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spygtba

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  1. Trigésimo dia 04-01-18 De Calama a Paposo Acordei com o sol saindo e o reloginho batendo. Feito o serviço, fui desmontar a barraca para seguir para o litoral pela ruta 1. Eu já tinha passado por esta estrada em 2013, mas não lembrava de quase nada, então pra mim foi novidade, tanto que fui parando em varias oficinas, nome dado a minas de extração de salitre, a ruta 25 tem várias delas todas do inicio do século XX até perto de 1940 e depois abandonadas as cidades e oficinas. Andei por algumas delas e seus cemitérios. Os cemitérios são uma curiosidade a parte, em geral com sepul
  2. Vigésimo nono dia. 03-01-18 De Salar de Ascotan a Calama Mais uma noite gelada, -6 graus dentro da barraca e -13 graus lá fora. Novamente a moto e a barraca congeladas. Como estava acampando na borda de um salar a humidade do ar ainda é alta, logo a sensação e o frio são maiores e pelo segundo dia seguido sou obrigado a fazer o numero 2 com temperatura abaixo de zero. O intestino regulou para as 6 horas da manhã e não tem como segurar e como não tem banheiro no hotel de bilhões de estrelas o jeito é improvisar. Desmontei a barraca e segui para a estrada, tinha 50 km pela frente
  3. Vigésimo oitavo dia 2/01/2018 De Lirima a Salar de Ascotan Como o previsto a noite foi muito fria, marcava -7 graus dentro da barraca pela manhã e fora marcou -13 graus. Estava tudo congelado, a moto, barraca e a água. Tive que esperar descongelar a barraca para poder guarda-la. Não passei frio, mas usei tudo que tinha. Depois de pegar a estrada o gelo ainda ficou no painel da moto por uns 50 km e eu andando com o macacão de pantera e jaqueta. A estrada A97B que liga Colchane a Ollague, até a mina Collahuasi alterna entre asfalt
  4. Vigésimo sétimo dia 1/01/2018 De algum lugar no deserto da Bolivia a Lirima no Chile E 2018 começou e eu estava no meio do deserto da Bolívia sozinho, um jeito estranho de começar o ano, mas eu estava feliz. Foi uma noite tranquila e só me restavam uns 100 km de estrada de chão para chegar ao Chile. Andei até Negrillos, onde abasteci a moto, pois achava que não daria para chegar até a fronteira, paguei 9 bolivianos por litro, mais que o preço pra turista, em uma tienda, mas era o que eu tinha de opção e foram-se todos os meus Bolivianos (dinheiro).
  5. Vigésimo sexto dia. 31/12/2017 - De Sajama a algum lugar no meio do deserto na Bolívia A noite não foi das mais tranquilas, durante a noite tive que levantar para mudar a barraca de lugar. Onde eu tinha montando ela o chão estava muito quente, mesmo com o colchão inflável ainda ficava quente demais, pelo menos uns 60 graus estava o chão. Vi que se apenas mudasse um metro para o lado já ficaria mais frio o chão e fiz isso, mas quando fui la fora ver o chão estava mais frio por conta de que lá fora estava frio e esfriava a camada externa do solo e depois de uma meia hora de eu trocar a
  6. Vigésimo quinto 30/12/2017 De Arica no Chile a Sajama na Bolívia Saindo do camping comecei a subir a cordilheira em direção a Putre e pelo caminho visitei a Pukara de Copaquilla, que é uma fortaleza dos povos pré inca e uma espécie de armazém, Tambo de Zapahuira, com uma mini vila em volta. Pukara de Copaquilla Tambo de Zapahuira O caminho é sinuoso e com asfalto de boa qualidade e o numero de casinhas em homenagem aos que morreram por ali mostram que é bom ter cuidado, pois muit
  7. Vigésimo quarto dia. 29/12/2017 De Mollendo no Peru a Arica no Chile Decidi que iria tentar continuar o meu roteiro, a moto estava boa novamente. O problema dela deve ser o sensor de pressão do ar ou sonda lambda e a parte que quero fazer em altitude agora é na faixa dos 4000 metros e se precisar eu troco a coroa novamente. A ideia é seguir para Tacna e do Chile seguir para a Bolívia, para o nevado Sajama. Andar pela costa do Peru e sempre bom. A cada curva é uma nova e bela paisagem, a carretera Panamericana segue sempre pelo costeando o mar, passando por pequenos vilarejos de
  8. Vigésimo Terceiro dia 29/12/2017 De Imata a Mollendo Deixei a cidadezinha e continuei minha descida para Arequipa, cheguei nas primeiras vilas antes da cidade e parei para fazer uma solda no pezinho da moto, tinha quebrado onde vai a mola, depois fui almoçar e segui até a concessionaria honda. Expliquei o defeito da moto para o chefe dos mecânicos e ele falou que teria que baixar o manual dela para poder trabalhar, que faria vários testes e só poderia mexer no outro dia. Analisei comigo: Se ele vai aprender na moto, isso vai levar bastante tempo e tempo em concessionária é din
  9. Vigésimo segundo dia. 22/12/2017 de Juliaca a Fui montar as coisas na moto e senti a falta de uma sacolinha com os brinquedos que eu tinha comprado em La Paz, pensei ter esquecido na oficina, já que dentro do baú estava a câmera digital que vale mais de R$1.000,00, quem ia roubar só os brinquedos e não a câmera? Como tinha tirado tudo de dentro do bau na oficina achei que pudesse ter esquecido lá. Voltei na oficina e não estava lá, não sei se acharam na oficina e não quiseram entregar ou tinha um ladrão burro no hotel. Decidi tentar chegar em La Rinconada com a moto daquele jei
  10. Vigésimo primeiro dia 27/12/17 de Cuturapi a Juliaca Como previsto a noite choveu e choveu forte e bastante, inclusive granizo fino. A barraca suportou bem e não entrou uma gota. Desmontei o acampamento e segui para Puno, que estava a 120 km. A estrada que vai para Puno é repleta de casinhas em homenagens aos mortos no transito e o modo de condução dos peruanos mostra o porque tem tantas casinhas assim na estrada. Diferente dos bolivianos que dão sinal de luz ou buzinam para indicar uma ultrapassagem, os peruanos forçam as ultrapassagens, não respeitam os outros motoristas e tiram
  11. Vigésimo dia de viagem 24/12/2017 De Peñas na Bolívia a Cuturapi no Peru Dormi por 11 horas seguidas, estava precisando mesmo, a diarreia tinha acabado comigo, mas já estava bem novamente, apenas um comprimido e já estava bom. Fiquei lá deitado por mais uma hora e então comecei a desmontar o acampamento. Comecei a ouvir vozes e quando vejo tinham 5 caras na frente da barraca. Vieram ver o que eu estava fazendo ali. Expliquei, conversamos um pouco sobre minha viagem e sobre o trabalho deles, eram agricultores. Nos despedimos, eles foram embora e eu continuei a desmontar a barraca e a
  12. Décimo nono dia 23/12/2017 De El Alto a Peñas Acordei eram quase 8 horas, fiquei lá fora olhando as montanhas por um tempo e logo depois chega a pessoa responsável pela mineração lá, um senhor de uns 45 anos com sua família, eles são de uma cooperativa mineira que cede lugares em montanhas para que elas possam minerar. Perguntei sobre o que era possível um mineiro ganhar e ele falou que poderia chegar 1000 dolares por semana e que mineravam estanho e prata alí, tudo na base da picareta ainda. Enquanto desmontava minha barraca ele veio com um pão com ovo e um copo de café e enq
  13. Décimo oitavo dia 22/12/2017 de La Paz a El Alto Saí do hotel perto das 11 da manhã e subi para El Alto e então ir para o Cerro Chacaltaya. No ano anterior a avenida que leva ao cerro estava toda em obras, cheia de buracos e desvios e este ano estava terminada, se vê progresso de um ano para o outro em El Alto. Saindo da cidade mais um dos tantos cachorros que correm atrás da moto veio atrás de mim, eu sempre olho pra ele para ver para onde ele esta olhando, geralmente eles fixam o olhar na roda dianteira, mas este estava olhando para a minha perna, esperei ele chegar mais per
  14. Décimo sétimo dia 21/12/2017 - La Paz Este foi um dia de procura novamente por um mecânico que pudesse mexer na injeção, mas antes eu tinha que comprar um litro de álcool e um de gasolina e rodar até acabar a gasolina que tinha no tanque, que estava na reserva, para colocar a mistura do álcool e gasolina para ver se a injeção faria uma leitura correta do combustível e recalibrasse o sistema. Comprei o álcool e a gasolina e fui rodar até acabar a gasolina, rodei 40 km dentro da cidade e quando acabou coloquei a mistura e fui andar, mas a moto continuou igual. Fui até outro mecânic
  15. Décimo sexto dia 20/12/2017 - La Paz A tentar sair do hostel tinha um carro trancando a saída, não era um carro simples, era uma antigo da década de 20 ou 30. Tive que ficar no hostel até as 13 horas e então fui para a oficna indicada por um amigo, chegando lá estava fechada, abria só as 15 horas, Achei um restaurantezinho para almoçar por R$5,00 e voltei pra frente da loja para esperar abrir. Ao abrir coloquei a moto pra dentro e fui ver quem poderia me ajudar. Senti lá uma grande falta de atenção deles pelo cliente, a gente quase tem que implorar pra ser atendido. É a maior repres
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