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Vale_do_Cafe_Guy

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  1. Provavelmente você já deve ter viajado, mas a sua dúvida pode ser a de outros futuramente. Eu fui pra Chapada meio sem grana porque priorizei os passeios em Nobres, e dei preferência ao que dá pra fazer gratuitamente/a baixo custo na Chapada. e foi tudo muito bom! Fomos ao Balneário Rio Claro, Cachoeira do Marimbondo, Mirante Geodésico, Cachoeira da Martinha (que não é só uma cachoeira, são vários pontos para banho), Balneário Salgadeira, Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (trilha da cachoeira Véu de Noiva, e cachoeira dos Namorados) e curtimos os blocos de carnaval que estavam rolando. Relato completo no link sete-dias-em-bom-jardim-e-chapada-dos-guimaraes-t109311.html
  2. Estive em Belém em maio de 2015 (relato dessa viagem na assinatura) e gostei tanto da cidade que decidi voltar, dessa vez para presenciar o Círio de Nazaré. Theia, uma amiga minha, tinha o sonho de ver de perto o Círio, então fui acompanhado... Fiz tudo com extrema antecedência, pois os preços de hospedagem e aéreo para Belém nessa época ficam exorbitantes. Os passeios básicos de Belém são de relativamente fácil acesso, só precisa ficar atento ao horário de funcionamento das atrações, pois inexplicavelmente os pontos turísticos tem funcionamento reduzido aos finais de semana. Belém é uma cidade muito simpática, e nessa época do ano espere ouvir “feliz círio” de vários belenenses, é como se fosse uma espécie de Natal só deles. Aéreo LATAM (comprado em janeiro de 2016 por 308 reais ida e volta) GRU/BEL 06OUT 10:55/14:32 BEL/GRU 11OUT 06:20/10:00 Hospedagem Vera’s Apart Hotel – Custou 90 reais (quarto com uma cama de solteiro e outra de casal) a diária e ficamos apenas um dia pois a LATAM mudou nosso vôo para um dia anterior ao que tínhamos comprado, então arrumamos esse local às pressas e com bom preço. Hotel Vitória-Régia – Também custou 90 reais a diária, uma cama de solteiro e outra de casal no quarto. Ficamos 4 dias aqui. A localização é matadora, em cinco minutos de caminhada chega-se ao Ver-O-Peso ou à Estação das Docas. Mas tivemos alguns contratempos. Por exemplo, o controle do ar condicionado não fica disponível para os clientes e a temperatura fica sempre configurada em 24 graus. Um absurdo isso, naquele calor de Belém. No primeiro dia reclamamos, um funcionário ficou empurrando para outro sem que ninguém resolvesse. Na segunda noite resolveram mudar a gente de quarto diante da ameaça de uma barraco Nesse outro quarto o ar condicionado era antigo e barulhento mas pelo menos gelava e conseguimos dormir decentemente 1° dia (quinta-feira, 06/10) Saímos do aeroporto Val de Cans por volta de 15hs. Por mim eu iria de ônibus (dá pra pegar o 638 que passa no Praça da República e nas imediações do Ver-O-Peso), mas minha amiga quis táxi. Há duas cooperativas de táxi no aeroporto, uma oferece preços fixos de acordo com o bairro e outra vai pelo taxímetro. Pegamos um táxi de preço fixo, 45 reais até o bairro Reduto. Após o checkin na pousada descansamos um pouco no potente ar condicionado do Vera’s (grazadeus!) pois o calor de Belém é de matar, e seguimos para a Estação das Docas. Demos uma voltinha por ali, enquanto apreciávamos a vista do vasto rio que se estendia à nossa frente. Passamos no Veropa e comprei uma camiseta muito bacana (estampa falava de açaí) por um precinho camarada de 20 reais. De lá, com uma caminhada de uns 30 minutos chegamos ao Theatro da Paz, ver se ainda havia ingressos para o show da Fafá de Belém que ocorreria ali à noite. Ingressos disponíveis até que tinha, mas fomos impedidos pelo dress code: não pode entrar no teatro de bermuda, e eu não tinha levado nenhuma calça (Belém, 40 graus todo dia, etc...) e a minha amiga Theia também não ia conseguir entrar porque só levou blusinhas sem manga... ela ficou bem chateada com isso. Bem, chateada é eufemismo, ela ficou foi é puta da vida mesmo Pegamos um táxi para voltar ao hotel, e como o trânsito tava meio parado, fomos batendo um papo com o motorista e tocamos no assunto de comida. Ele falou que tinha uma barraquinha de rua que vendia as comidas típicas do Pará e se quiséssemos ele podia deixar a gente lá. Aceitamos. Uma barraquinha com dois funcionários simpáticos, limpeza impecável e ótima comida. Pedi um vatapá (que é bem diferente do vatapá baiano), que vinha com arroz e jambu, a famosa erva amazônica que deixa a boca dormente. A Theia por sua vez pediu o tacacá, mas não curtiu muito. Acabei tendo que fazer o “sacrifício” de terminar de comer haha Uns vinte minutos depois o taxista voltou para nos levar embora. Eu deveria ter perguntado a ele o nome daquele local para poder recomendar, mas esqueci. Só sei que se tratava de um lugar que normalmente turistas não vão. Talvez até meio barra pesada. Voltamos para o hotel para dormir. 2° dia (sexta-feira, 07/10) Já tínhamos decidido previamente que a sexta-feira seria o dia de conhecer os pontos turísticos mais famosos de Belém. Saímos do Vera’s e tomamos um táxi para o Vitória-Régia Hotel, que tinha permitido o checkin antecipado. Bem na rua do hotel tem a Igreja das Mercês, de estilo barroca e construída em 1680, foi por ali que começamos o role turístico. Fica em frente à Estação das Docas, então seguimos para lá onde apresentei à minha amiga os famosos sorvetes Cairu e ficamos ali aproveitando o delicioso gelado enquanto víamos as barraquinhas de artesanato e presentes que ficam por ali. Seguimos para o Ver-O-Peso, e minha amiga que é fotógrafa se esbaldava em cliques, enquanto eu meio que ficava de “segurança” para que não roubassem a câmera. O Veropa é um verdadeiro caos organizado. Mesmo no meio daquele intenso ir e vir de pessoas é muito fácil se localizar, pois o mercado é dividido por setores: mercearia, camarões, refeições, frutas, polpas congeladas, ervas e poções, farinha, castanhas, roupas. Por falar em roupa, novamente fui na barraquinha das camisetas e comprei aquela famosa que é a bandeira do Pará. Custou 30 reais após um choro, pois o vendedor pedia 35. No Ver-O-Peso praticamente tudo tem o valor negociável, portanto pechinche! Seguimos para o Complexo Feliz Luzitânia, que fica bem pertinho dali. Existem diversas atrações naquele entorno, entramos primeiro no Museu do Círio pra tentar entender o espetáculo que veríamos nos dias seguintes. Apesar de pequeno, o espaço é muito bem montado e emocionante. O museu aborda não só a parte religiosa da coisa e é um bom mergulho na cultura do povo belenense. A entrada custa R$ 4 com direito a meia entrada para estudantes. Por causa do Círio, o museu estava oferecendo gratuitamente maniçoba aos visitantes. A maniçoba é conhecida como a feijoada amazônica, com maniva (folhas do pé de mandioca) no lugar do feijão preto. Atravessamos a rua e fomos à Catedral da Sé (ou Catedral Metropolitana), que é onde ocorre a missa do Círio no domingo de manhã. A parte externa tem aquela arquitetura colonial característica e a parte interna da igreja é muito bonita. Admiramos aquela beleza por um tempo, fizemos um pedido e saímos. Fomos para a Casa das Onze Janelas (R$ 4 inteira, com direito a meia entrada), mas acabamos não visitando-a por ora: atrás do museu tem uma corveta-museu da Marinha brasileira que estava quase no horário de fechar, então fomos direto lá. Custa R$ 4 mas não pagamos porque o caixa já havia fechado É bem interessante conhecer o local, saber como viviam os marinheiros naquele espaço. Ainda rende altas fotos, sobretudo manuseando as armas que ficam no convés. Fomos à Casa das Onze Janelas, mas não perdemos muito tempo ali, pois arte contemporânea não é o meu forte. Falando em forte, dali seguimos para o Forte do Presépio, uma construção datada dos primórdios da cidade. Tem uma parte muito interessante dentro dele, o Museu do Encontro, onde são mostrados itens encontrados em escavações no local, entre eles muitos artefatos indígenas. No seu pátio interno pode-se visualizar canhões originais do século XIX e uma bela vista da baía do Guajará e do Mercado de Ferro (aquele azul) do Ver-O-Peso ao longe. Só faltava o Museu de Arte Sacra pra fechar todos os locais do complexo Feliz Luzitânia, mas este estava fechado. Seguimos de volta então à Estação das Docas, onde comemos no Marujos. Por questões de orçamento eu preferiria comer no Veropa, mas minha companhia não estava muito a fim de encarar aquela muvuca. As coisas nas Docas não são baratas. Se o seu orçamento estiver nível Viaje na Viagem, vá na estação das Docas. Já se a sua grana estiver meio Mochileiros.com, vá no Ver-O-Peso Na hora da conta, o susto! As comidas até que não estavam com preços tão exorbitantes, mas uma long neck lá custa 12 paus! Tomamos 5, só aí já deu 60 paus. Mais 12 paus de couvert artístico, mais 10% de serviço... Lição aprendida, quando voltar lá beber só coca cola. Devidamente forrados, decidimos ir à Basílica de Nazaré tirar algumas fotos. Fomos de táxi (nunca andei tanto de táxi na minha vida, nas minhas viagens resolvo tudo a pé e de ônibus mesmo). Chegando lá estava tendo uma missa, então não quisemos entrar pra atrapalhar só por causa de fotos. Um parquinho estava montado na praça em frente à basílica então fomos lá ver a diversão do povo na montanha-russa, roda gigante, carrinho de bate-bate... aproveitamos também pra r na lojinha da Basílica e depois seguimos pro hotel (também de táxi) e pedimos pro taxista parar em frente a uma estátua iluminada da Nossa Senhora de Nazaré, pra batermos umas fotos. Depois dali, banho e cama. 3° dia (08/10, sábado) Acordamos cedo com o objetivo de bater fotos da procissão fluvial do Círio. A imagem sai de Icoaraci e é recebida na Escadinha, dentro da Estação das Docas. Minha amiga ficou posicionada perto da escadinha, pra tentar fotos da imagem de perto, enquanto eu ficaria em outra parte da Estação das Docas para tirar fotos dos barcos, todo decorados, que participam da romaria. Um bom plano, sem dúvida. Se não fosse pela emoção que tomou conta da Theia no momento da passagem da imagem e a mesma nem se deu conta de que a máquina dela estava com zoom e acabou não fazendo nenhuma foto decente, pois a imagem passou muito rápido no local onde ela estava Por minha vez, consegui captar boas imagens dos barcos passando em festa pelo rio. Ao final da passagem da santa, uma muvuca gigantesca,tanto que foi difícil nos encontrarmos. Decidimos abortar a missão de tentar fotografar o início da motoromaria. Partimos para o Ver-O-Peso para comer, mas novamente estava muito cheio, nenhum lugar dava pra sentar, ainda mais com a animação de algumas bandas de carimbó fazendo um som por lá. Voltamos para as Docas, e encontramos mais duas amigas (uma de São Paulo e outra que mora em Belém). Elas estavam na Amazon Beer, então nos juntamos lá. Também não é lá tão barato, mas pelo menos um chopp artesanal (a partir de R$ 6,80) da melhor qualidade pode sair até quase a metade do preço de uma long neck no Marujos. E não cobra couvert. Aqui eu me lembrei de anotar os preços: uma porção de isca de peixe custou 37 cabrais, enquanto que um delicioso palmito de metro saiu por 44 mangos. As outras meninas pediram porção de pastel de tacacá com 20 (diminutas) unidades. Ficamos um bom tempo bebericando por ali, afinal o ambiente é muito agradável. De lá fomos ao Mangal das Garças, amplo espaço que alia natureza e história. Possui orquidário, borboletário, um museu de navegação amazônica, restaurantes, uma torre panorâmica, viveiros de aves... não paga pra entrar no Mangal, mas algumas atrações são pagas a parte, como o viveiro das aningas e a torre panorâmica, que custam R$ 5 cada. Ficamos descansando preguiçosamente num grande deck de madeira com vista para o rio por um bom tempo. Depois tomamos umas coca colas e saímos. Pelo planejamento, deveríamos em direção à Basílica de Nazaré e presenciar a Trasladação, ou procissão noturna do Círio, que sai de um colégio perto da Basílica até a Catedral da Sé. Lotado de gente até a tampa, isso porque participam muito menos pessoas do que na procissão do Círio propriamente dita. Estávamos no meio daquela multidão, minha amiga fotografando e tentando segurar a emoção (afinal estava a trabalho). A procissão passando, aquele empurra-empurra, quando me dei conta a CORDA da procissão estava a uns 40 cm do meu alcance. Tentei tocar nela, mas é missão quase impossível. A fé dos devotos faz eles brigarem pela corda como se fossem gladiadores romanos diante dos leões no Coliseu. Não deu. Mas valeu a pena, é uma experiência emocionante. Não acompanhamos a procissão até a catedral, quando ela passou da Basílica saímos dela e as meninas foram brincar de roda gigante e tomar sorvete depois Voltamos à Basílica, agora sem nenhuma missa acontecendo e conseguimos fazer as fotos tão desejadas. Ao sair compramos umas fitinhas e amarramos nos portões da igreja, uma tradição do local. Muitos romeiros, pagadores de promessa por ali. Até uma mini aparelhagem animava parte dos pessoal. > Ao fim de tudo isso, táxi, hotel e cama porque o dia seguinte começaria muito cedo. 4° dia (09/10, domingo) Acordamos cedíssimo para acompanhar a missa do Círio na Catedral, que começou às 5 da matina. Ficamos relativamente perto do palco montado para a celebração. Muita gente pagando promessa, carregando cruzes, andando de joelhos. Havíamos combinado que nós não íamos participar da procissão em si, iríamos voltar ao hotel depois da missa, pegar nossas coisas e ir para o Terminal Hidroviário tentar ir para a Ilha de Marajó. Assim fizemos, ao fim da missa voltamos ao hotel, tomamos um banho rapidão e pegamos nossas coisas pra sair. Descemos a rua do hotel em direção à estação das Docas e tinha uma multidão por ali. Pensamos ser pessoas que assistiram a missa e estavam voltando pra casa, pois na nossa cabeça a procissão seguiria em direção oposta ao que estávamos hospedados. Não poderíamos estar mais enganados! O trajeto do Círio é bem pelo lado que deveríamos ir, então de repente vimos as pessoas com as mãos levantadas em saudação... era ela! A imagem de Nossa Senhora de Nazaré vindo em nossa direção.Minha amiga já sacou a câmera e começou a fotografar loucamente, compensando o vacilo do dia anterior de não ter conseguido imagens da santa. Passado esse impulso inicial tivemos aquele estalo: não conseguiríamos passar para o outro lado da avenida, para conseguir chegar no terminal hidroviário. Então tracei uma rota na cabeça e fomos por um caminho alternativo tentar chegar na frente da procissão. Sem chance, todas as ruas e vielas no entorno estavam lotadas de fiéis, e quando chegamos à avenida principal, a Presidente Vargas, fomos simplesmente tragados pra dentro daquela loucura. Gente chorando, rezando, agradecendo. Uma das cenas mais comuns são as pessoas que tiveram seus pedidos atendidos carregando alguma simbologia na cabeça. As pessoas que conseguiram a casa própria vêm com uma casinha na cabeça, quem passou no vestibular vêm com livros... vimos uma pessoa com uma maquete de presídio na cabeça, então presumimos que algum parente tenha sido libertado... dessa vez não havia a mínima possibilidade de chegar perto da corda. Vimos de longe as pessoas tentando de qualquer forma tentar encostar nela nem que fosse por um mísero segundo. Simplesmente não havia como sair daquela multidão, eu já havia me conformado que não teria como ir para Marajó, então fiquei admirando aquela fé imensa do povo. Conseguimos andar um pouquinho contra a maré (aos gritos de “to passando mal” ) e chegamos numa praça entre a estação das Docas e a Av Presidente Vargas. O fluxo de gente neste local estava mais sossegado, ficamos por ali um bom tempo (não havia como sair mesmo) e naquele ponto começou a queima de fogos que durou bastante tempo. Conhecemos uma família que estava com o mesmo dilema que a gente: chegar do outro lado. Combinamos de ir todos juntos de mãos dadas. E não é que conseguimos? Então fomos andando diretamente pro terminal, mas chegamos atrasados: o barco saíra há 5 minutos. A Theia ficou desolada, queria muito ir para Marajó, eu fiquei feliz por termos pegado o Círio em sua plenitude (que Deus permita que ela não leia esse relato, mas eu não estava a fim de ir para Marajó pra ficar só um pouquinho, então levei na boa ). Basicamente fomos atropelados pelo Círio de Nazaré, sem a mínima possibilidade de anotarmos a placa Voltamos ao hotel, estávamos muito cansados. Dormimos. Acordei umas 13hs e fui encontrar as outras meninas que estavam na Feliz Luzitânia. A Theia ainda estava de bode pelo acontecido e ficou no quarto. Ali pela complexo estava rolando a Feira do Miriti, com produtores de artigos artesanais de Abaetetuba. Comprei um licor de bacuri, as meninas compraram brinquedos típicos. Tinha bastante coisa interessante, principalmente de decoração. Acompanhados delas estavam um casal de paraenses, sendo um deles guia turístico que nos explicava várias coisas interessantes sobre a fundação e primórdios da cidade. A Theia resolveu sair do quarto, e as meninas decidiram ir pro Portal da Amazônia. O Portal é uma espécie de parque linear que acompanha a Baía do Guajará. Tem quiosques, brinquedos para as crianças, espaço para shows. Ficamos numa barraquinha bebendo cerveja e tomando sorvetes de frutas típicas (taperebá ). Possui um belo por do sol também, onde tiramos várias fotos. Um bom programa pro fim de tarde. As meninas seguiram pra uma festa de carimbó, eu e a Theia fomos novamente ao Marujos comer. Camarão, batata frita, peixe frito e três dígitos na comanda depois , seguimos para o hotel descansar e dormir. 5° dia (10/10, segunda) Acordamos e fomos direto ao Ver-O-Peso comprar as lembranças de amigos e parentes. Também comprei bastante castanha e biscoitos. Um quilo de castanha sai por R$ 30, uma pechincha. Deixamos as coisas no hotel e encontramos Ana Clara e Andrize: como havia dito, uma turista como nós e uma moradora da cidade. Íamos de carro para a Ilha de Mosqueiro, aproximadamente 80 km do centro de Belém. Trânsito na estrada, chegamos lá na hora do almoço e cheios de fome. Lá em Mosqueiro ficamos na praia de Paraíso. Escolhemos o restaurante Paraíso Nika. Um espírito de gordice se abateu sobre nós e pedimos de tudo um pouco: salada, patas de caranguejo, anéis de cebola, batata frita, vinagrete, filhote frito e filhote na chapa (essa comilança de uns 80 reais pra cada, já com a breja e os 10%). Filhote é um peixe maravilhoso que só tem por aquelas bandas. Não é muito barato mas vale demais a pena, é delicioso. Na chapa é mais gostoso do que frito. Entre a comilança várias brejas, e depois descemos à praia. É uma praia de rio, mas nem parece, pois o mesmo é tão grande que você não enxerga a outra margem, como se fosse mar. Na ponta esquerda da praia quase não há ondas, como se fosse uma piscininha, perfeito pra quem não sabe nadar como eu. Ficamos um bocado de tempo morgando ali naquela água morninha e calma. Decidimos não esperar o por do sol. Na volta ainda compramos cajus de uma vendedora na beira da estrada (uma sacola gigante por 10 reais). Chegando à Belém, fomos no bar Meu Garoto, famoso por seu dono ter inventado a cachaça de jambu, aquela que “faz a boca tremer”. Lembrando que o jambu é aquela erva que dá dormência na boca. Provamos umas doses, a boca tremeu, e compramos algumas pra levar. O Meu Garoto tem duas unidades na mesma rua, um é um boteco tradicional e outro é uma loja com uma variedade incrível de cachaças. Comprei uma garrafinha da cachaça de jambu 60 ml por 12 reais (aquelas pequinininhas que mais parecem um enfeite) e uma garrafa de 275ml por 25 reais. Saindo de lá, as meninas nos deixaram de carona no hotel, onde aprontamos nossas coisas. Nosso vôo partiria 06:20 da manhã então fomos dormir cedo. O hotel providenciou um taxista, que cobrou R$ 50 para nos levar ao aeroporto. Até logo Belém. Espero que todos tenham tido um feliz Círio e ano que vem estamos de volta para desbravar a Ilha de Marajó.
  3. DICAS GERAIS Buenos Aires é caro? Depende! Como qualquer outro destino turístico, a estrutura de custos de uma viagem a BsAs depende do estilo de vida/viagem de cada um e de muita pesquisa prévia para não gastar mais do que o esperado. Fazer um bom câmbio também é fundamental para economizar por lá. Câmbio: boa parte da economia que você vai fazer em Buenos Aires vai derivar de fazer um bom câmbio. Eu cheguei numa quinta-feira à noite, mas nos quatro dias seguintes as casas de câmbio não funcionariam, por ser feriado na sexta e na segunda. Por isso acabei fazendo trocas ruins (1 real a 3,60 pesos no banco de La Nación do aeroporto) e trocas mais ou menos (3,80 em uma casa de câmbio não-oficial na Av Corrientes). A cotação cai demais em fins de semana, feriados e fora do horário bancário. O melhor é acompanhar no facebook a cotação de duas casas bem recomendadas por brasileiros: a TDBR Transfer e a CambioMaisBrazucas. No dia anterior a minha chegada, a TDBR Transfer estava trocando a 3,95, por exemplo. UPDATE: Nesse momento o real se valorizou bastante frente ao peso, hoje, 02/09/2016, vi na página da TDBR que estavam trocando a 4,60, uma cotação excepcional! Hospedagem: Fiquei no hostel Suites Florida. Diária a 9 dólares, reservei pelo Booking. A principal vantagem desse hostel é a localização, perto de estações de metrô de todas as linhas, o que faz economizar no transporte. Transporte: Use e abuse do metrô, pois a passagem custa apenas 4,60 pesos (na cotação média atual, dá R$ 1,10) e chega a quase todos os principais pontos turísticos. Os ônibus (6,50 pesos) rodam 24hs, é uma boa opção para voltar das baladas e fugir dos táxis, que embora sejam mais baratos que no Brasil, acabam pesando no orçamento (além de fugir da malandragem e golpes dos taxistas de lá). Uma das primeiras providências quando chegar em BsAs é procurar comprar o cartão SUBE, que está meio difícil de achar. É com este cartão que se paga o ônibus e o metrô, e custa 35 pesos. Alimentação: Em geral o preço da comida é mais alto em Buenos Aires que no Brasil. Em São Paulo é fácil achar um PF de 12 reais, lá nem tanto. Mas quem procura acha, tem lugares com refeições a aproximadamente 15 reais. Me recomendaram o El Nacional, em frente a igreja de San Ignacio (Microcentro), mas cheguei tarde e já tinha fechado. No microcentro os restaurantes são mais baratos, já em Palermo espere pagar mais. Pra economizar, dá pra cozinhar no hostel, ou comer pizzas e empanadas, sobretudo em lugares que fazem promoções ao se comprar mais de uma (exemplo: Terrazas). Bebida: Cerveja é praticamente o mesmo preço de São Paulo. Eu gosto muito de vinho, e como lá essa bebida é muito mais barata que aqui, aproveitei os dias em BsAs para deixar a breja um pouco de lado e tentar achar o Malbec perfeito!. Nos mercados chinos (pequenas mercearias de proprietários chineses), dá pra comprar ótimos vinhos pelo equivalente a 10 reais ou menos. Fiz vários passeios na base do piquenique com vinho e empanadas. Mesmo nos restaurantes é possível comer com um vinho acompanhando, sem precisar deixar um rim pra pagar a conta. Água mineral e refrigerante no geral é mais caro por lá. Mas descobri que no supermercado Dia% a água mineral marca própria deles é bem mais barato (11 pesos com Club Dia, a garrafa de 2 litros). Peça o chaveirinho do Club Dia na primeira vez que for lá, nas vezes seguintes tem descontos em alguns itens, usei muito pra comprar a tal água mineral de 2 litros. Ou faça o Club Dia no Brasil antes de ir. Passeios: Talvez o maior trunfo de uma viagem ecônomica a Buenos Aires é a possibilidade de conhecer muita coisa gastando pouco ou mesmo quase nada. Andando pelas imediações do microcentro, dá pra ir na Casa Rosada, Manzana de Las Luces, Catedral, Cabildo, Galerias Pacífico, feira e mercado de San Telmo, Puerto Madero, Café Tortoni, Obelisco sem pagar nada. Fora do centro tem o Cemitério da Recoleta e de Chacarita, Museu Nacional de Bellas Artes, Floralis Generica, Bosques de Palermo, Palais de Glace, Caminito, bairro de Abasto (berço do tango) e vários outras atrações gratuitas. Além de que, andar em Palermo e Recoleta por si só já é um passeio. RELATO DE VIAGEM 1° dia – 16/06 (quinta-feira) Cheguei ao aeroporto de Ezeiza quase às 21:00. Já sabia que seria feriado no dia seguinte e que possivelmente as casas de câmbio estariam fechadas, então troquei dinheiro somente para este fim de noite e para o dia seguinte: cotação (ruim) de 3,60 pesos para cada real no Banco de La Nación. Fui pro guichê da Manuel Tienda Leon, comprei a passagem do busão (190 pesos) que me levaria até o terminal Retiro. Do Retiro, uns 15 minutos de caminhada cheguei ao hostel Suites Florida. Encontrei o amigo que já estava lá e fomos ao Lito’s, uma lanchonete que fica na própria calle Florida. Pedi um super Pancho, que é um pão com salsicha e batata crocante por cima, mas o tamanho é bem maior que os hot dogs daqui, e custou 20 pesos. Cerveja de litro não me lembro o valor em pesos mas era mais ou menos o equivalente a 10 reais. Depois disso, cama. 2° dia – 17/06 (sexta-feira) Após o café fui trocar o resto do dinheiro numa pequena loja de relógios na Av Corrientes. Eu sei que todo mundo fala pra não trocar dinheiro fora das casas de câmbio oficiais, mas eu já tinha trocado em outras oportunidades em BsAs neste mesmo lugar sem nenhum problema. Depois fui correr atrás do bilhete SUBE que é aceito nos ônibus e metrô. Foi realmente difícil achar, perguntamos em todas as bancas de jornal nas imediações da Calle Florida. Custou 35 pesos. Eu e meu amigo queríamos ir para Recoleta, então pegamos o metrô e descemos na estação Las Heras.. Lá tem uma pracinha agradável e um fabuloso prédio, que depois descobrimos ser a Faculdad de Ingeníaria de Buenos Aires. Ficamos por ali, bebendo um vinho e comendo empanadas que levamos na mochila. Esse é um programa de ótimo custo-benefício, já que vinho em BsAs é MUITO barato! Ao acabar, andamos pela Avenida Pueyrredon até avistar o característico símbolo do Hard Rock Café, que faz parte do shopping Buenos Aires Design. Atrás do shopping fica o famoso Cemitério da Recoleta, mas não fomos lá por ora. Entramos no shopping só para usar o banheiro, ficamos sentados ao sol numa praça bem em frente ao shopping tomando mais vinho, naquilo que percebemos ser um dos programas favoritos dos argentinos sol+grama+bebida Atravessando a avenida e uma passarela, logo se chega à Floralis Generica, um dos maiores símbolos turísticos da cidade. Batemos umas fotos e depois batemos perna, seguindo pela avenida que avança em direção a Palermo, passando por diversas praças e pelo MALBA (que acabamos não entrando pois meu amigo não curte museus ). Andamos pra caramba, passamos pelos bosques de Palermo até chegar na mesquita árabe e acompanharmos a linha do trem até chegar na Plaza Itália. Entramos numa lanchonete e pedimos uma torre de chopp de 2 litros (que saiu uns 20 reais, não me lembro em pesos) e meia dúzia de empanadas (110 pesos). Já era noite, já estávamos cansados, voltamos de metrô pro hostel . Depois de tomar banho, uma voltinha pelas imediações para ver o movimento na Av Corrientes que é cheia de teatros e sempre tem muita gente circulando e terminamos a noite pelo hostel mesmo, já que ele tem um bar próprio no subterrâneo. 3° dia – 18/06 (sábado) Saímos cedo para bater perna em San Telmo, onde os mercadinhos chineses possuem os melhores preços para comprar vinho. Passamos pela Manzana de Las Luces (estava fechada no horário) e na Iglesia de San Ignácio, muito bonita. Andamos pelas ruas de San Telmo até chegar em Puerto Madero. Particularmente não sou muito fã dessa região, mas andamos bastante por ali, até chegar na Fragata Sarmiento, um navio-museu atracado lá. O preço do ingresso é de apenas 5 pesos, e o passeio é muito mais interessante do que parecia ser. Vários itens de época e a oportunidade de entender como era a vida a bordo de um navio de guerra em tempos passados. Saindo da fragata tem uma pracinha, paramos para comer empanadas e tomar vinho (sim, de novo!) que tínhamos comprado ao sair do hostel. Saindo de Puerto Madero, andamos pelas imediações antes de chegar na Plaza de Mayo. São muitos monumentos, muitos edifícios antigos/históricos, reminiscências de um tempo mais glorioso de los hermanos. Andar á toa pela região central já é um passeio por si só. Descansamos um pouco no hostel, e como estávamos com muita fome paramos num restaurante ali nas imediações da rua Florida. Guardem bem esse nome: LA CASONA DEL NONNO. A pior comida que provei na Argentina. Fomos atraídos por uma parrilla para 2 por 360 pesos, mas os assados estavam uma porcaria. A costela estava incomível, e olha que já comi muita coisa ruim por aí! Parece que requentaram o que sobrou de algum outro cliente, porque tava parecendo borracha. A elogiar, só a entrada com pão francês e grandes azeitonas no molho chimichurri. Cobram 10% de mesa e mais 10% para os garçons. Como protesto pela comida horrível não queríamos pagar essas taxas, mas os 10% de mesa são obrigatórios e acabamos pagando. Após esse perrengue deitamos no hostel para descansar e usar a internet para ver as empresas de barcos para o Uruguai, já que meu amigo cruzaria o Rio da Prata. Pesquisamos também sobre o Pub Crawl para curtir à noite, mas tinha dress code, onde o tênis cano alto do meu amigo não seria admitido. Procuramos na internet por baladas mais alternativas que não teriam restrições ao vestuário. Achamos a Kika, que segundo o blog Buenos Aires para Chicas era uma balada mais alternativa e de azaração. Decidimos que iríamos nessa. Para ir a Palermo, acabamos pegando um busão, já que o metrô fecha ridiculamente cedo em BsAs (a linha verde fechou as 22h24). Embarcamos na linha 29 e pedimos para descer na Plaza Itália, o trajeto foi bem rápido. Pegamos a rua Jorge Luis Borges, que desemboca direto na Plaza Serrano, onde existem diversas opções de bares, restaurantes e baladas em volta da praça. Paramos para comer na pizzaria Kentucky e fomos procurar a balada Kika, ao qual não pudemos entrar por causa do tênis cano alto do meu amigo. Ridículo, mas regras são regras. Andamos pela região e na rua Gorriti achamos o Chupitos, uma baladinha com público bem alternativo. Pouco menos de uma hora na fila e entramos, cobram 80 pesos que é totalmente convertido em consumação. Nas caixas de som hip hop, rock argentino e internacional, anos 80 etc. A especialidade do bar são os shots ou doses de bebidas, que em BsAs se chamam... chupitos! Galera animada, bebidas baratas, um bom local. Na Argentina ainda não é totalmente proibido fumar em lugares fechados, então tem um fumódromo lá dentro. Se o cheiro te incomoda fique afastado do local. As bebidas não são caras e de vez em quando saem umas promoções de doses lá dentro, pegamos uma que botam fogo hehe Saindo de lá e pegando o caminho para voltar a Plaza Italia, passamos por outra balada que estava animada e tocando umas cumbias (o teor alccolico no sangue não me permite lembrar o nome ). Entramos, bebemos umas cervejas e fomos embora já com o sol nascendo, e como o metro já estava funcionando, dispensamos o ônibus na volta e pegamos o café da manhã no hostel. 4° dia - 19/06 (domingo) Por causa da balada da noite anterior, acordei bem tarde. Já estava no planejamento “perder” metade do dia por causa da balada e seguir para a Feira de San Telmo a tarde. A feira é um programa super tradicional entre bonaerenses e turistas, tem de tudo naqueles vários quilômetros de barraquinhas que vendem de tudo um pouco: artigos de couro, blusas e camisetas piratas de times, acessórios para vinho, antiguidades, imãs de geladeira e lembrancinhas em geral, doce de leite... nas barraquinhas come-se churros recheados (o churro com massa de chocolate é sensacional!), rosquinhas, empanadas, comidas de outros países sulamericanos vendidas por imigrantes, parrilas, choripán... também se vê muitos artistas de rua, como bandas de rock, violinistas, manipuladores de bonecos, dançarinos de tango com música ao vivo... Entramos também no Mercado de San Telmo, uma edificação antiga e bonita, que tem um quê de mercado municipal de São Paulo, mas menor e com um certo charme decadente. Uma lojinha que vendia pôsteres me ganhou: comprei alguns em estilo antigo, com fileteados e desenhos que remetem ao tango. Custou 40 pesos cada um. Tinha uns imãs de geladeira bem bacanudos também, comprei alguns pra minha coleção, custou 10 pesos cada. Ficamos rodando por ali durante um tempo, e já estava escurecendo quando resolvemos voltar ao hostel para descansar e tentar dormir cedo. O motivo: no dia seguinte uma outra amiga se juntaria ao grupo e meu amigo buscaria ela bem cedo no Aeroparque enquanto eu iria dar uma volta pelo bairro Abasto. 5° dia – 20/06 (segunda) Acordei cedo, peguei o metrô e desci na estação Carlos Gardel. A missão era passear pelo bairro berço do tango de Abasto e fotografar algumas fachadas com o estilo de arte fileteado, recém reconhecido pela UNESCO como patrimônio cultural imaterial da Humanidade. Ali fica o Museo Casa de Carlos Gardel, local que foi residência do cantor durante muitos anos. Infelizmente estava fechado, não sei se o fato de ser feriado teve alguma coisa a ver. Fotografei algumas fachadas nessa rua e entrei na Pasaje Zelaya que tem algumas pinturas fileteadas, mas o interessante mesmo é a Pasaje Carlos Gardel: além de um monumento dedicado ao cantor, há várias estátuas em tamanho natural de outros ícones do tango, como Astor Piazzolla. Também é aqui que tem as pinturas fileteadas mais bonitas da região. Pra quem gosta de shopping, o Abasto Shopping fica logo ali em frente. Voltei para a Av Corrientes andando sempre no mesmo sentido dos carros (que é sentido voltando para o microcentro) e passei em frente ao Paseo de La Plaza. Ali fica o Museu dos Beatles, mas vi que estava fechado e então fui à Pasaje Discépolo. Que na verdade não tem nada de mais durante o dia (embora tenha teatros e bares com ar alternativo que abrem à noite), a curiosidade dessa rua é que ela é uma “aberração” no urbanismo bonaerense. Por quê? Porque é uma das raríssimas ruas transversais de Buenos Aires, que conta majoritariamente com quadras perfeitas. Voltei ao hostel e a Sandra, amiga que estávamos esperando tinha chegado já. Depois dos procedimentos de check-in, levamos ela pra fazer um “city-tour” básico pelo centro: Casa Rosada, Obelisco, Catedral, Plaza de Mayo, Cabildo, Galerias Pacífico... Depois fomos à Seacat resolver a travessia deles para o Uruguai. Estava fechada, então fomos no Terraza, bem pertinho do Obelisco. Esta pizzaria tem um dos melhores custo-benefício que já vi em Buenos Aires, pois além de ser muito gostosas, tanto as pizzas quanto as empanadas possuem promoções de combinações. Por exemplo, isoladamente um pedaço de pizza ou empanada custa 18 pesos cada e um chopp custa 36 pesos. Pedindo duas empanadas ou dois pedaços de pizza + chopp, sai tudo por 55 pesos (ou 50, se comer no balcão e não na mesa), uma economia de 17 pesos. Outra coisa boa é que aceitam nossa moeda, com uma cotação melhor que as das casas de câmbio. Embarcamos na estação Florida do metrô e iríamos para a Recoleta, mas acabamos passando direto na estação de baldeação e de última hora decidimos ir no Paseo de La Plaza, ver o Cavern Club, e, talvez o Museo Beatle. O Paseo é um boulevardzinho muito bonito escondido na Avenida Corrientes. Seus corredores são um convite a boas fotos, com uma bela decoração e lojas descoladas, e na parte superior ainda conta com um terraço todo dedicado aos Beatles. É aqui que tem um museu, um bar, um café e um espaço para shows, tudo baseado nos FabFour. Fomos no café, mas acabei não entrando no museu porque lembrei que a maior exposição mundial sobre os Beatles está para ser aberta em São Paulo. Assim economizei os 90 pesos da entrada no museu e gastei bebendo A noite fomos a Palermo e apesar de ser feriado estava meio caído por lá, possivelmente pelo frio que fazia naquela noite. Fomos à Plaza Serrano, procuramos algo interessante pelas imediações e acabamos entrando no Diggs. Tem opção de mesas ao ar livre, mas como estava muito frio, preferimos o aconchego das mesinhas internas. Pedimos uma porção de salchipapas (batata frita + salsicha na chapa) que estava muito gostosa. Para beber uma jarra de chopp de 1 litro, que numa promoção de combo junto com a salchipapa saiu 180 pesos. O som estava ótimo com rock e pop anos 80 saindo das caixas de som. O atendimento é meio lento (isso é normal na Argentina). No andar superior, o teto é retrátil, bacana para dias de sol. Saímos bem tarde de lá e não tinha mais metrô. Voltamos para a Plaza Italia pegar ônibus e passamos um perrengue, porque o ônibus 152 passa na Plaza de Mayo e avisamos que desceríamos lá. Porém o ônibus parou num lugar nada a ver e mandou todo mundo descer! Tinha uma estação de metrô perto e fui ver onde estávamos: na estação Once, longe pra caramba pra ir andando naquela hora e naquele frio. Não estávamos com paciência para pegar outro bus, e pegamos um táxi. O motorista começou com a malandragem de querer ir devagar, e já quase na base da discussão falamos que se ele não fosse rápido desceríamos ali mesmo . Aí o milongueiro começou a dirigir normalmente e a corrida deu uns 15 reais. Mesmo o táxi sendo barato em BsAs prefiro evitar ao máximo pra não me estressar com essas falcatruas. 6° dia – 21/06 (terça) Último dia de viagem para mim, para o Binho e a Sandra ia durar mais um pouco. Por isso enquanto eles foram resolver coisas como trocar mais dinheiro e comprar as passagens para Colonia Del Sacramento, eu fui fazer um role e ver algumas coisas que ficaram faltando, e combinamos de nos encontrar as 15hs na Plaza Serrano. Não tomei café no hostel, porque ia iniciar o dia no Café Tortoni. Fui conhecer o café que acabou virando ponto turístico. Pedi um café e duas medialunas, que estavam bem boas, mas o café não estava tão bom porque os argentinos não costumam tomar café tão forte quanto o nosso. Como fui cedo o local estava vazio, mas dizem que dependendo do horário faz até fila. Tirei algumas fotos, admirei a decoração, paguei a conta, deixei a propina do garçom e saí. Voltando para pegar o metrô passei na igreja de San Ignácio e entrei para ver como era dentro. Por fora é muito bonita, mas a decoração interna não me encantou. Peguei o metrô, desci em Las Heras. Fui andando, entrei no Cemitério da Recoleta, e me peguei pensando que nunca imaginaria que um cemitério poderia ser um lugar tão bonito! A arte cemiterial, a arquitetura das tumbas são muito bem elaboradas. Fiquei andando ao léu ali, nem pensei em ir procurar a tumba de Evita Perón, passatempo dos turistas por ali. Toda aquela região da Recoleta é muito bonita, saindo do cemitério vêem-se praças muito bem conservadas, e ao lado tem o Centro Cultural Recoleta. Dei uma entradinha rápida, e fui no shopping Buenos Aires Design. Mas só para usar o banheiro mesmo, porque nem de shopping eu gosto Praticamente em frente a ele fica o Museu Nacional de Bellas Artes. Ótima opção de passeio para quem gosta de artes visuais. Além de estar num ótimo bairro com várias outras atrações ao redor e de ter uma bela arquitetura, o que mais chama atenção aqui é o assombroso acervo com obras de Van Gogh, El Greco, Renoir, Degas, Gauguin, Picasso, Portinari, Rembrandt, Goyá, Kandinsky e muitos outros. Com a vantagem de ser totalmente gratuito. Para quem está sem grana, é uma bela opção ao MALBA, que cobra 90 pesos. Voltei pela Av Pueyrredon até o metrô Las Heras. Fiz baldeação com a linha vermelha e desci na estação Malabia. Iria chegar a Plaza Serrano pelo sentido contrário que sempre fazia (em vez de descer em Plaza Itália e seguir sentido “sul”, seguiria pelas calle Malabia sentido “norte”). Andei pra caramba, mas foi ótimo conhecer regiões diferentes de Palermo, que é um bairro gigante. Passei na Plaza Armenia, uma pracinha com brinquedos para crianças, mas o legal é o entorno dela: vários restaurantes e barzinhos com cadeiras nas calçadas e até na rua, num clima bem descontraído. Encontrei com os parceiros quase no horário da Plaza Serrano. Andamos um pouco para pensar em algum lugar para comer e sugeri o El Preferido de Palermo, um bodegón recomendado pelo Aires Buenos, um blog de brasileiros que moram na cidade. Cada um pediu um prato, e depois nos demos conta de que era muita comida! Mas valeu a pena, atacamos os bifes e frangos grelhados com dois litros de cerveja. Enrolamos bastante pra passar a DPP (depressão pós-prato) e voltamos de metrô para o microcentro. Fui comprar alfajor e doces para presentear. O melhor lugar é a bomboniere Royal, que é tão grande que mais parece um supermercado, só que só vende doces! Fica na Lavalle, 951. Voltei ao hostel, arrumei a mala e descansei um pouco. Fui ao terminal Madero pegar o busão para Ezeiza e acabei descobrindo a empresa Arbus, que é tão boa quanto a Manuel Tienda Leon e custa 40 pesos a menos, com um ótimo wi-fi. Em menos de uma hora estaria no aeroporto para embarcar de volta para São Paulo.
  4. Dá pra chegar de transporte público a partir de CdE?
  5. Não conhecia esse site, vai ser útil quando eu for pra região das Missões argentinas.
  6. Sempre quis conhecer a região das cataratas, mas sempre adiava em detrimento de outras viagens. Porém com uma oportunidade de passagens a 70 reais CGH/IGU/CGH não teve como pular dessa vez! Pena que o tempo disponível era escasso, então só fiquei 2 dias e meio. Este relato é menos um guia de viagem sobre Foz e região, pois informações sobre transportes, deslocamentos etc abundam na internet. Nas minhas pesquisas antes de viajar era difícil encontrar informações sobre câmbio e preços em Puerto Iguazu (a Argentina está cara? Barata? Quanto vale o real?), pois o esfacelamento do Real e a liberação cambial do presidente Macri bagunçaram todo o coreto, então vou focar mais nesse aspecto de preços e valores. Update: o câmbio se alterou muito nesses últimos meses, e a nosso favor! Em fev/2016, 1 real estava valendo no câmbio oficial por volta de 3,85. Hoje, fev/2017 está batendo na casa dos 5,20 pesos para cada real. 1° dia – Quinta-feira, 25/02 Saí de CGH às 11:25, com pouso em Foz do Iguaçu às 12:45 e quinze minutos depois já estava pegando o ônibus 120 em direção ao TTU (o terminal de ônibus urbano da cidade). Como o voo foi em horário ingrato, só haveria um jeito de salvar a quinta-feira: ir direto para o Templo Budista, e em seguida na Mesquita Muçulmana antes mesmo de passar no hostel. Chegando ao TTU esperei um bocado pelo ônibus, o 103, que vai até o Templo, pois o intervalo dele é de 40 minutos. Depois de 35 minutos rodando, cheguei ao Templo Budista. Impressiona a quantidade de estátuas. Existe uma seqüência de estátuas todas iguais, mais de 120 segundo o site do Templo. Além dessas, várias outras, algumas delas gigantes e muito bonitas. Conheci o interior do templo e o significado das estátuas dentro dele. Deixei uma doação na caixinha e saí (não são permitidas fotografias na parte interna do templo). Rodei mais um tempo ali, passei na lojinha e no banheiro pra jogar uma água na cabeça, afinal o calor estava de matar! Voltando ao ponto de ônibus, deveria pegar o mesmo ônibus 103 para voltar em direção ao centro de Foz, outra vez um chá de cadeira até o busão chegar. Queria ir à Mesquita Muçulmana, então desci na Avenida Juscelino Kubitschek, esquina com a Avenida José Maria de Brito, esta última o caminho que se deve seguir para chegar na mesquita. Na esquina dessas duas avenidas tem um Posto Ipiranga, fui lá para comprar uma breja e usar o banheiro e acabei descobrindo que lá também tem uma agência de viagens Frontur. Como eu já sabia previamente que eles faziam câmbio fui trocar uns reais. Pagaram a cotação oficial do Banco Central, que no dia era de 3,82 pesos para cada real. Uma ótima cotação, troquei 150 reais e depois me arrependi de não ter trocado mais. Andei mais uns 10 minutos e cheguei à mesquita. Por fora uma bela e imponente estrutura, mas parece que é menor por dentro Um senhor que trabalhava (?) lá explicou várias coisas sobre o Islã aos turistas e distribuiu gratuitamente alguns livros sobre este tema. Na verdade é um passeio bem rápido. Em frente à Mesquita tem uma doceria especializada em quitutes árabes, e vou te dizer: o negócio é muito bom! Chama-se Almanara o local, comi um de cada (seis unidades) e tinha de pistache, nozes, amendoim, amêndoas... A conta deu 11 reais. Vale muito a pena frente à excelência da fabricação dos doces. Devidamente alimentado, era hora de ir para o hotel. Como gosto de andar para conhecer bem o local que estou visitando, fui a pé. Quarenta minutos entre a Mesquita e o hotel Normandie Iguassu Falls. Fiz o check in e a grata surpresa: achei que era um hostel (pois a reserva no Booking mencionava quarto coletivo), mas os quartos lá são individuais. Por mais que o local seja simples, o valor pago de 31 reais, valeu demais a pena. Tomei um banho e dei um cochilo, quando era umas 21:00 fui procurar um lugar para comer. Foz do Iguaçu tem muitos imigrantes do Oriente Médio, e os restaurantes árabes pipocam por toda a parte. Só na avenida perto do hotel tinha uns cinco ou seis. Fui num restaurante chamado Beirut, comi shawarna, kibe e esfiha fechada, e tomei uma coca-cola de 600 ml, por R$ 21. Uma pechincha. Com a fome saciada, hora de dormir. 2° dia – Sexta-feira, 26/02 Acordei cedo para ir ao Parque Nacional do Iguaçu. Tomei café no hotel, que estava incluso na diária. Café simples, com pão francês, apresuntado, queijo minas, um pão esquisito e gostoso feito com salsicha na massa, bolo doce, café, leite e suco de pozinho. Antes de ir para o parque fui trocar mais dinheiro na outra Frontur que fica na Avenida Brasil, mas me ferrei aqui: estavam cambiando a 3,57 pesos para cada real. Lembrando que no dia anterior cambiei a 3,82 em outra unidade deles. Fui para o ponto e peguei o bus 120 para o parque (ele também passa no aeroporto e Parque das Aves). Entrada no Parna do Iguaçu: 35 reais para brasileiros. Pensei em deixar a mochila no guarda-volumes, mas o valor de 30 reais por um locker me fez desistir da idéia. Logo depois da bilheteria já é o ponto de saída dos ônibus que percorrem o parque. Ônibus double-decker e com boa disponibilidade, sai um atrás do outro. Ao contrário do parque argentino, aqui não se perde muito tempo com deslocamentos. Descemos no ponto final e já iniciamos a trilha, que não é muito comprida. Alguns degraus aqui e acolá, e vários pontos onde se podem avistar algumas quedas. No começo fiquei meio decepcionado, com um sentimento de “é só isso aí?” Mas o gran finale chegaria logo: na última plataforma, chega-se bem perto das quedas e aí não tem jeito: deslumbramento total com a força da natureza e um belo banho devido o spray gerado pela água jorrando. Um espetáculo indescritível ver as cataratas praticamente em primeira pessoa. Ainda tem outras plataformas superiores, já no caminho para voltar, que dá a impressão de que você está quase dentro das cataratas. Um dos melhores passeios que já fiz no Brasil, com certeza. Trilha pra voltar, passei na lojinha e comprei só um imã de geladeira relativo ao parque, pois gosto de colecionar esses imãs. O passeio dificilmente passa de duas horas, caso não vá fazer nenhum opcional. O que me interessava era o Macuco Safari (R$ 200), mas no lado argentino o mesmo passeio custa menos da metade do preço, 350 pesos ou R$ 91,62 pela cotação da primeira Frontur que cambiei. Dica: No lado brasileiro, como a trilha não é muito extensa, se puder vá de chinelo. Fui de tênis e me ferrei, pois se molha muito, aí o tênis não secou e no dia seguinte molhou de novo. Devido ao cheiro insuportável, tive que jogá-lo fora no terminal de ônibus de Puerto Iguazu Saí do parque e peguei o já familiar bus 120, desci uns dois pontos antes do TTU pois queria comer de novo shawarna em um dos restaurantes árabes da Avenida Juscelino Kubitschek. Dessa vez escolhi o restaurante Istambul, onde pedi uma shawarna mista (R$ 12). Estava gostosa, e seria perfeito se tivesse uma cerveja bem gelada pra acompanhar... seria, mas os restaurantes árabes não vendem cerveja. Saciado, a missão era chegar em Puerto Iguazú. Peguei um busão da empresa Itaipu caindo aos pedaços, a tarifa é de 4 reais. Rapidamente chegamos à aduana argentina, onde fiz uma cagada: eu queria ir no Duty Free ver o preço de perfumes e acabei fazendo a imigração. Caso você queira ir ao free shop, não faça a imigração! Senão vai ter que fazer como eu, que tive de atravessar todo o posto de aduana e ir em outro guichê pra dar saída da Argentina, ir no free shop e depois dar entrada de novo na imigração . Pelo menos para mim não valeu a pena o esforço, os perfumes estavam caríssimos. Não sei se estava compensando para outros itens. Dica: peça ao motorista um ticket para reembarque no próximo ônibus caso vá no free shop, assim não precisará pagar outro. Poucos metros à frente da imigração fica o cassino, que acabei não indo, apesar de ter ganhado um vale de 10 reais no free shop para jogar lá. Peguei o próximo ônibus da empresa Itaipu (outras empresas também fazem o trajeto, mas o meu ticket de reembarque tinha que ser usado nos ônibus da mesma empresa).Desci no terminal de ônibus de Puerto Iguazú e me dirigi ao hostel, que fica super perto, uns dois ou três minutos de caminhada. Chama-se Iguazú Falls Hostel e pertence à rede HI. Reservei a diária no Booking a 10 dólares+21% de algum imposto argentino, o equivalente a 170 pesos argentinos. Fui pagar em real, o hostel fez a cotação de 3,46 pesos para cada real, então o preço final em nossa moeda ficou em 49 reais. Estava um calor infernal, mas o ar condicionado só é ligado depois das 19:00. Achei bizarro, nunca tinha visto isso. Não tinha condição de ficar no quarto com aquele calor. Nota: existem muitas opções de hostel em Puerto Iguazú, para os mais econômicos anotei duas pechinchas: Hostel Natura Iguazu por 100 pesos a diária (fica na Av Missiones) e Hostel Noelia por 60 pesos a diária. Este último eu não sei onde fica, vi um cartaz dele pregado na rodoviária de Puerto Iguazu com o preço. Tomei um banho e fui dar uma volta em Puerto Iguazu. Parei num posto de gasolina quase em frente ao terminal de ônibus pra tomar a primeira gelada em terras argentinas. Alguns preços: cerveja Brahma de 500 ml por 21 pesos (considerando os dois câmbios que havia feito em Foz a cerveja custou entre R$ 5,49 a R$ 5,88. Daí tem-se a importância de fazer um bom câmbio). Água mineral 500 ml estava 13 pesos. Saindo do posto, queria ir à famosa Feirinha. Fácil de chegar: basta seguir na Av Missiones e virar suavemente à direita quando cruzar com a Av Brasil. Antes de chegar na Feirinha passei por uma sorveteria Grido e me lembrei dela ter sido bem recomendada na internet. Creio que aqui é o local certo se você quer tomar um ótimo sorvete de dulce de leche sem ser extorquido no Freddo (no TripAdvisor vi relatos de uma bola de sorvete custar 22 reais lá!). No Grido, tomei um Cucurucho Gigante, que é o nome deles para sorvete de duas bolas na casquinha . Sendo o doce de leite a maior especialidade das sorveterias argentinas decidi não fugir do tradicional. Eram uns seis sabores somente dessa iguaria, então pedi uma bola de doce de leite tradicional e outra de doce de leite com brownie. O sabor é espetacular! Se fosse em São Paulo, um sorvete desse nível custaria uns 20 reais nessas sorveterias gourmet. Já o preço lá é uma pechincha: 18 pesos! Porém a cotação deles ao aceitarem reais é ridícula: 3 pesos para cada real. Compensa mais pagar com pesos previamente trocados. Logo em seguida, a Feirinha. Ela ocupa um dos lados da Av Brasil em seu derradeiro quarteirão, e é um amontoado de restaurantes e bares e também lojinhas vendendo aquilo que os turistas querem comprar: pêssego em calda, alfajores, doce de leite, azeite, azeitonas recheadas, vinhos, salame, queijos... Algumas churrasqueiras na calçada fazem as parrillas no horário do almoço e ao anoitecer. Andei até o final da Feirinha na Av Brasil e atravessei a rua Felix Azara. Uma lojinha escondida, um tiozinho simpático e o melhor preço de alfajor de Puerto Iguazu. Comprei uma caixa de Recoleta Premium, e achei melhor do que os de marca que se vendem a três reais por lá, como o Milka ou o Oreo. A caixa com doze unidades custou 18 reais, então cada um saiu por R$ 1,50. Ótimo custo-benefício. E por falar em bom negócio, foram dois na seqüência: saindo da lojinha e adentrando na Feirinha parei na Parrilla El Arbol onde um atendente muito gente fina me convenceu a petiscar por lá com uma cotação de 4 pesos para cada real . Tomei duas da ótima cerveja premium Patagônia (R$ 10 cada) e ele fez uma porção de salame, queijo e azeitonas recheadas por R$ 10. Uma porção dessa em São Paulo custaria pelo menos o dobro. Barriga estrumbada de comer e beber, resolvi voltar ao hostel. Passando pela Av Missiones vi uma lojinha de artesanato e resolvi comprar mais uma imã de geladeira pra coleção. Custou 10 reais (caro!). Perguntei à vendedora se ela conhecia um lugar para cambiar e ela me indicou um senhor de cabelos brancos que ficava na calçada ao lado da loja de souvenires, na entrada do hostel Irupé. O tiozinho fez uma ótima cotação para cambiar: 3,90 macris para cada dilma. Mas vi que eu estava sem dinheiro e comentei ao senhor que voltaria depois (nota: voltei somente no dia seguinte de manhã e o senhorzinho não estava. Estava um outro sujeito na entrada do hostel, mas ele não fazia câmbio. Então acho que o senhor do câmbio só fica à tarde e noite). Voltei ao hostel. Fiquei assistindo um jogo qualquer do campeonato argentino na recepção até dar a hora de ligar o ar condicionado.Chegando 19:00, finalmente consegui deitar um pouco. Considerando que Puerto Iguazú é uma cidade que sua principal atração turística basicamente consiste em comer e beber (fora o parque), voltei à Feirinha lá pras 21:00 e comi uma parrilla (de picanha) e tomei um Quilmes de 1 litro, num sujeito que estava com uma churrasqueira na calçada, ao lado do famoso bar do Sebastião. Ele fez uma cotação de 4 por 1, então a cerveja de um litro custou 40 pesos ou 10 reais (pechincha!) e a porção de picanha acompanhada de pão saiu por 22 reais. Fiquei ali comendo, bebendo e assistindo um show inusitado que rolava no já citado Bar do Sebastião: um cantor portenho entoava sucessos brasileiros em portunhol (Cidade Negra, Paralamas, sertanejo universitário...). Voltei ao hostel e dormi. 3° dia – Sábado, 27/02 Dia perdido. Essa era a impressão logo quando acordei às 07:30 com a intenção de ir no parque argentino. Caía uma chuva torrencial, daquelas dignas de São Paulo no fim de tarde no verão, só que muito pior. Como aquela chuva parecia que não ia parar tão cedo, nem me troquei pra ir ao parque naquela hora, resolvi ir tomar café. Me senti no exército ou na hora da merenda quando estudava no primeiro grau: todos se dirigiam a uma salinha onde uma funcionária do hostel entregava um pratinho com uma medialuna, um pão de leite (duro), uma daquelas embalagens individuais de manteiga e de geléia de pêssego. E só. “À vontade” somente café, leite e suco de pozinho. Definitivamente não gostei desse hostel. Além disso, ao final da tarde eles trancam o acesso ao quintal de trás onde fica o varal. Resultado: na noite anterior não consegui pegar minha toalha que ficou no varal, e com a chuva que caiu durante a noite, preferi nem levar ela embora toda encharcada. Ficou lá para alguém. A chuva só foi diminuir às 10 horas, coincidentemente a mesma hora de check-out do hostel. Fui ao terminal de bus e procurei o guarda-volume. Uma tiazinha simpática me informou que custava 25 pesos para deixar a mochila lá até a noite. Também fazia uma cotação de 3,60 pesos por real, o que deu 7 reais arredondados. Paguei em dilmas e fui ao guichê da empresa Rio Uruguay para comprar as passagens para as cataratas. Custa 100 pesos ida e volta, ou 30 reais, o que dá uma cotação de 3,34 pesos por real. Novamente compensa pagar com pesos trocados previamente. Os ônibus saem a cada vinte minutos, e dá mais ou menos meia hora de trajeto até o parque. O ingresso custa 200 pesos para cidadãos do Mercosul (deve-se mostrar o RG), e não se aceita reais para pagar a entrada. Ao contrário do parque brasileiro, que ao sair da bilheteria você praticamente já pega o ônibus, no lado argentino tem que se andar um bocadinho até chegar à estação central do parque. São três estações, a Central, que é na entrada, a estação intermediária é a Cataratas, onde pode-se fazer as trilhas dos Circuitos Superior e Inferior e a estação final é a Garganta do Diabo, que é a maior atração do parque. O deslocamento entre as áreas internas de Iguazú é feita por pequenos trens com freqüência no mínimo irritante. São 30 minutos de intervalo entre os trens. A maioria das pessoas prefere ir direto pra Garganta do Diabo, mas os trens não vão direto pra lá, na maioria das vezes. Peguei o trem, e tive que descer na estação Cataratas, para esperar mais uns 15 minutos e pegar outro trem que ia para a Garganta. Sem contar a velocidade máxima de 5 km/h, parece que tudo no parque argentino é cuidadosamente planejado para que você perca o maior tempo possível! Desci na estação da Garganta do Diabo e segui para a trilha. Outro problema: estava chovendo e a trilha do parque argentino é feita em plataformas de metal que são muito escorregadias em suas junções. Um perigo, quase escorreguei por algumas vezes. A trilha é estreita, então se segue o povo praticamente em fila indiana andando devagarinho por medo de escorregar (sabe aquele papo de tudo ser planejado para você perder tempo? Então...). Juntando a morosidade do trem com o passo de pingüim na trilha, demorou mais de uma hora desde a entrada do parque até a sua primeira atração. Mas o perrengue compensa, a Garganta do Diabo impressiona! A maioria das pessoas fica ali só para tirar umas fotos e ir embora. Fiquei um tempão admirando aquela força da natureza. Voltei à estação e peguei o trenzinho para a estação das Cataratas. Comprei duas empanadas (20 pesos cada. Aceitam reais, mas com cotação ruim: 3,20 para 1), mas só comi uma: os quatis roubaram a outra! Vacilo meu, tem placas em todo lugar avisando sobre as traquinagens dos quatis. Nem tentei “defender” a empanada para eles não pegarem: esses bichos possuem unhas poderosas e há relatos de cortes em visitantes causados por eles. Fiz a trilha do Circuito Inferior, com 2,5 km, que possui paisagens deslumbrantes, e uma visão diferenciada das quedas. Não é tão cheia, por ser extensa e possuir muitas subidas e descidas. Ideal para apreciar a vista sem a muvuca dos selfeiros. Devido ao horário e ao cansaço que sentia decidi não fazer o Aventura Náutica, o equivalente ao Macuco Safari dos hermanos, que custa 350 pesos (fica para a próxima!). Fim de passeio. Nota: ao contrário da maioria dos relatos que encontrei na internet, eu gostei mais do lado brasileiro. Além da estrutura do parque BR ser incomparável, no nosso lado podemos ficar praticamente embaixo das quedas no final do circuito. Tomar um banho de cachoeira é bom, mas de cataratas é foda! Sair molhado e lavar a alma não têm preço. No lado argentino têm-se melhores visões das cataratas, mas se não chover você volta para casa sequinho da silva. Voltei para Puerto Iguazu, peguei minha mochila no terminal e fui fazer uma última refeição na Argentina. Parei no Bar do Sebastião na Feirinha e pedi duas empanadas (15 pesos cada) e uma taça de vinho (40 pesos). Que vinho maravilhoso, por um momento pensei ter encontrado o Malbec perfeito! Como queria torrar meus últimos pesos nem perguntei quanto seria em reais o valor. Dei meus últimos resquícios de pesos para umas crianças paraguaias (bolivianas?) que vendiam artesanato e pediam trocados por ali. Passei novamente na Grido e mais um sorvete de duas variedades de doce de leite que não havia provado da outra vez. Peguei o busão para Foz, dessa da empresa Crucero Del Norte, daqueles de viagem com ar condicionado (o da ida foi um convencional da empresa Itaipu todo velho). Desci pertinho do hostel Tetris (R$ 45), na Avenida das Cataratas. Um hostel feito de contêineres e com visual descolado. Cool, só gringos no pedaço. Novamente ar-condicionado ligado só depois das 19:00, então fui pra beira da piscina tomar umas brejas. Dei uma enrolada e fui direto para a Itaipu, pois tinha comprado o passeio Iluminação da Barragem (R$ 16). O ônibus double-decker dá uma volta por dentro da usina, um guia vai dando explicações e tal até chegarmos na beira da barragem. Tudo escuro. A barragem vai se iluminando aos poucos. Bacana, mas esperava mais, achava que ia ter alguma pirotecnia envolvida. Terminado o passeio, voltei ao hostel. A viagem estava terminando. No dia seguinte acordei cedo, peguei o busão para o aeroporto (tem que se atentar aos horários, pois a freqüência diminui bastante aos domingos). Double-check no aeroporto, pois primeiro você passa no raio X da Receita Federal antes do check-in e depois no da Polícia Federal antes da sala de embarque. Atraso de 20 minutos na Gol, vôo direto pra CGH. Fim de viagem.
  7. Pessoal, tenho uma dúvida: vale a pena pernoitar em Punta Del Este? Ou um bate-volta a partir de Montevideu já é o suficiente para conhecer o principal na cidade? Conhecer a noite de Punta é fundamental, ou dá para deixar passar? Outra dúvida: paga para entrar no cassino Conrad? O problema é o tempo escasso que tenho.
  8. Valeu man! Vou pesquisar essa empresa aí.
  9. Ao pessoal que manja de busão na Paraíba, pergunto: existe algum ônibus que vá de Campina Grande ou João Pessoa para a cidade de Ingá? Pretendo visitar a Pedra de Itacoatiara.
  10. Existem linhas de ônibus do aeroporto para o centro de João Pessoa http://www.onibusdaparaiba.com/2012/09/como-se-deslocar-do-aeroporto-castro.html Uma outra opção interessante é o transfer da Luck Receptivo, por R$ 44 http://loja.luckreceptivo.com.br/JoaoPessoa/pacote/traslado-aeroporto-joao-pessoa--hotel-joao-pessoa Espero ter ajudado!
  11. Esse tópico está devidamente favoritado! Quero fazer Cabo Frio/Arraial ou Búzios em setembro e aqui tem quase tudo que preciso
  12. Olá Su Gonzalez ! Nós fomos no balneário Rio Claro e não no Vale do Rio Claro! No Vale dá pra ir de veículo de passeio, mas isso aumentaria a caminhada para chegar nas atrações de 8 km (ida e volta) para 18 km. Indo de veículo 4x4 = caminhada de 8 km Indo de veículo de passeio = caminhada de 18 km
  13. Valeu Thaís! O clube fica na Praça Princesa Isabel, de onde partem os barcos para a Ilha de Combu. Não tem como errar!
  14. Nem estava planejando viajar no mês de maio, mas vi uma promoção da Gol que não dava para perder: GRU/BEL/GRU por R$ 197 reais! Estavam tão baratas as passagens que aumentei em uma perna a viagem: por R$ 116 comprei o trecho BEL/MCP/BEL pra conhecer também a capital do Amapá. Seria bacana conhecer uma nova cidade, mas isso diminuiria a minha estadia em Belém em um dia, o que de certa forma não foi tão bom assim: Belém é uma cidade cheia de possibilidades e onde gasta-se pouco para se divertir muito! Em quatro dias nas duas cidades, gastei R$ 600 (excluída as passagens aéreas, óbvio). Aéreo Ida: GRU/BEL 07MAY 22:35/02:35 // BEL/MCP 08MAY 06:07/06:59 // MCP/BEL 08MAY 19:14/20:04 Volta: BEL/GRU 11MAY 14:54/18:25 Hospedagem: Fiquei no hostel Residência B&B, que achei no site booking.com. Preço de R$ 40 a diária em quarto coletivo, com café da manhã. A vantagem deste hostel é a localização, em frente à praça da República e ao Theatro da Paz, e bem perto dos vários pontos turísticos. 1° dia - sexta Cheguei no aeroporto de Belém aproximadamente 02:30 da manhã, e teria que ficar enrolando por lá até pegar o vôo que iria para Macapá às 06:07. Rodando pelo aeroporto, um achado: em frente a uma loja de sapatos no segundo piso o encosto de braço de um dos bancos está quebrado, assim dava para deitar e tirar um cochilo! Dormi até quando deu, embarquei e cheguei em Macapá. Tinha visto no Google que perto do aeroporto de MCP tinha linhas de ônibus para o centro. Perguntei para a atendente de informações da Infrazero, que não soube me explicar direito como chegar ao tal lugar que sai o ônibus. Resolvi ir a pé mesmo, demorei uns 40 minutos até chegar ao Trapiche Eliezér Levy, que é uma espécie de plataforma que te leva 300 metros adentro do Rio Amazonas. Tem até um trenzinho, mas pelo que parece não funciona há tempos. Esse que deveria ser um dos principais pontos turísticos da cidade está em total estado de abandono: existem tábuas soltas que podem causar acidentes, o lugar está sujo (o banheiro está além de qualquer possibilidade de uso) e me parece ser perigoso à noite. Saí de lá e fui para o Forte de São José, é pertinho, não dá nem 10 minutos andando. O Forte de Macapá tem entrada gratuita, é bonito (mais do que o de Belém) mas como ponto fraco é que não tem praticamente acervo historiográfico. Entrando nas casamatas vi muito material de construção e reparo, o que indica que o forte deve estar (ou estará futuramente) em processo de restauração. Saí do forte, atravessei a avenida e lá estava o mercado municipal de Macapá, que não é nada além de alguns botecos e restaurantes populares. Como estava muito calor resolvi tomar uma breja e esperar a chuva passar. Macapá é uma cidade de clima muito instável: Chove-pára-chove-pára-chove-pára. Tomei uma Draft, que é uma linha popular da cervejaria Cerpa, muito comum no Norte e melhor do que as cervejas populares da Ambev, na minha humilde opinião. No mesmo bar que eu estava um mototaxista, perguntei pra ele quanto custaria me levar ao Monumento do Marco Zero. Fechamos por 10 reais e segui para lá. O Marco Zero não é nada demais, vale mais pelo simbolismo de saber que a linha do Equador passa exatamente ali, e dizer que esteve no hemisfério norte e sul ao mesmo tempo No piso inferior do monumento tem uma lojinha, comprei umas lembranças e tomei sorvetes de cupuaçu e tapioca (bons!) antes de subir as escadas que levam ao marco divisório de hemisférios. Tirei algumas fotos, desci para usar o banheiro, estava fechado. Então caminhei para um posto Ipiranga que tem ali perto, usei o banheiro e já tomei mais uma breja (dessa vez a Tijuca, também da cervejaria Cerpa) e conheci o lado externo do estádio Zerão, cuja peculiaridade é que a linha do meio de campo é alinhada à linha do Equador, de forma que cada time joga em um hemisfério diferente Meu próximo destino era o Museu Sacaca, em frente ao citado posto Ipiranga tem um ponto de ônibus, peguei o busão (R$ 2,30) que subiu a Avenida Hildemar Maia, saltei e fui andando até a Avenida Feliciano Coelho, que é onde fica o museu. Ao chegar lá descobri que eles fecham (parcialmente) do meio dia às duas horas. A decepção só foi atenuada porque mesmo com algumas partes do museu fechadas, dá pra ver muita coisa interessante. A parte aberta do museu é uma pequena reserva de floresta amazônica, dá pra ver as espécies de árvores típicas da região, além de algumas esculturas que representam os ribeirinhos, índios e povos em geral que compõe a população do Amapá. Minha próxima parada era o Museu Histórico de Amapá Joaquim Caetano da Silva. Após rodar muito para achar, vi que estava fechado. Um funcionário que mexia em alguma coisa na calçada do museu me disse que estava em reforma e restauração. Pelo estado do museu que vi pelo lado de fora, estava precisando mesmo de um trato. Em frente fica a catedral São José de Amapá, que não me chamou a atenção, então voltei à orla do rio Amazonas perto do trapiche onde escolhi um bar e fiquei bebericando até dar a hora de ir ao aeroporto. Não tinha mais nada para fazer em MCP, então fui para o aeroporto andando novamente. Já em Belém, a missão era chegar ao hostel. Peguei o busão 638 – Presidente Vargas e desci na Praça da República, pertinho do hostel. Fiz checkin no hostel, tomei banho e fui dar uma caminhada nas imediações. Descendo a rua do hostel e virando à direita tem uma balada frequentada principalmente por rockeiros e universitários, tomei umas duas brejas, fiquei enrolando por ali e fui dormir. 2° dia - sábado Acordei cedo e o primeiro local do dia era o Mangal das Garças. Resolvi ir a pé, o que fiz em mais ou menos 30-40 minutos com sol castigando. Chegar lá a pé é fácil: saindo da praça da República é só pegar a rua Gama Abreu (que ao longo do caminho muda de nome para Av Almirante Tamandaré) e ir direto. Não paga para entrar no Mangal, mas algumas atrações à parte são pagas, como subir a Torre de Belém, o Museu de Navegação, o Borboletário e o Orquidário. Cada atração custa R$ 5 para entrar, ou paga-se 15 reais para ir em tudo. O que me interessou de verdade foi a torre, então paguei 5 mangos e subi de elevador. A vista é sensacional! Dá pra ter a vista aérea do paisagismo do parque, ver o rio atrás de você e boa parte da cidade à sua frente. Calor infernal na moringa, eu andava um pouco e procurava uma sombra, assim devagarinho conheci o parque todo, as garças, as iguanas, flamingos, borboletas... antes de ir embora subi uma plataforma de madeira, que leva ao restaurante e ao Museu da Navegação, e também a um espaço com bela vista do rio Guamá e bancos para descanso. Saindo do Mangal das Garças e chegando na praça do Arsenal, virei è esquerda e segui direto na Rua Doutor Assis. Nessa rua dá pra ver muitos casarões históricos, tinha um que estava muito bem conservado e era bonito demais, mas infelizmente não tirei fotos. Ainda seguindo na Dr Assis cheguei na Praça do Carmo, onde parei pra tomar uma cerveja e apreciar a parte externa da Igreja do Carmo, que tem aquela arquitetura barroca característica. Vi uma fachada de um bar bacana naquela praça e o ambulante me disse que só abria a noite e que enchia: era o Bar do Carmo. Voltaria ali à noite para tirar a prova. Ainda seguindo pela mesma rua cheguei numa praça bonita, bem conservada, e que fica de frente para o Complexo Feliz Luzitânia. Não entrei neles, fiquei rodando naquele entorno. Fui no Museu de Arte de Belém (R$ 4), um antigo casarão residência dos governadores coloniais. Arquitetura bonita, tinha uma exposição de um artista local no piso térreo e um acervo interessante para quem gosta de História no piso superior. Passeio bacana e que rende boas fotos, mas não se perde muito tempo aqui. Bem ao lado tem o Museu Histórico do Estado do Pará (gratuito), mas que não está no mesmo nível de seu vizinho. Do lado de fora percebe-se que está precisando urgente de um restauro, e do lado de dentro não tinha monitores, e ao que parece, nem exposição. Ninguém veio me atender, fui embora. Voltei andando à praça florida, resolvi entrar no Forte do Presépio (gratuito). Não tem acervo historiográfico, o que tem de mais interessante são os canhões, originais de época, e um terraço que dá para tirar algumas fotos do Ver-O-Peso de longe. Achei menos interessante que o Forte de Macapá. De lá segui para a Casa das Onze Janelas, onde aconteceu o primeiro problema com horários. Não sei o que acontece em Belém, mas várias atrações turísticas reduzem o horário de funcionamento aos fins de semana e feriados, que é justamente quando tem o maior fluxo de turistas! E também não dá para acreditar nos sites deles. Pelas informações obtidas na net, imaginei que ficaria aberto até 16hs, mas fui entrar (era 13h30 aproximadamente) e já estava fechado, o segurança informou que fecha às 13h00 aos fins de semana. Lá dentro tem um restaurante, pedi para usar o banheiro, e pelo menos deu para ver muita coisa do lado de dentro. O Museu de Arte Sacra também já estava fechado, e eu achando que era aberto até as 16hs... Próxima parada: Ver-O-Peso. Não dá nem dez minutos de caminhado do Forte até o Mercado, fui observando tudo. O mercado é dividido por setores, na parte de ervas as vendedoras ficam tentando atrair os turistas, fui lá pois tinha uma encomenda de óleo de bôta (R$ 5) para uma amiga. Passei pela parte de polpas, vende-se polpas congeladas de tudo quanto é fruta amazônica, passei na parte de artesanato e comprei os meus imãs de geladeira pra coleção... fui andando, tem a parte de mercearia, de frutas, de farinha, de mandioca, tudo bem dividido, cheguei na parte de comida! No Box 66 – Barraca da Carioca provei o caldo de tacacá (R$ 10). Bem diferente para o padrão paladar de um paulistano, vem com camarão e jambú, a erva que dá dormência na língua Delícia! Continuando o tour gastronômico fui no vizinho chique do Ver-O-Peso, a Estação das Docas. Fui direto na Amazon Beer, provar as cervejas locais, todas muito boas (preços entre R$ 5,20 a R$ 8,50, chopp ou long neck), mas eu destaco a Witbeer feita com taperebá (ou cajá, dependendo da região do Brasil), principalmente para quem gosta de cervejas frutadas. Até pensei em comer alguma coisa, mas os preços estavam proibitivos, além do fato de que não oferecem meia porção: uma porção com 20 pastéis é muito grande para uma pessoa só por mais ogra que ela seja. Outro problema recorrente no Pará para quem viaja sozinho: porções individuais praticamente non ecziste! Coladinho com a Amazon Beer tem a celebrada Sorveteria Cairú: só provando pra saber porque é celebrada! Pedi um sorvete na casquinha de doce de cupuaçu com castanha do Pará (R$ 6,50 a bola) e certamente foi uma das experiências sensoriais mais incríveis da viagem toda! É muito bom, é a Ana Maria Braga passando debaixo da mesa 1000 vezes! Resolvi descansar, voltar pro hostel é fácil: ao sair da Estação das Docas é só caminhar para o lado oposto do Ver-O-Peso, que se chega no cruzamento da Av Presidente Vargas. Só seguir na Vargas direto (uns 10 minutos) e você chegará na Praça da República. Voltei pro hostel louco pra tomar um banho, chegando lá descobri que o bairro estava sem água (raiva). Então bora bater perna de novo, fui à Basílica de Nazaré (uns 15-20 minutos a partir do hostel). Estava acontecendo uma missa bem na hora, não quis entrar e atrapalhar, então fiquei admirando só do lado de fora, o que por si só já valeria a pena ter me deslocado até lá. A praça em que se situa a Basílica é bonita e bem cuidada, e apesar disso ainda estava ocorrendo algumas obras de melhoria. Fim de tarde, já começando a escurecer... fui gastar sola de sapato de novo, pra ir na Portinha (Rua Doutor Malcher, 434), uma sensacional casa de salgados na Cidade Velha. Mas não são salgados comuns como coxinha de frango ou esfiha de carne... os salgados d’A Portinha são feitos com ingredientes locais, como a esfiha de camarão com jambu ou o salgado de pato no tucupi. Apesar de não ser barato (R$ 6 a unidade) vale demais a pena, porque é um tipo de coisa que você não vai provar em qualquer lugar, só lá mesmo. Pirei nesse lugar, e do lado tem um pequeno armazém de secos e molhados, onde uma turma de velhotes tomava cerveja, jogava baralho e ouvia coisas como Nelson Gonçalves, Don e Ravel, Odair José... parecia ter sido transportado para algum ponto do passado, achei bem bacana a cena e me aproxeguei para comprar uma cerveja. Fiquei ali comendo, bebendo e observando por um tempo, até que resolvi ir ao bar que havia visto anteriormente na Praça do Carmo e que estava fechado. Pertinho, nem cinco minutos de caminhada cheguei no Bar do Carmo, onde um público jovem tomava cerveja Tijuca e acompanhava uma roda de samba que ia levando com competência vários clássicos (Jovelina, João Nogueira, Nelson Cavaquinho, Beth Carvalho...). A decoração do bar é bem bacana com vários discos de vinil nas paredes e quadros com caricaturas dos grandes mestres da música brasileira. O pessoal não cabe todo no bar que não é muito grande e vai se espalhando pela praça, levando mesas, ocupando bancos... o tipo de coisa que não se vê mais em São Paulo. Voltei pelo mesmo caminho, subindo a Av Almirante Tamandaré até chegar na Praça da República novamente e como não havia comido nada no bar, encostei no Lanches do Rosário, um grande trailer onde se fazem lanches diversos, inclusive o cachorro-quente sem salsicha: colocam carne moída no lugar. Os lanches em geral são grandes e baratos, ideal para forrar o estômago gastando pouco. Enquanto esperava meu lanche engatei uma conversa sobre futebol com um funcionário e outro cliente. É impressionante como os paraenses são fanáticos por futebol e orgulhosos dos times locais, a grande maioria é Remo ou Paysandu e se vê gozações mútuas desses torcedores por todas as partes. Já tarde da noite voltei ao hostel, e a água tinha resolvido voltar também (haha), tomei um bom banho e descansar para o próximo dia. 3° dia – domingo Minha primeira missão no domingo seria conhecer o Theatro da Paz. Verifiquei previamente no site deles o horário de funcionamento, que constava das 09h as 11h aos domingos. Na quarta-feira anterior à viagem liguei para confirmar o horário e parecia que estava tudo OK. Mas... quando cheguei no teatro, pouco antes das 09h perguntei para um funcionário sobre a visita e ele me disse que de domingo só começa às 10h. Fiquei putíssimo, louco de raiva mesmo mas tentei não demonstrar. Tirei umas fotos do lado de fora e fui andando até a Basílica de Nazaré, onde dessa vez conseguiria ver o interior dela. A igreja é bonita demais! Vitrais, estátuas, pinturas e a arquitetura, tudo é maravilhoso, o negócio é ver com os próprios olhos. Ali pertinho da Basílica (uns 5 minutos a pé entre eles) fica o Museu Paraense Emílio Goeldi (R$ 2), uma espécie de mix de jardim botânico, zoológico, museu e área de preservação ambiental amazônica. Rodei por ali, vi antas, araras, tucanos, vitórias-régias, taperebazeiras e várias outras espécies animais e vegetais. Tem alguns espaços em que se pode sentar à sombra e apreciar a vista. Por fim tem um museu em que estava rolando três exposições temporárias: uma sobre lendas indígenas, outra de fotografias sobre a ilha de Marajó e a última sobre arte rupestre em Monte Alegre, uma cidade paraense perto de Santarém com diversas formações rochosas que já viraram um desejo de viagem pro futuro. Queria ir na Ilha do Combu, para tanto deveria chegar na Praça Princesa Isabel. Resolvi ir a pé, o que é teoricamente fácil , pois basta sair do Museu Emílio Goeldi e descer a Avenida Alcindo Cancela direto. Porém o sol forte tornou a caminhada cansativa, então parei num posto de gasolina e tomei uma breja. Depois parei num bar e tomei outra. Esta avenida é lotada de bares e restaurantes populares, principalmente quando se vai chegando ao fim dela, já perto da Pç Princesa Isabel, de onde partem os barcos para Combu. A passagem do barco custa R$ 4 (sai a cada 20 minutos) e só me lembro que a travessia é rápida, mas não sei quantificar o tempo. O barco tentou parar em um ponto da ilha, já tinha dois barcos atracados então foi tentar atracar em outro. Descemos, logo de cara tem um restaurante, o Combu da Amazônia, atrás dele tem uma espécie de portal com os dizeres “Trilha da Amazônia”. Fui seguindo nessa trilhazinha que é suspensa, mas a madeira em péssimo estado de conservação é um convite para acidentes. A trilha é bem curtinha mesmo, nem 5 minutos, mas pelo menos dá pra ver a floresta em um estado mais selvagem do que no Emílio Goeldi. Voltando ao restaurante pedi uma cerveja Tijuca 600 ml (R$ 7), fiquei enrolando por ali até que pedi o cardápio. Totalmente fora de cogitação para quem está mochilando com pouca grana. Um prato de comida por R$ 70, não tem pratos individuais, e as porções de petiscos são grandes e caras demais para alguém sozinho. Fiquei batendo papo com o atendente do bar, comentei que tudo que tinha ali eu já havia comido no Ver-O-Peso por 3, 4 vezes menos dinheiro. Ele me falou que a ilha é assim mesmo, para turistas endinheirados, e que o outro restaurante da ilha, o Saldosa Maloca é mais caro ainda. Talvez tenha sido nesse lugar que o barco tentou atracar e não conseguiu quando estávamos chegando. Meu veredicto: a Ilha de Combu é a maior furada! Programa pega-turista mesmo. Saindo de Combu e voltando em terra firme, percebi que tinha um clube em que ia rolar as famosas festas de aparalhagem paraense. A festa ia começar por volta das 16h, então o objetivo era almoçar e depois enrolar até dar o horário em que a festa estivesse mais ou menos cheia. Resolvi parar no Restaurante do Careca, que de vista parecia ser bem popular, mas me levou 30 mangos em um PF! Mas pelo menos o peixe que acompanhava o rango estava maravilhoso e o objetivo de enrolar um tempo foi atingido, fiquei conversando com o irmão do dono do restaurante sobre a cidade, Remo e Paysandu, e ele me disse que a Fafá de Belém quando está na cidade sempre vem almoçar no Careca... um velho contador de estórias e muito generoso, se dispôs a pagar as cervejas (haha) Saí do restaurante e voltei para a aparelhagem, já era mais de 18h e perdi a promoção que até este horário não pagava para entrar e o balde de long neck com 5 unidades custaria R$ 10. Então paguei 10 mangos para entrar, e fui entender o que é o brega paraense. É um ritmo animado, com batidas mais ou menos rápidas dependendo da música, mas mesmo nas mais agitadas se dança agarradinho. Boa parte das músicas são versões de sucessos internacionais, adicionados de um tecladinho e uma bateria eletrônica ao ritmo paraense, sem a menor preocupação com direitos autorais. Mesmo em clubes simples como o que eu fui a preocupação com a estrutura de luz e som faz parte da cultura dessas aparelhagens, o som estava melhor do que o de muitos shows com ingresso caro que fui em São Paulo, e as luzes eram um show a parte. Na minha concepção, ir numa festa dessas meio que equivale a visitar o Ver-O-Peso, não dá para compreender totalmente o espírito do paraense sem ir num lugar desse (sem contar o Círio de Nazaré, mas aí é outra história).Percebi que o dinheiro estava acabando (e lá não aceita cartão), então guardei o trocado do ônibus e bebi o resto. Acabando a grana saí da festa, voltei no restaurante do Careca pra perguntar qual busão pegar para voltar para o hostel. Indicação tomada, segui caminho. Quando estava quase chegando vi uma sorveteria Cairú e resolvi descer. Como aceitava cartão de crédito, tomei dois sorvetes, um de taperebá e outro de açaí com tapioca. Os dois absurdamente deliciosos. Após tomar banho, voltei à Praça da República para fechar a noite, novamente Lanches do Rosário e o hot dog sem salsicha, chamado de massa fina (R$ 4,50). Bucho forrado, hora de dormir. 4° dia - segunda Tirei o dia para andar a toa na Cidade Velha. Para quem gosta de casarões coloniais e construções históricas Belém é tipo um parque de diversões. Diferente de outras cidades que possuem um centro histórico com o casario localizado num lugar só, Belém possui estas construções em diversos pontos da cidade. Na Cidade Velha é onde tem a maior quantidade, mas no Reduto e no bairro Nazaré também tem bastante. Andei, andei e andei, vendo toda aquela arquitetura que contrasta com os prédios todos iguais em estilo neo-clássico que vejo em minha cidade. Fui novamente no Ver-O-Peso, dessa vez para comprar frutas e provar o peixe com açaí. Adorei o peixe, mas não vi graça no açaí que o acompanhava, não sei se a preparação foi ruim ou se o açaí em seu estado natural é meio sem gosto mesmo. Após as compras voltei para o hostel, acertei as contas e bora pro ponto de ônibus para ir ao aeroporto. Um rapaz que estava no hostel iria no mesmo vôo que eu de volta para São Paulo, então fomos para o ponto descobrir o busão para o Val-de-Cans. Saindo da rua do hostel, é só virar à esquerda, no segundo ponto de ônibus. O busão demorou uns 40 minutos para chegar ao aeroporto, como cheguei muito cedo resolvi tomar um chopp Tijuca (R$ 6) enquanto meu recém-amigo resolveu comer um arroz de jambu (R$ 6). O nome do restaurante é Muiraquitã, e é realmente um achado, com comidas e bebidas a preço justo, nem parecia que estávamos dentro de um aeroporto! Antes de voltar a São Paulo, um contratempo: fomos avisamos pelo alto-falante que o vôo atrasaria. E só. Ninguém da GOL veio à sala de embarque explicar ou dar qualquer assistência. Uma passageira que estava esperando ao nosso lado disse que isso é freqüente nos voos da Gol chegando e saindo do Val-de- Cans. Não duvidei, pois outro vôo deles também estava atrasado. Após uma hora e meia de atraso, embarquei de volta para a selva de pedra.
  15. Este post veio bem a calhar, tava querendo mesmo ir visitar Itu neste mês. Acrescento às informações do tópico a visitação á fábrica da Brasil Kirin, com degustação de cervejas ao final. Quando eu voltar de lá posto qualquer informação nova que possa ajudar a enriquecer o tópico.
  16. Bom tópico. Vou fazer essa trilha semana que vem, mas com sentido inverso... começando no Alto da Boa Vista até a Mesa do Imperador, depois Vista Chinesa e seguindo até o Jardim Botânico.
  17. Eu ainda não fui pra Chapada, só semana que vem. Vou dizer sobre o aluguel de carro: dificilmente você achará locadora mais barata que a THRIFTY. Reservei pra semana que vem, carro básico por R$ 65 a diária, com quilometragem livre e seguro incluso). Diogo, Bom dia! Pesquisando sobre a Chapada vi que você foi em fevereiro. Como está a situação lá? Pois num relato recente o cara fala que muita coisa tá abandonada, outras paga-se caro. Poderia, por favor, me ajudar? Estarei indo pra lá no final de março. Abraço, Roberta Sim, praticamente acabei de chegar da Chapada. Como o foco da viagem era gastar o dinheiro em passeios em Nobres e economizar e curtir o carnaval na Chapada, eu e meus amigos optamos por fazer passeios que não necessitam de guia, que foram: Balneário Rio Claro, Balneário Salgadeira, Cachoeira do Marimbondo, Mirante Geodésico, Cachoeira da Martinha, Mirante Véu de Noiva e Cachoeira dos Namorados (dentro do Parque Nacional). O Parque Nacional sofre pela falta de estrutura, mas se estiver com tempo, vale sim ir no mirante da Véu de Noiva e depois Cachoeira dos Namorados/Cachoeirinha (lembando que essas duas últimas só se pode entrar até meio dia). O Balneário Salgadeira está literalmente abandonado, pois oficialmente ele está fechado para obras (que não estão ocorrendo ). O Salgadeira eu curti bastante, mas nunca se sabe quando estará aberto, é uma coisa não-oficial: alguém chega lá e abre. As outras atrações que fomos estão OK, sobre os passeios pagos já não sei informar. Nos informaram que a cachoeira mais bonita da Chapada é a da Tartaruga, que é a única que tem água azul, mas não fomos pois ficamos sabendo dessa dica tarde. Nenhum guia leva lá, mas fica apenas 7 km distante do centro da cidade. Fiz um relato, dá pra verificar as impressões que tive de cada lugar: sete-dias-em-bom-jardim-e-chapada-dos-guimaraes-t109311.html
  18. A estrada esburacada é a que vai até Bom Jardim. Se fores de Cuiabá para Chapada dos Guimarães apenas, aí é tranquilo. Só vai pegar um pouco de buraco ao numa outra estrada que serve para chegar ao Centro Geodésico, Cachoeira da Martinha... Agora a estrada que vai a Bom Jardim tem muitos buracos, alguns deles bem fundos, obrigando o motorista a invadir a pista na contramão para fugir deles. No nosso caso não conseguimos desviar de um buraco porque vinha um ônibus no sentido contrário e aí sem chance pra roda..
  19. Opa, estamos aí man! De fato, não tem como saber quando o Salgadeira estará aberto, mas os balneários todos ficam na mesma estrada, se não der pra ir em um, tem outras opções. Um morador da Chapada nos disse que o Balneário 7 Jotas também é bom, mas nesse não fomos. O negócio é trocar ideia com os hippies da praça, eles conhecem uns lugares que não estão nos mapas oficiais de turismo da Chapada.
  20. Também tive dificuldade com a planilha, mas é só clicar no símbolo de "+" ao lado do nome de cada pousada ou agência.
  21. Boa tarde! Estarei de passagem pela região, e como o tempo é curto tenho uma dúvida: tendo apenas um dia, vocês recomendariam Bonete ou Castelhanos? Castelhanos achei algumas agências que fazem o passeio, Bonete ainda não sei como faz pra chegar.
  22. Olá mochileiros. Segue um relato sobre a minha viagem com dois amigos para Bom Jardim/Nobres e Chapada dos Guimarães antes e durante o carnaval (período 10 a 17 de fevereiro). Parte 1: Bom Jardim 1° dia (10/02): Chegamos a Cuiabá 07:10 e fomos direto ao balcão da Movida para pegarmos o carro. Recomendo esta locadora, por vários motivos: pegamos um carro novinho, a diária da Movida tem três horas de tolerância para entrega e o preço também era o melhor entre as grandes locadoras. Para quem acumula KM de Vantagens, também pode obter descontos, nós, por exemplo, usamos 1200 km (200 por dia) e obtivemos 10% de desconto, mas os descontos podem chegar a 20% dependendo da sua quantidade de pontos. Seis diárias saíram por 550 reais, já incluso seguro do carro e proteção para terceiros. Seguimos para Bom Jardim, e a primeira cagada da viagem: passamos direto no trevo e fomos parar quase na Chapada. Para seguir para Bom Jardim, no primeiro trevo da rodovia BR-251 após o posto policial, deve-se entrar à esquerda (sentido Lago do Manso) e não ir direto! Chegamos à tarde em Bom Jardim, e a primeira missão foi achar algum lugar para ficar. Achei Bom Jardim caro para o padrão mochileiro. Não estávamos achando nenhum lugar que cobrasse menos de R$ 75 por pessoa, até conhecermos o Sr Silvano, também conhecido como Índio (contato 65 9639-8406 ou [email protected]). Ele tem uma pousadinha simples, e cobrou R$ 50 por pessoa. O quarto que ficamos possui ar condicionado e banheiro dentro do quarto. Resolvido esse problema, fomos ao Balneário Estivado, que é um piscininha natural com alguns quiosques em volta O lugar é pequeno, mas aproveitamos bem porque estava vazio. Imagino que com a cidade cheia, lá não seja uma opção tão interessante. Se paga R$ 10 para entrar. À noite jantamos na pousada do Índio mesmo, ele cobra R$ 15 pela refeição. Nesse dia tinha arroz, feijão, couve, salada, peixe frito e assado, bife e farofa (em outros dias o cardápio variou, com frango e arroz de pequi também). 2° dia (11/02): Tomamos café na pousada (incluso na diária) e partimos para o primeiro passeio em Bom Jardim: um combo com flutuações no Aquário Encantado e no Reino Encantado. Esse passeio custou R$ 75 (caso fossem feitos separados, sairia R$ 50 cada um). O Aquário Encantado é show! O local é pequeno, mas as formações rochosas são incríveis, com cavernas no fundo do rio. O Aquário Encantado fica no mesmo nível das melhores atrações de Bonito. Segundo a guia este passeio dura no máximo meia hora, mas como não tinha mais ninguém além da gente, ficamos 50 minutos. Partimos para a flutuação Reino Encantado, que fica na mesma fazenda do Aquário, separados por uma pequena trilha. Aqui o visual não é tão legal, o rio é raso, com a água ficando turva com certa frequência e praticamente só tem piraputangas, ao contrário da fauna mais diversa que vemos nas flutuações de Bonito. Mas vale a pena o combo dos dois passeios, recomendado. No período da tarde o primeiro perrengue em Bom Jardim: compramos um bóia cross, mas a fazenda em que é feito o passeio estava fechada. O Sr Silvano que nos vendeu o passeio, não entrou em contato antes para ver se estava funcionando, primeira bola fora dele. Como o passeio não rolou, fomos para o riozinho que banha o Balneário Estivado, mas ficamos do outro lado da ponte, onde não se paga nada. Enrolamos por lá e esperamos a hora de dormir. 3° dia (13/02): Segunda bola fora do Silvano . Em Bom Jardim o turista tem que comprar um voucher para fazer o passeio, e a agência que vendeu o passeio deve providenciar o guia que acompanha o turista. Para este nosso passeio para a Cachoeira Serra Azul (R$ 50), o Sr Silvano não tinha nenhum guia acertado, então foi um Deus-nos-acuda, ele e o meu amigo saíram de carro pela vila toda para achar algum disponível. Saímos com duas horas de atraso. A Cachoeira Serra Azul é realmente muito bonita e tem trechos mais fundos, e perto das bordas é mais raso, dá para todos curtirem. Nesse passeio os equipamentos apesar de parecerem novos, estavam com problemas: o visor dos snorkels entrava água e no meu a parte que você coloca a boca para respirar estava com gosto de alho (!). Na parte da tarde tínhamos o passeio pelas Grutas do Quebó (R$ 45), mas como atrasamos o passeio da manhã e ameaçava cair uma bruta chuva, pedimos o dinheiro de volta e fomos direto para Chapada dos Guimarães. Fizemos isso por segurança, pois a estrada é muito ruim, cheia de buracos, e não dá pra confiar em dirigir lá à noite. E mesmo assim, de dia e sem chuva, pegamos um buraco que não deu pra desviar: o resultado foi a roda direita traseira com amassados em três pontos diferentes. Chegamos na Chapada, desamassamos e roda e fomos para a casa em que alugamos um dos quartos. Custou R$ 200 por dia esse quarto, para quatro pessoas, Como estávamos em três, ficamos com um lugar sobrando. Contato da casa: Tamara 65 9986-9981 Resumo: Bom Jardim/Nobres é um retrato do Brasil - lindo, burocrático e ineficiente. De quatro passeios programados, fizemos apenas dois. Aqui a dica é comprar passeios somente em agências que possuem guias próprios, como a Agência Bom Jardim e a Anaconda. Parte 2: Chapada dos Guimarães 4°dia (13/02): Estava decidido a fazer dois passeios aqui, o Circuito de Cachoeiras e a Cidade de Pedra. Após pesquisar na internet, decidimos que faríamos tudo por conta na Chapada, nada de passeios pagos. As cachoeiras do circuito são similares a outras em que não se precisa de guia e a Cidade de Pedra não chegaríamos com nosso Uno 1.0 alugado de qualquer forma. Neste dia acordamos tarde e fomos dar uma volta na praça, ver a igreja histórica, tomar umas cervejas e sorvetes de frutas locais (o de taperebá é ótimo, parece manga mas mais azedinho)e ver o ritmo da cidade. Em seguida fomos ao Balneário Rio Claro. Fica na estrada voltando para Cuiabá, e paga-se R$ 10 para entrar mas 8 reais são convertidos em consumação. É um rio com diversos pontos para banho, uns mais rasos e outros mais fundos, alguns com pequenas quedas d’água, e em um dos pontos tem uma corda para você vir correndo e se jogar na água. Bom para descansar e relaxar, não é nada radical. Enrolamos boa parte da tarde lá, torramos nossa consumação com três Heineken de 600 ml (R$ 8 cada). Dali fomos para o centrinho da cidade onde em tese começaria o carnaval, mas acabou não havendo nada 5° dia (14/02): Saímos cedo e fomos para a Cachoeira do Marimbondo (R$ 7) que conta com uma queda d’água alta e bonita e uma piscina natural que dá pé para adultos e crianças. O visual do lugar é animal, e fica mais bonito quando bate sol e criam-se vários pequenos arco-íris. O bom aqui é chegar cedo, antes que comece a encher. Em seguida fomos ao Mirante do centro Geodésico. A paisagem é linda, mas arrisque-se a descer pelas trilhas, principalmente as do lado direito, e será agraciado por um visual ainda mais deslumbrante. Tem uma ponta de pedra que dá para tirar altas fotos, mas cuidado para não cair lá embaixo . O mirante não tem estrutura nenhuma, então não se perde muito tempo por aqui. Não pegamos o horário do pôr do sol, mas nos disseram que é maravilhoso. Saindo do mirante fomos para a Cachoeira da Martinha. Fica a 42 km do centro da Chapada e não paga para entrar. Que lugar legal! É um rio com muitos (mais de 20!) pontos para banho, pequenas quedas d’águas e alguns poços para pular lá do alto na água. Dá para passar o dia inteiro aqui. Voltando à Chapada, finalmente o Carnaval! Uma pequena charanga passou pela pracinha tocando as clássicas marchinhas, depois um bloquinho tradicional. Em seguida um blocão, com carro de som e tudo. Ao fim deste fomos para casa, não sei se teve mais alguma coisa. 6° dia (15/02): Cedinho fomos ao Balneário Salgadeira, que oficialmente deveria estar fechado para obras, mas em alguns dias da semana a porta dele aparece aberta, e então entramos. Não paga para entrar e é bem melhor que o Balneário Rio Claro. Vários pontos para banho, e logo no começo da trilha para o lado esquerdo tem uma cachoeira bem grande, o impacto da água no corpo chega a doer, embora o poço para banho desta cachoeira seja bem raso. Descendo um pouco mais pela trilha tem um ponto legal, com uma queda d’água de uns dois metros de altura, dá para ficar debaixo dela. Descendo mais pela trilha existem outros pontos para banho, mas não fomos mais além. Saindo do balneário fomos ao Parque Nacional de Chapada dos Guimarães e fizemos a pequena trilha sinalizada para o Mirante da cachoeira Véu de Noiva. Tiramos umas fotos e saímos para curtimos novamente o carnaval. Neste dia a folia estava animada demais, melhor dia do carnaval! Conversamos com uns hippies e eles deram uma dica que só poderei comprovar na próxima vez: eles disseram que tem uma Cachoeira da Tartaruga, que segundo eles é a única de água azul na Chapada. A Tamara que alugamos a casa confirmou a informação, pois o irmão dela é guia na Chapada. 7° dia (16/02): Como nosso vôo sairia bem cedo no dia seguinte (03:55 da manhã) e deveríamos entregar o carro no máximo 14:00 em Cuiabá, passamos apenas no Parque nacional para a Cachoeira dos Namorados. 1100 metros de trilha fácil (uns 20 minutos) e chega-se a uma cachoeira refrescante, mas com um visual menos alucinante que outras que vimos anteriormente. Seguimos para Cuiabá, entregamos o carro em cima do laço e fomos achar um lugar para comer e beber. Perto do aeroporto não tem nada RS, paramos num posto de gasolina na avenida do aeroporto e ficamos bebendo, tinha bastante gente e estava animado, pena que o som era aquele sertanejo dor de corno sofrível, mas deu pra curtir. Chegamos no aeroporto a noite e enrolamos até a hora do vôo. Uma coisa legal neste aeroporto é que você pode dormir no chão, debaixo ou atrás dos bancos que ninguém vem encher o saco para dizer que não pode! Pegamos nosso vôo para Guarulhos e aqui termina este longo relato! ãã2::'>
  23. Eu ainda não fui pra Chapada, só semana que vem. Vou dizer sobre o aluguel de carro: dificilmente você achará locadora mais barata que a THRIFTY. Reservei pra semana que vem, carro básico por R$ 65 a diária, com quilometragem livre e seguro incluso).
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