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GuigsSM

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Sobre GuigsSM

  1. Rota Jardim - Outubro/2017

    Te mandei mensagem no Whatsapp Renato!
  2. Rota Jardim - Outubro/2017

    Oi Lais! Estarei na Africa do SUL de 02 a 9/10, estou procurando parceria para dividir carro no kruger park e cape town. Chama no Whatsapp +5555996784227 (Guilherme)
  3. Melhor forma de ir ao Kruger sozinha

    Oi Hoz! Chegarei em Johanesburgo em 02/10 e tenho 1 semana pela Africa do Sul. Estou com a mesma preocupaçao! Tenho e tenho interesse em alugar um carro porque percebi que transporte lá não é o ponto forte e queria fazer o safari no Kruger em carro proprio. Topa? chama no whatsapp +5555996784227. abraço!
  4. África do sul outubro/17

    Pessoal, estarei em Johanesburgo e Cape town entre 2 e 09/10, quem estiver em uma das duas cidades e quiser companhia chama no whatsapp +5555996784227! Abraços!
  5. Oi Carina! Estou indo dia 2/10 pra Johanesburgo, vai estar por lá? Se sim, manda um whatsapp +5555996784227
  6. Dai Leandro! Tem um conhecido meu que está reunindo um grupo para fazer argentina e Chile no início de setembro, uma semana só, se tiver interesse manda e-mail. Forte abraço!
  7. Fala galera mochileira! Venho falar da minha trip de bicicleta que realizei nas ultimas semanas pelo litoral do Uruguai. Apesar dos medos iniciais e de desconfiança por todos as pessoas em volta, foi uma viagem sensacional, muito diferente de viajar de busão ou carro! O trecho é perfeito para quem quer estreiar no cicloturismo Ressalto que o viés da postagem é o cicloturismo, pois antes de viajar encontrei poucos tópicos sobre esse estilo de mochilagem. Acabei aproveitando pouco os pontos mais turísticos, pois ficava somente uma noite em cada cidade, mas a vibe nômade compensou, e muito. Antes que me perguntem, eu não tinha tanto preparo assim não! Eu fiz trechos de em torno de 50 km por dia, que era o que eu pedalava aos finais de semana na minha cidade. Então qualquer um pode, com um pouco de treino. Tentei levar pouco peso, levei pouca coisa, mas os utensílios da bike e a barraca (levei para emergência, pois só havia um trecho em que não eu não tinha reservado hostel, como veremos adiante) acabaram por gerar grande volume. Consegui alforjes de 8 litros de cada lado emprestados, usei meu mochilão por cima com a barraca dentro (opção do mochilão foi boa, deu estabilidade, e pude por nas costas quando fiquei sem a bike), protegida pelo transporte cover, e uma mochila de ataque nas costas, com a bolsa de hidratação e utensílios da bike. Acho que ao todo tinha uns 16 km de bagagem, mas uma das bolsas dos alforjes estava reservada para o comida (foi uma boa opção também, conseguia acessar os alimentos (leia-se: banana!) durante os pedais sem esforço. Meu bagageiro era de até 25 km, marca desconhecida (foto no final), mas vocês verão que mesmo com o pouco peso, deu merda! Resumo: Periodo: 25/07 a 03/08 ( 8 dias de pedal, um trecho por dia) Trechos: Montevideo – Atlantida – Piriápolis – Punta del Este – Laguna Garzón – La Paloma – Cabo Polônio – Punta del Diablo – Chuy. Gasto: R$ 1.000 (hospedagem em hostel barato, filando o “desayuno”, bananas de almoço e cozinhando no hostel a noite – a comida no Uruguay não é barata, mesmo com o câmbio de 1 real para 8 pesos, os preços são como de uma capital no Brasil, em todo trecho). 1º dia: Brasil (Pelotas) - Montevideo Fui de busão para Montevideo para diminuir tempo de viagem e custos (no fim, percebi que foi uma boa, pois pude fazer trechos pequenos e não me cansei muito). Fui pela empresa TTL (R$ 160), de Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul, porque da minha cidade (Santa Maria/RS) nenhuma empresa faz. Poderia ter ido direito para a fronteira ao invés de ir pra Pelotas, e ter pego ônibus de empresas uruguaias, a passagem sairia pela metade do preço, mas as empresa Turyl, do Uruguai, disse por e-mail que só levava bolsa. Graças a minha linda e querida namorada Bruna (a quem remeto saudações), minha passagem foi comprada com uma semana de antecendência da viagem, por indicação do atendente (muito educado e solícito), e já não havia mais para Domingo 24/07, então ela comprou para segunda (25/07, 23h30) (eles tem a linha Domingo, Segunda, Quarta e Sexta). A viagem foi bem tranquila, tinha levado a nota fiscal da bike (como a minha eu comprei usada, o proprietário da loja me forneceu outra nota, o que me deixou tranquilo), mas nem sai do ônibus na Aduana, a própria empresa já faz o “permisso” para você na passagem, lá na migração. Tirei as rodas da bike e pus ela em uma caixa de carrinho de bebê, e as rodas em uma sacola, com proteção de plástico bolha nas partes delicadas (câmbios, freios e relação), ela foi deitadinha junto com as malas, chegou intacta. Bom, cheguei no terminal Tres Cruces, em Montevideo, fui até o Hostel La Tatuceria (perto praça independência) caminhando para curtir o centro, e choviscava. O hostel é pequeno mas bem localizado, e tem espaço para bike. Fiquei o dia na cidade, sai pouco por causa da chuva. 2º dia (1º de pedal) – Montevideo – Atlântida (45 km) Fazia um dia cinza, frio e ventoso, mas a chuva parou assim que sai, pela manhã. Passei na praça da independência para tirar umas fotos e segui pela “rambla” (espécie de calçadão, que me acompanhou até metade do caminho para Atlântida, as praias maiores todas tem uns 10 km disso, o que ajuda muito). Passei no Parque Rodó e atalhei pela Avenida Sarmiento para não precisar fazer uma volta pela Punta Carretas e segui pela Rambla (acabei não vendo o letreiro de Montevideo, que renderia uma bela foto). Depois da metade do caminho você pega a Av. Giannttasio, uma rodovia com acostamento ótimo algumas partes e ruim em outras. Parei em uma “marmoleria” para perguntar onde era a cidade, a cliente me informou que era uns 5 km dali, segui, chegando lá, adivinha? Meu hostel era longe do centro, em Fortin de Santa Rosa, exatamente onde tinha parado para perguntar! 10 km à parte, voltei e acabei tendo uma noticia boa: como o hostel estava fechado no inverno, o atendente me hospedou na cabana pelo mesmo preço. O hostel era muito legal, estilo rancho americano, dá pra ver o mar de lá, tem piscinas, La Ponderosa o nome, aconselho (foto). Não entrei na cidade, então não tenho condições de opinar. 3º dia: Atlantida – Piriápolis (55 km) Me preparei para um dia pesado, passei na Aguia (construção em forma de águia, ficava do ladinho do hostel – foto) peguei a ruta Interbalneária 1B e depois a ruta 10, cansei um pouco, mas cheguei pelas 16h. E valeu: que cidade maravilhosa! Simples, pôr do sol lindo, tem um morros para subir, mas quis me poupar. Fiquei no Hostel de Los Colores, bem bom, limpo, grande, tinha até videogame (um Play 2, mas tá valendo para ver um filme). Não consegui explorar muito, era muito tarde, mas peguei um por do sol espetacular (foto). 4º dia: Piriápolis – Punta del Este (40km) Deixei aquela linda cidade pela manhã pela Rambla Costanera, depois peguei a ruta 10 novamente e no meio da tarde estava em Punta del Este. Achei a cidade bem meia boca, sem graça, fiquei no Hostel del Puerto, bom hostel, então deu para pegar um pôr do sol legal no porto no fim do dia. Nesse dia eu estava um pouco preocupado pois tinha previsão de chuva para o outro dia, e meu próximo destino era La Paloma, mas eu não sabia se dava para passar pelo litoral na parte da Laguna de Rocha. Então teria de fazer mais de 120 km em um dia contornando a laguna, como não achei nenhum hostel nas cidades do percurso, a barraca estava ali para me dar um lar na fria noite uruguaia (e, segundo a previsão do tempo, chuvosa noite). Mas foi então que surgiu ele, o anjo, o salvador, o mestre dos mestres: Aníbal! Explico: Só tinha eu e ele no quarto do hostel ( e mais 3 brasileiros, no total, hospedados). Comecei a conversar com ele sobre a possibilidade de passar de bike pela laguna, pois ele era uruguaio. Eis que ele me dá uma boa noticia: ele tinha uma casa de inverno em Laguna Garzón, bem no meio do caminho. Nos primeiros 15 minutos de conversa ele já me ofereceu para acampar lá, depois de mais 10, ele simplesmente me ofereceu a chave de sua casa! Não é de se emocionar? Eu aceitei é claro, e fiz até a janta pro cara! 5º dia: Punta del este – Laguna Garzon (35 km) Esse dia me senti cansado. Deve ter sido pelo fato de eu ter marcado de encontrar o Aníbal em sua casa as 12h, e ter saído quase 10h de Punta del Este! Foi puxado, e tinha muita subida. Sorte que ele me encontrou no meio do caminho e recolheu minha bagagem. O trecho foi todo pela ruta 10, uma rodovia com pouco acostamento, bem perto do litoral. Ele morava no El Caracol, na beira da Laguna Garzón (onde tirei a tarde para ler o livro que ele escreveu e me deu – foto). Casinha bem simples, onde dormi na companhia de morcegos (dentro de casa mesmo), mas tava valendo! Ele me recebeu, e deixou a laguna em direção à Montevideo e me deixou na casa. Dormi mais um menos, os morcegos insistiam em defecar em mim, mas dormi! 6º dia: Laguna Garzón – La Paloma (45km) Foi um trecho bem legal, estrada de chão até a ruta 9, quando então em um sobe desce até rocha, e depois o trecho é perfeito para cicilismo! Nesse dia senti que estava mais forte, fiz o trecho em umas 2h30 min. La Paloma é uma cidade que não gostei, achei pouca estrutura, choveu e não consegui fazer nada. Fiquei no hostel Ibirapita, um dos poucos da cidade, bem mais ou menos, cozinha minúscula, mas o quarto é grande. O bom foi conhecer o Vandré e o Tiago, cicilistas que participam do projeto “Sobre Rodas” (procure no Facebook, foto do perfil anexa, e siga lá!) Eles saíram de Brasilia, vão até Montevideo, e depois até o Alasca! Achei que minha trip sofreu uma desvalorizada depois de saber disso... 7º dia: La Paloma – Cabo Polônio (40 km) Trecho muito tranquilo também, pela Ruta 10. Sem muito acostamento, mas pouco movimento e muito plano, deu pra manter um giro bom. Cabo polônio é um povoado cercado por areia, só se acesso por um caminhão 4x4. Os guris do Sobre Rodas passaram as dunas a pé, mas não aconselharam. Como eram somente 200 pesos ida e volta (uns 24 reais), deixei minha bike em uma sala privada que a moça da recepção da estação do caminhão me disponibilizou (cobrou, é claro, 70 pesos, achei barato e aceitei, não quis correr o risco, mas dava pra deixar amarrada no estacionamento, a estação tem uma estação boa, e o parque é mantido pelo governo nacional). Ali foi útil o mochilão, pois pus nas costas e consegui carregar os alforjes cheios. O cabo é sensacional, tem lobos marinhos em toda a costa, atmosfera maravilhosa! Fiquei no hostel Viejo Lobo, bom para as condições do cabo, com água quente e wi-fi! Mas um brasileiro que estava lá me disse que o Lobo, administrado por um brasileiro, era melhor, e de fora parecia mesmo. 8º dia: Cabo Polônio – Punta del Diablo (50 km) Esse trecho, pela ruta 10 e depois pela 9, tem um pouco mais de subidas, e achei mais monótono (talvez pelo fato de já estar em clima de despedida). Em Punta del Diablo fiquei no Hostel de la Viuda (top! Grande, limpo, pátio com churrasqueira, forno, cabana de jogos, cervejas e vinhos para vender, cozinha enorme). A cidade é pacata, fui até o farol na esperança de ver as baleias, só consegui a escuridão do retorno e me perder nas dunas. Mas o cenário das dunas é legal (vide foto). 9º dia: Punta del Diablo – Chuy (40 km) Saí de Punta del Diablo, passei no parque Santa Tereza, é logo depois. Dei muita sorte, como em toda a viagem, pois o parque só abria na Quarta-feira, e sim, eu nem sabia disso, e era Quarta. O parque é legal, vale dar uma conferida no mirador de aves e na Fortaleza de Santa Tereza (fotos). O trecho final foi tranquilo, mas monótono. Cheguei em Chuy no meio da tarde, comi um “pancho” na barraquinha da esquina do Free Shop Neutral e aguardei minha namorada chegar de carro para me buscar. Era o fim da trip! Quando já comemorava e lamentava (ao mesmo tempo, isso mesmo), percebi que meu bagageiro havia quebrado! Realmente estava ouvindo um barulho estranho no ultimo trecho, acredito que ocorreu neste ultimo dia. Mas não me prejudicou. Como eu já disse, a sorte estava comigo. Resultado: 1 tombo (inofensivo), nenhum pneu furado, nenhum problema mecânico, nenhum dia com chuva durante o trajeto (ô sorte), somente a sensação de ter feito uma viagem única e a vontade de repetir! Qualquer duvida peço que postem por aqui mas me avisem por e-mail: [email protected]!
  8. Fala galera mochileira! Estou aqui para falar um pouco da trip por mim realizada pelas 2 ilhas da Nova Zelândia no periodo de 18/02/2015 a 14/03/2015. Fui com a Kiwi Experience (KE), uma espécie de excursão guiada, mas também flexível, pois te largam numa cidade e você pode ficar mais tempo além do que prevê o passe, só agendar com o guia. Fui com eles porque o passe estava em promoção por 549 dólares neozalendeses, e se o fizesse de onibus de linha calculei que daria o dobro. No final foi bom, pois como fui sozinho e com intenção de melhorar o inglês, fiz boas amizades e falei e escutei (principalmente) muito o idioma estrangeiro. Ficamos em hosteis que custavam em torno de $30, a empresa garante até 4 dias em cada hostel. Vou comentar abaixo um pouco de cada cidade, pois muitas são do interior e acabam sendo destinos exclusivos da Kiwi Experience, portanto desconhecidos, porém mais baratos e interessantes. No final vou deixar algumas dicas gerais para quem for para lá. Auckland Desembarcando no aeroporto, o aeroporto é pequeno mas te atendem bem e apresar de muita gente desembarcando, o serviço é eficiente (igual ao Brasil, SQN!), o fiscal da alfândega até brincou comigo por ser brasileiro (as velhas piadinhas de sempre, mas servem para se sentir a vontade).eles possuem um serviço de translado da AirBus Express, você compra um bilhete de ida e volta por $32 e só ida por $18, o ônibus te pega no aeroporto e te deixa em vários pontos na Queen Street (principal rua de lá, eixo para quase todos deslocamentos). Fiquei no Hostel Attic Backpackers, hsotel bom, mas confuso para entrar. No segundo dia fui pro Hostel da YHA, achei bem melhor e peguei Wi-fi free. Fiquei 3 dias aqui, fui no Albert Park, um parque mais central e menor (gostei), outro dia no Auckland Domain (parque bem maior e mais distante, onde tem o museu das armas, mas não entrei porque eram $25, só passiei pelos jardins. Dá pra ir a pé do centro até esse ultimo, mas leva uns 30 minutos. Tem o museu de arte perto do Albert Park, é interesssante e free, mas nada de mais.Gostei muito da cidade e arrisco dizer que foi a cidade onde me senti mais acolhido. Hot Water Beach No 1º dia da Trip com a Kiwi Experience, fomos para essa cidade, onde tem uma praia que é perto do vulcão e portanto pode-se fazer buracos na areia e relaxar na água quente. Tome cuidado para não se queimar, e fica a dica para levar um balde para pegar agua fria do mar. O passeio é free e interessante. Depois fiz kaiak até Catedral Coves, $75, o local é bonito e passamos por golfinhos um bom tempo, mas pode-se ir até la a pé por trilha, de graça. Waitmo Fiz o Black Labirinth pela empresa Black Water Rafting, é um chubbing (rafting com boias individuais tipo camara de caminhão, você atravessa as cavernas com o grupo pela agua e enxerga os Glowworms (vermes que brilham): sensacional! Uma das melhores atividades da Nova Zelandia! $105 dolares para quem é da KE. Rotorua Na ida para Rotorua paramos no Hobitton Movie Set, o set de gravações da cidades dos Hobbits do Filme Senhor dos Aneis e O Hobbit, sensacional! Para quem gosta dos filmes/livros, é um sonho! Rotorua é uma cidade fedorenta por causa da atividade sísmica e consequente enxofre no ar, mas gostei da cidade. Passeamos em alguns parques da cidade para ver os pontos de borbulha (agua ou ar saindo quente de baixo da terra). Aqui tem a possibilidade de ir ao Tamaki Maori Village, uma reacriação das aldeias maioris. Não fui pela grana, mas pessoal gostou. Taupo Na ida para Taupo paramos para fazer o Zorbing, que é a descida em umas bolhas de plastico com você dentro. É bem local, e custa somente $40 para KE. Também paramos nas Huka Falls, umas quedas de águas bem azuis, é muito bonito, vale a pena, pois é free! Taupo é uma cidade legal a beira do lago Taupo, fizemos o Tongariro Alphine Crossing, um trekking pelo Tongariro National Park, onde subimos o monte Ngauruhoe. Uma caminhada de 8h, 17km mas que foram reduzidas a 6, com paradas, porque eu e meu amigo francês achamos que não valia a pena ir até o topo da cratera, então descemos a trilha mais simples. Mas acredite, mesmo assim não foi nada moleza e as vistas são incriveis. Valeu a pena!A trilha acredito que seja de graça, ou baixo custo, porque pagamos o transfer (acredito que por $65) e não sei se tava incluso. River Valley É uma cidadezinha que fica entre vales. Ficamos num hostel bem pequeno, no meio do nada, ao lado de um rio, River Valley Lodge. Sem internet nem televisao, mas cerveja boa, quadras de vólei e atrações gratuitas (e outras pagas) ao ar livre. Bom pra relaxar. Wellington Atual capital, cidade grande e legal (todas são!!). Visitei o museu Te Papa, e vale a pena, enorme custo-beneficio! De graça, tem 4 andares, bem grande, tem historia natural, artes, historia maori, entre outras. Tem até um corpo de um polvo gigante! Não vi mais nada de interessante lá além dos pubs à noite. Kaiteriteri Atravessamos o estreito entre as duas ilhas por Ferry (acredito que $55), local muito bonito, os Malborough Sounds. Fomos para Kaiteriteri, uma cidadezinha de praia. Local bonito, mas nada de mais. È próxima ao Abel Tasman Park, um dos parques mais bonitos da NZ. Não visitei, porque o Kaiaque que programei não rolou, e fiquei na mão, mas pode-se ir até lá de Aqua taxi. Westport Outra cidade de praia, nada de mais. Não vale a pena se não for com a KE (fizemos uma noite fogueira na praia que valeu a estadia) Lake Mahinapua Cidade bem pequeno, perto de um lago de águas escuros, agua morna, e do litoral, com um mar de aguas bem revoltas. Também não vale a pena sem a KE (fizemos uma festa a fantasia que valeu). Franz Josef Cidade do glacial de mesmo nome, bem interessante. Você pode subir em cima do glacial de helicóptero e fazer um tour no gelo. É caro, em torno de $300. Também pode chegar perto do glacial por trilhas. Eu optei pelo segunda opção, mas fiz uma trilha que não está na maioria dos mapas, a Roberto Point Track, recomendado por uma senhora que acredito ser guia. Mas acreditem, não é uma trilha facil. Ingrime, longa (10 km), úmida e portanto, perigosa (3 pessoas morreram lá em 2010 e 2011 segunda a placa lá), tem que ter bom preparo e equipamento. Eu mesmo cai e me machuquei. O glacial não é tao bonito quantos alguns que encontrei na Argentina, portanto há de se ponderar se vale a pena pagar caro para subir no gelo. Pode-se fazer um passeio de caiaque no lago local também. Wanaka Cidade bem massa, uma das minhas preferidas. Litorânea, pequena mas um pouco movimentada. Tem o Puzzling World, um parque de atrações ilusionistas, inclusive o primeiro labirinto de madeira do mundo. Bem interessante e acho que custou $40. Saindo de Wanaka visitamos o Lake Matheson pela manhã, oportunidade muito interessante de ver o reflexo do Mount Cook no lago, momento perfeito para boas fotografias. Queenstown Cidade amada por todos os turistas, muitos deles elegendo-a a preferida, capital nacional dos esportes radicais, mas do meu ponto de vista é parecida com Wanaka, acrescida dos Bungys. Cidade pequena, apesar de ser uma das maiores da ilha sul, litoranea e bem aconchegante. Uma das que eu fiquei mais tempo. Das opções de bungy Jumps, escolhi o Kawarau Bridge, o primeiro bungy comercial do mundo (segundo os neozelandeses), casa do AJ Hackett. Fiz essa opção porque era minha primeira vez (esse era o menor, 43m), e queria tocar na água durante o salto (é em cima de um rio de aguas azuis e gelidas). Tem a opção do Nevis Bungy (143m) e do Ledge (uns 80m), mas todos são secos. Mas pra mim o pequeno foi mais do que suficiente, tomei um cagaço mas não consegui tocar a água porque era muito leve e o rio estava forte naquele dia. Mas valeu muito a pena! Fiz o Milford Explorer também, um passeio de barco nos Milford sounds, um vale com montanhas e cachoeiras muito bonitos. Achei bonito, mas não é tãão maravilhoso. No caminho tiramos fotos do lago Wakatipu que produz um reflexo perfeito das montanhas. Subi também na montanha onde fica a Skydive Gondola, que permite uma vista da cidade maravilhosa. Fiquei com inveja do pessoal que fazia Mountain Bike na descida, acho que valeria bastante a pena. Lake Tekapo Paramos uma noite no hostel em frente ao Lago Pukaki, uma imensidão azul por causa do reflexo do céu no dia, ocasionado pela água totalmente transparente. Não resisti e fui mergulhar naquela belezura, mas durei só uns minutos, pois a água é gelida! Além disso, é local reconhecido pelo céu estrelado, o que não pude comprovar por causa das nuvens. Vale muito a pena! Christchurch 3º maior cidade do pais, fiquei somente uma noite mas gostei. Cidade foi abalada por um terremoto em 2011, você pode ver isso por causa das obras presentes em toda a cidade. Tem o Hagley Park, 3º maior parque do mundo, visitei e achei bem interessante para o meu cooper realizado. Vale a pena também! Fui caminhando do hostel até o aeroporto (como de praxe no ultimo dia das minhas trips), deu umas 2h, tranquilo, é bem plano e sinalizado. Então voltei a Auckland via avião. Comprei com a Jet Star, paguei uns R$400 (reais!), mas paguei caro porque comprei uma semana antes, na minha sondagem anterior tinha até por R$70. Mas atenção a taxa de bagagem! Paguei $75 (isso mesmo, 75 dolares neozelandeses!) rque minha bagagem tinha 15 kg, mas só porque abandonei minha bolsa de comida no aeroporto, pagaria mais $50 a cada 5kg extras. O bizu é pagar a taxa na hora da ompra da passagem online, dai são $15! Descobri isso somente durante o voo, desabafando com o comissário. Sacanagem! Já em Auckland, comprei um ferry para Waiheke Island por $6 ida e volta (barbada!) e passei o dia lá. Visitei a Palm Beach e a Oneroa Beach, deu umas 5h de caminhada ao todo, mas foi bom. Praias pouco habitadas e agua morna. Bom vão aqui 10 dicas para quem pretende ir pra lá ter a viagem um pouco facilitada! 1 – Compre uma sacola térmica preferencialmente no supermercado Countdotwn ($4, da marca do supermercado) e cozinhe nos hosteis, que normalmente tem cozinhas e geladeiras coletivas. A comida, como tudo lá, é muito cara. 2 – Leve 2 toalhas! Você tem que pagar 8 dolares para lavar e secar as roupas nos hosteis, eles não tem lavanderia de graça nem local para secar as roupas. Vale a pena aguardar juntar bastante roupa para lavar tudo de uma vez só, e toalha molhada fede o quarto e você também! 3 – Compre um chip de celular de lá e um pacote de dados de celular. Não existe wi-fi de graça nos hosteis lá. Eles cobram $4 por cartão de wi-fi diario ou $12 semanal. O semanal é furada porque só funciona nos hosteis de mesma franquia. Então esqueça o Facebook toda hora, baixe o aplicativo localizador de Wi-fi free no celular e vá para as ruas a procura de melhor Wi-fi free! 4- Leve chinelo! Você vai caminhar muito e aquele prazer imenso de ter os pés livres a noite é imensuravel! 5- Não precisa levar um monte de roupa de inverno no verão! Mesmo nos locais mais ao Sul, não é tão frio, e quando for para altitudes vai estar se exercitando, então no maximo um casaco para frio. 6 – Compre um adaptador de tomada logo no aeroporto. Os plugs asiaticos são diferentes dos nossos, então não tem choro, vai ter que gastar $20. 7- Compre atrações no http://www.bookme.co.nz, é um site de promoções, você acha atraçoes por até $1! 8- Sim, é inglês que eles falam! Não se assuste com o inglês rápido e enrolado deles, no inicio é normal. Na verdade no final também. Eles usam muitas girias também. E ai de você de criticar eles! 9- Se você era como eu que sonhava em conhecer Dubai, mas sabe que não tem grana nem vontade de ficar lá muito tempo, vale a pena pegar o voo da Emirates. Fiquei lá uma noite, esperando a conexão, com a hospedagem, visto e transfer por conta da empesa e deu para conhecer um pouco da cidade. Só não esquece que são umas 30h de vôo! 10- Se o seu vôo vai fazer conexão ou até mesmo escala pela Australia, leve seu cartão internacional de vacinação e visto de trânsito. Isso mesmo, mesmo se for só conexão. Aquele maniacos fazem você descer do vôo e fazer todo procedimento de segurança, inclusive são muito chatos com a fiscalização da bagagem. Ninguem avisou do cartão de vacinação antes do embarque e fiquei preocupaço, sorte que foi à toa! Valeu ai! Vale frisar que apesar dos pesares viajar sozinho pela primeira vez para um lugar tão distante foi uma experiência fantástica. Em alguns momentos bate aquela carência, tem aqueles medos de sempre, mas o saldo pessoal é muito grande! Como fiz o relato meio corrido talvez tenha esquecido algumas coisas, qualquer duvida não hesitem em me contatar no Facebook ou mesmo comentar aqui.
  9. dae rafadapt! o link das fotos é esse... me adiciona la https://www.facebook.com/profile.php?id=100002137753814&sk=photos&collection_token=100002137753814%3A2305272732%3A69&set=a.598621690219084.100002137753814&type=3 abraçO!
  10. Dae rapaziada mochileira! Durante o Fevereiro deste ano realizei uma trip que era um sonho antigo: o cone sul da América do Sul. Abaixo segue o itinerário percorridos junto das aventuras, furadas e barbadas dessa trip, que realmente valeu muito a pena! Acabei demorando muito para escrever os relatos, então já me esqueci de muitos valores e impressões, mas acredito que serve para pilhar meus companheiros de mochila. Primeiramente os planos eram Austrália (outro sonho antigo) sozinho, mas a grana apertou e então eu e meu amigo e colega de faculdade, André, como tínhamos ambições aventureiras muito parecidas, mesclamos os roteiros e decidimos pegar a mochila e passar um mês fora. Abaixo segue o itinerário percorrido (não necessariamente o planejado, tivemos de fazer algumas adaptações). A intenção era viajar sem reservar nada, gastar o menos possível, conhecer o máximo e se desse, até tomar uma gelada (o que aconteceu, é claro!). Os países visitados foram, em ordem: BOLIVIA, PERU, CHILE E ARGENTINA. O período foi de 31 dias (para mim, pois meu amigo foi embora no 24º dia e eu segui rumo a Ushuaia) O valor gasto por mim no total foi em torno de R$ 5.000,00. 01/02/14: CAMPO GRANDE/MS Peguei avião (usei milhas Smiles, 5.000) no aeroporto de Porto Alegre às 6:07 com destino a Campo Grande, chegando lá as 9:05. Procurei o hostel Vitória Régia (R$ 40) de moto táxi (R$ 10). O Hostel era um pouco abandonado, mas era de apenas um andar e ventiladores enormes que davam conta do calor da região. Gostei de hostel, fica localizado na “Orla” da cidade, com pista para corrida e quadras de esportes. Meu colega de quarto era o Bruno, um amazonense que estava se mudando para a região e estava a procura de casa. Passei a tarde descansando, à tardinha dei uma volta na “orla” e à noite fui com o Bruno em um barzinho lá mesmo tomar uma cerveja. Gostei da cidade, apesar de conhecer apenas uma pequena parte. 02/02/2014: CORUMBA – MS Encontrei meu amigo André na rodoviária de Campo Grande (ele veio do Paraná via aérea) onde pegamos o ônibus (+- R$ 100) para Corumbá, na fronteira com a Bolívia, para embarque no Trem da Morte no outro dia. Chegando em Corumbá fomos abordados pelo guia da Indiana Tours na rodoviária, com o qual compramos a passagem para o Trem da Morte para o outro dia (melhor classe, pois tinha para o outro dia e o guia não aconselhou pegar o FerroBus que tinha pela manhã: R$ 90 + R$ 20 de comissão) e então fomos ao hotel City (mais ou menos bom), a algumas quadras da rodoviária com a mochila nas costas. À noite passamos no porto da cidade (por sorte era Domingo e estava toda a cidade no ensaio de carnaval) e tomamos um chopp na simpática rua boêmia da cidade (para brindar o inicio da trip!!). ps.: 1-Cidade legal, não se impressione pela paisagem de velho oeste do entorno da rodoviária e, se puder, fique hospedado próximo ao Porto. 2- A moça do hotel nos aterrorizou sobre a possibilidade de assaltos aos turistas “branquinhos”, mas achamos bem tranquila a cidade. 3- No meio da viagem a Corumbá, paramos em Miranda, onde possuem muitas aldeias indígenas, vale a pena comprar um saco de magas delas, compramos e estavam fantásticas! 03/02/2014: PUERTO QUIJARRO-BO/TREM DA MORTE Pela manhã damos mais uma volta na cidade, e como já tínhamos a passagem do trem da morte comprada (às 18h30), atravessamos a fronteira somente pela tarde, bem tranquilo, onde então conhecemos o Gustavo, de Goiás, e o Guilherme (SP) e o Lucas (RJ) (já na estação do Trem da Morte). Juntamos a gangue e partimos a Santa Cruz de La Sierra no “temido” Trem da Morte (um luxo de trem, tirando os videoclipes muito antigos e sem qualidade de imagem, e os bolivianos que roncam pra caramba!!) Ps.: 1 - Os bolivianos roncam pra caramba! (2) 2 - Valeria mais a pena entrar no Peru pelo Acre e só descer, fizemos o trajeto bolivia-peru-bolivia somente porque meu amigo queria muito conhecer o Trem da Morte. 04/02/2014- SANTA CRUZ DE LA SIERRA – BO Chegamos ás 8h em Santa Cruz, damos uma volta no centro com os 3 muleques e fomos parar no restaurante El Ajibe (uma referência à espécie de poço que tem lá), onde fomos superbem atendidos, ganhamos sopa de milho, e suco de amendoim e pêssego ressecado de graça, além de comer algumas comidas típicas bolivianas bem interessantes e bem-feitas. Recomendo o local! Às 17h compramos algumas “soroche pills”, pegamos o ônibus a La paz (150 bols.) e nos despedimos dos guris super gente-boa (que foram rumo o deserto de Uyuni, destino futuro nosso). Este ônibus foi hilário, era bom, mas no meio do caminho, o motorista simplesmente abriu o compartimento de bagagem e colocaram algumas centenas de pintos em caixas junto de nossas bagagens, resultado: os pintos piaram a viagem inteira!! Sem falar na Chola que não roncava, gritava no banco ao lado!! Dormimos pouco mas rimos muito! Impressão: 1 – As cidades longe da capital da Bolívia são totalmente pobres. 2 – Os bolivianos e principalmente as cholas roncam pra caramba! 05/02/2014 – LA PAZ Chegamos em La Paz (acredito que pelas 11h) com chuva, pegamos um táxi (10 bols.) e fomos até Hostel Loki, como estava lotado fomos ao Wild Rover (54 bols. A diária, quarto com 12 pessoas pelo que lembro). Damos uma volta no centro e compramos um casaco clássico de pêlo de alpaca e o passeio de Down Hill até Coroico (pelo que lembro era 350 bols, pela empresa Barro Biking). À noite rolou um Barbecue no hostel e conhecemos as brasileiras Aline (SC) e Lívia (BA), assim como 2 holandeses e um australiano que não me lembro os nomes (até porque nem entendia direito o nome deles). 06/02/2014 – LA PAZ – DOWN HILL ESTRADA DA MORTE A van nos pegou pelas 7h da manhã (furada, não conseguimos pegar o café da manhã, que era somente as 8h30). Na van estava o brasileiro Lucas (MG), e só ele, mas valeu a pena, o cara era muito gente boa e não precisamos aguardar um monte de pessoas chegar. O guia era o Richards, e o passeio é IRADO!!! Um dos melhores programas de toda a viagem. Você começa descendo (numa bike de freio a disco e suspensão) numa friaca que quase congela as mãos (achei mesmo que tivesse congelado, mesmo com luvas) no asfalto, e depois você passa para a estrada da morte (dizem que é a mais perigosa do mundo), no final já é quente. Levamos alguns sustos, furou o pneu da bike do Lucas e eu perdi meus óculos de grau (sim, eu continuei andando mesmo cegueta), mas valeu muito a pena! A noite rolou uma festa muito louca no hostel, um australiano maluco até pelado em cima da bancada ficou! kkkkk ps: Negocie o valor dos passeios na Bolívia, a concorrência é grande! 07/02/2014 – COPACABANA/ISLA DEL SOL Às 7h saímos de La Paz com destino a Copacabana por uma van contratada na Barro Biking (+- 120 bols.) pois era o mesmo preço do busão e pegava no hostel. Passamos por San Pedro de Tiquina, onde se faz uma travessia por balsa até o outro lado do Lago Titicaca, chegamos às 11h em Copacabana e às 13h30 pegamos um barco para a parte norte da Isla del Sol. Conhecemos uma galera chilena no barco, sendo que deles, um casal ficou conosco no mesmo hostel na Ilha. Eram o Victor e a Catalina, casal sensacional!!! Além da amizade deles, adquirimos também queimaduras em todo o rosto por causa do forte sol no trajeto de barco, e passamos “descascando” durante 1 semana. Passamos a noite no hostel (25 bols.) aguardando amanhecer para fazer uma trilha na Ilha. Ps: 1- Não compre o artesanato que aquelas pequenas quéchuas ficam insistindo para vender, vale muito mais a pena comprar em La Paz. 2- Leve roupa para frio, a ilha não tem nenhum conforto, sequer banho quente e o vento é bem gelado (mesmo no verão). 08/02/2014 – ILHA DO SOL Acordamos às 6h, desenrolamos um café da manhã com um dos moradores da ilha (banana, pão com ovo e margarida e chá de coca – tudo que precisávamos para o que nos esperava – por um preço justo de 20 bolivianos) e partimos em direção a parte sul da ilha. Bom, aí foi “indiada”, caminhamos por 3 horas subindo e descendo até as “ruínas”, encontramos pouca coisa interessante e tivemos que voltar no sol do meio-dia por mais 3 horas. Resumindo: tirando a grande parceria do casal chileno, não valeu a pena. Às 15:30 pegamos de volta a Copacabana, dessa vez sem ensolação!!! Conseguimos um ônibus (acredito que em torno de 100 bols.) que saía as 16:30 para Cusco (PE). Ps.: Vale a pena fazer a travessia até o outro extremo da ilha e depois pegar barco de retorno, é barato e economiza bastante energia. 09/02/2014 – CUSCO Após fazer a travessia Bolívia – Peru (tranquila), chegamos em Cusco pelas 7h. Pegamos um táxi até a Plaza de Armas (10 soles acredito) e fomos procurar hostel. Decidimos ficar no The Point (não tinha hora para o Check-in – 22 soles a diária) e posso dizer, valeu a pena! Logo de cara conhecemos a brasiliense Letícia e os cariocas Tiago e Henrique. Descansamos, conhecemos as chilenas Javiera, Paulita, Claudia (e outra que esqueci o nome) e fizemos festinha no hostel delas, o Hostel Loki (hostel hiper-requisitado) mas fica na parte alta da cidade. 10/02/2014 – CUSCO Descansamos, damos uma volta na praça de armas, fiquei encantado com a limpeza e organização da cidade (menos o trânsito, caótico como sempre), assim como a beleza dela. Almoçamos no mercado público (muito bom e barato, recomendo!), compramos o passeio de Machu Picchu (U$$ 135) e do Valle Sagrado (100 soles) em uma agência que fica perto das fontes, perto da Plaza de Armas. A noite rolou a tradicional happy hour estendido no hostel. 11/02/2014 – VALLE SAGRADO Saímos pela manhã em uma van, onde conhecemos as israelitas Tamar e Hagar (lindas por sinal, o que eu nunca imaginei), e seguimos primeiramente em direção a Pisac, depois Ollantaytambo, e depois Chinchero. Fiquei admirado com as construções e com a engenharia dos Quéchuas (nem imaginava o quão magnifico seriam as estruturas de Machu Picchu que conheceria 2 dias depois), que, mesmo com arquitetura simples, eram muito funcionais e inteligentes. Chinchero na verdade é somente uma colônia de artesões, onde não compramos muita coisa. A noite nos preparamos para levantar cedo e enfrentar Macchu Pichu no outro dia. 12/02/2014 – AGUAS CALIENTES Saimos as 7:30 na Van em direção a Aguas Calientes, Como tinhamos optado pelo tipo de passeio mais barato, tivemos que penar um pouco. A estrada até a hidrelétrica é muito pior do que a estrada da morte na Bolívia, pior ainda quando o motorista anda muito rápido, está chovendo as curvas são cegas, você não vê se vem alguém na direção oposta. Tudo isso na encosta do temeroso Rio Urubamba. Confesso que foi um dos únicos momentos da viagem que senti medo. E bastante, hehe. A van nos deixa na hidrelétrica e fazemos a tradicional caminhada sobre os trilhos do trem. Caminhada sussa, sem grandes elevações à beira do Urubamba, com belas paisagens. Não vale a pena pegar o caro trem da PeruRail. Chegamos em Aguas calientes (povoado próximo) pela noitinha e pernoitamos (janta e hostel incluído no pacote) para encarar ansiosamente Machu Picchu no outro dia. 13/02/2014 – MACHU PICCHU Acordamos as 4h30, ainda na escuridão, e partimos com o povo todo caminhando com destino a Machu Picchu. A caminhada é árdua, estava chuviscando, são 2h de subida bem íngreme em caminhos em zigue-zague, mas chegamos lá. Já no parque, encontramos o guia e o casal de chilenos Samuel e Catalina (sim, mais uma chilena com este nome), então percorremos Machu Picchu. Primeiramente o guia passou nos templos e principais pontos da cidade histórica, depois libera para visitação libre. Como havíamos comprado a entrada para Huayna Picchu junto do passeio (aconselho a todos assim o fazer, pois somente sobem 200 pessoas por dia, e vale a pena), nos juntamos com os cariocas Tiago e Henrique e encaramos. Foram mais aproximadamente 1h30 de subida na encosta da montanha, com degraus minúsculos, mas a vista da cidade Quéchua, com você quase na altura das nuvens (ao menos é a sensação), é compensador. Ás 16h partimos de volta a Aguas Calientes, jantamos uma pizza, assistimos a goleada do tricolor gaúcho na Libertadores na televisão da pizzaria e pousamos mais uma noite em Aguas Calientes (incluído no pacote também). 14/02/2014 – CUSCO – LA PAZ Voltamos caminhando para hidrelétrica pela manhã, junto do casal de chilenos (sempre parceria para tudo) Samuel e Catalina, então pegamos a Van para Cusco e tivemos a sorte de pegar o busão (acho que eram 90 soles) rumo a La Paz às 21:30. 15/02/2014 – LA PAZ Chegamos em La Paz pelas 14h, comemos algo no marcado público (não é o bicho!) e pegamos o busão rumo a Uyuni pelas 19h (150 bolivianos). Ps.: O trânsito, tando no Peru e quanto na Bolívia é caótico, não sei se poria meu carro lá. Não existe sinal de pisca, o lance é na buzina mesmo. 16/02/2014 – UYUNI Chegamos em Uyuni pelas 7h da manhã, corremos desesperadamente para conseguir passeio no mesmo dia para o salar, e conseguimos (850 bolivianos, incluído o passeio de 3 dias e 2 noite com hospedagem, entrada do parque e translado no terceiro dia para San Pedro do Atacama), na Tiago Tours, empresa que segundo o guia era de brasileiros, mas os 4 carros estavam lotados era de israelenses (eles loucos, elas lindas, para variar). Às 11h saiam os 4x4 com destino ao salar, os israelenses e os 2 brasileiros (nós), apaixonados pelas israelenses. Fumos ao salar, almoçamos o que o guia havia preparado para nós (tradicional tríade “arroz, papas fritas e pollo”), servido no porta-malas mesmo, mas muito bom, vimos o hotel de sal (nada de mais) e depois passamos no cemitério de trens (legalzinho). O motorista era uma figura, o Alejandro, e os companheiros do 4x4 eram os israelenses “Oféc”, “Adeh”, “Eden” e “Leoah”, com os quais nos juntamos a noite para uma violeira. Rolou um stress legal do holandês que queria dormir e da rapaziada israelita que quase virou a noite à base da vodca e do narguilé, em pleno corredor. Os brasileiros tadinhos foram dormir, e depois ainda levam a fama de mal-educados... Ps.1: É bem friozinho á noite lá, e de dia o vento engana, pois o sol é perigoso. 17/02/2014 – UYUNI Neste dia visitamos as lagunas da região, a Laguna Branca, a Pequena e a Verde, muito bonitas, mas estavam bem secas na época. Depois visitamos a famosa região de Sud Lipez, onde tem a “árbol de piedra”, e então entramos no Parque Nacional Eduardo Avaroa (um ventão muito frio), conhecemos a Laguna Vermelha e os flamingos que vivem lá sem intervenção humana. A noite rolou uma janta italiana no hostel que fica dentro do parque, com direito a spaghetti e vinho com os israelenses. Esta noite sem festa no corredor (acredito que tão e somente porque não tinha corredor, se não eles viravam de novo). ps.: Se prepare para não tomar banho nessa trip de 3 dias e conviver com muito pó e sal (ou não tinha chuveiro, ou tinha que pagar e ficar na fila nos hostels). 18/02/2014 – UYUNI – SAN PEDRO DE ATACAMA Acordamos às 4:30, enfrentamos uma friaca do caramba (acredito que uns 5º negativos) para vermos os gêiseres (rapidinho e logo voltar pro carro). Eu achei bem legal, mas teve nego que passou reclamando do frio (viu Xinxa!). Depois fomos até a piscina de águas termais (confesso que resmunguei para entrar, mas valeu a pena, o choque térmico é grande, dá pra queimar os pelinhos da perna, mas depois o difícil mesmo é sair). Eu e o André, doravante Xinxa, pegamos o transfer (incluído no passeio, em outro 4x4) para San Pedro de Atacama, nos despedimos das belas israelitas e da rapaziada, e seguimos rumo a fronteira, que era no meio do deserto. O caminho é bonito, passa-se pelo vulcão Licancabur. Quando entramos no Chile, deu uma sensação de que estávamos entrando em outro mundo, algo mega desenvolvido. Achei que fosse impressão pelo contraste, mas depois percebi que aquele tal de Chile era bonito para caramba mesmo! Em Atacama, já financeiramente fragilizados (meu amigo havia perdido o Travel Money já em Aguas Calientes, e acabei servindo de “instituição financeira particular” para ele), decidimos ficar somente até o fim da tarde, em virtude dos altos preços da cidade. Alugamos bikes (boa pedida!) e enfrentamos o calorão local em prol de conhecer o Vale de La Muerte, que fica a uns 10km da cidade). O trajeto é asfaltado até o vale, mas lá já é arenoso, o que nos impediu de chegar mais além. Pecamos em não locar pranchas de Sandboard, pois o local possuia dunas muito propicias e eu fiquei na enorme vontade de sujar naquelas dunas. Compramos uma passagem no terminal para Calama (cidade maior, de melhor logística), pois não haviam mais ônibus diretos a Santiago naquele dia, às 19h (2500 pesos chilenos, caro!!!). Chegando lá penamos atrás de um hostel por menos de 6.000 pesos, acabamos parando um um hotel (hotel Pia) bem longe do centro, em que a moça no fez a diária por 5.000 cada um, com a condição de sairmos de quarto às 7h (só não contem para o chefe dela!). Ps.: 1 - Levem dinheiro vivo para Atacama, haviam poucos caixas eletrônicos e todos consequentemente tinham fila. 2- Aluguem a prancha de Sandboard na cidade (no Vale de La Muerte não tem nada, só areia e pedra! Dizem que é por isso o nome), e levem nas costas, junto de uma garrafa de água grande! 19/02/2014 – CALAMA – SANTIAGO Pegamos o bus para Santiago pelas 10h30 (30.000 pesos) e viajamos por 22h, consequentemente chegamos lá às 8h do outro dia. Ps,: ônibus ótimo, com comida boa e filme bom a viagem inteira. 20/02/2014 – SANTIAGO Damos uma volta na Plaza de Armas (em reforma), comemos um pancho (na linguagem gaucha/platina, é um cachorro-quente sem molho, só condimento) e compramos um tour por Viña del Mar e Valparaiso no próprio terminal de ônibus da cidade (pacote “universitário, na verdade um desconto que a menina nos deu pela choradeira – $15.000) saindo de Santigo, que saiu às 14h, se não me engano. Passeamos pelas ruas de Valparaiso, com guia no ônibus falando da cidade (bom o tour), subimos um dos elevadores da cidade (a cidade é famosa por estes, pois é cheia de subidas e descidas), e passamos pela praia de Viña del Mar. Na hora do retorno, como tínhamos uma passagem sem data de retorno e não conseguimos o ônibus das 20h pois já estava cheio, acabamos tendo de comprar de outra empresa (mais $5.000), pois a pasagem para Pucon era às 23h em Santiago, e não daria tempo de pegar o das 21h. Tristes pelo prejuízo seguimos a Santiago, onde tivemos que parar no meio do caminho e pegar o metrô porque havia muito congestionamento na entrada da cidade e seria mais rápido (é, o Chile não é perfeito). Foi correria total, rolou bate-boca dos amigos mochileiros (nós), quase perdemos ônibus que custava $19.800 (10h de viagem, saía as 23h) (isso seria tragédia total), mas no final o ônibus atrasou e deu tudo certo. Depois da tempestade viria a bonança, e que bonança! Mal sabíamos que o que viria pela frente revigoraria nossas energias e melhoraria como nunca nossos ânimos. 21/02/2014 – PUCON Chegando na rodoviária, ficamos maravilhados com a beleza da cidade, bem pitoresca, uma típica cidadezinha de colonização europeia. Logo fomos abordados por um senhor oferecendo hostel, ficamos meio assim (eu sempre desconfio quando a oferta é muito insistente), aceitamos dar uma olhada no local, e nos demos bem. Era o hostel Bravo Pucón, ficava a uns 20 min a pé da rodoviária, uns 45 do centro, mas é uma cabaninha de madeira, quartos com somente 3 pessoas, tem bikes de graça e é administrado pelo próprio dono, uma figuraça, o Lalo. Custava $8.000 a diária. Aproveitamos as bikes de graça (não eram grande coisa, mas de graça...) e fomos dar uma volta na cidade na Playa Grande, uma prainha de areias negras na beira das montanhas, tava bem cheia (sexta-feira) e muito bonita. Valeu a pena o passeio. Fomos até uma outra praia pequeninha a beira do Villariica, esta era muito longe e não valeu a pena. A tardinha compramos o passeio de subida ao Vulcão Villarica (desejo antigo nosso) com o próprio dono do hostel ($35.000), que seria realizado no outro dia. A noite fomos dormir cedo porque no outro dia encararíamos o Villarica pela manhã. Vale a pena lembrar que conhecemos um casal de chilenos e outro de alemães, pessoal muito legal, para variar. ps.: A cidade é bem cara, pois bem requintada, então se você é mochileiro-mendigo como nós, contente-se com uma hospedagem nesse preço. 2- A cidade é conhecida pelos raftings de alto nível, não fizemos por causa da grana, mas acredito que valha muito a pena. 3- O casal de alemães estava “morando” no hostel a quase 1 mês, de tão apaixonados pelo local que estavam, uma boa opção de lazer para quem quer relaxar. 22/02/2014 – VULCAO VILLARICA A van nos pegou as 7h no hostel e nos levou no QG da empresa. Apesar da insistência, não conseguimos descolar (literalmente) a bandeira do Brasil que estava lá para fins de atar no topo do vulcão, então levamos uma bandeira chilena mesmo (ideia do Xinxa, repudiada por mim, hehe). Na Andesmar turismo, eles, nos deram equipamento (capacete, luvas, calcas, casaco, snowpick e material para o esquibunda) e nos levaram de van até um ponto do parque, na base da montanha, onde podíamos escolher por subir uma parte de teleférico ($8.000) ou ir a pé (1h). Os quebrados escolheram a opção mais difícil (e como) e mais barata, é claro. Mas olha, é judiado! È a parte mais ingrime e depois nos aguardaria mais umas 4h de subida. Junto conosco foi um casal de australianos mão-de-vaca e um guia. Subíamos uns 30 min e parávamos para um lanche ou água. Teve um momento que teve uma mini-avalanche de pedras, foi um pouco assustador, mas deu tudo certo. Caminhamos no total 3h na pedra e mais 2h no gelo (com crampones, que você recebe da empresa e que estava na mochila). O brabo foi que a amiga australiano cansou quando começou o gelo, e o tempo estava começando a mudar. A tadinha não quis arregar, brigou com o guia, mas deu o gás chegou um pouco depois lá em cima acompanhada de outro guia. Não vou negar que depois da Ilha do Sol, Machu Picchu, Huayna Picchu e o Vale de La Muerte eu já estava bem cansado e quase arreguei também. Mas o incentivo do Xinxa me ajudou a não passar vergonha (depois descobri que ele estava tão cansado quanto eu, mas usou a estratégia do pensamento positivo). Ficamos aprox. 45 minutos no topo e a descida foi de esquibunda em uns “tobogãs” que eles abriram no gelo (não sei até hoje como), e isso foi irado! Você usava um plástico e uma proteção na bunda e pegava uma baita velocidade! Em 2h estávamos no ponto de encontro para o retorno, pelas 16h30. Pegamos e van e nos deixaram no hostel. A noite jantamos com o pessoal do hostel (com direito a “Piscola” (pisco com coca-cola) por conta do Lalo. ps.1: Se você tiver um pouco de grana, suba de teleférico aquela primeira horinha, vai fazer diferença depois. 23/02/2014 – PUCON – SAN MATIN DE LOS ANDES – BARILOCHE Ás 10h30 pegamos o ônibus para San Martin de Los Andes ($ 12.000) para ir a Bariloche, pois achamos as passagens no Chile muito caras e acreditamos na crise dos hermanos. Acertamos em parte. Chegamos lá ás 15h e então nos damos conta de que era Domingo, e por consequência as poucas casas de câmbio da cidade estavam fechadas. Conseguimos facilmente trocar dólares em um bar, mas a cotação não foi a esperada. Passamos a tarde na beira da pequena praia (de rio, é claro) da cidade, contemplando mais uma das lindas cidades da região. Às 19h45 pegamos um bus para Bariloche (122 pesos argentinos). Ele já não seguia os padrões chilenos de qualidade e pra piorar estragou no meio do caminho, sorte que logo veio outro ônibus para nos levar a capital sul-americana do esqui. Chegamos pelas 23h, e como estávamos quebrados e pretendíamos viajar logo na manhã do dia seguinte, resolvemos dormir na rodoviária. Indiada! A rodovíária fechou e ficou deserta à noite, sorte que tinha um hall entre a parte interna e externa com luz, onde deitamos e dormimos por ali mesmo em cima de papelões , acompanhados de um rapaz, um senhor e uma senhora (que se negou a deitar e passou a noite dormindo sentada mesmo). Me senti um mendigo e passei muito frio (deixei meu saco de dormir lá na Bolívia), mas hoje lembrando me orgulho da façanha de mochileiro de verdade (ou quase isso). ps1.: É facil trocar dólares por pesos argentinos, pois atualmente há um embargo para a entrada de moeda americana no país, então em virtude da demanda ele se valorizou no comércio paralelo. 24/02/2014 – BARILOCHE Acordados pelos funcionários da rodoviária, fomos em busca das passagens para El Calafate (eu) e para Buenos Aires (Xinxa). Era o dia da separação dos mochileiros. Além das dores nas costas, e da tristeza da despedida, ainda tivemos que lidar com a decepção de não haver mais passagens para o único ônibus para El Calafate da manhã (9h) e de não haver operação do trem que ia a Viedna cujo trajeto levaria o Xinxa a Buenos Aires. Damos uma volta no centro da cidade, e comprei uma passagem de ônibus para El Calafate($1270) para às 20h e o Xinxa comprou para Buenos Aires (acho que em torno de $500) para às 15h. Tivemos uma decepção com o câmbio do dólar, esperávamos trocar 1U$$ por 14 argetinos, o Xinxa só conseguiu 11. Eu tinha pesos chilenos, e consegui na própria loja da rodoviária uma ótima cotação (se não me engano, 17 argentinos por cada 10.000 chilenos), o que não consegui em qualquer outro lugar. Nos despedimos e eu fiquei la no rodô vegetando por 5 horas, aproveitei o sol forte para estender minhas roupas úmidas desde Pucón, que o Lalo tinha lavado pra mim (lembram dele? Fez de graça!) na cerca, e conversar com um canadense que viajava a América inteira de moto. 25/02/2014 – BARILOCHE – EL CALAFATE Viajei durante todo o dia em um ônibus bem piorzinho do que eu estava acostumado. O ar-condicionado não tinha gás e o cobrador não teve o que fazer, ficamos no calorão mesmo (sim, mesmo na patagônia é quente esta época no sol). Conheci o Stênio, um paulistano gente boa que estava fazendo um roteiro de viagem praticamente igual ao nosso e ia pra Ushuaia também. Cheguei em El Calafate às 23h30 e fui junto com o Stênio ao Hostel America del Sur (tinha reservado – aprox. $140 a diária). Não tinha vaga para ele e ficou em um pertinho. Tomei uma ceva (Brahma!) alone e fui dormir. Ps1: o hostel é ótimo para descansar, quase um hotel, quarto com somente 4 camas (beliche) e banheiro privativo, mas não curti porque queria agito! 26/02/2014 – EL CALAFATE Me empanturrei no café da manhã, reservei um passeio para as 13h para os glaciares ($ 200), peguei minha mochila de ataque e fui dar um rolé na cidade. Dei uma volta no Lago argentino (dá pra ir até o meio por umas restingas, onde tem berçário de águias e tal, muito legal), acompanhado por um vira-lata que insistia em entrar na água e se secar em mim. Era o Bob (eu que inventei, mas ele respondia). Pelas 13h fui pra rodo (meio difícil de achar, sem sinalização) e chegando no ônibus para o passeio, imagina quem encontro: o Stenio! Chegamos no parque dos glaciares às 14h30, pagamos a entrada para brasileiros ($90 – viva o Mercosul! - para os outros era 120). Entrando no parque optamos por fazer um passeio de barco ($120 – opcional, achei que não valeu a pena, eles dizem que chega muito perto, aprox. 300 metros, mas das passarelas a visão é até mais legal) e depois eles nos pegaram para levar até as passarelas, onde ficamos até as 19h observando os glaciares. Tem diferentes tipos de passarelas, como tinhamos tempo, fizemos todas. É muito boa atmosfera, ficam caindo icebergs o tempo todo e você houve os estrondos e acompanha as quedas. Às 19h30 nos levaram pra rodô e voltamos pro hostel, fui dormir cedo porque tinha comprado passagem para as 3h da manhã para Ushuaia. ps.: Leve um casaco corta-vento neste passeio, porque engana. Por mais quente que estivesse o ambiente, principalmente se vai fazer o passeio de barco, o vento é bem frio. 27/02/2014 – EL CALAFATE – USHUAIA Peguei o busão ($ 770) às 3h (fui a pé mesmo na madruga, com o mochilão nas costas até o rodoviária, deu uns 20 minutos, tranquilaço), viajei junto com o Stênio, chegamos às 21h30 em Ushuaia. Não tem rodoviária em Ushuaia, então nos deixaram no centro e caminhei até o hostel que tinha reservado (Antartica Hostel - $140 a diária). De cara já vi uns rostos brazucas e não me aguentei: fiz amizade com 3 paulistas no lounge: o casal Fernando e Raquel e a Juliana. Eu estava com a grana contadinha para um passeio baratinho ($300) e mais a grana da passagem de Buenos Aires ao Brasil ($500), mas quando a Raquel me mostrou os vídeos dela na Isla Martillo (Ilha dos pinguins), me emocionei tanto que decidi fazer também e apostar na sorte para voltar pro BR. Acontece que somente uma empresa lá tem licença para descer na Ilha onde estão os pinguins, o resto só passa de barco, e para isso elas cobram o dobro das outras ($800). Mas eu estava decidido, ir pra Ushuaia e não chegar perto de pinguins era passível (e provável) de arrependimento posterior, e não queria morrer com esta angústia. Tomei uma Quilmes e combinei com a Juliana de sair para comprar os passeios no outro dia (ele tinha recém chegado no fim do mundo também, já o casal já estava nos ultimos dias de passeio). Ps1: gostei muito do Hostel, o administrador é o Gabriel, um gurizão figuraça, que aprendeu a gíria “perdeu playboy” e usava para tudo com os brasileiros, era muito engraçado! Sem falar que ele torcia pro Newel´s Old Boys, time argentino que encararia o meu Grêmio na outra semana pela Libertadores e rolou a típica provocação argentina. Ps2: No hostel tem free food, que é a gaveta da geladeira onde o administrador põe a comida que os hospedes deixam lá e qualquer um pode pegar, foi meu item de sobrevivência. 28/02/2014 – USHUAIA Pela manhã conhecemos o Gustavo, por coincidência de Santos, como a Juliana, e que por sinal eram vizinhos e não sabiam! (poxa, muita coincidência no fim do mundo!), Falando em coincidência, o Fernando e a Raquel eram amigos de um rapaz de Santa Maria, a cidade onde eu moro!! O Gustavo já se pilhou de ir buscar passeio conosco. Tiramos a tradicional foto na placa “fim do mundo” no porto da cidade e compramos o passeio dos pinguins (e não adiantou chorar desconto, nem percam seu tempo, é monopólio e já era...). Eu tive que comprar pro dia seguinte (sábado) e o Gustavo e a Jú compraram para domingo porque nesse dia englobava mais atrações por um preço bom, só que Domingo eu já ia embora. Para variar encontrei o Stênio lá também! Tinhamos a tarde livre, e eu como não tinha mais um centavo de argentino para gastar ia ficar por ali mesmo, mas dai os santistas queridos insistiram para eu ir com eles no Cerro Martial, que eles pagariam o taxi e a entrada era gratuito, e eu fui né (fazer o que, hehe). Deu $65 de taxi ida e volta, e valeu a pena. Você sobe por umas 2h por paisagens muito lindas, parecem os Alpes, e lá em cima tem gelo. Os malucos aqui não se aguentaram e desceram de esquibunda na volta (na calça jeans mesmo, que se dane a umidade!), foi engraçado e irado! À noite comemos uma pizza e comemoramos o niver da Raquel, com direito a champanhe! 01/02/2014 – USHUAIA Pela manhã damos uma volta na orla da cidaDe (muito bonita, com montanhas nevadas ao fundo) e nas praças, onde se encontram muitos monumentos em homenagem aos soldados que lutaram nas Ilhas Malvinas (um massacre totalmente deslegitimado dos ingleses em cima dos argentinos, resumindo). À tarde eu fui para o passeio dos pinguins. Eles te levam de van até um museu de animais marinhos, onde tem ossadas e a bióloga explica um monte de coisa (em inglês ou espanhol) sobre as espécies de animais marinhos que vivem na região e possuem ossadas para visitação. Depois te levam até o Rancho , para o qual você para $80 (antecipado, junto do passeio) e eles te levam de barco até a ilha. A ilha, apesar de ter um gélido vento constante (mesmo no verão), é um santuário natural dos pinguins de Magalhães, muito massa. Dei sorte que tinha 2 Pinguins-rei perdidos na Ilha (perdidos mesmo, nem o guia soube explicar porque estavam ali, sendo que são originários da Antártida). Você chega a poucos centímetros deles (apesar da recomendação do guia de manter uma distância de 2 a 3 metros, pois eles são perigosos!!!) e fica lá por 1 hora. Adorei mas confesso que depois de 1 hora de frio, já estava louco para cair fora da ilha. Então eles nos levaram de volta ao rancho e depois passamos para ver na estrada umas arvores que estavam deformadas (deitadas) pela ação do forte vento. Então voltamos para o centro de Ushuaia e à noite tomamos umas cervejas com uns suiços gente boa no hostel, por conta do Gabriel (administrador igualmente gente boa). 02/03/2014 – USHUAIA – BUENOS AIRES Chegou o triste dia da despedida. Havia comprado passagens pela Aerolineas Argentinas (lá mesmo na beira do porto tem uma agência) com saída às 9h50 min, para Buenos Aires, por R$ 859,00 (via internet, 3 dias antes). Tomei café da manhã com a Jú e o Gustavo (a Raquel e o Fernando já tinham ido embora outro dia) e me aventurei a pé até o aeroporto, e não me arrependi. Deu 1h15 de caminhada rápida, clima bom e sem muitas elevações. O aeroporto é bem pequeninho, mas aconchegante. Em 3h de voo estava de volta ao clima pampeano (o mesmo do RS, do qual não possuia nenhuma saudade!), na bela Buenos Aires. Como estava financeiramente debilitado (e como!) resmunguei muito ao saber que o metrô era longe do aeroporto. Peguei um taxi (acredito que era $15) até a estação mais próxima e fui até a estação perto da casa rosada. Era feriado e estava apenas com pesos chilenos (nunca faça isso!), então tive dificuldade de trocar (na Rua Florida) e ainda consegui péssima cotação (saudade da lojinha da rodô de Bariloche!). Comprei a passagem de ônibus na estação rodoviária para Passo de Los Libres ($420) e dei uma volta na praça onde fica a Casa Rosada e no Obelisco para tirar ao menos as fotos clássicas (tudo via metrô). Exausto, dei uma cochilada ali no chão daquela praça mesmo, sob os olhares curiosos dos turistas (a maioria brasileiro). Acho que meu ônibus partiu às 8h e chegou às 7h do outro dia em Libres. ps.: O metrô é muito bom, dividido em 4 linhas (cada uma tem uma cor), custa $3,50 e super bem sinalizado. 03/03/2014 – PASSO DE LOS LIBRES/URUGUAIANA Em Libres, peguei um busão da rodô até a fronteira, sob orientação de uma velhinha simpática, e fiz a travessia alfandegária. A fronteira é delimitada pelo Rio da Prata e você só pode ultrapassar a fronteira de carro. Péssima notícia, mendiguei carona com um taxista pelo resto de pesos argentinos que tinha na carteira e ele me deixou no centro. Chegando lá, mais uma péssima notícia: era feriado de Carnaval e as casas de câmbio estavam fechadas. Detalhe: só tinha pesos chilenos. Bati perna para trocar, mas não consegui sequer uma cotação mediana com os lojistas e taxistas, então decidi limpar meu Travel Money. Caminhei até a rodô (6 ou 7 quadras) e comprei passagem para às 13h30, destino Santa Maria (minha cidade!). Tentei dormir nos bancos da rodô mas fui impedido pelo vigilante (fica a dica!). Cheguei em Santa Maria pelas 19h, onde fui recebido pela amigona Juliana, então fomos direto fazer um assado bem gaúcho, porque não podia mais nem pensar em Pollo com Papas Fritas!!! E assim terminou a Trip. Cheguei cansado, semianêmico e pobre, mas tão cheio de histórias, que me sinto até chato quando me pedem para contar o itinerário. Conheci muita gente, fiz boas amizades e percebi o quanto é bom viajar sem reservar nada, descobrir as atrações na hora, bastando ter boa-vontade e disposição. Que a gente se desanima em um dia, mas logo depois encontra atrações para se animar. Que as outras pessoas, principalmente outros mochileiros, são quase sempre muito simpáticos e te agregam muito em uma conversa de bar. Aos que se estão se empolgado a fazer viagem parecida, sugiro enfatizar a região dos lagos argentinos e chilenos, assim como a Bolívia, país barato e cheio de atrações, o que para muitos é desconhecido. Espero que tenha informado e animado ao menos alguns de vocês! Fica aquela dica de quando te disserem que você é louco de fazer uma viagem dessas, você se sinta mais animado e depois mostre as fotos, que esta pessoa com certeza vai querer fazer também! As fotos eu postei no Facebook. Quem tiver interesse é só solicitar que mando o link e adiciono.
  11. Show de bola yuri! Estou em um mochilao, final de fevereiro vou para el calafate e ushuaia, mas o roteiro esta ficando apertado, por isso lhe pergunto: voce conseguiu comprar os passeios em ambas as cidades de um dia para outro? Teve difivuldade? Abraco, parabens pelo passeio!
  12. Pessoal, to me preparando para fazer machu pichu- uyuni - atacama - san tiago - bariloche - ushuaia (resumidamente)... em fevereiro a principio (32 dias)... vcs ja tem roteiro e datas?
  13. Pessoal, to planejando numa trip bem parecida, ta de pe ainda?
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