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juliad

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  1. Se aceitar uma dica, o Lisbon Destination Sunset Hostel é uma ótima opção. Tem áreas de convivio muito boas, mas não é aquela coisa de hostel de baladeiro. Além disso, tem uma piscina com uma super vista para o Tejo e está em cima de uma estação de metrô. Fiquei cinco noites lá sozinha e aproveitei bastante.
  2. Existem vários horários, tipos de trem e duas companhias (Trenitalia e Italo) neste trecho. Acabei de voltar da Italia e presenciei diversos atrasos em trens. Talvez a minha experiência seja isolada, mas acho que após um longo vôo, o stress com qualquer atraso/cancelamento/dificuldade de se localizar potencializa, não? No seu lugar, eu sairia do aeroporto, pegaria um trem para Roma Termini e compraria na própria estação a passagem de trem para Florença. Você pode compra-la em qualquer máquina automática, o processo é super tranquilo. Minha sugestão também seria anotar os prováveis horários de trem que sairão para você conseguir se situar/se acalmar/se planejar melhor. Acho difícil você correr o risco de não conseguir pegar o trem porque está lotado - e, mesmo que seja essa a situação, você pode, mesmo assim, pegar o próximo. A frequência de trens entre essas cidades é grande. Que horas você chega em Roma, para que possamos ajuda-la melhor?
  3. dia 04 - Firenze Último dia em Firenze e eu já estava com saudades <3 Como já disse, deixei 04 noites para curtir a cidade com relativa calma. Mas, em se tratando de uma cidade turística que é UM PUTA DUM MUSEUZÃO A CEU ABERTO, tive que planeja-las com folga, mas com certa antecedência. Meu planejamento aqui foi adquirir o ingresso da Galleria Uffizzi com uns 20 dias de antecedência. Se eu recomendo que você faça isso? Recomendo sim, mas tenha TRÊS COISAS em mente: - aqui é Itália, bello. Itália é um caos gostoso que você tem que aceitar. Por isso, não se estresse com horários (chegarei lá logo mais) - marque o primeiro horário para não sofrer um arrastão oriental nos corredores da Galleria ou precisar esperar uns 10 minutos para CONSEGUIR ver um quadro - o museu é grande. Se você é rato de museu como eu, estude antes quais salas você quer mais visitar. São muitas, é provável que você deixe passar batido algumas. Reserve umas 3 horas para lá Meu ingresso tinha o horário marcadinho lá: 8h30. Mais ainda: mandava chegar com meia hora de antecedência. Eu, caxias que sou, engoli o meu café e o meu canolo (o primeiro de muitos, ô delícia de doce siciliano) e me demandei pra fila. Senhores, que fila. Que. Fila. 8h. 8h10. 8h30. 9h. A fila não saia do lugar. O museu não abria. O mar de gente já chegava quase ao Rio Arno e nada, na-da daquilo andar. Vi grupos passando na frente e indo láaa pra dentro. Vi pessoas vendendo lugar mais pra frente. Vi gente desistindo. 9h20. 9h30. Vou colocar foto do canolo porque fiquei um bom tempo pensando que deveria ter pego mais uns 78678678 para comer nessa maldita fila. Veio uma moça ~agenciadora~ vender passes especiais. "Conheço um cara que conhece um cara". "Cola na minha que cê passa de ano". "Ixxx essa fila aí ó, cês num entra antes do meio dia não". Trambiqueiro a gente que é brasileiro reconhece de longe. Como os bons-selvagens americanos não, ela ganhou uns bons 30 euros por cabeça com o papinho. Deu 10h e a fila andou de vez. Nem cinco minutos e eu já tava lá dentro, colocando bolsa no raio x e apresentando o ticket. Eis q Na parede tinha um papel escrito que, devido a uma reunião extraordinária, o museu só abriria 10am naquele dia. ...claro que não recebi nenhum email sobre e CLARO que ninguém comunicou nada na fila. Itália é Itália, bello. Eu tenho uma coleção de selfies na porta de todos os museus que visito. Virou mania. Em todas elas eu estou sozinha e o nome do museu consegue ser super bem lido. É claro que no Uffizzi eu não consegui fazer o mesmo. Sobre o museu: não é só enorme e conta com um acervo inacreditável como também a sua arquitetura interna é impressionante. O plus a mais é que ele está em Firenze, o que significa que: tem vista de Firenze para quando você se encher das obras. A Galleria Uffizzi existe desde a renascença. Isso significa que o espaço tem mais de 500 anos. Você provavelmente conhece dois dos quadros mais famosos que estão ali: o Nascimento de Venus de Boticcelli e o Bacco do Caravagio. Mas é claro que tem muitas outras obras importantíssimas por lá. Como disse, entre no site e leia um pouco sobre. A sala do Boticcelli é, sem dúvidas, a mais cheia. É onde caiu o balão e geral fica lá fazendo selfies. Duas coisas legais sobre a sala: - Foi feita uma versão 3d do Nascimento de Venus para pessoas com deficiencia visual. Li que acabaram de fazer uma do Beijo do Klimt no museu em Viena também. Nunca tinha visto algo do tipo, achei o máximo - Uma semana depois que voltei de viagem, o Uffizzi inaugurou essa sala, agora reformada. Mexeram nas luzes, no recuo dos quadros, enfim: o que era bão ficou mais mió. Outro passeio legal que pode ser feito no Uffizzi (mas agora está interrompido, acho, até o final de 2016) é a visita ao Corredor Vasari. Quem viu o filme Inferno (eu vi e odiei, mas enfim: aqui não é site de filmes) vai se lembrar que os dois uma hora fogem do jardim (Boboli), entram num corredor e chegam ao Uffizzi. Pois: você PODE fazer esse passeio, se agendar com antecedência e, claro, SE ABRIREM. O tal corredor é, na verdade, uma passagem que algum nobre usava para chegar aos jardins, já que ele não gostava de se misturar com essa gentalha fiorentina. Dicona: muitas igrejas, museus e palácios na Italia tem muitas passagens secretas, lugares não liberados para o público em geral. Tratam-se de construções antigas com MUITA história e, por isso, o pessoal do turismo dá a possibilidade de você fazer uma visita agendada, guiada e quase que exclusiva - por uns eurinhos a mais. Recomendo que vocês dêem uma olhada: eu fiz uma visita dessas no Palacio Doge em Venezia e foi uma das coisas mais legais. Logo logo eu conto. Firenze all around Tem tanto quadro que eles não tem nem onde pendurar. Outra coisa legal do Uffizzi é a cafeteria, com uma bela vista para o Duomo. O café é uma fortuna (se você sentar, em pé sai 1 euro), mas a vista é impagável. Como disse, programei de pegar o horário de abertura do museu para não trombar com massas e massas de grupos de turistas. Mas, como também disse, o bagulho só abriu 10am e foi um estouro da boiada só: conclusão, museu lotadasso. Algumas salas consegui ver com tranquilidade, mas em outras a massa de turistas realmente incomodava. Não consegui entrar na sala do Caravagio - esperei uns 5 minutos!!! e, quando entrei, esperei mais uns 10 para o guia chinês e sua trupe sair de frente dos quadros. Uma pena. Confesso que fiquei com uma preguicinha dessa bagunça e acabei saindo do museu antes do que esperava. Mas enfim: Firenze tá sempre lá (apesar dos terremotos!) e eu ainda voltarei =) Gelato de coco da Venchi mais do que merecido. Trombei com essa gelateria em todas as cidades que fui e, se você estiver em São Paulo, pode curtir o seu gelato no Eataly daqui =). A Venchi tá sempre lombada de turistas e vende chocolates pra lá de caros, mas tudo parece ser/é delicioso. Saindo do Uffizzi vi um poster dizendo que o meu ticket dava direito a 50% de desconto em uma outra exposição que já tinha sacado nos dias anteriores. Foi pra lá que eu fui.
  4. Viena não está entre Budapest e Praga para ser inclusa aí. Vai te cansar muito e você vai aproveitar pouco. Budapest/Praga você faz de trem, acho que é a melhor opção. De restante, acho que o seu roteiro está ótimo. Também recomendo o Wombats em Budapest. Fiquei hospedada lá, se quiser, lê o meu relato aqui embaixo. O lugar é muito bem localizado e bem limpo.
  5. dia 03 - Certaldo e Siena Saí meio que correndo para pegar um ônibus (agora já tava esperta) direto para Firenze. Pela primeira vez nesta viagem entendi (realmente) que a Italia é confusa e a sinalização nem sempre está lá - ou até está, apenas te confundindo. Depois de chegar num pseudo terminal de ônibus, vi um terminal de auto atendimento e comprei um ticket de ônibus. Não sabia direito que raios de ônibus era nem aonde o pegava, mas fazer o que? Melhor ter esse ticket na mão do que nada. Vi um ônibus escrito FIRENZE. Entrei. - Questo a Firenze?, perguntei - Si, ma non e' questo! - MA QUAL? (percebam que meu italiano é fueda demais) - NON QUESTO! Pois que surge um cara e me puxa do ônibus de volta à plataforma. Gesticula com as mãos e fala e fala e fala e me aponta outro ônibus. - Questo a Firenze? - SI SI ANDIAMO! ANDIAMO! Sabe lá. Entrei no ônibus sem sinalização nenhuma e o cara ficou lá fora. O motorista parecia saído de uma comedia italia clássica. - A FIRENZE! FIRENZE, PIU BELLA! SIENA, BAAAAA! Belezona, tô no lugar certo. Mas nem todo mundo tinha essa certeza. Um japonês estava atras de mim no ônibus e me cutucou - this one, Florence? - yep, Florence! - sure? - sure, the guy here just... é claro que o motorista não conteve seu orgulho fiorentino. - A FIRENZE! FIRENZE, PIU BELLA! FIRENZE, ANDIAMO! também é claro que o japa não se convenceu. - no Firenze. I go to Florence. - FIRENZE! ANDIAMO A FIRENZE! IL DUOMO! UFIZZI! DAVID! O japa era realmente desconfiado. - i dont go Firenze. i go Florence. Tá, ele era meio burro também. Perdi a paciência. - FIRENZE IS FLORENCE, SAME CITY. THIS IS THE RIGHT BUS. O motorista já estava meio irritado com aquela desconfiança toda ou talvez só ofendido com a ignorância do cara. Ele não pensou duas vezes e pegou nós dois pelo braço e nos jogou pra dentro do ônibus. - A FIRENZE, CATZO! FLORENCE, BAAAA! FIRENZE ECCO ECCO! O ônibus partiu e o japa começou a suar frio. Perguntou para mais gente lá dentro, mas a essa altura o motorista nem o escutava, porque estava falando mal dele pro pessoal. Non parlo italiano, mas era algo como - MA CHE! MAS ME ATRAVESSA O MUNDO O SUJEITO! O MUNDO! E NEM SABE O NOME DA CIDADE QUE ESTA! MAS FAZ O QUE AQUI, FAZ O QUE? DEVERIA TER FICADO EM SIENA, SÓ O LEVO PRA FIRENZE PQ FIRENZE É MAIS BONITA. O por do sol na estrada foi muito lindo. A Toscana realmente tem algo especial. Eis que o ônibus começa a se aproximar de Firenze e algumas pessoas pedem para descer em alguns lugares. O motorista para para todos. É claro que o japa tava empolgadão nessa hora e foi fazer o mesmo. E é claro que o motorista não gostou nenhum pouquinho. - We in Florence? - NO! NO FLORENCE! - But i see, my map. - SIT! WAIT! Sem dúvidas o japa pensou que o busão só passaria por Firenze e seguiria para outra cidade, sei lá. O cara ficou tenso. - I WANT FLORENCE. - NO! Eis que o celular do japa toca. O motorista, irritado que só, liga o som no último volume. Está tocando Corazon Espinado do Santana na radio. O japa tenta se comunicar com o amigo no celular. O motorista, que domina espanhol tanto quando eu (ou o japa) dominamos italiano, começa a cantar. -AAAAAAAA CORAZON ESPINADO AAAAAAAAAAAAA CORAZONNNNNNNNN A FIRENZE!11 Coisa de louco. Finalmente o busão para na Estação Santa Maria Novella e finalmente o japa respira tranquilo. Ele deve ter reconhecido o território, mas não está tão convencido assim. Desco e ele me cutuca de novo, na rua. - Here is Florence, right? - No, man - eu digo. Here is Firenze =))))) (espero ter convencido vocês a fazerem o trecho Firenze/Siena de ônibus)
  6. dia 03 - Certaldo e Siena Com o coração (e um ticket da Trenitalia devidamente validado) na mão, deixei Certaldo rumo à Siena. - Ma per che Siena? Ah, sim. Fui iludida pelo famoso virus JAQUEEUTOAQUI. Vocês conhecem ele muito bem. Quando a gente pesquisa um lugar e taca o bendito no mapa, aparecem outros trocentos ali, logo ao lado. Daí você não se contem e simula como chegar nele. Pimba: basta meia hora de onibus/trem/balsa/nado/whatever. Por mais que já tivesse desenvolvido anticorpos pra esse virus aí em outras viagens, fui pega novamente. E eis que inventei de ir para Siena. Spoiler: o JAQUEEUTOAQUI na maioria das vezes é roubada. Chegaremos lá. Não bastasse inventar de ir para Siena lá pelas 16h, ainda arrumei uma visita agendada para o teto do seu Duomo. Trata-se dessa belezinha aqui: http://slowitaly.yourguidetoitaly.com/2015/03/siena-cathedral-reopens-its-stairway-to-heaven/ Se você clicou no link, viu que, enviando um email pro povo da catedral com uma certa antecedência (recomendo umas 3 semanas antes) você tem direito a uma visita por lugares antes reservados apenas a poucos. Lindas vistas (do Duomo e da Toscana) e caminhos tortuosos. E claro, não bastasse arrumar uma visita agendada, ter lagarteado em Certaldo após uns bons (põe bão nisso!) vinhos, ter saído no final da tarde, ainda resolvi chegar à Siena de trem. Se você vai fazer o bate e volta clássico para Siena, já deve ter feito a sua lição de casa e aprendido que a melhor forma de chegar lá é de busão, pois a estação de trem é afastada. Eu fiz a minha (meu dogue não comeu, juro), mas taquei o foda-se e topei encarar a caminhada. Havia lido que tinha um busão na estação de trem de Siena que me levaria para downtown-Siena, então...va bene! Ledo engano. Após uns 40 minutos de trem com mais vistas deliciosas da Toscana, eis que chego à Siena Centrale (hahaha, não é pra tanto). Então, amigos, eu andei. E andei. Andei e andei e cheguei até uma escada rolante. Daí ela subiu e subiu. Subiu muito. E mais ainda. Daí eu andei mais. E mais ainda. Eu segui andando e andando. E outra escada rolante, subindo mais. E mais uma. Teve uma hora que eu pensei que mais um pouco chegaria a Roma. Mas vi na parede uma foto de Siena e me convenci estar no caminho certo. E fui andando mais ainda. Muito mais. E mais escadas. _MA CATZO, ISSO É UMA ESTACAO DE TREM NA TOSCANA OU O TERMINAL 87678678678678 DO AEROPORTO DE MADRID? Acho que depois de uns 20 minutos (sem exagero), cheguei na saída. Na saída da estação, porque daí andei mais uns 20/25 minutos até Siena-Downtown. Dica Basica para bate-e-voltas: sempre consulte no mapa NAONDE da cidade que você vai chegar. Muitas cidades tem estações de trem afastadas do centro propriamente dito. Posso citar Siena, Toledo e Obidos como exemplo, mas devem ter trocentos outros mais. Como seu tempo na cidade é limitado, não o perca com deslocamentos. Daí então cheguei (FINALMENTE!) em Siena. Primeiras impressões: cidade grande, prédios altos (mais altos que os de Firenze), outra paleta de cor, muita, muita gente. Muitas lojas e restaurantes. Muitos turistas. Cidade não plana. Os day-trippers estavam terminando o seu passeio na cidade, então enfrentei um contra-fluxo nervoso. Muitas placas que não me diziam nada e que foram ignoradas solenemente. A única coisa que não dá para ignorar, meus amigos, é a praça principal da cidade. Não dá pra ignorar e você tem que fazer isso aí que tá todo mundo fazendo: sentar no chão, no meio dela. A praça é circular e famosíssima por ser o palco do palio de cavalos mais famoso do mundo, o Palio de Siena. Os cavalinhos dão a volta em torno dela enquanto a galera fica aí nesse meio espremida, no maior esquema circuito barra-ondina. Não dá para ignorar também a importância do Palio para a cidade. Ela é, inclusive, dividida em "bairros" de cada time. Tá vendo essa luminária mezzo-Gaudi aí? Ela é pintada nas cores e num formato especial do "time" do bairro. Cada bairro tem cores e formatos diferentes. Você vê escudos, ornamentos nas casas, luminárias e diversos detalhes em identidades visuais típicas, dependendo da região da cidade. É um baita negócio legal mesmo. E não é (só) para turista ver, os locais vivem isso. Infelizmente, fiquei pouco tempo na cidade e não consegui curtir todos esses detalhes com calma. Inclusive, cheguei na porta do Duomo no horário da minha visita e resolvi cabula-la. Como o pagamento era na hora, não fiquei com peso na consciência. Estava cansada demais para passar uma hora e tanto subindo e descendo escadas. Só queria comer. Tinha lido sobre algumas polêmicas de qual Duomo é o mais bonito: o de Siena ou de Milano. Foi mal aí, galera da Lombardia: Siena é lindamente mais linda. DICA/CONSELHO/PENSAMENTO DE BOTECO: já falei noutro relato e repito aqui. Se você está viajando, não se obrigue a nada. Ir a uma determinada atração porque você havia se planejado ou porque geral fala que é legal não é necessário. Necessário é fazer o que você estiver a fim. Não fui à Pisa como quase todo mundo vai e não me arrependo. Não subi esse Duomo e também não me arrependo - preferi sentir um pouco as ruas da cidade do que ficar confinada em um lugar. Dei mais algumas voltas, curti mais um tempo na praça, comi um trequinho de pistache MARAVILHOSO (SE VOCE FOR A ITALIA TEM QUE COMER QUALQUER COISA DE PISTACHE.) e cacei rumo de volta à Firenze. Considerações finais sobre Siena: Vejo muita gente cometendo este mesmo erro que eu, de tacar Siena junto com outra cidade no mesmo dia. A maioria faz a dupla Siena/ San Gimigniano. Talvez de carro você consiga curtir as duas com mais calma do que eu, mas sinceramente? Siena é uma cidade monumental. É cidadão mesmo. Tem muita coisa, muita história. Foi (ainda é) rival de Firenze por seculos. De boa, para uma cidade ser RIVAL DE FIRENZE, pouca coisa não é, né? Passar rápido por lá é bater cartão e não aproveitar. Num próximo roteiro na Italia, quero incluir umas 3/4 noites em Siena, para curti-la com calma e poder fazer bate-e-voltas pelas redondezas. E claro, irei de busão. =) Falando em busão, na minha volta para Firenze vivenciei uma das histórias mais engraçadas da viagem. (segue no próximo post)
  7. gente, que legal que vocês estão gostando. talvez eu esteja me alongando muito, mas é que foram tantos momentos especiais que eu não consigo edita-los <3 @Thamaracuja, vais para onde? Sem dúvida sua viagem será linda, a Italia é apaixonante!
  8. dia 03 - Certaldo e Siena Bora então pegar o primeiro trem da viagem? Bora nós! tutorial basiquete de trens, parte 1 (ou: como tudo deveria funcionar) Comprar tickets de trem direto das maquininhas é mais fácil do que sacar dinheiro no Itau. Os terminais automáticos tem opções em pelo menos 6 linguas (não tem portugues, mas né?) e a única coisa chata são as (constantes) filas, repletas de turistas confusos. Comprei um ticket Firenze/Certaldo e validei na maquininha da Trenitalia. SEMPRE que for viajar de trem regionales, lembre-se de validar o ticket, senão rola multa forte se houver """"""BATIDA""""" nos trens. - Mas e rola batida? Só peguei uma na viagem, e foi no Vaporetto de Venezia. Mas fala sério: cê arrisca? O lance de validar tickets é basicamente porque o trecho que o terminal imprime é válido para o dia todo. Assim que você valida, tem 4 horas para viajar. Ou seja, é isso que o moço vai verificar caso ocorra a """"BATIDA""""": o horário que você validou. Estação de trem Santa Maria Novella. Muita mala, gente confusa e paineis que só liberam o número do binário (plataforma) do seu trem na última hora. A viagem até Certaldo dura cerca de 40 minutos e, quando o trem não está dentro de um tunel, você consegue ver os lindos campos da toscana com suas montaninhas, arvores pontudas, castelos e vinículas. Até um resto de campo de girassol eu vi <3 (Pra galera que quer ver girassois, a temporada ideal é primavera/verão) Certaldo é dividida entre Certaldo Alta e Certaldo Bassa. A regra é clara para qualquer cidade dessas: a parte legal é a alta. Você desce da estação e anda uns 5 minutos pela cidade (adorável, inclusive). Daí é só pegar um funicular que voila! Certaldo Alta. Tive dificuldades para colocar o ticket na maquina do funicular e uma nativa arrancou da minha mão, colocou o bilhete e me empurrou, falando sem parar. Dentro do bondinho, ficou falando pra mim e para um grupo de franceses o quanto a cidade dela era linda e especial. A nativa não mentiu. Não mesmo. Uma gracinha de lugar. Certaldo Alta é um vilarejo da Toscana tal como TODOS NÓS sonhamos: casas fofas de pedra, janelas floridas, ruas tortinhas, uma bela vista para os campos, pessoas simpáticas, clima pacato e quase nenhum turista. Também tem bruschettas gostosinhas. A especialidade da cidade é uma cebola vermelha, que só tem lá. Infelizmente, não tinha no dia, mas provei a geleia dela noutro lugar. A cidade é minúscula e você consegue dar uma volta inteira nela em sei lá...20 minutos? Mas gente, por que você faria isso? Tem gatos receptivos. Tem cappuccino decorado ao lado do poço da branca de neve Tem lugar pra você se jogar e ficar fazendo coisa alguma Não tem como não se apaixonar por um lugar desses. Fiquei por lá até umas 15h, 16h, basicamente fazendo o melhor nada do mundo. Me despedi de lá com um sorrisão, rumo à Siena. - comassim??? é, pois. No próximo post explico. Neste, só vou deixar as belezas de Certaldo <3
  9. Thiaguinho, acredito que você esteja falando de TRENS e não de metrôs. Cada país tem a sua companhia. Você consegue consultar os preços e horários nos sites. Portugal: http://www.cp.pt/passageiros/pt Espanha: http://www.renfe.com/ França: http://www.sncf.com/ No caso de Fatima, você precisa pegar um ônibus - não há trens por lá.
  10. dia 03 - Bate e volta Certaldo e Siena Quem está indo para Firenze e pesquisa fazer um bate e volta começa a entrar em um (delicioso) desespero. É muito lugar bonito, é muita cidade gracinha e claro, MUITO POUCO TEMPO. A não ser, claro, que você reserve uns 7 dias para Firenze ou então faça uma road-trip tudo de bão na Toscana. Esse não era o meu caso e, por isso, fiquei procurando alguma cidadezinha bacana que se encaixasse no cliche de "cidade toscana fofinha de pedras em cima da montanha com vista para tudo aquilo". Cogitei Cortona, San Gimigniano, Volterra, Montepulciano, Greve in Chianti, Panzano in Chianti, Lucca, Montereggioni e Pistoia. Algumas eu desisti pela logística, outras por parecerem abarrotadas de turistas. Foi então que eu encontrei esse post: http://www.brasilnaitalia.net/2016/05/10-bons-motivos-para-visitar-certaldo-pelo-menos-uma-vez-na-vida.html Certaldo está a apenas 40 minutos de trem (direto!) de Firenze e não parecia "descoberta" por turistas. Parecia uma ótima opção que eu acatei imediatamente. No final, se revelou uma das melhores surpresas desta viagem. Certaldo é DICONA DICONA. DICONA DAS BOA. Certaldo é uma cidade adorável da Toscana que uma vez ao ano recebe um festival incrível chamado Mercantia. Quem estiver nas redondezas por julho, por favor, vá por mim e me conte tudo. Sente um pouco aí o que é o Mercantia:
  11. dia 03 - Firenze (bate e volta Certaldo + Siena) O problema maior de planejar uma viagem para Itália são vários. O primeiro é que tem tanta coisa legal que fica difícil escolher O MAIS LEGAL. O segundo é que muitas dessas coisas legais exigem reserva prévia e, por isso, um planejamento e uma decisão ANTERIOR a viagem. O terceiro é que a Italia é um lugar para você curtir com calma e qualquer pressa atrapalha o fluxo dos negócios. Por isso, esse dia foi um dos que eu mais planejei burocrativamente pero no mucho. Deixei para esse dia o meu bate e volta E um museu. Como iria pegar trem, escolhi a Accademia, que é um museu pequeno, não cansa tanto E fica no caminho da estação de trem. Bora? A Accademia é o museu que se orgulha de ter o David. Ele mesmo, o cara que está em todos os souvenirs da cidade e é imenso de grande. É lindão também. Ó que lindão. Originalmente o moçoilo dava pinta na rua mesmo, láaaa na Piazza Signoria. No entanto, resolveram dar um lar para ele e tacar uma réplica (muito da bem feita) que ocupou o seu lugar, junto com Netuno e toda a trupe. Mas turista é aquilo, né: a gente quer ver o que todo mundo quer ver. E como todo mundo quer ver, tem a tal da fila. E, para evitar a fila, o jeito é comprar o ingresso com antecedência na internet. Foi o que eu fiz: comprei o ingresso da Accademia e da Galleria Ufizzi com cerca de um mês de antecedência. Também é o que eu recomendo que vocês façam: comprem antes e, de preferência no primeiro horário para fugir das filas e do vuco-vuco. Funcionou super para a Accademia, mas para o Ufizzi...bom, isso é papo para depois. Confesso que fiquei assustada com revista e raio x em museu. Alias, fiquei assustada com o exército nas ruas exibindo trabucões nos pontos turísticos. Nego tá com medo de terrorismo, né. Fazer o quê. (engraçado é ver que italiano tem uma necessidade tão grande de falar com as mãos que os soldados soltavam as armas para poder gesticular melhor. hahaha) Peguei o horário das 8h15 e encontrei o museu vazio. Pude ficar sentada um bom tempo vendo todos os detalhes da escultura (que claro, é realmente maravilhosa e merece toda a contemplação do mundo) até a muvuca chegar. Digo para vocês que cerca de 9am aquilo tava um panavoeiro só. Uma coisa que sempre faço nesses lugares é ficar ouvindo de bicona os guias explicando coisas para os turistas. Ao mesmo tempo que tem coisa útil nisso, tem muita baboseira. É incrível como um guia fala algo totalmente oposto do que o outro tá falando para outro grupo. Sobre a Accademia: é o que todos falam, basicamente. O lance lá é o David, pois o museu é bem pequeno. Mas o lance não é SÓ o David. Tem um espaço muito interessante do museu que explica como eles faziam para reproduzir as esculturas em outras escalas. Vale muito, eu adorei e aprendi bastante. Sai do museu, rumo à estação de trem. Destino? Certaldo, bello =)
  12. dia 02 - Firenze (continuação) Meu tempo na Italia se dividia basicamente entre as horas que eu estava comendo, tomando café, tomando vinho e as horas que eu estava fazendo hora para comer, tomar café ou vinho. Quando terminei meu panino, entrei nesse segundo momento. E daí que vem a suuuuuuper dicona, que eu também vi em algum lugar da net. DICONA: Biblioteca Oblate. A biblioteca Oblate fica a umas duas quadras do Duomo e, é como o nome diz, uma biblioteca. A atração em si não é a biblioteca, e sim a vista de sua cafeteria, que fica no segundo andar. Porque você pre-ci-sa dar um pulo lá: - Pela vista. Precisava dizer? - Pela cafeteria. Onde mais você toma um café em Firenze com uma vista dessas, SENTADO e por 1 euro? - Pela galera que frequenta, basicamente estudantes estudando para provas. - Pelo Wi-Fi. Firenze tem um sistema de wi-fi gratuito que, como tudo na Italia não é tãaaao assim. Nem todos os lugares funcionam, e a Oblate é um poucos lugares que o bagulho funfa. - Pela localização. Tá do ladinho do Duomo, é óbvio que cê vai passar por lá. Não tem desculpa. Foi aí que eu resolvi atravessar a Ponte Vecchia de novo e tentar, de uma vez por todas, encontrar o Palazio Pitti. Não me perguntem, mas eu já havia passado por perto umas duas vezes e não tinha dado de cara com ele. Daí que começa a sequência de bobagens que uma pessoa consegue fazer. Primeira bobagem: um sol de rachar e eu sem óculos escuros. Ok, faz parte. Segunda bobagem: cruzar a cidade para ir a um museu em PLENA SEGUNDA FEIRA. Isso não faz parte, é bobagem mesmo. Terceira bobagem: "ah, vou andando reto pra ver onde dá", sem olhar num mapa. Bobagem mor essa terceira aí. Andei um pouquinho, cansei e resolvi voltar. "Ok, eu pego a primeira rua a esquerda e volto pra fazer um caminho diferente da ida". O problema é que a primeira a esquerda nunca aparecia. NUNCA. eu disse: NUNCA. Já estava exausta e cai numa rua residencial. Andei mais e mais. Olhei no mapa e CADÊ ESSE RIO MEU DEUS? CARAMBA ANDEI UNS CINCO QUILOMETROS PQP. Estudei o mapa e vi que dava para voltar, como dizemos aqui em São Paulo, "por dentro". Que coisa adorável, minha gente. Que coisa adorável. Cai em algumas vilas residenciais montanhosas com casas fofas, jardins bem cuidados, cachorros gracinhas, igrejas antigas, arvores pontudas e montanhas ao fundo. lugar desconhecido no suburbio de Firenze. dove siamo? Andei bastante, andei super, andei pá porra. Confesso que a minha raiva já tinha passado, até. É realmente incrível que exista um lugar tão tranquilo e delicioso grudadinho assim em Firenze. Como podem ver, não é só em Venezia que o cliché "quando você se perde que você encontra coisas legais" se aplica. De volta a downtown, curti um tempinho e descansei as pernas nessa fofura de pracinha. fofura de pracinha. De noite fui caçar um lugar para comer e foi aí que comi minha primeira massa italiana. Primeira de muitas, que fique claro. Resolvi dormir cedo porque o dia seguinte seria (e foi!) bem puxado. Já tinha tido muita lindeza por um dia, né?
  13. (gente, muito feliz que vocês estão gostando! minha viagem foi ótima e eu queria dividir os momentos que tive por aqui e ajudar os futuros viajantes!)
  14. dia 02 - Firenze Quando programei meu roteiro, reservei 04 noites para Firenze. Sabia que a cidade era pequena, mas sabia também que tinha bastante coisa para ver. Tendo que reservar com antecedência dois museus e me programando para um bate e volta, deixei o meu segundo dia para ver mais lugares, com calma. Mesmo cansada com o fuso e o vôo, resolvi acordar cedo porque geral falava nos foruns que "Firenze é um formigueiro de gente, você precisa acordar cedo pra ver tudo sem ser levada pelo tsunami de orientais e de paus de selfie". Talvez eu tenha tido sorte com o tempo E com a quantidade de gente - muito menor do que eu esperava. Ou talvez eu só tivesse apaixonada pela cidade, vai saber? Tomei um espresso num bar e sai andando pela cidade. Tem que passar trocentas e quinze vezes pela Ponte Vecchia. Cada vez a luz incide nela, nos prédios e no rio de maneira diferente. Piazza della Republica. Lá pelas 9am você consegue sentar tranquila com seu gelato e vê-la inteirinha sem tanta gente Lembrei-me, então, que tinha essa feirinha de comidinhas e artigos franceses próximos à Santa Maria Novella. Desencanei que estava na Itália e comi um pão de azeitona numa barraquinha e uns dan-tops (aka: teta de nega ou nha-benta pros ricos) de limão siciliano, de framboesa e de sei lá mais que. Também carocei um pouco numa barraquinha de sabonetes de Marseille porque gente, pagar 8 euros num sabonete? Também fui praquelas bandas porque queria visitar uma perfumaria muito famosa, a Santa Maria Novella. - muito famosa per che? - R: http://italiana.blog.br/perfumaria-santa-maria-novella/ Falhei em encontra-la por conta própria e recorri ao escritório de turismo, que fica em frente à Estação Central. Negócio organizado, com fila, senha e tudo. Atrás de mim, três brasileiros perdidos porque tinham que ir ao aeroporto Americo Crepúsculo e não sabiam como. hahaha. Mapa na mão com um circulinho na tal perfumaria, lá cheguei. Gente, vale super a pena visitar. Uma das coisas mais legais de Firenze e de Venezia, pra mim, foi ver que você entra num prédio que você não dá nada e daí...é transportado para outro mundo. A tal perfumaria, como o link que eu passei já disse, é super antiga. O prédio é maravilhoso, o cheiro é divino e os preços são abusivos. Carocei mais um pouquinho lá e fui em direção ao meu objetivo do dia, o Museu Galileo Galilei. ó só como as cores mudam. O Museu Galileo Galilei foi, para mim, um dos mais legais que visitei nesta viagem. Se você gosta de ciências, se adora artefatos de cientistas malucos, se é um engenheiro/químico/físico/biólogo, se você está com crianças, se você quer entrar na vibe de que Firenze sempre foi uma PUTA POTÊNCIA do conhecimento humano...enfim, se é um curioso, vá! Ah, se você gostou do Deutsches Museum de Munique, vá. E ah: se você gostou deste, vá ao Deutsches Museum de Munique, tendo a chance =) Por 8 euros, você tem acesso a um mundo de cacarecos de todos os bambambam das ciências. Astrolábios, compassos, globos terrestres, máquinas que testam movimentos em planos inclinados, pendulares, torres de água, tubos de ensaio...Além de todos os equipamentos, muitos deles tem videos explicando a teoria por tras de tudo. Maravilhoso! Um plus a mais que só os museus de Firenze podem te proporcionar: vistas de Firenze <3 No final da visita, o museu conta com um espaço interativo muito legal. Chequei meu mapa e vi que eu estava próxima ao Mercado San Broggio. Esse mercado, diferentemente do Centrale, era mais "regional". Queria comer uma pasta-delícia por um preço baixo e num lugar sem vuco-vuco. Encontrei o lugar, escolhi o prato (após trocentas suposições do que catzo querem dizer todas aquelas palavras em italiano) e fui pra fila. Foi então que percebi que na Italia os horários de comida são levados a sério. =( Não tem choro. Os lugares lá fecham no horário que tem que fechar (13h ou 14h? sabe deus, meu fuso tava todo zoado). Lição dada, lição aprendida. A partir daí, todo lugar de comida que eu via eu procurava os horários de funcionamento. Dica dica: Os horários são "flexíveis" na Italia, mas isso quando você está numa estação de trem ou no ponto de ônibus. Em osterias, tratorias, ristorantes e lojas, nego leva muito a sério. Muitos encerram o almoço antes das 14h e o jantar antes das 22h. Quanto às lojas, muitas fecham para uma espécie de """siesta"", que dura de umas 13h até umas 15h30. Em Veneza o buraco é bem mais embaixo e você precisa ficar atento pra não passar fome (((ainda vou chegar lá!))) Precavida que sou, havia salvado algumas recomendações que li no meu cel e, de acordo com o meu mapa, estava próxima ao """"melhor panino da cidade""""". Acho que passei batido no lugar umas 3 vezes. Era muito pequeno e simples, não imaginei que tivesse algo dentro daquela porta. Senhoras e senhores, apresento a vocês: O melhor panino da cidade. Tem presunto parma, queijo pecorino, alcachofra e um bando de azeite (do bom) e pimenta do reino. E um pão mais fofinho que o seu travesseiro. Bom, na realidade o negócio era tão grande que era do tamanho de um travesseiro. Quanto às escolhas do recheio, não me julguem: tentei entender a lógica de montar esse sanduiche e a moça do caixa não entendeu. Um simpático freguês resolveu me ajudar e meio que escolheu isso tudo aí. Tudo isso, claro, naquela conversação toda típica. Obrigada, simpático freguês. Mandaste muito bem. Já deu pra perceber que na Italia fome ninguém passa, né? Se um restaurante te fecha as portas, comidinhas de rua abrem portais. Fiz meu lanchinho com uma Birra Moretti num banquinho do Duomo (já havia adotado aquele lugar como meu), observando o movimento. (continua. post grande)
  15. dia 01 - Firenze após o por-do-sol propriamente dito, desci de San Miniato até as margens do Arno. Passei novamente pela Piazza Michelangelo, que continuava cheia. Perambulei um pouco pelas ruas de Otromano e voltei para o meu lado do rio caçar algo pra comer. Pronto, experimentei meu primeiro panino e o primeiro Chianti (horrível, diga-se de passagem. Relutei pra tomar outros, até aprender que não é qualquer Chianti que é bom). Meu hotel ficava, como já disse, pra lá de bem localizado. 3 quadras do Duomo tá bom pra vocês? Pra mim tava, bom demais da conta, inclusive. Descansei um pouco e fui conferir o Mercado Central de Firenze (o pop, não o raíz) Pausa para ""mercados"" na Europa. Muitas cidades na Europa tem mercados voltados exclusivamente para comidas gourmet. São como praças de alimentação com diversos stands, em que cada um oferece uma comida mais gostosinha que o outro. Os caras fazem uma bela duma curadoria do que tem de melhor na cidade em termos de culinária local/chefs badalados e oferecem opções ""fast food"", digamos. O Mercado Time Out de Lisboa é assim, bem como o de San Miguel em Madrid - isso para citar dois. O de Firenze é a mesma coisa. O ponto chato, para mim, é que, apesar da comida ser muiiiiito boa, o ambiente é deveras shopping center. O de Firenze, por exemplo, tem até TELÃO. Ah claro, outros pontos negativos são os preços (muitas vezes inflacionados) e a presença maciça de turistas no lugar. Confesso que fui para o de Firenze sabendo que ia encontrar algo do tipo. Mas primeiro dia de viagem, né, amores? Bora pagar 6 euros num negroni (delicioso, diga-se de passagem) e ser feliz. Pensei que o Negroni seria o meu drink da viagem. Mal sabia eu que cairia de amores pelo <3 spritz <3 em Veneza. Salada com burrata, azeite e tomate. A moça perguntou se eu queria colocar aceto balsamico. Relutei, mas topei. Mal sabia eu que cairia de amores pelo <3 aceto balsamico <3. Gente, não tem nada a ver MESMO com o nosso e olha: combina com tudo. Confesso que mesmo fazendo a hipster que repudia essas coisas turísticas, voltei para o mercado outro dia. Comida gostosa, Wi-fi, ar condicionado e banheiro limpo? opa! Bem alimentada, fui dar o meu rolê noturno. O Duomo fica mais bonito de noite e MUITO MAIS BONITO com um gelato. A foto tá ruim, mas juro que o gelato de cenoura com hortelã com esta vista era muito melhor ao vivo. Ju-ro. Meus relatos não tem um relato detalhado de CADA lugar que eu comi, mas esta gelateria em especial merece um parenteses. Só de passar na porta você já percebe que o lugar é especial. Os quatro motivos que me levaram a conhecer esse pedaço do paraíso: - tá na frente do Duomo - eles fazem a casquinha NA HORA e o cheiro DELICIA que sai lá de dentro faz você ir até lá feito o pica-pau seguindo cheiro de fumaça de comida - a fila com direito a senha, mesmo às 23h. http://www.edoardobio.it/ Taí o link para quem quiser. O gelato deles é biológico, fresquíssimo e a casquinha é feita na hora. Tem sabores diferentes, todos deliciosos. Voltei pra dormir, felizona da vida.
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