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erikafc13

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  1. Oi pessoal! Que bom que gostaram do relato!! Eu estou numa correria danada nos ultimos 2 meses viajando a trabalho e por isso ainda não tive tempo de colocar o resto do relato. Na verdade eu já tinha até feito um video e um relato sobre a Coreia do Norte, mas foi censurado hahahaa Vou ter que medir minhas palavras para poder colocar aqui! Vou tentar finalizar esse fim de semana, mas enquanto isso, fiquem tranquilos. Voltei sã e salva da Coréia do Norte e fiz até um amigo
  2. BEIJING Não é preciso passar mais que 2 minutos em Beijing para entender o que 1,3 bilhões de pessoas significa. É gente que não acaba mais!! É xing-ling pra todo lado, todos desorientados, dando uma empurradinha daqui, uma escarrada e uma cuspidinha dali e por ai vai... (quanto à escarrada e a cuspida eu poderia fazer um post apenas sobre esse assunto, mas pelo bem do estômago dos leitores, por ora vou resumir em apenas uma sentença: é uma nojeira do caralho). Cheguei bem bonitona pensando que ia ter uma casa de câmbio me esperando pronta para trocar meus Benjamins Franklin em vários RMBs, só que não...Me mandaram para aquele lugar que é o inferno em qualquer lugar do mundo (imagina no lugar do mundo que tem 20% da população do planeta!): o banco, meus caros. Que sofrimento!!! Fiquei uns 15 anos na fila para trocar meu dinheirinho e aproveito para deixar aqui a dica para quem lê: tragam uns yuans do Brasil ou seu Visa Travel Money ou até mesmo seu cartão do banco para saque para evitar essa correria (não sei como é no aeroporto, porém na estação é uma m****). Fim de sofrimento, peguei o metrô para o hostel e tive uma grata surpresa. Que hostel bom! Fica aqui a dica para quem for a Beijing: Dragon King Hostel. Staff mais do que gente fina, quartos ótimos, restaurante/bar do hostel muito bom também...Recomendo demais da conta. Depois de fazer todos os trâmites e finalmente xuxar meu mochilão em algum lugar que não nas minhas próprias costas, tomei um banhozinho para tirar a nhaca do trem chinês e fui dar minha primeira voltinha por Pequim. Na dúvida de onde iria parar e considerando que estava calor e eu só tinha roupas siberianas, resolvi dar um pulinho no Silk Market depois de dar uma voltinha pelas redondezas... Bem, se voce adora comprar bugiganga e coisa falsificada, o Silk Market é o seu lugar. Eu realmente não tenho paciência para ficar barganhando nem tenho dinheiro para comprar um monte de coisa, então não curti muito...Eu comprei um tenis bem marrom menos para aposentar a bota por uns dias, mas no primeiro dia eu acabei retornando para a bota porque cheguei a conclusão que prefiro passar calor a ficar sem pé. Dinheiro jogado fora porque o maldito do tenis era muito desconfortável! Na saida do Silk Market resolvi visitar uma rua de lojas para passear e como não estava com pressa, em vez de pegar o metrô, resolvi ir andando para ver mais a cidade. Pelo meu mapa, se seguisse a mesma avenida, ia cair na esquina da rua, porém não estava entendendo se tinha que andar para a direita ou para a esquerda e resolvi fazer essa pergunta, que é realmente a pergunta mais simples do mundo, para algum xing ling me ajudar. Bem, a xinga linga que me “ajudou”, mandou eu ir para esquerda, e depois de uns 15-20 minutos andando percebi que estava na torre da CCTV que é beeeeeeeeeem do lado oposto de onde queria ir.. rs Desistindo de caminhar tanto, peguei um metrozinho...Diga-se de passagem que o metrô de Pequim é top e muito barato (apenas 2 yuans, que é menos de 1 real). Chegando ao meu destino e vendo os milhões de neons, letreiros de grifes, milhões de lojas e tudo mais, comecei a refletir sobre a política/economia da China. Eu realmente NÃO admiro a China desse ponto de vista (por favor não confundam – eu não tenho nada contra chineses e considero o país um ótimo destino turístico). Realmente não entra na minha cabeça como um país que é totalmente voltado para o consumismo/ostentação, que escraviza operários para exportar a preço de banana, que falsifica até salsicha (sim, uma chinesa me disse isso... Rsrs) e que realmente não está nem fudendo para poluiição e desenvolvimento sustentável (tendo em vista as toneladas de lixo jogadas ao longo da ferrovia e que não se consegue nem ver direito o sol em Pequim por causa da nuvem de poluição em cima da cidade) pode ao mesmo tempo pagar de comunista, censurar informação, Facebook, Google e Youtube e ser best friend da Coreia do Norte. Bem, chega de desabafar mesmo porque eu não sou nenhum expert no assunto para ficar aqui refletindo sobre isso..Apenas senti tudo isso na pele nas minhas primeiras 24 horas de China e quis expressar... Voltando ao assunto Beijing. Adorei Beijing! Apesar de o ar ser ridiculamente poluido, a cidade é muito interessante....Tem muitas coisas modernas, de primeiro mundo, excelente sistema de metrô, muitas, muitas, MUITAS ciclovias e ahhhh.....tem os hutongs S2. Amei os hutongs do fundo do meu coração...No terceiro dia em Beijing aluguei uma bike e fiquei só por conta de passear pela cidade e pelos hutongs..Achei muitissimo interessante e recomendo demais quem for a Beijing fazer algo parecido. No primeiro dia conheci 3 cariocas que acabaram se tornando excelente companhias pelo segundo dia. Fomos ao Templo do Céu, Olympic Park e Cidade Proibida. Curuiz, até arrepio de lembrar do tsunami de chineses dentro da Cidade Proibida. Ninguém merece! Tanta gente que até desanima da visita..Eu já havia visitado a Cidade Proibida de Hue, no Vietnam, que sem a menor dúvida é umas 352 vezes menor, porém com uma visita 352 MIL vezes melhor. Não dá para aproveitar com a chinesada dominando tudo, simplesmente NAO DA! É gente demais, credo...Se você estiver pensando “Nossa, deve ser super legal visitar a China no Ano Novo Chines”, meu amigo, só te digo uma coisa: você é doido varrido. Mude sua idéia jáaaa!! Eu fiquei apenas 3 dias em Beijing, o que é realmente uma miséria de tempo para uma cidade tão cheia de atrativos. Eu recomendaria ficar uns 6 dias lá, para poder tirar um dia para ir para a Muralha com calma, aproveitar para comer Peking Duck e Hot Pot sem correria e visitar mais. Eu realmente gostaria de ter ficado mais (e esse era meu plano A), porém como decidi ir à Coreia do Norte e para ir sozinha à Coreia ia me custar muito dinheiro, tive que ceder uns dias de Beijing e ir com um grupo de chineses que arrumei de última hora... Eu não fiz nem a Muralha em Pequim para não perder tempo (não pense você que eu sou tão boba não...eu arrumei um outro pedaço para visitar perto da fronteira com a Coréia...Vamos ver se é tão legal quanto!). Bem, fim da estadia em Pequim chegou a hora de seguir para a atração principal da viagem para mim: Coreía do Norte! Alguns dias desconectada, porém tenho certeza que voltarei com MUITA coisa para contar. Até logo!
  3. ULAN BATOR – BEIJING Hora de pegar o último trecho da missão Moscou-Pequim. Como esse trecho também só tinha opção segunda classe, mal podia esperar para entrar na minha cabine linda e cheirosa novamente e desfrutar de todo aquele conforto. Só que não. Alegria de pobre dura pouco mesmo. Quando o trem chegou, chegou um pau de arara sobre trilhos! Entrei na cabine e senti muita saudade da terceira classe russa (sim, da terceira classe!!!). Esse trem era um trem chinês com um aspecto absolutamente abaixo da crítica. Para começar, ele era bem caidinho. O fato de ser velho por si só não me incomoda. O que realmente me incomoda é o fato de terem tido a brilhante ideia de consertar o vão da janela que deixava entrar ar gelado enfiando papel higiênico. Imagina um papel que deveria estar lá há 3 gerações, totalmente amarelo e imundo olhando para você por 33 horas. A janela em si estava tão suja que mal dava para tirar foto de dentro do trem. Para completar, ao nos entregar o lençol (que na Russia vinha todo bonitinho dentro de um saco selado de lavanderia), já o recebemos com alguns cabelos de brinde (a moça do meu compartimento preferiu dormir dentro do saco de dormir. Pena que eu não tinha essa mesma opção, se não seria adepta também!!). A cabine onde o “providinista” ficava era absolutamente lamentável de tão suja!!! No lugar que eles guardavam os lençóis tinha um monte de resto de comida jogado no chão..Quanto ao banheiro e corredor, deixo que as fotos abaixo falem por elas mesmas. Enfim, resumo da história: nada de 2ª classe cheirosinha. O trem chinês era realmente muito imundo! Eu não sou uma pessoa fresca, mas admito que esse trem passou do limite para mim...Achei realmente muito nojento e já comecei minha impressão dos chineses com o pé errado... Bem, como os deuses da viagem também gostam muito de mim, me presentearam com ótmas companhias para não deixar passasse as 31 horas seguintes lamentando o chiqueiro em que estava. No meu compartimento ficou um casal de alemães super bacana. Conversamos bastante, jogamos baralho, fomos jantar, tomar café, etc., no café restaurante e a viagem foi realmente muito boa e passou bem rápido. Agora um fato engraçado...Estávamos bem de boa jogando nosso baralhinho no nosso compartimento durante uma parada do trem, quando de repente vimos uma pessoa com uma meia branca na mão esfregando nossa janela pelo lado de fora (o trem é bem alto, então viamos só a mão da pessoa e a pessoa não conseguia ver a gente). Eis que depois de uns 5 minutos esfregando bastante a janela para limpar a camada de 3 metros e meio de imundice, a pessoa volta pro trem, entra no compartimento ao lado e em seguida entra no nosso compartimento e diz: “Oh...Wrong window” hahahahah Gastou uma meia achando que tava limpando a sua própria janela...Morri de dó, mas nem liguei hahaha A vista na saida da Mongólia é do deserto de Gobi, porém não é tãoooo interessante primeiro porque é a mesma paisagem por horas e horas e depois porque o deserto de Gobi não é m deserto de dunas como imaginamos, mas mais plano e vegetação rasteira... Parece uma fazenda seca rsrs Já na chegada da China vale muito a pena ficar acordado! A paisagem é bem interessante, muitas contruções, cidades e montanhas. Adorei as montanhas!! Achei bem bonita a paisagem (vejam fotos abaixo). A única coisa lamentável é o tanto de lixo que a gente vê na beira da ferrovia. Muito muito muito lixo mesmo acumulado na beira por kms e kms.... Realmente a China ainda está longe de entrar numa vibe ecológica rs
  4. MONGOLIA Após acordar, dar uma olhadinha na internet e tomar um banhinho, sai para desbravar UB! Ulan Bator é a capital mais fria do mundo, com temperaturas no inverno chegando a -30. Pra ser mais precisa, menos de 1 mês antes de eu chegar aqui, a temperatura estava em torno de -20, porém, graças aos bons deuses do tempo, durante a minha estadia estava em torno de uns 15 graus positivos. A cidade não tem muitos pontos turísticos para serem visitados e os que tem dá para visitar sempre caminhando. Como já disse antes, o que mais gosto quando viajo é mesmo ver o povo na rua, o dia a dia, mais até do que os pontos turísticos, então para mim isso não é um problema e continuo achando a visita interessante. UB é bem parecida com uma cidade russa, com todos seus prédios em estilo soviético (e que na verdade foram até mesmo construidos pelos próprios russos) e letreiros em cirílico, porém com pessoas com fisionomia oriental e alguns templos budistas no meio do caminho... Durante meu passeio pela cidade, pude perceber que na Mongólia o pessoal já valoriza mais comida que na Rússia. Não sei se já disso isso antes, mas na Rússia não via nenhum lugar apetitoso, nenhum restaurante charmoso, convidativo, que desse vontade de ficar...Já na Mongólia, mesmo sendo muitissimo mais pobre, já há alguns lugares mais arrumadinhos. Eu não fui em nenhum restaurante porque não curto gastar muito dinheiro com comida, ainda mais desacompanhada, mas eu fui tomar uma cervejinha e comer um sanduiche num pub bem famoso de Ulan Bator chamado Grand Khan Pub. O ambiente é legal, mas a comida é bem ok (depois vi na internet algumas pessoas comentando que a qualidade da comida lá varia bastante dependendo do dia...Tem dia que está muito boa e dias que está apenas ok). Na Mongólia a grande maioria dos carros a direção é do lado direito. Há alguns poucos carros com direção no lado esquerdo também, mas bem poucos pelo que vi. No entanto, o que é bem esquisito, porém seguro para os pedestres mais desatentos, é que a mão não é inglesa. As ruas e estradas são exatamente como nos países que a direção fica do lado esquerdo. É bem, digamos, emocionante ver esse povo ultrapassando na rodovia toda esburacada e pista simples pelo lado do passageiro. Além disso, cheguei a conclusão que, apesar de os mongóis serem muito amáveis e gentis, quando o assunto é pedestre, a personalidade se transforma radicalmente. Simplesmente, na Mongólia pedestre não é gente. Mesmo se o sinal tiver verde para os pedestres eles vão passando por cima, empurrando e não estão nem ai. O hostel que fiquei, como disse, é muito bom tanto pelas pessoas quanto pelo lugar mesmo. Ele é bem limpinho e tem duas salas que o pessoal interage bastante. Dessa vez conheci várias pessoas no hostel e todas muito bacanas. Conversei com pessoas da Itália, Suécia, Alemanha, Belarus e foi muito bacana. No segundo dia na Mongólia fui fazer um passeio pelo Terelj National Park que fica bem próximo a UB. Por sorte, tinha mais um casal dos EUA fazendo o tour comigo. Pensa num casal bacana!! Eles eram muito legais, muito educados e muito interessantes... Fizeram muitas perguntas sobre o Brasil, porém sempre com muito respeito e demonstrando interesse. Eu também perguntei demais, principalmente quando me contaram que eles trabalham nada mais nada menos que na Antártica. Eles contaram várias coisas de lá, sobre como faz -85 no inverno, como não se tem como tomar banho (só banho de toalha molhada), como é abastecimento de comida, etc etc etc.... Foi muito bom ter eles comigo no passeio pois são duas pessoas excepcionais! No parque, paramos em alguns lugares para ver as paisagens, fizemos uma caminhada até um templo de meditação budista no meio das montanhas e depois almoçamos com uma família nômade no ger deles. Essa primeira familia não interagiu tanto com a gente, mas a comida era bem gostosa. Fizeram um sopa de batata, cebola e carne e depois um pastel frito de carne bem parecido com o que comemos no Brasil. De tarde fomos andar à cavalo antes de seguir para a segunda familia nômade que ia nos hospedar a noite. Quanto ao banheiro, vou parar de comentar porque está ficando repetivo...Só digo que minha fossa da Sibéria parecia o Palácio de Versailles perto do que eu encarei aqui rs Eu ainda cometi o erro de olhar só por curiosidade para dentro do buraco uma hora e a visão que eu tive foi literamente de uma pirâmide de coco kkkk Espero conseguir esquecer essa imagem após alguns anos de terapia.... Foi bacana demais a experiência de ficar com os nômades. Mesmo com toda a modernidade e com muita gente indo para as cidades, ainda existem muito nômades na Mongólia.. Todos os nativos que conversamos tem um parente, avô, pai/mãe nômade que ainda mora em gers. O estilo de vida deles é algo muito diferente, até mesmo pra quem cresceu no interior de Minas perto de fazenda e animais. Pra começar, eles são nômades, então vivem mudando de lugar pra lugar dependendo do clima. Depois que o ger é algo muito simples. É uma casinha redonda, com apenas um cômodo. No meio tem um fogão a lenha de 1 boca só que serve tanto como fogão como aquecedor. Fora isso tem as camas da familia encostadas ao longo da parede. Tem também um armário bem pequininho com um pia onde eles colocam água num reservatório que deve caber só uns 2 litros e usam para escovar dentes e lavar as mãos (bem raramente rs). Fora isso, normalmente tem só mais um armário para guardar as coisas de cozinha e outros para roupas. Hoje em dia muitos gers tem TV também, mas no que passei a noite a energia vinha de uma bateria, não de eletricidade mesmo como nas cidades. Os nômades normalmente criam ovelhas e cabras como fonte de renda. Alguns tem algumas vaquinhas para leite pois é um dos itens da base da alimentação deles. Eles fazem queijo, iogurte, etc., e comem sempre com um biscoito de farinha, também feito em casa. Também usam os animais como fonte de alimentação e eles não tem frescura com o tipo de carne. Comem carne de cabra, ovelha, camelo, cavalo e não só a carne, mas intestino e até mesmo fazem ensopado com a cabeça!! Por sorte, minha familia não quis incluir isso no cardápio e foi bem menos radical...Comemos no jantar macarrão (também feito em casa, tipo um noodles mesmo) com carne(sempre com uma gordurinha acoplada...afinal, comem intestino e vão frescurar na gordurinha?? De jeito nenhum né...) e batata e no outro dia arroz com carne e batata. Nenhum ingrediente desanimador, ainda bem!! Rsrs Do lado do ger eles montam um curralzinho para cuidar dos animais. Eles buscam o rebanho de moto, mas apesar de todo mundo na minha família ter roça, eu estou acostumada a ver à moda antiga, de cavalo mesmo...rsrs A família não falava inglês, claro, mas se esforçava pelo tradutor do celular do “nômade-pai” e pediam ajuda aos guias para traduzir. Vale aqui comentar sobre os nossos 2 guias e nossa motorista: 3 pessoas muito fofas, como o resto do povo Mongol. Eles falavam inglês bem, então deu para interagir bastante. Na Mongólia, outra coisa que é super tradicional são jogos usando um pedaço do ossos do tornozelo dos animais como pecinhas. Eles usam para criar todo tipo de brincadeira diferente para divertir a familia e as visitas. Foi bem divertido na verdade ficar horas e mais horas jogando vários jogos diferentes com eles... Depois do fim da estadia no ger, fomos visitar a estátua GIGANTESCA de Genghis Khan. Essa estátua é bem recente e também confesso, que achei bem breguinha, uma parada gigantesca (maior que a estátua da Liberdade em NY) em aço inox reluzindo no meio do nada. Fim de passeio, voltei ao hostel desesperada por um banho e um bom descanso antes de seguir para a China na manhã seguinte.. Ao final da minha curta estadia de 4 dias na Mongólia, fiquei com gostinho de quero mais. Minha dica para quem fizer a Trans-Mongoliana é pesquisar mais a fundo o que fazer na Mongólia e como fazer, pois eu acabei indo na correria e acho que poderia ter aproveitado mais! Da próxima vez, nos falamos da China! Até breve!
  5. IRKUTSK – ULAN BATOR Hora de encarar mais umas 30 horas de trem... Dessa vez não consegui comprar meus mantimentos com calma em um supermercado primeiro porque não achei nenhum próximo à estação, depois porque no meio da busca fiquei sem dinheiro porque resolvi comprar um Subway, que meu Deus, coisa cara!!! Foi tipo uns quase 30 reais por um Subway com uma água porque aqui até o queijo é opcional.... Ao chegar no trem, que grata surpresa!! A providinista falava um inglês super básico, mas já era alguma coisa...Além disso, a cabine era muito, muito confortável mesmo!! Fiquei impressionada...O vagão era novinho, cheirosinho, limpinho sem a bagunça da terceira classe. A caminha era super confortável, o cobertor era edredom, o banheiro era bem mais arrumadinho, enfim, um luxo só!! Rsrs Para exemplificar a subida na vida que eu dei indo pra 2ª classe, a providinista na 3ª classe limpava o trem 2x por dia com uma vassourinha e aqui já foi logo chegando com aspirador de pó e tudo mais hahah Passado meu deslumbre, percebi que ninguém mais tinha entrado no trem...Pensei comigo mesma que talvez o trem fosse encher nas próximas estações....Eis que chegamos na fronteira com a Mongólia no dia seguinte a tarde e depois de umas 15h de viagem, ainda era a lonely traveller!! Quando chegamos na fronteira, umas 500 pessoas vieram olhar meu passaporte e revistar o vagão. Depois, o providinista do turno disse que era pra eu ir passear e voltar as 16:30, quando o trem iria partir para a Mongólia...Cansada de ficar no trem sem nada pra fazer, peguei meu dinheiro, passaporte e fui dar uma voltinha na estação que não tinha nada. Quando olhei pra tras o trem estava indo embora... Confesso que rolou uma pequena emoção quando pensei “ Será que o cara mandou eu esperar outro trem que passa as 16:30?? Cade minha mala??”, mas como eu era a única pessoa do lugar, não tinha sequer alguém para me tirar essa dúvida...Bem, como não adiantava preocupar, resolvi ligar o fodas e esperar pra ver se o tempo voltava (e ele demorou, mas voltou). As 16:30 voltei pro trem e tcharaaaammmm....Dessa vez entrou mais um cara da Mongólia! “Uhuuuu, hora de sair do mute”, fui logo pensando! Só que não....Ele mal mal falava “Hello” e não estava rolando de tentar uma conversa e assim que fizemos os procedimentos de imigração na alfândega da Mongólia ele foi embora e eu fiquei sozinha de novo! Bem, sem nada pra fazer, só me restou mesmo passar o tempo escrevendo para o blog e jogando buraco no celular...Joguei tanto que consegui acabar com a bateria mesmo no modo avião rs. Até que a viagem não demorou tanto e não foi sofrida...Queria mais gente para interagir, mas por outro lado também foi muito bom ficar toda bonitona sem ter que dividir com ninguém. 30h de privacidade valiosa! Chegando na Mongólia, o pessoal do hostel tinha ido me buscar pois ainda eram 05:30 da manhã. Ao chegar no hostel – Golden Gobi (super indico como hostel e também como agente de viagens) – a Mama, que era a senhora dona do lugar – já estava de pé pronta para me fazer café, torrada, panqueca, ovo, etc. Ela é demais, assim como o resto do pessoal do albergue também é muito bacana. Foram extremamente receptivos e gentis. Depois da viagem e de acordar tão cedo, aproveitei para tirar um cochilo antes de explorar Ulan Bator. Até mais
  6. Obrigada pessoal! Ataide, põe baita nisso!! rsrs A viagem está sendo incrível...Acabei o trecho Moscou-Beijing e na verdade estendi até Pyongyang...Acabei de voltar da Coreia do Norte, então obviamente não estava rolando de postar nos últimos dias..hehe Vou atualizar aqui os relatos, porém estou meio na correia e vou ficar devendo as fotos. Assim que possível coloco mais fotos e videos também!
  7. Irkutsk & Lago Baikal Chegando em Irkutsk, como disse, Leonid estava me esperando na estação. Ele é um russo bem bacana (que novidade!) e fala bem inglês, então deu pra trocar uma ideia. O hostel era na verdade o apê dele e tinha um dormitório misto e um quarto privativo que ficou pra bonitona aqui! Depois de entrar na internet, mandar noticias, lavar as roupas e tomar AQUEEEELE banho caprichado, fui dar uma voltinha na cidade. A cidade é bem legal até e confesso que não esperava que fosse assim interessante. Observação importante: se você não me conhece pode estar achando que Irkutsk é tipo Paris da Sibéria. Não é nada disso, é só que eu não sou a pessoa mais exigente do planeta e gosto de muitas coisas simples rsrs. A cidade tem muita gente na rua e eu realmente gosto de movimento. Tem muitas lojinhas, gente andando e uma partezinha historica totalmente reformada bem legal de passear e onde passei boas horas tomando umas cervejas num pub. A temperatura em Irkutsk tava mara, do jeitim que eu gosto...Devia ta na média de uns 28 graus, porém a russaiada só anda de casaco. Fico impressionada!! O sol rachando, e eles lá, sobretudo, cachecol e os trem tudo...Nunca vi! Acho que é psicológico porque moram na Sibéria, só pode! No segundo dia de manhã tinha um tour para Olkhon Island que é no Lago Baikal. O tour dura 3 dias e 2 noites e não ouse você fazer tudo por conta própria pra economizar uma mixaria. Custou 3000 rublos que são 200 reais para o ônibus me buscar no hostel, me levar até o lago, para ter um “barco”para a travessia, depois outro ônibus para me levar na guesthouse, 2 noites na guesthouse que era bem arrumadinha, todas as refeições inclusas (e bem gostosinhas), 1 dia inteiro de passeio de carro pela ilha (que só isso separado custa 1500 rublos) e todo o trajeto de volta até Irkutsk. Não pegar um tour para fazer isso é uma furada, porque é um preço bem decente para 3 dias e na ilha ninguém fala inglês e é tudo muito simplezinho... O trajeto demora umas 6 horas no total, sendo umas 4 h de van até a beira do lago, uns 15 minutos de “barco” (quando o lago está descongelado, de ferry), uma boa 1 hora de van na estrada de terra chacolejando até a vila, mais os tempos entre troca de meios de transporte. Dessa forma, não é possível fazer o passeio em menos de 3 dias porque praticamente se perde 1 dia indo e outro voltando. Logo na primeira van conheci o meu companheiro para os próximos 3 dias. Fabrice é francês, tem 52 anos e já viajou o mundo inteiro. É uma pessoa super bacana e demos muita sorte de ficar na mesma guesthouse pois na ilha só tinham 4 turistas no total: nós 2 e um casal de chineses que estavam em outra guesthouse. Fez toda diferença ter alguém junto porque, como disse, ninguém fala inglês lá e a familia da guesthouse era bem boazinha, mas não interagia muito tempo com a gente (até mesmo porque é dificil interagir muito só por mímica) Casinha típica Khuzir é muitissimo pacata e muitíssimo simples. Na vila não tem asfalto e até brinquei no video que não é um “não tem asfalto” chique que nem não ter asfalto em Jericoacoara. Claro que não queria que tivesse asfalto aqui, mas o que quero dizer é que aqui não é bem cuidado. Tem muita sujeira na rua, alguns canos expostos, etc. O charme com certeza é manter terra/areia, mas acho que poderiam caprichar um pouco mais. Além disso, aqui também não tem água encanada. Na nossa guesthouse até tinha um tanque de 400 L com uma bomba para tomar banho no chuveiro, mas nem sei como conseguem essa água e quanto tempo ela deve durar até que recebam mais, então fui muitissimo econômica do banho. E como não tem agua encanada, não tem privada, só uma fossa no fundo do quintal!! Rs Essa parte da fossa é realmente um porre porque além de ser longe – temos que atravessar uma casa, outra casa, a casa da Olga, o galinheiro e a horta até chegar nela – arregar as calças no frio não é legal né gente? Rsrs Além disso, não vimos praticamente ninguém na rua apesar de ver muitas vacas passeando pela cidade rs. Para mim 3 dias foram mais que suficientes pois eu sou uma pessoa que fica muito entediada sem nada pra fazer...Se você é do tipo que gosta de ficar sem fazer nada, pode ser que curta ficar mais. Chegamos por volta das 16h e como na Russia em abril o sol dura até as 21, já fomos logo indo passear no lago. A vista me supreendeu muito!! Não tinha visto na internet fotos do que eu vi ao vivo....O lago todo branquinho, puro gelo, muito lindo!! Demos uma volta, andamos por cima do gelo, tiramos muitas fotos, andamos mais, vimos umas paradas xamânicas, etc. Foi bem legal. Não vimos nenhuma outra alma viva na rua a não ser o casal de chineses rsrs. Lago Baikal Fabrice e eu Pelos olhos da GoPro No segundo dia fomos fazer um passeio de 4x4. O nosso carro, juro pro cês, era igualzinho um Fiat 147 com tração 4x4 da época que Lenin ainda devia estar na flor da idade. O carrango aguentou bem o tranco porque tem uns buracos bem, digamos, desafiadores no meio do caminho! O passeio foi sensacional e com vistas maravilhosas. Realmente Olkhon é uma parada imperdível na Transiberiana. As fotos não conseguem dar um gostinho do que eu vi ao vivo...Eu achei incrivel ver o lago todo congelado, e apesar de achar que no verão também deve ser bonito, acho que no inverno é mais diferente e especial. Afinal, estamos na Sibéria não é mesmo? Pra ver praia e biquini dá pra ver muito no Brasil rs. Bem, no tercerio dia passeamos de dia de novo no lago na parte próxima à vila porque estava um céu muito azul e um dia lindo. Deu para aproveitar bem até as 13h quando retornamos para Irkutsk. Depois de tanto andar no sol, realmente ficamos com calor mesmo no gelo! Ao chegar em Irkutsk fomos de trem até o hotel do Fabrice. Para minha sorte, o hotel dele tinha banheiro compartilhado e me deixaram aproveitar para tomar um banhinho sem cobrar a mais antes de embarcar para a Mongólia. Nunca tinha parado pra pensar no quanto é bom ter água corrente!! Rsrs Fim da minha estadia na Russia.. Na próxima vez, escreverei direto da Mongólia! Até, meus queridos!
  8. Obrigada Claudia!! Que bom que está gostando! Segue abaixo mais uma parte do relato... TREM: Yekaterinburg - Irkutsk Mais uma vez escolhi a terceira classe. Não sei se já expliquei ,mas eu escolhi a terceira classe porque queria ter bastante contato com o pessoal aqui e tal. A diferença da terceira e da segunda classe é que a terceira classe tem um monte de camas, agrupadas de 6 em 6 (um total de 54 camas, se não me engano), gente cheirosa, gente fedorenta, chulé, falação, bêbados, etc., enquanto que na segunda classe são 4 camas dentro de um compartimento com porta que pode ser trancada. Assim, na segunda classe o máximo que pode acontecer é ter que conviver com outros 3 bêbados ou 3 peidorreiros ou 1 bêbado, 1 fedido e 1 cheiroso, ou 2 bêbados e 1 peidorreiro, enfim....Os números são mais limitados rsrs Ambas as classes não tem chuveiro, ou seja, a segunda classe também corre o risco de exalar uma essência exótica após algumas horas! Já a diferença da primeira e da terceira classe, além do dinheiro que não tá tendo (é muito mais cara), é que lá sim se tem uma vida de rei. TV, chuveiro, cabine de 2 pessoas, porém, qual a graça??? Fazer a Transiberiana assim, na minha opinião, não é sentir de perto a verdadeira Transiberiana. Bem, voltando ao assunto. Cheguei nesse trem torcendo para encontrar gente bacana de novo e principalmente que falasse inglês para poder fazer as horas passarem rápido, se não seria realmente um porre ficar em silêncio por 3 dias. As minhas preces foram atendidas e nesse trem também deu para conhecer um pessoal bem bacana! Aqui o pessoal era menos cara de pau...No primeiro trem todo mundo sentava na cama de todo mundo, todo mundo falava alto enquanto todo mundo dormia – e o povo nao estava nem ai – enfim, eram muito abertos. Nesse segundo trem, eles eram menos bangunçados e um pouco mais calmos. Em vez de sentarem ao meu redor e ficarem fazendo as perguntas, eles chamavam cara que estava na cama em cima da minha e que falava inglês para contar pra eles de onde eu era, o que fazia, etc. De vez em quando eles chegavam perto para interagir e quando fui embora do trem depois de 3 dias todos foram me dar tchau! Haha Foi bem legal! Em uma das paradas... Como disse, o moço que estava na cama em cima da minha era ucraniano e falava inglês bem. Pensa num menino bão!! Adorei ele, um amor de pessoa... Ele e mais outros 40 ucranianos que estavam divididos em vários vagões estavam indo para um cidade bem ao leste da Rússia fazer um trabalho temporário construindo ferrovias. A viagem total deles ia demorar em torno de 7 dias (e eu preocupada com as minhas 56h). Na cama em frente a dele tinha outro ucraniano do mesmo grupo que também era bem querido, mas não sabia falar inglês. A gente ficava comunicando por telefone sem fio e foi de boa também. Eles também gostavam de futebol e aproveitei pra perguntar se lá na Ucrânia o meninin do Galo, Bernard, estava mostrando serviço e eles disseram que menos do que deveria.Aproveitei também para contar que o Ronaldinho estava jogando no maior de Minas, mas que ele tava levando uma vida muito sofrida aqui no Brasil e eles racharam os bicos na hora que mostrei a foto abaixo hahaha Além disso, conversamos muito sobre a Ucrânia e Brasil, costumes e tal, mas na hora que disse que o assunto do momento era Criméia eles fizeram uma cara de “Ah, legal, fodas...” O assunto para eles parecia meio indiferente como se fosse pra gente discutir os sem-terra no Acre rs. Ronaldinho sofrendo em terras tupiniquins... Bem, essas 56 horas por incrível que pareça passaram bem rápido! Nesse meio tempo, além de conversar muito fiado, dormir, tomar umas cerveijinhas, comer bastante, tomar banho de lenço humidecido e depois de caneca, dormir de novo, também aproveitei para fazer o videozinho abaixo: Em 56h dá pra fazer muuuuita coisa rsrs Chegando em Irkustsk meus fiéis escudeiros fizeram questão de me levar até a porta do trem para encontrar com o Leonid (dono do hostel) e que ia me levar pro albergue. É engraçado como a gente se apega a algumas pessoas em tão pouco tempo né? Fiquei triste de não vê-los mais, mas assim é a vida das viagens...Depois pelo menos podemos manter contato por email! No próximo post, Irkutsk!
  9. Agora tenho que dar uma saidinha, mas assim que tiver um tempinho volto para colocar o resto do relato!
  10. Yekaterinburg Estação de trem de Yekaterinburg Nevando só um pouquinho... "Que bonitinho...Parece natal..." Ao descer do trem levei um susto porque tinha muita neve e eu realmente não estava esperando isso haha No entanto, o frio da Rússia é até agradável porque não venta e sol somente acaba lá pelas 21h, então da pra aproveitar muito o dia e não ficar sofrendo com o ventinho gelado entrando onde não deve rs. Foi minha primeira vez vendo tanta neve e ao descer do ônibus e caminhar até o hostel, eu confessso que sambei muito e em meus pensamentos agradeci muitissimo por ter adquirido um bom seguro-saude pois sentia que havia grandes chances de aparecer uma fratura ossea no meio do caminho!!! Teve uma hora que fiquei samabando, sem sacanagem, por uns 5 segundos com meu mochilão nas costas, mas consegui não cair haha Ao chegar no endereço do hostel não achava nem a pau a entrada. Parei um russo que também tentou me ajudar e não achou. O russo parou uma russa que pegou o celular, olhou no google maps, tentou ligar e, juntamente com o primeiro russo, me caminharam até a entrada do prédio que era pela rua de trás. Tudo isso sem falar um “a “ em inglês. Mais uma vez a russaiada conquistando meu coração! Chegando no albergue, uma grata surpresa: era a única hóspede ahahaha Fico impressionada como aqui na Russia não tem turista!! Tudo bem que é abril e não é a alta temporada, mas eu sempre sou a turista solitária... Achei bom ficar sozinha depois de tanta bagunça no hostel de Moscou e de 27 h papagaindo no trem. O hostel era super limpinho, novinho e o mais importante: sem carpete. Odeio carpete! O nome é Art Hostel on Lenina e a localização é bem boa porque a Lenina é a rua principal de Yekaterinburg. Eu resolvi parar em Yekaterinburg porque achei muito longo o trajeto de Moscou até Irkutsk direto, que a maioria do pessoal faz. Além disso, queria conhecer mais uma cidade menos turística para poder ver a “verdadeira “ Russia. Acabou sendo uma ótima escolha. Eu cheguei em Yekaterinburg umas 18h de um dia e fui embora as 22 h do outro dia, então o tempo foi suficiente para passear. A cidade em si é bem bonitinha, estava cheia de neve – o que era novidade para mim – e dava pra fazer tudo a pé. Eu não consegui dormir direito a noite por causa do jet lag que ainda me rondava e as 5:45 já tava de pé e comecei a passear assim que o sol raiou. Yekaterinburg é a 4ª maior cidade da Russia atrás de Moscou, São Petersburgo e Novo Sibirsk. Essa cidade é famosa pois foi onde aconteceu o assassinato dos Romanov. Bem, para quem não sabe a história (eu também não sabia nada disso antes de pesquisar para vir aqui), quando estava acontecendo a revolução bolchevique, os bolcheviques estavam mantendo czar e familia aprisionados e em 1918, depois de já terem passado um tempo em outro lugar, eles foram mandados para Yekaterinburg. Acontece que os tchecos resolveram rumar em direção à Yekaterinburg porque eles controlavam a Transiberiana e queriam marcar território. No entanto, a cagada toda foi que os bolcheviques não se ligaram nesse detalhe e acharam que os tchecos estavam vindo para pegar a familia do czar e ficaram meio desorientados porque se os tchecos levassem czar e familia, as outras nações poderiam se recusar a reconhecer o governo bolchevique como legítimo pois existia a familia real russa. O que eles fizeram então? Sentaram czar, czarina e filhos no porão da casa em Yekaterinburg e executaram todos de uma vez só e o resto da família mais tarde no mesmo dia. Muito triste né? A casa onde o assassinato aconteceu foi demolida para que não se tornasse um local de homenagens e “perigrinação” e no lugar dela foi construída uma igreja - Church on all Blood - em homenagem a familia. Church on all Blood Bem, tirando a igreja que é provavelmente o ponto turistico mais famoso de Yekaterinburg, também dei uma voltinha para ver o resto que estava marcado no mapa. Terminado o passeio pela cidade, resolvi então ir visitar a divisa entre Europa e Asia porque estava com tempo sobrando. Mais uma vez, que erro Erikita!! Que erro!! Fui para a rodoviaria de Yekaterinburg e depois de muito custo consegui explicar que queria ir na divisa da Europa com Asia onde tem o monumento e tal. Entrei num pau de arara de deixar qualquer pau de arara do Brasil com inveja, entupido de russo até o talo e fui... Já tinha visto na internet que existiam 2 monumentos, um mais perto e um mais longe e resolvi ir no mais perto mesmo pra ir mais rápido. Bem, chegando lá, tinha um monumento, que sem sacanagem, era dificil de visualizar a mais de 200 metros de distância. Ficava na beira de uma rodovia super movimentada, a porra toda nevando e nenhuma construção interessante em volta, com excessão de um botequim beira de estrada. Depois de passar 2 minutos e 33 segundos admirando o monumento – o que é um tempo mais que suficiente – e ver que a paisagem pro lado direito, Europa, era exatamente igual à paisagem do lado direito, Asia, e não compreendendo o por quê de tamanho esforço de me locomover até ali, resolvi entrar no boteco para perguntar como iria embora (não preciso falar que no boteco só tinha eu e que o cara não falava russo né?). Qual a minha surpresa ao ver o cidadão apontando e fazendo a mímica de que eu teria que sair correndo para atravessar a rodovia do lado dos carros indo, pular a mureta de contenção, atravessar o lado dos carros vindo e ficar ali, paradinha, em cima de um montinho de lama e neve esperando um busão passar. Com certeza esqueceram de contar esse detalhe lá no forum do Lonely Planet, se não tinha gastado esse tempo precioso bebendo uma cervejinha em algum pub na cidade! Precisei até tomar uma cervejinha para relaxar e bolar minha estratégia de travessia rs Enfim, depois de fazer o em nome do Pai, sai correndo até chegar do outro lado. Enquanto eu esperava o bus, apareceu um cara oferecendo carona, mas nem a pau que eu aceitei. Continuei lá esperando e graças a Deus o bus passou rapidinho e cheguei sã e salva em Yekaterinburg. Ao chegar de volta na cidade, claaaaaaaaaaaro que não ia dar a mesma manota que dei no primeiro trem. Já fui logo parando no melhor supermercado da cidade (eu assumo que era o melhor porque era dentro de um shopping que só tinha loja de grife rs) e comprando comida suficiente pra 56 horas sem miojo cru. Esbanjei no queijo, presunto, patê, pão, torrada, banana, maçã, água, muita água, biscoito, etc etc e fui felizona pro hostel pronta pra causar inveja na russaiada com o meu banquete in transit. Depois de um banho muito bem tomado e tudo pronto para ir pegar o trem, resolvi esbanjar e ir de taxi para a estação porque agora, além do meu mochilão, eu também tinha que carregar na neve e conseguir sambar legal com a sacola dos meus mantimentos que pesavam uns bons kgs e o taxi sairia algo em torno de R$10 apenas. O moço do hostel era bem bonzinho e sabia falar inglês, então já fui logo aproveitando pra sair do mute e poder falar bastante enquanto esperava o taxi porque aqui na Russia nunca se sabe quando será a próxima oportunidade de desembolar uma conversa! (Mãe, favor pular o próximo parágrafo....) Quando o taxi chegou ele já foi logo percebendo que eu não era russa, afinal russas não calçam botina e jamais andariam de calça de moletom e mochilão as costas. Quando ele viu que eu não falava russo, foi pegando o celular e ligando pra alguém. A pessoa do outro lado da linha foi falando e ele tentando me perguntar “ere ari iu from?” e todas aquelas perguntinhas de introdução. Só que ai, meus caros, eu comecei a cagar nas calças e não vou negar. O cara começou a perguntar demais e não desligava a bosta do telefone e tava tentando perguntar tipo “du iu ravi monei?” e eu só imaginando porque ele queria saber isso e já rezando e pensando que eu tinha mais 3 dias de trem e que minha familia ja sabia que eu ia sumir por vários dias, então que só iam achar meus restos mortais daqui uma semana, etc. Foram uns 3 minutos de pânico interno, mas o cara me levou na estação normalmente e não cobrou a mais...Acho que ele só estava fazendo como os outros russos que olham para mim como se fosse um extraterrestre, mas confesso que do jeito que foi eu pensei que pudesse ser outra coisa! Enfim, tudo certo e embarquei no trem mais uma vez, dessa vez, por 2 noites e um total de 56h. Depois tem mais
  11. TREM: Moscou - Yekaterinburg Chegou a hora de começar a travessia!! Acordei bem cedinho para dar tempo de mais uma passeada por Moscou antes de pegar o trem por volta das 13:30. Fora isso, tenho uma dica para o trem que é super valiosa. Nunca compre a cama de cima! A cama de baixo é, sem exagero, pelo menos umas 50x melhor que a de cima. Na 3ª classe pelo menos, na cama de cima não tem espaço para sentar, só para deitar, então é bem desconfortável. Segundo a regra de etiqueta da Transiberiana, as pessoas das camas de baixo devem deixar as pessoas da cama de cima sentarem porque realmente é uma bosta ficar so deitada num espaço de mais ou menos uns 50-60 cm de altura. Porém, não é a mesma coisa sentar na beirada da cama dos outros e ficar a vontade na sua, né? Além disso, as camas de baixo tem acesso a uma mesinha para comer, etc., mas o povo que senta na beiradinha não consegue chegar perto da mesinha porque ela é pequena...Outra vantagem da cama de baixo é que ela é tipo um baú, então você guarda sua mala e dorme por cima – para roubarem é literalmente só passando por cima do seu cadáver. Já na cama de cima, o espaço para a mala é uma prateleira aberta em cima da cama, o que não é tão seguro. É muito fácil também comprar a cama de baixo: só pedir uma cama número impar. Todas as pares são de cima e todas as impares, de baixo. Além disso, ao chegar no trem, você recebe um jogo de lençol e uma toalhinha de rostos limpinhos (se não tiver ja incluso no seu bilhete, pode pagar na hora...). Na hora de ir embora do trem, também faz parte da etiqueta deixar tudo arrumadinho, enrolar o colchonete (que se coloca por cima do banco para dormir) e devolver o lençol e toalha para a providinista. Se precisar, ela também empresta caneca para tomar café/chá/qualquer outra coisa. Enfim, as 27h de viagem foram bem bacanas e deu para curtir a Transiberiana à là russa. No próximo post, conto sobre Yekaterinburg!
  12. Olá pessoal! Eu sempre uso o Mochileiros como minha "bilbia"para todo tipo de viagem, porém estou devendo contribuir mais por aqui. Nesse exato momento estou na Mongólia nos útlimos dias da minha travessia de Moscou até Beijing pela Transiberiana/Transmongoliana. Vou postar aqui o meu relato. Está bem grande porque estou copiando do blog que fiz para manter minha familia e amigos informados, mas espero que gostem! A galera tem gostado bastante dos videozinhos que estou mandando...Entao se tiver com preguiça, só assistir os videos (são bem curtos) também ajuda haha Caso tenham dúvidas, fiquem a vontade para me contactar por aqui ou por email ([email protected]). É um prazer ajudar! Moscou Em Moscou fiquei hospedada no Chicago Hostel. Não é ruim, mas já fiquei em hostels melhores... Segundo a lenda que me foi contada por outro brasileiro quando cheguei lá, o hostel é comandado pela máfia russa. Não duvido muito, porque morava uma caraiada de russos no hostel e de turismo mesmo só tinham uns 6 brasileiros, uns 4 colombianos e um argentino. No meu quarto, estava o argentino com os colombianos. Ele falava português, tinha uma casa no Rio, mas atualmente morava na Itália e os colombianos eram seus alunos e estavam assistindo competição de esgrima. Mais tarde, depois de voltar do passeio à Praça Vermelha, cheguei no hostel e conheci os brasileiros. Eles estavam fazendo Ciências sem Fronteiras em Budapeste, alguns eram de BH e tinhamos conhecidos em comum (esse mundo é mesmo muito pequeno). Aproveitei a companhia deles e fomos para um pub/balada bem legal. A russaiada estava soltando a franga na dança e eu me achando conseguindo tomar shots de vodka pura sem fazer careta. A vodka aqui é mesmo DILIÇA e desce redondo e suave! Muitas vezes as pessoas olham com espanto para mim quando vou viajar sozinha e pensam se não me sinto entediada ou só. Bem, basta ler acima e os posts anteriores para concluir por conta própria que brasileiro tem pra todo lado e além de nossos conterrâneos, também há muitos gringos muito gente boa por ai para nos fazer companhia! Viajar sozinha para mim é a oportunidade de conhecer mais a fundo os locais e outras culturas, pois querendo ou não, quando estamos acompanhados acabamos nos mantendo mais na zona de conforto e interagindo menos com outras pessoas. Claro que há os prós e contras de se viajar sozinha, mas para quem, como eu, prefere fazer turismo de verdade (e não só ir em busca de festas e baladas...) é uma ótima pedida. Voltando ao assunto Moscou. Tudo em Moscou é muito grande. O centro de Moscou não é como no resto da Europa cheio de ruelas estreitas. Muito pelo contrário, as ruas são super largas e muitas até tem passagem subterrânea para atravessar de um lado para o outro. A Praça Vermelha é bem legal, mas esperava mais...Ela não é na verdade uma praça, é só um quadrado bem grande cercado pelo Kremilin, Catedral de São Basílio, Mausoléu do Lenin e um shopping e não tem bancos, fontes, jardins como praças comuns... A Catedral de São Basilio é bem bonita e gostei muito porque foge daquela arquitetura tipica de catedrais da europa que já cansei de ver em outros lugares. O Mausoleu do Lenin estava fechado no dia, então não entrei. O Kremilin também não entrei porque estava com o tempo muito corrido e preferi focar em ver mais coisas. Também visitei a Universidade de Moscou que é um prédio muito grande e muito bonito, o Izmailovsk Park/Market que é bom para comprar souvenirs, a Praça Lubyanka onde ficava a sede da antiga KGB e bati muita perna por vários lugares aleatórios de Moscou (eu adoro andar a esmo, apenas vendo como os locais vivem, etc). Fora isso também fui ao Bunker 42. Lenin construiu esse Bunker durante a Guerra Fria como refúgio para o caso de um ataque com bomba nuclear a Moscou. O Bunker está a 65 metros (18 andares) pro fundo da terra e tinha capacidade de abrigar até 2500 pessoas. Eu achei a visita bem interessante, porém com um preço muito salgado (RUB 1300 – quase 100 ronaldos). Chegada do trem do aeroporto Catedral de São Basílio (e meu gorro boniiiiiito) Praça Vermelha Izmaylovsk Vestígios de comunismo por toda parte.. Bunker 42 As estações de metrô de Moscou são um passeio a parte e nisso o comunismo contribuiu muitissimo. Eles tem muitas estações e os trens passam, juro pro cês, de uns 30 em 30 segundos. É muito rápido mesmo o intervalo entre um trem e outro. As estações são lindas, com pinturas, estátuas, chão/paredes todas de mármore. Estação de metrô em Moscou Estação de metrô em Moscou Alguns comentários sobre os russos. As russas são realmente muito bonitas e super vaidosas e arrumadas. O frio congelando e elas lá todas bonitonas com suas botas de salto alto, saia, meia calça e sobretudo. Esse é o dress code da Russia pro dia a dia e eu obviamente estava totalmente em desacordo ao andar de bota Timberland, calça verde e gorro super cheguei da Bolívia. Não é de impressionar porque todo mundo na rua olhava para mim como se fosse uma aberração vinda de Marte. Já os russos, bem, não foram presenteados com o mesmo tanto de beleza que as russas rsrs Não vi nenhum russo de tirar o chapéu até agora. Fora isso, russas e russos são muito gente boa. Sim, muito gente boa!!! Antes de vir para cá, me disseram que eles eram muito frios, ficavam encarando, etc, mas comigo todos foram gente boa ao extremo. Adorei mesmo o povo russo. Apesar de falarem inglês MUITO pior que o Joel Santana, eles se esforçam muito para comunicar e tentar ajudar. Quando estava perdida tentanto achar um bunker, parei uma moça que pegou o celular, olhou no Google maps, olhou no site, ligou no bunker, etc e me ajudou tanto que fiquei até sem graça. Nota 10 pro pessoal aqui!! Moscou não é uma cidade muito preparada para turismo e realmente não há muitos turistas por aqui. Me desculpem o linguajar esdruxulo, mas essa porra de alfabeto cirilico é uma bosta do caraio!! Ficava maluca tentando usar minha memória fotográfica porque em lugar nenhum eles escrevem as coisas em letras romanas, ou seja, nao tinha menor ideia de como era o som das palavras e em inglês então, só em sonho mesmo. Quando eu apontava algo e a pessoa respondia o nome da rua/lugar em russo eu não tinha a menor idea do que significava, porque o escrito era simplesmente 100% diferente do falado, entao depois de um tempo até parei de perguntar pra economizar tempo rs. Fora isso, o pai dos turistas, meu querido Google Maps me f*** dessa vez. Antes de sair do hostel, eu coloque todos os trajetos que queria fazer e tirei os prints no celular para poder me locomover bem e fácil...Quando eu já estava caminhando há bastante tempo e precisei dar uma conferida foi que eu notei que os nomes das ruas estavam todos em letras romanas. Não serviu de bosta nenhuma... Eu só tive uma tarde, um dia inteiro e uma manhã para aproveitar Moscou, então com certeza faltou tempo para ver mais com calma. Não pude estender mais porque o trem que vai da Mongólia para a China só sai às quintas e domingos, e no meu esquema atual eu estou indo pegar o trem de domingo. Para ficar mais em Moscou eu teria que estender 4 dias para trocar o trem de domingo pelo da quinta feira seguinte, ai achei que era tempo demais e não valeria a pena. Acabada a estadia em Moscou, é hora de seguir para o primeiro trecho da Transiberiana. Serão 27 horas de trem até Yekaterinburg. Vamo que vamo e até logo!
  13. Oi Leo! Eu já fui na maioria dos países que você está planejando, porém sempre nos lugares mais comuns (capitais e principais atrações..) De toda forma, algumas dicas abaixo: Chile - eu particularmente achei o Chile meio sem graça em comparação a outros lugares, sem muita coisa diferente para se ver, então reservaria poucos dias para lá. Não deixe de fazer o passeio do Vale Nevado, mesmo que não seja inverno, tem um vista legal! Bolívia - normalmente sempre tem passagens baratas para Santa Cruz de La Sierra, porém a cidade não tem absolutamente nada para fazer... Quando eu fui à Bolivia entrei e sai por lá, mas não vale a pena! Em La Paz, não deixe de fazer o passeio da Death Road (da uma olhada no visual no google), que é um passeio de bike em uma estradinha de terra animal....Nem precisa muito preparo físico pois a maior parte do caminho é descida e também dá para parar para recuperar o folego.. Peru - Machu Picchu dispensa comentários!! Absolutamente incrível! Quando eu fui eu tinha poucos dias então fui no estilão turistão mesmo, mas se tivesse tempo tentaria fazer a trilha... África do Sul - se planeje para estar na África do Sul na primavera/verão. Eu estive lá em Junho, mas perdi muito de Cape Town principalmente por causa do tempo.. Itália - eu fui nos lugares báscios da Italia (Florença (espetacular), Roma (não pode faltar, muita historia!), Torino (dispensável perto a tudo que a Italia tem em turismo, só fui lá porque tinha uma amiga em intercâmbio), Veneza ( algumas pessoas odeiam Veneza, mas eu simplesmente fiquei espantada com a beleza de lá. Eu fui no verão e achei lindíssima, porém meio entediante..Uns 2 dias lá e já deu rsr) Outro lugar que fui na Itália e que achei um dos pontos altos da viagem e pouca gente vai é Cinque Terre (dá uma olhada no Google). São 5 cidades, quase vilas, litorâneas e muito legais...Não é muito longe de Florença e uns 2 dias dá para passear legal. Outra dica sobre a Itália: os trens que são vendidos online são apenas os melhores, mais caros...Deixe para comprar as passagens lá, nos trens locais e muito mais baratos. Grécia - Mykonos com certeza, porém as ilhas gregas acabam saindo com preços bem salgados..Depende do seu orçamento! Austrália - ainda não fui, mas pelo que escuto falar é bem tranquilo conseguir um emprego para quebrar o galho. Nova Zelândia - ainda não fui. Quanto ao trabalho na NZ, eu conheci um cara da Lituânia que estava na NZ com um visto para trabalho chamado Work Holiday. Eu vi que esse esquema também existe para o Brasil, porém para 2014 as vagas já estão esgotadas...Dependendo de quando você tiver pensando em ir pra lá, talvez consiga o visto para 2015. O link para maiores informações é: http://www.immigration.govt.nz/migrant/stream/work/workingholiday/brazilwhs.htm
  14. Fred, Eu sei dessa agência: http://www.lupinetravel.co.uk/ Eu não conheço ninguém que viajou com eles, mas olhei a Transiberiana e eles foram muito atenciosos e prestativos. Eu pesquisei sobre a agência no Google e também apareceram boas referências...Além disso, o pagamento pode ser feito pelo Paypal, então imagino que seja mais seguro!
  15. erikafc13

    China - Vistos

    Bom dia pessoal! Estou com viagem marcada à China com o seguinte itinerário - 13/04/2014: Chegada à Beijing de trem, vindo da Mongólia - 15/04/2014: ida de Beijing para Hong Kong, de trem - 20/04/2014: retorno de Hong Kong para Beijing de avião - 21/04/2014: saída de Beijing para Coreia do Norte, de avião - 27/04/2014: Retorno para China de trem vindo da Coreia do Norte - 30/04/2014: Retorno para o Brasil. Basicamente, eu entraria na China 3 x ( 1x vindo da Mongólia, 1x vindo de Hong Kong e 1x vindo da Coreia do Norte). Como vi que para quem nunca teve visto chinês não é concedido visto de múltiplas entradas, estou me programando para que na segunda vez que entre na China vindo de Hong Kong (única entrada de avião) eu fique menos de 72h em Beijing antes de sair para a Coreia do Norte. As minhas dúvidas basicamente são: 1) O visto de 2 entradas é fácil de conseguir? Não fico muito tempo na China...Não sei se há alguma restrição quanto ao tempo mínimo para ficar para conseguir o visto de 2 entradas... 2) Ao entrar na China chegando de Hong Kong, ainda teria 1 entrada válida pelo meu visto. Corro o risco de o oficial que me atender não aceitar o acordo do trânsito de 72h por eu ainda ter mais uma entrada válida? Se isso ocorrer estou perdida, pois não está nos meus planos cancelar a viagem à Coreia e nem ficar para sempre na Coreia do Norte rsrsrs Tentei trocar e voltar direto da Coreia do Norte de avião para pegar a última entrada na China com menos de 72h, porém caso volte de avião da Coreia do Norte, só consigo voltar no dia 26/04, ai dariam mais de 72h até partir para o Brasil.... Obrigada! Erika
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