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taisalbina

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  1. Revivendo esse tópico, vou espalhar toda a minha falta de experiência com viagens aqui e um tiquinho da minha não-tão-pouca experiência de vida. É uma questão de perfil, como o Sandman falou. Só para dar um exemplo, vou falar um pouco de mim: Eu era funcionária pública. Em Brasília isso significa que você zerou a vida com todas as fases bônus. Meu salário era razoavelmente alto para uma função de nível médio (não tenho graduação) e 30 horas de trabalho semanais, por volta dos 5 mil. Mas eu odiava tudo aquilo. Odiava meu trabalho. Odiava acordar de manhã e pensar que eu iria para um emprego estável, que nada iria me exigir de desafios pessoais, que nada tinha a me oferecer. Larguei. Todos da minha família acharam que eu tinha ficado maluca por largar "um emprego tão bom". Não era para mim, viver nessa monotonia de emprego-casa-barzinho. Eu e meu marido (também desemregado) passamos por situações bizarras. Não ter grana para comer, pegar um ônibus até o hospital em caso de doença, por exemplo. Mas com o tempo nos acostumamos. Fazemos um bico aqui ou ali pra arrumar grana para internet e casa (as nossas duas únicas necessidades atuais). No mais, a gente vai se virando. Já tem quase 8 meses que vivemos sem quase nada de dinheiro. Agora a gente decidiu que quer sair do país. Nenhum de nós chegou a viajar muito longe nem mesmo no Brasil. Eu fui apenas para GO, MG, SP, RJ, PR e RS. Ele, mineiro, só veio pra Brasília, foi para Espírito Santo e São Paulo. No mais, nunca pegamos estrada mesmo. Só viagens rápidas, com dinheiro suficiente pra qualquer emergência. Bem, o fato é que não somos pessoas que conseguem se satisfazer com coisas simples. Não consigo nos ver, em dez anos, sossegados no mesmo lugar, pagando prestação de um financiamento da caixa de um apartamento próprio, com carro, emprego, celular, tomando café no starbucks. Não é esse ideal de vida que significa sucesso pra gente. Eu quero ir de um lado pro outro sem lugar para chamar de casa. Eu quero não ter a segurança de saber onde vou dormir amanhã. Eu quero conhecer tribos nômades, gente que vive na mata, quero passar meses aprendendo sobre como manter a pureza no meu coração e plantando o que eu for comer. Hoje cedo, pensando na possibilidade de chegar à África num navio cargueiro, abri por engano um link do google de uma página que oferece cruzeiros luxuosos. Não é para mim. Não quero um navio com piscinas e quartos com alcochoado macio. Quero muito mais um quarto com mais 6 pessoas desconhecidas de diferentes lugares que estão limpando chão para viabilizar seus sonhos, sua fome de conhecer outras realidades, como eu. Tou nem aí pra cassinos e shows no estilo broadway, eu quero passar uma noite ao relento por não ter grana para um hotel. ^^ Para algumas pessoas segurança significa calma. Significa não ter que se preocupar com o que vai comer e poder gastar seu tempo com coisas que julgam mais prazerosas, como uma boa casquinha de siri numa praia turística. Para outras pessoas, segurança significa tédio. Significa que o mundo não vai mais te exigir nada, não vai mais pressionar voc~e para que você ultrapasse seus limites. E isso me parece estar morto! Isso me parece esta estagnado e morto! Não quero! rs Um brinde á diversidade de pessoas. Àquelas que desejam quartos limpos e confortáveis tomando champagne em Paris ou àquelas que acham bem mais legal visitar uma comunidade do interior onde todos cuidam dos filhos de todos e sobrevive de agricultura de subsistência e venda de artesanatos. E um brinde, seja com o champagne, seja com a água da pia do McDonnalds, ao Sandman que, rei dos sonhos ou colaborador do mochileiros.com, me ajudou muito com esse post! ^^
  2. Nossa, Elga, seu relato ficou super legal! Pareceu uma viagem muito divertida! Fiquei morrendo de vontade de ir! Sempre tive uma queda por destinos mais exóticos. Desde pequena, os amiguinhos todos querendo ir para a Disney, eu queria ir pra África, ver a savana e seus bichos coloridos. Hoje, além de bicho, quero também ver gente diferente, comidas diferentes. Depois desse seu relato, Marrocos entra na minha lista, definitivamente!
  3. coooooooooooooooomo assim você listou os restaurantes e não falou do Beirute? rs Eu moro em Brasília desde que nasci e sou dessas pessoas que odeiam! hahaha Mas aí é uma questão pessoal, é meu desejo de eu "passarinhar" no sentido de voar por aí! rs Aqui tem suas vantagens, como as que você listou. Porém, para viver, é uma cidade complicada. Principalmente se você não tem grana (e aqui é muito evidente esse lance de má distribuição de renda). E eu não tenho grana. rs Então, voltemos ao Beirute. Primeiro, ele é um restaurante muito tradicional e antigão aqui em Brasília. Serve comida árabe deliciosa e chopp geladinho pra quem curte (O chopp é antartica, diga-se de passagem - eu não curto). Um almoço tranquilo pode ser desfrutado com a família e tem parquinho pras crianças em local onde vc pode ter visão direta dos pequenos. Recomendo muito fortemente o kafta de lá e o kibeirute, que é um kibe rechado com queijo e acompanhando um molho muito delícia. O preço é OK (até razoavelmente mais baixo do que a média de Brasília). De noite, lá ferve. Galera mais alternativa de Brasília bate cartão lá e você pode encontrar figurinhas carimbadas da cidade, como a Drag Alice Bombom (que vende bombons de mesa em mesa e sempre passa por lá), um monte de hippies que vendem artesanatos lá, galera com polaroid que passa tirando fotos, enfim, um monte de coisa doida e legal. Ah, e o Beira é LGBTT friendly. ^^ Fica na 109 Sul, mas tem um na asa norte (que não é tão legal por não ser tradicional e antigo). O segredo é tentar estacionar dentro da residencial, pq não vai rolar estacionamento na comercial não.
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