem um laguinho que pode se apreciar sentado em um dos bancos, pequenas trilhas no meio da mata... um bom lugar para relaxar e escapar um pouco do sol escaldante da capital goiana. Lá dentro também fica localizado o MAG, Museu de Arte de Goiânia com entrada gratuita. Estavam rolando duas exposições de artistas locais, a primeira eu não curti, já a segunda achei bem interessante e perdi um bom tempo por ali. Voltei à pousada, descansei um pouco e fui no Mercado Popular da 74. Achava ser um mercadão municipal cheio de barracas e lugares incríveis para comer mas não era nada disso. Tinha uns poucos lugares funcionando e fui direto na Pastelaria do Meu, que é super recomendada na internet. Não sei se dei azar, mas além de não venderem cerveja (estranho, pq na internet achei matérias que chamam esse lugar de pub) pedi um pastel que estava nadando em óleo. A cerveja, comprei numa lanchonete do lado. Meio decepcionado, saí dali e resolvi ir de novo ao shopping Araguaia (o da rodoviária), pois lembrei que lá tinha uma loja de lembranças e eu não tinha encontrado em lugar nenhum um imã de geladeira sobre Goiânia pra minha coleção. Mas chegando lá já estava fechada a loja. Ainda com fome depois de nem ter conseguido comer todo o pastel de óleo, lembrei de um boteco vendendo espetinhos na rua 68, voltei para lá então. Chama-se Primo Rico da 68 o local. Cerveja de garrafa a 6 reais e espetinhos a 2 reais. Ótimo! Ali sim comi bem, várias cervejas e espetinhos depois resolvi voltar ao Zampollo para deixar a mala arrumada para a partida. Ao lado do espetinho tem uma bodeguinha que vende bebidas e também é ponto de mototáxi. Questionei por valores, e uma corrida ao aeroporto sairia por 20 reais, bem melhor do que o valor de um táxi em bandeira 2. Quando eram quase 11 da noite voltei pra lá, matei mais duas brejas long neck e dois espetinhos e fui até o aeroporto Santa Genoveva, com uma longa espera até o vvo que seria às 03h15 da manhã. Com uma conexão no Galeão Depois de uma noite quase sem dormir ainda cheguei em casa a tempo de preparar o almoço da sexta-feira santa. Faz parte!
  16. Estranho, mas como é difícil achar informações turísticas de uma capital tão importante quanto GYN... bom, estou indo pra lá em meados de abril e posto aqui minhas impressões.
  17. Olá a todos os viajeros! Segue relato de um role pela Costa do Cacau (Ilhéus/Itacaré) e do Dendê (Barra Grande) na Bahia, e feito por três amigos, Diogo (eu!), Binho e Júnior. 1° dia, 16/03 (quinta) Após sair de GRU com uma conexão em CNF chegamos à Ilhéus pouco depois das 15 horas. Fomos direto ao balcão da Movida pegar o carro reservado, que saiu por 80 reais a diária de um HB20 com seguro do carro e também proteção contra terceiros. Esse valor saiu com desconto por ter usado KM de Vantagens. Observamos que a lanterna traseira estava quebrada, deixamos formalizado para não quererem nos cobrar depois. Resolvido isto, pegamos a estrada e depois de uns 30 km paramos em Serra Grande. Primeiro num mirante onde se tem uma vista espetacular de uma praia e depois entramos na cidade propriamente. Pequenininha, e numa quinta-feira à tarde com todos os bares fechados e quase ninguém pelas ruas. Paramos na pracinha principal, compramos umas brejas num mercadinho e ficamos ali bebendo e observando o ritmo devagar-quase-parando da cidade. Júnior queria comer acarajé e pegou um na barraquinha da Lia (R$ 5), mas não estava bom. Seguimos para Itacaré, onde ficamos no Casa Blanka Hostel (R$ 81 a diária para três pessoas). Quarto com uma cama de solteiro e uma de casal, e apenas um ventilador... Bem localizado, fica bem pertinho tanto da passarela quanto da Pituba, onde se concentram a maioria das atrações noturnas da cidade. E foi na Pituba que fomos em nossa primeira noite. Vários bares, restaurantes, hostels, pousadas, tattoo, agências de passeios... Quase tudo que você precisar em Itacaré será encontrado na Pituba (tem até camping de 10 reais a diária! Fica ao lado de um restaurante chamado Frango Carica). Paramos no restaurante Mediterrâneo, porque Júnior queria comer lá. Comida cara para padrões mochileiros, mas as bebidas estavam a preço até que justo, então eu e Binho só bebemos, pois já havíamos comido antes. Uma chuva torrencial encerrou a noite um pouco mais cedo do que esperávamos. 2° dia, 17/03 (sexta) Acordamos meio tarde e fomos ver alguma praia para curtir, mas antes passamos num mercadinho perto da pousada (Mercado TC), com preços ótimos de cerveja, que é o que realmente interessa. Perguntamos sobre praias lá e recomendaram a praia da Tiririca, que fica próximo ao centrinho da cidade. Fomos pra lá então, uma praia bonita com ondas fortes como quase todas em Itacaré. Na verdade existe um “corredor” com umas quatro praias na sequência, depois da Tiririca tem a praia da Ribeira, que tem muito mais estrutura, e portanto, muito mais gente. Demos um tempo por lá e voltamos para a cidade para almoçar. Fomos no restaurante Zig Zag, que é uma verdadeira pérola da economia! Tem PFs a partir de 6 reais (frango ensopado), mas tem também peixe frito, moqueca, filé de frango, por no máximo 10 reais. A guarnição vem com arroz, feijão, salada e pirão. O local é bem simples, então não recomendo para quem tem frescura. Fica ao final da Passarela. Depois de forrar o estômago demos um tempo e fomos para o segundo tempo de praia do dia. Um pouco mais longe da cidade, na estrada sentido voltando para Ilhéus fomos na praia da Engenhoca. A partir da estrada tem que fazer uma trilha de mais ou menos 20 minutos, com algumas subidas e descidas. Mas vale a pena, pois a praia é sensacional. Bem mais bonita e agradável que a praia que tínhamos ido de manhã, com pouquíssimas pessoas. Não tem estrutura de quiosques e outras facilidades a não ser ao final da trilha quando se chega na praia que tem um bar que vende alguns comes e bebes. Cerveja Heineken long neck a 8 reais e caldo de cana a R$ 5 foram os valores do que consumimos. Uma tapioca é R$ 10 (caro!). Essa praia tem bastante ondas, então pra quem não sabe nadar só dá pra ficar na beirinha, mas para os surfistas é o paraíso Alguns turistas são trazidos para fazer aulas de surf por aqui. Gostamos bastante dessa praia e ficamos a tarde toda alternando entre mergulhos na água, apreciar a paisagem e tomar umas cervas! Depois de descansarmos na pousada fomos à Pituba no comecinho da noite. Tomamos umas brejas compradas num mercadinho e depois umas outras de um carinha que vende Heineken a 5 reais numa portinha ao lado de um restaurante. Júnior comeu acarajé de novo, numa barraquinha bem no fim da Pituba, e dessa vez estava bom. Da Pituba fomos para a Passarela, um outro point noturno de Itacaré, parece um pequeno boulevard com passagem proibida para carros. Alguns bares tentam atrair a atenção dos turistas com música ao vivo, mas o público costuma se concentrar mais em um só deles. Chegamos cedo e ainda não estava rolando nada. Fomos então à uma feirinha perto da orla, que é o terceiro point noturno de Itacaré, onde rolam várias barraquinhas com comes e bebes regionais e um palco onde rola um som com artistas da cidade (funciona das 18h as 22h). Comi uns pasteizinhos (R$ 3 cada) e um caldo delicioso de abóbora com camarão (R$ 5) de uma barraquinha. Também tomamos cerveja artesanal de uns gaúchos que fixaram residência em Itacaré, chama-se De La Óstia a breja e custou R$ 5 o copo de 300 ml. Voltamos para a Passarela e estava rolando um samba, vários brasileiros e os muitos gringos curtindo e bebendo e tentando sambar. Por ali, um tiozinho e uma garota estavam com isopores vendendo cervejas a preço melhor que o do bar, então a maioria comprava deles. A animação rolou até mais tarde ali, voltei para a pousada por volta da meia noite, mas os outros dois elementos da viagem chegaram bem mais tarde... 3° dia, 18/03 (sábado) Após acordar tarde por causa da farra do dia anterior, comemos algo pela rua e decidimos ir para a praia de Itacarezinho. Pegamos a estrada, novamente no sentido voltando para Ilhéus e antes de chegarmos lá avistamos uma placa anunciando a Cachoeira Bom Sucesso. Adentramos ao local, vimos que cobra 5 reais por pessoa. Nenhum funcionário apareceu para falar com a gente, então resolvi descer para ver qual que era a dessa cachoeira. A queda é pequenininha e o poço d’água mal chega na canela. Maior furada! Fomos embora antes que aparecesse alguém para tentar nos convencer a ficar e logo chegamos ao portal de entrada da praia de Itacarezinho. Por ser área particular, cobra-se 30 reais para adentrar com o carro (há somente duas ou três vagas para estacionar do lado de fora sem ser sujeito a tomar uma multa). Pagamos então o valor e entramos, lembrando que pedestres não pagam nada para entrar. O lugar tem uma estrutura bem bacana, mas se tem a impressão que se paga até para respirar. Guarda-sol e cadeiras de praia (R$ 20) são cobradas até de quem está consumindo, bem como umas pequenas coberturas para deitar debaixo. Como não tenho esse tipo de frescura dispensei isso. Tem um bar com Heineken a 8 reais, como não levamos isopor ficamos bebendo por lá mesmo entre um mergulho e outro. A praia em si é enorme e com faixa de areia mais larga do que as outras que fomos em Itacaré. Tentei ir até o final do lado direito da praia, mas desisti, parecia que quanto mais eu andava mais longe eu estava do objetivo! A partir da entrada da praia, quanto mais pro lado direito você andar, mais você terá a praia só para você, pois as pessoas por lá estão mais interessadas em ficar sentadas em suas cadeiras de praia alugadas. Já da entrada para o lado esquerdo o trajeto é curto e a praia faz umas reentrâncias com pedras no final. Não suba nas pedras descalço, são pontudas e machucam. Tem também uma providencial bica d’água para tomar uma ducha e se livrar do sal do mar antes de ir embora. Foi a praia que mais gostei em Itacaré, tanto que ficamos o dia todo por aqui. À noite dispensamos a Pituba e fomos direto à Passarela. Tal qual o dia anterior chegamos antes do horário mais animado e fomos em direção à feirinha da orla. Antes de chegar lá passamos em frente a um local chamado Confraria do Machado, um boteco arrumadinho que vende cervejas artesanais e estava rolando um som bem bacana. Música brasileira para dançar, inclusive uns samba-rocks setentistas bem bacanas (Marku Ribas, Di Melo, Bebeto, Benjor, Originais do Samba). Tomamos apenas uma cerveja cada pois o preço não é lá muito convidativo, mas ficamos ali na rua curtindo o som. Fomos para a feirinha, uma banda no palco estava mandando uns reggaes, tomei um caldo de sururu (R$ 5) e novamente cerveja De La Óstia, depois umas Heineken. Aí sim voltamos para a Passarela e dessa vez estava rolando forró em vez de samba. Um pouco menos gente que no dia anterior, mas a animação igual. Como tenho a coordenação motora de um aspirador de pó e não sei dançar, fiquei só curtindo o som da banda que mandava ver Alceu, Gil, Zé Ramalho, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga e alguns forrós pé-de-serra mais recentes como Peixeletrico e Falamansa. Novamente por volta de meia noite fui dormir enquanto o Binho e o Júnior ficaram um pouco mais. 4° dia, 19/03 (domingo) Saímos da pousada às 11hs (o checkout era às 10h30, nunca vi bizarrice assim) e pegamos o carro para ir a Barra Grande. Os primeiros 30 km são tranqüilos em asfalto, mas depois tem mais 37 km em pista de terra. Em Itacaré todo mundo faz o maior terror sobre a pista, dizendo que é muito ruim, que vai zuar o carro que vai atolar etc etc etc. Na verdade eles fazem isso para os turistas não irem para lá e ficarem só em Itacaré. Mas posso afirmar que se não tiver chovido muito dá pra ir de boa com carro de passeio normal. E mesmo se tiver chovido muito anteriormente e a pista estiver realmente ruim, dá pra ir em asfalto até a cidade de Camamu, deixar o carro estacionado lá e seguir de barco para Barra Grande. Bem, seguindo pela estrada de terra avistamos uma placa onde se lia “Praia de Algodões”. Resolvemos parar nela. Águas mais brandas e agradáveis, até quem não sabe nadar pode ir um pouco mais longe dentro do mar sem perigo. Em algumas partes tem que tomar cuidado, pois existem alguns corais que machucam o pé. Porém na maré baixa nestes mesmos corais se formam belas piscinas naturais. Em frente à praia tem um bar que serve refeições caras e cervejas caras. Ficamos só nas cervejas (Heineken 600 ml por 15 mangos) entre um mergulho e outro. Ficamos bastante tempo nessa praia, quando bateu umas 15hs resolvemos seguir caminho. No caminho para a pousada em Barra Grande o navegador do Google Maps nos fez dar algumas estúpidas voltas a mais, mas graças a isso achamos um local bem interessante para comer: chama-se restaurante Família e fica anexo à casa da dona. Pedimos peixe frito no dendê (acompanha pirão, arroz, feijão salada e pimenta ). O preço eu não lembro, algo entre 18 e 20 reais. Lá tinha também umas maravilhosas cocadas feitas de coco e cacau por 1 realzinho cada! Ficamos de passar lá na volta para levar o estoque todo, mas não conseguimos achar o restaurante na hora de voltar Estômago forrado, fomos ao Ganga Zumba Hostel. Parece um pequeno sítio o local com uma grande área verde. Tem uma parte que é hostel, com quartos coletivos e alguns quartos privativos na área externa. Ficamos num desse, que na verdade é quase como se fosse um pequeno apartamento: dois quartos, uma pequena cozinha (sem fogão, mas com pia e geladeira) e banheiro privativo. O hostel tem algumas comodidades como wifi, redes para descansar, lavanderia, cozinha comunitária e possui um bom café da manhã que ofereceu nos dois dias que ficamos lá pelo menos duas variedades de suco natural e de frutas, além de pão francês e pão de forma integral, mussarela, manteiga (e não margarina) e um carboidrato natural (um dia foi batata doce, no outro mandioca), além de leite e café. O preço do nosso chalé ficou em 160 reais por dia. Os preços em Barra Grande são um pouco mais altos que em Itacaré, embora a qualidade dessa pousada também seja superior ao da outra pousada que ficamos anteriormente. Como chegamos tarde não deu mais para pegar praia nesse dia, então fomos ao píer do cais, que é de onde chegam os barcos de Camamu. Curtimos um belo pôr do sol, Binho chegou a nadar por ali, não entrei na água porque a profundidade não me permitia, já que não sei nadar. Saindo do píer paramos no restaurante Clube do Mestre. Latinha de Skol a 4 reais, ficamos tomamos umas enquanto curtíamos uma boa preguiça nas cadeiras almofadadas de frente para o mar. Para jantar uns lanches e frutas que tínhamos comprado em Itacaré e para finalizar a noite uma voltinha na charmosa vilazinha de Barra Grande. 5° dia, 20/03 (segunda) Neste dia iríamos fazer o Passeio das 5 Ilhas, um passeio de barco que leva a algumas ilhas na Baía de Camamu. Porém acordamos meio tarde, e depois de tomarmos o café não ia dar tempo de chegar ao ponto de encontro antes das 10hs. Então decidimos ir para Taipus de Fora, só eu e o Binho, já que o Júnior ficou amuado por causa do passeio e resolveu ficar na pousada. No caminho demos carona para uma gaúcha que resolveu largar tudo e morar em Barra Grande. Ela nos levou a uma praia que é chamada informalmente pelos locais como “Taipus de Cá” por ser bem próxima ao ponto principal de Taipus de Fora. Ficamos num local chamado Dreamland Bungalows, que é um complexo de hospedagem e bar/restaurante chique e com cara de ser bem caro. Mas chegando os preços até que eram “acessíveis”, como uma Heineken de 600 ml por R$ 15. Porém o legal aqui é que como estávamos na baixa temporada, nos deixaram usar a estrutura do lugar sem pagar, esteiras, guarda-sol, almofadas etc. Na alta temporada deve-se consumir ao menos 80 reais no bar deles para ter direito a usar essa estrutura. Como outras praias de Barra Grande a água é morninha e tranqüila, foi a praia que mais deu pra ir longe mar adentro. Entre um mergulho e outro ficamos lá horas bebendo e curtindo um dolce far niente, pagando de patrão com pouco dinheiro no bolso. Carol, a gaúcha que tínhamos dado carona já tinha ido embora trabalhar, mas na hora de comer nos lembramos que ela tinha comentado sobre uns bolinhos de queijo com melaço feito ali. Pedimos uma porção dessa iguaria (10 unidades, 35 reais) e não nos arrependemos, pois o negócio é realmente muito muito gostoso, a despeito de não ser barato. Depois de comer fomos para o carro e uma surpresa: vários cachos de banana prata caídos por ali, devoramos várias bananas antes de pegarmos o carro e irmos para a Taipus de Fora propriamente. Tem várias jardineiras que fazem o trajeto Barra Grande/Taipus de Fora, então mesmo quem está sem carro consegue chegar de boa. Pouco antes de chegarmos lá paramos no Empório Santo Antônio, compramos algumas barrinhas de doce de cacau puro por R$ 2,50 e umas brejas antes de irmos para a praia. Chegamos ali na parte mais turística de Taipus de Fora e a pegada era totalmente diferente da praia do Dreamland Bungalows: muito mais gente aqui, cadeiras de praia sendo cobradas, muitas famílias com criança pequena... deixamos nossas coisas num canto e fomos para a água, que é bem cristalina. Com um snorkel deu pra ver bastante peixes perto da área onde ficam os corais, apesar da maré alta. Na maré baixa formam-se as piscinas naturais e aí sim dá pra nadar com os peixes que ficam “aprisionados” entre os corais. Na verdade não aproveitamos tão bem Taipus de Fora e suas piscinas naturais, pois chegamos na lua errada. As piscinas naturais se formam nas luas cheia e nova, enquanto que nas luas minguante e crescente a maré fica alta (o ponto mais baixo da maré quando estávamos lá foi 0.9, enquanto que para aproveitar bem as piscinas naturais a maré tem que estar abaixo de 0.5). Para saber se vai rolar piscininha ou não tem que consultar a tábua das marés no site da Marinha e escolher o porto de Ilhéus como referência >> http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-previsao-mare/tabuas/ Curtimos bastante tempo dentro da água, e quando a maré estava subindo demais fomos ao famoso Bar das Meninas, referência naquela parte principal da praia. Dessa vez dispensamos a Heineken e fomos de Eisenbahn, naquele mesmo padrão caro de preço (R$ 15) pela garrafa de 600 ml. Não é fácil ser um bom apreciador de cerveja por estas bandas Usamos o wifi do bar (a quem interessar a senha é meninas2016), tomamos uma ducha no chuveirinho deles e zarpamos de volta a Barra Grande. Mas não sem antes pararmos pra almoçar no restaurante O Cajueiro, pedi uma carne de sol (R$ 18) e o Binho pediu um peixe. Cansados, não fizemos quase nada à noite, só fomos comer um crepe na Rota do Crepe, restaurante que a Carol trabalhava. Ambiente agradável, crepe delicioso (mas meio caro, acho que foi 18 reais), cerveja bem gelada e um amplo quintal com redes para descansar. Esse restaurante fica atrás da Praça da Tainha, um charmosíssimo boulevard pé na areia com diversos restaurantes. 6° dia, 21/03 (terça) Dessa vez daria certo o passeio de barco. Acordamos mais cedo, fomos à Princesinha Turismo pagar o passeio (que saiu 35 reais no dinheiro e 40 reais no cartão por pessoa) e voltamos ao Ganga Zumba para tomar café. O passeio sairia às 10hs, chegamos uns 20 minutos antes e ficamos esperando por ali. Com um pouco de atraso partimos, o barco vai navegando devagar enquanto na caixa de som vai rolando o acústico do Cidade Negra (daora!) até chegarmos na primeira parada que é na Ilha da Pedra Furada. Praticamente não tem faixa de areia, então é recomendável ir de chinelo pra não machucar o pé nas pedras. Visualmente essa foi a ilha mais bonitas do passeio. Paisagens incríveis que rendem belas fotos. Nessa ilha deve-se pagar uma taxa de 5 reais por ser uma propriedade particular. Na verdade nós não pagamos, quando descemos na ilha fomos direto ao lado direito dela mergulhar e tirar fotos entre as pedras, quando chegou o cobrador nós já estávamos na água e acabou que ninguém veio receber A única coisa que não gostei aqui é que poderíamos ter ficado mais tempo, talvez pelo atraso na saída do barco eles tenham reduzido o tempo aqui. Na segunda ilha do passeio só passamos ao longo dela, pois não param para descer, é a Ponta da Ilha Grande. Totalmente dispensável, poderiam cortar essa do passeio e vender como “passeio das 4 ilhas”, assim ganhar mais tempo para as que realmente interessam. Em seguida fomos à Ilha do Goió, mas antes eles encostam na Ilha do Sapinho para quem quiser almoçar já fazer seu pedido, escolhemos peixe (R$ 60 prato para dois). Seguimos para Goió, descobrimos que lá serve comida e é mais barato, pois o barqueiro não ganha comissão em cima. Pegamos umas brejas e fomos aproveitar as águas claras e mansas do local. Delícia. Em frente à areia da praia tem um balanço montado numa árvore que dá até pra se jogar na água, se você conseguir pegar um grande impulso. Eu gostei demais de Goió, pensando bem agora, preferia ter dispensado o almoço só pra ficar mais tempo aqui. Depois de uns 50 minutos em Goió, o barco veio nos buscar e levar ao restaurante na Ilha do Sapinho. Apesar de já termos feito o pedido anteriormente a comida ainda não estava pronta. Esperamos uns 20 minutos ainda até chegar, e nem era essa coca-cola toda o rango. O pudim de tapioca (R$ 6) que pedi ao final da refeição estava melhor do que a comida em si. A ilha do Sapinho em si, não tem nada pra ver, só o restaurante mesmo. Finalizando o passeio, mais meia hora na Ilha do Campinho, que é meio parecida com Goió, mas sem o mesmo charme. Chegamos de volta à Barra Grande quinze minutos antes do previsto. Somado aos quinze de atraso na saída, ficamos com meia hora a menos de passeio. Mas apesar disso, o passeio vale a pena, sobretudo porque o valor de 35 reais pode ser considerado baixo face ao preço de passeios Brasil afora. Saindo do passeio pegamos o carro e saímos imediatamente de Barra Grande, pois não queríamos pegar a estrada de terra sem a luz do dia. Voltamos ao Casa Blanka Hostel de Itacaré; eu só queria descansar, o Binho ainda teve pique pra ir no Marley’s, um bar na orla com cerveja barata e público majoritário de gringos. 7° dia, 22/03 (quarta) Fizemos o checkout no hostel e fomos direto para Ilhéus, com uma paradinha rápida no mirante de Serra Grande. Chegando em Ilhéus demos uma voltinha pelo centro, tiramos fotos na bela catedral da cidade, fomos à Casa de Cultura Jorge Amado, mas estava fechada (fecha para almoço das 12h30 as 14h00). Já que não deu pra entrar na casa dedicada a um dos mestres da literatura brasileira, pelo menos deu para tirar umas fotos com a estátua dele que fica na rua em frente ao museu. Queríamos ir no famoso bar Vesúvio, freqüentado por Jorge Amado e onde foram filmadas cenas da minissérie Gabriela, comer o famoso kibe do Nacib. Mas ele estava fechado para reformas. O plano B, então, foi ir no Barrakítica, um outro tradicional bar onde Amado tomava seus birinaites. Comemos kibe e tomamos cerveja, ficamos por ali vendo o vai e vem da cidade por um tempo. Pegamos o carro, fizemos um city tour pela orla e paramos em frente ao famoso Bataclan para tirar umas fotos. Dali, direto para a Movida entregar o carro e pegar o vôo de volta para casa. Aliás, os vôos, pois foram duas conexões, IOS/SSA/CNF/GRU! Chegamos em casa já no fim de noite, cansamos mas extremamente realizados por mais uma trip!
  18. Pegando dicas aqui. Também vou para Alter em outubro, mas em um esquema diametralmente oposto ao seu... vou sozinho, pegando barco desde Manaus passando por Alter e Monte Alegre e depois ainda esticando a Marajó.
  19. Vou deixar uma informação aqui para quem interessar: depois de muita pesquisa encontrei através de um blog um guia que disse que leva de moto ao Parque Estadual de Monte Alegre cobrando 120 reais (guia+transporte). O nome dele é Roberto e o whatsapp 93 991098354
  20. Olá Geraldo! Estou indo sozinho pra Monte Alegre, mas não acho preços de passeios, apenas uma reportagem dizendo que custa 500 reais pra alugar um veículo 4x4 e mais 100 reais pelo guia. Esses valores são inviáveis pra mim, ainda mais porque estou indo sozinho. Essa informação procede, ou existem agências de passeios em Monte Alegre que fecham passeios a valores mais amigáveis? Considerando que meu maior interesse são as pinturas rupestres mesmo.
  21. Olá! Você saberia dizer quanto custaria o passeio até as pinturas rupestres de Monte Alegre? Vi na internet que custa 500 reais fechar um 4x4 pra chegar lá, pra mim é inviável já que estarei viajando sozinho. Será que rola pegar um barco pra Monte Alegre e tentar a sorte lá?
  22. A essa hora vc já está curtindo por lá... mas o câmbio anda muito louco pela Argentina, se pegar acima de 4,80 pesos pra cada real tá no lucro.
  23. Valeu! Devo ir pra Colômbia em outubro e acho que vou ficar no Viajero mesmo.
  24. Belo relato! Uma dúvida: postaram há pouco tempo que o El Viajero teve uma infestação de bedbugs, tá normal por lá?
  25. Em janeiro vou estar de passagem pela região, mas sem carro. Dá pra fazer algum passeio em Analândia por agência, ou tem algum mototaxi que leve pras cachoeiras?
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