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Fernandoyc

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Sobre Fernandoyc

  • Data de Nascimento 13-07-1980
  1. "O barato eh loko e o processo eh lento" Dois anos depois, finalmente, segue o relato da viagem...😛 Após publicar aqui a intenção de fazer a travessia, conheci o Adriano q topou fazer a trilha comigo. Atenção: eh preciso enviar um e-mail para o ICMBio com no mínimo três dias de antecedência para fazer a travessia a pé. A propósito, o Adriano eh um cara "bem disposto", após viajar com a mulher dele pra Canela-RS desembarcou em Congonhas enquanto a esposa seguiu pra Goiânia. Fui me encontrar com o Adriano em Congonhas e daí começou a Trip. Pré-trilha dia 25/08/16 - quinta-feira De Congonhas seguimos para o Terminal Tietê e pegamos um bus para Guaratinguetá. (Bus direto de SP para São José do Barreiro-SJB somente um único horário aos sábados) Em Guaratinguetá nos hospedamos em um hotel no centro ao lado da igreja matriz, q fica bem perto da rodoviária. 1° Dia 26/08/16 - sexta-feira Deixamos o hotel bem cedo para pegar o primeiro ônibus para SJB, onde fica a entrada do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Partimos de Guaratinguetá às 07h00 e chegamos em SJB por volta das 09h00. A ideia inicial era ir andando até a entrada do parque, ou seja 26 km de subida da rodoviária de SJB até o início da trilha. NÃO FAÇAM ISSO! Uma luz tomou conta de nossas cabeças, mas não queríamos pagar 200 reais pra um jipe nos levar até a entrada do parque. Conversando com um jardineiro da prefeitura q trabalhava na praça, este se ofereceu para nos levar de carro por 100 reais. FEITO!!! Oh Lord!!! Durante o caminho percebemos a encrenca da qual nos livramos. Eh mta subida, sem lugar pra pegar água nem nada e o clima estava bastante seco. Aproximadamente duas horas de carro chegamos à portaria, na qual havia um guarda. A gente se identificou e assinamos um registro lah. Seguimos um croqui q peguei no relato do Raffa 😕 Bem perto da portaria uns 500 metros à esquerda encontra-se a Cachoeira Santo Izidro, boa para tomar um banho num dia de verão, no inverno impossível colocar os pés. Tira foto, curte um pouco a vista e o som da cachu e segue a trilha até chegar a cachoeira da Posse fora da trilha principal. De volta à trilha, mto sol e pouca sombra. Detalhe q no relato do Raffa ele fala sobre um atalho, daí eu e o Adriano seguimos a trilha e em determinado momento observamos uma placa indicando o atalho, achamos estranho o caminho do atalho apenas subir, mas tudo bem há momentos de subida e descida... qdo chegamos ao final do atalho a grande surpresa! Havíamos passado a entrada do atalho na ida e acabamos voltado todo o percurso Volta tudo de novo e segue pro Sítio do Tião. No caminho, já quase anoitecendo, numa estradinha de terra passa uma caminhonete em sentido contrário para a qual perguntamos se já estávamos próximos do sítio do Tião, daí o motorista responde dizendo q ele era o Tião, Uffaa..., disse q ia levar um casal até a entrada do parque pois a mulher do casal estava com bolhas e não conseguiria continuar a trilha... poucos quilômetros depois chegamos ao sítio... o Tião soh voltou bem mais tarde... 2° dia 27/08/18 - sábado Com certeza o melhor dia da trilha Logo após tomar café da manhã, subimos até o Pico do Gavião q fica do lado do Sítio Desmonta a barraca e trilha q segue. Esse segundo trecho da trilha eh o mais bonito, em meio à mata atlântica segue-se o caminho de "pé de moleque" feito pelos escravos para transportar o ouro de Minas até Parati. Como o tempo estava ensolarado e seco não tivemos problemas durante o percurso, mas acredito q em dias de chuva ou q tenha chovido alguns dias antes esse trecho seja BEM difícil de fazer pois as pedras devem ficar bastante escorregadias, logo eh bom ter um bastão de trilha ou um cajado nesses dias. Ao final da trilha de "pé de moleque" chegamos a um rio onde andando à sua margem em pouco tempo encontra-se um casebre abandonado onde deixamos nossas coisas e seguimos para a cachoeira do Veado. A trilha para esta cachoeira estava bem úmida apesar de não ter chovido. Voltamos para o casebre e montamos a barraca de camping, embora seja possível dormir no interior do casebre, onde inclusive há um fogão à lenha, no qual preparei o jantar: miojo à lenha 3° dia 28/08/18 - domingo O dia mais ROOTS! Bem perto do casebre há uma ponte nova para atravessar o rio e seguir a trilha do outro lado à direita da saída da ponte. Eh nesse trecho q se encontram os caminho do ouro q vêm de SJB e do Cunha. Apesar da água gelada, tanto no rio ao lado do casebre quanto no rio Mambucada foi possível tomar banho, pois não era insuportável. Como não contratamos transporte do final da trilha até o Campo da Gringa fizemos esse percurso a pé, ou seja, haja "sola de sapato" e paciência pq nunca chega. Pior parte! Mas dá pra vez ou outra se refrescar no rio. Chegando na Gringa tem ônibus pra Parati ou pra Angra. O Adriano seguiu pra Parati pra voltar pra SP e depois Goiânia e eu segui pra Angra com destino a Ilha Grande, mas essa eh outra história, pois quero voltar e fazer a volta à Ilha. Dicas Importantes: 1- Vá com calçados adequados, de preferência bota de trekking e meias q não absorvam umidade. 2- Para comer levei queijo, salame, miojo, chocolate, frutas secas e pão q compramos na padaria em Guaratinguetá. 3- Uma garrafinha de água de 500ml eh suficiente, pois há água em todo o percurso, levei um cantil de 600ml. 4- Protetor solar, principalmente, para o 1° e 3° dias. 5- A trilha é bem marcada, difícil de se perder.
  2. Mto bom o relato! Tah na lista o pico da Bandeira, quem sabe faço esse mês ou no próximo. Caso não consiga fazer a travessia da Serra da Bocaina. Se alguém estiver a fim de fazer a Serra da Bocaina, dá um tok no seguinte tópico http://www.mochileiros.com/travessia-trilha-do-ouro-serra-da-bocaina-t131695.html . Estou procurando companhia... Chegando em Angra estou pensando em partir para Ilha Grande.
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