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marcuscoura

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  1. Falar da África do Sul sem dúvidas é uma coisa muito fácil depois de conhecê-la. Em 2012, estive pensando em países curiosos e no mínimo “exóticos” de se conhecer, fugindo de países procurados como os EUA, Canadá, toda a Europa, etc... Dentre eles, pensei em Hong Kong, Japão, Nova Zelândia, Marrocos, Tailândia e a África do Sul. Aproveitando as pesquisas e a vontade que meus primos estavam de conhecer o país, não pensei duas vezes. Não me arrependo nem um pouco. Nosso trajeto começou em Cape Town, mas com parada em Johannesburgo. Começo falando do aeroporto que, a partir dali, já é notável a presença de lojas vendendo objetos de decoração africana, animais de madeira e uma lista diversa de presentes pequenos. Loja na qual pode ser encontrada em ambas as cidades, quase que em todas as esquinas. De São Paulo à Johannesburg, fizemos um vôo tranquilo, de aproximadamente 6, 7 horas. Vale lembrar que a Companhia Aérea “South African Airways” me deixou realmente surpreso pela qualidade e infra-estrutura. O avião é equipado com pequenos monitores em todas as poltronas, podendo-se assistir filmes, escutar músicas ou jogar games. Tudo isso, querendo ou não, ajuda a passar o tempo em vôo. Chegando em Johannesburg, pegamos um avião um pouco menor para Cape Town. Que fique o aviso... Chegando em Cape Town, a turbulência que pegamos não foi brincadeira. Natural, devido a área montanhosa e cheia de nuvens. Cape Town sem dúvidas é um destino quase que impossível de não se apaixonar. Muitos a comparam com Rio de Janeiro e Califórnia, por ser uma cidade praiana, moderna e bem estruturada. A única diferença é que, infelizmente, é preciso muita coragem para encarar a água das praias. Praias na qual são maravilhosas, areias brancas e águas estupidamente azuis. Águas, porém, extremamente geladas, diga-se de passagem. Fora a água, há bastante relatos de ataques de tubarões, ou seja... Diferente de Johannesburg, Cape Town é definitivamente mais interessante e com mais opções de passeios. Logo no primeiro dia, já fomos conhecer o Point Noturno “V&A Waterfront”, onde encontra-se os melhores restaurantes, um shopping, bares, pubs... tudo isso de frente a uma grande marina e um visual incrível. A nossa moeda é bem mais valorizada que o Rend, em si. Vale lembrar que, nas compras, a diferença não é tão grande pra quem acha que virou milionário na troca de moedas. Nas compras eletrônicas e até mesmo roupas, a diferença é muito pequena, porém, para se comer bem, o real é realmente valorizado, levando em conta que, em um restaurante de luxo, aqui em São Paulo, gastamos mais de R$ 100,00 muito fácil. Lá, em um ótimo restaurante, é difícil o valor passar disso. Outra coisa barata são os taxis. Passeamos por Cape Town muitas vezes a pé e de taxi. A diferença é bem grande do Brasil. Fizemos amizade com um taxista muito gente fina. O nome dela é Kenny e fica aqui a indicação: [email protected] | +27 (0) 21 913 6866. Outras pessoas optam por alugar ou até mesmo comprar um carro por lá. Carros que aqui no Brasil, seria uma fortuna a diária e que lá, são quase que “populares”. A única dificuldade é encarar a mão inversa. O volante, no caso, fica do lado direito e é um tanto assustador ficar no banco do passageiro. A sensação é bastante estranha rs. Um dos melhores passeios da cidade, sem dúvidas é a Table Mountain. Considerada uma das 7 maravilhas naturais do mundo. Temos duas opções. A que envolve muita disposição e adrenalina que é escalar a montanha (tarefa bem difícil), e a opção mais cômoda, que seria o “bondinho”. O interessante do bonde é que ele gira 360 graus, então é possível aproveitar a paisagem a partir dali. O ticket do bonde custa 205 Rends (adulto). Vale a pena pra quem não tem tanta disposição/coragem. A vista de cima é realmente de tirar o fôlego. Tem também uma cabana na qual é possível almoçar, comprar lembranças, vinhos, etc. Uma dica de lá é o lanche feito com carne de avestruz. Carne de sabor forte, porém muito boa. Vale a pena. O interessante do passeio é caminhar por toda a área da montanha e explorar a fauna e flora, além de esperar o pôr do Sol, claro. Ah! Mais uma dica... levem blusas de frio pois nesse horário, o frio é de lascar. Outros passeios interessantes são: - As vinícolas, onde é possível fazer a degustação de queijos e vinhos - O passeio ao Jardim Kirstenbosh National Botanical Garden, considerado o maior do mundo - A ida ao cabo das tormentas (cabo da boa esperança) onde também tem um visual incrível, sem contar a história que todo o lugar representa. Fiquei impressionado com a força do vento daquele lugar. É MUITO vento! Chega a ser engraçado. Seria um desperdício ir a África e não fazer um Safari. Escolhemos o Aquila’s Safari. Uma reserva muito bem estruturada e com diversas espécies de animais, incluindo os 5 maiores predadores do continente (The Big Five) que são: O Búfalo, o leão, o leopardo, o elefante e o rinoceronte. Logo na chegada, fomos recepcionados com taças de champagne e um “café da manhã” que mais parecia um almoço. O lugar possui piscinas, lojas, além de oferecer outras opções de passeio como o tradicional automóvel onde é possível levar um grupo de pessoas, triciclos e até mesmo helicópteros. Outra que não pode ficar de fora, é a visita a Robben Island onde encontra-se a prisão em que Nelson Mandela ficou preso. Meio angustiante, mas interessante. Diferente de Cape Town, Johannesburg é considerada a Nova York do continente. Cidade onde fica a maior concentração de todo o luxo. Hotéis, edifícios, carros importados, shoppings, acaba sendo uma cidade onde os interesses e passeios, são outros. Mesmo no meio de tudo isso, ainda fizemos um passeio ao Lion Park, onde é possível interagir com filhotes de leão e acompanhar e fotografar diversas espécies como antílopes, zebras, hienas, suricatos, leopardos, os famosos leões “tradicionais” e até mesmo leões brancos, e por fim, girafas e avestruzes que ficam soltos pelo parque. O local oferece um programa de apoio aos leões, onde é possível passar alguns meses cuidando deles, sem nenhum tipo de remuneração, mas em compensação, o local oferece abrigo (como se fossem acampamentos), comida e folgas, é claro. Tudo isso incluso em um pacote, como se fosse (se não for) um intercâmbio. Visitamos uma favela local, em que, comparada as do Brasil, é realmente triste. As pessoas ali vivem em pequenas casas de lata (muito pequenas), debaixo de um Sol muito forte. Mas não se enganem. O Sol realmente é presente, porém, o frio é muito intenso. Tivemos que fazer o Safari debaixo de Sol, e ainda com cobertores que o passeio oferece (além de champagne e bebidas não alcólicas já inclusas no passeio). Dica de restaurante em Capetown: Belthazar. Fica na marina de V&A Waterfront. Dica de restaurante em Johannesburg: Lekgotla. Fica na Nelson Mandela Square. (Uma boa opção seria a carne de crocodilo. Vale a pena) Bom, então essa foi a tentativa de um “pequeno” relato sobre a África do Sul haha! Super recomendo! Boa viagem!
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