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Pedrodangelo

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  1. Parabéns pelo relato! O transporte via catamarã é fácil de comprar na hora? Abs
  2. 07/02 - 14º Dia! Acordamos no último dia de viagem com a bagagem bagunçada e um sentimento de nostalgia... nosso avião era ao meio dia, então, antes de anoitecer, já estaríamos de volta ao Brasil. Tivemos que comprar uma outra mochila para trazer os presentes que compramos (custou 8 soles no mercado). Eu trouxe uma garrafa de 1,5 litros de Inka Kola e algumas latas de cusqueña. Tomamos café e saímos um pouco atrasados do hostel... e foi aí que começaram nossos problemas. Não conseguimos um táxi que nos levasse para o aeroporto. Todos que paravam diziam que não tinha autorização para entrar no aeroporto... então, depois do 5 º táxi, nos conversamos com o motorista e ele nos explicou que poderia nos deixar na porta, mas não poderia entrar. Não vimos problema nisso... Pegamos o táxi e o trânsito estava muito intenso... o aeroporto fica longe do centro, então levamos quase uma hora pra chegar... o motorista ainda parou para abastecer o carro!!! Comecei a ficar preocupado com a hora, com medo de perdermos o voo, mas vi que já estávamos perto do aeroporto. Determinado momento, o motorista apontou para o aeroporto e falou que nós deveríamos saltar ali... não sabíamos como era, então saltamos... tivemos que andar mais de 10 minutos com duas mochilas muito pesadas nas costas... ele nos deixou perto do portão de carros, mas nós tivemos que andar mais um pouco até a entrada de pedestres... já estava faltando apenas uma hora para o voo... fomos correndo pelo estacionamento do aeroporto, entramos no saguão e fomos até o balcão da Lan, conclusão: O Check in estava encerrado, perdemos o voo!!! Na hora, eu pensei "não, não é possível, tem que ter um jeito". Discutimos o máximo possível com o funcionário, mas não tinha jeito, ele não ia abrir o check in novamente... Então, tivemos que ir até o guichê de comprar para trocar o voo. Naquele dia, tinham mais dois voos para o Brasil, mas adivinhem quanto era a multa? 1000 REAIS DE MULTA POR PESSOA! É isso mesmo, o cara queria me cobrar 1000 reais para trocar o voo, pq o outro voo era de uma tarifa muito superior e eu tinha que pagar a diferença! As únicas opções eram pagar essa multa ou esperar VÁRIOS DIAS em Lima para pegar um outro voo com tarifa menor... Ai nessa hora eu pensei "fudeu". E o que a gente faz quando pensa "fudeu"? Liga pra mãe. Liguei pra minha mãe e expliquei a situação... não sabia muito bom que ela poderia fazer, mas o rapaz do guichê falou que eu deveria pedir pra alguem tentar resolver pelo Brasil, e eu não tinha outras soluções... Terminamos de conversar, ela foi para o aeroporto do Rio de Janeiro, pq pelo tel não tinha como resolver nada com a TAM, e eu e Le ficamos lá no Aeroporto de Lima, sem ter o que fazer... Nessa hora bate uma sensação muito ruim... pq eu não tinha o que fazer, dei mole, perdi o voo, a TAM não tem a obrigação de me colocar em outro voo... ao mesmo tempo em que eu precisava ir pra casa! Estava em outro país, outra língua, sem dinheiro... Enfim, o que fazer então até ter uma resposta? Fomos para o Mc Donalds! hahaha Comemos bastante porcaria para esquecer os problemas um pouco... Eis que minha mãe me manda um in box no facebook dizendo que tinha resolvido a situação! Vejam só: eu comprei a minha passagem em outubro, e lá pra meados de dezembro recebi um e-mail da TAM informando que meu voo tinha sido alterado, mas só tinha mudado UM MINUTO, apenas isso. Ele sairia um minuto mais tarde. Recebi esse e-mail e confirmei minha passagem. Pois bem, prestem atenção, essa alteração que a TAM fez no meu voo me deu o direito de fazer uma alteração por vontade própria sem pagar qualquer taxa!!! Ninguém me avisou isso no aeroporto de Lima, e eu não sabia disso, minha mãe foi informada no balcão da TAM no aeroporto Galeão, no RJ. Sem dúvida, eu dei muita sorte! Minha mãe trocou nossos voos para o dia seguinte, 08:00... isso significa que passamos o dia inteeeeeiro no aeroporto, dormimos no aeroporto e pegamos o voo de volta para o Brasil. Ali em volta do aeroporto não tem nada pra fazer, até pensamos em sair e voltar para Miraflores, mas gastaríamos muito de taxi, e não queríamos correr o risco de perder o voo de novo, hahaha, Então, ficamos 19 horas no Aeroporto Internacional Jorge Chávez... conheci o embarque, o desembarque, a praça de alimentação, a livraria, assisti até um filme no youtube pegando o wi-fi do starbucks hahahah Enfim, tomamos um café reforçado em um restaurante por 18 soles, nossa última refeição no Peru! Bom galera, esse é o relato da minha viagem, que significou na verdade a realização de um sonho. Economizei do meu próprio dinheiro para viajar e conhecer Machu Picchu, e recomendo fortemente para todo mundo! Tudo isso foi um grande aprendizado, e até hoje, mais de um ano depois, sou capaz de me perder no tempo lembrando dos lugares por onde passei, das pessoas que conheci e das coisas que vi. Demorei muito pra concluir o relato, mas espero que gostem. Vou voltar relendo agora e adicionando mais dealhtes!
  3. 06/02 - 14º Dia! Finalmente, o último dia! Um misto de saudade e vontade de aproveitar ao máximo o finalzinho da viagem... Bom, estávamos de volta a Lima e já tínhamos o dia todo programado. Acordamos, tomamos café no Hostel e começamos a organizar algumas coisas na mala. Ainda precisávamos comprar algumas lembranças que tinham ficado para última hora... Enquanto a Le arrumava a mala, eu saí pela ruas de Lima procurando lojas de turista. Para minha surpresa, alí no meio de Miraflores, encontrei diversas lojas que vendiam artesanatos como os de Cuzco e outros lugares. Andei bastante mas acabei não comprando nada, por falta de opção mesmo. Quando voltei do Hostel, por volta de 11 hrs, saímos caminhando em direção à Huacla Pucllana, um conjunto de ruínas no meio da cidade! É isso mesmo, no meio das ruas de Miraflores foi encontrado um amplo sítio arqueológico da civilização Lima, um povo pré-incaico que alí vivia. Dá pra ir andando do Che Lagarto até Huacla Pucllana, por volta de 20 minutos. A entrada custa 12 soles, e estudantes pagam meia. A visita guiada dura uma hora e estão disponíveis guias turísticas que falam inglês e espanhol. Vale a pena! Depois do passeio, pegamos um táxi até o centro cívico da cidade. Dá pra ir de ônibus? Tranquilamente. Mas o táxi é muito barato... 20 soles, dividido por 2, 10 soles pra cada um... Em toda a viagem, sempre peguei táxi, pq o custo benefício é muito bom! No caminho, passamos por um centro comercial com várias lojas de artesanato, o qual visitamos na volta. Fomos de táxi até o centro cívico, onde fica a Plaza de Armas e o Palácio de Governo... não tinha jeito melhor de terminar a viagem! Saltamos do táxi e andamos alguma quadras num grande calçadão, com lojas e restaurantes por todos os lados. Demoramos bastante tempo para escolher o que comer, mas acabamos optando por uma lanchonete que servia uma refeição MUITO grande. Arroz, carne, muita batata, ovo... eu não consegui comer inteira (e olha que é muito difícil isso acontecer). Tudo isso por apenas 12 soles (com refrigerante incluso). Depois fomos até a Plaza de Armas e tiramos muitas fotos! Optamos por pagar a entrada do Convento de São Francisco, onde fica o Museu das Catacumbas, ali mesmo na Plaza de Armas. A entrada era um pouco mais caro, por volta de 30 soles, e ainda poderia ser mais caro por um passeio mais completo, mas ficamos nos 30 soles mesmo, e valeu muito a pena! A guia nos contou toda a história da Igreja, e pasmem! É lá que estão os restos mortais de Francisco Pizzarro! (É como se fosse o Pedro Álvares Cabral, pra nós). O restante do passeio é muito bom. Conhecemos a arquitetura e a história da igreja. Embaixo da igreja foi descoberto um cemitério muito antigo, e dá pra ver restos de múmias pelo piso transparente! Gostamos bastante da igreja, terminamos de andar por lá e pegamos o táxi de volta ao Hostel. Antes, paramos para fazer compras no Inka Market, já em Miraflores: https://pt.foursquare.com/v/inka-market/4bc3063dabf49521c525c393 Nossa programação para a noite era o famoso Circuito Mágico das Águas, no Reserva Park. Esse é um local tipicamente peruano, famílias vão lá todos os dias a noite assistir aos espetáculos que misturam água, som e luz. É um parque muito grande e muito bonito, a entrada é apenas 4 soles. Dá pra ficar um tempão lá... andamos pelos chafarizes, assistimos ao espetáculo (tem dias e horas certo, olhe no site http://www.parquedelareserva.com.pe/) Era nosso último dia no Peru depois de duas semanas fantásticas... depois de ter conhecido Machu Pìcchu, Cuzco, o Lago Titicaca... enfim, tudo tem um final. Na saída, pegamos um táxi de volta ao Hostel... tomei a última Cusqueña e ficamos batendo papo até o olho não aguentar mais ficar aberto.
  4. 05/02 - 13º Dia! A viagem de Arequipa a Lima é longa, 16 hrs, mas foi tranquila. Novamente, o ônibus era muito confortável, pude assistir filmes, ouvir músicas e dormir bem. Não é o ideal para uma viagem mochileira, mas nós compramos essas passagens antes mesmo de sair do Brasil, através do site da Cruz del Sur, com cartão de crédito. (DICA: comprem o máximo possível no cartão de crédito, antes de viajar. Você paga convertido em real, ou seja, gasta menos dinheiro vivo durante a viagem, gastando assim menos taxas de troca de moeda). Chegamos na rodoviária de Lima! É estranho o que eu vou dizer, mas depois de passar duas semanas atravessando dois países e 6 cidades, chegar em Lima me deu uma sensação imensa de "chegar em casa"! Parecia que eu estava vendo pela primeira vez um lugar conhecido! Nos hospedamos novamente no Che Lagarto, e encontramos alguns rostos conhecidos, ruas conhecidas, foi muito estranho! E depois de tantos dias sem parar, o corpo pede arrego! Passamos o dia deitados, descansando... hahaha saímos para almoçar ali pelas redondezas (se me lembro bem, foi fast food de novo hahaha), caminhamos por Miraflores, fomos a algumas lojas e voltamos ao hostel. Lá, conhecemos o Daniel e a Jordana, chilenos de passagem por Lima. Estavam se preparando para uma festa em uma boate alí perto, e nos ofereceram seus "drinks". Teoricamente, não pode entrar com álcool no hostel, mas eles estavam lá com uma garrafa de rum na geladeira! (que é utilizada por todo mundo). Não pensamos duas vezes... secamos a garrafa e fomos pra rua! Caminhamos não mais do que 5 minutos e chegamos a tal festa... não me perguntem o nome do lugar, não lembro de muita coisa a partir daí.. hahahah. Lembro que a night era muito parecida com as nights do Brasil (pelo menos do Rio). Muita música eletrônica, um bar no meio, pessoas bebendo cerveja e outros drinks... nada de muito novo. Nos perdemos dos nossos amigos e fomos embora por volta das 3:00 da manhã... rumo ao último dia!
  5. 04/02 - 12º Dia! Decidimos parar em Arequipa porque era meio caminho de volta para Lima, mesmo sabendo que apenas um dia na cidade não era o suficiente para conhecermos tudo que era preciso. A principal atração de Arequipa é o Colca Canyon, onde existe um vulcão desativado... mas infelizmente não tivemos tempo de ir. Parece que é um passeio um pouco mais caro, e é preciso sair da cidade às 3h da manhã... não tínhamos condições de fazer esse passeio, por isso optamos por conhecer a cidade, as lojas, tirar fotos e ter um dia mais light. Acordamos e fomos tomar café no próprio hostel. Não tenho fotos do hostel, mas entrem no site que vocês vão ver: http://www.wildroverhostels.com/ O hostel é grande, tem uma piscina com um bar (onde é servido o café da manhã), tem um espaço no segundo andar ao ar livre com redes, para observar o céu estrelado (MUITO ESTRELADO, vale a pena observar num dia de tempo bom), e a cidade ao fundo com o pico nevado de uma montanha. Vale a pena! Bom, por volta das 11 hrs fizemos o check-out no hostel e deixamos nossa bagagem lá mesmo (todos os hostels tem esse serviço, eles guardam a sua bagagem mesmo você não estando hospedado mais lá). Nosso ônibus para Lima (Cruz del Sur novamente) era às 22:30. Nessa ocasião, pagamos um pouco mais caro na passagem. Seria uma viagem de 16 hrs, por isso decidimos pegar o andar de baixo do ônibus, que é leito, tem uma tela particular para cada poltrona, onde voce pode ver filmes, ouvir musica, jogar joguinhos, entrar no facebook, etc... um luxo a mais rs. A passagem custou 150 soles cada uma. Pois bem, já havíamos comprado a passagem pela internet, então nossa única preocupação era andar pela cidade e tirar fotos. Aqui vai uma dica IMPORTANTÍSSIMA: Arequipa é a MELHOR cidade para se fazer compras!!!!! Os artesanatos são bem parecidos, é verdade, mas as lojas são mais diversificadas, encontramos várias canecas legais, diferentes das que já havíamos encontrado (caneca é o melhor presente), eu comprei um casaco branco por 50 soles, compramos itens para decoração, descansos de copo, coisas particulares, enfim. Ficamos horas nas lojinhas que ficam na Rua São Francisco, é a rua que fica na esquina do Hostel e chega até a Plaza de Armas. Paramos até mesmo em livrarias e outras lojas que até então não tínhamos parado pra ver, vale muito a pena! Na Plaza de Armas, quase contratamos um serviço de city tour, mas o passeio foi cancelado que iríamos sair. Pois bem, passamos a tarde tirando fotos no centro de Arequipa: No fim da tarde voltamos ao Hostel e ficamos alí na área comum da hospedagem. Fomos até o bar, comemos tomamos uma cerveja, jogamos sinuca, totó, e aí já havia anoitecido. Decidimos pegar nos bagagens e procurar um lugar para jantar, e aqui vai novamente uma DICA IMPORTANTÍSSIMA! Jantem no restaurante Dobre's! Fica no último quarteirão da Rua São Francisco. É um restaurante pequeno, de massas, com o preço em conta (como tudo no Peru), e um atendimento fantástico. Fomos atendidos pelo próprio dono do local, que nos fez sentir em casa. A comida é ótima, é uma grande recomendação! Quando chegamos ao Brasil, fizemos questão de dar nossa opinião no TripAdvisor! http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g294313-d3511220-Reviews-Dobre_s-Arequipa_Arequipa_Region.html Depois de uma bela refeição, nos dirigimos à rodoviária de Arequipa e entremos em nosso ônibus para uma longa (mas confortável) viagem de volta para Lima, onde tudo começou!
  6. 03/02 0 11º Dia! Esse foi um dia que nós tentamos evitar de qualquer jeito: Um dia inteiro de viagem! É muito importante ficar atento aos percursos durante o mochilão, assim é possível economizar dinheiro e ganhar tempo. Por exemplo, o percurso que fiz anteriormente, Cuzco - Puno, é uma viagem de 8 hrs de duração, se você optar por fazê-la a noite, pode economizar uma noite em um hostel e não perde nada do dia seguinte! Se ficar ligado nesses detalhes, dá pra aproveitar ao máximo... mas tem hora que não tem jeito. Em nossa viagem, conseguimos aproveitar bastante o tempo, e perdemos apenas um dia com viagens. Acordamos cedo em Copacabana e já tínhamos uma passagem comprada de Puno para Arequipa, pois pretendíamos conhecer as ilhas urus em Puno e depois começar o caminho de volta para Lima. Porém, como decidimos esticar um dia em La Paz, cortamos esse passeio em Puno, então apenas tivemos que chegar na cidade para pegar o ônibus Cruz del Sur para Arequipa. Saímos do nosso hotel em Copacabana e fomos até a esquina em que se pega os ônibus. Pagamos cerca de 25 bolivianos cada um em uma passagem para Puno. A viagem dura por volta de 2:30, e já sabíamos que chegaríamos cedo em Puno, mas tbm não daria tempo para fazer passeio algum, apenas aguardar na rodoviária... Pois bem, pegamos o ônibus em Copacabana e seguimos caminho de volta para o Peru. Essa parte da viagem é muito bonita, pq a estrada vai beriando o Lago Titicaca, num dia de sol as paisagens ficam belíssimas. Passamos pela travessia do lado e pela fronteira (tudo de novo, como já expliquei em cima) trocamos o resto do dinheiro boliviano que não gastamos e chegamos em Puno (lembrando que existe diferença de uma hora entre os dois países). A cidade de Puno é uma cidade relativamente grande, mas pouco atraente. Todas as fachadas das casas são no tijolo e o único atrativo da cidade é realmente o passeio no Lago. chegamos na rodoviária e logo fomos abordados por agentes de viagem, mas já tínhamos nossa passagem comprada para Arequipa. Ficamos por volta de 3 hrs na rodoviária, almoçamos, jogamos cartas, fomos em todas as lojas de artesanato várias vezes kkkkkkkk tudo pra passar o tempo. Pegamos o ônibus pra Arequipa por volta das 16 hrs, e a viagem deveria durar menos de 4 hrs, mas o ônibus deu problema o motorista parou em uma oficina e ficamos horas lá parados, até resolver o problema (que até hoje eu não sei o que era) Lembrando que a Cruz del Sur é uma empresa de ônibus de primeira linha. Assistimos a filmes durante a viagem, é servido refeição (uma boa refeição), café, suco, tem wi-fi que realmente funciona... enfim, muito melhor que as empresas do Brasil. Mas, infelizmente, demos azar e o ônibus deu problema, mas nada que tirasse nossa alegria! Chegamos em Arequipa já de noite. Arequipa é uma bela cidade, tem uma arquitetura diferente na plaza de armas, e as hospedarias são bem concorridas. Quando estávamos em La Paz, fiz uma reserva no Wild Rover Hostel, uma hostel de rede internacional tbm, muito bom. Café da manhã, uma cama num quarto com mais ou menos 12 camas, muito bem localizado, com diária por volta de 25 soles. O hostel tem ainda um bar que funciona como PUB a noite, e varias atividades durantes os dias, corridas de kart, futebol, etc. Saímos e comemos no burger king perto da plaza de armas, andamos um pouco alí e depois fomos tomar uma cerveja no hostel!
  7. 02/02 - 10º Dia! Acordamos cedo em Copacabana e nos preparamos para o passeio de barco até a Isla del Sol! Fazia sol, mas havia um vento gelado cortante que nos obrigava a colocar os agasalhos. Fomos em direção à agência de turismo onde havíamos comprado o pacote para o passeio, e para a nossa surpresa, demos com a cara na porta quando chegamos lá. Marcamos às 8h com a pessoa responsável pela agência, e ela simplesmente não aparecia! Ficamos aguardando até umas 08:10, quando decidimos descer a rua principal em direção aos barcos, e tentar descobrir qual daqueles era o nosso (nós já estávamos com os nossos tickets em mãos). Fomos perguntando um por um, até que achamos o barco do nosso passeio. Depois de entrarmos na embarcação, vimos a nossa agente de viagens chegando até o pier, visivelmente afobada... aquela dia ela perdeu a hora, e quase que a gente perde o nosso passeio Pois bem, pegamos o passeio simples. Pagamos por volta de 25 bolivianos cada um. A previsão era irmos de barco até a parte norte da ilha, conhecer o que tinha por lá, depois pegar o barco novamente e descer até a parte sul (que parecia ter mais coisas pra fazer), e aonde iríamos também nos alimentar. Outras pessoas fizeram outras opções de passeio: algumas foram até a parte norte da ilha e, ao invés de voltar ao barco para ir até a parte sul, fizeram uma trilha de mais ou menos 3 hrs de duração, cortando toda a Isla del Sol. Todas as pessoas com quem eu conversei disseram que vale muito a pena fazer esse passeio, porque o visual na ilha é muito bonito. Outras pessoas fizeram ainda outra opção (e é a opção que eu acho que mais vale a pena, se você tiver tempo): pegaram o barco até a Isla del Sol e se hospedaram na ilha, por volta de dois a três dias. Na parte sul, parece que existem restaurantes, bares e pousadas, e por isso fica legal passar uma noite lá. Infelizmente, eu e Le não tinhamos tempo, e só podíamos fazer o passeio de um dia mesmo (e não íamos deixar de navegar no Titicaca). Pegamos o barco. Uma pequena lancha, com lugares em cima e embaixo. Em cima era legal pq dá pra ter a visão de tudo, mas embaixo era um pouco mais confortável. Já aviso logo que o passeio não atendeu as nossas expectativas. A primeira parada demora mais de 2 hrs e meia, e por mais que seja fantástico estar no Lago Titicaca, ninguém aguenta tanto tempo assim navegando... Chegando na parte norte da Ilha, subimos uma trilha e chegamos a umas ruínas. Tinha que pagar um preço simbólico para entrar lá, mas não havia guias ou folhetos explicativos. As ruínas não era muito legais, não tinha muito o que ver lá. O que mais vale a pena é a vista que se tem lá de cima, é extremamente bonito: Tivemos apenas meia hora para conhecer as ruínas e voltar para o barco. Como eu disse, algumas pessoas ficaram na ilha e outras voltaram para a embarcação. Então, voltamos a navegar, porém, não estávamos indo para a parte sul da ilha, e sim, estávamos indo para uma outra ilha próxima, onde veríamos outras ruínas. Chegando lá, mesma coisa, ruínas mal cuidadas, sem um guia ou coisa do tipo... havia um restaurante e algumas pessoas vendendo artesanatos, mas muito pouco sobre a história do lugar. Depois, voltamos para mais algum tempo dentro do barco... mais de 80% do passeio foi dentro do barco, não foi algo tão divertido assim... mas faz parte, era o que dava pra fazer em um dia em Copacabana! Por fim, finalmente chegamos à parte sul da ilha. Não vimos restaurantes nem bares, pq esse "centro de comércio" não fica próximo da água, para isso, teríamos que andar um pouco em direção ao interior da ilha. Comemos algumas coisas em uma lanchonete que havia alí e depois pegamos o barco de volta. Ao chegar em Copacabana, meus planos era subir o morro para ver o pôr-do-sol. Li isso em muitos relatos, e tinha vontade de fazer, mas ter passado o dia no mar não me fez muito bem... estava com uma sensação ruim, tudo parecia balançando, mesmo fora do barco kkkkkk. Decidimos jantar, gastar algum dinheiro nas artesanias e voltar ao hotel. Como não me canso de lembrar, a Bolívia não tem um turismo muito desenvolvido (como o Peru), e por isso os serviços não são lá essas coisas. Fomos em um restaurante e pedimos um menu. É muito comum nesses dois países essa forma de pedir a comida nos restaurantes. Eles fecham um preço fixo, por exemplo, 20 bolivianos, e você tem direito a uma entrada, um prato principal e uma bebia ou sobremesa. Comemos assim em vários dias, já que é uma boa quantidade de comida. Esse restaurante ficava bem perto do pier, e pedimos o menu. A Le sempre pedia uma "crema de tomato", uma espécia de molho de tomate bem fininho, que parecia uma sopa. Perguntamos se vinha só o caldo ou se vinha pedaços de tomate tbm, pq embora a Le goste de crema de tomato, não gosta do tomate em si. A garçonete nos garantiu que era só o caldo... e quando chega a comida, adivinha? Exatamente do jeito que nós NÃO queríamos! Pedimos para trocar, a garçonete fcou meio sem jeito, mas levou o prato de volta, e demorou séculos para voltar com outra crema de tomato. A essa altura, o prato principal também ja tinha chegado. No menu dizia que era um omelete com queijo, e nós perguntamos se vinha mais alguma coisa além do queijo, e nos responderam que não. Quando chega o omelete?? PEDAÇOS DE TOMATE NO OMELETE TAMBÉM! inacreditavalmente, o restaurante conseguiu errar duas vezes... e quando pedimos para trocar, a pessoa da cozinha falou que não iria trocar!! Absurdo, depois de insistirmos, fizeram um outro omelete pra gente, mas dessa vez só com ovo hahaha Decidimos pagar e ir embora, passamos no mercado e gastamos os bolivianos que nos restaram em biscoitos, doces e outras coisas para comermos no quarto. Tentamos gastar mais algum dinheiro no artesanato, mas não tinha nada de diferente... A rua principal é um bom lugar para passear. Antes de irmos embora, tivemos o gran finale! Entramos em uma loja para olhar os possíveis presentes, e o rapaz que ali trabalhava falou "Posso ajudar?" (em espanhol). Nisso, respondemos "solo mirando" (só olhando), já que não precisávamos da ajuda dele. Então, para a nossa surpresa, o cara falou o seguinte "Passa, passa, no es museu para mirar" (saiam, aqui não é museu para olhar)" ACREDITAM??? Fomos praticamente expulsos da loja... uma loja de turistas em uma cidade que vive de turismo hahaha A Bolívia tem seus encantos, mas não sabe explorar o turismo... enfim, fomos para o Hotel e tivemos uma bela noite de sono. Nosso dia seguinte seria de muita viagem!
  8. 01/02 - 9º Dia! Acordamos no Loki Hostel e utilizamos as primeiras horas da manhã para tomar um belo café da manhã reforçado e passar algumas fotos da máquina para o pen drive (faça isso com alguma regularidade). Peguei algumas informações sobre o transporte para Copacabana (nosso próximo destino), cidade que fica à beira do Lago Titicaca. Saímos em direção ao Mercado de Las Brujas (um conjunto de ruas de comércio) para comprar algumas lembranças e presentes. A essa altura da viagem, você já viu todo o tipo de artesanato, e não aparece nada diferente. Os mesmos imãs de geladeira, descansos de copo, gorros com estampa de lhama, etc. Andamos por todas as ruas e compramos algumas coisas, mas gostaríamos de ter comprado muito mais. Depois de passar por todas as ruas do Mercado, descemos até a frende uma igreja de São Francisco, mas não tínhamos tempo de entrar lá, mas todo mundo fala que é um passeio que vale a pena. Na hora do almoço, não encontramos um lugar realmente bom para comer. Até encontramos alguns restaurantes legais, mas todos um pouco caros. Achamos um em que o almoço era 18 bolivianos, o que equivalia a 6 reais. Não era um restaurante turístico, nem a comida era muito boa, mas foi o que encontramos Voltamos ao Hostel, fizemos o check out e pegamos um taxi para a área do cemitério, a corrida custou 20 bolivianos. Chegando lá, nos informamos sobre onibus para Copacabana. Rapidamente compramos os bilhetes e fomos para o local indicado. Como já falei aqui em cima, tudo na Bolívia é muito confuso, é preciso ficar muito atento para não perder nada. Tivemos que perguntar mais de uma vez para nos certificarmos que estávamos embarcando no ônibus correto. Aquela localidade não chega a ser uma rodoviária, mas é um ponto de vários ônibus, por isso o transporte era basicamente de nativos. Pegamos um engarrafamento imenso na saída da cidade, e só chegamos a Copacabana à noite. Tínhamos uma reserva no hotel Wendy Mar, que havíamos feito pelo Booking.com. A diária desse hotel era um pouco mais cara, por volta de 30 dólares o quarto duplo, mas era efetivamente um hotel um pouco mais sofisticado. Pela internet eu achei pouquíssima coisa em Copacabana, talvez valha a pena ir para lá com uma diária garantida, chegar cedo e procurar outro lugar para dormir, mas como chegamos a noite, não tínhamos muita escolha. Não é muito indicado ficar andando pela cidade a noite, inclusive, a maioria dos hoteis e pousadas trancam a porta a partir das 23 hrs, fiquem ligados! Nosso quarto era muito bom, a janela tinha visão pro Lago Titicaca, que parecia um oceano visto daquele lugar. Saímos em direção às ruas mais movimentadas para procurarmos um passeio para a Isla del Sol, para fazermos no dia seguinte. Ao chegarmos ao centro (alguns minutos caminhando) nos deparamos com uma enorme festa de rua. Aquele dia era comemoração de Nossa Senhora de Copacabana. Sem dúvida, foi um dos momentos mais fantásticos da viagem. Quando eu estava programando o meu roteiro, sempre lia nos relatos sobre as datas comemorativas e religiosas, e nunca me ligava nisso, já que meu calendário era sempre muito apertado, mas depois desse dia, entendi o que essas pessoas queriam dizer. Essa festa era uma festa religiosa, mas era muito mais uma demonstração explícita de cultura, de música e de dança típicas da Bolívia. Havia uma bandinha com instrumentos de sopro e percussão, e várias pessoas vestidas a caráter dançando. As moças que vestiam as roupas típicas brincavam com os turistas, tirando para dançar e ensinando os movimentos. Sem dúvida alguma foi inexplicável, um dos momentos mais profundos do mochilão inteiro (incluindo Machu Picchu). Naquele momento, eu finalmente compreendia "Caraca mano, eu estou na Bolívia!". É verdade que alguns nativos não gostam muito de turistas, tinha um cara lá que empurrava os estrangeiros quando ficavam dançando muito no meio, mas deixamos ele pra lá. Comemos um sanduíche de queijo, fechamos nosso passeio para o dia seguinte e voltamos ao Hotel.
  9. 31/08 - 8º Dia! Acordamos em La Paz ainda com dor de cabeça mas fomos tomando o chá de Coca e foi melhorando. Nosso quarto era muito bom, tinha apenas 5 camas e um banheiro privativo (o Loki Hostel é uma das melhores recomendações desse relato, vale a pena!) Tomamos café no restaurante do hostel e nos dirigimos ao local de encontro para pegar a van para o passeio. O passeio que compramos englobava a ida ao Chacaltaya (o monte nevado) e depois ao Valle da la Luna. Depois fiquei sabendo que esses dois pontos são o ponto mais alto e mais baixo da cidade. Encontramos dois brasileiros na van que estavam viajando sozinhos, se encontraram e decidiram seguir viagem juntos. Eles haviam chegado em La Paz no dia anterior a noite e não tinha reserva em hotel, conclusão: pagaram mais caro do que nós, para um hostel que não tinha café da manhã! (Nunca deixe de fazer reserva, nem que deixe para fazer as reservas ao longo da viagem, mas não chegue nas cidades sem uma reserva). Contávamos com um motorista e um guia, que se apresentou mas não seguiu viagem com a gente, só voltou a nos encontrar na parte da tarde. Pois bem, seguimos em direção a saída da cidade, para que pudéssemos subir o Chacaltaya. Para sair da cidade, passamos por um bairro de periferia extremamente pobre, onde todas as ruas eram de barro. Como havia chovido no dia anterior, muitas ruas estavam interditadas por causa da lama, a van atolaria se tentasse passar... o motorista teve que parar pra perguntar várias vezes, porque ele não conseguia sair daquele bairro. Depois de DUAS HORAS conseguimos achar uma rua que poderíamos passar e saímos da cidade. A partir dalí, demorarmos mais uns 40 minutos até chegarmos ao pé do Chacaltaya, então começamos uma subida aterrorizante! A estrada era muito estreita, de pedra, só passava um carro, mas o motorista parecia não se importar rs. Parecia muito familiarizado com a estrada, dirigia numa velocidade que deixava os passageiros um pouco apreensivos... cada curva que a van passava na beira do precipício era um frio na barriga, mas deu tudo certo e chegamos com tranquilidade! Se liguem, uma das exigências para realizar esse passeio é a utilização de óculos escuros, pq o branco da neve reflete muito forte nos olhos. A subida, além de emocionante, é bastante árdua. A van sobe por volta de 2000 metros, então é fato que você vai sentir a altitude. Quando saltei da van minha cabeça parecia que ia explodir, estava tonto, extremamente frio... mas e daí, eu tava na Bolívia! hahaha Andamos na neve até um casa de madeira, lá dentro, um senhor vende café e cha de coca. Quando falei que o fim de janeiro é a época das chuvas, e por isso não muito recomendável para viajar, não mencionei que é a época que mais neva na Bolívia. Tive amigos que viajaram no meio do ano e não pegaram nada de neve, subiram o Chacaltaya e só conseguiram pisar em poças, já eu... Lá em cima não há muito o que fazer. É possível andar até um ponto mais alto e observar um vale, mas estava nevando tando que não dava pra ver praticamente nada. Para mim, foi fantástico. Era a primeira vez que eu via neve, então valeu muito a pena! A descida é um alívio! consegui dormir um pouco na van e a dor de cabeça foi passando, embora ainda estivesse muito forte. Não há parada para almoço nesse passeio, por isso eles orientam a levar lanches mochila. Detonei toda as batatinhas nesse momento, e fiquei com fome o resto do dia rs. Para chegar ao Valle de la Luna, tivemos que atravessar a cidade toda (e todo o trânsito de La Paz), e foi aí que o guia voltou ao carro e fez uma apresentação da história recente da Bolívia e como Evo Morales foi eleito presidente do Estado Plurinacional da Bolívia. Antes de chegar ao vale, passamos pelo bairro mais valorizado da capital, casas bonitas e ruas bem cuidadas, bem diferente do restante da cidade. Enfim, o Valle da la Luna, milhões de anos atrás era um lago, que depois de secar, deixou a mostra formações rochosas que, antes no fundo do lago, se assemelham ao relevo da lua (pelo menos dizem). É cobrada 15 bolivianos de entrada. O passeio dura por volta de 40 min, o guia falou durante todo o tempo, apontando e explicando para algumas rochas que pareciam com animais ou outras coisas. O passeio vale a pena! Ao terminar o passeio, voltamos à van e nos dirigimos para a cidade. Para a nossa surpresa, a van parou no mercado de las brujas e o motorista falou, "o passeio termina aqui". Quando compramos o passeio na agência a moça nos garantiu que a van nos deixaria da porta do Loki Hostel! Nós falamos isso para o motorista mas não teve jeito, falou que deveríamos reclamar com a pessoa que vendeu o passeio, vê se pode! A sorte é que o mercado de las brujas também é na região central da cidade, onde ficava o nosso hostel ,mas não dava para ir a pé. Pegamos um táxi para voltar ao hostel, e depois que ele desceu uma rua transversal, vimos que o trânsito estava muuuuuuito intenso por causa de uma manifestação de rua que estava acontecendo na avenida principal! O que fizemos? Saltamos do taxi e fomos para a manifestação! hahaha, já sabíamos que a rua do hostel estava perto, por isso foi bem tranquilo. Quando chegamos ao hostel, jantamos por lá mesmo (o preço não é alto, e a comida é muito boa, vale comer lá), tomamos um banho e voltamos para o restaurante, que à noite vira um pub/boate. Tomamos muita Paceña (melhor cerveja da bolívia) e algumas tequilas... a essa altura do campeonato, não estava mais sentindo dor de cabeça nenhuma rs.
  10. 30/01 - 7º dia! Passamos a noite viajando de ônibus pela Cruz del Sur e chegamos pela manhã em Puno, a cidade peruana que fica às margens do Lago Titicaca. Nossa ideia inicial era deixar nossas malas em alguma agência de viagem (é possível pedir para guardarem) e fazer um passeio de dia inteiro pelas ilhas Uros. Antes de viajar, li muitos relatos e quase todos envolviam um passeio por essas ilhas, onde vive uma população de mesmo nome. Li relatos positivos e negativos, alguns diziam interessante o passeio, outros diziam que não havia muito o que se ver. Pois bem, em virtude do pouco tempo que tínhamos decidimos flexibilizar nosso roteiro e ir direto para La Paz, na Bolívia, deixando para conhecer o Lago Titicaca na volta, quando passassemos por Copacabana. Eu já tinha lido que os passeios em Copacabana são muito melhores que os de Puno, então tomamos essa decisão sem problemas. Ao chegar na rodoviária de Puno, encontramos várias pessoas oferecendo passagens para diversos lugares, e pasmem, até mesmo as passagens de ônibus são pechinchadas! Estavam oferecendo o preço de 30 soles até La Paz, mas pechinchando chegamos a 20. O rapaz que nos abordou nos levou até o guichê da agência, e do nosso lado tinha um casal comprando passagens para o mesmo trecho e pagando 25 soles O ônibus é muito simples, não são confortáveis, mas são baratos e é ali que o povo peruano e boliviano viaja. Vale a pena conhecer a realidade da cultura de um povo, já que nessas viagens acabamos conhecendo muito da parte turística das cidades, e pouco da realidade do povo. Esse trajeto é um tanto quando especial porque ele envolve atravessas a fronteira entre esses dois países magníficos. É importante prestar bastante atenção nas informações que serão passadas no início da viagem, mas no geral não tem problema não, a pessoa explica direitinho o que é preciso fazer ao chegar à alfândega, não tem erro. Quando chegamos na fronteira, todos descem do ônibus e nos deparamos com uma estação da polícia, uma da alfândega e algumas lojinhas. Dentro de uma dessas lojinhas tem uma xerox, já que a alfandega pede uma cópia do documento que você recebe na hora que entra no Peru. Ai é moleza, se dirigir à polícia, à alfândega e trocar um pouco de dinheiro. Quando cheguei à Bolívia, a cotação estava 1 dólar para 7 bolivianos. É nesse momento que a viagem fica mais barata ainda O dinheiro rende MUITO na bolívia! Essa fronteira é bem perto de Puno, talvez uma meia hora de ônibus. Depois disso, o ônibus vai andar por volta de 2:30h até Copacabana. Prestem atenção, li em vários lugares que esse trajeto era rápido, inclusive em relatos, mas ele chega a demorar 3 horas! Depois de passar por Copacabana, ainda leva pelo menos 4 horas para chegar em La Paz. Esse trajeto demora bastante porque é necessário fazer a travessia do Lago Titicaca em um ponto específico. Agora é preciso tomar cuidado, pq nada disso é conversado ou explicado. Em determinado momento da viagem, lá pela metade do trajeto entre Puno e Copacabana, o ônibus parou e todos começaram a descer. Eu e Leandra, assim como outros brasileiros, fomos imitando os nativos e descemos do onibus também. Nisso, nos deparamos com uma extensa faixa de água do Lago, e com uma espécia de "porto" onde umas balsas faziam o trajeto dos ônibus. Ia apenas o motorista dentro do ônibus, dirigia até a balsa e fazia a travessia. Enquanto esperávamos compramos algumas coisas para comer e sentamos para esperar algo acontecer, junto com esses outros brasileiros. Passou bastante tempo e... nada. Começamos a ficar preocupados, nos levantamos e olhamos para o lago. Nosso ônibus estava andando, lá do outro lado do Lago!!! Ficamos desesperados, percebemos que ninguém que estava conosco no ônibus estava ali perto de nós, e descobrimos que todos já haviam feito a travessia!! Descobrimos que os pedestres devem se dirigir ao lado das balsas, pagar 2 bolivianos e fazer a travessia num pequeno barco a motor! Foi um grande susto, mas o ônibus estava esperando a gente, e o motorista disse que não deixaria nenhum passageiro para trás! Bom, depois de tudo resolvido, voltamos ao ônibus e seguimos viagem para La Paz! Eu estava muito ansioso para conhecer La Paz, rainha da altitude, sede de tantas histórias e tanta cultura latino-americana. Existe uma curiosidade: A Bolívia tem duas capitais, segundo a Constituição boliviana, Sucre é a capital do país e La Paz é a sede do governo. Antes de chegar a La Paz, passamos por El Alto, uma outra cidade vizinha à La Paz, mas acaba parecendo uma coisa só. Alí o trânsito já começa a ficar insuportável! Demoramos muito para andar pelas ruas da cidade e chegar na rodoviária. Nesse momento, é preciso uma boa dose de paciência e um bom Ipod com reaggaeton! Chegando à rodoviária, já tínhamos reserva feita no Loki Hostel, um dos melhores da cidade. Ao descer do ônibus comecei a sentir uma forte dor de cabeça e mal estar... finalmente eu estava sentindo os efeitos do mal de altitude! Vale lembrar que La Paz está a 4000 metros do mar. Pegamos um táxi no mesmo estilo peruano, sem taxímetro e perchinchando. Pagamos 15 bolivianos no trajeto, que pode ser feito até por 10. Chegando ao hostel, nos instalamos num quarto com 5 camas e um banheiro, e a dor de cabeça apertava... Por todo o hostel existem garrafas térmicas com água quente e sachês com chá de coca. Todas as pessoas do hostel ficam tomando o dia inteiro... não sei se ajuda, mas tomei bastante tbm! rs Já estava no fim da tarde, por isso decidimos jantar no restaurante do hostel (dentro do hostel tem uma Pub, de manhã é servido o café da manha e a noite rolam as festas), mas antes disso precisávamos resolver o dia seguinte. Decidimos fazer o passeio para o Monte Nevado - Chacaltaya! Pela primeira vez veria neve! Dentro do hostel havia uma agência de turismo, que me ofereceu um passeio de dia inteiro, passando pelo Monte Nevado e pelo Vale de la Luna, por 60 bolivianos cada um. Era por volta de 17:30 e a agência já estava fechando, eu precisava trocar dinheiro para adquirir os pacotes. Perguntei se a moça da agência trocava dinheiro, ela disse que não. Fui para a rua mas não encontrei NENHUMA casa de câmbio aberta, nem agência de viagem. É bem diferente de Cuzco, onde encontra-se tudo aberto até 21 hhrs... alí não tínhamos nada. Fiquei bastante preocupado, pq não sabia se conseguiria resolver no dia seguinte para fazermos o passeio, e definitivamente não queria perder um dia inteiro em La Paz. Voltei para o Hostel e a Leandra deu a ideia de perguntar para a pessoa da agência se ela aceitava o pagamento em dólares. Eu pensei que era óbvio que ela não aceitva, se aceitasse ela teria dito quando eu perguntei se ela trocava dinheiro. Bom, fui lá e perguntei, e a resposta foi SIM! hahahahaha era muito mais fácil se ela tivesse dito desde o início, mas enfim... o turismo na Bolívia é BEEEEM diferente do turismo no Peru. Pagamos os pacotes e fomos comer. Depois demos umas voltas pelas ruas de La Paz e fomos dormir!
  11. 29/04 - 6º dia! Finalmente, chegava o dia mais esperado! Como disse a vocês, escolhi viajar na época das chuvas e tive muito receio que tivesse alguns problemas com isso. Meu maior medo era que estivesse chovendo muito no dia que iríamos a Machu Picchu, e isso atrapalhasse o passeio, as fotos, e tudo mais. Pois bem, no dia que chegamos Águas Calientes, por volta das 21 horas, começou a cair não uma chuva, mas uma TEMPESTADE!!! Eu fiquei pensando "imagina se eu não consigo tirar a foto tradicional de Machu Picchu por causa da neblina?" Enfim, fiquei bastante preocupado, mas lembrei de um outro relato que li aqui no fórum, o amigo relatou que chovia muito no dia em que ele subiu pra MP, mas o tempo depois melhorou e as fotos ficaram boas. Pois bem, fui dormir com chuva e acordei às 4 horas da manhã, ainda chovendo. Tomamos o café de manhã e rumamos para o centro de Aguas Calientes. Alí, você tem duas opções, subir até MP de ônibus, pagando por volta de 20 dólares ida e volta, ou subir através de uma trilha. A Chuva já estava bem fina, e eu queria muito subir essa trilha, e assim o fiz. Depois de meia hora de caminhada e uma hora subindo escadas, alcançamos o topo! Nesse momento já batia a ansiedade, o nervosismo e o frio na barriga! Não via a hora de chegar a observar aquela paisagem que até então eu só via nos livros. Ao chegar em Machu Picchu você encontra um restaurante em que é tudo MUITO caro, papo de um hamburguer 20 soles. Em frente ao portão ficam os guias recrutando turistas para fazer o passeio guiado. Esse passeio dura uma hora e meia e pagamos 20 soles cada um. Eu achei que valeu muito a pena, pq a guia nos levou era muito preparada, sabia a historia de cada pedra e cada lugar de Machu Picchu. Se você for andar aleatoriamente pelas ruínas, vai achar muito bonito, sem dúvida, mas com esse passeio tivemos a acesso a informações que não teríamos de outro modo, o valor e o significado de cada canto da cidade perdida. Bom, entramos em MP por volta das 7:30 hrs da manhã, ainda tinha chuva e MUITA neblina. Nessa hora me bateu uma depressão, pq logo no início do parque você tem aquela visão tradicional de MP, e olha como estavam as nuvens : Começamos o passeio e eu só conseguia pensar se aquelas nuvens iriam ceder ou iriam arruinar minha viagem. Novamente, como eu disse, vale muito a pena fazer o passeio guiado, e durante o passeio nossa guia falou "por volta das 10 hrs todas as nuvens já terão saído e vocês não precisam se preocupar". Bom, me prendi a isso e não perdi a fé rsrsrsrs. Depois de terminar o passeio, andamos por Machu Picchu e aproveitei para tirar muitas fotos e fazer vários vídeos. Andar por aquelas vielas, entrar e sair das casas, e imaginar que a civilização inca fazia isso séculos atrás é simplesmente fascinante. Enquanto andávamos, comecei a perceber que fazia sol, estava calor, foi quando fiquei mais tranquilo quanto às nuvens. Depois, subimos até o ponto de onde poderíamos tirar as melhores fotos, e então alcancei o clímax do mochilão. Subimos e lá estava: Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas. As ruínas, as montanhas ao fundo, o ambiente místico, tudo nessa hora parece valer a pena. Eu olhava em volta encarando os abismos e as outras montanhas, e depois olhava pra frente de novo e não conseguia acreditar que estava alí, realizando um sonho de criança! É simplesmente mágico sentar e ficar apenas admirando a vista, respirando o ar de Machu Picchu. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida, e aconselho todos e todas a não deixar de conhecer esse lugar incrível! Depois, descemos de volta até Aguas Calientes e almoçamos por 20 soles cada um e pegamos nosso trem para Ollantaytamtbo por volta de 15 horas. Chegando em Ollanta, ficam vários motoristas oferecendo para levara s pessoas até Cuzco, fechamos o carro por 60 soles, ou seja, 15 para cara um para um trajeto de uma hora e meia, MUITO BARATO! Chegando em Cuzco, fomos até o Che Lagarto e pegamos nossa mochila cargueira (levamos apenas mochilas pequenas para MP). De lá, pegamos um taxi até a rodoviária e pegamos um onibus para Puno. Essa passagem já estava comprada pela internet desde o Brasil, pagamos 55 soles para um para uma viagem de 8 horas pela Cruz del Sur, melhor empresa de ônibus do Peru. Passamos a noite viajando e chegamos em Puno.
  12. Desculpa a demora, galera! tive uns probleminhas mas já estou de volta! 5º dia! Nesse dia fomos caminhando até a sede do Ministério da Cultura do Peru, para comprar nossas entradas para Machu Picchu! O lugar era um pouco mais longe do que achávamos, rs, mas fomos lá e compramos tudo certinho. Pagamos meia porque tínhamos a carteira de estudante internacional, como já falei. Ao comprar as entradas, existiam algumas modalidades, a nossa entrada foi a simples. O ticket que permitia a subida Huayna Picchu (aquela maior montanha no fundo da foto clássica de Machu Picchu) obviamente já estava esgotada. Se você for viajar no meio do ano, tem que comprar essa entrada com pelo menos três meses de antecedência, e não poderá pagar meia pela internet. Eu não tinha muito interesse em fazer essa trilha, embora todo mundo fale MUITO bem dela, por isso não me preocupei em comprar. Me ofereceram um ticket que permitia subir na "Montanha Machu Picchu", uma tilha que fica atrás das ruínas, no lado oposto a Uaayna Picchu, mas também não me interesse muito não. Para voltar, pegamos um táxi e fomos direto para o Mercado de San Pedro. O que tenho a dizer sobre o Mercado de San Pedro? Não deixe de ir lá! É um mercado turístico, mas também muito popular. Vende-se de tudo, de comida a artesanatos. É lá que se pode almoçar por três soles! Mas eu não arrisquei! rs O artesanato lá é MUITO barato! comprei várias camisas lá! Depois voltamos e pegamos informações sobre os meios para chegar até Machu Picchu Pueblo, ou Aguas Calientes. Nós já estávamos com as passagens de trem compradas, saindo de Ollantaytambo, mas precisávamos chegar em Ollanta. As agências de viagem disponibilizavam ônibus por 20 soles por pessoa, foi o melhor preço que ofereceram. Mas descobrimos que poderíamos pegar "transporte público", em determinado local da cidade. Agora eu não me lembro o nome, mas é só perguntar pelo lugar que se pega van para fora de Cuzco. Pagamos 8 soles cada um, e fomos de van para Ollanta. Lá, almoçamos e pegamos o trem para Aguas Calientes. O Trem é simplesmente fantástico, é um investimento caro na viagem, mas é muito confortável e seguro. Na ida, surigo comprar passagens no lado esquerdo do trem, pois ele vai margeando o rio Urubamba durante todo o percurso, é um cenário muito bonito. A medida que ia chegando mais perto, eu ia sentindo cada vez mais forte uma ansiedade, saber que estava cada vez mais perto de Machu Picchu Chegamos a noite em Aguas Calientes e fomos direto para o hotel que havíamos reservado: Sol de Oro. O hotel é muito bom, estava vazio e o atendimento foi excelente. A cidade é muito bonita, cortada por um rio, e vive em função de Machu Picchu. O clima é fantástico, todos ali foram ou estão indo para Machu Picchu. Passei a noite praticamente em claro, preocupado com a chuva que caía...
  13. 27/01 - 4º Dia No dia anterior, à noite, passamos rapidamente na agência em que contratamos o pacote do Vale Sagrado e contratamos o City Tour para o dia seguinte (hoje, no caso). Eu e Leandra chegamos a conclusão que esses dois passeios são os mais importantes, não existe ir a Cuzco e não fazer esses dois. As agências vendem outros dois pacotes, um de museus e outro que vai para umas salineiras. Não tínhamos tempo para fazer tudo, mas acreditamos que o Vale Sagrado e o City Tour são os mais imperdíveis. O City Tour sai de cusco às 13 horas, então aproveitamos para dormir um pouco mais e almoçar num lugar legal. Fomos a um restaurante mais "refinado", na Plaza de Armas. Não pagamos mais do que 25 soles por pessoa, mas era um restaurante muito bonito, bem decorado, diria até "fino", nos padrões brasileiros. No Peru é muito comum os restaurantes vendem o "Menu". Um ´preço fixo em que vc tem uma entrada, um prato principal, uma sobremesa e uma bebida. Nesse restaurante, eu comi um salpicão, e a Le tomou uma sopa de tomate, de entrada. No prato principal pedimos carne de lhamas com fritas, e uma bela torta de chocolate como sobremesa. Em todos os lugares encontramos esse Menu, sempre com um preço em conta. Pegamos o ônibus no mesmo lugar do dia anterior, e o passeio foi simplesmente FANTÁSTICO. O nome City Tour não tem NADA a ver com o passeio. Os lugares visitados são dentro e perto da cidade, mas são as ruínas mais espetaculares de Cuzco e mais importantes para a civilização inca. Primeiro, paramos em Qorikancha, onde hoje funciona o Museu de Santo Domingo. É uma igreja muito grande que fica no meio da cidade, e o templo mais importante da cultura inca. O tempo que passamos lá dentro ouvindo o guia explicar cada detalhe foi uma verdadeira viagem à América pré-colombiana. Essa igreja foi construída em cima de um templo Inca, os espanhóis faziam isso para tentar apagar os vestígios da cultura inca. O mais legal é ver que, após alguns terremotos, as paredes da igreja caíram e deixaram a mostra a engenharia inca. Numa mesma sala, é possível ver uma parede europeia e uma parede inca, que resistiu de forma muito mais eficaz aos terremotos. É simplesmente encantador, misterioso, místico... só indo lá pra ver! Depois, a City Tour vai a saqsaywaman, o segundo templo mais importante para os Incas, nos arredores da cidade. Nesse lugar, vimos uma pedra que pesa 180 toneladas, que foi carregada de forma inexplicável por 4 kilômetros até aquela localidade. Novamente, a história contada pelo guia é capaz de encantar corações e nos permite imaginara como era aquele lugar alguns séculos atrás. De lá, é possível ter uma visão panorâmica da cidade e tirar belas fotos Em qualquer passeio, o que eu mais gostava de fazer era caminhar pelos corredores das ruínas e imaginar que uma grande civilização já passou por alí. Ficava pensando que tudo aquilo foi resultado de um processo místico de um povo que estava muito a frente de seu tempo. Em toda a minha viagem priorizei a reflexão histórica, e voltei completamente maravilhado com o Peru e a cultura Inca. Depois fomos a Qenqo, uma ruína menor que mostra um local de oferenda para os deus incas. É válido dar uma lida sobre a cultura inca antes de ir viajar, pq a quantidade de informação é muito grande, é óbvio que não vou falar nada aqui pra não estragar a surpresa... Depois de Qenqo ainda passamos em Tambomachay, um lugar lindo, com várias árvores e fontes de água. Lá, o guia fala um pouco sobre a estrutura e o encanamento dos incas, que pra varias, já era extremamente moderna. E assim termina o City Tour. A noite em Cuzco é linda, a Plaza de Armas inspira e exala um sentimento inexplicável. Dá vontade de ficar sentado no banco da Plaza olhando pro lado, pras duas igrejas, para as pessoas... enfim, vale a pena passar um tempo por ali por algum tempo. Depois, dormir para o 5º dia!
  14. 3º Dia - Cuzco - Passeio do Vale Sagrado Bom, Como já disse, havíamos comprado o passeio do Vale Sagrado no dia anterior por 15 soles cada um. Entre os passeios que são oferecidos pelas agências, Vale Sagrado e City Tour são praticamente obrigatórios! Nesses dois passeios se conhece as principais ruínas Incas. Embora Machu Picchu seja a mais famosa, por ser a mais conservada, não era um dos lugares mais importantes do império. Acordamos bem cedo, tomamos um bom café da manhã no Che Lagarto e partimos em direção à agência. Dormimos muito bem num quarto com 6 camas, mas não tinham apenas quatro no quarto. O Banheiro esteve sempre limpo e não tivemos qualquer problema. Ao chegar na agência, o guia já estava lá na porta e nos levou junto com um grupo para o ônibus que iríamos usar. Esse ônibus levava turistas de diversas outras agências. O passeio começa na feira de artesanato de Pisaq (altamente recomendada)! Não comprem nada no centro de Cuzco, tudo que é vendido lá, também é vendido em Pisaq, mas por um preço muuuito mais baixo! Passamos nas ruínas de Pisaq, depois almoçamos num bom restaurante no vilarejo de Urubamba, que também dá nome o rio que corta a região. Depois passamos pelo ponto alto do passeio, Ollantaytambo! Tenho vontade de descrever tudo que nos foi mostrado nesse lugar, mas vou deixar para vocês mesmo descobrirem! O que posso adiantar é que são ruínas extremamente místicas, com mistérios naturais envolvendo a engenharia inca, as montanhas em volta e os solstícios de inverno e verão! No topo das ruínas de Ollantaytambo ficava o antigo Templo do Sol, muito importante para o povo Inca. Ruínas de Ollantaytambo. Algumas pessoas da excursão desceram em Ollanta e pegaram o trem em direção a Aguas Calientes, para no outro dia subir a Machu Picchu. Para quem decidi ir de trem para Machu Picchu, vale a pena fazer o passeio do Vale Sagrado e descer em Ollanta, pq a última parada seria Chinchero, que é interessante mas não tem nada de mais (tudo é interessante quando se está em outro país). Essas pessoas fizeram o passeio em Ollanta e o ônbus as deixou perto do trem, e dali seguiram para Aguas Calientes (com passagem previamente comprada, óbvio). Eu optei por não fazer isso, mas vejo que valei a pena, recomendo! Fazer esse passeio com a agência, na minha opinião, é a melhor opção. Alguns amigos me disseram que não gostam de excursões pq não se tem muita liberdade, tem que seguir o guia e não tem muito tempo pra tirar foto, etc. Concordo com isso, mas acredito que o guia é indispensável! Eles sabem muito sobre aquelas ruínas, e sem as explicações deles, só veríamos pedras e mais pedras. Em cada lugar que parávamos, os guias nos davam 30 minutos para andar e tirar fotos. É pouco pra ver tudo, mas a essa altura, o guia já explicado tudo sobre o lugar, realmente os guias são muito válidos! No fim do dia, passamos em Chinchero, tem uma igreja e uma pequena feira de artesanato, legal mas nada demais. Esses lugares são distante do centro de Cuzco, tipo o lugar mais longe fica a 2 horas de ônibus, então deu pra tirar um cochilo na volta. Quando chegamos, paramos em uma mercearia e compramos miojo para cozinha na copa do hostel. Fizemos isso e não nos arrependemos, conhecemos a maioria das pessoas nas cozinhas dos hostels kkkk E rumo ao 4º dia!
  15. 2º Dia - 25/01 Bom, acordamos bem cedo e fizemos check-out no hostel, e pegamos o mesmo taxista nos trouxe do aeroporto. O Che Largarto tem um taxista credenciado que faz esse trajeto para o aeroporto, pq são poucos os taxistas que podem entrar lá, é um pouco mais caro mas vale a pena, pq na rua muitos não querem fazer essa corrida. Nós não precisamos pq o taxista do dia anterior combinou com a gente e foi nos pegar no horário acertado, até atrasamos 20 minutos mais ou menos, mas ele nos esperou mesmo assim Quando chegamos no aeroporto, uma pequena confusão. Minha passagem estava ok e fiz o check in, mas a passagem da Leandra deu problema. O cara do check in não conseguia encontrar o nome dela na lista de passageiros de jeito nenhum, e falou que não tinha passagem comprada nenhuma, imagina o desespero! O cara fez a gente voltar lá no balcão de passagens pra desenrolar, e nós falamos espanhol mal e porcamente... foi mega tenso explicar tudo isso pro cara e ficar insistindo pra ele olhar no sistema etc. O cara das passagens achou o nome dela, mas falou que a passagem dela havia sido emitida para o dia 11 de Janeiro, e não para o dia 25! Nós brigamos com o cara até o fim, subimos no segundo andar, pegamos o wi-fi do starbucks e olhamos o cartão de confirmação que enviaram para o e-mail dela. Infelizmente, o cartão de confirmação estava dia 11 e nós não vimos a única reserva que nós não conferimos. Enfim, conseguimos remarcar pagando uma multa, mas não dava para ir no mesmo voo que o meu, das 10 hrs, pq o check in já estava fechado. Ela teria que ir no voo das 12:30! Nesse momento, o meu voo já estava para sair então falei "pega o voo que eu vou estar te esperando lá, vou correr pra não perder o avião" e sai correndo pelo aeroporto para pegar o meu avião! Consegui, a viagem é linda, sobrevoando a cordilheira dos andes! Cheguei em Cuzco e esperei, esperei, esperei... comprei um jornal peruano, fui nas lojinhas que tinham em frente ao aeroporto e fui pro portão de desembarque quando o próximo voo estava para chegar. Para nossa sorte, nada deu errado e Leandra desembarcou nesse voo... ufa! Se tivesse dado algum problema, não sei como iríamos nos comunicar, pq nem todos os lugares tem wi fi, não dá pra ligar e não dava pra usar o 3g... mas deu tudo certo! Saímos do Aeroporto e pegamos um taxi na rua, 10 soles até o Che Lagarto de Cuzco! Nesse momento, começamos a sentir um pouquinho do efeito da altitude, mas quase nada, só iríamos sentir mesmo na Bolívia. Além da altitude, senti também uma energia incrível! Estava pisando na antiga capital de um dos maiores e mais prósperos império da história da humanidade. Império esse envolto em lendas e mistérios, incluindo seres místicos e extra terrestres. Eu estava ali, diante de uma arquitetura e uma engenharia extremamente avançadas para sua época, além da religiosidade e dos costumes locais, aquele lugar é simplesmente incrível! Após fazer o check in no Che Lagarto, fomos caminhando para a Plaza de Armas, 10 minutos andando. Lá tirei fotos incríveis, conversei com vendedores e jantamos no MC Donalds! Dica do Andre Figueiredo, em outro tópico aqui! A refeição lá custa 12 soles, arroz, batata frita, frango frito e refrigerante, é muuuuito barato!!! Vale a pena! Depois disso, fomos ao prédio da prefeitura e compramos nosso Boleto Turístico. Esse boleto funciona da seguinte forma, você compra esse boleto turístico que te dá o direito de entrar em 16 pontos turísticos da cidade. Você pegar um taxi ou um ônibus e conhecer alguns desses lugares, mas o que costuma ser feito é comprar os pacotes que as agências oferecem. Essas agências dividem esses pontos turísticos em 4 passeios, que devem ser feitos cada um em um dia, e vendem esses pacotes. É assim que a maioria faz e dá muito certo, pq os preços são muito bons, considerando que agência fornece transporte e guia para os passeios. o preço total desse boleto é 130 soles, estudantes pagam meia: 70 soles. O negócio da meia entrada é o seguinte, rola aquela carteira de estudante internacional, da STB. É só entrar no site e encomendar pela internet ou ir em alguma loja. Custa 40 reais, mas os descontos que se consegue no Peru já compensa esse investimento. Eu ouvi falar que alguns conseguiram descontos com outras carteirinhas, mas não é a boa arriscar, até porque a entrada de Machu Picchu também é cara, então uma meia entrada é sempre bem vinda rs. Caminhamos pelas ruas, encontramos a pedra que tem 12 lados, procuramos agências de turismo e tiramos muitas fotos. Vejam só, no hotel, me ofereceram o passeio do Vale Sagrado por 10 dólares (por volta de 28 soles). Fui a uma agência e o preço era 20 soles. Na agência do lado, 18, e na outra já encontrei por 15 soles! Estão vendo, pechinchar é sempre necessário. Na Plaza de armas, são muitas agências, uma do lado da outra, meio a lojinhas e casas de câmbio (muitas delas são as três coisas em uma só). Eu até cheguei a guardar o folder dessa agência, mas praticamente todas as agências oferecem um bom serviço. No Peru, o turismo é muito rentável, por isso a fiscalização é forte nesse sentido. Pois bem, compramos o pacote do Vale Sagrado para o dia seguinte (já com o boleto turístico em mãos), e voltamos para o Hostel, para dormir e acordo cedo no outro dia! Plaza de Armas de Cuzco!
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