Ir para conteúdo

marcelo.sobata

Membros
  • Total de itens

    40
  • Registro em

  • Última visita

  • Dias Ganhos

    2

marcelo.sobata venceu a última vez em Junho 20

recebeu vários likes pelo conteúdo postado!

Reputação

29 Excelente

Sobre marcelo.sobata

  • Data de Nascimento 16-07-1994

Últimos Visitantes

O bloco dos últimos visitantes está desativado e não está sendo visualizado por outros usuários.

  1. [DIA 9 - TDP 3: Paine Grande - Cuernos] E vamos ao terceiro dia de Torres del Paine! Hoje o planejamento era: sair do Paine Grande, deixar o mochilão no Italiano, subir os vales Francês e Britânico e andar até o Cuernos. Nesse dia eu já estava sentindo meio cansado, eu ainda sentia o mochilão bem pesado (apesar da mochila estar toda regulada no ombro e barrigueira) e seria um longo dia com quase 30km acumulados. Acordamos super cedo, tomamos um café da manhã e partimos sentido Italiano. Do Paine Grande ao Italiano, o relógio marcou pouco mais de oito kilometros. O caminho é bem bonito mas o final, chegando no Italiano, é meio puxadinho. A chegada no Italiano é bem bonita, o camping fica logo depois de uma ponte sobre um rio super caudaloso! A caminho do Campamento Italiano Rio que corre ao lado do Campamento Italiano. O Italiano é um dos campings gratuitos do parque, é o que tem a menor estrutura dentro do W. Cheguei lá e a Cherman estava me esperando. Como eu já estava meio cansado, acabei decidindo em não subir até os vales mas ir direto para o Cuernos, para dar uma boa descansada. Combinei de encontrá-la no Cuernos e segui em diante, enquanto ela fez os dois vales. Caso vc vá fazer os dois vales, fique atento aos horários pois existe uma hora limite para iniciar a trilha. O esquema é deixar os mochilões no Italiano (tem um canto lá onde a galera larga as mochilar cargueiras) e fazer os vales só com uma mochilinha de ataque. Do Italiano eu segui até o Camping Francês e dei um pulinho para ver como eram os Domos também. Italiano - Francês: 2km Domos Francês Parei em frente aos Domos e "almocei" algumas coisinhas que eu tinha na mochila. Parti do Francês e segui em direção ao Cuernos (relógio marcou aprox. 4km) Esse trecho é bem íngrime, vc sobe bastante mas tem muitas descidas fortes também Achei um dos trechos mais complicados, mas é muito bonito também! Quase chegando no Cuernos tem uma "praia" de pedrinhas, ótimo lugar pra dar uma pausa e apreciar a paisagem! Cheguei no Cuernos bem cedo, devia ser umas 16hs. Arrumei as coisas na barraca e dei uma deitada hahah, coloquei o mochilão como apoio e fiquei com os pés pro alto. O Cuernos é bem bonito também! A área de camping é boa e as barracas não ficam no chão, ficam em um tablado de madeira. Um parêntese aqui também: apesar do mochilão estar bem ajustado, a barrigueira estava apertando demais o ossinho que fica mais ou menos na altura do umbigo, na bacia (não sei o nome desse osso hahaha), esse incômodo apareceu no segundo dia e me acompanhou até o último dia. Eu não sei o que estava errado, aparentemente os ajustes etavam corretos. Com isso, vira e mexe eu tinha que parar pq estava doendo demais hahah. Voltando ao relato: dei uma descansada e arrumei as coisas no mochilão. Preparei minha janta e fiquei trocando ideia com um pessoal que estava lá na área de cozinha (nesse ponto da trilha, vc já reconhece boa parte das pessoas que estão nos campings hahah, é mais fácil puxar assunto) A cozinha do Cuernos é meio ruinzinha, é bem pequena e não tem muita estrutura. Tem uma só pia e é bem apertado. Tomei um chá e fui dormir! Acho que por hoje é isso!
  2. [DIA 8 - TDP 2: Grey - Paine Grande] E vamos ao segundo dia de Torres del Paine! O planejamento do dia foi o seguinte: -Deixar os mochilões no refúgio e subir até as pontes sobre o glaciar Grey -Voltar para o refúgio Grey, almoçar alguma coisa e voltar para Paine Grande -Dormir no Paine Grande Acordei cedo, encontrei a Cherman e o Rakshit e tomamos café da manhã. Deixamos os mochilões arrumados e tem um quartinho no refúgio onde vc pode deixar os mochilões. Largamos as mochilas grandes lá e fomos só com as mochilas menores. Do refúgio Grey, chegamos até a segunda ponte pênsil sobre o glaciar (tem algumas placas indicando o caminho, vc basicamente "sobe" sentido Campamento Paso) Existem três pontes, mas a terceira é muito longe e não chegamos nela. A trilha é bem tranquila, vc está caminhando leve e não tem muitas subidas/descidas muito íngrimes. O visual das pontes é espetacular! Logo depois da segunda ponte, existe um mirador que tem uma ótima visão do glaciar Grey e sua imensidão! A distância ida e volta (Grey - Pontes - Grey) é de 8,5km aprox. Ficamos um bom tempo lá apreciando a peisagem. Apesar de eu ter visto o Perito Moreno há alguns dias atrás, eu achei o Grey mais legeal pq é bem mais intocado! São experiências bem diferentes. Voltamos ao refúgio Grey, comemos alguma coisa de almoço e partimos de volta para o Paine Grande. O caminho é o mesmo do dia anterior. Chegamos no Paine Grande à tarde e hoje eu iria dormir no camping (aliás, somente na primeira noite eu fiquei no refúgio. Todas as outras eu fiquei acampado). O Paine Grande é bem bonito também, o refúgio e a área de camping são bem grandes e organizados. Eu acho que é o refúgio com a melhor vista, dá pra ver quase todas as montanhas ao redor (paine grande, cuernos e torres dependendo do ângulo que vc estiver) Esse foi o último dia que o Rakshit ia ficar conosco. O planejamento dele era um pouco diferente, ele pulou o terceiro dia, ficando o seguinte (e fica a sugestão caso vc tenha menos dias) -Dia 1: Paine Grande - Grey -Dia 2: Grey - Paine Grande -Dia 3: Paine Grande - Vales Britânico e Francês - Paine Grande (pegar o catamarã as 18hs e acampar no Camping Central) -Dia 4: Camping Central - Base Torres No planejamento do Rakshit, esse terceiro dia aí é bem corrido, pq o catamarã voltando para Pudeto tem hora certa para sair - ele deve ter rodado mais de 30km nesse dia. Fomos os três tomar uma cerveja e marcamos de nos encontrar em Puerto Natales, dali a alguns dias. A área de cozinha do Paine Grande é bem grande e tem várias tomadas espalhadas, então dá pra deixar alguma coisa carregando por ali. Por hoje é só! Andamos mais ou menos uns 20km no total. Fomos dormir bem cedo pq amanhã teríamos que acordar super cedo, seria um dia bem puxado. É isso!
  3. EIta hahah, o hostel que eu fiquei fica mais próximo da orla do que da Rodoviária. Se eu não me engano, são uns 3km mais ou menos. Mas boa, fica a fica aí de hostel hahah
  4. [DIA 7 - TDP 1: Paine Grande - Grey] E vamos ao primeiro dia de Torres del Paine! Acordei cedo pra cacete (o ônibus sai de Puerto Natales as 7:00 e a rodoviária não é perto do centro, tinha reservado um taxi que passaria no Hostel as 6:30). Tomei café, acabei de arrumar as coisas e esperei o táxi chegar. Por coincidência, havia uma outra pessoa que ia dividir o táxi comigo até a rodoviária. Entramos no táxi e começamos a conversar. Era uma moça de Hong Kong e se chamava Cherman, ela iria fazer o W invertido também, o roteiro era praticamente idêntico ao meu mas não marcamos nada. O ônibus saiu as 7 e faz uma pausa quase chegando no parque para tirarmos umas fotos. Na entrada, o motorista pergunta quem vai descer aqui e quem vai seguir para Pudeto, para ele poder separar as mochilas. Aqui eu fiquei bem ligado, sempre atento pra não perder o mochilão de novo hahaha O valor do ingresso depende de quantos dias vc vai ficar. Caso vc fique até três dias, o preço é de CLP 25.000. Caso vc fique mais de três dias, o preço é de CLP 35.000. Além do ingresso, vc assiste um videozinho sobre incêndios florestais etc e assina uns papéis lá. Voltei para o ônibus e seguimos até Pudeto, deve ser mais uns 40 min Em Pudeto, o catamarã tem horários certos para saída dependendo do período do ano etc. O preço é de CLP 23.000, só aceita dinheiro e vc paga dentro do próprio catamarã. A viagem deve levar uma meia horinha. Algumas observações aqui: -Todos os mochilões ficam jogados em um cantinho lá. Caso vc seja um dos primeiros a embarcar, vc vai ser o último a sair, pq o seu mochilão estará embaixo de todos os outros. E não, nenhum funcionário do catamarã ajuda a retirar as mochilas hahah -Caso vc fique na parte de cima, prepare-se para um VENTO DO CACETE e ÁGUA PRA CACETE também. A vista é espetacular (vc tem a visão dos Cuernos, Torres, Paine Grande, etc), mas vá preparado para vento e água. Cheguei no Paine Grande e bateu aquele friozinho na barriga hahah, seria o início de 5 dias sozinho na trilha. Logo no primeiro kilometro, encontrei a Cherman (a moça que dividiu o táxi comigo) e começamos a andar junto. Mais uns 5 minutinhos e encontramos um outro mochileiro sozinho, era o Rakshit (um indiano que morava na Califórnia). Resumo da história: andei sozinho por uns 5 minutos só, depois já encontrei esses dois que me acompanharam pelos outros 5 dias hahaha Nesse primeiro dia, o Garmin marcou 12kms. Saímos do Paine Grande perto do meio dia e chegamos no Grey umas quase 17hs. Esse foi o único dia que eu peguei muito vento, mas muito vento mesmo. Em diversos momentos tivemos que parar e esperar o vento passar. Tem vários lugares para dar uma paradinha e comer alguma coisa, assim como vários pontos de água também. Mochilão descansando um pouco Cherman e Rakshit, companheiros de viagem! Visual ao longo da trilha, Lago Grey à esquerda e o Glaciar Grey ali na frente Chegamos no Refúgio Grey cedo, umas 17hs. O Refúgio Grey é super bonito! Nesse dia, eu fiquei no refúgio ao invés de camping. O refúgio é basicamente um hostel. O quarto que eu peguei era um dormitório com 4 camas, mas só tinha eu e um outro cara. Trocamos uma ideia e o roteiro dele era igual ao meu também, então iríamos nos encontrar várias vezes ao longo desses 5 dias. Vale lembrar aqui que é tipo um hostel mas sem roupa de cama nenhuma, então vc precisa usar saco de dormir. Acho que tem 2 tomadas no quarto. Um parêntese aqui: o que eu achei legal dessa trilha é que você acaba fazendo amizades ao longo dos dias. O cara que vc encontra no primeiro dia vai te encontrar várias vezes ao longo das trilhas ou nos campings, os rostos vão se tornando familiares e no último dia, vc conhece praticamente todo mundo que começou a trilha com vc hahah Tomei um banho rápido e fui preparar a janta. O cardápio do dia é: sopa de entrada, strogonoff e um chá para finalizar. Tem vários lugares para cozinhar, tem um espaço fechado (foto acima) mas tem algumas mesas fora também. Havia água e sabão disponíveis. Jantamos, limpamos as coisas, trocamos uma ideia e por hoje é só. Por hoje é só!
  5. [PLANEJAMENTO PARA TORRES DEL PAINE] Bom, vou abrir um capítulo aqui sobre a preparação/planejamento sobre Torres del Paine. PREPARAÇÃO Digamos que eu não fiz uma preparação muito bem pensada não hahahah Eu pratico corrida de rua e vinha treinando umas duas ou três vezes por semana, esse foi o treino O que eu deveria ter feito: praticado caminhadas morro acima usando a mochilona com o peso aproximado que eu teria na viagem. O que eu mais senti dificuldade foi em relação à mochila mesmo, especialmente peso. Eu moro em São Paulo, o que eu poderia ter feito é subir e descer o Jaraguá algumas vezes com a mochila grande nas costas, pra acostumar com o peso mesmo. PLANEJAMENTO Aqui eu fiz bastante coisa pra não passar perrengue hahah - CAMPING: eu reservei todos com mais ou menos um mês de antecedência e tiveram alguns pontos que eu tive que alterar. Alteração 1: no terceiro dia, eu queria dormir no Francês mas não consegui reservar. Consegui lugar no Cuernos só. A ideia de dormir no Francês é pq era o camping mais próximo aos vales, e esse seria um dia beem puxado. Quanto mais perto dos vales, melhor hahah. Ficando no Cuernos, vc precisa andar umas duas horas mais pra frente. Alteração 2: no último dia, eu queria dormir no Chileno, mas só consegui reservar no Central. A ideia de dormir no Chileno é pq é o camping mais próximo das Torres. Ficando no Central, vc precisa andar bem mais pra chegar nas Torres. SE eu tivesse reservado com uns dois meses de antecedência, eu acho que conseguiria manter o plano original haha - MOCHILA: eu fui só com o mochilão, até vi alguns vídeos de uma galera fazendo TDP com mochilão + mochila menor na frente mas achei que ia ficar pesado demais (e meio desengonçado também). Optei por ir só com o mochilão e acho que foi uma boa escolha! A mochila que eu usei é uma Deuter Act Lite 65+10, coube tudo e devia estar com uns 15kgs no início. Além do mochilão grande, eu levei também uma mochilinha dobrável da Decathlon (tipo essa aqui, mas de 20L: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1539599782-mochila-de-apoio-ultra-compact-10-litros-quechua-_JM?matt_tool=30756085&matt_word&gclid=Cj0KCQjwirz3BRD_ARIsAImf7LM_cJFdrnx_cHXeCPGZik2AKVHSed_9b0uj3kH0nAW3ginLBT_-uegaAnyeEALw_wcB&quantity=1&variation=56935423005) Essa mochilinha é bem prática, ela dobra dentro dela mesmo e fica bem pequeno. Funciona mais ou menos como um saco estanque. Eu levava essa mochilinha dobrada dentro do mochilão e usei em dois momentos: no segundo dia (pela manhã, quando saímos do Grey e andamos até as pontes sobre o glaciar) e no último dia (subida às Torres). Vc pode usar essa mochilinha basicamente sempre que vc tem a opção de andar sem o mochilão. Dentro dessa mochilinha, eu levava a garrafa d'água, algumas comidinhas, Spot e uma blusa. Foi bem útil e extremamente prática - ÁGUA: eu levei uma garrafinha de 700ml e um reservatório da Camelbak de 2.5L Acabei nem usando a Camelbak, por dois motivos: 1) tem muitos pontos de água ao longo da trilha, não precisa carregar 2kg de água nas costas e 2) a minha mochila estava bem cheia, e o bolso do reservatório de água ficava extremamente justo quando a camelbak estava meio cheia, achei meio perigoso e fiquei com medo de ter algum problema com a Camelbak vazando. - COMIDA: vamos lá, aqui eu fiz um planejamento bem detalhado Por motivos financeiros, eu preparei todas as minhas refeições, não comprei nada nos restaurantes dos refúgios. Com isso, eu levei tudo de cozinha para camping e comidas também, o que significa uma boa parcela do peso da mochila. Para tentar economizar no peso e pela praticidade, eu optei por levar comidas liofilizadas. Consegui pedir para uma conhecida trazer algumas de fora (comprei da Mountain House) MAS em El Chalten e em Puerto Natales praticamente todas as lojas de esportes de aventura (e tem várias delas) vendem vários tipos de comidas liofilizadas também. Café da manhã: todos os meus cafés da manhã eram compostos por um chá preto e isso aqui: https://www.mountainhouse.com/m/product/granola-with-milk-and-blueberries.html Essa Granola com leite e blueberrys é uma delícia! Acho que é a melhor opção da Mountain House hahah O preparo é o mais simples entre todas as comidas liofilizadas que eu comi: é só adicionar água em temperatura ambiente e misturar. Eu comia meio pacote em cada café da manhã, vem 2 porções. Almoço: eu não planejei parar para almoçar em nenhum dia, na verdade. O meu plano era tomar um bom café da manhã e ir comendo algumas coisinhas ao longo do dia, até chegar no próximo camping. No primeiro dia, eu preparei um sanduíche no hostel (peguei do café da manhã) e foi o meu almoço. Nos demais, ia comendo alguma coisinha para enganar a fome e só jantava mais tarde. Janta: aqui eu tinha duas opções de comidas: strogonoff de carne (https://www.mountainhouse.com/m/product/beef-stroganoff.html) e lasanha (https://www.mountainhouse.com/m/product/lasagna.html) O preparo dois dois é igual, vc coloca água fervendo e espera uns 10 minutos. Os dois são bons, o gosto é muito bom e parece bem fresco. Eu achei o strogonoff melhor. Além disso, eu preparava uma sopa de caneca também (que eu levei do Brasil mesmo). Comidinhas em geral: além das refeições, eu levei coisas para comer ao longo dia dia: barrinhas de cereal, gel de carboídrato, pé de moça, mel e um salame que eu deixava cortado e ia comendo ao longo do dia. Eu deixava essas coisas no topo da mochila, bem de fácil acesso. Não passei fome em nenhum momento. Como eu tendo a ter pressão baixa, eu sempre comia um salaminho pra manter a pressão em níveis saudáveis hahah No kit de cozinha eu levei um cartucho de gás, fogareiro, isqueiro, panela, pote, talheres, uma esponja e um pano desses tipo Perflex. Em todos os campings havia água e detergente. - ROUPAS: aqui acho que não tem muito segredo não. Tentei ser o mais econômico possível, para não pesar muito. Algumas coisas que foram muito úteis: buff, luvas e touquinha peruana. O buff (aquelas bandanas tubulares) eu usava no pescoço pra proteger do frio e quando estava muito vento, eu subia e cobria o nariz e as orelhas A luva eu usei durante as trilhas pq tenho a pele extremamente seca hahah, meio frescura mas usei em 100% dos momentos. A touquinha peruana eu usava pra dormir, ajuda muito para o seu corpo não perder muito calor de bobeira. Uma coisa que eu fazia é que eu deixava separado as roupas "sujas" e as roupas "limpas". As roupas "limpas" eu usava só depois de ter tomado banho e para dormir tambémn. Por ex: eu levei só 2 calças, então uma eu usava na trilha e a outra eu usava depois do banho e pra dormir. Fleece também, eu levei 2. Um eu usava na trilha e o outro eu usava só depois de estar limpo hahah, e assim por diante. - COISAS ALEATÓRIAS: Kit primeiros socorros: aqui é bem pessoal, monte o seu conforme os remédios que vc mais usa etc etc. Um item bem importante aqui é esparadrapo/micropore. É muito bom quando a bota começa e pegar no calcanhar ou quando alguma bolha começa a querer aparecer. Bastões de caminhada: fui com dois bastões e é extremamente útil. A trilha tem muito sobe desce, e o bastão ajuda demais nas descidas. ALÉM disso, ajuda quando vc precisa se "ancorar" no chão pra não sair voando hahah Spot: eu tenho um Spot Gen3 (https://www.findmespot.com/pt-br/). Não precisei usar em nenhum momento mas estava sempre comigo e de fácil acesso. Relógio GPS: como eu disse ali em cima, eu pratico corrida de rua e tenho um Garmin. Não é um negócio essencial mas é legal pra acompanhar a distância percorrida, etc etc. As trilhas são super bem demarcadas mas não tem a marcação por km (como por exemplo a trilha do Cerro Torre, em El Chalten). Powerbank: nos refúgios tem tomada, mas em alguns lugares vc precisa dar um troco lá pra alguém (tipo alguma recepçãp etc). Então leve o seu powerbank e não pague nada pra ter bateria hahaha Higiene: levei um rolo de papel higiênico (roubado do Hostel hahah) mas todos os banheiros tinham papel. Os chuveiros são ok, funcionam mas em alguns lugares são meio escassos. O problema dos banhos é que não tem lugar pra secar a toalha, então vc precisa dar um jeito pra conseguir secar a sua toalha hahahah. O que eu sugiro é prender com um alfinete no topo da mochila enquanto vc caminha. Protetor solar: MUITO importante, o sol da Patagonia queima pra cacete. Lanterna: alguns campings são bem iluminados, mas é sempre bom ter uma fonte de luz. Apesar de anoitecer super tarde, também pode ser que vc não chegue no refúgio antes do sol se por, então leve umas duas lanternas para a sua segurança. Chapéu/boné: eu não levei mas seria interessante ter levado sim. Voltei super moreno da trilha hahah Saco de dormir: acho que a única dica aqui é: quando vc chegar no camping, a primeira coisa a fazer é abrir o saco de dormir e "esticá-lo", assim as fibras voltam ao formato original e segura bem mais o calor. Acho que é isso, se eu lembrar de mais alguma coisa eu adiciono ao longo dos dias.
  6. [DIA 6 - El Calafate / Puerto Natales] Bom, vamos lá! Hoje é o dia que eu saio de El Calafate a vou para Puerto Natales, no Chile. O roteiro do dia seria: chegar em PN umas 14hs, comprar algumas coisas de mercado pra levar para TDP, alugar saco de dormir e isolante e só. Acordei cedo, tomei café da manhã no hostel e fiz o seguinte: como eu ia voltar depois para El Calafate, eu deixei a mochila menor no Hostel, com todas as coisas que eu não ia levar para Torres del Paine. Na noite anterior, eu separei as coisas que ia levar para a trilha (escolhi fazer a trilha só com o mochilão, sem a mochila menor) e deixei tudo que não precisaria no Hostel, tentando economizar o máximo de peso possível. Peguei o ônibus na rodoviária de El Calafate e é uma viagem que leva umas 6hs, é meio longe - Fui de Bus Sur, achei o ônibus bom (dois andares, etc) Essa viagem só é feita de dia, pq a fronteira entre os dois países fecha no final do dia, A fronteira é bem tranquila, eles tiram os mochilões e passa por um cão farejador. Caso vc esteja com alguma mochila de mão, eles passam no raio X. Na entrada do Chile, está marcado que é proibido entrar com alimentos, etc etc; mas eu tinha uma porrada de comida que estava no mochilão (mantimentos para TDP) e não deu nenhum problema não heheh A fronteira já é bem pertinho de Puerto Natales, acho que o ônibus anda mais uma horinha e chega na Rodoviária. A rodoviária de PN é meio longe do centro, então eu já comprei a passagem para o parque para a manhã do dia seguinte. Aqui vale um parêntese para detalhar o meu roteiro para Torres del Pane. Eu ia fazer o W invertido. Ou seja, começaria por Paine Grande e terminaria nas Torres. Dia 1: Início no Paine Grande, subir até o Grey e dormir lá. Dia 2: Início no Grey, subir até as pontes sobre o glaciar, voltar e descer de volta para o Paine Grande. Dormir por lá. Dia 3: Início no Paine Grande, fazer os vales (Britânico e Francês) e dormir no Cuernos. Dia 4: Início no Cuernos e chegada no Camping Central. Dia 5: Início no Camping Central, subida para as Torres e volta para Puerto Natales. Outro parêntese aqui é: reserve os camping com antecedência. Eu deixei para comprar um mês antes e já não consegui reservar o Chileno (que é mais perto das Torres), tive que reservar no Camping Central (que é onde fica o Hotel e entrada do parque também) - fica mais distante das Torres O esquema de reserva é bem chatinho, pq cada camping é administrado por uma empresa diferente. Não vou detalhar aqui, dêem um Google aí hahahah, mas é preciso atenção com as reservas para não confundir as datas. Voltando à história: como eu ia começar pelo Paine Grande, a passagem de ônibus devereia ser Puerto Natales - Portaria Laguna Amarga - Pudeto, sendo que em Pudeto eu pegaria o Catamarã até Paine Grande. Tem diversas empresas que fazem esse percurso, todas mais ou menos no mesmo horário e acho que não tem muita diferença entre elas. Peguei a Bus Sur O itinerário do ônibus é o seguinte: 7:00 - Saída de Puerto Natales 9:00 - Chegada na Portaria Laguna Amarga (aqui é onde vc compra o ingresso do parque e vê um video sobre incêncios florestais etc) 10:00 - Chegada em Pudeto Passagem comprada, peguei um táxi até o Hostel (daria pra ir andando, acho que são uns 3km. Como eu ia andar 80km nos próximos 5 dias, me dei esse luxo hahahh). Em Puerto Natales, fiquei no We Are Patagonia Backpacker (https://www.booking.com/hotel/cl/we-are-patagonia-backpacker.pt-br.html) O hostel é bom, o quarto é grande, a cama é super limpa e tem tomada individual. A cozinha é meio pequena, mas é suficiente para preparar alguma coisinha besta. A única coisa que eu não gostei muito foi o banheiro, é meio apertado. Fiz check in no Hostel e saí para almoçar e alugar as coisas. Almocei em um lugar que eu não lembro e fui alugar as coisas no Rental Natales (https://rentalnatales.com/). Eu escolhi os campings com barraca completa + colchonete, então só precisaria alugar o saco de dormir MAS, por algum motivo, eu esqueci que a barraca vem com uma colchonete, então eu aluguei o saco de dormir + isolante (eu acabei não usando para dormir, mas usava como "tapete" pra deixar as roupas dentro da barraca, só pra não ficar em contato direto com o solo mesmo - é bem leve, então não fez muita diferença em relação a peso não). O processo de alugar na Rental Natales é igual alugar um carro, um valor fica bloqueado no seu cartão de crédito (então tenham limite disponível no cartão) e quando vc devolve o equipamento, eles estornam esse valor. Os materiais deles são muito bons, eu aluguei um saco de North Face (eu fui no verão, então peguei o mais levinho e fui mais que suficiente). Lá eles têm panela, fogareiro, tudo que vc precisa pra acampar. Tudo mesmo hahaha. Com as coisas alugadas, deixei tudo no Hostel e fui no mercado (tem um mercado grande chamado Unimarc, lá é bem completo). Como eu só tinha um dia para Puerto Natales, e já era meio tarde, nem deu tempo para dar uma volta pela orla etc. Então recapitulando: passagem OK, aluguel OK, mercado OK. Voltei para o Hostel e dei uma última ajeitada no mochilão. Percebi que estava achando muito pesado, então tirei mais algumas coisas e deixei no Hostel, pegaria na volta. Arrumei tudo, jantei qualquer coisa no próprio hostel e fui dormir cedo. Amanhã precisaria acordar cedo para pegar o ônibus das 7am. Hoje foi basicamente um dia de locomoção e preparativos haha, amanhã seria o grande dia: Torres del Paine. Confesso que estava bastante apreensivo, eu já fiz algumas trilhas mais longas mas nunca sozinho. Fui dormir e só!
  7. [DIA 5 - El Calafate / Glaciar Perito Moreno (mini trekking)] Bom galera, vamos ao quinto dia de mochilão! Ontem eu tentei comprar o Big Ice, mas não tinha mais vagas e eu acabei ficando com o Mini Trekking mesmo. A sugestão aqui é reservar com antecedência, dá pra reservar pelo site da Hielo & Aventura (https://hieloyaventura.com/pt/inicial/) Acordei umas 6:45 e a van tinha ficado de passar no meu hostel as 7:30. Estava arrumando as coisas e de repente o cara do hostel abre a porta do quarto e me chama pelo nome, avisando que a van já tinha chego! E não era nem 7hs da manhã! Por algum motivo, a van passou meia hora mais cedo no hostel, então não deu nem para eu tomar um café da manhã decente hahah, arrumei as minhas coisas rapidão e entrei na Van. Como esse hostel não fica no centro de El Calafate, eu fui o primeiro a ser pego e o último a ser deixado hahahah A viagem até a entrada do Parque Nacional los Glaciares deve demorar cerca de uma hora e meia, a viagem em sí não tem nada de mais. O roteiro do dia foi o seguinte: minitrekking, almoço, horário livre nas passarelas e volta para El Calafate. A van parou em um píer onde pegamos um catamarã que nos deixou na base de partida do Mini trekking. A base é uma casinha aonde vc deixa os pertences que vc não vai usar na trilha (tipo almoço) e tem banheiro etc. Dicas importantes aqui: -Leve óculos de sol (o reflexo do sol no gelo vai te cegar imediatamente) -Leve luva! No minitrekking e no big ice, luva é um equipamento de proteção individual. Caso vc não tenha, eles tem vários pares para emprestar. -Leve uma garrafinha de água (a caminhada não é tão longa, mas tem vários pontos que dá pra encher a garrafa com água direto do glaciar! hehehe) -Não precisa ir com algum calçado específico, só basta ser fechado. Os crampões que eles colocam são meio que universais, fixados no calçado com algumas fitas. -Leve o seu almoço. Depois da caminhada, acho que tivemos umas duas horas para almoço. Dá pra comer e ficar dando umas voltas por lá. (no meu caso, eu comprei um sanduiche de presunto e queijo, um suco de garrafinha e uma Lays hahah, além de um chocolate que eu tinha na mochila) -OBEDEÇA E SIGA O GUIA! Não saia do caminho que eles abrem no gelo, não ande tirando selfie, não seja um turísta babaca hahah Casinha onde vc pode deixar algumas coisas que vc não vai precisar levar na trilha A caminhada começa em umas passarelas que leva a uma praia, depois da praia começa a parte do gelo em sí. Antes do gelo, tem uma casinha onde vc coloca os crampões e os guias te ensinam a usar, é meio estranho no começo mas depois acostuma bem. A caminhada é espetacular! O Perito Moreno é uma parada muito foda, vc tem a sensação de estar em outro mundo hahha, tem várias paisagens e formações incríveis. No final da caminhada, eles servem um Whsky on the (glaciar) Rocks! Hahaha, junto com uns bombonzinhos de chocolate. Depois, voltamos para a mesma casinha onde deixamos algumas coisas e tivemos um tempo para almoçar. Perto dessa casinha, tem várias mesas de picnic e espaços onde vc pode comer, eu subi uma pedra lá e fiquei admirando a paisagem Companheiros de viagem Depois, voltamos ao Catamarã e voltamos à Van. A van nos deixa na entrada das passarelas, onde tem um café e uma lojinha de lembranças. Aqui, vc tem cerca de uma hora para andar pelas passarelas. Vale a pena pq dá pra ver a grandiosidade do Glaciar, basicamente não tem fim! Dei umas voltas pela passarela e dei um pulo na loja de lembracinhas também. Na volta, o motorista deu a opção de nos deixar nos respectivos hotéis ou no centro, escolhi voltar para o Hostel mesmo. Cheguei no hostel umas 17/18, dei um pulo na Rodoviária para comprar a passagem para Puerto Natales (peguei o ônibus da 8:00 pela Bus Sur) e passei em um mercadinho na esquina do Hostel para comprar algumas coisas para fazer a janta. Como eu mencionei anteriormente, o clima de El Calafate é bem casalzão, então eu preferi cozinhar no próprio hostel. E, assim como eu mencionei também, a cozinha do Folk Hostel era excelente! Muito limpa, espaçosa, bem equipada, muito boa mesmo! Baita cozinha! Fiz um risoto de funghi (da marca Tio João, é um negócio MUITO PRÁTICO pra levar em viagem. Só refogar uma cebola e colocar o risoto para cozer, e fica muito bom) - https://www.tiojoao.com.br/produtos/produto/10#:~:text=Arroz com Funghi,para fazer sucesso à mesa. Ah, uma coisa que eu esqueci de dizer: pela manhã, eu deixei algumas roupas para lavar e ia pegar a noite. Como dali a dois dias eu ia fazer Torres del Paine, queria ir com tudo limpo para Puerto Natales. Arrumei as minhas coisas e me preparei para a viagem do dia seguinte. Por hoje é só
  8. [DIA 4 - El Calafate / O fim da novela do mochilão perdido em Bsas] Confesso que essa história toda do mochilão me deixou bem cansado, foi a parte mais estressante de toda a viagem (ficar sem roupa nova, ninguem da Aerolineas quer dar informações, desinteresse, etc etc). Acordei mais tarde e pela manhã fui andar pela orla do Lago Argentino e pela Reserva Laguna Nimez. A orla do lago argentina é bem simpática mas não é láa essas coisas não haha, vale a pena pela caminhada mas não tem nada muito espetacular não. Depois disso, eu fui para a Laguna Nimez. É uma reserva com uma trilha onde vc vê várias espécies de aves e diferentes terrenos também. Vale mais do que o Lago Argentino, caso vc precise escolher entre eles. Esse dia eu andei pra cacete haha, era mais ou menos hora do almoço e comecei a procurar algum lugar pra comer. O problema de El Calafate é que é um lugar super turístico, achei que tem a mesma pegada de Gramado/Canela. Só tem restaurante mais chic e com toda a atmosfera de casal/famílias, não consegui achar um lugar mochileiro haha. Com isso, eu voltei para o Hostel e comi a metade do lanche da janta de ontém. Dei uma requentada e esse foi o meu almoço. Depois do almoço, dei um tempo e fui para o Aeroporto resgatar a mochila. Finalmente!! A mochila chegou inteira Depois disso, com a mochila em mãos, fui reservar o Big Ice para amanhã. Eu deixei para reservar somente depois de estar com a mochila pq se algo desse errado, eu teria que prolongar a minha estadia em El Calafate e perder o primeiro dia em Puerto Natales. Fui reservar o Big Ice e não tinha mais vagas. Reservei o Mini Trekking. Eu reservei pelo hostel mesmo, o preço é tabelado e tanto faz aonde você compra. Voltei para o centro para comprar o almoço de amanhã (que seria no Perito Moreno) e aproveitei e comprei a minha janta também, comprei um lanche natural que eu comi no Hostel mesmo. Em todos os dias que eu fiquei em El Calafate, eu não fui em nenhum restaurante. Fiz todas as minhas refeições no próprio hostel. Arrumei as minhas coisas e fui dormir. É isso! Amanhã é dia de Perito Moreno!
  9. [DIA 3 - A treta do Mochilão perdido em Buenos Aires] Bom galera, vamos ao terceiro dia de viagem! Hoje o planejado era fazer a trilha do Fitz Roy e no dia seguinte, pegar o ônibus para El Calafate. MAS, como sempre tem que ter algum perrengue quando a gente faz mochilão, eu ainda estava sem a minha mochila maior, era pra ter chego ontem, não chegou, e ninguem da Aerolineas Argentinas sabia dar informações decentes. Já era o terceiro dia e eu não tinha mais roupas e estava em uma situação meio precária haha, comprar coisinhas simples como shampoo, meia, cueca e camiseta em El Chalten não é algo tão simples assim (não tem um mercado grande e todas as lojas de roupas são de materiais mais técnicos, então eles não tinham uma meia simples haha). Pensei bastante e decidi adiantar a minha ida para El Calafate e, consequentemente, deixar a trilha do Fitz Roy para a próxima vez que eu for à Patagonia - confesso que foi uma decisão bem difícil, mas achei que era o melhor a ser feito. Expliquei toda a situação para o staff do hostel e consegui cancelar a diária do dia seguinte, então eu paguei somente duas diárias ao invés de três. Peguei o ônibus do meio dia para o Aeroporto do El Calafate (o mesmo ônibus que eu peguei na vinda), chegaria no aeroporto umas 15hs aprox. Fiz check out no hostel e fui para a rodoviária. O caminho é o mesmo, e o ônibus para na Estância La Leona também, mesmo lugar da vinda. Cheguei no aeroporto do Calafate as 15hs aprox e consegui falar com uma pessoa da Aerolineas, eles têm um guichê lá. Passei todos os detalhes e o que aconteceu foi o seguinte: como eu estava planejando acampar e preparar a minha própria comida, eu burramente coloquei um cartucho de gás de camping na minha mochila. Sim, fui bem burro, eu não me toquei disso em nenhum momento da preparação. O primeiro grande erro foi esse, eu deveria ter pensado melhor na checklist e lembrado de não colocar o cartucho na mochila. Mas aconteceram mais coisas subsequentes que foram erros também: o cartucho passou batido pelo aeroporto de SP, foi despachado normalmente e em Buenos Aires, como eu fui direcionado a não pegar a mochila, eu não despachei a mochila (onde provavelmente o cartucho ia dar problema e eu ia retirar da mochila). Outro erro que aconteceu aqui: como eu tentei ligar várias vezes para o escritório da Aerolineas em Calafate e cada vez que eu tentava ligar era alguem diferente que atendia, isso virou um telefone sem fio. Eu cheguei lá no Aeroporto e o cara reconheceu o caso, mas a história que haviam contado para ele era completamente diferente. O que eu deveria fazer então: a pessoa lá da Aerolineas me passou um endereço de email que eu deveria mandar um email autorizando a abertura da minha mochila e a retirada do cartucho de gás, pedindo para enviarem a mala no dia seguinte para o aeroporto do Calafate. Por sorte, o cartucho de gás estava bem no topo da mochila, era a primeira coisa que a pessoa que abriria veria. (isso deveria ser umas 16 hs aprox.) Mandei o email e rezei para que alguem lesse e enviasse a mochila no dia seguinte. Comprei a passagem para o Hostel (aproveitei e comprei a passagem de amanhã também, visto que eu teria que voltar ao Aeroporto). Em El Calafate, eu fiquei no Folk Hostel (https://www.booking.com/hotel/ar/folk-hostel.pt-br.html) Eu gostei muito do Hostel, foi o melhor que eu fiquei nessa viagem. Os quartos são super espaçocos, tem tomada em todas as camas, o espaço comum é muito bom, a cozinha é muito bem equipada (o staff usa a cozinha para prepararem as suas próprias refeições, então tem tudo que vc precisar lá em termos de utensílios), o banheiro é muito espaçoso. O único ponto negativo é que não fica muito perto do centro, ele fica ao lado ao rodoviária. Do hostel até o centrinho de Calafate deve ser uma caminhada de uns 10 minutos, mais ou menos. Como ainda era cedo (aprox. 17hs), fui dar uma volta pelo centro e aproveitei pra comprar a minha janta, um sandwich de milanesa! À noite, eu voltei para o Hostel, comi o lanche de milanesa e pedi para o cara lá da Recepção ligar para o aeroporto de Bsas para confirmar o envio da mochila. Conseguimos contato com o escritório da Aerolineas em Bsas e o cara confirmou que a mochila viria para El Calafate no dia seguinte, aleluia!] Fui dormir aliviado hahahaha É isso! Apesar de toda essa história da mochila, eu perdi somente um dia em El Chalten, não alterou o cronograma para os dias seguintes,
  10. [DIA 2 - El Chalten - Mirador Condores - Cerro Torre] Acordei cedo, tomei café da manhã no hostel e tentei ligar na Aerolineas pra confirmar que a minha bagagem chegaria hoje. Eu pedi ajuda para as pessoas da recepção e não consegui informações muito claras, ou o telefone que a pessoa da Aerolineas me deu não atendia ou a pessoa que atendia não sabia dar informações. Como o voo que a minha mochila viria sairia de Bsas perto das 12hs e chega perto das 15hs, eu queria ligar antes do voo sair e depois do voo chegar, para confirmar que estava tudo certo. Eu tinha então uma janela das 8 até perto do meio dia e depois até umas 16hs, aprox. para fazer alguma coisa. O que eu fiz então: de manhã eu fiz a trilha até o Mirarador de Los Condores, voltei para o hostel, e à tarde eu fiz a trilha do Cerro Torre. MIRADOR DE LOS CONDORES A trilha começa na entrada da cidade e é bem demarcada. É curtinha, deu 8km desde o hostel até o Mirador, levei 2hs. Vale super a pena pq é rápido e te dá uma visão bem geral da cidade e do Fitz Roy também, ao fundo CERRO TORRE Bom, voltei para o Hostel e tentei ligar lá na Aerolineas. Não deu muito certo e fiquei de ligar lá depois que o avião chegasse em El Calafate, depois das 16hs. Passei em um mercadinho na avenida, comprei algumas barrinhas e frutas e fui para a trilha para a Laguna Torre. Pelo que eu entendi, essa trilha tem dois inícios: um fica mais ou menos no meio da av principal, onde tem uma placa indicando a trilha, e outro começo lá no final da avenida, perto do começo para a trilha da Laguna de Los Tres. Eu fui pelo início do meio da avenida, é bem indicado (tem uma placa indicando o Cerro Torre hahha). A trilha é bem tranquila, muito bem sinalizada e não tem nenhuma chance de vc se perder hahah Tem alguns pontos de água no meio do caminho, então não precisa levar muita água não. O meu GPS marcou 21km, ida e volta, seis horas de duração no total. Não é muito cansativa em termos de subidas/descidas, cansa pq é bem longo (mas de 1 em 1 km tem uma plaquinha indicando a kilometragem). Não venta muito ao longo da trilha, só no final que é um vento do cacete (último km até a laguna em si) - esse final é puxado por causa do vento hahaha Voltei pro Hostel a tarde e nada da mochila chegar Tentei ligar na aerolineas, mas sem muito sucesso. Saí para comprar algumas roupas e itens como sabonete/shampoo hahahah Jantei no próprio hostel, a comida estava horrível! Caso vc se hospede no Rancho Grande, não coma no restaurante do Hostel. É péssimo! Por hoje é só No próximo dia, continua a saga pela mochila extraviada. Cenas dos próximos capítulos! Abs
  11. [DIA 1: GRU - BSAS - EL CALAFATE - EL CHALTEN] Bom, esse dia foi basicamente de transporte. O vôo era Guarulhos - Buenos Aires - El Calafate. Saí de guarulhos de manhã bem cedo e cheguei em El Calafate umas 15hs, aprox. Os vôos foram bem tranquilos e a chegada em El Calafate é bem bonita. Um único ponto aqui que deu bem errado e impactou os próximos dias da viagem: a conexão em Buenos Aires (cheguei por Ezeiza e o vôo para El Calafate saia do mesmo aeroporto) não é bem uma conexão, vc basicamente sai do aeroporto e entra novamente. Eu cheguei em Ezeiza em um certo terminal e passei pela imigração, demorei mais de 1 hora só na fila. Depois, vc precisa sair da parte de desembarque, pegar a bagagem, e depois ir para outro terminal. Nesse outro terminal (que é de onde sai o vôo para El Calafate), vc precisa despachar novamente a mochila e passar por imigração etc. O que eu fiz: eu não peguei a bagagem, perguntei para algumas pessoas da Aerolineas e todas elas me disseram que eu poderia ir direto para o embarque do segundo vôo. Eu não sabia que tinha que pegar a bagagem e depois despachar novamente, até no ticket que eles te dão no embarque em SP está marcado que a bagagem vai direto para FTE (El Calafate), mas não. Com isso, eu cheguei em El Calafate no tempo previsto (umas 15hs mais ou menos) mas a mochila não. A minha bagagem estava em Ezeiza. Perguntei para a pessoa da Aerolineas no aeroporto de Calafate e ela me deu a explicação acima, que eu devia ter pego a bagagem e depois despachado novamente. Ele ligou lá para Bsas e me disse que a bagagem chegaria no dia seguinte, nesse mesmo vôo. Depois, a cia enviaria a minha mochila para o meu hostel em El Chalten (eu cheguei em El Calafate mas no mesmo dia ia para El Chalten, não ia ficar em Calafate). Questão da mochila "resolvida", fui comprar a passagem para ir para El Chalten. Comprei pela empresa Lengas. Logo que vc sai da área de desembarque, tem vários guichês de transfer para a cidade de Calafate e para El Chalten, além de aluguel de carros etc. É bem fácil de achar. A Van sai do aeroporto do Calafate as 16:30, paguei AR$ 1.400,00 e cheguei em El Chalten (rodoviária) umas 19hs aprox. Importante: nenhum desses guichês aceita pagamento em dólar. Vc precisa trocar dinheiro em um único café disponível no aeroporto. A van para no meio do caminho em um lugar chamado La Leona, tem uma paisagem bem legal e vc fica uns 15min lá esperando. A paisagem no caminho é espetacular, conforme aproxima de El Chalten, vc consegue ver todas as montanhas ali, então não durma! hahahah Cheguei na rodoviária de El Chalten, peguei alguns mapinhas e coisas afins e fui andando até o hostel. A cidade é super bonita e arrumada, é uma caminhada bem bonitona O hostel que eu fiquei em El Chalten é o Hostel Rancho Grande (https://www.booking.com/hotel/ar/rancho-grande.pt-br.html) Achei meio ruinzinho, não recomendaria. Fiquei em um quarto com 4 camas, 2 beliches. O quarto tem um espaço ok, mas tem poucas tomadas (somente 2 tomadas e na parte debaixo. Caso vc fique na beliche de cima, não tem tomada disponível). Além disso, os banheiros são divididos com o restaurante do hostel, e são bem apertadinhos. Tem 2 cozinhas, não usei muito mas eram bem pequenas. O café da manhã era bom, tem algumas opções e dá pra comprar lanches pra levar pra trilha tb. Fiz o check in no hostel e saí pra jantar. Comi uma parrilla (claro) em um lugar chamado Parrilla Argentina El Chalten (https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g316035-d13113008-Reviews-Parrilla_Argentina_El_Chalten-El_Chalten_Province_of_Santa_Cruz_Patagonia.html) É praticamente um boteco haha, lugar super simples, atendimento à moda argentina e comida boa. Bem pra mochileiros mesmo hahahh Pedi um vacio com papas fritas e tomei uma cerveja também, deu 700 pesos Voltei para o Hostel é esse é o fim do primeiro dia É isso! Até mais
  12. Olá, amigos mochileiros! Vou fazer o relato aqui da minha viagem à Patagonia Argentina e Chilena, em Fevereiro/Março 2020 (um pouco antes da quarentena em SP hahhaha) O roteiro foi o seguinte: Dia Data Semana Local Partida Local Chegada Atividade 1 23/02/2020 Domingo SP - Buenos Aires El Chalten Transporte 2 24/02/2020 Segunda El chalten El chalten Cerro Torre 3 25/02/2020 Terça El chalten El chalten Fitz Roy 4 26/02/2020 Quarta El chalten El calafate Transporte 5 27/02/2020 Quinta El calafate El calafate Perito Moreno 6 28/02/2020 Sexta El calafate Puerto Natales Transporte 7 29/02/2020 Sábado Puerto Natales Refugio Grey Trekking W 8 1/3/2020 Domingo Refugiu Grey Paine Grande Trekking W 9 2/3/2020 Segunda Paine Grande Frances Trekking W 10 3/3/2020 Terça Frances El Chileno Trekking W 11 4/3/2020 Quarta El Chileno Puerto Natales Trekking W 12 5/3/2020 Quinta Puerto Natales El Calafate Transporte 13 6/3/2020 Sexta El Calafate Buenos Aires Transporte A passagem SP - Bsas - El Calafate saiu por R$ 1.600,00, comprei na submarino viagens. Depois, eu comprei a bagagem separada, só não lembro exatamente quanto eu paguei. Em relação à bagagem/roupas, levei tudo o necessário para fazer trilhas e para acampar também (não levei saco de dormir nem barraca, aluguei esses dois itens em Puerto Natales - mais pra frente eu falo melhor disso) Lembrando que eu levei tudo o necessário pra cozinhar também, especialmente em TDP (eu levei uma panela, caneca, fogareiro e gás). Vou listar aqui os acessórios que eu achei que ajudaram muito: -Bandana tubular: aquele modelo Buff, foi muito útil nas trilhas pq protege o pescoço do vento e dá pra levantar pra proteger o rosto também (especialmente boca e orelhas)] -Luva: foi bem útil nas trilhas tb, comprei uma na Decathlon e usei todos os dias em que fazia trilha -Bastões de caminhada: levei 2, foi extremamente útil pra se segurar do vento e pra cruzar riachos/córregos. Além disso, é muito útil nos momentos de descidas de trilhas, vc vai se apoiando e desce com mais firmeza - Dá pra alugar em El Chalten e em Puerto Natales tb, caso vc não tenha/não queira comprar. -Powerbank/bateria reserva: usei muito em Torres del Paine, carregava o celular, relógio e fone também -Relógio GPS: esse aqui é meio opcional, eu tenho pq faço corrida de rua. Foi bem útil pra acompanhar as trilhas, pra ter ideia da kilometragem percorrida e quantos kms faltam ainda. -Comida liofilizada: no trekking W, eu me alimentava baseado em comidas liofilizadas. Eu comprei alguns pacotes da Mountain House e foi extremamente útil, economiza muito espaço, peso e tempo de preparo também. Mais pra frente eu falo melhor da comida da Mountain House -Protetor solar: indispensável para a Patagonia. Vou listar agora algumas coisas que eu levei e que não foram muito úteis ou nem sequer usei: -Reservatório Camelbak: as trilhas de El Chalten e em TDP tem muitos pontos de água potáveis disponíveis. Não precisa levar uma camelbak, uma garrafinha de 700ml normal é mais que suficiente, sempre dá pra pegar água ao longo das trilhas -Calça de moletom: eu levei pq achei que ia usar pra dormir nos campings de TDP. Não usei, eu aluguei um saco de dormir muito bom e dormia só com a segunda pele mesmo, em nenhum momento eu usei calça de moletom. Nos hostels, tem calefação tb, então não é necessário -Filtro de água: eu tenho um Sawyer Mini, não levei e não achei necessário tb, a água lá é puríssima! Além de tudo isso, eu levei um kit primeiros socorros e eu levei também um Spot Gen 3. Do kit, eu usei alguns pedaçoes de micropore e emprestei algumas coisas para umas pessoas tb, mas nada grave. Vou fazer o relato dia a dia
  13. Oi, pessoas! Tudo bem? Estou indo fazer Bolívia, Chile e Peru em Janeiro de 2018. Iniciaremos em Santa Cruz, iremos de avião para Sucre e depois de ônibus para Uyuni. Já compramos o aéreo entre Sta Cruz e Sucre, e estamos querendo já garantir o ônibus Sucre - Uyuni. Vimos alguns relatos que citam o site Ticketsbolivia.com.bo, mas não achei muito confiável. Alguem aí já usou esse site pra comprar trechos de ônibus? Se não, é de boas chegar em Sucre de manhã e correr pra comprar passagen pra Uyuni partindo no mesmo dia? Obrigado!
  14. Dia 3: Visconde de Mauá - Maringá Acordamos mais tarde, tomamos café da manhã e fizemos check out da Pousada. Impressões sobre a Pousada das Acerolas: a localização não é muito boa, sempre que íamos ao centro de Penedo tínhamos que ir de carro. O quarto não é muito espaçoso, é consideravelmente limpo mas um pouco mal cuidado (parede descascando, vidro da janela trincado, etc) Saindo de Penedo, pegamos a estrada sentido Visconde de Mauá. O caminho é uma serra super sinuosa, mas com paisagens bem legais. Paramos na entrada da cidade e pegamos um mapinha. De Visconde, pegamos um caminho sentido Maringá (uma vilazinha cortada por um rio. De um lado é RJ, do outro, MG). Maringá (tanto RJ quanto MG) é uma vila bem simpática, oferece bastante atividades ao ar livre (corredeiras, cachoeiras, trilhas, etc). Fomos para uma cachoeira que eu não lembro o nome (caso eu lembre do nome eu posto aqui) É a mais próxima da vila e não é cobrado entrada, apenas estacionamento ( 5 reais por carro). Apesar da proximidade da cidade e da trilha super curta, a cachoeira é muito limpa e bem cuidada. Almoçamos em um restaurante à beira Rio (o almoço deu uns 30~40 reais por pessoa). Demos uma volta na vila de Maringá (havíamos deixado o carro em um estacionamento no centro, R$ 8,00), compramos algumas coisinhas e fomos embora. Pegamos e mesma serra sinuosa voltando para Penedo e depois, Dutra. Na volta, pegamos bastante transito perto de Arujá (depois do pedágio), Demoramos umas 5 horas para chegar. E assim acaba a viagem para a região as Agulhas Negras
  15. Dia 2: Parque Nacional Itatiaia Acordamos bem cedo, tomamos café da manhã correndo e pegamos a estrada rumo ao parque nacional. Saindo de Penedo, pegamos a Dutra e vimos uma placa "Parque Nacional Itatiaia". Pegamos essa saída e perguntamos se estávamos indo para a parte alta do parque, responderam que sim. Andamos bastante e chegamos na entrada do parque e o segurança disse que estávamos na entrada errada Voltamos para a Dutra, passamos o pedágio e pegamos a saída sentido Engenheiro Passos-Caxambu. Andamos uns 20km até o local conhecido como Garganta do Registro (tem uma plaquinha indicando a entrada para o parque). Começamos uma subida, inicialmente asfaltada, depois de terra até a entrada do parque (acho que essa subida tem uns 15km). Dá pra encarar com carro 1.0 sim, nem sofremos tanto para subir haha A estradinha estava em obras, parte dela já estava asfaltada. Chegamos no parque e estava muito gelado e nublado. O recomendado é ir de bota, calça e camiseta. Na mochila, leve um fleece e um anorak, além de comidas e água (até a base das prateleiras tem umas fontes de água, mas não sei se é potável). Levamos bastões de caminhada e ajudou bastante nas subidas e descidas. Deixamos o carro no estacionamento e fomos até a portaria. Na portaria, pagamos R$ 15,00 por pessoa, preenchemos uma ficha cadastral e recebemos uma braçadeira de identificação (no final, vc devolve essa braçadeira e assina a saída do parque). Começamos a trilha sentido Abrigo Rebouças, bem tranquilo. A distância da entrada do parque até o abrigo é de 3km, aproximadamente. No final desse caminho, é possível ver o Abrigo Rebouças à esquerda e uma placa com as direções de cada trilha. Nesse ponto dá para ver o pico dos agulhas negras (em um dia sem neblina, né haha) Demos uma parada no Abrigo Rebouças e pegamos a trilha sentido Prateleiras. O caminho fica mais acidentado, mas fica mais bonito. Ao lado da trilha, corre um riozinho que rende belas fotos também. A trilha vai ficando mais acidentada e começa a subir. Nesse ponto, é possível ver o pico Prateleiras já, assim como as agulhas negras do outro lado. Fomos nos aproximando das Prateleiras, mas o tempo ficou bem fechado e começou a trovejar bastante lá embaixo. Demos uma parada e resolvemos não ir até a base, mas sim voltar para o abrigo para tentar fugir da chuva/raios. Mesmo não chegando até a base, dá pra ter uma boa impressão sobre a grandiosidade do local! Voltamos para o abrigo rebouças e começou a chover mais forte. Depois de um tempo, bastante gente chegou até o abrigo esperando a chuva passar. Acabamos indo até a portaria, mesmo na chuva. Devolvemos a braçadeira e voltamos para Penedo, embaixo de chuva. Chegamos em Penedo, fomos para a pousada tomar banho e dar uma descansada. Jantamos em um food truck e ficamos andando pela cidade, à noite. Em resumo, a impressão que tivemos sobre o Parque é muito positiva! As trilhas são muito bem sinalizadas e estão bem demarcadas. O abrigo estava muito bem cuidado, inclusive os banheiros. Na trilha, encontramos alguns voluntários dos Anjos da Montanha e alguns seguranças do parque também. O único ponto negativo é que o acesso à entrada do parque é bem mal sinalizado.
×
×
  • Criar Novo...