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  1. Aqui minha avaliação particular de onde nos hospedamos: Hotéis na ida com somente um pernoite: - Condado Hotel Cassino (Santo Tomé) - Sem Nota - Chegamos tarde, dormimos e saímos muito cedo. Custou US$ 72,66 no cartão de crédito (sempre sem contar o IOF). - Colón Hotel de Campo (Santa Fé) - Nota 7,5 - O tempo não ajudou, chovia quando chegamos e com isso havia mosquitos e no pátio para os carros havia um pouco de barro e lama. Existe outro lugar para parar o carro sem ser na terra encharcada. Tirei o carro desse "estacionamento" e coloquei no terreno ao final do caminho interno junto aos campos de futebol. Vale lembrar que ali no final há vagas cobertas mas eles cobram à parte por vaga coberta. US$ 92,92 no cartão. - Hotel Mercure (Santa Rosa) - Nota 10 - Ficamos sem saber se nos deram um quarto especial acima do padrão standard. Gostamos de tudo: quarto, banho, jantar, café, piscina e academia. Fomos sem grandes expectativas e foi melhor do que esperávamos. US$ 88,04 no cartão. - Hotel Howard Johnson (Neuquén) - Nota 7 - Rede hoteleira com diversas unidades na Argentina. Hotel ok, jantar ok. Nos pareceu mais caro do que deveria ser. Overpriced. US$ 97,65 no cartão. Hotéis em locais turísticos: - Charming Lodge (Bariloche) - Nota 9 - Localização com vista incrível, piscina boa ao ar livre com água aquecida, acesso fácil para a praia. Após a primeira noite deram por cortesia um upgrade do quarto standard/pequeno pra uma suíte enorme e excelente. É um dos mais bem avaliados no tripadvisor (e Bariloche tem um monte de hotéis) mas consideramos um pouco caro para nossos padrões de classe média dos brasileiros. Na época que fomos recebeu mais americanos e europeus. Quando fomos lá há dez anos atrás ficamos num hotel ruim no centro e havia custado US$ 90. Desta vez como era uma data comemorativa resolvemos escolher este que foi um dos que teve diária mais alta. Café da manhã bom, tinha até iogurte artesanal, mas faltava um pãozinho francês. US$ 175 por noite. Se puder pagar por valores mais altos pra passar períodos especiais, vale a pena sim! - Antares Patagônia (San Martin de los Andes) - Nota 9,5 - Hotel que gostamos muito, unidade standard com quarto, sala e banheiro com hidro, piscina ao ar livre e ao lado uma piscina excelente coberta e com água aquecida e jatos potentes. Tem também uma jacuzzi numa sala envidraçada que é utilizada mediante horário reservado, sem custo, por uma hora. Mesas de sinuca e ping-pong, bonitas áreas comuns, jardim, etc. Garagem coberta para até seis carros e espaço aberto para outros carros. Café da manhã bom. Espero voltar um dia. US$ 150 por noite. No Chile: - B&B Frontera Pucón (Pucón) - Nota 5 - Preço de hotel, serviço de albergue. Administrado por brasileiros, nos receberam com espanto, mesmo com reserva prévia e confirmação prévia. Chegamos bem cansados, com muita bagagem, e dois marmanjos à toa não fizeram a mínima questão de ajudar. Tínhamos pedido um quarto mais caro 'com vista para o vulcão' mas chovia muito e não veríamos nenhum vulcão. Não havia mais ninguém hospedado, os outros quartos estavam vazios. Perderam a chance de deixar uma boa impressão oferecendo o quarto ao lado que era melhor e com hidro. Café ruim. Sem tv e sem frigobar no quarto. Localização boa, mas não vale esse valor. US$ 96. - Cava Colchagua (Santa Cruz/Valle Colchagua) - Nota 8 - Agradável e pitoresco. Tem uma ótima piscina e é maravilhoso tomar ali a garrafa de vinho branco que eles oferecem por cortesia. Curioso dormir dentro de um quarto em formato de barril de vinho. Como experiência consideramos que vale a pena por uma noite apenas. Não mais que isso porque o quarto é apertado, o banheiro tem box pequeno. US$ 175 pagos em moeda americana com troco na moeda local. - Hotel Terraviña (Santa Cruz/Valle Colchagua) Nota 9,5 - Parece uma fazenda bonita com um lindo gramado e uma ótima piscina junto aos parreirais da vinícola Laura Hartwig. Atmosfera excelente. Não havia ar condicionado nos quartos, mas não fez falta porque mesmo com dias de sol e calor à noite a temperatura era bem amena e agradável. US$ 150 em moeda americana com troco na moeda local. Na região de Mendoza, Argentina: - B&B Lujan de Cuyo (Lujan) - Nota 8 - Quarto bom, amplo, com bom armário e bancada para as malas, café-da-manhã ok. No entanto área da piscina estava suja e descuidada, sem espreguiçadeiras. Cachorros soltos no local. US$ 98. - Tupungato Divino (Tupungato) - Nota 6 - Mais parece um bom restaurante com quatro quartos levantados na parte de trás do terreno. Quarto excessivamente rústico, tinha até aranha e teias de aranha. Entorno da piscina muito próximo do restaurante e com mato por perto. Apenas quatro cadeiras na piscina e nenhuma espreguiçadeira. Gatos soltos no local. US$ 140 em moeda americana. No caminho de volta: - Hotel Epic (Merlo) - Nota 10 - Hotel novo e muito agradável. Café da manhã excelente. Mais um hotel que fomos sem grandes pretensões e superou as expectatativas. Valeu a pena e voltaremos. US$ 107,64 no cartão. - Hotel Howard Johnson Funes (Rosario) - Nota 5 - Não vale mesmo a tarifa de US$ 129,68 praticada via booking. Localização fora da cidade, boa pra quem quer seguir viagem. Mas procure outro se continuarem cobrando acima de 100 dólares. - Hotel Hathor (Ruta 14 próximo a Concórdia) - Nota 7 - Hotel de estrada que estava bem cheio, vale só pra dormir e seguir viagem. Achamos curioso que reservando com antecedência pelo booking a tarifa era muito mais cara do que a tarifa praticada no balcão. Por acaso mudamos a data de retorno e pagamos bem mais barato. Não vale os US$ 100 que o booking cobrava. Pagamos US$ 75,70 no cartão. - Hotel Casino Río Uruguay (Paso de los Libres) - Nota 9 - Hotel bom na beira da estrada, bem melhor que o Hathor. Curioso que no booking também tinha tarifa bem mais cara, de 110. Fomos sem pedir reserva e pagamos no balcão US$ 78,50. Piscina muito agradável para descansar depois da estrada. Bom jantar e bom café-da-manhã.
  2. Foi difícil escolher quais destinos incluir e quais deixar de fora. Também é normal ter dúvidas sobre qual época do ano viajar. Inverno ou verão? Frio ou Calor? Escolhemos o que nos pareceu mais lógico: os dias longos do final da primavera, em dezembro, são propícios para dirigir por muitas horas com claridade. Depois de ler inúmeros relatos sobre viagens de carro passamos a aceitar que em trinta dias há um limite de possibilidades e que alguns lugares ficariam para depois. Consideramos também que gostar de estar na estrada é parte relevante da jornada. Argentina e Chile são bem longe do Rio de Janeiro. A saída foi direto do último dia de trabalho rumo à Taubaté. Evito o trânsito pesado da Dutra na baixada fluminense passando pelo Arco Metropolitano, estrada nova, duplicada e livre. Uma boa chuvarada me fez companhia na serra de Cruzeiro. Feito o pernoite, saio cedo de Taubaté pela excelente Carvalho Pinto/Ayrton Senna, passo pelo Rodoanel e faço a Régis Bittencourt. No Paraná deu tempo para descer a Estrada da Graciosa e fico contente por conhecer um lugar tão bonito. Pernoitamos em São Mateus do Sul, cidade pequena e charmosa. Estrada da Graciosa - Paraná Deixamos São Mateus para trás com previsão de almoçar em Erechim. Seguimos pela BR-476 e BR-153 contornando os municípios de Paulo de Frontin, Paula Freitas, União da Vitória, Porto União, General Carneiro, Água Doce, Irani, Concórdia, Marcelino Ramos, Severiano de Almeida e Três Arroios. Gosto de mapas e de ler sobre a infinidade de municípios brasileiros. Propositalmente não citei a qual estado cada um pertence. Deixo por conta de sua curiosidade. Perto do meio-dia chegamos para almoçar em uma bonita churrascaria dentro do estádio do Ypiranga, time de Erechim. A experiência gastronômica também fez parte dos planos. Seguimos com mais dois objetivos: conhecer as ruínas de São Miguel das Missões e cruzar a fronteira em São Borja para dormir na Argentina. Desde Concórdia até Passo Fundo havia trânsito de caminhões. Vale lembrar que muito da economia brasileira se movimenta por caminhões, e o sujeito que está lá dirigindo um veículo pesado também quer chegar logo e ter seu descanso. Releve quando algum deles começar uma ultrapassagem na sua frente. Uma viagem longa é um bom momento para reflexões e para exercitar um pouco de paciência. Horas mais tarde viramos para São Miguel das Missões. Fui sem expectativa e fiquei muito impressionado com esse lugar. Sem dúvidas recomendo a visita. Depois entramos em São Luiz Gonzaga para jantar num lugar aprazível na praça central. Era noite de sábado, a fronteira de São Borja para Santo Tomé funciona 24 horas, e não havia nenhum veículo. Apresentamos os documentos, recebemos o visto, pagamos um pedágio de R$ 42 e rapidamente estávamos liberados. Após dois dias estávamos no lado que fala espanhol e que a gasolina é vendida com 10% de álcool, e não com abusivos 27,5%. Infelizmente a BR-285 não está em perfeitas condições e a parte do interior do Paraná também tinha remendos. Visitamos as ruínas de São Miguel das Missões - Rio Grande do Sul Hora de dirigir na Argentina. Primeiro algumas curiosidades geográficas. A estrada mais famosa é a Ruta 40, enorme com 5.194 km. A cidade no extremo oeste argentino equivale ao município mais a oeste do Acre. A população é muito menor que a brasileira e menor que a da Colômbia. Os estados são chamados de províncias. E resumindo ao máximo, dividiria sua geografia em três partes: o pampa argentino que é uma planície gigantesca com incontáveis fazendas; depois uma região árida e desabitada imensa do centro ao extremo sul do país; e por fim uma parte montanhosa impressionante junto à Cordilheira dos Andes que marca a extensa fronteira com o Chile. O Aconcágua, o pico mais alto fora da Ásia, é um ponto ali. E vale mencionar que as cidades economicamente relevantes são Buenos Aires e Rosário, ambas cidades portuárias, e a malha das melhores estradas segue para esses portos, e não necessariamente na direção de quem vem ou vai para o Brasil. As estradas são boas, e mapeamos que deveríamos evitar por buracos e falta de conservação a Ruta 127, a R-158 entre San Francisco e Villa Maria, e a R-33. Partimos cedo de Santo Tomé. Nesta cidade há uma casa de câmbio com boa cotação e é possível consultar via google. Seguimos pelas Rutas 14 e 18 até Santa Fé. Ficamos num bom hotel na saída dessa cidade. Neste caminho cruzamos o túnel sub-fluvial, que literalmente passa por baixo do rio Paraná. Depois de Santa Fé circundamos Rosario, Junin, Carlos Casares e após 820 km chegamos em Santa Rosa. Ficamos em uma hotel novo de uma rede conhecida que foi melhor do que esperávamos. Tínhamos feito quatro trechos de 800 km por dia. Para o dia seguinte programamos uma distância menor, 550 km até Neuquen, então pudemos descansar e curtir a piscina e a academia que estavam vazias. Mesmo onde não fizemos pesquisa para almoçar nós encontramos restaurantes com boa comida. Eles chamam de lomo o corte de carne macio que é como o nosso filé mignon. Filé com salada ou milanesa com batatas são pratos comuns, e servem por cortesia uma cesta de pães. Até a bebida de água com limão que eu aprecio também encontramos. Só não espere encontrar feijão brasileiro, esse não é comum. Depois de bastante estrada uma piscina destas é perfeita Após Santa Rosa o cenário da viagem mudou. A planície com incontáveis fazendas ficou para trás e entramos na travessia do deserto de La Pampa. Não é um deserto de areia fofa. É uma região seca e desabitada, com vegetação rasteira, e a estrada segue com retas enormes. Há pouco fluxo de veículos nesses locais. Some o fato do território ser muito plano, e assim as ultrapassagens em pista simples são realmente fáceis. Nesta altura já notamos a fauna de automóveis, com muitos carros compactos, diversos deles fabricados de 5 a 10 anos atrás, e entre os mais caros vimos muitas caminhonetes, especialmente Amarok, Hilux e Ranger. Vimos carros que não temos no Brasil como VW Scirocco e o novo Audi Q2. No entanto rodando pelo interior praticamente não vimos carros de sucesso aqui como Honda HR-V ou Hyundai Creta, que existem mas devem rodar mais na região de Buenos Aires. Atravessamos o deserto de La Pampa Pernoitamos na cidade de Neuquén e no dia seguinte fomos par os 440 km que faltavam para Bariloche, nosso primeiro destino turístico no exterior. Foi bom ter optado por fazer trechos menores nessa etapa final, assim chegamos descansados. No caminho fizemos um pit-stop em um posto chamado ACA Confluência Traful (ACA é a sigla de Automóvel Clube Argentino) que é de frente para um lindo rio de águas verde-turquesa. Ali mesmo colocamos pela primeira vez os pés nas águas límpidas que descem dos lagos da Patagônia. Nessa hora bate um encantamento que mescla a paisagem com o fato de estarmos tão longe de casa e de chegarmos ali com nosso próprio carro. Essa sensação não se explica por texto, fotos ou vídeos. Só quem viaja sem criar grandes expectativas que entende. Paisagem em frente ao posto - com tempo para apreciar o caminho Aqui o caminho fica muito interessante, o deserto saiu de cena e a região de serra se aproxima. O primeiro pico com neve aparece no horizonte. Bariloche fica a 900 metros de altitude e eu imaginava que subiria uma serra íngreme como é do Rio para Teresópolis, de Santos para São Paulo, ou de Paranaguá para Curitiba. Nada disso, a subida é mais suave. Quando vi, uma placa já informava que estávamos à beira do lago Nahuel Huapi. Pronto, no meio da tarde estávamos em Bariloche. Ficamos por três noites e marcamos mais duas em San Martin de los Andes, cidade próxima. Para a primavera e verão há diversas atividades ao ar livre, inclusive praia, piscina, passeios de barco nos lagos, etc. Há quem vá para fazer caminhadas, trekking, ciclismo, pesca, ou simplesmente apreciar a natureza e relaxar. Nesta época vimos mais europeus e americanos. Os brasileiros vão mais na temporada de neve. Curiosamente os argentinos consideram dezembro como baixa temporada. Em geral eles costumam tirar férias de verão depois do natal, aí passa a ser alta temporada. Vista do hotel - final da primavera com neve na serra Mirante do Cerro Campanário Após três noites fomos pela Ruta 40 para San Martin de los Andes, outra cidade turística. A 40 é a estrada que segue a Cordilheira dos Andes de norte a sul. Lojas de souvenir vendem diversos tipos de adesivos e ímãs sobre ela. Nesta região, entre La Angostura e San Martin, a estrada é linda e é conhecida como A Rota dos Sete Lagos, que passa por dois Parques Nacionais e margeia diversos lagos, vales e serras. Este caminho era de terra e foi asfaltado só em 2015, e os mirantes estão devidamente sinalizados. Vimos que a estrada tem ótimas curvas e pouco trânsito, mas pegamos um dia um pouco nublado. No domingo, já instalados em San Martin, o dia amanheceu bonito e ensolarado, daí não teve outra: depois de curtir a cidade nós voltamos para Ruta 40 para repetir um pouco mais dessa estrada que tem tantas paisagens. Não imaginava que depois de percorrer mais de 4 mil km e ficar alguns dias descansando a gente pegaria o carro para rodar mais. Definitivamente nós gostamos de estrada. Rota dos Sete Lagos Encerramos a primeira etapa na Argentina e tínhamos dois caminhos para ir até Pucón, Chile. Pucón também fica à beira de um lago e ao lado do vulcão Vilarrica. A estrada mais curta tem uma parte no lado argentino ainda de terra, ou rípio como eles dizem. O lado mais longo e asfaltado nos levava para a fronteira entre La Angostura e Osorno. Fomos pelo mais longo. Por esse caminho que cruza vales e montanhas tivemos a grata surpresa de ver um espaço ao lado da estrada com bastante neve, em pleno final de primavera, quase verão. Caminhar na neve pela primeira vez na vida quando você sai do Rio de Janeiro com seu próprio carro é algo bem especial. Fizemos fotos e seguimos. Na fronteira chilena o procedimento foi similar, a diferença é que nos pediram para retirar as malas do carro e abrir uma a uma para uma fiscalização rápida. Eles não tocam nas suas coisas, o dono da mala que abre e mostra. No Chile não é permitido entrar com carnes, frutas, e verduras. Neve ao lado da estrada entre La Angostura e o Chile Em Pucón e não tivemos colaboração climática de São Pedro. Até aqui tinha sido tudo excelente, especialmente nos dias perfeitos de sol entre Bariloche e San Martin. Reservamos três noites em Pucón e ficamos apenas duas. Tempo fechado, garoa e nenhum sinal de possibilidade de avistar o vulcão. Vimos na meteorologia que no próximo destino, 600 km ao norte, havia previsão de tempo aberto. Aproveitamos para levar roupas na lavanderia, ir na casa de câmbio, farmácia, e comprar água no mercado. No Chile boa parte da frota tem origem nos países asiáticos. Vimos caminhonetes mais antigas, inclusive uma curiosa Hilux cabine simples do início dos anos 80, tão menor que parecia ter o porte de uma Saveiro atual. Vimos muitos carros da Suzuki, e diversos modelos que não temos aqui como Mazda MX5, Ford F150 Raptor, e os hatchback Kia Rio e Toyota Yaris que pareciam ter porte similar ao Polo ou Argo, além de um pequeno e simpático Hyundai i10. Pena que não consegui fotografar todos eles adequadamente. Após Pucón subimos a Ruta 5 que é uma via duplicada e sem muitas paisagens. Aqui a velocidade praticada é de 120 km/h e vi um policial com radar em mãos. Alguns carros iam acima disso. Nós fomos com controle de cruzeiro instalado no carro e mantivemos a medida indicada. Gosto demais dessa função de acelerador constante, que nesse tipo de viagem ajuda demais. Nesses trajetos longos o tablet que minha mulher levou foi um excelente passatempo para ela enquanto eu dirigia. Ela tinha a série que queria assistir, e tivemos também muitas risadas com os shows de stand up de humor que levamos. Nesse dia no entanto fiquei preocupado porque no decorrer do percurso uma pedrinha atingiu meu para-brisa no canto inferior esquerdo. Na hora do impacto não percebi nada, mas após almoçarmos com o carro tomando um pouco de mormaço vimos que a partir do trinco surgiu uma rachadura de 25cm. Seguimos na estrada e o tamanho permanecia igual. Pior que estávamos indo para dois dias corridos numa região praticamente rural, com bons hotéis e vinícolas muito bonitas que tínhamos agendado e que ficam ao lado de uma cidade minúscula chamada Santa Cruz. Tratei de estacionar sempre numa sombra e fui monitorando a fissura. Rodamos bastante ali de carro e a marca aumentou pouco, menos de dois centímetros. No Chile na sequência da viagem passaríamos circundando Santiago, mas esse dia de viagem era num sábado. Na sexta-feira consegui fazer contato com o responsável pelo hotel da região próxima à capital Mendoza, Argentina. Localizei no google um lugar especializado em troca de para-brisas e pedi que fizesse a gentileza de ligar para confirmar o valor e disponibilidade. Me viro bem no espanhol mas achei melhor pedir para alguém com sotaque local cotar o serviço. Explicaram que era só ir segunda às 8 horas e retirar ao meio-dia. Valor equivalente à R$ 780. O seguro que tenho pro carro cobre no exterior, mas quando liguei me explicaram que troca do vidro só fariam no Brasil. Região de vinícolas do Valle Colchagua, Chile (as duas fotos de baixo são do ótimo hotel Cava Colchagua) Tivemos no Valle Colchagua clima perfeito com sol, piscina, tempo para degustar vinhos, comer bem e relaxar. Esse vale fica a 180 km ao sul de Santiago, recomendo ir por três dias inteiros, o que corresponde à quatro noites. Chegou o sábado e tínhamos que seguir viagem. Como Santiago é uma cidade grande e com trânsito intenso, passamos direto e deixamos para conhecê-la no futuro, quando pudermos ir de avião. Nossa rota era seguir até Lujan de Cuyo, cidade satélite de Mendoza, perto das principais vinícolas argentinas. O detalhe é que ainda com a fissura no vidro teríamos que cruzar a Cordilheira dos Andes por uma estrada bastante sinuosa que vai a 3.200 metros de altitude. Fiquei apreensivo por conta do trajeto e pela possibilidade de algum problema com autoridades locais. Fissura no vidro - pode acontecer na estrada Após passar por Santiago trocamos de pista para a 57 e andamos no mesmo ritmo dos chilenos. No entanto dois policiais usando radar parou os carros à minha frente e me parou. Ele mostrou que eu estava a 115 e que aquele trecho era até 100 km/h. Comentei que dirigia desde a Ruta 5 onde a velocidade era de 120. Ficou somente uma advertência verbal e mandou seguir. Melhor assim. Encaramos a Cordilheira com o vidro como estava, e felizmente não tivemos nenhum contratempo. A rachadura somente aumentava quando parava sob o sol. Na segunda-feira o carro ficou na oficina e devolveram com vidro novo, perfeito e com o mesmo grafismo pontilhado nas bordas. Aproveitamos essa manhã para caminhar pelas ruas de Mendoza. Depois de quatro dias passeando por lindas vinícolas argentinas e excelentes restaurantes de Lujan de Cuyo e Tupungato, regiões vizinhas à capital Mendoza, chegou a hora de ir para casa. Nas regiões de vinícolas do Chile e Argentina não há lei seca, você pode provar vinhos moderadamente e dirigir. Tour e degustação de vinhos em Lujan de Cuyo, Argentina (Vinícolas: Tierras Altas e Kayken) Saímos de Tupungato após um maravilhoso almoço em uma vinícola, neste último bebi apenas água, deixamos Mendoza para trás e atravessamos outra região bastante deserta. Neste percurso fez calor - o termômetro do carro marcou 40 graus - mas o ar condicionado deu conta perfeitamente. Com o carro em movimento não há problema. O truque é: sempre que parar num dia ensolarado, procure uma sombra, mesmo que tenha que caminhar até 200 metros. Como o rumo do dia era para o leste, tivemos o cuidado de viajar na parte da tarde, com o sol atrás do carro. Pernoitamos em Merlo, pequena e bonita cidade turística no centro do país. Os pedágios argentinos se concentram nas estradas que vão para Buenos Aires e Rosário, pro lado afastado que fomos não havia nem pardais eletrônicos ou radares. Vimos placas de até 130 km/h e alguns chegavam trafegar entre 140 e 160. Estradas planas, retas e vazias são bem seguras. Percebemos que não valia a pena ir além de 130 km/h dado o aumento exponencial de combustível, ruídos de vento, risco de multa e etc. Neste caminho nos alertaram que a província de Córdoba tem policiais trabalhando com fins arrecadatórios, regulando ultrapassagem sobre faixa contínua ou velocidade. O Google Maps, que usamos em modo offline perfeitamente, nos indicava cruzar essa província por estradas de menor porte, e não vimos ninguém perturbando. Depois da tarde de muito calor amanheceu chovendo bastante e vimos dezenas de árvores imensas arrancadas pela força dos ventos. Entre estradas e fazendas as árvores são muito altas e bonitas, diferentes das que vemos no Brasil. Após passar por um povoado chamado Pascanas nos deparamos com um trecho alagado. Por morar no Rio tenho alguma noção com locais alagados, mas quando você está em outro país a preocupação é maior. Pensei em dar uma volta e perder duas horas de viagem, mas isso não era bom porque a jornada prevista de 930 km era longa, e para evitar multas estávamos indo sem correria. Felizmente um Gol passou sem problemas, então nós também passamos. Parte extra – multa na Argentina Conhecia os relatos de paradas policiais nas províncias de Corrientes e Entre Rios. Suspeitei que depois da cobertura da imprensa brasileira e argentina sobre propinas essas coisas estariam mais calmas. Levamos os itens obrigatórios: habilitação brasileira, documento do carro em meu nome, seguro carta-verde, extintor e dois triângulos (em espanhol dizem mata-fuego e balizas), itens que constam no artigo 40 da lei de trânsito 24.449. Imprimi e levei a lei 24.449 de 1995 e a 26.363 de 2008. Conhecia a obrigatoriedade de trafegar sempre com faróis acesos. E levei itens citados em blogs que não foram solicitados: cambão, kit primeiros socorros, e permissão internacional para dirigir. Pro Chile precisa levar um jaleco reflexivo. Tudo comprado antes via internet. A lista de itens eu vi aqui e Levei até um formulário de reporte de incidentes que encontrei num blog para uma eventualidade. Não foi necessário. No trajeto de ida vimos os primeiros policiais da Ruta 14 na divisa entre Corrientes e Entre Rios. Era perto das nove da manhã de um domingo e apenas começavam a colocar cones. Mais adiante, passando por Concórdia, fizemos um pit-stop no hotel Hathor que fica na estrada e era onde tínhamos reserva para a volta da viagem. Aqui tirei uma dúvida: os hotéis aceitam pagamento em dólares, dão troco na moeda local, mas para obter isenção de 21% do IVA é necessário pagar com cartão estrangeiro. Saímos desse hotel e apenas 3,4 km depois fomos parados por policiais que ficam na base móvel de um trailer sob a sombra de um viaduto. Que mancada a minha, já tinha feito 400 km em solo argentino dentro das regras e justamente após essa parada tinha saído com os faróis desligados. O dia estava muito claro e não me dei conta. Conferiram documentos, extintor e triângulos, e fui ao trailer para ser notificado. Gentilmente explicaram que poderia pagar ali mesmo com 50% de desconto ou depois em algum Banco Nación. Em nenhum momento fizeram menção de propina, e eu não deixei margem para isso. Informei que pagaria no banco. Pronto, liberado. O que me deixou cabreiro foi o valor da notificação, que poderia variar de 300 a 1000 UF, e no meu caso não sei por qual motivo colocaram 300. Li na internet que isso é assim mesmo e que UF significa unidade fixa e equivale à um litro de gasolina. E a notificação de faróis apagados é considerada grave, similar à avançar sinal vermelho. A multa portanto era equivalente à 1100 reais. Nitidamente um valor desproporcional e com fins arrecadatórios. Em Mendoza nos explicaram que essas multas são definidas e arrecadadas por província, são leis locais. E comentaram que as restrições aos argentinos são ao renovar a habilitação ou para revender carros. Cheguei a ler sobre relatos de abono de multa, mas tinha que ser solicitado por escrito em dia útil e em prazo de 10 dias na prefeitura local. Quando li isso já estava longe, com muita estrada pela frente, e na volta passaria 20 dias depois e num final de semana. Sem chance. Tive receio porque tinha que sair pro Chile e voltar para a Argentina. Dias depois fui numa agência desse Banco Nación para pagar. Me explicaram que ali eu não quitaria, faria um depósito do valor na conta indicada e levaria um comprovante. No entanto alegando que eu era estrangeiro não puderam proceder com o depósito, o sistema exigia uma identificação local. Conclusão, tentei pagar e não teve como. Continuamos a viagem e felizmente não disseram nada ao cruzar as fronteiras ida e volta para o Chile. Entrei por Mendoza sem problemas com uma notificação aberta e um vidro trincado. Na volta revisamos o plano para passar por Concórdia numa sexta em vez de sábado, assim se fosse necessário poderia ir à alguma repartição. Ressabiado, verifiquei que os bancos são de 8 às 13 horas, muito cedo pra quem ia percorrer 900 km. Decidimos fazer o trecho longo na quinta e viajar parte à noite. Passamos no ponto dos policiais às 23:30 e não havia ninguém, somente o trailer no mesmo lugar. Fica aqui o alerta: quando dirigir lá jamais esqueça de verificar os faróis. Deixamos a Argentina por Uruguaiana após esperar 30 minutos de fila dentro do carro. Devolvemos o visto de turismo e até breve. Cruzamos a ponte e no lado brasileiro ninguém perguntou qualquer coisa. Saudade do hotel ao lado dos parreirais no Valle Colchagua No Sul novamente vimos uma rodovia brasileira tratada com desleixo. A BR-290 que vai até Porto Alegre está com piso ruim. Eu poderia imaginar isso por conta das reportagens da crise do governo gaúcho e do Brasil todo. Mas depois de rodar pelos países vizinhos, que não são ricos, é estarrecedor ver a situação das coisas aqui e a incapacidade que temos de pleitear e fiscalizar melhoras. Ficamos um dia e meio em Porto Alegre e depois a estrada pelo litoral foi muito tranquila. Como é bonito passar na parte de serra que sobe de Joinville até Curitiba. Antes de chegar em casa parei em Taubaté e levei o carro pra a revisão, pois estava perto do limite estipulado de 10 mil km e mais mil de margem. Antes de viajar tinha feito uma revisão também. O carro foi perfeito sem qualquer ressalva. Mesmo sendo leve o up! TSI não balança ao cruzar caminhões em sentido contrário. É um excelente modelo para uso rodoviário com dois à bordo. Costumo encerar o carro periodicamente, levei um kit para lavar o carro, e providenciei dois acessórios: uma capa para o capô, e um metro de tela anti-mosquito para proteger o radiador. Eu sabia que no interior da argentina usam variados tipos de tela na frente, não é bonito mas funciona, e realmente vi carros assim. Nenhum policial reparou nisso. Fixei a tela por fora da grade do para-choque amarrando com cadarços. Nessas regiões imensas com muitas áreas planas há muito mais do que mosquitos. São vespas, borboletas e um monte de pequenos pássaros que ficam no asfalto até os carros chegarem perto para sair voando. Chegamos a pegar um passarinho e por conta da tela ele não chegou no radiador. Também é comum perguntarem sobre os gastos. Em resumo, depois de cotar e separar o valor para os hotéis, nós consideramos a previsão de gastar 50 dólares por dia por pessoa com restaurantes para almoço e jantar e extras como comprar água, alfajores, sorvetes, farmácia, etc. Para o combustível consideramos o custo médio do Rio de Janeiro, similar ao do Rio Grande do Sul e um pouco acima dos valores de São Paulo. Na Argentina o custo da gasolina não é muito diferente, a não ser na região afastada da Patagônia que tem combustíveis subsidiados pelo governo, chegando a ter 22% de redução. No entanto os gastos com alimentação na Patagônia são um pouco mais altos. No planejamento consideramos fazer 15 km/l e previsão de rodar 10 mil km. Ao todo rodamos mais, 11 mil km, com média geral de 17 km/l. Planejamento é realmente um item muito importante para que uma viagem como esta seja um sucesso. Foram portanto 26 dias fora de casa. Particularmente considero que o ideal é viajar à dois, no conforto dos bancos dianteiros de um carro, sem carga máxima, conhecendo bons hotéis e restaurantes, e com uma boa poupança prévia. Penso nos bancos da frente de um carro como uma espécie de “primeira classe”, afinal os bancos reclinam bastante e o campo de visão é excelente. Não fizemos esta viagem de carro porque seria mais barato do que ir de avião, e talvez nem o seja. Por via aérea um casal ficaria menos dias fora de casa, gastando menos com hotéis, portanto compensando gastos dessa forma. No retorno do nosso percurso vimos um casal que viajava num SUV grande levando quatro crianças que pareciam ter todas abaixo de cinco anos. Em cinco minutos de conversa no saguão do hotel um dos pimpolhos já havia batido a cabeça com força num mármore, enquanto o pai seguia preocupado em conversar comigo e anotar dicas de estradas. Sinceramente, eu acredito que viagens de carro realmente muito longas são coisas para adultos, por diversos fatores. Primeiro porque crianças e mesmo adolescentes são mais sensíveis às variações de comida, de temperos, de temperatura, de humidade, etc. Segundo porque para eles é difícil compreender o desafio e a satisfação de realizar trajetos tão longos, terceiro porque cada faixa etária tem preferências próprias, e a criançada em geral quer parquinho, quer correr, gritar, bagunçar, rir, etc. Ficar inúmeros dias confinados no banco de trás de um carro não é a mesma coisa pra eles. Mas para os que realmente querem viajar com filhos eu recomendaria fazer diversas viagens menores pelo Brasil mesmo, e sempre com muita margem para replanejamento, trechos menores, etc. Pra nós fazer esta viagem de carro era o que queríamos fazer, e estávamos tão bem preparados que pra nós não foi tão cansativo como imaginei que poderia ser. Viajar é bom demais, recomendo! Todas as fotos reservadas por Pedro Mazza e Claudia Queiroz. Algumas delas usando tripé.
  3. Salve galera! Chegou minha hora de retribuir e de agradecer. Li muitos relatos que me ajudaram demais. Agora chegou a minha vez de contar como foi. E foi incrível! Recomendo abrir uma aba adicional com o Google Maps e viajar junto com o texto. Fiquem à vontade pra comentar ou fazer perguntas. Clique ==> AQUI.
  4. ATENÇÃO: DICA DO TIO - ESTRADAS PARA EVITAR OU PESQUISAR ANTES DE IR Pessoal, planejei bastante a viagem de carro para Argentina e Chile, e vou deixar aqui uma dica! Nós vamos evitar (agora em 2017) duas estradas específicas. a Ruta 127 que corta a província de Entre Ríos numa diagonal, e vamos evitar também a Ruta 158 especificamente no trecho que liga San Francisco a Villa Maria, também uma estrada que seria útil caso estivesse em perfeito estado. Recomendo fortemente procurar informações atualizadas desses trechos e dos roteiros que for fazer. Essa estrada 127 tem trechos que são de concreto e parte do caminho não está em bom estado pelo que li por aí. No nosso caso pra contornar essa 127 nós vamos fazer o trecho da Ruta 14 até entrar/sair por San Salvador em Entre Ríos, e de lá seguiremos para nossos destinos mais ao Sul. Também cogitamos passar pelo Uruguay no trecho Paysandu-Rivera (voltando pro Rio Grande do Sul) mas os relatos ali também não foram nada animadores. Passaremos então por Paso de Los Libres - Uruguaiana. Quem tiver informações e relatos de trechos ruins poste aqui também.
  5. eliú, boa tarde! No nosso caso nós não estamos procurando companhia não! rsrs. Viajar em dois ou mais carros faz a viagem ficar um pouco mais demorada (ultrapassagens, pontos de encontro, tempo pra mais gente comer e sair), e pra uma viagem longa no nosso caso nós preferimos que cada um faça sua viagem no seu próprio ritmo. Além do mais a gente não tem três meses disponíveis, quem dera, temos que voltar pra trabalhar. E no nosso caso nós vamos ficar em bons hotéis, afinal a estrada longa é cansativa, e um bom descanso num lugar bem cuidado é mais do que merecido. Aliás, essas são nossas escolhas pra fazer uma viagem longa com mais conforto: Ir apenas duas pessoas no carro (o carro vai mais leve, rende mais, vamos mais rápido), não economizar para dormir bem e comer bem, afinal estaremos bem longe de casa, e já que vamos no verão nós cogitamos ao fazer trechos muito longos dar uma parada em algum motel depois de almoçar para dormir 'la siesta' e descansar e dar um tempo do sol forte do início das tardes de verão. Boa viagem e conte pra gente seus relatos!
  6. Oi Lara, sensacional seu relato! Obrigado por compartilhar. Acho que eu já tinha lido no computador do trabalho mas se não me engano lá nem sempre as fotos dos relatos abrem. Reler e ver as fotos valeu a pena! Em breve eu e minha mulher iremos de carro saindo do Rio de Janeiro até a Patagônia Argentina e chilena. Agora com licença, vou dar uma espiada no seu blog! abs.
  7. Você poderia usar o Roteirizador do site do serviço SEM PARAR pra ver o custo do Rio até Uruguaiana por exemplo... Daí já dá pra ter uma boa idéia. https://www.semparar.com.br/trace-sua-rota
  8. Elias, seria legal você comentar mais alguns detalhes... se é viagem de casal, se é com filhos, se já conhece algumas coisas da região Sul, se gosta mais em época de calor ou de frio, etc. Eu particularmente gosto de Buenos Aires no Outono/Inverno. Aliás, todas as cidades do Sul são lindas nos dias ensolarados da época mais fria.
  9. vcirelli muito bacana sua viagem e muito bom o seu relato! Curti muito ler tudo isso e vários detalhes foram legais. Pra você ter uma idéia do nível de preciocismo... vi até uma pequena sugestão de retificação... no endereço do mercado... "(Todo, na Av Bustillo 3900)" o número correto é 3700, vi pelo Maps. Já li muitos relatos de viagens pelo cone sul e sem dúvidas há variedade muito grande de tipos de viajantes e de escolhas a fazer. Desde quem vai de jipe e usa diesel, ou quem vai de carro comum à gasolina (sem falar os de moto), com ou sem filhos, viagem de até 30 dias ou de longa jornada, com ou sem camping, etc, etc. Em algumas vezes eu lia relatos mais antigos, já publicados há mais de 12 meses, e nesses casos fatidicamente as referências de preços que não fossem em dólar caducavam muito rápido, afinal as economias dos países como Argentina e Brasil andam sofrendo bastante. Mas desta vez acabo de ler um relato fresquinho e curti pra caramba. Aliás, se aceitar como sugestão, poderia colocar no início do texto a relação cambial dólar-reais-pesos de Janeiro/2017 para referência futura. Eu andava calculando ultimamente uma relação 1 real = 4 pesos argentinos, mas já está variando para 1 pra 5 recentemente. Vamos ver depois. Essas coisas flutuam e os preços vão mudando também, obviamente. Outra coisa que curti é que seu roteiro está de certa forma (tirando as capitais) bastante parecido com a volta que planejei fazer mais pro fim do ano. Veja aqui. Também devo passar por Santa Fé porque tenho um primo lá e vou visitá-lo, mas vai ser coisa rápida. Acho que as principais diferenças são que nós não vamos acampar, vamos pra hotéis mesmo, e que não vamos entrar em capitais e nem entrar no Uruguay. Gostei bastante da sua sinceridade ao comentar que perceberam que gostaram mais dos lugares do interior do que dos passeios nas grandes cidades. Aqui a gente conhece BsAs, ainda não conhece Santiago nem o Uruguay, mas quando me organizei já tinha essa idéia de que para as capitais o passeio mais lógico era pegar um avião e ir curtir sem carro. Já com carro a gente quer rodar mesmo, mas vamos também parar em alguns cantos pra ficar umas 3 noites porque só estrada em tudo que é dia também cansa. Deixo aqui meu elogio pelo relato detalhado e pelas suas impressões dos lugares onde comeram, sugestões e etc. grande abraço.
  10. Cara, viajar bem e com conforto custa algum dinheiro mesmo, não tem jeito. Se você quer enxugar os gastos talvez possa pensar em retirar alguma parte do passeio. Agora se permite algumas dicas... entre Arraial do Cabo e Floripa o trecho é longo. Pra não perder muitos dias em lugares menos turísticos eu faria esse trecho em dois dias, e aí precisaria pernoitar na cidade de Registro/SP que é mais ou menos no meio do caminho. Em Arraial as praias tem cor da água bem bonita, mas o lugar mais legal pra hospedagem e bares e restaurantes é Búzios. De qualquer forma é mais ou menos perto ir de uma pra outra (mas tem muitos quebra-molas infelizmente). PS. É bom ficar de olho na previsão do tempo. O verão aqui no RJ acaba quando Fevereiro vira Março. Naquela região venta muito e pode ter frente fria. Mas não faltam opções legais no Estado, tanto pra passeio no Rio mesmo, quanto nas cidades da serra como Petrópolis e Penedo que ficam no caminho vindo de BH e depois indo pro Sul.
  11. Olá pessoal, coloquei no meu blog o roteiro que eu e minha mulher faremos nas próximas férias de final de ano. Serão por volta de 10 mil km em um passeio previsto pra durar em torno de 25 dias. Li dezenas de relatos de viagens de carro e muitas deles foram encontrados aqui pelo fórum. Agora chegou minha vez de mostrar o que estamos planejando. No blog eu conto porque escolhemos esse trajeto e comento alguns destinos que acabaram ficando pra uma próxima vez. Espero que gostem. Os comentários no blog estão desabilitados, mas fiquem à vontade pra comentar por aqui. http://estradamazza.blogspot.com.br/2017/03/planejamento-2017.html Depois mais pra frente vou ver se consigo comentar também outra parte importante pra nós que é a escolha dos hotéis ou pousadas onde vamos ficar.
  12. Opa Fabiano, blz? Aqui alguns comentários e observações: - Entre Esquel e Los Antiguos sugiro fortemente cruzar para o Chile, pode ser por Futaleufu, e descer pela carretera austral, que é um lugar muito lindo, saindo depois por Chile Chico, Los Antiguos. Mas é um caminho longo, sinuoso, parte em rípio, e requer tempo pra apreciar os lugares. - Não sei se Puerto Madryn é mais jogo que Trelew. - Pessoalmente achei esse roteiro muito grande, com muitos lugares interessantes na mesma trip. Mesmo que você tenha MUITA disposição pra dirigir tudo isso, meu palpite é que precisaria de umas 40 noites ou mais pra curtir esses lugares sem tanta correria. Veja que se você ficar três noites num lugar na prática são só dois dias livres, pois provavelmente você vai chegar no final de um dia e vai partir cedo depois. Sei que dá dó cortar ou desmembrar um plano de viagem. Mas as vezes é bom repensar, as vezes menos é mais, menos lugares pra ir significa gastar menos grana, ou aproveitar melhor a grana nos lugares que você for. Acho que desse roteiro todo eu incluiria a carretera austral e depois dividiria isso em duas metades, daí você terá duas baita férias pra fazer. PS. seu post saiu na parte de RELATOS de viagem. Veja se algum moderador pode mudar para o lugar correto, ROTEIROS de viagem.
  13. Olá Suelih! Seu texto é muito bom, gostei mesmo, e a cada trecho fui olhando no google maps e streetview pra acompanhar um pouco melhor por onde passaram. Sensacional, parabéns! Quando puderem respondam pra quais lugares da Argentina e Chile gostariam de ir numa próxima viagem!
  14. Muito bacana seu roteiro. Só achei estranho não colocar as cataratas no lado argentino.
  15. Jodacir, bacana seu roteiro. Peço sua licença pra comentar que achei muita kilometragem pra poucos dias, ainda mais indo com criança. Porque vc não sai no sábado em vez de ir numa segunda-feira? Achei bacana essa volta, mas achei uma pena você passar batido por Mendoza e Lujan de Cuyo, que é a região turística com vinícolas. Se puder aumentar pra 3 semanas acho que vocês viajariam mais folgados, descansariam melhor e curtiriam mais.
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